P R O D U Ç Ã O E I N S T R U Ç Ã O : P A U L O R A T K I
E S P Í R I T A S ! A M A I - V O S :
E I S O P R I M E I R O M A N D A M E N T O ;
I N S T R U Í - V O S , E I S O S E G U N D O .
( P E L O E S P Í R I T O V E R D A D E )
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2. Evolução e Sexo - Sexualidade,
Psicopatologias. - Hoje
3. Vida e Sexo – Próximo Mês
 Os mitólogos definem Eros, na conceituação antiga do Olimpo
grego, como sendo a divindade que representa o Amor,
particularmente o de natureza física.
 Eros teria nascido do caos primitivo, portanto, espontaneamente,
como manifestação da vida afetiva. A partir do século VI a.C.
passou a ser representativo da Paixão, e teria tido uma origem
diferente, uma gênese mais poética, comparecendo como filho de
Hermes e Afrodite, ou como descendente de Cronos e Gê, ou de
Zéfiro e Íris, ou ainda, de Afrodite e Marte... Por extensão, passou a
representar o desejo sexual, a função meramente decorrente do
gozo sensualista, dos prazeres e satisfações sexuais.
 O amor é permanente, enquanto Eros é transitório. O primeiro
felicita, proporcionando alegrias duradouras; o segundo agrada e
desaparece voraz, como chama crepitante que ande e gasta o
combustível, logo se convertendo em cinzas que se esfriam...
 Todos os órgãos do corpo espiritual e, conseqüentemente, do
corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-
se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e
exteriorização no meio terrestre.
 É assim que o tato nasceu no princípio inteligente, na sua
passagem pelas células nucleares em seus impulsos amebóides;
que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados
monocelulares expostos ao clarão solar; que o olfato começou
nos animais aquáticos de expressão mais simples, por excitações
do ambiente em que evolviam; que o gosto surgiu nas plantas,
muitas delas armadas de pêlos viscosos destilando sucos
digestivos.
 As primeiras sensações do sexo apareceram com algas marinhas
providas não só de células masculinas e femininas que nadam,
atraídas uma para as outras, mas também de um esboço de
epiderme sensível, que podemos definir como região secundária
de simpatias genésicas.
 Aparecimento do sexo. Após longas faixas de tempo, em que
bactérias e células são experimentadas em reprodução agâmica,
eis que determinado grupo apresenta no imo da própria
constituição qualidades magnéticas positivas e negativas que lhe
são desfechadas pelos Orientadores Espirituais encarregados do
progresso devido ao Planeta.
 Pressente-se a evolução animal em vésperas de nascer...
 De todas as espécies de bactérias já formadas, uma se destaca
nos imensos depósitos de água doce sobre o leito pétreo do
algonquiano.
 É o leptótrix, que, em miríades de individuações, permanece por
milhares de séculos nas rochas antigas, nutrindo-se simplesmente
de ferro. Quando se desvencilha da minúscula carapaça ferrosa
em que se esconde, é instintivamente obrigado a nadar, até que
outra carapaça semelhante o envolva.
 Os Instrutores Espirituais valem-se da medida para impulsioná-lo
à transformação.
 Perdendo os diminutos envoltórios metálicos e constrangidas a
edificar abrigos idênticos que lhes atendam à necessidade de
proteção, essas bactérias, que exprimem figura importante de
junção no trabalho evolutivo da Natureza, são compelidas ao
movimento, em que não apenas se atraem umas às outras, nos
prelúdios iniciais da reprodução sexuada, mas em que conhecem,
por acidente, a morte em massa, da qual ressurgem nos mesmos
tratos de vida em que se encontram, sob a criteriosa atenção dos
Condutores da Terra, para renascerem, após longo tempo de
novas experimentações, na forma das algas verdes, inaugurando a
comunhão sexual sobre o mundo.
 Os biologistas dos últimos tempos costumam perguntar sem
resposta se as algas verdes, proprietárias de estrutura particular,
descendem das primitivas cianofíceas, de tessitura mais simples,
nas quais a ficocianina, associada à clorofila, é o pigmento
azulado de sua composição fundamental.
