SlideShare uma empresa Scribd logo
Universidade Federal da Bahia
Instituto de Biologia
Disciplina: BIOB26 – Origem e evolução de procariontes e eucariontes basais
Docente: Adriana Oliveira Medeiros
Discentes: Ivan Pedro Azevedo Campos
Mariana Santos de Oliveira
Marina Faillace de Amorim
Avaliação Teórica
Questão 1
A produção e o comércio do café são de fundamental importância para a
economia brasileira, sendo o Brasil, o maior produtor e exportador do mundo.
Segundo dados da secretaria da agricultura, em 2015 foram produzidas 43,24
milhões de sacas de 60kg, a exportação obteve uma receita de 6,16 bilhões de
dólares. O cultivo estende-se por 1900 municípios, divididos em 15 estados
sendo Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná e
Goiás, os maiores produtores, o que favorece o plantio de diversas espécies de
café de acordo com o clima e o tipo de solo.
O cultivo de café, assim como outras monoculturas, sofre com a ação de
diversos tipos de pragas que acabam por reduzir a produção e,
consequentemente, a arrecadação, acarretando em grande perda para a
economia nacional. A broca de café (Hipothenemus hampei) praga de
lavouras cafezeiras é um inseto pertencente a ordem coleóptera, popularmente
chamados besouros. Nativa da África, a praga se alastrou por vários países e
afeta negativamente a produtividade das fazendas cafeicultoras, causando
baixo rendimento e a perda de milhões de reais anuais (PÉREZ, Jeanneth; et
all). A fêmea da espécie perfura a baga de café depositando seus ovos no
buraco. Os ovos ao eclodirem, liberam as larvas que irão se alimentar da
semente do café (BURBANO, Elsie; et all.). Pode-se dizer que o parasitismo ao
café faz parte do ciclo de vida do inseto, já que ao atingirem a maturidade
reprodutiva as fêmeas buscam colonizar outras bagas de café.
O uso de inseticidas químicos para o controle de pragas, além de
custoso, pode causar mal à saúde de seres humanos e outros animais, além
de matar outros insetos que não são prejudiciais a lavoura (ANDALÓ, Vanessa,
et all; 2004). Por esses motivos, vê-se a necessidade de utilizar o controle
biológico, utilizando um predador natural do patógeno com a intenção de evitar
o uso de agrotóxicos, diminuindo assim os custos da produção, bem como o
risco a saúde.
Ofungo Beauveria bassiana, dofiloascomycota, é um biopesticida
entomopatogênico natural que atua no controle biológico desta praga. Os
esporos, conídios, aderem à superfície corpórea do animal e ao germinarem se
acumulam na base do corpo. Estes secretam uma série de enzimas que
degradam a cutícula do hospedeiro, penetrando-a. Dentro do corpo do
hospedeiro o fungo se multiplica e libera toxinas que causam a morte do inseto
(MANTILLA, Javier Guillermo; et all.).
Referências:
BURBANO, Elsie; WRIGHT, Mark; E. BRIGHT, Donald; E. VEGA, Fernando.
New record for the coffee berry borer, Hypothenemus hampei, in
Hawaii. Journal of Insect Science, v.11, p.1-3.
MANTILLA, Javier Guillermo; GALEANO, Narmer F.; GAITAN, Alvaro L.;
CRISTANCHO, Marco A.; KEYHANI, Nemati O.;
GONGORA, Carmenza E. Transcriptome analysis of the entomopathogenic
fungus Beauveria bassiana grown on cuticular extracts of the coffee berr
y borer (Hypothenemus hampei). Microbiology (2012), p.1826-1842.
PÉREZ, Jeanneth; INFANTE, Francisco; E. VEGA,
Fernando. A Coffee Berry Borer (Coleoptera: Curculionidae: Scolytinae) Bi
bliography. Journal of Insect Science, v.15, p.2-41.
Secretaria da Agricultura, Disponível em:
<http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/cafe/saiba-mais>; Acesso em:
29/03/2016 às 20 horas
Questão 2
Existe uma quantidade considerável de fungos passíveis de consumo e
capazes de serem cultivados para este fim. Dentre estes alguns
recomendáveis são:
 Flammulina velutipes: Comumente conhecida como cogumelo agulha de
ouro, F. velutipes é uma espécie de fungo pertencente à classe
Agaricomycetiae do filo Basidiomycota. Os basidiomas (corpos de
frutificação para Basidiomycotas) por vezes são brancos e as saliências
da suprapellis são geralmente longas e estreitas (HIBBETT et al, 2008).
O uso de casca de café como substrato demonstra um desempenho
