Introdução à cartografia

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Slides da aula de Introdução a Cartografia Geografia ufmt 2015-1

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Introdução à cartografia

  1. 1. INTRODUÇÃO À CARTOGRAFIA Profº EduardoVinícius Rocha Pires drocha.geo@gmail.com 1
  2. 2. HISTÓRICO DA CARTOGRAFIA – CONCEITO,FUNDAMENTOS E APLICAÇÕES 2
  3. 3. 3
  4. 4. 4 AO SUBSTITUÍREM O ESPAÇO REAL POR UM ESPAÇO ANALÓGICO (PROCESSO BÁSICO DA CARTOGRAFIA), OS HOMENS ADQUIRIRAM UM DOMÍNIO INTELECTUAL DO UNIVERSO DOMÍNIO INTELECTUAL DO UNIVERSO QUE TROUXE INUMERÁVEIS CONSEQÜÊNCIAS. OS MAPAS PRECEDERAM A ESCRITURA E A NOTAÇÃO MATEMÁTICA EM MUITAS SOCIEDADES, MAS SOMENTE NO SÉCULO XIX FORAM ASSOCIADOS ÀS DISCIPLINAS MODERNAS CUJO CONJUNTO CONSTITUI A CARTOGRAFIA.
  5. 5. 5 O MAPA AUTÊNTICO MAIS ANTIGO FOI ELABORADO A CERCA DE 6000 A.C. DESCOBERTO EM 1963, DURANTE UMA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA EM ÇATAL HÖYÜK, NA REGIÃO CENTRO- OCIDENTAL DA TURQUIA, REPRESENTA O POVOADO NEOLÍTICO DO MESMO NOME. O TRAÇADO DAS RUAS E CASAS, CONFORME OS VESTÍGIOS RESGATADOS, TINHAM AO FUNDO O VULCÃO HASA DAG EM ERUPÇÃO. ESSE MAPA PRIMITIVO GUARDA ALGUMA SEMELHANÇA COM AS PLANTAS DAS CIDADES MODERNAS, MAS SUA FINALIDADE ERA TOTALMENTE DISTINTA. O SÍTIO EM QUE FOI ENCONTRADO ERA UM SANTUÁRIO OU LOCAL SAGRADO, E ELE FOI CRIADO COMO PARTE DE UM ATO RITUAL, COMO UM “PRODUTO DE MOMENTO”, SEM A INTENÇÃO DE SER PRESERVADO APÓS O CUMPRIMENTO DO RITO.
  6. 6. Com base na construção intelectual do espaço considera-se o Mapa topográfico traduzindo a experiência de estar no lugar, enquanto que o Mapa Temático exprimiria o conhecimento a respeito do espaço. O significado do Topográfico pode ser considerado cognitivamente menos complexo. O do Temático requer um estágio de desenvolvimento cognitivo mais avançado. Mapas Topográficos Mapas TemáticosCrescimento de complexidade cognitiva O usuário aponta para lugares como objeto O usuário aponta para distribuições como objeto ROBINSON e PETCHENIK (1976); PETCHENIK (1979) MAPA TOPOGRÁFICO E MAPA TEMÁTICO 6
  7. 7. MAPA TOPOGRÁFICO E MAPA TEMÁTICO SANCHES (1981) para caracterizar Cartografia Temática diferenciando-a da CartografiaTopográfica enumerou peculiaridades de uma e de outra. 7 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  8. 8. MAPA TOPOGRÁFICO E MAPA TEMÁTICO Para BOCHICCHIO (2003) existem duas categorias de atividade cartográfica, com bases científicas distintas, executando seus produtos, dirigidos a usuários específicos. 8 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  9. 9. PRODUTOS CARTOGRAFICOS 9
  10. 10. TIPOS DE MAPAS PLANTAS – escala grande 1:10.000 a 1:20.000 – áreas pequenas. 10
  11. 11. CARTAS GEOGRÁFICAS Mapas com elevado grau de precisão nas distâncias, rotas, detalhes. Carta náutica Carta aérea 11 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  12. 12. PLANISFÉRIO OU MAPA MÚNDI POLÍTICO FÍSICO 12
