Edição de agosto de 2005
Universidade Federal da Bahia
Samuel Luporini
Transferência de Massa
OBJETIVOS:
1. Conhecimento básico das leis de transferência de massa indispensável a uma formulação correta
dos problemas correntes de engenharia química.
2. Desenvolvimento da capacidade para modelar matematicamente, simular e avaliar processos de
transferência de massa com ênfase em equipamentos de contato direto.
TRANSFERÊNCIA DE MASSA
1. Fundamentos da transferência de massa
1.1. Transferência de massa molecular
1.2. O coeficiente de difusão
1.3. Transferência de massa convectiva
2. Equações diferenciais de transferência de massa
2.1. A equação diferencial de transferência de massa
2.2. Formas especiais da equação de transferência de massa
2.3. Condições de contorno
2.4. Modelagem de processos envolvendo difusão molecular
3. Difusão molecular no estado estacionário
3.1. Transferência de massa independente de reação química
3.2. Sistemas associados com reação química
3.3. Sistemas de duas e três dimensões
3.4. Transferências simultâneas de momento, calor e massa
4. Difusão molecular no estado transiente
4.1. Difusão transiente e a segunda lei de Fick
4.2. Difusão transiente em meio semi-infinito
4.3. Difusão transiente em um meio finito sob condições de resistência de superfície
desprezível
4.4. Cartas de concentração tempo para formas geométricas simples
5. Transferência de massa convectiva
5.1. Considerações fundamentais em transferência de massa convectiva
5.2. Parâmetros significantes em transferência de massa convectiva
5.3. Analise dimensional
5.4. Análise exata da camada limite de concentração laminar
5.5. Análise aproximada da camada limite de concentração
5.6. Analogias entre transferência de massa, calor e momento
5.7. Modelos para coeficientes de transferência de massa convectiva
6. Transferência de massa convectiva entre fases
6.1. Equilíbrio
6.2. Teoria das duas resistências
7. Correlações para transferência de massa convectiva
7.1. Transferência de massa para placas, esferas e cilindros
7.2. Transferência de massa envolvendo escoamento através de tubos
7.3. Transferência de massa em colunas de parede molhada
7.4. Transferência de massa em leitos fixo e fluidizado
7.5. Transferência de massa gás-líquido em tanques agitados
7.6. Coeficientes de capacidade para torres de recheio
7.7. Modelagem para processos de transferência de massa envolvendo convecção
8. Equipamentos de transferência de massa
8.1. Tipos de equipamentos de transferência de massa
8.2. Operações de transferência de massa gás-líquido em tanques de mistura perfeita
8.3. Balanços de massa para torres de contatos contínuos
8.4. Balanço de entalpia para torres de contatos contínuos
8.5. Coeficientes de capacidade para transferência de massa
8.6. Analises de equipamentos de contatos contínuos
Bibliografia:
WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., RORRER, G., Fundamentals of Momentum, Heat
and Mass Transfer, 4th
Edition, John Wiley & Sons, Inc., 2001.
WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., Fundamentals of Momentum, Heat and Mass
Transfer, 3th
Edition, John Wiley & Sons, Inc., 1984.
BIRD, R.B., STEWART, W.E., LIGTHFOOT, E.N., Fenômenos de Transporte, 2a. edição, LTC
EDITORA, 2004.
CREMASCO, M.A., Fundamentos de Transferência de Massa, 2ª. Edição revista, Editora
UNICAMP, 2002.
GEANKOPLIS, C.J., Mass Transfer Phenomena, Holt Rineart and Winston, Inc., 1972.
MILLS, A.F., Mass Transfer, Prentice Hall, 2001.
CUTLIP, M.B., SHACHAM, M., Problem Solving in Chemical Engineering with Numerical
Methods, Prentice Hall PTR, Chapter 7 Mass Transfer, 1999.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
1. FUNDAMENTOS DA TRANSFERÊNCIA DE MASSA
o Quando um sistema dois ou mais componentes na qual as concentrações variam de ponto a
ponto, há uma tendência natural da massa ser transferida, minimizando as diferenças de
concentração entre os sistemas.
o O transporte de um constituinte de uma região de alta concentração para aquela de menor
concentração é chamado de transferência de massa.
o Exemplos:
o A remoção de poluente a partir de uma corrente de descarga por absorção.
‘Stripping’ de gases por lavagem de água.
o Difusão de nêutron em um reator nuclear.
o A difusão de substâncias adsorventes dentro de poros de carbono ativado.
o A taxa de catalise química e reações biológicas.
o A transferência de massa pode ocorrer pelo movimento molecular ao acaso em fluidos
estagnados ou podem ser transferidos a partir de uma superfície para um liquido em movimento,
adicionado pelas características dinâmicas do escoamento.
o Dois modos distintos de transporte:
molecular
convectivo
simultâneos
1.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA MOLECULAR
1815 → Panot observou quantitativamente que uma mistura de gases contendo duas ou mais
espécies moleculares, na qual as concentrações relativas variam de um ponto ao outro, um processo
natural resulta em diminuir a desigualdade da composição, chamando de difusão molecular.
O fluxo líquido de cada espécie molecular ocorre na direção de um gradiente de concentração
negativo.
Teoria cinética dos gases.
A transferência de massa ou difusão ocorre somente em misturas.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CONCENTRAÇÕES:
densidadeoutotalmássicaãoconcentraç
Aespéciedamássicaãoconcentraç misturadavolume
Ademassa
A
=ρ
==ρ
(1.1)
(1.3)1w
(1.2)wmássicaFração
n
1i
i
A
n
1i
i
A
A
=
ρ
ρ
=
ρ
ρ
==
∑
∑
=
=
n = número de espécie da mistura
A concentração molar da espécie A, cA é o número de moles de A presentes por unidade de
volume da mistura.
1 mol de A ≡ massa equivalente ao seu peso molecular
M
c
A
A
A
ρ
= (1.4)
MA = peso molecular de A
Pela lei dos gases ideais pAV = nART, logo:
RT
p
V
n
c AA
A == (1.5)
Onde: PA = pressão parcial da espécie A na mistura
nA = número de moles da espécie A
V = volume do gás
Moléculas de espécie AMoléculas de espécie A
Fundamentos de Transferência de Massa 1.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
T = temperatura absoluta
R = constante dos gases
A concentração molar total, c, é o mole total da mistura por unidade de volume.
RT
P
V
n
cc
n
1i
total
i∑
=
=== (1.6)
P = pressão total
Fração molar de líquidos e sólidos: xA = cA/c
Gases: yA = cA/c (1.7)
Para uma mistura que obedece a lei dos gases ideais:
(1.9)1ye1x
DaltondeLei(1.8)
P
p
RTP
RTp
c
c
y
n
1i
i
n
1i
i
AAA
A
==
===
∑∑
==
Tabela 24.1 Concentrações em uma mistura binária com A e B (Welty)
Exemplo 1: A composição do ar é muitas vezes dada em termos das duas espécies principais na
mistura de gases:
79,0yN
21,0yO
2
2
N2
O2
=⇒
=⇒
Determinar a fração mássica de O2 e N2 e o peso molecular médio do ar a 25o
C e 1atm.
Velocidades
Num sistema multicomponentes as varias espécies n, moverá normalmente a diferentes
velocidades. A velocidade de mistura será a media das velocidades da cada espécie presente.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
médiamolarevelocidadarelativaidedifusãodeevelocidadVv
médiamássicaevelocidadarelativaidedifusãodeevelocidadvv
molarmédiaadevelocid(1.11)
c
vc
V
ioestacionáreixoumparaideabsolutavelocidadev
mássicamédiaadevelocid(1.10)
vv
v
i
i
n
1i
ii
i
n
1i
ii
n
1i
i
n
1i
ii
=−
=−
=
=
ρ
ρ
=
ρ
ρ
=
∑
∑
∑
∑
=
=
=
=
rr
rr
r
r
r
rr
r
De acordo com a lei de Fick um componente pode ter uma velocidade relativa para a velocidade
média molar ou mássica somente se existir gradientes de concentração.
Exemplo 2: Sabendo que as velocidades absolutas das espécies químicas presentes na mistura
gasosa são: cm/s;11vcm/s;19vcm/s;13vcm/s;10v z,NzO,HzO,zCO, 22
====
Determinar:
a) velocidade média molar da mistura
b) velocidade média mássica da mistura
c) velocidade de difusão de O2 na mistura relativa a velocidade média molar da mistura
d) velocidade de difusão de O2 na mistura relativa a velocidade média mássica da mistura
Fluxos
É um vetor quantitativo atribuído a quantidade da espécie particular, em unidade mássica ou molar,
que passa em um incremento de tempo através de uma área normal ao vetor.
Podem ser definidos com referência a coordenadas fixas no espaço, coordenadas que movem com a
velocidade média mássica ou molar.
O fluxo molar na direção z:
Fundamentos de Transferência de Massa 1.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
zd
cd
DJ A
ABz,A −= 1ª Lei de Fick (1.12)
DAB = difusividade mássica ou coeficiente de difusão do componente A difundindo em B.
dcA/dz = gradiente de concentração na direção z.
zd
yd
cDJ A
ABz,A −= (1.13)
O fluxo mássico na direção z:
zd
wd
Dj A
ABz,A ρ−= (1.14)
zd
d
Dj A
ABz,A
ρ
−= (1.15)
Para um sistema binário com uma velocidade média constante na direção z o fluxo molar
relativo a velocidade média molar é:
( )VcJ zz,AAz,A −ϑ= (1.16)
Igualando (1.13) com (1.16), temos:
( )
( ) ( )z,BBz,AAAzAz,BBz,AAz
zA
A
BA,z,AA
A
BA,zz,AAz,A
ccyVcoucc
c
1
V:sendo
Vc
dz
dy
cDc:Portanto
dz
dy
-cDVcJ
ϑ+ϑ=ϑ+ϑ=
+−=ϑ
=−ϑ=
Fundamentos de Transferência de Massa 1.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )
:quetemos
cNecN
:sãoioestacionáreixoaorelativoBeAscomponentedosfluxosOs
ccy
dz
dy
cDc:Logo
BBBAAA
z,BBz,AAA
A
BA,z,AA
ϑ=ϑ=
ϑ+ϑ+−=ϑ
rrrr
( )










+










=










++−=
soluçãodaglobal
movimentodo
resultantefluxo
difusiva
ãocontribuiçda
resultantefluxo
zeixoao
referênciac/
Adefluxo
NNy
dz
dy
cDN z,Bz,AA
A
BA,z,A
( )
:temosformamesmaDa
misturanaAdedifusãodeecoeficientD
(1.18)NyycDN
:nentemulticompomisturaumapara
(1.17)NNyycDN
MA,
n
1i
iAAMA,A
BAAABA,A
=
+∇−=
++∇−=
∑
=
rr
rrr
( )
( )B,zA,zA
A
A,BA,z
B,zA,zA
A
A,BA,z
nnw
dz
dw
Dn
liquidosparaNNx
dz
dx
cDN
++ρ−=
++−=
Fundamentos de Transferência de Massa 1.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo 3: Sabendo que a mistura gasosa tem as velocidades relativas:
cm/s.11cm/s;19cm/s;13cm/s;10 z,Nz,OHz,Oz,CO 222
=ϑ=ϑ=ϑ=ϑ
Determine para a temperatura de 105º C e 1 atm:
a) Fluxo difusivo molar de O2 na mistura.
b) Contribuição do fluxo convectivo de O2 na mistura.
c) Fluxo molar total com referência ao eixo estacionário
2. COEFICIENTE DE DIFUSÃO
Lei de Fick ⇒ a constante de proporcionalidade é conhecida como coeficiente de difusão.
( )w,T,PfD
t
L
L1LM
1
tL
M
dzdc
J
D
AB
2
32
A
z,A
AB
=
≡








⋅






≡
−
=
Idêntico as dimensões fundamentais de outras propriedades de transporte.
Viscosidade cinemática: ν
Difusividade térmica: α = k/ρcp
Difusividade mássica de gases
- mistura gasosa de baixa densidade
- teoria cinética dos gases
Aumenta a
mobilidade da
molécula
Gases → 5 x 10-6
a 10-5
m2
/s
líquidos → 10-10
a 10-9
m2
/s
sólidos → 10-14
a 10-10
m2
/s
DAB
diminui
Fundamentos de Transferência de Massa 1.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 1.2 Movimento molecular para a superfície de um volume de controle
Transferência de massa
médiolivrecaminho
Nd2
1
acasoaomolecularevelocidad
m
kT8
C
C
3
1
D
y
C
3
1
j
2
AA
A
y,A
⇒
π
=λ
⇒
π
=
λ=
∂
ρ∂
λ=
?
k = constante de Boltzmann
N = concentração molecular
m = massa de uma molécula
CN
4
1
Z =
d = diâmetro da molécula esférica
Z = freqüência em que as moléculas alcançam a área ∆x ∆z
0 (estacionário)
( ) 0dv
t
dAn
CVCS
=ρ
∂
∂
+ϑρ ∫∫∫∫∫
rr
→ Fluxo para frente = fluxo para trás
∆y
∆x
x
y
ρA = ρA(y)
Fundamentos de Transferência de Massa 1.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
*AisótoposeueAEx
similares.moléculasdemisturaumadedifusãodeeCoeficient
m
Tk
Pd3
2
*D
PcRTNkT
:idealgásumPara
m
kT
Nd3
2
*D:Logo
2133
223AA
21
223AA








π
=
==






π
=
A equação de Chapman-Enkosg:
D
2
AB
21
BA
233
AB
P
M
1
M
1
T10x858,1
D
Ωσ






+
=
−
onde: DAB (cm2
/s)
MA e MB = pesos moleculares
P = pressão absoluta (atm)
σAB = diâmetro de colisão, parâmetro de Leonard-Jones (Å)
ΩD = integral de colisão
É válida para um par de gases apolares e moléculas não reagentes.






ε
=Ω
AB
kT
f TABELA K.1 WELTY
onde: k = constane de Boltzmann = 1,38 x 10-16
erg/K
εA = energia de interação molecular (ergs)
Os parâmetros de Leonard-Jones σ e εAB ⇒ TABELA K.2 WELTY
Na ausência de dados experimentais:
Fundamentos de Transferência de Massa 1.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
bA
cA
31
c
c
31
c
31
b
T15,1k
T77,0k
P
T
44,2
V841,0
V18,1
=ε
=ε






=σ
=σ
=σ
Vb = volume molar para o ponto normal de ebulição (cm3
/gmol) ⇒ TABELA 24.4 WELTY
Vc = volume molar crítico (cm3
/gmol)
Tc = temperatura crítica (K)
Tb = temperatura de ebulição normal (K)
Pc = pressão crítica em (atm)
Para pares de moléculas apolares, tem-se
BAAB
BA
AB
2
εε=ε
σ+σ
=σ
Para moléculas polar-polar e polar-apolar são discutidas por Bird e Cremasco
Predição de DAB variando com a P e T
2
1
1122
T,D
T,D
23
1
2
2
1
P,T,ABP,T,AB
T
T
P
P
DD
Ω
Ω












=
Apêndice J.1 de Welty
Exemplo 4: Avaliar o coeficiente de difusão para o CO2 no ar a 20ºC e 1 atm. Comparar com os
dados experimentais.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Quando os parâmetros de Lennard-Jones não são disponíveis pode-se utilizar a equação de Fuller.
( ) ( )[ ]231
B
31
A
21
BA
75,13
AB
P
M
1
M
1
T10
D
∑∑ ϑ+ϑ






+
=
−
ϑ ⇒ TABELA 24.3 WELTY
Exercicio 5 (24.12), itens a, b, e
Determinar os valores da difusividade dos seguintes gases.
a) CO2/ar 310 K e 1,5 x 105
Pa
b) Etanol/ar 325 K e 2,0 x 105
Pa
e) SO2/ar 300 K e 1,5 x 105
Pa
Exemplo 6. Reavaliar o coeficiente de difusão do dióxido de carbono em ar a 20º C e 1 atm,
utilizando a equação de Fuller, Schettler e Giddings e comparar o novo valor com o obtido no
exemplo 4.
Para compostos polares, tem-se a equação de Hirschfelder com a integral de colisão avaliada por:
( )
(K)ebuliçãodenormalpontoT
)gmol/(cmebuliçãodepontonolíquidodomolarvolumeV
(debyes)dipolomomento
TV
10x94,1
:onde
T
169,0
b
3
b
p
bb
p
3
21
BAAB
2
AB
DoD
=
=
=µ
µ
=δ
δδ=δ
δ
+Ω=Ω
∗
Fundamentos de Transferência de Massa 1.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )
( ) ( ) ( )*HTexp
G
*FTexp
E
*DTexp
C
*T
A
T3,1118,1
k
kkk
kT
T*
BDo
b
2
21
BAAB
AB
+++=Ω
δ+=
ε





 ε
+
ε
=
ε
ε
=
A = 1,06036 E = 1,03587
B = 0,15610 F = 1,52996
C = 0,19300 G = 1,76474
D = 0,47635 H = 3,89411
( )
31
2
b
21
BAAB
AB
3,11
V585,1
colisãodediâmetro








δ+
=σ
σσ=σ
=σ
Mistura de gases (WILKE)
yyyy
y
y1delivremolarFração
D
y
D
y
D
y
1
D
n432
2
2
n,1
n
3,1
3
2,1
2
mistura,1
+++
=′⇒
′′
+
′
=
L
L
Fundamentos de Transferência de Massa 1.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo 7: Determinar a difusividade do monóxido de carbono através de uma mistura de gases na
qual a fração molar de cada componente são:
10,0y,70,0y,2,0y CONO 22
===
O gás esta a 298 K e 2 atm de pressão total.
Exemplo 8 (24.14 – WELTY)
Determinar a difusividade do dióxido de carbono em uma mistura de gases com as seguinte
Composição: O2 = 7%, CO = 10%, CO2 = 15% e N2 = 68%. T = 273 K e P = 1,5 x 105
Pa.
DIFUSIVIDADE MÁSSICA EM LÍQUIDOS
Equação de Stoke-Einsteim, da teoria hidrodinâmica.
B
AB
6
kT
D
πµ
= Solução diluída de não eletrólitos. É uma equação pouco precisa
Em geral: ( )Vf
kT
D AB
= Função do volume molar
Equação de Wilke-Chang para não eletrólitos:
( )
6,0
A
21
BB
8
AB
B
V
M10x4,7
T
D φ
=µ
−
Onde: µB = viscosidade da solução de não eletrólitos cP
VA = volume molar no ponto normal de ebulição (TABELAS 24.4 E 24.5– WELTY)
φB = parâmetro de associação para o solvente B (complemento da TABELA 24.5 –WELTY)
Deduções de compostos com anel (complemento da TABELA 24.5 –WELTY)
Exemplo 9
Estimar o coeficiente de difusão em liquido do etanol (C2H5OH) em solução diluída de água a 10o
C
O volume molecular do etanol pode ser avaliado usando valores da tabela 24.5.
Hayduk e Laudie propuseram a equação:
589,0
A
14,1
B
5
AB V10x26,13D −−−
µ= . Com resultados semelhantes a equação Wilke-Chang.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O coeficiente de difusão de um sal univalente em soluções diluídas pode ser calculado utilizando a
equação de Nernst
eequivalentCoulumbs/g96500Faradaydeconstante
CREMASCO-1.10Tabela
cm
eequivalentg
cm
voltAmp
zeroãoconcentraçaiônicaacondutânci,
gmol.K/J316,8R
11
RT2
D
33
oo
2
oo
AB
==ℑ












=λλ
=
ℑ








λ
+
λ
=
−+
−+
Substituindo 2 por 1/n+
+ 1/n-
onde n+
e n-
são as valências do cátion e anion.
Para temperaturas diferentes de 25o
C, estes parâmetros podem ser estimados a partir da seguinte
correlação:
( ) ( )
32
C25iTCiT
)25T(c)25T(b)25T(aoo −+−+−+λ=λ Tabela 1.11 – CREMASCO
Exemplo 10: Estimar o coeficiente de difusão em solução diluída do cloreto de potássio a 30o
C.
Comparar com o valor experimental de 2,233 x 10-5
cm2
/s.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
DIFUSÃO EM SÓLIDOS CRISTALINOS
Fundamentos de Transferência de Massa 1.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
• Arranjos nas estruturas cristalina: cúbica, CCC, CFC.
• Movimento do soluto → ocupar vazios (falhas na estrutura cristalina ou nos interstícios
entre os átomos da matriz cristalina.
• A energia de vibração do átomo deve ser alta o suficiente para vencer a barreira energética
‘Q’ determinada pela energia de ativação.
Exercício 11: Estime a difusividade do carbono em Fe (CCC) e em Fe (CFC) a 1000º C. Analise os
resultados.
Q
difusão
z
Energia
RTQ
oAB eDD −
=
Q = energia de ativação difusional (cal/mol)
R = 1,987 cal/mol K
Do = coeficiente de difusão sem que
houvesse a necessidade de salto energético
Q e Do = TABELA 1.13 - CREMASCO
Fundamentos de Transferência de Massa 1.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
DIFUSÃO EM SÓLIDOS POROSOS
a) Difusão de Fick ou ordinária
b) Difusão de Knudsen
c) Difusão configuracional
Difusão ordinária
• Poros maiores que o livre caminho médio das moléculas difundentes.
dz
dC
DJ
A
efz,A −= 1ª Lei de Fick
Def = coeficiente efetivo aparece em razão da natureza tortuosa do sólido poroso.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
τ
ε
=
p
ABef DD
εp = porosidade
τ = tortuosidade ⇒ TABELA 1.14 – CREMASCO
τ = 4,0
εp = 0,5 ⇒ Na ausência de dados tabelados
Difusão de Knudsen
Poros estreitos da ordem de tamanho do livre caminho médio do difundente, ocorre colisões
com as paredes dos poros.
pk d
3
1
D Ω=
dp = diâmetro médio dos poros (cm)
Ω = velocidade média molecular (cm/s)
[ ]
[ ]cm
S
V2
S
2
r
s/cm
M
T
r10x7,9D
p
B
p
p
2
21
A
p
3
k
=
ρ
ε
=






=
Fundamentos de Transferência de Massa 1.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Onde: εp = porosidade do sólido
S = área da matriz porosa
ρB = massa especifica aparente do sólido
Vp = volume especifico do poro da partícula sólida
Quando a tortuosidade do poro é considerada, efetuar a correção:
τ
ε
=
p
KKef DD
Devido a estrutura do sólido poroso, um soluto gasoso, ao se difundir, pode deparar com vários
tamanhos de poros, ocorrendo a difusão ordinária e a de Knudsen, logo:
{ 321321
Knudsen
Kef
FickdeLei1
asegue
ordinária
ef
efetivo
Aef D
1
D
1
D
1
a
+=
Exemplo 1.12: Determine o coeficiente efetivo de difusão do dióxido de carbono em partícula
catalítica esférica de alumina a 30º C.
Difusão configuracional
• Ocorre em matrizes porosas (zeólitas).
• Macro e microporos.
• Arranjo tipo colméia → peneira molecular.
• A difusão ocorre devido a saltos energéticos do solutos pelos microporos.





 −
=
RT
Q
expDD oA zeo
⇒ TABELA 1.16 – CREMASCO
Fundamentos de Transferência de Massa 1.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Difusão em membranas
• Osmose inversa
• Ultrafiltração
• Diálise
• Perevaporação
• Perpetração
• Podem ser de materiais cerâmicos → inorgânicos
• ou materiais poliméricos → orgânicos
• A difusão do soluto em polímeros ocorre por um processo de estado ativado, via saltos
energéticos, ocupando vazios na estrutura polimérica.






−=
RT
Q
expDD oa me
⇒ TABELA 1.17 - CREMASCO
Fundamentos de Transferência de Massa 1.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo 1.13: Estime a difusividade do CO2 a 30º C para as seguintes situações:
a) difusão em um membrana de borracha butilica.
b) difusão em uma membrana de polibutadieno.
c) difusão em uma membrana de poli(dimetil butadieno).
Fundamentos de Transferência de Massa 1.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA
o Envolve um fluido em movimento e uma superfície ou entre dois fluidos em movimento
relativamente imiscíveis.
o Depende das propriedades de transporte e das características dinâmicas do fluido em
escoamento.
o Quando bombas ou outros equipamentos similares externos causam o movimento no fluido ⇒
convecção forçada.
o Movimento do fluido causado pela diferença de densidade, a qual é conseqüência da diferença
de concentração ou temperatura ⇒ convecção natural.
AcA ckN ∆= ⇒ Equação da taxa de transferência de massa convectiva, generalizada de uma
maneira análoga a lei de resfriamento de Newton.
NA = Transferência de massa molar,
∆cA = diferença entre a concentração da superfície e a concentração média da corrente de
fluido da espécie A se difundindo.
kc = coeficiente de transferência de massa convectivo.
o Transferência de massa molecular: a transferência de massa convectiva ocorre na direção do
decréscimo de concentração.
o kc inclui as características de escoamento laminar e turbulento.
o kc é uma função da: geometria, propriedades do fluido e escoamento, ∆cA.
o Similaridades entre kc e h ⇒ técnicas desenvolvidas para avaliar h, pode ser reaplicadas para kc.
Equações diferenciais em transferência de massa 2.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPITULO 2: EQUAÇÕES DIFERENCIAIS EM TRANSFERÊNCIA DE MASSA
O balanço material para uma dada espécie química A através de um volume de controle apropriado
é:
controlede
volumenomassade
acúmulodeTaxa
controlede
volumenomassade
produçãodeTaxa
controlede
volumenosaique
massadeTaxa
controle
devolumenoentra
quemassadeTaxa










=










+










−










(2.1)
A transferência de massa através da área zy∆∆ para x será :
AAAxx,AA nouzy ϑρ=∆∆ϑρ
r
O fluxo líquido (entrada-saída) do constituinte A será:
zzA,zzzA,
yyA,yyyA,
xxA,xxxA,
yxnyxn:zdireçãoane
zxnzxn:ydireçãoan
zynzyn:xdireçãoan
∆∆−∆∆
∆∆−∆∆
∆∆−∆∆
∆+
∆+
∆+
A taxa de acúmulo de A no volume de controle será:
y∆
? y
x
y
z
x∆
z∆
Equações diferenciais em transferência de massa 2.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
zyx
t
A
∆∆∆
∂
ρ∂
Se A é produzido no interior do volume de controle por uma reação química a uma taxa rA (massa
de A produzida)/(volume⋅tempo), a taxa de produção de A é:
zyxrA ∆∆∆
Substituindo cada termo na equação (2.1) temos:
0r
tz
nn
y
nn
x
nn
:termososcancelandoe,zyxvolumepeloDividindo
0zyxrzyx
t
yxn
yxnzxnzxnzynzyn
A
AzzA,zzzA,yyA,yyyA,
xxA,xxxA,
A
A
zzA,
zzzA,yyA,yyyA,xxA,xxxA,
=−
∂
ρ∂
+
∆
−
+
∆
−
+
∆
−
∆∆∆
=∆∆∆−∆∆∆
∂
ρ∂
+∆∆−
∆∆+∆∆−∆∆+∆∆−∆∆
∆+∆+∆+
∆+∆+∆+
(2.3)0r
t
n
AcomponenteoparadecontinuidadaequaçãoA
(2.2)0r
tz
n
y
n
x
n
:temoszeroatendendo? ze? y? x,comlimiteoAvaliando
A
A
A
A
Az,Ay,Ax,A
=−
∂
ρ∂
+⋅∇
=−
∂
ρ∂
+
∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
r
Uma equação da continuidade similar pode ser desenvolvida para o componente B.
0r
t
n B
B
B =−
∂
ρ∂
+⋅∇
r
(2.4)
Adicionando os dois componentes, nós obtemos:
Operador divergente
Equações diferenciais em transferência de massa 2.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )
( )
( ) 0rr
t
nn BA
BA
BA =+−
∂
ρ+ρ∂
++⋅∇
rr
Para uma mistura binária vale:
ϑρ=ϑρ+ϑρ=+
rrrrr
nn BBAABA
ρ=ρ+ρ BA
rr BA −=
Logo:
( ) 0
t
=
∂
ρ∂
+ϑρ⋅∇
r
(2.5)
Da definição de derivada substantiva:
∇⋅ϑ+
∂
∂
=
r
tDt
D
Figura 3.2 Cremasco
Logo:
0
Dt
D
=ϑ⋅∇ρ+
ρ r
em termos de fração molar:
Equações diferenciais em transferência de massa 2.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0rJ
Dt
Dw
AA
A
=−⋅∇+ρ
r
0rJw
t
w
AAA
A
=−⋅∇+∇⋅ϑρ+
∂
∂
ρ
rr
Em termos de unidades molares:
0R
t
c
N A
A
A =−
∂
∂
+⋅∇
r
Componente A
0R
t
c
N B
B
B =−
∂
∂
+⋅∇
r
Componente B
e a mistura:
( )
( )
( ) 0RR
t
cc
NN BA
cA
BA
A
=+−
∂
+∂
++⋅∇
rr
ϑ=ϑ+ϑ=+
rrrrr
cccNN BBAABA
ccc BA =+
Não se pode tomar RA + RB = 0, salvo para cada mol de A produzido desaparece o mesmo
tanto de B (ou vice-versa).
BA ↔
em geral:
( ) 0RR
t
c
c BA =+−
∂
∂
+ϑ⋅∇
r
[ ] ( )BA RRcc
t
c
+=ϑ⋅∇+∇⋅ϑ+
∂
∂ rr
Equações diferenciais em transferência de massa 2.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
FORMAS ESPECIAIS DA EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA
Temos a equação para o componente A:
A
A
A R
t
c
N =
∂
∂
+⋅∇
r
Como: ( )BAAAABA NNyycDN
rrr
++∇−=
e seus equivalentes:
ϑ+∇−=
rr
AAABA cycDN
e ( )BAAAABA nnwwDn
rrr
++∇ρ−=
e seu equivalente:
ϑρ+∇ρ−=
rr
AAABA wDn
nós obtemos:
0r
t
wD A
A
AAAB =−
∂
ρ∂
+ϑρ⋅∇+∇ρ⋅∇−
r
(2.6)
0R
t
c
cycD A
A
AAAB =−
∂
∂
+ϑ⋅∇+∇⋅∇−
r
(2.7)
SIMPLIFICAÇÕES
a) Se a densidade da mistura, ρ, e o coeficiente de difusão, DAB, são assumidos constantes, a
equação (2.6) torna-se:
{ 0r
t
D A
A
A
decontinuidadaequação
0
AA
2
AB =−
∂
ρ∂
+ρ∇ϑ+ϑ⋅∇ρ+ρ∇−
=
rr
Equações diferenciais em transferência de massa 2.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Dividindo cada termo pelo peso molecular
( ) ( )geração
difusiva
ãocontribuiç
acúmulo
convectiva
ãocontribuiç
RcD
t
c
c AA
2
AB
A
A
+





=+





+∇=
∂
∂
+∇⋅ϑ
r
(2.8)
b) RA = 0: sem reação química, ρ e DAB = constantes
A
2
AB
A
A cD
t
c
c ∇=
∂
∂
+∇⋅ϑ
r
ou A
2
AB
A
cD
tD
cD
∇=
c) 0=ϑ
r
, RA = 0: sem reação química, ρ e DAB = constantes
A
2
AB
A
cD
t
c
∇=
∂
∂
2ª Lei de Fick da difusão.
- Líquidos estagnados
- Sólidos
d) As equações dos itens a, b e c podem ser simplificadas se o processo esta em estado
estacionário, isto é:
0
t
cA
=
∂
∂
Se 0cA
2
=∇ temos a equação de Laplace.
Laplaciano 2
∇ : coordenadas retangulares, cilíndricas e esféricas.
2ª Lei de Fick








∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
=
∂
∂
2
A
2
2
A
2
2
A
2
AB
A
z
c
y
c
x
c
D
t
c
Coordenadas retangulares.
Equações diferenciais em transferência de massa 2.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA








∂
∂
+
θ∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
=
∂
∂
2
A
2
2
A
2
2
A
2
A
2
AB
A
z
cc
r
1
r
c
r
1
r
c
D
t
c
Coordenadas cilíndricas.








φ∂
∂
θ
+





θ∂
∂
θ
θ∂
∂
θ
+





∂
∂
∂
∂
=
∂
∂
2
A
2
2
A
2
A2
2AB
A c
senr
1c
sen
senr
1
r
c
r
rr
1
D
t
c
Coordenadas
esféricas.
A equação diferencial geral para transferência de massa do componente A, ou a equação da
continuidade de A são descritas nas 3 coordenadas, como:
A
z,Ay,Ax,AA
R
z
N
y
N
x
N
t
c
=








∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
( ) A
z,A,A
r,A
A
R
z
NN
r
1
Nr
rr
1
t
c
=







∂
∂
+
θ∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂ θ
( ) ( ) A
,A
,Ar,A
2
2
A
R
N
senr
1
senN
senr
1
Nr
rr
1
t
c
=








φ∂
∂
θ
+θ
θ∂
∂
θ
+
∂
∂
+
∂
∂ φ
θ
CONDIÇÕES DE CONTORNO E INICIAL MAIS COMUM
As condições de contorno e inicial utilizadas são muito similares à aquelas de transferência
de calor.
Condições iniciais:
Para t = 0, cA = cA0 (unidades molares)
Para t = 0, ρA = ρA0 (unidades mássicas)
As condições de contorno geralmente encontradas, são:
a) A concentração na superfície pode ser especificada:
cA = cA1 , frações molares
yA = yA1, gases
Equações diferenciais em transferência de massa 2.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
xA = xA1, líquidos e sólidos
ρA = ρA1, concentração mássica
wA = wA1, fração mássica
Quando o sistema é um gás pode-se utilizar a pressão parcial pela lei Dalton:
pA = pA1 = yA1P
Para casos específicos de difusão de um líquido dentro de uma fase gasosa, pode-se utilizar a
equação da lei de Rault:
pA1 = xAPA
onde: xA = fração molar da fase líquida
PA = pressão de vapor de A na transferência ao líquido
b) O fluxo mássico para a superfície pode ser especificado como, por exemplo:
jA = jA1 ou NA = NA1
O fluxo na superfície pode ser:
0z
A
ABz,A
dz
dw
Dj
=
ρ−=
Em superfícies impenetráveis: jA,z = 0
c) A taxa de reação química pode ser especificada:
1A11A ckN = reação de 1ª ordem, sendo k1 a constante da taxa.
Equações diferenciais em transferência de massa 2.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
d) Quando o fluido esta escoando sobre uma fase, a espécie pode ser perdida a partir da fase de
interesse por transferência de massa convectiva.
( )∞−= A1Ac1A cckN
cA∞ = concentração de A na corrente de fluido.
cA1 = concentração de A no fluido adjacente a superfície.
kc = coeficiente de transferência de massa convectivo.
EXEMPLO 2.1:
Num cilindro de combustível nuclear com material fissionável, a taxa de produção de nêutrons é
proporcional a concentração de nêutrons. Use a equação diferencial de transferência de massa para
escrever a equação diferencial que descreve o processo de transferência de massa. Liste suas
condições de contorno.
EXEMPLO 2.2:
Numa câmara de combustão, o oxigênio difunde através de um filme de ar para a superfície de
carbono, onde ele reage de acordo com a seguinte equação:
22 COCO2O2C3 +→+
a) Escreva a equação diferencial especifica para este processo em estado estacionário para o
componente O2.
b) Escreva a lei de Fick para o componente oxigênio.
z = 0
O2 CO CO2
z = δ
Difusão em regime permanente 3.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 3: DIFUSÃO EM REGIME PERMANENTE
Temos a equação diferencial de transferência de massa:
0R
t
c
N A
A
A =−
∂
∂
+⋅∇
r
RA = taxa de produção química do componente A dentro da fase através da qual a massa esta sendo
transferida.
t
cA
∂
∂
= acumulo de A dentro da fase.
AN⋅∇ = taxa líquida de fluxo mássico do componente A.
t
cA
∂
∂
= 0 no estado estacionário, ou seja, a concentração de A não varia com o tempo.
TRANSFERÊNCIA DE MASSA UNIDIMENCIONAL INDEPENDENTE DE REAÇÃO
QUÍMICA
Num sistema binário, o componente z deste fluxo é expresso por:
( )z,Bz,AA
A
ABz,A NNy
dz
dy
cDN ++−=
3.1 DIFUSÃO ATRAVÉS DE UM FILME GASOSO INERTE E ESTAGNADO
Encontrar o fluxo molar da difusão através de um filme gasoso inerte e estagnado
Hipóteses: T e P = constantes
B é quimicamente inerte a A
Solubilidade de B em A é desprezível
Difusão em regime permanente 3.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 3.1 Célula de difusão de Arnold
Solução:
( )
,lnB
2A1A
12
AB
z,A
y
yy
zz
cD
N
−
−
= (3.1)
Para um gás ideal:
P
p
ye
RT
P
V
n
c A
A === , substituindo em (3.1), temos:
( )
( )
ln,B
2A1A
12
AB
z,A
p
pp
zzRT
PD
N
−
−
= (3.2)
As equações (3.1) e (3.2), correspondente a difusão em estado estacionário de um gás
através de um segundo gás estagnado.
Um difunde e o outro não è absorção e umidificação.
A equação (3.2) tem sido usada para descrever o coeficiente de transferência de massa
convectivo pela teoria do filme.
Figura 3.2 Modelo do filme para a transferência de massa do componente A movendo para a
corrente gasosa.
Líquido puro A
z = z1
z = z2
∆z
NAz|z
NAz|z+∆z
Gás B escoando
Escoamento
de gás B
Líquido A
Líquido A
z = δ
z = 0 NAz
Corrente de gás principal
Filme de gás movendo lentamente
Difusão em regime permanente 3.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Neste caso z2 – z1 = δ, logo a equação (3.2) fica:
( )
ln,B
2A1AAB
z,A
p
pp
RT
PD
N
−
δ
=
Pela definição de convecção temos:
( )2A1Acz,A cckN −= ou
( )2A1A
c
z,A
RT
k
N ρ−ρ=
Por comparação o coeficiente de transferência de massa convectivo é:
δ
=
,lnB
AB
c
p
PD
k
Modelo do filme sugere que ABc Dk ∝
Outros modelos (capítulo 28 – Welty) 1a0,5n:onde,Dk n
ABc =∝
Determine o perfil de concentração para a difusão através de um filme gasoso inerte estagnado e
também sua concentração media.
Solução:
( ) ( )121 zzzz
1B
2B
1B
B
y
y
y
y
−−






= Perfil de concentração
( ) ,lnB
1b2B
1B2B
B y
yyln
yy
y =
−
= Concentração média
Difusão em regime permanente 3.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exercício 3.1:
Através de uma abertura acidental de uma válvula, água foi espalhada no chão de uma planta
industrial em uma área remota de difícil acesso. Estimar o tempo necessário para evaporar a água
nas vizinhanças que esta estagnada. A camada de água é de 0,04’’, que pode ser assumida constante
a temperatura de 75º F. O ar esta a 75º F e 1 atm, com uma umidade absoluta de 0,002 lb de água/lb
ar seco. A evaporação é assumida constante e ocorre por difusão molecular através do filme de gás
de espessura 0,20 in.
Resposta: 2,73 hrs
3.2 DIFUSÃO PSEUDO-ESTACIONÁRIA NUM FILME GASOSO ESTAGNADO
• Um dos contornos move com o tempo
• Após um intervalo de tempo longo, nota-se a variação no nível do líquido a partir do topo do
capilar.
Figura 3.3 Célula de difusão de Arnold com liquido se movendo na superfície.
• Sobre um intervalo de tempo considerável somente uma pequena fração de difusão.
• t1 – t0 => longo tempo.
• O fluxo molar na fase gasosa estagnada é:
( )
zzzonde,
y
yy
z
cD
N 12
,lnB
2A1AAB
z,A =−
−
= (3.2.1)
∆z
z = z1 para t0 = zto
z = z1 para t1 = zt
Líquido puro A
NAz|z
NAz|z+∆z
Gás B escoando
Difusão em regime permanente 3.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
• O fluxo molar NA,z esta relacionado com a quantidade de A deixando o liquido por:
líquidafasenaAdemolardensidade
M
onde,
dt
dz
M
N
A
L,A
A
L,A
z,A =
ρρ
= (3.2.2)
Em condições pseudo-estacionária, igualam-se (3.2.1) e (3.2.2),
( )
,lnB
2A1AAB
A
L,A
y
yy
z
cD
dt
dz
M
−
=
ρ
(3.2.3)
Integrando:
( ) ∫∫ −
ρ
=
t
0t
z
z2A1AAB
Aln,BL,A
t
0
dzz
yycD
My
dt
Rearranjando, temos:
( ) 








 −
−
ρ
=
2
zz
tyyc
My
D
2
t
2
t
2A1A
Aln,BL,A
AB
0
(3.2.4)
A equação (3.2.4) é utilizada para determinação do coeficiente de difusão do gás a partir dos
dados experimentais da célula de Arnold.
Exemplo 3.2:
E. M. Larson, usando uma célula de Arnold, mediu a difusividade do clorofórmio no ar a 25º C e 1
atm de pressão. A densidade do clorofórmio líquido a 25º C é 1,485 g/cm3
, e sua pressão de vapor a
25º C é 200 mmHg. No tempo tempo t = 0 a superfície do liquido de clorofórmio era 7,40 cm a
partir do topo do tubo, e após 10 hrs a superfície do líquido caiu de 0,44 cm. Se a concentração do
clorofórmio é zero no topo do tubo, qual seria o coeficiente de difusão do gás clorofórmio no ar?
Resposta: 9,3 x 10-6
m2
/s
Difusão em regime permanente 3.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.3 CONTRADIFUSÃO EQUIMOLAR
• Destilação de 2 constituintes quando os calores latentes de vaporização são iguais.
• Fluxos iguais em direções opostas. z,Bz,A NN −=
0NA =⋅∇
• Considerando somente a direção z:
0N
dz
d
z,A =
• Lei de Fick
( )444 3444 2143421
bulk
z,Bz,AA
difusão
A
ABz,A NNy
dz
dc
DN ++−=
• Como z,Bz,A NN −= , logo:
dz
dc
DN A
ABz,A −= (3.3.1)
• Condições de contorno:
Para z = z1 temos: cA = cA1
Para z = z2 temos: cA = cA2
Integrando a equação (3.3.1) com as c.c., temos:
( )2A1A
12
AB
z,A cc
zz
D
N −
−
= (3.3.2)
Pela lei dos gases ideais:
e.e. = 0 sem reação = 0
0R
t
c
N A
A
A =−
∂
∂
+⋅∇
r
Difusão em regime permanente 3.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
RT
p
V
n
c AA
A == , substituindo, fica:
( )
( )2A1A
12
AB
z,A pp
zzRT
D
N −
−
= (3.3.3)
As equações (3.3.2) e (3.3.3) são comumente referidas como equações da contradifusão
equimolar no estado estacionário.
Obter o perfil de concentração para contradifusão equimolar no estado estacionário.
Resposta:
21
1
2A1A
1AA
zz
zz
cc
cc
−
−
=
−
−
Por comparação:
( ) ( )
δ
=
−=−
δ
=
ABo
2A1A
o
2A1A
AB
z,A
D
k:Logo
cckcc
D
N
para a contradifusão equimolar.
Exemplo 3.3:
Calcule o fluxo molar da amônia gasosa, sabendo-se que ela se difunde num capilar de 10 cm de
comprimento com 2 reservatórios contendo nitrogênio. O sistema esta a 25º C e 1 atm. A pressão
parcial da amônia em um dos reservatórios é 90 mmHg e no outro 10 mmHg.
Resposta: -1,07 x 10-7
gmol/s.cm2
NA,z pA2 = 90 mmHg
pA1 = 10 mmHg
∆z
A ≡ amônia
B ≡ Nitrogênio
Difusão em regime permanente 3.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.4 SISTEMAS ASSOCIADOS COM REAÇÕES QUÍMICAS
• Quando ocorre uniformemente através de uma fase => reação homogênea. Acontece em todos
os pontos do elemento de volume. Aparece diretamente na equação da continuidade do soluto.
• Toma lugar numa região restrita no contorno da fase => reação heterogênea.
{
0R
t
c
N
)(homogêneaAespécieda
toaparecimendetaxa
A
A
A =−
∂
∂
+⋅∇
r
(3.4.1)
• Numa reação heterogênea a taxa de aparecimento de A não aparece na equação diferencial,
desde que a reação não ocorra dentro do volume de controle, ao invés disto ela entra na analise
como uma condição de contorno:
0Aszz,AA ckNR ==
δ=
• A reação heterogênea as vezes aparece na equação da continuidade de A => sistemas pseudo-
homogêneo.
3.4.1 DIFUSÃO SIMULTÂNEA E HETEROGÊNEA, REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM:
DIFUSÃO COM VARIAÇÃO DE ÁREA
• Quando a taxa de reação é instantânea em relação a taxa de difusão => processo com difusão
controlada.
• Quando a taxa de reação para o componente transferido nos limites da superfície limita a taxa de
transferência de massa => processo com reação controlada.
Difusão em regime permanente 3.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo:
Partícula de carvão pulverizada dentro de uma câmara de combustão em leito fluidizado => difusão
controlada.
Moles de oxigênio transferido pelo tempo
Figura Difusão através de um filme esférico
( ) ( ) ( ) ( )gCOgCO2gO5,2sC3 22 +→+
Equação geral de transferência de massa em coordenadas esféricas:
( ) ( ) A
remnalunidirecio
difusão
0
,A
,Ar,A
2
2
ioestacionár
estado
0
A
R
N
senr
1
senN
senr
1
Nr
rr
1
t
c
=




















φ∂
∂
θ
+θ
θ∂
∂
θ
+
∂
∂
+
∂
∂
=
φ
θ
=
4444444 34444444 21321
RA = 0 se A = O2 => nenhuma reação homogênea ocorre ao longo do caminho da difusão.
( ) R
r,O
2
r
r,O
2
r,O
2
r,O
2
2222
NRNroucteNr0Nr
r
==⇒=
∂
∂
quadro
C
R
r∆r
NCO2,r
NO2,r
NCO,r
Ar nas vizinhanças
Difusão em regime permanente 3.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Equação da Lei de Fick para o O2 fica:
dr
dy
y2,01
cD
N 2
2
2
2
O
O
misO
z,O
+
−=
−
Condições de contorno:
r = R, yO2 = 0 ⇒ reação instantânea
r = ∞, yO2 = 0,21
Solução: 





=




 −
042,1
1
ln
2,0
cD
R
1
Nr
misO
z,O
2 2
2
Como ( )rO
2
2O 22
Nr4tempopelodotransferiOdeMolesW π==
( )042,1ln
2,0
cD
R4W
misO
O
2
2
−
π−=
A esfera de carvão oxida com o tempo => diminuição da esfera => pseudo-estacionário
Tempo para esfera de carbono encolher de um raio inicial para um final.
Balanço material para o carbono:
( ) ( ) ( )
( ) ( )
dt
dR
R4
Mdt
dV
M
onde
dt
dV
M
w0
CCC
2
C
C
C
C
C
C
C
acumuladosaientra
π
ρ
=
ρ





 ρ
=−
=−
quadro
( )
( )042,1lncD12
RR
M
t
misO
2
f
2
i
C
C
2 −
−
ρ
=
Difusão em regime permanente 3.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
PRODUÇÃO DE DIOXIDO DE CARBONO SOMENTE
( ) ( ) ( )gCOgOsC 22 →+
quadro
Equação da Lei de Fick para o O2 fica:
dr
dy
cDN 2
22
O
misOr,O −−=
Condições de contorno:
r = R, a)instantâne(nãoordem1a.deReaçãockN sOsRrO 22
⇒−=
=
r = ∞, yO2 = yO2∞
Solução: ( )sOOmisOr,O
2
2222
yycD
R
1
Nr −−=