 O hiato existente, de que dá conta Hugo De Vries, ao desenvolver
o mutacionismo, foi preenchido pelas atividades dos Servidores
da Organogênese Terrestre, que submeteram a família do leptótrix
a profundas alterações nos campos do espírito, transmutando-lhe
os indivíduos mais completos, que reapareceram
metamorfoseados nas algas referidas, a invadirem
luxuriantemente as águas, instalando novo ciclo de progresso e
renovação...
 Examinando o instinto sexual em sua complexidade nas linhas
multiformes da vida, convêm lembrar que, por milênios e milênios, o
princípio inteligente se demorou no hermafroditismo das plantas.
 Nas plantas criptogâmicas celulares e vasculares ensaiara longamente a
reprodução sexuada, na formação de gametos que muito se aproximam
aos dos animais e cuja fecundação se efetua por meios análogos aos que
observamos nestes últimos seres.
 Depois de muitas metamorfoses caminhou o elemento espiritual, na
reprodução monogônica, entre as vastas províncias dos protozoários e
metazoários, com a divisão e gemação entre os primeiros correspondendo
à cisão entre os segundos.
 Longo tempo foi gasto na evolução do instinto sexual em vários tipos de
animais inferiores, alternando-se-lhe os estágios de hermafroditismo com
os de unissexualidade para que se lhe aperfeiçoassem as características
na direção dos vertebrados.
 Ação dos hormônios. Atingindo inequívoco progresso em seus estímulos,
o corpo espiritual, desde a protoforma psicossômica nos animais
superiores até o homem, conforme a posição da mente a que serve,
determina mais ampla riqueza hormonal.
 As glândulas sexuais que então mobiliza são mais complexas. Exercem a
própria ação pelos hormônios que segregam, arrojando-os no sangue,
hormônios esses, femininos ou masculinos, que possuem por arcabouço
da constituição química, em que se expressam, o núcleo ciclo-pentano-
peridrofenantreno, filiando-se ao grupo dos esteróis.
 Os hormônios estrogênicos, oriundos do ovário, mantêm os caracteres
femininos secundários, e os androgênicos, segregados pelo testículo,
sustentam os caracteres masculinos da mesma ordem. Produzem ações
estimulantes e inibitórias, todavia, como atendem necessariamente a
impulsos e determinações da mente, por intermédio do corpo espiritual,
incentivam o desenvolvimento ou a maneira de proceder da espécie, mas
não os origina.
 Inegavelmente, o ovário e os hormônios femininos se responsabilizam
pelos distintivos sexuais femininos, mas podem desenvolver alguns deles
no macho, prevalecendo as mesmas diretrizes para o testículo e os
hormônios que lhe correspondem.
 Isso é claramente demonstrável nos experimentos de castração, enxertos
e injeções hormonais, porquanto, apesar de a ação sexual específica do
testículo e do ovário apresentar-se como fato indiscutível, a gônada,
refletindo os estados da mente, herdeira direta de experiências
inumeráveis, eventualmente produz certa quantidade de hormônios
heterossexuais e, da mesma sorte, ainda que os hormônios sexuais se
afirmem com atividade específica intensa, em determinados
acontecimentos realizam essa ou aquela ação em órgãos do sexo oposto.
 Esses são os efeitos heterossexuais ou bissexuais das glândulas
ou dos hormônios.
 Todas as nossas referências a semelhantes peças do trabalho biológico, nos reinos
da Natureza, objetivam simplesmente demonstrar que, além da trama de recursos
somáticos, a alma guarda a sua individualidade sexual intrínseca, a definir-se na
feminilidade ou na masculinidade, conforme os característicos acentuadamente
passivos ou claramente ativos que lhe sejam próprios. A sede real do sexo não se
acha, dessa maneira, no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua
estrutura complexa.
 E o instinto sexual, por isso mesmo, traduzindo amor em expansão no tempo, vem
das profundezas, para nós ainda inabordáveis, da vida, quando agrupamentos de
mônadas celestes se reuniram magneticamente umas às outras para a obra
multimilenária da evolução, ao modo de núcleos e elétrons na tessitura dos átomos,
ou dos sóis e dos mundos nos sistemas macrocósmicos da Imensidade.
 Por ele, as criaturas transitam de caminho a caminho, nos domínios da
experimentação multifária, adquirindo as qualidades de que necessitam; com ele,
vestem-se da forma física, em condições anômalas, atendendo a sentenças
regeneradoras na lei de causa e efeito ou cumprindo instruções especiais com fins
de trabalho justo.