mediano, com rendimento de 56%. Já o uso da borra do café garante
rendimento de 78% na produção (FAN & SOCCOL, 2001).
 Pleurotus ostreatus: Popularmente chamado de Shimeji-preto, o P.
ostreatus pertence à classe dos Homobasidiomycetes, no filo
Basidiomycota. Este, bem como outros cogumelos desse gênero, têm
um crescimento de micélio e do corpo de frutificação um tanto rápido, o
que torna rentável o cultivo deste (FAN et al). Como substrato derivado
da cultura de café podem ser utilizadas as cascas de café e a polpa
deste, restantes do processamento deste, sendo que com o primeiro
pode-se chegar a um rendimento produtivo de até 95%. Com borras de
café o rendimento também chega a bons níveis, de até 91% (FAN &
SOCCOL, 2001).
 Lentinus edodes: Conhecido como Cogumelo Shiitake, é um dos cinco
cogumelos comestíveis mais cultivados no mundo. Pertencente à classe
Agaricomycetiae, do filo Basidiomycota, seu crescimento e surgimento
de corpo de frutificação leva em forno de 6 a 8 meses. Com a casca de
café pode-se obter um crescimento e desenvolvimento razoável, com
aparecimento de corpos de frutificação a partir de 60 dias, tendo um
rendimento de 85% (FAN & SOCCOL, 2001).
Os cogumelos acima listados, pertencentes ao filo Basidiomycota,
encontram-se neste filo em função de sua estrutura de reprodução sexual
típica, denominada basídio. É justamente neste que a cariogamia (etapa
sexuada) ocorre, havendo então a geração de uma célula diploide, o zigoto,
que após processos meióticos irá gerar os basidiósporos (de natureza
haploide). A partir destes haverá a formação de hifas primeiramente
asseptadas e, posteriormente, ocorrerá a formação dos septos. Estes formarão
os micélios primários, constituídos de hifas monocarióticas. Quando se tem a
fusão de diferentes hifas monocarióticas teremos então a formação de um
micélio secundário, que irão gerar um novo basídio, reiniciando o ciclo (MILLAN
& HILL, 1993).
Referências
FAN, L.; SOCCOL, C.R. Produção de cogumelo comestível do tipo
Pleurotus, Lentinus e Flammulina em casca e borra de café. II Simpósio de
Pesquisa dos Cafés do Brasil (2001), p. 400-407.
FAN, Leifa; SOCCOL, Carlos R.; PANDEY, Ashok. Produção de cogumelo
comestível Pleurotus em casca de café e avaliação do grau de
detoxificação do substrato. Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, p.
687-690.
HIBBETT, D.S. et al. Flammulina species from China inferred by
morphological and molecular data. Fungal Diversity, v 32 (2008), p. 59-68.
MILLAN, M. GRAW-HILL, M. Viruses and Simple Organisms, part IX (1993),
p. 728
Questão 3
Quando uma determinada área vegetal está devastada, o solo fica exposto,
sofrendo mais com as intempéries, o que o deixa pobre e sem condições
favoráveis para plantio, sendo necessário intervenção antrópica para reverter
esse quadro. O reflorestamento é fundamental para a recuperação destas
áreas, porém o ambiente é desfavorável, o que torna o processo lento. Uma
estratégia eficaz para acelerar o processo de reflorestamento, é o uso de
fungos micorrízicos, que são simbiontes com plantas e auxiliam as mesmas na
fixação do nitrogênio, aumentando a absorção de nutrientes e,
consequentemente, a qualidade fértil do solo, melhorando seu aspecto físico-
químico.
Os fungos micorrizicos arbusculares também se mostram eficientes alterado a
fisiologia da planta a que está associado fazendo com que elas se tornem
menos susceptíveis a ação de substâncias prejudiciais, o que aumenta a
resistência das mesmas além de favorecer a absorção dos nutrientes. Além
disso, plantas com micorriza associada também são mais resistente a agentes
patogênicos e passaritas, pois atuam como uma camada protetora.
Deste modo, a utilização destes fungos se mostra muito eficaz e benéfica para
recuperação de áreas degradadas a partir do processo de reflorestamento. O
uso de plantas generalistas também favorece esse processo aumentando a
eficiência de colonização do fungo que abrange uma maior área em menos
tempo.
Referência
Colodete, C.M.; Dobbss, L.B. & Ramos, A.C. 2014. Aplicação das micorrizas
arbusculares na recuperação de áreas impactadas, Natureza Online, 31-37

