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A revolução russa e a URSS
Introdução A Revolução de 1917 O governo Lênin: sovietes, economia planejada e crescimento industrial acelerado O governo Stálin: centralização política, a cortina de ferro e o mundo comunista A sociedade comunista: direitos, deveres e o papel do Estado A Guerra Fria soviética: corrida armamentista, espacial e guerras entre EUA e URSS no século XX. A crise soviética da década de 80 e seu fim
Revolução russa de 1917 	A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, 	que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991. No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
Rússia czarista 	Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar. No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo Czar. Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.
A revolução compreendeu duas fases distintas: A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.
A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.
O governo Lênin: sovietes, economia planejada e crescimento industrial acelerado Em fevereiro de 1917, uma onda de protestos e revoltas populares deram fim ao governo de Nicolau II. Formou-se um governo provisório controlado por Alexander Kerenski, um socialista de orientação reformista. Kerenski, integrante da ala menchevique do partido socialista, defendia a idéia de que o capitalismo deveria ser desenvolvido para, assim então, estabelecer mudanças de cunho socialista. No entanto, os bolcheviques, facção de maior adesão popular do socialismo russo, tinham outra proposta. Liderados por Lênin, autor da obra “Tese de Abril”, os bolcheviques defendiam a delegação de poder político nas mãos dos sovietes e a instalação de uma ditadura do proletariado. Contando com o apoio de Leon Trotski, os bolcheviques organizaram um exército incumbido de findar com o governo menchevique. O chamado Exército Vermelho derrubou o governo provisório e instalou o Conselho Comissário do Povo. Esse conselho tinha Lênin como presidente, Trótski no comando dos negócios estrangeiros e Josef Stálin dirigindo os negócios internos.
Inicialmente, Lênin estatizou os bancos e indústrias, realizou uma reforma agrária e retirou a Rússia da Primeira Guerra com a assinatura do Tratado de Brest-Litovski. Ao implantar medidas de caráter popular, as forças reacionárias russas tentaram derrubar o governo bolchevique. Mesmo tendo o apoio de nações estrangeiras, os exércitos anti-revolucionários não conseguiram vencer a determinação e o grande contingente do Exército Vermelho.  No campo político, a Duma passou a funcionar sob um sistema unipartidário, onde o Partido Comunista da União Soviética seria a única via de representação política do país. Nesse período, ganhou força a idéia de que o novo governo deveria criar formas para que o processo revolucionário socialista se expandisse nas demais nações do mundo. Além disso, o governo revolucionário se preocupou em conter os possíveis traidores do ideal revolucionário com a prisão e o exílio.
Desgastada com as movimentações da guerra civil, a Rússia não tinha condições para implantar um sistema econômico socialista. Para contornar esse problema, Lênin criou a Nova Política Econômica (NEP). Essa medida permitia a existência de práticas capitalistas dentro da economia russa. Lênin dizia que essa ação era necessária para que o país tivesse autonomia suficiente para alcançar os estágios inicias do projeto socialista. Com tais medidas a economia russa dava claros sinais de recuperação e aquilo que Lênin defendia em tese parecia tornar-se realidade. No entanto, a aparente estabilidade governamental não durou muito tempo. A morte de Lênin, em 1924, trouxe uma tensão política promovida pela escolha do próximo dirigente do governo socialista. De um lado Trotski, que defendia a expansão dos ideais da Revolução Russa e do outro Stálin, que acreditava na consolidação interna do socialismo soviético. Stálin venceu a disputa pelo poder, dando novos rumos à revolução iniciada por Vladmir Lênin.
 O governo Stálin: centralização política, a cortina de ferro e o mundo comunista A morte de Vladmir Lênin, em 1924, promoveu uma intensa agitação política no interior do Partido Comunista Russo. Afinal de contas, qual seria a liderança capaz de dar prosseguimento às conquistas iniciadas em 1917? Nessa época, dois participantes do processo revolucionário disputaram o governo prestigiando diferentes perspectivas de ação política. De um lado estava Leon Trótski, segundo homem da revolução com destacado papel militar; do outro Joseph Stálin, secretário-geral do Partido Comunista. Trotsky acreditava que o ideário da revolução deveria ser propagado para outras nações, transformando a experiência russa no início de uma “revolução permanente”. Em contrapartida, Stálin tinha o objetivo de concentrar seu governo nas questões internas da Rússia, promovendo o “socialismo em um só país” e, só depois disso, promover a expansão revolucionária em outras partes do mundo. Em 1924, após a convenção comunista, os líderes bolcheviques optaram pelas propostas de Joseph Stálin.
