Proposta
de Revisão Curricular
Ensino Básico e Secundário




Comissão Política Nacional
da Juventude Popular
Francisco Mota
Gustavo Bonifácio
Proposta
de Revisão Curricular
Ensino Básico e Secundário




Índice


ÍNDICE ............................................................................................................... 2

INTRODUÇÃO ................................................................................................... 3

ENSINO BÁSICO – 1º CICLO ........................................................................... 4

ENSINO BÁSICO – 2ºCICLO ............................................................................ 6

ENSINO BÁSICO – 3ºCICLO ............................................................................ 8

ENSINO SECUNDÁRIO .................................................................................. 11

PROPOSTAS ESTRUTURAIS ........................................................................ 13

ESTRUTURA DE ENSINO............................................................................... 14




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Ensino Básico e Secundário


Introdução


        A Educação e Instrução em Portugal terão de ser uma pedra angular no futuro do
nosso país, com mais qualificação, mais instrução, com maior alcance e com, por
conseguinte, maior qualidade e excelência.
        A Juventude Popular considera por isso que a exigência, o mérito e excelência
são vectores fundamentais do que tem de ser uma Educação de Qualidade em Portugal,
a caminho do nível europeu, numa Europa cada vez mais competitiva. Consideramos
por isso, que turmas com menos alunos, mais exames, um maior foco no Português e
Matemática, sem esquecer restantes bases, são elementos constituintes dessa Educação.
        Esperamos por isso, que o Ensino em Portugal siga os passos de quem lidera na
área.
        Neste sentido, apresentamos neste documento uma proposta de Revisão
Curricular para o Ensino Básico e Secundário, acrescidos de algumas propostas para o
sector que consideramos vitais para o seu melhor funcionamento.




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Ensino Básico e Secundário


Ensino Básico – 1º Ciclo

        O 1º Ciclo do Ensino Básico é o início da instrução e principalmente da
construção do indivíduo, do cidadão e especialmente do estudante, deve por isso ser o
lançamento das bases para a evolução do mesmo, da melhor forma possível.
Devemos por isso privilegiar o ensino e aperfeiçoamento da escrita e dos automatismos
intelectuais para as deduções lógicas e matemáticas, devendo por isso a Língua
Portuguesa e a Matemática estar fortemente presentes no ensino, como aliás tem sido
hábito nos programas curriculares.
        Não podemos no entanto descurar o inicio de aprendizagem de outras áreas
científicas, importantes no futuro, como a biologia, geologia, e outras, na disciplina de
Estudo do Meio, e ainda outras integradas na abaixo chamada “Componente Adicional”,
de início consideradas “AEC’s”(Actividades extra-curriculares).
        Segue assim, a proposta para este ciclo da Juventude Popular, salvaguardando
sempre os princípios de exigência, mérito e excelência, que pensamos serem pilares
essenciais no Ensino em Portugal.


                                                    Proposta JP
      Componente                            1ºano      2ºano      3ºano   4ºano
      obrigatória

      Língua Portuguesa                      x           x         x       x


      Matemática                             x           x         x       x


      Estudo do Meio                         x           x         x       x


      Expressões                             x           x         x       x

                              TIC            x           x         xa)     xa)
       Componente adicional




                              Ed.Fisica      x           x         x       x

                              EMusical       x           x         x       x
       2h/sem




                              Inglês         x           x         xa)     xa)

                              Oferta esc.    x           x         x       x




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   a) Os alunos terão no 3º e 4º ano de ter obrigatoriamente Inglês e TIC, podendo
      optar das restantes por uma disciplina adicional, desde que tenham TIC no 3º ou
      4º     ano     (como     entenderem)     e     Inglês     da   mesma      forma.
      Ou seja, no 1º e 2º ano poderão escolher, como preferirem, duas das
      Componente adicional, no entanto no 3º ano escolherão TIC e/ou Inglês
      conjuntamente com outra das restantes, e no 4º ano escolherão aquela, de entre
      Inglês e TIC que não tiveram, obrigatoriamente, e em adição outra das restantes.
   b) A oferta terá de ser sempre de três ou mais disciplinas da Componente adicional.
   c) Na Componente Adicional a recomendação são de 2h por disciplina, podendo
      ser ajustadas pelo docente.
   d) Existe ainda a obrigatoriedade das escolas divulgarem a sua oferta para que os
      pais possam decidir convenientemente que escolas escolhem.




