Gestão de Saúde e Segurança na Construção G USTAVO  B ARBOSA   A LCÂNTARA , EST
Apresentação Graduação em Engenharia Civil, com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, ambas pela UFMG MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Gerente de SSO da Jorasa Empreendimentos Ltda. Professor universitário em cursos de graduação em pós-graduação na área de Saúde, Meio Ambiente e Segurança – Unipac, UFVJM, Fac. Santo Agostinho, Funorte, Faculdades São Camilo Sócio e coordenador técnico da SMS Consultores Associados – Gestão em Saúde, Meio Ambiente e Segurança Especialista em Sistemas de Gestão de SSO e Ambiental, Sistema de Gestão de Riscos e Ferramentas da Qualidade;  Auditor das normas ISO 14001 (SGA) e OHSAS 18001 (SGSSO) Experiências anteriores incluem Engenharia Rodoviária, Construção Civil e Gestão de Projetos
Construção em Números Setor: R$ 570 bi (2010) 15,5% do PIB (2010) Perspectiva de crescimento de 8,5% em 2011  (2010: 11,6%) Taxa de crescimento maior que o do PIB Brasil (7,5%)
Construção em Números 2,4 milhões de empregados diretos (2010) 5,44% do total da mão de obra empregada Crescimento de ~10% a.a. em 2009 e 2010
Construção em Números Copa do Mundo (2014):  R$ 10 bi  (estádios) Jogos Olímpicos (2016):  R$ 30 bi PAC fase 02 (agora!):  R$ 1,5 trilhões
Construção em Números Segundo setor em número de acidentes do trabalho no Brasil, atrás apenas do setor rural Acidentes mais comuns: Queda em altura Queda de material Choques elétricos Soterramento
Construção em Números Total de acidentes e doenças (2009): 54,1 mil 7,48% do total de acidentes no Brasil Típico: 34.663 Trajeto: 4.970 Doenças: 1.064 Sem CAT: 13.445
Construção em Números Custo de acidentes no Brasil José Pastore: R$ 20 bi (2001) 3,5% do PIB da construção
Construção em Números Custo de acidentes no Brasil BID (2000): R$ 72 bi Construção: R$ 11 bi
Construção em Números Custo de acidentes no Brasil OIT – Safety in Numbers (2003): 4% do PIB gasto com acidentes e doenças ocupacionais Construção: R$ 22,8 bi
 
 
 
 
 
Custo Brasil
Crescimento Econômico Brasil (década de 70) Milagre econômico Crescimento de dois dígitos 1970: 1 milhão de acidentes de trabalho (campeão mundial) Criação das NRs (1977/1978) China (atualmente) Locomotiva da economia mundial Crescimento de dois dígitos por duas décadas 18 mil acidentes/ano Estrutura e legislação de SSO precárias
Crescimento e SSO Investimentos Grande volume de obras Prazos exíguos Aumento da oferta de emprego Urgência nas contratações Estrutura MDO sem qualificação Liderança despreparada Despreparo dos profissionais de SSO Longas jornadas de trabalho Mais pressão
Crescimento e SSO Qualificação da Mão de Obra Demanda maior que oferta Dificuldade de contratação fora dos centros urbanos Contratação de profissionais pouco qualificados Falta de adesão aos programas oficiais de qualificação  Programas sociais governamentais (ex.: Bolsa Família) Preconceito contra o trabalho no setor Resistência ao uso de EPI (falta de cultura de SSO) Empresas qualificando trabalhadores in loco
Crescimento e SSO Qualificação dos Profissionais de SSO Carência de profissionais de SSO especialistas em construção Contratação de profissionais sem noções básicas de gestão de SSO na construção Má formação e despreocupação com o aprimoramento profissional Seleção rigorosa Adequação da formação
Crescimento e SSO Despreparo da liderança Profissionais “verdes” Não há formação de SSO nos cursos de graduação Seleção rigorosa Adequação da formação
Crescimento e SSO Pequenas e Médias empresas Desconhecimento da legislação Não têm cultura de segurança 70% dos acidentes Estrutura Investem em segurança Estrutura de SSO Exigência de SSO para contratadas
NR-18 NR-18: Norma regulamentadora específica para a indústria da construção civil e pesada Implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção Atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral 39 itens e quatro anexos
PCMAT PCMAT: programa de gestão de SSO na construção (instituído em 1995) Integração ao planejamento e fases de execução da obra São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais
PCMAT Contempla as exigências do PPRA, sendo complementar a este Contempla, além dos agentes ambientais, agentes ergonômicos e de acidentes/mecânicos Elaboração a cargo de profissional de SSO, preferencialmente com experiência em construção
PCMAT Deve ser apresentado a todos os trabalhadores, demonstrando sua importância e, principalmente, sua função de estabelecer os procedimentos de segurança Contempla, além dos agentes ambientais, agentes ergonômicos e de acidentes/mecânicos Elaboração a cargo de profissional de SSO, preferencialmente com experiência em construção
PCMAT Gestão do PCMAT Cinco etapas: Análise de projetos Vistoria do local Reconhecimento e análise de riscos Elaboração do documento base Implantação
PCMAT Gestão do PCMAT Análise de Projeto Projetos (arquitetônico, estrutural, hidrossanitário, etc.) Cronograma físico da obra (inclusive alocação MDO) Especificação de materiais e produtos químicos Especificação de equipamentos e ferramentas Benchmark com obras similares
PCMAT Gestão do PCMAT Vistoria do local Informações in loco sobre condições do ambiente de trabalho
PCMAT Gestão do PCMAT Reconhecimento e Avaliação de Riscos Elaboração de AR macro para cada etapa da obra (serviços preliminares; infra-estrutura; superestrutura; alvenaria; acabamento; cobertura); Elaboração de ARs para sub-etapas e atividades críticas; PTE para trabalhos especiais, APR, PET, etc.
PCMAT Gestão do PCMAT Reconhecimento e Avaliação de Riscos AR macro (etapa) AR sub-etapa AR atividade crítica APR PTE PET
PCMAT Gestão do PCMAT Elaboração do documento base Momento onde todo o levantamento anterior é descrito e são especificadas as fases do processo de produção Especificação das medidas de controle coletivas e individuais
PCMAT Gestão do PCMAT Elaboração do documento base Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da execução da obra;
PCMAT Gestão do PCMAT Elaboração do documento base Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT; Layout inicial do canteiro da obra, contemplando, inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de vivência
PCMAT Gestão do PCMAT Implantação do programa Desenvolvimento/aprimoramento de  projetos e implementação de medidas de controle ; Adoção de  programas de treinamento  de pessoal envolvido na obra, para manter a “chama” da segurança sempre acesa; Especificação de equipamentos  de proteção individual (EPIs);
PCMAT Gestão do PCMAT Implantação do programa Avaliação constante dos riscos , com o objetivo de atualizar e aprimorar sistematicamente o PCMAT; Estabelecimento de métodos para servir como  indicadores de desempenho ; Aplicação de  auditorias  para verificar a eficiência do gerenciamento do sistema de Segurança do Trabalho
Reflexão Trabalhadores da construção civil que preferem virar  PREGO , mas não usam seus equipamentos
Quando tudo vai bem, ninguém lembra que existe; Quando algo vai mal, dizem que não existe; Quando é para gastar, acha-se que não é preciso que exista; Porém, quando realmente não existe, todos concordam que deveria existir. Axioma do Profissional de SSO
Gestão de Saúde e Segurança na Construção E-mail:  [email_address] Blog:  http:// smsconsultores.blogspot.com Twitter: @smsconsultores

SSO na Construção

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    Gestão de Saúdee Segurança na Construção G USTAVO B ARBOSA A LCÂNTARA , EST
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    Apresentação Graduação emEngenharia Civil, com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, ambas pela UFMG MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Gerente de SSO da Jorasa Empreendimentos Ltda. Professor universitário em cursos de graduação em pós-graduação na área de Saúde, Meio Ambiente e Segurança – Unipac, UFVJM, Fac. Santo Agostinho, Funorte, Faculdades São Camilo Sócio e coordenador técnico da SMS Consultores Associados – Gestão em Saúde, Meio Ambiente e Segurança Especialista em Sistemas de Gestão de SSO e Ambiental, Sistema de Gestão de Riscos e Ferramentas da Qualidade; Auditor das normas ISO 14001 (SGA) e OHSAS 18001 (SGSSO) Experiências anteriores incluem Engenharia Rodoviária, Construção Civil e Gestão de Projetos
  • 3.