Inconformado, Trotsky começou a apontar as falhas e riscos que o regime stalinista ofereceria ao processo revolucionário. Em contrapartida, Stálin empreendeu a subordinação dos sovietes às diretrizes do Partido Comunista. Paralelamente, criou mecanismo de repressão política com a criação da GPU, polícia política encarregada de combater os críticos de seu governo. Tendo seus poderes ampliados, Stálin prendeu, exilou e executou todos os seus opositores. Depois de ser condenado ao exílio, Trotsky continuava a criticar as ações stalinistas, acusando o novo líder russo de ter “prostituído o marxismo”. Mesmo fora de seu país, Trotski foi perseguido como uma séria ameaça aos planos stalinistas. Em 1940, um agente da GPU deu fim às contundentes criticas troskistas ao assassinar o incendiário intelectual no México. Com isso, o poder de Stálin não teria dificuldades à definitiva ampliação dos poderes do Estado soviético. A política econômica de Stálin empreendeu a coletivização das propriedades agrárias com a criação dos sovkhozes (propriedades estatais) e os kolkhozes (propriedades coletivas). Além disso, incentivou o desenvolvimento de indústria de base a partir do financiamento dos setores de educação e tecnologia. Tais ações eram orientadas pelos chamados planos qüinqüenais, que orientavam em médio prazo as diretrizes essenciais da economia russa.
No campo da política externa, Stálin recebeu apoio internacional de diversos partidos comunistas espalhados pelo mundo. Com isso, as diretrizes políticas dos movimentos comunistas de várias nações foram orientadas pelo “Komintern”, congresso que discutia as questões do comunismo internacional. Em 1934, a entrada da União Soviética na Liga das Nações indicou o reconhecimento político das nações capitalistas. No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o regime stalinista teve que combater a oposição dos regimes nazi-fascistas contrários ao comunismo e o socialismo. Tendo decisiva participação nos destinos deste conflito internacional, o governo soviético se consolidou no cenário político estabelecendo várias zonas de influência política, ideológica e econômica com a instalação da ordem bipolar.
A sociedade comunista: direitos, deveres e o papel do Estado Devido ao desenvolvimento da industrialização e a aproximação com a Europa Ocidental, aumentaram as influências de correntes políticas contrarias ao absolutismo da monarquia russa.  Dentre essas correntes a que mais se destacou foi o Partido Operário Social Democrata, que foi inspirado no Marxismo.  Essa partido juntamente com outras correntes  lutava conta a ditadura Czarista, mas foram violentamente perseguidos pela policia política do czar. Então em 1898 eles se desintegraram dentro da Rússia e se juntaram novamente em cidades como Londres, Genebra e Munique. Porem em 1903 por divergências quanto a sua formação os membros do Partido se dividiram em dois grupos os Mencheviques e os Bolcheviques.
O Partido bolchevique, em 1918 se tornou o Partido Comunista. O comunismo foi implantado na União Soviética através de partidos que adeptos da doutrina comunista queriam o poder com uma ação revolucionaria imediata. Em outros países o comunismo foi implantado pela União Soviética no final da segunda guerra mundial. O comunismo teve governos que em regra eram preocupados com o Bem-estar de seus proletariados. Pode se dizer que o comunismo é o contrario do capitalismo, oferecendo uma alternativa para os problemas capitalistas e do legado do liberalismo e do nacionalismo.
