RELAÇÕES DE
PODER
Renato Zanella
• Ismael Caneppele escreve em ZH de domingo
12.04.15 pág.11.
• “São estranhos estes tempos onde quase todos
são corruptos e tantos se revoltam com a
corrupção.”
• Quem é esse cara?
A partir dos anos 50,
houve uma migração,
80% das pessoas
viviam na zona rural e
20% estavam nas
zonas urbanas.
Inversão
A partir do ano de 1973, inicia-se a grande crise
do Petróleo. Nos anos 80 houve um agravamento
desta crise, as economias urbanas estagnaram e
o agro negócio deixou de usar a mão de obra
tradicional para mecanizar.
A população saiu do
meio rural, mas as
luzes da cidade já não
brilhavam tanto.
Em crise, as cidades
não conseguiram
absorver tanta gente.
O estado, a união e os
municípios não tinham
mãos suficientes para
alcançar a tudo e
todos.
Cresce aí a Fé –
Igrejas Pentecostais e
também a insatisfação
com os políticos e a
função pública.
Sem moradia, sem emprego, sem saneamento
básico, sem escolas, sem saúde, romperam laços
em suas terras para cair nas grandes cidades sem
vínculos e identidade.
Igrejas novas prometiam
prosperidade aqui e agora,
a Igreja Católica e
Evangélica protestante,
entre outras, depois do
sacrifício e da morte.
As instituições tradicionais, como Igreja Católica,
deixaram de ser as principais referências e
mediadoras da sociedade, dando um espaço para
novos paradigmas.
 Antes éramos católicos apostólicos romanos e
ou evangélicos por herança e por tradição.
Agora existe concorrência entre as religiões.
 A busca pelo transcendente permanece e
cresce no século XXI. Ao contrário do que
muitos afirmavam.
 Os vínculos territoriais e sociais são cada vez
mais frágeis na aldeia global, e sentir-se parte
de uma comunidade é mais do que uma tábua
de salvação. O apego a religião, igreja, é uma
forma de garantir o pertencimento, como
exemplo: CTG’s e associações das mais
variadas.
Em uma era de tantas incertezas, nada mais
natural para o ser humano, que aumentar as
crenças no divino e diminuir as crenças no ser
humano. A cura de todos os males da atualidade,
só pode vir por força do divino.
• Antes haviam os confessionários.
• Hoje a classe média, gasta em terapia.
• As igrejas exigiam muito sacrifício.
• Nesta época os políticos fazem muitas promessas
porque são muitos os problemas, mas não
conseguem dar conta, nem teriam como”.
A partir do Século XXI
Grandes mudanças no setor público e privado.
No setor público a Lei de Responsabilidade Fiscal
vem para acabar com administrações
patrimonialistas e assistencialistas, obrigando a
implantação de sistemas de controle.
Folha de Pagamento
Educação
Saúde
Arroio do Meio
Lajeado
Estrela
Encantado
Taquari
Vamos tentar avaliar
como está a relação
das nossas políticas
regionais.
No setor privado é muito
comum vermos
negociações de empresas
locais com resto do
mundo. Nossos filhos já
adaptados, trocam
experiências com outros
estados regiões ou países,
por meio da internet.
Na região e no estado tivemos um período de
novas emancipações, de construção de novos
municípios, na sua maioria as lideranças se
voltaram para criar e consolidar os locais. Aos
municípios mães, coube superar as perdas,
realinhar, redefinir lideranças e liderados.
Este período está
sendo superado e nós
estamos voltando os
olhos para os temas
regionais, estaduais,
nacionais e globais.
A Cultura, Valores e Capital Social no
desenvolvimento regional
“A gente as vezes só se da conta do valor de
alguma coisa verdadeiramente quando perde ou
está longe”
Qualidades da região:
 Educação e saúde;
 Distribuição de Renda;
 Diversidade econômica e cultural;
 Diversidade climática e geográfica.
Quem aqui em algum
momento não falou ou
ouviu falar sobre a
“ambulancioterapia” a
Porto Alegre. Hoje
estamos diminuindo
consideravelmente.
Nosso Capital Social
 Quem aqui não tem carteirinha de associado de uma
cooperativa ou associação regional seja ela Sicredi,
Unimed, Languiru, Cosuel, Cerfox, Certaja, entre outras,
quem aqui não encaminhou, levou ou acompanhou paciente
ao hospital Bruno Born, Santa Cruz, Taquari, Estrela, Arroio
do Meio, Encantado , Teutonia e outros?
 Vejamos nossas festas e nossas feiras, que atraem
pessoas de todas as regiões e também de outros estados e
países.
Tudo isto são frutos da política, do esforço coletivo
das lideranças locais e regionais, CONSISA, G8
G10, AMVAT, AVAT, CODEVAT. Quem não tem um
filho, um parente um amigo estudando em uma de
nossas universidades, Unisc, Univates, Lasale...
Estabilização Público Privada
 Caminhamos para uma estabilização (não uma
acomodação) em todos os sentidos, tendo
como expectativa futura mais pessoas idosas
do que jovens nascendo.
 Haverá uma modificação geral nos planos
estratégicos.
 Possivelmente as características culturais e
regionais de qualidade e desempenhos das
gestões sejam valorizadas significativamente.
Este é um movimento regional da política e da
sociedade como um todo, construindo a nossa
diversidade. O leite o frango o suíno, as
cooperativas o ensino a energia elétrica o
emprego a saúde, e as vezes eu e vocês temos
que ouvir que o político e os empresários não
fazem nada...
