Seminário Síntese Integrador
Atividade Final do Bloco I
Especialização em Saúde
Pública
ENSP - Fiocruz 2012
Michel Foucault (1926-1984)
Europa - Início da medicina
           social

 Medicina de Estado

 Medicina urbana

 Medicina da força de trabalho
   Século XVIII
                      Medicina social no Brasil
Estado x Famílias coloniais brasileiras -> medidas de controle repressivas e punitivas

   Século XIX
Estado x Famílias da elite latifundiárias -> política higienista

“A medicina social vai dirigir-se a família burguesa citadina, procurando modificar a conduta física, intelectual, moral, sexual e social
    dos seus membros com vistas à sua adaptação ao sistema econômico e político”(Costa, 2004, p.33)

Estado x Famílias pobres -> medidas de controle repressivas e punitivas

Política higiência
     Grande progresso da ciência
     Benefícios para população brasileira
Mas também...
     Serviu prontamente aos interesses do estado
     Regulação demográfica e política
     Construção de uma nova ordem urbana
Estado + dispositivo médico higienista
1829 - Fundação da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro
1851- Estado cria a Junta Central de Higiene Pública

Temas da medicina social:
   Contrato conjugal
   Conservação das crianças
   Casa higiênica
   Amor à pátria
   “A ausência de patriotismo, fato social, era deste modo abruptamente inscrita na ordem médica. (...) Afirmando que o amor à
   “A
    pátria não era uma doença, os higienistas não tardaram em proclamá-lo sinal de sanidade. E num movimento de retorno
    político-teórico, a ausência de patriotismo foi redefinida como deficiência físico-moral. (...) Propósito explícito: demonstrar que
    a incapacidade de amar o Estado era uma doença. E, por extensão, postular que a submissão do indivíduo ao governo estatal
    não era sintoma de anulação política mas prova de boa saúde.” (p.67)

Normas Familiares <-> Práticas Disciplinares <-> Medicina Social
Saúde Pública no Brasil
A Primeira República (1889 - 1930)
 Crise do modelo imperial escravagista e no externo uma redefinição da
   hegemonia nacional do capitalismo

O Período Populista (dos Anos 30 aos Anos 50)
 Criação dos institutos de seguridade social, como os Institutos de
   Aposentadoria e Pensões (IAPs)

O Período do Desenvolvimentismo (Anos 50 e 60)

O Período do Estado Militarista e o ‘Milagre Brasileiro’ (1964 - 1984)
O Movimento da Reforma Sanitária
 Anos 80: Período final da ditadura militar processo de redemocratização do país;
Crítica ao modelo de saúde hegemônico:
 - Biologicista, modelo curativo, hopitalocêntrico;
 - Sistema de Saúde Previdenciário em crise, ineficaz e privatista;

 Anos 70 e 80:
 - Ocorrem experiências de trabalho em saúde coletiva: No interior do Brasil, atenção básica nas áreas
      rurais; Práticas de saúde no território, nas comunidades;
- Influência das ciências humanas incorporadas na área da saúde ;
- Mobilização de movimentos sociais formados por: residentes, médicos, cientistas, acadêmicos, líderes
      comunitários, sindicatos e movimentos estudantis;
- Discussões sobre condição de vida da população, precariedade do sistema de saúde vigente, condições
      de trabalho;
- Propostas de transformações e mudanças: Não só um novo sistema de saúde, mas a “introdução de uma
      nova idéia sobre a vinculação da saúde com lutas políticas e sociais mais amplas que culminassem na
      melhoria das condições de vida da população.” (Feuerwerker,2005, p.490)

 Idéias-força da reforma sanitária :
- Universalidade e Equidade, fortalecidos pelo gestão social democrática;
- Perspectiva de atenção integral às necessidades da população, reconhecendo as determinações sociais
    das doenças;
-   Crítica às práticas hegemônicas de saúde: proposição de uma nova divisão do trabalho em saúde,
    incluindo um papel ativo do usuário na construção da saúde;

 VIII Conferência Nacional de Saúde em Brasília em 1986
- Constituição Brasileira 1988 : incorporou grande parte das idéias defendidas pelo Movimento.
Saúde Pública x Saúde Coletiva
A Saúde Pública tem base no modelo biomédico e compreende o
  indivíduo como organismo biológico somente, não
  considerando o aspecto social. Esta visão é focada no discurso
  naturalista, medicocêntrico.




 Enquanto a Saúde Coletiva é um campo de saber e de práticas
que estuda e analisa não somente o corpo, mas o indivíduo bem
 como sua interação e relação com o ambiente e trata a saúde
como fenômeno social, sendo a multidisciplinaridade sua marca.