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Controle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificações
Controle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificaçõesControle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificações
Controle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificações
Leonardo Minaré Braúna
 
Controle biológico de pragas
Controle biológico de pragasControle biológico de pragas
Controle biológico de pragas
mvezzone
 
Cartilha hortalicas nao convencionais (1)
Cartilha hortalicas nao convencionais (1)Cartilha hortalicas nao convencionais (1)
Cartilha hortalicas nao convencionais (1)
cleversaueressig
 
Origem e importância econômica e classificação botânica do Feijão
Origem e importância econômica e classificação botânica do FeijãoOrigem e importância econômica e classificação botânica do Feijão
Origem e importância econômica e classificação botânica do Feijão
Killer Max
 
(Fruticultura volume 1 importancia, poda e propagação
(Fruticultura   volume 1 importancia, poda e propagação(Fruticultura   volume 1 importancia, poda e propagação
(Fruticultura volume 1 importancia, poda e propagação
Ana Flavia Garcia Moraes
 
Controle biológico de_pragas
Controle biológico de_pragasControle biológico de_pragas
Controle biológico de_pragas
João Siqueira da Mata
 
Cultura do Feijão Caupi e Cultura do Milho
Cultura do Feijão Caupi e Cultura do MilhoCultura do Feijão Caupi e Cultura do Milho
Cultura do Feijão Caupi e Cultura do Milho
Ítalo Arrais
 
Controle biologico de_pragas
Controle biologico de_pragasControle biologico de_pragas
Controle biologico de_pragas
Alexandre Panerai
 
Controle de sclerotinia sclerotiorum com o circular técnica - 81 (embrapa -...
Controle de sclerotinia sclerotiorum com o   circular técnica - 81 (embrapa -...Controle de sclerotinia sclerotiorum com o   circular técnica - 81 (embrapa -...
Controle de sclerotinia sclerotiorum com o circular técnica - 81 (embrapa -...
Ederson Antonio
 
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidasControle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Marcelo Venturi
 
Pragas da cana
Pragas da canaPragas da cana
Pragas da cana
Agricultura Sao Paulo
 
POMAR AGROECOLÓGICO
POMAR AGROECOLÓGICOPOMAR AGROECOLÓGICO
POMAR AGROECOLÓGICO
Julião Medeiros
 
1 5 ii
1 5 ii1 5 ii
Controle Biológico
Controle BiológicoControle Biológico
Controle Biológico
João Felix
 
Glifosato yamada
Glifosato yamadaGlifosato yamada
Glifosato yamada
João Siqueira da Mata
 
Iv.1 protecao
Iv.1 protecao Iv.1 protecao
Couve platino a colheita
Couve platino a colheitaCouve platino a colheita
Couve platino a colheita
rfoltran
 
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
João Siqueira da Mata
 
Melhoramento genético e produção de semente para a cultura do Milho
Melhoramento genético e produção de semente para a cultura do MilhoMelhoramento genético e produção de semente para a cultura do Milho
Melhoramento genético e produção de semente para a cultura do Milho
Geagra UFG
 

Mais procurados (19)

Controle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificações
Controle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificaçõesControle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificações
Controle biológico de pragas e doenças, organismos de controle e especificações
 
Controle biológico de pragas
Controle biológico de pragasControle biológico de pragas
Controle biológico de pragas
 
Cartilha hortalicas nao convencionais (1)
Cartilha hortalicas nao convencionais (1)Cartilha hortalicas nao convencionais (1)
Cartilha hortalicas nao convencionais (1)
 
Origem e importância econômica e classificação botânica do Feijão
Origem e importância econômica e classificação botânica do FeijãoOrigem e importância econômica e classificação botânica do Feijão
Origem e importância econômica e classificação botânica do Feijão
 
(Fruticultura volume 1 importancia, poda e propagação
(Fruticultura   volume 1 importancia, poda e propagação(Fruticultura   volume 1 importancia, poda e propagação
(Fruticultura volume 1 importancia, poda e propagação
 
Controle biológico de_pragas
Controle biológico de_pragasControle biológico de_pragas
Controle biológico de_pragas
 
