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Paper / artigo apresentado no IV Encontro Brasileiro de Educomunicação na ECA USP dia 27 de outubro de 2012.

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  1. 1. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012     1 O EDUCOMUNICADOR DEPOIS DE KAPLÚN 2 Fábio Rogério NEPOMUCENO Universidade de São Paulo, São Paulo, SPRESUMOHá alguns cursos informais e formais, inclusive em nível de graduação, sobre educomunicação.Imaginamos que estes cursos formarão ou capacitarão educomunicadores. Mas o que é umeducomunicador? Voltaremos à primeira definição de educomunicador, proposta por Mario Kaplúnem sua obra O Comunicador Popular, afim de compará-la com a atualização da definição, feita peloProfessor Ismar de Oliveira Soares. O campo chamado educomunicação, na interface entreeducação e comunicação, foi identificado a partir de estudos do Núcleo de Comunicação eEducação da ECA/ USP, e recebeu este nome porque Kaplún denominou os atores desta área comoeducomunicadores. Tentando entender qual é hoje a efetiva prática deste profissional ou desteativista proponho analisarmos os perfis de alguns educomunicadores atuantes.PALAVRAS-CHAVE: educomunicação; educomunicador; kaplun; perfil. O EDUCOMUNICADOR DEPOIS DE KAPLÚNHá um outro tipo de comunicação possível. Há um outro tipo de educação possível. O que há deerrado com o que temos? Há realmente motivo para querer fazer diferente?Existiu e existe quem reclame urgência e até há que busque unir Educação e Comunicação. Comodisse Paulo Freire (1985, p. 46), “Educação é comunicação”.Pensando nos instrumentos contemporâneos de comunicação, nossa referência primeira é CélestinFreinet3, na França, ainda na década de 20 do século XX. Freinet usou o que havia de mais modernona sua época, o limógrafo, tipo de impressora, junto com ideias originais como a aula-passeio, usode correspondências entre escolas, entrevistas, auto-avaliação, as fichas de estudo e mais paradesenvolver uma pedagogia de projetos, ainda hoje considerada inovadora. Inspirado em Freinet, epensando a partir da prática de jornalismo comunitário de sua época, o professor, jornalista e1 Paper com abordagem teórica relativa ao campo da Educomunicação2 Aluno de Licenciatura em Educomunicação na ECA/USP e Professor de Língua Portuguesa de Ensino Fundamental e Médio naPrefeitura de São Paulo. Licenciado em Letras pela FFLCH/USP.3 ver http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lestin_Freinet e http://es.scribd.com/doc/6837499/Tecnicas-Freinet 1 de 14
  2. 2. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    radialista Mario Kaplún (1923-1998) escreveu sobre este outro tipo de comunicação educativa. Eele chamou aqueles que a praticam de educomunicadores.O termo “educomunicadores” aparece sem destaque no livro Una Pedagogia de La Comunicación(1998, p. 88 e outras). Mas esse livro é uma atualização de El Comunicador Popular (1985). Emambos, Kaplún descreve esse ator social (o educomunicador) detalhando sua atuação, mas no livromais antigo ele é chamado apenas de “facilitador”. Nenhum dos livros de Kaplún foi editado emportuguês, mas o Coletivo de Comunicadores Populares4 está traduzindo O Comunicador Popular:fato bem de acordo com o tipo de iniciativa que Kaplún tinha e incentivava, de acesso aoconhecimento.Claro está que Kaplún não inventou o educomunicador. Talvez tenha inventado o neologismo. Arigor, Freinet já era um. Mas o próprio Kaplún era um educomunicador e, nas duas obras citadas,explica a prática que ele viu e ajudou a construir.É a reflexão de Kaplún sobre sua prática que estamos visitando e que busca mosto comparar com aatualização proposta pelo professor Ismar de Oliveira Soares (SOARES, 2011). Além disso, busca-se fazer referência a alguns educomunicadores atuantes hoje em dia. Pesquisa temática coordenada pelo NCE e financiada pela FAPESP, entre os anos de 1997 a 1999, denominada de “A Inter-relação Comunicação e Educação no Âmbito da Cultura Latino-Americana” (O Perfil dos Pesquisadores e Especialistas na Área), confirmou exatamente o surgimento de um novo campo do saber: a inter-relação Comunicação-Educação, também conhecida como Educomunicação. (MELO, 1999).Esse novo campo foi chamado de educomunicação por causa do termo “educomunicador”inventado por Kaplún. Depois de Kaplún, também Jesús Martín-Barbero e a UNESCO usaram otermo educomunicação, mas no sentido de leitura crítica das mídias. Posteriormente, pesquisas doNCE/ECA/USP atribuíram sentido mais amplo ao termo, chegando ao