Instituto de ciências de saúde de Inhambane
Módulo VII-Prestar assistência aos pacientes com
emergências cirurgicas e traumatológica
Grupo-II
Abdência Ricardo
Elton licuco
Inercia Carlos
Shélcia Cardília
Tanucha supinho
Traumatismo
Raquiomedular
Conteúdos
Conceito
Etiologia
Fisiopatologia
Sinais e sintomas
Tratamento
Cuidados de enfermagem
Coluna vertebral- anatomia e fisiologia
A coluna vertebral- é composta por 33 ossos denominados vertebras,
que se estendem desde a base do crânio ate o cóccix e são dividos em
grupos conforme sua localização e por similaridades anatómicas em:
Cervicais (07);
Torácicas (12);
 Lombares (05);
Sacrais (05) e
Coccígeas (04).
(DANGELO & FATTINI 2004 P.375).
Coluna vertebral- anatomia e fisiologia
são classificados como ossos irregulares, por terem uma morfologia
complexa sem precedentes em forma geométrica conhecidas.
São separadas entre si por discos fibrocartilaginosos, os discos
intervertebrais, que tem a função de absorver os aumentos de pressão
numa súbita sobrecarga de peso na coluna e conferir mobilidade entre
as vertebras adjacentes, além de impedir o impacto directo entre as
vertebras, reduzindo assim seu desgaste pelo atrito.
Coluna vertebral- anatomia e fisiologia
Anatomicamente, as vertebras possuem um forame vertebral que
quando alinhadas formam um tunul ósseo, por onde passa a medula
espinhal, de onde ramificam os nervos espinhais.
Alem deste arcabouço ósseo, também são protetores da medula as
meninges, laminas membranosas de tecido conjuntivo que protegem o
encéfalo e se estendem ate o estreitamento da medula espinhal, em
T12, chamado cone medular, e em L1, sua ramificação denominada,
cauda equina.
Coluna vertebral- anatomia e fisiologia
As meningens são três, a salientar:
Dura-mater (mais externa)
Aracnoide ( media ou central) e
Pia-mater ( mais interna).
Entre a aracnoide e a dura mater, existe um espaco subdural, e entre a
aracnoide e a pia mater exixte o espaco subaracnoíde, por onde circula
o liquido cefalorraquidiano ou liquor.
Coluna vertebral- anatomia e fisiologia
A coluna vertebral tem por função, dar sustentação ao corpo,
alem de proteger a medula espinghal, e permitir assim que os
impulsos nervosos fluam livremente pelas vias eferentes
(motoras) e aferentes (sensitivas), para que o cérebro envie
comandos e receba sensações.
A interrupção deste fluxo causa isolamento de segmento
corporal no nível e abaixo da lesão levando a perda
e/diminuição da sensibilidade e da capacidade de movimento.
Neurônio
Neurônio
O neurônio é a célula básica do sistema nervoso e o
responsável por garantir a transmissão do impulso
nervoso. Suas partes básicas são: dendritos, axônio e
corpo celular.
Traumatismo Raquimedular
Epidemiologia
Os factores de risco predominantes para lesão raquimedular são: idade,
sexo, uso de álcool e drogas (licitas e ilícitas). A prevenção primaria e a
mais eficiente forma de prevenção.
A lesão raquiomedular ocorre com frequência ate quatro vezes maior em
homens que em mulheres. Mais da metade dos registos de lesão
raquiomedular ocorre em indivíduos inseridos na faixa etária dos 16 aos
30 anos, sendo a causa mais comum os acidentes automobilísticos
(35%) seguida pela violência (30%), quedas (19%) e praticas
desportivas (8%).
Traumatismo Raquimedular
É a lesão da medula espinhal, pode ser completa ou incompleta.
Aproximadamente em 20% dos casos, a lesão medular não decorre de
traumatismos, sendo secundria a processos degenerativos/ patológicos
tais como: tumores, malformações, diabetes.
Etiologia:
A grande maioria dos casos de trauma raquimedular é decorrente de
acidentes. Pode ser devido a acidentes automobilísticos, ferimentos
por arma de fogo, quedas, acidentes esportivos, acidentes de
trabalho.
Cont…
Os locais mais comuns de lesão medular são as áreas das vertebras: C5, C6
e C7, alem da juncão das vertebras torácicas e lombares, T12 e L1.
A energia mecânica tende a ser o agente de lesão mais comum, sendo ainda
o maior responsável pelos traumatismos.
Mecanismos da lesão:
Hiperflexão
Hiperextensão
Carga axial ,
carga lateral , ferimentos penetrantes.
