Apresentação: Silvana T. Salomão
As Tecnologias e as Teorias de
Aprendizagem
silvanatsal
 “As crianças nascem uma cultura em que
se clica, e o dever dos professores é
inserir-se no universo dos alunos.”
(Mendelshon apud Perrenoud, 2000).
 “se existe um consenso a respeito das
principais características das sociedades
contemporâneas, este se refere à
presença cada vez mais maior das
tecnologias na organização das práticas
sociais” (Benakouche, 1998 apud Souza,
2011, p. 105).
Escola e Sociedade
?
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silvanatsal
BEHAVIORISTAS
Nascido com Watson, em
1913, seus princípios
aplicados na educação
deram origem a métodos
de ensino que se baseiam
na repetição (criação de
hábitos) e no sistema de
reforço/punição. O
conteúdo deve ser
ensinado em pequenas
doses e o erro evitado a
qualquer custo.
Representantes: Watson,
Pavlov e Skinner
COGNITIVISTAS
Tenta compreender as
capacidades, os processos,
as estratégias e as
representações mentais
básicos subjacentes ao
comportamento
inteligente apresentado
pelas pessoas no
desempenho de tarefas.
Destaca a importância do
conhecimento prévio e da
participação ativa do
aprendiz na construção do
conhecimento.
Representantes: Jerome
Bruner e Ausubel
INTERACIONISTAS
Pessoas aprendem por
meio da interação com
outras e com os objetos
presentes no ambiente. O
professor torna-se um
agente do aprendizado do
aluno, em vez de ensinar o
professor induz o aluno a
"aprender-a-aprender" por
meio da busca orientada
do conhecimento que o
aluno necessita.
Representantes: Piaget e
Vygotsky
Principais correntes teóricas
silvanatsal
Behaviorismo* na Instrução
 Pré-avaliação dos alunos para determinar onde a instrução deve iniciar.
 Domínio das etapas iniciais antes de avançar para níveis mais complexos de desempenho
(sequência da apresentação instrucional).
 Repetição para garantir a aprendizagem;
 Reforço para impactar o desempenho (recompensas tangíveis).
 Uso de dicas, modelos e prática para garantir uma forte resposta ao estímulo-associação
(sequência de prática simples a complexa).
 Feedback para modificar o comportamento.
* Também chamado de Comportamentalismo.
silvanatsal
Cognitivismo na Instrução
 Ênfase no envolvimento ativo do aluno no processo de aprendizagem (controle do aluno,
treinamento metacognitivo, p. ex.: autoplanejamento, técnicas de monitoramento e
revisão).
 Análise de tarefas cognitivas para identificar o conhecimento prévio e escolher os
melhores métodos e instrumentos para usá-lo como base para o que vai ser aprendido.
 Ênfase na estruturação, organização e sequenciamento de informações para facilitar o
processamento ideal.
 Criação de ambientes de aprendizagem que permitam e incentivem os alunos a fazer
conexões com o material aprendido anteriormente.
 Feedback: conhecimento dos resultados para guiar as conexões mentais.
silvanatsal
Interacionismo na Instrução
 Identificação do contexto em que as habilidades serão aprendidas e posteriormente aplicadas
(aprendizado em contextos significativos).
 Controle do aluno e na sua capacidade de manipular informações de forma ativa usando o que é
aprendido.
 Necessidade de as informações serem apresentadas de formas variadas (revisitando o conteúdo
em momentos diferentes, em contextos reorganizados, para diferentes propósitos e de
diferentes perspectivas conceituais).
 Apoio do uso de habilidades de resolução de problemas que permitam aos alunos ir "além das
informações fornecidas" (desenvolvimento do reconhecimento de padrões habilidades,
apresentando formas alternativas de representar problemas).
 Avaliação focada na transferência de conhecimento e habilidades (apresentação de novos
problemas e situações diferentes das condições da instrução inicial).
 Feedback: nenhuma ênfase.
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Maturação
biológica
Experiência
física
Interação e
transmissão
social
Adaptação: resulta do
equilíbrio atingido entre a
assimilação e a acomodação.
Desenvolvimento segundo Piaget
O processo de
EQUILIBRAÇÃO
resulta da ação
estruturante e
organizadora do
sujeito que, num
processo em espiral,
vai aperfeiçoando
cada vez mais os seus
conhecimentos graças
à interação e à
transmissão social, à
maturação biológica e
à experiência física..
Assimilação: processo de
modificação dos elementos
do meio, de modo a
incorporá-los à
estrutura do seu organismo,
ou seja, à sua forma de
entender o mundo.
Acomodação: processo
complementar, mediante o
qual o indivíduo se ajusta
(se acomoda) a um
acontecimento do
ambiente, em função das
estruturas daquele.
silvanatsal
Aprendizagem segundo Vygotsky
 Aprendizagem e Desenvolvimento: “Nosso estudo mostra que a curva do desenvolvimento não
coincide com a curva do aprendizado escolar; em geral, o aprendizado precede o
desenvolvimento.” (Vigotski, 2000, p. 127).
 Zona de Desenvolvimento Proximal: “A discrepância entre a idade mental real de uma criança e
o nível que ela atinge ao resolver problemas com o auxílio de outra pessoa” (Vigotski, 2000, p.
