SlideShare uma empresa Scribd logo
Pressentimentos e
Premonições
i
SUMÁRIO
1 O Tempo.............................................................................................................................1
1.1 O que é o Tempo? – Definições/Atributos/Características ....................................1
1.1.1 É Infinito/Imortalidade .........................................................................................5
1.1.2 É Progressivo/Evolução........................................................................................7
1.1.3 É Renovatório/Reencarnação ...............................................................................9
1.1.4 É igualitário/Amoroso ........................................................................................11
1.1.5 É Meritocrático/Lei de Causa e Efeito ...............................................................12
1.1.6 É Inteligente / Deus ............................................................................................15
2 O Futuro...........................................................................................................................17
2.1 Podemos AnteVer o Futuro? ..................................................................................17
2.1.1 Normas/Diretrizes Gerais ...................................................................................17
2.1.1.1 O Esquecimento do Passado...........................................................................17
2.1.1.2 A ocultação do Futuro.....................................................................................21
2.2 Perigos.......................................................................................................................23
2.2.1 Negligência do Presente .....................................................................................23
2.2.2 Angustias em relação ao Futuro .........................................................................24
2.2.3 Estabelecimento de fantasias e ilusões...............................................................25
2.3 Mitos..........................................................................................................................26
2.3.1 As provas e expiações são uma fatalidade absoluta. ..........................................26
2.3.2 Uma premonição quanto mais pormenorizada melhor é!!!................................28
2.3.3 Uma premonição só é dada por espíritos superiores!!! ......................................29
2.4 O que é o Futuro? ....................................................................................................33
2.4.1 Uma Colheita......................................................................................................33
2.4.2 Uma Plantação....................................................................................................34
2.4.3 Uma Libertação ..................................................................................................36
2.4.4 Uma Escolha.......................................................................................................38
3 Pressentimentos e Premonições .....................................................................................43
3.1 Pressentimentos e Premonições – Definições.........................................................43
3.2 Pressentimentos e Premonições – Conceitos Doutrinários...................................44
3.2.1 Allan Kardec.......................................................................................................44
3.2.1.1 Livro dos Espíritos – 1857..............................................................................44
3.2.1.2 Revista Espírita – 1861...................................................................................48
3.2.1.3 O Evangelho Segundo o Espiritismo – 1864..................................................50
ii
3.2.1.4 Revista Espírita – 1864 / A Gênese – 1868 ....................................................52
3.2.1.5 Obras Póstumas – 1869...................................................................................54
3.2.2 Emmanuel...........................................................................................................55
3.2.2.1 Fenômenos Premonitórios ..............................................................................55
3.2.2.2 Ante o Futuro..................................................................................................56
3.2.2.3 Futuro e Nós....................................................................................................57
3.2.2.4 Adivinhações ..................................................................................................58
3.2.2.5 Em torno do Futuro.........................................................................................60
3.2.3 Yvonne Pereira/Bezerra de Meneses..................................................................61
3.2.3.1 Acontecimentos Futuros .................................................................................61
3.2.4 Revista Reformador/FEB ...................................................................................64
3.2.4.1 Reflexões sobre as Previsões do Futuro .........................................................64
3.2.4.2 Pressentimentos...............................................................................................66
3.2.4.3 Conhecimento do Futuro – Profecias..............................................................72
3.2.5 Joanna de Angelis...............................................................................................73
3.2.5.1 Pressentimento................................................................................................73
3.2.5.2 Futuro e Nós....................................................................................................77
3.2.5.3 Marco Divisório..............................................................................................79
3.2.5.4 Desconhecimento do futuro............................................................................81
3.2.5.5 Acontecimentos imprevistos...........................................................................83
3.2.5.6 Incerteza do futuro..........................................................................................86
3.2.5.7 Pressentimentos...............................................................................................89
3.2.6 Eros.....................................................................................................................91
3.2.6.1 Programa de Vida ...........................................................................................91
3.2.7 Hermínio de Miranda .........................................................................................92
3.2.7.1 Lembranças do Futuro ....................................................................................92
3.2.8 André Luiz........................................................................................................100
3.2.8.1 Programas Reencarnatórios ..........................................................................100
3.2.9 Vianna de Carvalho ..........................................................................................101
3.2.9.1 Revelações Inconsequentes...........................................................................101
3.2.9.2 Informações Descabidas ...............................................................................105
3.2.9.3 Terrorismo de natureza Mediúnica...............................................................108
3.2.10 Federação Espírita do Paraná – Jornal Mundo Espírita....................................112
3.2.10.1 Nossos Pressentimentos................................................................................112
3.2.10.2 Inspirações Espirituais ..................................................................................114
3.2.10.3 Um passado a resgatar, um presente a viver e um futuro a construir ...........116
iii
3.2.11 Cornélio Pires ...................................................................................................121
3.2.11.1 Previsões .......................................................................................................121
3.3 Pressentimentos e Premonições – Objetivos........................................................122
3.3.1 Coragem e Resignação .....................................................................................122
3.3.2 Força de Transformação...................................................................................123
3.3.3 Advertência e Incentivo ao Objetivo................................................................124
3.3.4 Exemplos ..........................................................................................................125
3.4 Pressentimentos e Premonições – Condições para ocorrer...............................133
3.4.1 Mérito ...............................................................................................................133
3.4.2 Desenvolvimento Psíquico ...............................................................................134
3.4.3 Misericórdia Divina..........................................................................................135
3.5 Pressentimentos e Premonições – Meios para ocorrer......................................136
3.5.1 Um Sonho.........................................................................................................136
3.5.2 Uma Intuição ....................................................................................................137
3.5.3 Via Recordações do próprio Espírito................................................................138
3.5.4 Através da captação Mental do fato .................................................................139
3.5.5 Por meio de Projeção Mediúnica......................................................................140
3.5.6 Através da Análise e Estudo da lei de causa e Efeito.......................................141
3.5.7 Exemplos ..........................................................................................................142
3.5.7.1 1865 – O Sonho Profético de Lincoln ..........................................................142
3.5.7.2 1914 – 1º Guerra Mundial.............................................................................144
3.5.7.3 1938 – Choque de Trens – Minas Gerais......................................................145
3.6 Pressentimentos e Premonições – Síntese ............................................................146
3.6.1 Uma Benção .....................................................................................................146
4 As Profecias – Os Tempos são chegados .....................................................................148
4.1 O Sermão Profético – Jesus...................................................................................148
4.2 Definições e Conceitos – Kardec...........................................................................150
4.3 Sinais dos Tempos – Emmanuel ...........................................................................153
4.4 Sinais dos Tempos – Bezerra de Meneses............................................................160
4.5 Sinais dos Tempos – Joanna de Angelis...............................................................163
4.6 Sinais dos Tempos – Amélia Rodrigues ...............................................................165
4.7 Sinais dos Tempos – Manoel Philomeno de Miranda.........................................170
4.8 Sinais dos Tempos – Camilo .................................................................................174
4.9 Sinais dos Tempos – Divaldo Franco ...................................................................176
4.10 Sinais dos Tempos – Weimar Muniz de Oliveira................................................177
4.11 Sinais dos Tempos – Mário Frigéri ......................................................................178
iv
4.12 Sinais dos Tempos – Vianna de Carvalho ...........................................................179
5 Referências.....................................................................................................................180
1
Os Pressentimentos e as Premonições Espíritas
1 O Tempo
1.1 O que é o Tempo? – Definições/Atributos/Características
O tempo é relativo; não pode ser apreciado senão em termos de comparação
e os pontos de referência estabelecidos na revolução dos astros; e esses termos
variam conforme os mundos, porque fora dos mundos o tempo não existe; não há
unidade para medir o infinito.
Allan Kardec – Revista Espírita – Julho de 1868 – A ciência da concordância
dos números e a fatalidade.
O tempo, como a palavra espaço, é também um termo já por si mesmo
definido; dele se faz ideia mais exata, relacionando-o com o todo infinito.
O tempo é a sucessão n das coisas; está ligado à eternidade, do mesmo modo
que as coisas estão ligadas ao infinito
(...)
O tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias; a
eternidade não é suscetível de medida alguma, do ponto de vista da duração; para
ela, não há começo, nem fim: tudo lhe é presente.
Allan Kardec – A Gênese – Cap. 6 – Uranografia geral – O Espaço e o Tempo
O espaço e o tempo serão apenas formas viciosas do intelecto, ou terão uma
expressão objetiva no esquema da realidade pura? E, neste último caso, quais serão
as relações fundamentais entre espaço e tempo?
Resposta. — No esquema das realidades eternas e absolutas, tempo e espaço
não têm expressões objetivas; se são propriamente formas viciosas do vosso
intelecto, elas são precisas ao homem como expressões de controle dos fenômenos
da sua existência.
As figuras, em cada Plano de aperfeiçoamento da vida, são correspondentes
à organização através da qual o Espírito se manifesta.
Emmanuel – Emmanuel – Cap. 33 – Quatro questões de filosofia – O Tempo e o
Espaço
2
“Se ninguém me perguntar [O que é o Tempo], eu sei; porém, se o quiser
explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.”
“É impróprio afirmar que os tempos são três: pretérito, presente e futuro.
Mas talvez fosse próprio dizer que os tempos são três:
presente das coisas passadas,
presente das presentes,
presente das futuras.
Existem, pois, estes três tempos na minha mente que não vejo em outra
parte: lembrança presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes
e esperança presente das coisas futuras.”
Santo Agostinho – Confissões – Livro XI
Relação de seus escritos nas Obras de A. Kardec:
A. Livro dos Espíritos:
− “Prolegômenos”;
− Perg. 495 (em parceria com São Luís);
− Perg. 919;
− Perg. 1009;
− Parte final do item VIII da “Conclusão”.
B. Livro dos Médiuns:
− Cap. 31 — “Dissertações Espíritas” — “Sobre o Espiritismo” — I
− Cap. 16: “Sobre as Sociedades Espíritas”
C. O Evangelho Segundo o Espiritismo:
− Cap.: I, 11 ; III, 13 a 15; V, 19; XII, 12; XIV, 9; XXVII, 23.
D. O Céu e o Inferno:
− Cap. 8 — “Expiações Terrestres” — Sobre o menino Marcel
E. Revista Espírita:
− Vol. XI, 15.
3
Aurélio Agostinho, (em latim: Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona,
ou Santo Agostinho, (Tagaste, 13 de novembro de 354 – Hipona, 28 de agosto de
430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo, padre e Doutor da Igreja Católica.
Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do
cristianismo no Ocidente.
Em seus primeiros anos, Agostinho foi fortemente influenciado pelo
maniqueísmo e pelo neoplatonismo de Plotino, mas depois de sua conversão e
batismo (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia
e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes.
Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e,
quando o Império Romano do Ocidente começou a se desintegrar, desenvolveu o
conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (em um livro de mesmo nome),
distinta da cidade material do homem.
Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A
igreja se identificou com o conceito de “Cidade de Deus” de Agostinho, e também
a comunidade que era devota de Deus.
Agostinho nasceu na cidade de Tagaste, província de Souk Ahras, Argélia,
e sua mãe, católica, se chamava Mônica.
Foi educado no Norte da África e resistiu aos pedidos da mãe para se tornar
cristão.
Vivendo como um intelectual pagão, ele tomou uma concubina e se tornou
um maniqueísta.
Posteriormente se converteu para a Igreja Católica, se tornou um bispo, e se
opôs às heresias, como a crença que as pessoas possuem a habilidade de escolher
fazer um bem tão forte que poderia merecer a salvação sem receber a ajuda divina
(pelagianismo).
Na Igreja Católica, e na Igreja Anglicana, é um santo, e um importante
doutor da Igreja, e o patrono da ordem religiosa agostinha; seu memorial é
celebrado no dia 28 de agosto.
4
Muitos protestantes, especialmente calvinistas, o consideram como um dos
pais teólogos da Reforma Protestante ensinando a salvação e a graça divina.
Na Igreja Ortodoxa Oriental ele é louvado, e seu dia festivo é celebrado em
15 de junho, apesar de uma minoria ser da opinião que ele é um herege,
principalmente por causa de suas mensagens sobre o que se tornou conhecido como
a cláusula filioque.
Entre os ortodoxos é chamado de “Agostinho Abençoado”, ou “Santo
Agostinho o Abençoado”.
Wikipédia – Santo Agostinho
5
1.1.1 É Infinito/Imortalidade
O Tempo é o tesouro infinito que o Criador concede as Criaturas.
Humberto de Campos – Pontos e Contos – Cap. 50 – Ano Novo
Um ano chega e se vai,
Mas outro ano aparece,
Para que o drama da vida,
Na Terra se represente…
Em cada dia que nasce
Há sempre dor e prazer;
Resguardemos o otimismo
Na alegria de viver…
Jair Presente – Palco Iluminado – Cap. 2 – Nota do tempo
Ao que me parece, em todas as situações e sentimentos, a palavra eternidade
é sinônimo de mudança.
Ivon Costa – Praça da Amizade – Cap. 7 – Notas em Pauta
Cada um de nós estrutura o destino, dentro do tempo, patrimônio de Deus,
que usamos segundo a nossa vontade. Somos artífices de nós mesmos, de nossa
ascensão ou de nossa queda. Somos aquilo que gravamos na tela das horas.
(...)
Proclamais a fadiga como credencial para consolo celeste; entretanto, é
imprescindível conhecer a causa do vosso cansaço.
Quantas lágrimas enxugastes?
Quantas noites despendestes à cabeceira dos desamparados do mundo?
Quantas horas já destes ao triste, ao miserável, ao aflito, ao canceroso?
Quantas vezes fizestes sorrir a esperança nos corações derreados pela
desilusão?
Quantos pensamentos de verdadeiro amor aos semelhantes emitistes nos
caminhos do tempo?
Quantas crianças conduzistes?
6
Quantos irmãos sem refúgio encontraram em vosso espírito o sustento e o
incentivo de viver?
Quantas dores mitigastes?
Quantas luzes acendestes?
(...)
O tempo!… O tempo!…
Era necessário valorizá-lo, enchê-lo, de claridades e de bênçãos eternas,
como quem espalha um tesouro divino para, em seguida, retornar com os galardões
da vitória aos santuários da imortalidade!…
De improviso, encontrei-me no quarto, em que me aguardavam o transe
final. Abri dificilmente os olhos e contemplei os rostos piedosos que me vigiavam
o leito…
Quis falar e gesticular, descrevendo tudo quanto vira e ouvira no castelo
revelador do Plano espiritual, mas os meus braços se mantinham imóveis e minha
boca estava hirta.
Tinha eu agora esclarecimentos que não podia transmitir, notícias que era
incapaz de desvelar, e sonhos que não me era dado contar…
“Ó Senhor!… — Pensei — poupa-me ainda…”
Mas o mesmo ancião do caminho iluminado fez-se-me visível e repetiu as
palavras:
— É inútil. Sigamos!
J. A. Nogueira – Falando à Terra – Cap. 30 – O Tempo
José Antônio NOGUEIRA (1947) — Brilhante jurista e eminente
magistrado brasileiro. Espiritista. Escritor suave e de forte personalidade. Crítico
penetrante, suas obras, e principalmente “Amor Imortal”, mereceram o elogio de
renomados autores brasileiros.
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo
Caetano Veloso – Oração ao Tempo
7
1.1.2 É Progressivo/Evolução
A vida é permanente, a oportunidade se repete, a lição se rearticula, mas o
tempo de hoje não mais voltará.
Vianna de Carvalho – Praça da Amizade – Cap. 13 – Instruções do
tempo
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas,
inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.
Emmanuel – Calma – Cap. 2 – Passando pela Terra
Não é o tempo que passa por nós; ao contrário, nós é que passamos por ele.
Eduardo Leite de Araújo – Praça da Amizade – Cap. 13 – Instruções do Tempo
Tempo e Esforço são as chaves do crescimento da Alma.
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 26 – Carta Estimulante
O tempo não volta atrás,
Dia passado correu;
Tempo é aquilo que se faz
Do tempo que Deus nos deu.
Leonel Coelho – Trovas de outro Mundo – Cap. 32 – Cantigas do Tempo
Todas as criaturas gozam o tempo — raras aproveitam-no.
(...)
Distraído cultivador — pergunta: “que farei?”
E o tempo silencioso responde — com ensejos benditos:
De servir — ganhando autoridade.
De obedecer — conquistando o mundo.
De lutar — escalando os céus.
O homem, todavia — voluntariamente cego,
Roga sempre mais tempo — para zombar da vida,
(...)
Mas chega um dia — porque há sempre um dia mais claro que os outros,
Em que a morte surge — reclamando trapos velhos…
8
O tempo recolhe, então — apressado — as oportunidades que pareciam
sem-fim…
E o homem reconhece — tardiamente preocupado
Que a Eternidade Infinita — pede contas do minuto.
André Luiz–Coletânea do Além – Cap. 34–O Tempo
9
1.1.3 É Renovatório/Reencarnação
É a suprema renovação da Vida.
Estudando a existência humana, temos que o tempo é a redenção da
Humanidade, ou melhor – o único patrimônio do Homem.
Amalia Domingos Soler – Memórias do Padre Germano – Cap. 5 – A
Fonte da Saúde
O tempo é o nosso abençoado renovador.
Irmão Jacob – Voltei Cap. 5 – Despedidas
O tempo é o agente silencioso que preside o crescimento, a evolução e a
maturação das sementes de renovação do mundo interior de cada um de nós, para
que nossos recursos se descerrem plenamente ao sol do trabalho para o
engrandecimento da vida em nós e fora de nós.
Bezerra de Meneses – União em Jesus – Cap. 3 – Itens da fraternidade em Jesus
Ano Novo! Novos dias!
Luz, trabalho, vida e festa!…
Mas, um dia, a morte exige,
Tudo o que Deus nos empresta.
Eurícledes Formiga
Eurícledes Formiga – Caderno de mensagens – Cap. 72 – Ante o Ano Novo
(Reflexões sobre o tempo)
Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não
aprende a empregar o tempo com o devido proveito.
André Luiz – Sinal verde – Cap. 21 – Assuntos de tempo
Senhor Jesus!
Diante do calendário que se renova, deixa que nos ajoelhemos para
implorar-te compaixão.
Tu que eras antes que fôssemos, que nos tutelaste, em nome do Criador, na
noite insondável das origens, não desvies de nós teu olhar, para que não venhamos
a perder o adubo do sangue e das lágrimas, oriundo das civilizações que morreram
sob o guante da violência!…
10
Determinaste que o Tempo, à feição de ministro silencioso de tua justiça,
nos seguisse todos os passos…
E, com os séculos, carregamos o pedregulho da ilusão, dele extraindo o ouro
da experiência.
Do berço para o túmulo e do túmulo para o berço, temos sido senhores e
escravos, ricos e pobres, fidalgos e plebeus.
Entretanto, em todas as posições, temos vivido em fuga constante da
verdade, à caça de triunfo e denominação para o nosso velho egoísmo.
(...)
Entretanto, ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre o teu sacrifício,