Hiperextensão
Movimento com a cabeça para
trás e para baixo. A medula é
esticada e torcida
Hiperflexão
Causada por desaceleração súbita
do movimento
Carga axia:
Resulta de uma carga vertical
Carga lateral
Forca aplicada lateralmente
Fisiopatologia
Lesão primráia: transferência de energia cinética para a medula
espinhal que gera o rompimento dos axónios, lesão das células
nervosas e rotura dos vasos sanguíneos.
Lesão secundária: morte de axónios e células que não foram
inicialmente lesados , pela redução do fluxo sanguíneo normalmente
causada por alterações no canal vertebral, hemorragia, edema ou
redução da pressão sistémica.
Separação dos axónios não se faz imediatamente ao trauma não
penetrante, sendo resultado de um evento patológico relacionado a
lesão da membrana celular.
Sinais e sintomas do trauma raquiomedular
Lesão medular completa: a lesão medular completa resulta em:
Paralisia imediata, completa e flácida (com perda do tónus do esfíncter
anal).
Perda de toda a atividade reflexa sensorial;
Disfunção autonómica abaixo do nível da lesão
A lesão cervical alta (em C5 ou acima) afeta os músculos que controlam a
respiração , causando insuficiência respiratória
Disfunção autonómica por lesão da medula cervical que pode resultar em
bradicardia e hipotensão; o denominado choque cardiogénico.
Sinais e sintomas do trauma raquiomedular
• Lesão medular incompleta
Em lesões medulares incompletas, ocorre:
Perda sensorial e motora, podendo ser temporários ou permanentes.
Edema medular, resultante da disfunção neurogénica total que se
assemelha a lesão medular completa.
Diagnóstico
Avaliacao clinica:
Ira determinar o nível de lesão neurológica do paciente :
Historia sobre o estado geral do paciente previamente ao trauma.
Exame físico.
Exame neurológico, avaliação da sensibilidade, da função motora dos
reflexos.
Diagnostico por imagem
Radiografia simples
A primeira abordagem diante de um trauma raquimedular é a radiografia
simples, levando em consideração as condições do paciente.
Tomografia computarizada.
Ressonância magnética
Complicações
 Choque medular
 Choque cardiogênico
 Trombose venosa profunda
 Disreflexia autónoma
 Pneumonia
 Paraplegia
 Tetraplegia,etc
Tratamento e atuação de emergência
Garantir a abordagem ABCDE.
Imobilização da coluna- a cabeça, o pescoço e a pelve devem ser
imobilizados, alinhados em posição neutra.
Assegurar ventilação adequada, especialmente se for de alto nível
oxigenoterapia
Administração de Fluidos intravenosos para tratar a hipovolemia
(Nacl a 0,9 ou ringer lactato).
Tratamento
Administração de medicamentos
Metilprednisalona na dose de 30mg/kg durante 15min. Após 5min
administram se 5,4mg/kg/h em infusão continua.
Antiácidos
Laxantes,
Analgésicos
Sedativos
Vasopressores, adrenalina.
Tratamento cirúrgico
Cuidados de enfermagem
• Monitorização constante dos sinais vitais.
• Controle de líquidos.
• Monitorar o equilíbrio hidroelétrolítico
• Entubação nasogástrica
• Algaliação
• Monitorização saturação de oxigênio
• Manter as vias aéreas permeáveis
• Prevenir movimentos bruscos na regiao cervical (colocar o colar
cervical)..
Cuidados de enfermagem
• Realizar mudança de posição
• Realizar fisioterapia respiratória e dos membros!!
Referência bibliográfica
 (DANGELO & FATTINI 2004 P.375).
 URDENLINDA,atall,EnfermagemdeCuidadosintensivos(diagnosticoeintervenção-thelans)
 5ªedição,Lusodidacta/Elsevier.NovaYork,2006.
 SWEARINGENPAMELAL,&KEENJANETHICKS,Manualdeenfermagemdecuidados
 entensivos:intervençõesdeenfermagemindependenteseinterdependentes4ªedição,
 Lusociências,2003
 AZEVEDOLUCIANO,TUNIGUCHIL,LADEIRAatall,Medicinaintensiva-AbordagemPratica,
 DisciplinadeEmergênciasClinicasdoFMUSP,Manoleeditora,5ªediçãorevistaeactualizada,
 2020.
 AZEVEDOLUCIANO,TUNIGUCHIL,LADEIRAatall,Medicinaintensiva-AbordagemPratica,
 DisciplinadeEmergênciasClinicasdoFMUSP,Manoleeditora,3ªediçãorevistaeactualizada,
 2018.
