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A provisão de infra na nossa organização espacial:
Consolida-se uma matriz de:
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Que matriz é esssa?
Quais os seus limites?
Como ela se atualiza no tempo e espaço?
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e da rede urbana nacional
FONTE: Mariana Fix, 2010, com
base em Wilson Cano, 1988.
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FONTE: Mariana Fix, 2010, com
base em Wilson Cano, 1988.
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Contrastes: faixa litorânea x centro
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De 1964 a 1984: Ditadura Militar
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- Carvão mineral e derivados
- Gás Natural
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Hidrelétricas na Amazônia (menores, porém)
Enchentes 2014Enchentes: 2014
No Amapá
No Amapá
A matriz mineral - JARI
A matriz mineral: Jari
Belo Monte: um dossiê para além da vitimização do
atingido
Para além da vitimização do atingido
- A construção de um discurso que sustenta uma matriz
predatória;
- Uma Amazônia que ...
belo monte, mas podia ser tucuruí
Belo monte, mas poderia ser Tucuruí
Belo Monte, mas poderia ser Tucuruí
Tucuruí
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- 14 povoados, das duas r...
o conflito em dois temposO conflito em dois tempos
o conflito em dois tempos
Cronologia do projeto e da obra
- 1975-1980’s: O combate ambientalista contra as usinas da décade de 80 -
Tucuruí e Balbin...
- Lula lança as bases para as usinas de Belo Monte, Santo Antonio e
Jirau na Amazônia. A questão mais grave era a polêmica...
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condenada a mitigá-los. Sem falar na cooptação de ind...
A visão de quem defende
- O projeto em razão do crescimento
populacional e econômico;
- A Eletronorte alega que a usina te...
e o rural nesse cenário?E o rural nesse cenário?
e o urbano nesse cenário?E o urbano nesse cenário?
ALTAMIRA
Altamira - Pará
Dossiê Belo Monte: Impactos na pesca não
reconhecidos no licenciamento
o esgoto represadoEsgoto represado
Remoção forçada das famílias e perda do modo de vida
ribeirinho
Infografia: Bruno Fonseca.
ALTAMIRA
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Foto Gabriel
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ALTAMIRA
PARÁ
Foto Gabriel
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rio?
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(M. Hatoum, por Fábio Moon e Gabriel Bá)
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Vila da Barca - Belém: Antes
Belém Vila da Barca – foto aérea –
internet
Vila da Barca - Belém: Depois
Belém Vila da Barca – foto aérea –
internet
Vila da Barca - Belém: Depois
Belém Vila da Barca – foto alex rosa 2012Vila da Barca - Belém: Depois
Foto: Alex Rosa, 2012.
VIT
A
Vitória
Afuá Afuá
O que o vernacular pode nos ensinar?
O que o vernacular pode nos ensinar?
para mudar, vamos ter que cartografar de um jeito
mais sensível e projetar de maneira mais integrada
Para mudar, vamos ter...
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Impacto de grandes projetos em comunidades atingidas: uma olhar para o caso de Belo Monte
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Profa. Dra. Karina Oliveira Leitão
Jun. | 2016 - Escola da Cidade

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Impacto de grandes projetos em comunidades atingidas: uma olhar para o caso de Belo Monte

  1. 1. Impacto de grandes projetos em comunidades atingidas: uma olhar para o caso de Belo Monte Profa. Dra. Karina Oliveira Leitão Jun. | 2016 - Escola da Cidade
  2. 2. Percurso do debate: 1. O “desenvolvimento” acionado historicamente para o território no Brasil; 2. Os grandes projetos; 3. O caso de Belo Monte.
  3. 3. A provisão de infra na nossa organização espacial: - No Brasil: A provisão de infra tem um papel preponderante na ‘coesão”mínima do território natural (cf. Deak) - Muito mais do que planos na tradição brasileira (ETTERN)
  4. 4. A provisão de infra na nossa organização espacial: Consolida-se uma matriz de: - Crescimento econômico seletivo e pontual; - Socialmente excludente; - Ambiente predatório; - Territorialmente fragmentado.