129), ou seja, com a ajuda de uma pessoa mais experiente, ela pode fazer algo além da sua
capacidade naquele momento.
 Aprendizagem escolar: “Para cada matéria escolar há um período em que a sua influência é mais
produtiva porque a criança é mais receptiva a ela. Montessori e outros educadores denominaram-
no período sensível. [...] A existência de períodos sensíveis para todas as matérias escolares é
plenamente confirmada pelos dados obtidos em nossos estudos (Vigotski, 2000, p. 130-131).
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Ausubel Papert Siemens
Resumo das principais contribuições dos teóricos para o processo da aprendizagem
Fonte: Scheller; Viali; Lahm (2014, p. 8).
As teorias e as tecnologias
Conceito de
Aprendizagem
A aprendizagem é a ampliação da
estrutura cognitiva por meio da
incorporação de novas ideias a ela.
Aprender é pensar diferente de
antes, é ver o mundo de outra
forma, sob outros aspectos. Supõe a
existência de várias alfabetizações.
A aprendizagem é um processo que
ocorre dentro de ambientes
nebulosos e que pode vir de uma
máquina (p. ex., em um banco de
dados); é focada em conectar
conjuntos de informações
especializadas, as quais permitem
aprender mais.
Foco Subsunçor – ideias âncoras. Inserção do computador no espaço
da sala de aula.
Redes conectivas.
Elemento Capacidade de relacionar o novo com
o existente - interação.
Interação do aprendente com o
computador.
Capacidade de formar conexões e
reconhecer padrões.
Processo Construir conhecimento relacionando
os conceitos aprendidos ao encontrar
sentido no que está aprendendo.
Construir conhecimento quando
entendem suas experiências.
Capacidade de discutir, dialogar e
constantemente retomar (o que é
verdade hoje pode não ser amanhã).
Contexto Organizadores prévios –
pontes cognitivas.
Descobertas a partir das
experiências; motivação ao diálogo.
Aprendizagem ocorre em rede – por
meio da Conectividade.
Papel do
Sujeito
Ampliar conhecimento a partir do já
existente.
Realizar uma leitura do mundo e
resolver problemas.
Ser um nó ativo na rede. Buscar
sempre conhecimento atualizado.
silvanatsal
Perspectiva Comportamentalista Cognitivista Construtivista
Enfoques teóricos dos ambientes e materiais de aprendizagem autodirigida
Fonte: Tabela extraída de Barberá e Rochera ( 2010, p. 161).
Ambientes e materiais
Materiais e
ambientes
Prática e exercícios. Tutoriais
automáticos.
Tutoriais inteligentes. Materiais multimídia
e hipermídia diretivos.
Sistemas hipermídia adaptativos. Micromundos
informáticos, ambientes de resolução de casos e
problemas, ambientes de simulação.
Concepção
sobre a
aprendizagem
Reprodução passiva do material
que requer exercícios e prática
para ser memorizado, feita
mediante tentativa e erro e
com reforços e repetição.
Um processo ativo que consiste em
procurar, selecionar, processar, organizar
e memorizar a informação.
Processo complexo de reconstrução do conteúdo
graças à atividade mental que o aluno realiza e
que envolve capacidades cognitivas básicas,
conhecimentos prévios, estratégias e estilos de
aprendizagem, motivação, metas e interesses.
Objetivos da
aprendizagem
Aprendizagem e automação de
destrezas elementares
Aprendizagem de conteúdos de diferentes
graus de complexidade e aprendizagem de
habilidades cognitivas e metacognitivas.
Aprendizagem de conteúdos complexos e
compreensão de relações entre conceitos, de
habilidades cognitivas e metacognitivas, de
resolução de problemas.
Apresentação e
organização do
conteúdo
Formato textual. Conteúdo
fragmentado em unidades
pequenas, itinerários únicos.
Diferentes formatos de informação –
textual, gráfica, sons, imagens estáticas e
dinâmicas. Estabelecimento de sequências
de navegação com pouca flexibilidade.
Diferentes formatos de informação – textual,
gráfica, sons, imagens estáticas e dinâmicas.
Adaptação flexível da apresentação dos
conteúdos e dos sistemas de navegação em
função dos objetivos, conhecimentos,
capacidades e interesses.
Controle de
aprendizagem
O material Prioritariamente o material, mas pode ser
compartilhado pelo material e o aluno.
Prioritariamente o aluno, mas pode ser
compartilhado com o material.
silvanatsal
As teorias no ensino mediado pelas TIC
INSTRUCIONISMO
Baseado no
behaviorismo
CONSTRUCIONISMO
Baseado no
interacionismo
* Essa teoria criada por Papert (1994) não contempla o Cognitivismo que compartilha algumas características
de ambos.
Baseado no
cognitivismo*
silvanatsal
Instrucionismo
 O computador dá ordens aos alunos. Ou seja, eles têm que aprender os comandos e seguir as
instruções dadas pelo computador.