  13. 13. MAPAS DE BASETema específico de uma região mapeada 13 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  14. 14. MAPAS TEMÁTICOS Clima, relevo, cidades/ população 14 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  15. 15. MAPAS POLÍTICOS Divisão político-administrativa interna 15 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  16. 16. MAPAS FÍSICOS OU HIPSOMÉTRICOS 16 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  17. 17. MAPAS HISTÓRICOS 17 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  18. 18. CARTOGRAMA Mapas ou esboços de mapas para mostrar algum fenômeno (migração, geopolítica, refugiados, etc) – não há preocupação com os elementos do mapa. 18
  19. 19. BLOCO DIAGRAMA 19
  20. 20. MAQUETE 20
  21. 21. MAPA BERTIN (1967, 1973, 1977) – Mapa explora sobre o plano bidimensional (X, Y) as correspondências entre todos os elementos de um mesmo componente da informação de natureza geográfica. Uma correspondência define um lugar no mapa. A terceira dimensão visual (Z) será mobilizada para mostrar outros componentes da informação, os atributos ou variáveis daquele. 21
  22. 22. CARTOGRAFIA SISTEMÁTICA *SISTEMAS DE REFERENCIA,*SISTEMAS DE PROJEÇÃO CARTOGRAFICA, *COORDENADAS GEOGRAFICAS E UTM,*ESCALA GRÁFICA E NUMÉRICA, * FUSO HORÁRIO 22
  23. 23. SISTEMAS DE REFERÊNCIA 23
  24. 24. FORMA E DIMENSÕES DA TERRA - É inconcebível definir essa forma matematicamente SUPERFÍCIE TOPOGRÁFICA FORMA VERDADEIRA DA TERRA COM SEUS VALES E MONTANHAS. 24
  25. 25. REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA FORMA E DIMENSÕES DA TERRA -Não tem definição matemática. - Usado como referência padrão para medidas de altitudes. GEÓIDE FORMA VERDADEIRA DA TERRA RETIRADOS OS VALES E MONTANHAS (< 10KM). NÍVEL MÉDIO DAS ÁGUAS TRANQÜILAS DOS MARES PROLONGADO PELOS CONTINENTES. É A REFERÊNCIA PADRÃO PARA AS ALTITUDES 25
  26. 26. - Usado como referência padrão pela GEODÉSIA para medidas de latitude e longitude. ELIPSÓIDE MODELO MATEMÁTICO QUE MAIS SE APROXIMA DO GEOIDE. SUPERFÍCIE PADRÃO PARA COORDENADAS PLANIMÉTRICAS. MAPAS, CARTAS, SISTEMA GPS E SISTEMAS DE NAVEGAÇÃO USAM O MODELO ELIPSÓIDICO. 26
  27. 27. ELIPSÓIDE 27
  28. 28. FORMA E DIMENSÕES DA TERRA 28
  29. 29. DATUM VERTICAL E HORIZONTAL DATUM HORIZONTAL: É UM SISTEMA DE REFERÊNCIA PADRÃO ADOTADO POR UM PAÍS, UMA REGIÃO OU POR TODO O PLANETA AO QUAL DEVEM SER REFERENCIADAS AS POSIÇÕES GEOGRÁFICAS(LATITUDE E LONGITUDE). É UM PONTO DE AMARRAÇÃO – REFERÊNCIA EXISTEM VÁRIOS DATUNS HORIZONTAIS Elipsóide de referência adotado Ponto de coordenadas geodésicas (lat, long) origem Linha de azimute origem 29
