Disciplina: Introdução a
Teologia
Teologia da Libertação (TdL)
&
Teologia da Missão Integral (MI)
Prof. Robinson Jacintho ...
Proposta da Aula
• Apresentar de forma panorâmica (conceito
e história) de duas teologias importantes
para o contexto lati...
Teologia da Libertação (TdL)
TdL
1. raízes epistemológico-filosófica do que é
libertação
2. Síntese histórica da TdL
3. TdL explicada pelo labor teológ...
TdL - 1
• no pensamento grego em geral, a libertação por mais que fosse
desejada, não era alcançada devido à tríplice corr...
TdL - 1
• judaísmo e o cristianismo = uma nova concepção de libertação,
que tira a idéia de destino e centraliza Deus, com...
TdL - 1
• Para Hegel, a libertação é obra do espírito absoluto
(iluminismo/modernidade), e este “espírito” é o próprio hom...
TdL - 1
• Para Kant, a libertação é uma “república moral”, onde o ser humano
supera interiormente a motivação passional in...
TdL - 1
• Para Kierkegaard, libertação é conseqüência ou
“aquisição” da fé, que é obra de Deus e não do homem
TdL - 1
• Contrapondo Kierkegaard, Nietzsche considera a
libertação como obra central da filosofia.
– Para ele, o homem é ...
Libertação
• Sou da opinião que a pesquisa cientifica e filosófica é indispensável
para entender a realidade humana e para...
Libertação
• vocação esta que é a nossa ação para a salvação/libertação do
próximo, que busca primeiramente a mudança do s...
2. Síntese histórica da TdL
TdL - 2
• Historicamente a TdL é um movimento de cunho
teológico que desejou mostrar aos cristãos, que a sua fé
deve ser v...
TdL - 2
• Sua manifestação se deu principalmente em países da
América Latina por volta dos anos 60/70, observando os
ambie...
Contexto da AL
• Ditadura na AL (década de 60 até fim da 80)
- Brasil (1964-1985)
Contexto da AL
Realidade Hoje
TdL - 2
• efervescência eclesial e teológica também perfizeram a
TdL.
– Com destaque ao Concílio Vaticano II (1962-1965) q...
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• Segundo Leonardo Boff, em 1964 um dos pais da TdL – o teólogo
Peruano Gustavo Gutiérrez, apresenta o conceito de...
RESUMO
• Assim, a TdL começava a trilhar o seu caminho a
partir da periferia da AL
– Para uns, essa teologia era anátema, ...
NOTA
• Segundo André Corten e tantos outros estudiosos acerca da TdL,
no ano de 1968, o teólogo e psicanalista Ruben Alves...
3. TdL explicada pelo labor
teológico de Leonardo Boff.
TdL - 3
• Segundo Leonardo Boff a libertação para a TdL
possui três dimensões:
– A primeira, é um processo sócio-histórico...
Segunda
• A segunda dimensão está no fato de que a libertação
não é meramente social, mas, é um fenômeno humano
cheio de s...
Terceira
• E na terceira dimensão está, à luz da fé, a salvação
(ou à perdição) com seu significado transcendente, mas
ant...
Segundo Boff, essas dimensões “celebra[m] a presença
vitoriosa da libertação operada pelos homens na força de
Deus, que tu...
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• Diante dessas dimensões, a TdL caiu em algumas
tentações (ou problemáticas) que foram:
– o descuido das raízes m...
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• Mas para equilibrar a teoria e prática da TdL, Boff
recorre aos princípios arquitetônicos e hermenêutico
da teol...
TdL - 3
• Para Boff a TdL deve entender:
– Princípio arquitetônico como sendo o próprio Jesus Cristo, o
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Princípio Arquitetônico: Jesus
Cristo
• Para Leonardo Boff, Cristo não veio pregar ele próprio como
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Princípio hermenêutico:
Cristologia
• Para Boff, essa nova leitura, cristológica, proporciona a
aquisição de um novo “hori...
Teologia da Missão Integral (MI)
MI
1. Bases bíblico-teológicas da Missão Integral (definições
primárias)
2. Desafios do Pacto de Lausanne para a igreja ho...
MI -1
• O que é Missão?