 Esta forma de uso do computador ganhou força nos anos 50, quando Skinner criou uma máquina
batizada de “teaching machine” (veja um exemplo: máquina de ensinar) que utilizava o conceito de
instrução programada descrito abaixo:
1. programas lineares: apresentação da matéria ou conteúdo em sequências curtas;
2. o aluno responde a uma pergunta por vez e dispõe do tempo que desejar para responder;
3. o aluno não deve passar para o próximo item antes de haver respondido ao anterior;
4. perguntas simples para evitar erros;
5. após responder, o aluno checa a exatidão de sua resposta, comparando-a com a resposta
correta dada no próprio texto;
6. as sequências são encadeadas em progressão racional;
7. o aluno é levado gradualmente a um maior domínio do assunto.
silvanatsal
Construcionismo
 Construção do conhecimento por meio do computador foi denominada de
“Construcionismo” por Papert (1994) por sua semelhança com o construtivismo.
 “O uso do computador requer certas ações que são bastante efetivas no processo de
construção do conhecimento. Quando o aprendiz está interagindo com o computador [...] ele
está adquirindo conceitos da mesma maneira que ele adquire quando interage com objetos
do mundo, como observou Piaget” (VALENTE, 2008a).
 O fato de o aprendiz estar envolvido construindo algo de seu interesse torna a sua
aprendizagem mais significativa.
silvanatsal
Máquina de Ensinar
No Instrucionismo, o computador é usado
para dar instruções. Os alunos obedecem a
seus comandos.
Instrucionismo x Construcionismo
Máquina de Aprender
No Construcionismo, o computador é uma
ferramenta educacional que ajuda o aluno a
aprender.
silvanatsal
Exemplos
• Tutoriais em forma de textos,
vídeos e outros;
• Programas de exercício e
prática;
• Alguns tipos de Jogos (Games);
• Simuladores.
Instrucionistas
• Aplicativos (editores de texto,
planilhas, etc.);
• Programas de resolução de
problemas e produção de
música;
• Alguns tipos de games;
• Linguagens de programação;
• Computador como comunicador
(emails, blogs, etc.).
Construcionistas
silvanatsal
Máquina de Ensinar
 Programas tutoriais: constituem uma
versão computacional da instrução
programada. A vantagem dos tutoriais é
poder apresentar características como por
exemplo animação e som, o que facilita o
processo de administração das lições e
possíveis programas de remediação.
Exemplo:
 Programas de exercício e prática: são
utilizados para revisar material visto em
classe.
 Jogos educacionais (grande parte deles):
embora limitada, eles constituem uma
maneira mais divertida de aprender.
 Simulação: são modelos dinâmicos e
simplificados do mundo real (ex:
simuladores de carro ou avião) .
silvanatsal
O aprendizado ocorre ao executar uma tarefa por intermédio do computador. A seguir, os exemplos.
 Aplicativos para o uso do aluno e do professor: software que apesar de não ser “educativo” pode ser
usado na educação: editores de textos (ex: Word), planilhas (ex: Excel), manipulação de banco de
dados, sistemas de autoria e calculadores numéricos.
 Resolução de problemas através do computador: a função do computador é propiciar um ambiente
de aprendizado baseado na resolução de problemas. Alguns games podem ser enquadrados aqui.
 Produção de música: a resolução de problemas no computador pode ser utilizada no aprendizado de
conceitos musicais que pode ser adquirido através do “fazer música”, em vez do aprendizado
tradicional.
 Programas de controle de processos: para pessoa entender um processo e como controlá-lo (ex:
programas usados em engenharia, arquitetura, etc.).
 O computador como comunicador: uso do computador para transmitir informação por meio de e-
mails; bancos de dados; dispositivos especialmente projetados para pessoas com deficiência física.
Ferramenta de Aprender
silvanatsal
Domínio das
TIC mais
usadas na
educação
Conhecimento dos
limites e perigos das
TIC
Conhecimento
pedagógico
sobre o uso
das TIC
O Professor e as TICs
 Saber utilizar programas educativos e aplicativos que
possam ajudar os alunos a construírem
conhecimentos e competências;
 Ser um usuário alerta, crítico e seletivo;
 Preparar os alunos para essa nova relação com o
saber;
 Saber pesquisar por meio dessas tecnologias;
 Saber comunicar-se a distância (por meio de e-mails,
webconferências, redes sociais etc.);
 Professores e alunos que não souberem utilizar esses
recursos estarão limitando seu espaço de atuação.
(Perrenoud, 2000)
silvanatsal
 Combinação de vídeos, sons, cores,
animações e brincadeiras entremeados
com textos atraem a atenção,
especialmente a das crianças, o que
ajuda na assimilação dos conteúdos.
 Histórias infantis ganham movimentos,
sons e interatividade;
 Jogos estimulam a aprender;
 Computador vira tela de pintura;
 Disciplinas consideradas difíceis
tornam-se mais atraentes.
Multimídia no Ensino e Aprendizagem
um lindo peixinho
dourado que
decidiu viajar
pelo mundo...
silvanatsal
 A multimídia necessita da participação do
usuário, o que oportuniza o aprendizado por
descoberta.
 A multimídia propicia um tipo de
aprendizado mais natural, pois a nossa mente
não funciona de forma linear, em que uma
informação leva necessariamente a outra.
 Seu uso enriquece o processo educacional,
mas não substitui o professor, pois apenas
ele pode tirar dúvidas e dar um tratamento
diferenciado e individualizado para ajudar no
aprendizado do seu aluno.