  30. 30. DATUM - CONJUNTO DE PONTOS E SEUS RESPECTIVOS VALORES DE COORDENADAS, QUE DEFINEM AS CONDIÇÕES INICIAIS PARA O ESTABELECIMENTO DE UM SISTEMA GEODÉSICO (CONJUNTO DE ESTAÇÕES GEODÉSICAS (MARCOS) E SUAS COORDENADAS). DATUM ALTIMÉTRICO (VERTICAL) - É A SUPERFÍCIE FORMADA PELO NÍVEL MÉDIO DO MAR, DEFINIDO ATRAVÉS DE UM MARÉGRAFO ESTÁVEL, A PARTIR DE LONGOS PERÍODOS DE OBSERVAÇÃO PARA ESTABELECER A ALTITUDE ZERO. AS ALTITUDES SÃO CALCULADAS PARTINDO-SE DO DATUM ALTIMÉTRICO. NO BRASIL UTILIZA-SE O DATUM MARÉGRAFO DE IMBITUBA (SC). DATUM VERTICAL E HORIZONTAL 30
  31. 31. DATUM HORIZONTAL É ESCOLHIDO A PARTIR DA MÁXIMA COINCIDÊNCIA ENTRE A SUPERFÍCIE GEÓIDE E ELIPSÓIDE. 31
  32. 32. DATUM VERTICAL E HORIZONTAL DATUM HORIZONTAL NO BRASIL -CORRÉGO ALEGRE (Usado até 1977 ) - SAD- 69 (South Ammerican Datum – 1969- oficial adotado por Lei até 2005 ) - WGS- 84 (World Geodetic System, 1984- mundial) - SIRGAS 2000(Novo Datum oficial adotado por Lei após 2005) DATUM VERTICAL NO BRASIL -MAREGRAFO DE IMBITUBA - SC 32
  33. 33. PROJEÇÕES CARTOGRAFICAS 33
  34. 34. 34
  35. 35. GLOBO PARA MAPA = NECESSITA DE UMA PROJEÇÃO CARTOGRÁFICA. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS 35
  36. 36. -OCORREM DISTORÇÕES DE UM OU MAIS PROPRIEDADES ESPACIAIS. OU SEJA, NESSA “TRANSFORMAÇÃO” ALGUMAS PROPRIEDADES SÃO MANTIDAS OUTRAS DISTORCIDAS. 36
  37. 37. -IMAGINE UM GRANDE PEDAÇO DE PAPEL (A SUPERFÍCIE DE PROJEÇÃO) COLOCADO EM CONTATO COM O GLOBO E UMA FONTE DE LUZ BRILHANDO NO CENTRO DO GLOBO. OS RAIOS DE LUZ PROJETAM AS FEIÇÕES DESENHADAS NA SUPERFÍCIE DA ESFERA, NA SUPERFÍCIE PLANA DO PAPEL. -AS PROJEÇÕES SÃO REPRESENTAÇÕES PLANAS DA SUPERFÍCIE ESFÉRICA DA TERRA, DESENHADAS SOBRE O PAPEL OU EXIBIDAS SOBRE A TELA DO COMPUTADOR. EM OUTRAS PALAVRAS, ELAS EXPRESSAM UMA SUPERFÍCIE TRIDIMENSIONAL EM UMA SUPERFÍCIE BIDIMENSIONAL. 37
  38. 38. O CARTOGRAFO HOLÂNDES GERARDUS MECARTOR (1512 – 1594), DESENVOLVEU UM SISTEMA DE PROJEÇÃO QUE PERMITIA AOS NAVEGANTES ESTABELEVCER ROtAS EM LINHA RETA PROJEÇÃO DE MERCATOR NESTA PROJEÇÃO OS MERIDIANOS E OS PARALELOS SÃO LINHAS RETAS QUE SE CORTAM EM ÂNGULOS RETOS. CORRESPONDE A UM TIPO CILÍNDRICO POUCO MODIFICADO. NELA AS REGIÕES POLARES APARECEM MUITO EXAGERADAS.
  39. 39. PROJEÇÃO DE PETERS OUTRA PROJEÇÃO MUITO UTILIZADA PARA PLANISFÉRIOS É A DE ARNO PETERS, QUE DATA DE 1973. SUA BASE TAMBÉM É CILÍNDRICA EQUIVALENTE, E DETERMINA UMA DISTRIBUIÇÃO DOS PARALELOS COM INTERVALOS DECRESCENTES DESDE O EQUADOR ATÉ OS PÓLOS MERCATOR
  40. 40. PROJEÇÃO CILÍNDRICA EQUIVALENTE DE PETERS AS RETAS PERPENDICULARES AOS PARALELOS E AS LINHAS MERIDIANAS TÊM INTERVALOS MENORES, RESULTANDO NA REPRESENTAÇÃO DAS MASSAS CONTINENTAIS, UM SIGNIFICATIVO ACHATAMENTO NO SENTIDO LESTE-OESTE E A DEFORMAÇÃO NO SENTIDO NORTE-SUL, NA FAIXA COMPREENDIDA ENTRE OS PARALELOS 60O NORTE E SUL, E ACIMA DESTES ATÉ OS PÓLOS, A IMPRESSÃO DE ALONGAMENTO DA TERRA
  41. 41. PROJEÇÃO ORTOGRÁFICA ELA NOS APRESENTA UM HEMISFÉRIO COMO SE O VÍSSEMOS A GRANDE DISTÂNCIA. OS PARALELOS MANTÊM SEU PARALELISMO E OS MERIDIANOS PASSAM PELOS PÓLOS, COMO OCORRE NA ESFERA. AS TERRAS PRÓXIMAS AO EQUADOR APARECEM COM FORMA E ÁREAS CORRETAS, MAS OS PÓLOS APRESENTAM MAIOR DEFORMAÇÃO.