A Guerra Fria soviética: corrida armamentista, espacial e guerras entre EUA e URSS no século XX As constantes alterações que têm ocorrido no mapa da Europa nos últimos anos são o sinal de que vivemos um período de transição. É a estruturação da chamada nova ordem mundial, que vem substituir a velha ordem, marcada pela oposição entre Estados Unidos e União Soviética, em um período conhecido como Guerra Fria. A guerra fria começou a se desenhar após a Segunda Guerra Mundial. Mais precisamente durante a Conferência de Potsdam, realizada em julho de 1945, quando em quatro zonas de ocupação, controladas, de leste a oeste, respectivamente, por União Soviética, Inglaterra, Estados Unidos e França. A capital alemã, Berlim, também foi ocupada, fincando dividida entre os russos a leste, e franceses, ingleses e americanos a oeste.
A partir de então, a bipolaridade que marcou o cenário geopolítico internacional no pós-guerra já estava configurada. Isto porque as duas grandes potências vencedoras - a capitalista, representada pelos Estados Unidos, e a socialista, representada pela União Soviética - tinham projetos antagônicas, não só a Alemanha como também para toda a Europa.  O antagonismo ficou claramente expresso a partir de 1947, quando o presidente americano Harry Turman declarou a expansionistas soviéticos no território europeu e, posteriormente, no território asiático. Devido ao importante papel da União Soviética na derrota do exército nazistas pelo front oriental, desde de fevereiro de 1945 os soviéticos transformaram todo o leste europeu em uma grande área ocupada, alegando a necessidade de manter a segurança junto as suas fronteiras. Desde esse momento já estava estabelecida a chamada "cortina de ferro", com a divisão da Europa em duas regiões geopolíticas: a Europa Ocidental, sob a influência dos Estado Unidos, e a Europa Oriental, sob a influência da União Soviética.
Para dar conta do Projeto de contenção da influência Soviética, os Estados Unidos financiaram a reconstrução e o fortalecimento econômico da Europa, através do Plano Marshal e dos países do Leste e Sudeste asiáticos, através do Plano Colombo. Instalaram um arsenal nuclear nos países da Europa Ocidental e envolveram-se em guerras localizadas, onde existia a oposição Capitalismo - Socialismo, como as guerras da Coréia (1950-1953) e do Vietnã (1930-1973) . Por seu lado, já em 1948 a União Soviética transformou as áreas de ocupação do Leste em governos pró-soviéticos, controlando-os de forma absolutamente autoritária, e também criou mecanismos de auxílio e cooperação econômica no interior do bloco socialista, através do Comecon.  Do ponto de vista do equilíbrio do poder, a guerra fria também se consolidou com a criação de duas grandes Organizações militares: a Otan, em 1949, e o Pacto de Varsóvia, em 1955, que tinham como principal objetivo impedir a expansão dos sistemas socialistas e capitalistas, respectivamente.
Essas organizações, bem como as guerras localizadas entre as duas superpotências, foram expressão clara de como o controle mundial efetivou-se através do chamado "equilíbrio do terror". A corrida tecnológica que colocou os dois países em posição militar de destruir o mundo todo, principalmente através das armas nucleares, serviu como eficaz mecanismo de controle mundial.  Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, essa velha ordem mundial começava a ruir. Construído em 1961, para consolidar a divisão da capital, evitando a fuga de alemães oriental para o lado capitalista, o muro foi o grande símbolo da bipolaridade, da disputa ideológica e militar entre os dois grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial.  No entanto, a nova ordem que começou a ser construída desde então não representa uma completa ruptura com o passado. Pelo contrário, só pode der compreendida a partir dos elementos da velha ordem, que continuam presentes.
A crise soviética da década de 80 e seu fim Durante o longo governo de Leonid Brejnev, a união soviética iniciou um prolongado período de estagnação econômica, o centralismo e a burocratização excessiva do regime adotado na época, impediram que o país acompanhasse a dinamização econômica promovida pelas inovações tecnológicas, principalmente em setores como o da microeletrônica. A queda de produtividade e a diminuição da capacidade econômica continuavam por um longo período, afetando principalmente os setores não militares. Com um esforço muito grande, a produção de armas sofisticadas prosseguia, enquanto as condições de vida da população estavam cada vez piores.  Em 1968, as reformas na Tchecoslováquia começaram, e o líder Alexandre Dubcek começou a buscar um tipo de socialismo não muito comum, o “socialismo humanizado”. Esse tipo de socialismo estimulava a criação artística, descentralizando o poder e dando liberdade à imprensa. Para controlar esse movimento Brejnev ordenou a repressão violenta, esta repressão ficou conhecida como a Primavera de Praga.