significado atual dessecampo.A ênfase da educomunicação não é o uso das mídias, mas o foco no processo de comunicação, maisdo que na conteúdo da mensagem, mais do que nos recursos utilizados e do que nos efeitospretendidos. Diz o professor Ismar de Oliveira Soares: Com relação às tecnologias, o que importa não é a ferramenta disponibilizada, mas o tipo de mediação que elas podem favorecer para ampliar os diálogos sociais e educativos. (SOARES, 2011).Pensar apenas no uso, privilegiando os meios técnicos disponíveis, reduz demais o potencialeducativo dos “ecossistemas comunicativos”, conceito usado por Martín-Barbero (cf. SARTORI,2005).Importa ressaltar que a utilização dos meios de comunicação de massa para fins educativos (comintenções positivas) não é um fenômeno novo e continua em voga. Alguns comunicadores, em suasrespectivas épocas, tiveram propostas modernas e tentaram ensinar conteúdos relevantes e críticos.Cita-se, por exemplo, Roquette Pinto e sua rádio educativa.No entanto, focar apenas no efeito pretendido ou numa eventual boa intenção, também pode não sersuficiente, por não empoderar o público consumidor da mídia e continuar, de alguma forma,reproduzindo o sistema de comunicação e a divisão econômica vigentes.4 http://comunicadorespopulares.org/ 2 de 14
  3. 3. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    Pensar no processo e dar espaço para a participação de todos abre potência para a inovação, adiversidade e a horizontalidade que podemos traduzir por democracia participativa. Aqui reside umdos alicerces da educomunicação: a perspectiva colaborativa, dialógica, que estimula oprotagonismo.Resumidamente, é esta distinção entre três tipos de comunicação - que são também três diferentestipos de educação - que inicia os dois livros citados de Kaplún. Sua tese é: “A CADA TIPO DE EDUCACIÓN CORRESPONDE UNA DETERMINADA CONCEPCIÓN Y UNA DETERMINADA PRÁCTICA DE LA COMUNICACIÓN”. (KAPLÚN, 1998, p. 17).Em O Comunicador Popular (1985, p. 14) Kaplún diz que sua análise dos meios de comunicaçãousados sugerem que “comunicar é impor condutas, conseguir acatamento”. A única maneira derelativizar esta imposição é abrindo o diálogo, permitindo que todos participem da comunicação deforma mais ativa. Kaplún associa esta comunicação focada no processo com a educação libertadora,proposta por Paulo Freire no livro Pedagogia do Oprimido (1987) e defende esse modelo por ser oúnico capaz de transformar as relações e condições sociais.Obviamente, é preciso organização para permitir esta participação de todos. Na era do rádio e dojornal impresso, em que Kaplún atuou e escreveu, havia uma série de limitações técnicas. Opróprio acesso ao recurso básico de veiculação de mídia era difícil e caro. Uma das ideias que eleteve para abrir o diálogo entre grupos e comunidades foi a troca de fitas K7 áudios gravados,equipamento popular na época. Uma ideia genial, que antecipa, por exemplo, o que hoje chamamosde podcast. Um ato para driblar a dificuldade que era ter acesso à antena transmissora de rádio.No contexto atual, a popularização dos computadores e da internet abre novas perspectivas quecertamente fascinariam Kaplún. Mas o fato de haver novos canais abertos ou mais recursosdisponíveis não garante o diálogo criativo e transformador. Antes, o desenvolvimento da técnicapede novos mediadores. Uma nova categoria de educadores.O livro Q & A de Vikas Swarup e sua versão cinematográfica “Quem quer ser um milionário?”(Slumdog Millionaire, 2008), de Danny Boyle, especulam de forma muito interessante sobre umasociedade aprendente. A nossa sociedade. Onde as pessoas podem aprender o tempo todo e a figurado professor ou o tempo do estudo concentrado não seria tão necessário quanto foi um dia. Em certamedida, talvez algum sentido.Mas, para favorecer a diminuição das diferenças de acesso ao conhecimento e às oportunidades deascensão social a figura do professor ainda é indispensável. Para ajudar num uso mais funcional efuncional dos recursos tecnológicos disponíveis, nossa sociedade ainda precisa de mediação.Alguém que oriente e ajude os grupos a se organizarem. Sem prejuízo, esse orientador poderia epode ser também um professor. Mas não necessariamente.O educomunicador, segundo a proposta der Kaplún, não carece obrigatoriamente de formaçãouniversitária. Isso porque a principal competência do educomunicador, como percebe BONA(2007) em sua leitura de Kaplún, é a empatia com sua comunidade. Mais do que colocar-se no lugar do destinatário, empatia significa “querer, valorizar aqueles com quem tratamos de estabelecer uma comunicação” (Kaplún, 1998, p. 99); BONA (2007).Assim, a percepção das demandas (o que Kaplún chama de “pré-alimentação”) e o esforço parafavorecer o pensamento autônomo e o senso crítico podem ser facilitados por essa empatia com acomunidade, o que não necessariamente exige formação universitária. Permitir que as pessoaspensem por elas mesmas é o grande ato educativo, que só é possível num modelo comunicativo e 3 de 14
