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L’odore del mio sempre
O cheiro do meu sempre

     Giovanna Mulas
© do texto: Giovanna Mulas, 2009
© da tradución galega: Xavier Frías Conde, 2009
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                              2
L’odore del mio sempre


Porti l'odore del mio sempre, e il rumore di
    risacca,
giù, tra riva e scoglio,
nè campi immensi i fiori e lidi peli bianchi
di passato grevi, ove rifugiano la bocca mia,
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che componi, affondi la carne prima,
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lassù dove, del cuore, avviso solo fremito
    costante,
sicuro e unico
fedele.
Ed empirai di latte, spada mia, la coppa ardente.
Oh, so, capezzoli ginestra i muri prepotenti ai
    quali
romperai ogn'indugio,
le dita rami
d'oceanico seme, giù,
oltre il buio dolce
.
                     4
dove non c'è stagione
ma primavera,
sempre,
germoglia.
Lassù dove nient'altro, io voglio avvisare




                     5
O cheiro do meu sempre


Levas o cheiro do meu sempre, e mais o son da
     resaca,
abaixo, entre ribeiras e escollos,
nos campos asulagados de flores e os lidios
     cabelos brancos
de fondo pasado onde acubillan miña boca
e meus ollos cheos.
Esme de sangue e
do mesmo sangue esme ti,
que compós no profundo a primeira carne,
na altura do cérebro,
alá onde do corazón, xorde apenas unha paixón
     infinda
seguro e único
fiel.
E cubrirás de leite, miña espada, a copa aburante.
Oh, seino, as mamillas xestas, os muros
     prepotentes aos cales
crebarás calquera indecisión,


                     6
os dedos pólas
de seme oceánico, embaixo,
alén do escuro doce
onde non hai outra estación
agás a primavera
sempre
xermola.
Alá embaixo, onde eu máis nada quero sentir.




                    7
Canticum praesagum


Sul cobalto crine
Del mare,
non s’ode una vela
e un’anima
ma il vagare inquieto
     lento
delle ore
dei giorni.
Un petalo è il gabbiano,
caro amico mio
così trasporta l’ali
dov’è fiorito il cielo
il petalo si apre
e sussulta
     è incerto
e cade.
Così come sbiadisce
Nel grigio
Quel cobalto, la mia età (fiorita)

                    8
Che scorsi appena un poco
Prima che affondassi
In tenero abbandono.
Ma il petalo
Del giglio nell’orto
Dei ricordi
Rimescola al conforto
Ampio cielo appena,
oh, appena scorto.




                 9
Canticum praesagum


No cobalto crina
do mar
onde non se sente unha vela
nin unha ánima
apenas o vagar inquedo
       lento
das horas,
dos días.
Unha pétala é a gaivota,
meu caro amigo,
transporta así as asas
onde floreceu o ceo,
a pétala abre
e buliga,
    é impreciso
e cae.
Igual ca esmorece no gris,
aquel cobalto, a miña idade (florida)


                     10
que apenas se mostran
antes de fundir
nun tenro abandono.
Mais a pétala
do lirio no horto
das lembranzas
fai tornar ao conforto
amplo ceo apenas,
oh, apenas visíbel.




                    11
Lungomare


Facciata al lungomare
Le nubi vorrei
Tempestose e cineree
Mirare, mirare
Migrare
In rene irte, di pini
Gl’ardenti infranti
Silenzi e grevi
Tramonti nei venti
Tumultuosi, agitati e arcuati
Scorgo il baciare
E l’amplesso di onde, rocce
Gridato frinire
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                   12
Vía marítima


Perante a vía marítima
as nubes querería
tempestuosas e cincentas
contemplar, contemplar,
contemplar,
as areas irtas, de piñeiros
lendes aburantes,
silencios e cargas,
solpores nos ventos
tumultuosos, axitados e arqueados,
mostro o beixo
e cúbroo de ondas, rochas,
berros de carricanta
nos montes ocultos.




                    13
Il sonno


Se quel canto
Di vento, ha di note
Imbastiti i guanciali e
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E menti
Legati, abbracciati
Consumati da amplessi infiniti
Gli smarriti, sui guadi
Struggenti
Io, affonderò i sonni
E i sensi miei cari, quando
Nell’ore passate
Più bella e più arcana
La voce tua (amara)
Cullerà la mia voce.