No final da década de 70, e início da década de 80, começou na Polônia uma intensa agitação trabalhista, que era liderada pelo sindicato independente, sob o controle do operário Lech Walesa. Esse movimento buscava mudanças econômicas e políticas no país, mais foi violentamente reprimido pelo governo polonês, que possuía o apoio soviético. Nesse período os soviéticos passavam por uma fase de várias incertezas, pois Brejev havia morrido, e seus sucessores não tiveram sucesso no poder, a situação econômica do país estava cada vez pior, principalmente por causa das pressões provocadas pela corrida armamentista. O PIB soviético declinou e o país passou a ser basicamente um exportador de produtos naturais. A situação soviética era cada vez mais difícil, foi quando em 1985, assumiu o poder Mikhail Gorbatchev, que tinha planos de realizar profundas reformas no país. Tinha um projeto de reestruturação da economia, que foi chamado de Perestroika, que buscava maior eficiência e produção.
Somente a Perestroika, não seria suficiente para resolver os inúmeros problemas que os soviéticos enfrentavam, então criaram a glasnost (transparência política) para funcionar todo esse sistema. Ela previa mudanças nos sistemas administrativo e governamental. As mudanças feitas por Gorbatchev acabaram levando ao fim todo o bloco socialista, e com isso dentro de seu território o processo reformista estava quase todo arruinado. No começo da década de 90, a burocracia conservadora deu um golpe em Gorbatchev, e com isso, as repúblicas soviéticas, começaram a proclamar suas autonomias, o que acabou acarretando com a independência da Rússia. No final de 1991, Gorbatchev renunciou ao cargo de presidente soviético, o que encerrou definitivamente os conflitos e a crise da URSS, que agora não existia mais.
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  • 2. Introdução A Revolução de 1917 O governo Lênin: sovietes, economia planejada e crescimento industrial acelerado O governo Stálin: centralização política, a cortina de ferro e o mundo comunista A sociedade comunista: direitos, deveres e o papel do Estado A Guerra Fria soviética: corrida armamentista, espacial e guerras entre EUA e URSS no século XX. A crise soviética da década de 80 e seu fim
  • 3. Revolução russa de 1917 A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991. No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
  • 4. Rússia czarista Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar. No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo Czar. Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.
  • 5. A revolução compreendeu duas fases distintas: A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.
  • 6. A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.
  • 7. O governo Lênin: sovietes, economia planejada e crescimento industrial acelerado Em fevereiro de 1917, uma onda de protestos e revoltas populares deram fim ao governo de Nicolau II. Formou-se um governo provisório controlado por Alexander Kerenski, um socialista de orientação reformista. Kerenski, integrante da ala menchevique do partido socialista, defendia a idéia de que o capitalismo deveria ser desenvolvido para, assim então, estabelecer mudanças de cunho socialista. No entanto, os bolcheviques, facção de maior adesão popular do socialismo russo, tinham outra proposta. Liderados por Lênin, autor da obra “Tese de Abril”, os bolcheviques defendiam a delegação de poder político nas mãos dos sovietes e a instalação de uma ditadura do proletariado. Contando com o apoio de Leon Trotski, os bolcheviques organizaram um exército incumbido de findar com o governo menchevique. O chamado Exército Vermelho derrubou o governo provisório e instalou o Conselho Comissário do Povo. Esse conselho tinha Lênin como presidente, Trótski no comando dos negócios estrangeiros e Josef Stálin dirigindo os negócios internos.