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Ensino Básico – 2ºCiclo

        Face às aprendizagens adquiridas no 1º Ciclo torna-se necessário um
aperfeiçoamento e continuação das mesmas, ao mesmo tempo que se alargam
horizontes e se introduzem novas temáticas para os alunos, é a isso que se propõe o 2º
Ciclo do Ensino Básico.
        Gradualmente conseguir especificar algumas matérias, advindas de uma
componente geral. Face à sua importância, consideramos que deve, no seu final, ser
avaliada de forma categórica a aprendizagem dos alunos, por exames às 5 disciplinas de
maior componente horária(e bem), a saber Línguas Portuguesa, Inglês, História e
Geografia de Portugal, Matemática e Ciências da Natureza.
        A Juventude Popular faz, em relação à actual proposta de Governo e ao sistema
em vigência algumas alterações, como pode ser visto em comparação nas tabelas
abaixo:

                          Actualidade/Proposta Governo




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                                      Proposta JP
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                                                                       (x45m) (x45m)
Línguas e Estudos Sociais
  Língua Portuguesa                                                       6        6

  Inglês                                                                  3        3

  História e Geografia de Portugal                                        3        3

Matemática e Ciências

 Matemática                                                               6        6

 Ciências da Natureza                                                     3        3

Educação Musical                                                          2        2

Educação Visual e Tecnológica                                             2        2

TIC                                                                       2        2

Educação Física                                                           3        3

Educação Moral e Religiosa                                                1        1

Total                                                                  30(31)    30(31)

Direcção de Turma (facultativo)                                           1        1

Apoio ao Estudo (facultativo)                                             4        4



      a) Consideramos de extrema importância que o escalonamento de carga lectiva seja
         feito antecipadamente pelo Ministério, como forma a evitar diferenciação
         horária de aluno para aluno, consoante a escola, com consequências formativas.
         Serve ainda para que no escalonamento, quando feito pela escola, se evite
         favorecimentos sem fundamento no que toca à importância de cada uma na
         aprendizagem.
      b) É também não menos importante, no nosso entender, a inclusão de um tempo de
         45min, leccionado pelo Director de Turma e não lectiva, para resolução de
         problemas da turma, problemas esses que caso contrário terão de ser resolvidos
         na hora da disciplina do Director de Turma, prejudicando quer professores, quer
         alunos no cumprimento do Programa.




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Ensino Básico – 3ºCiclo



        O 3º Ciclo do Ensino Básico constitui a última fase antes da primeira grande
decisão no que toca à vida académica dos estudantes, é por isso a última fase de
“cimentação” de alguns conhecimentos e de matérias que nunca mais farão parte da
vida do estudante.
        Deve por isso estar reforçada a abordagem especializada a nível disciplinar,
devendo ser sempre garantida pelos docentes a catalisação dos saberes culturais e uma
melhor interpretação da realidade pelos alunos e do contexto societário em que se
integram.
        Mais uma vez a exigência deve estar presente quer na aprendizagem, quer no
fim, na avaliação de conhecimentos pelo meio de exames, nas disciplinas de Língua
Portuguesa, Inglês, segunda língua estrangeira, História, Geografia, Matemática,
Ciências Naturais e Físico-Química.
        Da mesma forma, segue a nossa proposta em comparação quer com a
actualidade, quer com a proposta do Governo.



