Artigo de opinião

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Artigo de opinião

  1. 1. Prof. Fernanda BragaARTIGO DE OPINIÃO
  2. 2. Definição: é um texto opinativo, de cunhoargumentativo. Trata-se de um gênero emque a opinião de um autor sobre umassunto de relevância é defendida, atravésde recursos argumentativos: comparações,exemplificações, depoimentos, dadosestatísticos, etc.
  3. 3. Características:1.LIBERDADE ESTRUTURAL (de acordo coma proposta)2.O AUTOR DOMINA O ASSUNTO3.É ASSINADO4.A LINGUAGEM COSTUMA VARIARCONFORME O PERFIL DOS LEITORES(formal ou informal)5.APRESENTA UMA CLARA INTENÇÃOPERSUASIVA
  4. 4. Estratégias para iniciar o Artigo de Opinião1. DECLARAÇÃO INICIAL – abre-se o parágrafo com uma afirmação. É a forma mais comum de se desenvolver a introdução. “Política e televisão são duas instâncias da sociedade brasileira que parecem reunir o maior número de pessoas despreparadas e desqualificadas. É como se escolhessem a dedo as piores pessoas (com raras exceções) para legislar ou executar, animar shows de auditório ou de entrevistas, etc.”.
  5. 5. 2. DEFINIÇÃO – quando se tem por objetivo conceituar algo (um processo, uma idéia, uma situação): "Violência é toda ação marginal que atinge o indivíduo de maneira irreversível: uma bala perdida ou intencional, um assalto, um amigo ou conhecido que perde a vida inesperadamente através de ações inomináveis..."
  6. 6. 3. APRESENTANDO DADOS ESTATÍSTICOS: “Nas grandes cidades brasileiras, nãoexiste sequer um indivíduo que não tenhasido vítima de violência: 48% das pessoas jáforam molestadas, 31% tiveram algum bempessoal furtado, 15% já se defrontaram comum assaltante dentro de casa, 2%presenciaram assalto a ônibus...“.
  7. 7. 4. INTERROGAÇÃO ou uma sequência deinterrogações – é uma forma criativa de envolver edespertar a atenção do leitor. ATENÇÃO! Deve-setomar cuidado com o número de interrogações:todas deverão ser respondidas por você nosparágrafos argumentativos pois, afinal, é vocêquem estará opinando e não deve esperar que oseu leitor responda por você, muito menos suabanca corretora.“É verdade que, depois da porta arrombada, umatranca é sempre nela colocada? Foi pensandoassim que o governo nomeou a procuradoraaposentada Anadyr de Mendonça Rodrigues paracomandar a Corregedoria Geral da União, quetem status de ministério, porque visa à apuraçãode todas as irregularidades cometidas no país."
  8. 8. 5. ALUSÃO HISTÓRICA– organiza-se umatrajetória que vá do passado ao presente, dopresente para o passado, ao comparar social,histórica, geograficamente fatos, açõeshumanas, ideologias, etc."Na Idade Média, no Renascimento ou atémesmo durante o Século das Luzes, a mulheresteve sempre a disposição da família, dostrabalhos domésticos e da criação dos filhos;somente no século XX ela ganha, ainda quenão suficientemente, coragem para inserir-seno “mundo dos homens": pilota, dirigegrandes empresas, constrói edifícios."
  9. 9. A volta da esperançaAo contrário do que se pensa nas grandes cidades, osíndices de violência estão caindo, graças à demografia eao desenvolvimento do País.Com a atuação da Seleção de Mano Menezes em suaestreia, você pode imaginar que esta coluna se refere àsnossas chances de ganhar a Copa de 2014. Não é o caso.O assunto é bem mais sério: a criminalidade vemdespencando em alguns locais do País. Não, você não leuerrado. Efetivamente, nos últimos dez anos, em algumascidades e Estados importantes, a violência vemdiminuindo, ao contrário de nossa percepção, fortementeinfluenciada por algumas manchetes bombásticas, comoa do caso do goleiro Bruno.
  10. 10. Você deve estar pensando que apenas desistimos de dar queixade roubos e furtos, pois nossas esperanças de reaver o bemroubado são menores do que a popularidade do Dunga. Noentanto, nos últimos anos, nenhum outro indicador deviolência mostrou queda mais marcante do que o número deassassinatos. A menos que não estejamos registrando nem osmortos...Talvez um dos locais onde este fenômeno – não me refiro aocraque gorducho do Corinthians – seja mais marcante é a maiorcidade do País, São Paulo. Em junho, a taxa de homicídios por100 mil habitantes caiu abaixo de nove, 18% menos do que umano antes. Em relação aos mais de 64 mortos em cada 100 milpaulistanos no ano de 1999, a queda foi de mais de 85%. Hádez anos, um habitante de São Paulo tinha 600% mais chancede ser assassinado do que um de Nova York. Hoje, aprobabilidade é menos de 50% superior à americana.
  11. 11. Em todo o Estado de São Paulo, a taxa de assassinatostambém ficou abaixo de nove por 100 mil habitantes, 70%inferior aos níveis de 1999, poupando 48.674 vidas desdeentão. No caso das mulheres, a violência caiu a níveismenores ainda. Em mais da metade dos cerca de 2.400municípios brasileiros nenhuma mulher foi assassinada nosúltimos cinco anos. Por que a redução dos homicídios? Hárazões específicas, como a melhoria do aparelhamentopolicial, o fechamento de bares e a proibição da venda debebidas em determinados horários. Há também razõeseconômicas e demográficas. O bom desempenho e a fortegeração de empregos têm reduzido a oferta de “mão deobra” para a criminalidade. Nos últimos dez anos, o númerode empregos com carteira assinada no Brasil aumentou emmais de 11 milhões. Mais trabalho, menos crime.
  12. 12. O Norte, o Nordeste, o Centro-Oeste e o interior vêmcrescendo mais do que o restante do País por causa dosprogramas de governo e do desempenho excepcional doagronegócio. Com isso, o fluxo migratório inverteu-se. Osgrandes centros urbanos do Sul e do Sudeste começaram adesinchar e a violência a cair, ainda que às vezes sendoexportada para outros lugares.Finalmente, em virtude da queda da taxa de natalidade, aparcela da população entre 15 e 25 anos – as maiores vítimase algozes da violência – começou a se reduzir. Esta foi aprincipal razão da queda dos assassinatos nos EstadosUnidos e na Europa nas duas últimas décadas. No Brasil,onde a taxa de natalidade demorou mais a cair, o impactolevou uma década a mais para chegar, mas chegou.
  13. 13. Com a demografia e a economia jogando a favor, é provávelque a violência continue em queda. Pode respirar aliviado. Achance de, em 2014, você comemorar o título do time deNeymar e companhia é bem maior do que de serassassinado. (Revista ISTOÉ, 25/8/2010) Após a leitura, responda às questões abaixo:1. Qual é a posição do autor sobre o assunto principal do texto?2. Que tipo de estratégia argumentativa ele utiliza?3. A linguagem do texto é forma ou informal? Justifique.4. Redija um artigo de opinião baseando-se no mesmo assunto do texto, porém apresentando posicionamento contrário ao do autor do texto lido. (de 15 a 30 linhas, à caneta preta ou azul)

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