Cultura do Feijão Caupi e Cultura do Milho
Cultura do Feijão Caupi e Cultura do MilhoCultura do Feijão Caupi e Cultura do Milho
Cultura do Feijão Caupi e Cultura do Milho
 
Controle biologico de_pragas
Controle biologico de_pragasControle biologico de_pragas
Controle biologico de_pragas
 
Controle de sclerotinia sclerotiorum com o circular técnica - 81 (embrapa -...
Controle de sclerotinia sclerotiorum com o   circular técnica - 81 (embrapa -...Controle de sclerotinia sclerotiorum com o   circular técnica - 81 (embrapa -...
Controle de sclerotinia sclerotiorum com o circular técnica - 81 (embrapa -...
 
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidasControle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
Controle de Plantas Espontâneas em Plantio direto sem herbicidas
 
Pragas da cana
Pragas da canaPragas da cana
Pragas da cana
 
POMAR AGROECOLÓGICO
POMAR AGROECOLÓGICOPOMAR AGROECOLÓGICO
POMAR AGROECOLÓGICO
 
1 5 ii
1 5 ii1 5 ii
1 5 ii
 
Controle Biológico
Controle BiológicoControle Biológico
Controle Biológico
 
Glifosato yamada
Glifosato yamadaGlifosato yamada
Glifosato yamada
 
Iv.1 protecao
Iv.1 protecao Iv.1 protecao
Iv.1 protecao
 
Couve platino a colheita
Couve platino a colheitaCouve platino a colheita
Couve platino a colheita
 
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
Problemas de nutrição e de doenças de plantas na agricultura moderna: Palestr...
 
Melhoramento genético e produção de semente para a cultura do Milho
Melhoramento genético e produção de semente para a cultura do MilhoMelhoramento genético e produção de semente para a cultura do Milho
Melhoramento genético e produção de semente para a cultura do Milho
 

Semelhante a Prova fungos respostas

Trofobiose.pdf
Trofobiose.pdfTrofobiose.pdf
Trofobiose.pdf
BrunaMaria93
 
Tratamento de sementes
Tratamento de sementesTratamento de sementes
Tratamento de sementes
Rural Pecuária
 
Page1 13-134
Page1 13-134Page1 13-134
Page1 13-134
mvezzone
 
2º Ma Grupo 06
2º Ma   Grupo 062º Ma   Grupo 06
2º Ma Grupo 06
ProfMario De Mori
 
Fungos e micotoxinas em graos armazenados
Fungos e micotoxinas em graos armazenadosFungos e micotoxinas em graos armazenados
Fungos e micotoxinas em graos armazenados
Pelo Siro
 
PROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptx
PROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptxPROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptx
PROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptx
eronsennafilho1
 
Doc embrapa sobre pseudomonas
Doc embrapa sobre pseudomonasDoc embrapa sobre pseudomonas
Doc embrapa sobre pseudomonas
TatiFaria1
 
Apostila agricultura orgânica
Apostila agricultura orgânicaApostila agricultura orgânica
Apostila agricultura orgânica
mvezzone
 
Ia 251 controle-biologico
Ia 251 controle-biologicoIa 251 controle-biologico
Ia 251 controle-biologico
Josélia França
 
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupiCompatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
nayara moraes
 
Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016
Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016
Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016
Juliana Queiroz
 
Artigo bioterra v16_n2_04
Artigo bioterra v16_n2_04Artigo bioterra v16_n2_04
Artigo bioterra v16_n2_04
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
abc23
abc23abc23
Fungos
FungosFungos
Novas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiro
Novas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiroNovas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiro
Novas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiro
Rural Pecuária
 
Artigo bioterra v17_n1_03
Artigo bioterra v17_n1_03Artigo bioterra v17_n1_03
Artigo bioterra v17_n1_03
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Reino fungi
Reino fungiReino fungi
Reino fungi
Juliana Oliveira
 
44.cultivo de plantas criação de animais2013
44.cultivo de plantas criação de animais201344.cultivo de plantas criação de animais2013
44.cultivo de plantas criação de animais2013
Leonor Vaz Pereira
 
Comocontrolar.pdf
Comocontrolar.pdfComocontrolar.pdf
Comocontrolar.pdf
denizereis3
 

Semelhante a Prova fungos respostas (20)