  5. 5. Que matriz é esssa? Quais os seus limites? Como ela se atualiza no tempo e espaço?
  6. 6. estruturação do território e da rede urbana nacional FONTE: Mariana Fix, 2010, com base em Wilson Cano, 1988. Estruturação do território e da rede urbana nacional
  7. 7. estruturação do território e da rede urbana nacional FONTE: Mariana Fix, 2010, com base em Wilson Cano, 1988. Estrutução do território e da rede urbana nacional
  8. 8. contrastes - faixa litorânea x centro Contrastes: faixa litorânea x centro
  9. 9. Estruturação do território e da rede urbana nacional “Nossa integração do mercado se deu às custas da conformação de um espaço profundamente desigual, de um desenvolvimento excludente, que promoveu crescimente de renda de forma concentrada.” (Araújo, 1999)
  10. 10. estruturação do território e da rede urbana nacional ruturação da rede urbana x disponibilidade de infraestrutura.Fonte: H.Théry, 2005. Estrutução do território e da rede urbana nacional Estrutução da rede urbana x disponibilidade de infraestrutura. Fonte: H. Théry, 2005.
  11. 11. ESTRUTURAÇÃO DO TERRITÓRIO E DA REDE URBANA NACIONAL Estrutução do território e da rede urbana nacional Energia x densidade populacional. Fonte: PNOT, 2005.
  12. 12. estruturação do território e da rede urbana nacional Fonte: PNOT, 2005 Estrutução do território e da rede urbana nacional Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, 2000. Todos os municípios do Brasil. Fonte: PNOT, 2005. uturação do território e da rede urbana nacional
  13. 13. estruturação do território da rede urbana nacional Fonte: PNOT, 2005 Estrutução do território e da rede urbana nacional Percentual de pessoas de 25 ou mais com menos de quatro anos de estudo, 2000. Todos os municípios do Brasil. Fonte: PNOT, 2005. ruturação do território da rede urbana nacional
  14. 14. por outro lado ... versidade regional x assimetrias O, 2008 Por outro lado... Diversidade regional x assimetrias Fonte: IBGE, 2005.
  15. 15. para além das 5 regiões Para além das cinco regiões Fonte: PNDR, 2005.
  16. 16. Quais os discursos preponderantes do planejamento territorial no Brasil? O planejamento no país vai tratando o nosso espaço com: - abordagens geopolíticas; - diminuição de disparidades regionais; - noção de que o desenvolvimento focado se espraia - eixos, pólos e enclaves.
  17. 17. síntese das ações sobre o território de 1930 a 1954 – Vargas / Dutra / Vargas Década de 30 - a criação de instituições encarregadas fomentar a ação territorial estatal: IBGE (1938) e DNER (1937). Década de 40 - Marcha para o Oeste – a interiorização da ocupação tinha objetivos geopolíticos. Década de 50 – criação da Petrobrás dentre outras instituições nacionais. Síntese das ações sobre o território De 1930 a 1950: Vargas/ Dutra/ Vargas Década de 30 - a criação de instituições encarregadas de fomentar a ação territorial estatal: IBGE (1938) e DNER (1937). Década de 40 - Marcha para o oeste: a interiorização da ocupação tinha objetivos geopolíticos. Década de 50 - Criação da Petrobrás dentre outras instituições nacionais.
  18. 18. síntese das ações sobre o território De 1956 a 1961 - Juscelino Kubistschek 1956- 1960 – Plano de Metas . ênfase à implantação de indústrias de base e transportes e energia . criação de rodovias, ex: BR316 – Belém – Brasília, hoje, vai do Pará ao RS-BR153 . Tema das disparidades regionais se consolida como questão . Criação das superintendências e bancos regionais . Resgatam-se mecanismos das constituições da década de 30 e 40 para tratar regiões deprimidas do país. Síntese das ações sobre o território De 1956 a 1961: Juscelino Kubistchek 1956/1960: Plano de metas - Ênfase à implantação de indústrias de base e tranportes e energia; - Criação de rodovias, ex.: BR-316 - Belém- Brasília, hoje, vai do Pará ao RS (BR-153); - Tema das disparidades regionais se consolida como questão;
  19. 19. Síntese das ações sobre o território - Criação das superintendências e bancos regionais; - Resgatam-se mecanismos das constituições da década de 30 e 40 para tratar regiões deprimidas do país.
