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Métodos e Técnicas de Investigação em
Ciências Sociais.
Método:Conceito que resulta etimologicamente da junção de dois termos
gregos, Meta + Odos. Meta significa fim, objectivo e Odos significa via, caminho,
meio. Podemos então concluir que um método é um meio para atingir um fim.
O Método implicao recurso a Técnicas próprias.
- Técnicas de Investigação: Etimologicamente, Técnica significa acto, saber fazer.
As Técnicas são os processos práticos que têm por objectivo a pesquisa, a recolha
e o tratamento da informação.
O investigador deve escolher o método e as técnicas que se demonstrem mais
eficazes no desenvolvimento da investigação.
Ernest Greenwood propôs uma classificação simples dos métodos de
investigação, amplamente divulgada e usada no domínio das Ciências Sociais.
Classificação dos Métodos de Investigação de E. Greenwood:
1 – Método Experimental,
2 – Método de Medida ou Análise Extensiva,
3 – Estudo de Casos ou de Análise Intensiva
Método Experimental:
O método experimental é um método fundamental na investigação científica.
Jean Piaget e Paul Fraisse - "Tratado de Psicologia Experimental" - distinguem
quatro fases, ou momentos, deste processo de investigação:
- Observação - natural e científica,
- Formulação de hipóteses,
- Experimentação,
- Conclusão, elaboração e interpretação de resultados.
Método de Medida ou de Análise Extensiva:
Este método é muito utilizado para explicar um fenómeno que envolva uma
população muito vasta. Devem privilegiar-se, na recolha de dados, as Técnicas de
Entrevista e o Inquérito por Questionário. Deve calcular-se uma amostra, uma vez
que, tratando-se de um estudo que envolve uma grande população, tornava-se
impossível fazer entrevistas, ou inquéritos a toda a gente. Por isso selecciona-se
um pequeno conjunto de elementos, representativo da população alvo.
A amostra é constituída por um pequeno número de pessoas que pertencem à
população e deve haver correspondência entre a estrutura da amostra e a
estrutura da população a estudar.
Recolhem-se os dados, directa ou indirectamente, através dos questionários e das
entrevistas, analisa-se os dados e generaliza-se ao universo da população as
conclusões tiradas de amostra.
A PesquisaSocial
Processo que, utilizando a metodologia científica, permite a obtenção de novos
conhecimentos no campo da realidade social. Esta envolve todos os aspectos
relativos ao homem em seus múltiplos relacionamentos com outros homens e
instituições sociais.
Finalidade da Pesquisa
A pesquisa pura busca o progresso da ciência, enquanto a aplicada, que depende
da pura, apresenta o interesse na aplicação, utilização e consequências práticas
do conhecimento.
Níveis de Pesquisa
Pesquisas Exploratórias – Com menor rigidez de planeamento, procuram
desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, para a formulação de
problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores.
Proporcionam visão geral, do tipo aproximativo, de determinado fato. O produto
final passa a ser um problema mais esclarecido.
Pesquisas Descritivas – Procuram descrever as características de determinada
população ou fenómeno ou o estabelecimento de relações (e/ou de sua natureza)
entre variáveis. Uma de suas características mais marcantes está na utilização de
técnicas padronizadas de colecta de dados. Juntamente com as anteriores, as
mais utilizadas no envolvimento prático.
Pesquisas Explicativas – Procuram identificar os factores que determinam ou que
contribuem para a ocorrência dos fenómenos. É o tipo de pesquisa que mais
aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porque das
coisas, sendo, por isso, o tipo mais complexo e delicado, já que o risco de erros é
muito maior.
Envolvimento do Pesquisador na Pesquisa
Segundo a influência positivista, deve-se buscar a objectividade na pesquisa, que
não é facilmente obtida por causa de sua subtileza e implicações complexas. Para
evitar problemas de subjectividade, os positivistas sugerem que se restrinja os
fenómenos sociais ao que pode ser efectivamente observado com neutralidade.
As críticas concretas a esses procedimentos clássicos têm sido motivadas por
razões de ordem prática ou ideológica. As primeiras afirmando que os resultados
não levam a uma qualidade muito superior ao próprio senso comum, mas com
grande gasto de recursos, inclusive de tempo. Já os argumentos ideológicos
indicam tal forma de pesquisa como forma de controle social.
Como alternativas surgem:
Pesquisa Acção – Pesquisa social com base empírica concebida e realizada em
estreita associação com uma acção ou com a resolução de um problema colectivo
e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do
problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
Pesquisa Participante – Responde especialmente às necessidades de populações
que compreendem as classes mais carentes nas estruturas sociais
contemporâneas, levando em conta suas aspirações e potencialidades de
conhecer e agir. Metodologia que procura incentivar o desenvolvimento autónomo
(autoconfiante) a partir das bases e uma relativa independência do exterior.