                          Actualidade/Proposta Governo




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                                    Proposta JP
                                                    7º       8º        9º
                                                  (x45m)   (x45m)   (x45m)
Língua Portuguesa                                    5        5        5

Língua Estrangeira

  Inglês
                                                    6        5        5
  LE2

Ciências Humanas e Sociais

  História                                          3        2        3

  Geografia                                         2        3        3

Matemática                                          5        5        5

Ciências Físicas e Naturais

  Ciências Naturais                                 3        3        3

  Físico-Química                                    3        3        3

Educação Tecnológica                                -        2        2

Educação Visual                                     2        2        -

TIC/Oferta Escola                                   2        -        -

Educação Física                                     3        3        3

Educação Moral e Religiosa                          1        1        1

Total                                             34(35)   33(34)   32(33)

Direcção de Turma (facultativo)                     1        1        1

Apoio ao Estudo (facultativo)                       4        4        4




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   a) Mais uma vez relevamos que o escalonamento horário deve ser efectuado pelo
      Ministério da Educação, salvaguardamos no entanto, a situação das línguas por
      cumprir outros factores de avaliação.
   b) Pensamos que a Educação Tecnológica pode ser mais importante no 9º ano,
      onde os alunos escolhem que futuro seguir, se por vezes, para uma escola
      profissional ou secundária.
   c) Consideramos que as TIC constituem ainda uma importante aprendizagem no
      3ºCiclo, colocamos por isso uma componente no 7ºano, na impossibilidade de a
      ter no 9ºano, face à redução horária que tem de existir para a ocorrência de
      exames, e a proposta de colocação de Educação Tecnológica neste ano.
   d) À semelhança do 2ºCiclo deve ser promovido um tempo para direcção de turma,
      assim como o próprio apoio ao estudo, porque só com método e disciplina se
      conseguirá com certeza alcançar melhores resultados.




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Ensino Básico e Secundário


Ensino Secundário


        O Ensino Secundário é o último passo para alguns da entrada no mercado de
trabalho e para outros, o último passo antes da vida universitária. Deve por isso ser um
degrau intermediário ao nível da exigência, sinal que dá aos alunos logo a partir da
mudança de escala avaliativa. Sendo parte ainda da escolaridade obrigatória, recebe
uma maior predominância na especialização, que gradualmente tem aumentado.
        A Juventude Popular concorda em geral com a proposta apresentada pelo
Ministério da Educação, mas não deixa de fazer alguns reparos, como a inclusão, à
semelhança dos outros ciclos de uma disciplina leccionada para o DT, a qual propomos
ser “Área de Projecto” precisamente para poder servir de plataforma de maior
interacção entre os alunos e o DT, mas também para poder ser desenvolvido um
projecto que contribua para a escolha profissional dos estudantes no fim deste ciclo de
estudos, deve então a disciplina ser alvo de uma reestruturação neste sentido para que
possa ganhar maior utilidade nos alunos. As alterações propostas são observáveis
abaixo:

                           Actualidade/Proposta Governo




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                                     Proposta JP
                                                        10º       11º       12º
                               Disciplinas            (x90m)    (x90m)    (x90m)
                         Português                       2         2         2

                         LE 1, LE 2 ou LE 3             2         2         -
   Formação Geral
                         Filosofia                      2         2         -

                         Educ. Física                   2         2         2

                         Trienal                        3         3         3

                         Opção Bienal 1               3 a 3,5   3 a 3,5     -
 Formação específica
                         Opção Bienal 2               3 a 3,5   3 a 3,5     -

                         Opção Anual 1                   -         -        3

                         Área de Projecto                -         -        1

                         Educação       Moral     e     1         1         1
                         Religiosa
                         Total                        17 a 18   17 a 18   11(12)



   a) Reestruturação do Programa de Área de Projecto, para que possa ser útil no
      futuro dos alunos.
   b) Obrigatoriedade de concluir o Ensino Secundário com nota >9,5 valores no
      Exame de Português.




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Propostas Estruturais

       A JP entende que existem outras medidas paralelas que poderão melhorar o
nosso sistema de ensino à parte da carga horária curricular, assim sendo, ficam algumas
das medidas que consideramos essenciais para a melhoria da Educação em Portugal.