não temos senão lágrimas de remorso e arrependimento para fecundar o Saara de
nossos corações…
Em teu nome, discípulos infiéis que temos sido, espalhamos nuvens de
discórdia e crueldade nos horizontes de toda a Terra! É por isso que o Tempo nos
encontra hoje tão pobres e desventurados como ontem, por desleais ao teu
Evangelho de Redenção.
Não nos deixes, contudo, órfãos de tua bênção…
No oceano encapelado das provações que merecemos, a tempestade ruge em
pavorosos açoites…
Nosso mundo, Senhor, é uma embarcação que estala aos golpes rijos do
vento. Entre as convulsões da procela que nos arrasta e o abismo que nos espreita,
clamamos por teu socorro!
E confiamos em que te levantarás luminoso e imaculado sobre a onda móvel
e traiçoeira, aplacando a fúria dos elementos e exclamando para nós, como outrora
disseste aos discípulos aterrados: — “Homens de pouca fé, porque duvidastes?”
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 40 – Oração diante do Tempo
11
1.1.4 É igualitário/Amoroso
O tempo é imperturbavelmente dosado. Concessão igual a todos.
(...)
Reflitamos na justiça das horas. Tempo é valor divino na experiência
humana. Cada consciência plasma com ele o próprio destino.
O tempo que o Cristo despendeu na elevação era perfeitamente igual ao
tempo que Barrabás gastou na criminalidade.
A única diferença entre eles é que Jesus empregou o tempo engrandecendo
o bem, e Barrabás usou o tempo gerando o mal.
Entre a luz de um e a sombra do outro, o proveito do tempo se gradua por
escala infinita. Melhorar-nos ou agravar-nos dentro dela é escolha nossa.
André Luiz – Opinião Espírita – Cap. 57 – Escala do Tempo
O Tempo é benfeitor carinhoso e credor imparcial simultaneamente.
Humberto de Campos – Pontos e Contos – Cap. 50 – Ano Novo
O tempo assemelha-se ao professor equilibrado e correto que premia o
merecimento, considera o esforço, reconhece a boa vontade e respeita a disciplina,
mas não cria privilégio e nem dá cola a ninguém.
Emmanuel – Justiça Divina – Cap. 58 – Precisamente
O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à Lei, é igual ao
tempo que o santo despendeu para trabalhar sublimando a vida.
André Luiz – Sinal Verde – Cap. 24 – Desejos
Acima de todos os dons, permanece o tesouro do tempo. Com as horas os
santos construíram a santidade e os sábios amealharam a sabedoria.
Emmanuel – Caridade – Cap. 14 – O talento esquecido
Faze o que deves fazer
Em teus projetos no Bem.
O Tempo é igual para todos,
Mas não espera a ninguém.
Deraldo Neville – Sorrir e Pensar – Cap. 9 – Trabalho e Descanso
12
1.1.5 É Meritocrático/Lei de Causa e Efeito
O tempo confere a cada um os resultados das próprias obras.
Emmanuel – Caderno de Mensagens – Cap. 23 – Juventude e Maturidade
O tempo está encarregado de retribuir a cada criatura, de acordo com o seu
esforço.
Neio Lúcio – Jesus no lar – Cap. 42 – A mensagem da Compaixão
O Tempo é o rio da vida cujas águas nos devolvem o que lhe atiramos.
Isabel de Castro – Falando à Terra – Cap. 20 – Um dia
O tempo é o advogado de todos. Fala sem palavras e exalta sem louros
humanos. Confere a cada um, segundo as próprias obras, a alegria ou a dor, a
libertação ou o cativeiro
Maria Augusta Bittencourt – Cartas do Coração – 1ª Parte – Cap. 61 –
Ajudemo-nos
O tempo é como a onda. Flui e reflui. Da nossa sementeira havemos de
colher.
Clarêncio/André Luiz – Entre a Terra e o Céu – Cap. 38 – Casamento
feliz
Tempo é comparável a solo. Serviço é plantação.
Emmanuel – Estude e viva – Cap. 11 – Troca incessante
O tempo carrega em tudo
A justiça por escolta.
De tudo quanto se dá
O tempo entrega de volta.
Antônio Bezerra – Rosas com Amor – Cap. 12 – Anúncios da vida
13
O tempo, para nós, é sempre aquilo que dele fizermos.
(…) As horas são invariáveis no relógio, mas não são sempre as mesmas em
nossa mente.
Quando felizes, não tomamos conhecimento dos minutos. Satisfazendo aos
nossos ideais ou interesses mais íntimos, os dias voam céleres, ao passo que, em
companhia do sofrimento e da apreensão, temos a ideia de que o tempo está
inexoravelmente parado.
(…)
Analisemos ainda o nosso símbolo do combate. O relógio inflexível assinala
o mesmo horário para todos, entretanto, o tempo é leve para os que triunfaram e
pesado para os que perderam. Com os vencedores, os dias são felicidade e louvor e
com os vencidos são amargura e lágrimas.
Áulus/André Luiz – Nos Domínios da Mediunidade – Cap. 25 – Em torno da
fixação mental
O tempo recolhe a vida,
Não sabe se é boa ou má,
Depois age qual a Terra:
Devolve o que se lhe dá
Ormando Candelária – Chão de Flores – Cap. 15 – O Tempo
De tudo o que dermos ao tempo receberemos colheita certa.
Emmanuel – Inspiração – Cap. 32 – Mais Tempo
O tempo é o rio das horas,
Tão exato assim não há;
Recebe o que se lhe atira,
Devolve o que se lhe dá.
Noel de Carvalho – Praça da Amizade – Cap. 13 – Instruções do Tempo
O tempo é também qual o solo fecundo a retribuir-nos em regime de
percentagem crescente as bênçãos que semeamos…
Emmanuel – Fonte de Paz – Cap. 1 – Trabalhadores
14
O tempo é um rio tranquilo
Que tudo sofre ou consente,
Mas devolve tudo aquilo
Que se lhe atira à corrente.
Leonel Coelho – Trovas de outro Mundo – Cap. 32 – Cantigas do Tempo
15
1.1.6 É Inteligente / Deus
O Tempo, ao Comando Divino, marcha com regularidade, renovando e
aperfeiçoando todas as criaturas e todas as coisas.
Emmanuel – Instrumentos do Tempo – Cap. 5 – O minuto
O tempo que converte a alegria em experiência, é o mesmo que extrai a
felicidade do sofrimento.
Agar – Relicário de Luz – Cap. 115 – Com os dias
O tempo é o tesouro de bênçãos do Senhor, tão divino e substancial para a
nossa alma quanto é o solo para a semente.
Sem a terra amorável, o embrião da vida não passaria de força frustrada e
sem a riqueza das horas, imperceptível para todos os habitantes da crosta do mundo,
o espírito não avançaria, quedando-se à margem da existência à maneira de seixo
ressequido ou morto.
Neio Lúcio – Colheita do bem – Mensagens familiares do Professor Arthur
Joviano – Cap. 33
Quem dá o seu próprio tempo, a benefício dos outros, não conta tempo na
própria idade, no sentido de envelhecer.
Humberto de Campos – Contos desta e doutra Vida – Cap. 26 – O segredo da
Juventude
O tempo, na vida de cada um de nós, é uma doação preciosa de Deus.
Meimei – Palavras do Coração – Meimei – Cap. 3 – Calma e Auxílio
Tempo é doação da Providência Divina.
Emmanuel – Paciência – Cap. 2 – Serve e Caminha
O tempo é uma dádiva do Senhor, com a qual necessitamos aprender a
semear e a construir com o bem.
Humberto de Campos – Histórias e Anotações – Cap. 11 – Sinceramente
16
O tempo, no fundo, é o talento celeste que o Supremo Senhor derramou, a
mancheias, em todas as direções e em favor de todas as criaturas.
Emmanuel – Moradias de Luz – Cap. 6 – O Talento Celeste
17
2 O Futuro
2.1 Podemos AnteVer o Futuro?
2.1.1 Normas/Diretrizes Gerais
2.1.1.1 O Esquecimento do Passado
Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado?
Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em Sua
sabedoria.
Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem
transição, saísse do escuro para o claro.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 392 – Esquecimento do
Passado
A lei divina, que rege a condição do ser encarnado na Terra, estabeleceu o
esquecimento das migrações pretéritas, por se tratar do que mais convém ao
comum das criaturas, sendo mesmo essa a situação normal de cada ser, e, assim
sendo, o fato de recordar produzirá choques morais por vezes intensos, na
personalidade que assim se destaca, acarretando anormalidades que variam de grau,
conforme a situação moral ou consciencial de cada um, pois só quem realmente
recorda o próprio passado reencarnatório, no qual faliu, estará capacitado a
compreender o desequilíbrio e a amargura que tal situação provoca.
Ao que parece, o fato de recordar existências passadas constitui provação
para as criaturas comuns, ainda pouco evolvidas, ou concessão ao mérito, nas de
ordem mais elevada na escala moral.
(...)
Cumpre, porém, advertir que, nestas páginas, tratamos de recordações
diretas que o indivíduo possa ter de suas migrações terrestres do pretérito e
não de revelações transmitidas por possíveis médiuns.
Yvonne Pereira – Recordações da Mediunidade – Cap. 3 –
Reminiscências de Vidas Passadas
18
A faculdade de recordar é o agente que nos premia ou nos pune, ante
os acertos e os desacertos da rota.
Dessa forma, se os atos louváveis são recursos de abençoada renovação e
profunda alegria nos recessos da alma, as ações infelizes se erguem, além do
túmulo, por fantasmas de remorso e aflição no mundo da consciência.
Crimes perpetrados, faltas cometidas, erros deliberados, palavras delituosas
e omissões lamentáveis esperam-nos a lembrança, impondo-nos, em reflexos
dolorosos, o efeito de nossas quedas e o resultado de nossos desregramentos,
quando os sentidos da esfera física não mais nos acalentam as ilusões.
Emmanuel – Religião dos Espíritos – Cap. 4 – Memória de Além-Túmulo
É preciso grande equilíbrio para podermos recordar, edificando. Em
geral, todos temos erros clamorosos, nos ciclos da vida eterna.
Quem lembra o crime cometido costuma considerar-se o mais desventurado
do Universo; e quem recorda o crime de que foi vítima, considera-se em conta de
infeliz, do mesmo modo. Portanto, somente a alma muito segura de si recebe
tais atributos como realização espontânea. As demais são devidamente
controladas no domínio das reminiscências e, se tentam burlar esse dispositivo da
lei, não raro tendem ao desequilíbrio e à loucura.
(...)
A leitura apenas informa. Depois de longo período de meditação para
esclarecimento próprio, e como surpresas indescritíveis, fomos submetidos a
determinadas operações psíquicas, a fim de penetrar os domínios emocionais das
recordações. Os espíritos técnicos no assunto nos aplicaram passes no cérebro,
despertando certas energias adormecidas...
André Luiz – Nosso Lar – Cap. 21 – Continuando a Palestra
19
Diante das ocorrências do déjà-vu, os remanescentes reencarnacionistas
estabelecem parâmetros sutis de lembranças que retornam à consciência atual como
lampejos e clichês de evocações, ressumando dos conteúdos da inconsciência —
ou da memória extracerebral, do períspirito — oferecendo possibilidades de
identificação de pessoas, acontecimentos, lugares e narrativas já vividas, já
conhecidas, antes experimentadas...
Desfilam, então, os fenômenos psicológicos das simpatias e das antipatias,
dos amores alucinantes e dos ódios devoradores, que ressurgem dos arquivos da
memória anterior ante o estímulo externo de qualquer natureza, que os
desencadeiam, tais: um encontro ou reencontro; uma associação de ideias — a atual
revelando a passada — uma dissensão ou um diálogo; qualquer elemento que
constitua ponte de ligação entre o hoje e o ontem.
Joanna de Angelis – O Homem Integral – Cap. 39 – A Reencarnação
Na existência corporal, todavia, a alma sente a memória obscurecida,
num olvido quase total do passado, a fim de que os seus esforços se valorizem; a
consciência então é fragmentária, parcial, porquanto as suas faculdades estão
eclipsadas pelos pesados véus da matéria, os quais atenuam ao mínimo as
suas vibrações, constituindo, porém, esses poderes prodigiosos, mas ocultos, as
extraordinárias possibilidades da vasta subconsciência, que os cientistas do século
estudam acuradamente.
Tais forças e progressos adquiridos, o Espírito jamais os perde; são parte
integrante do seu patrimônio e, na vida material, podem emergir no exercício
da mediunidade, nas hipnoses profundas, ou em outras circunstâncias que
facilitam o desprendimento temporário dos elementos psíquicos.
Emmanuel – Emmanuel – Cap. 32 – O Esquecimento do Passado
20
Incontáveis pessoas se hão surpreendido em face das lembranças das
vidas passadas, em que mergulham inconscientemente, experimentando nas
evocações os estados emocionais característicos das personagens que antes
animaram.
Da sistemática recordação, com os sucessivos mergulhos nas lembranças do
passado, muitos têm sido vítima de distonias de vária ordem, perturbando-se, sem
conseguirem estabelecer os limites entre os fatos de uma e de outra existência: a do
passado, que retorna vigorosa, e a do presente, que se vai submetendo ao impositivo
da outra.
Na vida infantil, porque o espírito ainda se encontra em processo de fixação
total nas células, apropriando-se do campo somático, a pouco e pouco, surgem
frequentemente nos diversos campos da Arte, da Filosofia, da Ciência e da Religião
os que externam precocidade surpreendente, revelando conhecimentos superiores
aos do tempo em que vivem ou recordando os ensinamentos aprendidos
anteriormente.
A memória da aprendizagem e dos fatos não se perde nunca, pois que
esta não é património das células cerebrais, que as traduzem, estando incorporada
ao períspirito, que a fixa, acumulando as experiências das múltiplas existências,
mediante as quais o Espírito evolute, nas diversas faixas que se lhe fazem
necessárias.
Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 8 – Renascer
21
2.1.1.2 A ocultação do Futuro
Em princípio, o futuro lhe é oculto, e só em casos raros e excepcionais
Deus lhe permite a sua revelação.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 868 – Conhecimento do
Futuro
(...) Essas palavras claramente indicam que, já naquela época, os charlatães
e os exaltados abusavam do dom de profecia e o exploravam.
Abusavam, por conseguinte, da fé simples e quase cega do povo,
predizendo, por dinheiro, coisas boas e agradáveis.
Muito generalizada se achava essa espécie de fraude na nação Judia, e fácil
é de compreender-se que o pobre povo, em sua ignorância, nenhuma possibilidade
tinha de distinguir os bons dos maus, sendo sempre mais ou menos ludibriado pelos
pseudoprofetas, que não passavam de impostores ou fanáticos.
Luoz – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 11 –
Jeremias e os falsos Profetas
Entre as inescrutáveis Leis de Deus chama a atenção, merecendo reflexões,
a que se refere ao desconhecimento do futuro concedido à criatura humana.
(...)
É providencial a ignorância do futuro, porquanto as resistências
psicofísicas dos seres, como têm dificuldades para enfrentar o presente com calma,
menos recursos possuem para viver por antecipação o amanhã.
Insistem, muitos indivíduos, em tentar descobrir os acontecimentos
porvindouros, derrapando nas fantasias e ilusões com as quais se fascinam e se
embriagam.
Soubesse-se das graves ocorrências por suceder e, sem dúvida, o
sofrimento seria antecipado, gerando depressão e loucura, desespero e suicídio.
Aguardar a chegada de tragédias e dramas, de infortúnios e dissabores
constituiria desgraça injustificada, maior do que o fato em si.
Tivesse-se conhecimento por antecedência de sucessos felizes, de vitórias
afetivas, de glórias por conquistar e a ansiedade tornaria desditoso o período
que separa o momento da descoberta ao da sua concretização.
22
Ademais, nasceria tormentosa desconsideração pelo presente, cuja
condução modificaria o futuro.
(...)
Se aspiras conhecer o teu futuro, examina o teu presente, programando
os teus pensamentos, palavras e atos que formarão o tecido do que está por vir.
Se aspiras saber do teu passado, aprofunda reflexões nos teus dias atuais e
concluirás como ele ocorreu, em razão daquilo que és agora.
O desconhecimento do futuro, qual sucede com o do passado, é bênção
da Vida, contribuindo para uma existência harmônica, embasada na confiança dos
resultados do amor e do trabalho, que são alavancas promotoras do progresso para
todos.
Quando Deus permite ao ser humano conhecer o futuro em caráter especial,
assim o faz, objetivando o seu e o progresso da sociedade.
A forma porém, como o indivíduo se utiliza desse conhecimento, é de sua
inteira responsabilidade, assim como as consequências disso advindas.
Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho –
Desconhecimento do Futuro
23
2.2 Perigos
2.2.1 Negligência do Presente
Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria do presente e não obraria
com a liberdade com que o faz, porque o dominaria a idéia de que, se uma coisa
tem que acontecer, inútil será ocupar-se com ela, ou então procuraria obstar a que
acontecesse.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 869
É providencial a ignorância do futuro, porquanto as resistências
psicofísicas dos seres, como têm dificuldades para enfrentar o presente com calma,
menos recursos possuem para viver por antecipação o amanhã.
(...)
Tivesse-se conhecimento por antecedência de sucessos felizes, de vitórias
afetivas, de glórias por conquistar e a ansiedade tornaria desditoso o período
que separa o momento da descoberta ao da sua concretização.
Ademais, nasceria tormentosa desconsideração pelo presente, cuja
condução modificaria o futuro.
No rio do tempo somente o hoje é vital.
Vivê-lo com elevação e nobreza é a forma feliz de anular o ontem e
programar o amanhã.
Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho –
Desconhecimento do Futuro
24
2.2.2 Angustias em relação ao Futuro
Prepara o futuro através de atitudes corretas, mas não te angusties pela
chegada dele.
Joanna de Angelis – Florações Evangélicas – Cap. 47 – Marco Divisório
Insistem, muitos indivíduos, em tentar descobrir os acontecimentos
porvindouros, derrapando nas fantasias e ilusões com as quais se fascinam e se
embriagam.
Soubesse-se das graves ocorrências por suceder e, sem dúvida, o
sofrimento seria antecipado, gerando depressão e loucura, desespero e suicídio.
Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho – Julho –
Desconhecimento do Futuro
Em face dos substratos do passado, arquivados no subconsciente, quase
sempre negativos, neurotizantes, a pessoa pressupõe que o seu será um futuro
carregado de problemas, de desafios, exigindo-lhe continuar abraçado à cruz dos
sofrimentos. Porque não desalojou dali os hóspedes indesejáveis da perturbação, as
mensagens que capta em relação ao futuro são assinaladas por incertezas e
preocupações.
Joanna de Angelis – Auto descobrimento – uma busca interior – Cap. 8.2 –
Incerteza do Futuro
25
2.2.3 Estabelecimento de fantasias e ilusões
Muitos indivíduos, em tentar descobrir os acontecimentos porvindouros,
derrapando nas fantasias e ilusões com as quais se fascinam e se embriagam.
Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho – Julho –
Desconhecimento do Futuro
Especialmente no que se reporte a profecias inquietantes, é imperioso ouvi-
los com reserva e discrição, porquanto estamos informados pela Doutrina Espírita
de que não existe a predestinação para o mal.
Renascemos na Terra, indubitavelmente, com as nossas tendências
inferiores e com os nossos débitos, às vezes escabrosos, por ressarcir, mas isso não
significa estejamos obrigados a reincidir em velhas ilusões ou reacomodar-nos com
a força das trevas.
Emmanuel – Encontro Marcado – Cap. 6 – Adivinhações
26
2.3 Mitos
2.3.1 As provas e expiações são uma fatalidade absoluta.
Não creia que “só acontece o que deve acontecer”.
A sua conduta altera para melhor ou para pior o seu esquema evolutivo,
conforme a direção que você se conceda.
Marco Prisco – Momentos de Decisão – Cap. 18 – Culpa e Resgate
O determinismo é flexível, com raras exceções, que sempre são examinadas,
coordenadas e alteradas pelos responsáveis nos processos reencarnatórios dos que
demandam à Terra em aprendizagem edificante, liberadora.
Nos mapas das experiências humanas, graças às mudanças de
comportamento dos reencarnados, em decorrência do seu livre-arbítrio, são
alterados com assídua frequência, sucessos e socorros, dores e problemas
programados, abreviando-se ou concedendo-se moratória à vilegiatura daqueles que
se situam num como noutro campo desta ou daquela necessidade...
O que parece determinismo infeliz e que resulta nas chamadas desgraças
terrenas: desastres, desencarnações inesperadas, enfermidades, abandonos,
sofrimentos, pobreza, de forma alguma são infortúnios reais, antes processos
metodológicos de disciplina moral para os calcetas, os devedores inveterados
mediante os quais são advertidos pelas forças superiores, a fim de que se voltem
para os deveres nobres e se recomponham perante a consciência e o próximo que
espezinham e subalternizam... Os infortúnios (reais) são os atos que levam a tais
correções e não os medicamentos providenciais para a catarse dos descalabros
cometidos, das sandices perpetradas...
Como auxiliares valiosos do livre-arbítrio, possui o homem o
discernimento, a razão, a tendência para o bem, a irresistível atração para a
felicidade. Contra ele estão o passado espiritual, o atavismo animal, a
preferência ao erro, como decorrência do hábito, do comodismo a que se prende.
Joanna de Angelis – No Limiar do Infinito – Cap. 5 – Determinismo e livre-
arbítrio
27
Os fatalistas,
(...) acreditam que todos os acontecimentos estão previamente fixados por
uma causa sobrenatural, cabendo ao homem apenas o regozijar-se, se favorecido
com uma boa sorte, ou resignar-se, se o destino lhe for adverso.
Os deterministas,
(...) ao seu turno sustentam que as ações e a conduta do indivíduo, longe de
serem em livres, dependem integralmente de uma série de contingências a que ele
não pode furtar-se, como os costumes, o caráter e a índole da raça a que pertença;
o clima, o solo e o meio social em que viva; a educação, os princípios religiosos e
os exemplos que receba; além de outras circunstâncias não menos importantes
quais o regime alimentar, o sexo, as condições de saúde, etc.
Rodolfo Calligaris – As Leis Morais – Cap. 36 – Fatalidade e Destino
O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores
da natureza, chega à condição de humanidade, depois de haver pago os tributos
que a evolução lhe reclama.
À vista disso, é natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece
determinada posição para cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma
a situação em que se coloca.
 És hoje o que fizeste contigo ontem.
 Serás amanhã o que fazes contigo hoje.
Emmanuel – Justiça Divina – Cap. 30 – Diante da Lei
Livre arbítrio! … Livre arbítrio! …
O homem faz o que quer,
Mas sempre responderá
Por aquilo que fizer
Cornélio Pires – Caminhos da Vida Cap. 13 – Livre Arbítrio
Deus criou o livre-arbítrio, nós criamos a fatalidade.
André Luiz – Nosso Lar – Cap. 46 – Sacrifício de Mulher
28
2.3.2 Uma premonição quanto mais pormenorizada melhor é!!!
Os Espíritos levianos, que não escrupulizam de vos enganar, esses
determinam os dias e as horas, sem se preocuparem com que o fato predito ocorra
ou não. Por isso é que toda predição circunstanciada vos deve ser suspeita.
Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – 2º Parte – Cap. 26 – Item 289
29
2.3.3 Uma premonição só é dada por espíritos superiores!!!
Os Espíritos sérios guardam silêncio sobre tudo aquilo que lhes é defeso
revelarem.
Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – 2º Parte – Cap. 26 – Item 289
Clarividentes que desenvolveram faculdades psíquicas, fora do
esclarecimento espírita evangélico, podem recolher observações infelizes a nosso
respeito, seja relacionando cenas de nosso passado culposo ou descrevendo quadros
menos dignos, projetados mentalmente sobre nós pelas ideias enfermiças daqueles
que se fizeram nossos inimigos em outras eras; e das palavras que articulam podem
surgir sombrios vaticínios ou apontamentos desencorajadores, tendentes a
enfraquecer-nos a coragem ou aniquilar-nos a esperança.
Emmanuel – Encontro Marcado – Cap. 6 – Adivinhações
Jamais a mediunidade séria estará a serviço dos Espíritos zombeteiros,
vulgares, críticos contumazes de tudo e de todos que não anuem com as suas
