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Sophia de Mello Breyner Andresen
Gyulshen Topalova
Data de nascimento: 6 de Novembro
de 1919
Local de nascimento: Porto
Nacionalidade: Portuguesa
Data de morte:2 de Julho de 2004
(84 anos)
Local de morte: Lisboa
Ocupação: Escritora, poetisa.
Alma mater: Universidade de
Coimbra
Cônjuge: Francisco Sousa Tavares
Filhos: Miguel Sousa Tavares, Isabel
Andresen Sousa Tavares, Maria
Andresen Sousa Tavares, Sofia
Sousa Tavares, Xavier Andresen Sousa
Tavares
Sophia de Mello
Breyner Andresen foi a
primeira mulher
portuguesa a receber
o mais importante
galardão literário da
língua portuguesa, o
Prémio Camões, em
1999. O seu corpo está
no Panteão Nacional
desde 2014.Tem uma
biblioteca com o seu
nome em Loulé.
A Vida de Sophia de Mello Breyner Andresen:
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a
6 de Novembro de 1919 no Porto.Sophia
era filha de MariaAmélia de Mello Breyner
e de João Henrique Andresen.Tem origem
dinamarquesa pelo lado paterno.O seu
bisavô, Jan HeinrichAndresen,
desembarcou um dia no Porto e nunca mais
abandonou esta região, tendo o seu filho
João Henrique comprado, em 1895, a
Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim
Botânico do Porto.Como afirmou em
entrevista, em 1993,essa quinta "foi um
território fabuloso com uma grande e rica
família servida por uma criadagem
numerosa".A mãe, MariaAmélia de Mello
Breyner, é filha doTomás de Mello Breyner,
conde de Mafra, médico e amigo do rei D.
Criada na velha aristocracia portuguesa,
educada nos valores tradicionais da moral
cristã, foi dirigente de movimentos
universitários católicos quando
frequentava Filologia Clássica na
Universidade de Lisboa (1936-1939) que
nunca chegou a concluir. Colaborou na
revista Cadernos de Poesia, onde fez
amizades com autores influentes e
reconhecidos: Ruy Cinatti e Jorge de Sena.
Veio a tornar-se uma das figuras mais
representativas de uma atitude política
liberal, apoiando o movimento monárquico
e denunciando o regime salazarista e os
seus seguidores. Ficou célebre como
canção de intervenção dos Católicos
Progressistas a sua "Cantata da Paz",
também conhecida e chamada pelo seu
refrão: "Vemos, Ouvimos e Lemos. Não
podemos ignorar!"
Casou-se, em 1946, com o jornalista,
político e advogado Francisco Sousa
Tavares e foi mãe de cinco filhos: uma
professora universitária de Letras, um
jornalista e escritor de renome (Miguel
Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela
Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro
Livro sexto. Já depois da Revolução de 25 de Abril, foi
eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo
círculo do Porto numa lista do Partido Socialista,
enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido
Social Democrata.
Distinguiu-se também como contista (Contos
Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do
Mar, OCavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz
de Bronze, A Fada Oriana, etc.). Foi também
tradutora de DanteAlighieri e de Shakespeare e
membro daAcademia das Ciências de Lisboa. Para
além do Prémio Camões, foi agraciada com um
Doutoramento Honoris Causa em 1998 pela
Universidade de Aveiro e também foi distinguida
com o Prémio Rainha Sofia, em 2003.
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84
anos, no dia 2 de Julho de 2004, em Lisboa, no
Hospital da CruzVermelha. O seu corpo foi sepultado
no Cemitério de Carnide. Em 20 de Fevereiro de
2014, aAssembleia da República decidiu
homenagear por unanimidade a poetisa com honras
de Panteão. A cerimónia de trasladação teve lugar a
2 de julho de 2014.
Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas
com ligação forte ao Mar foram colocados para
leitura permanente nas zonas de descanso da
Caracterização da obra:
De modo geral, o universo temático da Autora é abrangente e pode ser representado pelos seguintes
pontos resumidos:
-A busca da justiça, do equilíbrio, da harmonia e a exigência do moral
-Tomada de consciência do tempo em que vivemos
-A Natureza e o Mar – espaços eufóricos e referenciais para qualquer ser humano
-O tema da casa
-Amor
-Vida em oposição à morte
-Memória da infância
-Valores da antiguidade clássica, naturalismo helénico
-Idealismo e individualismo ao nível psicológico
-O poeta como pastor do absoluto
-O humanismo cristão
-A crença em valores messiânicos e sebastianistas
-Separação
Obras:
Poesia:
-Coral (1950, Porto, Livraria
Simões Lopes; 2.ª ed., ilustrada
por Escada, Lisboa, Portugália,
1968), Lisboa, Edições Ática; 3.ª
ed. 1974)
-No Tempo Dividido (1954, Lisboa,
Guimarães Editores)
-Mar Novo (1958, Lis-Poesia (1945,
Cadernos de Poesia, nº 1, Coimbra;
3.ª ed. 1975)
-O Dia do Mar (1947boa, Guimarães
Editores)
-Livro Sexto (1962, Lisboa, Livraria
Morais Editora; 7.ª ed. 1991)
-O Cristo Cigano (1961, Lisboa,
Minotauro, ilustrado por Júlio
-Dual (1972, Coímbra Moraes Editores; 3.ª
ed., Lisboa, Salamandra, 1986)
-Antologia (1975)
-O Nome das Coisas (1977, Lisboa, Moraes
Editores)
-Navegações (1983)
-Ilhas (1989)
-Musa (1994)
-Signo (1994)
-O Búzio de Cós (1997)
-Mar (2001) - antologia organizada por Maria
Andresen de Sousa Tavares
-Primeiro Livro de Poesia (infanto-juvenil)
(1999)
-Orpheu e Eurydice (2001)
-A Menina do Mar (1958)
Poemas não incluídos na Obra Poética:
-"Juro que venho para mentir"; "És como a Terra-Mãe que nos devora"; "O mar
rolou sobre as suas ondas negras"; "História improvável"; "Gráfico", Távola
Redonda - Folhas de Poesia, nº 7, Julho, 1950.
-"Reza da manhã de Maio"; "Poema", A Serpente - Fascículos de Poesia, nº 1,
Janeiro, 1951.
-"Caminho da Índia", A Cidade Nova, suplemento dos nº 4-5, 3.ª série, Coimbra,
1958.
-"A viagem" [Fragmento do poema inédito "Naufrágio"], Cidade Nova, 5.ª série,
nº 6, Dezembro, 1958.
-"Novembro"; "Na minha vida há sempre um silêncio morto"; "Inverno",
Fevereiro - Textos de Poesia, 1972.
-"Brasil 77", Loreto 13 - Revista Literária da Associação Portuguesa de
Escritores, nº 8, Março, 1982.
-"A veste dos fariseus", Jornal dos Poetas e Trovadores - Mensário de Divulgação
Cultural, nº 5/6, 2.ª série, Março/Abril, 1983.
Contos:
-Contos Exemplares (1962, Lisboa, Livraria Morais Editora; 24.ª ed. 1991)
-Histórias da Terra e do Mar (1984, Lisboa, Edições Salamandra; 3.ª ed., Lisboa,
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Contos Infantis:
-A Menina do Mar (1958)
-A Fada Oriana (1958)
-Noite de Natal (1959)
-O Cavaleiro da Dinamarca (1964)
-O Rapaz de Bronze (1966)
-A Floresta (1968)
-O Tesouro (1970)
-A Árvore (1985)
Teatro:
-O Bojador (2000, Lisboa, Editorial Caminho)
-O Colar (2001, Lisboa, Editorial Caminho)
-O Azeiteiro (2000, Lisboa, Editorial Caminho)
-Filho deAlma e Sangue (1998, Lisboa, Editorial Caminho)
-Não chores minha Querida (1993, Lisboa, Editorial Caminho)
Ensaio:
-"A poesia de Cecíla Meyrelles" (1956), Cidade Nova, 4.ª série, nº 6, Novembro 1956
-Cecília Meyrelles (1958), in Cidade Nova
-Poesia e Realidade (1960), in Colóquio : Revista de Artes e Letras, nº 8
-"Hölderlin ou o lugar do poeta" (1967), Jornal de Comércio, 30 de Dez. 1967.
