Cláudia Rodrigues
Leia o texto e responda às questões a seguir.
Sylvio Fausto Gil Filho
As religiões representam uma força de coesão social que foi capaz de retirar o homem da barbárie e edificar a civilização.
Esta capacidade deve-se entre outros aspectos a natureza da religião de potencializar as latentes capacidades humanas e
preencher de valores éticos a vida individual. Estes dois aspectos, o desenvolvimento individual e a transformação social
permeiam os Textos e Tradições Orais Sagradas. Assim é possível pensar que a valorização da vida está diretamente
relacionada com a eficácia da ação transformadora da religião na sociedade. Quanto mais a Religião mantém o compromisso
com a essência dos ensinamentos pelos quais foi constituída mais se aproxima da sua natureza universal.
Dentre os pontos de convergência entre as religiões está o amor que é o cerne da vida e a base moral de realização do ser
religioso. A própria vida depende do amor como força de coesão desde os planos mais ínfimos da matéria até a existência
humana. Todavia, o amor perfeito é irrestrito e implica em ação transformadora. Tanto nas tradições indígenas como afro-
brasileiras são permeadas de uma Oralidade Sagrada que nos convida à prática do bem e a ressignificação da vida.
Como lembra a admoestação da Epopeia Hindu o Mahabharata: “Aquele homem que, guiado pelo afeto, respeita todas as
criaturas imparcialmente, considerando-as dignas de serem acariciadas com afetuosa ajuda. Quem lhes oferece consolo e
lhes dá alimento; quem se regozija com sua felicidade e se aflige com seus pesares jamais terá que sofrer misérias no mundo
vindouro.” (Mahabharata, 12, 298,36-37)
Na tradição budista o amor é também unificado na representação de pensamento e palavra que como ação individual de
compaixão possui a potencialidade de atingir o mundo “jamais permitas que uma palavra nociva passe por teus lábios, mas
suporta sempre com compaixão e boa vontade, sem ódio em teu coração; envolvendo o malfeitor em pensamentos radiantes
de amor e começando, dali em diante, a envolver o mundo inteiro em pensamentos radiantes de amor.” (Kakacupana Suta)
No Avesta de Zoroastro o amor é ato moral prescrito. “Possa a retidão encarnar nos fiéis com vitalidade e vigor. Possa o anjo
do amor e da devoção morar em seu reino de luz.” (Yasna 43, 16)
A Toráh explicita a dimensão social do amor como ato da Lei Divina necessária a vida do ser humano e revela como base de
alteridade. “Como o natural entre vós, será para vós o peregrino que habitar convosco, e o amarás como a ti mesmo” (Lev ítico 19, 34)
O Evangelho demonstra o amor como essência da Vontade Divina e coloca a lei ligada a prática desta vontade com o
próximo. “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento... Amarás teu próximo
como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.” (Mateus 22, 37-39-40)
No Alcorão a submissão a Vontade Divina apresenta-se como ação social e como prática da virtude. “A verdadeira virtude é a
de quem crê em Deus, no Dia do Juízo Final, nos anjos, no Livro e nos profetas; de quem distribuiu seus bens em caridade
por amor a Deus, entre parentes, órfãos, necessitados, viajantes, mendigos e em resgate de cativos...” (Alcorão 2,177)
Nossa reflexão objetiva apresentar convergências (direção para um ponto comum) possíveis no estudo dos Textos Sagrados
utilizando temas universais como ponto de partida na contextualização do sagrado no fenômeno religioso. Neste sentido o
conhecimento da religião possibilita uma renovada postura ética diante da vida vencendo o preconceito religioso nas relações
humanas.
1. As alternativas abaixo são afirmativas do autor do texto acima, exceto...
a. ( ) As religiões representam uma força de coesão social que foi capaz de retirar o homem da
barbárie e edificar a civilização.
b. ( ) As religiões potencializam as latentes capacidades humanas e preencher de valores éticos a
vida individual.
c. ( ) O desenvolvimento individual e intelectual depende exclusivamente das religiões
d. ( ) É possível pensar que a valorização da vida está diretamente relacionada com a eficácia da
ação transformadora da religião na sociedade.
2. O objetivo do texto acima é fazer uma reflexão sobre convergências (direção para um ponto
comum) possíveis no estudo dos Textos Sagrados, porque acredita que
a. O conhecimento acaba com os preconceitos
b. As religiões são interessantes
c. Todos devem ter a mesma religião
d. Todas as culturas religiosas são iguais
e. Todos devem ter o mesmo Deus, pois a essência de todas as religiões é o amor
3. O que o texto chama de “cerne (centro) da vida”, e de “base moral” de realização do ser
religioso.
a. A religião
b. O respeito
c. A valorização da vida
d. O amor
e. A tolerância
Cláudia Rodrigues
A própria vida depende dele como força de coesão desde os planos mais ínfimos da matéria até a existência
humana. Todavia, o ele é irrestrito e implica em ação transformadora. Tanto nas tradições indígenas como afro-
brasileiras são permeadas de uma Oralidade Sagrada que nos convida à prática do bem e a ressignificação da
vida.