Trofobiose.pdf
Trofobiose.pdfTrofobiose.pdf
Trofobiose.pdf
 
Tratamento de sementes
Tratamento de sementesTratamento de sementes
Tratamento de sementes
 
Page1 13-134
Page1 13-134Page1 13-134
Page1 13-134
 
2º Ma Grupo 06
2º Ma   Grupo 062º Ma   Grupo 06
2º Ma Grupo 06
 
Fungos e micotoxinas em graos armazenados
Fungos e micotoxinas em graos armazenadosFungos e micotoxinas em graos armazenados
Fungos e micotoxinas em graos armazenados
 
PROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptx
PROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptxPROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptx
PROJETO AMBIENTAL SOBRE A ATIVIDADE FUNGICA EM CACAUEIRO .pptx
 
Doc embrapa sobre pseudomonas
Doc embrapa sobre pseudomonasDoc embrapa sobre pseudomonas
Doc embrapa sobre pseudomonas
 
Apostila agricultura orgânica
Apostila agricultura orgânicaApostila agricultura orgânica
Apostila agricultura orgânica
 
Ia 251 controle-biologico
Ia 251 controle-biologicoIa 251 controle-biologico
Ia 251 controle-biologico
 
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupiCompatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
Compatibilidade do tratamento de sementes de feijão‑caupi
 
Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016
Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016
Entomologia aplicada controle microbiano de pragas 2016
 
Artigo bioterra v16_n2_04
Artigo bioterra v16_n2_04Artigo bioterra v16_n2_04
Artigo bioterra v16_n2_04
 
abc23
abc23abc23
abc23
 
Fungos
FungosFungos
Fungos
 
Novas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiro
Novas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiroNovas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiro
Novas técnicas recomendadas no manejo de doenças do maracujazeiro
 
Artigo bioterra v17_n1_03
Artigo bioterra v17_n1_03Artigo bioterra v17_n1_03
Artigo bioterra v17_n1_03
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
 
Reino fungi
Reino fungiReino fungi
Reino fungi
 
44.cultivo de plantas criação de animais2013
44.cultivo de plantas criação de animais201344.cultivo de plantas criação de animais2013
44.cultivo de plantas criação de animais2013
 
Comocontrolar.pdf
Comocontrolar.pdfComocontrolar.pdf
Comocontrolar.pdf
 

Último

-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
fagnerlopes11
 
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
Eró Cunha
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
fran0410
 
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇOPALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
ARIADNEMARTINSDACRUZ
 
A importância das conjunções- Ensino Médio
A importância das conjunções- Ensino MédioA importância das conjunções- Ensino Médio
A importância das conjunções- Ensino Médio
nunesly
 
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....pptA Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
WilianeBarbosa2
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
katbrochier1
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
sjcelsorocha
 
Atividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docxAtividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docx
MARCELARUBIAGAVA
 
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptxTREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
erssstcontato
 
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃOAUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
FernandaOliveira758273
 
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
HelenStefany
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
CarlosJean21
 
As sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativasAs sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativas
rloureiro1
 
Curativo de cateter venoso central na UTI.pdf
Curativo de cateter venoso central na UTI.pdfCurativo de cateter venoso central na UTI.pdf
Curativo de cateter venoso central na UTI.pdf
BiancaCristina75
 
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
vinibolado86
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
joaresmonte3
 
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIASA SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
HisrelBlog
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
TiagoLouro8
 

Último (20)

-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
-Rudolf-Laban-e-a-teoria-do-movimento.ppt
 
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
 
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇOPALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
PALAVRA SECRETA - ALFABETIZAÇÃO- REFORÇO
 
A importância das conjunções- Ensino Médio
A importância das conjunções- Ensino MédioA importância das conjunções- Ensino Médio
A importância das conjunções- Ensino Médio
 
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....pptA Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
 
Atividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docxAtividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docx
 
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptxTREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
 
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃOAUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
AUTISMO LEGAL - DIREITOS DOS AUTISTAS- LEGISLAÇÃO
 
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
 
As sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativasAs sequências didáticas: práticas educativas
As sequências didáticas: práticas educativas
 
Curativo de cateter venoso central na UTI.pdf
Curativo de cateter venoso central na UTI.pdfCurativo de cateter venoso central na UTI.pdf
Curativo de cateter venoso central na UTI.pdf
 
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
 
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIASA SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
 
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptxPsicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
Psicologia e Sociologia - Módulo 2 – Sociedade e indivíduo.pptx
 