Multimídia é interativa
silvanatsal
O uso das TIC pode:
Motivar na
busca pelo
conhecimento.
Armazenar,
organizar e
transmitir
informações.
Estimular a
criatividade;
Tornar o ensino
mais lúdico.
silvanatsal
Antes de usar uma tecnologia, lembre de
Examinar se: Porque...
 A tecnologia sozinha não garante a
aprendizagem;
 A beleza de um software/site/app nem
sempre é proporcional à aprendizagem
gerada por ele;
 A forma como se trabalha um erro é muito
importante para a aprendizagem.
“Software é software. Educativo somos nós
[professores].”
Profa. Sônia Sette, 1998 (UFPE).
 Está de acordo com os objetivos de
aprendizagem almejados?
 Permite que as informações sejam
veiculadas de forma clara?
 Oportuniza a prática reflexiva?
 É o tipo de site/app/software (tutorial;
aplicativo, etc.) apropriado para a
habilidade a ser trabalhada?
 É acessível (aspectos técnicos como
clareza, requisitos de hardware,
facilidade de instalação/desinstalação e
de acesso, etc.)?
 É adequada para a faixa etária em que
vai ser usada?
 Possibilita o feedback corretivo e
informativo?
 Gera motivação no aprendiz?
silvanatsal
 “O paradigma visado não diz respeito como tal às tecnologias. Concerne às aprendizagens.
Trata-se de passar de uma escola centrada no ensino (suas finalidades, conteúdos, sua
avaliação, seu planejamento, sua operacionalização sob forma de aulas e de exercícios) a
uma escola centrada não no aluno, mas nas aprendizagens. O ofício do professor redefine-se:
mais do que ensinar, trata-se de fazer aprender.” (Tardif, 1998 apud Perrenoud, 2000, p.
139).
 “Na verdade, o fator externo mais fundamental da aprendizagem do aluno é de longe o
professor. Se esse não souber aprender, não saberá fazer o aluno aprender.” (Demo, 2000).
 Enfim, as tecnologias podem ser excelentes aliadas do professor para ensinar e aprender,
desde que ele saiba como, porque e quando usá-las.
Ensinar e aprender com as tecnologias
silvanatsal
 BARBERÁ, E.; ROCHERA, M. J. Os ambientes virtuais de aprendizagem baseados no projeto de materiais autossuficientes e na aprendizagem autodirigida. In: COLL, C.;
MONERENO, C. (Orgs.). Psicologia da educação virtual. Porto Alegre: Artmed, 2010, p. 157-207.
 DEMO, Pedro. Teleducação e aprendizagem: busca da qualidade educativa da teleducação. In: PRETI, Oreste (org.) Educação a Distância: construindo significados.
Cuiabá: NEAD/IE-UFMT; Brasília: Plano Editora, 2000, p. 147-153.
 ERTMER, P. A.; NEWBY, T. J. Behaviorism, cognitivism, constructivism: Comparing critical features from an instructional design perspective. Performance Improvement
Quarterly, 2013, 26(2), 43-71.
 PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da Informática. Trad. Sandra Costa. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 1994.
 PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000, p. 125-139.
 PRIMO, A. F. T. Multimídia e educação. Revista de divulgação cultural, Blumenau-SC, ano 18, nº 60, p. 83-88, set-dez. 1996. Disponível em:
http://usr.psico.ufrgs.br/~aprimo/pb/educa.htm. Acesso em: 31/08/06.
 SCHELLER, M.; VIALI, L.; ALEXANDRE LAHM, R. A aprendizagem no contexto das tecnologias: uma reflexão para os dias atuais. RENOTE, Porto Alegre, v. 12, n. 2, 2014.
DOI: 10.22456/1679-1916.53513. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/53513. Acesso em: 3 jan. 2022.
 SOUZA, Renato R. Contribuição das teorias pedagógicas na transição do presencial para o virtual. In: COSCARELLI, Carla: RIBEIRO, Ana Elisa (orgs.) . Letramento Digital:
aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. Belo Horizonte: Ceale - Autêntica 2011.
 VALENTE, J. A. Por que o computador na educação? (2008a). Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/publicacoes/separatas/Sep2.pdf. Acesso em: 12/03/2008.
 VALENTE, J. A. O uso inteligente do computador na educação. (2008b). Disponível em: http://www.unidavi.edu.br/~afischer/content/2002-Sep-27_19-57-37.pdf. Acesso
em: 12/03/2008b.
 VALENTE, J. A. Diferentes usos do computador na educação. Disponível em: http://upf.tche.br/~carolina/pos/valente.html Acesso: 20/06/2006.
 VALENTE, J. A. O “estar junto virtual” como uma abordagem de Educação a Distância: sua gênese e suas aplicações na formação de professores reflexivos. In: VALENTE,
José Armando; BUSTAMANTE, Silvia Branco Vidal (Org.). Educação a Distância: Prática e formação do profissional reflexivo. São Paulo: Avercamp, 2009. p. 37-54.
 VIGOTSKI, L. S. Pensamento e linguagem. 2. ed. Trad. Jefferson Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
 Muitas figuras usadas nesse trabalho foram coletadas na Internet e algumas foram modificadas e/ou traduzidas.