4. A quem o texto se refere
a. Ao amor
b. A Jesus
c. Ao evangelho
d. Á Toráh
e. Ao alcorão
“Aquele homem que, guiado pelo afeto, respeita todas as criaturas imparcialmente, considerando-as dignas de
serem acariciadas com afetuosa ajuda. Quem lhes oferece consolo e lhes dá alimento; quem se regozija com sua
felicidade e se aflige com seus pesares jamais terá que sofrer misérias no mundo vindouro.” (Mahabharata, 12,
298,36-37)
5. O trecho acima se refere ao ensinamento de qual religião específica?
a. Islamismo
b. Hinduísmo
c. Cristianismo
d. Judaísmo
e. Budismo
“Jamais permitas que uma palavra nociva passe por teus lábios, mas suporta sempre com compaixão e
boa vontade, sem ódio em teu coração; envolvendo o malfeitor em pensamentos radiantes de amor e
começando, dali em diante, a envolver o mundo inteiro em pensamentos radiantes de amor.”
(Kakacupana Suta)
6. O trecho acima se refere ao ensinamento de qual religião específica?
a. Islamismo
b. Hinduísmo
c. Cristianismo
d. Judaísmo
e. Budismo
O amor é ato da Lei Divina necessária a vida do ser humano e revela como base de alteridade. “Como o natural
entre vós, será para vós o peregrino que habitar convosco, e o amarás como a ti mesmo...” (Levítico 19, 34)
7. O trecho acima se refere ao ensinamento de duas religiões específicas, pois consta da mesma
maneira nos livros sagrados dessas religiões. Quais?
a. Islamismo
b. Hinduísmo
c. Cristianismo
d. Judaísmo
e. Budismo
O Evangelho demonstra o amor como essência da Vontade Divina e coloca a lei ligada a prática desta vontade
com o próximo. “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento...
Amarás teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.” (Mateus 22,
37-39-40)
8. O trecho acima se refere ao ensinamento de duas religiões específicas, pois consta da mesma
maneira nos livros sagrados dessas religiões. Quais?
a. Islamismo
b. Hinduísmo
c. Cristianismo
d. Judaísmo
e. Budismo
Cláudia Rodrigues
Gabarito
1. C
2. A
3. D
4. A
5. B
6. E
7. C e d
8. C

Valorização a vida

  • 1.
    Cláudia Rodrigues Leia otexto e responda às questões a seguir. Sylvio Fausto Gil Filho As religiões representam uma força de coesão social que foi capaz de retirar o homem da barbárie e edificar a civilização. Esta capacidade deve-se entre outros aspectos a natureza da religião de potencializar as latentes capacidades humanas e preencher de valores éticos a vida individual. Estes dois aspectos, o desenvolvimento individual e a transformação social permeiam os Textos e Tradições Orais Sagradas. Assim é possível pensar que a valorização da vida está diretamente relacionada com a eficácia da ação transformadora da religião na sociedade. Quanto mais a Religião mantém o compromisso com a essência dos ensinamentos pelos quais foi constituída mais se aproxima da sua natureza universal. Dentre os pontos de convergência entre as religiões está o amor que é o cerne da vida e a base moral de realização do ser religioso. A própria vida depende do amor como força de coesão desde os planos mais ínfimos da matéria até a existência humana. Todavia, o amor perfeito é irrestrito e implica em ação transformadora. Tanto nas tradições indígenas como afro- brasileiras são permeadas de uma Oralidade Sagrada que nos convida à prática do bem e a ressignificação da vida. Como lembra a admoestação da Epopeia Hindu o Mahabharata: “Aquele homem que, guiado pelo afeto, respeita todas as criaturas imparcialmente, considerando-as dignas de serem acariciadas com afetuosa ajuda. Quem lhes oferece consolo e lhes dá alimento; quem se regozija com sua felicidade e se aflige com seus pesares jamais terá que sofrer misérias no mundo vindouro.” (Mahabharata, 12, 298,36-37) Na tradição budista o amor é também unificado na representação de pensamento e palavra que como ação individual de compaixão possui a potencialidade de atingir o mundo “jamais permitas que uma palavra nociva passe por teus lábios, mas suporta sempre com compaixão e boa vontade, sem ódio em teu coração; envolvendo o malfeitor em pensamentos radiantes de amor e começando, dali em diante, a envolver o mundo inteiro em pensamentos radiantes de amor.” (Kakacupana Suta) No Avesta de Zoroastro o amor é ato moral prescrito. “Possa a retidão encarnar nos fiéis com vitalidade e vigor. Possa o anjo do amor e da devoção morar em seu reino de luz.” (Yasna 43, 16) A Toráh explicita a dimensão social do amor como ato da Lei Divina necessária a vida do ser humano e revela como base de alteridade. “Como o natural entre vós, será para vós o peregrino que habitar convosco, e