  42. 42. PROJEÇÃO CÔNICA NESTA PROJEÇÃO OS MERIDIANOS CONVERGEM PARA OS PÓLOS E OS PARALELOS SÃO ARCOS CONCÊNTRICOS SITUADOS A IGUAL DISTÂNCIA UNS DOS OUTROS. SÃO UTILIZADOS PARA MAPAS DE PAÍSES DE LATITUDES MÉDIAS.
  43. 43. PROJEÇÃO DE MOLLWEIDE NESTA PROJEÇÃO OS PARALELOS SÃO LINHAS RETAS E OS MERIDIANOS, LINHAS CURVAS. SUA ÁREA É PROPORCIONAL À DA ESFERA TERRESTRE, TENDO A FORMA ELÍPTICA. AS ZONAS CENTRAIS APRESENTAM GRANDE EXATIDÃO, TANTO EM ÁREA COMO EM CONFIGURAÇÃO, MAS AS EXTREMIDADES APRESENTAM GRANDES DISTORÇÕES
  44. 44. PROJEÇÃO DE GOODE, QUE MODIFICA A DE MOOLWEIDE É UMA PROJEÇÃO DESCONTÍNUA, POIS TENTA ELIMINAR VÁRIAS ÁREAS OCEÂNICAS. GOODE COLOCA OS MERIDIANOS CENTRAIS DA PROJEÇÃO CORRESPONDENDO AOS MERIDIANOS QUASE CENTRAIS DOS CONTINENTES PARA LOGRAR MAIOR EXATIDÃO.
  45. 45. PROJEÇÃO DE HOLZEL PROJEÇÃO EQUIVALENTE, SEU CONTORNO ELIPSOIDAL FAZ REFERÊNCIA À FORMA APROXIMADA DA TERRA QUE TEM UM LIGEIRO ACHATAMENTO NOS PÓLOS.
  46. 46. PROJEÇÃO AZIMUTAL EQUIDISTANTE OBLÍQUA CENTRADA NA CIDADE DE SÃO PAULO NESTA PROJEÇÃO, CENTRADA EM SÃO PAULO, OS ÂNGULOS AZIMUTAIS SÃO MANTIDOS A PARTIR DA PARTE CENTRAL DA PROJEÇÃO
  47. 47. PROJEÇÃO AZIMUTAL EQÜIDISTANTE POLAR PROJEÇÃO EQÜIDISTANTE QUE TEM OS PÓLOS EM SUA PORÇÃO CENTRAL. AS MAIORES DEFORMAÇÕES ESTÃO EM SUAS ÁREAS PERIFÉRICAS.
  48. 48. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS Ilustração de distorções e deformações:  Um rosto foi desenhado sobre a projeção globular, sendo depois transportado para as projeções ortográfica, estereográfica e de Mercator. 48
  49. 49. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS  Todos os mapas são representações aproximadas da superfície terrestre;  É impossível representar uma superfície curva em uma superfície plana sem que haja deformações.;  Por isso os mapas preservam certas características ao mesmo tempo em que alteram outras; 49
  50. 50.  A elaboração de um mapa requer um método que estabeleça uma relação entre os pontos da superfície da Terra e seus correspondentes no plano de projeção do mapa;  Para se obter essa correspondência, utilizam-se as projeções cartográficas. 50
  51. 51. Superfície de Projeção Cilíndrica Cônica Plana CLASSIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES 51
  52. 52. Cilíndrica Cônica Plana 52
  53. 53. 53
  54. 54. 54
  55. 55. REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS - PLANA CARACTERÍSTICAS: - As áreas próximas ao ponto de tangência apresentam < deformações - As distantes são mais distorcidas ou desaparecem porque abrangem apenas um hemisfério. PRINCIPAIS USOS: -Navegação marítima e aeronáutica; - Bancos; - Países – “status”. 55