    - Reforço dos exames no final de todos os ciclos, não só nas disciplinas de
     Português e Matemática, mas em todas como forma de exigência e real
     avaliação dos conhecimentos dos alunos em matérias essenciais para o seu
     futuro, com uma cotação de 25% da nota final.
    Introdução do cheque-ensino em Portugal, na medida em que devolve autonomia
     às escolas no seu financiamento, aumenta a competitividade entre elas o que só
     poderá ser benéfico para os alunos, e devolve também autonomia aos pais na
     escolha da escola que querem para os seus filhos.
    Redução do número de alunos por turma, seguindo as tendências dos melhores
     países, melhorando a aproximação do professor aos alunos, e criando menos
     barreiras à aprendizagem. É essencial que se perceba que as melhores turmas
     têm, regra geral, menores alunos e um grau maior de aquisição de conhecimento.
     Assim sendo, consideramos que 15 aluno para o 1º Ciclo será o máximo, 22
     alunos no 2º Ciclo, 25 alunos no 3º Ciclo e Secundário.
    Alteração da remuneração dos actuais directores de escolas, consideramos
     exorbitante que recebam por vezes mais 50% acima do salário habitual como
     professor, tendo em conta a delegação de tarefas que operam e não terem carga
     lectiva na maioria dos casos. Pensamos que um limite de mais um salário
     mínimo acima do salário habitual, já é razoável.
    Consideramos ainda, que na actual estruturação do ensino é necessária a
     existência de um administrador de recursos, por mega-agrupamento ou por um
     máximo de 3 escolas, um director pedagógico por escola pertencente ao mesmo.
     No fundo, a separação entre administração pedagógica e financeira deve ser alvo
     de profunda reflexão, no sentido de que as escolas sejam mais sustentáveis e
     tenham uma melhor afectação de recursos.
    A definição da carga horária, como explicado acima, deve ser efectuada pelo
     Ministério da Educação na maioria dos casos.
    A autoridade deve ser reposta nos professores, dentro da sala a autoridade
     máxima deve ser o professor.
    A retenção deve continuar a existir como modo de salvaguardar que os alunos
     realmente aprendem e cumprem os objectivos do seu ano, sem nunca deixar de
     haver um plano, para que se possa identificar a falha do aluno e para o motivar.
    Os pais deve ser responsabilizados pelos actos dos alunos menores, a escola dá a
     Instrução, mas grande parte da Educação deve ser dada pelos pais!
    Deve ainda ser considerada uma revisão programática em todos os ciclos.




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Estrutura de Ensino




Regime de Transferência traduz-se na necessidade de realizar exames a todas as
disciplinas do Ensino Secundário, consoante o ano para que se transferem.




Comissão Política Nacional da Juventude Popular                            14
Proposta
de Revisão Curricular
Ensino Básico e Secundário