Prova fungos respostas

  • 1. Universidade Federal da Bahia Instituto de Biologia Disciplina: BIOB26 – Origem e evolução de procariontes e eucariontes basais Docente: Adriana Oliveira Medeiros Discentes: Ivan Pedro Azevedo Campos Mariana Santos de Oliveira Marina Faillace de Amorim Avaliação Teórica Questão 1 A produção e o comércio do café são de fundamental importância para a economia brasileira, sendo o Brasil, o maior produtor e exportador do mundo. Segundo dados da secretaria da agricultura, em 2015 foram produzidas 43,24 milhões de sacas de 60kg, a exportação obteve uma receita de 6,16 bilhões de dólares. O cultivo estende-se por 1900 municípios, divididos em 15 estados sendo Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná e Goiás, os maiores produtores, o que favorece o plantio de diversas espécies de café de acordo com o clima e o tipo de solo. O cultivo de café, assim como outras monoculturas, sofre com a ação de diversos tipos de pragas que acabam por reduzir a produção e, consequentemente, a arrecadação, acarretando em grande perda para a economia nacional. A broca de café (Hipothenemus hampei) praga de lavouras cafezeiras é um inseto pertencente a ordem coleóptera, popularmente chamados besouros. Nativa da África, a praga se alastrou por vários países e afeta negativamente a produtividade das fazendas cafeicultoras, causando baixo rendimento e a perda de milhões de reais anuais (PÉREZ, Jeanneth; et all). A fêmea da espécie perfura a baga de café depositando seus ovos no buraco. Os ovos ao eclodirem, liberam as larvas que irão se alimentar da semente do café (BURBANO, Elsie; et all.). Pode-se dizer que o parasitismo ao
  • 2. café faz parte do ciclo de vida do inseto, já que ao atingirem a maturidade reprodutiva as fêmeas buscam colonizar outras bagas de café. O uso de inseticidas químicos para o controle de pragas, além de custoso, pode causar mal à saúde de seres humanos e outros animais, além de matar outros insetos que não são prejudiciais a lavoura (ANDALÓ, Vanessa, et all; 2004). Por esses motivos, vê-se a necessidade de utilizar o controle biológico, utilizando um predador natural do patógeno com a intenção de evitar o uso de agrotóxicos, diminuindo assim os custos da produção, bem como o risco a saúde. Ofungo Beauveria bassiana, dofiloascomycota, é um biopesticida entomopatogênico natural que atua no controle biológico desta praga. Os esporos, conídios, aderem à superfície corpórea do animal e ao germinarem se acumulam na base do corpo. Estes secretam uma série de enzimas que degradam a cutícula do hospedeiro, penetrando-a. Dentro do corpo do hospedeiro o fungo se multiplica e libera toxinas que causam a morte do inseto (MANTILLA, Javier Guillermo; et all.). Referências: BURBANO, Elsie; WRIGHT, Mark; E. BRIGHT, Donald; E. VEGA, Fernando. New record for the coffee berry borer, Hypothenemus hampei, in Hawaii. Journal of Insect Science, v.11, p.1-3. MANTILLA, Javier Guillermo; GALEANO, Narmer F.; GAITAN, Alvaro L.; CRISTANCHO, Marco A.; KEYHANI, Nemati O.; GONGORA, Carmenza E. Transcriptome analysis of the entomopathogenic fungus Beauveria bassiana grown on cuticular extracts of the coffee berr y borer (Hypothenemus hampei). Microbiology (2012), p.1826-1842. PÉREZ, Jeanneth; INFANTE, Francisco; E. VEGA, Fernando. A Coffee Berry Borer (Coleoptera: Curculionidae: Scolytinae) Bi bliography. Journal of Insect Science, v.15, p.2-41.
  • 3. Secretaria da Agricultura, Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/cafe/saiba-mais>; Acesso em: 29/03/2016 às 20 horas Questão 2 Existe uma quantidade considerável de fungos passíveis de consumo e capazes de serem cultivados para este fim. Dentre estes alguns recomendáveis são:  Flammulina velutipes: Comumente conhecida como cogumelo agulha de ouro, F. velutipes é uma espécie de fungo pertencente à classe Agaricomycetiae do filo Basidiomycota. Os basidiomas (corpos de frutificação para Basidiomycotas) por vezes são brancos e as saliências da suprapellis são geralmente longas e estreitas (HIBBETT et al, 2008). O uso de casca de café como substrato demonstra um desempenho mediano, com rendimento de 56%. Já o uso da borra do café garante rendimento de 78% na produção (FAN & SOCCOL, 2001).  