1 OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES teolodia

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ESTUDO DO OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES

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1 OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES teolodia

  1. 1. UMA LITURGIA DAS HORAS
  2. 2. O Ofício Divino das Comunidades é uma Liturgia das Horas Interfere em nosso tempo, no que há de mais imediato: A HORA.
  3. 3. Talvez seja interessante perguntar: - Qual é o momento do dia que você mais gosta? - Como você sente as horas? - O que você faz nas horas do dia? - Em que HORA da vida você está? - Você já viveu uma ‘hora’ que marcou a sua vida? • Escrever... partilhar...
  4. 4. • Existe a hora marcada pelo relógio à qual nos submetemos com uma certa (ou estreita) disciplina. • Aí o tempo é percebido como limitado: “não tenho tempo”; “o tempo foi curto”; “não dá mais tempo”; “correndo contra o tempo”; “tempo é dinheiro”.
  5. 5. • Este tempo da hora marcada, é o tempo ligado à economia, ao lucro... é o tempo de bater o cartão, dos prazos, dos vencimentos. • Neste sentido, o tempo é cruel, devora a vida, envelhece, adoece, nos aproxima da morte. Os gregos o identificaram com o deus Cronos que devora os seus filhos. Projetam o tempo ideal fora do tempo.
  6. 6. Se o tempo for percebido e vivido apenas nesta dimensão nada pode desabrochar.
  7. 7. Mas existe uma outra maneira de perceber e viver o tempo. Na bíblia, é o kairós, o tempo da graça de Deus em que ele opera a sua obra dentro de nós e na história. O TEMPO QUE PASSA nos permite aprender, crescer, acumular sabedoria...
  8. 8. KAIRÓS tem a ver com a criação, com êxodo, com o exílio... Tem a ver, sobretudo, com a manifestação de Jesus, na plenitude do tempo. - João identifica a HORA de Jesus com a Cruz que é também a sua glória. - Ao ver o Menino o velho Simeão exclamou: AGORA, Senhor podes deixar teu servo ir em paz...
  9. 9. O Ofício, ao interromper o trabalho pela oração liberta o TEMPO...
  10. 10. Somos lembrados/as Pela oração TODO O TEMPO PERTENCE A DEUS.
  11. 11. O Ofício como toda a liturgia aponta para o kairós, à medida que faz memória das manifestações de Deus na vida. E nos educa a fazer de toda a nossa vida uma liturgia.
  12. 12. Neste sentido, todo trabalho feito com amor, a serviço da vida, todo gesto de compaixão é um OFÍCIO DIVINO.
  13. 13. Mas chamamos OFÍCIO DIVINO, especialmente, o trabalho comunitário de louvor e intercessão, pela salvação do mundo.
  14. 14. O Ofício estabelece um ritmo (determinadas horas; determinados cantos, orações,ações simbólicas...com certa cadência na recitação, no canto) Vai como que estruturando a vida Chama-nos de volta ao nosso sopro... ao nosso equilíbrio ameaçado pelo ritmo acelerado do nosso tempo...
  15. 15. Canto Todo o dia o sol levanta e a gente canta o sol de todo dia. Fim da tarde a terra cora E a gente chora porque é o fim da tarde. Quando a noite a lua avança e a gente dança venerando a noite. Madrugada um céu de estrelas e a gente dorme sonhando com o dia.
  16. 16. DE ONDE VEM O OFÍCIO DIVINO
  17. 17. Das comunidades judaicas Oração cotidiana, três vezes ao dia: manhã, tarde, meio dia. De manhã – “antecipar-se ao sol para agradecer e adorar o Senhor” (Sb 16,28). De tarde –ação de graças a Deus que transformou o caos primitivo e faz surgir a manhã depois de cada noite.
  18. 18. De Jesus - Jesus orou como judeu, conheceu a oração diária, três vezes ao dia. - Ensinou que é preciso vigiar e orar sempre com perseverança (Lc 18,1).
  19. 19. As primeiras comunidades cristãs (I século) Fizeram do ensinamento de Jesus seu ideal. Às nove (h. terceira) (Atos 2,1.15) - oração da manhã • Às três (hora nona) (Atos 3,1-2) - oração da tarde • Vigília noturna: na comunidade de Jerusalém (At 12,12,5.12); na prisão em Filipos (At 16,25); em Trôade, a liturgia habitual do domingo (cf. At 20,7-11).
  20. 20. DAS COMUNIDADES DO SÉCULO III - Orar sem cessar: ao levantar-se, às nove horas, ao meio dia, às três da tarde, ao cair da tarde e à noite - Em particular e também em comunidade - Uma oração de louvor a Deus e intercessão por meio de salmos, hinos e cânticos espirituais (Cf. At 3,16) - A cada hora um sentido em memória da paixão e ressurreição de Jesus. - Gestos : voltar-se para o oriente; mãos levantadas; lucernário.