 O sexo é, portanto, mental em seus impulsos e manifestações,
transcendendo quaisquer impositivos da forma em que se
exprime, não obstante reconhecermos que a maioria das
consciências encarnadas permanecem seguramente ajustadas à
sinergia mente-corpo, em marcha para mais vasta complexidade
de conhecimento e emoção.
 Entretanto, importa reconhecer que à medida que se nos dilata o
afastamento da animalidade quase absoluta, para a integração
com a Humanidade, o amor assume dimensões mais elevadas,
tanto para os que se verticalizam na virtude como para os que se
horizontalizam na inteligência.
 Nos primeiros, cujos sentimentos se alteiam para as Esferas
Superiores, o amor se ilumina e purifica, mas ainda é instinto
sexual nos mais nobres aspectos, imanizando-se às forças com
que se afina em radiante ascensão para Deus.
 Nos segundos, cujas emoções se complicam, o amor se requinta,
transubstanciando-se o instinto sexual em constante exigência de
satisfação imoderada do “eu”.
Os primeiros aprendem a amar com Deus.
Os segundos aspiram a ser amados a qualquer preço.
 Centralizando os objetivos da existência no sexo, muitas pessoas
acreditam que somente ao encontrarem alguém capaz de as
completarem, é que terão conseguido o momento culminante da
jornada humana. Esquecem-se, no entanto que, passadas as
novidades, tudo se transforma em rotina, especialmente quando
os interesses egoicos recebem primazia e se fazem responsáveis
pelas motivações do eventual encontro.
 Quando o sexo se impõe sem o amor, a sua passagem é rápida,
frustrante, insaciável...
 Não obstante, o amor está sendo convidado a substituir a ilusão
que o sexo automatista produz, acalmando as ansiedades
enquanto alça os seres humanos ao planalto das aspirações mais
libertadoras.
 O desejo, que leva ao prazer, pode originar-se no instinto, em
forma de necessidade violenta e insopitável, tornando-se um
impulso que se sobrepõe à razão, predominando em a natureza
humana, quando ainda primitiva na sua forma de expressão. Sem
o controle da razão, desarticula os equipamentos delicados da
emoção e conduz ao desajuste comportamental.
 Como sede implacável, não se sacia, porque é devoradora,
mantendo-se a nível de sensação periférica na área dos
sentimentos que se não deixam de todo dominar.
 É voraz e tormentoso, especialmente na área genésica,
expressando-se como erotismo, busca sexual para o gozo.
 Em esfera mais elevada, torna-se sentimento, graças à conquista
de algum ideal, alguma aspiração, anseio por alcançar metas
agradáveis e desafiadoras, propensão à realização enobrecedora.
 Na sua globalidade, o amor é sentimento vinculado ao Self
enquanto que a busca do prazer sexual está mais pertinente ao
ego, responsável por todo tipo de posse.
 O amor, como componente para a função sexual, é meigo e
judicioso, começando pela carícia do olhar que se enternece e
vibra todo o corpo ante a expectativa da comunhão renovadora.
 O ser humano, embora vinculado ao sexo pelo atavismo da
reprodução, está fadado ao amor, que tem mais vigor do que o
simples intercurso genital.
 O amor é o doce enlevo que embriaga de paz os seres e os
promove aos píncaros da auto-realização, estimulando o sexo
dignificado, reprodutor e calmante. Sexo, em si mesmo, sem os
condimentos do amor é impulso violento e fugaz.
 Mais do que um ato social ou religioso, conforme estabelecem algumas
Doutrinas ancestrais, vinculadas a dogmas e a ortodoxias, o casamento
consolida os vínculos do amor natural e responsável, que se volta para a
construção da família, essa admirável célula básica da humanidade.
 Certamente, nem todos os dias da convivência matrimonial serão festivos,
mas isso ocorre em todos os campos do comportamento. Aquilo que hoje
tem um grande sentido e desperta prazer, amanhã, provavelmente, se
torna maçante, desagradável. Nesse momento, a amizade assume o seu
lugar, amenizando o conflito e proporcionando o companheirismo
agradável e benéfico, que refaz a comunhão, sustentando a afeição.