informações vulgares, devendo tornar-se instrumento de conforto moral e de
instrução grave, trabalhando a construção de mulheres e de homens sérios que se
fascinem com o Espiritismo e tornem as suas existências úteis e enobrecidas.
Esses Espíritos burlões e pseudossábios devem ser esclarecidos e orientados
à mudança de comportamento, depois de demonstrado que não lhes obedecemos,
nem lhes aceitamos as sugestões doentias, mentirosas e apavorantes com as
histórias infantis sobre as catástrofes que sempre existiram, com as informações
sobre o fim do mundo, com as tramas intérminas a que se entregam para seduzir e
conduzir os ingênuos que se lhes submetem facilmente...
Vianna de Carvalho – Revista Reformador – Março – 2010 – Terrorismo de
natureza Mediúnica
Caso, no entanto, seja reprochável a conduta do indivíduo ou se faça
caracterizada pela rebeldia sistemática, pelos conflitos nos quais se compraz, os
pressentimentos se apresentam com manifestação maléfica, propostos pelos
acompanhamentos espirituais que se lhe tornam constantes, em razão do tipo de
opção mental e comportamental a que se entrega.
30
Os Espíritos que o assessoram atormentam-no com ideias falsas umas e
mirabolantes outras, a fim de mais o iludirem e fixarem-no nas suas redes mentais
perversas, de difícil libertação.
Comensais dos seus propósitos íntimos enfermiços, são hábeis na técnica de
transmitir ideias deprimentes e portadoras de conteúdos perturbadores que o
atormentam e mais pioram o seu humor e estado emocional.
Joanna de Angelis – Lições para a Felicidade – Cap. 13 – Pressentimentos
Pseudo médiuns ou medianeiros em desequilíbrio, assessorados por
Espíritos levianos que se comprazem em mantê-los no ridículo, amiúde apresentam-
se como reveladores, e o são inconseqüentes, ludibriando a boa-fé dos incautos ou
incensando os orgulhosos com bombásticas informações em torno do seu passado,
com promessas mirabolantes sobre o seu futuro, ou ainda, como emissários de
Embaixadores Celestes para evitarem calamidades, alterarem acontecimentos,
assumindo posturas de semi-deuses, que deslumbram os fascinados e se tornam
condutores dos grupos humanos.
Vianna de Carvalho – Luzes do Alvorecer – Cap. 3 – Revelações Inconsequentes
31
Era um hábito sem pausa…
Fosse ilusão ou capricho,
O médium Joaquim de Souza
Curtia o jogo do bicho.
Não era pessoa falsa,
Nem era mau companheiro,
Demonstrava apenas fome
De dinheiro e mais dinheiro.
Na manhã de cada dia,
Em pensamento profundo,
Perguntava a Irmão Rosalvo
Que lhe fora irmão no mundo…
“Que bicho teremos hoje?”
Após ligeiro intervalo,
A voz do irmão respondia:
— “Pegue o camelo e o cavalo.”
Joaquim seguia o conselho,
Promovia grande aposta:
Depois, vinha o resultado
Grande soma por resposta.
Chegava a manhã seguinte,
Concentrava-se com fé…
— “E hoje?” O irmão sugeria:
— “Pegue a cabra e o jacaré”
Na manhã imediata,
Joaquim regressava à treta:
— “E hoje?” O irmão informava:
— “Pegue o tigre e a borboleta.”
Meses e meses passaram…
Joaquim tinha o ouro à vista,
Embora médium, subira
A grande capitalista.
Certa manhã, disse a voz:
— “Joaquim, melhore o seu taco,
Entregue tudo o que tenha
No peru e no macaco.”
Joaquim atendeu, de pronto…
Pôs as somas que ajuntara
Nos dois bichos referidos
Que a voz do Além lhe apontara.
32
Nesse dia, entrou em prova;
Com grande consternação,
Viu que os bichos não vieram,
Vieram gato e pavão.
Joaquim errava, magoado,
Da sala para a cozinha…
Estava pobre… Perdera
A fortuna que detinha
Ansioso, foi ao quarto,
Entrou em prece e pediu:
— “Irmão Rosalvo, esclareça!…
O que é que você viu?
Atenda! Peço socorro,
Fale, irmão!… Pois estou fraco!…
Por que o gato e o pavão
Sem peru e sem macaco?”
A voz, porém, lhe explicou:
— “Não sou o seu companheiro,
Não sou seu irmão Rosalvo,
Eu sou a mãe do banqueiro…”
Meus irmãos, temos na Terra
Um trio de fel e fogo…
Tem três nomes conhecidos:
— Ambição, cachaça e jogo.
Jair Presente – Agência de notícias – Capítulo 7 – Irmãos da mesma Faixa
33
2.4 O que é o Futuro?
2.4.1 Uma Colheita
Sendo uma existência planetária consequência natural da que lhe é anterior,
e muitas vezes de outras mais recuadas, os eventos da vida se encontram mais ou
menos delineados conforme as estruturas sobre as quais se apoiam, facilitando­lhes
a captação antecipada por se encontrarem na pauta do processo da evolução.
Joanna de Angelis – Lições para a Felicidade – Cap. 13 – Pressentimentos
O destino, portanto, estamos a tracejá-lo cada momento, mediante as
atitudes assumidas em cada etapa vencida, em cada jornada a vencer.
Fiamos e desfiamos a rede do porvir, estabelecendo as medidas necessárias
à felicidade ou à desdita de que somos responsáveis, autores do nosso sofrer ou
alegria.
Vitor Hugo – Párias em Redenção – 1º Parte – Cap. 7 – A Fé
A Bondade Divina nos assiste, de múltiplas maneiras, amparando-nos o
reajustamento, mas em todos os lugares viveremos jungidos às consequências dos
próprios atos, de vez que somos herdeiros de nossas próprias obras.
André Luiz – Entre a Terra e o Céu – Cap. 9 – No Lar da Benção
Toda aflição se fixa em raízes que devem ser extirpadas. Algumas possuem
causas atuais, enquanto outras se prendem ao passado espiritual, constituindo
tais fatores a justiça impertérrita que alcança os infratores dos códigos divinos
do amor e do equilíbrio.
Joanna de Angelis – Celeiros de Bênçãos – Cap. 35 – Serão Consolados
34
2.4.2 Uma Plantação
Diariamente edificamos. E edificamos, em nós e por fora de nós, a
cooperação que nos cabe no engrandecimento da vida.
Em vista disso, se nos propomos a encontrar o amanhã melhor,
cogitemos disso hoje.
(...)
O nosso futuro está sendo articulado neste instante por nós mesmos.
Façamos agora o melhor ao nosso alcance, porque o amanhã para nós será
sempre o nosso hoje passado a limpo.
Emmanuel – Algo Mais – Cap. 1 – Futuro e Nós
A cada instante estás alterando o teu futuro mediante as tuas ações.
Desse modo, constrói-o em luz e em paz, mesmo que estejas caminhando
entre sombras e sobre espículos que te ferem os pés.
Não desfaleças, e segue adiante no rumo do teu amanhã, que começa agora.
Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho –
Desconhecimento do Futuro
Vivendo bem cada momento, em profundidade, o futuro torna-se natural,
acolhedor, gratificante, porquanto será conforme os atos de ontem – em
reencarnações passadas — e de hoje – na existência atual -, que alterará o
mapeamento do amanhã.
Joanna de Angelis – Auto descobrimento – uma busca interior – Cap. 8.2 –
Incerteza do Futuro
Tuas ações, tua vida.
Conforme agires hoje, escreverás a história do teu futuro.
Joanna de Angelis – Oferenda – Cap. 55 – Pressentimento
Cada um de nós é capaz de lobrigar seu futuro e, ainda mais, de prepará-lo.
O enigma da vida se esfuma, quando sabemos que a existência que corre é
o fruto do que semeámos, e que a de amanhã será o que houvermos hoje
plantado.
Emmanuel – Revista Reformador – 1950 – Março – Pag. 54 – Futuro e
Fatalidade
35
Cada hora na vida é recurso potencial para a criação de novos destinos.
Entendendo que apenas o dever cumprido resgata-nos os débitos, não nos
esqueçamos de que pelo serviço espontâneo, além do quadro das nossas justas
obrigações, todos conseguimos sublimar o próprio livre-arbítrio.
Emmanuel – Linha Duzentos – Cap. 10 – Diante do Destino
Podes mudar o teu destino, conforme agires no teu dia-a-dia.
Não existe uma predestinação para o mal, mas sim para a perfeição relativa.
O bem que fazes é luz que acendes na noite dos teus compromissos,
apontando rumos libertadores e diminuindo o débito que te pesa na economia
espiritual.
O teu destino, portanto, encontra-se ao teu alcance para alterá-lo conforme
a direção que dês ao teu comportamento.
E se hoje não podes decidir o que fazer ou como realizá-lo, face aos
impedimentos que te retêm nos limites estreitos da expiação, desperta em espírito e
alegra-te, porque logo mais raiará dia novo para os teus projetos de plenitude.
Joanna de Angelis – Nascente de Bençãos – Cap. 19 – Alterações do
Destino
36
2.4.3 Uma Libertação
O candidato à reencarnação acercou-se, jubiloso, do Instrutor Espiritual
encarregado da programática de sua vida futura e inquiriu:
Quais são as últimas orientações que deverei guardar como recurso de
segurança para o êxito?
O Mestre sábio abrangeu o ambiente com um olhar penetrante e respondeu:
São necessários alguns dos seguintes valores para uma jornada feliz, que
nunca poderão ser desconsiderados:
− a humildade como fortaleza inexpugnável;
− a paz como couraça de defesa;
− o conhecimento como instrumento de progresso;
− o livro como amigo silencioso;
− o trabalho como degrau de ascensão;
− a prece como apoio contra as tentações;
− a beneficência como investimento de felicidade;
− a honra como alicerce de resistência;
− a esperança como material de edificação contínua;
− o amor como vínculo de união com Deus e a Vida.
O aprendiz meditou largamente e, cabisbaixo, considerando a gravidade da
empresa reencarnacionista, mergulhou na névoa densa da Terra para recuperar-se e
aprender.
Eros – Em Algum Lugar do Futuro – Cap. 18 – Programa de Vida
Prepara o futuro através de atitudes corretas mas não te angusties pela
chegada dele.
Vence a hora de cada hora, realizando o que possas, através de como possas,
lidando infatigável na república do espírito em atribulação.
Os acontecimentos vividos são experiências para as realizações a viver.
Jesus é o teu divisor de águas.
Kardec é o condutor do teu amanhã. Eleva-te ao Mestre através do Seu
apóstolo moderno e fecha às paixões o templo da tua alma, em caráter definitivo,
aspirando à glória do Mundo Maior que a todos nos espera.
Joanna de Ângelis – Florações Evangélicas – Cap. 47 – Marco Divisório
37
Do que deres presentemente, recolherás os resultados depois.
O futuro começa agora. Cede hoje à vida o que possuas de melhor e,
amanhã, aquilo que a vida tenha de melhor te responderá.
Emmanuel – Joia – Capítulo 13 – Em torno do futuro
38
2.4.4 Uma Escolha
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as
coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”
Paulo de Tarso – I Coríntios 10:23
Afirma a Divina Escritura que “a cada um será dado segundo suas obras”, o
que, no fundo, equivale a dizer-se que as reações dos homens perante a vida é
que decidirão sobre o destino de cada um.
Emmanuel – Alma e Coração – Cap. 38 – Reações
Desejando, porém, prosseguir nos esclarecimentos, quanto ao serviço
reencarnacionista, Manassés tomou pequeno gráfico e, apresentando-me as linhas
gerais, acentuou:
- Aqui temos o projeto de futura reencarnação dum amigo meu. Não observa
certos pontos escuros, desde o cólon descendente à alça sigmoide?
Isso indica que ele sofrerá uma úlcera de importância, nessa região, logo que
chegue à maioridade física. Trata-se, porém, de escolha dele.
André Luiz – Missionários da Luz – Cap. 12 – Preparação de Experiências
O desenho do planejamento futuro é realizado com o material que se está
usando neste momento.
Gerando decisões salutares, tomando-se atitudes corretas e corrigindo-
se as equivocadas, programa-se o porvir agradável, compensador.
Para tanto, o cultivo dos pensamentos enobrecedores faz-se inadiável. É
necessário pensar alto, a fim de colher resultado satisfatório. Quem pensa a mesma
coisa, recebe sempre aquilo que já tem. Variar para melhor, é candidatar-se ao
superior, ao não fruído.
Joanna de Angelis – Auto descobrimento – uma busca interior – Cap. 8.2 –
Incerteza do Futuro
39
O mapa de regeneração volta conosco ao mundo, consoante as
responsabilidades por nós mesmos assumidas no pretérito remoto e próximo;
contudo, o modo pelo qual nos desvencilhamos dos efeitos de nossas próprias obras
facilita ou dificulta a nossa marcha redentora na estrada que o mundo nos oferece.
Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impõe agora,
atendendo aos nossos próprios desejos, na planificação que ontem organizamos,
fora do corpo denso, e tenhamos cautela com o modo de nossa movimentação no
campo das próprias tarefas, porque, conforme as nossas diretrizes de hoje, na
preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz ou luta, felicidade ou
provação, luz ou treva, bem ou mal.
Emmanuel – Nascer e Renascer – Cap. 4 – Fatalidade e Livre arbítrio
Emmanuel – Revista Reformador – 1954 – Abril – Pag. 74 – Fatalidade e
Livre arbítrio
Como é compreensível, a planificação para reencarnações é quase
infinita, obedecendo a critérios que decorrem das conquistas morais ou dos
prejuízos ocasionais de cada candidato.
(...) Concomitantemente, de acordo com a ficha pessoal que identifica o
candidato, é feita a pesquisa sobre aqueles que lhe podem oferecer guarida, dentro
dos mapas cármicos, providenciando-se necessários encontros ou reencontros na
esfera dos sonhos, se os futuros genitores já estão no veículo físico, ou diretamente,
quando se trata de um plano elaborado com grande antecedência, no qual os
membros do futuro clã convivem, primeiro, na Erraticidade, donde partem já com
a família adrede3 estabelecida...
(...) Fenômenos do determinismo são estabelecidos com margem a
alternâncias decorrentes do uso do livre-arbítrio, de modo a permitir uma ampla
faixa de movimentação com certa independência emocional em torno do destino,
embora sob controles que funcionam automaticamente, em consonância com as leis
do equilíbrio geral. (...) Com as luzes projetadas pelo Espiritismo, na atualidade, o
empreendimento da reencarnação adquire hoje mais amplo entendimento pelos
homens, que reconhecem a sua procedência espiritual, identificando-a e, por sua
vez, preparando-se para o retorno à vida que estua e nela se encontra,
inevitavelmente, seja no corpo ou fora dele.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 1 –
Reencarnação – Dádiva de Deus
40
Querer ou não querer, esforçar-se ou não pelo triunfo pessoal, depende
de cada aprendiz da vida.
Açulado, perseguido por fatores inditosos, arrojado a situações perniciosas,
mesmo assim o homem é responsável pela sua acomodação tácita ou pelo empenho
de superação das injunções, que devem funcionar como valiosas experiências para
a fixação do dever nobre, do bem atuante nos painéis da sua mente encarnada.
De forma alguma desistas de lutar, de tentar em esforço de reabilitação, de
repetir a tarefa até lograr a vitória.
Só há fatalidade para o bem, sendo as determinações de provação e
expiação, capítulos e ensaios redentores para os equivocados que se demoram nas
experiências primárias da evolução.
Joanna de Angelis – Leis Morais da Vida – Cap. 38 – Diante do destino
Nunca prejudicarás a alguém sem prejudicar-te.
Nunca beneficiarás a essa ou aquela pessoa sem beneficiar a ti mesmo.
Através de nossas ações, sobre os outros, traçamos o próprio caminho.
Os companheiros de nossa estrada são fragmentos de que se nos constituirá
o próprio futuro.
Esses apontamentos pertencem à Lei
Emmanuel – Pronto Socorro – Cap. 12 – Assunto de Lei
Qualquer alma tem o seu destino traçado sob o ponto de vista do trabalho e
do sofrimento, e, sem paradoxos, tem de combater com o seu próprio destino,
porque o homem não nasceu para ser vencido; todo Espírito labora para dominar a
matéria e triunfar dos seus impulsos inferiores.
Emmanuel – Emmanuel – Cap. 32 – O Homem e seu Destino
Em qualquer lugar ou crença,
Segundo o Plano Divino,
O homem conforme pensa
Constrói o próprio destino
Lourenço de Almeida Prado – Paz e Alegria – Cap. 3 – Cartazes de Rumo
41
Não dês trégua à desdita, à ociosidade, aos queixumes.
És senhor do teu destino, e ele tem para ti, como ponto de encontro, o
infinito.
Quem se desvaloriza e se desmerece e se invalida, fica na retaguarda.
É necessário que te envolvas com o programa divino. Todo aquele que se
não envolve positivamente, nunca se desenvolve.
Se preferires sofrer, terás liberdade para a experiência até o momento em
que te transfiras para a opção do bem-estar.
Desse modo, não transformes incidentes de pequena monta, coisas e
ocorrências corriqueiras, em tragédias.
Ninguém tem o destino do sofrimento. Ele é resultado da ação negativa,
jamais a causa.
Joanna de Angelis – Momentos de Saúde e de Consciência – Cap. 2 –
Liberdade de escolha
Trazes contigo o leme do destino escondido na mente, ocultando no peito
o impulso que o dirige, porque tudo prospera aos golpes do desejo, e o ímã do desejo
chama-se coração.
Emmanuel – Seara dos Médiuns – Cap. 76 – Imã
Deus criou o livre-arbítrio, NÓS CRIAMOS A FATALIDADE.
André Luiz – Nosso Lar – Cap. 46 – Sacrifício de Mulher
O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos
criando.
O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo
muda tanto o realizador quando o destino.
Antoine Saint-Exupéry
42
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença, muda a nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vinicius de Moraes – Aquarela
As previsões nunca faltam
Com suportes de alarido,
Todos, porém, navegamos
no mar do desconhecido.
Cornélio Pires – Trovas do Coração – Cap. 13 – Previsões
43
3 Pressentimentos e Premonições
3.1 Pressentimentos e Premonições – Definições
Presciência é a previsão do futuro. Filos.
Chamam os teólogos presciência ao atributo pelo qual Deus conhece todas
as coisas, ou ao conhecimento que Deus tem de todo o presente, o passado e o
futuro, não só no que respeita ao Homem e a tudo que ao Homem concerne, mas
também no relativo à Natureza, seu curso, fenômenos duração etc.
Pressentimento é definido como: “sentimento intuitivo e alheio a uma
causa conhecida, que permite a previsão de acontecimentos futuros; intuição,
palpite, presságio”.
Premonição é definido como: “conhecimento antecipado do que pode ou
irá acontecer”.
Aurélio Buarque de Holanda – Novo Dicionário Eletrônico Aurélio
522. O pressentimento é sempre um aviso do Espírito protetor?
É o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos quer bem. Também
está na intuição da escolha que se haja feito.
É a voz do instinto.
Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua
existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas caráter
assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais
provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega
o momento de sofrê-las, se torna pressentimento.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 522
Pressentimento é uma vaga intuição de acontecimentos futuros.
Certas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida.
Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 184
Premonição é o conhecimento antecipado de um fato que ainda não
ocorreu, equivale à presciência ou premonição dos autores antigos.
Jaime Cervino – Além do Inconsciente – Cap. 1- Um pouco de História
44
3.2 Pressentimentos e Premonições – Conceitos Doutrinários
3.2.1 Allan Kardec
3.2.1.1 Livro dos Espíritos – 1857
Perg. 411 – O Espírito encarnado, nos momentos em que se desprende da
matéria e age como Espírito, conhece a época de sua morte?
Muitas vezes a pressente, e às vezes tem dela uma consciência bastante
clara, o que lhe dá, no estado de vigília, a sua intuição. É por isso que algumas
pessoas prevêem a própria morte com grande exatidão.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 411
Perg. 454 – Pode-se-ia atribuir a uma espécie de dupla vista a perspicácia
de certas pessoas que, sem nada terem de extraordinário, julgam as coisas com
mais precisão do que as outras?
É sempre a alma que irradia mais livremente e julga melhor do que sob o
véu da matéria.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 454
Perg. 454a – Esta faculdade pode, em certos casos, dar presciência das
coisas?
Sim; ela dá também os pressentimentos, porque há muitos graus desta
faculdade, e o mesmo indivíduo pode ter todos os graus ou não ter mais do que
alguns.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 454a
Perg. 577 – Quando um homem faz uma coisa útil, é sempre em virtude de
uma missão anterior e predestinada ou pode ter recebido uma missão não prevista?
Nem tudo o que um homem faz é consequência de uma missão
predestinada; ele é frequentemente o instrumento de que um Espírito se serve para
fazer executar alguma coisa que considera útil.
Por exemplo, um Espírito julga que seria bom escrever um livro, que ele
escreveria se estivesse encarnado, procura o escritor mais apto a compreender o seu
pensamento e a executá-lo: dá-lhe então a idéia e o dirige na execução.
45
Assim, este homem não veio à Terra com a missão de fazer essa obra.
Acontece o mesmo com alguns trabalhos de arte e com as descobertas.
Acrescentemos ainda que, durante o sono do corpo, o Espírito encarnado
comunica-se diretamente com o Espírito errante, e que se entendem sobre a
execução.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 577
Perg. 868 – O futuro pode ser revelado ao homem?
Em princípio, o futuro lhe é oculto, e só em casos raros e excepcionais Deus
lhe permite a sua revelação.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 868
O Pressentimento é sempre uma advertência do Espírito protetor?
O pressentimento é o conselho íntimo e oculto de um espírito que vos deseja
o bem.
É também a intuição da escolha anterior: é a voz do instinto.
O espírito, antes de encarnar, tem conhecimento das fases principais da sua
existência, ou seja, do gênero de prova a que irá ligar-se. quando estas têm um
caráter marcante, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo, e essa
impressão, que é a voz do instinto, desperta quando chega o momento, tornando-se
pressentimento.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 522
Os Pressentimentos e a voz do instinto têm sempre qualquer coisa de
vago; na incerteza, o que devemos fazer?
Quando estás em dúvida, invoca o teu bom Espírito, ou ora a Deus, nosso
soberano Senhor, para que te envie um de seus mensageiros, um de nós.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 523
46
O Que é o Pressentimento?
O pressentimento é uma vaga intuição de acontecimentos futuros.
Certas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida.
Pode-se tratar de uma espécie de dupla vista que lhes permite ver as
consequências do presente e o encadeamento natural dos acontecimentos.
Mas muitas vezes também é o resultado das comunicações ocultas, e é
sobretudo nesse caso que se podem chamar de médiuns de pressentimentos as
pessoas assim dotadas, que constituem uma variedade dos médiuns inspirados.
Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 184
O que é um Médium de Pressentimentos?
Pessoas há que, em dadas circunstâncias, têm uma imprecisa intuição das
coisas futuras. Essa intuição pode provir de uma espécie de dupla vista, que faculta
se entrevejam as consequências das coisas presentes; mas, doutras vezes, resulta
das comunicações ocultas, que fazem de tais pessoas uma variedade dos médiuns
inspirados.
Allan Kardec – Obras Póstumas – 1º Parte – Cap. 7 – Item 48
Por que, quando fazem pressentir um acontecimento, os Espíritos sérios
de ordinário não determinam a data? Será porque o não possam, ou porque
não queiram?
Por uma e outra coisa. Eles podem, em certos casos, fazer que um
acontecimento seja pressentido: nessa hipótese, é um aviso que vos dão. Quanto a
precisar-lhe a época, é frequente não o deverem fazer.
Também sucede com frequência não o poderem, por não o saberem eles
próprios. Pode o Espírito prever que um fato se dará, mas o momento exato pode
depender de acontecimentos que ainda se não verificaram e que só Deus conhece.
Os Espíritos levianos, que não escrupulizam de vos enganar, esses
determinam os dias e as horas, sem se preocuparem com que o fato predito ocorra
ou não. Por isso é que toda predição circunstanciada vos deve ser suspeita.