∞−
Como ( )rO
2
2O 22
Nr4tempopelodotransferiOdeMolesW π==
( )sOOmisOO 2222
yyRcD4W −π−= ∞−
C
R
r∆r
NCO2,r
NO2,r
Ar nas vizinhanças
Difusão em regime permanente 3.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
quadro
ck
N
c
c
y
s
ROsO
sO
22
2
−
== logo:
Rk
D
1
yRcD4
W
s
misO
OmisO
O
2
22
2
−
∞−
+
π−
=
Se misOs 2
Dk −>>
∞−π−= 222 OmisOO yRcD4W
EXEMPLO 3
Um reator de leito fluidizado de carvão tem sido proposto para uma nova planta. Se operar a 1145
K, o processo será limitado pela difusão de oxigênio em contracorrente com dióxido de carbono,
formado na superfície da partícula. Assumir que o carvão é carbono puro sólido com densidade de
1,28 x 103
kg/m3
e que a partícula é esférica com diâmetro inicial de 1,5 x 10-4
m. Ar (21% O2 e
79% N2) existe a vários diâmetros da esfera. Sob as condições de combustão, a difusividade do O2
na mistura é 1,3 x 10-4
m2
/s a 1145 K. Se o processo esta em estado estacionário, calcular o tempo
necessário para reduzir o diâmetro da partícula de carbono a 5 x 10-5
m. O ar nas vizinhanças é uma
fonte infinita de transferência de O2, onde a oxidação do carbono na superfície da partícula é
diminuída pela transferência de O2. A reação na superfície é: ( ) ( ) ( )gCOgOsC 22 →+
Resposta: t = 0,92 s
Difusão em regime permanente 3.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.4.2 DIFUSÃO COM UMA REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM HOMOGÊNEA
• Operações unitárias: um constituinte de uma mistura gasosa é preferencialmente dissolvido em
contato com um liquido. Dependendo da natureza química das moléculas envolvida a absorção
pode envolver reação química.
Condições de contorno: Em z = 0 ⇒ cA = cA0
Em z = δ ⇒ cAs = 0
Figura Absorção com reação química homogênea.
Fluxo molar: ( )444 3444 2143421
filme
dodentropequenamuitoé
Adeãoconcentraça0,
bulk
z,Bz,AA
difusão
A
ABz,A NNy
dz
dc
DN
≈
++−= (3.4.2.1)
Equação diferencial de transferência de massa no estado estacionário considerando apenas a direção
z:
{
0R
dz
dN
)(homogêneaAespécieda
mentodesaparecidetaxa
A
z,A
=− (3.4.2.2)
A1A ckR −= ⇒ Taxa de desaparecimento de A ⇒ reação química de 1ª ordem. (3.4.2.3)
Substituindo (3.4.2.3) e (3.4.2.1) em (3.4.2.2), temos:
z
z = 0
∆z
z = δ
NAz|z
NAz|z+∆z
Líquido B
Superfície
do líquido Mistura gasosa
(A e gás inerte)
Difusão em regime permanente 3.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0ck
dz
dc
D
dz
d
A1
A
AB =+





− , com DAB = constante, fica:
0ck
dz
cd
D A12
A
2
AB =+− (3.4.2.4)
A solução geral da equação (3.4.2.4) é:
z
D
k
senhcz
D
k
coshcc
AB
1
2
AB
1
1A +=
As condições de contorno permitem calcular c1 e c2 (quadro), e o perfil de concentração fica:
δ
−=
AB
1
AB
1
0A
AB
1
0AA
D
k
tgh
z
D
k
senhc
z
D
k
coshcc (3.4.2.4)
Fluxo molar:
dz
dc
DN A
ABz,A −=
Solução:
δ
δ
δ
=
=
AB
1
AB
1
0AAB
0zz,A
D
k
tgh
D
k
cD
N (3.4.2.5)
• Se não houver reação química:
δ
= 0AAB
z,A
cD
N
• Numero adimensional de Hatta = ⇒
δ
δ
AB
1
AB
1
D
k
tgh
D
k
mostra a influencia da reação química.
Difusão em regime permanente 3.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
• Se a taxa da reação química aumenta (k1 aumenta) o fator δ
AB
1
D
k
tgh se aproxima de 1, e
( )0ckDN 0A1AB0zz,A −=
=
Por comparação com a equação da convecção: ( )2A1Acz,a cckN −= , temos que:
⇒∝ ABc Dk Teoria da penetração
Se ⇒∝ ABc Dk Teoria do filme
EXEMPLO 4
Considerando um processo unitário com um disco rotativo para o tratamento de fenol (espécie A)
em água. O biofilme contém um microrganismo em enzima peroxidase que degrada o fenol. A
concentração de A dentro do biofilme diminuirá à medida que o penetra, ou seja A é degradado.
Não há resistência convectiva entre o fluido e a superfície do biofilme.
Figura Tratamento de água de lavagem por biofilme.
É desejável tratar 0,1 m3
/h de água contendo 0,1 mol/m3
de fenol. Se a espessura do biofilme é 2 x
10-3
m, qual é a área do biofilme necessária para obter uma concentração de saída de 0,02 mol/m3
?
A taxa de degradação é descrita pela cinética de Michales-Menten:
AA
Amax,A
A
ck
cR
R
+
=
onde RA,max = 5,7 x 10-3
mol/m3
, kA = 0,3 mol/m3
e DAB = 2 x 10-10
m2
/s a T = 25º C.
Solução: S = 57 m2
Corrente de alimentação da
água de lavagem
CAi = moles/m3
Biofilme
Água de lavagem
tratada CAO
Mistura perfeita
Seção transversal do
biofilme
CAO
CA(z)
biofilme
Superfície
Sólida inerte
z = 0 z = δ
dcA/dz = 0
Capítulo 28 Welty
Difusão em regime permanente 3.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.4.3 DIFUSÃO INTRAPARTICULAR COM REAÇÃO QUÍMICA (Cremasco)
Quando um sólido poroso apresenta sua área interna maior (30 m2
/g ou maior) ou da mesma
magnitude do que a sua superfície externa, considera-se o soluto, depois de atingir a superfície da
partícula, difunda no interior desta para depois ser absorvido e sofrer transformação por reação
química nas paredes dos sítios ativos do catalisador, conforme mostra a figura.
Figura - Difusão com reação química heterogênea no interior de um sólido poroso
• Termo reacional = aR”A, onde a = superfície do poro/unidade de volume da matriz porosa
(sistema pseudo-homogêneo)
• Equação geral para espécie A:
( ) ( ) A
remnalunidirecio
difusão
0
,A
,Ar,A
2
2
ioestacionár
estado
0
A
Ra
N
senr
1
senN
senr
1
Nr
rr
1
t
c
′′=




















φ∂
∂
θ
+θ
θ∂
∂
θ
+
∂
∂
+
∂
∂
=
φ
θ
=
4444444 34444444 21321
( ) Ar,A
2
2
RaNr
rr
1
′′=
∂
∂
∴ (3.4.3.1)
Sendo a reação de desaparecimento do soluto A escrita como:
AsA CkR −=′′ (3.4.3.2)
R”A
sólido
poro
A
B
CAs
Difusão em regime permanente 3.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O fluxo de A no interior da matriz porosa será dado por:
dr
dC
DN A
efr,A −= (3.4.3.3)
Supondo temperatura e pressão constantes e substituindo (3.4.3.2) e (3.4.3.3) em (3.4.3.1),
A
ef
s2A2
C
D
ak
r
dr
dC
r
dr
d
=





(3.4.3.4)
Denominando:
ef
s2
D
ak
=λ
A equação (3.4.3.4) fica na forma:
0C
dr
dC
r
2
dr
Cd
A
2A
2
A
2
=λ−+ (3.4.3.5)
a qual esta sujeita as seguintes condições de contorno:
C.C.1: em r = R → CA = CAs
C.C.2: em r = 0 → finitovalorClimou0
dr
dC
A
0r
A
==
→
(simetria da partícula)
Chamando: ψ=ArC
A equação (3.4.3.5) fica:
0
dr
d 2
2
2
=ψλ−+
ψ
(3.4.3.6)
A solução geral da eq. (3.4.3.6) é:
( ) ( )rsenhCrcoshC 21 λ+λ=ψ ou ( ) ( )[ ]rsenhCrcoshC
r
1
C 21A λ+λ= (3.4.3.7)
A determinação das constantes parte da aplicação das condições de contorno C.C.1 e C.C.2,
ficando:
Difusão em regime permanente 3.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )
( )Rsenh
rsenh
r
R
C
C
As
A
λ
λ
= (3.4.3.8)
A eq. (3.4.3.8) fornece o perfil de concentração de A no interior da matriz porosa em função da
relação entre as resistências a difusão e a reação química irreversível de 1ª ordem que se processa
nos sítios internos da partícula.
O fator de efetividade
O fator de efetividade representa o efeito que a taxa da matéria exerce na taxa de reação
numa partícula, sendo definido como a razão entre a taxa real de reação química, Rsg, e a taxa da
reação baseada nas condições de superfície externa da partícula, como se toda a superfície ativa dos
poros estivesse exposta nas mesmas condições da superfície, sgR . Assim:
sg
sg
R
R
=ηε
com:
Rr
A
ef
2
R,A
2
sg
dr
dC
DR4NR4R
=
π−=π=
representado todo o soluto consumido na superfície externa da partícula transportado para dentro
dessa partícula. Substituindo a eq. (3.4.3.8) e efetuando a derivação, temos:
( ) ( )[ ]RcothR1CRD4R Asefsg λλ−π−=
Caso ocorra somente reação química irreversível de 1ª ordem, a taxa é:
Ass
3
A
3
sg CakR
3
4
RR
3
4
R π−=′′π=
Logo:
( ) ( )[ ]
( )2
R
1RcothR3
λ
−λλ
=ηε
O parâmetro λ pode ser reformulado da seguinte maneira: λ=φ neR , que é o modulo de Thiele,
indica a relação entre a taxa de reação química de 1ª ordem e a taxa de difusão. E Rne = Vp/Sm um
raio generalizado que depende da geometria da partícula. Pa esfera perfeita: Vp = 4πR3
/3 e Sm =
4πR2
, logo: λR = 3φ.
Difusão em regime permanente 3.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O perfil de concentração do soluto e o fator de efetividade em função do modulo de Thiele
no interior do catalisador esférico são fornecidos por:
( )
( )φ
φ
=
3senh
Rr3senh
r
R
C
C
As
A
( )
2
3
13coth3
φ
−φφ
=ηε
Para catalisadores muito ativos (ks elevado) → φ = elevado → baixos valores de ηε
Para catalisadores pouco ativos → altos valores de ηε → utilizam quase toda a área interna
do catalisador.
Exemplo
No craqueamento catalítico do petróleo utilizaram-se microesferas de sílica-alumina de diâmetro
igual a 1,8 mm e de área especifica dos poros de 3,2 cm2
/cm3
. Estime o valor do fator de efetividade
considerando que a reação química catalítica, cuja velocidade é 6,9 cm/s, é irreversível e de 1ª
ordem. O coeficiente efetivo de difusão é 8,0 x 10-4
cm2
/s.
Resposta: ηε = 0,187
Difusão em regime permanente 3.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.5 SISTEMAS DE DUAS E TRÊS DIMENSÕES
• A transferência de condução de calor é análoga a transferência de massa molecular, as soluções
analíticas, analógicas e numéricas são similares (cap. 17 Welty).
• J.Crank – The Mathematics of Diffusion, Oxford University Press, London,1957.
Exemplo:
Considerar uma placa plana retangular fina, largura W e comprimento L. O topo é imerso em
inseticida (y = L).
Figura 3.5.1 – Modelo de três dimensões para o transporte de inseticida.
A equação geral de transferência de massa fica:
0R
t
c
N A
A
A =−
∂
∂
+⋅∇
r
ou
{
0R
t
c
z
N
y
N
x
N
química
reação
sem
0
A
ioestacionár
estado
0
A
0
AzAyAx
=−
∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
321321
(3.5.1)
( )444 3444 21
0bulktermo
BxAxA
A
ABAx NNy
dx
dC
DN
=
++−= (3.5.2)
x
y
CA = 0
CA = C(x)
CA = 0
CA = 0
L
0 W
Difusão em regime permanente 3.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )444 3444 21
0bulktermo
ByAyA
A
ABAy NNy
dy
dC
DN
=
++−= (3.5.3)
Substituindo (3.5.3) e (3.5.2) em (3.5.1):
0
y
C
x
C
2
A
2
2
A
2
=
∂
∂
+
∂
∂
(3.5.4)
que é uma equação diferencial parcial, linear e homogênea com solução da forma:
( ) ( ) ( )yYxXy,xCA = (3.5.5)
Substituindo (3.5.5) em (3.5.4), temos:
2
2
2
2
yd
Yd
y
1
xd
Xd
x
1
=
Ambos os lados são constantes, logo:
0X
xd
Xd 2
2
2
=λ+ (3.5.6)
0Y
yd
Yd 2
2
2
=λ− (3.5.7)
A eq. (3.5.6) tem a solução geral da forma:
xBsenxcosAX λ+λ= (3.5.8)
A eq. (3.5.7) tem a solução geral da forma:
yy
EeDeY λλ−
+= (3.5.9)
A eq. (3.5.5) fica:
( ) ( )( )yy
A EeDexBsenxcosAy,xC λλ−
+λ+λ= (3.5.10)
Difusão em regime permanente 3.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Onde A, B, C e D são constantes avaliadas pelas condições de contorno:
x = 0 → CA = 0
x = W → CA = 0
y = 0 → CA = 0
y = L → CA = C(x)
Utilizando as três primeiras condições de contorno a solução é:
( )
W
yn
senh
W
xn
senAy,xC
1n
nA
ππ
= ∑
∞
=
(3.5.11)
Utilizando a ultima condição de contorno:
( )
W
Ln
senh
W
xn
senAxC
1n
nA
ππ
= ∑
∞
=
(3.5.12)
A avaliação de An é mostrada por Cremasco, a solução final é:
( ) ( ) dx
W
xn
senxC
W
xn
sen
W
Ln
senh
W
yn
senh
W
2
y,xC
W
0
A
1n
A ∫∑ 




 ππ

















 π





 π
=
∞
=
(3.5.13)
A equação (3.5.13) é resolvida após se conhecer a função CA(x).
Exemplo:
Considere a situação na qual ocorra o fluxo mássico de A através da superfície de um catalisador.
Ao entrar em contato com o catalisador, o soluto A se difunde nas direções x e y. Atingindo três das
quatro superfícies, a espécie A reage instantaneamente. Em y = L para qualquer x, a sua
concentração mantém-se constante em um valor β. Considerando a existência da contradifusão
equimolar entre produto e reagente, pede-se:
a) a distribuição mássica do soluto A.
Difusão em regime permanente 3.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.6 TRANSFERÊNCIA SIMULTÂNEA DE MOMENTO, CALOR E MASSA
• Exemplo: Secagem de uma superfície molhada pelo calor de um gás quente e seco: energia
transferida a para superfície fria por convecção e radiação; transferência de massa associada a
entalpia na corrente gasosa se movendo.
• Os processos de transporte simultâneos são mais complexos, requerendo o tratamento
simultâneo de cada fenômeno de transporte envolvido.
3.6.1 Transferência simultânea de calor e massa
• Condições isotérmicas
∑
=
=
n
1i
ii
D
HN
A
q r
r
(3.6.1.1)
misturanumaideparcialmolarentalpiaH
mássicadifusãoporcalordefluxo
A
q
i
D
=
=
r
• Condições não isotérmicas (diferenças de temperatura)
{ { ∑
=
+∆−∇−=
n
1i
ii
convectivocondutivo
D
HNThTk
A
q r
r
(3.6.1.2)
Difusão em regime permanente 3.24
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo: Condensação de vapor em uma superfície fria
A condensação de um filme liquido escoando para baixo em uma superfície fria e um filme de gás
na qual o condensado é transferido por difusão molecular.
Figura Condensação de vapor em uma superfície fria.
z1 → yA1 = conhecido por psicometria
T1 = conhecido
T3 = conhecida (temperatura na superfície)
Na fase gasosa ocorre convecção natural onde h é estimado pela equação:
( )[ ] 94169
41
L
L
Pr/492,01
Ra670,0
68,0Nu
+
+=
A equação diferencial que descreve a transferência de massa na fase gasosa é:
0N
dz
d
z,A = ⇒ fluxo mássico é constante na direção z.
Se o componente A esta se difundindo através do gás estagnado, o fluxo é descrito pela seguinte
forma da lei de Fick:
dz
dy
y1
cD
N A
A
AB
z,A
−
−
=
Se o perfil de temperatura é conhecido:
Filme líquido
condensado Contorno do
filme gasoso
T1
T2
T3
T = T(z)
yA1
yA2
yA= yA(z)
z3 z2 z1
Difusão em regime permanente 3.25
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
n
11 z
z
T
T






=
Podemos estimar o coeficiente de difusão que varia com a temperatura:
2n3
1
TAB
23
1
TABAB
z
z
D
T
T
DD
11 





=





=
A concentração também varia com a temperatura:
( )n
1zzR
P
RT
P
c ==
A equação de fluxo torna-se:
( ) dz
dy
z
z
y1RT
DP
N A
2n
1A1
TAB
z,A
1






−
−
=
Para uma pequena faixa de temperatura, pode-se aproximar para uma equação:
( )
( ) dz
dy
y1
cD
N A
A
médioAB
z,A
−
=
Com as condições de contorno:
Para z = z1 ⇒ yA = yA1
Para z = z2 ⇒ yA = yA2 = PA/P, Lei de Dalton,
Integrando a equação temos:
( ) ( )
( ) ln,B12
2A1AmédioAB
z,A
yzz
yycD
N
−
−
=
O fluxo de energia total é:
( ) ( ) ( )21Az,A21C32L
z
HHMNTThTTh
A
q
−+−=−=
Difusão em regime permanente 3.26
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
2líquidodeplanonoEntalpiaH
1vapordeplanonoEntalpiaH
AdemolecularMassaM
gasosofilmenonaturalcalordenciatransferêdeconvectivoeCoeficienth
líquidofilmenocalordenciatransferêdeconvectivoeCoeficienth
2
1
A
C
L
=
=
=
=
=
Para resolver a equação de fluxo de energia, utiliza-se a técnica de tentativa e erro:
Assume o valor da temperatura da superfície liquida: T2
Calcula hC e (cDAB)médio.
Calcula yA2 = PA/P, com PA = pressão de vapor acima do liquido a T2 e P = pressão total do sistema
Quando os lados esquerdo e direito se satisfazerem o chute de T2 esta correto.
Exemplo:
Uma mistura de vapor etanol-água esta sendo destilada pelo contato da solução liquida etanol/água.
O etanol é transferido a partir do líquido para a fase vapor e a água é transferida na direção oposta.
A condensação de vapor de água fornece a energia para a vaporização do etanol. Ambos os
componentes estão se difundindo através do filme de gás de 0,1 mm de espessura. A temperatura é
368 K e a pressão é 1,013 x 105
Pa. Para estas condições, a entalpia de vaporização dos
componentes puros do etanol e água são 840 e 2300 kJ/kg, respectivamente.
a)Desenvolver a equação de fluxo para o vapor de etanol.
b) Desenvolver a equação de fluxo assumindo que os componentes tem calores equimolares de
vaporização.
Figura - Retificação adiabática de uma mistura etanol/água.
• Assumir uma direção
• Processo de transferência de massa molecular adiabático
• Espessura do filme δ
Parede
adiabática
Misturaliquidasaturadadeetanol/água
Filme
gasoso
(δ)
Vapor
etanol/água
NEtOH
(vapor)
NH2O
(condensado)
Difusão em regime permanente 3.27
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.6.2 Transferência simultânea de momento e massa
• Absorção: A dissolução seletiva de um dos componentes de uma mistura gasosa por um líquido:
coluna de parede molhada.
• Escoamento de um filme ao longo de uma parede na qual esta em contato com uma mistura de
gás.
Suposições:
1. O comprimento para contato entre as duas fases é curto, portanto uma pequena quantidade de
massa é absorvida ⇒ propriedades do liquido são inalteradas.
2. A velocidade do filme não afetara o processo de difusão.
- Balanço de momento na direção x:
{ {
{
x
0
zxyx
0
xx
0
x
0
z
x
0
y
cte
0
x
x
ioestacionárestado
0
x
g
zyxx
P
zyxt
x
ρ+












∂
τ∂
+
∂
τ∂
+
∂
τ∂
−
∂
∂
−=
















∂
ϑ∂
ϑ+
∂
ϑ∂
ϑ+
∂
ϑ∂
ϑ+
∂
ϑ∂
ρ
===
==
=ϑ
321321321321
Logo, g
y
yx
ρ−=
∂
τ∂
(3.6.2.1)
As condições de contorno que devem ser satisfeitas:
C.C.1 para y = 0 ϑx = 0
C.C.2 para y = δ ∂ϑx/∂y = 0 ( contato do liquido com o gás)
Difusão em regime permanente 3.28
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Fluido newtoniano:
dy
d x
xy
ϑ
µ=τ
Substituindo em (1), temos:
21
2
x1
x
2
x
2
cyc
2
yg
cy
g
y
g
y
++
µ
ρ
−=ϑ⇒+
µ
ρ
−=
∂
ϑ∂
⇒ρ−=
∂
ϑ∂
µ (3.6.2.2)
Pela C.C.1 ⇒ c2 = 0
Pela C.C.2 ⇒ c1 = ρgδ/µ
Substituindo e após um rearranjo, temos:














δ
−
δ
δ
µ
ρ
−=ϑ
2
2
x
y
2
1yg
(3.6.2.3)
2
yxmax
2
g
δ
µ
ρ
=ϑ=ϑ δ=
(3.6.2.4)
Logo:














δ
−
δ
ϑ=ϑ
2
maxx
y
2
1y
2 (perfil de velocidade) (3.6.2.5)
Equação diferencial de transferência de massa
{
0R
t
c
N
química
reação
sem
0
A
ioestacionár
estado
0
A
A =−
∂
∂
+⋅∇
=
=
321
r
nas direções x e y apenas:
0
y
N
x
N y,Ax,A
=
∂
∂
+
∂
∂
(3.6.2.6)
Os fluxos molares são definidos pela Lei de Fick como:
Difusão em regime permanente 3.29
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )444 3444 2143421
xAc
x,Bx,AA
curto.
muitoéliquidoocomvapordo
contatodetempoodesprezar,
A
ABx,A NNx
dx
dc
DN
ϑ=
++−= (3.6.2.7)
( )444 3444 21
BemAdedesolubilidaa
baixamuito,desprezar
y,By,AA
A
ABy,A NNx
dy
dc
DN ++−= (3.6.2.8)
Direção y: A é transportado principalmente por difusão.
Direção x: A é transportado principalmente por convecção.
Substituindo (3.6.2.7) e (3.6.2.8) em (3.6.2.6), temos:
( )
:logoapenas,ydedependenteécomo,0
y
c
D
x
c
x2
A
2
AB
xA
ϑ=
∂
∂
−+
∂
ϑ∂
0
y
c
D
x
c
2
A
2
AB
A
x =
∂
∂
−+
∂
∂
ϑ (3.6.2.9)
Sendo ϑx dado pela equação (3.6.2.5), ∴
0
y
c
D
x
cy
2
1y
2
2
A
2
AB
A
2
max =
∂
∂
−+
∂
∂














δ
−
δ
ϑ (3.6.2.9)
As condições de contorno para a película deslizando são:
C.C.1: para x = 0 → cA = 0
C.C.2: para y = 0 → 0
y
cA
=
∂
∂
(parede)
C.C.3: para y = δ → cA = cA0 (contato com o gás)
A qual pode ser resolvida numericamente pelo método das diferenças finitas.
Johnstone & Pigford (1942) resolveram a equação (3.2.6.9) analiticamente, e obtiveram a
concentração adimensional no fundo da coluna(Trans. AICHE, 38, 25, 1942):
Difusão em regime permanente 3.30
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
L++
++=
−
−
−
−−−
δ==
δ==
n75,204
n64,105n318,39n1213,5
yA0xA
yALxA
e01811,0
e03500,0e1001,0e7857,0
cc
cc
(3.2.6.10)
Onde:
líquidonosolutododifusãodeecoeficientD
superfícienalocalizadafilme,domáximaevelocidad
películadaespessura
colunadaalturaL
colunadatoponosolutodoãoconcentraçc
liquido-gásinterfacenasolutodoãoconcentraçc
colunadafundonosolutodoãoconcentraçc
LD
n
AB
max
0xA
xA
LxA
max
2
AB
=
=ϑ
=δ
=
=
=
=
ϑδ
=
=
δ=
=
Teoria da penetração: modelo desenvolvido por Higbie (Trans, AICHE, 31, 368-389, 1935)
• Um soluto é transferido dentro de uma película em y = δ. O efeito da película deslizando sobre a
espécie difundindo, é tal que a velocidade do escoamento do fluido pode ser considerada
uniforme e igual a ϑmax.
• O soluto A não será afetado pela presença da parede, então o fluido pode ser considerado de
profundidade infinita.
Profundidade da penetração
Difusão em regime permanente 3.31
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Com estas simplificações, a equação (3.2.6.8) fica:
2
A
2
AB
A
max
y
c
D
x
c
∂
∂
=
∂
∂
ϑ
com as condições de contorno:
C.C.1: para x = 0 → cA = 0
C.C.3: para y = δ → cA = cA0 (contato com o gás)
C.C.3: para y = -∞ → cA = 0
Fazendo ξ = δ - y, temos:
2
A
2
AB
A
max
c
D
x
c
ξ∂
∂
=
∂
∂
ϑ
e as condições de contorno ficam:
C.C.1: para x = 0 → cA = 0
C.C.2: para ξ = 0 → cA = cA0 (contato com o gás)
C.C.3: para ξ = ∞ → cA = 0
Aplicando a Transformada de Laplace na direcao x, na equação acima, temos:
( )
2
A
2
ABAmax
s,c
D0cs
ξ∂
ξ∂
=−ϑ no domínio de Laplace
rearranjando:
( )
0
D
css,c
AB
Amax
2
A
2
=
ϑ
−
ξ∂
ξ∂
Esta equação diferencial ordinária de 2ª ordem, possui a solução geral de:
( ) 







ξ
ϑ
−+








ξ
ϑ
=ξ
AB
max
1
AB
max
1A
D
s
expB
D
s
expAs,c
As constantes A1 e B1 são avaliadas utilizando as condições de contorno transformada para o
domínio de Laplace:
C.C.1: para ξ = 0 → ( )
s
c
s,0c 0A
A = (contato com o gás)
Difusão em regime permanente 3.32
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
C.C.2: para ξ = ∞ → ( ) 0s,cA =∞
Produzindo a solução:
( ) 







ξ
ϑ
−=ξ
AB
max0A
A
D
s
exp
s
c
s,c
Aplicando a inversa da transformada de Laplace, temos:
( )




























ϑ
−
ξ
−=ξ
max
AB
0AA
xD4
erf1c,xc ou
( )
















−
ξ
−=ξ
expAB
0AA
tD4
erf1c,xc
onde o tempo de exposição é definido como texp = x/ϑmax.
A função erro: erf() → apêndice L de Welty.
Fluxo:
{ { 









−
π
=
π
=
∂
∂
−==
==δ=
δ==ξ
0
2A
c
1A
exp
AB
exp
AB
0A
y
A
AByy,A0y,A cc
t
D
t
D
c
y
c
DNN
0A
Por comparação com a equação de convecção: ( )2A1Acy,A cckN −=
21
ABc
exp
AB
c Dkou
t
D
k ∝
π
= ⇒ Teoria da penetração.
Difusão molecular no estado transiente 4.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 4: DIFUSÃO MOLECULAR NO ESTADO TRANSIENTE
• 2 variáveis independentes: posição e tempo
• Grandes quantidades de problemas de difusão podem ser resolvidos simplesmente olhando as
soluções do problema análogo à condução de calor. Quando a equação diferencial e a condição
inicial e de contorno do processo de difusão são exatamente da mesma forma daqueles do
processo de condução de calor, então a solução pode ser tomada com as mudanças apropriadas
na notação.
• Muitas soluções analíticas em:
o Carslaw & Jaeger, Heat conduction in solids, Oxford University Press, 1959, 2ª edição.
o J. Crank, The mathematics of diffusion, Oxford University Press, London, 1958.
• São peculiares apenas para transferência de massa:
o Difusão com reações químicas
o Difusão com velocidade media molar diferente de zero
o Difusão com mais de 2 componentes
o Convecção forçada com taxas de transferência de massa elevada
• Processos transientes:
o O processo na qual esta em estado não estacionário somente em sua partida inicial.
o O processo na qual é uma batelada (descontínuo) ou operações em sistemas fechados do
começo ao fim de sua duração.
SOLUÇÃO ANALÍTICA
A segunda lei de Fick, descreve uma situação onde:
• Não ocorre nenhuma contribuição ao movimento (bulk), isto é, 0=ϑ
r
• Nenhuma reação química, isto é, RA = 0
Logo:
{
0R
t
c
N
química
reaçãosem
0
A
A
A =−
∂
∂
+⋅∇
=
r
(1)
Difusão molecular no estado transiente 4.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )44 344 21
rr
r
0c
BAAAABz,A NNxxcDN
=ϑ=
++∇−= 1ª Lei de Fick, logo:
AABz,A cDN ∇−= (2)
Introduzindo (2) em (1), temos:
A
2
AB
A
cD
t
c
⋅∇=
∂
∂
2ª Lei de Fick (3)
Útil para:
• Difusão em sólidos, líquidos estacionários, ou em sistemas em contradifusão equimolar.
• Devido a taxa de difusão extremamente lenta em líquidos, a contribuição do movimento bulk,
da 1ª lei de Fick (isto é, ∑ iA Nx
r
) aproxima de zero para soluções diluídas, portanto satisfaz a
2ª lei de Fick.
4.1 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO SEMI INFINITO
• Transferência de massa unidirecional dentro de um meio estacionário semi-infinito com uma
concentração superficial fixa.
• Absorção de O2 a partir do ar na aeração de um lago.
• Processo de difusão na fase sólida envolvendo a dureza do aço em atmosfera rica em carbono.
• A equação diferencial a ser resolvida é:
2
A
2
AB
A
z
c
D
t
c
∂
∂
=
∂
∂
e as condições inicial e de contornos são:
C.I.: 0AA cc = para t = 0, para todo z
C.C.1: AsA cc = para z = 0, para todo t
C.C.2: 0AA cc = para z = ∞, para todo t, o soluto penetra uma distância muito pequena
durante o tempo finito de exposição em relação a profundidade do meio.
Difusão molecular no estado transiente 4.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
usando a transformação:
0AA cc −=θ
2
2
AB
z
D
t ∂
θ∂
=
∂
θ∂
(2)
e as condições inicial e de contornos são:
C.I.: ( ) 00,z =θ
C.C.1: ( ) 0AAs cct,0 −=θ
C.C.2: ( ) 0t, =∞θ
Pela transformada de Laplace da eq. (2), temos:
2
2
AB
z
D0s
∂
θ∂
=−θ ou
0
D
s
z AB
2
2
=
θ
−
∂
θ∂
(3)
E as condições de contorno na T.L.:
C.C.1: ( )
( )
s
cc
s,0 0AAs −
=θ
z
CA0CAs
z
t aumenta
CA0
CAs
Difusão molecular no estado transiente 4.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
C.C.2: ( ) 0s, =∞θ
A solução geral de (3) é:
zDszDs ABAB
BeAe
−
+=θ
Pelas condições de contorno: z = ∞ ⇒ A = 0
z = 0 ⇒ B = (cAs-cA0)/s
Logo:
zDs0AAs AB
e
s
cc −





 −
=θ (4)
A inversa da T.L. da eq. (4), fica:
( ) 







−=θ
tD2
z
erfccc
AB
0AAs ou








−=
−
−
tD2
z
erf1
cc
cc
AB0AAs
0AA
(perfil de concentração) (5)
erf( ): função erro, apêndice L de Welty ou no Excel.
O fluxo unidirecional de A na placa semi-infinita, na superfície do meio é:
( )0AAs
AB
0z
A
AB0zA cc
t
D
dz
dc
DN −
π
=−=
=
=
(6)
4.2 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO DIMENSIONAL FINITO SOB CONDIÇÕES
DE RESISTÊNCIA DE SUPERFÍCIE DESPREZIVEL
• Um corpo é submetido a uma mudança subta nas vizinhanças a qual influencia sua
concentração na superfície cAs.
• Consideramos uma lamina larga de madeira a qual possui uma espessura uniforme L.
• A distribuição de concentração inicial é uma função de z, ou seja, cA0(z).
Difusão molecular no estado transiente 4.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
• Condições:
C.I.: ( )zcc 0AA = para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L
C.C.1: AsA cc = para z = 0, para t > 0
C.C.2: AsA cc = para z = L, para t > 0
A equação da 2ª lei de Fick, com a concentração adimensional,
As0A
AsA
cc
cc
Y
−
−
= , na direção z, fica:
2
2
AB
z
Y
D
t
Y
∂
∂
=
∂
∂
(1)
Com as condições inicial e de contorno adimensionais:
C.I.: ( )zYY 0= para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L
C.C.1: 0Y = para z = 0, para t > 0
C.C.2: 0Y = para z = L, para t > 0
( ) 0t,2L
dz
dY
= , devido a simetria no meio da placa.
Resolvendo a equação (1) pelo método de separação de variáveis (Welty) leva a seguinte solucao
produto:
( ) tD
21
2
ABexsenCxcosCY λ−
λ+λ=
z = 0
CAsCAs
z = L
Difusão molecular no estado transiente 4.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
As constantes C1 e C2 e o parâmetro λ são obtidos da C.I. e das C.C.1 e C.C.2, obtendo:
( ) ( ) dz
L
zn
senzYe
L
zn
sen
L
2
cc
cc
Y
L
0
0
X2n
1nAs0A
AsA D
2
∫∑ 




 π





 π
=
−
−
= π−
∞
=
(2)
onde:
L5,3,1,n
L/2deticocaracterisocomprimentx
relativotempoderazão
x
D
X
1
1
AB
D
=
=
→=
Se a lamina tem uma concentração uniforme, no instante inicial, isto é Y0(z) = Y0, então a eq. (2),
fica:
( ) D
2 X2n
1nAs0A
AsA
e
L
zn
sen
n
14
cc
cc
Y π−
∞
=
∑ 




 π
π
=
−
−
= (3)
onde: n = 1, 3, 5, ...
O fluxo mássico para algum plano da placa de madeira pode ser avaliado por:
z
c
DN A
ABz,A
∂
∂
−=
( ) ( ) D
2 X2n
1n
0AAs
AB
z,A e
L
zn
coscc
L
D4
N π−
∞
=
∑ 




 π
−=
onde: n = 1, 3, 5, ...
No centro da placa (z = L/2), NA = 0 pois ( ) 0t,2L
dz
dcA
=
Difusão molecular no estado transiente 4.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo:
Considerando a dopagem do fósforo no silício cristalino, semicondutor tipo n, a 1100º C, uma
temperatura capaz de promover a difusão do fósforo. A concentração da superfície do fósforo (cAs)
no silício é 2,5 x 1020
atomos de P/cm3
de Si sólido, que é relativamente diluído, desde que o silício
contem 5 x 1022
atomos de Si/cm3
de sólido. A cobertura rica de fósforo é considerada como uma
fonte infinita para a quantidade de átomos de P transferido, de maneira que, cAs é constante.
Predizer a profundidade do filme Si-P após 1 h, se a concentração é de 1% na superfície (2,5 x 1018
atomos de P/cm3
de silício sólido).
Resposta: 1,76 µm
z = 0
Si(s) + 2POCl3(g) → SiO2(s) + 3Cl2 + 2P(s)
P
POCl3 Cl2 Vapor de POCl3
Cobertura de SiO2(s) + 2P(s)
Placa de Si
Fonte rica de P
P Si
cAs
Difusão molecular no estado transiente 4.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
4.3 GRÁFICOS CONCENTRAÇÃO-TEMPO PARA FORMAS GEOMÉTRICAS SIMPLES
• Gráficos de “Gurney-Lurie” apresentam soluções para placa plana, esfera e cilindros longos.
• Equação diferencial para condução de calor análoga a equação diferencial para difusão
molecular ⇒ estes gráficos podem ser utilizados para ambos os fenômenos de transportes.
• Para difusão molecular, temos:
Y = mudança na concentração adimensional =
0AAs
AAs
cc
cc
−
−
XD = tempo relativo =
2
1
AB
x
tD
n = posição relativa =
1x
x
m = resistência relativa =
1c
AB
xk
D
=
internamolecularmassadenciatransferêdearesistênci
convectivamassadenciatransferêdearesistênci
x1 = comprimento característico, é a distância do ponto médio para a posição de interesse.
Condições:
a) Assumir a 2ª lei de Fick, isto é, 0=ϑ , nenhum termo de produção, RA = 0, e difusividade
constante.
b) O corpo tem um concentração inicial uniforme, cA0.
c) O contorno esta sujeito a uma nova condição que permaneça constante com o tempo.
1. Para formas onde o transporte ocorre em somente uma das faces, a razões adimensionais são
calculadas como se a espessura fosse duas vezes o valor verdadeiro.
Difusão molecular no estado transiente 4.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
1) Transporte em uma barra retangular com extremidades seladas:
Ybar = YaYb
Ya = avaliação com a largura x1 = a
Yb = avaliação com a espessura x1 = b
2) Paralelepípedo retangular
Ypar = YaYbYc
Ya = avaliação com a largura x1 = a
Yb = avaliação com a espessura x1 = b
Yc = avaliação com a espessura x1 = c
a a
b
b
c
c
a a
b
b
selada
selada
Difusão molecular no estado transiente 4.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3) Cilindros, incluindo ambas as extremidades
Ycil = YcilindroYa, Ycilindro = avaliado em coordenada radial (x1 = R)
Ya = avaliado para placa plana, de espessura x1 = a (axial)
Exemplo
Uma placa de madeira 12 in por 12 in por 1 in, é exposta ao ar seco. As extremidades são
inicialmente seladas para limitar o processo de secagem para as faces planas mais largas da placa. O
liquido interno difunde para a superfície, onde é evaporada pela passagem da corrente de ar. O
conteúdo de umidade sobre a superfície permanece constante a 15% em peso. Após 10 hr de
secagem o conteúdo de umidade do centro diminui de 50 para 32% em peso Se o coeficiente de
transferência de massa convectivo pode ser considerado suficientemente elevado, a resistência
relativa m é aproximada para zero, calcule:
a) O coeficiente de difusão efetiva.
b) O conteúdo de umidade se as seis faces são usadas para o mesmo período de secagem.
c) O tempo necessário para diminuir o conteúdo de umidade do centro de um cubo de 1 ft de aresta
feito com a mesma madeira, de 50 para 32% em peso se todas as 6 faces são usadas. Assumir
que o coeficiente de difusão efetiva calculado em (a) é constante através do cubo.
Resposta: a) 8,85 x 10-5
ft2
/h; b) 0,471 lbm de água/lbm de madeira seca; c)650 h
a
a
R
R
Difusão molecular no estado transiente 4.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
4.4 MÉTODOS NUMÉRICOS PARA ANÁLISE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA
TRANSIENTE
Enunciado:
Uma placa de material com uma espessura de 0,004 m tem uma superfície subitamente exposta a
uma solução do componente A com CA0 = 6 x 10-3
kg-mol/m3
enquanto que a outra superfície é
suportada sólido isolado permitindo nenhuma transferência de massa. Há um perfil de concentração
inicial linear para o componente A dentro da placa a partir de CA = 1 x 10-3
kg-mol/m3
para um lado
e CA = 2 x 10-3
kg-mol/m3
para o lado sólido. A difusividade DAB = 1x 10-9
m2
/s. O coeficiente de
distribuição. O coeficiente de distribuição entre a concentração na solução adjacente a placa CALi e
a concentração na placa sólida para a superfície CAi é definida por: K = CAli/CAi, onde K = 1,5. O
coeficiente de transferência de massa para a superfície da placa pode ser considerado infinito.
x = 0,004 m
CA3 CA5 CA7
CA1
CA2 CA4 CA6 CA8
1 2 3 4 5 6 7 8 9
x dx = 0,0005 m
CA9
Superfície exposta
Condições de contorno
CA1 é mantido a um
valor constante.
Figura 1 – Transferência de massa transiente em uma placa unidimensional
A equação diferencial parcial:
2
A
2
AB
A
x
C
D
t
C
∂
∂
=
∂
∂
2ª Lei de Fick
Condições iniciais
CA para t = 0, perfil linear de 1 x 10-3
a 2 x 10-3
Difusão molecular no estado transiente 4.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Condições de contorno
Como a equação diferencial é de 2ª ordem são necessárias duas condições de contorno:
CC1:
k
C
C 0A
0xAi ==
, onde k = 1,5
CC2: 0
x
C
004,0x
A
=
∂
∂
=
, condição de fluxo difusional para o contorno isolado.
a) Calcular as concentrações dentro da placa até 2500 s. Utilize o método numérico em x com
intervalo entre nodos de 0,0005 m (ver fig. 1) correspondente a 9 nodos.
b) Fazer o gráfico da concentração versus tempo ate 2500 s.
Método numérico
O método de linhas (MOL: method of lines): o tempo é resolvido como equações diferenciais
ordinárias: método de Euler ou Runge Kutta por exemplo. O espaço é discretizado por diferenças
finitas.
Neste exemplo o espaço é dividido em N = 8 intervalos envolvendo N + 1 = 9 nodos (figura 1).
Utilizando a fórmula da diferença central para a 2ª derivada (equação A9), deixando o tempo como
uma derivada ordinária, temos:
( )1nn1n AAA2
ABA
CC2C
x
D
dt
dC
−+
+−
∆
= para 2 ≤ n ≤ 8
Condições de contorno
Superfície exposta
Neste exemplo em x = 0
( )
0x
A
AB1A0Ac
x
C
DKCCk
=
∂
∂
−=−
CA1
x = 0
CA0
Difusão molecular no estado transiente 4.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Usando a formula das diferenças (A5) para o derivativo do lado direito desta equação temos:
( )
x2
C3C4C
x
C 1A2A3A
0x
A
∆
−+−
=
∂
∂
=
Logo: ( )
( )
x2
C3C4C
DKCCk 1A2A3A
AB1A0Ac
∆
−+−
−=−
Isolando CA1, que nos interessa temos:
xKk2D3
CD4CDxCk2
C
cAB
2AAB3AAB0Ac
1A
∆+
+−∆
=
no nosso exemplo temos que kc →∞ logo
K
C
C 0A
1A = , onde K = 1,5.
Superfície isolada
Neste exemplo em x = L
0
x
C
004,0x
A
=
∂
∂
=
Utilizando a formula da diferença finita (A7) para este derivativo, temos
0
x2
CC4C3
dx
dC 7A8A9A9A
=
∆
+−
=
Isolando CA9 que nos interessa, temos:
3
CC4
C 7A8A
9A
−
=
CA9
x = 0
isolante
x = L = 0,004m
Difusão molecular no estado transiente 4.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Condição inicial
Perfil de concentração inicial, neste exemplo é lineal de 1 x 10-3
a 2 x 10-3
, ficando:
x em m CA x 103
Nodo n
0 1 1
0,0005 1,125 2
0,001 1,25 3
0,0015 1,375 4
0,002 1,5 5
0,0025 1,625 6
0,003 1,75 7
0,0035 1,825 8
0,004 2 9
dx = 0,0005
Equações discretizadas:
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
2
7A8A9A
AB
8A
8
2
6A7A8A
AB
7A
7
2
5A6A7A
AB
6A
6
2
4A5A6A
AB
5A
5
2
3A4A5A
AB
4A
4
2
2A3A4A
AB
3A
3
2
1A2A3A
AB
2A
2
dx
CC2C
D
dt
dC
f
dx
CC2C
D
dt
dC
f
dx
CC2C
D
dt
dC
f
dx
CC2C
D
dt
dC
f
dx
CC2C
D
dt
dC
f
dx
CC2C
D
dt
dC
f
dx
CC2C
D
dt
dC
f
+−
==
+−
==
+−
==
+−
==
+−
==
+−
==
+−
==
CA9 e CA1 são diferentes devido as condições de contorno, logo
K
C
C
3
CC4
C
0A
1A
7A8A
9A
=
−
=
Difusão molecular no estado transiente 4.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
onde CA0 = 6 x 10-3
e K = 1,5
Neste exemplo usaremos o método de Euler para discretizar o tempo:
( ) ( )
( ) ( )j2A21j2A
j2A1j2A
2
2A
2
CtfC
t
CC
f
dt
dC
f
+∆=
∆
−
=
=
+
+
Neste exemplo ∆t = 1 s e j é o numero de tempos.
Difusão molecular no estado transiente 4.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Fluxograma:
Dados
Condições
iniciais
J = 0 a 2500
( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) ( )( ) 2
7A8A9AAB8
2
6A7A8AAB7
2
5A6A7AAB6
2
4A5A6AAB5
2
3A4A5AAB4
2
2A3A4AAB3
2
1A2A3AAB2
dxjCjC2jCDf
dxjCjC2jCDf
dxjCjC2jCDf
dxjCjC2jCDf
dxjCjC2jCDf
dxjCjC2jCDf
dxjCjC2jCDf
+−=
+−=
+−=
+−=
+−=
+−=
+−=
( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) dtjt1jt
31jC1jC41jC
dtfjC1jC
dtfjC1jC
dtfjC1jC
dtfjC1jC
dtfjC1jC
dtfjC1jC
dtfjC1jC
KC1jC
7A8A9A
28A8A
27A7A
26A6A
55A5A
44A4A
33A3A
22A2A
0A1A
+=+
+−+=+
+=+
+=+
+=+
+=+
+=+
+=+
+=+
=+
Impressão
Difusão molecular no estado transiente 4.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Módulo em VBA aplicado ao EXCEL
Public Sub Ptran()
Dim t(3000) As Double
Dim CA1(3000) As Double
Dim CA2(3000) As Double
Dim CA3(3000) As Double
Dim CA4(3000) As Double
Dim CA5(3000) As Double
Dim CA6(3000) As Double
Dim CA7(3000) As Double
Dim CA8(3000) As Double
Dim CA9(3000) As Double
'Dados
dx = 0.0005
CA0 = 0.006
K = 1.5
DAB = 0.000000001
tf = 2500
Cells(12, 1) = "dx ="
Cells(12, 2) = dx
Cells(13, 1) = "CA0 ="
Cells(13, 2) = CA0
Cells(14, 1) = "K ="
Cells(14, 2) = K
Cells(15, 1) = "DAB ="
Cells(15, 2) = DAB
'Condições iniciais
t(0) = 0
CA1(0) = 0.001
CA2(0) = 0.001125
CA3(0) = 0.00125
CA4(0) = 0.001375
CA5(0) = 0.0015
CA6(0) = 0.001625
CA7(0) = 0.00175
Difusão molecular no estado transiente 4.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CA8(0) = 0.001825
CA9(0) = 0.002
dt = 1
'Solução numérica
For j = 0 To 2500
f2 = DAB * (CA3(j) - 2 * CA2(j) + CA1(j)) / dx ^ 2
f3 = DAB * (CA4(j) - 2 * CA3(j) + CA2(j)) / dx ^ 2
f4 = DAB * (CA5(j) - 2 * CA4(j) + CA3(j)) / dx ^ 2
f5 = DAB * (CA6(j) - 2 * CA5(j) + CA4(j)) / dx ^ 2
f6 = DAB * (CA7(j) - 2 * CA6(j) + CA5(j)) / dx ^ 2
f7 = DAB * (CA8(j) - 2 * CA7(j) + CA6(j)) / dx ^ 2
f8 = DAB * (CA9(j) - 2 * CA8(j) + CA7(j)) / dx ^ 2
CA1(j + 1) = CA0 / K
CA2(j + 1) = CA2(j) + f2 * dt
CA3(j + 1) = CA3(j) + f3 * dt
CA4(j + 1) = CA4(j) + f4 * dt
CA5(j + 1) = CA5(j) + f5 * dt
CA6(j + 1) = CA6(j) + f6 * dt
CA7(j + 1) = CA7(j) + f7 * dt
CA8(j + 1) = CA8(j) + f8 * dt
CA9(j + 1) = (4 * CA8(j + 1) - CA7(j + 1)) / 3
t(j + 1) = t(j) + dt
Next j
'impressão na planilha
For i = 0 To 8
Cells(18, 5 + i) = i * dx
te = 50
Next i
For j = 0 To 2500 Step te
Cells(20 + j / te, 4) = t(j)
Cells(20 + j / te, 5) = CA1(j)
Cells(20 + j / te, 6) = CA2(j)
Cells(20 + j / te, 7) = CA3(j)
Cells(20 + j / te, 8) = CA4(j)
Cells(20 + j / te, 9) = CA5(j)
Cells(20 + j / te, 10) = CA6(j)
Difusão molecular no estado transiente 4.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Cells(20 + j / te, 11) = CA7(j)
Cells(20 + j / te, 12) = CA8(j)
Cells(20 + j / te, 13) = CA9(j)
Next j
End Sub
Planilha Placa_transiente_7_13.xls do EXCEL: Próxima pagina.
Difusão molecular no estado transiente 4.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
dx = 0.00050
CA0 = 0.00600
K = 1.50000
DAB = 1.00000E-09
distância x
0 0.0005 0.001 0.0015 0.002 0.0025 0.003 0.0035 0.004
tempo
(s) CA1 CA2 CA3 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9
0 0.001 0.001125 0.00125 0.001375 0.0015 0.001625 0.00175 0.001825 0.002
50 0.004 0.001616 0.001294 0.001378 0.0015 0.001624 0.001741 0.001816 0.00184
100 0.004 0.001965 0.001394 0.001392 0.001501 0.001622 0.001733 0.001806 0.00183
150 0.004 0.002217 0.001514 0.001421 0.001505 0.00162 0.001726 0.001796 0.00182
200 0.004 0.002406 0.001635 0.001462 0.001514 0.001619 0.001719 0.001787 0.00181
250 0.004 0.002553 0.001751 0.00151 0.001527 0.001618 0.001713 0.001778 0.0018
300 0.004 0.002669 0.001859 0.001564 0.001544 0.00162 0.001707 0.00177 0.00179
350 0.004 0.002764 0.001957 0.00162 0.001565 0.001623 0.001703 0.001761 0.001781
400 0.004 0.002843 0.002047 0.001676 0.001589 0.001628 0.001699 0.001754 0.001772
450 0.004 0.00291 0.002128 0.001732 0.001615 0.001635 0.001696 0.001747 0.001764
500 0.004 0.002967 0.002202 0.001787 0.001643 0.001644 0.001695 0.00174 0.001756
550 0.004 0.003017 0.002269 0.001841 0.001673 0.001655 0.001694 0.001735 0.001748
600 0.004 0.003061 0.00233 0.001892 0.001703 0.001667 0.001695 0.00173 0.001741
650 0.004 0.003101 0.002386 0.001941 0.001734 0.001681 0.001697 0.001725 0.001735
700 0.004 0.003136 0.002438 0.001987 0.001765 0.001695 0.0017 0.001722 0.001729
750 0.004 0.003167 0.002485 0.002032 0.001795 0.00171 0.001704 0.00172 0.001725
Difusão molecular no estado transiente 4.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
800 0.004 0.003196 0.002529 0.002074 0.001825 0.001726 0.001709 0.001718 0.001721
850 0.004 0.003222 0.00257 0.002114 0.001855 0.001743 0.001715 0.001717 0.001718
900 0.004 0.003246 0.002608 0.002153 0.001884 0.00176 0.001721 0.001717 0.001716
950 0.004 0.003269 0.002643 0.002189 0.001913 0.001777 0.001728 0.001718 0.001715
1000 0.004 0.003289 0.002677 0.002224 0.00194 0.001795 0.001736 0.00172 0.001714
1050 0.004 0.003308 0.002708 0.002257 0.001968 0.001812 0.001745 0.001723 0.001715
1100 0.004 0.003326 0.002737 0.002288 0.001994 0.00183 0.001754 0.001726 0.001716
1150 0.004 0.003342 0.002764 0.002319 0.00202 0.001848 0.001764 0.00173 0.001719
1200 0.004 0.003358 0.00279 0.002347 0.002045 0.001865 0.001774 0.001735 0.001722
1250 0.004 0.003372 0.002814 0.002375 0.002069 0.001883 0.001785 0.00174 0.001726
1300 0.004 0.003386 0.002837 0.002401 0.002093 0.0019 0.001796 0.001747 0.00173
1350 0.004 0.003398 0.002859 0.002426 0.002115 0.001918 0.001807 0.001753 0.001736
1400 0.004 0.003411 0.00288 0.00245 0.002138 0.001935 0.001819 0.001761 0.001742
1450 0.004 0.003422 0.002899 0.002473 0.002159 0.001952 0.00183 0.001769 0.001748
1500 0.004 0.003433 0.002918 0.002495 0.00218 0.001969 0.001843 0.001777 0.001756
1550 0.004 0.003443 0.002936 0.002516 0.002201 0.001986 0.001855 0.001786 0.001763
1600 0.004 0.003453 0.002953 0.002537 0.002221 0.002003 0.001868 0.001796 0.001772
1650 0.004 0.003462 0.002969 0.002556 0.00224 0.002019 0.00188 0.001805 0.00178
1700 0.004 0.003471 0.002985 0.002575 0.002259 0.002035 0.001893 0.001816 0.00179
1750 0.004 0.003479 0.003 0.002594 0.002277 0.002052 0.001906 0.001826 0.001799
1800 0.004 0.003487 0.003014 0.002611 0.002295 0.002068 0.001919 0.001837 0.001809
1850 0.004 0.003495 0.003028 0.002628 0.002313 0.002083 0.001933 0.001848 0.00182
1900 0.004 0.003503 0.003041 0.002645 0.00233 0.002099 0.001946 0.001859 0.001831
1950 0.004 0.00351 0.003054 0.002661 0.002346 0.002114 0.001959 0.001871 0.001842
2000 0.004 0.003516 0.003066 0.002676 0.002363 0.00213 0.001973 0.001883 0.001853
2050 0.004 0.003523 0.003078 0.002691 0.002379 0.002145 0.001986 0.001895 0.001865
Difusão molecular no estado transiente 4.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
2100 0.004 0.003529 0.00309 0.002706 0.002394 0.00216 0.002 0.001907 0.001876
2150 0.004 0.003535 0.003101 0.00272 0.00241 0.002175 0.002013 0.00192 0.001888
2200 0.004 0.003541 0.003111 0.002734 0.002425 0.002189 0.002027 0.001932 0.001901
2250 0.004 0.003547 0.003122 0.002747 0.002439 0.002204 0.00204 0.001945 0.001913
2300 0.004 0.003552 0.003132 0.00276 0.002454 0.002218 0.002054 0.001958 0.001926
2350 0.004 0.003558 0.003141 0.002773 0.002468 0.002232 0.002068 0.001971 0.001938
2400 0.004 0.003563 0.003151 0.002786 0.002482 0.002246 0.002081 0.001983 0.001951
2450 0.004 0.003568 0.00316 0.002798 0.002495 0.00226 0.002095 0.001997 0.001964
2500 0.004 0.003573 0.003169 0.00281 0.002509 0.002274 0.002108 0.00201 0.001977
Difusão molecular no estado transiente 4.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0.0010
0.0015
0.0020
0.0025
0.0030
0.0035
0.0040
0.0045
0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 2600
tempo (s)
CA(kg-mol/m3
)
CA1 CA2 CA3 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9
Difusão molecular no estado transiente 4.24
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Aproximações por diferenças finitas úteis:
Transferência de massa por convecção 5.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 5: TRANSFERÊNCIA DE MASSA POR CONVECÇÃO
⇒ Envolve o transporte de material entre uma superfície de contorno e um fluido escoando ou
entre dois fluidos relativamente imiscíveis em escoamento.
{ { {
ãoconcentraç
dediferença
A
convectivo
massade
ciatransferên
deecoeficient
c
ãoconcentraç
dedecréscimodo
direçãonaocorre
massadeFluxo
A ckN ∆=
→
sistemadogeometriaedinâmicasticascaracterisfluido,dodespropriendadasfunção
h
k c



