Salamandra
Na mitologia grega, a salamandra era um elemento do fogo,
que se originava do fogo, era capaz de viver nas chamas, de
resistir e, ainda, apagar fogos. Já os antigos egípcios
representaram tal feito nos seus hieróglifos e Aristótles
também relatou tais factos.
Cláudio Galeno, no entanto, negava-o dizendo que as
salamandras eram capazes de resistir um pouco ao fogo,
acabando por sucumbir. A observação da saída de
salamandras de fogueiras, uma vez que muitas vezes
escolhem abrigar-se ou hibernar no meio da lenha e
escapam quando sentem a temperatura a aumentar, sem
serem consumidas pelas chamas, aliadas à sua coloração
com manchas amarelas ou vermelhas, contribuiu para este
mito.
Outros nomes comuns: salamandra, salamandra-
comum, salamandra-de-fogo, saramela,
saramaganta
 Mitos: esta é a espécie de anfíbio português a
que estão associados mais mitos. Há quem pense
erradamente que ela vive no fogo, que é o
primeiro animal a comer os mortos, que por
onde passa, queima as plantas, etc

Esta espécie encontra-se amplamente distribuída pela
Europa e em Portugal ocorre em quase todo o território,
exceto nas regiões mais áridas do Alentejo.
Ciclo de Vida
                                              O seu período reprodutivo ocorre
                                              de     setembro     a    maio.   O
                                              acasalamento ocorre em terra. É
                                              uma espécie ovovivípara que
                                              deposita directamente as larvas (20
                                              a 40) no meio aquático e, algumas
                                              populações, chegam a depositar os
                                              juvenis    já    metamorfoseados.A
                                              metamorfose dura entre dois e seis
                                              meses. Os juvenis, com coloração já
                                              semelhante à dos adultos, são
                                              menos      sedentários,   podendo
                                              realizar deslocações consideráveis.
                Alimentação                   A Maturidade sexual é atingida aos
A alimentação desta espécie é contituida      3 a 4 anos e a longevidade
por invertebrados terrestres. As larvas são   conhecida na natureza é de 20 anos,
muito vorazes e alimentam-se de insetos       embora, em cativeiro possa viver
aquáticos, crustáceos, pequenos vermes, e     até 50 anos.
larvas de outros anfíbios ou, mesmo, da
sua própria espécie.
Descrição
  Com pele lisa e brilhante, preta com
manchas amarelas em número variável.
Podem       também      ter    pontuações
vermelhas.
 Cabeça grande e aplanada, de contorno
arredondado.       Glândulas     parótidas
grandes e com poros escuros bem
visíveis,       olhos       relativamente
proeminentes, em posição lateral. Corpo         Dimensões
robusto com sulcos nos flancos e uma Salamandra de tamanho médio
fileira de poros glandulares em cada lado com um comprimento entre 14
da linha média vertebral.                  e 17 cm, embora raramente
                                           possa ultrapassar os 20 cm. As
                                           fêmeas podem ser maiores do
                                           que os machos, mais robustas e
                                           com a cauda
                                           proporcionalmente mais curta
Salamandra - Antonieta Narciso

Salamandra - Antonieta Narciso

  • 1.
  • 2.
    Na mitologia grega,a salamandra era um elemento do fogo, que se originava do fogo, era capaz de viver nas chamas, de resistir e, ainda, apagar fogos. Já os antigos egípcios representaram tal feito nos seus hieróglifos e Aristótles também relatou tais factos. Cláudio Galeno, no entanto, negava-o dizendo que as salamandras eram capazes de resistir um pouco ao fogo, acabando por sucumbir. A observação da saída de salamandras de fogueiras, uma vez que muitas vezes escolhem abrigar-se ou hibernar no meio da lenha e escapam quando sentem a temperatura a aumentar, sem serem consumidas pelas chamas, aliadas à sua coloração com manchas amarelas ou vermelhas, contribuiu para este mito.
  • 3.
    Outros nomes comuns:salamandra, salamandra- comum, salamandra-de-fogo, saramela, saramaganta Mitos: esta é a espécie de anfíbio português a que estão associados mais mitos. Há quem pense erradamente que ela vive no fogo, que é o primeiro animal a comer os mortos, que por onde passa, queima as plantas, etc Esta espécie encontra-se amplamente distribuída pela Europa e em Portugal ocorre em quase todo o território, exceto nas regiões mais áridas do Alentejo.
  • 4.
    Ciclo de Vida O seu período reprodutivo ocorre de setembro a maio. O acasalamento ocorre em terra. É uma espécie ovovivípara que deposita directamente as larvas (20 a 40) no meio aquático e, algumas populações, chegam a depositar os juvenis já metamorfoseados.A metamorfose dura entre dois e seis meses. Os juvenis, com coloração já semelhante à dos adultos, são menos sedentários, podendo realizar deslocações consideráveis. Alimentação A Maturidade sexual é atingida aos A alimentação desta espécie é contituida 3 a 4 anos e a longevidade por invertebrados terrestres. As larvas são conhecida na natureza é de 20 anos, muito vorazes e alimentam-se de insetos embora, em cativeiro possa viver aquáticos, crustáceos, pequenos vermes, e até 50 anos. larvas de outros anfíbios ou, mesmo, da sua própria espécie.
  • 5.
    Descrição Compele lisa e brilhante, preta com manchas amarelas em número variável. Podem também ter pontuações vermelhas. Cabeça grande e aplanada, de contorno arredondado. Glândulas parótidas grandes e com poros escuros bem visíveis, olhos relativamente proeminentes, em posição lateral. Corpo Dimensões robusto com sulcos nos flancos e uma Salamandra de tamanho médio fileira de poros glandulares em cada lado com um comprimento entre 14 da linha média vertebral. e 17 cm, embora raramente possa ultrapassar os 20 cm. As fêmeas podem ser maiores do que os machos, mais robustas e com a cauda proporcionalmente mais curta