 Em verdade, o que mantém o matrimônio não é o prazer sexual, sempre
fugidio, mesmo quando inspirado pelo amor, mas a amizade, que
responde pelo intercâmbio emocional através do diálogo, do interesse nas
realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir-
se útil e estimado.
 Freud, com muito acerto, descobriu na libido a resposta para
inúmeros transtornos psicológicos e físicos, psiquiátricos e
comportamentais que afligem o ser humano.
 Examinando a sociedade como vítima da castração religiosa
ancestral, decorrente das inibições, frustrações e perturbações
dos seus líderes, que através de mecanismos proibitivos para o
intercâmbio sexual, condenavam-no como instrumento de
sordidez, abominação e pecado, teve a coragem intelectual e
científica de levantar a bandeira da libertação, demonstrando que
o gravame se encontra mais na mente do indivíduo do que no ato
propriamente dito.
 Por extensão, pode-se afirmar que o comportamento imundo não é
o do sexo propriamente dito, porém de quem o vive, conforme o
seu estágio de evolução e dos seus sentimentos.
 Emparedado em preconceitos doentios, vitimado por castrações
de mães impiedosas ou super protetoras e de pais violentos, de
famílias arbitrárias, de meios sociais mórbidos, a criança não se
desenvolve com o necessário equilíbrio emocional, escondendo a
própria realidade em atitudes incompatíveis com a saúde mental e
emocional, tombando posteriormente em situações vexatórias,
inibitórias, aberrantes ou tormentosas.
 Face à inibição de que é vítima, o indivíduo passa a ignorar o
próprio corpo, quando não ocorre detestá-lo em conseqüência da
incompreensão dos seus mecanismos, vivendo emparedado em
cela estreita e afugente, que termina por gerar grandes confusões
no comportamento psicológico e na saúde física.
 Arrebentadas as amarras da proibição, o ser humano vem
tombando na permissividade, como efeito da demorada castração
a que foi submetido anteriormente.
 O sexo, convenha-se considerar por definitivo, existe em função
da vida e não esta em dependência exclusiva dele. O ser humano,
dessa forma, necessita do sexo, mas não deve viver em sua
dependência exclusiva.
 A questão, portanto, não está em atitude de abstinência física,
quanto se pensou durante muitos séculos, nem no abuso das
atividades da pélvis, através dos movimentos libertadores, como
sugerem alguns bioenergeticistas. Porém, em um saudável
direcionamento das funções com finalidade salutar.
 A sublimação ou transmutação das energias sexuais pode ser
realizada mediante a introspecção, a fixação nos objetivos íntimos
acalentados sem violência nem rebeldia pelos impulsos
fisiológicos, orientando-os de forma saudável e substituindoos
pelas reflexões em torno do seu aproveitamento na construção
dos ideais pelos quais se anela. Todos os místicos buscaram esse
élan com a Divindade, desde tempos imemoriais, denominando o
êxtase como samadi, bem-aventurança, nirvana, plenitude...
Através dessa experiência profunda, há uma completa conquista
psicológica de felicidade.
 A energia sexual, pela sua constituição íntima, é criativa, não
apenas das formas físicas, mas principalmente das expressões da
beleza, da cultura e da arte.
 À medida que é expandida, mais sublime se torna, quando
direcionada pelo amor; mesmo que, na sua primeira fase, tenha
conotação carnal, vai-se depurando e sublimando até adquirir um
sentido de liberdade, de auto realização, facultando ao ser amado
a felicidade, mesmo que seja compartida com outra pessoa.
 Nesse cometimento, portanto, de sublimação e transmutação das
energias sexuais, o cuidado a ser mantido diz respeito à
superação de qualquer sentimento de culpa ou de condenação
aos impulsos orgânicos, a fim de que seja evitada a inibição,
tornando-se uma repressão inconsciente, fator de graves
perturbações nos propósitos estabelecidos.
 O que se deseja, nesse grande desafio de plenificação, é a
utilização correta das energias da alma, que vertem através do
corpo e se encarregam de manter-lhe o equilíbrio.
 “Ninguém se engane quanto aos
compromissos do sexo perante a
Vida.”