 Figura da capa: https://libertypatriotpress.com/3070/features/all-virtual-learning-which-classes-are-most-difficult-for-you/
Fontes e Referências

Teorias de Aprendizagem e as Tecnologias.pdf

  • 1.
    Apresentação: Silvana T.Salomão As Tecnologias e as Teorias de Aprendizagem
  • 2.
    silvanatsal  “As criançasnascem uma cultura em que se clica, e o dever dos professores é inserir-se no universo dos alunos.” (Mendelshon apud Perrenoud, 2000).  “se existe um consenso a respeito das principais características das sociedades contemporâneas, este se refere à presença cada vez mais maior das tecnologias na organização das práticas sociais” (Benakouche, 1998 apud Souza, 2011, p. 105). Escola e Sociedade ? Cadê o lugar para clicar?
  • 3.
    silvanatsal BEHAVIORISTAS Nascido com Watson,em 1913, seus princípios aplicados na educação deram origem a métodos de ensino que se baseiam na repetição (criação de hábitos) e no sistema de reforço/punição. O conteúdo deve ser ensinado em pequenas doses e o erro evitado a qualquer custo. Representantes: Watson, Pavlov e Skinner COGNITIVISTAS Tenta compreender as capacidades, os processos, as estratégias e as representações mentais básicos subjacentes ao comportamento inteligente apresentado pelas pessoas no desempenho de tarefas. Destaca a importância do conhecimento prévio e da participação ativa do aprendiz na construção do conhecimento. Representantes: Jerome Bruner e Ausubel INTERACIONISTAS Pessoas aprendem por meio da interação com outras e com os objetos presentes no ambiente. O professor torna-se um agente do aprendizado do aluno, em vez de ensinar o professor induz o aluno a "aprender-a-aprender" por meio da busca orientada do conhecimento que o aluno necessita. Representantes: Piaget e Vygotsky Principais correntes teóricas
  • 4.
    silvanatsal Behaviorismo* na Instrução Pré-avaliação dos alunos para determinar onde a instrução deve iniciar.  Domínio das etapas iniciais antes de avançar para níveis mais complexos de desempenho (sequência da apresentação instrucional).  Repetição para garantir a aprendizagem;  Reforço para impactar o desempenho (recompensas tangíveis).  Uso de dicas, modelos e prática para garantir uma forte resposta ao estímulo-associação (sequência de prática simples a complexa).  Feedback para modificar o comportamento. * Também chamado de Comportamentalismo.
  • 5.
    silvanatsal Cognitivismo na Instrução Ênfase no envolvimento ativo do aluno no processo de aprendizagem (controle do aluno, treinamento metacognitivo, p. ex.: autoplanejamento, técnicas de monitoramento e revisão).  Análise de tarefas cognitivas para identificar o conhecimento prévio e escolher os melhores métodos e instrumentos para usá-lo como base para o que vai ser aprendido.  Ênfase na estruturação, organização e sequenciamento de informações para facilitar o processamento ideal.  Criação de ambientes de aprendizagem que permitam e incentivem os alunos a fazer conexões com o material aprendido anteriormente.  Feedback: conhecimento dos resultados para guiar as conexões mentais.
  • 6.
    silvanatsal Interacionismo na Instrução Identificação do contexto em que as habilidades serão aprendidas e posteriormente aplicadas (aprendizado em contextos significativos).  Controle do aluno e na sua capacidade de manipular informações de forma ativa usando o que é aprendido.  Necessidade de as informações serem apresentadas de formas variadas (revisitando o conteúdo em momentos diferentes, em contextos reorganizados, para diferentes propósitos e de diferentes perspectivas conceituais).  Apoio do uso de habilidades de resolução de problemas que permitam aos alunos ir "além das informações fornecidas" (desenvolvimento do reconhecimento de padrões habilidades, apresentando formas alternativas de representar problemas).  Avaliação focada na transferência de conhecimento e habilidades (apresentação de novos problemas e situações diferentes das condições da instrução inicial).  Feedback: nenhuma ênfase.
  • 7.
    silvanatsal Maturação biológica Experiência física Interação e transmissão social Adaptação: resultado equilíbrio atingido entre a assimilação e a acomodação. Desenvolvimento segundo Piaget O processo de EQUILIBRAÇÃO resulta da ação estruturante e organizadora do sujeito que, num processo em espiral, vai aperfeiçoando cada vez mais os seus conhecimentos graças à interação e à transmissão social, à maturação biológica e à experiência física.. Assimilação: processo de modificação dos elementos do meio, de modo a incorporá-los à estrutura do seu organismo, ou seja, à sua forma de entender o mundo. Acomodação: processo complementar, mediante o qual o indivíduo se ajusta (se acomoda) a um acontecimento do ambiente, em função das estruturas daquele.