A Providência pôs limite às revelações que podem ser feitas ao homem. Os
Espíritos sérios guardam silêncio sobre tudo aquilo que lhes é defeso revelarem.
Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – 2º Parte – Cap. 26 – Item 289
47
Atribui-se comumente aos profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte
que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas.
No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem mais extensa significação.
Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de
lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Pode, pois, um
homem ser profeta, sem fazer predições.
Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 4 –
Missão dos Profetas
48
3.2.1.2 Revista Espírita – 1861
Ditados recebidos na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Perguntas dirigidas ao Espírito Cazotte:
1. Conhecemos os efeitos da segunda vista e compreendemos que, dada essa
faculdade, tivésseis podido ver coisas distantes, mas que se passavam no
momento. Como pudestes ver coisas futuras, que ainda não existiam e vê-las
com precisão? Poderíeis, ao mesmo tempo, dizer-nos como vos foi dada tal
precisão? Falastes simplesmente como inspirado, sem nada ver, ou o quadro dos
acontecimentos que anunciastes se vos apresentou como uma imagem?
Tende a bondade de descrever isto o melhor que puderdes para a nossa
instrução.
— Há na razão do homem um instinto moral que o impele a predizer certos
acontecimentos. É certo que eu era dotado de muitíssima clarividência, mas sempre
humana, para os acontecimentos que então se passaram.
Acreditais, porém, que o bom senso, ou o correto julgamento das coisas
terrenas vos possam detalhar, com anos de antecedência, esta ou aquela
circunstância? Não. Aliava-se à minha natural sagacidade uma qualidade
sobrenatural: a segunda vista. Quando eu revelava às pessoas que me cercavam os
terríveis abalos que deveriam ocorrer, evidentemente eu falava como um homem
de bom senso e de lógica; quando, porém, eu via pequenos detalhes dessas
circunstâncias vagas e gerais, quando eu via, visivelmente, esta ou aquela vítima,
então não falava mais como um simples homem dotado, mas como um inspirado.
2. Independentemente desse fato, tivestes, durante a vida, outros exemplos de
previsão?
— Sim. Estas eram todas mais ou menos sobre o mesmo assunto. Mas, por
passatempo, eu estudava as ciências ocultas e me ocupava muito de magnetismo.
3. Essa faculdade de previsão vos acompanhou no mundo dos Espíritos? Isto é,
após a morte ainda prevedes certos acontecimentos?
— Sim; esse dom me ficou muito mais puro.
49
Observação – Poder-se-ia ver aqui uma contradição com o princípio que se
opõe à revelação do futuro. Com efeito, o futuro nos é oculto por uma lei muito
sábia da Providência, considerando-se que tal conhecimento prejudicaria o nosso
livre-arbítrio, levando-nos a negligenciar o presente pelo futuro.
Além disso, por nossa oposição, poderíamos entravar certos acontecimentos
necessários à ordem geral. Mas quando essa comunicação nos pode impelir a
facilitar a realização de uma coisa, Deus pode permitir a sua revelação, nos limites
designados por sua sabedoria.
Allan Kardec – Revista Espírita – 1861 – Janeiro – Perguntas dirigidas
ao Espírito Cazotte
50
3.2.1.3 O Evangelho Segundo o Espiritismo – 1864
Atribui-se comumente aos profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte
que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas.
No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem mais extensa significação.
Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de
lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Pode, pois, um
homem ser profeta, sem fazer predições.
Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 4 –
Missão dos Profetas
O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos cristos e
de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas entre os
desencarnados: a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e
pseudossábios, que passaram da Terra para a erraticidade e tomam nomes
venerados para, sob a máscara de que se cobrem, facilitarem a aceitação das mais
singulares e absurdas ideias.
Antes que se conhecessem as relações mediúnicas, eles atuavam de maneira
menos ostensiva, pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, audiente ou
falante.
Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 7 –
Não creias em todos os Espíritos
Desconfiai dos falsos profetas.
É útil em todos os tempos essa recomendação, mas, sobretudo, nos
momentos de transição em que, como no atual, se elabora uma transformação da
Humanidade, porque, então, uma multidão de ambiciosos e intrigantes se arvoram
em reformadores e messias.
É contra esses impostores que se deve estar em guarda, correndo a todo
homem honesto o dever de os desmascarar.
Erasto – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 9 –
Caracteres do Verdadeiro profeta
51
(...) Essas palavras claramente indicam que, já naquela época, os charlatães
e os exaltados abusavam do dom de profecia e o exploravam.
Abusavam, por conseguinte, da fé simples e quase cega do povo,
predizendo, por dinheiro, coisas boas e agradáveis.
Muito generalizada se achava essa espécie de fraude na nação Judia, e fácil
é de compreender-se que o pobre povo, em sua ignorância, nenhuma possibilidade
tinha de distinguir os bons dos maus, sendo sempre mais ou menos ludibriado pelos
pseudoprofetas, que não passavam de impostores ou fanáticos.
Luoz – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 11 –
Jeremias e os falsos Profetas
52
3.2.1.4 Revista Espírita – 1864 / A Gênese – 1868
Teoria da Presciência (inserido no Livro A Gênese – Cap. 16)
Como é possível o conhecimento do futuro?
Compreendem-se as previsões dos acontecimentos que são consequência do
estado presente, mas não dos que nenhuma relação tem com eles e, ainda menos, os
que são atribuídos ao acaso. Diz-se que as coisas futuras não existem; que ainda
estão no nada. Então como saber se acontecerão?
Contudo são muito numerosos os exemplos de predições realizadas, de onde
concluir-se que aí se passa um fenômeno cuja chave não se tem, pois não há efeito
nem causa. Essa causa, que tentaremos achar, ainda é o Espiritismo, também chave
de tantos mistérios, que no-la fornecerá e, além disso, mostrar-nos-á que o próprio
fato das predições não sai das leis naturais.
Todos os fenômenos cuja causa era desconhecida foram revelados
maravilhosos. A lei segundo a qual estes se realizam, uma vez conhecida, eles
entraram na ordem das coisas naturais.
O dom da predição não é sobrenatural, como não o são muitos outros
fenômenos: repousa nas propriedades da alma e na lei das relações entre os mundos
visível e invisível, que o Espiritismo vem dar a conhecer.
A teoria da presciência talvez não resolva de modo absoluto Iodos os casos
que a previsão do futuro possa apresentar, mas não se pode desconvir que ela
estabelece o seu princípio fundamental.
Se se não pode tudo explicar é pela dificuldade, para o homem, de colocar-
se nesse ponto de vista extraterrestre; por sua mesma inferioridade, seu pensamento,
incessantemente arrastado para o caminho da vida material, muitas vezes é
impotente para se destacar do solo.
Essa faculdade é inerente ao estado de espiritualização ou, se se quiser, de
desmaterialização. Por outras palavras, a espiritualização produz um efeito que se
pode comparar, embora muito imperfeitamente, ao da visão de conjunto do homem
sobre a montanha.
Esta comparação apenas objetivava mostrar que acontecimentos que estão
no futuro para uns, estão no presente para outros e, assim, podem ser preditos, o
que não implica que o efeito se produza da mesma maneira.
53
Para gozar dessa percepção o Espírito não precisa, então, transportar-se para
um ponto qualquer no espaço; o que está na terra, ao nosso lado, pode possuí-la em
sua plenitude, como se estivesse a milhares de léguas, ao passo que nada vemos
fora do horizonte visual.
Não se produzindo a visão nos Espíritos da mesma maneira e com os
mesmos elementos que no homem, seu horizonte visual é bem outro. Ora, aí está
precisamente o sentido que nos falta para o conceber; ao lado do incarnado, o
Espírito é como um vidente ao lado de um cego.
Allan Kardec – Revista Espírita – 1864 – Maio – Teoria da Presciência
54
3.2.1.5 Obras Póstumas – 1869
(...)
Esse dom da segunda vista é que, em estado rudimentar, dá a certas pessoas
o tato, a perspicácia, uma espécie de segurança aos atos, o que se pode com justeza
denominar: golpe de vista moral. Mais desenvolvido, ele acorda os pressentimentos,
ainda mais desenvolvido, faz ver acontecimentos que já se realizaram, ou que estão
prestes a realizar-se.
Muito se tem falado de pessoas que, deitando as cartas, disseram coisas de
surpreendente verdade. De modo nenhum pretendemos fazer-nos apologista dos
ledores da “buena-dicha” que exploram a credulidade dos espíritos fracos e cuja
linguagem ambígua se presta a todas as combinações de uma imaginação abalada;
mas, não é de todo impossível que certas pessoas, fazendo disso um ofício, tenham
o dom da segunda vista, mesmo mau grado seu.
Sendo assim, as cartas, entre as suas mãos, não passam de um meio, de um
pretexto, de uma base de conversação. Elas falam de acordo com o que vêem e não
com o que indicam as cartas para as quais apenas olham.
O mesmo se dá com outros meios de adivinhação, tais como as linhas da
mão, a clara de ovo e outros símbolos místicos. Os sinais das mãos talvez tenham
mais valor do que todos os outros meios, não por si mesmos, mas porque, tomando
e palpando a mão do consultante, o pretenso adivinho, se é dotado de dupla vista,
estabelece relação mais direta com aquele, como se verifica nas consultas
sonambúlicas.
Podem, pois, os médiuns videntes ser identificados às pessoas que gozam
da vista espiritual; mas, seria porventura demasiado considerar essas pessoas como
médiuns, porquanto a mediunidade se caracteriza unicamente pela intervenção dos
Espíritos, não se podendo ter como ato mediúnico o que alguém faz por si mesmo.
Aquele que possui a vista espiritual vê pelo seu próprio Espírito, não sendo
de necessidade, para o surto da sua faculdade, o concurso de um Espírito estranho
O vidente, pois, não é um adivinho; é um ser que percebe o que não vemos; é, para
nós, o cão do cego. Nada nisto há, portanto, que se contraponha aos desígnios da
Providência quanto ao segredo de nosso destino; é ela própria quem nos dá um guia.
Allan Kardec – Obras Póstumas – 1º Parte – Conhecimento do futuro.
Previsões
55
3.2.2 Emmanuel
3.2.2.1 Fenômenos Premonitórios
Os fenômenos premonitórios atestam a possibilidade da presciência com
relação ao futuro?
Os Espíritos de nossa esfera não podem devassar o futuro, considerando
essa atividade uma característica dos atributos do Criador Supremo, que é Deus.
Temos de considerar, todavia, que as existências humanas estão
subordinadas a um mapa de provas gerais, onde a personalidade deve movimentar-
se com o seu esforço para a iluminação do porvir, e, dentro desse roteiro, os
mentores espirituais mais elevados podem organizar os fatos premonitórios, quando
convenham à demonstração de que o homem não se resume a um conglomerado de
elementos químicos, de conformidade com a definição do materialismo dissolvente.
Emmanuel – O Consolador – Perg. 144
56
3.2.2.2 Ante o Futuro
Não adianta indagar do futuro, ocasionalmente, para satisfazer a curiosidade
irrequieta ou inútil.
Vale construí-lo em bases que a lógica nos traça generosamente à visão.
Não desconhecemos que o nosso amanhã será a invariável resposta do
mundo ao nosso hoje, e aos nossos pés a natureza sábia e simples nos convida
a pensar.
O arado preguiçoso deve aguardar a ferrugem.
A leira abandonada receberá o assalto da planta daninha.
A casa relegada ao abandono será pasto dos vermes que lhe corroerão a
estrutura.
O pão desaproveitado repousará na sombra do mofo.
A fonte que se consagra ao movimento atingirá a paz do oceano.
A flor leal ao destino que lhe é próprio converter-se-á em fruto benfazejo.
A plantação amparada com segurança distribuirá bênçãos à mesa.
E o minério obediente aos golpes do malho transformar-se-á em peça de alto
preço.
Sabemos que é possível edificar o futuro e recolher-lhe os dons
de amor e vida.
Escolhe a bondade por lema de cada dia, não desistas de aprender,
infatigavelmente e, com os braços no serviço incessante caminharás desde hoje, sob
a luz da vitória, ao encontro de glorioso porvir.
Emmanuel – Taça de Luz – Cap. 31 – Ante o Futuro
57
3.2.2.3 Futuro e Nós
Cada noite, habitualmente, agradeces a Deus por mais um dia, e quase
sempre, refletes no amanhã.
De quais ingredientes se nos formará o futuro?
Embora, em muitas ocasiões, os homens a procurem, no lado externo
da existência, a resposta está sempre em nós mesmos.
À medida que se nos amplia a maturidade interior, reconhecemos que
a evolução é um caminho em formação para o Alto, em nos reportando
ao progresso do espírito.
Diariamente edificamos. E edificamos, em nós e por fora de nós, a
cooperação que nos cabe no engrandecimento da vida.
Em vista disso, se nos propomos a encontrar o amanhã melhor,
cogitemos disso hoje.
Comecemos avaliando a importância de compreender e servir.
Esqueçamos ressentimentos e sombras, lembrando-nos de que a prática
do amor é trabalho para todos os dias.
Não reclamemos dos outros aquilo que possamos fazer por nós mesmos.
Entendamos que os nossos problemas não são maiores do que muitas das
dificuldades que afligem os semelhantes.
Melhoremos a nós próprios, a fim de que as nossas experiências se elevem.
Vejamos em cada criatura um mundo aparte e, por isso, aceitemos os nossos
companheiros de caminho, tais quais são, sem exigir-lhes demonstrações de
santidade ou grandeza.
Busquemos o trabalho constante, no bem de todos, por ação capaz de
impulsionar-nos para diante, livrando-nos de fixações pessoais e grades de sombra.
E atentos ao valor do tempo, avancemos, sem nos marginalizarmos nas
perturbações das horas vazias.
O nosso futuro está sendo articulado neste instante por nós mesmos.
Façamos agora o melhor ao nosso alcance, porque o amanhã para nós será
sempre o nosso hoje passado a limpo.
Emmanuel – Algo Mais – Cap. 1 – Futuro e Nós
58
3.2.2.4 Adivinhações
Diante dos que usam cultura ou mediunidade para traçar prognósticos,
acerca do futuro, não é necessário dizer que nos cabe acompanhar-lhes as
experiências com a melhor atenção.
A ciência é neta da curiosidade e filha do estudo. A alquimia da Idade Média
iniciou as realizações da química moderna. De certa maneira, os astrólogos do
pretérito começaram a obra avançada dos astrônomos de hoje.
O conhecimento nasce do esforço de quantos se dedicam a desentranhá-lo
da obscuridade ou da ignorância. No entanto, do respeito aos irmãos de
Humanidade que se consagram ao mister da adivinhação, não se infere que devemos
aceitar-lhes cegamente as afirmativas.
Especialmente no que se reporte a profecias inquietantes, é imperioso ouvi-
los com reserva e discrição, porquanto estamos informados pela Doutrina Espírita
de que não existe a predestinação para o mal.
Renascemos na Terra, indubitavelmente, com as nossas tendências
inferiores e com os nossos débitos, às vezes escabrosos, por ressarcir, mas isso não
significa estejamos obrigados a reincidir em velhas ilusões ou reacomodar-nos com
a força das trevas.
O aluno regressa à escola na condição de repetente ou se encaminha para os
exames de segunda época, a fim de se firmar na dignidade do ensino em que se
comprometeu.
Clarividentes que desenvolveram faculdades psíquicas, fora do
esclarecimento espírita evangélico, podem recolher observações infelizes a nosso
respeito, seja relacionando cenas de nosso passado culposo ou descrevendo quadros
menos dignos, projetados mentalmente sobre nós pelas ideias enfermiças daqueles
que se fizeram nossos inimigos em outras eras; e das palavras que articulam podem
surgir sombrios vaticínios ou apontamentos desencorajadores, tendentes a
enfraquecer-nos a coragem ou aniquilar-nos a esperança.
Oponhamos, porém, a isso a certeza de que estamos reformando causas e
efeitos diariamente, em nosso caminho, na convicção de que a Divina Providência
nos oferece, incessantemente, através da reencarnação, oportunidades e
possibilidades ao próprio reajuste perante as leis da vida, armando-nos de recursos
e bênçãos, dentro e fora de nós.
59
Conquanto estudando sempre os fenômenos que nos rodeiam, abstenhamo-
nos de admitir o determinismo do erro, do desequilíbrio, da queda ou da
criminalidade.
Hoje é e será constantemente a ocasião ideal para transformarmos maldição
em bênção e sombra em luz.
Ergamo-nos, cada manhã, com a decisão de fazer o melhor ao nosso alcance
e reconheçamos que o próprio Sol se deixa contemplar, nos céus, de alvorecer em
alvorecer, como a declarar-nos que o Criador Supremo é o Deus da Justiça, mas
também da Misericórdia, da Ordem e da Renovação.
Emmanuel – Encontro Marcado – Cap. 6 – Adivinhações
60
3.2.2.5 Em torno do Futuro
Não precisas procurar adivinhos para saber o que te espera, nem necessitas
daqueles outros que te descubram o passado que já conheces pelas próprias
tendências.
A vida é o presente vivo e imperecível.
Na tela das horas, somos o ontem que se foi e seremos o amanhã que virá.
A semente plantada resume todas as nossas cogitações em torno do porvir.
Terás o que cultivas.
Não colherás figos na macieira e vice-versa.
Ciente de que todos os pensamentos e atos são sementeiras de destino,
seleciona o material que consideres adequado à tua felicidade e centraliza-o no
serviço do bem aos semelhantes.
Do que deres presentemente, recolherás os resultados depois.
O futuro começa agora. Cede hoje à vida o que possuas de melhor e,
amanhã, aquilo que a vida tenha de melhor te responderá.
Emmanuel – Joia – Capítulo 13 – Em torno do futuro
61
3.2.3 Yvonne Pereira/Bezerra de Meneses
3.2.3.1 Acontecimentos Futuros
3.2.3.1.1 Esclarecimentos de Bezerra de Meneses
— Podeis esclarecer-nos sobre o processo pelo qual somos avisados de
certos acontecimentos, geralmente importantes e graves, a se realizarem conosco,
e que muitas vezes se cumprem como os vimos em sonhos ou em visões?
E ele respondeu, psicograficamente:
— Existem vários processos pelos quais o homem poderá ser informado de
um ou outro acontecimento futuro importante da sua vida.
Comumente, se ele fez jus a essa advertência, ou lembrete, pois isso implica
certo mérito, ou ainda certo desenvolvimento psíquico, de quem o recebe, é um
amigo do Além, um parente, o seu Espírito familiar ou o próprio Guardião Maior
que lhe comunicam o fato a realizar-se, preparando-o para o evento, que geralmente
é grave, doloroso, fazendo-se sempre em linguagem encenada, ou figurada, como
de uso no Invisível, e daí o que chamais «avisos pelo sonho», ou seja, sonhos
premonitórios».
De outras vezes, é o próprio indivíduo que, recordando os acontecimentos
que lhe serviriam de testemunhos reparadores, perante a lei da criação, delineados
no mundo Espiritual às vésperas da reencarnação, os vê tais como acontecerão,
assim os casos de morte, sua própria ou de pessoas da família, desastres, dores
morais, etc., etc.
E os seus protetores espirituais, que igualmente conhecem o programa de
peripécias do pupilo, delineado no evento da reencarnação, com mais razão o
advertirão no momento necessário, seja através do sonho ou intuitivamente.
Pode acontecer que, num caso de traição de amor, por exemplo, provação
que tanto fere os corações sensíveis e dedicados, e nos casos de deslealdade de um
amigo, etc., o paciente, durante o sono, penetre a aura do outro, por quem se
interessa, e aí descubra as suas intenções, lendo-lhe os pensamentos e os atos já
realizados mentalmente, como num livro aberto ilustrado, tal a linguagem
espiritual, e então verá o que o outro pretende concretizar em seu desfavor, como
se fora a realização de um sonho, pois tudo foi habilmente gravado em sua
62
consciência e as imagens fotografadas em seu cérebro, permitindo a lembrança ao
despertar, não obstante empalidecidas. Futuramente o fato será realizado
objetivamente e aí está o aviso...
De outro modo, seguindo a corrente espiritual das ações de uma pessoa
encarnada, por deduções um amigo da espiritualidade se cientificará de um
acontecimento que mais tarde se efetivará com precisão. Ele poderá comunicar o
acontecimento ao seu amigo terreno e o fará de modo sutil, em sonho ou
pressentimento.
O estudo da lei de causa e efeito é matemática, infalível; concreta, para a
observação das entidades espirituais de ordem elevada, e, assim sendo, ele se
comunicará com o seu pupilo terreno através da intuição, do pressentimento, da
premonição, do sonho, etc.
O estudo da matemática de causa e efeito é mesmo indispensável, como que
obrigatório, às entidades prepostas à carreira transcendente de guardiães, ou guias
espirituais.
Estudo profundo, científico, que se ampliará até prever o futuro remoto da
própria Humanidade e dos acontecimentos a se realizarem no globo terráqueo,
como hecatombes físicas ou morais, guerras, fatos célebres, etc., daí então advindo
a possibilidade das profecias quando o sensitivo, altamente dotado de poderes
supra-normais, comportar o peso da transmissão fiel aos seus contemporâneos.
É um dos estudos, portanto, que requerem um curso completo de
especialização.
Outrossim, acresce a importante circunstância de que todos esses
acontecimentos de um modo geral se prendem ao lastro da evolução do planeta
como do indivíduo, e o sábio instrutor deste, como os auxiliares do governo do
planeta, estão aptos a perceber o que sucederá daqui a um ano, um século ou um
milênio, pelo estudo e deduções científicas sobre o programa da evolução da
Criação, pois o tempo é inexistente nas esferas da espiritualidade e a entidade sábia
facilmente deduzirá, e com certeza matemática, os sucessos em geral, subordinados
ao trabalho da evolução, como se se tratasse do momento presente.
63
O indivíduo que sofrerá esta ou aquela provação ou o que terá de apresentar
testemunhos de valor moral pela expiação, jamais o ignora no seu estado espiritual
de semiliberdade através do sono ou do transe mediúnico (pode-se cair em transe
mediúnico sem ser espírita, mormente quando se dorme), visto que consentiu em
experimentar todas essas lições reparadoras.
Mas, se não conserva intuições a tal respeito no estado normal humano,
almas amigas e piedosas poderão relembrá-las em sonhos ilustrados, assim
preparando-o e auxiliando-o a adquirir forças e serenidade para o embate supremo.
Casos há em que o aviso virá por outrem ligado ao paciente, mais acessível
às infiltrações espirituais premonitórias.
Agradecei a Deus as advertências que vos são concedidas às vésperas das
provações. Elas indicam que não sofrereis sozinhos, que amigos desvelados
permanecem ao vosso lado dispostos a enxugar as vossas lágrimas com os bálsamos
do santo amor espiritual inspirado pelo amor de Deus.
A seguir o leitor encontrará pequena série de advertências dessa natureza,
concedida a nós e a pessoas do nosso conhecimento, e que não será destituída de
interesse para os estudos transcendentais.
Certamente que nos seria possível organizar um volume com o noticiário
completo que a respeito nos tem vindo às mãos, além daqueles fatos ocorridos
conosco. Julgamos, porém, que para o testemunho que a Doutrina Espírita de nós
exige, para mais essa face da verdade que tivemos a felicidade de poder comprovar,
serão suficientes os que aqui registramos.
Yvonne Pereira – Recordações da Mediunidade – Cap. 9 – Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições
Pressentimentos e Premonições