Comissão Política Nacional da Juventude Popular   15

Revisão curricular jp

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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Comissão Política Nacional da Juventude Popular Francisco Mota Gustavo Bonifácio
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Índice ÍNDICE ............................................................................................................... 2 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 3 ENSINO BÁSICO – 1º CICLO ........................................................................... 4 ENSINO BÁSICO – 2ºCICLO ............................................................................ 6 ENSINO BÁSICO – 3ºCICLO ............................................................................ 8 ENSINO SECUNDÁRIO .................................................................................. 11 PROPOSTAS ESTRUTURAIS ........................................................................ 13 ESTRUTURA DE ENSINO............................................................................... 14 Comissão Política Nacional da Juventude Popular 2
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Introdução A Educação e Instrução em Portugal terão de ser uma pedra angular no futuro do nosso país, com mais qualificação, mais instrução, com maior alcance e com, por conseguinte, maior qualidade e excelência. A Juventude Popular considera por isso que a exigência, o mérito e excelência são vectores fundamentais do que tem de ser uma Educação de Qualidade em Portugal, a caminho do nível europeu, numa Europa cada vez mais competitiva. Consideramos por isso, que turmas com menos alunos, mais exames, um maior foco no Português e Matemática, sem esquecer restantes bases, são elementos constituintes dessa Educação. Esperamos por isso, que o Ensino em Portugal siga os passos de quem lidera na área. Neste sentido, apresentamos neste documento uma proposta de Revisão Curricular para o Ensino Básico e Secundário, acrescidos de algumas propostas para o sector que consideramos vitais para o seu melhor funcionamento. Comissão Política Nacional da Juventude Popular 3
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Ensino Básico – 1º Ciclo O 1º Ciclo do Ensino Básico é o início da instrução e principalmente da construção do indivíduo, do cidadão e especialmente do estudante, deve por isso ser o lançamento das bases para a evolução do mesmo, da melhor forma possível. Devemos por isso privilegiar o ensino e aperfeiçoamento da escrita e dos automatismos intelectuais para as deduções lógicas e matemáticas, devendo por isso a Língua Portuguesa e a Matemática estar fortemente presentes no ensino, como aliás tem sido hábito nos programas curriculares. Não podemos no entanto descurar o inicio de aprendizagem de outras áreas científicas, importantes no futuro, como a biologia, geologia, e outras, na disciplina de Estudo do Meio, e ainda outras integradas na abaixo chamada “Componente Adicional”, de início consideradas “AEC’s”(Actividades extra-curriculares). Segue assim, a proposta para este ciclo da Juventude Popular, salvaguardando sempre os princípios de exigência, mérito e excelência, que pensamos serem pilares essenciais no Ensino em Portugal. Proposta JP Componente 1ºano 2ºano 3ºano 4ºano obrigatória Língua Portuguesa x x x x Matemática x x x x Estudo do Meio x x x x Expressões x x x x TIC x x xa) xa) Componente adicional Ed.Fisica x x x x EMusical x x x x 2h/sem Inglês x x xa) xa) Oferta esc. x x x x Comissão Política Nacional da Juventude Popular 4
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário a) Os alunos terão no 3º e 4º ano de ter obrigatoriamente Inglês e TIC, podendo optar das restantes por uma disciplina adicional, desde que tenham TIC no 3º ou 4º ano (como entenderem) e Inglês da mesma forma. Ou seja, no 1º e 2º ano poderão escolher, como preferirem, duas das Componente adicional, no entanto no 3º ano escolherão TIC e/ou Inglês conjuntamente com outra das restantes, e no 4º ano escolherão aquela, de entre Inglês e TIC que não tiveram, obrigatoriamente, e em adição outra das restantes. b) A oferta terá de ser sempre de três ou mais disciplinas da Componente adicional. c) Na Componente Adicional a recomendação são de 2h por disciplina, podendo ser ajustadas pelo docente. d) Existe ainda a obrigatoriedade das escolas divulgarem a sua oferta para que os pais possam decidir convenientemente que escolas escolhem. Comissão Política Nacional da Juventude Popular 5