-O Nu na Antiguidade Clássica (1975), in O Nu e a Arte, EstúdiosCor, (2.ª ed., Lisboa,
Portugália; 3.ª ed. , Lisboa, Caminho, 1992)
-"Torga, os homens e a terra" (1976), Boletim da Secretaria de Estado da Cultura, Dezembro
1976
-"Luiz de Camões. Ensombramentos e Descobrimentos" (1980), Cadernos de Literatura, nº 5
-"A escrita (poesia)" (1982/1984), Estudos Italianos em Portugal, nº 45/47
Tradução por 'Sophia de Mello Breyner
Andresen
-A Anunciação de Maria (Paul Claudel) – 1960, Lisboa, Editorial Aster
-O Purgatório (Dante) – 1962, Lisboa, Minotauro
-"A Hera", "A última noite faz-se estrela e noite" (Vasko Popa); "Às cinzas", "Canto LI",
"Canto LXVI" (Pierre Emmanuel); "imagens morrendo no gesto da", "Gosto de te encontrar
nas cidades estrangeiras" (Edouard Maunick), OTempo e o Modo, nº 22 - 1964
-Muito Barulho por Nada (William Shakespeare) - 1964
-Medeia (Eurípedes) - 1964
-Hamlet (William Shakespeare) – 1965
-"Os reis Magos", tradução de um poema do Eré Frene, Colóquio : Revista de Artes e Letras,
nº 43, 1967.
-Quatre Poètes Portugais (Camões, CesárioVerde, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa)
– 1970
-AVida Quotidiana noTempo de Homero, de Émile Mireaux, Lisboa, Livros do Brasil, s.d.
[1979]
-Ser Feliz, de Leif Kristianson, Lisboa, Presença, 1980
Traduções inglesas da poesia de Sophia
Existem três traduções inglesas da poesia de
Sophia:
-Marine Rose: Selected Poems tr. Ruth Fainlight (1987, Black
-Log Book: Selected Poems, tr. Richard Zenith (1997,
-The Perfect Hour, tr. Colin Rorrison with Margaret Jull Costa
Cold Hub Press)
Condecorações: Homenagens:
-Grande-Oficial da
Ordem Militar de
Sant'Iago da Espada de
Portugal (9 de Abril de
1981)
-Portugal Grã-Cruz da
Ordem do Infante D.
Henrique de Portugal
(13 de Fevereiro de
1987)
-Portugal Grã-Cruz da
Ordem Militar de
Sant'Iago da Espada de
-2003 - Estátua de autoria do
escultor Francisco Simões no
Parque dos Poetas em
Oeiras.[31]
-2009 - Foi dado o seu nome,
Miradouro Sophia de Mello
Breyner Andresen ao antigo
Miradouro da Graça, em Lisboa
e inaugurado um busto, réplica
do busto criado pelo escultor
António Duarte em 1950.[32]
-2011 - Busto na Quinta do
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Sophia De Mello Breyner Andresen Biografia

  • 1. Sophia de Mello Breyner Andresen Gyulshen Topalova
  • 2. Data de nascimento: 6 de Novembro de 1919 Local de nascimento: Porto Nacionalidade: Portuguesa Data de morte:2 de Julho de 2004 (84 anos) Local de morte: Lisboa Ocupação: Escritora, poetisa. Alma mater: Universidade de Coimbra Cônjuge: Francisco Sousa Tavares Filhos: Miguel Sousa Tavares, Isabel Andresen Sousa Tavares, Maria Andresen Sousa Tavares, Sofia Sousa Tavares, Xavier Andresen Sousa Tavares
  • 3. Sophia de Mello Breyner Andresen foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999. O seu corpo está no Panteão Nacional desde 2014.Tem uma biblioteca com o seu nome em Loulé.
  • 4. A Vida de Sophia de Mello Breyner Andresen: Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de Novembro de 1919 no Porto.Sophia era filha de MariaAmélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen.Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno.O seu bisavô, Jan HeinrichAndresen, desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região, tendo o seu filho João Henrique comprado, em 1895, a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto.Como afirmou em entrevista, em 1993,essa quinta "foi um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa".A mãe, MariaAmélia de Mello Breyner, é filha doTomás de Mello Breyner, conde de Mafra, médico e amigo do rei D.