é análogo a : Th
A
q
∆= da transferência de calor
Considerações fundamentais em transferência de massa
⇒ Camada extremamente fina junto à superfície → escoamento laminar.
⇒ Escoamento laminar: o transporte entre a superfície do fluido escoando é por meio molecular.
⇒ Escoamento turbulento: movimento físico de volume de material através de linhas de corrente,
transportada por turbilhões. Altas taxas de transferência de massa ou transferência de calor estão
associadas ao escoamento turbulento.
( )AAscA cckN −=
Onde:
fluidofasedadentropontoalgumparacomposicãoc
sistemadopressãoeratemperatuaparasólidoocomequilíbrio
emfluidodocomposiçãoaéinterface;nafluidonosolutodoãoconcentraçc
linterfaciaáreaxtempo
interfaceadeixandoAsolutodomoles
N
A
As
A
=
=
=
⇒ Há quatro métodos de avaliação do coeficiente de transferência de massa convectivo que serão
discutidos neste capítulo. Estes são:
Transferência de massa por convecção 5.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
1. Análise dimensional ligada a experimentos;
2. Análise exata da camada limite;
3. Análise aproximada da camada limite;
4. Analogia entre momento, energia e transferência de massa.
EXEMPLO 1
O ar escoa sobre uma placa sólida de dióxido de carbono congelado (gelo seco) com uma área
superficial exposta de 1 x 10-3
m2
. O CO2 sublima com uma corrente escoando a 2 m/s e taxa de
liberação de 2,29 x 10-4
mol/s. O ar está a 293 K e 1,013 x 105
Pa ( sm10x5,1D 25
ar,CO2
−
= e νar
= 1,55x10-5
m2
/s). Determine o coeficiente de transferência de massa do CO2 sublimando sobre o ar
escoando.
Resp.: 0,118 m/s
5.2. PARÂMETROS SIGNIFICANTES:
⇒ A difusividade molecular para cada fenômeno de transporte são:

















=
ρ
=α
ρ
µ
=ν
t
L
mássicadedifusividaD
térmicadedifusivida
c
k
momentodededifusivida
2
AB
p
⇒ Número de Schmidt (Sc)
mássicadedifusivida
momentodededifusivida
DD
Sc
ABAB
=
ρ
µ
=
ν
=
Sc (T.M.) é análogo ao Pr (T.C.)
⇒ Número de Lewis (Le)
mássicadedifusivida
térmicadedifusivida
Dc
k
D
Le
ABpAB
=
ρ
=
α
=
Le é importante quando o processo envolve transferência de massa de energia simultaneamente.
Transferência de massa por convecção 5.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 5.1 – Perfil de velocidade e concentração para um fluido escoando numa superfície sólida.
Na interface => mesmo fluxo do componente A deixando a superfície do fluido.
( )∞−= AAscA cckN deixando a superfície por convecção
( )
0y
AsA
ABA
dy
ccd
DN
=
−
−= Entrando no fluido por difusão melecular
Logo: ( )
( )
0y
AsA
ABAAsc
dy
ccd
Dcck
=
−
−=∞−
Rearranjando e multiplicando por L, ambos os lados, temos:
( ) ( )
⇒
∞−−
−=
=
L
cc
dy
ccd
D
Lk AAs
0y
AsA
AB
c
globalãoconcentraçdegradiente
superfícieaparaãoconcentraçdegradiente
fluidodoconvectivamassadenciatransferêdearesistênci
molecularmassadenciatransferêdearesistênci
=
ShouNu
D
Lk
AB
AB
c
=
NuAB: número de Nusselt para transferência de massa
Sh: número de Sherwood.
ϑ = ϑ(y)
ϑ∞
cAs - cA∞
cAs - cA = (cAs – cA)(y)
x
y
cAs na interface
Transferência de massa por convecção 5.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 2
Determine o número de Schmidt para o metanol em ar a 298 K e 1,013 x 103
Pa e em água líquida a
298 K.
5.3. ANÁLISE DIMENSIONAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA
Transferência em uma corrente escoando sob convecção forçada
⇒ Considerando a transferência de massa da parede de um tubo para o fluido escoando através do
conduite. (força direcional cAs – cA)
Variável Símbolo Dimensões
Diâmetro do tubo D L
Densidade do fluido ρ M/L3
Viscosidade do fluido µ M/Lt
Velocidade do fluido ϑ L/t
Difusividade do fluido DAB L2
/t
Coeficiente de transferência de massa kc L/t
D ρ µ ϑ DAB kc
M 0 1 1 1 0 1
L 1 -3 -1 0 2 0
t 0 0 -1 -1 -1 1
- Várias combinações de matriz 3 x 3.
- Variáveis incluem sistema geométrico, o escoamento, props. do fluido
- kc tem o interesse principal
- rank = 3 ⇒ r de uma matriz: significa o numero de coluna do maior determinante diferente de
zero, que se pode formar a partir dela.
i = no
de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais.
DAB, ρ e D → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que, entre elas incluem
todas as dimensões básicas (MLt).
Transferência de massa por convecção 5.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
µρ=π
ϑρ=π
ρ=π
ihg
AB3
fed
AB2
c
cba
AB1
DD
DD
kDD
Escrevendo π1 na forma adimensional:
( ) 



















=
t
L
L
L
M
t
L
1 c
ba2
Equacionando os expoentes, temos:
1c
0b
1a
b0:M
1a0:t
1cb3a20:L
=
=
−=





=
−−=
++−=
{
Sherwooddeno.
massade
nciatransferêpara
Nusseltdeno.
AB
AB
c
1 ShouNu
D
Dk
321
≡=π
Os outros 2 grupos são determinados da mesma maneira, produzindo:
{
Schimidtdeno.AB
3
AB
2 Sc
D
e
D
D
≡
ρ
µ
=π
ϑ
=π
Dividindo π2 por π3:
{
Reynoldsdeno.
AB
AB3
2
Re
DD
D
D
≡
µ
ϑρ
=





µ
ρ





 ϑ
=
π
π
Portanto uma correlação poderia ser feita da forma:
Sh = NuAB = f(Re, Sc)
Que é análoga a correlação de transferência de calor,
Transferência de massa por convecção 5.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Nu = f(Re, Pr)
Transferência dentro de uma fase na qual o movimento é devido a convecção natural
⇒ Correntes de convecção natural → desenvolvera se existir variação de densidade na fase líquida
ou gasosa. Ex.: parede plana vertical com um fluido adjacente.
As variáveis importantes, seus símbolos e representações adimensionais são:
Variável Símbolo Dimensões
Comprimento característico L L
Difusividade do fluido DAB L2
/t
Densidade do fluido ρ M/L3
Viscosidade do fluido µ M/Lt
Força de empuxo g ∆ρA M/L2
t2
Coeficiente de transferência de massa kc L/t
L DAB ρ µ g ∆ρA kc
L 1 2 1 1 1 0
M 0 0 -3 -1 -2 1
t 0 -1 0 -1 -2 -1
⇒ DAB, L e µ → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que, entre elas
incluem todas as dimensões básicas (MLt).
⇒ Matriz 3 x 3 ⇒ maior det ≠ 0, portanto o rank = 3
⇒ i = no
de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais.
A
ihg
AB3
fed
AB2
c
cba
AB1
gLD
LD
kLD
ρ∆µ=π
ρµ=π
µ=π
Resolvendo os 3 grupos adimensionais, obtemos
AB
A
3
3
AB
2AB
AB
c
1
D
gL
,
Sc
1D
,Nu
D
Lk
µ
ρ∆
=π≡
µ
ρ
=π≡=π
Transferência de massa por convecção 5.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Multiplicando π2 e π3
321
Grashofdeno
AB2
A
3
AB
A
3
AB
32 Gr
gL
D
gLD
≡








ρν
ρ∆
=








µ
ρ∆






µ
ρ
=ππ
Portanto sugere uma correlação da forma:
Sh = f(GrAB, Sc) para convecção natural.
⇒ As correlações de dados experimentais pode ser feita em termos de 3 variáveis ao invés de 6
originais, tanto para convecção forçada como para natural.
⇒ Correlações => equações empíricas capitulo 30 do Welty, 7 deste apontamento.
5.4 ANÁLISE EXATA DA CAMADA LIMITE LAMINAR DA CONCENTRAÇÃO
⇒ Extensão da solução exata desenvolvida por Blasius para a camada limite hidrodinâmica.
Figura – Camada limite de concentração para escoamento laminar em uma placa plana
A equação da continuidade em coordenadas retangulares; componentes A, ρ e DAB = constantes.
{ {
Ade
produção
enhuman
0
A
)y,x(fc
0
2
A
2
2
A
2
y
c
2
A
2
AB
A
0
z
A
y
A
x
ioestacionár
estado
0
A
R
z
c
y
c
x
c
D
z
c
y
c
x
c
t
c
A
2
A
2
=
=
=
∂
∂
<<
=
=
+




















∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
=








∂
∂
ϑ+
∂
∂
ϑ+
∂
∂
ϑ+
∂
∂
321321321
x
y
Extremidade da C.L. de concentração
cA∞
cAs
cA = cA(y)
Transferência de massa por convecção 5.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
logo, temos:
2
A
2
AB
A
y
A
x
y
c
D
y
c
x
c
∂
∂
=
∂
∂
ϑ+
∂
∂
ϑ (13)
Equação similar as equações desenvolvidas a partir das equações de momento e energia para a
solução da camada limite hidrodinâmica e a camada limite térmica; portanto terá solução análoga as
estes fenômenos de transporte, pois as condições de contorno são análogas.
Condições de contorno:
1
D
Sc
ypara1
cc
cc
e;0ypara0
cc
cc
AB
AsA
AsA
AsA
AsA
=
ν
=
∞==
−∞
−
==
−∞
−
AsA
AsA
s,x
s,xxx
cc
cc
222f
−∞
−
=
ϑ−ϑ
ϑ−ϑ
=
ϑ
ϑ
=′
∞∞
(14) e
xRe
x2
yx
x2
y
x2
y
=
ν
ϑ
=
ν
ϑ
=η ∞∞
(15)
( )
( )
( )∞ϑν
ψ
=η
x
y,x
f (16)
( )η′
ϑ
=
∂
ψ∂
=ϑ ∞
f
2y
x (17)
( )ff
x2
1
x
y −′η
νϑ
=
∂
ψ∂
=ϑ ∞
(18)
Introduzindo as equações (14) a (18) na (13), obtemos:
0fff =′′+′′′
com as condições de contorno:
Transferência de massa por convecção 5.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
∞=η=′
=η=′=
/p2f
0/p0ff
A solução análoga a transferência de momento sugere que:
( ) 328,1
Re
x2
y
d
cc
cc
2d
0f
d
fd
0y
x
AsA
AsA
=


















−∞
−
=′′=
η
′
=
(19)
A equação (19) pode ser rearranjada para obter uma expressão para o gradiente de concentração na
interface:
( ) 





−∞=
=
xAsA
0y
As
Re
x
332,0
cc
dy
dc
(20)
Eq. (20) ⇒ a taxa na qual a massa entra ou deixa a superfície da camada limite é tão pequena que
não altera o perfil de velocidade predito pela solução de Blasius, onde ϑy não é envolvido.
Se ⇒=ϑ
=
0
0yy contribuição bulk para a 1ª lei de Fick na direção y é zero, logo:
0y
A
ABy,A
y
c
DN
=
∂
∂
−= (21)
Substituindo (21) em (20), temos:
( )∞−





= AAsxABy,A ccRe
x
332,0
DN (22)
O fluxo de massa do componente A se difundindo é definido como:
( )∞−= AAscy,A cckN (23)
igualando as equações (22) e (23), temos:
Transferência de massa por convecção 5.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
xAB
AB
c
Re332,0Nu
D
xk
== (24)
onde: Sc = 1 e a transferência de massa entre a placa plana e a camada limite é baixa.
(19).equação0,332éinclinaçãoa
yemee,velocidaddeperfilosobreefeitonenhumtemnãomassadenciatransferêdetaxa
0Re
placa.aparafluidodopartiramassadenciatransferê0Re
limite.camadadadentroparaplacadapartiramassadenciatransferê0Re
21
x
ys
21
x
ys
21
x
ys



⇒
=
⇒=
ϑ
ϑ
⇒<
ϑ
ϑ
⇒>
ϑ
ϑ
∞
∞
∞
⇒ Em muitas operações físicas envolvendo transferência de massa 21
x
ys
Re
∞ϑ
ϑ
é desprezível,
valendo a equação (24).
⇒ Vaporização de um material volátil dentro de uma corrente gasosa escoando a baixa pressão, a
suposição de baixa transferência de massa não pode ser feita.
Transferência de massa por convecção 5.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
31
c
Sc=
δ
δ
Solução de Pohlhausen
δ = espessura da camada limite hidrodinâmica
δc = espessura da camada limite da concentração.
Para y = 0, temos:
( ) 





−∞=
=
3
xAsA
0y
As
ScRe
x
332,0
cc
dy
dc
Conduzindo a: 3
xx
AB
c
ScRe332,0Sh
D
xk
== (25)
Coeficiente de transferência de massa médio para uma placa plana (largura W e comprimento L)
∫
∫∫
∫
∫
−∞
∞






µ
ρϑ
=
⇒






µ
ρϑ
===
L
0
21
21
31
ABc
L
0
31
21
ABL
0
31
21
xAB
L
0
L
0
c
c
dxxScD332,0Lk
L
dxSc
x
x
D332,0
L
dxSc
x
ReD332,0
dxW
dxkW
k
Inclinação = 0,332
ϑys = 0
3121
x
ys
ScRe
∞ϑ
ϑ
∞−
−
AAs
AAs
cc
cc
Transferência de massa por convecção 5.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Resolvendo e rearranjando, temos:
3121
LL
AB
c
ScRe664,0Sh
D
Lk
== (28)
O numero de Sherwood local para uma distancia x, esta relacionado com o numero de Sherwood
médio para uma placa plana pela relação:
ShL = 2 Shx|x=L
O parâmetro do limite da superfície, 0Re
21
x
ys
>
ϑ
ϑ
∞
, aumenta quando a inclinação da curva
decresce (ver gráfico). Como a magnitude do coeficiente de transferência de massa esta relacionado
com a inclinacao pela relação:
0y
AAs
AAs
c
dy
cc
cc
d
k
=
∞






−
−
= , o decréscimo na inclinação => o sistema
com valores elevados no limite da superfície terá um menor coeficiente de transferência de massa.
Escoamento turbulento
A mesma expressão encontrada para transferência de calor, na camada limite laminar
térmica, é encontrada para a camada limite laminar para a concentração, utilizando a equação
integral de von Kármán, onde o perfil de concentração é dado por:
71
,AA ycc ξ+η=− ∞
obtendo: 54
xx Re0292,0Sh = para Sc = 1 e aplicando a solução de Pohlhausen, extende-se para:
3154
xx ScRe0292,0Sh = , para Rex > 3 x 105
(29)
Transferência de massa por convecção 5.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 3
O coeficiente de transferência de massa para uma camada limite turbulenta formado sobre uma
placa plana tem sido correlacionado em termos de um número de Sherwood local por:
3154
x
AB
turb,c
x ScRe0292,0
D
xk
Sh ==
onde x é a distancia a partir do começo de turbulência da placa plana. A transição do escoamento
laminar para turbulento ocorre para Rex = 2 x 105
.
a) Desenvolver a expressão para o coeficiente de transferência de massa médio para uma placa
plana de comprimento L.
b) Um vasilhame contendo acetona foi acidentalmente derrubado, cobrindo uma superfície plana
do laboratório. O exaustor produz uma velocidade de ar de 6 m/s paralelo a superfície da
bancada de 1 m de largura. O ar foi mantido a 298 K e 1,013 x 105
Pa. A pressão de vapor da
acetona a 298 K é 3,066 x 104
Pa.
1. Determinar o coeficiente de transferência de massa a 0,5 m do ponto inicial da bancada.
2. Determinar a quantidade de acetona evaporada por m2
de superfície a cada segundo. A 298 K, a
viscosidade cinemática do ar é 1,55 x 10-5
m2
/s e a difusividade mássica da acetona em ar é 0,93 x
10-5
m2
/s.
5.5 ANALOGIAS ENTRE TRANSFERÊNCIAS DE MOMENTO, CALOR E MASSA
⇒ Fenômenos de transferência => similaridades de mecanismos.
⇒ As analogias são úteis para o entendimento do fenômeno de transferência e como um meio
satisfatório para predizer o comportamento dos sistemas na qual são disponíveis uma quantidade
limitada de dados quantitativos.
⇒ Condições:
1. As propriedades físicas são constantes.
2. Não há produção de energia ou massa, não ocorre nenhuma reação química.
3. Não há emissão ou absorção de energia radiante.
4. Não há dissipação viscosa.
5. O perfil de velocidade não é afetado pela transferência de massa, então há uma baixa
transferência de massa.
Analogia de Reynolds
⇒ Extensão da teoria de Reynolds incluindo o mecanismo de transferência de massa se o no
de
Schimidt, Sc, é igual a 1.
Transferência de massa por convecção 5.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Placa plana com Sc = 1. Os perfis de concentração e velocidade dentro da camada limite estão
relacionados por:
0y
x
0yAsA
AsA
ycc
cc
y
=∞=∞






ϑ
ϑ
∂
∂
=







−
−
∂
∂
(30)
O contorno próximo da placa, onde y = 0, é:
( ) ( )∞
=
−=−
∂
∂
−= AAsc
0y
AsAABy,A cckcc
y
DN (31)
DAB = µ/ρ, pois Sc = 1 (32)
De (31),
0yAAs
AsA
ABc
cc
cc
y
Dk
=∞






−
−
∂
∂
−=
Substituindo (32) em (30), temos:
0y
x
c
y
k
=∞ ∂
ϑ∂
ρϑ
µ
= (33)
A definição do coeficiente de fricção Cf é:
0y
x
2
0
f
y
2
2
C
=∞∞ ∂
ϑ∂
ρϑ
µ
=
ρϑ
τ
= (34)
Substituindo (33) em (34), temos:
2
Ck fc
=
ϑ∞
(35), que é a analogia de Reynolds para transferência de massa para Sc = 1.
A eq. (35) é análoga a analogia de Reynolds para transferência de calor com Pr = 1.
2
C
c
h f
p
=
ϑρ ∞
, analogia de Reynolds para transferência de calor para Pr = 1.
A equação (35) não pode ser utilizada se o sistema envolver forma de arraste.
Transferência de massa por convecção 5.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Considerações sobre escoamento turbulento
⇒ Na maioria das aplicações praticas o escoamento na corrente principal é turbulento.
⇒ Hipótese do comprimento de mistura de Prandt: alguma velocidade de flutuação xϑ′ é devido ao
momento na direção y de um turbilhão através de uma distancia igual ao comprimento de
mistura L. O turbilhão de fluido, possui uma velocidade media,
yxϑ , e é deslocado dentro de
uma corrente onde o fluido adjacente tem uma velocidade media,
Lyx +
ϑ . A velocidade de
flutuação esta relacionada com o gradiente de velocidade media por:
dy
d
L x
yxLyxx
ϑ
±=ϑ−ϑ=ϑ′
+
(1)
a tensão de cisalhamento total é definida por:
yx
x
dy
d
ϑ′ϑ′ρ−
ϑ
µ=τ (2)
Substituindo (1) em (2), temos:
[ ] [ ]
dy
d
ou
dy
d
L x
M
x
y
ϑ
ε+νρ=τ
ϑ
ϑ′+νρ=τ (3)
Onde:
.momento,demoleculardedifusividaaanalogamomentodearturbilhondedifusividaL yM ν→ϑ′=ε
De maneira similar é analisado o escoamento turbulento em transferência de massa.
Transferência de massa por convecção 5.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 5.6 – Perfil da porção turbulenta de concentração, mostrando o comprimento de mistura de
Prandt.
A taxa de transferência instantânea do componente A na direção y é:
yAy,A cN ϑ′′= (4)
onde:
{ {
Acomponentedo
ãoconcentraçda
flutuação
A
temporalmédia
ãoconcentraç
AA ccc ′+=
dy
cd
Lccc A
yALyAA ±=−=′ +
(5)
Substituindo (5) em (4), temos:
dy
cd
LN A
yy,A ϑ′−= taxa de transferência de massa instantânea devido a turbulência.
( )
dy
cd
D
dy
cd
L
dy
cd
DN A
DAB
turbulento
A
y
laminar
A
ABy,A ε+−=ϑ′−−=
4342143421
(6)
onde: yD Lϑ′=ε é a difusividade mássica turbilhonar.
L
LyAc +
yAc
dy
cd
L A
y
ξA
Transferência de massa por convecção 5.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
A eq. (6) é similar a:
{ { dy
Td
c
A
q
rturbilhona
térmica
dedifusivida
H
térmica
molecular
dedifusivida
p
y
















ε+αρ−=
⇒ Região turbulenta: transporte rápido, redução no gradiente de concentração.
⇒ Região laminar: difusão molecular, maior resistência a transferência de massa na camada
limite próxima a superfície o gradiente de concentração é mais excessivo.
As analogias de Prandtl e von Kármán
Analogia de Prandtl
⇒ Considerações dos efeitos na região turbulenta e na subcamada laminar.
Subcamada laminar
⇒ Difusividade turbilhonar de momento e massa são desprezíveis
⇒ τs = tensão de cisalhamento na superfície = constante.
⇒ NAy,s = fluxo de massa na superfície = cte.
ρν
ξτ
=ϑ
ρν
τ
=ϑ ξ
ξ
ϑ
∫∫
ξ
s
x0
0
s
x oudyd
x
(7)
onde ξ é a espessura da subcamada laminar.
A porção laminar da equação (6)
( )
AB
s,Ay
AAs0
AB
s,Ayc
c A
D
N
ccoudy
D
N
cd
A
As
ξ
=−−= ξ
ξ
∫∫ ξ
(8)
Eliminando ξ das equações (7) e (8), temos:
( )ξ
ξ
−=
τ
ϑρν
AAs
s,Ay
AB
s
x
cc
N
D
(9)
Transferência de massa por convecção 5.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Região turbulenta
⇒ Aplica-se a analogia de Reynolds:
2
sfc
2
Ck
∞∞ ρϑ
τ
==
ϑ
de y = ξ a y = condições bulk.
O fluxo mássico na região turbulenta torná-se:
( ) ( )( )∞ξ
ξ∞
∞ξ
−
ϑ−ϑρν
τ
=−= AA
x
s
AAcAy cccckN (10)
União das regiões laminar e turbulenta
Eliminando ξAc entre as equações (9) e (10), temos:












−
ν
ϑ+ϑ
τ
ρ
=
−
ξ∞
∞
1
DN
cc
AB
x
sAy
AAs
(11)
Substituindo as definições:
ABAAs
A
c2
s
f
D
Sc;
cc
N
k;
2
C
ν
=
−
=
ϑρ
τ
=
∞∞
na eq. (11) e rearranjando, temos:
( )( )1Sc1
2Ck
x
fc
−ϑϑ+
=
ϑ ∞ξ∞
(12)
Na subcamada laminar é definido que ϑ+
= y+
= 5, portanto:
2
C
5ou5
2
C
fx
f
x
=
ϑ
ϑ
=
ϑ
ϑ
=ϑ
∞
ξ
∞
ξ+
(13)
Substituindo (13) em (12), obtemos:
Transferência de massa por convecção 5.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )1Sc
2
C
51
2Ck
f
fc
−+
=
ϑ∞
(14)
multiplicando ambos os lados de (14) por ABD/L∞ϑ , onde L é o comprimento característico:
( )
( )1Sc
2
C
51
ScRe2C
Sh
f
f
−+
= (15)
As equações (13) e (14) são análogas a analogia de Prandtl para momento e energia. Elas reduzem a
analogia de Reynolds quando Sc = 1.
Analogia de von Kármán
⇒ Von Kármán extendeu a analogia de Prandtl considerando a zona de transição em adição a
subcamada laminar e o núcleo turbulento, obtendo:
( )
( )[ ]{ }6Sc51ln1Sc
2
C
51
ScRe2C
Sh
f
f
++−+
= (16)
ou
( )
( )[ ]{ }6Sc51ln1Sc
2
C
51
2C
ScRe
Shk
f
fc
++−+
==
ϑ∞
(17)
( )










==
ϑ∞
44444 344444 21
Reynoldsdeanalogiaaparacorreção
fc
termosdecomplexosgrupo
2C
ScRe
Shk
→ resultados de muitas analogias
Analogia de Chilton-Colburn
⇒ Utilizando dados experimentais
32c
D Sc
k
j
∞ϑ
= → fator j para transferência de massa.
Transferência de massa por convecção 5.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Baseado em dados coletados para escoamentos em regime laminar e turbulento, encontraram:
2
C
Sc
k
j f32c
D =
ϑ
=
∞
(18)
Válida para gases e líquidos na faixa 0,6 < Sc < 2500
A equação (18) satisfaz a solução exata para escoamento laminar sobre uma placa plana:
3121
xx ScRe332,0Sh =
Se ambos os lados são divididos por RexSc1/3
, temos:
21
x
31
x
x
Re
332,0
ScRe
Sh
= (19)
∞∞ ϑ
=





µ
ρ






ρϑ
µ






==
32
c32AB
AB
c
x
32
x
31
x
x Sck
Sc
D
xD
xk
ScRe
ScSh
ScRe
Sh
(20)
Das equações (19), (20) e (18), temos:
2
C
Re
332,0Sck f
21
x
32
c
==
ϑ∞
(21)
⇒ A analogia de Chilton-Colburn relaciona os 3 fenômenos de transporte:
2
C
jj f
DH == (22)
A equação (22) é válida quando não tem nenhuma forma de arraste presente. Porem quando a forma
de arraste esta presente, temos:
DH jj = (23)
ou
∞∞ ϑ
=
ρϑ
32
c32
p
Sck
Pr
c
h
(24),
Transferência de massa por convecção 5.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ A equação (24) é uma relação entre transferência de massa e calor convectivos, válida para 0,6
< Sc < 2500 e 0,6 < Pr < 100.
⇒ A equação (24) é válida para muitas geometrias diferentes como: escoamento em placas planas,
escoamento em tubos, e escoamento ao redor de cilindros.
EXEMPLO 4
Utilizando o enunciado e o coeficiente de transferência de massa do exemplo 1, determinar o valor
do coeficiente de transferência de calor, h, para a corrente de ar.
EXEMPLO 5
O ar seco sob pressão de 1,013 x 105
Pa sopra o termômetro na qual o bulbo foi coberto com um
pano úmido. A clássica temperatura do bulbo úmido indica que a temperatura no estado
estacionário foi alcançado por uma pequena quantidade de água evaporando num grande
reservatório de mistura de gás e vapor insaturado. A leitura no termômetro é 290 K.
Propriedades do ar e água:
PA, pressão de vapor da água = 1,94 x 103
Pa
ρ, densidade do ar = 1,219 kg/m3
λTs, calor latente de vaporização da água = 2461 kJ/kg
Pr = 0,71
Sc = 0,61
cp, calor especifico do ar = 1,006 J/kgK
Qual é a temperatura do ar seco?
Resp: 322,1 K
5.6 MODELOS PARA O COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA
CONVECTIVO
⇒ Em muitos casos kc é empírico (determinado por experimentos)
⇒ A explicação teórica requer um melhor entendimento do mecanismo da turbulência →
características dinâmicas do escoamento.
Teoria do filme: é baseada na presença de um filme fictício de fluido, onde se admite existir toda a
resistência e transferência de massa, na qual o transporte é inteiramente por difusão molecular.
A espessura do filme, δ, é estendida alem da subcamada laminar para incluir uma resistência
equivalente encontrada com a mudança de concentração dentro da região de transição e do núcleo
turbulento.
Transferência de massa por convecção 5.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Fluido estagnante (célula de difusão de Arnold)
( ) ( )
δ
=∴−≡−
δ
=
,lnB
AB
c2A1A
c
2A1A
,lnB
AB
Az
p
PD
kpp
RT
k
pp
RTp
PD
N
⇒ Contradifusão equimolar (NAz = -NBz)
( )
( )
( )
δ
=∴−=δ=−
−
−
=⇒−=
++−=
∫ ∫
=
AB0
c2A1AcAz12
2A1A
12
AB
Az
z
z
c
c AABAz
0
BzAzA
A
ABAz
D
kcckNcomo,zz
cc
zz
D
NdcDdzN
NNx
dz
dc
DN
2
1
2A
1A
44 344 21
O superescristo 0 → não há uma transferência molar liquida dentro do filme devido a contradifusão
equimolar.
Na teoria do filme: kc esta relacionado com DAB e δ é fictício, portanto nunca será medido.
Teoria da penetração: originalmente proposta por Higbie em 1935, para explicar a transferência de
massa na fase liquida durante a absorção do gás.
⇒ Aplicada para escoamento turbulento por Danckwerts (Ind. Eng. Chem. 43, 1460-67, 1951)
quando o componente que difunde apenas penetra uma curta distancia dentro de uma fase
de interesse, devido ao seu rápido desaparecimento através da reação química ou seu tempo
relativamente curto de contato.
⇒ Higbie considerou a transferência de massa para dentro da fase liquida como um transporte
molecular no estado não estacionário, encontrando:
( )∞−
π
= AAs
exp
AB
Ay cc
t
D
N
⇒ Danckwertz aplicou este conceito de estudo não estacionário para a absorção do componente
A numa corrente liquida turbulenta. Seu modelo assume que o movimento do liquido é
constantemente levado por turbilhões de liquido fresco do interior até a superfície, onde
estes substituem os elementos do liquido anteriormente sobre a superfície. Enquanto que
sobre a superfície cada elemento do liquido torna-se exposto a uma segunda fase e a massa é
Transferência de massa por convecção 5.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
transferida para dentro do liquido apesar dela ser estagnante e de profundidade infinita. A
total penetração do soluto no turbilhão num tempo de exposição é:
( ) ( )
21
expAB
AAs
t
0
21
AAs
ABt
0 A
tD
cc2dttcc
D
dtN
expexp








π
−=−
π
= ∞
−
∞ ∫∫
{
( )
21
expAB
AAs
todurante
médianciatransferêdetaxa
A
tD
cc2N
exp








π
−= ∞
⇒ Danckwertz modificou a suposição de período de exposição constante propondo uma faixa
infinita de idades para os elementos de superfície → probabilidade de um elemento de
superfície ser substituído por um novo turbilhão.
A taxa de transferência de massa com a renovação da superfície ao acaso é:
( )∞−= AAsABA ccsDN
onde s = fator de renovação da superfície (experimental)
O conceito de renovação da superfície de renovação tem sido bem sucedido em:
o Reações químicas na fase líquida.
o É valida somente se a superfície de renovação é relativamente rápida.
Teoria entre a do filme e a da penetração:
AB
5,0
ABc DaDk ∝
Modelo da camada limite:
321
ABD
3121
L
AB
c ScRe
L
D
664,0k
ν
=
=
logo 32
ABc Dk ∝
⇒ Sublimação de um sólido dentro de um gás.
⇒ Dissolução de um sólido por um líquido.
Transferência de massa convectivo entre fases 6.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 6: TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVO ENTRE FASES
⇒ Até agora vimos a transferência de massa dentro de uma única fase.
⇒ Transferência entre 2 fases de contato; exemplos:
o Corrente gasosa em contato com líquido
o Dois líquidos imiscíveis.
o Fluido escoando sobre um sólido.
⇒ A transferência entre duas fases requer o desvio do equilíbrio a qual pode existir entre a
concentração media (bulk) dentro de cada fase ⇒ desvio do equilíbrio fornece o gradiente de
concentração dentro de uma fase.
6.1 EQUILÍBRIO
⇒ Equilíbrio dinâmico: é indicado por uma concentração constante do soluto na fase líquida
(solvente) e uma concentração constante ou pressão parcial do soluto na fase gasosa. Exemplo:
inicialmente ar e amônia na fase gasosa e água pura na fase líquida → quando em contato, a
amônia é transferida para dentro da água, a qual é solúvel, e a água é vaporizada dentro da fase
gasosa, um equilíbrio dinâmico entre as duas fases eventualmente será estabelecido.
Figura 6.1 – Distribuição de equilíbrio do soluto A entre uma fase gasosa e uma líquida à
temperatura controlada.
⇒ Adicionando mais soluto (concentração de A) ao sistema isobárico e isotérmico, um novo
equilíbrio é alcançado.
PressãoparcialdeAnogásPA
Concentração de A no líquido, cA
Transferência de massa convectivo entre fases 6.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Equações relacionadas a equilíbrio nas duas fases → livros de termodinâmica.
⇒ Gases reais e fases líquidas → equações complexas.
Fase líquida ideal (Lei de Raoult)
AAA Pxp = (1)
Onde:
.equilíbrioderatemperatuaparapuroAdevapordepressãoP
líquida.fasenaAdemolarfraçãox
líquida.fasedaacimavaporfasenaAcomponentedoequilíbriodeparcialpressãop
A
A
A
=
=
=
Fase gasosa ideal (Lei de Dalton)
Pyp AA = (2)
Onde:
sistema.dototalpressãoP
gasosa.fasenaAdemolarfraçãoy A
=
=
Duas fases ideais (Lei de equilíbrio Raoult-Dalton)
AAA PxPy = (3)
Soluções diluídas (Lei de Henry)
AA Hcp = (4)
Onde: H = constante de Henry
cA = composição de A no equilíbrio na fase líquida.
Lei da distribuição (dois líquidos imiscíveis)
2líquido,A1líquido,A Kcc = (5)
Onde: cA = concentração do soluto A na fase líquida especificada.
K = coeficiente de distribuição.
Transferência de massa convectivo entre fases 6.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Conceitos básicos para todos os sistemas envolvendo a distribuição de um componente entre
duas fases.
1. Para condições fixas de temperatura e pressão, a regra das fases de Gibbs estabelece que existe
relações de equilíbrio, a qual pode ser apresentada na forma de curva de distribuição de
equilíbrio.
2. Quando o sistema esta em equilíbrio, não há transferência de massa liquida entre as fases.
3. Quando o sistema não esta em equilíbrio, componente ou componentes do sistema serão
transportados de tal maneira que cause a composição do sistema um retorno ao equilíbrio num
tempo suficiente.
EXEMPLO 1
Uma corrente de exaustão a partir de uma unidade de fabricação de um semicondutor contem 3
mol% de acetona e 97 mol% de ar. Para eliminar alguma possível poluição ambiental, esta corrente
de acetona-ar alimenta uma coluna de transferência de massa na qual a acetona será eliminada por
contracorrente de água a 293 K. A torre opera a uma pressão total de 1,013 x 105
Pa. Se a relação de
equilíbrio Raoult-Dalton pode ser usada para determinar a distribuição acetona entre o ar e a fase
aquosa, determinar:
a) A fração molar da acetona dentro da fase aquosa a qual estaria em equilíbrio com 3 mol% de
acetona na mistura gasosa.
b) A fração molar da acetona na fase gasosa a qual estaria em equilíbrio com 20 ppm de acetona na
fase aquosa.
A 293 K a pressão de vapor da acetona é 5,64 x 104
Pa.
EXEMPLO 2
A constante da lei de Henry para o oxigênio dissolvido em água é 4,06 x 109
Pa/(mol de O2 por mol
da solução total) a 293 K. Determine a concentração da solução de oxigênio na água que é exposta
ao ar seco a 1,013 x 105
Pa e 293 K. A lei de Henry pode ser expressada em termos de unidade de
fração molar por: AA xHp ′= , onde H’ é 4,06 x 109
Pa/(mol de O2/mol da solução total).
Transferência de massa convectivo entre fases 6.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
6.2 TEORIA DAS DUAS RESISTÊNCIAS
Envolvem 3 etapas:
1. Transferência de massa do meio (bulk) de uma fase para a superfície interfacial.
2. Transferência através da interface para a segunda fase.
3. Transferência para o meio (bulk) da segunda fase.
Figura 6.2 – Absorção de um gás com um soluto A transferido da fase gasosa para a fase líquida.
⇒ A teoria das duas resistências foi inicialmente sugerida por Whitman (Chem. Met. Engr., 29 (4),
147, 1923), esta possuía duas suposições principais:
1. A taxa de transferência de massa entre as duas fases é controlada pela taxa de difusão
através das fases sobre cada lado da interface
2. Nenhuma resistência é oferecida na transferência do componente difundindo na interface.
Interface gás-líquido
NA
Filme gasoso Filme líquido
Transferência de massa convectivo entre fases 6.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 6.3 – Gradientes de concentração entre duas fases em contato, onde o soluto é transferido do
gás para o líquido.
Na fig. 6.3 o gradiente de pressão parcial, pAG, até a composição do gás interfacial, pAi, e o
gradiente de concentração da fase líquida, cAi, na interface até a concentração bulk da fase líquida,
cAL.
⇒ Se não existe nenhuma resistência a transferência de massa na interface ⇒ pAi e cAi são
concentrações de equilíbrio.
⇒ PAi pode ser menor, maior ou igual a cAi, de acordo com as condições da temperatura e pressão
do sistema.
Se ocorrer transferência de massa da fase liquida para a gasosa ⇒ cAL > cAi e pAi > pAG como
mostram as figuras abaixo:
pAG
pAi
cAi
cAL
δG δL
Distância z
ConcentraçãodeAsedifundindo
Interface se
H < 1,0
pAG
pAi
cAi
cAL
δG δL
Distância z
ConcentraçãodeAsedifundindo
Interface se
H =1,0
Fase gás Fase líquida Fase líquidaFase gás
Transferência de massa convectivo entre fases 6.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 6.4 – Desorção (stripping) do liquido com o soluto A transferido do líquido para o gás.
Figura 6.5 – Gradiente de concentração entre duas fases em contato quando o soluto é transferido
do líquido para o gás.
Coeficientes de transferência de massa individuais
⇒ Taxa de difusão na direção z sobre cada lado da interface:
( )AiAGGAz ppkN −= (6)
( )ALAiLAz cckN −= (7)
pAG
pAi
cAi
cAL
δG δL
Distância z
ConcentraçãodeAsedifundindo
Interface
Fase gás Fase líquida
Interface gás-líquido
NA
Filme gasoso Filme líquido
Transferência de massa convectivo entre fases 6.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Onde:
líquida.faseaparaAcomponenteortransferiacontinuarparanecessáriadirecionalforçacc
fases.duasasseparandointerfaceapara
gasosomeiodocondiçõesdasAcomponenteortransferiparanecessáriadirecionalforçapp
líquidafasenaconvectivomassadenciatransferêdeecoeficientk
ãolconcentraçdeunidadesxinterfaciaáreaxtempo
idoA transferdemoles
gasosafasenaconvectivomassadenciatransferêdeecoeficientk
ALAi
AiAG
L
A
G
=−
=−
=






ρ∆
≡
=
Em regime no estado estacionário, o fluxo de massa de uma fase é igual ao fluxo de massa na
segunda fase, portanto:
( ) ( )AiALLAiAGGAz cckppkN −−=−= (8)
e
AiAL
AiAG
G
L
cc
pp
k
k
−
−
=− (9)
Figura 6.6 – Composições interfacial predita pela teoria das duas resistências.
0 → condições do meio (bulk) em um plano de transferência de massa. As condições em outro
plano poderiam ser diferentes.
A tabela 29.1 (WELTY) apresenta os coeficientes de transferência de massa individual encontrados
com mais freqüência, bem como a inter-relações entre eles.
0
Inclinação = -kL/kG
Curva de equilíbrio
pAG
pAi
cAL cAi
PressãoparcialdeAnafasegasosa
Composição de A na fase líquida
Transferência de massa convectivo entre fases 6.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Transferência de massa convectivo entre fases 6.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Coeficientes de transferência de massa global
⇒ É muito difícil medir fisicamente a pressão parcial e a concentração na interface. É conveniente
empregar os coeficientes global, baseado na força direcional global entre as composições do
meio (bulk), pAG e cAL.
( )∗
−= AAGGA ppKN (10)
Onde:
ALA
AG
G
G
cA,delíquidafasedabulkcomposiçãoacomequilíbrioemAdeparcialpressãop
gasosafasedabulkcomposiçãop
pressãoxlinterfaciaáreaxtempo
icoA transferdemoles
K
parcial.pressãodadirecionalforçanabaseadoglobal,massadenciatransferêdeecoeficientK
=
=