o amarás como a ti mesmo” (Lev ítico 19, 34) O Evangelho demonstra o amor como essência da Vontade Divina e coloca a lei ligada a prática desta vontade com o próximo. “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento... Amarás teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.” (Mateus 22, 37-39-40) No Alcorão a submissão a Vontade Divina apresenta-se como ação social e como prática da virtude. “A verdadeira virtude é a de quem crê em Deus, no Dia do Juízo Final, nos anjos, no Livro e nos profetas; de quem distribuiu seus bens em caridade por amor a Deus, entre parentes, órfãos, necessitados, viajantes, mendigos e em resgate de cativos...” (Alcorão 2,177) Nossa reflexão objetiva apresentar convergências (direção para um ponto comum) possíveis no estudo dos Textos Sagrados utilizando temas universais como ponto de partida na contextualização do sagrado no fenômeno religioso. Neste sentido o conhecimento da religião possibilita uma renovada postura ética diante da vida vencendo o preconceito religioso nas relações humanas. 1. As alternativas abaixo são afirmativas do autor do texto acima, exceto... a. ( ) As religiões representam uma força de coesão social que foi capaz de retirar o homem da barbárie e edificar a civilização. b. ( ) As religiões potencializam as latentes capacidades humanas e preencher de valores éticos a vida individual. c. ( ) O desenvolvimento individual e intelectual depende exclusivamente das religiões d. ( ) É possível pensar que a valorização da vida está diretamente relacionada com a eficácia da ação transformadora da religião na sociedade. 2. O objetivo do texto acima é fazer uma reflexão sobre convergências (direção para um ponto comum) possíveis no estudo dos Textos Sagrados, porque acredita que a. O conhecimento acaba com os preconceitos b. As religiões são interessantes c. Todos devem ter a mesma religião d. Todas as culturas religiosas são iguais e. Todos devem ter o mesmo Deus, pois a essência de todas as religiões é o amor 3. O que o texto chama de “cerne (centro) da vida”, e de “base moral” de realização do ser religioso. a. A religião b. O respeito c. A valorização da vida d. O amor e. A tolerância
  • 2.
    Cláudia Rodrigues A própriavida depende dele como força de coesão desde os planos mais ínfimos da matéria até a existência humana. Todavia, o ele é irrestrito e implica em ação transformadora. Tanto nas tradições indígenas como afro- brasileiras são permeadas de uma Oralidade Sagrada que nos convida à prática do bem e a ressignificação da vida. 4. A quem o texto se refere a. Ao amor b. A Jesus c. Ao evangelho d. Á Toráh e. Ao alcorão “Aquele homem que, guiado pelo afeto, respeita todas as criaturas imparcialmente, considerando-as dignas de serem acariciadas com afetuosa ajuda. Quem lhes oferece consolo e lhes dá alimento; quem se regozija com sua felicidade e se aflige com seus pesares jamais terá que sofrer misérias no mundo vindouro.” (Mahabharata, 12, 298,36-37) 5. O trecho acima se refere ao ensinamento de qual religião específica? a. Islamismo b. Hinduísmo c. Cristianismo d. Judaísmo e. Budismo “Jamais permitas que uma palavra nociva passe por teus lábios, mas suporta sempre com compaixão e boa vontade, sem ódio em teu coração; envolvendo o malfeitor em pensamentos radiantes de amor e começando, dali em diante, a envolver o mundo inteiro em pensamentos radiantes de amor.” (Kakacupana Suta) 6. O trecho acima se refere ao ensinamento de qual religião específica? a. Islamismo b. Hinduísmo c. Cristianismo d. Judaísmo e. Budismo O amor é ato da Lei Divina necessária a vida do ser humano e revela como base de alteridade. “Como o natural entre vós, será para vós o peregrino que habitar convosco, e o amarás como a ti mesmo...” (Levítico 19, 34) 7. O trecho acima se refere ao ensinamento de duas religiões específicas, pois consta da mesma maneira nos livros sagrados dessas religiões. Quais? a. Islamismo b. Hinduísmo c. Cristianismo d. Judaísmo e. Budismo O Evangelho demonstra o amor como essência da Vontade Divina e coloca a lei ligada a prática desta vontade com o próximo. “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento... Amarás teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas.” (Mateus 22, 37-39-40) 8. O trecho acima se refere ao ensinamento de duas religiões específicas, pois consta da mesma maneira nos livros sagrados dessas religiões. Quais? a. Islamismo b. Hinduísmo c. Cristianismo d. Judaísmo e. Budismo
  • 3.
    Cláudia Rodrigues Gabarito 1. C 2.A 3. D 4. A 5. B 6. E 7. C e d 8. C