                    14
O soño


Se aquela cantiga
de vento, de noite
che remexeu as meixelas e
mais os acougos, en esquinas
e mentes
ligadas, abrázate,
consúmete de apertas infindas,
desaparecidas, en ollares
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Eu afondarei os soños
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nas horas transcorridas
máis bela e máis arcana
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                    15
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         2009

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  • 5. dove non c'è stagione ma primavera, sempre, germoglia. Lassù dove nient'altro, io voglio avvisare 5
  • 6. O cheiro do meu sempre Levas o cheiro do meu sempre, e mais o son da resaca, abaixo, entre ribeiras e escollos, nos campos asulagados de flores e os lidios cabelos brancos de fondo pasado onde acubillan miña boca e meus ollos cheos. Esme de sangue e do mesmo sangue esme ti, que compós no profundo a primeira carne, na altura do cérebro, alá onde do corazón, xorde apenas unha paixón infinda seguro e único fiel. E cubrirás de leite, miña espada, a copa aburante. Oh, seino, as mamillas xestas, os muros prepotentes aos cales crebarás calquera indecisión, 6
  • 7. os dedos pólas de seme oceánico, embaixo, alén do escuro doce onde non hai outra estación agás a primavera sempre xermola. Alá embaixo, onde eu máis nada quero sentir. 7
  • 8. Canticum praesagum Sul cobalto crine Del mare, non s’ode una vela e un’anima ma il vagare inquieto lento delle ore dei giorni. Un petalo è il gabbiano, caro amico mio così trasporta l’ali dov’è fiorito il cielo il petalo si apre e sussulta è incerto e cade. Così come sbiadisce Nel grigio Quel cobalto, la mia età (fiorita) 8
  • 9. Che scorsi appena un poco Prima che affondassi In tenero abbandono. Ma il petalo Del giglio nell’orto Dei ricordi Rimescola al conforto Ampio cielo appena, oh, appena scorto. 9
  • 10. Canticum praesagum No cobalto crina do mar onde non se sente unha vela nin unha ánima apenas o vagar inquedo lento das horas, dos días. Unha pétala é a gaivota, meu caro amigo, transporta así as asas onde floreceu o ceo, a pétala abre e buliga, é impreciso e cae. Igual ca esmorece no gris, aquel cobalto, a miña idade (florida) 10
  • 11. que apenas se mostran antes de fundir nun tenro abandono. Mais a pétala do lirio no horto das lembranzas fai tornar ao conforto amplo ceo apenas, oh, apenas visíbel. 11
  • 12. Lungomare Facciata al lungomare Le nubi vorrei Tempestose e cineree Mirare, mirare Migrare In rene irte, di pini Gl’ardenti infranti Silenzi e grevi Tramonti nei venti Tumultuosi, agitati e arcuati Scorgo il baciare E l’amplesso di onde, rocce Gridato frinire Ai monti ignari. 12
  • 13. Vía marítima Perante a vía marítima as nubes querería tempestuosas e cincentas contemplar, contemplar, contemplar, as areas irtas, de piñeiros lendes aburantes, silencios e cargas, solpores nos ventos tumultuosos, axitados e arqueados, mostro o beixo e cúbroo de ondas, rochas, berros de carricanta nos montes ocultos. 13
  • 14. Il sonno Se quel canto Di vento, ha di note Imbastiti i guanciali e I riposi, d’angoli E menti Legati, abbracciati Consumati da amplessi infiniti Gli smarriti, sui guadi Struggenti Io, affonderò i sonni E i sensi miei cari, quando Nell’ore passate Più bella e più arcana La voce tua (amara) Cullerà la mia voce. 14
  • 15. O soño Se aquela cantiga de vento, de noite che remexeu as meixelas e mais os acougos, en esquinas e mentes ligadas, abrázate, consúmete de apertas infindas, desaparecidas, en ollares turbulentos. Eu afondarei os soños e mais os meus caros sentidos, cando nas horas transcorridas máis bela e máis arcana a túa voz (amarga) a miña voz arrole. 15
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  • 17.