 ManualdeEmergênciasdeTrauma(paramédicoseenfermeiros).INEM,1ªEdição,2012

Trauma Raquimedular. St

  • 1.
    Instituto de ciênciasde saúde de Inhambane Módulo VII-Prestar assistência aos pacientes com emergências cirurgicas e traumatológica Grupo-II Abdência Ricardo Elton licuco Inercia Carlos Shélcia Cardília Tanucha supinho
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    Coluna vertebral- anatomiae fisiologia A coluna vertebral- é composta por 33 ossos denominados vertebras, que se estendem desde a base do crânio ate o cóccix e são dividos em grupos conforme sua localização e por similaridades anatómicas em: Cervicais (07); Torácicas (12);  Lombares (05); Sacrais (05) e Coccígeas (04). (DANGELO & FATTINI 2004 P.375).
  • 5.
    Coluna vertebral- anatomiae fisiologia são classificados como ossos irregulares, por terem uma morfologia complexa sem precedentes em forma geométrica conhecidas. São separadas entre si por discos fibrocartilaginosos, os discos intervertebrais, que tem a função de absorver os aumentos de pressão numa súbita sobrecarga de peso na coluna e conferir mobilidade entre as vertebras adjacentes, além de impedir o impacto directo entre as vertebras, reduzindo assim seu desgaste pelo atrito.
  • 7.
    Coluna vertebral- anatomiae fisiologia Anatomicamente, as vertebras possuem um forame vertebral que quando alinhadas formam um tunul ósseo, por onde passa a medula espinhal, de onde ramificam os nervos espinhais. Alem deste arcabouço ósseo, também são protetores da medula as meninges, laminas membranosas de tecido conjuntivo que protegem o encéfalo e se estendem ate o estreitamento da medula espinhal, em T12, chamado cone medular, e em L1, sua ramificação denominada, cauda equina.
  • 8.
    Coluna vertebral- anatomiae fisiologia As meningens são três, a salientar: Dura-mater (mais externa) Aracnoide ( media ou central) e Pia-mater ( mais interna). Entre a aracnoide e a dura mater, existe um espaco subdural, e entre a aracnoide e a pia mater exixte o espaco subaracnoíde, por onde circula o liquido cefalorraquidiano ou liquor.
  • 9.
    Coluna vertebral- anatomiae fisiologia A coluna vertebral tem por função, dar sustentação ao corpo, alem de proteger a medula espinghal, e permitir assim que os impulsos nervosos fluam livremente pelas vias eferentes (motoras) e aferentes (sensitivas), para que o cérebro envie comandos e receba sensações. A interrupção deste fluxo causa isolamento de segmento corporal no nível e abaixo da lesão levando a perda e/diminuição da sensibilidade e da capacidade de movimento.
  • 10.
    Neurônio Neurônio O neurônio éa célula básica do sistema nervoso e o responsável por garantir a transmissão do impulso nervoso. Suas partes básicas são: dendritos, axônio e corpo celular.
  • 11.
    Traumatismo Raquimedular Epidemiologia Os factoresde risco predominantes para lesão raquimedular são: idade, sexo, uso de álcool e drogas (licitas e ilícitas). A prevenção primaria e a mais eficiente forma de prevenção. A lesão raquiomedular ocorre com frequência ate quatro vezes maior em homens que em mulheres. Mais da metade dos registos de lesão raquiomedular ocorre em indivíduos inseridos na faixa etária dos 16 aos 30 anos, sendo a causa mais comum os acidentes automobilísticos (35%) seguida pela violência (30%), quedas (19%) e praticas desportivas (8%).
  • 12.
    Traumatismo Raquimedular É alesão da medula espinhal, pode ser completa ou incompleta. Aproximadamente em 20% dos casos, a lesão medular não decorre de traumatismos, sendo secundria a processos degenerativos/ patológicos tais como: tumores, malformações, diabetes. Etiologia: A grande maioria dos casos de trauma raquimedular é decorrente de acidentes. Pode ser devido a acidentes automobilísticos, ferimentos por arma de fogo, quedas, acidentes esportivos, acidentes de trabalho.
  • 13.
    Cont… Os locais maiscomuns de lesão medular são as áreas das vertebras: C5, C6 e C7, alem da juncão das vertebras torácicas e lombares, T12 e L1. A energia mecânica tende a ser o agente de lesão mais comum, sendo ainda o maior responsável pelos traumatismos. Mecanismos da lesão: Hiperflexão Hiperextensão Carga axial , carga lateral , ferimentos penetrantes.
  • 14.
