O culto da virgem maria na liturgia

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O culto da virgem maria na liturgia

  1. 1. Submit by Email Print Form O culto da Virgem Maria na liturgia.( síntese da Exortação Apostólica de Paulo VI – 02/02/1974 – O culto da Vigem Maria)A Virgem Maria na liturgia renovada. O lugar da Virgem Maria no culto cristão é considerado de primeiro plano nasagrada liturgia; com efeito, alem do rico conteúdo doutrinal, possui uma eficáciapastoral sem igual e um reconhecido valor exemplar para s outras formas de culto. O calendário geral, cuidadosamente restaurado, pelo Sacrossanto Concilio, édestinado a dispor com o devido relevo, em determinados dias, a celebração da obra dasalvação, distribuindo ao longo de todo o ano os mistérios de Cristo, desde a encarnaçãoaté a espera de sua gloriosa vinda(SC 102), o que permite inserir de modo mais orgânicoa memória da Mãe no ciclo anual dos mistérios do Filho.Maria no culto litúrgico do Advento. A solenidade de 08 de dezembro é celebração conjunta da Imaculada conceiçãode Maria, da preparação radical(Is 11,1-10) para avinda do salvador, e do feliz começoda Igreja sem nódoa e sem ruga: “ A fim de preparar para o vosso Filho a mãe que fossedigna dele, preservastes a Virgem Maria da mancha do pecado original, enriquecendo-acom a plenitude da vossa graça. Nela, nos destes a s primícias da Igreja, esposa deCristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, deviaser a Virgem que nos daria o salvador, o Cordeiro sem mancha, que tira os pecados.Escolhida entre todas asa mulheres, modelo de santidade e advogada nossa...”(Prefácioda Imaculada conceição – Maria e a Igreja). Alem destas ocasiões, no tempo do Advento a liturgia recorda com freqüência asanta Virgem, sobretudo nas férias de 17 a 24 de dezembro e, particularmente nodomingo que precede o Natal, em que se faz ressoar antigas vozes proféticas sobre avirgem Mãe e o Messias e lê episódios evangélicos relativos ao nascimento iminente doCristo e de seu Precursor. Desta forma, os fiéis que vivem com a liturgia o espírito do Advento,considerando o amor inefável com que a Virgem Maria esperou o Filho: Predito pelosprofetas, esperado com amor de mãe pela Virgem Maria, Jesus foi anunciado emostrado presente por são João Batista”( Prefacio do Advento II), são convidados atoma-la como modelo e preparar-se para ir ao encontro do Salvador que vem,“vigilantes na oração, e celebrando os seus louvores”( Prefacio do Advento II). A liturgia do advento também, unindo a expectativa messiânica e a do gloriosoretorno de Cristo com a memória admirada da Mãe, apresenta um feliz equilíbrio cultualque pode servir de norma para impedir qualquer tendência a separar o culto da VirgemMaria do seu necessário ponto de referencia, que é Cristo. Este período, portanto, deveser considerado um tempo particularmente apropriado ao culto da Mãe do Senhor.Maria no culto litúrgico do tempo do natal. O tempo do Natal constitui uma memória prolongada da maternidade divina,virginal, salvifica, daquela que, “virgem intocada, deu ao mundo o Salvador”. Comefeito, na solenidade do Natal do Senhor, a Igreja, enquanto adora o Salvador, venera-lhe a gloriosa Mãe; na Epifania do Senhor, enquanto celebra a vocação universal àsalvação, contempla a Virgem como verdadeira sede da Sabedoria e verdadeira Mãe doRei, a apresentar à adoração dos Magos o redentor de todos os povos(Mt 2,11).