    Construção em NúmerosSetor: R$ 570 bi (2010) 15,5% do PIB (2010) Perspectiva de crescimento de 8,5% em 2011 (2010: 11,6%) Taxa de crescimento maior que o do PIB Brasil (7,5%)
  • 4.
    Construção em Números2,4 milhões de empregados diretos (2010) 5,44% do total da mão de obra empregada Crescimento de ~10% a.a. em 2009 e 2010
  • 5.
    Construção em NúmerosCopa do Mundo (2014): R$ 10 bi (estádios) Jogos Olímpicos (2016): R$ 30 bi PAC fase 02 (agora!): R$ 1,5 trilhões
  • 6.
    Construção em NúmerosSegundo setor em número de acidentes do trabalho no Brasil, atrás apenas do setor rural Acidentes mais comuns: Queda em altura Queda de material Choques elétricos Soterramento
  • 7.
    Construção em NúmerosTotal de acidentes e doenças (2009): 54,1 mil 7,48% do total de acidentes no Brasil Típico: 34.663 Trajeto: 4.970 Doenças: 1.064 Sem CAT: 13.445
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    Construção em NúmerosCusto de acidentes no Brasil José Pastore: R$ 20 bi (2001) 3,5% do PIB da construção
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    Construção em NúmerosCusto de acidentes no Brasil BID (2000): R$ 72 bi Construção: R$ 11 bi
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    Construção em NúmerosCusto de acidentes no Brasil OIT – Safety in Numbers (2003): 4% do PIB gasto com acidentes e doenças ocupacionais Construção: R$ 22,8 bi
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    Crescimento Econômico Brasil(década de 70) Milagre econômico Crescimento de dois dígitos 1970: 1 milhão de acidentes de trabalho (campeão mundial) Criação das NRs (1977/1978) China (atualmente) Locomotiva da economia mundial Crescimento de dois dígitos por duas décadas 18 mil acidentes/ano Estrutura e legislação de SSO precárias
  • 18.
    Crescimento e SSOInvestimentos Grande volume de obras Prazos exíguos Aumento da oferta de emprego Urgência nas contratações Estrutura MDO sem qualificação Liderança despreparada Despreparo dos profissionais de SSO Longas jornadas de trabalho Mais pressão
  • 19.
    Crescimento e SSOQualificação da Mão de Obra Demanda maior que oferta Dificuldade de contratação fora dos centros urbanos Contratação de profissionais pouco qualificados Falta de adesão aos programas oficiais de qualificação Programas sociais governamentais (ex.: Bolsa Família) Preconceito contra o trabalho no setor Resistência ao uso de EPI (falta de cultura de SSO) Empresas qualificando trabalhadores in loco
  • 20.
    Crescimento e SSOQualificação dos Profissionais de SSO Carência de profissionais de SSO especialistas em construção Contratação de profissionais sem noções básicas de gestão de SSO na construção Má formação e despreocupação com o aprimoramento profissional Seleção rigorosa Adequação da formação
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    Crescimento e SSODespreparo da liderança Profissionais “verdes” Não há formação de SSO nos cursos de graduação Seleção rigorosa Adequação da formação
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    Crescimento e SSOPequenas e Médias empresas Desconhecimento da legislação Não têm cultura de segurança 70% dos acidentes Estrutura Investem em segurança Estrutura de SSO Exigência de SSO para contratadas
  • 23.