≡
=
∗
( )ALALA ccKN −= ∗
Onde:
ALA
AL
L
L
pcomequilíbrioemAdeãoconcentraçc
líquidafasedabulkcomposiçãoc
memoles/voluxlinterfaciaáreaxtempo
icoA transferdemoles
K
líquida.fasenaãoconcentraçda
direcionalforçanabaseadoglobal,massadenciatransferêdeecoeficientK
=
=






≡
=
∗
Transferência de massa convectivo entre fases 6.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 6.7 – Forças direcionais de concentrações para a teoria das duas resistências.
A figura 6.7 ilustra as forças direcionais associadas a cada fase e as forças direcionais global.
G
G
total,A
gásfilme,A
K1
k1
p
p
fasesasambasemtotalaresistênci
gasosafasenaaresistênci
=
∆
∆
=
L
L
total,A
líquidofilme,A
K1
k1
c
c
fasesasambasemtotalaresistênci
líquidafasenaaresistênci
=
∆
∆
=
⇒ Relação entre os coeficientes global e os coeficientes da fase individual:
{ Ai
õesconcentraçbaixaspara
Henrydeleida
constanteH,
Ai cmp
=
= (12)
utilizando a equação (12):
Transferência de massa convectivo entre fases 6.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
AiAi
ALA
AAG
mcp
mcp
mcp
=
=
=
∗
∗
Pela equação (10) rearranjada:
Az
AAi
Az
AiAG
Az
AAG
G N
pp
N
pp
N
pp
K
1
∗∗
−
+
−
=
−
=
Substituindo pela Lei de Henry:
( )
Az
ALAi
Az
AiAG
Az
AAG
G N
ccm
N
pp
N
pp
K
1 −
+
−
=
−
=
∗
Substituindo (6 ) e (7), temos:
LGG k
m
k
1
K
1
+= (13)
Pode ser encontrada uma expressão similar para KL, como segue:
( ) ( )
Az
ALAi
Az
AiAG
Az
ALA
L N
cc
mN
pp
N
cc
K
1 −
+
−
=
−
=
∗
ou
LGL k
1
mk
1
K
1
+= (14)
⇒ Se m é pequeno: KG = kG ⇒ fase gasosa controlada.
⇒ Se m é grande: KL = kL ⇒ fase gasosa pode ser desprezada, fase líquida controlada.
Transferência de massa convectivo entre fases 6.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 3
Num estudo experimental de absorção de amônia em água numa coluna de parede molhada, o
coeficiente global de transferência de massa, KG, foi encontrado no valor de 2,74 x 10-9
kg
mol/m2
.s.Pa. Para um ponto na coluna, a fase gasosa contem 8 mol% de amônia e a concentração na
fase líquida foi de 0,064 kg mol de amônia/m3
de solução. A torre opera a 293 K e 1,013 x 105
Pa.
Para esta temperatura, a constante da lei de Henry é 1,358 x 103
Pa/(kg mol/m3
). Se 85% da
resistência total para transferência de massa é encontrada na fase gasosa, determine os coeficientes
individuais de massa do filme e as composições interfaciais.
EXEMPLO 4
Uma corrente de água para lavagem é introduzida no topo de uma torre de transferência de massa
onde uma corrente de ar escoa em contracorrente. Para um ponto na torre, a corrente de água
contem 1 x 10-3
g mol de A/m3
e o ar é essencialmente livre de A. Para as condições de operação da
torre, os coeficientes de transferência de massa do filme são kL = 5 x 10-4
kg/mol/m2
.s.(kg mol/m3
)
e kG = 0,01 kg mol/m2
.s.atm. As concentrações esta na região da lei de Henry onde pAi =HcAi com
H = 10 atm/(kg mol/m3
). Determine
a) O fluxo de massa global de A.
b) O coeficiente de transferência de massa global, KL e KG.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 7: CORRELAÇÕES PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA
⇒ Correlações para transferência de massa baseada em dados experimentais e quando possível
teórico.
TABELA 7.1 Números adimensionais em correlação para dados de transferência de massa
Correlações para transferência de massa convectiva 7.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
7.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA PARA PLACAS, ESFERAS E CILINDROS
Técnicas empregadas para obter o coeficiente de transferência de massa entre o fluido em
movimento e certas formas:
o Sublimação de um sólido.
o Vaporização de um líquido no ar.
o Dissolução de um sólido na água.
PLACA PLANA
3121
L
AB
c
L ScRe664,0
D
Lk
Sh == (Laminar) ReL < 2 x 105
(1)
318,0
L
AB
c
L ScRe0365,0
D
Lk
Sh == (Turbulento) ReL > 2 x 105
(2)
onde:
µ
ρϑ
= ∞ L
ReL
Para uma distancia x a partir do inicio da placa plana, temos:
3121
x
AB
c
L ScRe332,0
D
xk
Sh == (Laminar) (3)
onde:
µ
ρϑ
= ∞ x
Re x
As equações também podem ser escritas em termos se fator j, como:
31
L
L
32
AB
AB
AB
c32c
D
ScRe
Sh
D
D
LD
Lk
Sc
k
j =





ρ
µ
µ
ρ
ρϑ
µ
=
ϑ
=
∞∞
, logo:
21
LD Re664,0j
−
= (laminar) Re < 2 x 105
(4)
2,0
LD Re0365,0j −
= (turbulento) Re > 2 x 105
(5)
Estas equações podem ser usadas com 0,6 < Sc < 2500.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Em muitas situações a camada limite da concentração começa após a camada limite
hidrodinâmica, conseqüentemente a camada limite hidrodinâmica começa a se desenvolver antes da
camada limite da concentração.
Figura: Escoamento laminar sobre uma placa plana com inicio da camada limite hidrodinamica
antes da camada limite de concentração.
Condições de contorno:
0 ≤ x < X, cA = cA∞
X ≤ x < ∞, cA = cAs
E o numero de Sherwood local, fica:
31
43
21
xx
x
X
1
Sc
Re332,0Sh




















−
=
CA = 0 p/ parede
Parede inerte Parede (fonte de A)
x = 0
x = xx = Xx = 0
cAs
NA
cA∞
ϑ∞
δc
δ
Correlações para transferência de massa convectiva 7.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo 7.1
Reator horizontal de deposição química (CVD): crescimento de um filme de arsenito de gálio
(GaAs)
Reações simplificadas que ocorrem na superfície de silício:
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )gCH6sGa2gH3gCHGa2
gH3sAs2gHA2
4233
23s
+→+
+→
No presente processo, a placa de silício de 10 cm é posicionada a 4 cm a partir da placa quente. A
temperatura do processo é 800 K e a pressão total do sistema é 101,3 KPa (1 atm). Considerando o
caso limitante onde o escoamento do gás rico em H2 esta a uma velocidade media de 100 cm/s
(Ga(CH3)3 diluído).
Determinar o coeficiente de transferência de massa global (kc) para o trimetil gálio em H2 no centro
da placa de silício usando:
a) A teoria da camada limite.
b) A teoria do filme
DAB = 1,55 cm2
/s a 800 K e 1 atm (A = trimetil gálio e B = H2)
Distribuidordegás
Alimentação de gás
Gás de alimentação:
H2 + Ga(CH3)3 + AsH3
Placa de silício de 10 cm
Placa aquecida
(susceptor)
x = 0 cm x = 4 cm x = 9 cm
Correlações para transferência de massa convectiva 7.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
ESFERA ÚNICA
Forma geral:
{ 4434421
forçada
convecção
31m
molecular
difusãoAB
c
ScReC2
D
Dk
Sh +==
C e m são constantes da correlação.
µ
ρϑ
= ∞ D
Re
Onde: D = diâmetro da esfera
ϑ∞ = velocidade do fluido bulk
ρ, µ = densidade e viscosidade da mistura de fluidos, respectivamente.
Transferência de massa dentro de uma corrente líquida
( ) 2132
AB
AB
L
Pe21,14
D
Dk
Sh +== (Brian and Hales) (1)
PeAB = número de Peclet = Re⋅Sc < 10000
31
ABPe01,1Sh = Levick, para PeAB > 10000 (2)
Transferência de massa numa corrente gasosa
3121
AB
c
ScRe552,02
D
Dk
Sh +== (Fröessling) (3)
válida para 2 < Re < 800 e 0,6 < Sc < 2,7
A equação (1) a (3) são válidas quando a convecção natural é desprezível e a convecção forçada é
predominante, isto é, quando:
6121
ScGr4,0Re −
≥ (4)
Correlações para transferência de massa convectiva 7.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
A seguinte correlação é recomendada quando ocorre transferência na presença de convecção
natural.
( ) 62,021
o ScRe347,0ShSh += (Steinberger and Treybal) (5)
onde Sho é dependente de Gr e Sc.
( ) 25,0
o GrSc569,02Sh += , para GrSc < 108
(6)
( ) 244,031
o ScGrSc0254,02Sh += , para GrSc > 108
(6)
válidas para 2 ≤ Re ≤ 3 x 104
e 0,6 ≤ Sc ≤ 3200
Onde: Gr = número de Grashof, definido como:
2
3
gD
Gr
µ
ρ∆ρ
= (7)
ρ e µ são tomados nas condições bulk do fluido em escoamento.
∆ρ = diferença de densidade entre as duas fases em contato.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.2
Estimar a distância de percurso de uma gota esférica de água em escoamento, originalmente 1,0 mm
em diâmetro, em ar seco imóvel a 323 K, de modo a reduzir seu volume em 50%. Assumir que a
velocidade da gota é sua velocidade terminal avaliada no diâmetro médio e que a água permaneça a
293 K. Avaliar as propriedades do gás para a temperatura média do filme gasoso de 308 K.
O sistema físico requer uma analise combinada de transporte de momento e massa. A gota de água
líquida é a fonte de transferência de massa, o ar das vizinhanças serve como meio infinito, e o vapor
de água (A) é transferido. A taxa de evaporação é pequena de maneira que a gota de água é
considerada isotérmica a 293 K, senão o transporte de calor também deveria ser combinado.
Considerando um balanço de força na partícula esférica no meio fluido, nós podemos mostrar que a
velocidade terminal da partícula é:
( )
arD
aráguap
o
C3
gd4
ρ
ρ−ρ
=ϑ
Onde: dp = diâmetro da partícula
g = aceleração da gravidade
CD = coeficiente de arraste, função de Reynolds e da esfericidade, que neste caso é 1 por ser
considerada partícula esférica.
Resp: 56,6m
CILINDROS ÚNICOS
Sublimação do cilindro sólido em ar escoando normal ao seu eixo.
( ) 4,0
D
M
56,0
G
Re281,0
G
PSck −
= válida para 400 < ReD < 25000 e 0,6 < Sc < 2,6
Onde: P = pressão total do sistema.
GM = velocidade superficial molar do gás (kg.mol/m2
.s)
ReD = número de Reynolds em termos do diâmetro do cilindro.
Para outras faixa se Re e Sc pode-se utilizar analogia de Chilton-Colburn: jD = jH.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.3
Em um aparelho de umidificação, a água líquida escoa em filme estreito sobre um cilindro vertical.
Ar seco a 310 K e 1,013 x 105
Pa escoa em ângulo reto alinhado verticalmente ao cilindro de 0,076
m de diâmetro e 1,22 m de comprimento a uma velocidade de 4,6 m/s. A temperatura do filme
líquido é 290 K. Calcular a taxa na qual o líquido deve ser suprido ao topo do cilindro se a
superfície total do cilindro é usada para o processo de evaporação e nenhuma água deve escorrer a
partir do fundo do cilindro.
O filme líquido do lado externo do cilindro representa a fonte de transferência de massa, e a
corrente de ar escoando normal ao cilindro representa o meio infinito. As propriedades da corrente
de ar são avaliadas para a temperatura média do filme de 300 K (ρ = 1,1769 kg/m3
, ν = 1,5689 x 10-
5
m2
/s).
Resp.: 1,14 x 10-4
kg/s.
TRANSFERÊNCIA DE MASSA ENVOLVENDO ESCOAMENTO TURBULENTO
ATRAVÉS DE CANOS
44,083,0ln,b
AB
c
ScRe023,0
P
p
D
Dk
= para 2000 < Re < 35000 e 0,6 < Sc < 2,5 (Gilliland and
Sherwood) (1)
onde D é o diâmetro interno do cano; pB,ln é a composição média logarítmica do gás de arraste,
avaliado entre a composição da superfície e a corrente bulk; P é a pressão total; DAB é a
difusividade mássica do componente A se difundindo no gás de arraste B; Re e Sc são avaliados nas
condições bulk da corrente de escoamento.
3183,0
AB
L
ScRe023,0
D
Dk
= para 2000 < Re < 35000 e 1000 < Sc < 2260 (Gilliland, Sherwood e
Linton)(2)
TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM COLUNAS DE PAREDE MOLHADA
O coeficiente de transferência de massa convectivo para a corrente gasosa utiliza a equação (1)
anterior. O coeficiente para o filme líquido segue a correlação:
( ) ( ) 4,0
L
61
2
32
21
AB
L
Re
gz
Sc433,0
D
zk








µ
ρ
= (Vivian and Peaceman) (3)
Correlações para transferência de massa convectiva 7.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Onde: z = comprimento de contato
DB = difusividade mássica de A se difundindo em B
ρ = densidade do líquido B.
µ = viscosidade do líquido B.
Sc = número de Schmidt para o soluto dissolvido no líquido na temperatura do filme líquido.
µπ
=
µ
Γ
=
D
w44
ReL
w = vazão mássica do líquido.
D = diâmetro interno da coluna.
Γ = vazão mássica do liquido por unidade de perímetro molhado da coluna.
EXEMPLO 7.4
Uma coluna de parede molhada de 2 esta sendo utilizada para absorver CO2 a partir de uma solução
aquosa por uma corrente de ar escoando a 2,5 ft/s. Para um ponto da coluna, a concentração de CO2
na corrente de ar é 1 mol%. Para o mesmo ponto da coluna, a concentração de CO2 na água é 0,5
mol%. Determinar o coeficiente de transferência de massa na fase gasosa e o fluxo mássico para o
ponto da coluna. A coluna é operada a 10 atm e 25º C.
TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM LEITOS FIXO E FLUIDIZADO
- Adsorção
- troca íons
- cromatografia
- reações gasosas catalisadas em superfícies sólidas.
Equação de Sherwood, Pigford e Wilke, para leito fixo:
415,0
D Re17,1j −
= 10 < Re < 2500
onde:
µ
ρ
=
avep ud
Re
uave = velocidade superficial do fluido
dp = diâmetro da esfera que tem a mesma superfície ou volume como a partícula.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Transferência de massa entre líquidos e leitos de esferas, equação de Wilson e Geankoplis:
eR
09,1
jD
′′′
=ε para 0,0016 < eR ′′′ < 55, 165 < Sc < 70600 e 0,35 < ε < 0,75.
( ) 31,0D
eR
25,0
j
′′′
=ε para 55 < eR ′′′ < 1500, 165 < Sc < 10690
eR ′′′ é definido em termos do diâmetro da partícula, velocidade mássica superficial do fluido, G,
massa por unidade de tempo por unidade da seção transversal da torre sem recheio. ε é a fração de
vazios.
sólidaspartículasasmaisvazioespaçodototalvolume
sólidaspartículasasentrevazioespaçodovolume
=ε
Correlação de Gupta e Thodos, para gases e leito de esferas:
( ) 575,0D
eR
06,2
j
′′′
=ε para 90 < eR ′′′ < 4000
Correlação de Gupta e Thodos, para gases e líquidos em leito de esferas fluidizado:
( ) 483,0eR
863,0
010,0j
58,0D
−′′′
+=ε
Mais detalhes sobre transferências de massa, calor e momento em leitos fluidizados se encontra no
livro de Kunii & Levenspiel, Fluidization Engineering, Wiley, New York, 1969.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.5
Para realizar ensaios de transferência de massa, construí-se uma coluna que se comportasse como
leito fixo e fluidizado, dependendo da velocidade de injeção do fluido de trabalho na base do
equipamento. Para proceder a experimentação, esferas de naftaleno de 2,9 mm de diâmetro e massa
especifica igual a 1,145 g/cm3
foram eleitas como material de teste. Utilizando ar seco como fluido
de trabalho a 25º C e 1 atm (Sc = 2,45 e DAB = 0,0611 cm2
/s), determine:
a) O valor de Sherwood da partícula quando o ar é injetado a 14,91 cm/s na base da coluna. Nessa
condição observou-se que o leito comportara-se como fixo de porosidade 0,49. Utilize a
correlação apresentada neste tópico e compare os resultados obtidos com o experimental que é
12,95.
b) Mantendo-se a carga de partículas presentes no item anterior, estime o valor do ShP, para o caso
da velocidade do ar ser duplicada. Nesse caso, assume-se que o leito comporta-se como
fluidizado com porosidade igual a 0,69.
uo
Correlações para transferência de massa convectiva 7.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
ENXAME DE BOLHAS ESFÉRICAS
⇒ Introdução do gás em líquidos através de orifícios gerando o enxame de bolhas.
⇒ Comportamento diferente aos de esferas rígidas.
Calderbank e Môo-Young: transferência de um soluto A do gás para o solvente liquido B através de
grande quantidade de bolhas contendo o gás A.
3131
AB
bL
ScGr31,0
D
dk
Sh == para db < 2,5 mm
2131
AB
bL
ScGr42,0
D
dk
Sh == para db ≥ 2,5 mm
2
L
L
3
b gd
Gr
µ
ρ∆ρ
=
∆ρ = diferença de densidade do líquido e a densidade do gás no interior da bolha.
ρL e µL avaliados nas propriedades bulk da mistura.
Para relacionar o fluxo NA com a taxa de transferência a razão ‘hold up’do gás deve ser conhecida
(φg).
V
V
líquidodoVolume
gásdebolhasdasVolume g
g ==φ
A área da interface de transferência de massa por unidade de volume para bolha é:
b3
b
2
b
b
g
gi
d
6
d
6
d
bolhadaVolume
bolhadaárea
pois
d
6
bolhadaVolume
bolhadaárea
V
V
V
A
=
π
π
=
φ=⋅=
φg < 0,2 para muitos casos e
t
g
ϑ
ϑ
∝φ com a agitação mecânica do líquido.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Para transferência de massa de gases a líquidos em tanques agitados por impulsor.
Devido as colisões continuas das bolhas de gás borbulhando e a agitação mecânica do impulsor, a
área interfase para transferência de massa é impossível de ser medida. Nestes casos a medida do
coeficiente de transferência de massa para tanques agitados são colocadas na forma de coeficiente
de capacidade, por exemplo, kLa. O parâmetro a, é definido como:
líquidodoVolume
interfasemassadenciatransferêparadisponivelárea
V
A
a i
==
Conversão de unidades:
1
3
2
i
L s
m
m
s
m
V
A
kak L
−
=














==
( )AAL
i
AA ccVakV
V
A
Nw −⋅=⋅⋅= ∗
⇒ Equações de Van’t Riet para transferência de O2 em água com bolhas de ar coalescendo:
( ) ( ) 5,0
gs
4,0
g2
OL u
V
P
10x16,2ak
2 







= −
para V < 2,6 cm3
de líquido, e
⇒ Transferência de O2 em água com bolhas de ar que não coalescem:
( ) ( ) 2,0
gs
7,0
g3
OL u
V
P
10x2ak
2 







= −
para V < 2,6 cm3
de líquido
Ambas valendo para: 500 <
V
Pg
< 10000 w/m3






=
3
g
m
W
líquidoVolume
aeraçãodaconsumodepoência
V
P
ugs = velocidade superficial do gás escoando através do recipiente vazio (m/s) = (vazão volumétrica
do gás)/(área da seção transversal)
Correlações para transferência de massa convectiva 7.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.6:
Num projeto de remediação airada para tratamento de água contaminada com tricloroetileno (TCE)
a uma concentração de 50 mg/L. A trincheira é um duto aberto de 1 m de largura (W) e
profundidade de 2 m (H), e a vazão volumétrica da água de lavagem adicionada a trincheira é 0,1
m3
/s. O ar é borbulhado no fundo do duto a uma taxa que fornece um hold up de gás de 0,02 m3
de
gás por 1 m3
de água, e o diâmetro médio das bolhas é 0,01 m. Determine o comprimento da
trincheira necessária para reduzir a concentração do efluente TCE para 0,05 mg/L. A temperatura
do processo é 293 K e a pressão do sistema é 1 atm.
⇒ Estado estacionário
⇒ Processo contínuo onde TCE é transferido da água de lavagem para o gás de aeração.
⇒ Variação do perfil apenas na direção axial (boa mistura)
Ar
SoloForro
z z + ∆z
NAAi
Atmosfera
W = 1 m
H=2m
Equipamentos de transferência de massa 8.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 8: EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA
Exemplos típicos de equipamentos de transferência de massa incluem:
1) Transferência do soluto de uma fase gasosa para uma fase líquida: absorção,
desudimificação e destilação.
2) Transferência do soluto de uma fase líquida para uma fase gasosa: desorção ou stripping e
umidificação.
3) Transferência de um soluto da fase líquida para uma segunda fase líquida imiscível (ex. fase
aquosa para hidrocarboneto): extração líquido-líquido.
4) Transferência de um soluto a partir de um sólido para uma fase fluido: secagem e lavagem
(leaching).
5) Transferência de um soluto a partir de um fluido para a superfície de um sólido: adsorção
coluna troca íons.
⇒ Torres e tanques: contato íntimo as duas fases.
8.1 TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA
Classificação em 4 tipos gerais de acordo com o método usado para produzir contato entre as duas
fases:
TORRES DE BOLHAS
Consiste de uma câmara aberta na qual a fase líquida escoa e a fase gasosa é dispersa no líquido na
forma de pequenas bolhas. As bolhas fornecem a área de contato desejada.
⇒ A fase líquida normalmente controla a taxa de transferência de massa. Ex. absorção de gases
parcialmente insolúveis, como a oxidação pelo ar na água.
O tempo de contato e a área de contato determinam a quantidade de massa transferida entre as fases.
aeróbiosmisturadetanque
águadeotratamentdeOperações
biológicaOxidação



⇒
⇒
Equipamentos de transferência de massa 8.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 1 – torre de bolhas
TORRES DE SPRAY
O gás escoa para cima numa câmara aberta e a fase líquida é introduzida, na parte superior, por
atomização na forma de pequenas gotas em contracorrente a fase gasosa. As pequenas gotas
garantem uma grande área de contato entre as duas fases.
⇒ Gases altamente solúveis.
⇒ A resistência da fase gasosa normalmente controla a taxa de transferência de massa.
Figura 2 – torres spray
Saída do líquido
Entrada do líquido
Entrada do gás
Saída do gás
Z
Saída do líquido
Entrada do líquido
Entrada do gás
Saída do gás
Z
Equipamentos de transferência de massa 8.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
TORRES DE RECHEIO
Envolve o contato contracorrente continuo entre duas fases imiscíveis. As torres são colunas
verticais preenchidas com recheio (ver figura).
Uma variedade de materiais para recheios é usada como cerâmicas e plásticos.
A proposta do recheio é fornecer uma grande área de contato entre as duas fases imiscíveis. O
líquido é distribuído sobre o leito e escoa sobre a superfície do recheio com um filme líquido.
O gás geralmente escoa para cima em contracorrente ao líquido.
⇒ Sistemas gás-líquido na qual as resistências de ambas as fases controlam a taxa de transferência
de massa (ambas são importantes).
⇒ Ex. torre de resfriamento onde a água é recirculada como meio de transferência de calor
(condicionador de ar natural).
Anéis de Raschig Selas de Berl Anéis de Lessing Anéis de Pall
Figura 3 – Recheios comuns na industria.
Figura 4 – torre de recheio
Saída do líquido
Entrada do líquido
Entrada do gás
Saída do gás
Z
Equipamentos de transferência de massa 8.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
TORRES DE PRATOS
⇒ São as torres mais comumente utilizadas nas industrias.
⇒ Mecanismo combinado: torre de bolhas com torre spray.
Em cada prato, as bolhas de gás são formadas a partir do fundo do liquido pobre, forçando o gás
através de pequenos orifícios no prato ou sobre válvulas imersas no liquido.
A transferência de massa interfase ocorre durante a formação das bolhas, e quando as bolhas
aumentam em dímetro através do liquido agitado.
Os pratos são arranjados um em cima do outro em uma torre cilíndrica (fig.5). O líquido escoa
cruzando o primeiro prato superior e então os pratos abaixo. O vapor aumenta através de cada prato.
⇒ Torres de pratos não podem ser projetadas por equações obtidas por integração sobre uma
área continua de contato interfase. São projetadas por cálculos para cada estágio ou prato.
Figura 5 – Torre de pratos
Equipamentos de transferência de massa 8.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.2 OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA GÁS-LÍQUIDO EM TANQUES
BEM AGITADOS
A aeração é uma operação de contato gás-líquido onde o ar comprimido é introduzido no fundo de
um tanque de água liquida através de pequenos orifícios dispersos, como tubos perfurados, tubo ou
placas porosas.
O agitador (turbina) quebra as bolhas e dispersa através do líquido, ocorre um processo de absorção
ou stripping.
Figura 6 – Tanque agitado airado
Absorção: O soluto no gás de aeração é transferido para o líquido. Muitas vezes o soluto é o
oxigênio gasoso presente no ar, a qual é poupadamente solúvel em água. A absorção de oxigênio na
água é muito importante em muitos processos de engenharia química.
Stripping: O soluto volátil dissolvido é transferido do líquido para o gás de aeração, importante em
processos de tratamento de água em engenharia ambiental.
Quando o gás está disperso em uma fase continua líquida, a fase líquida controla a taxa de
transferência de massa, portanto o balanço de massa para transferência de massa do soluto é feito
para a fase líquida.
Equipamentos de transferência de massa 8.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
A transferência de massa do soluto A nos filmes gás e liquido baseado no coeficiente global de
transferência de massa é (ver cap. 6):
( )AALA ccKN −= ∗
(1)
A taxa de transferência de massa é:
( ) ( )AALAA
i
LA ccaVKccV
V
A
KW −=−= ∗∗
(2)
onde:
H
p
c A
A =∗
Lei de Henry.
pA = pressão parcial de A na fase bulk.
KLa = coeficiente de capacidade, pois o área de interface de TM por unidade de volume é difícil de
se medir.
O processo da figura 6 é continuo se for batelada elimina-se a corrente de entrada e saída, e o
balanço de massa no estado transiente para o soluto A na fase liquida fica:
{
( )
dt
Vcd
VRANcc A
homogenea
reaçãohánão
0
AiA
0
A
0
0A0 =++ϑ−ϑ
===
32143421
(3)
Como V = constante, portanto, ( ) dt
dc
VccaVK A
AAL =−∗
=∗
Ac constante, logo: ∫∫ −=
−
−
∗
t
0L
c
c
AA
A
dtaK
cc
dcA
0A
(4)
ficando: ( ) taK
0AAAA
Lecccc ⋅−∗∗
−−= (5)
∞→≅ ∗
tsecc AA
Para processo continuo no estado estacionário temos:
Equipamentos de transferência de massa 8.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
{
( )
43421
32143421
ioestacionár
estado
0
A
homogenea
reaçãohánão
0
AiA
saída
A
entrada
0A0
dt
Vcd
VRANcc
=
=
=++ϑ−ϑ (6)
Para processos com soluções diluídas as vazões volumétricas ϑ=ϑ0 , a equação (6), fica:
( ) ( ) 0ccVaKcc AALA0A =−⋅+−ϑ ∗
ou
aK
V
caKc
Vc
L
0
AL0A
0
A
+
ϑ
⋅+
ϑ
=
∗
(7)
EXEMPLO 8.1
O projeto de um sistema de aeração para processos de fermentação aeróbia é baseado na
transferência de massa gás-líquido. Microorganismos crescem numa suspensão líquida e são
alimentados por nutrientes dissolvidos em glicose e sais minerais. Microorganismos aeróbios em
líquidos suspensos também requerem oxigênio para o seu crescimento. Se o oxigênio não é suprido
com uma taxa suficiente para suportar o crescimento da célula, as células morrerão.
No presente processo, Aerobacter aerogenes está sendo cultivado dentro de um fermentador
continuo de 3 m3
de volume líquido (V) e o diâmetro do tanque (dT) de 1,5 m. O meio nutriente
fresco contem uma quantidade de traços de oxigênio dissolvido a uma concentração de 0,01 mol
O2/m3
entrando no fermentador a uma vazão de 1,8 m3
/h. Para condições de estado estacionário, o
fermentador aeróbio opera a uma concentração celular (cX) de 5 kg de massa sêca/m3
de cultura
líquida.
A concentração celular é determinada por taxa de crescimento especifico dos organismos e a
composição nutriente do meio líquido.
A suspensão celular líquida consome oxigênio proporcionalmente a concentração da célula de
acordo com a equação da taxa: X0A cqR −=
onde q0 é a taxa de consumo de oxigênio especifico das células = 20 mol O2/kg de célula⋅h, que é
assumido constante. Determinar o valor de KLa necessário para assegurar que a concentração de
oxigênio na cultura líquida (cA) é pelo menos 0,05 mol/m3
. Determinar a potencia de entrada para 3
m3
do fermentador se a vazão de gás no fermentador é 1 m3
de ar/min para as condições do
processo a 298 K e 1 atm. Assumir que as bolhas não coalescem. Para 298 K, a constante da lei de
Henry para o oxigênio dissolvido no meio nutriente líquido é 0,826 atm.m3
/mol.
Resp.: KLa = 0,136 s-1
e Pg = 4716 W
Equipamentos de transferência de massa 8.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Eckenfelder desenvolveu uma correlação geral par transferência de oxigênio de bolhas de ar para o
liquido.
V
hQ
V
A
K
78,0n1
gg
L
+
θ
= (8)
onde:
θg = constante de acordo com o tipo de dispersador.
Qg = taxa de escoamento do gás (ft/min).
n = constante que depende do tamanho dos orifícios do dispersador.
h = profundidade abaixo da superfície líquida para qual o ar é introduzido no tanque.
Um gráfico para a equação (8) é representado abaixo:
Figura 7 – fator de transferência de oxigênio para um único dispersor num tanque de aeração.
EXEMPLO 8.2
Uma lagoa de aeração de 566 m3
é airada com 15 dispersores, cada um usando ar comprimido a
uma taxa de 7,08 x 10-3
m3
/s. Os dispersores estão localizados a 4,57 m abaixo da superfície da
lagoa. Encontrar o tempo requerido para aumentar o oxigênio dissolvido de 2 mg/L para 5 mg/L se
a temperatura da água é de 293 K.
Resp.: 1540 s.
Equipamentos de transferência de massa 8.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.3 BALANÇO DE MASSA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO: EQUAÇÕES
PARA A LINHA DE OPERAÇÃO
São quatro fundamentos importantes que constituem a base de projeto para equipamentos de
contato contínuo:
1) Balanço material e de entalpia, envolvendo equações de conservação da massa e energia:
forma a expressão para avaliar a composição bulk das duas fases em contato em algum
ponto da torre, bem como a mudança nas composições bulk entre dois pontos da torre.
2) Equilíbrio interfase (leis termodinâmicas => capítulo 6)
3) Equações de transferência de massa: desenvolvidas nas formas diferenciais, combinadas
com o balanço diferencial de massa, e quando integrado sobre a área interfacial de contato
fornece o comprimento requerido na troca de massa.
4) Equações de transferência de momento: importante para avaliar a queda de pressão no
equipamento.
Escoamento contracorrente
Considerando alguma operação no estado estacionário que envolve o contato contracorrente de duas
fases insolúveis como mostra a fig. 8. As duas fases insolúveis são identificadas como G e L.
Figura 8 – Processo contracorrente no estado estacionário.
z = z1
z = z2
z
G1, yA1, YA1
G2, yA2, YA2
Gz, yAz, YAzLz, xAz, XAz
L2, xA2, XA2
L1, xA1, XA1
Equipamentos de transferência de massa 8.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Para o fundo da torre temos as definições:
G1 = Vazão molar de entrada da fase G [moles da fase G/h⋅área da seção transversal da torre]
L1 = Vazão molar de entrada da fase L [moles da fase L/h⋅área da seção transversal da torre]
yA1 = fração molar de A na fase G [moles de A/moles total na fase G]
xA1 = fração molar de A na fase L [moles de A/moles total na fase L]
As definições são similares para o topo da coluna, no plano z2.
O balanço global macroscópico de massa para o componente A no trocador de massa no estado
estacionário, na qual não ocorre produção química de A ou desaparecimento de A, requer:






=





torrenadeixando
Ademoles
torrenaentrtando
Ademoles
ou 1A12A22A21A1 xLyGxLyG +=+ (1)
Um balanço de massa para o componente A no plano z = z1 e um plano arbitrário z, é:
1A1AzzAzz1A1 xLyGxLyG +=+ (2)
As equações ficam mais fáceis de manipular se forem designadas concentrações por unidade de
concentração livre de soluto como:
A
A
A
y1
y
Y
−
= (3)
A
A
A
x1
x
X
−
= (4)
Onde: YA = moles de A em G por mol livre de A em G.
XA = moles de A em L por mol livre de A em L.
As taxas de escoamento usadas com unidades livres de soluto são:
LS = moles da fase L sobre uma base livre de soluto
GS = moles da fase G sobre uma base livre de soluto
( ) ( )
( ) ( )2A21A1S
2A21A1S
y1Gy1GG
x1Lx1LL
−=−=
−=−=
Equipamentos de transferência de massa 8.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O balanço global de A pode ser escrito em termos livre de soluto:
1AS2AS2AS1AS XLYGXLYG +=+ ou
( ) ( )2A1AS2A1AS XXLYYG −=− (5)
Logo:
2A1A
2A1A
S
S
XX
YY
G
L
−
−
= (6)
Equação (6) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1,YA1) e (XA2,YA2) com inclinação LS/GS.
Um balanço de massa em A no plano z1 e o plano arbitrário z em termos livre de soluto:
1ASAzSAzS1AS XLYGXLYG +=+ ou
( ) ( )Az1ASAz1AS XXLYYG −=− (7)
Logo:
Az1A
Az1A
S
S
XX
YY
G
L
−
−
= (8)
Equação (7) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1,YA1) e (XAz,YAz) com inclinação LS/GS.
Equação (5) ≡ Equação (7)
A equação (7) é uma expressão geral relacionando as composições bulks das duas fases para algum
ponto do trocador de massa. Esta define as condições operacionais dentro do equipamento: é linha
de operação para operações contracorrente.
Figura 9: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para transferência
de soluto da fase G para a fase L(absorção). O equilíbrio bulk, localizado sobre a linha de operação
, deve ser maior do que a concentração de equilíbrio para fornecer uma força direcional,
AiAG YY − ou seu equivalente AiAG pp − ou ∗
− AAG YY ou seu equivalente ∗
− AAG pp ,
necessária para transferir a partir da fase G para fase L.
Equipamentos de transferência de massa 8.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 9 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase G para a L.
Figura 10 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase L para a G.
Figura 10: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para
transferência de soluto da fase L para a fase G(stripping). A localização da linha de operação abaixo
da curva de equilíbrio assegura uma força direcional, ALAi xx − ou seu equivalente ALAi cc − ou
ALA xx −∗
ou seu equivalente ALA cc −∗
, necessária para transferir a partir da fase L para fase G.
YA
YA1
YA2
XA2XA1
S
S
G
L
inclinação=
Linha de
operação
Curva de equilíbrio
YAi versus XAi
YA
YA1
YA2
XA2 XA1 XA
S
S
G
L
inclinação=
Linha de operação
Curva de equilíbrio
YAi versus XAi
XA
Equipamentos de transferência de massa 8.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial dz, é facilmente obtido
pela diferenciação da equação (7). Esta equação diferencial
ASAS dYGdXL =
relaciona a transferência molar em operações contracorrente pelo tempo e pela área da seção
transversal disponível no comprimento dz
No projeto de equipamentos de transferência de massa, a vazão de pelo menos uma fase e três das 4
composições de entrada e saída devem ser fixadas pelo requisito do processo. A necessidade da
vazão da segunda fase é muitas vezes a variável projetada.
Três possíveis linhas de operação são mostradas na figura 11. A inclinação decresce quando o valor
da vazão LS decresce. O mínimo LS, que deve ser usado, corresponde a linha de operação que toca a
linha de equilíbrio. Para o ponto de tangencia a força direcional é zero, e a transferência de massa
entre as duas fases não ocorre. Isto representa a condição limite, a razão mínima LS/GS para
transferência de massa.
Figura 11 Localização da linha de operação.
YA
YA1
YA2
XA2 XA
inclinações
Curva de equilíbrio
(LS/GS)1
(LS/GS)2
(LS/GS)3
P1 P2 P3
Equipamentos de transferência de massa 8.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 8.3
A amônia deve ser absorvida a partir de uma mistura com ar a 293 K e 1,013 x 105
Pa de pressão
numa torre de recheio contracorrente, usando água a 293 K como absorvente. A vazão do gás de
entrada é 1,21 x 10-2
m3
/s e uma corrente de água sem amônia de 9,46 x 10-3
kg/s será utilizada. Se
a concentração da amônia, NH3, é reduzida de 3,52 1,29% por volume, determine a razão
( ) ( )minSSrealSS GLGL . Os dados de equilíbrio para o sistema a 293 K e 1,013 x 105
Pa são
os seguintes:
OHdemolkg
NHdemolkg
X
2
3
0,0164 0,0252 0,0349 0,0455 0,0722
OHdemolkg
NHdemolkg
Y
2
3
0,021 0,032 ,042 0,053 0,08
Resp.: 1,38
Equilíbrio
X Y
kg mol de NH3/ kg mol de NH3/
kg mol de H2O kg mol de H2O
0 0
0.0164 0.0210
0.0252 0.0320
0.0349 0.0420
0.0455 0.0530
0.0722 0.0800
linha de operação
0 0.0131
0.0215 0.0365
Equipamentos de transferência de massa 8.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0, 0.0131
0.0215, 0.0365
0.00
0.01
0.02
0.03
0.04
0.05
0.06
0.07
0.08
0.09
0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08
XA, moles de NH3/mol de água
YA,moldeNH3/moldear
Curva de equiíbrio
Linha de operação
(Ls/Gs)min
0.0296
Escoamento cocorrente
Para operações e transferência de massa no estado estacionário envolvendo contato cocorrente de
duas fases imiscíveis, mostrada na figura 14, o balanço de massa global para o componente A com
base livre de soluto é:
Figura 14 – Processo cocorrente no estado estacionário
z = z1
z = z2
z
G1, GS, yA1, YA1
G2,GS, yA2, YA2
Gz, GS, yAz, YAzLz,LS, xAz, XAz
L2,LS, xA2, XA2
L1, LS, xA1, XA1
Equipamentos de transferência de massa 8.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
1AS1AS2AS2AS XLYGXLYG +=+ ou
( ) ( )1A2AS2A1AS XXLYYG −=− (1)
Logo:
2A1A
2A1A
S
S
XX
YY
G
L
−
−
=−
Equação (1) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1,YA1) e (XA2,YA2) com inclinação -LS/GS.
Um balanço de massa em A no plano z1 e o plano arbitrário z em termos livre de soluto:
1AS1ASAzSAzS XLYGXLYG +=+ ou
( ) ( )1AAzSAz1AS XXLYYG −=− (2)
Logo:
Az1A
Az1A
S
S
XX
YY
G
L
−
−
=−
Equação (1) e equação (2) ambas são equações de uma reta que passa por um ponto
comum(XA1,YA1) com a mesma inclinação -LS/GS. A equação (2) é uma expressão geral que
relaciona a composição das duas fases em contato para algum ponto do equipamento. É designada
como equação da linha de operação para operações cocorrente. As figuras 15 e 16 ilustram a
localização do linha de operação relativa a curva de equilíbrio.
Figura 15 – Processo cocorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase G para a L.
YA
YA1
YA2
XA2XA1 XA
S
S
G
L
-inclinação=
Linha de operação
Curva de equilíbrio
YAi versus XAi
Equipamentos de transferência de massa 8.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 16 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase L para a G.
Um balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial, dz, para escoamento
cocorrente:
ASAS dYGdXL −=
que verifica a inclinação para a linha de operação em operação cocorrente de –LS/GS.
EXEMPLO 8.4
Uma corrente de ar-amônia descrita no exemplo 3 é alimentada cocorrentemente com uma corrente
de água sem amônia. A concentração da amônia deve ser reduzida de 3,52 para 1,29% por volume,
usando uma corrente de água 1,37 vezes a mínima. Determine (a) a razão mínima LS/GS, (b) vazão
real de água, e (c) concentração na corrente aquosa de saída.
YA
YA1
YA2
XA2 XA1
S
S
G
L
-inclinação=
Linha de
operação
Curva de equilíbrio
YAi versus XAi
XA
Equipamentos de transferência de massa 8.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Equilíbrio
X Y
kg mol de NH3/ kg mol de NH3/
kg mol de H2O kg mol de H2O
0 0
0.0164 0.0210
0.0252 0.0320
0.0349 0.0420
0.0455 0.0530
0.0722 0.0800
linha de operação
0 0.0365
0.0072 0.0131
0, 0.0365
0.0072, 0.0131
0.00
0.01
0.02
0.03
0.04
0.05
0.06
0.07
0.08
0.09
0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08
XA, moles de NH3/mol de água
YA,moldeNH3/moldear
Curva de equiíbrio
Linha de operação
(Ls/Gs)min
Equipamentos de transferência de massa 8.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.4 BALANÇO DE ENTALPIA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO
Muitas operações de transferência de massa são isotérmicas, principalmente quando envolve
misturas diluídas. No entanto, quando grandes quantidades de soluto são transferidas, o calor de
mistura pode produzir um aumento de temperatura na fase receptora. Se a temperatura da fase
muda, a solubilidade no equilíbrio do soluto será alterada, e a força de difusão também se alterará.
Considerando um processo contracorrente como da figura 8, um balanço entalpico no plano z = z2 e
um plano arbitrário z, temos:
L2G2G2L2 LHHGGHHL +=+ (1)
Onde: H = entalpia molar da corrente em sua temperatura particular, pressão e concentração. As
entalpias são normalmente baseadas sobre uma referencia de solvente livre de soluto e soluto puro
para uma temperatura base escolhida, T0. A entalpia normal de uma mistura líquida é avaliada sobre
uma temperatura base pela relação:
( ) Savg0LpLL HMTTcH ∆+−= (2)
Onde: HL = entalpia da corrente liquida [kJ/mol]
cpL = capacidade calorífica da mistura sobre uma base mássica [kJ/kg⋅K]
TL = temperatura da mistura [K]
Mavg = massa molecular media da mistura
∆HS = calor integral da solução em T0 e para a concentração da mistura [kJ/mol]
A entalpia molar para a mistura gasosa, com a mesma temperatura base e estado padrão do soluto é
( )( )( )[ ]
( ) solutosoluto,g,fsoluto0G
GfasedasolutolivreGfasesolutolivre,G,psolutosolutosoluto,G,psolutoG
MhyTT
Mcy1McyH
+−
−+=
Onde: HG = entalpia da corrente gasosa [kJ/mol]
cp,G = capacidade calorífica na fase gas [kJ/kg⋅K]
TG = temperatura da mistura gasosa [K]
hf,g, soluto = calor de vaporização do soluto [kJ/kg]
Equipamentos de transferência de massa 8.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.5 COEFICIENTES DE CAPACIDADE PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA
Coeficiente individual de transferência de massa, kG, foi definido pela expressão:
( )i,AG,AGA ppkN −= (1)
Coeficiente global de transferência de massa, KG, foi definido pela expressão:
( )∗
−= AG,AGA ppKN (2)
Para coluna de parede molhada as equações (1) e (2) são convenientes, pois possui a área da
superfície interfacial definida.
Outros equipamentos de transferência de massa são impossíveis de se medir a área da superfície
interfacial, por esta razão a é introduzido como área da superfície interfacial/volume.
( )( )
( )
( )( )altransversseçãodaáreatempo
idoA transferdemoles
ocomprimentdz
volume
linterfaciaárea
a
linterfaciaáreatempo
idoA transferdemoles
N A
=


















ou
( )dzppakdzaN i,AG,AGA −= (3) e
( )dzppaKdzaN AG,AGA
∗
−= (4)
Onde: kGa = coeficiente de capacidade de transferência de massa individual
KGa = coeficiente de capacidade de transferência de massa global
São combinados como um produto
( )( )( )
( )( )( ) 





⋅⋅
==












Pams
Adegmol
pressãovolumetempo
idoA transferdemoles
volume
linterfaciaárea
pressãolinterfaciaáreatempo
idoA transferdemoles
ak
3
G
Na fase líquida L, temos:
Equipamentos de transferência de massa 8.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )dzccakdzaN L,Ai,ALA −= (5) e
( )dzccaKdzaN L,AALA −= ∗
(6)














⋅⋅
soluçãodem
Adegmol
ms
Adegmol
ak
3
3
L
8.6 ANÁLISES DE EQUIPAMENTOS DE CONTATO CONTÍNUOS
Coeficiente de capacidade global constante
Hipóteses:
- isotérmico
- contracorrente
- KYa = constante
O balanço de massa do componente A sobre o comprimento diferencial dz é descrito como:
( )( ) ASAS dYGdXL
altransversseçãodaáreatempo
idoA transferdemoles
== (1)
A transferência de massa do componente A no comprimento diferencial dz é definido por:
( )( )
( )dzYYaKadzN
altransversseçãodaáreatempo
idoA transferdemoles
AAYA
∗
−== (2)
A transferência de A a partir da fase gasosa G para a fase líquida L fica:
( )dzYYaKdYG AAY
Aperdendoesta
Gfasea
AS
∗
−=−
43421
ou
∗
−
−=
AA
A
Y
S
YY
dY
aK
G
dz
Equipamentos de transferência de massa 8.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
∫∫ ∗
−
−=
2A
1A
2
1
Y
Y
AA
A
Y
Sz
z
YY
dY
aK
G
dz (3)
(4)
Pela curva de equilíbrio e a linha de operação (fig. 19) podemos avaliar ∗
− AA YY e calcular o
recíproco ∗
− AA YY1 plotando contra YA (fig. 20) e encontrando a área sob a curva.
Figura 19 – Avaliação de ∗
− AA YY , a força direcional global
YA
YA1
YA2
XA2 XA1 XA
Linha de operação
Curva de equilíbrioYA
∗
AY
{ ( )
44 344 21
numéricaougráfica
integração
Y
Y
AA
A
Y
S
12
massadetrocade
ocompriment
1A
2A YY
dY
aK
G
zzz ∫ ∗
−
=−=
Equipamentos de transferência de massa 8.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Figura 20 – Avaliação da integral ∫ ∗
−
1A
2A
Y
Y
AA
A
YY
dY
Após obter a área sob a curva da figura 20, podemos avaliar o comprimento do trocador de massa
pela equação (4).
Para transferência da fase L para a fase G (desorção ou stripping) temos:
( )dzYYaKdYG AAY
Aganhandoesta
Gfasea
AS −= ∗
43421
{ ( )
44 344 2144 344 21
numéricaougráfica
integração
Y
Y
AAG
A
Y
S
numéricaougráfica
integração
Y
Y
AA
A
Y
S
12
massadetrocade
ocompriment
1A
2A
1A
2A pp
dY
aK
G
YY
dY
aK
G
zzz ∫∫ ∗∗
−
=
−
=−= (5)
Em termos da fase líquida, para a transferência de massa de A a partir da fase G para a fase L,
temos:
( )dzXXaKdXL AAX
Aganhandoesta
Lfasea
AS
∗
−=
43421
∗
− AA YY
1
YA2 YA1 YA
∫ ∗
−
=
1A
2A
Y
Y
AA
A
YY
dY
Área
Equipamentos de transferência de massa 8.24
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
{ ( )
44 344 21
numéricaougráfica
integração
X
X
AA
A
X
S
12
massadetrocade
ocompriment
1A
2A XX
dX
aK
L
zzz ∫ −
=−=
∗
(7)
z é avaliado com o mesmo procedimento da fase G.
Coeficiente de capacidade global variável
O coeficiente de capacidade global variável quando a inclinação da linha de equilíbrio varia dentro
da região que incluem as concentrações bulk e interfacial.
No caso se as linhas de equilíbrio tiver curvatura pronunciada, o cálculo exato é baseado sobre um
dos coeficientes de capacidade individual.
O balanço de massa para A sobre um comprimento diferencial dz é
ASAS dYGdXL = (1)
YA = moles de A por mol livre de A, ambos na fase G, ou seja:
A
A
A
y1
y
Y
−
= , que diferenciando fica:
( )2
A
A
A
y1
dy
dY
−
=
Substituindo em (1),
( )2
A
A
SASA
y1
dy
GdXLadzN
−
== (2)
Sabemos que:
( )dzppakdzaN i,AG,AGA −= (3)
Combinando (2) com (3)
( )( )2
AGAiAGG
AGS
y1ppak
dyG
dz
−−
−
= ou
Equipamentos de transferência de massa 8.25
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )( )2
AGAiAGG
AGS
y1yyaPk
dyG
dz
−−
−
=
A composição interfacial, yAi e xAi pode ser encontrada para cada ponto da linha de operação
dirigindo uma reta até tocar a linha de equilíbrio. As inclinações destas retas são GL kk− para
gráfico pA contra cA ou GL Pkck− para gráfico yA contra xA, ver figuras 21.
Figura 21 Determinação da composição interfacial para transferência a partir da fase G para a fase
L.
Força direcional média logarítmica
Hipóteses:
⇒ Para correntes relativamente diluídas
⇒ Curva de equilíbrio e linha de operação linear em termos de frações molares na faixa de
concentração envolvida.
⇒ G1 ≈ G2≈ G e L1 ≈ L2≈ L
Logo o balanço de massa aproximado:
( ) ( )AAiAAi yyGxxL −=− (1)
ou AA GdyLdx = (2)
( )dzyyaPKadzN AAGA
∗
−= (3)
Definindo ∗
−=∆ AA yy
Equipamentos de transferência de massa 8.26
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
2A1A
21
A yydy
d
−
∆−∆
=
∆
Como
∆
−=
−
−=
∗
A
GAA
A
G
dy
aPK
G
yy
dy
aPK
G
dz
Ou
( )
∆
∆
∆−∆
−
−=
dyy
aPK
G
dz
21
2A1A
G
Integrando e rearranjando:
( )
( )lnAA
2A1A
G yy
yy
aPK
G
z
∗
−
−
−= (4)
onde: ( ) ( ) ( )
( )
( ) 