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão EspíritaAFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
ARMAZÉM DE ARTES TANIA PAUPITZ
 
Sono e sonhos
Sono e sonhosSono e sonhos
Sono e sonhos
Graça Maciel
 
Plenitude libertando do sofrimento
Plenitude libertando do sofrimentoPlenitude libertando do sofrimento
Plenitude libertando do sofrimento
Leonardo Pereira
 
Influências espirituais Sutis
Influências espirituais Sutis Influências espirituais Sutis
Influências espirituais Sutis
Leonardo Pereira
 
Estudos do evangelho "O egoísmo"
Estudos do evangelho "O egoísmo"Estudos do evangelho "O egoísmo"
Estudos do evangelho "O egoísmo"
Leonardo Pereira
 
Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira).
Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira). Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira).
Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira).
Leonardo Pereira
 
Livro dos Espíritos - Pressentimentos
Livro dos Espíritos - PressentimentosLivro dos Espíritos - Pressentimentos
Livro dos Espíritos - Pressentimentos
marjoriestavismeyer
 
Leis divinas
Leis divinasLeis divinas
Capítulo VI - O Cristo Consolador
Capítulo VI - O Cristo ConsoladorCapítulo VI - O Cristo Consolador
Capítulo VI - O Cristo Consolador
grupodepaisceb
 
Doutrinação
DoutrinaçãoDoutrinação
Doutrinação
paikachambi
 
2.8.1 O sono e os sonhos
2.8.1   O sono e os sonhos2.8.1   O sono e os sonhos
2.8.1 O sono e os sonhos
Marta Gomes
 
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
Marta Gomes
 
Evangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueire
Evangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueireEvangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueire
Evangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueire
grupodepaisceb
 
Sintonia e vibração
Sintonia e vibraçãoSintonia e vibração
Sintonia e vibração
Louis Oliver
 
2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa
2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa 2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa
2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa
Rosana De Rosa
 
25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO
25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO
25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO
Lar Irmã Zarabatana
 
Felicidade E Infelicidade Relativa
Felicidade E  Infelicidade  RelativaFelicidade E  Infelicidade  Relativa
Felicidade E Infelicidade Relativa
Sergio Menezes
 
Simpatias e antipatias terrenas
Simpatias e antipatias terrenasSimpatias e antipatias terrenas
Simpatias e antipatias terrenas
Ana Cláudia Leal Felgueiras
 
Afeições e simpatias
Afeições e simpatiasAfeições e simpatias
Afeições e simpatias
Graça Maciel
 
07 propriedades do perespirito
07   propriedades do perespirito07   propriedades do perespirito
07 propriedades do perespirito
carlos freire
 

Mais procurados (20)

AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão EspíritaAFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
AFINIDADE E SINTONIA ESPIRITUAL na visão Espírita
 
Sono e sonhos
Sono e sonhosSono e sonhos
Sono e sonhos
 
Plenitude libertando do sofrimento
Plenitude libertando do sofrimentoPlenitude libertando do sofrimento
Plenitude libertando do sofrimento
 
Influências espirituais Sutis
Influências espirituais Sutis Influências espirituais Sutis
Influências espirituais Sutis
 
Estudos do evangelho "O egoísmo"
Estudos do evangelho "O egoísmo"Estudos do evangelho "O egoísmo"
Estudos do evangelho "O egoísmo"
 
Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira).
Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira). Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira).
Estudos do evangelho "O ódio e o duelo" ( Leonardo Pereira).
 