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Ensino Básico – 2ºCiclo Face às aprendizagens adquiridas no 1º Ciclo torna-se necessário um aperfeiçoamento e continuação das mesmas, ao mesmo tempo que se alargam horizontes e se introduzem novas temáticas para os alunos, é a isso que se propõe o 2º Ciclo do Ensino Básico. Gradualmente conseguir especificar algumas matérias, advindas de uma componente geral. Face à sua importância, consideramos que deve, no seu final, ser avaliada de forma categórica a aprendizagem dos alunos, por exames às 5 disciplinas de maior componente horária(e bem), a saber Línguas Portuguesa, Inglês, História e Geografia de Portugal, Matemática e Ciências da Natureza. A Juventude Popular faz, em relação à actual proposta de Governo e ao sistema em vigência algumas alterações, como pode ser visto em comparação nas tabelas abaixo: Actualidade/Proposta Governo Comissão Política Nacional da Juventude Popular 6
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Proposta JP 5º 6º (x45m) (x45m) Línguas e Estudos Sociais Língua Portuguesa 6 6 Inglês 3 3 História e Geografia de Portugal 3 3 Matemática e Ciências Matemática 6 6 Ciências da Natureza 3 3 Educação Musical 2 2 Educação Visual e Tecnológica 2 2 TIC 2 2 Educação Física 3 3 Educação Moral e Religiosa 1 1 Total 30(31) 30(31) Direcção de Turma (facultativo) 1 1 Apoio ao Estudo (facultativo) 4 4 a) Consideramos de extrema importância que o escalonamento de carga lectiva seja feito antecipadamente pelo Ministério, como forma a evitar diferenciação horária de aluno para aluno, consoante a escola, com consequências formativas. Serve ainda para que no escalonamento, quando feito pela escola, se evite favorecimentos sem fundamento no que toca à importância de cada uma na aprendizagem. b) É também não menos importante, no nosso entender, a inclusão de um tempo de 45min, leccionado pelo Director de Turma e não lectiva, para resolução de problemas da turma, problemas esses que caso contrário terão de ser resolvidos na hora da disciplina do Director de Turma, prejudicando quer professores, quer alunos no cumprimento do Programa. Comissão Política Nacional da Juventude Popular 7
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Ensino Básico – 3ºCiclo O 3º Ciclo do Ensino Básico constitui a última fase antes da primeira grande decisão no que toca à vida académica dos estudantes, é por isso a última fase de “cimentação” de alguns conhecimentos e de matérias que nunca mais farão parte da vida do estudante. Deve por isso estar reforçada a abordagem especializada a nível disciplinar, devendo ser sempre garantida pelos docentes a catalisação dos saberes culturais e uma melhor interpretação da realidade pelos alunos e do contexto societário em que se integram. Mais uma vez a exigência deve estar presente quer na aprendizagem, quer no fim, na avaliação de conhecimentos pelo meio de exames, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Inglês, segunda língua estrangeira, História, Geografia, Matemática, Ciências Naturais e Físico-Química. Da mesma forma, segue a nossa proposta em comparação quer com a actualidade, quer com a proposta do Governo. Actualidade/Proposta Governo Comissão Política Nacional da Juventude Popular 8
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Proposta JP 7º 8º 9º (x45m) (x45m) (x45m) Língua Portuguesa 5 5 5 Língua Estrangeira Inglês 6 5 5 LE2 Ciências Humanas e Sociais História 3 2 3 Geografia 2 3 3 Matemática 5 5 5 Ciências Físicas e Naturais Ciências Naturais 3 3 3 Físico-Química 3 3 3 Educação Tecnológica - 2 2 Educação Visual 2 2 - TIC/Oferta Escola 2 - - Educação Física 3 3 3 Educação Moral e Religiosa 1 1 1 Total 34(35) 33(34) 32(33) Direcção de Turma (facultativo) 1 1 1 Apoio ao Estudo (facultativo) 4 4 4 Comissão Política Nacional da Juventude Popular 9
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário a) Mais uma vez relevamos que o escalonamento horário deve ser efectuado pelo Ministério da Educação, salvaguardamos no entanto, a situação das línguas por cumprir outros factores de avaliação. b) Pensamos que a Educação Tecnológica pode ser mais importante no 9º ano, onde os alunos escolhem que futuro seguir, se por vezes, para uma escola profissional ou secundária. c) Consideramos que as TIC constituem ainda uma importante aprendizagem no 3ºCiclo, colocamos por isso uma componente no 7ºano, na impossibilidade de a ter no 9ºano, face à redução horária que tem de existir para a ocorrência de exames, e a proposta de colocação de Educação Tecnológica neste ano. d) À semelhança do 2ºCiclo deve ser promovido um tempo para direcção de turma, assim como o próprio apoio ao estudo, porque só com método e disciplina se conseguirá com certeza alcançar melhores resultados. Comissão Política Nacional da Juventude Popular 10