‘Missão’ - conceito (semântica) com o passar
dos tempos
• a) Envio de missionários a um território específico
• b) Ativida...
Missão mais amplamente definida
• Missão (no singular)
– designa a Missio Dei (Missão e Deus), ou seja, “a auto-
revelação...
Observação
• A Missão (no singular) inclui a evangelização como uma de suas
dimensões, mas não se resume somente a ela (as...
Definição de MI
• Porque usar o termo “integral”? Será que existe uma
verdadeira missão que não seja integral? Mas o que
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Missão Integral
• Por missão integral entende-se como aquele aspecto
em que não se olha para o mundo e o divide em vários
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Missão Integral
• A missão integral implica a ação para que Cristo seja
Senhor sobre tudo, todos, em todas as dimensões da...
MAS PORQUE NOSSA MISSÃO DEVE SER DESENVOLVIDA DE
FORMA INTEGRAL?
(3 aspectos ou Bases Bíblicas conforme John Stott)
1. O c...
Segundo Aspecto
2. O ministério e o ensinamento de Jesus
– O propósito do ministério de Jesus não era apenas de salvar pes...
Terceiro Aspecto
3. A comunicação do Evangelho
– Não bastam palavras (de discurso vazio todo mundo está cheio), elas
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2. Os desafios do Pacto de
Lausanne para a igreja de hoje
• A teologia e prática da MI nasceu oficialmente em 1974, na cid...
Desafios – Baseados no Pacto de
Lausanne
1. As bases da Missão;
2. A realidade da Missão e
3. A Capacitação para a Missão.
As bases da Missão
• Primeira Base:
1. O PROPÓSITO DE DEUS (Que o seu povo, a Igreja, seja
conhecida como povo missionário...
Reflexão: Mas o que a Igreja hoje
entende por propósito de Deus
para a sua vida comunitária?
Segunda base
• A AUTORIDADE E O PODER DA BÍBLIA (não são as
experiências, mas a palavra que deve ser o fio condutor da Mis...
Reflexão: Como a Bíblia tem sido
encarada na atualidade?
Terceira base
• A RESPONSABILIDADE SOCIAL CRISTÃ (somos chamados por
Deus não apenas para salvar a “alma” das pessoas, mas...
Reflexão: Como a Igreja atual tem
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  1. 1. Disciplina: Introdução a Teologia Teologia da Libertação (TdL) & Teologia da Missão Integral (MI) Prof. Robinson Jacintho de Souza Robinson@servodecristo.org.br
  2. 2. Proposta da Aula • Apresentar de forma panorâmica (conceito e história) de duas teologias importantes para o contexto latino americano e brasileiro: – TdL – MI
  3. 3. Teologia da Libertação (TdL)
  4. 4. TdL 1. raízes epistemológico-filosófica do que é libertação 2. Síntese histórica da TdL 3. TdL explicada pelo labor teológico de Leonardo Boff.
  5. 5. TdL - 1 • no pensamento grego em geral, a libertação por mais que fosse desejada, não era alcançada devido à tríplice corrente: Destino, natureza e história, onde o homem permanece sujeito sem qualquer oportunidade ou chance de mudá-la.
  6. 6. TdL - 1 • judaísmo e o cristianismo = uma nova concepção de libertação, que tira a idéia de destino e centraliza Deus, como o libertador da humanidade (em todos os sentidos).
  7. 7. TdL - 1 • Para Hegel, a libertação é obra do espírito absoluto (iluminismo/modernidade), e este “espírito” é o próprio homem que não depende de recursos, ou seja, não existem “barreiras” ou perigos que o ameacem, pois, esta liberdade já está sendo manifestada no mundo de hoje e no seu mover na história.