Livro dos Espíritos - Pressentimentos
Livro dos Espíritos - PressentimentosLivro dos Espíritos - Pressentimentos
Livro dos Espíritos - Pressentimentos
 
Leis divinas
Leis divinasLeis divinas
Leis divinas
 
Capítulo VI - O Cristo Consolador
Capítulo VI - O Cristo ConsoladorCapítulo VI - O Cristo Consolador
Capítulo VI - O Cristo Consolador
 
Doutrinação
DoutrinaçãoDoutrinação
Doutrinação
 
2.8.1 O sono e os sonhos
2.8.1   O sono e os sonhos2.8.1   O sono e os sonhos
2.8.1 O sono e os sonhos
 
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
4.1.2 - Perda de pessoas amadas.pptx
 
Evangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueire
Evangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueireEvangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueire
Evangelho Capítulo XXIV - Não por a candeia debaixo do alqueire
 
Sintonia e vibração
Sintonia e vibraçãoSintonia e vibração
Sintonia e vibração
 
2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa
2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa 2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa
2013-02-13-Perfeicao Moral e o Bem e o Mal - Rosana De Rosa
 
25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO
25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO
25 abril 2014 O OBSIDIADO E A DESOBSESSÃO
 
Felicidade E Infelicidade Relativa
Felicidade E  Infelicidade  RelativaFelicidade E  Infelicidade  Relativa
Felicidade E Infelicidade Relativa
 
Simpatias e antipatias terrenas
Simpatias e antipatias terrenasSimpatias e antipatias terrenas
Simpatias e antipatias terrenas
 
Afeições e simpatias
Afeições e simpatiasAfeições e simpatias
Afeições e simpatias
 
07 propriedades do perespirito
07   propriedades do perespirito07   propriedades do perespirito
07 propriedades do perespirito
 

Semelhante a Pressentimentos e Premonições

Material Delphi diego
Material Delphi diegoMaterial Delphi diego
Material Delphi diego
skiche
 
Topografia básica
Topografia básicaTopografia básica
Topografia básica
Bowman Guimaraes
 
ajuda
ajudaajuda
Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)
Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)
Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)
Fernando Palma
 
Matemática iv
Matemática ivMatemática iv
Matemática iv
Miguel Jorge Neto Mjoe
 
Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1
joaoborreicho
 
Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1
joaoborreicho
 
01083
0108301083
Magia Elemental Franz Bardon
Magia Elemental   Franz BardonMagia Elemental   Franz Bardon
Magia Elemental Franz Bardon
orismagus
 
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo MichaelMagia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
HOME
 
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo MichaelMagia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
guest301cb2
 
Manual ft 8900-r
Manual ft 8900-rManual ft 8900-r
Manual ft 8900-r
ruiv
 
Livro sementes - fundamentos científicos e tecnológicos
Livro   sementes - fundamentos científicos e tecnológicosLivro   sementes - fundamentos científicos e tecnológicos
Livro sementes - fundamentos científicos e tecnológicos
Dheime Miranda
 
Peske et al. 2003 sementes fundamentos cientificos e tecnologicos
Peske et al. 2003 sementes   fundamentos cientificos e tecnologicosPeske et al. 2003 sementes   fundamentos cientificos e tecnologicos
Peske et al. 2003 sementes fundamentos cientificos e tecnologicos
Bruno Rodrigues
 
Essencial 3ºciclo port
Essencial 3ºciclo portEssencial 3ºciclo port
Essencial 3ºciclo port
Teresa Pereira Miranda
 
As Provas e Expiações - como lidar - estudo
As Provas e Expiações - como lidar - estudoAs Provas e Expiações - como lidar - estudo
As Provas e Expiações - como lidar - estudo
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
115209761 manual-encontro-com-deus
115209761 manual-encontro-com-deus115209761 manual-encontro-com-deus
115209761 manual-encontro-com-deus
Patrício Aleixo Fernandes
 
Manual do cuidador_alzheimer portugal
Manual do cuidador_alzheimer portugalManual do cuidador_alzheimer portugal
Manual do cuidador_alzheimer portugal
Fabio Jorge
 
curso-128710-aula-03-v1.pdf
curso-128710-aula-03-v1.pdfcurso-128710-aula-03-v1.pdf
curso-128710-aula-03-v1.pdf
RamoSantos2
 
Aços
AçosAços
Aços
Cleber1965
 

Semelhante a Pressentimentos e Premonições (20)

Material Delphi diego
Material Delphi diegoMaterial Delphi diego
Material Delphi diego
 
Topografia básica
Topografia básicaTopografia básica
Topografia básica
 
ajuda
ajudaajuda
ajuda
 
Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)
Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)
Exemplo / Modelo de um Plano de Negócios (Template Business Case)
 
Matemática iv
Matemática ivMatemática iv
Matemática iv
 
Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1
 
Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1Passo a passo_lp1
Passo a passo_lp1
 
01083
0108301083
01083
 
Magia Elemental Franz Bardon
Magia Elemental   Franz BardonMagia Elemental   Franz Bardon
Magia Elemental Franz Bardon
 
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo MichaelMagia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
 
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo MichaelMagia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
Magia Elemental Ali Mohamad Onaissi Instituto Arcanjo Michael
 
Manual ft 8900-r
Manual ft 8900-rManual ft 8900-r
Manual ft 8900-r
 
Livro sementes - fundamentos científicos e tecnológicos
Livro   sementes - fundamentos científicos e tecnológicosLivro   sementes - fundamentos científicos e tecnológicos
Livro sementes - fundamentos científicos e tecnológicos
 
Peske et al. 2003 sementes fundamentos cientificos e tecnologicos
Peske et al. 2003 sementes   fundamentos cientificos e tecnologicosPeske et al. 2003 sementes   fundamentos cientificos e tecnologicos
Peske et al. 2003 sementes fundamentos cientificos e tecnologicos
 
Essencial 3ºciclo port
Essencial 3ºciclo portEssencial 3ºciclo port
Essencial 3ºciclo port
 
As Provas e Expiações - como lidar - estudo
As Provas e Expiações - como lidar - estudoAs Provas e Expiações - como lidar - estudo
As Provas e Expiações - como lidar - estudo
 
115209761 manual-encontro-com-deus
115209761 manual-encontro-com-deus115209761 manual-encontro-com-deus
115209761 manual-encontro-com-deus
 
Manual do cuidador_alzheimer portugal
Manual do cuidador_alzheimer portugalManual do cuidador_alzheimer portugal
Manual do cuidador_alzheimer portugal
 
curso-128710-aula-03-v1.pdf
curso-128710-aula-03-v1.pdfcurso-128710-aula-03-v1.pdf
curso-128710-aula-03-v1.pdf
 
Aços
AçosAços
Aços
 

Mais de ADALBERTO COELHO DA SILVA JR

As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTOAs Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTO
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃOAs Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃO
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTOA Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Enquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdf
Enquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdfEnquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdf
Enquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdf
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Enquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃO
Enquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃOEnquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃO
Enquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃO
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Esses Dias Tumultuosos e o Natal_Exposição
Esses Dias Tumultuosos e o Natal_ExposiçãoEsses Dias Tumultuosos e o Natal_Exposição
Esses Dias Tumultuosos e o Natal_Exposição
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Estes Dias Tumultuosos e o Natal - texto
Estes Dias Tumultuosos e o Natal - textoEstes Dias Tumultuosos e o Natal - texto
Estes Dias Tumultuosos e o Natal - texto
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Loucura e Obsessão - 35 anos_TEXTO
Loucura e Obsessão - 35 anos_TEXTOLoucura e Obsessão - 35 anos_TEXTO
Loucura e Obsessão - 35 anos_TEXTO
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Loucura e Obsessão - 35 anos
Loucura e Obsessão - 35 anosLoucura e Obsessão - 35 anos
Loucura e Obsessão - 35 anos
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Sexo e Destino - 60 anos_Texto
Sexo e Destino - 60 anos_TextoSexo e Destino - 60 anos_Texto
Sexo e Destino - 60 anos_Texto
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Sexo e Destino - 60 anos
Sexo e Destino - 60 anosSexo e Destino - 60 anos
Sexo e Destino - 60 anos
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completo
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completoO Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completo
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completo
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_Sintese
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_SinteseO Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_Sintese
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_Sintese
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
O Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTO
O Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTOO Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTO
O Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTO
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
O Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃO
O Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃOO Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃO
O Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃO
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Texto
Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_TextoRelacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Texto
Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Texto
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
O Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Apresentação
O Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_ApresentaçãoO Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Apresentação
O Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Apresentação
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
As Catástrofes e os Desastres Coletivos
As Catástrofes e os Desastres ColetivosAs Catástrofes e os Desastres Coletivos
As Catástrofes e os Desastres Coletivos
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 
As Catástrofes e os Desastres Coletivos_Apresentação
As Catástrofes e os Desastres Coletivos_ApresentaçãoAs Catástrofes e os Desastres Coletivos_Apresentação
As Catástrofes e os Desastres Coletivos_Apresentação
ADALBERTO COELHO DA SILVA JR
 

Mais de ADALBERTO COELHO DA SILVA JR (20)

As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTOAs Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_TEXTO
 
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃOAs Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃO
As Encruzilhadas da Vida - Você Decide_APRESENTAÇÃO
 
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - EX...
 
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTOA Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO
 
Enquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdf
Enquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdfEnquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdf
Enquanto Você ainda Pode - - TEXTO_Completo_2024_v5.pdf
 
Enquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃO
Enquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃOEnquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃO
Enquanto Você ainda Pode - - APRESENTAÇÃO
 
Esses Dias Tumultuosos e o Natal_Exposição
Esses Dias Tumultuosos e o Natal_ExposiçãoEsses Dias Tumultuosos e o Natal_Exposição
Esses Dias Tumultuosos e o Natal_Exposição
 
Estes Dias Tumultuosos e o Natal - texto
Estes Dias Tumultuosos e o Natal - textoEstes Dias Tumultuosos e o Natal - texto
Estes Dias Tumultuosos e o Natal - texto
 
Loucura e Obsessão - 35 anos_TEXTO
Loucura e Obsessão - 35 anos_TEXTOLoucura e Obsessão - 35 anos_TEXTO
Loucura e Obsessão - 35 anos_TEXTO
 
Loucura e Obsessão - 35 anos
Loucura e Obsessão - 35 anosLoucura e Obsessão - 35 anos
Loucura e Obsessão - 35 anos
 
Sexo e Destino - 60 anos_Texto
Sexo e Destino - 60 anos_TextoSexo e Destino - 60 anos_Texto
Sexo e Destino - 60 anos_Texto
 
Sexo e Destino - 60 anos
Sexo e Destino - 60 anosSexo e Destino - 60 anos
Sexo e Destino - 60 anos
 
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completo
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completoO Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completo
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_TEXTO_completo
 
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_Sintese
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_SinteseO Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_Sintese
O Martírio nos Tempos Atuais - Ave-Cristo - 70 anos_APRESENTAÇÃO_Sintese
 
O Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTO
O Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTOO Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTO
O Autismo – uma Leitura Espiritual_TEXTO
 
O Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃO
O Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃOO Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃO
O Autismo - uma leitura espiritual_APRESENTAÇÃO
 
Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Texto
Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_TextoRelacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Texto
Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Texto
 
O Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Apresentação
O Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_ApresentaçãoO Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Apresentação
O Relacionamento entre Pais e Filhos num Mundo em Transição_Apresentação
 
As Catástrofes e os Desastres Coletivos
As Catástrofes e os Desastres ColetivosAs Catástrofes e os Desastres Coletivos
As Catástrofes e os Desastres Coletivos
 
As Catástrofes e os Desastres Coletivos_Apresentação
As Catástrofes e os Desastres Coletivos_ApresentaçãoAs Catástrofes e os Desastres Coletivos_Apresentação
As Catástrofes e os Desastres Coletivos_Apresentação
 

Último

Oração Para Pedir Bênçãos Aos Agricultores
Oração Para Pedir Bênçãos Aos AgricultoresOração Para Pedir Bênçãos Aos Agricultores
Oração Para Pedir Bênçãos Aos Agricultores
Nilson Almeida
 
Malleus Maleficarum: o martelo das bruxas
Malleus Maleficarum: o martelo das bruxasMalleus Maleficarum: o martelo das bruxas
Malleus Maleficarum: o martelo das bruxas
Lourhana
 
Manual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docx
Manual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docx
Manual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docx
Janilson Noca
 
Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptx
Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptxLição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptx
Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptx
Celso Napoleon
 
O-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdf
O-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdfO-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdf
O-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdf
WELITONNOGUEIRA3
 
DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]
DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]
DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]
ESCRIBA DE CRISTO
 
JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]
JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]
JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]
ESCRIBA DE CRISTO
 
DIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOS
DIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOSDIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOS
DIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOS
ESCRIBA DE CRISTO
 
Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptx
Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptxLição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptx
Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptx
Celso Napoleon
 
A CRUZ DE CRISTO- ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptx
A CRUZ DE CRISTO-  ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptxA CRUZ DE CRISTO-  ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptx
A CRUZ DE CRISTO- ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptx
JonasRibeiro61
 
CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]
CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]
CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]
ESCRIBA DE CRISTO
 
Bíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptxBíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptx
Igreja Jesus é o Verbo
 
1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO
1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO
1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO
ESCRIBA DE CRISTO
 
CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADAS
CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADASCARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADAS
CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADAS
ESCRIBA DE CRISTO
 
Habacuque.docx estudo bíblico, conhecimento
Habacuque.docx estudo bíblico, conhecimentoHabacuque.docx estudo bíblico, conhecimento
Habacuque.docx estudo bíblico, conhecimento
ayronleonardo
 
Escola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTAS
Escola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTASEscola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTAS
Escola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTAS
ceciliafonseca16
 

Último (16)

Oração Para Pedir Bênçãos Aos Agricultores
Oração Para Pedir Bênçãos Aos AgricultoresOração Para Pedir Bênçãos Aos Agricultores
Oração Para Pedir Bênçãos Aos Agricultores
 
Malleus Maleficarum: o martelo das bruxas
Malleus Maleficarum: o martelo das bruxasMalleus Maleficarum: o martelo das bruxas
Malleus Maleficarum: o martelo das bruxas
 
Manual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docx
Manual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docx
Manual-do-PGM-Protótipo.docxManual-do-PGM-Protótipo.docx
 
Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptx
Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptxLição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptx
Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno.pptx
 
O-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdf
O-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdfO-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdf
O-livro-de-Jasher-O-Justo, the book of jasher.pdf
 
DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]
DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]
DIDASCALIA APOSTOLORUM [ HISTÓRIA DO CRISTIANISMO]
 
JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]
JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]
JERÔNIMO DE BELÉM DA JUDÉIA [TERRA SANTA]
 
DIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOS
DIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOSDIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOS
DIDÁTICA MAGNA DE COMENIUS COM COMENTÁRIOS
 
Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptx
Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptxLição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptx
Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade.pptx
 
A CRUZ DE CRISTO- ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptx
A CRUZ DE CRISTO-  ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptxA CRUZ DE CRISTO-  ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptx
A CRUZ DE CRISTO- ELE MORREU PARA NOS SALVAE.pptx
 
CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]
CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]
CRISTO E EU [MENSAGEM DE CHARLES SPURGEON]
 
Bíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptxBíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Odabias - slides powerpoint.pptx
 
1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO
1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO
1984 DE GEORGE ORWELL ILUSTRADO E COMENTADO
 
CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADAS
CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADASCARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADAS
CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA ILUSTRADAS E COMENTADAS
 
Habacuque.docx estudo bíblico, conhecimento
Habacuque.docx estudo bíblico, conhecimentoHabacuque.docx estudo bíblico, conhecimento
Habacuque.docx estudo bíblico, conhecimento
 
Escola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTAS
Escola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTASEscola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTAS
Escola sabatina juvenis.pdf. Revista da escola sabatina - ADVENTISTAS
 