  56. 56. CARACTERÍSTICAS: -PARALELOS CONCÊNTRICOS EM RELAÇÃO AO VÉRTICE DO CONE; PRINCIPAIS USOS: -SÃO MAIS UTILIZADAS PARA REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS DE ÁREAS DE ALTAS LATITUDES- AMÉRICA DO NORTE, EUROPA E NORTE DA ÁSIA. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS - CONICA 56
  57. 57. -DEFORMAM AS SUPERFÍCIES DE ALTAS LATITUDES; - MANTÉM AS DE BAIXA EM FORMA E DIMENSÃO MAIS PRÓXIMA DO REAL; - APRESENTAM OS MERIDIANOS E PARALELOS RETOS E PERPENDICULARES. - MAIS CONHECIDA MERCATOR E PETER PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS - CILINDRICA - MAIS USADA NA CARTOGRAFIA. CARACTERÍSTICAS: PRINCIPAIS USOS: 57
  58. 58. 58
  59. 59. PROJEÇÃO DE PETERS PROJEÇÃO DE ALBERS PROJEÇÃO DE MOLLWEIDE PROJEÇÃO DE MERCATOR
  60. 60. MOVIMENTO DE ROTAÇÃO – DIA MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO - ANO 60
  61. 61. OS MOVIMENTOS DA TERRA NOSSO PLANETA SE DESLOCA CONTINUAMENTE NO ESPAÇO. ENTRE OS VÁRIOS MOVIMENTOS QUE DESCREVE, DOIS SE DESTACAM: ROTAÇÃO E REVOLUÇÃO (TRANSLAÇÃO). 61
  62. 62. MOVIMENTO DE ROTAÇÃO • MOVIMENTO REALIZADO PELA TERRA AO REDOR DO SEU EIXO- POLAR, NA DIREÇÃO OESTE-LESTE; • DURAÇÃO: 23 HORAS, 56 MINUTOS E 4 SEGUNDOS • RESPONSÁVEL PELA ALTERNÂNCIA DE DIAS E NOITES E PELO MOVIMENTO APARENTE DAS ESTRELAS À NOITE; • INFLUENCIA O MECANISMO DE CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA E NA DINÂMICA DAS CORRENTES MARÍTIMAS; • ACHATAMENTO DOS PÓLOS E ABAULAMENTO EQUATORIAL 62
  63. 63. MOVIMENTO DE ROTAÇÃO 63
  64. 64. MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO • MOVIMENTO EXECUTADO PELA TERRA EM TORNO DO SOL. • A TRAJETÓRIA É ELÍPTICA; • DURAÇÃO: 365 DIAS, 5 HORAS E 48 MINUTOS; • RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO E A OCORRÊNCIA DOS SOLSTÍCIOS E DOS EQUINÓCIOS 64
  65. 65. ESTAÇÕES DO ANO 65
  66. 66. TRANSLAÇÃO 66
  67. 67. SOLSTÍCIOS OCORREM NOS DIAS 21 DE JUNHO E 21 DE DEZEMBRO. NO DIA 21 DE JUNHO, OS RAIOS SOLARES INCIDEM PERPENDICULARMENTE SOBRE O TRÓPICO DE CÂNCER, SITUADO A 23O 27, 30,,, NO HEMISFÉRIO NORTE. NESSE MOMENTO OCORRE O SOLSTÍCIO DE VERÃO NESSE HEMISFÉRIO. É O DIA MAIS LONGO E A NOITE MAIS CURTA DO ANO, QUE MARCAM O INÍCIO DO VERÃO. ENQUANTO ISTO, NO HEMISFÉRIO SUL, ACONTECE O SOLSTÍCIO DE INVERNO, COM A NOITE MAIS LONGA DO ANO, MARCANDO O INÍCIO DA ESTAÇÃO FRIA. JÁ NO DIA 21 DE DEZEMBRO OS RAIOS SOLARES ESTÃO EXATAMENTE PERPENDICULARES AO TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO, SITUADO A 23O 27, 30,,, NO HEMISFÉRIO SUL. É O SOLSTÍCIO DE VERÃO NO HEMISFÉRIO SUL. NESSE DIA, A PARTE SUL DO PLANETA ESTÁ RECEBENDO MAIOR QUANTIDADE DE LUZ SOLAR QUE A PARTE NORTE, PROPICIANDO O DIA MAIS LONGO DO ANO E O INÍCIO DO VERÃO. NO HEMISFÉRIO NORTE, ACONTECE A NOITE MAIS LONGA DO ANO. É O INÍCIO DO INVERNO. 67
