Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA
        Disciplina – Zoologia Aplicada




   FILO PROTOZOA



                           Profª. Andréa Bezerra de Castro
RELAÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS COM AS CULTURAS



• Patógenos de pragas: úteis em programas de controle
biológico;




• Patógenos de plantas: causando prejuízos expressivos ao
produtor.
Importância como Agentes de Controle Biológico


• Contaminação oral do hospedeiro;


• O inóculo também pode ser representado por esporos,
cistos ou outra fase do desenvolvimento do protozoário.
As principais características do inseto doente e da doença
  causada por protozoário são as seguintes:



a) desenvolvimento retardado;
b) deformação nos apêndices, pupação anormal;
c) dificuldades no movimento e falta de apetite;
d) secreção anal esbranquiçada;
e) cutícula transparente com áreas branco-opacas ou com
  presença de pontos escuros;
f) os protozoários formam esporos ou cistos resistentes;
g) as epizootias* são limitadas a pequenas áreas (focos);
h) os protozoários atuam lentamente sobre a população de
insetos, podendo torná-la suscetível a viroses;
i)    podem ser disseminados pêlos ovos, o que facilita o
desenvolvimento das epizootias, podendo ser utilizados em
colonização;
j)    dificilmente são empregados com inseticidas
microbianos em grandes áreas devido à dificuldade de
multiplicação, sendo a maioria parasitas obrigatórios;


* epizootia = doença que ataca numerosos animais ao mesmo tempo em um mesmo lugar
Importância como Fïtopatógenos

Protozoários de interesse fitopatológico

Os protozoários de interesse fitopatológico são incluídos
no:
• Filo Protozoa
• Subfilo Mastigophora;
• Classe Zoomastigophorasida;
• Ordem Kinetoplastida;
• Família Trypanosomatidae;
• Gênero Phytomonas.
Protozoários Entomopatogênicos
                       FILOS                                   ORDENS       GÊNEROS                    HOSPEDEIROS

SARCOMASTIGOPHORA                                       KINETOPLASTIDA    Blastocrithidia   Diversos
     Núcleo simples, exceto em Foraminiferidae,         AMOEBIDA          Malpighamoeba     Abelhas
locomoção por flagelos, pseudópodes ou ambos
                                                                          Malamoeba         Ortópteros
                                                                          Dobelina          Dípteros

APICOMPLEXA                                             EUGREGARINIDA     Gregarina         Diversos
      Complexo apical só visível ao microscópio
eletrônico, cílios ausentes, reprodução por singamia,
todos parasitos.

                                                        NEOGREGARINIDA    Mattesia          Coleópteros e Lepdópteros



                                                        EUCOCCIDIDA       Adelina           Coleópteros


MICROSPORA                                              MINISPORIDA       Chytridiopis      Coleópteros
       Esporos unicelulares com filamento polar,                          Hessea            Dípteros
parede não perfurada contendo esporoplasma uni ou
binucleado, com aparelho de extrusão.
                                                        MICROSPORIDA      Burunella         Formigas
                                                                          Chytridiopis      Coleópteros
                                                                          Duboscquia        Dípteros e Isópteros
                                                                          Gurleya           Diversos
                                                                          Nasema            Diversos
                                                                          Octosporea        Dípteros, Hemípteros e Lepdópteros
                                                                          Pleistophora      Lepdópteros
                                                                          Telomyxa          Coleópteros
                                                                          Teloahania        Lepdópteros e Ortópteros
                                                                          Taxoglugea        Ortópteros
                                                                          Vairimorfa        Coleópteros e Dípteros
CILIOPHORA                                              HYMENOSTOMATIDA   Tetrahymena       Dípteros
Organelas representadas por cílios curtos e
contráteis, geralmente 2 tipos de núcleo.
São referidos como parasitas de mais de uma centena de
espécies vegetais, pertencentes às famílias:


                                               Euphorbia milii – coroa de cristo

Euphorbiaceae,


Asclepiadaceae,                 Stephanotis floribunda - jasmim de madagascar




Apocinaceae,

                        Morus nigra amoreira negra
Moraceae,                                                         Plumeria rubra
                                                                  jasmim manga