  20. 20. Síntese das ações sobre o território De 1964 a 1984: Ditadura Militar A formação de enclaves, pólos e eixos: as contradições do desenvolvimento territorial no Brasil. - PIN: Obras de infra-estrutura nas regiões da SUDAM e da SUDENE; - PNDs (década de 70): Reiteravam o PIN e garantiram expansão da malha rodoviária no país (BRs 203 e 163); síntese das ações sobre o território Ditadura Militar - 1964 a 1984 A formação de enclaves, pólos e eixos: as contradições do desenvolvimento territorial no Brasil .PIN - obras de infra-estrutura nas regiões da SUDAM e da SUDENE . PNDs década de 1970 – reiteravam o PIN e garantiram expansão da malha rodoviária no país (BRs 230 e 163) .Grandes projetos de investimento - a partir de 1974 - incentivos fiscais para a implantação de infra-estrutura Sobretudo projetos mínero-metalúrgicos na Amazônia. .Último PND – 1980-84 – fim da ditadura – pretende consolidar integração nacional .Ainda assim em 1985 – gov Sarney lança Projeto Calha Norte – 9 mil de km de proteção da fronteira na Amazônia - revisitado abordagem geopolítica do território BR 163 BR-163
  21. 21. Síntese das ações sobre o território - Grandes projetos de investimento: [a partir de 1974] incentivos fiscais para a implantação de infra-estrutura, sobretudo projetos mínero- metalúrgicos na Amazônia; - Último PND (1980/84): [fim da ditadura] pretende consolidar integração nacional; - Ainda assim em 1985 gov. Sarney lança Projeto Calha Norte: 9 mil km de proteção da fronteira na Amazônia - revisitado em: abordagem geopolítica do território.
  22. 22. transamazônica - 100 mil famílias, do ne e sul para amazônia – década de 70. qual o impacto? • Transamazônica: 100 mil mamílias, do NE e Sul para Amazônia - década de 70. Qual o impacto? BR - 230
  23. 23. “homens sem terra do nordeste para, para terras sem homens da amazônia” “Homens sem terra do Nordeste, para terras sem homens da Amazônia.”
  24. 24. Síntese das ações sobre o território Década de 90: FHC - Extinção das Superintendências Regionais - ENIDs - década de 90: um viés competitivo e fundamentadas na inserção do Brasil nos circuitos internacionais da economia; - Lógica da inserção regional competitiva - Programas “Brasil em Ação” (1996-1999) e “Avança Brasil” (2000-2003); - Corredores de exportação e seus possíveis multiplicadores de dinamismo.
  25. 25. xx ( governos fhc): enids Abordagem regional do final do século XX (governo FHC): ENIDs
  26. 26. enids ENIDs Portfólio de projetos no setor de transportes ENIDs Fonte: Consórcio Brasiliana, 2000.
  27. 27. A era das privatizações (entreguismo) - Combate ao discurso desenvolvimentista: “Estado neoliberal idealizado é muito diferente do neoliberalismo na prática” (Vainer, 2014) “Estado neoliberal não é o estado mínimo, é outro estado” (Milton Santos) - Privatizações (entregamos controle sem maiores regulações): - Nas telecomunicações; - Nos transportes; - No setor elétrico; - Em 40% das ações da Petrobrás; - Na exploração de minério.