Pleurotus ostreatus: Popularmente chamado de Shimeji-preto, o P. ostreatus pertence à classe dos Homobasidiomycetes, no filo Basidiomycota. Este, bem como outros cogumelos desse gênero, têm um crescimento de micélio e do corpo de frutificação um tanto rápido, o que torna rentável o cultivo deste (FAN et al). Como substrato derivado da cultura de café podem ser utilizadas as cascas de café e a polpa deste, restantes do processamento deste, sendo que com o primeiro pode-se chegar a um rendimento produtivo de até 95%. Com borras de café o rendimento também chega a bons níveis, de até 91% (FAN & SOCCOL, 2001).  Lentinus edodes: Conhecido como Cogumelo Shiitake, é um dos cinco cogumelos comestíveis mais cultivados no mundo. Pertencente à classe Agaricomycetiae, do filo Basidiomycota, seu crescimento e surgimento de corpo de frutificação leva em forno de 6 a 8 meses. Com a casca de café pode-se obter um crescimento e desenvolvimento razoável, com aparecimento de corpos de frutificação a partir de 60 dias, tendo um rendimento de 85% (FAN & SOCCOL, 2001). Os cogumelos acima listados, pertencentes ao filo Basidiomycota, encontram-se neste filo em função de sua estrutura de reprodução sexual
  • 4. típica, denominada basídio. É justamente neste que a cariogamia (etapa sexuada) ocorre, havendo então a geração de uma célula diploide, o zigoto, que após processos meióticos irá gerar os basidiósporos (de natureza haploide). A partir destes haverá a formação de hifas primeiramente asseptadas e, posteriormente, ocorrerá a formação dos septos. Estes formarão os micélios primários, constituídos de hifas monocarióticas. Quando se tem a fusão de diferentes hifas monocarióticas teremos então a formação de um micélio secundário, que irão gerar um novo basídio, reiniciando o ciclo (MILLAN & HILL, 1993). Referências FAN, L.; SOCCOL, C.R. Produção de cogumelo comestível do tipo Pleurotus, Lentinus e Flammulina em casca e borra de café. II Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil (2001), p. 400-407. FAN, Leifa; SOCCOL, Carlos R.; PANDEY, Ashok. Produção de cogumelo comestível Pleurotus em casca de café e avaliação do grau de detoxificação do substrato. Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, p. 687-690. HIBBETT, D.S. et al. Flammulina species from China inferred by morphological and molecular data. Fungal Diversity, v 32 (2008), p. 59-68. MILLAN, M. GRAW-HILL, M. Viruses and Simple Organisms, part IX (1993), p. 728 Questão 3 Quando uma determinada área vegetal está devastada, o solo fica exposto, sofrendo mais com as intempéries, o que o deixa pobre e sem condições favoráveis para plantio, sendo necessário intervenção antrópica para reverter esse quadro. O reflorestamento é fundamental para a recuperação destas áreas, porém o ambiente é desfavorável, o que torna o processo lento. Uma estratégia eficaz para acelerar o processo de reflorestamento, é o uso de fungos micorrízicos, que são simbiontes com plantas e auxiliam as mesmas na fixação do nitrogênio, aumentando a absorção de nutrientes e,
  • 5. consequentemente, a qualidade fértil do solo, melhorando seu aspecto físico- químico. Os fungos micorrizicos arbusculares também se mostram eficientes alterado a fisiologia da planta a que está associado fazendo com que elas se tornem menos susceptíveis a ação de substâncias prejudiciais, o que aumenta a resistência das mesmas além de favorecer a absorção dos nutrientes. Além disso, plantas com micorriza associada também são mais resistente a agentes patogênicos e passaritas, pois atuam como uma camada protetora. Deste modo, a utilização destes fungos se mostra muito eficaz e benéfica para recuperação de áreas degradadas a partir do processo de reflorestamento. O uso de plantas generalistas também favorece esse processo aumentando a eficiência de colonização do fungo que abrange uma maior área em menos tempo. Referência Colodete, C.M.; Dobbss, L.B. & Ramos, A.C. 2014. Aplicação das micorrizas arbusculares na recuperação de áreas impactadas, Natureza Online, 31-37