Mas que
grande
nada.

Relações de Poder

  • 1.
  • 2.
    • Ismael Caneppeleescreve em ZH de domingo 12.04.15 pág.11. • “São estranhos estes tempos onde quase todos são corruptos e tantos se revoltam com a corrupção.” • Quem é esse cara?
  • 3.
    A partir dosanos 50, houve uma migração, 80% das pessoas viviam na zona rural e 20% estavam nas zonas urbanas.
  • 4.
  • 5.
    A partir doano de 1973, inicia-se a grande crise do Petróleo. Nos anos 80 houve um agravamento desta crise, as economias urbanas estagnaram e o agro negócio deixou de usar a mão de obra tradicional para mecanizar.
  • 6.
    A população saiudo meio rural, mas as luzes da cidade já não brilhavam tanto.
  • 7.
    Em crise, ascidades não conseguiram absorver tanta gente. O estado, a união e os municípios não tinham mãos suficientes para alcançar a tudo e todos.
  • 8.
    Cresce aí aFé – Igrejas Pentecostais e também a insatisfação com os políticos e a função pública.
  • 9.
    Sem moradia, sememprego, sem saneamento básico, sem escolas, sem saúde, romperam laços em suas terras para cair nas grandes cidades sem vínculos e identidade.
  • 10.
    Igrejas novas prometiam prosperidadeaqui e agora, a Igreja Católica e Evangélica protestante, entre outras, depois do sacrifício e da morte.
  • 11.
    As instituições tradicionais,como Igreja Católica, deixaram de ser as principais referências e mediadoras da sociedade, dando um espaço para novos paradigmas.
  • 12.
     Antes éramoscatólicos apostólicos romanos e ou evangélicos por herança e por tradição. Agora existe concorrência entre as religiões.  A busca pelo transcendente permanece e cresce no século XXI. Ao contrário do que muitos afirmavam.
  • 13.
     Os vínculosterritoriais e sociais são cada vez mais frágeis na aldeia global, e sentir-se parte de uma comunidade é mais do que uma tábua de salvação. O apego a religião, igreja, é uma forma de garantir o pertencimento, como exemplo: CTG’s e associações das mais variadas.
  • 14.
    Em uma erade tantas incertezas, nada mais natural para o ser humano, que aumentar as crenças no divino e diminuir as crenças no ser humano. A cura de todos os males da atualidade, só pode vir por força do divino.
  • 15.
    • Antes haviamos confessionários. • Hoje a classe média, gasta em terapia. • As igrejas exigiam muito sacrifício. • Nesta época os políticos fazem muitas promessas porque são muitos os problemas, mas não conseguem dar conta, nem teriam como”.
  • 16.
    A partir doSéculo XXI Grandes mudanças no setor público e privado. No setor público a Lei de Responsabilidade Fiscal vem para acabar com administrações patrimonialistas e assistencialistas, obrigando a implantação de sistemas de controle.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
    Vamos tentar avaliar comoestá a relação das nossas políticas regionais.
  • 26.
    No setor privadoé muito comum vermos negociações de empresas locais com resto do mundo. Nossos filhos já adaptados, trocam experiências com outros estados regiões ou países, por meio da internet.
  • 27.
    Na região eno estado tivemos um período de novas emancipações, de construção de novos municípios, na sua maioria as lideranças se voltaram para criar e consolidar os locais. Aos municípios mães, coube superar as perdas, realinhar, redefinir lideranças e liderados.
  • 28.
    Este período está sendosuperado e nós estamos voltando os olhos para os temas regionais, estaduais, nacionais e globais.
  • 29.
    A Cultura, Valorese Capital Social no desenvolvimento regional “A gente as vezes só se da conta do valor de alguma coisa verdadeiramente quando perde ou está longe” Qualidades da região:  Educação e saúde;  Distribuição de Renda;  Diversidade econômica e cultural;  Diversidade climática e geográfica.
  • 30.
    Quem aqui emalgum momento não falou ou ouviu falar sobre a “ambulancioterapia” a Porto Alegre. Hoje estamos diminuindo consideravelmente.
  • 31.
    Nosso Capital Social Quem aqui não tem carteirinha de associado de uma cooperativa ou associação regional seja ela Sicredi, Unimed, Languiru, Cosuel, Cerfox, Certaja, entre outras, quem aqui não encaminhou, levou ou acompanhou paciente ao hospital Bruno Born, Santa Cruz, Taquari, Estrela, Arroio do Meio, Encantado , Teutonia e outros?  Vejamos nossas festas e nossas feiras, que atraem pessoas de todas as regiões e também de outros estados e países.
  • 32.
    Tudo isto sãofrutos da política, do esforço coletivo das lideranças locais e regionais, CONSISA, G8 G10, AMVAT, AVAT, CODEVAT. Quem não tem um filho, um parente um amigo estudando em uma de nossas universidades, Unisc, Univates, Lasale...
  • 33.
    Estabilização Público Privada Caminhamos para uma estabilização (não uma acomodação) em todos os sentidos, tendo como expectativa futura mais pessoas idosas do que jovens nascendo.  Haverá uma modificação geral nos planos estratégicos.  Possivelmente as características culturais e regionais de qualidade e desempenhos das gestões sejam valorizadas significativamente.
  • 39.
    Este é ummovimento regional da política e da sociedade como um todo, construindo a nossa diversidade. O leite o frango o suíno, as cooperativas o ensino a energia elétrica o emprego a saúde, e as vezes eu e vocês temos que ouvir que o político e os empresários não fazem nada... Mas que grande nada.