Formulação do Problema
Problema é qualquer questão não solvida e que é objectivo de discussão, em
qualquer domínio do conhecimento. A pesquisa científica não pode dar respostas
a questões de "engenharia" e de valor, porque sua correcção ou incorrecção não é
passível de verificação empírica. Um problema é testável cientificamente quando
envolve variáveis que podem ser observadas ou manipuladas.
Escolha do Problema de Pesquisa
A escolha do problema decorre de grupos, instituições, comunidades ou ideologias
em que o pesquisador se move, de modo que podem ser verificadas muitas
implicações, tais como, relevância, oportunidade e comprometimento.
Relevância – Será relevante cientificamente à medida que conduzir à obtenção de
novos conhecimentos. Sua relevância prática, em contrapartida, está nos
benefícios que podem decorrer de sua solução.
Oportunidade – Dada por determinadas instituições, em termos de financiamento
e/ou condições materiais, dependendo da capacidade de adequação do
pesquisador.
Comprometimento – À organizações, ideológicos, culturais etc.
Modismo – Proveniente dos países desenvolvidos ou de assuntos da moda.
Regras para Adequada Formulação do Problema
Tarefa difícil:
Formulação como pergunta, tornando-o mais objectivo.
Dimensão viável (especificidade).
Clareza de conceitos e temos.
Precisão nos limites de aplicabilidade.
Deve apresentar referências empíricas.
Construção de Hipóteses
O papel fundamental da hipótese na pesquisa é sugerir explicações para os fatos,
que podem ser a solução do problema e que bem elaboradas conduzem a uma
verificação empírica. Normalmente se originam da observação de fatos, de outras
pesquisas, de teorias e da intuição.
Tipos de Hipóteses
Casuísticas – Referem-se a algo que ocorre em determinado caso; afirmam que
um objecto, ou uma pessoa, ou um fato específico tem determinada
característica. São muito frequentes na pesquisa histórica, em que os fatos são
tidos como "únicos".
Que se Referem à Frequência de Acontecimentos – Antecipam que determinada
característica ocorre, com menor ou maior intensidade, num grupo, sociedade ou
cultura.
Que Estabelecem Relações entre Variáveis – Enunciado conjectural das relações
entre duas ou mais variáveis (coisas que podem ser classificadas em duas ou
mais categorias).
Relações entre Variáveis
Causal – Entre uma variável dependente e outra independente, em função da
necessidade e suficiência. Não é muito adequado às ciências sociais, em virtude
do grande número e da complexidade das variáveis.
Assimétrica – Quando uma variável influência outra: Estímulo e uma resposta;
Simétrica – Quando não há influência. Variáveis com causas comuns ou
totalmente independentes.
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Fábio Gonçalves Nº18 12ºD

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Métodos e técnicas de investigação em ciências sociais

  • 1. Métodos e Técnicas de Investigação em Ciências Sociais. Método:Conceito que resulta etimologicamente da junção de dois termos gregos, Meta + Odos. Meta significa fim, objectivo e Odos significa via, caminho, meio. Podemos então concluir que um método é um meio para atingir um fim. O Método implicao recurso a Técnicas próprias. - Técnicas de Investigação: Etimologicamente, Técnica significa acto, saber fazer. As Técnicas são os processos práticos que têm por objectivo a pesquisa, a recolha e o tratamento da informação. O investigador deve escolher o método e as técnicas que se demonstrem mais eficazes no desenvolvimento da investigação. Ernest Greenwood propôs uma classificação simples dos métodos de investigação, amplamente divulgada e usada no domínio das Ciências Sociais. Classificação dos Métodos de Investigação de E. Greenwood: 1 – Método Experimental, 2 – Método de Medida ou Análise Extensiva, 3 – Estudo de Casos ou de Análise Intensiva Método Experimental: O método experimental é um método fundamental na investigação científica. Jean Piaget e Paul Fraisse - "Tratado de Psicologia Experimental" - distinguem quatro fases, ou momentos, deste processo de investigação: - Observação - natural e científica, - Formulação de hipóteses, - Experimentação, - Conclusão, elaboração e interpretação de resultados.
  • 2. Método de Medida ou de Análise Extensiva: Este método é muito utilizado para explicar um fenómeno que envolva uma população muito vasta. Devem privilegiar-se, na recolha de dados, as Técnicas de Entrevista e o Inquérito por Questionário. Deve calcular-se uma amostra, uma vez que, tratando-se de um estudo que envolve uma grande população, tornava-se impossível fazer entrevistas, ou inquéritos a toda a gente. Por isso selecciona-se um pequeno conjunto de elementos, representativo da população alvo. A amostra é constituída por um pequeno número de pessoas que pertencem à população e deve haver correspondência entre a estrutura da amostra e a estrutura da população a estudar. Recolhem-se os dados, directa ou indirectamente, através dos questionários e das entrevistas, analisa-se os dados e generaliza-se ao universo da população as conclusões tiradas de amostra. A PesquisaSocial Processo que, utilizando a metodologia científica, permite a obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social. Esta envolve todos os aspectos relativos ao homem em seus múltiplos relacionamentos com outros homens e instituições sociais. Finalidade da Pesquisa A pesquisa pura busca o progresso da ciência, enquanto a aplicada, que depende da pura, apresenta o interesse na aplicação, utilização e consequências práticas do conhecimento.