  8. 8. TdL - 1 • Para Kant, a libertação é uma “república moral”, onde o ser humano supera interiormente a motivação passional interessada a obedecer à lei, ou o que ele chama de “dever”, que por sua vez é externo ao homem em seu curso. – Segundo o pensador, este ato de conseguir atuar na própria interioridade do ser, é conhecido também como “igreja visível”, que é a representação do reino moral de Deus constituído pelos homens
  9. 9. TdL - 1 • Para Kierkegaard, libertação é conseqüência ou “aquisição” da fé, que é obra de Deus e não do homem
  10. 10. TdL - 1 • Contrapondo Kierkegaard, Nietzsche considera a libertação como obra central da filosofia. – Para ele, o homem é escravo da lógica, da metafísica, da moral e da religião. E o homem só obterá a libertação (Ou inocência), quando este demolir o mundo dos valores construídos pelos medíocres, revertendo os valores tradicionais e estabelecendo o posto, como por exemplo: Moralidade por imoralidade, religião por ateísmo etc.; que está reservado somente ao “super-homem” vencê-la.
  11. 11. Libertação • Sou da opinião que a pesquisa cientifica e filosófica é indispensável para entender a realidade humana e para adquirir válidos conhecimentos sobre as estratégias a adotar para realizar a libertação. Mas ao mesmo tempo convencido, por motivos teóricos mais que históricos, que uma adequada compreensão do homem e uma teorização plenamente satisfatória da estratégia da libertação, ultrapassa as possibilidades da razão. É um setor este cuja palavra definitiva cabe a fé (1980, p. 24). – Battista Mondin. MONDIN, B. Os teólogos da libertação. São Paulo: Paulinas, 1980.
  12. 12. Libertação • vocação esta que é a nossa ação para a salvação/libertação do próximo, que busca primeiramente a mudança do ser (do pecado à justiça), e depois a mudança do mundo em que vivemos (da situação de pecado à situação de justiça). Citando Comblin, ele diz o seguinte acerca dessa nossa vocação: Se a liberdade é agir, não é qualquer agir. A mensagem cristã é muito clara. O que desperta o ser humano como pessoa, por conseguinte como liberdade, é o outro. O outro, sobretudo o Outro diferente, por exemplo, o pobre, o estrangeiro, o pecador, o escravo e, sobretudo, a mulher para o homem e o homem para a mulher. O outro questiona, obriga a fazer alguma coisa. (Comblin, 1998, p.243) COMBLIN, José. Vocação para a liberdade, São Paulo: Paulus, 1998.
  13. 13. 2. Síntese histórica da TdL
  14. 14. TdL - 2 • Historicamente a TdL é um movimento de cunho teológico que desejou mostrar aos cristãos, que a sua fé deve ser vivida numa práxis libertadora. – Destaque para alguns inspiradores dessa práxis: • Bartolomeu de Las Casas • Antonio de Montesinos
  15. 15. TdL - 2 • Sua manifestação se deu principalmente em países da América Latina por volta dos anos 60/70, observando os ambientes político-sociais, culturais e religiosos.
  16. 16. Contexto da AL • Ditadura na AL (década de 60 até fim da 80) - Brasil (1964-1985)
  17. 17. Contexto da AL
  18. 18. Realidade Hoje
  19. 19. TdL - 2 • efervescência eclesial e teológica também perfizeram a TdL. – Com destaque ao Concílio Vaticano II (1962-1965) que de certa forma proporcionara aos teólogos católicos e também os protestantes, de refletirem teologicamente acerca da ação pastoral no continente. • Lado católico destacamos: Gustavo Gutiérrez, Segundo Galilea, Juan Luis Segundo, Lucio Gera etc. • Do lado Protestante: Emílio Castro, Júlio de Santa Ana, Rubem Alves e José Miguez Bonino.
  20. 20. TdL - 2 • Segundo Leonardo Boff, em 1964 um dos pais da TdL – o teólogo Peruano Gustavo Gutiérrez, apresenta o conceito dessa nova teologia, que era uma teologia como reflexão crítica sobre a práxis. • Em 1968, a partir de Medellín (Colômbia), essa teologia incorpora ao seu conceito teológico, a opção preferencial pelos pobres ou da solidariedade para os pobres. • Em dezembro de 1971 Gustavo Gutiérrez lança seu livro - Teologia da Libertação, perspectivas -, Hugo Assmann com Opresión- Liberación: Desafio de los cristianos e Leonardo Boff, em forma de artigo, com Jesus Cristo Libertador.