  4. 4. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    educativo com foco no processo, conforme citamos. Mais uma vez, afirma-se: o fato de as pessoasestarem ali, fazendo juntas, é mais importante que a qualidade do produto final apresentado. Esseproduto é, sobretudo, uma forma e um fruto de um diálogo entre as pessoas que o produziram e éum meio de estabelecer diálogo com outras pessoas e outros grupos. “Los educomunicadores tenemos que ser eficaces. Preocuparnos de nuestros mensages lleguen” (Kaplún, 1998, p. 88)Ter conhecimento técnico é importante para estabelecer esta mediação. No livro O ComunicadorPopular, Kaplún deixa isso explícito, fornecendo, em forma de manual muitas pistas para estaformação. É importante, mas não obrigatório. Mesmo não possuindo um elevado conhecimentotécnico, um educomunicador pode orientar com muito êxito um grupo, desde que favoreça aparticipação de todos, de forma que haja liberdade para o compartilhamento dos diversos saberespresentes no próprio grupo.A grande potência está no trabalho coletivo e colaborativo.Ainda sobre a formação do educomunicador, há cursos livres (formais e informais) que ensinameducomunicação. Geralmente são oferecidos como oficinas práticas: jornal mural, podcast, rádio,blog, uso de mídias sociais, imprensa jovem, captação e edição de vídeo, teatro, grafite, outrasartes... Alguns exemplos de cursos com certificação: o da ONG Viração Educomunicação (que editaa revista Viração) e o projeto Cala-Boca Já Morreu, do Instituo Gens.A Prefeitura de São Paulo, que tem a educomunicação como um de seus eixos de trabalho, ofereceformais na área de educomunicação para seus professores e pioneiramente contrataeducomunicadores - com este nome mesmo, para aplicarem esta formação.O professor Ismar (SOARES, 2011, p. 19) , no entanto, alerta que uma formação “oficineira”, semaprofundamento teórico, pode não ser suficiente para promover a capacitação necessária emeducomunicação, tal a complexidade deste campo de conhecimento.Para além da formação básica ou de oficinas, há várias faculdades particulares oferecendodisciplinas ou propostas de seminários com o nome educomunicação e algumas ofertam até cursosde pós-graduação lato sensu em educomunicação em diferentes regiões do Brasil. Já entre asinstituições públicas de ensino superior, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)oferece educomunicação como uma habilitação da graduação de Comunicação Social desde 2010.Em 2011, outra instituição pública – a ECA/USP – passou a oferecer a graduação de Licenciaturaem Educomunicação. Em 2012, a ECA/USP passou a oferecer também a especialização (pós-graduação lato sensu) em educomunicação. Ou seja, o conceito deixou de ser apenas objeto deestudo para ser formação de nível universitário.Isso não significa necessariamente que todos aqueles formados por esses cursos, formais ouinformais, de nível básico ou superior, sejam educomunicadores. É positivo que haja essa formaçãotécnica e/ou acadêmica, mas se o essencial realmente não é a técnica, não seria possível formar umeducomunicador com esse tipo de estudo.Acredita-se, porém, que educomunicação é algo que se aprende e se ensina. Por exemplo: pode-sefalar em “inclinação” à arte ou à educomunicação, mas não em artista ou educomunicador nato,pois da mesma forma que ninguém nasce artista, ninguém nasce educomunicador. 4 de 14
  5. 5. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    A criança é um tanto artista, sempre criando; é muito cientista, cheia de curiosidade para descobrir omundo que a cerca; mas muitas vezes tem seus talentos podados seja por um sistema educacionallimitante ou estrutura social e familiar fragilizada. Talvez o tipo de comunicação usada nos váriosespaços sociais – inclusive na escola – nem sempre favoreça o desabrochar de novoseducomunicadores. Essa lacuna permite e até exige formação adicional e/ou posterior emeducomunicação (desde oficinas até o ensino superior).Convém lembrar como Kaplún percebeu que existia esse ator, o educomunicador. Foi, sobretudo,dentro de grupos de mobilização social. Alguns deles