  • 3. Níveis de Pesquisa Pesquisas Exploratórias – Com menor rigidez de planeamento, procuram desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, para a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. Proporcionam visão geral, do tipo aproximativo, de determinado fato. O produto final passa a ser um problema mais esclarecido. Pesquisas Descritivas – Procuram descrever as características de determinada população ou fenómeno ou o estabelecimento de relações (e/ou de sua natureza) entre variáveis. Uma de suas características mais marcantes está na utilização de técnicas padronizadas de colecta de dados. Juntamente com as anteriores, as mais utilizadas no envolvimento prático. Pesquisas Explicativas – Procuram identificar os factores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenómenos. É o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porque das coisas, sendo, por isso, o tipo mais complexo e delicado, já que o risco de erros é muito maior. Envolvimento do Pesquisador na Pesquisa Segundo a influência positivista, deve-se buscar a objectividade na pesquisa, que não é facilmente obtida por causa de sua subtileza e implicações complexas. Para evitar problemas de subjectividade, os positivistas sugerem que se restrinja os fenómenos sociais ao que pode ser efectivamente observado com neutralidade. As críticas concretas a esses procedimentos clássicos têm sido motivadas por razões de ordem prática ou ideológica. As primeiras afirmando que os resultados não levam a uma qualidade muito superior ao próprio senso comum, mas com grande gasto de recursos, inclusive de tempo. Já os argumentos ideológicos indicam tal forma de pesquisa como forma de controle social.
  • 4. Como alternativas surgem: Pesquisa Acção – Pesquisa social com base empírica concebida e realizada em estreita associação com uma acção ou com a resolução de um problema colectivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Pesquisa Participante – Responde especialmente às necessidades de populações que compreendem as classes mais carentes nas estruturas sociais contemporâneas, levando em conta suas aspirações e potencialidades de conhecer e agir. Metodologia que procura incentivar o desenvolvimento autónomo (autoconfiante) a partir das bases e uma relativa independência do exterior. Formulação do Problema Problema é qualquer questão não solvida e que é objectivo de discussão, em qualquer domínio do conhecimento. A pesquisa científica não pode dar respostas a questões de "engenharia" e de valor, porque sua correcção ou incorrecção não é passível de verificação empírica. Um problema é testável cientificamente quando envolve variáveis que podem ser observadas ou manipuladas. Escolha do Problema de Pesquisa A escolha do problema decorre de grupos, instituições, comunidades ou ideologias em que o pesquisador se move, de modo que podem ser verificadas muitas implicações, tais como, relevância, oportunidade e comprometimento. Relevância – Será relevante cientificamente à medida que conduzir à obtenção de novos conhecimentos. Sua relevância prática, em contrapartida, está nos benefícios que podem decorrer de sua solução.
  • 5. Oportunidade – Dada por determinadas instituições, em termos de financiamento e/ou condições materiais, dependendo da capacidade de adequação do pesquisador. Comprometimento – À organizações, ideológicos, culturais etc. Modismo – Proveniente dos países desenvolvidos ou de assuntos da moda. Regras para Adequada Formulação do Problema Tarefa difícil: Formulação como pergunta, tornando-o mais objectivo. Dimensão viável (especificidade). Clareza de conceitos e temos. Precisão nos limites de aplicabilidade. Deve apresentar referências empíricas. Construção de Hipóteses O papel fundamental da hipótese na pesquisa é sugerir explicações para os fatos, que podem ser a solução do problema e que bem elaboradas conduzem a uma verificação empírica. Normalmente se originam da observação de fatos, de outras pesquisas, de teorias e da intuição.
  • 6. Tipos de Hipóteses Casuísticas – Referem-se a algo que ocorre em determinado caso; afirmam que um objecto, ou uma pessoa, ou um fato específico tem determinada característica. São muito frequentes na pesquisa histórica, em que os fatos são tidos como "únicos". Que se Referem à Frequência de Acontecimentos – Antecipam que determinada característica ocorre, com menor ou maior intensidade, num grupo, sociedade ou cultura. Que Estabelecem Relações entre Variáveis – Enunciado conjectural das relações entre duas ou mais variáveis (coisas que podem ser classificadas em duas ou mais categorias). Relações entre Variáveis Causal – Entre uma variável dependente e outra independente, em função da necessidade e suficiência. Não é muito adequado às ciências sociais, em virtude do grande número e da complexidade das variáveis. Assimétrica – Quando uma variável influência outra: Estímulo e uma resposta; Simétrica – Quando não há influência. Variáveis com causas comuns ou totalmente independentes. Recíprocas – Se influenciam mutuamente. Fábio Gonçalves Nº18 12ºD