Matriz de Referência/PROEB 2009
Avaliação Diagnóstica de Língua Portuguesa

Domínio

01

B

Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros

02

B

Interpretar texto que conjuga linguagem verbal e nãoverbal

03

D

04

B

Estabelecer relações entre a tese e os argumentos
oferecidos para sustentá-la.

05

C

Estabelecer relação entre partes de um texto,
identificando repetições ou substituições que
contribuem para sua continuidade

06
07
08
09

B
A
C

Localizar informações explícitas em um texto
Procedimentos de
Leitura

Gabarito

Reconhecer relações lógico-discursivas presentes no
texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.

Coerência e coesão no
processamento do texto

Questão

Identificar a tese de um texto

Implicações do suporte,
do gênero e/ou do
enunciador na
compreensão do texto

Descritor

10

B

Inferir informações implícitas em um texto

11

A

12

A

Reconhecer o efeito de sentido decorrente da
escolha de uma determinada palavra ou expressão

13

B

Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de
pontuação e de outras notações.

14

D

15

A

16

C

17

C

Identificar o gênero de um texto.

Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato
Relações entre recursos
expressivos e efeitos de
sentido

Relação entre textos

Variação Linguística

Reconhecer posições distintas entre duas ou mais
opiniões relativas ao mesmo fato.
Reconhecer diferentes formas de abordar uma
informação ao comparar textos que tratam do mesmo
tema.
Identificar marcas lingüísticas que evidenciam o locutor e
interlocutor de um texto.

B
1. Esse texto é:
a)
b)
c)
d)

( ) um artigo científico
( ) um artigo de opinião
( ) uma notícia
( ) uma reportagem

2. Qual é a finalidade desse texto?
a) ( ) Convencer o leitor a escolher certo candidato neste tempo de campanha eleitoral.
b) ( ) Defender um ponto de vista acerca do estado de fome física ou emocional neste tempo de
campanha eleitoral.
c) ( ) Descrever os tipos de fome dos seres humanos.
d) ( ) Informar sobre as plataformas de campanhas eleitorais no Brasil.
3.A ilustração no centro da disposição gráfica do texto está diretamente relacionada com o
enunciado:
a) ( ) “Bandos de jovens drogados não vagavam nas ruas, crianças pedintes não rolavam nas esquinas...”
b) ( ) “Doentes de medo, desviamos o olhar da realidade...”
c) ( ) “Séculos atrás, eram os miseráveis que se instalavam em torno do castelo onde recolhiam esmolas
ou prestavam pequenos serviços...”
d) ( )“Também não queremos conviver mais com a miséria e a falta de tudo que muitas vezes produzem a
violência”.
4. A tese defendida pela autora, no texto, é:
a) ( ) “Esse podia ser o primeiro desejo de qualquer candidato a governante: cuidar da sua gente, não só
nas tragédias como inundação e secas, mas na doença e falta de tudo, de alimento e educação.”
b) ( ) “Somos um país de famintos, e boa plataforma para candidatos seria atender a esse nosso estado
de desnutrição, física ou emocional”
c) ( ) “O dever de um governo, e seu desejo ardente, deve ser atender ao povo (que atenção, são todos
os brasileiros).
d) ( ) "Várias fomes cabem no conceito justiça, como segurança, confiança e dignidade.”
5.Dentre todos os fatores empregados pela autora como argumentos para ressaltar o estado de
desnutrição física ou emocional, o que mais se destaca é:
a)
b)
c)
d)

( ) Confiança.
( ) Dignidade.
( ) Justiça.
( ) Segurança.

6. Observe o enunciado retirado do penúltimo parágrafo do texto: “Isso também é justiça.” O termo
sublinhado foi empregado para:
a)
b)
c)
d)

( ) Acrescentar um novo argumento.
( ) Retomar idéias anteriormente defendidas.
( ) Repetir a ideia já defendida.
( ) Suprir a ausência de novos argumentos.

7. “Se pensarmos na fome física, vemos as crianças comendo no lixo ou a tradicional farinha com
água, quando tem água. “
Os conectivos sublinhados estabelecem, respectivamente, ideia de:
a) ( ) condição, adição, explicação.
b) ( ) condição, alternância, hipótese.
c) ( ) hipótese, adição, condição.
d) ( ) hipótese, adição, tempo.

8.

“Mas não vamos esquecer as carências da alma, as fomes da nossa condição humana...”
Que relação de sentido é estabelecida pelo “mas”?
a)
b)
c)
d)

9.