Saúde Pública

  • 1.
    Seminário Síntese Integrador AtividadeFinal do Bloco I Especialização em Saúde Pública ENSP - Fiocruz 2012
  • 2.
  • 3.
    Europa - Inícioda medicina social  Medicina de Estado  Medicina urbana  Medicina da força de trabalho
  • 4.
    Século XVIII Medicina social no Brasil Estado x Famílias coloniais brasileiras -> medidas de controle repressivas e punitivas  Século XIX Estado x Famílias da elite latifundiárias -> política higienista “A medicina social vai dirigir-se a família burguesa citadina, procurando modificar a conduta física, intelectual, moral, sexual e social dos seus membros com vistas à sua adaptação ao sistema econômico e político”(Costa, 2004, p.33) Estado x Famílias pobres -> medidas de controle repressivas e punitivas Política higiência  Grande progresso da ciência  Benefícios para população brasileira Mas também...  Serviu prontamente aos interesses do estado  Regulação demográfica e política  Construção de uma nova ordem urbana Estado + dispositivo médico higienista 1829 - Fundação da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro 1851- Estado cria a Junta Central de Higiene Pública Temas da medicina social:  Contrato conjugal  Conservação das crianças  Casa higiênica  Amor à pátria “A ausência de patriotismo, fato social, era deste modo abruptamente inscrita na ordem médica. (...) Afirmando que o amor à “A pátria não era uma doença, os higienistas não tardaram em proclamá-lo sinal de sanidade. E num movimento de retorno político-teórico, a ausência de patriotismo foi redefinida como deficiência físico-moral. (...) Propósito explícito: demonstrar que a incapacidade de amar o Estado era uma doença. E, por extensão, postular que a submissão do indivíduo ao governo estatal não era sintoma de anulação política mas prova de boa saúde.” (p.67) Normas Familiares <-> Práticas Disciplinares <-> Medicina Social
  • 5.
    Saúde Pública noBrasil A Primeira República (1889 - 1930)  Crise do modelo imperial escravagista e no externo uma redefinição da hegemonia nacional do capitalismo O Período Populista (dos Anos 30 aos Anos 50)  Criação dos institutos de seguridade social, como os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) O Período do Desenvolvimentismo (Anos 50 e 60) O Período do Estado Militarista e o ‘Milagre Brasileiro’ (1964 - 1984)
  • 6.
    O Movimento daReforma Sanitária  Anos 80: Período final da ditadura militar processo de redemocratização do país; Crítica ao modelo de saúde hegemônico: - Biologicista, modelo curativo, hopitalocêntrico; - Sistema de Saúde Previdenciário em crise, ineficaz e privatista;  Anos 70 e 80: - Ocorrem experiências de trabalho em saúde coletiva: No interior do Brasil, atenção básica nas áreas rurais; Práticas de saúde no território, nas comunidades; - Influência das ciências humanas incorporadas na área da saúde ; - Mobilização de movimentos sociais formados por: residentes, médicos, cientistas, acadêmicos, líderes comunitários, sindicatos e movimentos estudantis; - Discussões sobre condição de vida da população, precariedade do sistema de saúde vigente, condições de trabalho; - Propostas de transformações e mudanças: Não só um novo sistema de saúde, mas a “introdução de uma nova idéia sobre a vinculação da saúde com lutas políticas e sociais mais amplas que culminassem na melhoria das condições de vida da população.” (Feuerwerker,2005, p.490)  Idéias-força da reforma sanitária : - Universalidade e Equidade, fortalecidos pelo gestão social democrática; - Perspectiva de atenção integral às necessidades da população, reconhecendo as determinações sociais das doenças; - Crítica às práticas hegemônicas de saúde: proposição de uma nova divisão do trabalho em saúde, incluindo um papel ativo do usuário na construção da saúde;  VIII Conferência Nacional de Saúde em Brasília em 1986 - Constituição Brasileira 1988 : incorporou grande parte das idéias defendidas pelo Movimento.
  • 7.
    Saúde Pública xSaúde Coletiva A Saúde Pública tem base no modelo biomédico e compreende o indivíduo como organismo biológico somente, não considerando o aspecto social. Esta visão é focada no discurso naturalista, medicocêntrico. Enquanto a Saúde Coletiva é um campo de saber e de práticas que estuda e analisa não somente o corpo, mas o indivíduo bem como sua interação e relação com o ambiente e trata a saúde como fenômeno social, sendo a multidisciplinaridade sua marca.