publicando jornais impressos, outrosproduzindo programas em rádios comunitárias, sempre à margem da grande mídia produzida oupatrocinada pelos donos do capital. Educomunicador ou facilitador era aquele que organizava asatividades de grupos alternativos, como sindicatos, escolas, associações de bairro, igrejas, etc. Elefavorecia que todos tivessem voz, todos participassem. Nesta ação, o mediador não precisava sersempre ele o orientador; pois outros se formavam, as funções giravam, ou seja, se formavam novoseducomunicadores na própria prática educomunicativa.Não é educação para os meios, é educação por nós mesmos, nos meios. Ou ainda: Educação nosmeios por nós mesmos.O curso de Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP, formado por docentes que pesquisamcomunicação e educomunicação, lançou uma atividade pioneira para permitir que os alunos docurso se tornem educomunicadores: a imersão. Nela, tanto o aluno pode participar de experiênciaseducomunicativas em locais fora da universidade, quanto ele mesmo pode oferecer oficinas aos seuspares, numa troca horizontalizada de saberes. Assim, reforça-se o diálogo entre os próprios alunos edestes com outros grupos. O diálogo que integra e educa.Ao promover o diálogo num grupo, o educomunicador promove o diálogo deste grupo com outros.A educomunicação se abre para o mundo.Um dos critérios para avaliar a experiência educomunicativa é a replicação: o diálogo deve formarnovos educomunicadores. A ação educomunicativa, a proposta, deve poder ser reproduzida poroutras pessoas, adaptada em outros contextos. A educomunicação -enquanto teia de relações (ecossistema) inclusivas, democráticas, midiáticas e criativas- não emerge espontaneamente num dado ambiente. Precisa ser construída intencionalmente. (SOARES, 2011, p. 37).Veremos breves casos de educomunicadores. Sobre alguns, temos certeza de que sãoeducomunicadores; outros, embora exijam análise mais detida, parecem sê-lo. 5 de 14
  6. 6. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012     ISADORA FABER E FACEBOOK DIÁRIO DE CLASSE EM SC, COM RÁPIDA COMPARAÇÃO COM RENE SILVA DO RJComeço por uma dúvida: Isadora (13 anos) causou um certo frisson na mídia neste ano de 2012,com sua página Diário de Classe a verdade5 montada no Facebook em julho. Em princípio, pareciaum mero espaço para denúncias sobre os problemas da escola onde ela estuda, mas demonstrououtras pretensões: melhorar a educação, divulgar opiniões e interferir no desenvolvimento depolíticas públicas.Cristiane Parente6, Gilberto Dilmensteins7 e outros educomunicadores escreveram com muitaanimação sobre a proposta da jovem e concordo com eles. Usando o ecossistema comunicativo doFacebook, Isadora abriu um diálogo interessante com seus colegas de escola, pais e com asociedade em geral, chamou a atenção da mídia e conseguiu retorno prático, interferindopositivamente na sua realidade. Com poucos meses de atuação quase todos os problemas apontadospor ela foram de alguma forma resolvidos ou encaminhados para discussão pelos responsáveis.Parece altamente educomunicativa a proposta feita por Isadora de replicar o projeto, incentivando eorientando outros estudantes a montarem páginas semelhantes; inclusive de forma anônima se for ocaso: Isso porque seu percurso não foi fácil. Houve grande resistência e a aluna alegou até ter sidovítima de perseguição em sua escola; uma das suas professoras, sentindo-se ofendida, fez umadenúncia por calúnia; e há críticas também porque um professor foi demitido por causa depostagens na página. Pode-se questionar até que ponto isso foi justo e a questão não está fechada.E há outros problemas, porque apesar de ter a participação de milhares de pessoas curtindo ecomentando, a página aparentemente é gerenciada somente pela própria Isabela. Neste aspecto, nãohá um trabalho colaborativo e compartilhado.Algumas opiniões postadas pela protagonista exigem uma discussão delicada, como, por exemplo, oapoio dela ao uso de câmeras na escola, inclusive na sala de aula. Alguns atribuirão isso à poucaidade de Isadora, mas há postagens ainda mais discutíveis na página pessoal da mãe da garota.Talvez falte mais orientações, no plural, e o desenvolvimento de um projeto descentralizado, com aparticipação de um coletivo de estudantes, para tornar essa proposta educomunicativa. Adisseminação de opiniões muito conservadoras, controladoras e individualistas não ajuda naeducação ética nem na melhoria da sociedade, que deve ser o objetivo primeiro de um5 http://www.facebook.com/DiariodeClasseSC6 https://www.institutoclaro.org.br/blog/dois-jovens-uma-historia-de-midia-e-cidadania-/7 http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/08/28/isadora-indelicada/ 6 de 14