  • 8.
    silvanatsal Aprendizagem segundo Vygotsky Aprendizagem e Desenvolvimento: “Nosso estudo mostra que a curva do desenvolvimento não coincide com a curva do aprendizado escolar; em geral, o aprendizado precede o desenvolvimento.” (Vigotski, 2000, p. 127).  Zona de Desenvolvimento Proximal: “A discrepância entre a idade mental real de uma criança e o nível que ela atinge ao resolver problemas com o auxílio de outra pessoa” (Vigotski, 2000, p. 129), ou seja, com a ajuda de uma pessoa mais experiente, ela pode fazer algo além da sua capacidade naquele momento.  Aprendizagem escolar: “Para cada matéria escolar há um período em que a sua influência é mais produtiva porque a criança é mais receptiva a ela. Montessori e outros educadores denominaram- no período sensível. [...] A existência de períodos sensíveis para todas as matérias escolares é plenamente confirmada pelos dados obtidos em nossos estudos (Vigotski, 2000, p. 130-131).
  • 9.
    silvanatsal Antes de prosseguir,assista aos vídeos Clique aqui para assistir no Youtube. Duração: 6min20s Clique aqui para assistir no Youtube. Duração: 3min56s
  • 10.
    silvanatsal Ausubel Papert Siemens Resumodas principais contribuições dos teóricos para o processo da aprendizagem Fonte: Scheller; Viali; Lahm (2014, p. 8). As teorias e as tecnologias Conceito de Aprendizagem A aprendizagem é a ampliação da estrutura cognitiva por meio da incorporação de novas ideias a ela. Aprender é pensar diferente de antes, é ver o mundo de outra forma, sob outros aspectos. Supõe a existência de várias alfabetizações. A aprendizagem é um processo que ocorre dentro de ambientes nebulosos e que pode vir de uma máquina (p. ex., em um banco de dados); é focada em conectar conjuntos de informações especializadas, as quais permitem aprender mais. Foco Subsunçor – ideias âncoras. Inserção do computador no espaço da sala de aula. Redes conectivas. Elemento Capacidade de relacionar o novo com o existente - interação. Interação do aprendente com o computador. Capacidade de formar conexões e reconhecer padrões. Processo Construir conhecimento relacionando os conceitos aprendidos ao encontrar sentido no que está aprendendo. Construir conhecimento quando entendem suas experiências. Capacidade de discutir, dialogar e constantemente retomar (o que é verdade hoje pode não ser amanhã). Contexto Organizadores prévios – pontes cognitivas. Descobertas a partir das experiências; motivação ao diálogo. Aprendizagem ocorre em rede – por meio da Conectividade. Papel do Sujeito Ampliar conhecimento a partir do já existente. Realizar uma leitura do mundo e resolver problemas. Ser um nó ativo na rede. Buscar sempre conhecimento atualizado.
  • 11.
    silvanatsal Perspectiva Comportamentalista CognitivistaConstrutivista Enfoques teóricos dos ambientes e materiais de aprendizagem autodirigida Fonte: Tabela extraída de Barberá e Rochera ( 2010, p. 161). Ambientes e materiais Materiais e ambientes Prática e exercícios. Tutoriais automáticos. Tutoriais inteligentes. Materiais multimídia e hipermídia diretivos. Sistemas hipermídia adaptativos. Micromundos informáticos, ambientes de resolução de casos e problemas, ambientes de simulação. Concepção sobre a aprendizagem Reprodução passiva do material que requer exercícios e prática para ser memorizado, feita mediante tentativa e erro e com reforços e repetição. Um processo ativo que consiste em procurar, selecionar, processar, organizar e memorizar a informação. Processo complexo de reconstrução do conteúdo graças à atividade mental que o aluno realiza e que envolve capacidades cognitivas básicas, conhecimentos prévios, estratégias e estilos de aprendizagem, motivação, metas e interesses. Objetivos da aprendizagem Aprendizagem e automação de destrezas elementares Aprendizagem de conteúdos de diferentes graus de complexidade e aprendizagem de habilidades cognitivas e metacognitivas. Aprendizagem de conteúdos complexos e compreensão de relações entre conceitos, de habilidades cognitivas e metacognitivas, de resolução de problemas. Apresentação e organização do conteúdo Formato textual. Conteúdo fragmentado em unidades pequenas, itinerários únicos. Diferentes formatos de informação – textual, gráfica, sons, imagens estáticas e dinâmicas. Estabelecimento de sequências de navegação com pouca flexibilidade. Diferentes formatos de informação – textual, gráfica, sons, imagens estáticas e dinâmicas. Adaptação flexível da apresentação dos conteúdos e dos sistemas de navegação em função dos objetivos, conhecimentos, capacidades e interesses. Controle de aprendizagem O material Prioritariamente o material, mas pode ser compartilhado pelo material e o aluno. Prioritariamente o aluno, mas pode ser compartilhado com o material.
  • 12.
    silvanatsal As teorias noensino mediado pelas TIC INSTRUCIONISMO Baseado no behaviorismo CONSTRUCIONISMO Baseado no interacionismo * Essa teoria criada por Papert (1994) não contempla o Cognitivismo que compartilha algumas características de ambos. Baseado no cognitivismo*
  • 13.
    silvanatsal Instrucionismo  O computadordá ordens aos alunos. Ou seja, eles têm que aprender os comandos e seguir as instruções dadas pelo computador.  Esta forma de uso do computador ganhou força nos anos 50, quando Skinner criou uma máquina batizada de “teaching machine” (veja um exemplo: máquina de ensinar) que utilizava o conceito de instrução programada descrito abaixo: 1. programas lineares: apresentação da matéria ou conteúdo em sequências curtas; 2. o aluno responde a uma pergunta por vez e dispõe do tempo que desejar para responder; 3. o aluno não deve passar para o próximo item antes de haver respondido ao anterior; 4. perguntas simples para evitar erros; 5. após responder, o aluno checa a exatidão de sua resposta, comparando-a com a resposta correta dada no próprio texto; 6. as sequências são encadeadas em progressão racional; 7. o aluno é levado gradualmente a um maior domínio do assunto.
