Formação de Liturgia - 03/11/2013

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I Formação de Liturgia da Paróquia Imaculada Conceição Igreja Matriz de Diadema.

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Formação de Liturgia - 03/11/2013

  1. 1. “É na Eucaristia que nossa vida ganha sentido” Formação Litúrgica Paróquia Matriz Imaculada Conceição
  2. 2. Por amor a Liturgia Só amamos aquilo que conhecemos O Martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor". São Tomás de Aquino "
  3. 3. I- A importância de se amar a Liturgia Não se ama o que não se conhece; Quando vamos a Santa Missa, devemos lembrarnos que não estamos apenas em uma reunião fraterna; O CIC 1324 é bem claro ao definir a Liturgia Eucarística como algo sublime e divino: “ A Eucaristia é fonte e ápice de toda a vida cristã”
  4. 4. 4- A Santa Missa é Banquete, porque comungamos do Corpo e Sangue do Senhor, mas é Também o mesmo Sacrifício da Cruz onde nosso Senhor entregou-se em remissão dos pecados Da humanidade; 5- Quanto amor devemos ter a Santa Missa! Quanto amor devemos ter pela Santa Eucaristia! Se soubéssemos o quanto é grande o Mistério que se celebra, o tamanho da Obra Salvífica do Senhor, deveríamos arder de amor pelo Sacramento do Altar como os próprios Serafins! Por isso, com mais certeza ainda, devemos lembrar que o centro da Celebração não é o homem,Mas o próprio Deus. Devemos proclamar sempre: A IGREJA VIVE DA EUCARISTIA! "Cada Missa à que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória. Serás abençoado em teus negócios pessoais e obterás as graças, que te são necessárias“ São Jerônimo
  5. 5. II- Necessidade de deixar a Liturgia falar por si 1- Quis o CV II que a Reforma Litúrgica: As cerimônias resplandeçam de nobre simplicidade,sejam transparentes por sua brevidade e evitem repetições inúteis, sejam acomodadas à compreensão dos fiéis e, em geral não careçam de muitas explicações.Assim, vemos a primeira e grande preocupação do Concílio: que os ritos falem por sim mesmo. 2-Aqueles que estão envolvidos com a Liturgia, seja da forma que for, devem aprender a amá-la. Talvez esse deva ser o primeiro passo para ter-se uma Liturgia bem celebrada em nossa comunidade.
  6. 6. COMO AMAMOS A LITURGIA? Na missa, os cristãos são trazidos até aquele único Sacrifício, que é eterno. Na missa, a igreja conhece sua identidade e ensina-nos de modo mais concreto que em qualquer solene documento papal. 4- Assim, respeitar a Liturgia é venerar a Tradição e entender que existe uma identidade católica, uma identidade inerente a todos e cada um de nós, que se faz presente ao longo da Historia é respeitar quem somos, respeitar nosso passado,respeitar nossa identidade como cristãos católicos.
  7. 7. A beleza da simplicidade evangelizar pelo belo
  8. 8. A beleza da simplicidade evangelizar pelo belo
  9. 9. A beleza da simplicidade evangelizar pelo belo
  10. 10. A Pastoral Litúrgica é um espaço privilegiado para colocarmos cada um de nossos dons a serviço da Comunidade. Uns cantam, uns tocam,uns escrevem, uns limpam, uns fazem arranjos de flores, enfim, existe lugar para todos e ,por menor que possa parecer nossa oferta, para Deus nada que ofertamos é desagradável e a moeda da viúva ( que era tão pouca e, ao mesmo, tudo o que ela tinha) foi mais agradável que uma fortuna em ouro e prata ( Lc 21, 1-4)
  11. 11. A beleza Litúrgica não deve ser considerada bobagem ou como, simplesmente, um excesso de luxo que caberia mal em nossas comunidades, ao contrario, deve ser entendida como forma de elevação da alma a Deus. Deus é beleza infinita, logo a beleza do Rito nos levaria a própria beleza incriada, nos levaria a entrar mais profundamente no coração do Mistério celebrado.