    Hiperextensão Movimento com acabeça para trás e para baixo. A medula é esticada e torcida Hiperflexão Causada por desaceleração súbita do movimento Carga axia: Resulta de uma carga vertical Carga lateral Forca aplicada lateralmente
  • 15.
    Fisiopatologia Lesão primráia: transferênciade energia cinética para a medula espinhal que gera o rompimento dos axónios, lesão das células nervosas e rotura dos vasos sanguíneos. Lesão secundária: morte de axónios e células que não foram inicialmente lesados , pela redução do fluxo sanguíneo normalmente causada por alterações no canal vertebral, hemorragia, edema ou redução da pressão sistémica. Separação dos axónios não se faz imediatamente ao trauma não penetrante, sendo resultado de um evento patológico relacionado a lesão da membrana celular.
  • 16.
    Sinais e sintomasdo trauma raquiomedular Lesão medular completa: a lesão medular completa resulta em: Paralisia imediata, completa e flácida (com perda do tónus do esfíncter anal). Perda de toda a atividade reflexa sensorial; Disfunção autonómica abaixo do nível da lesão A lesão cervical alta (em C5 ou acima) afeta os músculos que controlam a respiração , causando insuficiência respiratória Disfunção autonómica por lesão da medula cervical que pode resultar em bradicardia e hipotensão; o denominado choque cardiogénico.
  • 17.
    Sinais e sintomasdo trauma raquiomedular • Lesão medular incompleta Em lesões medulares incompletas, ocorre: Perda sensorial e motora, podendo ser temporários ou permanentes. Edema medular, resultante da disfunção neurogénica total que se assemelha a lesão medular completa.
  • 18.
    Diagnóstico Avaliacao clinica: Ira determinaro nível de lesão neurológica do paciente : Historia sobre o estado geral do paciente previamente ao trauma. Exame físico. Exame neurológico, avaliação da sensibilidade, da função motora dos reflexos.
  • 19.
    Diagnostico por imagem Radiografiasimples A primeira abordagem diante de um trauma raquimedular é a radiografia simples, levando em consideração as condições do paciente. Tomografia computarizada. Ressonância magnética
  • 20.
    Complicações  Choque medular Choque cardiogênico  Trombose venosa profunda  Disreflexia autónoma  Pneumonia  Paraplegia  Tetraplegia,etc
  • 21.
    Tratamento e atuaçãode emergência Garantir a abordagem ABCDE. Imobilização da coluna- a cabeça, o pescoço e a pelve devem ser imobilizados, alinhados em posição neutra. Assegurar ventilação adequada, especialmente se for de alto nível oxigenoterapia Administração de Fluidos intravenosos para tratar a hipovolemia (Nacl a 0,9 ou ringer lactato).
  • 22.
    Tratamento Administração de medicamentos Metilprednisalonana dose de 30mg/kg durante 15min. Após 5min administram se 5,4mg/kg/h em infusão continua. Antiácidos Laxantes, Analgésicos Sedativos Vasopressores, adrenalina. Tratamento cirúrgico
  • 23.
    Cuidados de enfermagem •Monitorização constante dos sinais vitais. • Controle de líquidos. • Monitorar o equilíbrio hidroelétrolítico • Entubação nasogástrica • Algaliação • Monitorização saturação de oxigênio • Manter as vias aéreas permeáveis • Prevenir movimentos bruscos na regiao cervical (colocar o colar cervical)..
  • 24.
    Cuidados de enfermagem •Realizar mudança de posição • Realizar fisioterapia respiratória e dos membros!!
  • 25.
    Referência bibliográfica  (DANGELO& FATTINI 2004 P.375).  URDENLINDA,atall,EnfermagemdeCuidadosintensivos(diagnosticoeintervenção-thelans)  5ªedição,Lusodidacta/Elsevier.NovaYork,2006.  SWEARINGENPAMELAL,&KEENJANETHICKS,Manualdeenfermagemdecuidados  entensivos:intervençõesdeenfermagemindependenteseinterdependentes4ªedição,  Lusociências,2003  AZEVEDOLUCIANO,TUNIGUCHIL,LADEIRAatall,Medicinaintensiva-AbordagemPratica,  DisciplinadeEmergênciasClinicasdoFMUSP,Manoleeditora,5ªediçãorevistaeactualizada,  2020.  AZEVEDOLUCIANO,TUNIGUCHIL,LADEIRAatall,Medicinaintensiva-AbordagemPratica,  DisciplinadeEmergênciasClinicasdoFMUSP,Manoleeditora,3ªediçãorevistaeactualizada,  2018.  ManualdeEmergênciasdeTrauma(paramédicoseenfermeiros).INEM,1ªEdição,2012