  21. 21. Das comunidades do 4º século - Assembléias cotidianas, com o povo ( crianças) - Especialmente manhã e tarde - Salmos, antífonas, hinos e orações... - Associando o mistério pascal à hora, tempo ... - Atuação de ministros; - O rito do lucernário. - Vigílias noturnas cotidianas e ocasionais (páscoa, natal, pentecostes, e do domingo).
  22. 22. • A fixação da liturgia em latim • Sobrecarga de elementos devocionais • A clericalização
  23. 23. DO POVO AO CLERO: RECITADO Individual Sem povo Desligado da hora.
  24. 24. Para o povo as devoções • O Ângelus três vezes ao dia (as horas) • O rosário 150 ave-Marias no lugar dos salmos • O ofício de Nossa Senhora: hinos do antigo ofício de Maria
  25. 25. A CELEBRAÇÃO COMUM foi preservada pelas comunidades monásticas
  26. 26. VOLTA ÀS FONTES MOVIMENTO LITÚRGICO: - Redescoberta da liturgia das horas. - A Comunidade Ecumênica de Taizé: a oração das horas com multidões.
  27. 27. CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II • 1963 Sacrosanctum Concilium • 1971 publicação da - Liturgia das Horas reformada. - IGLH – Instrução Geral à Liturgia das Horas, explicitando os princípios teológicos e pastorais.
  28. 28. O OFÍCIO DIVINO FAZ PARTE DA LITURGIA DA IGREJA Na SC ocupa o capitulo IV da SC – I- fundamentos teológicos – II- eucaristia – III sacramentos e sacramentais – IV Ofício divino – V ano litúrgico – VI Música – VI arte
  29. 29. Ofício Divino – é o nome mais antigo breviário – abreviação – idade média Opus Dei - tradição beneditina Liturgia das horas – depois do Concílio Vaticano II Ofício Divino das Comunidades: refere-se à versão brasileira da Liturgia das horas.
  30. 30. Ofício = lit-URGIA = trabalho; ação do povo ou a favor do povo. Divino – ação de Deus a favor do povo (não apenas nossa ação) Das horas - no ritmo das horas Das comunidades: celebrado pelas comunidades
  31. 31. A reforma do Concílio resgata do Ofício: - A memória da Páscoa - nas horas do dia (+ manhã e tarde)
  32. 32. De TARDE, com o sol poente,
  33. 33. FAZEMOS MEMÓRIA DA PÁSCOA DE CRISTO NA CEIA E NA CRUZ
  34. 34. Rendemos graças pelas vitórias conquistadas e intercedemos pelas necessidades do mundo. - Ofício de Ação de graças
  35. 35. De manhã, COM O SOL NASCENTE,
  36. 36. Fazemos Memória de Jesus Cristo em sua RESSURREIÇÃO.
  37. 37. Dirigimos a Deus Nossa prece de LOUVOR pela luz do novo dia... Renovamos nossa adesão ao Cristo assumindo nossas responsabilidades na preservação do mundo. - Ofício de Louvor
  38. 38. A HORA articulando-se com: – O DIA – domingo dos dias da semana – O TEMPO LITÚRGICO – natal, páscoa... – SANTORAL – solenidades, festas e memórias
  39. 39. - Em comunidade, com a participação do povo
  40. 40. Como Povo sacerdotal, participamos “da mesma piedade do unigênito do Pai, daquela oração que ele dirigiu durante a sua vida terrena e que agora continua, sem interrupção, em toda Igreja e em cada um de seus membros, em nome e pela salvação da humanidade”(IGLH 7)
  41. 41. É Fonte de piedade e alimento da oração pessoal (cf. SC 90 e 14)
  42. 42. - Não é reservado aos clérigos e monges, mas pertence a toda comunidade cristã (cf. IGLH 270). - Cada comunidade, ou um pequeno grupo, ou mesmo uma pessoa, o faz como Igreja, em nome de Jesus, pela humanidade (IGLH 7).
  43. 43. INCULTURAÇÃO A igreja não deseja impor uma forma rígida e única (cf. SC 37-40) Aplicando este princípio ao Ofício Divino: Foi elaborado o Ofício Divino das Comunidades levando em conta três referências:
  44. 44. A TRADIÇÃO DA IGREJA, de celebrar em determinadas horas, uma oração de louvor e intercessão, com salmos, leituras bíblicas, hinos e orações... O jeito de celebrar a fé em nossa América Latina, no contexto das Comunidades Eclesiais de Base sobretudo a partir da II Conferência do Celam em Medellin. A PIEDADE POPULAR, buscando realizar a “mútua fecundação” entre liturgia e a piedade popular, correspondendo “aos anseios de oração e de vida Cristã” que o povo manifesta.
  45. 45. O louvor de Deus na boca do povo 1988-2008

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