Pressentimentos e Premonições

  • 2. i SUMÁRIO 1 O Tempo.............................................................................................................................1 1.1 O que é o Tempo? – Definições/Atributos/Características ....................................1 1.1.1 É Infinito/Imortalidade .........................................................................................5 1.1.2 É Progressivo/Evolução........................................................................................7 1.1.3 É Renovatório/Reencarnação ...............................................................................9 1.1.4 É igualitário/Amoroso ........................................................................................11 1.1.5 É Meritocrático/Lei de Causa e Efeito ...............................................................12 1.1.6 É Inteligente / Deus ............................................................................................15 2 O Futuro...........................................................................................................................17 2.1 Podemos AnteVer o Futuro? ..................................................................................17 2.1.1 Normas/Diretrizes Gerais ...................................................................................17 2.1.1.1 O Esquecimento do Passado...........................................................................17 2.1.1.2 A ocultação do Futuro.....................................................................................21 2.2 Perigos.......................................................................................................................23 2.2.1 Negligência do Presente .....................................................................................23 2.2.2 Angustias em relação ao Futuro .........................................................................24 2.2.3 Estabelecimento de fantasias e ilusões...............................................................25 2.3 Mitos..........................................................................................................................26 2.3.1 As provas e expiações são uma fatalidade absoluta. ..........................................26 2.3.2 Uma premonição quanto mais pormenorizada melhor é!!!................................28 2.3.3 Uma premonição só é dada por espíritos superiores!!! ......................................29 2.4 O que é o Futuro? ....................................................................................................33 2.4.1 Uma Colheita......................................................................................................33 2.4.2 Uma Plantação....................................................................................................34 2.4.3 Uma Libertação ..................................................................................................36 2.4.4 Uma Escolha.......................................................................................................38 3 Pressentimentos e Premonições .....................................................................................43 3.1 Pressentimentos e Premonições – Definições.........................................................43 3.2 Pressentimentos e Premonições – Conceitos Doutrinários...................................44 3.2.1 Allan Kardec.......................................................................................................44 3.2.1.1 Livro dos Espíritos – 1857..............................................................................44 3.2.1.2 Revista Espírita – 1861...................................................................................48 3.2.1.3 O Evangelho Segundo o Espiritismo – 1864..................................................50
  • 3. ii 3.2.1.4 Revista Espírita – 1864 / A Gênese – 1868 ....................................................52 3.2.1.5 Obras Póstumas – 1869...................................................................................54 3.2.2 Emmanuel...........................................................................................................55 3.2.2.1 Fenômenos Premonitórios ..............................................................................55 3.2.2.2 Ante o Futuro..................................................................................................56 3.2.2.3 Futuro e Nós....................................................................................................57 3.2.2.4 Adivinhações ..................................................................................................58 3.2.2.5 Em torno do Futuro.........................................................................................60 3.2.3 Yvonne Pereira/Bezerra de Meneses..................................................................61 3.2.3.1 Acontecimentos Futuros .................................................................................61 3.2.4 Revista Reformador/FEB ...................................................................................64 3.2.4.1 Reflexões sobre as Previsões do Futuro .........................................................64 3.2.4.2 Pressentimentos...............................................................................................66 3.2.4.3 Conhecimento do Futuro – Profecias..............................................................72 3.2.5 Joanna de Angelis...............................................................................................73 3.2.5.1 Pressentimento................................................................................................73 3.2.5.2 Futuro e Nós....................................................................................................77 3.2.5.3 Marco Divisório..............................................................................................79 3.2.5.4 Desconhecimento do futuro............................................................................81 3.2.5.5 Acontecimentos imprevistos...........................................................................83 3.2.5.6 Incerteza do futuro..........................................................................................86 3.2.5.7 Pressentimentos...............................................................................................89 3.2.6 Eros.....................................................................................................................91 3.2.6.1 Programa de Vida ...........................................................................................91 3.2.7 Hermínio de Miranda .........................................................................................92 3.2.7.1 Lembranças do Futuro ....................................................................................92 3.2.8 André Luiz........................................................................................................100 3.2.8.1 Programas Reencarnatórios ..........................................................................100 3.2.9 Vianna de Carvalho ..........................................................................................101 3.2.9.1 Revelações Inconsequentes...........................................................................101 3.2.9.2 Informações Descabidas ...............................................................................105 3.2.9.3 Terrorismo de natureza Mediúnica...............................................................108 3.2.10 Federação Espírita do Paraná – Jornal Mundo Espírita....................................112 3.2.10.1 Nossos Pressentimentos................................................................................112 3.2.10.2 Inspirações Espirituais ..................................................................................114 3.2.10.3 Um passado a resgatar, um presente a viver e um futuro a construir ...........116
  • 4. iii 3.2.11 Cornélio Pires ...................................................................................................121 3.2.11.1 Previsões .......................................................................................................121 3.3 Pressentimentos e Premonições – Objetivos........................................................122 3.3.1 Coragem e Resignação .....................................................................................122 3.3.2 Força de Transformação...................................................................................123 3.3.3 Advertência e Incentivo ao Objetivo................................................................124 3.3.4 Exemplos ..........................................................................................................125 3.4 Pressentimentos e Premonições – Condições para ocorrer...............................133 3.4.1 Mérito ...............................................................................................................133 3.4.2 Desenvolvimento Psíquico ...............................................................................134 3.4.3 Misericórdia Divina..........................................................................................135 3.5 Pressentimentos e Premonições – Meios para ocorrer......................................136 3.5.1 Um Sonho.........................................................................................................136 3.5.2 Uma Intuição ....................................................................................................137 3.5.3 Via Recordações do próprio Espírito................................................................138 3.5.4 Através da captação Mental do fato .................................................................139 3.5.5 Por meio de Projeção Mediúnica......................................................................140 3.5.6 Através da Análise e Estudo da lei de causa e Efeito.......................................141 3.5.7 Exemplos ..........................................................................................................142 3.5.7.1 1865 – O Sonho Profético de Lincoln ..........................................................142 3.5.7.2 1914 – 1º Guerra Mundial.............................................................................144 3.5.7.3 1938 – Choque de Trens – Minas Gerais......................................................145 3.6 Pressentimentos e Premonições – Síntese ............................................................146 3.6.1 Uma Benção .....................................................................................................146 4 As Profecias – Os Tempos são chegados .....................................................................148 4.1 O Sermão Profético – Jesus...................................................................................148 4.2 Definições e Conceitos – Kardec...........................................................................150 4.3 Sinais dos Tempos – Emmanuel ...........................................................................153 4.4 Sinais dos Tempos – Bezerra de Meneses............................................................160 4.5 Sinais dos Tempos – Joanna de Angelis...............................................................163 4.6 Sinais dos Tempos – Amélia Rodrigues ...............................................................165 4.7 Sinais dos Tempos – Manoel Philomeno de Miranda.........................................170 4.8 Sinais dos Tempos – Camilo .................................................................................174 4.9 Sinais dos Tempos – Divaldo Franco ...................................................................176 4.10 Sinais dos Tempos – Weimar Muniz de Oliveira................................................177 4.11 Sinais dos Tempos – Mário Frigéri ......................................................................178
  • 5. iv 4.12 Sinais dos Tempos – Vianna de Carvalho ...........................................................179 5 Referências.....................................................................................................................180
  • 6. 1 Os Pressentimentos e as Premonições Espíritas 1 O Tempo 1.1 O que é o Tempo? – Definições/Atributos/Características O tempo é relativo; não pode ser apreciado senão em termos de comparação e os pontos de referência estabelecidos na revolução dos astros; e esses termos variam conforme os mundos, porque fora dos mundos o tempo não existe; não há unidade para medir o infinito. Allan Kardec – Revista Espírita – Julho de 1868 – A ciência da concordância dos números e a fatalidade. O tempo, como a palavra espaço, é também um termo já por si mesmo definido; dele se faz ideia mais exata, relacionando-o com o todo infinito. O tempo é a sucessão n das coisas; está ligado à eternidade, do mesmo modo que as coisas estão ligadas ao infinito (...) O tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias; a eternidade não é suscetível de medida alguma, do ponto de vista da duração; para ela, não há começo, nem fim: tudo lhe é presente. Allan Kardec – A Gênese – Cap. 6 – Uranografia geral – O Espaço e o Tempo O espaço e o tempo serão apenas formas viciosas do intelecto, ou terão uma expressão objetiva no esquema da realidade pura? E, neste último caso, quais serão as relações fundamentais entre espaço e tempo? Resposta. — No esquema das realidades eternas e absolutas, tempo e espaço não têm expressões objetivas; se são propriamente formas viciosas do vosso intelecto, elas são precisas ao homem como expressões de controle dos fenômenos da sua existência. As figuras, em cada Plano de aperfeiçoamento da vida, são correspondentes à organização através da qual o Espírito se manifesta. Emmanuel – Emmanuel – Cap. 33 – Quatro questões de filosofia – O Tempo e o Espaço
  • 7. 2 “Se ninguém me perguntar [O que é o Tempo], eu sei; porém, se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.” “É impróprio afirmar que os tempos são três: pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer que os tempos são três: presente das coisas passadas, presente das presentes, presente das futuras. Existem, pois, estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte: lembrança presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras.” Santo Agostinho – Confissões – Livro XI Relação de seus escritos nas Obras de A. Kardec: A. Livro dos Espíritos: − “Prolegômenos”; − Perg. 495 (em parceria com São Luís); − Perg. 919; − Perg. 1009; − Parte final do item VIII da “Conclusão”. B. Livro dos Médiuns: − Cap. 31 — “Dissertações Espíritas” — “Sobre o Espiritismo” — I − Cap. 16: “Sobre as Sociedades Espíritas” C. O Evangelho Segundo o Espiritismo: − Cap.: I, 11 ; III, 13 a 15; V, 19; XII, 12; XIV, 9; XXVII, 23. D. O Céu e o Inferno: − Cap. 8 — “Expiações Terrestres” — Sobre o menino Marcel E. Revista Espírita: − Vol. XI, 15.
  • 8. 3 Aurélio Agostinho, (em latim: Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho, (Tagaste, 13 de novembro de 354 – Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo, padre e Doutor da Igreja Católica. Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Em seus primeiros anos, Agostinho foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo de Plotino, mas depois de sua conversão e batismo (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes. Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidente começou a se desintegrar, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (em um livro de mesmo nome), distinta da cidade material do homem. Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A igreja se identificou com o conceito de “Cidade de Deus” de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus. Agostinho nasceu na cidade de Tagaste, província de Souk Ahras, Argélia, e sua mãe, católica, se chamava Mônica. Foi educado no Norte da África e resistiu aos pedidos da mãe para se tornar cristão. Vivendo como um intelectual pagão, ele tomou uma concubina e se tornou um maniqueísta. Posteriormente se converteu para a Igreja Católica, se tornou um bispo, e se opôs às heresias, como a crença que as pessoas possuem a habilidade de escolher fazer um bem tão forte que poderia merecer a salvação sem receber a ajuda divina (pelagianismo). Na Igreja Católica, e na Igreja Anglicana, é um santo, e um importante doutor da Igreja, e o patrono da ordem religiosa agostinha; seu memorial é celebrado no dia 28 de agosto.
  • 9. 4 Muitos protestantes, especialmente calvinistas, o consideram como um dos pais teólogos da Reforma Protestante ensinando a salvação e a graça divina. Na Igreja Ortodoxa Oriental ele é louvado, e seu dia festivo é celebrado em 15 de junho, apesar de uma minoria ser da opinião que ele é um herege, principalmente por causa de suas mensagens sobre o que se tornou conhecido como a cláusula filioque. Entre os ortodoxos é chamado de “Agostinho Abençoado”, ou “Santo Agostinho o Abençoado”. Wikipédia – Santo Agostinho
  • 10. 5 1.1.1 É Infinito/Imortalidade O Tempo é o tesouro infinito que o Criador concede as Criaturas. Humberto de Campos – Pontos e Contos – Cap. 50 – Ano Novo Um ano chega e se vai, Mas outro ano aparece, Para que o drama da vida, Na Terra se represente… Em cada dia que nasce Há sempre dor e prazer; Resguardemos o otimismo Na alegria de viver… Jair Presente – Palco Iluminado – Cap. 2 – Nota do tempo Ao que me parece, em todas as situações e sentimentos, a palavra eternidade é sinônimo de mudança. Ivon Costa – Praça da Amizade – Cap. 7 – Notas em Pauta Cada um de nós estrutura o destino, dentro do tempo, patrimônio de Deus, que usamos segundo a nossa vontade. Somos artífices de nós mesmos, de nossa ascensão ou de nossa queda. Somos aquilo que gravamos na tela das horas. (...) Proclamais a fadiga como credencial para consolo celeste; entretanto, é imprescindível conhecer a causa do vosso cansaço. Quantas lágrimas enxugastes? Quantas noites despendestes à cabeceira dos desamparados do mundo? Quantas horas já destes ao triste, ao miserável, ao aflito, ao canceroso? Quantas vezes fizestes sorrir a esperança nos corações derreados pela desilusão? Quantos pensamentos de verdadeiro amor aos semelhantes emitistes nos caminhos do tempo? Quantas crianças conduzistes?
  • 11. 6 Quantos irmãos sem refúgio encontraram em vosso espírito o sustento e o incentivo de viver? Quantas dores mitigastes? Quantas luzes acendestes? (...) O tempo!… O tempo!… Era necessário valorizá-lo, enchê-lo, de claridades e de bênçãos eternas, como quem espalha um tesouro divino para, em seguida, retornar com os galardões da vitória aos santuários da imortalidade!… De improviso, encontrei-me no quarto, em que me aguardavam o transe final. Abri dificilmente os olhos e contemplei os rostos piedosos que me vigiavam o leito… Quis falar e gesticular, descrevendo tudo quanto vira e ouvira no castelo revelador do Plano espiritual, mas os meus braços se mantinham imóveis e minha boca estava hirta. Tinha eu agora esclarecimentos que não podia transmitir, notícias que era incapaz de desvelar, e sonhos que não me era dado contar… “Ó Senhor!… — Pensei — poupa-me ainda…” Mas o mesmo ancião do caminho iluminado fez-se-me visível e repetiu as palavras: — É inútil. Sigamos! J. A. Nogueira – Falando à Terra – Cap. 30 – O Tempo José Antônio NOGUEIRA (1947) — Brilhante jurista e eminente magistrado brasileiro. Espiritista. Escritor suave e de forte personalidade. Crítico penetrante, suas obras, e principalmente “Amor Imortal”, mereceram o elogio de renomados autores brasileiros. Por seres tão inventivo E pareceres contínuo Tempo tempo tempo tempo És um dos deuses mais lindos Tempo tempo tempo tempo Caetano Veloso – Oração ao Tempo
  • 12. 7 1.1.2 É Progressivo/Evolução A vida é permanente, a oportunidade se repete, a lição se rearticula, mas o tempo de hoje não mais voltará. Vianna de Carvalho – Praça da Amizade – Cap. 13 – Instruções do tempo Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo. Emmanuel – Calma – Cap. 2 – Passando pela Terra Não é o tempo que passa por nós; ao contrário, nós é que passamos por ele. Eduardo Leite de Araújo – Praça da Amizade – Cap. 13 – Instruções do Tempo Tempo e Esforço são as chaves do crescimento da Alma. Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 26 – Carta Estimulante O tempo não volta atrás, Dia passado correu; Tempo é aquilo que se faz Do tempo que Deus nos deu. Leonel Coelho – Trovas de outro Mundo – Cap. 32 – Cantigas do Tempo Todas as criaturas gozam o tempo — raras aproveitam-no. (...) Distraído cultivador — pergunta: “que farei?” E o tempo silencioso responde — com ensejos benditos: De servir — ganhando autoridade. De obedecer — conquistando o mundo. De lutar — escalando os céus. O homem, todavia — voluntariamente cego, Roga sempre mais tempo — para zombar da vida, (...) Mas chega um dia — porque há sempre um dia mais claro que os outros, Em que a morte surge — reclamando trapos velhos…
  • 13. 8 O tempo recolhe, então — apressado — as oportunidades que pareciam sem-fim… E o homem reconhece — tardiamente preocupado Que a Eternidade Infinita — pede contas do minuto. André Luiz–Coletânea do Além – Cap. 34–O Tempo