 Evolução Em Dois Mundos, André Luiz, Chico Xavier
 O Despertar do Espírito, Joanna De Angelis, Divaldo
 Autodescobrimento, Joanna De Angelis, Divaldo
 Amor, Imbatível Amor, Joanna De Angelis, Divaldo
 O Homem Integral, Joanna De Angelis, Divaldo

Visão espirita da sexualidade 2

  • 1.
    P R OD U Ç Ã O E I N S T R U Ç Ã O : P A U L O R A T K I E S P Í R I T A S ! A M A I - V O S : E I S O P R I M E I R O M A N D A M E N T O ; I N S T R U Í - V O S , E I S O S E G U N D O . ( P E L O E S P Í R I T O V E R D A D E )
  • 2.
  • 3.
    2. Evolução eSexo - Sexualidade, Psicopatologias. - Hoje 3. Vida e Sexo – Próximo Mês
  • 5.
     Os mitólogosdefinem Eros, na conceituação antiga do Olimpo grego, como sendo a divindade que representa o Amor, particularmente o de natureza física.  Eros teria nascido do caos primitivo, portanto, espontaneamente, como manifestação da vida afetiva. A partir do século VI a.C. passou a ser representativo da Paixão, e teria tido uma origem diferente, uma gênese mais poética, comparecendo como filho de Hermes e Afrodite, ou como descendente de Cronos e Gê, ou de Zéfiro e Íris, ou ainda, de Afrodite e Marte... Por extensão, passou a representar o desejo sexual, a função meramente decorrente do gozo sensualista, dos prazeres e satisfações sexuais.  O amor é permanente, enquanto Eros é transitório. O primeiro felicita, proporcionando alegrias duradouras; o segundo agrada e desaparece voraz, como chama crepitante que ande e gasta o combustível, logo se convertendo em cinzas que se esfriam...
  • 7.
     Todos osórgãos do corpo espiritual e, conseqüentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo- se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre.  É assim que o tato nasceu no princípio inteligente, na sua passagem pelas células nucleares em seus impulsos amebóides; que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados monocelulares expostos ao clarão solar; que o olfato começou nos animais aquáticos de expressão mais simples, por excitações do ambiente em que evolviam; que o gosto surgiu nas plantas, muitas delas armadas de pêlos viscosos destilando sucos digestivos.
  • 9.
     As primeirassensações do sexo apareceram com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam, atraídas uma para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que podemos definir como região secundária de simpatias genésicas.  Aparecimento do sexo. Após longas faixas de tempo, em que bactérias e células são experimentadas em reprodução agâmica, eis que determinado grupo apresenta no imo da própria constituição qualidades magnéticas positivas e negativas que lhe são desfechadas pelos Orientadores Espirituais encarregados do progresso devido ao Planeta.  Pressente-se a evolução animal em vésperas de nascer...
  • 11.
     De todasas espécies de bactérias já formadas, uma se destaca nos imensos depósitos de água doce sobre o leito pétreo do algonquiano.  É o leptótrix, que, em miríades de individuações, permanece por milhares de séculos nas rochas antigas, nutrindo-se simplesmente de ferro. Quando se desvencilha da minúscula carapaça ferrosa em que se esconde, é instintivamente obrigado a nadar, até que outra carapaça semelhante o envolva.  Os Instrutores Espirituais valem-se da medida para impulsioná-lo à transformação.
  • 12.
     Perdendo osdiminutos envoltórios metálicos e constrangidas a edificar abrigos idênticos que lhes atendam à necessidade de proteção, essas bactérias, que exprimem figura importante de junção no trabalho evolutivo da Natureza, são compelidas ao movimento, em que não apenas se atraem umas às outras, nos prelúdios iniciais da reprodução sexuada, mas em que conhecem, por acidente, a morte em massa, da qual ressurgem nos mesmos tratos de vida em que se encontram, sob a criteriosa atenção dos Condutores da Terra, para renascerem, após longo tempo de novas experimentações, na forma das algas verdes, inaugurando a comunhão sexual sobre o mundo.
  • 14.