( ) Adversidade.
( ) Alternância.
( ) Conclusão.
( ) Conformidade.

“Ainda estamos nas cavernas, apesar do vidro fumê e dos controles remotos.”
O jogo entre os articuladores grifados estabelece uma relação de:
a)
b)
c)
d)

( ) avanço e retrocesso.
( ). estabilidade e progresso
( ) atraso e modernidade.
( ) retrocesso e estabilidade.

10. Segundo o texto, a garantia da dignidade começa com:
a)
b)
.
c)
d)
11.

( ) educação para todos
( ) leis aplicáveis a todos.
( ) moradias confortáveis
( ) salários altos.

“O dever de um governo, e seu desejo ardente deve ser atender ao povo (que, atenção, são
todos os brasileiros).” A observação entre parênteses demonstra a opinião da autora, que se traduz
da seguinte forma:
a) ( ) normalmente, os governantes governam para uma parcela da população.
b) ( ) normalmente, os governantes atentam apenas para os mais necessitados.
c) ( ) normalmente, os governantes favorecem à população em geral.
d) ( ) normalmente, os governantes garantem o bem comum.

12.

Em qual das citações abaixo está expresso um fato?
a) ( ) “Há trinta e poucos anos, meus filhos jogavam bola no bairro onde ainda moro...”
b) ( ) “Para sermos dignos, precisamos ter certeza de que cada um tem aquilo de que precisa para tanto,
começando com leis sensatas...”
c) ( ) “Mas não vamos esquecer as carências da alma, as fomes da nossa condição humana...”
d) ( ) “Pois nesta Idade Média higiênica e sofisticada, os feudos são os edifícios e condomínios fechados,
guardas nas cabines, bandidagem rondando.”

13.

“Imaginei o policial com revolverzinho mirando o bandidão que segura um fuzil de última
geração...”
Os nomes sublinhados no enunciado, expressam a ideia de:
a)
b)
c)
d)

( ) Aumento da autoridade policial diante do criminoso.
( ) Fragilidade do policial diante da criminalidade.
( ) Respeito do policial pelo criminoso.
( ) Segurança do policial no exercício da função.

14. A autora coloca entre aspas os enunciados: “Faz de conta que isso nunca vai me atingir”; “Quem
sabe um tiro no braço ou no pé?”. O uso desse recurso tem como objetivo:
a)
b)
c)
d)
15.

( ) Chamar a atenção do leitor para o uso de termos com sentido impróprio.
( ) Demonstrar sua indignação contra fatos de violência física.
( ) Interagir com o leitor sobre o tema abordado.
( ) Trazer ao texto possíveis falas para sustentar a argumentação defendida.
Leia estes trechos:

Trecho I
Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e
costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua
transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito a influência do povo é
decisiva. Há, portanto, certos modos de dizer, locuções novas, que de força entram no domínio do estilo e
ganham direito de cidade.
MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria (1839-1908). Instinto de Nacionalidade. In: Queda que as mulheres
têm para os tolos e outros textos. Belo Horizonte: crisálida, 2003.p.57. (Grafia atualizada)
Trecho II
Basta pensar que a língua brasileira é outra. Uma pequena mostra de erros de redação coletados na
imprensa revela que o português aqui transformou-se num vernáculo sem lógica nem regras.
FELINTO, M. Folha de S. Paulo. In: BAGNO, M. Ensino de português: do preconceito lingüístico à pesquisa
da língua. Boletim da ABRALIN. Brasília, n.25, 2000.p.3.
Trecho III
Sempre me perguntam onde se fala o melhor português. Só pode ser em Portugal.
DUARTE, S. N.Jornal do Brasil. In: BAGNO M. Ensino de português: do preconceito lingüístico à pesquisa
da língua. Boletim da ABRALIN. Brasília, n.25, 2000.p.3.
Trecho IV
O que acontece é que a língua portuguesa “oficial”, isto é, o português de Portugal, não aceita o pronome
no início da frase.
CIPRO NETO, P. Nossa Língua Portuguesa. In: M. Ensino de português: do preconceito lingüístico à
pesquisa da língua. Boletim da ABRALIN. Brasília, n.25, 2000.p.4.
Tendo como referência os posicionamentos apresentados sobre o mesmo assunto, é correto
afirmar:
a) ( ) Nos trechos de II a IV, defende-se a concepção de que o português empregado em Portugal seria
“oficial”, portanto superior ao do Brasil.
b) ( ) Todos os posicionamentos são de que a língua é imutável, não podendo sofrer variações no tempo
e no espaço.
c) ( ) Machado de Assis defende a ideia de que deve-se preservar a Língua Portuguesa tal qual a falada
no Brasil, no século XVI.
d) ( ) O posicionamento defendido no trecho IV é de flexibilidade quanto à colocação pronominal na frase
16--Leia os trechos abaixo:
I.
Aos quatro anos de idade descobri pela primeira vez que podia ler. Eu tinha visto uma infinidade
de vezes as letras que sabia (porque tinham me dito) serem os nomes das figuras colocadas sob elas (...)
Depois que aprendi a ler minhas letras, li de tudo: livros, mas também notícias, anúncios, os tipos pequenos
no verso da passagem do bonde, letras jogadas no lixo, jornais velhos apanhados sob o banco do parque,
grafites, a contracapa das revistas de outros passageiros no ônibus. Quando fiquei sabendo que Cervantes,
em seu apego à leitura, lia até os pedaços de papel rasgado na rua”, entendi exatamente que impulso o
levava a isso. (MANGUEL. 1997, p. 17-20.)
II.
“Quem lê, viaja.”( Campanha do Ministério da Educação, 2007.)
III.
“Um país se faz com homens e livros.”( Monteiro Lobato)
Os fragmentos de textos apresentados tratam de um mesmo assunto:
a) ( ) A campanha do Ministério da Educação
b) ( ) A informação
c) ( ) A leitura
d) ( ) Os livros
17 (fragmento)
Eu venho dêrne menino,
Dêrne munto pequenino,
Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhô.
Eu nasci pra sê vaquêro,
Sou o mais feliz brasilêro,
Eu não invejo dinhêro,
Nem diproma de dotô.
(Patativa do Assaré) Disponível em: www.revista.agulha.nom.br/anton05.html
Considerando-se a linguagem utilizada no fragmento do poema, infere-se que o eu lírico revela-se
como falante de uma variedade linguística específica. Esse falante, em seu grupo social, é
identificado como:
a)
b)
c)
d)

( )estrangeiro que imigrou para uma comunidade do nordeste do país;
( )escolarizado que habita uma comunidade do interior do país;
( )sertanejo morador de uma área rural;
( )escolarizado proveniente de área urbana.
Considerando-se a linguagem utilizada no fragmento do poema, infere-se que o eu lírico revela-se
como falante de uma variedade linguística específica. Esse falante, em seu grupo social, é
identificado como:
a)
b)
c)
d)

( )estrangeiro que imigrou para uma comunidade do nordeste do país;
( )escolarizado que habita uma comunidade do interior do país;
( )sertanejo morador de uma área rural;
( )escolarizado proveniente de área urbana.