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Ensino Secundário O Ensino Secundário é o último passo para alguns da entrada no mercado de trabalho e para outros, o último passo antes da vida universitária. Deve por isso ser um degrau intermediário ao nível da exigência, sinal que dá aos alunos logo a partir da mudança de escala avaliativa. Sendo parte ainda da escolaridade obrigatória, recebe uma maior predominância na especialização, que gradualmente tem aumentado. A Juventude Popular concorda em geral com a proposta apresentada pelo Ministério da Educação, mas não deixa de fazer alguns reparos, como a inclusão, à semelhança dos outros ciclos de uma disciplina leccionada para o DT, a qual propomos ser “Área de Projecto” precisamente para poder servir de plataforma de maior interacção entre os alunos e o DT, mas também para poder ser desenvolvido um projecto que contribua para a escolha profissional dos estudantes no fim deste ciclo de estudos, deve então a disciplina ser alvo de uma reestruturação neste sentido para que possa ganhar maior utilidade nos alunos. As alterações propostas são observáveis abaixo: Actualidade/Proposta Governo Comissão Política Nacional da Juventude Popular 11
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Proposta JP 10º 11º 12º Disciplinas (x90m) (x90m) (x90m) Português 2 2 2 LE 1, LE 2 ou LE 3 2 2 - Formação Geral Filosofia 2 2 - Educ. Física 2 2 2 Trienal 3 3 3 Opção Bienal 1 3 a 3,5 3 a 3,5 - Formação específica Opção Bienal 2 3 a 3,5 3 a 3,5 - Opção Anual 1 - - 3 Área de Projecto - - 1 Educação Moral e 1 1 1 Religiosa Total 17 a 18 17 a 18 11(12) a) Reestruturação do Programa de Área de Projecto, para que possa ser útil no futuro dos alunos. b) Obrigatoriedade de concluir o Ensino Secundário com nota >9,5 valores no Exame de Português. Comissão Política Nacional da Juventude Popular 12
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Propostas Estruturais A JP entende que existem outras medidas paralelas que poderão melhorar o nosso sistema de ensino à parte da carga horária curricular, assim sendo, ficam algumas das medidas que consideramos essenciais para a melhoria da Educação em Portugal.  - Reforço dos exames no final de todos os ciclos, não só nas disciplinas de Português e Matemática, mas em todas como forma de exigência e real avaliação dos conhecimentos dos alunos em matérias essenciais para o seu futuro, com uma cotação de 25% da nota final.  Introdução do cheque-ensino em Portugal, na medida em que devolve autonomia às escolas no seu financiamento, aumenta a competitividade entre elas o que só poderá ser benéfico para os alunos, e devolve também autonomia aos pais na escolha da escola que querem para os seus filhos.  Redução do número de alunos por turma, seguindo as tendências dos melhores países, melhorando a aproximação do professor aos alunos, e criando menos barreiras à aprendizagem. É essencial que se perceba que as melhores turmas têm, regra geral, menores alunos e um grau maior de aquisição de conhecimento. Assim sendo, consideramos que 15 aluno para o 1º Ciclo será o máximo, 22 alunos no 2º Ciclo, 25 alunos no 3º Ciclo e Secundário.  Alteração da remuneração dos actuais directores de escolas, consideramos exorbitante que recebam por vezes mais 50% acima do salário habitual como professor, tendo em conta a delegação de tarefas que operam e não terem carga lectiva na maioria dos casos. Pensamos que um limite de mais um salário mínimo acima do salário habitual, já é razoável.  Consideramos ainda, que na actual estruturação do ensino é necessária a existência de um administrador de recursos, por mega-agrupamento ou por um máximo de 3 escolas, um director pedagógico por escola pertencente ao mesmo. No fundo, a separação entre administração pedagógica e financeira deve ser alvo de profunda reflexão, no sentido de que as escolas sejam mais sustentáveis e tenham uma melhor afectação de recursos.  A definição da carga horária, como explicado acima, deve ser efectuada pelo Ministério da Educação na maioria dos casos.  A autoridade deve ser reposta nos professores, dentro da sala a autoridade máxima deve ser o professor.  A retenção deve continuar a existir como modo de salvaguardar que os alunos realmente aprendem e cumprem os objectivos do seu ano, sem nunca deixar de haver um plano, para que se possa identificar a falha do aluno e para o motivar.  Os pais deve ser responsabilizados pelos actos dos alunos menores, a escola dá a Instrução, mas grande parte da Educação deve ser dada pelos pais!  Deve ainda ser considerada uma revisão programática em todos os ciclos. Comissão Política Nacional da Juventude Popular 13
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Estrutura de Ensino Regime de Transferência traduz-se na necessidade de realizar exames a todas as disciplinas do Ensino Secundário, consoante o ano para que se transferem. Comissão Política Nacional da Juventude Popular 14
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    Proposta de Revisão Curricular EnsinoBásico e Secundário Comissão Política Nacional da Juventude Popular 15