  7. 7. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    educomunicador. Talvez os outros Diários de Classe que estão surgindo, como por exemplo o deCotia8, sejam mais abertos neste sentido.Poderíamos, por exemplo, comparar a atuação de Isadora com a proposta de Rene Silva (18 anos),criador do jornal Voz da Comunidade no Rio de Janeiro. É fato que Rene se tornou uma celebridadee conseguiu contratos até com a Rede globo, mas sua proposta de trabalho é coletiva e totalmenteaberta para sua comunidade. Interessante observar que a ideia de montar o jornal veio daexperiência que Rene adquiriu com atividades em sua própria escola e sua intervenção não seresume à mídia, ele também organiza eventos e festas para ajudar a comunidade do Complexo doAlemão. Sua atuação é bastante social. Diferente de Isadora, ele não teve problemas na escola ondeestuda; ao contrário, encontrou muito apoio, conforme se deduz a partir das mensagens lidas notwitter @Rene_Silva_RJ. MAURO E O MUTIRÃO CULTURAL IMARGEM NO GRAJAÚTal como Kaplún, o artista plástico Mauro Sérgio Neri da Silva (nascido em 1981) gosta dosneologismos juntando termos que se relacionam de forma sutil. Imagens da Margem deu o projeto“Imargem”. Uma intervenção para grafitar e embelezar uma comunidade é chamada de”ManiFestão”. Tudo ação dos Agentes Marginais, com a palavra “marginal” também cheia desentidos, estando na periferia, na margem do sistema e próximos da represa. Um nome querepresenta vários grupos de artistas e ativistas da região de Grajaú, zona sul de São Paulo.Alguns interpretam o grafite como uma arte reacionária, que em vez de esperar pacificamente serbuscada nos museus e livros, se oferece obrigatoriamente nos espaços. Invade os muros. A propostado projeto Imargem esta bem longe desta violência. Aliás, apresenta-se como diálogo com ascomunidades, e por isso, pode ser considerada educomunicativa. Além de levar beleza grátis para aspessoas das ruas e das comunidades, seus grafite e esculturas buscam resgatar memórias do espaçoe disseminar mensagens educativas, principalmente sobre ecologia e meio ambiente.O professor ISMAR (2011, p. 47) identifica algumas “áreas de intervenção” para a práticaeducomunicativa: educação para a comunicação; mediação tecnológica nos espaços educativos;pedagogia da comunicação, gestão da comunicação nos espaços educativos, reflexãoepistemológica e expressão comunicativa através das artes. Nesta sexta área de intervenção, estátotalmente inserida a proposta do coletivo Imargem.8 http://www.facebook.com/DiarioDeClasseCotiaSp 7 de 14
  8. 8. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    Outro critério totalmente educomunicativo atendido pelo projeto Imargem: “multiplicação dosagentes culturais” (expressão usada no vídeo9 teaser do projeto). Além de dialogar, promove aformação de outros artistas e outros grupos de intervenção usando as ideias de arte, estética,intervenção, convivência, cultura, comunicação, educação, sustentabilidade, economia, preservação,memória e ecologia.No vídeo citado, há o depoimento de um jovem que aprendeu técnicas para fazer esculturas usandoo barro da margem da represa Billings. Claro que técnica é importante, já dizia Kaplún. Mas maisimportante é esse tipo de mobilização social, que o artista Mauro propõe. Por isso, ele e seuscompanheiros do projeto Imargem são educomunicadores e formam educomunicadores.Alguns participantes do Imargem possuem outras funções sociais, fazendo praticamente umtrabalho voluntário no grupo. O próprio Mauro, que criou o projeto, é também professor de artes.Mas parte realmente sobrevive de sua arte, conseguindo verbas de editais públicos, como o VAI daPrefeitura de São Paulo e leis de fomento federais. Assim, conhecimento sobre editais, leis ecaptação de recursos também são competências exigidas do educomunicador, ou é preciso contarcom a assessoria de pessoas que tenham este conhecimento, para garantir a sustentabilidadeeconômica do coletivo. EVELYN KAZAN E CLICK UM OLHAR CURIOSO EM PIRITUBAEvelyn Medeiros Kazan é aluna da primeira turma de Licenciatura em Educomunicação daECA/USP. Em seu percurso, teve contato com o projeto Idade Mídia, desenvolvido por AlexandreSayad no Colégio Bandeirante, e já relatado em livro10. Mas a ação da aluna Evelyn que chamaatenção por sua característica de replicação.Moradora do bairro de Pirituba, na periferia de São Paulo, ela teve contato com a proposta de usode mídias na educação de Sayad em oficinas desenvolvidas nos CEUs da rede municipal deeducação. Gostou tanto da proposta que resolveu continuar estudando o tema e entrou no recém-criado curso de educomunicação da USP. Buscou orientação para conseguir financiamento doprograma VAI da Prefeitura de São Paulo e criar seu próprio projeto de jornalismo comunitário: oClick Um Olhar Curioso sobre o Mundo11.9 https://vimeo.com/4905166110 http://livroidademidia.colband.blog.br/11 conferir o site http://www.clickumolhar.com/ 8 de 14