−
−
−−−
=−
∗
∗
∗∗
∗
2AA
1AA
2AA1AA
lnAA
yy
yy
ln
yyyy
yy (5)
Similarmente em termos de coeficiente de capacidade global para a fase líquida, temos:
( )
( )lnAA
2A1A
L xx
xx
acK
L
z
−
−
=
∗
(6)
onde: ( ) ( ) ( )
( )
( ) 







−
−
−−−
=−
∗
∗
∗∗
∗
2AA
1AA
2AA1AA
lnAA
xx
xx
ln
xxxx
xx (7)
EXEMPLO 8.5
A amônia é absorvida a partir do ar a 293 K e 1,013 x 105
Pa de pressão em uma torre de recheio
contracorrente de 0,5 m de diâmetro, utilizando água livre de amônia como absorvente. A vazão do
gás de entrada é 0,2 m3
/s e a vazão da água de entrada 203 kg/s. Sob estas condições o coeficiente
de capacidade global, KYa, pode ser assumido para ser
A
3
Ysm
mol
80
∆⋅⋅
. A fração molar da amônia
será reduzida de 0,0825 para 0,003. A torre será resfriada, operação ocorrera a 293 K; os dados de
equilíbrio do exemplo 3 poder ser usado. Determinar o comprimento do trocador de massa.
Equipamentos de transferência de massa 8.27
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
X Y
kg mol de NH3/ kg mol de NH3/
kg mol de H2O kg mol de H2O
0.0164 0.0210
0.0252 0.0320
0.0349 0.0420
0.0455 0.0530
0.0722 0.0800
y = -2.839x2
+ 1.3098x
R2
= 0.9993
0.00
0.01
0.02
0.03
0.04
0.05
0.06
0.07
0.08
0.09
0.00 0.02 0.04 0.06 0.08
X
Y
Dados de equilíbrio
Polinômio (Dados de equilíbrio)
Equipamentos de transferência de massa 8.28
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
YA XA Y*A Y - Y* 1/(Y - Y*) [1/(Y - Y*)]médo ∆YA [1/(Y - Y*)]médo∆YA
0.003 0.00003 0.00004 0.00296 337.6823
299.6194894 0.007 2.097336426
0.01 0.00477 0.00618 0.00382 261.5567
225.5574282 0.01 2.255574282
0.02 0.01153 0.01472 0.00528 189.5582
166.3360319 0.01 1.663360319
0.03 0.01830 0.02301 0.00699 143.1139
127.3647849 0.01 1.273647849
0.04 0.02506 0.03104 0.00896 111.6157
100.4864383 0.01 1.004864383
0.05 0.03183 0.03881 0.01119 89.35719
81.22129633 0.01 0.812212963
0.06 0.03859 0.04632 0.01368 73.0854
66.96731932 0.01 0.669673193
0.07 0.04536 0.05357 0.01643 60.84924
56.13770455 0.01 0.561377045
0.08 0.05212 0.06055 0.01945 51.42617
47.72352068 0.01 0.477235207
0.09 0.05889 0.06728 0.02272 44.02087
Área total 10.81528167
y = -721827x
3
+ 150572x
2
- 11309x + 365.43
R
2
= 0.9986
0
50
100
150
200
250
300
350
400
0 0.02 0.04 0.06 0.08 0.1
Y
1/(Y-Y*)