  28. 28. vale do rio doce A segunda maior empresa brasileira, maior produtora de minério do mundo, foi vendida por R$ 3, 3 bilhões de reais em 1997 e o valor estimado na época do leilão era de R$ 92 bilhões de reais, ou seja, valor 28 vezes maior do que o que foi pago pela empresa. enquanto empresa nacional, tinha que planejar em outras bases suasm estratégias Vale do Rio Doce A segunda maior empresa brasileira, maior produtora de minério no mundo, foi vendida por R$ 3,3 bilhões em 1997 e o valor estimado na época do leilão era de R$ 92 bilhões, ou seja, valor 28 vezes maior do que o que foi pago pela empresa. Enquanto empresa nacional, tinha que planejar em outras bases suas estratégias.
  29. 29. a matriz mineral – carajásA matriz mineral: Carajás
  30. 30. • T u p A a á • t tr • T c a m v jo c o a ‘TOD DE N - Trem da Vale: 892km cortam uma das regiões mais pauperizadas e violentas da Amazônia (conflitos por terra) - assentamentos da reforma agrária, áreas indígenas, municipios pobres; - Trem de carga com 330 vagões: O maior trem do mundo (?); - Trem de passageiros: Embarque clandestino de crianças e adolescentes, crainças vendendo mercadoria como ambulantes nos vagões, odor de Vômito, calor, jovens e idosos passam mal. Ação civil pública gerou TAC - Vale vai operar em Carajás com novo trem, assim como fez em Vitória-Minas.
  31. 31. Linhas férreas principais Fonte pnot Principais linhas férreas Fonte: PNOT.
  32. 32. hidrovias, por que desper- diçamos esse potencial ? hidrovias principais Principais hidrovias “Por que desperdiçamos esse potencial?” Fonte: PNOT.
  33. 33. Síntese das ações sobre o território A partir de 2000: Lula/ Dilma - A despeito da tentativa de recuperação do planejamento, o projeto territorial do governo está consubstanciado no PAC e no MCMV. - Carteiras de investimentos que não foram pensadas a partir de uma abordagem territorial compreensiva/global.
  34. 34. Síntese das ações sobre o território A partir de 2000: Lula/ Dilma - PNOT, territorialização do PPA, PNDR x PAC - PLANHAB x MCMV - Por um lado, as políticas deixam de ser políticas de exceção, recuperam investimento massivo, mas por outro, elas vão reiterar velhas contradições do espaço regional e urbano.
  35. 35. Pasta de integração nacional: - ENIDs x PPA (2004-2007); - PNOT; - PNDR (e planos multi-escalares): - plano BR-163 sustentável, plano de Marajó e plano Amazônia Sustentável; - FNDR; - Nova SUDAM. Pasta do Min. Cidades: - PNDU, regiões x cidades. Pasta do planejamento: - Estudo para territorialização de PPA (2008-2011) x PAC. OBS.: Essa trajetória revela uma “insularização” das pastas ministeriais, um ambiente de múltiplos comandos políticos em que se criam planos, políticas esistemas que não se comunica e se subjugam.
  36. 36. O PAC: Ruptura ou continuidade das contradições históricas da ação estatal sobre o território brasileiro? Carteira de projetos não territorializada (Infra-estrutura logística, energética, social e urbana) - Não paresenta cirtérios de regionalização de investimentos - só prevê investimentos em todas as regiões do país; - Concentração setorial (cerca de 50% em infra energética) e regional dos investimentos (1/4 dos investimetos destinados ao sudeste do país) - PAC 1; - No setor logístico, mais de 50% dos investimentos destinados a rodovias; - No setor energético, mais de 70% representa investimentos da Petrobrás, o restante dedicado a aproveitamentos termoelétricos e hidrelétricos - 35% dos investimentos do PAC correspondem à Petrobrás.
  37. 37. onte: Miranda, 2012 PAC-Brasil: Percentual dos investimentos por grande região Fonte: Miranda, 2012.
  38. 38. O PAC: Ruptura ou continuidade das contradições históricas da ação estatal sobre o território brasileiro? - A dimensão regional do PAC: A tradição da ação estatal fragmentária sobre o território - Dominância dos interesses de localização do grande capital, grande projetos de investimento, na estruturação dos espaços regionais brasileiros; - Vale ressaltar a dimensão urbana do PAC: Continuidade das diretirzes da política urbana do Ministério das Cidades.