  9. 9. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    Com alunos de escolas públicas e particulares de ensino médio de Pirituba, o grupo edita o jornalimpresso Pirituba Acontece12, promove oficinas de mídia para outros alunos, faz campanhas emcomunidades, participa de programas de uma rádio comunitária e atualmente está montando umarádio escolar numa escola estadual do bairro.Quando se participa de alguns encontros de formação do grupo, é perceptível o tipo derelacionamento estabelecido entre os jovens e a maneira como novos educomunicadores estãosendo formados. Tanto que, quando os jovens cogitam qual profissão vão buscar no vestibular, háaqueles interessados em estudar comunicação, como aconteceu com Lara Deus, que fez parte daprimeira turma do Click, continua como colaboradora e em 2012 se tornou aluna do curso dejornalismo da ECA/USP. JOSÉ SORÓ E COLETIVO QUILOMBAQUE DO BAIRRO PERUSJosé Queiroz, 48 anos, conhecido por Soró, é consultor de desenvolvimento institucional, já tendoparticipado de projetos educacionais para adolescentes, usando a arte contra a violência. O grupoQuilombaque foi formado em 2005 pelos irmãos Dedê, Clevinho e Fofão, e quando Soró encontrouo grupo em 2007: “Aderi imediatamente. Eles possuíam um senso de autonomia, de conhecimentode suas raízes, forte sentimento de identidade, criativos, com uma impressionante capacidadegregária. E a surpresa, apesar de mal saberem, a Firmeza Permanente dos Queixadas, ali, vivas. Umoriginal quilombo urbano. O orgasmo do Paulo Freire13” (SORÓ, 2012)Preocupado em garantir a sustentabilidade da proposta dos jovens, organizou o grupo pararesponder às exigências institucionais e buscar financiamentos no poder público. Hoje oQuilombaque é muito maior, agregando centenas de jovens participantes de vários grupos,envolvidos em projetos de intervenção urbana usando a arte, teatro, saraus, educação ambiental eresgate da memória do bairro, com destaque especial para a luta sindical dos Queixadas e atransformação da abandonada Fábrica de Cimento Portland de Perus num Centro Cultural doTrabalhador.12 http://www.clickumolhar.com/p/pirituba-acontece.html13 Depoimento de José Soró, disponível em http://bit.ly/UrXXos 9 de 14
  10. 10. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012     CARLOS LIMA E O PROGRAMA NAS ONDAS DO RÁDIO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SPProfessor Carlos Alberto Mendes Lima foi radialista, como Kaplún, antes de ser professor de inglêsem escolas de ensino fundamental da Prefeitura de São Paulo, na região de São Miguel e ItaimPaulista. Nas escolas onde trabalhou desenvolveu projetos de rádio escolar e protagonismo juvenilpara promover uma cultura de paz, isso ainda antes do curso Educom.Rádio desenvolvido pelo NCE/ USP entre 2002 e 2003.Após o curso, empenhou-se na manutenção do projeto, que se transformou no Programa Nas Ondasdo Rádio, do qual é o coordenador, trabalhando no DOT: Diretoria de Orientações Técnicas daSecretaria de Educação.O Nas Ondas do Radio foi pioneiro numa série de propostas que buscam mudar as atividades dasescolas públicas do município, ensinar os professores a usarem tecnologias na escola e empoderaros alunos. Há, por exemplo, o projeto Imprensa Jovem, em que alunos de ensino fundamental viramrepórteres e transformam os laboratórios de informática em agências de mídia.Ainda hoje o uso do rádio escolar é indicado pelo Programa como recurso de comunicação quefavorece a aprendizagem e a cultura de paz na escola; no entanto o professor Carlos avançou aproposta, fazendo parceria com os professores da rede que exercem a função de POIE: Orientadorde Informática Educativa.A ideia de juntar a linguagem jornalística e a educomunicação às TICs (tecnologias de informação ecomunicação) foi tão eficiente que os gestores do programa de informática educativadesenvolveram sua própria proposta educomunicativa, em parceria com o portal Educarede daTelefônica e o Museu da Pessoa. O projeto, desenvolvido em 