  21. 21. RESUMO • Assim, a TdL começava a trilhar o seu caminho a partir da periferia da AL – Para uns, essa teologia era anátema, devido ao seu discurso marxista, mas para outros, era uma teologia com particularidades dinâmicas. – Para os ‘BONS’ teólogos da TdL a análise marxista era justificada não para uma ideologia ‘mundana’, mas um subsídio (instrumento de análise social) para substanciar crenças cristãs.
  22. 22. NOTA • Segundo André Corten e tantos outros estudiosos acerca da TdL, no ano de 1968, o teólogo e psicanalista Ruben Alves (ex-pastor Presbiteriano), apresenta em Princeton sua tese de doutorado que tinha como título: Toward a Theology of Liberation. (influenciada pela teologia da esperança de Moltmann e também pela teologia de Barth) – Segundo o autor, a tese foi publicada no ano de 1969, mas o diretor mudou o título. A Theology of Human Hope é depois traduzida em 1972 para Christianisme, opinium ou libération? Une Théologie de l’espoir humain.
  23. 23. 3. TdL explicada pelo labor teológico de Leonardo Boff.
  24. 24. TdL - 3 • Segundo Leonardo Boff a libertação para a TdL possui três dimensões: – A primeira, é um processo sócio-histórico que se refere à libertação social do oprimido, implicando diretamente na superação histórica do sistema capitalista, visando uma sociedade mais participativa e constituída de estruturas que gerem mais justiça para todos.
  25. 25. Segunda • A segunda dimensão está no fato de que a libertação não é meramente social, mas, é um fenômeno humano cheio de significados de dignidade e grandeza humana, que visa à construção de um novo destino coletivo
  26. 26. Terceira • E na terceira dimensão está, à luz da fé, a salvação (ou à perdição) com seu significado transcendente, mas antes, com ordenação no que é a utopia de Cristo, Reino de Deus, com repercussão na eternidade.
  27. 27. Segundo Boff, essas dimensões “celebra[m] a presença vitoriosa da libertação operada pelos homens na força de Deus, que tudo penetra, e proclama também a plena libertação que já nos foi galardoada na vida, morte e ressurreição de alguém também oprimido, Jesus Cristo, como sinal de que nossa luta e esperança por uma total libertação não permanece no mero âmbito da utopia” (Boff, 1998 a, p. 82 [Colchetes nosso]). BOFF, C & L. Como fazer teologia da Libertação. Petrópolis: Vozes, 1998 a
  28. 28. TdL - 3 • Diante dessas dimensões, a TdL caiu em algumas tentações (ou problemáticas) que foram: – o descuido das raízes místicas – inflação do aspecto político e subordinação do discurso da fé ao discurso da sociedade.
  29. 29. TdL - 3 • Mas para equilibrar a teoria e prática da TdL, Boff recorre aos princípios arquitetônicos e hermenêutico da teologia e da antropologia teológica. – Princípio arquitetônico = Base de ordenamento de todos os outros mistérios e eventos da história da salvação – Princípio hermenêutico = verdade primária que dá luz a toda a compreensão e interpretação da palavra de Deus em seu plano da salvação.
  30. 30. TdL - 3 • Para Boff a TdL deve entender: – Princípio arquitetônico como sendo o próprio Jesus Cristo, o libertador (ou o Messias-ungido-salvador-libertador para os cristão protestantes) que é apresentado nas escrituras por meio da fé. – Princípio hermenêutico partindo da cristologia como chave para os contextos. (dos títulos de Jesus – filho de Daví, Filho, Mestre, Senhor,libertador etc - para o contexto)
  31. 31. Princípio Arquitetônico: Jesus Cristo • Para Leonardo Boff, Cristo não veio pregar ele próprio como libertador, mesmo que entendamos suas ações e práticas como libertadoras, mas veio pregar o Reino de Deus que implica automaticamente na revolução no modo de ser, pensar e agir (nova humanidade) frente ao que está neste mundo. • Nesta perspectiva, Boff diz que esta reviravolta ou revolução (que é a conversão) no modo de ser, pensar e agir, “quer ser sadia: quer levar o homem para uma crise e a se decidir pela nova ordem que já está no nosso meio, isto é, Jesus Cristo mesmo” (1983, p. 77). BOFF, L. Jesus Cristo Libertador. Petrópolis: Vozes, 1983
  32. 32. Princípio hermenêutico: Cristologia • Para Boff, essa nova leitura, cristológica, proporciona a aquisição de um novo “horizonte a partir do qual se podem visualizar realidades novas em outros campos diversos daquele da política e da sociologia, como na concepção da própria história, nas demais ciências humanas, na interpretação do fenômeno da secularização e na própria teologia” (1998 c, p. 22) BOFF, L. O caminhar da Igreja com os oprimidos. Petrópolis: Vozes, 1998 c
  33. 33. Teologia da Missão Integral (MI)
  34. 34. MI 1. Bases bíblico-teológicas da Missão Integral (definições primárias) 2. Desafios do Pacto de Lausanne para a igreja hoje (base bíblico teológica) 3. A igreja local como agente de transformação integral 4. Missão Integral no contexto urbano
  35. 35. MI -1 • O que é Missão?
