Plataformas de rede?     @augustodefranco
Não se pode falar deplataforma de rede sem entender o que é rede
Ninguém pode entender oque é rede se não entender     a diferença entre    descentralização e        distribuição
“On distributed communications” (1964)
O diagrama original de Paul Baran
A conectividade acompanha a distribuição
A interatividade acompanha aconectividade-distributividade
Para pensar plataformas de rede    é necessário entender a  fenomenologia da interação
As quatro grandes descobertas da   fenomenologia da interação           Clustering           Swarming            Cloning  ...
A primeira grande descoberta:           Tudo que interage clusteriza1Tudo clusteriza independentemente doconteúdo, em funç...
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A segunda grande descoberta:    Tudo que interage pode enxamear2Swarming (ou swarm behavior) e suasvariantes como herding ...
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A quarta grande descoberta:        Tudo que interage se aproxima4Nada a ver com conteúdo. Tudo que interagetende a se emar...
Pois bem...     Como seria umaplataforma adequada para      redes sociais?
É adequada uma plataforma derede baseada em participação? Como seria uma plataforma  baseada em interação?
Não seria nada parecido commídias sociais “egonetizadas”, proprietárias e p-based tipo Facebook e assemelhados      (como ...
Plataformas egonetizadas    deseducam seus “usuários” para as redes   sociais distribuídas.
Plataformas egonetizadas      Em vez de fluxo, “meu quadrado”A pessoa tende a achar que a sua página é oseu espaço proprie...
Plataformas proprietárias Em vez de distribuição, centralizaçãoSão urdidas pelos trancadores de códigos. Aoconstruírem cai...
Plataformas p-based     Em vez de interação, participaçãoPlataformas p-based (baseadas emparticipação) envolvem sempre alg...
Qual é, no fundo, no fundo, o problema de todas essas plataformas egonetizadas,  proprietárias e p-based?
Um problema de concepçãoMidias sociais inadequadas ao netweaving O que está por trás de tudo isso é a idéia de que o indiv...
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Um exemplo recenteMidias sociais inadequadas ao netweaving O exemplo mais recente pode ser fornecido pelos Círculos do Goo...
Bem, infelizmente aconversa está apenas  começando... Mas  felizmente já está      começando!
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  1. 1. Plataformas de rede? @augustodefranco
  2. 2. Não se pode falar deplataforma de rede sem entender o que é rede
  3. 3. Ninguém pode entender oque é rede se não entender a diferença entre descentralização e distribuição
  4. 4. “On distributed communications” (1964)
  5. 5. O diagrama original de Paul Baran
  6. 6. A conectividade acompanha a distribuição
  7. 7. A interatividade acompanha aconectividade-distributividade
  8. 8. Para pensar plataformas de rede é necessário entender a fenomenologia da interação
  9. 9. As quatro grandes descobertas da fenomenologia da interação Clustering Swarming Cloning Crunching
  10. 10. A primeira grande descoberta: Tudo que interage clusteriza1Tudo clusteriza independentemente doconteúdo, em função dos graus de distribuiçãoe conectividade (ou interatividade) da redesocial.
  11. 11. A primeira grande descoberta: Tudo que interage clusteriza1Ao articular uma organização em rededistribuída não é necessário pré-determinarquais serão os departamentos, aquelascaixinhas desenhadas nos organogramas.Estando claro, para os interagentes, qual é opropósito da iniciativa, basta deixar as forçasdo aglomeramento atuarem.
  12. 12. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear2Swarming (ou swarm behavior) e suasvariantes como herding e shoaling, nãoacontecem somente com insetos, formigas,abelhas, pássaros, quadrúpedes e peixes. Emtermos genéricos esses movimentos coletivos(também chamados de flocking) ocorremquando um grande número de entidades self-propelled interagem.
  13. 13. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear2Algum tipo de inteligência coletiva (swarmintelligence) está sempre envolvida nestesmovimentos. Isso também ocorre comhumanos, quando multidões se aglomeram(clustering) e “evoluem” sincronizadamentesem qualquer condução exercida por algumlíder; ou quando muitas pessoas enxameiam eprovocam grandes mobilizações semconvocação ou coordenação centralizada.
  14. 14. A terceira grande descoberta: Imitação é uma forma de interação3Como pessoas – gholas sociais – todos somosclones, na medida em que somos culturalmenteformados como réplicas variantes (emboraúnicas) de configurações das redes sociaisonde estamos emaranhados.
  15. 15. A terceira grande descoberta: A imitação é uma clonagem3O termo clone deriva da palavra grega klónos,usada para designar "tronco” ou “ramo",referindo-se ao processo pelo qual uma novaplanta pode ser criada a partir de um galho.Mas é isso mesmo. A nova planta imita a velha.A vida imita a vida. A convivência imita aconvivência. A pessoa imita o social.
  16. 16. A terceira grande descoberta: A imitação é uma clonagem3Sem imitação não poderia haver ordememergente nas sociedades humanas ou emqualquer coletivo de seres capazes de interagir.Sem imitação os cupins não conseguiriamconstruir seus cupinzeiros. Sem imitação, ospássaros não voariam em bando, configurandoformas geométricas tão surpreendentes efazendo aquelas evoluções fantásticas.