2008, se chamava Memórias emRede14. Outros projetos surgiram posteriormente na área de TICs, como o Minha Terra, comcoordenação de Claudemir Viana, ainda em parceria com o Educarede, e mais recentemente oMinha escola é notícia, já sem a parceria.Carlos também se empenhou na implementação da Lei Educom (lei municipal nº 13.941, de 28 dedezembro de 2004), que instituiu a educomunicação como política pública na cidade, independentede qualquer governo, e viabilizou a abertura de edital para contratar especialistaseducomunicadores; contratados com este nome mesmo em sua função; para ajudar na formação dosprofessores da rede municipal, tanto no uso da tecnologias, quanto no desenvolvimento de projetoseducomunicativos.14 http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=materialdeestudo.ds_home&id_comunidade=32 10 de 14
  11. 11. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    Aqui levanto apenas uma pista, mas a importância do professor Carlos é notória, justamente por terfeito aquilo que mais caracteriza o educomunicador: propor o diálogo e mediar as relações entre aspessoas e entre as pessoas e as tecnologias.Lembro que participei de uma oficina de formação para usar podcasts (ou rádio web) ministrada porele, isso em 2007; e ali foi o estalo que me motivou a reativar o kit rádio da minha escola na época,EMEF Fernando Gracioso, o que mobilizou meus alunos a participarem do projeto ImprensaJovem, que começou efetivamente em 2008 e posteriormente me fez descobrir o conceitoeducomunicação. Minha curiosidade e animação com a proposta foi tanta que em 2010 prestei outrovestibular FUVEST, ingressando em 2011 na primeira turma do curso de Licenciatura emEducomunicação da ECAMAIS EDUCOMUNICAÇÃO POR FAVORHá várias experiências educomunicativas que podemos abordar e pesquisar. Há, por exemplo, aproposta de utilizar a educomunicação na educação a distância: ou seja, o tutor seria umeducomunicador. Mas escolhi conversar um pouco sobre educomunicadores que se aproximamdaquilo que Kaplún explica em sua obra, levando em conta a atualização feita pelo professor Ismarde Oliveira Soares.Faltou tempo e espaço, por exemplo, para analisar experiências como a de Alemberg Quindins daFundação Casa Grande; Tião Rocha e o Centro Cultural de Cultura e Desenvolvimento; asiniciativas sociais e diálogos estabelecidos pela música de Marcelo Yuka da banda F.UR.TO (frenteurbana de trabalhos organizados); as apresentações do professor Luli Radfahrer, inovadoras aoproporem novos debates sobre educação, a proposta de Ana Luisa Anker15 de criar animações deforma totalmente colaborativa.Com minhas limitações, procurei levantar um debate sobre como se forma o educomunicador,olhando alguns casos interessantes. Citei atores relevantes por seu ativismo, alguns reconhecidosem vários espaços por seus méritos, outros ainda em fase de consolidação de seus trabalhos, ou seja,ainda em formação.QUEM É EDUCOMUNICADOR@?Quem educa comunicando e usa todos os recursos possíveis de comunicação com a intençãoprimeira de promover aprendizagem significativa e crítica. Quem prioriza sempre o processo, emvez da intenção, da ferramenta e do produto final. Quem organiza relações inclusivas, democráticas,midiáticas e criativas dentro de um ecossistema comunicativo. Quem, possuindo ou não algumaformação acadêmica, tem conhecimentos que sabe compartilhar e sempre esta aberto(a) a aprendercom aqueles que esta ensinando ou orientando. Quem valoriza aqueles com quem estabelececomunicação e estimula que também se tornem protagonistas e gestores no processo, ou seja, formanovos educomunicadores. Quem desperta novos educomunicadores.15 Exemplo de imersão com alunos do curso Licenciatura em Educomunicação http://youtu.be/G5uqnjXJRls 11 de 14
  12. 12. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012     Agradeço a Antonio Batista da Silva Oliveira (Tom), colega do curso Licenciatura em Educomunicação, pela leitura atenta e sugestões de mudanças. As incorreções que restaram são por minha exclusiva teimosia. Agradeço a José Queiroz (Soró) e Carlos Lima da SME/SP por responderem tão prontamente meus questionamentos. 16 17 Havia entrevistado anteriormente Evelyn Kazan ,Mauro e meus alunos do Programa Nas Ondas do Rádio 18 entrevistaram Rene Silva ; no entanto não tive tempo para fazer novas entrevistas e contactar os demais educomunicadores citados nesta obra. Peço desculpas por isso e pelos erros que sobraram. 7 de outubro de 2012 contato: ekalafabio@gmail.com (11) 99609-345816 Click um olhar - Minidoc - http://youtu.be/-Ia_FpG0ygk17 Glória Gordo, aluna do curso Licenciatura em Educomunicação, conversa com Mauro http://youtu.be/pxvKMn4P4tY18 Rene Silva na Campus Party BR 2011 http://youtu.be/IXJdCbAsvL0 12 de 14