  39. 39. A matriz da transposição
  40. 40. Projeto de integração do Rio São Francisco (do império, pela ditadura, aos dias atuais) - EIA: Tantos impactos positivos, quanto negativos. - Positivos: Estão sendo questionados agora (mais água, mais emprego); - Negativos: Não tinham sido previstos na sua total dimensão ( menos biodiversidade, modificação do regime hídrico).
  41. 41. obra polêmica no ne -transposição do rio são franciscoObra polêmica no NE: transposição do rio São Francisco
  42. 42. transposição do rio são franciscoTransposição do Rio São Francisco
  43. 43. Mapa síntese 02
  44. 44. A matriz rodoviária
  45. 45. BRASIL : investimentos na infra estrutura econômicaBrasil: investimentos na infra-estrutura econômica Fonte: Ministério dos Transportes. Elaboração: Ministério da Fazenda.
  46. 46. ELO E A A Caso BR-163 x Plano Br-163 - Só reforça modelo exportador de commodity; - Estratégia territorial da ditadura para a região.
  47. 47. Gráfico I: Índice de crescimento da área plantada com soja no Brasil e em suas Grandes Regiões (1990 =100) Fonte: Miranda, 2012.
  48. 48. NOVAS DINÂMICAS TERRITORIAS nto o de 004 Novas dinâmicas territoriais: deslocamento da produção de soja (1977-2004) Fonte:IBGE PPM, 2004.
  49. 49. novas dinâmicas territorias EXPANSÃO DA PRODUÇÃO DE BOVINOS 1977-2001 Novas dinâmicas territoriais: Expansão da produção de bovinos (1977-2004) Fonte: IBGE PPM, 2004.
  50. 50. brasil rural se afirma em novos territórios ( 1970 a 2006) REGIÕES NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTRO- OESTE BRASIL VOLUME FÍSICO* VALOR PROD. AGROP. 1970 3,1 18,3 37,3 33,8 7,5 100,0 - 2006 7,1 14,3 29,7 28,2 20,8 100,0 - PROD. GRÃOS 1968/70 0,7 12,3 30,6 45,6 10,8 100,0 25.060 2004/06 3,3 7,9 14,6 39,4 34,8 100,0 112.817 EFET. BOVINO 1970 2,2 17,6 34,2 24,1 22,0 100,0 78.562 2006 19,9 13,5 19,0 13,2 34,3 100,0 205.886 PESSOAL OCUPADO 1970 5,3 43,0 22,5 23,8 5,3 100,0 17.582 2006 8,7 45,9 21,5 17,8 6,1 100,0 17.264 Fonte: CAMPOLINA, CLELIO, com base no FIBGE Brasil rural se afirma em novos territórios (1970 - 2006) Fonte: CAMPOLINA, Clelio; com base no FIBGE.
  51. 51. composição das exportações - dinamismo x primarização (% do total 1994 - 2014) * Dados acumulados em 12 meses até Junho Fonte: Funcex 53 25,4 23,6 24,9 27,3 25,4 24,6 22,8 26,4 28,1 29,0 29,6 29,4 29,2 32,1 36,9 40,5 44,6 47,8 46,8 46,7 48,8 15,8 19,7 18 16 15,9 16,6 15,4 14,2 14,9 15,0 13,9 13,5 14,2 13,6 13,7 13,4 14,0 14,1 13,6 12,6 12,2 57,3 55 55,3 55,1 57,5 56,9 59,1 56,6 54,8 54,4 55,1 55,2 54,4 52,3 46,8 44,0 39,4 36,0 37,4 38,4 37,1 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014* Básicos Semimanufaturados Manufaturados Composição das exportações: dinamismo x primarização (% do total de 1994 - 2014) Fonte: Funcex * Dados acumulados em 12 meses até junho.
  52. 52. A matriz ferroviária
  53. 53. BRASIL : investimentos na infra estrutura econômicaBrasil: investimentos na infra-estrutura econômica Fonte: Ministério dos Transportes. Elaboração: Ministério da Fazenda.