  17. 17. A terceira grande descoberta: A imitação é uma clonagem3Quando tentamos orientar as pessoas sobre oquê – e como, e quando, e onde – elas devemaprender, nós é que estamos, na verdade,tentando replicar, reproduzir borgs: queremosseres que repetem. Quando deixamos aspessoas imitarem umas as outras, nãoreplicamos; pelo contrário, ensejamos aformação de gholas sociais. Como sereshumanos somos seres imitadores.
  18. 18. A terceira grande descoberta: A imitação é uma clonagem3Nada a ver com conteúdo. Nos mundosaltamente conectados o cloning tende a auto-organizar boa parte das coisas que nosesforçamos por organizar inventandocomplicados processos e métodos de gestão.Mesmo porque tudo isso vira lixo na medida emque os mundos começam a se contrair sobefeito de crunching.
  19. 19. A quarta grande descoberta: Small is powerful4 Essa talvez seja a mais surpreendentedescoberta-fluzz de todos os tempos. Emoutras palavras, isso quer dizer que o socialreinventa o poder. No lugar do poder demandar nos outros, surge o poder de encorajá-los (e encorajar-se): empowerment!Sim, fluzz é empowerfulness.
  20. 20. A quarta grande descoberta: Small is powerful4Quando aumenta a interatividade é porque osgraus de conectividade e distribuição da redesocial aumentaram; ou, dizendo de outro modo,é porque os graus de separação diminuíram: omundo social se contraiu (crunch). Os graus deseparação não estão apenas diminuindo: elesestão despencando. Estamos sob o efeitodesse amassamento (Small-WorldPhenomenon).
  21. 21. A quarta grande descoberta: Tudo que interage se aproxima4Nada a ver com conteúdo. Tudo que interagetende a se emaranhar mais e a se aproximar,diminuindo o tamanho social do mundo. Quantomenores os graus de separação doemaranhado em você vive como pessoa, maisempoderado por ele (por esse emaranhado)você será. Mais alternativas de futuro terá àsua disposição.
  22. 22. Pois bem... Como seria umaplataforma adequada para redes sociais?
  23. 23. É adequada uma plataforma derede baseada em participação? Como seria uma plataforma baseada em interação?
  24. 24. Não seria nada parecido commídias sociais “egonetizadas”, proprietárias e p-based tipo Facebook e assemelhados (como o Google+)
  25. 25. Plataformas egonetizadas deseducam seus “usuários” para as redes sociais distribuídas.
  26. 26. Plataformas egonetizadas Em vez de fluxo, “meu quadrado”A pessoa tende a achar que a sua página é oseu espaço proprietário, a partir do qual ela vaiinteragir. Em vez de se jogar no fluxo, ela seaboleta no seu bunker (chamado de “MinhaPágina”). E é induzida a achar que ali podecolocar todas as “suas” coisas. E fica atéofendida quando alguém lhe lembra que oconcurso de Miss Universo não tem muito a vercom astrofísica...
  27. 27. Plataformas proprietárias Em vez de distribuição, centralizaçãoSão urdidas pelos trancadores de códigos. Aoconstruírem caixas-pretas para esconder seusalgoritmos ou para montar seus alçapões dedados (Google ou Facebook), erigem naverdade pirâmides para proteger suasoperações centralizadoras da rede social. Nãoé por acaso que essas plataformasdesenhadas a partir de uma instânciaproprietária tentem disciplinar a interação.
  28. 28. Plataformas p-based Em vez de interação, participaçãoPlataformas p-based (baseadas emparticipação) envolvem sempre algum tipo deescolha de preferências geradora de escassez.E suas funcionalidades estão voltadas aoarquivamento de passado (para aumentar orepositório ao qual somente seus proprietáriostêm pleno acesso, na medida em que só elespodem programá-las sem restrições).
  29. 29. Qual é, no fundo, no fundo, o problema de todas essas plataformas egonetizadas, proprietárias e p-based?
  30. 30. Um problema de concepçãoMidias sociais inadequadas ao netweaving O que está por trás de tudo isso é a idéia de que o indivíduo é o átomo social, quando, na verdade, para ser social, é preciso ser molécula. Redes sociais são redes de pessoas e pessoas são produtos de interação e não unidades anteriores à interação.
  31. 31. Um problema de ignorância mesmoMidias sociais inadequadas ao netweaving Em geral os que se metem a construir plataformas de rede não conhecem (não estudam, não investigam) a nova ciências das redes e não estão familiarizados com a fenomenologia da interação.
  32. 32. Um exemplo recenteMidias sociais inadequadas ao netweaving O exemplo mais recente pode ser fornecido pelos Círculos do Google+ - a nova mídia social egonetizada, proprietária e p-based - que o Google lançou para ter o seu próprio Facebook. Os Círculos são clusters não conformados pelo clustering e sim por escolha ex ante à interação. Construir um Círculo é assim como gerenciar uma agenda de contatos.
  33. 33. Bem, infelizmente aconversa está apenas começando... Mas felizmente já está começando!
  34. 34. http://escoladeredes.ning.com

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