  36. 36. ‘Missão’ - conceito (semântica) com o passar dos tempos • a) Envio de missionários a um território específico • b) Atividades empreendidas por tais missionários • c) Área geográfica em que os missionários atuavam • d) A agência (ou “missão”) que expedia os missionários • e) O mundo não-cristão ou o “campo de missão” • f) O centro a partir do qual os missionários atuavam no “campo” • g) Uma congregação local sem pastor residente • h) Serviços especiais destinados a propagar e difundir a fé cristã num ambiente nominalmente cristão (re-evangelização como serviço missionário).
  37. 37. Missão mais amplamente definida • Missão (no singular) – designa a Missio Dei (Missão e Deus), ou seja, “a auto- revelação de Deus como Aquele que ama o mundo, o envolvimento de Deus no e com o mundo, a natureza da atividade de Deus, que compreende tanto a igreja quanto o mundo, e das quais a igreja tem o privilégio de participar”. • Missões (no plural) – Missões designa os empreendimentos missionários da igreja, isto é, “formas particulares, relacionadas com tempos, lugares ou necessidades específicos, de participação na missio Dei”.
  38. 38. Observação • A Missão (no singular) inclui a evangelização como uma de suas dimensões, mas não se resume somente a ela (assim como não se sintetiza em missões transculturais, pois a essência da missão está em fazê-la onde quer que se esteja). Uma definição de René Padilla (Um dos Pais da MI) sobre evangelização é: “Evangelizar é anunciar as boas novas de Jesus Cristo por palavras e ações àqueles que não o conhecem, com a intenção de que, pela obra do Espírito de Deus, as pessoas se convertam a Jesus Cristo com o propósito de restaurar a sua relação consigo mesmo, com o próximo e com Deus”.
  39. 39. Definição de MI • Porque usar o termo “integral”? Será que existe uma verdadeira missão que não seja integral? Mas o que de fato significa isso?)
  40. 40. Missão Integral • Por missão integral entende-se como aquele aspecto em que não se olha para o mundo e o divide em vários fragmentos, como se alguns fatores fossem mais importantes que outros (como as necessidades “espirituais” do ser). Implica, porém, que a igreja está interessada em transformar o ser humano em todas as áreas de sua vida através do evangelho, que também é integral.
  41. 41. Missão Integral • A missão integral implica a ação para que Cristo seja Senhor sobre tudo, todos, em todas as dimensões da vida humana” - Ed René Kivitz • Em suma: MI é mais do que o mix: evangelismo pessoal + assistência : social. É o evangelho integrando pessoas e transformando-as na integralidade de suas vidas
  42. 42. MAS PORQUE NOSSA MISSÃO DEVE SER DESENVOLVIDA DE FORMA INTEGRAL? (3 aspectos ou Bases Bíblicas conforme John Stott) 1. O caráter de Deus. – Deus se preocupa com o total bem-estar dos seres humanos (espiritual e material) assistindo-os em todas as suas necessidades. Ele exige tanto uma lealdade integral a Ele, como também que se haja com justiça e misericórdia para com o próximo. Em Deus, essas coisas caminham juntas (Cf. Dt 10.12-20; Mq 6:8). – Como ele se importa com os pobres e os famintos, também espera que seu povo seja voz dos que “não têm voz” e sejam defensores dos impotentes. O jejum que Deus quer de nós, porventura, não é esse: “que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?” (Is 58.6). – Tiago deixa bem claro o tipo de religião que Deus espera que cultivemos (Tg 1.27).