  13. 13. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    REFERÊNCIASBONA, Nívea Canalli et ali. Kaplún e a Comunicação Popular. Anuário Unesco/Metodista deComunicação Regional, Ano 11 n.11, 169-184, jan/dez. (2007). Disponível em:https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/AUM/article/view/931/990CARACRISTI, Maria de Fátima A.. As idéias de MARIO KAPLÚN: “fenômeno latino da comunicaçãoeducativa”. Disponível em:http://www2.metodista.br/unesco/PCLA/revista4/perfis%204-2.htmFREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação?; São Paulo: Paz e Terra, 8ª edição (1985). Consultado em:http://www.bonato.kit.net/Extensao_ou_Comunicacao.pdfFREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido; São Paulo: Paz e Terra, 17ª edição (1987). Consultado em:http://portal.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/ater/livros/Pedagogia_do_Oprimido.pdfKAPLUN, Mario. O Comunicador Popular (1985); Tradução coletiva realizada pelo Coletivo deComunicadores Populares: http://www.camaracom.com.br/coletivo Disponível em:http://www.4shared.com/document/Syw2RxG2/O_COMUNICADOR_POPULAR_MarioKap.html.______________. El comunicador popular. Quito: CIESPAL (1985); Disponível em:http://es.scribd.com/doc/101042075/El-Comunicador-Popular______________. Una Pedagogia de La Comunicación. Madri: Ediciones de La Torre (1998 ). Disponívelem:http://ebookbrowse.com/una-pedagogia-de-la-comunicacion-por-mario-kaplun-pdf-d277467717MELO, Luci Ferraz de. EAD e interatividade - conceitos em evolução. Artigo. (2009). Disponível em:http://www3.usp.br/rumores/artigos2.asp?cod_atual=145SARTORI, Ademilde Silveira e PRADO SOARES, Maria Salete. CONCEPÇÃO DIALÓGICA E ASNTIC: A EDUCOMUNICAÇÃO E OS ECOSSISTEMAS COMUNICATIVOS. Artigo. Disponível em:http://www.scribd.com/doc/81445957/CONCEPCAO-DIALOGICA-E-AS-NTICS-A-EDUCOMUNICACAO-E-OS-ECOSSISTEMAS-COMUNICATIVOSSOARES, Ismar de Oliveira. Educomunicação, o conceito, o profissional, a aplicação. São Paulo:Paulinas (2011).SOBREIRO, Marco Aurélio. Célestin Freinet e Janusz Korczak, precursores do jornal escolar.Artigo. Disponível em:http://www.bemtv.org.br/portal/educomunicar/pdf/FreinetEKorkzak_Precursores_do_jornalescolar_MarcoAurelioSobreiro.pdfOUTROS LINKSAlemberg Quindins. Perfil no portal Almanaque Brasil.http://www.almanaquebrasil.com.br/personalidades-cultura/7476-qo-que-falta-aos-meninos-do-sertao-e-do-brasil-e-conteudo-quando-ha-conteudo-ha-respeito-e-constanciaq.htmlMeninada do Sertão. Matéria do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: http://migre.me/aXmjCImargem - http://imagemdamargem.blogspot.com.br/ - vídeo teaser: https://vimeo.com/49051661Click um olhar - http://www.clickumolhar.com/Voz da Comunidade - http://www.vozdascomunidades.com.br/ 13 de 14
  14. 14. IV  Encontro  Brasileiro  de  Educomunicação São  Paulo,  SP  –  25  a  27  de  outubro  de  2012    Dois jovens, uma história de mídia e cidadania - Cristiane Parente -https://www.institutoclaro.org.br/blog/dois-jovens-uma-historia-de-midia-e-cidadania-/Isadora Indelicada - Gilberto Dilmenstein -http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/08/28/isadora-indelicada/Quilombaque: a arte de resistir comemora sete anos - Tamires Santana -http://aodcnoticias.blogspot.com.br/2012/09/quilombaque-arte-de-resistir-comemora.htmlComunidade Quilombaque -http://comunidadequilombaque.blogspot.com.br/2009/09/mapeamento-perus-e-regiao.htmlDepoimento do educomunicador José Soró e sua relação com a Comunidade Quilombaque:http://bit.ly/UrXXosPrograma Nas Ondas do Rádio de Educomunicação da Prefeitura de São Paulo -http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Projetos/ondas/Default.aspxProjeto Memórias em Rede - http://www.educared.org/educa/index.cfm?id_comunidade=32Projeto Minha Terra - http://www.educared.org/educa/?id_comunidade=171Blog Rádio Graciosa de Perus da escola EMEF Fernando Gracioso - http://radiograciosa.multiply.comAnimação O Resgate desenvolvida de forma educomunicativa com orientação de Ana Luisa Anker -http://youtu.be/G5uqnjXJRlsLuli Radfahrer - http://www.luli.com.br/Célestin Freinet. - http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lestin_Freinet ehttp://es.scribd.com/doc/6837499/Tecnicas-Freinethttp://www.slideshare.net/marciodveras/celestin-freinet-13215507 14 de 14

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