  • 14.
    silvanatsal Construcionismo  Construção doconhecimento por meio do computador foi denominada de “Construcionismo” por Papert (1994) por sua semelhança com o construtivismo.  “O uso do computador requer certas ações que são bastante efetivas no processo de construção do conhecimento. Quando o aprendiz está interagindo com o computador [...] ele está adquirindo conceitos da mesma maneira que ele adquire quando interage com objetos do mundo, como observou Piaget” (VALENTE, 2008a).  O fato de o aprendiz estar envolvido construindo algo de seu interesse torna a sua aprendizagem mais significativa.
  • 15.
    silvanatsal Máquina de Ensinar NoInstrucionismo, o computador é usado para dar instruções. Os alunos obedecem a seus comandos. Instrucionismo x Construcionismo Máquina de Aprender No Construcionismo, o computador é uma ferramenta educacional que ajuda o aluno a aprender.
  • 16.
    silvanatsal Exemplos • Tutoriais emforma de textos, vídeos e outros; • Programas de exercício e prática; • Alguns tipos de Jogos (Games); • Simuladores. Instrucionistas • Aplicativos (editores de texto, planilhas, etc.); • Programas de resolução de problemas e produção de música; • Alguns tipos de games; • Linguagens de programação; • Computador como comunicador (emails, blogs, etc.). Construcionistas
  • 17.
    silvanatsal Máquina de Ensinar Programas tutoriais: constituem uma versão computacional da instrução programada. A vantagem dos tutoriais é poder apresentar características como por exemplo animação e som, o que facilita o processo de administração das lições e possíveis programas de remediação. Exemplo:  Programas de exercício e prática: são utilizados para revisar material visto em classe.  Jogos educacionais (grande parte deles): embora limitada, eles constituem uma maneira mais divertida de aprender.  Simulação: são modelos dinâmicos e simplificados do mundo real (ex: simuladores de carro ou avião) .
  • 18.
    silvanatsal O aprendizado ocorreao executar uma tarefa por intermédio do computador. A seguir, os exemplos.  Aplicativos para o uso do aluno e do professor: software que apesar de não ser “educativo” pode ser usado na educação: editores de textos (ex: Word), planilhas (ex: Excel), manipulação de banco de dados, sistemas de autoria e calculadores numéricos.  Resolução de problemas através do computador: a função do computador é propiciar um ambiente de aprendizado baseado na resolução de problemas. Alguns games podem ser enquadrados aqui.  Produção de música: a resolução de problemas no computador pode ser utilizada no aprendizado de conceitos musicais que pode ser adquirido através do “fazer música”, em vez do aprendizado tradicional.  Programas de controle de processos: para pessoa entender um processo e como controlá-lo (ex: programas usados em engenharia, arquitetura, etc.).  O computador como comunicador: uso do computador para transmitir informação por meio de e- mails; bancos de dados; dispositivos especialmente projetados para pessoas com deficiência física. Ferramenta de Aprender
  • 19.
    silvanatsal Domínio das TIC mais usadasna educação Conhecimento dos limites e perigos das TIC Conhecimento pedagógico sobre o uso das TIC O Professor e as TICs  Saber utilizar programas educativos e aplicativos que possam ajudar os alunos a construírem conhecimentos e competências;  Ser um usuário alerta, crítico e seletivo;  Preparar os alunos para essa nova relação com o saber;  Saber pesquisar por meio dessas tecnologias;  Saber comunicar-se a distância (por meio de e-mails, webconferências, redes sociais etc.);  Professores e alunos que não souberem utilizar esses recursos estarão limitando seu espaço de atuação. (Perrenoud, 2000)
  • 20.
    silvanatsal  Combinação devídeos, sons, cores, animações e brincadeiras entremeados com textos atraem a atenção, especialmente a das crianças, o que ajuda na assimilação dos conteúdos.  Histórias infantis ganham movimentos, sons e interatividade;  Jogos estimulam a aprender;  Computador vira tela de pintura;  Disciplinas consideradas difíceis tornam-se mais atraentes. Multimídia no Ensino e Aprendizagem um lindo peixinho dourado que decidiu viajar pelo mundo...
  • 21.
    silvanatsal  A multimídianecessita da participação do usuário, o que oportuniza o aprendizado por descoberta.  A multimídia propicia um tipo de aprendizado mais natural, pois a nossa mente não funciona de forma linear, em que uma informação leva necessariamente a outra.  Seu uso enriquece o processo educacional, mas não substitui o professor, pois apenas ele pode tirar dúvidas e dar um tratamento diferenciado e individualizado para ajudar no aprendizado do seu aluno. Multimídia é interativa
  • 22.
    silvanatsal O uso dasTIC pode: Motivar na busca pelo conhecimento. Armazenar, organizar e transmitir informações. Estimular a criatividade; Tornar o ensino mais lúdico.