Transferencia de massa livro

  • 1.
    Edição de agostode 2005 Universidade Federal da Bahia Samuel Luporini Transferência de Massa
  • 2.
    OBJETIVOS: 1. Conhecimento básicodas leis de transferência de massa indispensável a uma formulação correta dos problemas correntes de engenharia química. 2. Desenvolvimento da capacidade para modelar matematicamente, simular e avaliar processos de transferência de massa com ênfase em equipamentos de contato direto. TRANSFERÊNCIA DE MASSA 1. Fundamentos da transferência de massa 1.1. Transferência de massa molecular 1.2. O coeficiente de difusão 1.3. Transferência de massa convectiva 2. Equações diferenciais de transferência de massa 2.1. A equação diferencial de transferência de massa 2.2. Formas especiais da equação de transferência de massa 2.3. Condições de contorno 2.4. Modelagem de processos envolvendo difusão molecular 3. Difusão molecular no estado estacionário 3.1. Transferência de massa independente de reação química 3.2. Sistemas associados com reação química 3.3. Sistemas de duas e três dimensões 3.4. Transferências simultâneas de momento, calor e massa 4. Difusão molecular no estado transiente 4.1. Difusão transiente e a segunda lei de Fick 4.2. Difusão transiente em meio semi-infinito 4.3. Difusão transiente em um meio finito sob condições de resistência de superfície desprezível 4.4. Cartas de concentração tempo para formas geométricas simples 5. Transferência de massa convectiva 5.1. Considerações fundamentais em transferência de massa convectiva 5.2. Parâmetros significantes em transferência de massa convectiva 5.3. Analise dimensional 5.4. Análise exata da camada limite de concentração laminar 5.5. Análise aproximada da camada limite de concentração 5.6. Analogias entre transferência de massa, calor e momento 5.7. Modelos para coeficientes de transferência de massa convectiva
  • 3.
    6. Transferência demassa convectiva entre fases 6.1. Equilíbrio 6.2. Teoria das duas resistências 7. Correlações para transferência de massa convectiva 7.1. Transferência de massa para placas, esferas e cilindros 7.2. Transferência de massa envolvendo escoamento através de tubos 7.3. Transferência de massa em colunas de parede molhada 7.4. Transferência de massa em leitos fixo e fluidizado 7.5. Transferência de massa gás-líquido em tanques agitados 7.6. Coeficientes de capacidade para torres de recheio 7.7. Modelagem para processos de transferência de massa envolvendo convecção 8. Equipamentos de transferência de massa 8.1. Tipos de equipamentos de transferência de massa 8.2. Operações de transferência de massa gás-líquido em tanques de mistura perfeita 8.3. Balanços de massa para torres de contatos contínuos 8.4. Balanço de entalpia para torres de contatos contínuos 8.5. Coeficientes de capacidade para transferência de massa 8.6. Analises de equipamentos de contatos contínuos Bibliografia: WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., RORRER, G., Fundamentals of Momentum, Heat and Mass Transfer, 4th Edition, John Wiley & Sons, Inc., 2001. WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., Fundamentals of Momentum, Heat and Mass Transfer, 3th Edition, John Wiley & Sons, Inc., 1984. BIRD, R.B., STEWART, W.E., LIGTHFOOT, E.N., Fenômenos de Transporte, 2a. edição, LTC EDITORA, 2004. CREMASCO, M.A., Fundamentos de Transferência de Massa, 2ª. Edição revista, Editora UNICAMP, 2002. GEANKOPLIS, C.J., Mass Transfer Phenomena, Holt Rineart and Winston, Inc., 1972. MILLS, A.F., Mass Transfer, Prentice Hall, 2001. CUTLIP, M.B., SHACHAM, M., Problem Solving in Chemical Engineering with Numerical Methods, Prentice Hall PTR, Chapter 7 Mass Transfer, 1999.
  • 4.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 1. FUNDAMENTOS DA TRANSFERÊNCIA DE MASSA o Quando um sistema dois ou mais componentes na qual as concentrações variam de ponto a ponto, há uma tendência natural da massa ser transferida, minimizando as diferenças de concentração entre os sistemas. o O transporte de um constituinte de uma região de alta concentração para aquela de menor concentração é chamado de transferência de massa. o Exemplos: o A remoção de poluente a partir de uma corrente de descarga por absorção. ‘Stripping’ de gases por lavagem de água. o Difusão de nêutron em um reator nuclear. o A difusão de substâncias adsorventes dentro de poros de carbono ativado. o A taxa de catalise química e reações biológicas. o A transferência de massa pode ocorrer pelo movimento molecular ao acaso em fluidos estagnados ou podem ser transferidos a partir de uma superfície para um liquido em movimento, adicionado pelas características dinâmicas do escoamento. o Dois modos distintos de transporte: molecular convectivo simultâneos 1.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA MOLECULAR 1815 → Panot observou quantitativamente que uma mistura de gases contendo duas ou mais espécies moleculares, na qual as concentrações relativas variam de um ponto ao outro, um processo natural resulta em diminuir a desigualdade da composição, chamando de difusão molecular. O fluxo líquido de cada espécie molecular ocorre na direção de um gradiente de concentração negativo. Teoria cinética dos gases. A transferência de massa ou difusão ocorre somente em misturas.
  • 5.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CONCENTRAÇÕES: densidadeoutotalmássicaãoconcentraç Aespéciedamássicaãoconcentraç misturadavolume Ademassa A =ρ ==ρ (1.1) (1.3)1w (1.2)wmássicaFração n 1i i A n 1i i A A = ρ ρ = ρ ρ == ∑ ∑ = = n = número de espécie da mistura A concentração molar da espécie A, cA é o número de moles de A presentes por unidade de volume da mistura. 1 mol de A ≡ massa equivalente ao seu peso molecular M c A A A ρ = (1.4) MA = peso molecular de A Pela lei dos gases ideais pAV = nART, logo: RT p V n c AA A == (1.5) Onde: PA = pressão parcial da espécie A na mistura nA = número de moles da espécie A V = volume do gás Moléculas de espécie AMoléculas de espécie A
  • 6.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA T = temperatura absoluta R = constante dos gases A concentração molar total, c, é o mole total da mistura por unidade de volume. RT P V n cc n 1i total i∑ = === (1.6) P = pressão total Fração molar de líquidos e sólidos: xA = cA/c Gases: yA = cA/c (1.7) Para uma mistura que obedece a lei dos gases ideais: (1.9)1ye1x DaltondeLei(1.8) P p RTP RTp c c y n 1i i n 1i i AAA A == === ∑∑ == Tabela 24.1 Concentrações em uma mistura binária com A e B (Welty) Exemplo 1: A composição do ar é muitas vezes dada em termos das duas espécies principais na mistura de gases: 79,0yN 21,0yO 2 2 N2 O2 =⇒ =⇒ Determinar a fração mássica de O2 e N2 e o peso molecular médio do ar a 25o C e 1atm. Velocidades Num sistema multicomponentes as varias espécies n, moverá normalmente a diferentes velocidades. A velocidade de mistura será a media das velocidades da cada espécie presente.
  • 7.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA médiamolarevelocidadarelativaidedifusãodeevelocidadVv médiamássicaevelocidadarelativaidedifusãodeevelocidadvv molarmédiaadevelocid(1.11) c vc V ioestacionáreixoumparaideabsolutavelocidadev mássicamédiaadevelocid(1.10) vv v i i n 1i ii i n 1i ii n 1i i n 1i ii =− =− = = ρ ρ = ρ ρ = ∑ ∑ ∑ ∑ = = = = rr rr r r r rr r De acordo com a lei de Fick um componente pode ter uma velocidade relativa para a velocidade média molar ou mássica somente se existir gradientes de concentração. Exemplo 2: Sabendo que as velocidades absolutas das espécies químicas presentes na mistura gasosa são: cm/s;11vcm/s;19vcm/s;13vcm/s;10v z,NzO,HzO,zCO, 22 ==== Determinar: a) velocidade média molar da mistura b) velocidade média mássica da mistura c) velocidade de difusão de O2 na mistura relativa a velocidade média molar da mistura d) velocidade de difusão de O2 na mistura relativa a velocidade média mássica da mistura Fluxos É um vetor quantitativo atribuído a quantidade da espécie particular, em unidade mássica ou molar, que passa em um incremento de tempo através de uma área normal ao vetor. Podem ser definidos com referência a coordenadas fixas no espaço, coordenadas que movem com a velocidade média mássica ou molar. O fluxo molar na direção z:
  • 8.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA zd cd DJ A ABz,A −= 1ª Lei de Fick (1.12) DAB = difusividade mássica ou coeficiente de difusão do componente A difundindo em B. dcA/dz = gradiente de concentração na direção z. zd yd cDJ A ABz,A −= (1.13) O fluxo mássico na direção z: zd wd Dj A ABz,A ρ−= (1.14) zd d Dj A ABz,A ρ −= (1.15) Para um sistema binário com uma velocidade média constante na direção z o fluxo molar relativo a velocidade média molar é: ( )VcJ zz,AAz,A −ϑ= (1.16) Igualando (1.13) com (1.16), temos: ( ) ( ) ( )z,BBz,AAAzAz,BBz,AAz zA A BA,z,AA A BA,zz,AAz,A ccyVcoucc c 1 V:sendo Vc dz dy cDc:Portanto dz dy -cDVcJ ϑ+ϑ=ϑ+ϑ= +−=ϑ =−ϑ=
  • 9.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( ) :quetemos cNecN :sãoioestacionáreixoaorelativoBeAscomponentedosfluxosOs ccy dz dy cDc:Logo BBBAAA z,BBz,AAA A BA,z,AA ϑ=ϑ= ϑ+ϑ+−=ϑ rrrr ( )           +           =           ++−= soluçãodaglobal movimentodo resultantefluxo difusiva ãocontribuiçda resultantefluxo zeixoao referênciac/ Adefluxo NNy dz dy cDN z,Bz,AA A BA,z,A ( ) :temosformamesmaDa misturanaAdedifusãodeecoeficientD (1.18)NyycDN :nentemulticompomisturaumapara (1.17)NNyycDN MA, n 1i iAAMA,A BAAABA,A = +∇−= ++∇−= ∑ = rr rrr ( ) ( )B,zA,zA A A,BA,z B,zA,zA A A,BA,z nnw dz dw Dn liquidosparaNNx dz dx cDN ++ρ−= ++−=
  • 10.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exemplo 3: Sabendo que a mistura gasosa tem as velocidades relativas: cm/s.11cm/s;19cm/s;13cm/s;10 z,Nz,OHz,Oz,CO 222 =ϑ=ϑ=ϑ=ϑ Determine para a temperatura de 105º C e 1 atm: a) Fluxo difusivo molar de O2 na mistura. b) Contribuição do fluxo convectivo de O2 na mistura. c) Fluxo molar total com referência ao eixo estacionário 2. COEFICIENTE DE DIFUSÃO Lei de Fick ⇒ a constante de proporcionalidade é conhecida como coeficiente de difusão. ( )w,T,PfD t L L1LM 1 tL M dzdc J D AB 2 32 A z,A AB = ≡         ⋅       ≡ − = Idêntico as dimensões fundamentais de outras propriedades de transporte. Viscosidade cinemática: ν Difusividade térmica: α = k/ρcp Difusividade mássica de gases - mistura gasosa de baixa densidade - teoria cinética dos gases Aumenta a mobilidade da molécula Gases → 5 x 10-6 a 10-5 m2 /s líquidos → 10-10 a 10-9 m2 /s sólidos → 10-14 a 10-10 m2 /s DAB diminui
  • 11.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 1.2 Movimento molecular para a superfície de um volume de controle Transferência de massa médiolivrecaminho Nd2 1 acasoaomolecularevelocidad m kT8 C C 3 1 D y C 3 1 j 2 AA A y,A ⇒ π =λ ⇒ π = λ= ∂ ρ∂ λ= ? k = constante de Boltzmann N = concentração molecular m = massa de uma molécula CN 4 1 Z = d = diâmetro da molécula esférica Z = freqüência em que as moléculas alcançam a área ∆x ∆z 0 (estacionário) ( ) 0dv t dAn CVCS =ρ ∂ ∂ +ϑρ ∫∫∫∫∫ rr → Fluxo para frente = fluxo para trás ∆y ∆x x y ρA = ρA(y)
  • 12.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA *AisótoposeueAEx similares.moléculasdemisturaumadedifusãodeeCoeficient m Tk Pd3 2 *D PcRTNkT :idealgásumPara m kT Nd3 2 *D:Logo 2133 223AA 21 223AA         π = ==       π = A equação de Chapman-Enkosg: D 2 AB 21 BA 233 AB P M 1 M 1 T10x858,1 D Ωσ       + = − onde: DAB (cm2 /s) MA e MB = pesos moleculares P = pressão absoluta (atm) σAB = diâmetro de colisão, parâmetro de Leonard-Jones (Å) ΩD = integral de colisão É válida para um par de gases apolares e moléculas não reagentes.       ε =Ω AB kT f TABELA K.1 WELTY onde: k = constane de Boltzmann = 1,38 x 10-16 erg/K εA = energia de interação molecular (ergs) Os parâmetros de Leonard-Jones σ e εAB ⇒ TABELA K.2 WELTY Na ausência de dados experimentais:
  • 13.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.10 Samuel Luporini/DEQ/UFBA bA cA 31 c c 31 c 31 b T15,1k T77,0k P T 44,2 V841,0 V18,1 =ε =ε       =σ =σ =σ Vb = volume molar para o ponto normal de ebulição (cm3 /gmol) ⇒ TABELA 24.4 WELTY Vc = volume molar crítico (cm3 /gmol) Tc = temperatura crítica (K) Tb = temperatura de ebulição normal (K) Pc = pressão crítica em (atm) Para pares de moléculas apolares, tem-se BAAB BA AB 2 εε=ε σ+σ =σ Para moléculas polar-polar e polar-apolar são discutidas por Bird e Cremasco Predição de DAB variando com a P e T 2 1 1122 T,D T,D 23 1 2 2 1 P,T,ABP,T,AB T T P P DD Ω Ω             = Apêndice J.1 de Welty Exemplo 4: Avaliar o coeficiente de difusão para o CO2 no ar a 20ºC e 1 atm. Comparar com os dados experimentais.
  • 14.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.11 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Quando os parâmetros de Lennard-Jones não são disponíveis pode-se utilizar a equação de Fuller. ( ) ( )[ ]231 B 31 A 21 BA 75,13 AB P M 1 M 1 T10 D ∑∑ ϑ+ϑ       + = − ϑ ⇒ TABELA 24.3 WELTY Exercicio 5 (24.12), itens a, b, e Determinar os valores da difusividade dos seguintes gases. a) CO2/ar 310 K e 1,5 x 105 Pa b) Etanol/ar 325 K e 2,0 x 105 Pa e) SO2/ar 300 K e 1,5 x 105 Pa Exemplo 6. Reavaliar o coeficiente de difusão do dióxido de carbono em ar a 20º C e 1 atm, utilizando a equação de Fuller, Schettler e Giddings e comparar o novo valor com o obtido no exemplo 4. Para compostos polares, tem-se a equação de Hirschfelder com a integral de colisão avaliada por: ( ) (K)ebuliçãodenormalpontoT )gmol/(cmebuliçãodepontonolíquidodomolarvolumeV (debyes)dipolomomento TV 10x94,1 :onde T 169,0 b 3 b p bb p 3 21 BAAB 2 AB DoD = = =µ µ =δ δδ=δ δ +Ω=Ω ∗
  • 15.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.12 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( ) ( ) ( ) ( )*HTexp G *FTexp E *DTexp C *T A T3,1118,1 k kkk kT T* BDo b 2 21 BAAB AB +++=Ω δ+= ε       ε + ε = ε ε = A = 1,06036 E = 1,03587 B = 0,15610 F = 1,52996 C = 0,19300 G = 1,76474 D = 0,47635 H = 3,89411 ( ) 31 2 b 21 BAAB AB 3,11 V585,1 colisãodediâmetro         δ+ =σ σσ=σ =σ Mistura de gases (WILKE) yyyy y y1delivremolarFração D y D y D y 1 D n432 2 2 n,1 n 3,1 3 2,1 2 mistura,1 +++ =′⇒ ′′ + ′ = L L
  • 16.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.13 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exemplo 7: Determinar a difusividade do monóxido de carbono através de uma mistura de gases na qual a fração molar de cada componente são: 10,0y,70,0y,2,0y CONO 22 === O gás esta a 298 K e 2 atm de pressão total. Exemplo 8 (24.14 – WELTY) Determinar a difusividade do dióxido de carbono em uma mistura de gases com as seguinte Composição: O2 = 7%, CO = 10%, CO2 = 15% e N2 = 68%. T = 273 K e P = 1,5 x 105 Pa. DIFUSIVIDADE MÁSSICA EM LÍQUIDOS Equação de Stoke-Einsteim, da teoria hidrodinâmica. B AB 6 kT D πµ = Solução diluída de não eletrólitos. É uma equação pouco precisa Em geral: ( )Vf kT D AB = Função do volume molar Equação de Wilke-Chang para não eletrólitos: ( ) 6,0 A 21 BB 8 AB B V M10x4,7 T D φ =µ − Onde: µB = viscosidade da solução de não eletrólitos cP VA = volume molar no ponto normal de ebulição (TABELAS 24.4 E 24.5– WELTY) φB = parâmetro de associação para o solvente B (complemento da TABELA 24.5 –WELTY) Deduções de compostos com anel (complemento da TABELA 24.5 –WELTY) Exemplo 9 Estimar o coeficiente de difusão em liquido do etanol (C2H5OH) em solução diluída de água a 10o C O volume molecular do etanol pode ser avaliado usando valores da tabela 24.5. Hayduk e Laudie propuseram a equação: 589,0 A 14,1 B 5 AB V10x26,13D −−− µ= . Com resultados semelhantes a equação Wilke-Chang.
  • 17.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.14 Samuel Luporini/DEQ/UFBA O coeficiente de difusão de um sal univalente em soluções diluídas pode ser calculado utilizando a equação de Nernst eequivalentCoulumbs/g96500Faradaydeconstante CREMASCO-1.10Tabela cm eequivalentg cm voltAmp zeroãoconcentraçaiônicaacondutânci, gmol.K/J316,8R 11 RT2 D 33 oo 2 oo AB ==ℑ             =λλ = ℑ         λ + λ = −+ −+ Substituindo 2 por 1/n+ + 1/n- onde n+ e n- são as valências do cátion e anion. Para temperaturas diferentes de 25o C, estes parâmetros podem ser estimados a partir da seguinte correlação: ( ) ( ) 32 C25iTCiT )25T(c)25T(b)25T(aoo −+−+−+λ=λ Tabela 1.11 – CREMASCO Exemplo 10: Estimar o coeficiente de difusão em solução diluída do cloreto de potássio a 30o C. Comparar com o valor experimental de 2,233 x 10-5 cm2 /s.
  • 18.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.15 Samuel Luporini/DEQ/UFBA DIFUSÃO EM SÓLIDOS CRISTALINOS
  • 19.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.16 Samuel Luporini/DEQ/UFBA • Arranjos nas estruturas cristalina: cúbica, CCC, CFC. • Movimento do soluto → ocupar vazios (falhas na estrutura cristalina ou nos interstícios entre os átomos da matriz cristalina. • A energia de vibração do átomo deve ser alta o suficiente para vencer a barreira energética ‘Q’ determinada pela energia de ativação. Exercício 11: Estime a difusividade do carbono em Fe (CCC) e em Fe (CFC) a 1000º C. Analise os resultados. Q difusão z Energia RTQ oAB eDD − = Q = energia de ativação difusional (cal/mol) R = 1,987 cal/mol K Do = coeficiente de difusão sem que houvesse a necessidade de salto energético Q e Do = TABELA 1.13 - CREMASCO
  • 20.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.17 Samuel Luporini/DEQ/UFBA DIFUSÃO EM SÓLIDOS POROSOS a) Difusão de Fick ou ordinária b) Difusão de Knudsen c) Difusão configuracional Difusão ordinária • Poros maiores que o livre caminho médio das moléculas difundentes. dz dC DJ A efz,A −= 1ª Lei de Fick Def = coeficiente efetivo aparece em razão da natureza tortuosa do sólido poroso.
  • 21.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.18 Samuel Luporini/DEQ/UFBA τ ε = p ABef DD εp = porosidade τ = tortuosidade ⇒ TABELA 1.14 – CREMASCO τ = 4,0 εp = 0,5 ⇒ Na ausência de dados tabelados Difusão de Knudsen Poros estreitos da ordem de tamanho do livre caminho médio do difundente, ocorre colisões com as paredes dos poros. pk d 3 1 D Ω= dp = diâmetro médio dos poros (cm) Ω = velocidade média molecular (cm/s) [ ] [ ]cm S V2 S 2 r s/cm M T r10x7,9D p B p p 2 21 A p 3 k = ρ ε =       =
  • 22.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.19 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Onde: εp = porosidade do sólido S = área da matriz porosa ρB = massa especifica aparente do sólido Vp = volume especifico do poro da partícula sólida Quando a tortuosidade do poro é considerada, efetuar a correção: τ ε = p KKef DD Devido a estrutura do sólido poroso, um soluto gasoso, ao se difundir, pode deparar com vários tamanhos de poros, ocorrendo a difusão ordinária e a de Knudsen, logo: { 321321 Knudsen Kef FickdeLei1 asegue ordinária ef efetivo Aef D 1 D 1 D 1 a += Exemplo 1.12: Determine o coeficiente efetivo de difusão do dióxido de carbono em partícula catalítica esférica de alumina a 30º C. Difusão configuracional • Ocorre em matrizes porosas (zeólitas). • Macro e microporos. • Arranjo tipo colméia → peneira molecular. • A difusão ocorre devido a saltos energéticos do solutos pelos microporos.       − = RT Q expDD oA zeo ⇒ TABELA 1.16 – CREMASCO
  • 23.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.20 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Difusão em membranas • Osmose inversa • Ultrafiltração • Diálise • Perevaporação • Perpetração • Podem ser de materiais cerâmicos → inorgânicos • ou materiais poliméricos → orgânicos • A difusão do soluto em polímeros ocorre por um processo de estado ativado, via saltos energéticos, ocupando vazios na estrutura polimérica.       −= RT Q expDD oa me ⇒ TABELA 1.17 - CREMASCO
  • 24.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.21 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exemplo 1.13: Estime a difusividade do CO2 a 30º C para as seguintes situações: a) difusão em um membrana de borracha butilica. b) difusão em uma membrana de polibutadieno. c) difusão em uma membrana de poli(dimetil butadieno).
  • 25.
    Fundamentos de Transferênciade Massa 1.22 Samuel Luporini/DEQ/UFBA TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA o Envolve um fluido em movimento e uma superfície ou entre dois fluidos em movimento relativamente imiscíveis. o Depende das propriedades de transporte e das características dinâmicas do fluido em escoamento. o Quando bombas ou outros equipamentos similares externos causam o movimento no fluido ⇒ convecção forçada. o Movimento do fluido causado pela diferença de densidade, a qual é conseqüência da diferença de concentração ou temperatura ⇒ convecção natural. AcA ckN ∆= ⇒ Equação da taxa de transferência de massa convectiva, generalizada de uma maneira análoga a lei de resfriamento de Newton. NA = Transferência de massa molar, ∆cA = diferença entre a concentração da superfície e a concentração média da corrente de fluido da espécie A se difundindo. kc = coeficiente de transferência de massa convectivo. o Transferência de massa molecular: a transferência de massa convectiva ocorre na direção do decréscimo de concentração. o kc inclui as características de escoamento laminar e turbulento. o kc é uma função da: geometria, propriedades do fluido e escoamento, ∆cA. o Similaridades entre kc e h ⇒ técnicas desenvolvidas para avaliar h, pode ser reaplicadas para kc.
  • 26.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CAPITULO 2: EQUAÇÕES DIFERENCIAIS EM TRANSFERÊNCIA DE MASSA O balanço material para uma dada espécie química A através de um volume de controle apropriado é: controlede volumenomassade acúmulodeTaxa controlede volumenomassade produçãodeTaxa controlede volumenosaique massadeTaxa controle devolumenoentra quemassadeTaxa           =           +           −           (2.1) A transferência de massa através da área zy∆∆ para x será : AAAxx,AA nouzy ϑρ=∆∆ϑρ r O fluxo líquido (entrada-saída) do constituinte A será: zzA,zzzA, yyA,yyyA, xxA,xxxA, yxnyxn:zdireçãoane zxnzxn:ydireçãoan zynzyn:xdireçãoan ∆∆−∆∆ ∆∆−∆∆ ∆∆−∆∆ ∆+ ∆+ ∆+ A taxa de acúmulo de A no volume de controle será: y∆ ? y x y z x∆ z∆
  • 27.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA zyx t A ∆∆∆ ∂ ρ∂ Se A é produzido no interior do volume de controle por uma reação química a uma taxa rA (massa de A produzida)/(volume⋅tempo), a taxa de produção de A é: zyxrA ∆∆∆ Substituindo cada termo na equação (2.1) temos: 0r tz nn y nn x nn :termososcancelandoe,zyxvolumepeloDividindo 0zyxrzyx t yxn yxnzxnzxnzynzyn A AzzA,zzzA,yyA,yyyA, xxA,xxxA, A A zzA, zzzA,yyA,yyyA,xxA,xxxA, =− ∂ ρ∂ + ∆ − + ∆ − + ∆ − ∆∆∆ =∆∆∆−∆∆∆ ∂ ρ∂ +∆∆− ∆∆+∆∆−∆∆+∆∆−∆∆ ∆+∆+∆+ ∆+∆+∆+ (2.3)0r t n AcomponenteoparadecontinuidadaequaçãoA (2.2)0r tz n y n x n :temoszeroatendendo? ze? y? x,comlimiteoAvaliando A A A A Az,Ay,Ax,A =− ∂ ρ∂ +⋅∇ =− ∂ ρ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ r Uma equação da continuidade similar pode ser desenvolvida para o componente B. 0r t n B B B =− ∂ ρ∂ +⋅∇ r (2.4) Adicionando os dois componentes, nós obtemos: Operador divergente
  • 28.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( ) ( ) ( ) 0rr t nn BA BA BA =+− ∂ ρ+ρ∂ ++⋅∇ rr Para uma mistura binária vale: ϑρ=ϑρ+ϑρ=+ rrrrr nn BBAABA ρ=ρ+ρ BA rr BA −= Logo: ( ) 0 t = ∂ ρ∂ +ϑρ⋅∇ r (2.5) Da definição de derivada substantiva: ∇⋅ϑ+ ∂ ∂ = r tDt D Figura 3.2 Cremasco Logo: 0 Dt D =ϑ⋅∇ρ+ ρ r em termos de fração molar:
  • 29.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 0rJ Dt Dw AA A =−⋅∇+ρ r 0rJw t w AAA A =−⋅∇+∇⋅ϑρ+ ∂ ∂ ρ rr Em termos de unidades molares: 0R t c N A A A =− ∂ ∂ +⋅∇ r Componente A 0R t c N B B B =− ∂ ∂ +⋅∇ r Componente B e a mistura: ( ) ( ) ( ) 0RR t cc NN BA cA BA A =+− ∂ +∂ ++⋅∇ rr ϑ=ϑ+ϑ=+ rrrrr cccNN BBAABA ccc BA =+ Não se pode tomar RA + RB = 0, salvo para cada mol de A produzido desaparece o mesmo tanto de B (ou vice-versa). BA ↔ em geral: ( ) 0RR t c c BA =+− ∂ ∂ +ϑ⋅∇ r [ ] ( )BA RRcc t c +=ϑ⋅∇+∇⋅ϑ+ ∂ ∂ rr
  • 30.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA FORMAS ESPECIAIS DA EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Temos a equação para o componente A: A A A R t c N = ∂ ∂ +⋅∇ r Como: ( )BAAAABA NNyycDN rrr ++∇−= e seus equivalentes: ϑ+∇−= rr AAABA cycDN e ( )BAAAABA nnwwDn rrr ++∇ρ−= e seu equivalente: ϑρ+∇ρ−= rr AAABA wDn nós obtemos: 0r t wD A A AAAB =− ∂ ρ∂ +ϑρ⋅∇+∇ρ⋅∇− r (2.6) 0R t c cycD A A AAAB =− ∂ ∂ +ϑ⋅∇+∇⋅∇− r (2.7) SIMPLIFICAÇÕES a) Se a densidade da mistura, ρ, e o coeficiente de difusão, DAB, são assumidos constantes, a equação (2.6) torna-se: { 0r t D A A A decontinuidadaequação 0 AA 2 AB =− ∂ ρ∂ +ρ∇ϑ+ϑ⋅∇ρ+ρ∇− = rr
  • 31.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Dividindo cada termo pelo peso molecular ( ) ( )geração difusiva ãocontribuiç acúmulo convectiva ãocontribuiç RcD t c c AA 2 AB A A +      =+      +∇= ∂ ∂ +∇⋅ϑ r (2.8) b) RA = 0: sem reação química, ρ e DAB = constantes A 2 AB A A cD t c c ∇= ∂ ∂ +∇⋅ϑ r ou A 2 AB A cD tD cD ∇= c) 0=ϑ r , RA = 0: sem reação química, ρ e DAB = constantes A 2 AB A cD t c ∇= ∂ ∂ 2ª Lei de Fick da difusão. - Líquidos estagnados - Sólidos d) As equações dos itens a, b e c podem ser simplificadas se o processo esta em estado estacionário, isto é: 0 t cA = ∂ ∂ Se 0cA 2 =∇ temos a equação de Laplace. Laplaciano 2 ∇ : coordenadas retangulares, cilíndricas e esféricas. 2ª Lei de Fick         ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ = ∂ ∂ 2 A 2 2 A 2 2 A 2 AB A z c y c x c D t c Coordenadas retangulares.
  • 32.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA         ∂ ∂ + θ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ = ∂ ∂ 2 A 2 2 A 2 2 A 2 A 2 AB A z cc r 1 r c r 1 r c D t c Coordenadas cilíndricas.         φ∂ ∂ θ +      θ∂ ∂ θ θ∂ ∂ θ +      ∂ ∂ ∂ ∂ = ∂ ∂ 2 A 2 2 A 2 A2 2AB A c senr 1c sen senr 1 r c r rr 1 D t c Coordenadas esféricas. A equação diferencial geral para transferência de massa do componente A, ou a equação da continuidade de A são descritas nas 3 coordenadas, como: A z,Ay,Ax,AA R z N y N x N t c =         ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ ( ) A z,A,A r,A A R z NN r 1 Nr rr 1 t c =        ∂ ∂ + θ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ θ ( ) ( ) A ,A ,Ar,A 2 2 A R N senr 1 senN senr 1 Nr rr 1 t c =         φ∂ ∂ θ +θ θ∂ ∂ θ + ∂ ∂ + ∂ ∂ φ θ CONDIÇÕES DE CONTORNO E INICIAL MAIS COMUM As condições de contorno e inicial utilizadas são muito similares à aquelas de transferência de calor. Condições iniciais: Para t = 0, cA = cA0 (unidades molares) Para t = 0, ρA = ρA0 (unidades mássicas) As condições de contorno geralmente encontradas, são: a) A concentração na superfície pode ser especificada: cA = cA1 , frações molares yA = yA1, gases
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    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA xA = xA1, líquidos e sólidos ρA = ρA1, concentração mássica wA = wA1, fração mássica Quando o sistema é um gás pode-se utilizar a pressão parcial pela lei Dalton: pA = pA1 = yA1P Para casos específicos de difusão de um líquido dentro de uma fase gasosa, pode-se utilizar a equação da lei de Rault: pA1 = xAPA onde: xA = fração molar da fase líquida PA = pressão de vapor de A na transferência ao líquido b) O fluxo mássico para a superfície pode ser especificado como, por exemplo: jA = jA1 ou NA = NA1 O fluxo na superfície pode ser: 0z A ABz,A dz dw Dj = ρ−= Em superfícies impenetráveis: jA,z = 0 c) A taxa de reação química pode ser especificada: 1A11A ckN = reação de 1ª ordem, sendo k1 a constante da taxa.
  • 34.
    Equações diferenciais emtransferência de massa 2.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA d) Quando o fluido esta escoando sobre uma fase, a espécie pode ser perdida a partir da fase de interesse por transferência de massa convectiva. ( )∞−= A1Ac1A cckN cA∞ = concentração de A na corrente de fluido. cA1 = concentração de A no fluido adjacente a superfície. kc = coeficiente de transferência de massa convectivo. EXEMPLO 2.1: Num cilindro de combustível nuclear com material fissionável, a taxa de produção de nêutrons é proporcional a concentração de nêutrons. Use a equação diferencial de transferência de massa para escrever a equação diferencial que descreve o processo de transferência de massa. Liste suas condições de contorno. EXEMPLO 2.2: Numa câmara de combustão, o oxigênio difunde através de um filme de ar para a superfície de carbono, onde ele reage de acordo com a seguinte equação: 22 COCO2O2C3 +→+ a) Escreva a equação diferencial especifica para este processo em estado estacionário para o componente O2. b) Escreva a lei de Fick para o componente oxigênio. z = 0 O2 CO CO2 z = δ
  • 35.
    Difusão em regimepermanente 3.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CAPÍTULO 3: DIFUSÃO EM REGIME PERMANENTE Temos a equação diferencial de transferência de massa: 0R t c N A A A =− ∂ ∂ +⋅∇ r RA = taxa de produção química do componente A dentro da fase através da qual a massa esta sendo transferida. t cA ∂ ∂ = acumulo de A dentro da fase. AN⋅∇ = taxa líquida de fluxo mássico do componente A. t cA ∂ ∂ = 0 no estado estacionário, ou seja, a concentração de A não varia com o tempo. TRANSFERÊNCIA DE MASSA UNIDIMENCIONAL INDEPENDENTE DE REAÇÃO QUÍMICA Num sistema binário, o componente z deste fluxo é expresso por: ( )z,Bz,AA A ABz,A NNy dz dy cDN ++−= 3.1 DIFUSÃO ATRAVÉS DE UM FILME GASOSO INERTE E ESTAGNADO Encontrar o fluxo molar da difusão através de um filme gasoso inerte e estagnado Hipóteses: T e P = constantes B é quimicamente inerte a A Solubilidade de B em A é desprezível
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    Difusão em regimepermanente 3.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 3.1 Célula de difusão de Arnold Solução: ( ) ,lnB 2A1A 12 AB z,A y yy zz cD N − − = (3.1) Para um gás ideal: P p ye RT P V n c A A === , substituindo em (3.1), temos: ( ) ( ) ln,B 2A1A 12 AB z,A p pp zzRT PD N − − = (3.2) As equações (3.1) e (3.2), correspondente a difusão em estado estacionário de um gás através de um segundo gás estagnado. Um difunde e o outro não è absorção e umidificação. A equação (3.2) tem sido usada para descrever o coeficiente de transferência de massa convectivo pela teoria do filme. Figura 3.2 Modelo do filme para a transferência de massa do componente A movendo para a corrente gasosa. Líquido puro A z = z1 z = z2 ∆z NAz|z NAz|z+∆z Gás B escoando Escoamento de gás B Líquido A Líquido A z = δ z = 0 NAz Corrente de gás principal Filme de gás movendo lentamente
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    Difusão em regimepermanente 3.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Neste caso z2 – z1 = δ, logo a equação (3.2) fica: ( ) ln,B 2A1AAB z,A p pp RT PD N − δ = Pela definição de convecção temos: ( )2A1Acz,A cckN −= ou ( )2A1A c z,A RT k N ρ−ρ= Por comparação o coeficiente de transferência de massa convectivo é: δ = ,lnB AB c p PD k Modelo do filme sugere que ABc Dk ∝ Outros modelos (capítulo 28 – Welty) 1a0,5n:onde,Dk n ABc =∝ Determine o perfil de concentração para a difusão através de um filme gasoso inerte estagnado e também sua concentração media. Solução: ( ) ( )121 zzzz 1B 2B 1B B y y y y −−       = Perfil de concentração ( ) ,lnB 1b2B 1B2B B y yyln yy y = − = Concentração média
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    Difusão em regimepermanente 3.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exercício 3.1: Através de uma abertura acidental de uma válvula, água foi espalhada no chão de uma planta industrial em uma área remota de difícil acesso. Estimar o tempo necessário para evaporar a água nas vizinhanças que esta estagnada. A camada de água é de 0,04’’, que pode ser assumida constante a temperatura de 75º F. O ar esta a 75º F e 1 atm, com uma umidade absoluta de 0,002 lb de água/lb ar seco. A evaporação é assumida constante e ocorre por difusão molecular através do filme de gás de espessura 0,20 in. Resposta: 2,73 hrs 3.2 DIFUSÃO PSEUDO-ESTACIONÁRIA NUM FILME GASOSO ESTAGNADO • Um dos contornos move com o tempo • Após um intervalo de tempo longo, nota-se a variação no nível do líquido a partir do topo do capilar. Figura 3.3 Célula de difusão de Arnold com liquido se movendo na superfície. • Sobre um intervalo de tempo considerável somente uma pequena fração de difusão. • t1 – t0 => longo tempo. • O fluxo molar na fase gasosa estagnada é: ( ) zzzonde, y yy z cD N 12 ,lnB 2A1AAB z,A =− − = (3.2.1) ∆z z = z1 para t0 = zto z = z1 para t1 = zt Líquido puro A NAz|z NAz|z+∆z Gás B escoando
  • 39.
    Difusão em regimepermanente 3.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA • O fluxo molar NA,z esta relacionado com a quantidade de A deixando o liquido por: líquidafasenaAdemolardensidade M onde, dt dz M N A L,A A L,A z,A = ρρ = (3.2.2) Em condições pseudo-estacionária, igualam-se (3.2.1) e (3.2.2), ( ) ,lnB 2A1AAB A L,A y yy z cD dt dz M − = ρ (3.2.3) Integrando: ( ) ∫∫ − ρ = t 0t z z2A1AAB Aln,BL,A t 0 dzz yycD My dt Rearranjando, temos: ( )           − − ρ = 2 zz tyyc My D 2 t 2 t 2A1A Aln,BL,A AB 0 (3.2.4) A equação (3.2.4) é utilizada para determinação do coeficiente de difusão do gás a partir dos dados experimentais da célula de Arnold. Exemplo 3.2: E. M. Larson, usando uma célula de Arnold, mediu a difusividade do clorofórmio no ar a 25º C e 1 atm de pressão. A densidade do clorofórmio líquido a 25º C é 1,485 g/cm3 , e sua pressão de vapor a 25º C é 200 mmHg. No tempo tempo t = 0 a superfície do liquido de clorofórmio era 7,40 cm a partir do topo do tubo, e após 10 hrs a superfície do líquido caiu de 0,44 cm. Se a concentração do clorofórmio é zero no topo do tubo, qual seria o coeficiente de difusão do gás clorofórmio no ar? Resposta: 9,3 x 10-6 m2 /s
  • 40.
    Difusão em regimepermanente 3.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3.3 CONTRADIFUSÃO EQUIMOLAR • Destilação de 2 constituintes quando os calores latentes de vaporização são iguais. • Fluxos iguais em direções opostas. z,Bz,A NN −= 0NA =⋅∇ • Considerando somente a direção z: 0N dz d z,A = • Lei de Fick ( )444 3444 2143421 bulk z,Bz,AA difusão A ABz,A NNy dz dc DN ++−= • Como z,Bz,A NN −= , logo: dz dc DN A ABz,A −= (3.3.1) • Condições de contorno: Para z = z1 temos: cA = cA1 Para z = z2 temos: cA = cA2 Integrando a equação (3.3.1) com as c.c., temos: ( )2A1A 12 AB z,A cc zz D N − − = (3.3.2) Pela lei dos gases ideais: e.e. = 0 sem reação = 0 0R t c N A A A =− ∂ ∂ +⋅∇ r
  • 41.
    Difusão em regimepermanente 3.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA RT p V n c AA A == , substituindo, fica: ( ) ( )2A1A 12 AB z,A pp zzRT D N − − = (3.3.3) As equações (3.3.2) e (3.3.3) são comumente referidas como equações da contradifusão equimolar no estado estacionário. Obter o perfil de concentração para contradifusão equimolar no estado estacionário. Resposta: 21 1 2A1A 1AA zz zz cc cc − − = − − Por comparação: ( ) ( ) δ = −=− δ = ABo 2A1A o 2A1A AB z,A D k:Logo cckcc D N para a contradifusão equimolar. Exemplo 3.3: Calcule o fluxo molar da amônia gasosa, sabendo-se que ela se difunde num capilar de 10 cm de comprimento com 2 reservatórios contendo nitrogênio. O sistema esta a 25º C e 1 atm. A pressão parcial da amônia em um dos reservatórios é 90 mmHg e no outro 10 mmHg. Resposta: -1,07 x 10-7 gmol/s.cm2 NA,z pA2 = 90 mmHg pA1 = 10 mmHg ∆z A ≡ amônia B ≡ Nitrogênio
  • 42.
    Difusão em regimepermanente 3.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3.4 SISTEMAS ASSOCIADOS COM REAÇÕES QUÍMICAS • Quando ocorre uniformemente através de uma fase => reação homogênea. Acontece em todos os pontos do elemento de volume. Aparece diretamente na equação da continuidade do soluto. • Toma lugar numa região restrita no contorno da fase => reação heterogênea. { 0R t c N )(homogêneaAespécieda toaparecimendetaxa A A A =− ∂ ∂ +⋅∇ r (3.4.1) • Numa reação heterogênea a taxa de aparecimento de A não aparece na equação diferencial, desde que a reação não ocorra dentro do volume de controle, ao invés disto ela entra na analise como uma condição de contorno: 0Aszz,AA ckNR == δ= • A reação heterogênea as vezes aparece na equação da continuidade de A => sistemas pseudo- homogêneo. 3.4.1 DIFUSÃO SIMULTÂNEA E HETEROGÊNEA, REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM: DIFUSÃO COM VARIAÇÃO DE ÁREA • Quando a taxa de reação é instantânea em relação a taxa de difusão => processo com difusão controlada. • Quando a taxa de reação para o componente transferido nos limites da superfície limita a taxa de transferência de massa => processo com reação controlada.
  • 43.
    Difusão em regimepermanente 3.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exemplo: Partícula de carvão pulverizada dentro de uma câmara de combustão em leito fluidizado => difusão controlada. Moles de oxigênio transferido pelo tempo Figura Difusão através de um filme esférico ( ) ( ) ( ) ( )gCOgCO2gO5,2sC3 22 +→+ Equação geral de transferência de massa em coordenadas esféricas: ( ) ( ) A remnalunidirecio difusão 0 ,A ,Ar,A 2 2 ioestacionár estado 0 A R N senr 1 senN senr 1 Nr rr 1 t c =                     φ∂ ∂ θ +θ θ∂ ∂ θ + ∂ ∂ + ∂ ∂ = φ θ = 4444444 34444444 21321 RA = 0 se A = O2 => nenhuma reação homogênea ocorre ao longo do caminho da difusão. ( ) R r,O 2 r r,O 2 r,O 2 r,O 2 2222 NRNroucteNr0Nr r ==⇒= ∂ ∂ quadro C R r∆r NCO2,r NO2,r NCO,r Ar nas vizinhanças
  • 44.
    Difusão em regimepermanente 3.10 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Equação da Lei de Fick para o O2 fica: dr dy y2,01 cD N 2 2 2 2 O O misO z,O + −= − Condições de contorno: r = R, yO2 = 0 ⇒ reação instantânea r = ∞, yO2 = 0,21 Solução:       =      − 042,1 1 ln 2,0 cD R 1 Nr misO z,O 2 2 2 Como ( )rO 2 2O 22 Nr4tempopelodotransferiOdeMolesW π== ( )042,1ln 2,0 cD R4W misO O 2 2 − π−= A esfera de carvão oxida com o tempo => diminuição da esfera => pseudo-estacionário Tempo para esfera de carbono encolher de um raio inicial para um final. Balanço material para o carbono: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) dt dR R4 Mdt dV M onde dt dV M w0 CCC 2 C C C C C C C acumuladosaientra π ρ = ρ       ρ =− =− quadro ( ) ( )042,1lncD12 RR M t misO 2 f 2 i C C 2 − − ρ =
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    Difusão em regimepermanente 3.11 Samuel Luporini/DEQ/UFBA PRODUÇÃO DE DIOXIDO DE CARBONO SOMENTE ( ) ( ) ( )gCOgOsC 22 →+ quadro Equação da Lei de Fick para o O2 fica: dr dy cDN 2 22 O misOr,O −−= Condições de contorno: r = R, a)instantâne(nãoordem1a.deReaçãockN sOsRrO 22 ⇒−= = r = ∞, yO2 = yO2∞ Solução: ( )sOOmisOr,O 2 2222 yycD R 1 Nr −−=      ∞− Como ( )rO 2 2O 22 Nr4tempopelodotransferiOdeMolesW π== ( )sOOmisOO 2222 yyRcD4W −π−= ∞− C R r∆r NCO2,r NO2,r Ar nas vizinhanças
  • 46.
    Difusão em regimepermanente 3.12 Samuel Luporini/DEQ/UFBA quadro ck N c c y s ROsO sO 22 2 − == logo: Rk D 1 yRcD4 W s misO OmisO O 2 22 2 − ∞− + π− = Se misOs 2 Dk −>> ∞−π−= 222 OmisOO yRcD4W EXEMPLO 3 Um reator de leito fluidizado de carvão tem sido proposto para uma nova planta. Se operar a 1145 K, o processo será limitado pela difusão de oxigênio em contracorrente com dióxido de carbono, formado na superfície da partícula. Assumir que o carvão é carbono puro sólido com densidade de 1,28 x 103 kg/m3 e que a partícula é esférica com diâmetro inicial de 1,5 x 10-4 m. Ar (21% O2 e 79% N2) existe a vários diâmetros da esfera. Sob as condições de combustão, a difusividade do O2 na mistura é 1,3 x 10-4 m2 /s a 1145 K. Se o processo esta em estado estacionário, calcular o tempo necessário para reduzir o diâmetro da partícula de carbono a 5 x 10-5 m. O ar nas vizinhanças é uma fonte infinita de transferência de O2, onde a oxidação do carbono na superfície da partícula é diminuída pela transferência de O2. A reação na superfície é: ( ) ( ) ( )gCOgOsC 22 →+ Resposta: t = 0,92 s
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    Difusão em regimepermanente 3.13 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3.4.2 DIFUSÃO COM UMA REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM HOMOGÊNEA • Operações unitárias: um constituinte de uma mistura gasosa é preferencialmente dissolvido em contato com um liquido. Dependendo da natureza química das moléculas envolvida a absorção pode envolver reação química. Condições de contorno: Em z = 0 ⇒ cA = cA0 Em z = δ ⇒ cAs = 0 Figura Absorção com reação química homogênea. Fluxo molar: ( )444 3444 2143421 filme dodentropequenamuitoé Adeãoconcentraça0, bulk z,Bz,AA difusão A ABz,A NNy dz dc DN ≈ ++−= (3.4.2.1) Equação diferencial de transferência de massa no estado estacionário considerando apenas a direção z: { 0R dz dN )(homogêneaAespécieda mentodesaparecidetaxa A z,A =− (3.4.2.2) A1A ckR −= ⇒ Taxa de desaparecimento de A ⇒ reação química de 1ª ordem. (3.4.2.3) Substituindo (3.4.2.3) e (3.4.2.1) em (3.4.2.2), temos: z z = 0 ∆z z = δ NAz|z NAz|z+∆z Líquido B Superfície do líquido Mistura gasosa (A e gás inerte)
  • 48.
    Difusão em regimepermanente 3.14 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 0ck dz dc D dz d A1 A AB =+      − , com DAB = constante, fica: 0ck dz cd D A12 A 2 AB =+− (3.4.2.4) A solução geral da equação (3.4.2.4) é: z D k senhcz D k coshcc AB 1 2 AB 1 1A += As condições de contorno permitem calcular c1 e c2 (quadro), e o perfil de concentração fica: δ −= AB 1 AB 1 0A AB 1 0AA D k tgh z D k senhc z D k coshcc (3.4.2.4) Fluxo molar: dz dc DN A ABz,A −= Solução: δ δ δ = = AB 1 AB 1 0AAB 0zz,A D k tgh D k cD N (3.4.2.5) • Se não houver reação química: δ = 0AAB z,A cD N • Numero adimensional de Hatta = ⇒ δ δ AB 1 AB 1 D k tgh D k mostra a influencia da reação química.
  • 49.
    Difusão em regimepermanente 3.15 Samuel Luporini/DEQ/UFBA • Se a taxa da reação química aumenta (k1 aumenta) o fator δ AB 1 D k tgh se aproxima de 1, e ( )0ckDN 0A1AB0zz,A −= = Por comparação com a equação da convecção: ( )2A1Acz,a cckN −= , temos que: ⇒∝ ABc Dk Teoria da penetração Se ⇒∝ ABc Dk Teoria do filme EXEMPLO 4 Considerando um processo unitário com um disco rotativo para o tratamento de fenol (espécie A) em água. O biofilme contém um microrganismo em enzima peroxidase que degrada o fenol. A concentração de A dentro do biofilme diminuirá à medida que o penetra, ou seja A é degradado. Não há resistência convectiva entre o fluido e a superfície do biofilme. Figura Tratamento de água de lavagem por biofilme. É desejável tratar 0,1 m3 /h de água contendo 0,1 mol/m3 de fenol. Se a espessura do biofilme é 2 x 10-3 m, qual é a área do biofilme necessária para obter uma concentração de saída de 0,02 mol/m3 ? A taxa de degradação é descrita pela cinética de Michales-Menten: AA Amax,A A ck cR R + = onde RA,max = 5,7 x 10-3 mol/m3 , kA = 0,3 mol/m3 e DAB = 2 x 10-10 m2 /s a T = 25º C. Solução: S = 57 m2 Corrente de alimentação da água de lavagem CAi = moles/m3 Biofilme Água de lavagem tratada CAO Mistura perfeita Seção transversal do biofilme CAO CA(z) biofilme Superfície Sólida inerte z = 0 z = δ dcA/dz = 0 Capítulo 28 Welty
  • 50.
    Difusão em regimepermanente 3.16 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3.4.3 DIFUSÃO INTRAPARTICULAR COM REAÇÃO QUÍMICA (Cremasco) Quando um sólido poroso apresenta sua área interna maior (30 m2 /g ou maior) ou da mesma magnitude do que a sua superfície externa, considera-se o soluto, depois de atingir a superfície da partícula, difunda no interior desta para depois ser absorvido e sofrer transformação por reação química nas paredes dos sítios ativos do catalisador, conforme mostra a figura. Figura - Difusão com reação química heterogênea no interior de um sólido poroso • Termo reacional = aR”A, onde a = superfície do poro/unidade de volume da matriz porosa (sistema pseudo-homogêneo) • Equação geral para espécie A: ( ) ( ) A remnalunidirecio difusão 0 ,A ,Ar,A 2 2 ioestacionár estado 0 A Ra N senr 1 senN senr 1 Nr rr 1 t c ′′=                     φ∂ ∂ θ +θ θ∂ ∂ θ + ∂ ∂ + ∂ ∂ = φ θ = 4444444 34444444 21321 ( ) Ar,A 2 2 RaNr rr 1 ′′= ∂ ∂ ∴ (3.4.3.1) Sendo a reação de desaparecimento do soluto A escrita como: AsA CkR −=′′ (3.4.3.2) R”A sólido poro A B CAs
  • 51.
    Difusão em regimepermanente 3.17 Samuel Luporini/DEQ/UFBA O fluxo de A no interior da matriz porosa será dado por: dr dC DN A efr,A −= (3.4.3.3) Supondo temperatura e pressão constantes e substituindo (3.4.3.2) e (3.4.3.3) em (3.4.3.1), A ef s2A2 C D ak r dr dC r dr d =      (3.4.3.4) Denominando: ef s2 D ak =λ A equação (3.4.3.4) fica na forma: 0C dr dC r 2 dr Cd A 2A 2 A 2 =λ−+ (3.4.3.5) a qual esta sujeita as seguintes condições de contorno: C.C.1: em r = R → CA = CAs C.C.2: em r = 0 → finitovalorClimou0 dr dC A 0r A == → (simetria da partícula) Chamando: ψ=ArC A equação (3.4.3.5) fica: 0 dr d 2 2 2 =ψλ−+ ψ (3.4.3.6) A solução geral da eq. (3.4.3.6) é: ( ) ( )rsenhCrcoshC 21 λ+λ=ψ ou ( ) ( )[ ]rsenhCrcoshC r 1 C 21A λ+λ= (3.4.3.7) A determinação das constantes parte da aplicação das condições de contorno C.C.1 e C.C.2, ficando:
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    Difusão em regimepermanente 3.18 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( ) ( )Rsenh rsenh r R C C As A λ λ = (3.4.3.8) A eq. (3.4.3.8) fornece o perfil de concentração de A no interior da matriz porosa em função da relação entre as resistências a difusão e a reação química irreversível de 1ª ordem que se processa nos sítios internos da partícula. O fator de efetividade O fator de efetividade representa o efeito que a taxa da matéria exerce na taxa de reação numa partícula, sendo definido como a razão entre a taxa real de reação química, Rsg, e a taxa da reação baseada nas condições de superfície externa da partícula, como se toda a superfície ativa dos poros estivesse exposta nas mesmas condições da superfície, sgR . Assim: sg sg R R =ηε com: Rr A ef 2 R,A 2 sg dr dC DR4NR4R = π−=π= representado todo o soluto consumido na superfície externa da partícula transportado para dentro dessa partícula. Substituindo a eq. (3.4.3.8) e efetuando a derivação, temos: ( ) ( )[ ]RcothR1CRD4R Asefsg λλ−π−= Caso ocorra somente reação química irreversível de 1ª ordem, a taxa é: Ass 3 A 3 sg CakR 3 4 RR 3 4 R π−=′′π= Logo: ( ) ( )[ ] ( )2 R 1RcothR3 λ −λλ =ηε O parâmetro λ pode ser reformulado da seguinte maneira: λ=φ neR , que é o modulo de Thiele, indica a relação entre a taxa de reação química de 1ª ordem e a taxa de difusão. E Rne = Vp/Sm um raio generalizado que depende da geometria da partícula. Pa esfera perfeita: Vp = 4πR3 /3 e Sm = 4πR2 , logo: λR = 3φ.
  • 53.
    Difusão em regimepermanente 3.19 Samuel Luporini/DEQ/UFBA O perfil de concentração do soluto e o fator de efetividade em função do modulo de Thiele no interior do catalisador esférico são fornecidos por: ( ) ( )φ φ = 3senh Rr3senh r R C C As A ( ) 2 3 13coth3 φ −φφ =ηε Para catalisadores muito ativos (ks elevado) → φ = elevado → baixos valores de ηε Para catalisadores pouco ativos → altos valores de ηε → utilizam quase toda a área interna do catalisador. Exemplo No craqueamento catalítico do petróleo utilizaram-se microesferas de sílica-alumina de diâmetro igual a 1,8 mm e de área especifica dos poros de 3,2 cm2 /cm3 . Estime o valor do fator de efetividade considerando que a reação química catalítica, cuja velocidade é 6,9 cm/s, é irreversível e de 1ª ordem. O coeficiente efetivo de difusão é 8,0 x 10-4 cm2 /s. Resposta: ηε = 0,187
  • 54.
    Difusão em regimepermanente 3.20 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3.5 SISTEMAS DE DUAS E TRÊS DIMENSÕES • A transferência de condução de calor é análoga a transferência de massa molecular, as soluções analíticas, analógicas e numéricas são similares (cap. 17 Welty). • J.Crank – The Mathematics of Diffusion, Oxford University Press, London,1957. Exemplo: Considerar uma placa plana retangular fina, largura W e comprimento L. O topo é imerso em inseticida (y = L). Figura 3.5.1 – Modelo de três dimensões para o transporte de inseticida. A equação geral de transferência de massa fica: 0R t c N A A A =− ∂ ∂ +⋅∇ r ou { 0R t c z N y N x N química reação sem 0 A ioestacionár estado 0 A 0 AzAyAx =− ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ 321321 (3.5.1) ( )444 3444 21 0bulktermo BxAxA A ABAx NNy dx dC DN = ++−= (3.5.2) x y CA = 0 CA = C(x) CA = 0 CA = 0 L 0 W
  • 55.
    Difusão em regimepermanente 3.21 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( )444 3444 21 0bulktermo ByAyA A ABAy NNy dy dC DN = ++−= (3.5.3) Substituindo (3.5.3) e (3.5.2) em (3.5.1): 0 y C x C 2 A 2 2 A 2 = ∂ ∂ + ∂ ∂ (3.5.4) que é uma equação diferencial parcial, linear e homogênea com solução da forma: ( ) ( ) ( )yYxXy,xCA = (3.5.5) Substituindo (3.5.5) em (3.5.4), temos: 2 2 2 2 yd Yd y 1 xd Xd x 1 = Ambos os lados são constantes, logo: 0X xd Xd 2 2 2 =λ+ (3.5.6) 0Y yd Yd 2 2 2 =λ− (3.5.7) A eq. (3.5.6) tem a solução geral da forma: xBsenxcosAX λ+λ= (3.5.8) A eq. (3.5.7) tem a solução geral da forma: yy EeDeY λλ− += (3.5.9) A eq. (3.5.5) fica: ( ) ( )( )yy A EeDexBsenxcosAy,xC λλ− +λ+λ= (3.5.10)
  • 56.
    Difusão em regimepermanente 3.22 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Onde A, B, C e D são constantes avaliadas pelas condições de contorno: x = 0 → CA = 0 x = W → CA = 0 y = 0 → CA = 0 y = L → CA = C(x) Utilizando as três primeiras condições de contorno a solução é: ( ) W yn senh W xn senAy,xC 1n nA ππ = ∑ ∞ = (3.5.11) Utilizando a ultima condição de contorno: ( ) W Ln senh W xn senAxC 1n nA ππ = ∑ ∞ = (3.5.12) A avaliação de An é mostrada por Cremasco, a solução final é: ( ) ( ) dx W xn senxC W xn sen W Ln senh W yn senh W 2 y,xC W 0 A 1n A ∫∑       ππ                   π       π = ∞ = (3.5.13) A equação (3.5.13) é resolvida após se conhecer a função CA(x). Exemplo: Considere a situação na qual ocorra o fluxo mássico de A através da superfície de um catalisador. Ao entrar em contato com o catalisador, o soluto A se difunde nas direções x e y. Atingindo três das quatro superfícies, a espécie A reage instantaneamente. Em y = L para qualquer x, a sua concentração mantém-se constante em um valor β. Considerando a existência da contradifusão equimolar entre produto e reagente, pede-se: a) a distribuição mássica do soluto A.
  • 57.
    Difusão em regimepermanente 3.23 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3.6 TRANSFERÊNCIA SIMULTÂNEA DE MOMENTO, CALOR E MASSA • Exemplo: Secagem de uma superfície molhada pelo calor de um gás quente e seco: energia transferida a para superfície fria por convecção e radiação; transferência de massa associada a entalpia na corrente gasosa se movendo. • Os processos de transporte simultâneos são mais complexos, requerendo o tratamento simultâneo de cada fenômeno de transporte envolvido. 3.6.1 Transferência simultânea de calor e massa • Condições isotérmicas ∑ = = n 1i ii D HN A q r r (3.6.1.1) misturanumaideparcialmolarentalpiaH mássicadifusãoporcalordefluxo A q i D = = r • Condições não isotérmicas (diferenças de temperatura) { { ∑ = +∆−∇−= n 1i ii convectivocondutivo D HNThTk A q r r (3.6.1.2)
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    Difusão em regimepermanente 3.24 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exemplo: Condensação de vapor em uma superfície fria A condensação de um filme liquido escoando para baixo em uma superfície fria e um filme de gás na qual o condensado é transferido por difusão molecular. Figura Condensação de vapor em uma superfície fria. z1 → yA1 = conhecido por psicometria T1 = conhecido T3 = conhecida (temperatura na superfície) Na fase gasosa ocorre convecção natural onde h é estimado pela equação: ( )[ ] 94169 41 L L Pr/492,01 Ra670,0 68,0Nu + += A equação diferencial que descreve a transferência de massa na fase gasosa é: 0N dz d z,A = ⇒ fluxo mássico é constante na direção z. Se o componente A esta se difundindo através do gás estagnado, o fluxo é descrito pela seguinte forma da lei de Fick: dz dy y1 cD N A A AB z,A − − = Se o perfil de temperatura é conhecido: Filme líquido condensado Contorno do filme gasoso T1 T2 T3 T = T(z) yA1 yA2 yA= yA(z) z3 z2 z1
  • 59.
    Difusão em regimepermanente 3.25 Samuel Luporini/DEQ/UFBA n 11 z z T T       = Podemos estimar o coeficiente de difusão que varia com a temperatura: 2n3 1 TAB 23 1 TABAB z z D T T DD 11       =      = A concentração também varia com a temperatura: ( )n 1zzR P RT P c == A equação de fluxo torna-se: ( ) dz dy z z y1RT DP N A 2n 1A1 TAB z,A 1       − − = Para uma pequena faixa de temperatura, pode-se aproximar para uma equação: ( ) ( ) dz dy y1 cD N A A médioAB z,A − = Com as condições de contorno: Para z = z1 ⇒ yA = yA1 Para z = z2 ⇒ yA = yA2 = PA/P, Lei de Dalton, Integrando a equação temos: ( ) ( ) ( ) ln,B12 2A1AmédioAB z,A yzz yycD N − − = O fluxo de energia total é: ( ) ( ) ( )21Az,A21C32L z HHMNTThTTh A q −+−=−=
  • 60.
    Difusão em regimepermanente 3.26 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 2líquidodeplanonoEntalpiaH 1vapordeplanonoEntalpiaH AdemolecularMassaM gasosofilmenonaturalcalordenciatransferêdeconvectivoeCoeficienth líquidofilmenocalordenciatransferêdeconvectivoeCoeficienth 2 1 A C L = = = = = Para resolver a equação de fluxo de energia, utiliza-se a técnica de tentativa e erro: Assume o valor da temperatura da superfície liquida: T2 Calcula hC e (cDAB)médio. Calcula yA2 = PA/P, com PA = pressão de vapor acima do liquido a T2 e P = pressão total do sistema Quando os lados esquerdo e direito se satisfazerem o chute de T2 esta correto. Exemplo: Uma mistura de vapor etanol-água esta sendo destilada pelo contato da solução liquida etanol/água. O etanol é transferido a partir do líquido para a fase vapor e a água é transferida na direção oposta. A condensação de vapor de água fornece a energia para a vaporização do etanol. Ambos os componentes estão se difundindo através do filme de gás de 0,1 mm de espessura. A temperatura é 368 K e a pressão é 1,013 x 105 Pa. Para estas condições, a entalpia de vaporização dos componentes puros do etanol e água são 840 e 2300 kJ/kg, respectivamente. a)Desenvolver a equação de fluxo para o vapor de etanol. b) Desenvolver a equação de fluxo assumindo que os componentes tem calores equimolares de vaporização. Figura - Retificação adiabática de uma mistura etanol/água. • Assumir uma direção • Processo de transferência de massa molecular adiabático • Espessura do filme δ Parede adiabática Misturaliquidasaturadadeetanol/água Filme gasoso (δ) Vapor etanol/água NEtOH (vapor) NH2O (condensado)
  • 61.