  54. 54. A matriz elétrica
  55. 55. Brasil: matriz energética - Urânio e derivados - Carvão mineral e derivados - Gás Natural - Energia hidráulica - Biomassa (inclui carvão vegetal) - Produtos da cana-de-açucar - Petróleo e derivados 1,4% 6,2% 9,3% 14,7% 15,6% 16,0% 36,7% 12,7% na média mundial 46,3% Fonte: EPE, 2007.
  56. 56. Hidrelétricas no AM – menores, porém Hidrelétricas na Amazônia (menores, porém)
  57. 57. Enchentes 2014Enchentes: 2014
  58. 58. No Amapá No Amapá
  59. 59. A matriz mineral - JARI A matriz mineral: Jari
  60. 60. Belo Monte: um dossiê para além da vitimização do atingido
  61. 61. Para além da vitimização do atingido - A construção de um discurso que sustenta uma matriz predatória; - Uma Amazônia que é acionada no projeto nacional da mesma maneira, predatória, para extraçao de produtos primários e produção de energia que não serve à região.
  62. 62. belo monte, mas podia ser tucuruí Belo monte, mas poderia ser Tucuruí
  63. 63. Belo Monte, mas poderia ser Tucuruí Tucuruí - inundação do lago de 3.000km2 (3 vezes São Paulo); - 14 povoados, das duas reservas indígenas e 160km de rodovias submergiram; cerca de 5.000 famílias foram deslocadas compulsoriamente. Belo Monte - inundação do lago de 500km2 (1 vez Porto Alegre); - cerca de 8.000 famílias cadastradas, 4.000 realojadas. Mudança na paisagem, no regime hidrológico, na biodiversidade, putrefação da floresta, as remoções involuntárias, novas cidades...
  64. 64. o conflito em dois temposO conflito em dois tempos o conflito em dois tempos
  65. 65. Cronologia do projeto e da obra - 1975-1980’s: O combate ambientalista contra as usinas da décade de 80 - Tucuruí e Balbina; - A identificação do potencial da volta do complexo de Altamira em 1975, começo dos estudos de viabilidade técnica em 1980; - 1996-1998 (FHC): O projjeto é remodelado para diminuir conflitos com a pauta ambientalista e agradar investidores estrangeiros; - 2001: Divulgação de um plano de emergência de US$ 30 mi para aumentar a oferta de energia no país, o que inclui a construção de 15 usinas hidrelétricas, entre elas Belo Monte; - Na disputa eleitoral Lula x FHC, o primeiro lança documento no programa de governo, o documento intitulado “O lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil” em que critíca a matriz hidrelétrica;
  66. 66. - Lula lança as bases para as usinas de Belo Monte, Santo Antonio e Jirau na Amazônia. A questão mais grave era a polêmica em torno do licenciamento e do recuo das empreiteiras Odebretch e Andrade Gutierrez em participar do leilão, alegando que teriam prejuízos; - O licenciamento dó é garantido com a queda da ministra Marina Silva, numa polêmica com o ministro de Minas e Energia Edson Lobão e a Casa Civil Dilma Rousseff; - Novo embate com indígenas, polêmica com justiça no Pará, com IBAMA, com grandes consumidores que queriam mais de 10% da energia reservada a seus interesses; - Abre-se licitação, não aparecem interessados, BNDES financia; - Crise no emprego, faz população legitimar obra; - Chesf passa a liderar consórcio com Galvão, que logo após se retira da obra; - 2010: A licença é publicada em 1º de fevereiro, e o governo marca o leilão para 20 de abril de 2011. IBAMA concede ao Consórcio Norte Energia licença para o início da obra;
  67. 67. - Com início da obra, Eletronorte começa a reconhecer impactos e ser condenada a mitigá-los. Sem falar na cooptação de indígenas com dinheiro, barcos, casa, equipamentos; - Governo Dilma retira Brasil da OEA que retaliou obra, Lobão faz uma turnê de defesa da mesma... Governo tenta legitimá-la; - Movimento contrário Gota Dd’Água se torna muito evidente; - Protestos, demissões, polêmicas em torno da obra, interrupções, greves, invasão indígena, moradores sem indenização, impactos não previstos.