  • 23.
    silvanatsal Antes de usaruma tecnologia, lembre de Examinar se: Porque...  A tecnologia sozinha não garante a aprendizagem;  A beleza de um software/site/app nem sempre é proporcional à aprendizagem gerada por ele;  A forma como se trabalha um erro é muito importante para a aprendizagem. “Software é software. Educativo somos nós [professores].” Profa. Sônia Sette, 1998 (UFPE).  Está de acordo com os objetivos de aprendizagem almejados?  Permite que as informações sejam veiculadas de forma clara?  Oportuniza a prática reflexiva?  É o tipo de site/app/software (tutorial; aplicativo, etc.) apropriado para a habilidade a ser trabalhada?  É acessível (aspectos técnicos como clareza, requisitos de hardware, facilidade de instalação/desinstalação e de acesso, etc.)?  É adequada para a faixa etária em que vai ser usada?  Possibilita o feedback corretivo e informativo?  Gera motivação no aprendiz?
  • 24.
    silvanatsal  “O paradigmavisado não diz respeito como tal às tecnologias. Concerne às aprendizagens. Trata-se de passar de uma escola centrada no ensino (suas finalidades, conteúdos, sua avaliação, seu planejamento, sua operacionalização sob forma de aulas e de exercícios) a uma escola centrada não no aluno, mas nas aprendizagens. O ofício do professor redefine-se: mais do que ensinar, trata-se de fazer aprender.” (Tardif, 1998 apud Perrenoud, 2000, p. 139).  “Na verdade, o fator externo mais fundamental da aprendizagem do aluno é de longe o professor. Se esse não souber aprender, não saberá fazer o aluno aprender.” (Demo, 2000).  Enfim, as tecnologias podem ser excelentes aliadas do professor para ensinar e aprender, desde que ele saiba como, porque e quando usá-las. Ensinar e aprender com as tecnologias
  • 25.
    silvanatsal  BARBERÁ, E.;ROCHERA, M. J. Os ambientes virtuais de aprendizagem baseados no projeto de materiais autossuficientes e na aprendizagem autodirigida. In: COLL, C.; MONERENO, C. (Orgs.). Psicologia da educação virtual. Porto Alegre: Artmed, 2010, p. 157-207.  DEMO, Pedro. Teleducação e aprendizagem: busca da qualidade educativa da teleducação. In: PRETI, Oreste (org.) Educação a Distância: construindo significados. Cuiabá: NEAD/IE-UFMT; Brasília: Plano Editora, 2000, p. 147-153.  ERTMER, P. A.; NEWBY, T. J. Behaviorism, cognitivism, constructivism: Comparing critical features from an instructional design perspective. Performance Improvement Quarterly, 2013, 26(2), 43-71.  PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da Informática. Trad. Sandra Costa. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 1994.  PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000, p. 125-139.  PRIMO, A. F. T. Multimídia e educação. Revista de divulgação cultural, Blumenau-SC, ano 18, nº 60, p. 83-88, set-dez. 1996. Disponível em: http://usr.psico.ufrgs.br/~aprimo/pb/educa.htm. Acesso em: 31/08/06.  SCHELLER, M.; VIALI, L.; ALEXANDRE LAHM, R. A aprendizagem no contexto das tecnologias: uma reflexão para os dias atuais. RENOTE, Porto Alegre, v. 12, n. 2, 2014. DOI: 10.22456/1679-1916.53513. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/53513. Acesso em: 3 jan. 2022.  SOUZA, Renato R. Contribuição das teorias pedagógicas na transição do presencial para o virtual. In: COSCARELLI, Carla: RIBEIRO, Ana Elisa (orgs.) . Letramento Digital: aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. Belo Horizonte: Ceale - Autêntica 2011.  VALENTE, J. A. Por que o computador na educação? (2008a). Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/publicacoes/separatas/Sep2.pdf. Acesso em: 12/03/2008.  VALENTE, J. A. O uso inteligente do computador na educação. (2008b). Disponível em: http://www.unidavi.edu.br/~afischer/content/2002-Sep-27_19-57-37.pdf. Acesso em: 12/03/2008b.  VALENTE, J. A. Diferentes usos do computador na educação. Disponível em: http://upf.tche.br/~carolina/pos/valente.html Acesso: 20/06/2006.  VALENTE, J. A. O “estar junto virtual” como uma abordagem de Educação a Distância: sua gênese e suas aplicações na formação de professores reflexivos. In: VALENTE, José Armando; BUSTAMANTE, Silvia Branco Vidal (Org.). Educação a Distância: Prática e formação do profissional reflexivo. São Paulo: Avercamp, 2009. p. 37-54.  VIGOTSKI, L. S. Pensamento e linguagem. 2. ed. Trad. Jefferson Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2000.  Muitas figuras usadas nesse trabalho foram coletadas na Internet e algumas foram modificadas e/ou traduzidas.  Figura da capa: https://libertypatriotpress.com/3070/features/all-virtual-learning-which-classes-are-most-difficult-for-you/ Fontes e Referências