  • 8. Inicialmente, Lênin estatizou os bancos e indústrias, realizou uma reforma agrária e retirou a Rússia da Primeira Guerra com a assinatura do Tratado de Brest-Litovski. Ao implantar medidas de caráter popular, as forças reacionárias russas tentaram derrubar o governo bolchevique. Mesmo tendo o apoio de nações estrangeiras, os exércitos anti-revolucionários não conseguiram vencer a determinação e o grande contingente do Exército Vermelho. No campo político, a Duma passou a funcionar sob um sistema unipartidário, onde o Partido Comunista da União Soviética seria a única via de representação política do país. Nesse período, ganhou força a idéia de que o novo governo deveria criar formas para que o processo revolucionário socialista se expandisse nas demais nações do mundo. Além disso, o governo revolucionário se preocupou em conter os possíveis traidores do ideal revolucionário com a prisão e o exílio.
  • 9. Desgastada com as movimentações da guerra civil, a Rússia não tinha condições para implantar um sistema econômico socialista. Para contornar esse problema, Lênin criou a Nova Política Econômica (NEP). Essa medida permitia a existência de práticas capitalistas dentro da economia russa. Lênin dizia que essa ação era necessária para que o país tivesse autonomia suficiente para alcançar os estágios inicias do projeto socialista. Com tais medidas a economia russa dava claros sinais de recuperação e aquilo que Lênin defendia em tese parecia tornar-se realidade. No entanto, a aparente estabilidade governamental não durou muito tempo. A morte de Lênin, em 1924, trouxe uma tensão política promovida pela escolha do próximo dirigente do governo socialista. De um lado Trotski, que defendia a expansão dos ideais da Revolução Russa e do outro Stálin, que acreditava na consolidação interna do socialismo soviético. Stálin venceu a disputa pelo poder, dando novos rumos à revolução iniciada por Vladmir Lênin.
  • 10.
  • 11. O governo Stálin: centralização política, a cortina de ferro e o mundo comunista A morte de Vladmir Lênin, em 1924, promoveu uma intensa agitação política no interior do Partido Comunista Russo. Afinal de contas, qual seria a liderança capaz de dar prosseguimento às conquistas iniciadas em 1917? Nessa época, dois participantes do processo revolucionário disputaram o governo prestigiando diferentes perspectivas de ação política. De um lado estava Leon Trótski, segundo homem da revolução com destacado papel militar; do outro Joseph Stálin, secretário-geral do Partido Comunista. Trotsky acreditava que o ideário da revolução deveria ser propagado para outras nações, transformando a experiência russa no início de uma “revolução permanente”. Em contrapartida, Stálin tinha o objetivo de concentrar seu governo nas questões internas da Rússia, promovendo o “socialismo em um só país” e, só depois disso, promover a expansão revolucionária em outras partes do mundo. Em 1924, após a convenção comunista, os líderes bolcheviques optaram pelas propostas de Joseph Stálin.
  • 12. Inconformado, Trotsky começou a apontar as falhas e riscos que o regime stalinista ofereceria ao processo revolucionário. Em contrapartida, Stálin empreendeu a subordinação dos sovietes às diretrizes do Partido Comunista. Paralelamente, criou mecanismo de repressão política com a criação da GPU, polícia política encarregada de combater os críticos de seu governo. Tendo seus poderes ampliados, Stálin prendeu, exilou e executou todos os seus opositores. Depois de ser condenado ao exílio, Trotsky continuava a criticar as ações stalinistas, acusando o novo líder russo de ter “prostituído o marxismo”. Mesmo fora de seu país, Trotski foi perseguido como uma séria ameaça aos planos stalinistas. Em 1940, um agente da GPU deu fim às contundentes criticas troskistas ao assassinar o incendiário intelectual no México. Com isso, o poder de Stálin não teria dificuldades à definitiva ampliação dos poderes do Estado soviético. A política econômica de Stálin empreendeu a coletivização das propriedades agrárias com a criação dos sovkhozes (propriedades estatais) e os kolkhozes (propriedades coletivas). Além disso, incentivou o desenvolvimento de indústria de base a partir do financiamento dos setores de educação e tecnologia. Tais ações eram orientadas pelos chamados planos qüinqüenais, que orientavam em médio prazo as diretrizes essenciais da economia russa.