  68. 68. EQUINÓCIO NO DIA 21 DE MARÇO, OS RAIOS SOLARES INCIDEM PERPENDICULARMENTE SOBRE A LINHA DO EQUADOR, TENDO O DIA E A NOITE A MESMA DURAÇÃO NA MAIOR PARTE DOS LUGARES DA TERRA. DAÍ O NOME "EQUINÓCIO" (NOITES IGUAIS AOS DIAS). NESSE DIA, NO HEMISFÉRIO NORTE, É O EQUINÓCIO DE PRIMAVERA - E NO HEMISFÉRIO SUL, O EQUINÓCIO DE OUTONO NO DIA 23 DE SETEMBRO, OCORRE O CONTRÁRIO: É O EQUINÓCIO DE PRIMAVERA NO HEMISFÉRIO SUL - E O EQUINÓCIO DE OUTONO NO HEMISFÉRIO NORTE. 68
  69. 69. SISTEMAS DE COORDENADAS 69
  70. 70. SISTEMA DE COORDENADAS • Os sistemas de coordenadas são necessários para expressar a posição de pontos sobre uma superfície. O sistema de coordenadas permite descrever geometricamente a superfície terrestre em levantamentos. • Para o elipsóide, ou esfera, usualmente emprega-se um sistema de coordenadas esférico (paralelos e meridianos) e para o plano, um sistema de coordenadas cartesianas X eY. 70
  71. 71. 72
  72. 72. 73
  73. 73. 74
  74. 74. • LONGITUDE: 0° A 180° PARA LESTE E OESTE A PARTIR DO MERIDIANO DE GREENWICH, ESTABELECIDO COMO MERIDIANO DE REFERÊNCIA. LATITUDE: 0° (EQUADOR) A 90° EM DIREÇÃO NORTE E SUL. 75
  75. 75. • POR CONVENÇÃO, LATITUDES NO HEMISFÉRIO NORTE SÃO CONSIDERADAS POSITIVAS (52°N OU 52°) E LATITUDES DO HEMISFÉRIO SUL NEGATIVAS (30°S OU -30°). •AS LONGITUDES TEM VALOR POSITIVO PARA LESTE (37°E OU 37°) E NEGATIVO PARA OESTE (137°W OU -137°). 76
  76. 76. Latitude: + (N) Longitude: - (W) Latitude: - (S) Longitude: - (W) Latitude: - (S) Longitude: + (E) Latitude: + (N) Longitude: + (E) EQUADOR MERIDIANODE GREENWICH 77
  77. 77. ESCALAS 78
  78. 78. ESCALAS -É A RAZÃO ENTRE AS DIMENSÕES DE UM ELEMENTO REPRESENTADO NO MAPA E AS DIMENSÕES DO MESMO ELEMENTO NO TERRENO. OU SEJA É A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE A MEDIDA DE UM OBJETO OU LUGAR REPRESENTADO NO PAPEL(D) E SUA MEDIDA REAL(D). 79
  79. 79. 80 UM ESCALA NORMALMENTE É EXPRESSA DAS SEGUINTES FORMAS: -FRAÇÃO REPRESENTATIVA OU NUMÉRICA (ESCALA NUMÉRICA) -GRÁFICA OU ESCALA EM BARRAS (ESCALA GRÁFICA)
  80. 80. CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA 81 TODO MAPA APRESENTA UMA ESCALA, POIS PARTE-SE DO PRINCÍPIO QUE UM MAPA É UMA REPRESENTAÇÃO (GRÁFICA NO PAPEL) DE UM ESPAÇO REAL (NO TERRENO). IMAGINE O SEGUINTE: VOCÊ ESTA NUM AVIÃO E ESTA MUNIDO DE UMA CÂMERA FOTOGRÁFICA, REGISTRANDO FOTOGRAFICAMENTE O TERRENO QUE ESTÁ LOGO ABAIXO DOS SEUS PÉS.
  81. 81. CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA 82 A CADA METRO QUE VOCÊ SUBIA VOCÊ CONSEGUIA OBSERVAR MAIS O TERRENO, MAS EM CONTRAPARTIDA, CADA FOTO QUE VOCÊ TIRAVA PERDIA OS DETALHES. ISSO QUER DIZER QUE CADA FOTO TEM UMA ALTITUDE DIFERENTE E ISSO REPRESENTA UMA ESCALA DIFERENTE. EM SUMA, CADA ESCALA REPRESENTA UMA "FOTO" TIRADA EM ALTITUDE DIFERENTE, COM MAIS OU MENOS DETALHES, DEPENDENDO DA ALTITUDE.