Prova diagnostica 3 ano

  • 2.
    Matriz de Referência/PROEB2009 Avaliação Diagnóstica de Língua Portuguesa Domínio 01 B Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros 02 B Interpretar texto que conjuga linguagem verbal e nãoverbal 03 D 04 B Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. 05 C Estabelecer relação entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para sua continuidade 06 07 08 09 B A C Localizar informações explícitas em um texto Procedimentos de Leitura Gabarito Reconhecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. Coerência e coesão no processamento do texto Questão Identificar a tese de um texto Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto Descritor 10 B Inferir informações implícitas em um texto 11 A 12 A Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão 13 B Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações. 14 D 15 A 16 C 17 C Identificar o gênero de um texto. Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido Relação entre textos Variação Linguística Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato. Reconhecer diferentes formas de abordar uma informação ao comparar textos que tratam do mesmo tema. Identificar marcas lingüísticas que evidenciam o locutor e interlocutor de um texto. B
  • 3.
    1. Esse textoé: a) b) c) d) ( ) um artigo científico ( ) um artigo de opinião ( ) uma notícia ( ) uma reportagem 2. Qual é a finalidade desse texto? a) ( ) Convencer o leitor a escolher certo candidato neste tempo de campanha eleitoral. b) ( ) Defender um ponto de vista acerca do estado de fome física ou emocional neste tempo de campanha eleitoral. c) ( ) Descrever os tipos de fome dos seres humanos. d) ( ) Informar sobre as plataformas de campanhas eleitorais no Brasil. 3.A ilustração no centro da disposição gráfica do texto está diretamente relacionada com o enunciado: a) ( ) “Bandos de jovens drogados não vagavam nas ruas, crianças pedintes não rolavam nas esquinas...” b) ( ) “Doentes de medo, desviamos o olhar da realidade...” c) ( ) “Séculos atrás, eram os miseráveis que se instalavam em torno do castelo onde recolhiam esmolas ou prestavam pequenos serviços...” d) ( )“Também não queremos conviver mais com a miséria e a falta de tudo que muitas vezes produzem a violência”. 4. A tese defendida pela autora, no texto, é: a) ( ) “Esse podia ser o primeiro desejo de qualquer candidato a governante: cuidar da sua gente, não só nas tragédias como inundação e secas, mas na doença e falta de tudo, de alimento e educação.” b) ( ) “Somos um país de famintos, e boa plataforma para candidatos seria atender a esse nosso estado de desnutrição, física ou emocional” c) ( ) “O dever de um governo, e seu desejo ardente, deve ser atender ao povo (que atenção, são todos os brasileiros). d) ( ) "Várias fomes cabem no conceito justiça, como segurança, confiança e dignidade.” 5.Dentre todos os fatores empregados pela autora como argumentos para ressaltar o estado de desnutrição física ou emocional, o que mais se destaca é: a) b) c) d) ( ) Confiança. ( ) Dignidade. ( ) Justiça. ( ) Segurança. 6. Observe o enunciado retirado do penúltimo parágrafo do texto: “Isso também é justiça.” O termo sublinhado foi empregado para: a) b) c) d) ( ) Acrescentar um novo argumento. ( ) Retomar idéias anteriormente defendidas. ( ) Repetir a ideia já defendida. ( ) Suprir a ausência de novos argumentos. 7. “Se pensarmos na fome física, vemos as crianças comendo no lixo ou a tradicional farinha com água, quando tem água. “ Os conectivos sublinhados estabelecem, respectivamente, ideia de: a) ( ) condição, adição, explicação. b) ( ) condição, alternância, hipótese. c) ( ) hipótese, adição, condição. d) ( ) hipótese, adição, tempo. 8. “Mas não vamos esquecer as carências da alma, as fomes da nossa condição humana...” Que relação de sentido é estabelecida pelo “mas”?
  • 4.
    a) b) c) d) 9. ( ) Adversidade. () Alternância. ( ) Conclusão. ( ) Conformidade. “Ainda estamos nas cavernas, apesar do vidro fumê e dos controles remotos.” O jogo entre os articuladores grifados estabelece uma relação de: a) b) c) d) ( ) avanço e retrocesso. ( ). estabilidade e progresso ( ) atraso e modernidade. ( ) retrocesso e estabilidade. 10. Segundo o texto, a garantia da dignidade começa com: a) b) . c) d) 11. ( ) educação para todos ( ) leis aplicáveis a todos. ( ) moradias confortáveis ( ) salários altos. “O dever de um governo, e seu desejo ardente deve ser atender ao povo (que, atenção, são todos os brasileiros).” A observação entre parênteses demonstra a opinião da autora, que se traduz da seguinte forma: a) ( ) normalmente, os governantes governam para uma parcela da população. b) ( ) normalmente, os governantes atentam apenas para os mais necessitados. c) ( ) normalmente, os governantes favorecem à população em geral. d) ( ) normalmente, os governantes garantem o bem comum. 12. Em qual das citações abaixo está expresso um fato? a) ( ) “Há trinta e poucos anos, meus filhos jogavam bola no bairro onde ainda moro...” b) ( ) “Para sermos dignos, precisamos ter certeza de que cada um tem aquilo de que precisa para tanto, começando com leis sensatas...” c) ( ) “Mas não vamos esquecer as carências da alma, as fomes da nossa condição humana...” d) ( ) “Pois nesta Idade Média higiênica e sofisticada, os feudos são os edifícios e condomínios fechados, guardas nas cabines, bandidagem rondando.” 