     Os biologistasdos últimos tempos costumam perguntar sem resposta se as algas verdes, proprietárias de estrutura particular, descendem das primitivas cianofíceas, de tessitura mais simples, nas quais a ficocianina, associada à clorofila, é o pigmento azulado de sua composição fundamental.  O hiato existente, de que dá conta Hugo De Vries, ao desenvolver o mutacionismo, foi preenchido pelas atividades dos Servidores da Organogênese Terrestre, que submeteram a família do leptótrix a profundas alterações nos campos do espírito, transmutando-lhe os indivíduos mais completos, que reapareceram metamorfoseados nas algas referidas, a invadirem luxuriantemente as águas, instalando novo ciclo de progresso e renovação...
  • 16.
     Examinando oinstinto sexual em sua complexidade nas linhas multiformes da vida, convêm lembrar que, por milênios e milênios, o princípio inteligente se demorou no hermafroditismo das plantas.  Nas plantas criptogâmicas celulares e vasculares ensaiara longamente a reprodução sexuada, na formação de gametos que muito se aproximam aos dos animais e cuja fecundação se efetua por meios análogos aos que observamos nestes últimos seres.  Depois de muitas metamorfoses caminhou o elemento espiritual, na reprodução monogônica, entre as vastas províncias dos protozoários e metazoários, com a divisão e gemação entre os primeiros correspondendo à cisão entre os segundos.  Longo tempo foi gasto na evolução do instinto sexual em vários tipos de animais inferiores, alternando-se-lhe os estágios de hermafroditismo com os de unissexualidade para que se lhe aperfeiçoassem as características na direção dos vertebrados.
  • 17.
     Ação doshormônios. Atingindo inequívoco progresso em seus estímulos, o corpo espiritual, desde a protoforma psicossômica nos animais superiores até o homem, conforme a posição da mente a que serve, determina mais ampla riqueza hormonal.  As glândulas sexuais que então mobiliza são mais complexas. Exercem a própria ação pelos hormônios que segregam, arrojando-os no sangue, hormônios esses, femininos ou masculinos, que possuem por arcabouço da constituição química, em que se expressam, o núcleo ciclo-pentano- peridrofenantreno, filiando-se ao grupo dos esteróis.  Os hormônios estrogênicos, oriundos do ovário, mantêm os caracteres femininos secundários, e os androgênicos, segregados pelo testículo, sustentam os caracteres masculinos da mesma ordem. Produzem ações estimulantes e inibitórias, todavia, como atendem necessariamente a impulsos e determinações da mente, por intermédio do corpo espiritual, incentivam o desenvolvimento ou a maneira de proceder da espécie, mas não os origina.
  • 18.
     Inegavelmente, oovário e os hormônios femininos se responsabilizam pelos distintivos sexuais femininos, mas podem desenvolver alguns deles no macho, prevalecendo as mesmas diretrizes para o testículo e os hormônios que lhe correspondem.  Isso é claramente demonstrável nos experimentos de castração, enxertos e injeções hormonais, porquanto, apesar de a ação sexual específica do testículo e do ovário apresentar-se como fato indiscutível, a gônada, refletindo os estados da mente, herdeira direta de experiências inumeráveis, eventualmente produz certa quantidade de hormônios heterossexuais e, da mesma sorte, ainda que os hormônios sexuais se afirmem com atividade específica intensa, em determinados acontecimentos realizam essa ou aquela ação em órgãos do sexo oposto.  Esses são os efeitos heterossexuais ou bissexuais das glândulas ou dos hormônios.
  • 20.
     Todas asnossas referências a semelhantes peças do trabalho biológico, nos reinos da Natureza, objetivam simplesmente demonstrar que, além da trama de recursos somáticos, a alma guarda a sua individualidade sexual intrínseca, a definir-se na feminilidade ou na masculinidade, conforme os característicos acentuadamente passivos ou claramente ativos que lhe sejam próprios. A sede real do sexo não se acha, dessa maneira, no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua estrutura complexa.  E o instinto sexual, por isso mesmo, traduzindo amor em expansão no tempo, vem das profundezas, para nós ainda inabordáveis, da vida, quando agrupamentos de mônadas celestes se reuniram magneticamente umas às outras para a obra multimilenária da evolução, ao modo de núcleos e elétrons na tessitura dos átomos, ou dos sóis e dos mundos nos sistemas macrocósmicos da Imensidade.  Por ele, as criaturas transitam de caminho a caminho, nos domínios da experimentação multifária, adquirindo as qualidades de que necessitam; com ele, vestem-se da forma física, em condições anômalas, atendendo a sentenças regeneradoras na lei de causa e efeito ou cumprindo instruções especiais com fins de trabalho justo.