Rubiaceae,                                  Mussaenda alicia - musendra rosa
Palmae,



Leguminosae,



Solanaceae,      Brunfelsia uniflora – manacá-de-cheiro




Sapotacea              Maçã-de-macaco




Compositaceae.
No Brasil estão associados principalmente a palmaceas
como:

• Coqueiro (Cocos nucifera);


• Dendezeiro (Roysionea regional);


• Piaçava (Attala funniferd);


• Palmeira-maripa (Maximiliana maripa) ;


• Palmeira rabo-de-peixe anã (Carioyota mites).
São protozoários com predomínio da forma promastigota
Sintomatologia
       Os sintomas apresentados por plantas infestadas por
Phytomonas são variáveis conforme o hospedeiro e
localização do protozoário na planta:
• Amarelecimento;
• Deformação;
• Seca e queda das folhas;
• Subdesenvolvimento, declínio e morte.




Phytomonas Brassicae   Phytomonas Fabacee   Cucurbitae_Pseudomonas
                                                                     Phytomonas Cucurbitae_
• Em palmaceas verifica-se murcha, amarelecimento e
  escurecimento da folha: podridão do broto apical; necrose
  das inflorescências e raízes e caule, e por fim a morte da
  planta.




Palmeira acometida por Phytomonas         Carioyota mites - rabo de peixe
Abacaxi (Ananas comosus)
• Clorose,
• Subdesenvolvimento,
• Raízes delgadas, em pequeno número,
Os protozoários são transmitidos de uma planta para outra
por percevejos. cigarras e cigarrinhas.




Clorose em hortência   Clorose em dracena
• Uma das maneiras de se prevenir da doença consiste em
eliminar as plantas daninhas, as folhas mais velhas e as
bainhas mortas, as quais podem abrigar os insetos vetores.



• O controle químico do vetor é fundamental para
diminuição da incidência da doença.
Bibliografia consultada

Flávio Roberto Mello Garcia. Zoologia Agrícola: Manejo
Ecológico de Pragas. 3 ed. Ampl. – Porto Alegre: Editora
Rígel. 256p. 2008

Manual de Fitopatologia. Vol. 2. Doenças das Plantas
Cultivadas. 4ª Ed. São Paulo SP. Ceres. pp. 112 -136.