    Difusão em regimepermanente 3.27 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3.6.2 Transferência simultânea de momento e massa • Absorção: A dissolução seletiva de um dos componentes de uma mistura gasosa por um líquido: coluna de parede molhada. • Escoamento de um filme ao longo de uma parede na qual esta em contato com uma mistura de gás. Suposições: 1. O comprimento para contato entre as duas fases é curto, portanto uma pequena quantidade de massa é absorvida ⇒ propriedades do liquido são inalteradas. 2. A velocidade do filme não afetara o processo de difusão. - Balanço de momento na direção x: { { { x 0 zxyx 0 xx 0 x 0 z x 0 y cte 0 x x ioestacionárestado 0 x g zyxx P zyxt x ρ+             ∂ τ∂ + ∂ τ∂ + ∂ τ∂ − ∂ ∂ −=                 ∂ ϑ∂ ϑ+ ∂ ϑ∂ ϑ+ ∂ ϑ∂ ϑ+ ∂ ϑ∂ ρ === == =ϑ 321321321321 Logo, g y yx ρ−= ∂ τ∂ (3.6.2.1) As condições de contorno que devem ser satisfeitas: C.C.1 para y = 0 ϑx = 0 C.C.2 para y = δ ∂ϑx/∂y = 0 ( contato do liquido com o gás)
  • 62.
    Difusão em regimepermanente 3.28 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Fluido newtoniano: dy d x xy ϑ µ=τ Substituindo em (1), temos: 21 2 x1 x 2 x 2 cyc 2 yg cy g y g y ++ µ ρ −=ϑ⇒+ µ ρ −= ∂ ϑ∂ ⇒ρ−= ∂ ϑ∂ µ (3.6.2.2) Pela C.C.1 ⇒ c2 = 0 Pela C.C.2 ⇒ c1 = ρgδ/µ Substituindo e após um rearranjo, temos:               δ − δ δ µ ρ −=ϑ 2 2 x y 2 1yg (3.6.2.3) 2 yxmax 2 g δ µ ρ =ϑ=ϑ δ= (3.6.2.4) Logo:               δ − δ ϑ=ϑ 2 maxx y 2 1y 2 (perfil de velocidade) (3.6.2.5) Equação diferencial de transferência de massa { 0R t c N química reação sem 0 A ioestacionár estado 0 A A =− ∂ ∂ +⋅∇ = = 321 r nas direções x e y apenas: 0 y N x N y,Ax,A = ∂ ∂ + ∂ ∂ (3.6.2.6) Os fluxos molares são definidos pela Lei de Fick como:
  • 63.
    Difusão em regimepermanente 3.29 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( )444 3444 2143421 xAc x,Bx,AA curto. muitoéliquidoocomvapordo contatodetempoodesprezar, A ABx,A NNx dx dc DN ϑ= ++−= (3.6.2.7) ( )444 3444 21 BemAdedesolubilidaa baixamuito,desprezar y,By,AA A ABy,A NNx dy dc DN ++−= (3.6.2.8) Direção y: A é transportado principalmente por difusão. Direção x: A é transportado principalmente por convecção. Substituindo (3.6.2.7) e (3.6.2.8) em (3.6.2.6), temos: ( ) :logoapenas,ydedependenteécomo,0 y c D x c x2 A 2 AB xA ϑ= ∂ ∂ −+ ∂ ϑ∂ 0 y c D x c 2 A 2 AB A x = ∂ ∂ −+ ∂ ∂ ϑ (3.6.2.9) Sendo ϑx dado pela equação (3.6.2.5), ∴ 0 y c D x cy 2 1y 2 2 A 2 AB A 2 max = ∂ ∂ −+ ∂ ∂               δ − δ ϑ (3.6.2.9) As condições de contorno para a película deslizando são: C.C.1: para x = 0 → cA = 0 C.C.2: para y = 0 → 0 y cA = ∂ ∂ (parede) C.C.3: para y = δ → cA = cA0 (contato com o gás) A qual pode ser resolvida numericamente pelo método das diferenças finitas. Johnstone & Pigford (1942) resolveram a equação (3.2.6.9) analiticamente, e obtiveram a concentração adimensional no fundo da coluna(Trans. AICHE, 38, 25, 1942):
  • 64.
    Difusão em regimepermanente 3.30 Samuel Luporini/DEQ/UFBA L++ ++= − − − −−− δ== δ== n75,204 n64,105n318,39n1213,5 yA0xA yALxA e01811,0 e03500,0e1001,0e7857,0 cc cc (3.2.6.10) Onde: líquidonosolutododifusãodeecoeficientD superfícienalocalizadafilme,domáximaevelocidad películadaespessura colunadaalturaL colunadatoponosolutodoãoconcentraçc liquido-gásinterfacenasolutodoãoconcentraçc colunadafundonosolutodoãoconcentraçc LD n AB max 0xA xA LxA max 2 AB = =ϑ =δ = = = = ϑδ = = δ= = Teoria da penetração: modelo desenvolvido por Higbie (Trans, AICHE, 31, 368-389, 1935) • Um soluto é transferido dentro de uma película em y = δ. O efeito da película deslizando sobre a espécie difundindo, é tal que a velocidade do escoamento do fluido pode ser considerada uniforme e igual a ϑmax. • O soluto A não será afetado pela presença da parede, então o fluido pode ser considerado de profundidade infinita. Profundidade da penetração
  • 65.
    Difusão em regimepermanente 3.31 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Com estas simplificações, a equação (3.2.6.8) fica: 2 A 2 AB A max y c D x c ∂ ∂ = ∂ ∂ ϑ com as condições de contorno: C.C.1: para x = 0 → cA = 0 C.C.3: para y = δ → cA = cA0 (contato com o gás) C.C.3: para y = -∞ → cA = 0 Fazendo ξ = δ - y, temos: 2 A 2 AB A max c D x c ξ∂ ∂ = ∂ ∂ ϑ e as condições de contorno ficam: C.C.1: para x = 0 → cA = 0 C.C.2: para ξ = 0 → cA = cA0 (contato com o gás) C.C.3: para ξ = ∞ → cA = 0 Aplicando a Transformada de Laplace na direcao x, na equação acima, temos: ( ) 2 A 2 ABAmax s,c D0cs ξ∂ ξ∂ =−ϑ no domínio de Laplace rearranjando: ( ) 0 D css,c AB Amax 2 A 2 = ϑ − ξ∂ ξ∂ Esta equação diferencial ordinária de 2ª ordem, possui a solução geral de: ( )         ξ ϑ −+         ξ ϑ =ξ AB max 1 AB max 1A D s expB D s expAs,c As constantes A1 e B1 são avaliadas utilizando as condições de contorno transformada para o domínio de Laplace: C.C.1: para ξ = 0 → ( ) s c s,0c 0A A = (contato com o gás)
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    Difusão em regimepermanente 3.32 Samuel Luporini/DEQ/UFBA C.C.2: para ξ = ∞ → ( ) 0s,cA =∞ Produzindo a solução: ( )         ξ ϑ −=ξ AB max0A A D s exp s c s,c Aplicando a inversa da transformada de Laplace, temos: ( )                             ϑ − ξ −=ξ max AB 0AA xD4 erf1c,xc ou ( )                 − ξ −=ξ expAB 0AA tD4 erf1c,xc onde o tempo de exposição é definido como texp = x/ϑmax. A função erro: erf() → apêndice L de Welty. Fluxo: { {           − π = π = ∂ ∂ −== ==δ= δ==ξ 0 2A c 1A exp AB exp AB 0A y A AByy,A0y,A cc t D t D c y c DNN 0A Por comparação com a equação de convecção: ( )2A1Acy,A cckN −= 21 ABc exp AB c Dkou t D k ∝ π = ⇒ Teoria da penetração.
  • 67.
    Difusão molecular noestado transiente 4.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CAPÍTULO 4: DIFUSÃO MOLECULAR NO ESTADO TRANSIENTE • 2 variáveis independentes: posição e tempo • Grandes quantidades de problemas de difusão podem ser resolvidos simplesmente olhando as soluções do problema análogo à condução de calor. Quando a equação diferencial e a condição inicial e de contorno do processo de difusão são exatamente da mesma forma daqueles do processo de condução de calor, então a solução pode ser tomada com as mudanças apropriadas na notação. • Muitas soluções analíticas em: o Carslaw & Jaeger, Heat conduction in solids, Oxford University Press, 1959, 2ª edição. o J. Crank, The mathematics of diffusion, Oxford University Press, London, 1958. • São peculiares apenas para transferência de massa: o Difusão com reações químicas o Difusão com velocidade media molar diferente de zero o Difusão com mais de 2 componentes o Convecção forçada com taxas de transferência de massa elevada • Processos transientes: o O processo na qual esta em estado não estacionário somente em sua partida inicial. o O processo na qual é uma batelada (descontínuo) ou operações em sistemas fechados do começo ao fim de sua duração. SOLUÇÃO ANALÍTICA A segunda lei de Fick, descreve uma situação onde: • Não ocorre nenhuma contribuição ao movimento (bulk), isto é, 0=ϑ r • Nenhuma reação química, isto é, RA = 0 Logo: { 0R t c N química reaçãosem 0 A A A =− ∂ ∂ +⋅∇ = r (1)
  • 68.
    Difusão molecular noestado transiente 4.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( )44 344 21 rr r 0c BAAAABz,A NNxxcDN =ϑ= ++∇−= 1ª Lei de Fick, logo: AABz,A cDN ∇−= (2) Introduzindo (2) em (1), temos: A 2 AB A cD t c ⋅∇= ∂ ∂ 2ª Lei de Fick (3) Útil para: • Difusão em sólidos, líquidos estacionários, ou em sistemas em contradifusão equimolar. • Devido a taxa de difusão extremamente lenta em líquidos, a contribuição do movimento bulk, da 1ª lei de Fick (isto é, ∑ iA Nx r ) aproxima de zero para soluções diluídas, portanto satisfaz a 2ª lei de Fick. 4.1 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO SEMI INFINITO • Transferência de massa unidirecional dentro de um meio estacionário semi-infinito com uma concentração superficial fixa. • Absorção de O2 a partir do ar na aeração de um lago. • Processo de difusão na fase sólida envolvendo a dureza do aço em atmosfera rica em carbono. • A equação diferencial a ser resolvida é: 2 A 2 AB A z c D t c ∂ ∂ = ∂ ∂ e as condições inicial e de contornos são: C.I.: 0AA cc = para t = 0, para todo z C.C.1: AsA cc = para z = 0, para todo t C.C.2: 0AA cc = para z = ∞, para todo t, o soluto penetra uma distância muito pequena durante o tempo finito de exposição em relação a profundidade do meio.
  • 69.
    Difusão molecular noestado transiente 4.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA usando a transformação: 0AA cc −=θ 2 2 AB z D t ∂ θ∂ = ∂ θ∂ (2) e as condições inicial e de contornos são: C.I.: ( ) 00,z =θ C.C.1: ( ) 0AAs cct,0 −=θ C.C.2: ( ) 0t, =∞θ Pela transformada de Laplace da eq. (2), temos: 2 2 AB z D0s ∂ θ∂ =−θ ou 0 D s z AB 2 2 = θ − ∂ θ∂ (3) E as condições de contorno na T.L.: C.C.1: ( ) ( ) s cc s,0 0AAs − =θ z CA0CAs z t aumenta CA0 CAs
  • 70.
    Difusão molecular noestado transiente 4.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA C.C.2: ( ) 0s, =∞θ A solução geral de (3) é: zDszDs ABAB BeAe − +=θ Pelas condições de contorno: z = ∞ ⇒ A = 0 z = 0 ⇒ B = (cAs-cA0)/s Logo: zDs0AAs AB e s cc −       − =θ (4) A inversa da T.L. da eq. (4), fica: ( )         −=θ tD2 z erfccc AB 0AAs ou         −= − − tD2 z erf1 cc cc AB0AAs 0AA (perfil de concentração) (5) erf( ): função erro, apêndice L de Welty ou no Excel. O fluxo unidirecional de A na placa semi-infinita, na superfície do meio é: ( )0AAs AB 0z A AB0zA cc t D dz dc DN − π =−= = = (6) 4.2 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO DIMENSIONAL FINITO SOB CONDIÇÕES DE RESISTÊNCIA DE SUPERFÍCIE DESPREZIVEL • Um corpo é submetido a uma mudança subta nas vizinhanças a qual influencia sua concentração na superfície cAs. • Consideramos uma lamina larga de madeira a qual possui uma espessura uniforme L. • A distribuição de concentração inicial é uma função de z, ou seja, cA0(z).
  • 71.
    Difusão molecular noestado transiente 4.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA • Condições: C.I.: ( )zcc 0AA = para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L C.C.1: AsA cc = para z = 0, para t > 0 C.C.2: AsA cc = para z = L, para t > 0 A equação da 2ª lei de Fick, com a concentração adimensional, As0A AsA cc cc Y − − = , na direção z, fica: 2 2 AB z Y D t Y ∂ ∂ = ∂ ∂ (1) Com as condições inicial e de contorno adimensionais: C.I.: ( )zYY 0= para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L C.C.1: 0Y = para z = 0, para t > 0 C.C.2: 0Y = para z = L, para t > 0 ( ) 0t,2L dz dY = , devido a simetria no meio da placa. Resolvendo a equação (1) pelo método de separação de variáveis (Welty) leva a seguinte solucao produto: ( ) tD 21 2 ABexsenCxcosCY λ− λ+λ= z = 0 CAsCAs z = L
  • 72.
    Difusão molecular noestado transiente 4.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA As constantes C1 e C2 e o parâmetro λ são obtidos da C.I. e das C.C.1 e C.C.2, obtendo: ( ) ( ) dz L zn senzYe L zn sen L 2 cc cc Y L 0 0 X2n 1nAs0A AsA D 2 ∫∑       π       π = − − = π− ∞ = (2) onde: L5,3,1,n L/2deticocaracterisocomprimentx relativotempoderazão x D X 1 1 AB D = = →= Se a lamina tem uma concentração uniforme, no instante inicial, isto é Y0(z) = Y0, então a eq. (2), fica: ( ) D 2 X2n 1nAs0A AsA e L zn sen n 14 cc cc Y π− ∞ = ∑       π π = − − = (3) onde: n = 1, 3, 5, ... O fluxo mássico para algum plano da placa de madeira pode ser avaliado por: z c DN A ABz,A ∂ ∂ −= ( ) ( ) D 2 X2n 1n 0AAs AB z,A e L zn coscc L D4 N π− ∞ = ∑       π −= onde: n = 1, 3, 5, ... No centro da placa (z = L/2), NA = 0 pois ( ) 0t,2L dz dcA =
  • 73.
    Difusão molecular noestado transiente 4.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exemplo: Considerando a dopagem do fósforo no silício cristalino, semicondutor tipo n, a 1100º C, uma temperatura capaz de promover a difusão do fósforo. A concentração da superfície do fósforo (cAs) no silício é 2,5 x 1020 atomos de P/cm3 de Si sólido, que é relativamente diluído, desde que o silício contem 5 x 1022 atomos de Si/cm3 de sólido. A cobertura rica de fósforo é considerada como uma fonte infinita para a quantidade de átomos de P transferido, de maneira que, cAs é constante. Predizer a profundidade do filme Si-P após 1 h, se a concentração é de 1% na superfície (2,5 x 1018 atomos de P/cm3 de silício sólido). Resposta: 1,76 µm z = 0 Si(s) + 2POCl3(g) → SiO2(s) + 3Cl2 + 2P(s) P POCl3 Cl2 Vapor de POCl3 Cobertura de SiO2(s) + 2P(s) Placa de Si Fonte rica de P P Si cAs
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    Difusão molecular noestado transiente 4.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 4.3 GRÁFICOS CONCENTRAÇÃO-TEMPO PARA FORMAS GEOMÉTRICAS SIMPLES • Gráficos de “Gurney-Lurie” apresentam soluções para placa plana, esfera e cilindros longos. • Equação diferencial para condução de calor análoga a equação diferencial para difusão molecular ⇒ estes gráficos podem ser utilizados para ambos os fenômenos de transportes. • Para difusão molecular, temos: Y = mudança na concentração adimensional = 0AAs AAs cc cc − − XD = tempo relativo = 2 1 AB x tD n = posição relativa = 1x x m = resistência relativa = 1c AB xk D = internamolecularmassadenciatransferêdearesistênci convectivamassadenciatransferêdearesistênci x1 = comprimento característico, é a distância do ponto médio para a posição de interesse. Condições: a) Assumir a 2ª lei de Fick, isto é, 0=ϑ , nenhum termo de produção, RA = 0, e difusividade constante. b) O corpo tem um concentração inicial uniforme, cA0. c) O contorno esta sujeito a uma nova condição que permaneça constante com o tempo. 1. Para formas onde o transporte ocorre em somente uma das faces, a razões adimensionais são calculadas como se a espessura fosse duas vezes o valor verdadeiro.
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    Difusão molecular noestado transiente 4.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 1) Transporte em uma barra retangular com extremidades seladas: Ybar = YaYb Ya = avaliação com a largura x1 = a Yb = avaliação com a espessura x1 = b 2) Paralelepípedo retangular Ypar = YaYbYc Ya = avaliação com a largura x1 = a Yb = avaliação com a espessura x1 = b Yc = avaliação com a espessura x1 = c a a b b c c a a b b selada selada
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    Difusão molecular noestado transiente 4.10 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 3) Cilindros, incluindo ambas as extremidades Ycil = YcilindroYa, Ycilindro = avaliado em coordenada radial (x1 = R) Ya = avaliado para placa plana, de espessura x1 = a (axial) Exemplo Uma placa de madeira 12 in por 12 in por 1 in, é exposta ao ar seco. As extremidades são inicialmente seladas para limitar o processo de secagem para as faces planas mais largas da placa. O liquido interno difunde para a superfície, onde é evaporada pela passagem da corrente de ar. O conteúdo de umidade sobre a superfície permanece constante a 15% em peso. Após 10 hr de secagem o conteúdo de umidade do centro diminui de 50 para 32% em peso Se o coeficiente de transferência de massa convectivo pode ser considerado suficientemente elevado, a resistência relativa m é aproximada para zero, calcule: a) O coeficiente de difusão efetiva. b) O conteúdo de umidade se as seis faces são usadas para o mesmo período de secagem. c) O tempo necessário para diminuir o conteúdo de umidade do centro de um cubo de 1 ft de aresta feito com a mesma madeira, de 50 para 32% em peso se todas as 6 faces são usadas. Assumir que o coeficiente de difusão efetiva calculado em (a) é constante através do cubo. Resposta: a) 8,85 x 10-5 ft2 /h; b) 0,471 lbm de água/lbm de madeira seca; c)650 h a a R R
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    Difusão molecular noestado transiente 4.11 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 4.4 MÉTODOS NUMÉRICOS PARA ANÁLISE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA TRANSIENTE Enunciado: Uma placa de material com uma espessura de 0,004 m tem uma superfície subitamente exposta a uma solução do componente A com CA0 = 6 x 10-3 kg-mol/m3 enquanto que a outra superfície é suportada sólido isolado permitindo nenhuma transferência de massa. Há um perfil de concentração inicial linear para o componente A dentro da placa a partir de CA = 1 x 10-3 kg-mol/m3 para um lado e CA = 2 x 10-3 kg-mol/m3 para o lado sólido. A difusividade DAB = 1x 10-9 m2 /s. O coeficiente de distribuição. O coeficiente de distribuição entre a concentração na solução adjacente a placa CALi e a concentração na placa sólida para a superfície CAi é definida por: K = CAli/CAi, onde K = 1,5. O coeficiente de transferência de massa para a superfície da placa pode ser considerado infinito. x = 0,004 m CA3 CA5 CA7 CA1 CA2 CA4 CA6 CA8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x dx = 0,0005 m CA9 Superfície exposta Condições de contorno CA1 é mantido a um valor constante. Figura 1 – Transferência de massa transiente em uma placa unidimensional A equação diferencial parcial: 2 A 2 AB A x C D t C ∂ ∂ = ∂ ∂ 2ª Lei de Fick Condições iniciais CA para t = 0, perfil linear de 1 x 10-3 a 2 x 10-3
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    Difusão molecular noestado transiente 4.12 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Condições de contorno Como a equação diferencial é de 2ª ordem são necessárias duas condições de contorno: CC1: k C C 0A 0xAi == , onde k = 1,5 CC2: 0 x C 004,0x A = ∂ ∂ = , condição de fluxo difusional para o contorno isolado. a) Calcular as concentrações dentro da placa até 2500 s. Utilize o método numérico em x com intervalo entre nodos de 0,0005 m (ver fig. 1) correspondente a 9 nodos. b) Fazer o gráfico da concentração versus tempo ate 2500 s. Método numérico O método de linhas (MOL: method of lines): o tempo é resolvido como equações diferenciais ordinárias: método de Euler ou Runge Kutta por exemplo. O espaço é discretizado por diferenças finitas. Neste exemplo o espaço é dividido em N = 8 intervalos envolvendo N + 1 = 9 nodos (figura 1). Utilizando a fórmula da diferença central para a 2ª derivada (equação A9), deixando o tempo como uma derivada ordinária, temos: ( )1nn1n AAA2 ABA CC2C x D dt dC −+ +− ∆ = para 2 ≤ n ≤ 8 Condições de contorno Superfície exposta Neste exemplo em x = 0 ( ) 0x A AB1A0Ac x C DKCCk = ∂ ∂ −=− CA1 x = 0 CA0
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    Difusão molecular noestado transiente 4.13 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Usando a formula das diferenças (A5) para o derivativo do lado direito desta equação temos: ( ) x2 C3C4C x C 1A2A3A 0x A ∆ −+− = ∂ ∂ = Logo: ( ) ( ) x2 C3C4C DKCCk 1A2A3A AB1A0Ac ∆ −+− −=− Isolando CA1, que nos interessa temos: xKk2D3 CD4CDxCk2 C cAB 2AAB3AAB0Ac 1A ∆+ +−∆ = no nosso exemplo temos que kc →∞ logo K C C 0A 1A = , onde K = 1,5. Superfície isolada Neste exemplo em x = L 0 x C 004,0x A = ∂ ∂ = Utilizando a formula da diferença finita (A7) para este derivativo, temos 0 x2 CC4C3 dx dC 7A8A9A9A = ∆ +− = Isolando CA9 que nos interessa, temos: 3 CC4 C 7A8A 9A − = CA9 x = 0 isolante x = L = 0,004m
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    Difusão molecular noestado transiente 4.14 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Condição inicial Perfil de concentração inicial, neste exemplo é lineal de 1 x 10-3 a 2 x 10-3 , ficando: x em m CA x 103 Nodo n 0 1 1 0,0005 1,125 2 0,001 1,25 3 0,0015 1,375 4 0,002 1,5 5 0,0025 1,625 6 0,003 1,75 7 0,0035 1,825 8 0,004 2 9 dx = 0,0005 Equações discretizadas: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 7A8A9A AB 8A 8 2 6A7A8A AB 7A 7 2 5A6A7A AB 6A 6 2 4A5A6A AB 5A 5 2 3A4A5A AB 4A 4 2 2A3A4A AB 3A 3 2 1A2A3A AB 2A 2 dx CC2C D dt dC f dx CC2C D dt dC f dx CC2C D dt dC f dx CC2C D dt dC f dx CC2C D dt dC f dx CC2C D dt dC f dx CC2C D dt dC f +− == +− == +− == +− == +− == +− == +− == CA9 e CA1 são diferentes devido as condições de contorno, logo K C C 3 CC4 C 0A 1A 7A8A 9A = − =
  • 81.
    Difusão molecular noestado transiente 4.15 Samuel Luporini/DEQ/UFBA onde CA0 = 6 x 10-3 e K = 1,5 Neste exemplo usaremos o método de Euler para discretizar o tempo: ( ) ( ) ( ) ( )j2A21j2A j2A1j2A 2 2A 2 CtfC t CC f dt dC f +∆= ∆ − = = + + Neste exemplo ∆t = 1 s e j é o numero de tempos.
  • 82.
    Difusão molecular noestado transiente 4.16 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Fluxograma: Dados Condições iniciais J = 0 a 2500 ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )( ) 2 7A8A9AAB8 2 6A7A8AAB7 2 5A6A7AAB6 2 4A5A6AAB5 2 3A4A5AAB4 2 2A3A4AAB3 2 1A2A3AAB2 dxjCjC2jCDf dxjCjC2jCDf dxjCjC2jCDf dxjCjC2jCDf dxjCjC2jCDf dxjCjC2jCDf dxjCjC2jCDf +−= +−= +−= +−= +−= +−= +−= ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) dtjt1jt 31jC1jC41jC dtfjC1jC dtfjC1jC dtfjC1jC dtfjC1jC dtfjC1jC dtfjC1jC dtfjC1jC KC1jC 7A8A9A 28A8A 27A7A 26A6A 55A5A 44A4A 33A3A 22A2A 0A1A +=+ +−+=+ +=+ +=+ +=+ +=+ +=+ +=+ +=+ =+ Impressão
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    Difusão molecular noestado transiente 4.17 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Módulo em VBA aplicado ao EXCEL Public Sub Ptran() Dim t(3000) As Double Dim CA1(3000) As Double Dim CA2(3000) As Double Dim CA3(3000) As Double Dim CA4(3000) As Double Dim CA5(3000) As Double Dim CA6(3000) As Double Dim CA7(3000) As Double Dim CA8(3000) As Double Dim CA9(3000) As Double 'Dados dx = 0.0005 CA0 = 0.006 K = 1.5 DAB = 0.000000001 tf = 2500 Cells(12, 1) = "dx =" Cells(12, 2) = dx Cells(13, 1) = "CA0 =" Cells(13, 2) = CA0 Cells(14, 1) = "K =" Cells(14, 2) = K Cells(15, 1) = "DAB =" Cells(15, 2) = DAB 'Condições iniciais t(0) = 0 CA1(0) = 0.001 CA2(0) = 0.001125 CA3(0) = 0.00125 CA4(0) = 0.001375 CA5(0) = 0.0015 CA6(0) = 0.001625 CA7(0) = 0.00175
  • 84.
    Difusão molecular noestado transiente 4.18 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CA8(0) = 0.001825 CA9(0) = 0.002 dt = 1 'Solução numérica For j = 0 To 2500 f2 = DAB * (CA3(j) - 2 * CA2(j) + CA1(j)) / dx ^ 2 f3 = DAB * (CA4(j) - 2 * CA3(j) + CA2(j)) / dx ^ 2 f4 = DAB * (CA5(j) - 2 * CA4(j) + CA3(j)) / dx ^ 2 f5 = DAB * (CA6(j) - 2 * CA5(j) + CA4(j)) / dx ^ 2 f6 = DAB * (CA7(j) - 2 * CA6(j) + CA5(j)) / dx ^ 2 f7 = DAB * (CA8(j) - 2 * CA7(j) + CA6(j)) / dx ^ 2 f8 = DAB * (CA9(j) - 2 * CA8(j) + CA7(j)) / dx ^ 2 CA1(j + 1) = CA0 / K CA2(j + 1) = CA2(j) + f2 * dt CA3(j + 1) = CA3(j) + f3 * dt CA4(j + 1) = CA4(j) + f4 * dt CA5(j + 1) = CA5(j) + f5 * dt CA6(j + 1) = CA6(j) + f6 * dt CA7(j + 1) = CA7(j) + f7 * dt CA8(j + 1) = CA8(j) + f8 * dt CA9(j + 1) = (4 * CA8(j + 1) - CA7(j + 1)) / 3 t(j + 1) = t(j) + dt Next j 'impressão na planilha For i = 0 To 8 Cells(18, 5 + i) = i * dx te = 50 Next i For j = 0 To 2500 Step te Cells(20 + j / te, 4) = t(j) Cells(20 + j / te, 5) = CA1(j) Cells(20 + j / te, 6) = CA2(j) Cells(20 + j / te, 7) = CA3(j) Cells(20 + j / te, 8) = CA4(j) Cells(20 + j / te, 9) = CA5(j) Cells(20 + j / te, 10) = CA6(j)
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    Difusão molecular noestado transiente 4.19 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Cells(20 + j / te, 11) = CA7(j) Cells(20 + j / te, 12) = CA8(j) Cells(20 + j / te, 13) = CA9(j) Next j End Sub Planilha Placa_transiente_7_13.xls do EXCEL: Próxima pagina.
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    Difusão molecular noestado transiente 4.20 Samuel Luporini/DEQ/UFBA dx = 0.00050 CA0 = 0.00600 K = 1.50000 DAB = 1.00000E-09 distância x 0 0.0005 0.001 0.0015 0.002 0.0025 0.003 0.0035 0.004 tempo (s) CA1 CA2 CA3 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9 0 0.001 0.001125 0.00125 0.001375 0.0015 0.001625 0.00175 0.001825 0.002 50 0.004 0.001616 0.001294 0.001378 0.0015 0.001624 0.001741 0.001816 0.00184 100 0.004 0.001965 0.001394 0.001392 0.001501 0.001622 0.001733 0.001806 0.00183 150 0.004 0.002217 0.001514 0.001421 0.001505 0.00162 0.001726 0.001796 0.00182 200 0.004 0.002406 0.001635 0.001462 0.001514 0.001619 0.001719 0.001787 0.00181 250 0.004 0.002553 0.001751 0.00151 0.001527 0.001618 0.001713 0.001778 0.0018 300 0.004 0.002669 0.001859 0.001564 0.001544 0.00162 0.001707 0.00177 0.00179 350 0.004 0.002764 0.001957 0.00162 0.001565 0.001623 0.001703 0.001761 0.001781 400 0.004 0.002843 0.002047 0.001676 0.001589 0.001628 0.001699 0.001754 0.001772 450 0.004 0.00291 0.002128 0.001732 0.001615 0.001635 0.001696 0.001747 0.001764 500 0.004 0.002967 0.002202 0.001787 0.001643 0.001644 0.001695 0.00174 0.001756 550 0.004 0.003017 0.002269 0.001841 0.001673 0.001655 0.001694 0.001735 0.001748 600 0.004 0.003061 0.00233 0.001892 0.001703 0.001667 0.001695 0.00173 0.001741 650 0.004 0.003101 0.002386 0.001941 0.001734 0.001681 0.001697 0.001725 0.001735 700 0.004 0.003136 0.002438 0.001987 0.001765 0.001695 0.0017 0.001722 0.001729 750 0.004 0.003167 0.002485 0.002032 0.001795 0.00171 0.001704 0.00172 0.001725
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    Difusão molecular noestado transiente 4.21 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 800 0.004 0.003196 0.002529 0.002074 0.001825 0.001726 0.001709 0.001718 0.001721 850 0.004 0.003222 0.00257 0.002114 0.001855 0.001743 0.001715 0.001717 0.001718 900 0.004 0.003246 0.002608 0.002153 0.001884 0.00176 0.001721 0.001717 0.001716 950 0.004 0.003269 0.002643 0.002189 0.001913 0.001777 0.001728 0.001718 0.001715 1000 0.004 0.003289 0.002677 0.002224 0.00194 0.001795 0.001736 0.00172 0.001714 1050 0.004 0.003308 0.002708 0.002257 0.001968 0.001812 0.001745 0.001723 0.001715 1100 0.004 0.003326 0.002737 0.002288 0.001994 0.00183 0.001754 0.001726 0.001716 1150 0.004 0.003342 0.002764 0.002319 0.00202 0.001848 0.001764 0.00173 0.001719 1200 0.004 0.003358 0.00279 0.002347 0.002045 0.001865 0.001774 0.001735 0.001722 1250 0.004 0.003372 0.002814 0.002375 0.002069 0.001883 0.001785 0.00174 0.001726 1300 0.004 0.003386 0.002837 0.002401 0.002093 0.0019 0.001796 0.001747 0.00173 1350 0.004 0.003398 0.002859 0.002426 0.002115 0.001918 0.001807 0.001753 0.001736 1400 0.004 0.003411 0.00288 0.00245 0.002138 0.001935 0.001819 0.001761 0.001742 1450 0.004 0.003422 0.002899 0.002473 0.002159 0.001952 0.00183 0.001769 0.001748 1500 0.004 0.003433 0.002918 0.002495 0.00218 0.001969 0.001843 0.001777 0.001756 1550 0.004 0.003443 0.002936 0.002516 0.002201 0.001986 0.001855 0.001786 0.001763 1600 0.004 0.003453 0.002953 0.002537 0.002221 0.002003 0.001868 0.001796 0.001772 1650 0.004 0.003462 0.002969 0.002556 0.00224 0.002019 0.00188 0.001805 0.00178 1700 0.004 0.003471 0.002985 0.002575 0.002259 0.002035 0.001893 0.001816 0.00179 1750 0.004 0.003479 0.003 0.002594 0.002277 0.002052 0.001906 0.001826 0.001799 1800 0.004 0.003487 0.003014 0.002611 0.002295 0.002068 0.001919 0.001837 0.001809 1850 0.004 0.003495 0.003028 0.002628 0.002313 0.002083 0.001933 0.001848 0.00182 1900 0.004 0.003503 0.003041 0.002645 0.00233 0.002099 0.001946 0.001859 0.001831 1950 0.004 0.00351 0.003054 0.002661 0.002346 0.002114 0.001959 0.001871 0.001842 2000 0.004 0.003516 0.003066 0.002676 0.002363 0.00213 0.001973 0.001883 0.001853 2050 0.004 0.003523 0.003078 0.002691 0.002379 0.002145 0.001986 0.001895 0.001865
  • 88.
    Difusão molecular noestado transiente 4.22 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 2100 0.004 0.003529 0.00309 0.002706 0.002394 0.00216 0.002 0.001907 0.001876 2150 0.004 0.003535 0.003101 0.00272 0.00241 0.002175 0.002013 0.00192 0.001888 2200 0.004 0.003541 0.003111 0.002734 0.002425 0.002189 0.002027 0.001932 0.001901 2250 0.004 0.003547 0.003122 0.002747 0.002439 0.002204 0.00204 0.001945 0.001913 2300 0.004 0.003552 0.003132 0.00276 0.002454 0.002218 0.002054 0.001958 0.001926 2350 0.004 0.003558 0.003141 0.002773 0.002468 0.002232 0.002068 0.001971 0.001938 2400 0.004 0.003563 0.003151 0.002786 0.002482 0.002246 0.002081 0.001983 0.001951 2450 0.004 0.003568 0.00316 0.002798 0.002495 0.00226 0.002095 0.001997 0.001964 2500 0.004 0.003573 0.003169 0.00281 0.002509 0.002274 0.002108 0.00201 0.001977
  • 89.
    Difusão molecular noestado transiente 4.23 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 0.0010 0.0015 0.0020 0.0025 0.0030 0.0035 0.0040 0.0045 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 2600 tempo (s) CA(kg-mol/m3 ) CA1 CA2 CA3 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9
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    Difusão molecular noestado transiente 4.24 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Aproximações por diferenças finitas úteis:
  • 91.
    Transferência de massapor convecção 5.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CAPÍTULO 5: TRANSFERÊNCIA DE MASSA POR CONVECÇÃO ⇒ Envolve o transporte de material entre uma superfície de contorno e um fluido escoando ou entre dois fluidos relativamente imiscíveis em escoamento. { { { ãoconcentraç dediferença A convectivo massade ciatransferên deecoeficient c ãoconcentraç dedecréscimodo direçãonaocorre massadeFluxo A ckN ∆= → sistemadogeometriaedinâmicasticascaracterisfluido,dodespropriendadasfunção h k c    é análogo a : Th A q ∆= da transferência de calor Considerações fundamentais em transferência de massa ⇒ Camada extremamente fina junto à superfície → escoamento laminar. ⇒ Escoamento laminar: o transporte entre a superfície do fluido escoando é por meio molecular. ⇒ Escoamento turbulento: movimento físico de volume de material através de linhas de corrente, transportada por turbilhões. Altas taxas de transferência de massa ou transferência de calor estão associadas ao escoamento turbulento. ( )AAscA cckN −= Onde: fluidofasedadentropontoalgumparacomposicãoc sistemadopressãoeratemperatuaparasólidoocomequilíbrio emfluidodocomposiçãoaéinterface;nafluidonosolutodoãoconcentraçc linterfaciaáreaxtempo interfaceadeixandoAsolutodomoles N A As A = = = ⇒ Há quatro métodos de avaliação do coeficiente de transferência de massa convectivo que serão discutidos neste capítulo. Estes são:
  • 92.
    Transferência de massapor convecção 5.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 1. Análise dimensional ligada a experimentos; 2. Análise exata da camada limite; 3. Análise aproximada da camada limite; 4. Analogia entre momento, energia e transferência de massa. EXEMPLO 1 O ar escoa sobre uma placa sólida de dióxido de carbono congelado (gelo seco) com uma área superficial exposta de 1 x 10-3 m2 . O CO2 sublima com uma corrente escoando a 2 m/s e taxa de liberação de 2,29 x 10-4 mol/s. O ar está a 293 K e 1,013 x 105 Pa ( sm10x5,1D 25 ar,CO2 − = e νar = 1,55x10-5 m2 /s). Determine o coeficiente de transferência de massa do CO2 sublimando sobre o ar escoando. Resp.: 0,118 m/s 5.2. PARÂMETROS SIGNIFICANTES: ⇒ A difusividade molecular para cada fenômeno de transporte são:                  = ρ =α ρ µ =ν t L mássicadedifusividaD térmicadedifusivida c k momentodededifusivida 2 AB p ⇒ Número de Schmidt (Sc) mássicadedifusivida momentodededifusivida DD Sc ABAB = ρ µ = ν = Sc (T.M.) é análogo ao Pr (T.C.) ⇒ Número de Lewis (Le) mássicadedifusivida térmicadedifusivida Dc k D Le ABpAB = ρ = α = Le é importante quando o processo envolve transferência de massa de energia simultaneamente.
  • 93.
    Transferência de massapor convecção 5.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 5.1 – Perfil de velocidade e concentração para um fluido escoando numa superfície sólida. Na interface => mesmo fluxo do componente A deixando a superfície do fluido. ( )∞−= AAscA cckN deixando a superfície por convecção ( ) 0y AsA ABA dy ccd DN = − −= Entrando no fluido por difusão melecular Logo: ( ) ( ) 0y AsA ABAAsc dy ccd Dcck = − −=∞− Rearranjando e multiplicando por L, ambos os lados, temos: ( ) ( ) ⇒ ∞−− −= = L cc dy ccd D Lk AAs 0y AsA AB c globalãoconcentraçdegradiente superfícieaparaãoconcentraçdegradiente fluidodoconvectivamassadenciatransferêdearesistênci molecularmassadenciatransferêdearesistênci = ShouNu D Lk AB AB c = NuAB: número de Nusselt para transferência de massa Sh: número de Sherwood. ϑ = ϑ(y) ϑ∞ cAs - cA∞ cAs - cA = (cAs – cA)(y) x y cAs na interface
  • 94.
    Transferência de massapor convecção 5.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 2 Determine o número de Schmidt para o metanol em ar a 298 K e 1,013 x 103 Pa e em água líquida a 298 K. 5.3. ANÁLISE DIMENSIONAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA Transferência em uma corrente escoando sob convecção forçada ⇒ Considerando a transferência de massa da parede de um tubo para o fluido escoando através do conduite. (força direcional cAs – cA) Variável Símbolo Dimensões Diâmetro do tubo D L Densidade do fluido ρ M/L3 Viscosidade do fluido µ M/Lt Velocidade do fluido ϑ L/t Difusividade do fluido DAB L2 /t Coeficiente de transferência de massa kc L/t D ρ µ ϑ DAB kc M 0 1 1 1 0 1 L 1 -3 -1 0 2 0 t 0 0 -1 -1 -1 1 - Várias combinações de matriz 3 x 3. - Variáveis incluem sistema geométrico, o escoamento, props. do fluido - kc tem o interesse principal - rank = 3 ⇒ r de uma matriz: significa o numero de coluna do maior determinante diferente de zero, que se pode formar a partir dela. i = no de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais. DAB, ρ e D → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que, entre elas incluem todas as dimensões básicas (MLt).
  • 95.
    Transferência de massapor convecção 5.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA µρ=π ϑρ=π ρ=π ihg AB3 fed AB2 c cba AB1 DD DD kDD Escrevendo π1 na forma adimensional: ( )                     = t L L L M t L 1 c ba2 Equacionando os expoentes, temos: 1c 0b 1a b0:M 1a0:t 1cb3a20:L = = −=      = −−= ++−= { Sherwooddeno. massade nciatransferêpara Nusseltdeno. AB AB c 1 ShouNu D Dk 321 ≡=π Os outros 2 grupos são determinados da mesma maneira, produzindo: { Schimidtdeno.AB 3 AB 2 Sc D e D D ≡ ρ µ =π ϑ =π Dividindo π2 por π3: { Reynoldsdeno. AB AB3 2 Re DD D D ≡ µ ϑρ =      µ ρ       ϑ = π π Portanto uma correlação poderia ser feita da forma: Sh = NuAB = f(Re, Sc) Que é análoga a correlação de transferência de calor,
  • 96.
    Transferência de massapor convecção 5.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Nu = f(Re, Pr) Transferência dentro de uma fase na qual o movimento é devido a convecção natural ⇒ Correntes de convecção natural → desenvolvera se existir variação de densidade na fase líquida ou gasosa. Ex.: parede plana vertical com um fluido adjacente. As variáveis importantes, seus símbolos e representações adimensionais são: Variável Símbolo Dimensões Comprimento característico L L Difusividade do fluido DAB L2 /t Densidade do fluido ρ M/L3 Viscosidade do fluido µ M/Lt Força de empuxo g ∆ρA M/L2 t2 Coeficiente de transferência de massa kc L/t L DAB ρ µ g ∆ρA kc L 1 2 1 1 1 0 M 0 0 -3 -1 -2 1 t 0 -1 0 -1 -2 -1 ⇒ DAB, L e µ → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que, entre elas incluem todas as dimensões básicas (MLt). ⇒ Matriz 3 x 3 ⇒ maior det ≠ 0, portanto o rank = 3 ⇒ i = no de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais. A ihg AB3 fed AB2 c cba AB1 gLD LD kLD ρ∆µ=π ρµ=π µ=π Resolvendo os 3 grupos adimensionais, obtemos AB A 3 3 AB 2AB AB c 1 D gL , Sc 1D ,Nu D Lk µ ρ∆ =π≡ µ ρ =π≡=π
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    Transferência de massapor convecção 5.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Multiplicando π2 e π3 321 Grashofdeno AB2 A 3 AB A 3 AB 32 Gr gL D gLD ≡         ρν ρ∆ =         µ ρ∆       µ ρ =ππ Portanto sugere uma correlação da forma: Sh = f(GrAB, Sc) para convecção natural. ⇒ As correlações de dados experimentais pode ser feita em termos de 3 variáveis ao invés de 6 originais, tanto para convecção forçada como para natural. ⇒ Correlações => equações empíricas capitulo 30 do Welty, 7 deste apontamento. 5.4 ANÁLISE EXATA DA CAMADA LIMITE LAMINAR DA CONCENTRAÇÃO ⇒ Extensão da solução exata desenvolvida por Blasius para a camada limite hidrodinâmica. Figura – Camada limite de concentração para escoamento laminar em uma placa plana A equação da continuidade em coordenadas retangulares; componentes A, ρ e DAB = constantes. { { Ade produção enhuman 0 A )y,x(fc 0 2 A 2 2 A 2 y c 2 A 2 AB A 0 z A y A x ioestacionár estado 0 A R z c y c x c D z c y c x c t c A 2 A 2 = = = ∂ ∂ << = = +                     ∂ ∂ + ∂ ∂ + ∂ ∂ =         ∂ ∂ ϑ+ ∂ ∂ ϑ+ ∂ ∂ ϑ+ ∂ ∂ 321321321 x y Extremidade da C.L. de concentração cA∞ cAs cA = cA(y)
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    Transferência de massapor convecção 5.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA logo, temos: 2 A 2 AB A y A x y c D y c x c ∂ ∂ = ∂ ∂ ϑ+ ∂ ∂ ϑ (13) Equação similar as equações desenvolvidas a partir das equações de momento e energia para a solução da camada limite hidrodinâmica e a camada limite térmica; portanto terá solução análoga as estes fenômenos de transporte, pois as condições de contorno são análogas. Condições de contorno: 1 D Sc ypara1 cc cc e;0ypara0 cc cc AB AsA AsA AsA AsA = ν = ∞== −∞ − == −∞ − AsA AsA s,x s,xxx cc cc 222f −∞ − = ϑ−ϑ ϑ−ϑ = ϑ ϑ =′ ∞∞ (14) e xRe x2 yx x2 y x2 y = ν ϑ = ν ϑ =η ∞∞ (15) ( ) ( ) ( )∞ϑν ψ =η x y,x f (16) ( )η′ ϑ = ∂ ψ∂ =ϑ ∞ f 2y x (17) ( )ff x2 1 x y −′η νϑ = ∂ ψ∂ =ϑ ∞ (18) Introduzindo as equações (14) a (18) na (13), obtemos: 0fff =′′+′′′ com as condições de contorno:
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    Transferência de massapor convecção 5.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ∞=η=′ =η=′= /p2f 0/p0ff A solução análoga a transferência de momento sugere que: ( ) 328,1 Re x2 y d cc cc 2d 0f d fd 0y x AsA AsA =                   −∞ − =′′= η ′ = (19) A equação (19) pode ser rearranjada para obter uma expressão para o gradiente de concentração na interface: ( )       −∞= = xAsA 0y As Re x 332,0 cc dy dc (20) Eq. (20) ⇒ a taxa na qual a massa entra ou deixa a superfície da camada limite é tão pequena que não altera o perfil de velocidade predito pela solução de Blasius, onde ϑy não é envolvido. Se ⇒=ϑ = 0 0yy contribuição bulk para a 1ª lei de Fick na direção y é zero, logo: 0y A ABy,A y c DN = ∂ ∂ −= (21) Substituindo (21) em (20), temos: ( )∞−      = AAsxABy,A ccRe x 332,0 DN (22) O fluxo de massa do componente A se difundindo é definido como: ( )∞−= AAscy,A cckN (23) igualando as equações (22) e (23), temos:
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    Transferência de massapor convecção 5.10 Samuel Luporini/DEQ/UFBA xAB AB c Re332,0Nu D xk == (24) onde: Sc = 1 e a transferência de massa entre a placa plana e a camada limite é baixa. (19).equação0,332éinclinaçãoa yemee,velocidaddeperfilosobreefeitonenhumtemnãomassadenciatransferêdetaxa 0Re placa.aparafluidodopartiramassadenciatransferê0Re limite.camadadadentroparaplacadapartiramassadenciatransferê0Re 21 x ys 21 x ys 21 x ys    ⇒ = ⇒= ϑ ϑ ⇒< ϑ ϑ ⇒> ϑ ϑ ∞ ∞ ∞ ⇒ Em muitas operações físicas envolvendo transferência de massa 21 x ys Re ∞ϑ ϑ é desprezível, valendo a equação (24). ⇒ Vaporização de um material volátil dentro de uma corrente gasosa escoando a baixa pressão, a suposição de baixa transferência de massa não pode ser feita.
  • 101.
    Transferência de massapor convecção 5.11 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 31 c Sc= δ δ Solução de Pohlhausen δ = espessura da camada limite hidrodinâmica δc = espessura da camada limite da concentração. Para y = 0, temos: ( )       −∞= = 3 xAsA 0y As ScRe x 332,0 cc dy dc Conduzindo a: 3 xx AB c ScRe332,0Sh D xk == (25) Coeficiente de transferência de massa médio para uma placa plana (largura W e comprimento L) ∫ ∫∫ ∫ ∫ −∞ ∞       µ ρϑ = ⇒       µ ρϑ === L 0 21 21 31 ABc L 0 31 21 ABL 0 31 21 xAB L 0 L 0 c c dxxScD332,0Lk L dxSc x x D332,0 L dxSc x ReD332,0 dxW dxkW k Inclinação = 0,332 ϑys = 0 3121 x ys ScRe ∞ϑ ϑ ∞− − AAs AAs cc cc
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    Transferência de massapor convecção 5.12 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Resolvendo e rearranjando, temos: 3121 LL AB c ScRe664,0Sh D Lk == (28) O numero de Sherwood local para uma distancia x, esta relacionado com o numero de Sherwood médio para uma placa plana pela relação: ShL = 2 Shx|x=L O parâmetro do limite da superfície, 0Re 21 x ys > ϑ ϑ ∞ , aumenta quando a inclinação da curva decresce (ver gráfico). Como a magnitude do coeficiente de transferência de massa esta relacionado com a inclinacao pela relação: 0y AAs AAs c dy cc cc d k = ∞       − − = , o decréscimo na inclinação => o sistema com valores elevados no limite da superfície terá um menor coeficiente de transferência de massa. Escoamento turbulento A mesma expressão encontrada para transferência de calor, na camada limite laminar térmica, é encontrada para a camada limite laminar para a concentração, utilizando a equação integral de von Kármán, onde o perfil de concentração é dado por: 71 ,AA ycc ξ+η=− ∞ obtendo: 54 xx Re0292,0Sh = para Sc = 1 e aplicando a solução de Pohlhausen, extende-se para: 3154 xx ScRe0292,0Sh = , para Rex > 3 x 105 (29)
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    Transferência de massapor convecção 5.13 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 3 O coeficiente de transferência de massa para uma camada limite turbulenta formado sobre uma placa plana tem sido correlacionado em termos de um número de Sherwood local por: 3154 x AB turb,c x ScRe0292,0 D xk Sh == onde x é a distancia a partir do começo de turbulência da placa plana. A transição do escoamento laminar para turbulento ocorre para Rex = 2 x 105 . a) Desenvolver a expressão para o coeficiente de transferência de massa médio para uma placa plana de comprimento L. b) Um vasilhame contendo acetona foi acidentalmente derrubado, cobrindo uma superfície plana do laboratório. O exaustor produz uma velocidade de ar de 6 m/s paralelo a superfície da bancada de 1 m de largura. O ar foi mantido a 298 K e 1,013 x 105 Pa. A pressão de vapor da acetona a 298 K é 3,066 x 104 Pa. 1. Determinar o coeficiente de transferência de massa a 0,5 m do ponto inicial da bancada. 2. Determinar a quantidade de acetona evaporada por m2 de superfície a cada segundo. A 298 K, a viscosidade cinemática do ar é 1,55 x 10-5 m2 /s e a difusividade mássica da acetona em ar é 0,93 x 10-5 m2 /s. 5.5 ANALOGIAS ENTRE TRANSFERÊNCIAS DE MOMENTO, CALOR E MASSA ⇒ Fenômenos de transferência => similaridades de mecanismos. ⇒ As analogias são úteis para o entendimento do fenômeno de transferência e como um meio satisfatório para predizer o comportamento dos sistemas na qual são disponíveis uma quantidade limitada de dados quantitativos. ⇒ Condições: 1. As propriedades físicas são constantes. 2. Não há produção de energia ou massa, não ocorre nenhuma reação química. 3. Não há emissão ou absorção de energia radiante. 4. Não há dissipação viscosa. 5. O perfil de velocidade não é afetado pela transferência de massa, então há uma baixa transferência de massa. Analogia de Reynolds ⇒ Extensão da teoria de Reynolds incluindo o mecanismo de transferência de massa se o no de Schimidt, Sc, é igual a 1.
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    Transferência de massapor convecção 5.14 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Placa plana com Sc = 1. Os perfis de concentração e velocidade dentro da camada limite estão relacionados por: 0y x 0yAsA AsA ycc cc y =∞=∞       ϑ ϑ ∂ ∂ =        − − ∂ ∂ (30) O contorno próximo da placa, onde y = 0, é: ( ) ( )∞ = −=− ∂ ∂ −= AAsc 0y AsAABy,A cckcc y DN (31) DAB = µ/ρ, pois Sc = 1 (32) De (31), 0yAAs AsA ABc cc cc y Dk =∞       − − ∂ ∂ −= Substituindo (32) em (30), temos: 0y x c y k =∞ ∂ ϑ∂ ρϑ µ = (33) A definição do coeficiente de fricção Cf é: 0y x 2 0 f y 2 2 C =∞∞ ∂ ϑ∂ ρϑ µ = ρϑ τ = (34) Substituindo (33) em (34), temos: 2 Ck fc = ϑ∞ (35), que é a analogia de Reynolds para transferência de massa para Sc = 1. A eq. (35) é análoga a analogia de Reynolds para transferência de calor com Pr = 1. 2 C c h f p = ϑρ ∞ , analogia de Reynolds para transferência de calor para Pr = 1. A equação (35) não pode ser utilizada se o sistema envolver forma de arraste.
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    Transferência de massapor convecção 5.15 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Considerações sobre escoamento turbulento ⇒ Na maioria das aplicações praticas o escoamento na corrente principal é turbulento. ⇒ Hipótese do comprimento de mistura de Prandt: alguma velocidade de flutuação xϑ′ é devido ao momento na direção y de um turbilhão através de uma distancia igual ao comprimento de mistura L. O turbilhão de fluido, possui uma velocidade media, yxϑ , e é deslocado dentro de uma corrente onde o fluido adjacente tem uma velocidade media, Lyx + ϑ . A velocidade de flutuação esta relacionada com o gradiente de velocidade media por: dy d L x yxLyxx ϑ ±=ϑ−ϑ=ϑ′ + (1) a tensão de cisalhamento total é definida por: yx x dy d ϑ′ϑ′ρ− ϑ µ=τ (2) Substituindo (1) em (2), temos: [ ] [ ] dy d ou dy d L x M x y ϑ ε+νρ=τ ϑ ϑ′+νρ=τ (3) Onde: .momento,demoleculardedifusividaaanalogamomentodearturbilhondedifusividaL yM ν→ϑ′=ε De maneira similar é analisado o escoamento turbulento em transferência de massa.
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    Transferência de massapor convecção 5.16 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 5.6 – Perfil da porção turbulenta de concentração, mostrando o comprimento de mistura de Prandt. A taxa de transferência instantânea do componente A na direção y é: yAy,A cN ϑ′′= (4) onde: { { Acomponentedo ãoconcentraçda flutuação A temporalmédia ãoconcentraç AA ccc ′+= dy cd Lccc A yALyAA ±=−=′ + (5) Substituindo (5) em (4), temos: dy cd LN A yy,A ϑ′−= taxa de transferência de massa instantânea devido a turbulência. ( ) dy cd D dy cd L dy cd DN A DAB turbulento A y laminar A ABy,A ε+−=ϑ′−−= 4342143421 (6) onde: yD Lϑ′=ε é a difusividade mássica turbilhonar. L LyAc + yAc dy cd L A y ξA
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    Transferência de massapor convecção 5.17 Samuel Luporini/DEQ/UFBA A eq. (6) é similar a: { { dy Td c A q rturbilhona térmica dedifusivida H térmica molecular dedifusivida p y                 ε+αρ−= ⇒ Região turbulenta: transporte rápido, redução no gradiente de concentração. ⇒ Região laminar: difusão molecular, maior resistência a transferência de massa na camada limite próxima a superfície o gradiente de concentração é mais excessivo. As analogias de Prandtl e von Kármán Analogia de Prandtl ⇒ Considerações dos efeitos na região turbulenta e na subcamada laminar. Subcamada laminar ⇒ Difusividade turbilhonar de momento e massa são desprezíveis ⇒ τs = tensão de cisalhamento na superfície = constante. ⇒ NAy,s = fluxo de massa na superfície = cte. ρν ξτ =ϑ ρν τ =ϑ ξ ξ ϑ ∫∫ ξ s x0 0 s x oudyd x (7) onde ξ é a espessura da subcamada laminar. A porção laminar da equação (6) ( ) AB s,Ay AAs0 AB s,Ayc c A D N ccoudy D N cd A As ξ =−−= ξ ξ ∫∫ ξ (8) Eliminando ξ das equações (7) e (8), temos: ( )ξ ξ −= τ ϑρν AAs s,Ay AB s x cc N D (9)
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    Transferência de massapor convecção 5.18 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Região turbulenta ⇒ Aplica-se a analogia de Reynolds: 2 sfc 2 Ck ∞∞ ρϑ τ == ϑ de y = ξ a y = condições bulk. O fluxo mássico na região turbulenta torná-se: ( ) ( )( )∞ξ ξ∞ ∞ξ − ϑ−ϑρν τ =−= AA x s AAcAy cccckN (10) União das regiões laminar e turbulenta Eliminando ξAc entre as equações (9) e (10), temos:             − ν ϑ+ϑ τ ρ = − ξ∞ ∞ 1 DN cc AB x sAy AAs (11) Substituindo as definições: ABAAs A c2 s f D Sc; cc N k; 2 C ν = − = ϑρ τ = ∞∞ na eq. (11) e rearranjando, temos: ( )( )1Sc1 2Ck x fc −ϑϑ+ = ϑ ∞ξ∞ (12) Na subcamada laminar é definido que ϑ+ = y+ = 5, portanto: 2 C 5ou5 2 C fx f x = ϑ ϑ = ϑ ϑ =ϑ ∞ ξ ∞ ξ+ (13) Substituindo (13) em (12), obtemos:
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    Transferência de massapor convecção 5.19 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( )1Sc 2 C 51 2Ck f fc −+ = ϑ∞ (14) multiplicando ambos os lados de (14) por ABD/L∞ϑ , onde L é o comprimento característico: ( ) ( )1Sc 2 C 51 ScRe2C Sh f f −+ = (15) As equações (13) e (14) são análogas a analogia de Prandtl para momento e energia. Elas reduzem a analogia de Reynolds quando Sc = 1. Analogia de von Kármán ⇒ Von Kármán extendeu a analogia de Prandtl considerando a zona de transição em adição a subcamada laminar e o núcleo turbulento, obtendo: ( ) ( )[ ]{ }6Sc51ln1Sc 2 C 51 ScRe2C Sh f f ++−+ = (16) ou ( ) ( )[ ]{ }6Sc51ln1Sc 2 C 51 2C ScRe Shk f fc ++−+ == ϑ∞ (17) ( )           == ϑ∞ 44444 344444 21 Reynoldsdeanalogiaaparacorreção fc termosdecomplexosgrupo 2C ScRe Shk → resultados de muitas analogias Analogia de Chilton-Colburn ⇒ Utilizando dados experimentais 32c D Sc k j ∞ϑ = → fator j para transferência de massa.
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    Transferência de massapor convecção 5.20 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ⇒ Baseado em dados coletados para escoamentos em regime laminar e turbulento, encontraram: 2 C Sc k j f32c D = ϑ = ∞ (18) Válida para gases e líquidos na faixa 0,6 < Sc < 2500 A equação (18) satisfaz a solução exata para escoamento laminar sobre uma placa plana: 3121 xx ScRe332,0Sh = Se ambos os lados são divididos por RexSc1/3 , temos: 21 x 31 x x Re 332,0 ScRe Sh = (19) ∞∞ ϑ =      µ ρ       ρϑ µ       == 32 c32AB AB c x 32 x 31 x x Sck Sc D xD xk ScRe ScSh ScRe Sh (20) Das equações (19), (20) e (18), temos: 2 C Re 332,0Sck f 21 x 32 c == ϑ∞ (21) ⇒ A analogia de Chilton-Colburn relaciona os 3 fenômenos de transporte: 2 C jj f DH == (22) A equação (22) é válida quando não tem nenhuma forma de arraste presente. Porem quando a forma de arraste esta presente, temos: DH jj = (23) ou ∞∞ ϑ = ρϑ 32 c32 p Sck Pr c h (24),
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    Transferência de massapor convecção 5.21 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ⇒ A equação (24) é uma relação entre transferência de massa e calor convectivos, válida para 0,6 < Sc < 2500 e 0,6 < Pr < 100. ⇒ A equação (24) é válida para muitas geometrias diferentes como: escoamento em placas planas, escoamento em tubos, e escoamento ao redor de cilindros. EXEMPLO 4 Utilizando o enunciado e o coeficiente de transferência de massa do exemplo 1, determinar o valor do coeficiente de transferência de calor, h, para a corrente de ar. EXEMPLO 5 O ar seco sob pressão de 1,013 x 105 Pa sopra o termômetro na qual o bulbo foi coberto com um pano úmido. A clássica temperatura do bulbo úmido indica que a temperatura no estado estacionário foi alcançado por uma pequena quantidade de água evaporando num grande reservatório de mistura de gás e vapor insaturado. A leitura no termômetro é 290 K. Propriedades do ar e água: PA, pressão de vapor da água = 1,94 x 103 Pa ρ, densidade do ar = 1,219 kg/m3 λTs, calor latente de vaporização da água = 2461 kJ/kg Pr = 0,71 Sc = 0,61 cp, calor especifico do ar = 1,006 J/kgK Qual é a temperatura do ar seco? Resp: 322,1 K 5.6 MODELOS PARA O COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVO ⇒ Em muitos casos kc é empírico (determinado por experimentos) ⇒ A explicação teórica requer um melhor entendimento do mecanismo da turbulência → características dinâmicas do escoamento. Teoria do filme: é baseada na presença de um filme fictício de fluido, onde se admite existir toda a resistência e transferência de massa, na qual o transporte é inteiramente por difusão molecular. A espessura do filme, δ, é estendida alem da subcamada laminar para incluir uma resistência equivalente encontrada com a mudança de concentração dentro da região de transição e do núcleo turbulento.
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    Transferência de massapor convecção 5.22 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ⇒ Fluido estagnante (célula de difusão de Arnold) ( ) ( ) δ =∴−≡− δ = ,lnB AB c2A1A c 2A1A ,lnB AB Az p PD kpp RT k pp RTp PD N ⇒ Contradifusão equimolar (NAz = -NBz) ( ) ( ) ( ) δ =∴−=δ=− − − =⇒−= ++−= ∫ ∫ = AB0 c2A1AcAz12 2A1A 12 AB Az z z c c AABAz 0 BzAzA A ABAz D kcckNcomo,zz cc zz D NdcDdzN NNx dz dc DN 2 1 2A 1A 44 344 21 O superescristo 0 → não há uma transferência molar liquida dentro do filme devido a contradifusão equimolar. Na teoria do filme: kc esta relacionado com DAB e δ é fictício, portanto nunca será medido. Teoria da penetração: originalmente proposta por Higbie em 1935, para explicar a transferência de massa na fase liquida durante a absorção do gás. ⇒ Aplicada para escoamento turbulento por Danckwerts (Ind. Eng. Chem. 43, 1460-67, 1951) quando o componente que difunde apenas penetra uma curta distancia dentro de uma fase de interesse, devido ao seu rápido desaparecimento através da reação química ou seu tempo relativamente curto de contato. ⇒ Higbie considerou a transferência de massa para dentro da fase liquida como um transporte molecular no estado não estacionário, encontrando: ( )∞− π = AAs exp AB Ay cc t D N ⇒ Danckwertz aplicou este conceito de estudo não estacionário para a absorção do componente A numa corrente liquida turbulenta. Seu modelo assume que o movimento do liquido é constantemente levado por turbilhões de liquido fresco do interior até a superfície, onde estes substituem os elementos do liquido anteriormente sobre a superfície. Enquanto que sobre a superfície cada elemento do liquido torna-se exposto a uma segunda fase e a massa é
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    Transferência de massapor convecção 5.23 Samuel Luporini/DEQ/UFBA transferida para dentro do liquido apesar dela ser estagnante e de profundidade infinita. A total penetração do soluto no turbilhão num tempo de exposição é: ( ) ( ) 21 expAB AAs t 0 21 AAs ABt 0 A tD cc2dttcc D dtN expexp         π −=− π = ∞ − ∞ ∫∫ { ( ) 21 expAB AAs todurante médianciatransferêdetaxa A tD cc2N exp         π −= ∞ ⇒ Danckwertz modificou a suposição de período de exposição constante propondo uma faixa infinita de idades para os elementos de superfície → probabilidade de um elemento de superfície ser substituído por um novo turbilhão. A taxa de transferência de massa com a renovação da superfície ao acaso é: ( )∞−= AAsABA ccsDN onde s = fator de renovação da superfície (experimental) O conceito de renovação da superfície de renovação tem sido bem sucedido em: o Reações químicas na fase líquida. o É valida somente se a superfície de renovação é relativamente rápida. Teoria entre a do filme e a da penetração: AB 5,0 ABc DaDk ∝ Modelo da camada limite: 321 ABD 3121 L AB c ScRe L D 664,0k ν = = logo 32 ABc Dk ∝ ⇒ Sublimação de um sólido dentro de um gás. ⇒ Dissolução de um sólido por um líquido.