  43. 43. Segundo Aspecto 2. O ministério e o ensinamento de Jesus – O propósito do ministério de Jesus não era apenas de salvar pessoas do inferno, mas também de livrá-las da enfermidade desse mundo presente. A declaração que Jesus fez na sinagoga acerca de sua missão (uma alusão ao livro de Isaías) é uma prova disso (Lc 4.18). – Outro exemplo são duas das mais conhecidas parábolas por ele contadas: Filho pródigo (Lc 15.11-32), cuja ênfase está na conversão, um retorno à casa do Pai; e o Bom Samaritano (Lc 10.30-37), cuja ênfase está na ação de misericórdia de um pecador frente a outro, em detrimento da omissão dos “espirituais”. – A ênfase de Jesus estava tanto na salvação como no serviço ao mundo. Ele servia enquanto salvava e salvava enquanto servia. Assim é a igreja: “em sua missão, ela tanto proclama quanto serve; tanto adora quanto ensina. A missão é integral por causa disso: ela é um todo, indivisível. Assim foi Cristo, assim somos nós” (Antonio Carlos Barro - FTSA)
  44. 44. Terceiro Aspecto 3. A comunicação do Evangelho – Não bastam palavras (de discurso vazio todo mundo está cheio), elas têm que vir acompanhadas das ações. Como em Jesus, nossas ações legitimam nossas palavras. A palavra de Deus “se fez carne”, e como resultado nós “vimos sua glória” (Jo 1.14). – A proclamação do evangelho nasce de uma viva conexão entre as palavras e as ações, entre um saber profundo das Escrituras Sagradas e atos de misericórdia e justiça às pessoas que nos rodeiam, a quem Deus ama.
  45. 45. 2. Os desafios do Pacto de Lausanne para a igreja de hoje • A teologia e prática da MI nasceu oficialmente em 1974, na cidade de Lausanne, Congresso mundial de evangelização que se tornou um divisor de águas quanto a visão missionária da igreja cristã, tratando da questão da “tarefa inacabada da evangelização”; • foi promovido por Billy Grahm e contou com pessoas de mais de 150 nações e de suas reflexões resultaram um documento intitulado “Pacto de Lausanne”; • Esse documento tem como base a Palavra de Deus e busca restaurar na igreja os propósitos de Deus para os quais ele a formou.
  46. 46. Desafios – Baseados no Pacto de Lausanne 1. As bases da Missão; 2. A realidade da Missão e 3. A Capacitação para a Missão.
  47. 47. As bases da Missão • Primeira Base: 1. O PROPÓSITO DE DEUS (Que o seu povo, a Igreja, seja conhecida como povo missionário) • Deus, o Criador e Senhor do Mundo; GN 1:1 Êxodo 20:11 e Neemias 9:6 • Governa todas as coisas; Sl 47:2 • Chama do mundo um povo para si; Gn 12 – Chamado de Abraão – “serão benditas todas as famílias da terra”; Êx 19:5 – Moisés. • Envia esse povo ao mundo como seus servos e testemunhas. Lucas 1:17
  48. 48. Reflexão: Mas o que a Igreja hoje entende por propósito de Deus para a sua vida comunitária?
  49. 49. Segunda base • A AUTORIDADE E O PODER DA BÍBLIA (não são as experiências, mas a palavra que deve ser o fio condutor da Missão) – Inspiração divina, a veracidade e autoridade; – Cumpri o propósito divino de salvação; – Destina-se a toda a humanidade; – Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje: Para todas as culturas com a sua própria “lente cultural”
  50. 50. Reflexão: Como a Bíblia tem sido encarada na atualidade?
  51. 51. Terceira base • A RESPONSABILIDADE SOCIAL CRISTÃ (somos chamados por Deus não apenas para salvar a “alma” das pessoas, mas também para restaurar-lhes a dignidade levando um evangelho integral. Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens) – Devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão; – A evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão; – pessoas que recebem Cristo devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto.
  52. 52. Reflexão: Como a Igreja atual tem encarado sua responsabilidade social?

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