  • 5. Criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores tradicionais da moral cristã, foi dirigente de movimentos universitários católicos quando frequentava Filologia Clássica na Universidade de Lisboa (1936-1939) que nunca chegou a concluir. Colaborou na revista Cadernos de Poesia, onde fez amizades com autores influentes e reconhecidos: Ruy Cinatti e Jorge de Sena. Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores. Ficou célebre como canção de intervenção dos Católicos Progressistas a sua "Cantata da Paz", também conhecida e chamada pelo seu refrão: "Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!" Casou-se, em 1946, com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares e foi mãe de cinco filhos: uma professora universitária de Letras, um jornalista e escritor de renome (Miguel
  • 6. Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto. Já depois da Revolução de 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista, enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido Social Democrata. Distinguiu-se também como contista (Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, OCavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.). Foi também tradutora de DanteAlighieri e de Shakespeare e membro daAcademia das Ciências de Lisboa. Para além do Prémio Camões, foi agraciada com um Doutoramento Honoris Causa em 1998 pela Universidade de Aveiro e também foi distinguida com o Prémio Rainha Sofia, em 2003. Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004, em Lisboa, no Hospital da CruzVermelha. O seu corpo foi sepultado no Cemitério de Carnide. Em 20 de Fevereiro de 2014, aAssembleia da República decidiu homenagear por unanimidade a poetisa com honras de Panteão. A cerimónia de trasladação teve lugar a 2 de julho de 2014. Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da
  • 7. Caracterização da obra: De modo geral, o universo temático da Autora é abrangente e pode ser representado pelos seguintes pontos resumidos: -A busca da justiça, do equilíbrio, da harmonia e a exigência do moral -Tomada de consciência do tempo em que vivemos -A Natureza e o Mar – espaços eufóricos e referenciais para qualquer ser humano -O tema da casa -Amor -Vida em oposição à morte -Memória da infância -Valores da antiguidade clássica, naturalismo helénico -Idealismo e individualismo ao nível psicológico -O poeta como pastor do absoluto -O humanismo cristão -A crença em valores messiânicos e sebastianistas -Separação
  • 8. Obras: Poesia: -Coral (1950, Porto, Livraria Simões Lopes; 2.ª ed., ilustrada por Escada, Lisboa, Portugália, 1968), Lisboa, Edições Ática; 3.ª ed. 1974) -No Tempo Dividido (1954, Lisboa, Guimarães Editores) -Mar Novo (1958, Lis-Poesia (1945, Cadernos de Poesia, nº 1, Coimbra; 3.ª ed. 1975) -O Dia do Mar (1947boa, Guimarães Editores) -Livro Sexto (1962, Lisboa, Livraria Morais Editora; 7.ª ed. 1991) -O Cristo Cigano (1961, Lisboa, Minotauro, ilustrado por Júlio -Dual (1972, Coímbra Moraes Editores; 3.ª ed., Lisboa, Salamandra, 1986) -Antologia (1975) -O Nome das Coisas (1977, Lisboa, Moraes Editores) -Navegações (1983) -Ilhas (1989) -Musa (1994) -Signo (1994) -O Búzio de Cós (1997) -Mar (2001) - antologia organizada por Maria Andresen de Sousa Tavares -Primeiro Livro de Poesia (infanto-juvenil) (1999) -Orpheu e Eurydice (2001) -A Menina do Mar (1958)
  • 9. Poemas não incluídos na Obra Poética: -"Juro que venho para mentir"; "És como a Terra-Mãe que nos devora"; "O mar rolou sobre as suas ondas negras"; "História improvável"; "Gráfico", Távola Redonda - Folhas de Poesia, nº 7, Julho, 1950. -"Reza da manhã de Maio"; "Poema", A Serpente - Fascículos de Poesia, nº 1, Janeiro, 1951. -"Caminho da Índia", A Cidade Nova, suplemento dos nº 4-5, 3.ª série, Coimbra, 1958. -"A viagem" [Fragmento do poema inédito "Naufrágio"], Cidade Nova, 5.ª série, nº 6, Dezembro, 1958. -"Novembro"; "Na minha vida há sempre um silêncio morto"; "Inverno", Fevereiro - Textos de Poesia, 1972. -"Brasil 77", Loreto 13 - Revista Literária da Associação Portuguesa de Escritores, nº 8, Março, 1982. -"A veste dos fariseus", Jornal dos Poetas e Trovadores - Mensário de Divulgação Cultural, nº 5/6, 2.ª série, Março/Abril, 1983.