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CAPÍTULO 6: TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVO ENTRE FASES ⇒ Até agora vimos a transferência de massa dentro de uma única fase. ⇒ Transferência entre 2 fases de contato; exemplos: o Corrente gasosa em contato com líquido o Dois líquidos imiscíveis. o Fluido escoando sobre um sólido. ⇒ A transferência entre duas fases requer o desvio do equilíbrio a qual pode existir entre a concentração media (bulk) dentro de cada fase ⇒ desvio do equilíbrio fornece o gradiente de concentração dentro de uma fase. 6.1 EQUILÍBRIO ⇒ Equilíbrio dinâmico: é indicado por uma concentração constante do soluto na fase líquida (solvente) e uma concentração constante ou pressão parcial do soluto na fase gasosa. Exemplo: inicialmente ar e amônia na fase gasosa e água pura na fase líquida → quando em contato, a amônia é transferida para dentro da água, a qual é solúvel, e a água é vaporizada dentro da fase gasosa, um equilíbrio dinâmico entre as duas fases eventualmente será estabelecido. Figura 6.1 – Distribuição de equilíbrio do soluto A entre uma fase gasosa e uma líquida à temperatura controlada. ⇒ Adicionando mais soluto (concentração de A) ao sistema isobárico e isotérmico, um novo equilíbrio é alcançado. PressãoparcialdeAnogásPA Concentração de A no líquido, cA
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ⇒ Equações relacionadas a equilíbrio nas duas fases → livros de termodinâmica. ⇒ Gases reais e fases líquidas → equações complexas. Fase líquida ideal (Lei de Raoult) AAA Pxp = (1) Onde: .equilíbrioderatemperatuaparapuroAdevapordepressãoP líquida.fasenaAdemolarfraçãox líquida.fasedaacimavaporfasenaAcomponentedoequilíbriodeparcialpressãop A A A = = = Fase gasosa ideal (Lei de Dalton) Pyp AA = (2) Onde: sistema.dototalpressãoP gasosa.fasenaAdemolarfraçãoy A = = Duas fases ideais (Lei de equilíbrio Raoult-Dalton) AAA PxPy = (3) Soluções diluídas (Lei de Henry) AA Hcp = (4) Onde: H = constante de Henry cA = composição de A no equilíbrio na fase líquida. Lei da distribuição (dois líquidos imiscíveis) 2líquido,A1líquido,A Kcc = (5) Onde: cA = concentração do soluto A na fase líquida especificada. K = coeficiente de distribuição.
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ⇒ Conceitos básicos para todos os sistemas envolvendo a distribuição de um componente entre duas fases. 1. Para condições fixas de temperatura e pressão, a regra das fases de Gibbs estabelece que existe relações de equilíbrio, a qual pode ser apresentada na forma de curva de distribuição de equilíbrio. 2. Quando o sistema esta em equilíbrio, não há transferência de massa liquida entre as fases. 3. Quando o sistema não esta em equilíbrio, componente ou componentes do sistema serão transportados de tal maneira que cause a composição do sistema um retorno ao equilíbrio num tempo suficiente. EXEMPLO 1 Uma corrente de exaustão a partir de uma unidade de fabricação de um semicondutor contem 3 mol% de acetona e 97 mol% de ar. Para eliminar alguma possível poluição ambiental, esta corrente de acetona-ar alimenta uma coluna de transferência de massa na qual a acetona será eliminada por contracorrente de água a 293 K. A torre opera a uma pressão total de 1,013 x 105 Pa. Se a relação de equilíbrio Raoult-Dalton pode ser usada para determinar a distribuição acetona entre o ar e a fase aquosa, determinar: a) A fração molar da acetona dentro da fase aquosa a qual estaria em equilíbrio com 3 mol% de acetona na mistura gasosa. b) A fração molar da acetona na fase gasosa a qual estaria em equilíbrio com 20 ppm de acetona na fase aquosa. A 293 K a pressão de vapor da acetona é 5,64 x 104 Pa. EXEMPLO 2 A constante da lei de Henry para o oxigênio dissolvido em água é 4,06 x 109 Pa/(mol de O2 por mol da solução total) a 293 K. Determine a concentração da solução de oxigênio na água que é exposta ao ar seco a 1,013 x 105 Pa e 293 K. A lei de Henry pode ser expressada em termos de unidade de fração molar por: AA xHp ′= , onde H’ é 4,06 x 109 Pa/(mol de O2/mol da solução total).
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 6.2 TEORIA DAS DUAS RESISTÊNCIAS Envolvem 3 etapas: 1. Transferência de massa do meio (bulk) de uma fase para a superfície interfacial. 2. Transferência através da interface para a segunda fase. 3. Transferência para o meio (bulk) da segunda fase. Figura 6.2 – Absorção de um gás com um soluto A transferido da fase gasosa para a fase líquida. ⇒ A teoria das duas resistências foi inicialmente sugerida por Whitman (Chem. Met. Engr., 29 (4), 147, 1923), esta possuía duas suposições principais: 1. A taxa de transferência de massa entre as duas fases é controlada pela taxa de difusão através das fases sobre cada lado da interface 2. Nenhuma resistência é oferecida na transferência do componente difundindo na interface. Interface gás-líquido NA Filme gasoso Filme líquido
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 6.3 – Gradientes de concentração entre duas fases em contato, onde o soluto é transferido do gás para o líquido. Na fig. 6.3 o gradiente de pressão parcial, pAG, até a composição do gás interfacial, pAi, e o gradiente de concentração da fase líquida, cAi, na interface até a concentração bulk da fase líquida, cAL. ⇒ Se não existe nenhuma resistência a transferência de massa na interface ⇒ pAi e cAi são concentrações de equilíbrio. ⇒ PAi pode ser menor, maior ou igual a cAi, de acordo com as condições da temperatura e pressão do sistema. Se ocorrer transferência de massa da fase liquida para a gasosa ⇒ cAL > cAi e pAi > pAG como mostram as figuras abaixo: pAG pAi cAi cAL δG δL Distância z ConcentraçãodeAsedifundindo Interface se H < 1,0 pAG pAi cAi cAL δG δL Distância z ConcentraçãodeAsedifundindo Interface se H =1,0 Fase gás Fase líquida Fase líquidaFase gás
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 6.4 – Desorção (stripping) do liquido com o soluto A transferido do líquido para o gás. Figura 6.5 – Gradiente de concentração entre duas fases em contato quando o soluto é transferido do líquido para o gás. Coeficientes de transferência de massa individuais ⇒ Taxa de difusão na direção z sobre cada lado da interface: ( )AiAGGAz ppkN −= (6) ( )ALAiLAz cckN −= (7) pAG pAi cAi cAL δG δL Distância z ConcentraçãodeAsedifundindo Interface Fase gás Fase líquida Interface gás-líquido NA Filme gasoso Filme líquido
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Onde: líquida.faseaparaAcomponenteortransferiacontinuarparanecessáriadirecionalforçacc fases.duasasseparandointerfaceapara gasosomeiodocondiçõesdasAcomponenteortransferiparanecessáriadirecionalforçapp líquidafasenaconvectivomassadenciatransferêdeecoeficientk ãolconcentraçdeunidadesxinterfaciaáreaxtempo idoA transferdemoles gasosafasenaconvectivomassadenciatransferêdeecoeficientk ALAi AiAG L A G =− =− =       ρ∆ ≡ = Em regime no estado estacionário, o fluxo de massa de uma fase é igual ao fluxo de massa na segunda fase, portanto: ( ) ( )AiALLAiAGGAz cckppkN −−=−= (8) e AiAL AiAG G L cc pp k k − − =− (9) Figura 6.6 – Composições interfacial predita pela teoria das duas resistências. 0 → condições do meio (bulk) em um plano de transferência de massa. As condições em outro plano poderiam ser diferentes. A tabela 29.1 (WELTY) apresenta os coeficientes de transferência de massa individual encontrados com mais freqüência, bem como a inter-relações entre eles. 0 Inclinação = -kL/kG Curva de equilíbrio pAG pAi cAL cAi PressãoparcialdeAnafasegasosa Composição de A na fase líquida
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Coeficientes de transferência de massa global ⇒ É muito difícil medir fisicamente a pressão parcial e a concentração na interface. É conveniente empregar os coeficientes global, baseado na força direcional global entre as composições do meio (bulk), pAG e cAL. ( )∗ −= AAGGA ppKN (10) Onde: ALA AG G G cA,delíquidafasedabulkcomposiçãoacomequilíbrioemAdeparcialpressãop gasosafasedabulkcomposiçãop pressãoxlinterfaciaáreaxtempo icoA transferdemoles K parcial.pressãodadirecionalforçanabaseadoglobal,massadenciatransferêdeecoeficientK = =       ≡ = ∗ ( )ALALA ccKN −= ∗ Onde: ALA AL L L pcomequilíbrioemAdeãoconcentraçc líquidafasedabulkcomposiçãoc memoles/voluxlinterfaciaáreaxtempo icoA transferdemoles K líquida.fasenaãoconcentraçda direcionalforçanabaseadoglobal,massadenciatransferêdeecoeficientK = =       ≡ = ∗
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.10 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 6.7 – Forças direcionais de concentrações para a teoria das duas resistências. A figura 6.7 ilustra as forças direcionais associadas a cada fase e as forças direcionais global. G G total,A gásfilme,A K1 k1 p p fasesasambasemtotalaresistênci gasosafasenaaresistênci = ∆ ∆ = L L total,A líquidofilme,A K1 k1 c c fasesasambasemtotalaresistênci líquidafasenaaresistênci = ∆ ∆ = ⇒ Relação entre os coeficientes global e os coeficientes da fase individual: { Ai õesconcentraçbaixaspara Henrydeleida constanteH, Ai cmp = = (12) utilizando a equação (12):
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.11 Samuel Luporini/DEQ/UFBA AiAi ALA AAG mcp mcp mcp = = = ∗ ∗ Pela equação (10) rearranjada: Az AAi Az AiAG Az AAG G N pp N pp N pp K 1 ∗∗ − + − = − = Substituindo pela Lei de Henry: ( ) Az ALAi Az AiAG Az AAG G N ccm N pp N pp K 1 − + − = − = ∗ Substituindo (6 ) e (7), temos: LGG k m k 1 K 1 += (13) Pode ser encontrada uma expressão similar para KL, como segue: ( ) ( ) Az ALAi Az AiAG Az ALA L N cc mN pp N cc K 1 − + − = − = ∗ ou LGL k 1 mk 1 K 1 += (14) ⇒ Se m é pequeno: KG = kG ⇒ fase gasosa controlada. ⇒ Se m é grande: KL = kL ⇒ fase gasosa pode ser desprezada, fase líquida controlada.
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    Transferência de massaconvectivo entre fases 6.12 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 3 Num estudo experimental de absorção de amônia em água numa coluna de parede molhada, o coeficiente global de transferência de massa, KG, foi encontrado no valor de 2,74 x 10-9 kg mol/m2 .s.Pa. Para um ponto na coluna, a fase gasosa contem 8 mol% de amônia e a concentração na fase líquida foi de 0,064 kg mol de amônia/m3 de solução. A torre opera a 293 K e 1,013 x 105 Pa. Para esta temperatura, a constante da lei de Henry é 1,358 x 103 Pa/(kg mol/m3 ). Se 85% da resistência total para transferência de massa é encontrada na fase gasosa, determine os coeficientes individuais de massa do filme e as composições interfaciais. EXEMPLO 4 Uma corrente de água para lavagem é introduzida no topo de uma torre de transferência de massa onde uma corrente de ar escoa em contracorrente. Para um ponto na torre, a corrente de água contem 1 x 10-3 g mol de A/m3 e o ar é essencialmente livre de A. Para as condições de operação da torre, os coeficientes de transferência de massa do filme são kL = 5 x 10-4 kg/mol/m2 .s.(kg mol/m3 ) e kG = 0,01 kg mol/m2 .s.atm. As concentrações esta na região da lei de Henry onde pAi =HcAi com H = 10 atm/(kg mol/m3 ). Determine a) O fluxo de massa global de A. b) O coeficiente de transferência de massa global, KL e KG.
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CAPÍTULO 7: CORRELAÇÕES PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA ⇒ Correlações para transferência de massa baseada em dados experimentais e quando possível teórico. TABELA 7.1 Números adimensionais em correlação para dados de transferência de massa
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 7.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA PARA PLACAS, ESFERAS E CILINDROS Técnicas empregadas para obter o coeficiente de transferência de massa entre o fluido em movimento e certas formas: o Sublimação de um sólido. o Vaporização de um líquido no ar. o Dissolução de um sólido na água. PLACA PLANA 3121 L AB c L ScRe664,0 D Lk Sh == (Laminar) ReL < 2 x 105 (1) 318,0 L AB c L ScRe0365,0 D Lk Sh == (Turbulento) ReL > 2 x 105 (2) onde: µ ρϑ = ∞ L ReL Para uma distancia x a partir do inicio da placa plana, temos: 3121 x AB c L ScRe332,0 D xk Sh == (Laminar) (3) onde: µ ρϑ = ∞ x Re x As equações também podem ser escritas em termos se fator j, como: 31 L L 32 AB AB AB c32c D ScRe Sh D D LD Lk Sc k j =      ρ µ µ ρ ρϑ µ = ϑ = ∞∞ , logo: 21 LD Re664,0j − = (laminar) Re < 2 x 105 (4) 2,0 LD Re0365,0j − = (turbulento) Re > 2 x 105 (5) Estas equações podem ser usadas com 0,6 < Sc < 2500.
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Em muitas situações a camada limite da concentração começa após a camada limite hidrodinâmica, conseqüentemente a camada limite hidrodinâmica começa a se desenvolver antes da camada limite da concentração. Figura: Escoamento laminar sobre uma placa plana com inicio da camada limite hidrodinamica antes da camada limite de concentração. Condições de contorno: 0 ≤ x < X, cA = cA∞ X ≤ x < ∞, cA = cAs E o numero de Sherwood local, fica: 31 43 21 xx x X 1 Sc Re332,0Sh                     − = CA = 0 p/ parede Parede inerte Parede (fonte de A) x = 0 x = xx = Xx = 0 cAs NA cA∞ ϑ∞ δc δ
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Exemplo 7.1 Reator horizontal de deposição química (CVD): crescimento de um filme de arsenito de gálio (GaAs) Reações simplificadas que ocorrem na superfície de silício: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )gCH6sGa2gH3gCHGa2 gH3sAs2gHA2 4233 23s +→+ +→ No presente processo, a placa de silício de 10 cm é posicionada a 4 cm a partir da placa quente. A temperatura do processo é 800 K e a pressão total do sistema é 101,3 KPa (1 atm). Considerando o caso limitante onde o escoamento do gás rico em H2 esta a uma velocidade media de 100 cm/s (Ga(CH3)3 diluído). Determinar o coeficiente de transferência de massa global (kc) para o trimetil gálio em H2 no centro da placa de silício usando: a) A teoria da camada limite. b) A teoria do filme DAB = 1,55 cm2 /s a 800 K e 1 atm (A = trimetil gálio e B = H2) Distribuidordegás Alimentação de gás Gás de alimentação: H2 + Ga(CH3)3 + AsH3 Placa de silício de 10 cm Placa aquecida (susceptor) x = 0 cm x = 4 cm x = 9 cm
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ESFERA ÚNICA Forma geral: { 4434421 forçada convecção 31m molecular difusãoAB c ScReC2 D Dk Sh +== C e m são constantes da correlação. µ ρϑ = ∞ D Re Onde: D = diâmetro da esfera ϑ∞ = velocidade do fluido bulk ρ, µ = densidade e viscosidade da mistura de fluidos, respectivamente. Transferência de massa dentro de uma corrente líquida ( ) 2132 AB AB L Pe21,14 D Dk Sh +== (Brian and Hales) (1) PeAB = número de Peclet = Re⋅Sc < 10000 31 ABPe01,1Sh = Levick, para PeAB > 10000 (2) Transferência de massa numa corrente gasosa 3121 AB c ScRe552,02 D Dk Sh +== (Fröessling) (3) válida para 2 < Re < 800 e 0,6 < Sc < 2,7 A equação (1) a (3) são válidas quando a convecção natural é desprezível e a convecção forçada é predominante, isto é, quando: 6121 ScGr4,0Re − ≥ (4)
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA A seguinte correlação é recomendada quando ocorre transferência na presença de convecção natural. ( ) 62,021 o ScRe347,0ShSh += (Steinberger and Treybal) (5) onde Sho é dependente de Gr e Sc. ( ) 25,0 o GrSc569,02Sh += , para GrSc < 108 (6) ( ) 244,031 o ScGrSc0254,02Sh += , para GrSc > 108 (6) válidas para 2 ≤ Re ≤ 3 x 104 e 0,6 ≤ Sc ≤ 3200 Onde: Gr = número de Grashof, definido como: 2 3 gD Gr µ ρ∆ρ = (7) ρ e µ são tomados nas condições bulk do fluido em escoamento. ∆ρ = diferença de densidade entre as duas fases em contato.
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 7.2 Estimar a distância de percurso de uma gota esférica de água em escoamento, originalmente 1,0 mm em diâmetro, em ar seco imóvel a 323 K, de modo a reduzir seu volume em 50%. Assumir que a velocidade da gota é sua velocidade terminal avaliada no diâmetro médio e que a água permaneça a 293 K. Avaliar as propriedades do gás para a temperatura média do filme gasoso de 308 K. O sistema físico requer uma analise combinada de transporte de momento e massa. A gota de água líquida é a fonte de transferência de massa, o ar das vizinhanças serve como meio infinito, e o vapor de água (A) é transferido. A taxa de evaporação é pequena de maneira que a gota de água é considerada isotérmica a 293 K, senão o transporte de calor também deveria ser combinado. Considerando um balanço de força na partícula esférica no meio fluido, nós podemos mostrar que a velocidade terminal da partícula é: ( ) arD aráguap o C3 gd4 ρ ρ−ρ =ϑ Onde: dp = diâmetro da partícula g = aceleração da gravidade CD = coeficiente de arraste, função de Reynolds e da esfericidade, que neste caso é 1 por ser considerada partícula esférica. Resp: 56,6m CILINDROS ÚNICOS Sublimação do cilindro sólido em ar escoando normal ao seu eixo. ( ) 4,0 D M 56,0 G Re281,0 G PSck − = válida para 400 < ReD < 25000 e 0,6 < Sc < 2,6 Onde: P = pressão total do sistema. GM = velocidade superficial molar do gás (kg.mol/m2 .s) ReD = número de Reynolds em termos do diâmetro do cilindro. Para outras faixa se Re e Sc pode-se utilizar analogia de Chilton-Colburn: jD = jH.
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 7.3 Em um aparelho de umidificação, a água líquida escoa em filme estreito sobre um cilindro vertical. Ar seco a 310 K e 1,013 x 105 Pa escoa em ângulo reto alinhado verticalmente ao cilindro de 0,076 m de diâmetro e 1,22 m de comprimento a uma velocidade de 4,6 m/s. A temperatura do filme líquido é 290 K. Calcular a taxa na qual o líquido deve ser suprido ao topo do cilindro se a superfície total do cilindro é usada para o processo de evaporação e nenhuma água deve escorrer a partir do fundo do cilindro. O filme líquido do lado externo do cilindro representa a fonte de transferência de massa, e a corrente de ar escoando normal ao cilindro representa o meio infinito. As propriedades da corrente de ar são avaliadas para a temperatura média do filme de 300 K (ρ = 1,1769 kg/m3 , ν = 1,5689 x 10- 5 m2 /s). Resp.: 1,14 x 10-4 kg/s. TRANSFERÊNCIA DE MASSA ENVOLVENDO ESCOAMENTO TURBULENTO ATRAVÉS DE CANOS 44,083,0ln,b AB c ScRe023,0 P p D Dk = para 2000 < Re < 35000 e 0,6 < Sc < 2,5 (Gilliland and Sherwood) (1) onde D é o diâmetro interno do cano; pB,ln é a composição média logarítmica do gás de arraste, avaliado entre a composição da superfície e a corrente bulk; P é a pressão total; DAB é a difusividade mássica do componente A se difundindo no gás de arraste B; Re e Sc são avaliados nas condições bulk da corrente de escoamento. 3183,0 AB L ScRe023,0 D Dk = para 2000 < Re < 35000 e 1000 < Sc < 2260 (Gilliland, Sherwood e Linton)(2) TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM COLUNAS DE PAREDE MOLHADA O coeficiente de transferência de massa convectivo para a corrente gasosa utiliza a equação (1) anterior. O coeficiente para o filme líquido segue a correlação: ( ) ( ) 4,0 L 61 2 32 21 AB L Re gz Sc433,0 D zk         µ ρ = (Vivian and Peaceman) (3)
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Onde: z = comprimento de contato DB = difusividade mássica de A se difundindo em B ρ = densidade do líquido B. µ = viscosidade do líquido B. Sc = número de Schmidt para o soluto dissolvido no líquido na temperatura do filme líquido. µπ = µ Γ = D w44 ReL w = vazão mássica do líquido. D = diâmetro interno da coluna. Γ = vazão mássica do liquido por unidade de perímetro molhado da coluna. EXEMPLO 7.4 Uma coluna de parede molhada de 2 esta sendo utilizada para absorver CO2 a partir de uma solução aquosa por uma corrente de ar escoando a 2,5 ft/s. Para um ponto da coluna, a concentração de CO2 na corrente de ar é 1 mol%. Para o mesmo ponto da coluna, a concentração de CO2 na água é 0,5 mol%. Determinar o coeficiente de transferência de massa na fase gasosa e o fluxo mássico para o ponto da coluna. A coluna é operada a 10 atm e 25º C. TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM LEITOS FIXO E FLUIDIZADO - Adsorção - troca íons - cromatografia - reações gasosas catalisadas em superfícies sólidas. Equação de Sherwood, Pigford e Wilke, para leito fixo: 415,0 D Re17,1j − = 10 < Re < 2500 onde: µ ρ = avep ud Re uave = velocidade superficial do fluido dp = diâmetro da esfera que tem a mesma superfície ou volume como a partícula.
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.10 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Transferência de massa entre líquidos e leitos de esferas, equação de Wilson e Geankoplis: eR 09,1 jD ′′′ =ε para 0,0016 < eR ′′′ < 55, 165 < Sc < 70600 e 0,35 < ε < 0,75. ( ) 31,0D eR 25,0 j ′′′ =ε para 55 < eR ′′′ < 1500, 165 < Sc < 10690 eR ′′′ é definido em termos do diâmetro da partícula, velocidade mássica superficial do fluido, G, massa por unidade de tempo por unidade da seção transversal da torre sem recheio. ε é a fração de vazios. sólidaspartículasasmaisvazioespaçodototalvolume sólidaspartículasasentrevazioespaçodovolume =ε Correlação de Gupta e Thodos, para gases e leito de esferas: ( ) 575,0D eR 06,2 j ′′′ =ε para 90 < eR ′′′ < 4000 Correlação de Gupta e Thodos, para gases e líquidos em leito de esferas fluidizado: ( ) 483,0eR 863,0 010,0j 58,0D −′′′ +=ε Mais detalhes sobre transferências de massa, calor e momento em leitos fluidizados se encontra no livro de Kunii & Levenspiel, Fluidization Engineering, Wiley, New York, 1969.
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.11 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 7.5 Para realizar ensaios de transferência de massa, construí-se uma coluna que se comportasse como leito fixo e fluidizado, dependendo da velocidade de injeção do fluido de trabalho na base do equipamento. Para proceder a experimentação, esferas de naftaleno de 2,9 mm de diâmetro e massa especifica igual a 1,145 g/cm3 foram eleitas como material de teste. Utilizando ar seco como fluido de trabalho a 25º C e 1 atm (Sc = 2,45 e DAB = 0,0611 cm2 /s), determine: a) O valor de Sherwood da partícula quando o ar é injetado a 14,91 cm/s na base da coluna. Nessa condição observou-se que o leito comportara-se como fixo de porosidade 0,49. Utilize a correlação apresentada neste tópico e compare os resultados obtidos com o experimental que é 12,95. b) Mantendo-se a carga de partículas presentes no item anterior, estime o valor do ShP, para o caso da velocidade do ar ser duplicada. Nesse caso, assume-se que o leito comporta-se como fluidizado com porosidade igual a 0,69. uo
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.12 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ENXAME DE BOLHAS ESFÉRICAS ⇒ Introdução do gás em líquidos através de orifícios gerando o enxame de bolhas. ⇒ Comportamento diferente aos de esferas rígidas. Calderbank e Môo-Young: transferência de um soluto A do gás para o solvente liquido B através de grande quantidade de bolhas contendo o gás A. 3131 AB bL ScGr31,0 D dk Sh == para db < 2,5 mm 2131 AB bL ScGr42,0 D dk Sh == para db ≥ 2,5 mm 2 L L 3 b gd Gr µ ρ∆ρ = ∆ρ = diferença de densidade do líquido e a densidade do gás no interior da bolha. ρL e µL avaliados nas propriedades bulk da mistura. Para relacionar o fluxo NA com a taxa de transferência a razão ‘hold up’do gás deve ser conhecida (φg). V V líquidodoVolume gásdebolhasdasVolume g g ==φ A área da interface de transferência de massa por unidade de volume para bolha é: b3 b 2 b b g gi d 6 d 6 d bolhadaVolume bolhadaárea pois d 6 bolhadaVolume bolhadaárea V V V A = π π = φ=⋅= φg < 0,2 para muitos casos e t g ϑ ϑ ∝φ com a agitação mecânica do líquido.
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.13 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Para transferência de massa de gases a líquidos em tanques agitados por impulsor. Devido as colisões continuas das bolhas de gás borbulhando e a agitação mecânica do impulsor, a área interfase para transferência de massa é impossível de ser medida. Nestes casos a medida do coeficiente de transferência de massa para tanques agitados são colocadas na forma de coeficiente de capacidade, por exemplo, kLa. O parâmetro a, é definido como: líquidodoVolume interfasemassadenciatransferêparadisponivelárea V A a i == Conversão de unidades: 1 3 2 i L s m m s m V A kak L − =               == ( )AAL i AA ccVakV V A Nw −⋅=⋅⋅= ∗ ⇒ Equações de Van’t Riet para transferência de O2 em água com bolhas de ar coalescendo: ( ) ( ) 5,0 gs 4,0 g2 OL u V P 10x16,2ak 2         = − para V < 2,6 cm3 de líquido, e ⇒ Transferência de O2 em água com bolhas de ar que não coalescem: ( ) ( ) 2,0 gs 7,0 g3 OL u V P 10x2ak 2         = − para V < 2,6 cm3 de líquido Ambas valendo para: 500 < V Pg < 10000 w/m3       = 3 g m W líquidoVolume aeraçãodaconsumodepoência V P ugs = velocidade superficial do gás escoando através do recipiente vazio (m/s) = (vazão volumétrica do gás)/(área da seção transversal)
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    Correlações para transferênciade massa convectiva 7.14 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 7.6: Num projeto de remediação airada para tratamento de água contaminada com tricloroetileno (TCE) a uma concentração de 50 mg/L. A trincheira é um duto aberto de 1 m de largura (W) e profundidade de 2 m (H), e a vazão volumétrica da água de lavagem adicionada a trincheira é 0,1 m3 /s. O ar é borbulhado no fundo do duto a uma taxa que fornece um hold up de gás de 0,02 m3 de gás por 1 m3 de água, e o diâmetro médio das bolhas é 0,01 m. Determine o comprimento da trincheira necessária para reduzir a concentração do efluente TCE para 0,05 mg/L. A temperatura do processo é 293 K e a pressão do sistema é 1 atm. ⇒ Estado estacionário ⇒ Processo contínuo onde TCE é transferido da água de lavagem para o gás de aeração. ⇒ Variação do perfil apenas na direção axial (boa mistura) Ar SoloForro z z + ∆z NAAi Atmosfera W = 1 m H=2m
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.1 Samuel Luporini/DEQ/UFBA CAPÍTULO 8: EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Exemplos típicos de equipamentos de transferência de massa incluem: 1) Transferência do soluto de uma fase gasosa para uma fase líquida: absorção, desudimificação e destilação. 2) Transferência do soluto de uma fase líquida para uma fase gasosa: desorção ou stripping e umidificação. 3) Transferência de um soluto da fase líquida para uma segunda fase líquida imiscível (ex. fase aquosa para hidrocarboneto): extração líquido-líquido. 4) Transferência de um soluto a partir de um sólido para uma fase fluido: secagem e lavagem (leaching). 5) Transferência de um soluto a partir de um fluido para a superfície de um sólido: adsorção coluna troca íons. ⇒ Torres e tanques: contato íntimo as duas fases. 8.1 TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Classificação em 4 tipos gerais de acordo com o método usado para produzir contato entre as duas fases: TORRES DE BOLHAS Consiste de uma câmara aberta na qual a fase líquida escoa e a fase gasosa é dispersa no líquido na forma de pequenas bolhas. As bolhas fornecem a área de contato desejada. ⇒ A fase líquida normalmente controla a taxa de transferência de massa. Ex. absorção de gases parcialmente insolúveis, como a oxidação pelo ar na água. O tempo de contato e a área de contato determinam a quantidade de massa transferida entre as fases. aeróbiosmisturadetanque águadeotratamentdeOperações biológicaOxidação    ⇒ ⇒
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 1 – torre de bolhas TORRES DE SPRAY O gás escoa para cima numa câmara aberta e a fase líquida é introduzida, na parte superior, por atomização na forma de pequenas gotas em contracorrente a fase gasosa. As pequenas gotas garantem uma grande área de contato entre as duas fases. ⇒ Gases altamente solúveis. ⇒ A resistência da fase gasosa normalmente controla a taxa de transferência de massa. Figura 2 – torres spray Saída do líquido Entrada do líquido Entrada do gás Saída do gás Z Saída do líquido Entrada do líquido Entrada do gás Saída do gás Z
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA TORRES DE RECHEIO Envolve o contato contracorrente continuo entre duas fases imiscíveis. As torres são colunas verticais preenchidas com recheio (ver figura). Uma variedade de materiais para recheios é usada como cerâmicas e plásticos. A proposta do recheio é fornecer uma grande área de contato entre as duas fases imiscíveis. O líquido é distribuído sobre o leito e escoa sobre a superfície do recheio com um filme líquido. O gás geralmente escoa para cima em contracorrente ao líquido. ⇒ Sistemas gás-líquido na qual as resistências de ambas as fases controlam a taxa de transferência de massa (ambas são importantes). ⇒ Ex. torre de resfriamento onde a água é recirculada como meio de transferência de calor (condicionador de ar natural). Anéis de Raschig Selas de Berl Anéis de Lessing Anéis de Pall Figura 3 – Recheios comuns na industria. Figura 4 – torre de recheio Saída do líquido Entrada do líquido Entrada do gás Saída do gás Z
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA TORRES DE PRATOS ⇒ São as torres mais comumente utilizadas nas industrias. ⇒ Mecanismo combinado: torre de bolhas com torre spray. Em cada prato, as bolhas de gás são formadas a partir do fundo do liquido pobre, forçando o gás através de pequenos orifícios no prato ou sobre válvulas imersas no liquido. A transferência de massa interfase ocorre durante a formação das bolhas, e quando as bolhas aumentam em dímetro através do liquido agitado. Os pratos são arranjados um em cima do outro em uma torre cilíndrica (fig.5). O líquido escoa cruzando o primeiro prato superior e então os pratos abaixo. O vapor aumenta através de cada prato. ⇒ Torres de pratos não podem ser projetadas por equações obtidas por integração sobre uma área continua de contato interfase. São projetadas por cálculos para cada estágio ou prato. Figura 5 – Torre de pratos
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.5 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 8.2 OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA GÁS-LÍQUIDO EM TANQUES BEM AGITADOS A aeração é uma operação de contato gás-líquido onde o ar comprimido é introduzido no fundo de um tanque de água liquida através de pequenos orifícios dispersos, como tubos perfurados, tubo ou placas porosas. O agitador (turbina) quebra as bolhas e dispersa através do líquido, ocorre um processo de absorção ou stripping. Figura 6 – Tanque agitado airado Absorção: O soluto no gás de aeração é transferido para o líquido. Muitas vezes o soluto é o oxigênio gasoso presente no ar, a qual é poupadamente solúvel em água. A absorção de oxigênio na água é muito importante em muitos processos de engenharia química. Stripping: O soluto volátil dissolvido é transferido do líquido para o gás de aeração, importante em processos de tratamento de água em engenharia ambiental. Quando o gás está disperso em uma fase continua líquida, a fase líquida controla a taxa de transferência de massa, portanto o balanço de massa para transferência de massa do soluto é feito para a fase líquida.
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.6 Samuel Luporini/DEQ/UFBA A transferência de massa do soluto A nos filmes gás e liquido baseado no coeficiente global de transferência de massa é (ver cap. 6): ( )AALA ccKN −= ∗ (1) A taxa de transferência de massa é: ( ) ( )AALAA i LA ccaVKccV V A KW −=−= ∗∗ (2) onde: H p c A A =∗ Lei de Henry. pA = pressão parcial de A na fase bulk. KLa = coeficiente de capacidade, pois o área de interface de TM por unidade de volume é difícil de se medir. O processo da figura 6 é continuo se for batelada elimina-se a corrente de entrada e saída, e o balanço de massa no estado transiente para o soluto A na fase liquida fica: { ( ) dt Vcd VRANcc A homogenea reaçãohánão 0 AiA 0 A 0 0A0 =++ϑ−ϑ === 32143421 (3) Como V = constante, portanto, ( ) dt dc VccaVK A AAL =−∗ =∗ Ac constante, logo: ∫∫ −= − − ∗ t 0L c c AA A dtaK cc dcA 0A (4) ficando: ( ) taK 0AAAA Lecccc ⋅−∗∗ −−= (5) ∞→≅ ∗ tsecc AA Para processo continuo no estado estacionário temos:
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.7 Samuel Luporini/DEQ/UFBA { ( ) 43421 32143421 ioestacionár estado 0 A homogenea reaçãohánão 0 AiA saída A entrada 0A0 dt Vcd VRANcc = = =++ϑ−ϑ (6) Para processos com soluções diluídas as vazões volumétricas ϑ=ϑ0 , a equação (6), fica: ( ) ( ) 0ccVaKcc AALA0A =−⋅+−ϑ ∗ ou aK V caKc Vc L 0 AL0A 0 A + ϑ ⋅+ ϑ = ∗ (7) EXEMPLO 8.1 O projeto de um sistema de aeração para processos de fermentação aeróbia é baseado na transferência de massa gás-líquido. Microorganismos crescem numa suspensão líquida e são alimentados por nutrientes dissolvidos em glicose e sais minerais. Microorganismos aeróbios em líquidos suspensos também requerem oxigênio para o seu crescimento. Se o oxigênio não é suprido com uma taxa suficiente para suportar o crescimento da célula, as células morrerão. No presente processo, Aerobacter aerogenes está sendo cultivado dentro de um fermentador continuo de 3 m3 de volume líquido (V) e o diâmetro do tanque (dT) de 1,5 m. O meio nutriente fresco contem uma quantidade de traços de oxigênio dissolvido a uma concentração de 0,01 mol O2/m3 entrando no fermentador a uma vazão de 1,8 m3 /h. Para condições de estado estacionário, o fermentador aeróbio opera a uma concentração celular (cX) de 5 kg de massa sêca/m3 de cultura líquida. A concentração celular é determinada por taxa de crescimento especifico dos organismos e a composição nutriente do meio líquido. A suspensão celular líquida consome oxigênio proporcionalmente a concentração da célula de acordo com a equação da taxa: X0A cqR −= onde q0 é a taxa de consumo de oxigênio especifico das células = 20 mol O2/kg de célula⋅h, que é assumido constante. Determinar o valor de KLa necessário para assegurar que a concentração de oxigênio na cultura líquida (cA) é pelo menos 0,05 mol/m3 . Determinar a potencia de entrada para 3 m3 do fermentador se a vazão de gás no fermentador é 1 m3 de ar/min para as condições do processo a 298 K e 1 atm. Assumir que as bolhas não coalescem. Para 298 K, a constante da lei de Henry para o oxigênio dissolvido no meio nutriente líquido é 0,826 atm.m3 /mol. Resp.: KLa = 0,136 s-1 e Pg = 4716 W
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.8 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Eckenfelder desenvolveu uma correlação geral par transferência de oxigênio de bolhas de ar para o liquido. V hQ V A K 78,0n1 gg L + θ = (8) onde: θg = constante de acordo com o tipo de dispersador. Qg = taxa de escoamento do gás (ft/min). n = constante que depende do tamanho dos orifícios do dispersador. h = profundidade abaixo da superfície líquida para qual o ar é introduzido no tanque. Um gráfico para a equação (8) é representado abaixo: Figura 7 – fator de transferência de oxigênio para um único dispersor num tanque de aeração. EXEMPLO 8.2 Uma lagoa de aeração de 566 m3 é airada com 15 dispersores, cada um usando ar comprimido a uma taxa de 7,08 x 10-3 m3 /s. Os dispersores estão localizados a 4,57 m abaixo da superfície da lagoa. Encontrar o tempo requerido para aumentar o oxigênio dissolvido de 2 mg/L para 5 mg/L se a temperatura da água é de 293 K. Resp.: 1540 s.
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.9 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 8.3 BALANÇO DE MASSA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO: EQUAÇÕES PARA A LINHA DE OPERAÇÃO São quatro fundamentos importantes que constituem a base de projeto para equipamentos de contato contínuo: 1) Balanço material e de entalpia, envolvendo equações de conservação da massa e energia: forma a expressão para avaliar a composição bulk das duas fases em contato em algum ponto da torre, bem como a mudança nas composições bulk entre dois pontos da torre. 2) Equilíbrio interfase (leis termodinâmicas => capítulo 6) 3) Equações de transferência de massa: desenvolvidas nas formas diferenciais, combinadas com o balanço diferencial de massa, e quando integrado sobre a área interfacial de contato fornece o comprimento requerido na troca de massa. 4) Equações de transferência de momento: importante para avaliar a queda de pressão no equipamento. Escoamento contracorrente Considerando alguma operação no estado estacionário que envolve o contato contracorrente de duas fases insolúveis como mostra a fig. 8. As duas fases insolúveis são identificadas como G e L. Figura 8 – Processo contracorrente no estado estacionário. z = z1 z = z2 z G1, yA1, YA1 G2, yA2, YA2 Gz, yAz, YAzLz, xAz, XAz L2, xA2, XA2 L1, xA1, XA1
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.10 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Para o fundo da torre temos as definições: G1 = Vazão molar de entrada da fase G [moles da fase G/h⋅área da seção transversal da torre] L1 = Vazão molar de entrada da fase L [moles da fase L/h⋅área da seção transversal da torre] yA1 = fração molar de A na fase G [moles de A/moles total na fase G] xA1 = fração molar de A na fase L [moles de A/moles total na fase L] As definições são similares para o topo da coluna, no plano z2. O balanço global macroscópico de massa para o componente A no trocador de massa no estado estacionário, na qual não ocorre produção química de A ou desaparecimento de A, requer:       =      torrenadeixando Ademoles torrenaentrtando Ademoles ou 1A12A22A21A1 xLyGxLyG +=+ (1) Um balanço de massa para o componente A no plano z = z1 e um plano arbitrário z, é: 1A1AzzAzz1A1 xLyGxLyG +=+ (2) As equações ficam mais fáceis de manipular se forem designadas concentrações por unidade de concentração livre de soluto como: A A A y1 y Y − = (3) A A A x1 x X − = (4) Onde: YA = moles de A em G por mol livre de A em G. XA = moles de A em L por mol livre de A em L. As taxas de escoamento usadas com unidades livres de soluto são: LS = moles da fase L sobre uma base livre de soluto GS = moles da fase G sobre uma base livre de soluto ( ) ( ) ( ) ( )2A21A1S 2A21A1S y1Gy1GG x1Lx1LL −=−= −=−=
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.11 Samuel Luporini/DEQ/UFBA O balanço global de A pode ser escrito em termos livre de soluto: 1AS2AS2AS1AS XLYGXLYG +=+ ou ( ) ( )2A1AS2A1AS XXLYYG −=− (5) Logo: 2A1A 2A1A S S XX YY G L − − = (6) Equação (6) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1,YA1) e (XA2,YA2) com inclinação LS/GS. Um balanço de massa em A no plano z1 e o plano arbitrário z em termos livre de soluto: 1ASAzSAzS1AS XLYGXLYG +=+ ou ( ) ( )Az1ASAz1AS XXLYYG −=− (7) Logo: Az1A Az1A S S XX YY G L − − = (8) Equação (7) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1,YA1) e (XAz,YAz) com inclinação LS/GS. Equação (5) ≡ Equação (7) A equação (7) é uma expressão geral relacionando as composições bulks das duas fases para algum ponto do trocador de massa. Esta define as condições operacionais dentro do equipamento: é linha de operação para operações contracorrente. Figura 9: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para transferência de soluto da fase G para a fase L(absorção). O equilíbrio bulk, localizado sobre a linha de operação , deve ser maior do que a concentração de equilíbrio para fornecer uma força direcional, AiAG YY − ou seu equivalente AiAG pp − ou ∗ − AAG YY ou seu equivalente ∗ − AAG pp , necessária para transferir a partir da fase G para fase L.
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.12 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 9 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase G para a L. Figura 10 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase L para a G. Figura 10: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para transferência de soluto da fase L para a fase G(stripping). A localização da linha de operação abaixo da curva de equilíbrio assegura uma força direcional, ALAi xx − ou seu equivalente ALAi cc − ou ALA xx −∗ ou seu equivalente ALA cc −∗ , necessária para transferir a partir da fase L para fase G. YA YA1 YA2 XA2XA1 S S G L inclinação= Linha de operação Curva de equilíbrio YAi versus XAi YA YA1 YA2 XA2 XA1 XA S S G L inclinação= Linha de operação Curva de equilíbrio YAi versus XAi XA
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.13 Samuel Luporini/DEQ/UFBA O balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial dz, é facilmente obtido pela diferenciação da equação (7). Esta equação diferencial ASAS dYGdXL = relaciona a transferência molar em operações contracorrente pelo tempo e pela área da seção transversal disponível no comprimento dz No projeto de equipamentos de transferência de massa, a vazão de pelo menos uma fase e três das 4 composições de entrada e saída devem ser fixadas pelo requisito do processo. A necessidade da vazão da segunda fase é muitas vezes a variável projetada. Três possíveis linhas de operação são mostradas na figura 11. A inclinação decresce quando o valor da vazão LS decresce. O mínimo LS, que deve ser usado, corresponde a linha de operação que toca a linha de equilíbrio. Para o ponto de tangencia a força direcional é zero, e a transferência de massa entre as duas fases não ocorre. Isto representa a condição limite, a razão mínima LS/GS para transferência de massa. Figura 11 Localização da linha de operação. YA YA1 YA2 XA2 XA inclinações Curva de equilíbrio (LS/GS)1 (LS/GS)2 (LS/GS)3 P1 P2 P3
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.14 Samuel Luporini/DEQ/UFBA EXEMPLO 8.3 A amônia deve ser absorvida a partir de uma mistura com ar a 293 K e 1,013 x 105 Pa de pressão numa torre de recheio contracorrente, usando água a 293 K como absorvente. A vazão do gás de entrada é 1,21 x 10-2 m3 /s e uma corrente de água sem amônia de 9,46 x 10-3 kg/s será utilizada. Se a concentração da amônia, NH3, é reduzida de 3,52 1,29% por volume, determine a razão ( ) ( )minSSrealSS GLGL . Os dados de equilíbrio para o sistema a 293 K e 1,013 x 105 Pa são os seguintes: OHdemolkg NHdemolkg X 2 3 0,0164 0,0252 0,0349 0,0455 0,0722 OHdemolkg NHdemolkg Y 2 3 0,021 0,032 ,042 0,053 0,08 Resp.: 1,38 Equilíbrio X Y kg mol de NH3/ kg mol de NH3/ kg mol de H2O kg mol de H2O 0 0 0.0164 0.0210 0.0252 0.0320 0.0349 0.0420 0.0455 0.0530 0.0722 0.0800 linha de operação 0 0.0131 0.0215 0.0365
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.15 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 0, 0.0131 0.0215, 0.0365 0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08 0.09 0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08 XA, moles de NH3/mol de água YA,moldeNH3/moldear Curva de equiíbrio Linha de operação (Ls/Gs)min 0.0296 Escoamento cocorrente Para operações e transferência de massa no estado estacionário envolvendo contato cocorrente de duas fases imiscíveis, mostrada na figura 14, o balanço de massa global para o componente A com base livre de soluto é: Figura 14 – Processo cocorrente no estado estacionário z = z1 z = z2 z G1, GS, yA1, YA1 G2,GS, yA2, YA2 Gz, GS, yAz, YAzLz,LS, xAz, XAz L2,LS, xA2, XA2 L1, LS, xA1, XA1
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.16 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 1AS1AS2AS2AS XLYGXLYG +=+ ou ( ) ( )1A2AS2A1AS XXLYYG −=− (1) Logo: 2A1A 2A1A S S XX YY G L − − =− Equação (1) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1,YA1) e (XA2,YA2) com inclinação -LS/GS. Um balanço de massa em A no plano z1 e o plano arbitrário z em termos livre de soluto: 1AS1ASAzSAzS XLYGXLYG +=+ ou ( ) ( )1AAzSAz1AS XXLYYG −=− (2) Logo: Az1A Az1A S S XX YY G L − − =− Equação (1) e equação (2) ambas são equações de uma reta que passa por um ponto comum(XA1,YA1) com a mesma inclinação -LS/GS. A equação (2) é uma expressão geral que relaciona a composição das duas fases em contato para algum ponto do equipamento. É designada como equação da linha de operação para operações cocorrente. As figuras 15 e 16 ilustram a localização do linha de operação relativa a curva de equilíbrio. Figura 15 – Processo cocorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase G para a L. YA YA1 YA2 XA2XA1 XA S S G L -inclinação= Linha de operação Curva de equilíbrio YAi versus XAi
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.17 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 16 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase L para a G. Um balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial, dz, para escoamento cocorrente: ASAS dYGdXL −= que verifica a inclinação para a linha de operação em operação cocorrente de –LS/GS. EXEMPLO 8.4 Uma corrente de ar-amônia descrita no exemplo 3 é alimentada cocorrentemente com uma corrente de água sem amônia. A concentração da amônia deve ser reduzida de 3,52 para 1,29% por volume, usando uma corrente de água 1,37 vezes a mínima. Determine (a) a razão mínima LS/GS, (b) vazão real de água, e (c) concentração na corrente aquosa de saída. YA YA1 YA2 XA2 XA1 S S G L -inclinação= Linha de operação Curva de equilíbrio YAi versus XAi XA
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.18 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Equilíbrio X Y kg mol de NH3/ kg mol de NH3/ kg mol de H2O kg mol de H2O 0 0 0.0164 0.0210 0.0252 0.0320 0.0349 0.0420 0.0455 0.0530 0.0722 0.0800 linha de operação 0 0.0365 0.0072 0.0131 0, 0.0365 0.0072, 0.0131 0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08 0.09 0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08 XA, moles de NH3/mol de água YA,moldeNH3/moldear Curva de equiíbrio Linha de operação (Ls/Gs)min
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.19 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 8.4 BALANÇO DE ENTALPIA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO Muitas operações de transferência de massa são isotérmicas, principalmente quando envolve misturas diluídas. No entanto, quando grandes quantidades de soluto são transferidas, o calor de mistura pode produzir um aumento de temperatura na fase receptora. Se a temperatura da fase muda, a solubilidade no equilíbrio do soluto será alterada, e a força de difusão também se alterará. Considerando um processo contracorrente como da figura 8, um balanço entalpico no plano z = z2 e um plano arbitrário z, temos: L2G2G2L2 LHHGGHHL +=+ (1) Onde: H = entalpia molar da corrente em sua temperatura particular, pressão e concentração. As entalpias são normalmente baseadas sobre uma referencia de solvente livre de soluto e soluto puro para uma temperatura base escolhida, T0. A entalpia normal de uma mistura líquida é avaliada sobre uma temperatura base pela relação: ( ) Savg0LpLL HMTTcH ∆+−= (2) Onde: HL = entalpia da corrente liquida [kJ/mol] cpL = capacidade calorífica da mistura sobre uma base mássica [kJ/kg⋅K] TL = temperatura da mistura [K] Mavg = massa molecular media da mistura ∆HS = calor integral da solução em T0 e para a concentração da mistura [kJ/mol] A entalpia molar para a mistura gasosa, com a mesma temperatura base e estado padrão do soluto é ( )( )( )[ ] ( ) solutosoluto,g,fsoluto0G GfasedasolutolivreGfasesolutolivre,G,psolutosolutosoluto,G,psolutoG MhyTT Mcy1McyH +− −+= Onde: HG = entalpia da corrente gasosa [kJ/mol] cp,G = capacidade calorífica na fase gas [kJ/kg⋅K] TG = temperatura da mistura gasosa [K] hf,g, soluto = calor de vaporização do soluto [kJ/kg]
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.20 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 8.5 COEFICIENTES DE CAPACIDADE PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA Coeficiente individual de transferência de massa, kG, foi definido pela expressão: ( )i,AG,AGA ppkN −= (1) Coeficiente global de transferência de massa, KG, foi definido pela expressão: ( )∗ −= AG,AGA ppKN (2) Para coluna de parede molhada as equações (1) e (2) são convenientes, pois possui a área da superfície interfacial definida. Outros equipamentos de transferência de massa são impossíveis de se medir a área da superfície interfacial, por esta razão a é introduzido como área da superfície interfacial/volume. ( )( ) ( ) ( )( )altransversseçãodaáreatempo idoA transferdemoles ocomprimentdz volume linterfaciaárea a linterfaciaáreatempo idoA transferdemoles N A =                   ou ( )dzppakdzaN i,AG,AGA −= (3) e ( )dzppaKdzaN AG,AGA ∗ −= (4) Onde: kGa = coeficiente de capacidade de transferência de massa individual KGa = coeficiente de capacidade de transferência de massa global São combinados como um produto ( )( )( ) ( )( )( )       ⋅⋅ ==             Pams Adegmol pressãovolumetempo idoA transferdemoles volume linterfaciaárea pressãolinterfaciaáreatempo idoA transferdemoles ak 3 G Na fase líquida L, temos:
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.21 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( )dzccakdzaN L,Ai,ALA −= (5) e ( )dzccaKdzaN L,AALA −= ∗ (6)               ⋅⋅ soluçãodem Adegmol ms Adegmol ak 3 3 L 8.6 ANÁLISES DE EQUIPAMENTOS DE CONTATO CONTÍNUOS Coeficiente de capacidade global constante Hipóteses: - isotérmico - contracorrente - KYa = constante O balanço de massa do componente A sobre o comprimento diferencial dz é descrito como: ( )( ) ASAS dYGdXL altransversseçãodaáreatempo idoA transferdemoles == (1) A transferência de massa do componente A no comprimento diferencial dz é definido por: ( )( ) ( )dzYYaKadzN altransversseçãodaáreatempo idoA transferdemoles AAYA ∗ −== (2) A transferência de A a partir da fase gasosa G para a fase líquida L fica: ( )dzYYaKdYG AAY Aperdendoesta Gfasea AS ∗ −=− 43421 ou ∗ − −= AA A Y S YY dY aK G dz
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.22 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ∫∫ ∗ − −= 2A 1A 2 1 Y Y AA A Y Sz z YY dY aK G dz (3) (4) Pela curva de equilíbrio e a linha de operação (fig. 19) podemos avaliar ∗ − AA YY e calcular o recíproco ∗ − AA YY1 plotando contra YA (fig. 20) e encontrando a área sob a curva. Figura 19 – Avaliação de ∗ − AA YY , a força direcional global YA YA1 YA2 XA2 XA1 XA Linha de operação Curva de equilíbrioYA ∗ AY { ( ) 44 344 21 numéricaougráfica integração Y Y AA A Y S 12 massadetrocade ocompriment 1A 2A YY dY aK G zzz ∫ ∗ − =−=
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.23 Samuel Luporini/DEQ/UFBA Figura 20 – Avaliação da integral ∫ ∗ − 1A 2A Y Y AA A YY dY Após obter a área sob a curva da figura 20, podemos avaliar o comprimento do trocador de massa pela equação (4). Para transferência da fase L para a fase G (desorção ou stripping) temos: ( )dzYYaKdYG AAY Aganhandoesta Gfasea AS −= ∗ 43421 { ( ) 44 344 2144 344 21 numéricaougráfica integração Y Y AAG A Y S numéricaougráfica integração Y Y AA A Y S 12 massadetrocade ocompriment 1A 2A 1A 2A pp dY aK G YY dY aK G zzz ∫∫ ∗∗ − = − =−= (5) Em termos da fase líquida, para a transferência de massa de A a partir da fase G para a fase L, temos: ( )dzXXaKdXL AAX Aganhandoesta Lfasea AS ∗ −= 43421 ∗ − AA YY 1 YA2 YA1 YA ∫ ∗ − = 1A 2A Y Y AA A YY dY Área
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.24 Samuel Luporini/DEQ/UFBA { ( ) 44 344 21 numéricaougráfica integração X X AA A X S 12 massadetrocade ocompriment 1A 2A XX dX aK L zzz ∫ − =−= ∗ (7) z é avaliado com o mesmo procedimento da fase G. Coeficiente de capacidade global variável O coeficiente de capacidade global variável quando a inclinação da linha de equilíbrio varia dentro da região que incluem as concentrações bulk e interfacial. No caso se as linhas de equilíbrio tiver curvatura pronunciada, o cálculo exato é baseado sobre um dos coeficientes de capacidade individual. O balanço de massa para A sobre um comprimento diferencial dz é ASAS dYGdXL = (1) YA = moles de A por mol livre de A, ambos na fase G, ou seja: A A A y1 y Y − = , que diferenciando fica: ( )2 A A A y1 dy dY − = Substituindo em (1), ( )2 A A SASA y1 dy GdXLadzN − == (2) Sabemos que: ( )dzppakdzaN i,AG,AGA −= (3) Combinando (2) com (3) ( )( )2 AGAiAGG AGS y1ppak dyG dz −− − = ou
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.25 Samuel Luporini/DEQ/UFBA ( )( )2 AGAiAGG AGS y1yyaPk dyG dz −− − = A composição interfacial, yAi e xAi pode ser encontrada para cada ponto da linha de operação dirigindo uma reta até tocar a linha de equilíbrio. As inclinações destas retas são GL kk− para gráfico pA contra cA ou GL Pkck− para gráfico yA contra xA, ver figuras 21. Figura 21 Determinação da composição interfacial para transferência a partir da fase G para a fase L. Força direcional média logarítmica Hipóteses: ⇒ Para correntes relativamente diluídas ⇒ Curva de equilíbrio e linha de operação linear em termos de frações molares na faixa de concentração envolvida. ⇒ G1 ≈ G2≈ G e L1 ≈ L2≈ L Logo o balanço de massa aproximado: ( ) ( )AAiAAi yyGxxL −=− (1) ou AA GdyLdx = (2) ( )dzyyaPKadzN AAGA ∗ −= (3) Definindo ∗ −=∆ AA yy
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.26 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 2A1A 21 A yydy d − ∆−∆ = ∆ Como ∆ −= − −= ∗ A GAA A G dy aPK G yy dy aPK G dz Ou ( ) ∆ ∆ ∆−∆ − −= dyy aPK G dz 21 2A1A G Integrando e rearranjando: ( ) ( )lnAA 2A1A G yy yy aPK G z ∗ − − −= (4) onde: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )         − − −−− =− ∗ ∗ ∗∗ ∗ 2AA 1AA 2AA1AA lnAA yy yy ln yyyy yy (5) Similarmente em termos de coeficiente de capacidade global para a fase líquida, temos: ( ) ( )lnAA 2A1A L xx xx acK L z − − = ∗ (6) onde: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )         − − −−− =− ∗ ∗ ∗∗ ∗ 2AA 1AA 2AA1AA lnAA xx xx ln xxxx xx (7) EXEMPLO 8.5 A amônia é absorvida a partir do ar a 293 K e 1,013 x 105 Pa de pressão em uma torre de recheio contracorrente de 0,5 m de diâmetro, utilizando água livre de amônia como absorvente. A vazão do gás de entrada é 0,2 m3 /s e a vazão da água de entrada 203 kg/s. Sob estas condições o coeficiente de capacidade global, KYa, pode ser assumido para ser A 3 Ysm mol 80 ∆⋅⋅ . A fração molar da amônia será reduzida de 0,0825 para 0,003. A torre será resfriada, operação ocorrera a 293 K; os dados de equilíbrio do exemplo 3 poder ser usado. Determinar o comprimento do trocador de massa.
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.27 Samuel Luporini/DEQ/UFBA X Y kg mol de NH3/ kg mol de NH3/ kg mol de H2O kg mol de H2O 0.0164 0.0210 0.0252 0.0320 0.0349 0.0420 0.0455 0.0530 0.0722 0.0800 y = -2.839x2 + 1.3098x R2 = 0.9993 0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08 0.09 0.00 0.02 0.04 0.06 0.08 X Y Dados de equilíbrio Polinômio (Dados de equilíbrio)
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    Equipamentos de transferênciade massa 8.28 Samuel Luporini/DEQ/UFBA YA XA Y*A Y - Y* 1/(Y - Y*) [1/(Y - Y*)]médo ∆YA [1/(Y - Y*)]médo∆YA 0.003 0.00003 0.00004 0.00296 337.6823 299.6194894 0.007 2.097336426 0.01 0.00477 0.00618 0.00382 261.5567 225.5574282 0.01 2.255574282 0.02 0.01153 0.01472 0.00528 189.5582 166.3360319 0.01 1.663360319 0.03 0.01830 0.02301 0.00699 143.1139 127.3647849 0.01 1.273647849 0.04 0.02506 0.03104 0.00896 111.6157 100.4864383 0.01 1.004864383 0.05 0.03183 0.03881 0.01119 89.35719 81.22129633 0.01 0.812212963 0.06 0.03859 0.04632 0.01368 73.0854 66.96731932 0.01 0.669673193 0.07 0.04536 0.05357 0.01643 60.84924 56.13770455 0.01 0.561377045 0.08 0.05212 0.06055 0.01945 51.42617 47.72352068 0.01 0.477235207 0.09 0.05889 0.06728 0.02272 44.02087 Área total 10.81528167 y = -721827x 3 + 150572x 2 - 11309x + 365.43 R 2 = 0.9986 0 50 100 150 200 250 300 350 400 0 0.02 0.04 0.06 0.08 0.1 Y 1/(Y-Y*)