  82. 82. 83 NÚMERO ADIMENSIONAL UTILIZADO PARA INDICAR DE QUANTO ESTÁ REDUZIDA AS DIMENSÕES DE UMA REGIÃO DE MANEIRA QUE ELA POSSA SER REPRESENTADA SOBRE UMA FOLHA DE PAPEL. EX: 1/1000. ESTA NOTAÇÃO INFORMA QUE NO MAPA UMA DETERMINADA ÁREA TEM SUAS DIMENSÕES REDUZIDAS 1000 VEZES. ASSIM PODEMOS DIZER QUE 1MM NO MAPA CORRESPONDIA A 1000 MM NO TERRENO OU QUE, 1CM A 1000CM NO TERRENO ETC... AS ESCALAS PODEM SER REPRESENTADAS NUMERICAMENTE, POR EXEMPLO 1/26.000, OU GRAFICAMENTE. NESTE CASO ESTA RELAÇÃO, QUE INDICA A ESCALA, É TRANSFORMADA EM UMA RÉGUA ONDE AS DISTÂNCIAS SÃO LIDAS DIRETAMENTE ESCALAS
  83. 83. ESCALA NUMÉRICA -É REPRESENTADA POR UMA FRAÇÃO NA QUAL O NUMERADOR APRESENTA UM DISTÂNCIA NO MAPA(d), E O DENOMINADOR, A DISTÂNCIA CORRESPONDENTE NO TERRENO(D). 84
  84. 84. -É A QUE REPRESENTA AS DISTÂNCIAS NO TERRENO SOBRE UMA LINHA GRADUADA. NORMALMENTE, UMA DAS PORÇÕES ESTÁ DIVIDIDA EM DÉCIMOS, PARA QUE SE POSSA MEDIR DISTÂNCIAS COM MAIOR PRECISÃO. DIFERENTE DA ESCALA NUMÉRICA QUE NA ESCALA GRÁFICA NÃO HÁ NECESSIDADE DE CÁLCULOS. BASTA TOMAR QUALQUER COMPRIMENTO NO MAPA E LÊ-LO NA ESCALA GRÁFICA EM KM, M, ETC. 85 ESCALA GRÁFICA
  85. 85. 86 É CONSTITUÍDA DE UM SEGMENTO A DIREITA DA REFERÊNCIA 0, DENOMINADA ESCALA PRIMÁRIA. A ESQUERDA DO 0 EXISTE UM SEGMENTO DENOMINADO DE TALÃO OU ESCALA DE FRACIONAMENTO.
  86. 86. PONTOS IMPORTANTES SOBRE ESCALAS - A ESCALA ESTÁ RELACIONADO COM A RESOLUÇÃO ESPACIAL DA CARTA; -1:1000, SIGNIFICA DIZER QUE O ELEMENTO ESTÁ REPRESENTADO 1000 VEZES MENOR DO QUE ELE REALMENTE É. -O QUE É ESCALA MAIOR E ESCALA MENOR? A ESCALA 1:1000.000 É MAIOR QUE A ESCALA 1:5000? > Resolução > nível de detalhes > maior a escala 87
  87. 87. ESCALA • INDICA A PROPORÇÃO ENTRE O OBJETO REAL E SUA REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA, OU SEJA, QUANTAS VEZES O TAMANHO REAL TEVE DE SER REDUZIDO PARA PODER SER REPRESENTADO;
  88. 88. CATEGORIA ESCALA FINALIDADE DO MAPA GRANDE 1:50 a 1:100 PLANTAS ARQUITETÔNICAS E DE ENGENHARIA. 1:500 a 1:20.000 PLANTAS URBANAS, PROJETOS DE ENGENHARIA. MÉDIA 1:25.000 a 1:250.000 MAPAS TOPOGRÁFICOS. PEQUENA acima de 1:250.000 ATLAS GEOGRÁFICOS E GLOBOS. OS TIPOS DE ESCALA
  89. 89. ESCALA NÚMERICA • ELA VEM INDICADA POR NÚMEROS, POR EXEMPLO: 1:50.000 (LÊ-SE UM POR CINQÜENTA MIL), CADA CENTÍMETRO NO MAPA, EQUIVALE A 50.000 CM OU 500M NA REALIDADE. QUANTO MENOR FOR O DENOMINADOR (NO EXEMPLO 50.000), MAIOR SERÁ A ESCALA, PORTANTO MAIS DETALHES PODERÃO SER REPRESENTADOS. ASSIM, A ESCALA 1:50.000 É MAIOR QUE A ESCALA 1:5.000.000.
  90. 90. ESCALAS 91
  91. 91. ESCALA GRÁFICA • A ESCALA GRÁFICA APARECE SOB A FORMA DE UMA RETA DIVIDIDA EM VÁRIAS PARTES, CADA UMA DELAS COM UMA GRADUAÇÃO DE DISTÂNCIAS. A SUA UTILIDADE É A MESMA DA ESCALA NUMÉRICA. 0 20 40 60 80 100 KM • ESSA ESCALA GRÁFICA INDICA QUE 1 CENTÍMETRO NO PAPEL CORRESPONDE A 20 QUILÔMETROS NA SUPERFÍCIE REPRESENTADA.