  • 10. Contos: -Contos Exemplares (1962, Lisboa, Livraria Morais Editora; 24.ª ed. 1991) -Histórias da Terra e do Mar (1984, Lisboa, Edições Salamandra; 3.ª ed., Lisboa, Texto Editora, 1989) Contos Infantis: -A Menina do Mar (1958) -A Fada Oriana (1958) -Noite de Natal (1959) -O Cavaleiro da Dinamarca (1964) -O Rapaz de Bronze (1966) -A Floresta (1968) -O Tesouro (1970) -A Árvore (1985)
  • 11. Teatro: -O Bojador (2000, Lisboa, Editorial Caminho) -O Colar (2001, Lisboa, Editorial Caminho) -O Azeiteiro (2000, Lisboa, Editorial Caminho) -Filho deAlma e Sangue (1998, Lisboa, Editorial Caminho) -Não chores minha Querida (1993, Lisboa, Editorial Caminho) Ensaio: -"A poesia de Cecíla Meyrelles" (1956), Cidade Nova, 4.ª série, nº 6, Novembro 1956 -Cecília Meyrelles (1958), in Cidade Nova -Poesia e Realidade (1960), in Colóquio : Revista de Artes e Letras, nº 8 -"Hölderlin ou o lugar do poeta" (1967), Jornal de Comércio, 30 de Dez. 1967. -O Nu na Antiguidade Clássica (1975), in O Nu e a Arte, EstúdiosCor, (2.ª ed., Lisboa, Portugália; 3.ª ed. , Lisboa, Caminho, 1992) -"Torga, os homens e a terra" (1976), Boletim da Secretaria de Estado da Cultura, Dezembro 1976 -"Luiz de Camões. Ensombramentos e Descobrimentos" (1980), Cadernos de Literatura, nº 5 -"A escrita (poesia)" (1982/1984), Estudos Italianos em Portugal, nº 45/47
  • 12. Tradução por 'Sophia de Mello Breyner Andresen -A Anunciação de Maria (Paul Claudel) – 1960, Lisboa, Editorial Aster -O Purgatório (Dante) – 1962, Lisboa, Minotauro -"A Hera", "A última noite faz-se estrela e noite" (Vasko Popa); "Às cinzas", "Canto LI", "Canto LXVI" (Pierre Emmanuel); "imagens morrendo no gesto da", "Gosto de te encontrar nas cidades estrangeiras" (Edouard Maunick), OTempo e o Modo, nº 22 - 1964 -Muito Barulho por Nada (William Shakespeare) - 1964 -Medeia (Eurípedes) - 1964 -Hamlet (William Shakespeare) – 1965 -"Os reis Magos", tradução de um poema do Eré Frene, Colóquio : Revista de Artes e Letras, nº 43, 1967. -Quatre Poètes Portugais (Camões, CesárioVerde, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa) – 1970 -AVida Quotidiana noTempo de Homero, de Émile Mireaux, Lisboa, Livros do Brasil, s.d. [1979] -Ser Feliz, de Leif Kristianson, Lisboa, Presença, 1980
  • 13. Traduções inglesas da poesia de Sophia Existem três traduções inglesas da poesia de Sophia: -Marine Rose: Selected Poems tr. Ruth Fainlight (1987, Black -Log Book: Selected Poems, tr. Richard Zenith (1997, -The Perfect Hour, tr. Colin Rorrison with Margaret Jull Costa Cold Hub Press)
  • 14. Condecorações: Homenagens: -Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal (9 de Abril de 1981) -Portugal Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal (13 de Fevereiro de 1987) -Portugal Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de -2003 - Estátua de autoria do escultor Francisco Simões no Parque dos Poetas em Oeiras.[31] -2009 - Foi dado o seu nome, Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen ao antigo Miradouro da Graça, em Lisboa e inaugurado um busto, réplica do busto criado pelo escultor António Duarte em 1950.[32] -2011 - Busto na Quinta do Campo Alegre ou Casa dos Andresen em Lordelo do Ouro,