A guerra colonial portuguesa

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Apresentação sobre a guerra colonial portuguesa (1961-1974)

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A guerra colonial portuguesa

  1. 1. A Guerra Colonial Portuguesa
  2. 2. Portugal antes da guerra…• Entrada para a NATO em 1949 e ONU em 1955.• Pressão da ONU através das conferências relativas à independência das colónias portuguesas e renúncia de Portugal da existência de colónias em território português. Existem antes „territórios ultramarinos‟.• Atrito entre o regime de Salazar e a administração Kennedy.Relativo isolamento internacional – “orgulhosamente sós”Objetivo para às colónias: mantê-las dentro do Império português.
  3. 3. Nas ‘províncias ultramarinas’….Crescem os movimentos nacionalistas nas colónias (Figs.1,2 e 3) devido a:• Influência dos países participantes na Conferência de Bandung (1955);• Ideologia do Pan-Africanismo;• Insatisfação com a situação que viviam (pobreza sob o estatuto de portugueses de segunda);• Apoios financeiros e bélicos dos E.U.A.,da U.R.S.S e da China.Objetivo para as colónias: conquistar a independência por meio de força já que a diplomacia não surtira efeito. Figs.1,2 e 3 – (da esquerda para a direita) símbolos da FRELIMO, do P.A.I.G.C. e do M.P.L.A..
  4. 4. O início da Guerra…AngolaFevereiro e março de 1961 – ataques a povoações e edifícios do Estado por parte da UPA (União das Populações de Angola)(Fig.4) . Fig.4 - bandeira oficial da U.P.A.Guiné-BissauJaneiro de 1963 – ocupação de territórios no Noroeste e Sul do país por parte do PAIGC (Partido Africano para a Independência de Guiné e Fig.5 - bandeira oficial do P.A.I.G.C. Cabo-Verde)(Fig.5) .
  5. 5. O início da Guerra… Moçambique Setembro de 1964 – ocupação de territórios do Norte pela FRELIMO (FREnte de LIbertação de MOçambique)(Fig.6). Fig.6 - bandeira oficial da FRELIMO
  6. 6. No Estado Português da Índia…Estado Português da Índia (Goa, Damão e Diu)Dezembro de 1961 – invasão de grande coordenação (terra, ar e mar) e em grande escala (40.000 homens) das províncias por parte da União Indiana.Resultado: Capitulação das forças portuguesas (3.000 homens) em apenas 36 horas – uma atitude rebelde face às as ordens de Salazar (“Não prevejo possibilidade de tréguas nem prisioneiros portugueses, como não haverá navios rendidos, pois sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos”). Fig.6 – Aviso Afonso de Albuquerque – com cerca de 30 anos, era o único navio, para além das três lanchas de patrulha marítima, que constituía a força naval portuguesa no Estado Português da Índia. “…foi a pique…” parecendo “…um passador”.
  7. 7. Problemas das forças portuguesas nosteatros de guerra…Numa resposta característica da ditadura conservadora de Salazar e tardia para, à altura, presente conjuntura internacional, as forças portuguesas encontraram as seguintes dificuldades nos teatros de guerra em que operaram:• Contingente permanente insuficiente e - segundo diretrizes dos novos dirigentes das forças armadas portuguesas treinados pela NATO (“geração NATO”) - preparado para uma eventual invasão soviética às grandes cidades (por exemplo em Angola: Luanda, Nova Lisboa, Silva Porto e Sá da Bandeira);• Incapacidade de responder aos ataques devido às pobres ou inexistentes vias de comunicação;• Impreparação das tropas quer para a guerra de guerrilha quer para teatros de guerra de tais dimensões;
  8. 8. Problemas das forças portuguesas nosteatros de guerra…• Clima tropical de terreno de selva densa e savana lamacentas em épocas de chuva – “A Mata” – que desmoraliza e desorienta as tropas (Fig.7) ;• Por volta de 1972 o envio de armamento anti- aéreo soviético (mísseis Strela-2) para suportar os “turras” (guerrilheiros) limita a superioridade aérea portuguesa;• O embargo de venda de armas a Portugal emitido em 1973 pela ONU (Resolução 3117) levou à compra de veículos e armas em 2ª mão Fig.7 – Militar português e desmantelados. Isto se não fosse possível a comunicando via rádio produção por parte da Fábrica Braço de Prata. dentro da erva alta.
  9. 9. A Guerra…É observável o aumento do contingente português no teatros de guerra em Áfricajá que este cresce gradualmente desde 1961 até que, em 1973, atinge o triplo donúmero total inicial de militares.
  10. 10. O impacto da Guerra…• Desvio de 40% do Orçamento de Estado para o conflito (fig.8);• Cerca de 8,000 militares mortos e de 100,000 feridos e incapacitados permanentes (físicos ou psicológicos).Fig.8 – Gráfico representativo das despesas extraordinárias (DE) - respeitantes à defesa daordem pública em circunstâncias excepcionais – sendo que o carmim representa adespesa feita com as Forças Militares Extraordinárias no Ultramar (OFMEU). Umadespesa astronómica face às outras despesas extraordinárias representadas a branco.(Mesmo depois do início da „Primavera Marcelista‟)
  11. 11. O Fim da guerra…O „Vietname português‟ tem como fim 25 de Abril de 1974. O Estado Novo é derrubado, põe-se fim à guerra e o novo Portugal concede a independência às colónias.Surgem os novos países de Angola, Moçambique, Guiné- Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo-Verde, Timor-Leste e Fig.9 – “O fim do Império”, fotografia cerca de 500,000 retornados por Arlindo Cunha, 1975 – junto do portugueses (Fig.9). padrão dos Descobrimentos, amontoaram-se, sem qualquer ordem, os pertences dos milhares de retornados portugueses.
  12. 12. Elaborado por:Davide Santos12ºJEscola Secundária Almeida Garrett11/02/2012

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