Os Cinco Segredos #03 - www.oblogdocb.com.br

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Os Cinco Segredos #03 - www.oblogdocb.com.br

  1. 1. UM SunWinter e Roberto estavam na casa dos pais de Sabrina, conversando com eles. “Como era o relacionamento entre o senhor e a sua filha?”, perguntou Michele SunWinter ao pai de Sabrina, Jacó Esteves. “Muito bom, detetive. Quase nunca brigávamos. Eu...”. Jacó começou a chorar. “Eu amo... Eu amava... Eu amo ela muito. Muito mesmo” “E a senhora, dona Laura? Como era seu relacionamento com a Sabrina?” “Também era excelente. Ela adorava passar o tempo comigo e eu com ela.”. Laura olhou com nostalgia para um porta-retrato da filha que estava pendurado na parede. “Lembro dela pequenininha, quando nós...”. O olhar nostálgico tornou-se melancólico e a mulher pranteou. “Eu quero minha filha de volta”, gritou, atirando-se da cadeira em que estava sentada para o chão.
  2. 2. Laura ajoelhou-se e, de olhos cerrados, exclamou: “Por quê? Por quê? Por que, meu Deus? Por que você tirou minha filha de mim? Minha filhinha... me devolva ela, por favor”. A mãe de Sabrina pronunciou mais alguma coisa, que se tornou incompreensível, devido ao choro. Jacó amparou a esposa, levantando-a e abraçando-a fortemente. “Quer conversar conosco sozinho, senhor Jacó?”, sugeriu Michele. Jacó continuou abraçando a esposa por um tempo. Em seguida, a mulher foi para o seu quarto. “Como era a personalidade da sua filha?” “Ela estava sempre alegre e falava bastante”. “Como era a rotina diária dela?” “Ela acordava lá pelas 7 horas da manhã. Tomava banho, se arrumava... Saía de casa às 9 horas. Chegava no bairro do Colégio Luzier por volta do meio dia. Afinal, moramos bem longe de lá. Então ela almoçava em algum restaurante. A aula dela começava as 13 horas. Saía de lá as 18 horas e chegava em casa as 22 horas.” “E porque vocês escolheram um colégio tão longe?” “Os colégios aqui perto são muito ruins. Só tem maconheiros e delinquentes e os professores sempre faltam. Eu almejo o melhor para ela. Quero dizer... Almejava...”. Fez uma pausa. “Mas talvez esses lugares não fossem tão ruins.”. Caiu aos prantos, como acontecera com Laura. “Eu não tinha como imaginar... Não tinha... Eu achei que nada de mal aconteceria. Eu não sabia que aquela ruazinha
  3. 3. seria pior do que aqueles colégios.”. Suas palavras ficaram gradativamente menos entendíveis. “A culpa é minha?”, berrou, “A culpa é minha, detetive?”. “Não. Não é. A culpa é do doente que fez isso?”. “Você foi um bom pai”, falou Rocha. “Acho melhor fazermos uma pausa”, recomendou Michele, “Vou passar um café.”. A detetive se dirigiu para a cozinha. Rocha a seguiu. “Onde será que eles guardam o pó?”, falou SunWinter, procurando pelos armários. “O que você está fazendo?”, questionou Roberto, “Essa não é a sua casa”. “O homem precisa de um café. Você quer que eu mande ele passar um? Achei. Onde será que está o filtro?” “O que você acha?” “Deve estar naquele armário ali.” “Sobre o caso. Os pais são inocentes?”. “Quando você conversou com eles antes... Perguntou se tinham algum álibi?” “A câmera do escritório do pai o filmou trabalhando no horário do crime. E a câmera do posto de conveniência que fica em frente a essa casa gravou a mãe limpando o quintal. Ambos têm um álibi bom”. “Entendo... Então eles são inocentes.” “Não podem ter contratado alguém para matá- la?”
  4. 4. “Pouco provável. O assassino foi muito cruel e fez coisas que só alguém com muito ódio da garota faria. Nos casos que trabalhei em que os pais mataram os filhos, todos fizeram isso com as próprias mãos.” “Faz sentido”. “Além disso... O choro deles foi sincero” “Não tem como você saber se foi sincero ou não. E isso não prova nada. Você não pode basear suas investigações em seus sentimentos”. “Sempre fiz isso, Rocha, e nunca errei um caso. Solucionei todos.” DOIS “Senhor Esteves, amanhã eu vou conversar com as amigas de sua filha. Você pode me dizer quais eram as melhores amigas dela?” Jacó Esteves demorou a responder. “Ela... Não tinha nenhum amigo, detetive”. “Como assim, senhor?” “Ninguém da idade da Sabrina gostava dela. E eu não faço a mínima ideia do por que. Minha filha era tão...”. Pranteou novamente “Tão doce... Tão gentil... Tão esperta”. “Eu vou passar outro café”, disse SunWinter. TRÊS Camila Souza entrou em sua casa e, como sempre fazia, atirou a mochila contra a parede e jogou o molho de chaves em um canto. Sua mãe apareceu com o barulho e começou a gritar algo que Camila ignorou.
  5. 5. A garota viu um pequeno envelope próximo à entrada. Alguém o jogara por debaixo da porta. Era destinado a Camila, que o guardou em um dos bolsos e foi para o seu quarto. Ela abriu o envelope, onde estava escrito com recortes de letras de revistas: “Filmei o Jerson lhe entregando um pacote suspeito e sei do que se trata. Encontre-me na Rua Morgan, as 22:00 de amanhã, se não mostrarei o vídeo para a polícia. EU SEI DO SEU SEGREDO”.

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