SINAIS E SINTOMAS
INFLAMAÇÃO
Curso de Enfermagem
Profª Carla Alves
IDENTIFICANDO A INFLAMAÇÃO
1 – O QUE É?
A palavra vem do verbo latino inflammare, que significa “atear fogo”
É um processo de defesa do organismo ( ativação da resposta imunológica)
Ela tem como objetivo eliminar a causa e os efeitos da lesão, eliminar
as células mortas e os tecidos danificados e iniciar a sua reparação.
II –TIPOS
A) AGUDA: Quando se inicia rapidamente, com ação curta, tendo como principais características o edema e a
migração de leucócitos (neutrófilos). Inflamação crônica tem como características uma maior duração,
presença de linfócitos e macrófagos, proliferação de vasos, fibrose e necrose.
B) CRÕNICA: Observa-se a inflamação ativa, a destruição do tecido e a tentativa de reparar os danos,
simultaneamente. Ocorre devido a infecções persistentes; exposição prolongada a agentes tóxicos, exógenos
ou endógenos; e a auto-imunidade.
Observa-se morfologicamente infiltrado de células mononucleares, destruição tecidual e tentativas de
cicatrização pela substituição do tecido danificado por tecido conjuntivo.
SINAIS CARDINAIS OU FLOGÍSTICOS
Os processos flogísticos (inflamatórios) são um mecanismo natural de reação do organismo
à inflamação, pelos quais o organismo reage a uma agressão. São cinco os sinais clássicos de um
processo inflamatório, chamado às vezes de sinais cardinais:
• Edema
• Calor
• Rubor
• Dor
• Restrição ou perda da função
DOR
As terminações nervosas são estimuladas pela saída de elementos intravasculares;
RUBOR
Há alteração no calibre da microcirculação por meio de uma vasodilatação.Assim, a histamina, liberada por
mastócitos presentes no tecido conjuntivo dos vasos, aumenta a permeabilidade vascular;
CALOR
Acontece quando o fluxo sanguíneo local aumenta e o metabolismo local também, fazendo
com que a temperatura naquela região seja maior do que no resto do corpo. Além disso, os
leucócitos, que antes se localizavam no centro dos vasos, migram para a periferia, trocando de
lugar com as hemácias. Esse processo serve para que marginação leucocitária seja mais
eficiente e rápida;
• EDEMA
Fase esxudativa,
caracteriza-se pelo aumento da
quantidade de
líquido intersticial em um
tecido ou então no interior
de uma cavidade. O líquido
acumulado no edema é
formado por uma solução
aquosa de sais e proteínas
do plasma sanguíneo
PERDA OU RESTRIÇÃO DE FUNÇÃO
Com o progresso a inflamação há concomitante perda da função do local acometido
LEMBRE-SE
INFECÇÃO X INFLAMAÇÃO
Apesar de terem nomes parecidos, inflamação e infecção são mecanismos
distintos que ocorrem no organismo.
• A infecção é o processo do corpo contra algum agente externo, como
vírus e bactérias.
• Inflamação é um mecanismo de defesa do corpo, causados por traumas,
cortes ou pelo próprio organismo, podendo acompanhar uma infecção,
ou não.
REFERÊNCIAS
ABBAS, AK; FAUSTO, N; MITCHELL, RN; KUMAR, V. Reparo tecidual: regeneração, cicatrização e
fibrose. In: Robbins, Patologia Básica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, p.63- 186.
BALBINO, CA; PEREIRA, LM; CURI, R. Mecanismos envolvidos na cicatrização: uma revisão. Revista
Brasileira de Ciências Farmacêuticas. vol. 41, n. 1, jan./mar., 2005. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbcf/v41n1/v41n1a03 .pdf.Acesso em: 08 abr. 2013

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    SINAIS E SINTOMAS INFLAMAÇÃO Cursode Enfermagem Profª Carla Alves
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    IDENTIFICANDO A INFLAMAÇÃO 1– O QUE É? A palavra vem do verbo latino inflammare, que significa “atear fogo” É um processo de defesa do organismo ( ativação da resposta imunológica) Ela tem como objetivo eliminar a causa e os efeitos da lesão, eliminar as células mortas e os tecidos danificados e iniciar a sua reparação.
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    II –TIPOS A) AGUDA:Quando se inicia rapidamente, com ação curta, tendo como principais características o edema e a migração de leucócitos (neutrófilos). Inflamação crônica tem como características uma maior duração, presença de linfócitos e macrófagos, proliferação de vasos, fibrose e necrose. B) CRÕNICA: Observa-se a inflamação ativa, a destruição do tecido e a tentativa de reparar os danos, simultaneamente. Ocorre devido a infecções persistentes; exposição prolongada a agentes tóxicos, exógenos ou endógenos; e a auto-imunidade. Observa-se morfologicamente infiltrado de células mononucleares, destruição tecidual e tentativas de cicatrização pela substituição do tecido danificado por tecido conjuntivo.
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    SINAIS CARDINAIS OUFLOGÍSTICOS Os processos flogísticos (inflamatórios) são um mecanismo natural de reação do organismo à inflamação, pelos quais o organismo reage a uma agressão. São cinco os sinais clássicos de um processo inflamatório, chamado às vezes de sinais cardinais: • Edema • Calor • Rubor • Dor • Restrição ou perda da função
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    DOR As terminações nervosassão estimuladas pela saída de elementos intravasculares;
  • 7.
    RUBOR Há alteração nocalibre da microcirculação por meio de uma vasodilatação.Assim, a histamina, liberada por mastócitos presentes no tecido conjuntivo dos vasos, aumenta a permeabilidade vascular;
  • 8.
    CALOR Acontece quando ofluxo sanguíneo local aumenta e o metabolismo local também, fazendo com que a temperatura naquela região seja maior do que no resto do corpo. Além disso, os leucócitos, que antes se localizavam no centro dos vasos, migram para a periferia, trocando de lugar com as hemácias. Esse processo serve para que marginação leucocitária seja mais eficiente e rápida;
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    • EDEMA Fase esxudativa, caracteriza-sepelo aumento da quantidade de líquido intersticial em um tecido ou então no interior de uma cavidade. O líquido acumulado no edema é formado por uma solução aquosa de sais e proteínas do plasma sanguíneo
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    PERDA OU RESTRIÇÃODE FUNÇÃO Com o progresso a inflamação há concomitante perda da função do local acometido
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    LEMBRE-SE INFECÇÃO X INFLAMAÇÃO Apesarde terem nomes parecidos, inflamação e infecção são mecanismos distintos que ocorrem no organismo. • A infecção é o processo do corpo contra algum agente externo, como vírus e bactérias. • Inflamação é um mecanismo de defesa do corpo, causados por traumas, cortes ou pelo próprio organismo, podendo acompanhar uma infecção, ou não.
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    REFERÊNCIAS ABBAS, AK; FAUSTO,N; MITCHELL, RN; KUMAR, V. Reparo tecidual: regeneração, cicatrização e fibrose. In: Robbins, Patologia Básica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, p.63- 186. BALBINO, CA; PEREIRA, LM; CURI, R. Mecanismos envolvidos na cicatrização: uma revisão. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. vol. 41, n. 1, jan./mar., 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbcf/v41n1/v41n1a03 .pdf.Acesso em: 08 abr. 2013