  2. 2. Na festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, olha com profundareverencia a santa vida que levam na casa de Nazaré, Jesus, Filho de Deus e Filho dohomem, Maria, sua Mãe e, José, homem justo. No período natalino, a atenção comumdeve voltar-se para a solenidade de Maria santíssima, Mãe de Deus. Colocada, porantiga sugestão da liturgia de Roma, no primeiro dia de janeiro, destina-se a celebrar aparte de Maria neste mistério da salvação e a exaltar a singular dignidade que delederiva para a “santa Mãe”. Por intermédio de Maria recebemos o Autor da Vida: “Salve. Ó santa Mãe deDeus, vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos”; davirgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna...”( Antífona iniciale Coleta própria do dia). Esta é a ocasião propicia para renovar a adoração ao recém-nascido Príncipe da Paz, para ouvir novamente o jubiloso anuncio angélico( Lc 2,14),para implorar de Deus, por intermédio da Rainha da Paz, o dom supremo da paz. Para isso, na feliz coincidência da oitava do natal com o dia inaugural deprimeiro de janeiro, foi instituído o Dia Mundial da Paz.Maria na Anunciação e na Assunção. Para a solenidade da Encarnação do verbo, o calendário romano reconstituiu aantiga denominação de Anunciação do Senhor, porém a celebração era a festa conjuntade Cristo e da Virgem: do Verbo que se faz “filho de Maria” (Mc 6,3), e da Virgem quese torna Mãe de Deus. Relativamente a Cristo, o Oriente e o Ocidente na riqueza inauxerível de suasliturgias, celebram tal solenidade como memória do fiat salvifico do Verbo encarnado;como comemoração do inicio da redenção e da indissolúvel união esponsal da naturezahumana na única Pessoa do Verbo. Relativamente a Maria, tanto Oriente como Ocidente celebram-na como festa danova Eva, virgem obediente e fiel que com seu fiat generoso(Lc 1,38) se torna por obrado Espírito Santo, Mãe de Deus, mas também verdadeira Mãe dos vivos, verdadeira Arcada aliança e verdadeiro Templo de Deus; memória de um momento culminante dodialogo de salvação entre Deus e o homem e, comemoração do livre consentimento daVirgem e do seu concurso no plano de redenção. A solenidade de 15 de agosto celebra a gloriosa assunção de Maria ao céu: festade seu destino de plenitude e de bem-aventurança; festa da glorificação de sua almaimaculada e de seu corpo virginal, de sua perfeita configuração com CristoRessuscitado; festa que propõe a Igreja e à humanidade a imagem e o consoladordocumento da realização da esperança final. A solenidade de Assunção tem um prolongamento festivo na celebração deNossa Senhora rainha, que ocorre oito dias depois. Sentada junto ao rei dos séculos,Maria esplende como rainha e intercede como Mãe.Liturgia de fatos salvíficos nos quais a Mãe é associada ao Filho. Trata-se das celebrações que comemoram acontecimentos salvíficos nos quais aVirgem esteve estritamente associada ao Filho. Tais festas são: a natividade de Maria (8de setembro), “ a esperança e aurora de salvação para o mundo inteiro; a Visitação(31 demaio), na qual a liturgia recorda a “bem-aventurada Virgem Maria a trazer no seio o seuFilho”, a ir ter com Isabel para levar-lhe o auxilio de sua caridade; a memória daVirgem das Dores(15 de setembro), que ajuda reviver o momento decisivo da história dasalvação e a venerar a Mãe “associada à paixão do Filho” e “ junto dele erguido na
  3. 3. cruz”. A Apresentação do Senhor (2 de fevereiro), deve ser considerada como memóriaconjunta do Filho e da Mãe, a saber, celebração de um mistério de salvação operado porCristo, a que a Virgem foi intimamente unida, qual Mãe do servo sofredor de Javé, qualexecutora de uma missão destinada a todo o Israel e qual modelo do novo povo.Outras memórias e festas litúrgicas de Maria. O Calendário Romano restaurado inclui outros tipos de memória e festas,algumas ligadas a razões de culto local que adquiriram âmbito mais vasto e interessemais vivo: Nossa Senhora de Lourdes (11 de setembro); Dedicação da Basílica de santaMaria Maior (5 de agosto); outras celebradas no inicio por famílias religiosaparticulares, hoje porém,verdadeiramente eclesiais: Nossa Senhora do Carmo(16 dejulho, Nossa Senhora do Santo Rosário(7 de outubro). Outras ainda, para lá do dado apócrifo, propõem conteúdos de alto valorexemplar e continuam veneráveis tradições, radicadas, sobretudo no Oriente:Apresentação da Santíssima Virgem (21 de novembro); ou exprimem orientações saídasda piedade contemporânea: Coração Imaculado de Maria (sábado após o sagradoCoração). Resta ainda aludir à possibilidade de uma freqüente comemoração litúrgica davirgem com o recurso à Memória de santa Maria nos sábados; memória antiga e discretaque a flexibilidade atual Calendário e a multiplicidade de formulários tornam leve evariada.Maria comemorada nas Orações Eucarísticas. A Oração Eucarística do Missal, em admirável convergência com as liturgiasorientais, contem uma