    NR-18 NR-18: Normaregulamentadora específica para a indústria da construção civil e pesada Implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção Atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral 39 itens e quatro anexos
  • 24.
    PCMAT PCMAT: programade gestão de SSO na construção (instituído em 1995) Integração ao planejamento e fases de execução da obra São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais
  • 25.
    PCMAT Contempla asexigências do PPRA, sendo complementar a este Contempla, além dos agentes ambientais, agentes ergonômicos e de acidentes/mecânicos Elaboração a cargo de profissional de SSO, preferencialmente com experiência em construção
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    PCMAT Deve serapresentado a todos os trabalhadores, demonstrando sua importância e, principalmente, sua função de estabelecer os procedimentos de segurança Contempla, além dos agentes ambientais, agentes ergonômicos e de acidentes/mecânicos Elaboração a cargo de profissional de SSO, preferencialmente com experiência em construção
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    PCMAT Gestão doPCMAT Cinco etapas: Análise de projetos Vistoria do local Reconhecimento e análise de riscos Elaboração do documento base Implantação
  • 28.
    PCMAT Gestão doPCMAT Análise de Projeto Projetos (arquitetônico, estrutural, hidrossanitário, etc.) Cronograma físico da obra (inclusive alocação MDO) Especificação de materiais e produtos químicos Especificação de equipamentos e ferramentas Benchmark com obras similares
  • 29.
    PCMAT Gestão doPCMAT Vistoria do local Informações in loco sobre condições do ambiente de trabalho
  • 30.
    PCMAT Gestão doPCMAT Reconhecimento e Avaliação de Riscos Elaboração de AR macro para cada etapa da obra (serviços preliminares; infra-estrutura; superestrutura; alvenaria; acabamento; cobertura); Elaboração de ARs para sub-etapas e atividades críticas; PTE para trabalhos especiais, APR, PET, etc.
  • 31.
    PCMAT Gestão doPCMAT Reconhecimento e Avaliação de Riscos AR macro (etapa) AR sub-etapa AR atividade crítica APR PTE PET
  • 32.
    PCMAT Gestão doPCMAT Elaboração do documento base Momento onde todo o levantamento anterior é descrito e são especificadas as fases do processo de produção Especificação das medidas de controle coletivas e individuais
  • 33.
    PCMAT Gestão doPCMAT Elaboração do documento base Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da execução da obra;
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    PCMAT Gestão doPCMAT Elaboração do documento base Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT; Layout inicial do canteiro da obra, contemplando, inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de vivência
  • 35.
    PCMAT Gestão doPCMAT Implantação do programa Desenvolvimento/aprimoramento de projetos e implementação de medidas de controle ; Adoção de programas de treinamento de pessoal envolvido na obra, para manter a “chama” da segurança sempre acesa; Especificação de equipamentos de proteção individual (EPIs);
  • 36.
    PCMAT Gestão doPCMAT Implantação do programa Avaliação constante dos riscos , com o objetivo de atualizar e aprimorar sistematicamente o PCMAT; Estabelecimento de métodos para servir como indicadores de desempenho ; Aplicação de auditorias para verificar a eficiência do gerenciamento do sistema de Segurança do Trabalho
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    Reflexão Trabalhadores daconstrução civil que preferem virar PREGO , mas não usam seus equipamentos
  • 38.
    Quando tudo vaibem, ninguém lembra que existe; Quando algo vai mal, dizem que não existe; Quando é para gastar, acha-se que não é preciso que exista; Porém, quando realmente não existe, todos concordam que deveria existir. Axioma do Profissional de SSO
  • 39.
    Gestão de Saúdee Segurança na Construção E-mail: [email_address] Blog: http:// smsconsultores.blogspot.com Twitter: @smsconsultores