13. “Imaginei o policial com revolverzinho mirando o bandidão que segura um fuzil de última geração...” Os nomes sublinhados no enunciado, expressam a ideia de: a) b) c) d) ( ) Aumento da autoridade policial diante do criminoso. ( ) Fragilidade do policial diante da criminalidade. ( ) Respeito do policial pelo criminoso. ( ) Segurança do policial no exercício da função. 14. A autora coloca entre aspas os enunciados: “Faz de conta que isso nunca vai me atingir”; “Quem sabe um tiro no braço ou no pé?”. O uso desse recurso tem como objetivo: a) b) c) d) 15. ( ) Chamar a atenção do leitor para o uso de termos com sentido impróprio. ( ) Demonstrar sua indignação contra fatos de violência física. ( ) Interagir com o leitor sobre o tema abordado. ( ) Trazer ao texto possíveis falas para sustentar a argumentação defendida. Leia estes trechos: Trecho I Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua
  • 5.
    transplantação para aAmérica não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito a influência do povo é decisiva. Há, portanto, certos modos de dizer, locuções novas, que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria (1839-1908). Instinto de Nacionalidade. In: Queda que as mulheres têm para os tolos e outros textos. Belo Horizonte: crisálida, 2003.p.57. (Grafia atualizada) Trecho II Basta pensar que a língua brasileira é outra. Uma pequena mostra de erros de redação coletados na imprensa revela que o português aqui transformou-se num vernáculo sem lógica nem regras. FELINTO, M. Folha de S. Paulo. In: BAGNO, M. Ensino de português: do preconceito lingüístico à pesquisa da língua. Boletim da ABRALIN. Brasília, n.25, 2000.p.3. Trecho III Sempre me perguntam onde se fala o melhor português. Só pode ser em Portugal. DUARTE, S. N.Jornal do Brasil. In: BAGNO M. Ensino de português: do preconceito lingüístico à pesquisa da língua. Boletim da ABRALIN. Brasília, n.25, 2000.p.3. Trecho IV O que acontece é que a língua portuguesa “oficial”, isto é, o português de Portugal, não aceita o pronome no início da frase. CIPRO NETO, P. Nossa Língua Portuguesa. In: M. Ensino de português: do preconceito lingüístico à pesquisa da língua. Boletim da ABRALIN. Brasília, n.25, 2000.p.4. Tendo como referência os posicionamentos apresentados sobre o mesmo assunto, é correto afirmar: a) ( ) Nos trechos de II a IV, defende-se a concepção de que o português empregado em Portugal seria “oficial”, portanto superior ao do Brasil. b) ( ) Todos os posicionamentos são de que a língua é imutável, não podendo sofrer variações no tempo e no espaço. c) ( ) Machado de Assis defende a ideia de que deve-se preservar a Língua Portuguesa tal qual a falada no Brasil, no século XVI. d) ( ) O posicionamento defendido no trecho IV é de flexibilidade quanto à colocação pronominal na frase 16--Leia os trechos abaixo: I. Aos quatro anos de idade descobri pela primeira vez que podia ler. Eu tinha visto uma infinidade de vezes as letras que sabia (porque tinham me dito) serem os nomes das figuras colocadas sob elas (...) Depois que aprendi a ler minhas letras, li de tudo: livros, mas também notícias, anúncios, os tipos pequenos no verso da passagem do bonde, letras jogadas no lixo, jornais velhos apanhados sob o banco do parque, grafites, a contracapa das revistas de outros passageiros no ônibus. Quando fiquei sabendo que Cervantes, em seu apego à leitura, lia até os pedaços de papel rasgado na rua”, entendi exatamente que impulso o levava a isso. (MANGUEL. 1997, p. 17-20.) II. “Quem lê, viaja.”( Campanha do Ministério da Educação, 2007.) III. “Um país se faz com homens e livros.”( Monteiro Lobato) Os fragmentos de textos apresentados tratam de um mesmo assunto: a) ( ) A campanha do Ministério da Educação b) ( ) A informação c) ( ) A leitura d) ( ) Os livros 17 (fragmento) Eu venho dêrne menino, Dêrne munto pequenino, Cumprindo o belo destino Que me deu Nosso Senhô. Eu nasci pra sê vaquêro, Sou o mais feliz brasilêro, Eu não invejo dinhêro, Nem diproma de dotô. (Patativa do Assaré) Disponível em: www.revista.agulha.nom.br/anton05.html
  • 6.
    Considerando-se a linguagemutilizada no fragmento do poema, infere-se que o eu lírico revela-se como falante de uma variedade linguística específica. Esse falante, em seu grupo social, é identificado como: a) b) c) d) ( )estrangeiro que imigrou para uma comunidade do nordeste do país; ( )escolarizado que habita uma comunidade do interior do país; ( )sertanejo morador de uma área rural; ( )escolarizado proveniente de área urbana.
  • 7.
    Considerando-se a linguagemutilizada no fragmento do poema, infere-se que o eu lírico revela-se como falante de uma variedade linguística específica. Esse falante, em seu grupo social, é identificado como: a) b) c) d) ( )estrangeiro que imigrou para uma comunidade do nordeste do país; ( )escolarizado que habita uma comunidade do interior do país; ( )sertanejo morador de uma área rural; ( )escolarizado proveniente de área urbana.