  12. 12. Quando a Pastoral Litúrgica trabalha em conjunto com o Pároco, cada um realizando sua parte e seguindo as rubricas que lhe cabem, deixamos emergir, mesmo que silenciosamente, a Beleza. Celebrar decorosa e dignamente os Santos Mistérios inclui, também dar o melhor que temos e somos ao Senhor. A Evangelização pela Beleza deve ser função de cada membro da Pastor Litúrgica e entendida como uma forma de aproximar-nos de Deus.
  13. 13. CELEBRAMOS O QUE CREMOS Quando estamos servindo na Pastoral Litúrgica é sempre muito importante termos em mente que estamos realizando um importantíssimo serviço e,dessa forma,servindo a Deus. Devemos nos esforçar para, cada dia, servimos a Deus de modo mais perfeito, porque também louvamos a Deus com a perfeição de nosso trabalho. Não deveríamos esquecer-nos de cultivar além da amizade e dos estudos na Pastoral Litúrgica uma vida de oração.
  14. 14. Todas as atividades que estejam ligadas a oração serão bem vindas, especialmente nos encontros dos membros da Pastoral Litúrgica, para lembrar-nos que não somos meras máquinas que servem o altar, mas que somos filhos queridos e amados de Deus e que precisamos, sempre e a cada momento, nos tornamos mais íntimos com o Pai e Criador. Se uma PL não reza, algo precisa ser revisto e colocado no eixo. O serviço que exercemos deve ser realizado com ALEGRIA, HUMILDADE E FÉ. Sempre precisamos de formação, tanto bíblica como litúrgica. Agindo assim, na humildade e na oração, com toda certeza, estaremos trabalhando pela nossa santificação pessoal e santificação daqueles que tomarem contato com nosso pequeno serviço dedicado ao Senhor e a correta Celebração dos Seus Ministérios.
  15. 15. GRANDEZA DA IGREJA E A BELEZA DA GRAÇA DE NELA PERMANECER. Assim, pois, estai firmes no terreno do vosso coração! [...] O que significa estar, o apóstolo nos ensinou, Moisés o escreveu: “O lugar em que estás é terra santa”. Ninguém está, senão aquele que está firme na fé... e mais uma palavra está escrita: “Tu, porém, está firme comigo’” Tu estás firme comigo se estás na Igreja. A Igreja é a terra santa, na qual devemos estar... Está, pois firme, e na Igreja. Está firme ali, onde eu quero aparecer a ti, ali permaneço junto a ti. Onde está a Igreja, lá é o lugar firme do teu coração. Sobre a Igreja se apoiam os fundamentos da tua alma. De fato, na Igreja eu te apareci como outrora na sarça ardente. A sarça és tu, eu sou o fogo. Fogo na sarça eu sou na tua carne. Fogo eu sou, para iluminar-te; para queimar as espinhas dos teus pecados, para dar-te o favor da minha graça. SANTO AMBROSIO.
  16. 16. A Fé “Pela Fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos” (A Porta da Fé, 13)
  17. 17. O Ano da Fé  Seguindo o mesmo gesto do papa Paulo VI que em 1967, proclamou um ano da Fé para comemorar os 1.900 anos do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo, o papa Bento XVI, no dia 11 de outubro do ano passado anunciou o Ano da Fé novamente aproveitando-se do quinquagésimo aniversário do início do Concílio Vaticano II (1962-1965) e também o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica.
  18. 18. Ano da Fé  O objetivo maior do evento: “dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja, para conduzir os homens longe do deserto no qual muito frequentemente se encontram em suas vidas à amizade com Cristo que nos dá sua vida plenamente”.
  19. 19. Como dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja? 1. Intensificar a celebração da fé na Liturgia, especialmente na Eucaristia; 2. Dar testemunho da própria fé 3. Redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo;
  20. 20. A Fé Cristã A fé cristã se manifesta de três modos: a) A fé professada; b) A fé celebrada; c) A fé vivida.