  • 22.
     O sexoé, portanto, mental em seus impulsos e manifestações, transcendendo quaisquer impositivos da forma em que se exprime, não obstante reconhecermos que a maioria das consciências encarnadas permanecem seguramente ajustadas à sinergia mente-corpo, em marcha para mais vasta complexidade de conhecimento e emoção.  Entretanto, importa reconhecer que à medida que se nos dilata o afastamento da animalidade quase absoluta, para a integração com a Humanidade, o amor assume dimensões mais elevadas, tanto para os que se verticalizam na virtude como para os que se horizontalizam na inteligência.
  • 23.
     Nos primeiros,cujos sentimentos se alteiam para as Esferas Superiores, o amor se ilumina e purifica, mas ainda é instinto sexual nos mais nobres aspectos, imanizando-se às forças com que se afina em radiante ascensão para Deus.  Nos segundos, cujas emoções se complicam, o amor se requinta, transubstanciando-se o instinto sexual em constante exigência de satisfação imoderada do “eu”. Os primeiros aprendem a amar com Deus. Os segundos aspiram a ser amados a qualquer preço.
  • 25.
     Centralizando osobjetivos da existência no sexo, muitas pessoas acreditam que somente ao encontrarem alguém capaz de as completarem, é que terão conseguido o momento culminante da jornada humana. Esquecem-se, no entanto que, passadas as novidades, tudo se transforma em rotina, especialmente quando os interesses egoicos recebem primazia e se fazem responsáveis pelas motivações do eventual encontro.  Quando o sexo se impõe sem o amor, a sua passagem é rápida, frustrante, insaciável...  Não obstante, o amor está sendo convidado a substituir a ilusão que o sexo automatista produz, acalmando as ansiedades enquanto alça os seres humanos ao planalto das aspirações mais libertadoras.
  • 27.
     O desejo,que leva ao prazer, pode originar-se no instinto, em forma de necessidade violenta e insopitável, tornando-se um impulso que se sobrepõe à razão, predominando em a natureza humana, quando ainda primitiva na sua forma de expressão. Sem o controle da razão, desarticula os equipamentos delicados da emoção e conduz ao desajuste comportamental.  Como sede implacável, não se sacia, porque é devoradora, mantendo-se a nível de sensação periférica na área dos sentimentos que se não deixam de todo dominar.  É voraz e tormentoso, especialmente na área genésica, expressando-se como erotismo, busca sexual para o gozo.  Em esfera mais elevada, torna-se sentimento, graças à conquista de algum ideal, alguma aspiração, anseio por alcançar metas agradáveis e desafiadoras, propensão à realização enobrecedora.
  • 29.
     Na suaglobalidade, o amor é sentimento vinculado ao Self enquanto que a busca do prazer sexual está mais pertinente ao ego, responsável por todo tipo de posse.  O amor, como componente para a função sexual, é meigo e judicioso, começando pela carícia do olhar que se enternece e vibra todo o corpo ante a expectativa da comunhão renovadora.  O ser humano, embora vinculado ao sexo pelo atavismo da reprodução, está fadado ao amor, que tem mais vigor do que o simples intercurso genital.  O amor é o doce enlevo que embriaga de paz os seres e os promove aos píncaros da auto-realização, estimulando o sexo dignificado, reprodutor e calmante. Sexo, em si mesmo, sem os condimentos do amor é impulso violento e fugaz.
  • 31.
     Mais doque um ato social ou religioso, conforme estabelecem algumas Doutrinas ancestrais, vinculadas a dogmas e a ortodoxias, o casamento consolida os vínculos do amor natural e responsável, que se volta para a construção da família, essa admirável célula básica da humanidade.  Certamente, nem todos os dias da convivência matrimonial serão festivos, mas isso ocorre em todos os campos do comportamento. Aquilo que hoje tem um grande sentido e desperta prazer, amanhã, provavelmente, se torna maçante, desagradável. Nesse momento, a amizade assume o seu lugar, amenizando o conflito e proporcionando o companheirismo agradável e benéfico, que refaz a comunhão, sustentando a afeição.  Em verdade, o que mantém o matrimônio não é o prazer sexual, sempre fugidio, mesmo quando inspirado pelo amor, mas a amizade, que responde pelo intercâmbio emocional através do diálogo, do interesse nas realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir- se útil e estimado.
