Os Cinco Segredos #02 - www.oblogdocb.com.br

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Os Cinco Segredos #02 - www.oblogdocb.com.br

  1. 1. UM A lua cheia ainda estava no céu e a chuva ainda caía quando Michele SunWinter, Roberto Rocha e Manuel Olívio chegaram na cena do crime. O local fora isolado pelos policiais e o perito estava tirando fotos quando os três se aproximaram. “Qual foi a causa da morte?”, perguntou SunWinter. “Três tiros no peito. Mas ela foi torturada antes.” , respondeu o perito. “Que diabos é isso?”, perguntou SunWinter olhando o rosto da garota. “O assassino ‘desenhou’ um coração no rosto dela com um caco de vidro, aparentemente dos óculos dela.” “Marcas de estupro?”
  2. 2. “Não. Mas ela foi espancada, vários ossos estão quebrados. E o mais bizarro: Ela está sem língua?” “Sem língua?” “Sim. E parece que o assassino levou como recordação, porque não está em nenhum local aqui”. “Alguém da vizinhança ouviu alguma coisa?” “Ninguém mora por essas bandas”. “E o que esta garota estava fazendo por aqui?” “Segundo os pais, ela sempre voltava de ônibus para casa. Fazia uma baldeação três quilômetros a leste daqui. Acreditamos que o assassino a abordou enquanto ela esperava o próximo ônibus e ela tentou fugir por este caminho.” “Algum pertence foi roubado?” “Tirando a língua, não”. “Alguma pista de quem fez isso?” “Não... Não deixou impressões digitais e esse sangue todo é da vítima”. “já sabem que arma foi usada?” “Essa daqui.”, o perito entregou um papel para SunWinter. “Conversei com os pais...”, disse Rocha, “E pelo que eles me falaram a garota era odiada no colégio em que frequentava, o ‘Colégio Luzier’. Eu acho que você deveria falar com eles, Michele”. “Farei isso sim. Mas daqui a pouco. Tenho que fazer uma coisa antes”. “Posso ficar com uma das balas por uma horinha? Depois eu devolvo.”
  3. 3. “Claro que Não”, respondeu o perito. “Por favor”, reforçou Rocha, “Ela sabe o que faz”. O perito entregou uma das balas. SunWinter se retirou do local. DOIS O beco estava sombrio. A única fonte de luz presente, vinda de um pequeno poste, realçava a silhueta das duas figuras. Beijavam-se vorazmente. Às vezes a luz atingia precisamente os olhos azuis da garota, os fazendo brilhar. Outras vezes iluminava a fivela dourada do cinto do rapaz. As mãos dele, que antes estavam na cintura da garota, tentaram levantar a camiseta dela. Contudo, a parceira o empurrou, interrompendo a chuva de ósculos que estavam trocando. “O quê foi, Marcela? Já não estamos íntimos o suficiente para isso?”, perguntou o homem com sua voz grossa. “É que... Eu nunca fiz isso com ninguém e sinto que... Não nos conhecemos tão bem... Pelo menos não do jeito que você diz”. “Como não? Sei dos seus medos, seus anseios, desejos. Sei tudo sobre o seu trabalho...” “É claro que você sabe. Eu abri meu coração para você. Mas eu não sei nada sobre você. Tu não quiseste me falar nem qual é o seu emprego”. “Tudo bem... Acho que vale a pena te contar algumas coisas...”. Disse, olhando para os peitos da moça. “Fale-me sobre o seu trabalho, então”.
  4. 4. “Bem... Eu sou...”. Fez uma longa pausa. “É...?” “Vendedor.” “Porque hesitou em me falar isso?” “É que o meu chefe... Ele...” “Ele?” “Ele...” “Qual é o nome dele?” O homem fez outra longa pausa. “S-Sidney”, gaguejou. “Meu coração diz que você está mentindo”. Começa a chorar. À medida que fala, o choro aumenta. “Porque você não me fala a verdade? Pensei que me amasse. Faz poucas semanas que estamos juntos, eu sei. Mas foram as melhores semanas da minha vida. E você não quer nem me falar coisas básicas sobre a sua vida? O problema sou eu? Você quer terminar comigo? Você quer fugir de mim? É isso? Eu sou feia? Você me acha burra? Chata? Eu sou uma merda? É isso? Não existem palavras que consigam descrever a dor que eu estou sentindo agora.” “Gerson”. Disse o homem chorando. “O nome do meu chefe é Gerson e ele...”. A garota parou de chorar. “Ele...” Ela começou a rir. “Marcela, porque você está rindo?”
  5. 5. “Porque eu consegui o que eu queria. É óbvio que aqueles papéis que roubei de você foram muito úteis. Mas eu precisava que você me falasse isso”. “Eu não estou entendo, meu amor...” “Amor?”. Ela gargalhou. “ Você não é capaz de amar nada. Só queria meu corpo, não é?” A garota retirou do bolso uma pistola e a apontou para o homem. “Marcela, acho que estou entendendo. Você... É daquela quadrilha rival a nossa não é? Como eu fui ingênuo. Pensei que você queria dar para mim. Eu vi todos os sinais.” Marcela o encarou com uma expressão séria. O rapaz continuou “Ei... porque você não vem trabalhar com a gente? Seria perfeito... E você pode ter o meu corpo... Eu sei que você quer...” “Meu antigo parceiro sempre dizia que... Aquele que vê fogo onde nem fumaça há, não encontrará o fogo, mas mesmo assim morrerá queimado.” “O que você quer dizer com isso, Marcela”? “Detetive Crystalline para você, imbecil” “Você é da polícia?” “Você está preso.” O homem começou a rir. “O Gerson vai te matar quando souber que você está prendendo membros da nossa quadrilha”. “Quem vai morrer é você, quando ele descobrir que você falou demais. Vire de costas”.
  6. 6. Crystalline deu uma coronhada no rapaz, que desmaiou. Em seguida ela o algemou. De repente, sentiu a ponta de uma arma em sua nuca, seguida de uma voz: “Isabel, pelo visto não é tão boa quanto era antes.” Isabel Crystalline riu. Em seguida, enviou a mão para trás e apertou o gatilho do revólver de quem havia aparecido. Nada aconteceu. “Você é que não é, SunWinter”. “Como foi que você tirou as balas da minha arma?”. Indagou Michele. As duas riram. “O que você quer Michele?” “Soube que você está atrás do Gerson e preciso de uma informação”. “Diga.” “Estou num caso em que uma garota foi assassinada brutalmente. E aparentemente a arma usada no crime foi comprada do Gerson. Aqui está uma das balas”. Isabel a analisou. “É exatamente como a das armas que ele fornece” “É o único fornecedor da cidade, então nossas chances são grandes. Preciso que você descubra se algum aluno do Colégio Luzier comprou alguma coisa daquela gangue”.
  7. 7. “Pode deixar. Ainda essa semana te passo o resultado.” “Ótimo. ”.

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