  • 13. No campo da política externa, Stálin recebeu apoio internacional de diversos partidos comunistas espalhados pelo mundo. Com isso, as diretrizes políticas dos movimentos comunistas de várias nações foram orientadas pelo “Komintern”, congresso que discutia as questões do comunismo internacional. Em 1934, a entrada da União Soviética na Liga das Nações indicou o reconhecimento político das nações capitalistas. No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o regime stalinista teve que combater a oposição dos regimes nazi-fascistas contrários ao comunismo e o socialismo. Tendo decisiva participação nos destinos deste conflito internacional, o governo soviético se consolidou no cenário político estabelecendo várias zonas de influência política, ideológica e econômica com a instalação da ordem bipolar.
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  • 15. A sociedade comunista: direitos, deveres e o papel do Estado Devido ao desenvolvimento da industrialização e a aproximação com a Europa Ocidental, aumentaram as influências de correntes políticas contrarias ao absolutismo da monarquia russa. Dentre essas correntes a que mais se destacou foi o Partido Operário Social Democrata, que foi inspirado no Marxismo. Essa partido juntamente com outras correntes lutava conta a ditadura Czarista, mas foram violentamente perseguidos pela policia política do czar. Então em 1898 eles se desintegraram dentro da Rússia e se juntaram novamente em cidades como Londres, Genebra e Munique. Porem em 1903 por divergências quanto a sua formação os membros do Partido se dividiram em dois grupos os Mencheviques e os Bolcheviques.
  • 16. O Partido bolchevique, em 1918 se tornou o Partido Comunista. O comunismo foi implantado na União Soviética através de partidos que adeptos da doutrina comunista queriam o poder com uma ação revolucionaria imediata. Em outros países o comunismo foi implantado pela União Soviética no final da segunda guerra mundial. O comunismo teve governos que em regra eram preocupados com o Bem-estar de seus proletariados. Pode se dizer que o comunismo é o contrario do capitalismo, oferecendo uma alternativa para os problemas capitalistas e do legado do liberalismo e do nacionalismo.
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  • 18. A Guerra Fria soviética: corrida armamentista, espacial e guerras entre EUA e URSS no século XX As constantes alterações que têm ocorrido no mapa da Europa nos últimos anos são o sinal de que vivemos um período de transição. É a estruturação da chamada nova ordem mundial, que vem substituir a velha ordem, marcada pela oposição entre Estados Unidos e União Soviética, em um período conhecido como Guerra Fria. A guerra fria começou a se desenhar após a Segunda Guerra Mundial. Mais precisamente durante a Conferência de Potsdam, realizada em julho de 1945, quando em quatro zonas de ocupação, controladas, de leste a oeste, respectivamente, por União Soviética, Inglaterra, Estados Unidos e França. A capital alemã, Berlim, também foi ocupada, fincando dividida entre os russos a leste, e franceses, ingleses e americanos a oeste.
  • 19. A partir de então, a bipolaridade que marcou o cenário geopolítico internacional no pós-guerra já estava configurada. Isto porque as duas grandes potências vencedoras - a capitalista, representada pelos Estados Unidos, e a socialista, representada pela União Soviética - tinham projetos antagônicas, não só a Alemanha como também para toda a Europa. O antagonismo ficou claramente expresso a partir de 1947, quando o presidente americano Harry Turman declarou a expansionistas soviéticos no território europeu e, posteriormente, no território asiático. Devido ao importante papel da União Soviética na derrota do exército nazistas pelo front oriental, desde de fevereiro de 1945 os soviéticos transformaram todo o leste europeu em uma grande área ocupada, alegando a necessidade de manter a segurança junto as suas fronteiras. Desde esse momento já estava estabelecida a chamada "cortina de ferro", com a divisão da Europa em duas regiões geopolíticas: a Europa Ocidental, sob a influência dos Estado Unidos, e a Europa Oriental, sob a influência da União Soviética.