  • 33.
     Freud, commuito acerto, descobriu na libido a resposta para inúmeros transtornos psicológicos e físicos, psiquiátricos e comportamentais que afligem o ser humano.  Examinando a sociedade como vítima da castração religiosa ancestral, decorrente das inibições, frustrações e perturbações dos seus líderes, que através de mecanismos proibitivos para o intercâmbio sexual, condenavam-no como instrumento de sordidez, abominação e pecado, teve a coragem intelectual e científica de levantar a bandeira da libertação, demonstrando que o gravame se encontra mais na mente do indivíduo do que no ato propriamente dito.  Por extensão, pode-se afirmar que o comportamento imundo não é o do sexo propriamente dito, porém de quem o vive, conforme o seu estágio de evolução e dos seus sentimentos.
  • 34.
     Emparedado empreconceitos doentios, vitimado por castrações de mães impiedosas ou super protetoras e de pais violentos, de famílias arbitrárias, de meios sociais mórbidos, a criança não se desenvolve com o necessário equilíbrio emocional, escondendo a própria realidade em atitudes incompatíveis com a saúde mental e emocional, tombando posteriormente em situações vexatórias, inibitórias, aberrantes ou tormentosas.  Face à inibição de que é vítima, o indivíduo passa a ignorar o próprio corpo, quando não ocorre detestá-lo em conseqüência da incompreensão dos seus mecanismos, vivendo emparedado em cela estreita e afugente, que termina por gerar grandes confusões no comportamento psicológico e na saúde física.
  • 35.
     Arrebentadas asamarras da proibição, o ser humano vem tombando na permissividade, como efeito da demorada castração a que foi submetido anteriormente.  O sexo, convenha-se considerar por definitivo, existe em função da vida e não esta em dependência exclusiva dele. O ser humano, dessa forma, necessita do sexo, mas não deve viver em sua dependência exclusiva.  A questão, portanto, não está em atitude de abstinência física, quanto se pensou durante muitos séculos, nem no abuso das atividades da pélvis, através dos movimentos libertadores, como sugerem alguns bioenergeticistas. Porém, em um saudável direcionamento das funções com finalidade salutar.
  • 37.
     A sublimaçãoou transmutação das energias sexuais pode ser realizada mediante a introspecção, a fixação nos objetivos íntimos acalentados sem violência nem rebeldia pelos impulsos fisiológicos, orientando-os de forma saudável e substituindoos pelas reflexões em torno do seu aproveitamento na construção dos ideais pelos quais se anela. Todos os místicos buscaram esse élan com a Divindade, desde tempos imemoriais, denominando o êxtase como samadi, bem-aventurança, nirvana, plenitude... Através dessa experiência profunda, há uma completa conquista psicológica de felicidade.  A energia sexual, pela sua constituição íntima, é criativa, não apenas das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte.
  • 38.
     À medidaque é expandida, mais sublime se torna, quando direcionada pelo amor; mesmo que, na sua primeira fase, tenha conotação carnal, vai-se depurando e sublimando até adquirir um sentido de liberdade, de auto realização, facultando ao ser amado a felicidade, mesmo que seja compartida com outra pessoa.  Nesse cometimento, portanto, de sublimação e transmutação das energias sexuais, o cuidado a ser mantido diz respeito à superação de qualquer sentimento de culpa ou de condenação aos impulsos orgânicos, a fim de que seja evitada a inibição, tornando-se uma repressão inconsciente, fator de graves perturbações nos propósitos estabelecidos.  O que se deseja, nesse grande desafio de plenificação, é a utilização correta das energias da alma, que vertem através do corpo e se encarregam de manter-lhe o equilíbrio.
  • 39.
     “Ninguém seengane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida.”
  • 40.
     Evolução EmDois Mundos, André Luiz, Chico Xavier  O Despertar do Espírito, Joanna De Angelis, Divaldo  Autodescobrimento, Joanna De Angelis, Divaldo  Amor, Imbatível Amor, Joanna De Angelis, Divaldo  O Homem Integral, Joanna De Angelis, Divaldo