  68. 68. A visão de quem defende - O projeto em razão do crescimento populacional e econômico; - A Eletronorte alega que a usina terá uma capacidade total instalada de 4.571 MW, em média, ainda que o projetado fosse o dobro; - A construção de Belo Monte geraria 18 mill empregos diretos e 23 mil inderetos e deve ajudar a suprir a demanda por energia do Brasil, ao produzir eletricidade para suprir 26 mi de pessoas com perfil de consumo elevado; - O preço competitivo da energia produzida lá, R$ 78 pelo megawatt/hora (Mwh) que representa pouco mais que a metade do preço da energia produzida em uma usina termelétrica, com a vantagem de ser uma fonte de energia renovável. A visão de quem é contra - Impactos sobre terras protegidas e desestruturação de aldeias; - A incerteza sobre o potencial gerado; - Energia barata para quem? - Descompasso entre o licenciamonto e o cronograma da obra; - Impacto no regime hidrológico, na biodiversidade, na paisagem, no modo de vida, na pesca, no modo de morar; - Violações de leis e direito: licenciamento irregular, fiscalização insuficiente, memória apagada, impactos não previstos, população sem opção de decisão, intimidação de queda nos índices de saúde e educação, saneamento que não se resolve, mitigação inadequada, sobrecarga de serviços, aumento demográfico e violência em Altamira.
  69. 69. e o rural nesse cenário?E o rural nesse cenário?
  70. 70. e o urbano nesse cenário?E o urbano nesse cenário?
  71. 71. ALTAMIRA Altamira - Pará
  72. 72. Dossiê Belo Monte: Impactos na pesca não reconhecidos no licenciamento
  73. 73. o esgoto represadoEsgoto represado
  74. 74. Remoção forçada das famílias e perda do modo de vida ribeirinho Infografia: Bruno Fonseca.
  75. 75. ALTAMIRA PARÁ Foto Gabriel Nilson
  76. 76. ALTAMIRA PARÁ Foto Gabriel Nilson
  77. 77. Qual o sentido de forjar a separação homem x rio? ALTAMIRA PARÁ
  78. 78. As palafitas e as urbanizações de favelas: Uma história permanente de densconstituição socioterritorial.
  79. 79. Tfg Flavia GarafoloTfg FlavTFG Flavi Garafolo
  80. 80. TFG Flavi Garafolo
  81. 81. Demolição da cidade flutuante – ilustração Dois Irmãos (M. Hatoum, por Fábio Moon e Gabriel Bá) “Demolição da cidade flutuante” - Ilustração de: Dois Irmãos (M. Hatoum, por Fábio Moon e Gabriel Bá)
  82. 82. AGADOS LVADOR Alagados: Salvador
  83. 83. RIBEIRA AZUL SUBÚRBIO Ribeira Azul
  84. 84. M Manaus
  85. 85. Conjunto nova cidade – maior parte das casas do prosaminConjunto Nova Cidade - maior parte das casas do prosamin
  86. 86. Vila da Barca - Belém: Antes
  87. 87. Belém Vila da Barca – foto aérea – internet Vila da Barca - Belém: Depois
  88. 88. Belém Vila da Barca – foto aérea – internet Vila da Barca - Belém: Depois
  89. 89. Belém Vila da Barca – foto alex rosa 2012Vila da Barca - Belém: Depois Foto: Alex Rosa, 2012.
  90. 90. VIT A Vitória
  91. 91. Afuá Afuá
  92. 92. O que o vernacular pode nos ensinar? O que o vernacular pode nos ensinar?
  93. 93. para mudar, vamos ter que cartografar de um jeito mais sensível e projetar de maneira mais integrada Para mudar, vamos ter que cartografar de um jeito mais sensível e projetar de maneira mais integrada.

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