SÍNDROME DE CROUZON
EQUIPE :
• ANA LUZIA
• VIVIANE FARIAS
Visão geral
Um neurologista francês que descreveu primeiramente
este disorder em 1912. Octave Crouzon (1874-1938)
Octave Crouzon 1874-
1938
Genética da Doença
 A Síndrome de Crouzon, também conhecida como Disostose Crânio-Facial tipo I, que constitui
um dos tipos das síndromes do grupo das craniossinostoses;
 A Síndrome de Crouzon apresenta padrão de herança autossômico dominante;
 Síndrome de Crouzon, doença genética causada por uma mutação no gene responsável pela
codificação dos receptores do fator de crescimento fibroblástico tipo 2 (FGFR-2);
 Pode também estar presente nessa síndrome relativo retardo mental;
 Fatores de risco.
Achados Físicos
 Braquicefalia
 Exoftalmia
 Hipertelorismo
 Hipoplasia maxilar
 Craniossinostose
 Boca nariz
 Malformações do canal auditivo
 Anormalidades dentárias
Diagnóstico
 Durante a gravidez;
 Ao nascer ou na primeira infância;
 Tomografia computadorizada ;
 Radiografia
 Testes para confirmar as mutações em FGFR2 ;
Tratamento
 Cirurgia - para evitar o fechamento de suturas do crânio ;
 A craniotomia;
 Descompressão de órbita;
 Cirurgia ortognática;
Antes e Depois da Cirurgia
Atuação Multidisciplinar
Fonoaudiologia
Odontologia
Enfermagem
Terapia Ocupacional
Psicologia
Medicina
Estudo de caso
 Paciente do sexo masculino, 7 anos e 3 meses de idade, leucoderma, portador da Síndrome de
Crouzon. Apresentava bom estado geral de saúde, estando em tratamento clínico para rinite
alérgica e tendo sido submetido, aos 5 anos de idade, à cirurgia para remoção de adenoide e
amígdalas, não apresentando, nesse momento, sinais clínicos de hipertensão intracraniana. Na
avaliação psicológica, apresentou déficit cognitivo, com problemas escolares, tendo alto nível de
agitação e baixo nível de concentração.
 Na análise facial, apresentava as características clássicas da Síndrome de Crouzon, com o crânio
em forma de torre, exoftalmia, hipertelorismo, nariz em forma de “bico de papagaio”, ângulo
nasolabial fechado e perfil côncavo, devido à hipoplasia maxilar (Fig. 7). Ao exame intrabucal,
apresentava boa condição de higiene bucal, sem lesões de cárie e gengiva saudável, mordida
cruzada anterior e posterior.
 Aos 9 anos de idade, foi submetido ao avanço frontofacial em monobloco, com distração
osteogênica, associado à bipartição craniofacial e colocação de distrator externo, fixado com
parafusos de titânio na parede lateral da órbita e na região temporal, para avanço do terço médio
da face (Fig. 11). O protocolo utilizado no processo de distração osteogênica foi: período de
latência de cinco dias; ativação do distrator durante 20 dias, na razão de 1mm/dia; consolidação
por dois meses. Após dois meses, o aparelho distrator foi removido por meio de uma nova cirurgia.
 Aos 11 anos e 8 meses de idade, iniciou tratamento ortodôntico. Na avaliação cefalométrica,
apresentava uma melhora na relação maxilomandibular, com um avanço significativo da maxila .
Planejou-se a colocação de aparelho fixo de níquel-titânio, para alinhamento e nivelamento das
arcadas dentárias, e elástico intermaxilar para correção da mordida cruzada dos dentes.
Sindrome de crouzon
Sindrome de crouzon

Sindrome de crouzon

  • 1.
    SÍNDROME DE CROUZON EQUIPE: • ANA LUZIA • VIVIANE FARIAS
  • 2.
    Visão geral Um neurologistafrancês que descreveu primeiramente este disorder em 1912. Octave Crouzon (1874-1938) Octave Crouzon 1874- 1938
  • 3.
    Genética da Doença A Síndrome de Crouzon, também conhecida como Disostose Crânio-Facial tipo I, que constitui um dos tipos das síndromes do grupo das craniossinostoses;  A Síndrome de Crouzon apresenta padrão de herança autossômico dominante;  Síndrome de Crouzon, doença genética causada por uma mutação no gene responsável pela codificação dos receptores do fator de crescimento fibroblástico tipo 2 (FGFR-2);  Pode também estar presente nessa síndrome relativo retardo mental;  Fatores de risco.
  • 4.
    Achados Físicos  Braquicefalia Exoftalmia  Hipertelorismo  Hipoplasia maxilar  Craniossinostose  Boca nariz  Malformações do canal auditivo  Anormalidades dentárias
  • 5.
    Diagnóstico  Durante agravidez;  Ao nascer ou na primeira infância;  Tomografia computadorizada ;  Radiografia  Testes para confirmar as mutações em FGFR2 ;
  • 6.
    Tratamento  Cirurgia -para evitar o fechamento de suturas do crânio ;  A craniotomia;  Descompressão de órbita;  Cirurgia ortognática;
  • 7.
    Antes e Depoisda Cirurgia
  • 8.
  • 9.
  • 10.
     Paciente dosexo masculino, 7 anos e 3 meses de idade, leucoderma, portador da Síndrome de Crouzon. Apresentava bom estado geral de saúde, estando em tratamento clínico para rinite alérgica e tendo sido submetido, aos 5 anos de idade, à cirurgia para remoção de adenoide e amígdalas, não apresentando, nesse momento, sinais clínicos de hipertensão intracraniana. Na avaliação psicológica, apresentou déficit cognitivo, com problemas escolares, tendo alto nível de agitação e baixo nível de concentração.  Na análise facial, apresentava as características clássicas da Síndrome de Crouzon, com o crânio em forma de torre, exoftalmia, hipertelorismo, nariz em forma de “bico de papagaio”, ângulo nasolabial fechado e perfil côncavo, devido à hipoplasia maxilar (Fig. 7). Ao exame intrabucal, apresentava boa condição de higiene bucal, sem lesões de cárie e gengiva saudável, mordida cruzada anterior e posterior.
  • 12.
     Aos 9anos de idade, foi submetido ao avanço frontofacial em monobloco, com distração osteogênica, associado à bipartição craniofacial e colocação de distrator externo, fixado com parafusos de titânio na parede lateral da órbita e na região temporal, para avanço do terço médio da face (Fig. 11). O protocolo utilizado no processo de distração osteogênica foi: período de latência de cinco dias; ativação do distrator durante 20 dias, na razão de 1mm/dia; consolidação por dois meses. Após dois meses, o aparelho distrator foi removido por meio de uma nova cirurgia.  Aos 11 anos e 8 meses de idade, iniciou tratamento ortodôntico. Na avaliação cefalométrica, apresentava uma melhora na relação maxilomandibular, com um avanço significativo da maxila . Planejou-se a colocação de aparelho fixo de níquel-titânio, para alinhamento e nivelamento das arcadas dentárias, e elástico intermaxilar para correção da mordida cruzada dos dentes.