Protozo+ürios aplicados +ç floresta

  • 1.
    Universidade Federal Ruralda Amazônia - UFRA Disciplina – Zoologia Aplicada FILO PROTOZOA Profª. Andréa Bezerra de Castro
  • 2.
    RELAÇÃO DOS PROTOZOÁRIOSCOM AS CULTURAS • Patógenos de pragas: úteis em programas de controle biológico; • Patógenos de plantas: causando prejuízos expressivos ao produtor.
  • 3.
    Importância como Agentesde Controle Biológico • Contaminação oral do hospedeiro; • O inóculo também pode ser representado por esporos, cistos ou outra fase do desenvolvimento do protozoário.
  • 4.
    As principais característicasdo inseto doente e da doença causada por protozoário são as seguintes: a) desenvolvimento retardado; b) deformação nos apêndices, pupação anormal; c) dificuldades no movimento e falta de apetite; d) secreção anal esbranquiçada; e) cutícula transparente com áreas branco-opacas ou com presença de pontos escuros; f) os protozoários formam esporos ou cistos resistentes;
  • 5.
    g) as epizootias*são limitadas a pequenas áreas (focos); h) os protozoários atuam lentamente sobre a população de insetos, podendo torná-la suscetível a viroses; i) podem ser disseminados pêlos ovos, o que facilita o desenvolvimento das epizootias, podendo ser utilizados em colonização; j) dificilmente são empregados com inseticidas microbianos em grandes áreas devido à dificuldade de multiplicação, sendo a maioria parasitas obrigatórios; * epizootia = doença que ataca numerosos animais ao mesmo tempo em um mesmo lugar
  • 6.
    Importância como Fïtopatógenos Protozoáriosde interesse fitopatológico Os protozoários de interesse fitopatológico são incluídos no: • Filo Protozoa • Subfilo Mastigophora; • Classe Zoomastigophorasida; • Ordem Kinetoplastida; • Família Trypanosomatidae; • Gênero Phytomonas.
  • 7.
    Protozoários Entomopatogênicos FILOS ORDENS GÊNEROS HOSPEDEIROS SARCOMASTIGOPHORA KINETOPLASTIDA Blastocrithidia Diversos Núcleo simples, exceto em Foraminiferidae, AMOEBIDA Malpighamoeba Abelhas locomoção por flagelos, pseudópodes ou ambos Malamoeba Ortópteros Dobelina Dípteros APICOMPLEXA EUGREGARINIDA Gregarina Diversos Complexo apical só visível ao microscópio eletrônico, cílios ausentes, reprodução por singamia, todos parasitos. NEOGREGARINIDA Mattesia Coleópteros e Lepdópteros EUCOCCIDIDA Adelina Coleópteros MICROSPORA MINISPORIDA Chytridiopis Coleópteros Esporos unicelulares com filamento polar, Hessea Dípteros parede não perfurada contendo esporoplasma uni ou binucleado, com aparelho de extrusão. MICROSPORIDA Burunella Formigas Chytridiopis Coleópteros Duboscquia Dípteros e Isópteros Gurleya Diversos Nasema Diversos Octosporea Dípteros, Hemípteros e Lepdópteros Pleistophora Lepdópteros Telomyxa Coleópteros Teloahania Lepdópteros e Ortópteros Taxoglugea Ortópteros Vairimorfa Coleópteros e Dípteros CILIOPHORA HYMENOSTOMATIDA Tetrahymena Dípteros Organelas representadas por cílios curtos e contráteis, geralmente 2 tipos de núcleo.
  • 8.
    São referidos comoparasitas de mais de uma centena de espécies vegetais, pertencentes às famílias: Euphorbia milii – coroa de cristo Euphorbiaceae, Asclepiadaceae, Stephanotis floribunda - jasmim de madagascar Apocinaceae, Morus nigra amoreira negra Moraceae, Plumeria rubra jasmim manga Rubiaceae, Mussaenda alicia - musendra rosa
  • 9.
    Palmae, Leguminosae, Solanaceae, Brunfelsia uniflora – manacá-de-cheiro Sapotacea Maçã-de-macaco Compositaceae.
  • 10.
    No Brasil estãoassociados principalmente a palmaceas como: • Coqueiro (Cocos nucifera); • Dendezeiro (Roysionea regional); • Piaçava (Attala funniferd); • Palmeira-maripa (Maximiliana maripa) ; • Palmeira rabo-de-peixe anã (Carioyota mites).
  • 11.
    São protozoários compredomínio da forma promastigota
  • 12.
    Sintomatologia Os sintomas apresentados por plantas infestadas por Phytomonas são variáveis conforme o hospedeiro e localização do protozoário na planta: • Amarelecimento; • Deformação; • Seca e queda das folhas; • Subdesenvolvimento, declínio e morte. Phytomonas Brassicae Phytomonas Fabacee Cucurbitae_Pseudomonas Phytomonas Cucurbitae_
  • 13.
    • Em palmaceasverifica-se murcha, amarelecimento e escurecimento da folha: podridão do broto apical; necrose das inflorescências e raízes e caule, e por fim a morte da planta. Palmeira acometida por Phytomonas Carioyota mites - rabo de peixe
  • 14.
  • 15.
    • Clorose, • Subdesenvolvimento, •Raízes delgadas, em pequeno número, Os protozoários são transmitidos de uma planta para outra por percevejos. cigarras e cigarrinhas. Clorose em hortência Clorose em dracena
  • 16.
    • Uma dasmaneiras de se prevenir da doença consiste em eliminar as plantas daninhas, as folhas mais velhas e as bainhas mortas, as quais podem abrigar os insetos vetores. • O controle químico do vetor é fundamental para diminuição da incidência da doença.
  • 17.
    Bibliografia consultada Flávio RobertoMello Garcia. Zoologia Agrícola: Manejo Ecológico de Pragas. 3 ed. Ampl. – Porto Alegre: Editora Rígel. 256p. 2008 Manual de Fitopatologia. Vol. 2. Doenças das Plantas Cultivadas. 4ª Ed. São Paulo SP. Ceres. pp. 112 -136.