significativa memória da bem-aventurada Virgem Maria. Assim oantigo Cânon Romano, que comemora a Mãe do senhor em termos ricos de doutrina e deinspiração cultual: “Em comunhão com toda a Igreja, recordamos e veneramos antes detudo a gloriosa e sempre virgem Maria, Mãe de Deus e Senhor Jesus Cristo”; assimtambém as recentes Orações Eucarísticas.Os grandes temas mariais da liturgia. Percorrendo os texto do Missal renovado, vemos como os grandes temas doeucológio romano - os temas da conceição imaculada e da plenitude da graça, damaternidade divina da virgindade integra e fecunda, do templo do Espírito Santo, dacooperação na obra do Filho, da santidade exemplar, da intercessão misericordiosa, daassunção ao céu, da realeza materna – foram acolhidos em perfeita continuidade com opassado, e como outros temas, novos em certo sentido, foram introduzidos com adesãotambém perfeita no desenvolvimento teológico dos nossos dias. O tema Maria-Igreja, introduzido nos texto do Missal com variedade deaspectos. Tais textos, com efeito, na Imaculada Conceição de virgem reconhecem oexórdio da Igreja, “ esposa sem mancha” de Cristo; no Mistério da maternidadeconfessam-na Mãe da cabeça e dos membros: santa Mãe de Deus e solicita Mãe daIgreja ( 1º de janeiro). Ao lançar, pois, seu olhar, quer à Igreja primitiva, quer à denossos dias, a liturgia encontra pontualmente Maria: lá, como presença orantejuntamente com os Apóstolos; aqui, como presença operante junto à qual quer a Igreja
  4. 4. viver o mistério de Cristo.A memória de Maria no Lecionário. A grande abundancia de leituras bíblicas do lecionário permitiu expor demaneira mais completa o mistério de Cristo. Disso resultou maior numero de leituras doAntigo e do Novo Testamento concernentes à Virgem Maria, leituras que pela evidenciade seu conteúdo ou pelas indicações de uma exegese atenta, escudada nos ensinamentosdo magistério ou uma sólida tradição, podem deveras conservar, conquanto de maneira eem graus diversos, seu caráter marial. Convem observar, alem disso, que tais leituras não somente ocorrem por ocasiãodas festas da Virgem, mas são proclamadas em muitas outras circunstancias; em algunsdomingos do ano litúrgico, na celebração de ritos que interessam profundamente à vidasacramental do cristão e nas circunstancias alegres ou dolorosas de sua existência.A Virgem no mistério de Cristo. A reforma pré-conciliar considerou com adequada perspectiva a Virgem nomistério de Cristo e, em harmonia com a tradição, reconheceu o lugar singular que lhecompete no culto cristão, como santa Mãe de Deus e ativa cooperadora do Redentor. Importa acentuar que o culto prestado hoje pela Igreja a Nossa Senhora éderivação, prolongamento e incessante crescimento do culto que ela em todos os temposlhe tributou, com escrupuloso zelo da verdade e vigilante mobilidade de formas. De perene tradição, viva pela presença ininterrupta do Espírito e pela escutacontinua da palavra, a Igreja do nosso tempo tira motivações, argumentos e estímulospara o culto que presta à Santa Virgem. E a liturgia, que do magistério recebeconfirmação e força, é expressão altíssima e documento probatório de tão viva tradição.A Virgem Maria, modelo da Igreja no exercício do culto. Maria é modelo de atitude espiritual com que a Igreja celebra e vive os divinosmistérios. A exemplaridade da Virgem neste campo deriva de ser ela reconhecida comomodelo exímio da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo( LG63). Maria é a Virgem à escuta: acolhe com fé a palavra de Deus...; agente etestemunha singular da encarnação, volta aos acontecimentos da infância de Cristo,confrontando-os no intimo de seu coração (Lc 2,19.51). È a Virgem em oração: expandeo intimo em expressões de glorificação a Deus, de humildade, fé, esperança noMagnificat, no qual ressoa profeticamente antecipada, a voz da Igreja...; imploradedicadamente por uma necessidade temporal em Cana; e a orante na Igreja nascente docenáculo e na Igreja de todos os tempos. Maria é a virgem Mãe que “por sua fé e obediência gerou na terra o próprioFilho do pai”(LG 63). É a Virgem oferente... na apresentação no templo.. no Calvário...“ sofrendo profundamente com seu Unigênito e associando-se com ânimo maternal nosacrifício dele, consentindo amorosamente na imolação da vitima por ela gerada” (LG58) e oferecendo-a ao eterno Pai . Modelo de toda a Igreja no exercício do culto divino, Maria é ainda,evidentemente, mestra de vida espiritual para cada cristão... O “sim” que proferiu épara todos os cristãos lição e exemplo para fazerem da obediência à vontade do pai o
  5. 5. caminho e o meio da própria santificação. Para isso a Igreja traduz as múltiplas relações que a unem a Maria em varias eeficazes atitudes cultuais: veneração profunda... amor ardente... e confiante invocação...serviço do amor... ativa imitação... comovido assombro... estudo atento.

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