  21. 21. LEX ORANDI LEX CREDENTI Lex orandi statuat legem credendi. Traduzindo: A norma da oração estabeleça a norma da fé. A Igreja crê o que ela reza. Por outro lado, a Igreja celebra ou reza o que ela crê. O Catecismo da Igreja define a Sagrada Liturgia como sendo a “celebração da fé cristã” ou “a celebração do Mistério Pascal” Liturgia é lugar privilegiado para o exercício da virtude teologal da fé. Na fé é acolhida a palavra de Deus. A fé é iluminada e expressa em cada celebração A Liturgia contém e revela a plenitude da fé cristã, tanto assim que ela é considerada a norma da fé
  22. 22. A Fé – O poder Ritual  Marcos 5,25-35 “Minha Filha e tua fé te Salvou”  Rituais são símbolos, gestos, palavras, lugares e coisas que têm um significado sagrado.  Há uma fascinante Analogia entre a humilde Fé da mulher e o que fazemos ao celebrar a liturgia  O poder de cura está saindo de Cristo quando nos aproximamos dos rituais sagrados com Fé.
  23. 23. O Ano Litúrgico
  24. 24. O Ano Litúrgico Chama-se Ano Litúrgico o tempo em que a Igreja celebra todos os feitos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo. “Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor" (NUALC nº 43 e SC nº 102).
  25. 25. O Ano Litúrgico Diferente do ano civil, não contrário a ele, o Ano Litúrgico não tem data fixa de início e de término. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, encerrando-se no sábado da 34ª semana do Tempo Comum, antes das vésperas do domingo, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo.
  26. 26. O Ano Litúrgico Mesmo sem uma data fixa de início, qualquer pessoa pode saber quando vai ter início o Ano Litúrgico, pois ele se inicia sempre no domingo mais próximo de 30 de novembro. Na prática, o domingo que cai entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro
  27. 27. O Ano Litúrgico • O ano Litúrgico não apenas recorda as ações de Cristo, nem somente renova a lembrança de ações passadas, mas sua celebração tem força sacramental e especial eficácia para alimentar a vida cristã; e torna-se um caminho pedagógico-espiritual nos ritmos do tempo. • A liturgia se utiliza de 3 ritmos diferentes: Ritmo Diário, Ritmo Semanal e Ritmo Anual
  28. 28. O Ritmo Diário Acompanha o caminho do Sol, que é o símbolo de Cristo, o povo de Deus faz memória de Jesus Cristo, nas horas do dia, pela celebração do Ofício Divino – Daí o nome Liturgia das Horas. De tarde o Sol poente evoca o mistério da morte. De manhã, o sol nascente evoca mistério da ressurreição. De noite, nas vigílias em especial no sábado, celebramos em espera vigilante o mistério da volta do Senhor.
  29. 29. O Ritmo Diário Os fiéis leigos também são convidados a celebrá-la , individual ou comunitariamente, seguindo um roteiro simples através do Oficio Divino das Comunidades, que conserva a teologia e a estrutura da Liturgia das Horas. O dia litúrgico se estende da meia-noite à meia-noite. A Celebração do Domingo e das solenidades começa, porém, com as Vésperas do dia precedente. (NUALC nº3)
  30. 30. O Ritmo Semanal • È marcado pelo Domingo, o dia em que o Senhor se manifestou ressuscitado (Mc 16,2: Lc 24,1 : Mt 28,1 : Jo 20,1) O dia de Pentecoste também aconteceu no domingo (At 2,1-11) • As outra celebrações não lhe sejam antepostas, a não ser as de máxima importância, porque o Domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico (SC 106)
  31. 31. O Ritmo Semanal • “Por causa da sua especial importância o Domingo só cede sua celebração às solenidades e festas do Senhor. Os Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa gozam de precedência sobre todas as festas do Senhor e todas as solenidades. As que ocorrerem nestes domingos sejam antecipadas para o sábado”.(NUALC 5) • O Domingo exclui, por sua natureza própria a fixação definitiva de qualquer outra celebração. São exceções: Festa da Sagrada Família, Batismo do Senhor, Santíssima Trindade, Cristo Rei; E no Brasil, São Pedro e São Paulo, Assunção de Nossa Senhora e Todos os Santos.