  92. 92. Gráfica Numérica • Representado por um gráfico • Representado por um número ESCALAS
  93. 93. Escala é a relação entre a medida de um objeto ou lugar representado no papel e sua medida real, onde a razão ou relação de semelhança é a seguinte: E = d D D = um comprimento tomado no terreno, que denominar-se-á distância real natural. d = um comprimento homólogo no desenho, denominado distância prática ou gráfica. As escalas mais utilizadas são: Numérica: Gráfica: ESCALAS
  94. 94. OBSERVE O MAPA AO LADO: ELE MOSTRA QUE A CADA 1 CENTÍMETRO NO MAPA A REALIDADE CORRESPONDE A 50 MIL CENTÍMETROS OU 500 METROS (REAL/CAMPO). ESCALAS
  95. 95. COMPARANDO OS MAPAS A E B, OBSERVAMOS QUE HÁ MAIOR RIQUEZA DE DETALHES NO MAPA B E SUA ESCALA É DUAS VEZES MAIOR DO QUE NO MAPA A. OBSERVE, ENTÃO, QUE QUANTO MENOR FOR O DENOMINADOR DA ESCALA, MAIOR ELA SERÁ E MAIS DETALHES ELA NOS DARÁ. ESCALAS
  96. 96. Quilômetro km Hectômetro hm Decâmetro dam Metro m Decímetro dm Centímetro cm Milímetro mm 1 100 10 1000 1 0 000 100 000 1 000 000
  97. 97. FUSOS HORÁRIOS 98 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  98. 98. PARA QUE SERVEM OS FUSOS HORÁRIOS? • Padronização das horas conforme o movimento de rotação da Terra e a incidência solar; • Facilitar as comunicações e o comércio nas diversas partes do planeta; • Facilitar a programação das viagens nacionais e internacionais; • Possibilitar a integração de empresas aéreas, transnacionais e os mercados de valores no mundo; • Possibilitar um melhor planejamento das atividades esportivos internacionais (copa do mundo e olimpíadas. 99 CARTOGRAFIA GERAL PROFa DRa PATRICIA HELENA MIRANDOLA
  99. 99. FUSOS HORÁRIOS: • O SISTEMA DE FUSO FOI ADOTADO NA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO MERIDIANO, EM 1844 NA CIDADE DE WASHINGTON, DC. • TEMPO DE DURAÇÃO DA ROTAÇÃO DA TERRA = 24 HORAS (360°/24 = 15 MERIDIANOS OU 15°). • 1 HORA = 15° OU 15 MERIDIANOS. • CADA GRAU = 4 MINUTOS. 101
  100. 100. • Convenção internacional que, tendo como ponto de partido o meridiano de Greenwich ou Inicial ou Principal (0°), divide o globo terrestre em 24 fusos horários, cada um deles medindo 15°. • No anti-meridiano de Greenwich ocorre a mudança da data (Linha Internacional da Mudança de Data - LIMD = 180°). 102
  101. 101. SISTEMA DE FUSOS HORÁRIOS U.T.C. (TEMPO UNIVERSAL COORDENADO) 103
  102. 102. LID- LINHA INTERNACIONAL DA DATA Ao cruzar a Linha Internacional da Data, à meia-noite, se de oeste para leste, perde-se um dia. Ao cruzar a Linha Internacional da Data, à meia-noite, se de leste para oeste, ganha-se um dia. 104
  103. 103. TIPOS DE HORAS • Hora legal – tem por base o meridiano de Greenwich (12 para cada hemisfério). • Hora local – é hora de cada fuso determinada pelo movimento aparente do Sol. 105
  104. 104. FUSOS HORÁRIOS Tipos de horas: – Hora solar, também chamada de hora solar ou verdadeira – Hora legal ou de Greenwich 106
  105. 105. OS TRÊS FUSOS BRASILEIROS 24/04/2008 107
  106. 106. FUSOS HORÁRIOS DO BRASIL SEGUNDO A LEI Nº 11.662, DE 24 DE ABRIL DE 2008, A PARTIR DE ZERO HORA DE 24 DE JUNHO DE 2008 PASSARAM A VIGORAR NO BRASIL 3 (TRÊS) FUSOS HORÁRIOS 108
  107. 107. 109

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