  • 20. Para dar conta do Projeto de contenção da influência Soviética, os Estados Unidos financiaram a reconstrução e o fortalecimento econômico da Europa, através do Plano Marshal e dos países do Leste e Sudeste asiáticos, através do Plano Colombo. Instalaram um arsenal nuclear nos países da Europa Ocidental e envolveram-se em guerras localizadas, onde existia a oposição Capitalismo - Socialismo, como as guerras da Coréia (1950-1953) e do Vietnã (1930-1973) . Por seu lado, já em 1948 a União Soviética transformou as áreas de ocupação do Leste em governos pró-soviéticos, controlando-os de forma absolutamente autoritária, e também criou mecanismos de auxílio e cooperação econômica no interior do bloco socialista, através do Comecon. Do ponto de vista do equilíbrio do poder, a guerra fria também se consolidou com a criação de duas grandes Organizações militares: a Otan, em 1949, e o Pacto de Varsóvia, em 1955, que tinham como principal objetivo impedir a expansão dos sistemas socialistas e capitalistas, respectivamente.
  • 21. Essas organizações, bem como as guerras localizadas entre as duas superpotências, foram expressão clara de como o controle mundial efetivou-se através do chamado "equilíbrio do terror". A corrida tecnológica que colocou os dois países em posição militar de destruir o mundo todo, principalmente através das armas nucleares, serviu como eficaz mecanismo de controle mundial. Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, essa velha ordem mundial começava a ruir. Construído em 1961, para consolidar a divisão da capital, evitando a fuga de alemães oriental para o lado capitalista, o muro foi o grande símbolo da bipolaridade, da disputa ideológica e militar entre os dois grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial. No entanto, a nova ordem que começou a ser construída desde então não representa uma completa ruptura com o passado. Pelo contrário, só pode der compreendida a partir dos elementos da velha ordem, que continuam presentes.
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  • 24. A crise soviética da década de 80 e seu fim Durante o longo governo de Leonid Brejnev, a união soviética iniciou um prolongado período de estagnação econômica, o centralismo e a burocratização excessiva do regime adotado na época, impediram que o país acompanhasse a dinamização econômica promovida pelas inovações tecnológicas, principalmente em setores como o da microeletrônica. A queda de produtividade e a diminuição da capacidade econômica continuavam por um longo período, afetando principalmente os setores não militares. Com um esforço muito grande, a produção de armas sofisticadas prosseguia, enquanto as condições de vida da população estavam cada vez piores. Em 1968, as reformas na Tchecoslováquia começaram, e o líder Alexandre Dubcek começou a buscar um tipo de socialismo não muito comum, o “socialismo humanizado”. Esse tipo de socialismo estimulava a criação artística, descentralizando o poder e dando liberdade à imprensa. Para controlar esse movimento Brejnev ordenou a repressão violenta, esta repressão ficou conhecida como a Primavera de Praga.
  • 25. No final da década de 70, e início da década de 80, começou na Polônia uma intensa agitação trabalhista, que era liderada pelo sindicato independente, sob o controle do operário Lech Walesa. Esse movimento buscava mudanças econômicas e políticas no país, mais foi violentamente reprimido pelo governo polonês, que possuía o apoio soviético. Nesse período os soviéticos passavam por uma fase de várias incertezas, pois Brejev havia morrido, e seus sucessores não tiveram sucesso no poder, a situação econômica do país estava cada vez pior, principalmente por causa das pressões provocadas pela corrida armamentista. O PIB soviético declinou e o país passou a ser basicamente um exportador de produtos naturais. A situação soviética era cada vez mais difícil, foi quando em 1985, assumiu o poder Mikhail Gorbatchev, que tinha planos de realizar profundas reformas no país. Tinha um projeto de reestruturação da economia, que foi chamado de Perestroika, que buscava maior eficiência e produção.
  • 26. Somente a Perestroika, não seria suficiente para resolver os inúmeros problemas que os soviéticos enfrentavam, então criaram a glasnost (transparência política) para funcionar todo esse sistema. Ela previa mudanças nos sistemas administrativo e governamental. As mudanças feitas por Gorbatchev acabaram levando ao fim todo o bloco socialista, e com isso dentro de seu território o processo reformista estava quase todo arruinado. No começo da década de 90, a burocracia conservadora deu um golpe em Gorbatchev, e com isso, as repúblicas soviéticas, começaram a proclamar suas autonomias, o que acabou acarretando com a independência da Rússia. No final de 1991, Gorbatchev renunciou ao cargo de presidente soviético, o que encerrou definitivamente os conflitos e a crise da URSS, que agora não existia mais.