  32. 32. O Ritmo Anual • tempo litúrgico compreende 2 tempos fortes: a) O Ciclo Pascal - tendo como centro o Tríduo Pascal, a Quaresma como preparação e o Tempo Pascal como prolongamento). b) O Ciclo do Natal – com sua preparação no advento e o seu prolongamento até a festa do Batismo do Senhor. Além destes o Tempo Comum.
  33. 33. O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C. A cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C. Para saber de que ciclo é um determinado ano, parte-se deste princípio: o ano que é múltiplo de 3 é do ciclo C. Para saber se um número é múltiplo de 3, basta somar todos os algarismos, e se o resultado for múltiplo de 3, o número também o é. Exemplo: 1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C 1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A 2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B 2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C 2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A
  34. 34. a)Tempo do Advento Das primeiras vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo. O ano litúrgico, inicia-se com este tempo. Ele possui duas características: -preparação para o Natal, em que se comemora a 1ª vinda do Cristo. -E também onde nossos corações se voltam com expectativa para a sua 2ª vinda no fim dos tempos.
  35. 35. b)Tempo do Natal Das primeiras vésperas do Natal até a festa do Batismo do Senhor. A oitavo do natal esta organizada do seguinte modo: - No domingo dentro da oitava, ou, em falta dele, no dia 30 de dezembro celebra-se a festa da Sagrada Família. -No dia 26 de dezembro a festa de Santo Estevão.
  36. 36. b)Tempo do Natal -No dia 27 de dezembro a festa de São João Apóstolo e Evangelista. - No dia 28 de dezembro a festa dos Santo Inocentes. - os dias 29, 30 e 31 são dias dentro da oitava. -No dia 1º de janeiro, no oitavo dia, celebra-se a solenidade de Santa Maria,Mãe de Deus. -A Epifania é celebrada no dia 6 de janeiro, a não ser que seja transferida para o domingo entre os dia 2 e 8 de janeiro. Nela celebramos a manifestação de Jesus Cristo, Filho de Deus, luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação. - No domingo depois da Epifania celebra-se a festa do batismo do Senhor
  37. 37. c)Tempo da Quaresma Da 4ª feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. Do início da Quaresma até a Vigília Pascal não se canta o Glória e muito menos o Aleluia. O 6º domingo com o qual se inicia a Semana Santa é chamado “Domingo de Ramos e da paixão do Senhor ”. A semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde sua entrada messiânica em Jerusalém.
  38. 38. d) Tríduo Pascal Começa na quinta-feira da Semana Santa com a missa vespertina na Ceia do Senhor. Na sexta-feira Santa a Igreja não celebra a Eucaristia. Recorda a Morte de Cristo por uma celebração da Palavra de Deus, constando de leituras bíblicas, de preces solenes, adoração da cruz e comunhão sacramental. A noite do Sábado Santo é a "mãe de todas as vigílias", a celebração central de nossa fé, nela a Igreja espera, velando, a ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos. Portanto, toda a celebração deste dia deve realizar-se a noite de modo que comece depois do anoitecer.
  39. 39. e) Tempo Pascal Os 50 dias entre o domingo de ressurreição e o domingo de Pentecostes. São dias de Páscoa e não após a Páscoa. Os oito primeiros dias são celebrados como solenidades do Senhor. No 40º dia da Páscoa, celebra-se a Ascensão do Senhor, porém aqui no Brasil este festa é transferida para o 7º domingo da Páscoa. A semana seguinte até Pentecostes. Em sintonia com outras igrejas cristãs, no Brasil, realizamos a Semana de “Oração pela União dos Cristãos”
  40. 40. f) Tempo Comum Além dos tempos que tem características próprias restam no ciclo anual 33 ou 34 semanas nas quais não se celebram nenhum aspecto especial do mistério de Cristo; comemora-se nelas o próprio mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. Começa no dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma, inclusive. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das vésperas do 1º Domingo de Advento (NUALC nº44).

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