  • 14. 9 1.1.3 É Renovatório/Reencarnação É a suprema renovação da Vida. Estudando a existência humana, temos que o tempo é a redenção da Humanidade, ou melhor – o único patrimônio do Homem. Amalia Domingos Soler – Memórias do Padre Germano – Cap. 5 – A Fonte da Saúde O tempo é o nosso abençoado renovador. Irmão Jacob – Voltei Cap. 5 – Despedidas O tempo é o agente silencioso que preside o crescimento, a evolução e a maturação das sementes de renovação do mundo interior de cada um de nós, para que nossos recursos se descerrem plenamente ao sol do trabalho para o engrandecimento da vida em nós e fora de nós. Bezerra de Meneses – União em Jesus – Cap. 3 – Itens da fraternidade em Jesus Ano Novo! Novos dias! Luz, trabalho, vida e festa!… Mas, um dia, a morte exige, Tudo o que Deus nos empresta. Eurícledes Formiga Eurícledes Formiga – Caderno de mensagens – Cap. 72 – Ante o Ano Novo (Reflexões sobre o tempo) Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não aprende a empregar o tempo com o devido proveito. André Luiz – Sinal verde – Cap. 21 – Assuntos de tempo Senhor Jesus! Diante do calendário que se renova, deixa que nos ajoelhemos para implorar-te compaixão. Tu que eras antes que fôssemos, que nos tutelaste, em nome do Criador, na noite insondável das origens, não desvies de nós teu olhar, para que não venhamos a perder o adubo do sangue e das lágrimas, oriundo das civilizações que morreram sob o guante da violência!…
  • 15. 10 Determinaste que o Tempo, à feição de ministro silencioso de tua justiça, nos seguisse todos os passos… E, com os séculos, carregamos o pedregulho da ilusão, dele extraindo o ouro da experiência. Do berço para o túmulo e do túmulo para o berço, temos sido senhores e escravos, ricos e pobres, fidalgos e plebeus. Entretanto, em todas as posições, temos vivido em fuga constante da verdade, à caça de triunfo e denominação para o nosso velho egoísmo. (...) Entretanto, ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre o teu sacrifício, não temos senão lágrimas de remorso e arrependimento para fecundar o Saara de nossos corações… Em teu nome, discípulos infiéis que temos sido, espalhamos nuvens de discórdia e crueldade nos horizontes de toda a Terra! É por isso que o Tempo nos encontra hoje tão pobres e desventurados como ontem, por desleais ao teu Evangelho de Redenção. Não nos deixes, contudo, órfãos de tua bênção… No oceano encapelado das provações que merecemos, a tempestade ruge em pavorosos açoites… Nosso mundo, Senhor, é uma embarcação que estala aos golpes rijos do vento. Entre as convulsões da procela que nos arrasta e o abismo que nos espreita, clamamos por teu socorro! E confiamos em que te levantarás luminoso e imaculado sobre a onda móvel e traiçoeira, aplacando a fúria dos elementos e exclamando para nós, como outrora disseste aos discípulos aterrados: — “Homens de pouca fé, porque duvidastes?” Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 40 – Oração diante do Tempo
  • 16. 11 1.1.4 É igualitário/Amoroso O tempo é imperturbavelmente dosado. Concessão igual a todos. (...) Reflitamos na justiça das horas. Tempo é valor divino na experiência humana. Cada consciência plasma com ele o próprio destino. O tempo que o Cristo despendeu na elevação era perfeitamente igual ao tempo que Barrabás gastou na criminalidade. A única diferença entre eles é que Jesus empregou o tempo engrandecendo o bem, e Barrabás usou o tempo gerando o mal. Entre a luz de um e a sombra do outro, o proveito do tempo se gradua por escala infinita. Melhorar-nos ou agravar-nos dentro dela é escolha nossa. André Luiz – Opinião Espírita – Cap. 57 – Escala do Tempo O Tempo é benfeitor carinhoso e credor imparcial simultaneamente. Humberto de Campos – Pontos e Contos – Cap. 50 – Ano Novo O tempo assemelha-se ao professor equilibrado e correto que premia o merecimento, considera o esforço, reconhece a boa vontade e respeita a disciplina, mas não cria privilégio e nem dá cola a ninguém. Emmanuel – Justiça Divina – Cap. 58 – Precisamente O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à Lei, é igual ao tempo que o santo despendeu para trabalhar sublimando a vida. André Luiz – Sinal Verde – Cap. 24 – Desejos Acima de todos os dons, permanece o tesouro do tempo. Com as horas os santos construíram a santidade e os sábios amealharam a sabedoria. Emmanuel – Caridade – Cap. 14 – O talento esquecido Faze o que deves fazer Em teus projetos no Bem. O Tempo é igual para todos, Mas não espera a ninguém. Deraldo Neville – Sorrir e Pensar – Cap. 9 – Trabalho e Descanso
  • 17. 12 1.1.5 É Meritocrático/Lei de Causa e Efeito O tempo confere a cada um os resultados das próprias obras. Emmanuel – Caderno de Mensagens – Cap. 23 – Juventude e Maturidade O tempo está encarregado de retribuir a cada criatura, de acordo com o seu esforço. Neio Lúcio – Jesus no lar – Cap. 42 – A mensagem da Compaixão O Tempo é o rio da vida cujas águas nos devolvem o que lhe atiramos. Isabel de Castro – Falando à Terra – Cap. 20 – Um dia O tempo é o advogado de todos. Fala sem palavras e exalta sem louros humanos. Confere a cada um, segundo as próprias obras, a alegria ou a dor, a libertação ou o cativeiro Maria Augusta Bittencourt – Cartas do Coração – 1ª Parte – Cap. 61 – Ajudemo-nos O tempo é como a onda. Flui e reflui. Da nossa sementeira havemos de colher. Clarêncio/André Luiz – Entre a Terra e o Céu – Cap. 38 – Casamento feliz Tempo é comparável a solo. Serviço é plantação. Emmanuel – Estude e viva – Cap. 11 – Troca incessante O tempo carrega em tudo A justiça por escolta. De tudo quanto se dá O tempo entrega de volta. Antônio Bezerra – Rosas com Amor – Cap. 12 – Anúncios da vida
  • 18. 13 O tempo, para nós, é sempre aquilo que dele fizermos. (…) As horas são invariáveis no relógio, mas não são sempre as mesmas em nossa mente. Quando felizes, não tomamos conhecimento dos minutos. Satisfazendo aos nossos ideais ou interesses mais íntimos, os dias voam céleres, ao passo que, em companhia do sofrimento e da apreensão, temos a ideia de que o tempo está inexoravelmente parado. (…) Analisemos ainda o nosso símbolo do combate. O relógio inflexível assinala o mesmo horário para todos, entretanto, o tempo é leve para os que triunfaram e pesado para os que perderam. Com os vencedores, os dias são felicidade e louvor e com os vencidos são amargura e lágrimas. Áulus/André Luiz – Nos Domínios da Mediunidade – Cap. 25 – Em torno da fixação mental O tempo recolhe a vida, Não sabe se é boa ou má, Depois age qual a Terra: Devolve o que se lhe dá Ormando Candelária – Chão de Flores – Cap. 15 – O Tempo De tudo o que dermos ao tempo receberemos colheita certa. Emmanuel – Inspiração – Cap. 32 – Mais Tempo O tempo é o rio das horas, Tão exato assim não há; Recebe o que se lhe atira, Devolve o que se lhe dá. Noel de Carvalho – Praça da Amizade – Cap. 13 – Instruções do Tempo O tempo é também qual o solo fecundo a retribuir-nos em regime de percentagem crescente as bênçãos que semeamos… Emmanuel – Fonte de Paz – Cap. 1 – Trabalhadores
  • 19. 14 O tempo é um rio tranquilo Que tudo sofre ou consente, Mas devolve tudo aquilo Que se lhe atira à corrente. Leonel Coelho – Trovas de outro Mundo – Cap. 32 – Cantigas do Tempo
  • 20. 15 1.1.6 É Inteligente / Deus O Tempo, ao Comando Divino, marcha com regularidade, renovando e aperfeiçoando todas as criaturas e todas as coisas. Emmanuel – Instrumentos do Tempo – Cap. 5 – O minuto O tempo que converte a alegria em experiência, é o mesmo que extrai a felicidade do sofrimento. Agar – Relicário de Luz – Cap. 115 – Com os dias O tempo é o tesouro de bênçãos do Senhor, tão divino e substancial para a nossa alma quanto é o solo para a semente. Sem a terra amorável, o embrião da vida não passaria de força frustrada e sem a riqueza das horas, imperceptível para todos os habitantes da crosta do mundo, o espírito não avançaria, quedando-se à margem da existência à maneira de seixo ressequido ou morto. Neio Lúcio – Colheita do bem – Mensagens familiares do Professor Arthur Joviano – Cap. 33 Quem dá o seu próprio tempo, a benefício dos outros, não conta tempo na própria idade, no sentido de envelhecer. Humberto de Campos – Contos desta e doutra Vida – Cap. 26 – O segredo da Juventude O tempo, na vida de cada um de nós, é uma doação preciosa de Deus. Meimei – Palavras do Coração – Meimei – Cap. 3 – Calma e Auxílio Tempo é doação da Providência Divina. Emmanuel – Paciência – Cap. 2 – Serve e Caminha O tempo é uma dádiva do Senhor, com a qual necessitamos aprender a semear e a construir com o bem. Humberto de Campos – Histórias e Anotações – Cap. 11 – Sinceramente
  • 21. 16 O tempo, no fundo, é o talento celeste que o Supremo Senhor derramou, a mancheias, em todas as direções e em favor de todas as criaturas. Emmanuel – Moradias de Luz – Cap. 6 – O Talento Celeste
  • 22. 17 2 O Futuro 2.1 Podemos AnteVer o Futuro? 2.1.1 Normas/Diretrizes Gerais 2.1.1.1 O Esquecimento do Passado Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado? Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em Sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 392 – Esquecimento do Passado A lei divina, que rege a condição do ser encarnado na Terra, estabeleceu o esquecimento das migrações pretéritas, por se tratar do que mais convém ao comum das criaturas, sendo mesmo essa a situação normal de cada ser, e, assim sendo, o fato de recordar produzirá choques morais por vezes intensos, na personalidade que assim se destaca, acarretando anormalidades que variam de grau, conforme a situação moral ou consciencial de cada um, pois só quem realmente recorda o próprio passado reencarnatório, no qual faliu, estará capacitado a compreender o desequilíbrio e a amargura que tal situação provoca. Ao que parece, o fato de recordar existências passadas constitui provação para as criaturas comuns, ainda pouco evolvidas, ou concessão ao mérito, nas de ordem mais elevada na escala moral. (...) Cumpre, porém, advertir que, nestas páginas, tratamos de recordações diretas que o indivíduo possa ter de suas migrações terrestres do pretérito e não de revelações transmitidas por possíveis médiuns. Yvonne Pereira – Recordações da Mediunidade – Cap. 3 – Reminiscências de Vidas Passadas
  • 23. 18 A faculdade de recordar é o agente que nos premia ou nos pune, ante os acertos e os desacertos da rota. Dessa forma, se os atos louváveis são recursos de abençoada renovação e profunda alegria nos recessos da alma, as ações infelizes se erguem, além do túmulo, por fantasmas de remorso e aflição no mundo da consciência. Crimes perpetrados, faltas cometidas, erros deliberados, palavras delituosas e omissões lamentáveis esperam-nos a lembrança, impondo-nos, em reflexos dolorosos, o efeito de nossas quedas e o resultado de nossos desregramentos, quando os sentidos da esfera física não mais nos acalentam as ilusões. Emmanuel – Religião dos Espíritos – Cap. 4 – Memória de Além-Túmulo É preciso grande equilíbrio para podermos recordar, edificando. Em geral, todos temos erros clamorosos, nos ciclos da vida eterna. Quem lembra o crime cometido costuma considerar-se o mais desventurado do Universo; e quem recorda o crime de que foi vítima, considera-se em conta de infeliz, do mesmo modo. Portanto, somente a alma muito segura de si recebe tais atributos como realização espontânea. As demais são devidamente controladas no domínio das reminiscências e, se tentam burlar esse dispositivo da lei, não raro tendem ao desequilíbrio e à loucura. (...) A leitura apenas informa. Depois de longo período de meditação para esclarecimento próprio, e como surpresas indescritíveis, fomos submetidos a determinadas operações psíquicas, a fim de penetrar os domínios emocionais das recordações. Os espíritos técnicos no assunto nos aplicaram passes no cérebro, despertando certas energias adormecidas... André Luiz – Nosso Lar – Cap. 21 – Continuando a Palestra
  • 24. 19 Diante das ocorrências do déjà-vu, os remanescentes reencarnacionistas estabelecem parâmetros sutis de lembranças que retornam à consciência atual como lampejos e clichês de evocações, ressumando dos conteúdos da inconsciência — ou da memória extracerebral, do períspirito — oferecendo possibilidades de identificação de pessoas, acontecimentos, lugares e narrativas já vividas, já conhecidas, antes experimentadas... Desfilam, então, os fenômenos psicológicos das simpatias e das antipatias, dos amores alucinantes e dos ódios devoradores, que ressurgem dos arquivos da memória anterior ante o estímulo externo de qualquer natureza, que os desencadeiam, tais: um encontro ou reencontro; uma associação de ideias — a atual revelando a passada — uma dissensão ou um diálogo; qualquer elemento que constitua ponte de ligação entre o hoje e o ontem. Joanna de Angelis – O Homem Integral – Cap. 39 – A Reencarnação Na existência corporal, todavia, a alma sente a memória obscurecida, num olvido quase total do passado, a fim de que os seus esforços se valorizem; a consciência então é fragmentária, parcial, porquanto as suas faculdades estão eclipsadas pelos pesados véus da matéria, os quais atenuam ao mínimo as suas vibrações, constituindo, porém, esses poderes prodigiosos, mas ocultos, as extraordinárias possibilidades da vasta subconsciência, que os cientistas do século estudam acuradamente. Tais forças e progressos adquiridos, o Espírito jamais os perde; são parte integrante do seu patrimônio e, na vida material, podem emergir no exercício da mediunidade, nas hipnoses profundas, ou em outras circunstâncias que facilitam o desprendimento temporário dos elementos psíquicos. Emmanuel – Emmanuel – Cap. 32 – O Esquecimento do Passado
  • 25. 20 Incontáveis pessoas se hão surpreendido em face das lembranças das vidas passadas, em que mergulham inconscientemente, experimentando nas evocações os estados emocionais característicos das personagens que antes animaram. Da sistemática recordação, com os sucessivos mergulhos nas lembranças do passado, muitos têm sido vítima de distonias de vária ordem, perturbando-se, sem conseguirem estabelecer os limites entre os fatos de uma e de outra existência: a do passado, que retorna vigorosa, e a do presente, que se vai submetendo ao impositivo da outra. Na vida infantil, porque o espírito ainda se encontra em processo de fixação total nas células, apropriando-se do campo somático, a pouco e pouco, surgem frequentemente nos diversos campos da Arte, da Filosofia, da Ciência e da Religião os que externam precocidade surpreendente, revelando conhecimentos superiores aos do tempo em que vivem ou recordando os ensinamentos aprendidos anteriormente. A memória da aprendizagem e dos fatos não se perde nunca, pois que esta não é património das células cerebrais, que as traduzem, estando incorporada ao períspirito, que a fixa, acumulando as experiências das múltiplas existências, mediante as quais o Espírito evolute, nas diversas faixas que se lhe fazem necessárias. Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 8 – Renascer
  • 26. 21 2.1.1.2 A ocultação do Futuro Em princípio, o futuro lhe é oculto, e só em casos raros e excepcionais Deus lhe permite a sua revelação. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 868 – Conhecimento do Futuro (...) Essas palavras claramente indicam que, já naquela época, os charlatães e os exaltados abusavam do dom de profecia e o exploravam. Abusavam, por conseguinte, da fé simples e quase cega do povo, predizendo, por dinheiro, coisas boas e agradáveis. Muito generalizada se achava essa espécie de fraude na nação Judia, e fácil é de compreender-se que o pobre povo, em sua ignorância, nenhuma possibilidade tinha de distinguir os bons dos maus, sendo sempre mais ou menos ludibriado pelos pseudoprofetas, que não passavam de impostores ou fanáticos. Luoz – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 11 – Jeremias e os falsos Profetas Entre as inescrutáveis Leis de Deus chama a atenção, merecendo reflexões, a que se refere ao desconhecimento do futuro concedido à criatura humana. (...) É providencial a ignorância do futuro, porquanto as resistências psicofísicas dos seres, como têm dificuldades para enfrentar o presente com calma, menos recursos possuem para viver por antecipação o amanhã. Insistem, muitos indivíduos, em tentar descobrir os acontecimentos porvindouros, derrapando nas fantasias e ilusões com as quais se fascinam e se embriagam. Soubesse-se das graves ocorrências por suceder e, sem dúvida, o sofrimento seria antecipado, gerando depressão e loucura, desespero e suicídio. Aguardar a chegada de tragédias e dramas, de infortúnios e dissabores constituiria desgraça injustificada, maior do que o fato em si. Tivesse-se conhecimento por antecedência de sucessos felizes, de vitórias afetivas, de glórias por conquistar e a ansiedade tornaria desditoso o período que separa o momento da descoberta ao da sua concretização.
  • 27. 22 Ademais, nasceria tormentosa desconsideração pelo presente, cuja condução modificaria o futuro. (...) Se aspiras conhecer o teu futuro, examina o teu presente, programando os teus pensamentos, palavras e atos que formarão o tecido do que está por vir. Se aspiras saber do teu passado, aprofunda reflexões nos teus dias atuais e concluirás como ele ocorreu, em razão daquilo que és agora. O desconhecimento do futuro, qual sucede com o do passado, é bênção da Vida, contribuindo para uma existência harmônica, embasada na confiança dos resultados do amor e do trabalho, que são alavancas promotoras do progresso para todos. Quando Deus permite ao ser humano conhecer o futuro em caráter especial, assim o faz, objetivando o seu e o progresso da sociedade. A forma porém, como o indivíduo se utiliza desse conhecimento, é de sua inteira responsabilidade, assim como as consequências disso advindas. Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho – Desconhecimento do Futuro
  • 28. 23 2.2 Perigos 2.2.1 Negligência do Presente Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria do presente e não obraria com a liberdade com que o faz, porque o dominaria a idéia de que, se uma coisa tem que acontecer, inútil será ocupar-se com ela, ou então procuraria obstar a que acontecesse. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 869 É providencial a ignorância do futuro, porquanto as resistências psicofísicas dos seres, como têm dificuldades para enfrentar o presente com calma, menos recursos possuem para viver por antecipação o amanhã. (...) Tivesse-se conhecimento por antecedência de sucessos felizes, de vitórias afetivas, de glórias por conquistar e a ansiedade tornaria desditoso o período que separa o momento da descoberta ao da sua concretização. Ademais, nasceria tormentosa desconsideração pelo presente, cuja condução modificaria o futuro. No rio do tempo somente o hoje é vital. Vivê-lo com elevação e nobreza é a forma feliz de anular o ontem e programar o amanhã. Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho – Desconhecimento do Futuro
  • 29. 24 2.2.2 Angustias em relação ao Futuro Prepara o futuro através de atitudes corretas, mas não te angusties pela chegada dele. Joanna de Angelis – Florações Evangélicas – Cap. 47 – Marco Divisório Insistem, muitos indivíduos, em tentar descobrir os acontecimentos porvindouros, derrapando nas fantasias e ilusões com as quais se fascinam e se embriagam. Soubesse-se das graves ocorrências por suceder e, sem dúvida, o sofrimento seria antecipado, gerando depressão e loucura, desespero e suicídio. Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho – Julho – Desconhecimento do Futuro Em face dos substratos do passado, arquivados no subconsciente, quase sempre negativos, neurotizantes, a pessoa pressupõe que o seu será um futuro carregado de problemas, de desafios, exigindo-lhe continuar abraçado à cruz dos sofrimentos. Porque não desalojou dali os hóspedes indesejáveis da perturbação, as mensagens que capta em relação ao futuro são assinaladas por incertezas e preocupações. Joanna de Angelis – Auto descobrimento – uma busca interior – Cap. 8.2 – Incerteza do Futuro
  • 30. 25 2.2.3 Estabelecimento de fantasias e ilusões Muitos indivíduos, em tentar descobrir os acontecimentos porvindouros, derrapando nas fantasias e ilusões com as quais se fascinam e se embriagam. Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho – Julho – Desconhecimento do Futuro Especialmente no que se reporte a profecias inquietantes, é imperioso ouvi- los com reserva e discrição, porquanto estamos informados pela Doutrina Espírita de que não existe a predestinação para o mal. Renascemos na Terra, indubitavelmente, com as nossas tendências inferiores e com os nossos débitos, às vezes escabrosos, por ressarcir, mas isso não significa estejamos obrigados a reincidir em velhas ilusões ou reacomodar-nos com a força das trevas. Emmanuel – Encontro Marcado – Cap. 6 – Adivinhações
  • 31. 26 2.3 Mitos 2.3.1 As provas e expiações são uma fatalidade absoluta. Não creia que “só acontece o que deve acontecer”. A sua conduta altera para melhor ou para pior o seu esquema evolutivo, conforme a direção que você se conceda. Marco Prisco – Momentos de Decisão – Cap. 18 – Culpa e Resgate O determinismo é flexível, com raras exceções, que sempre são examinadas, coordenadas e alteradas pelos responsáveis nos processos reencarnatórios dos que demandam à Terra em aprendizagem edificante, liberadora. Nos mapas das experiências humanas, graças às mudanças de comportamento dos reencarnados, em decorrência do seu livre-arbítrio, são alterados com assídua frequência, sucessos e socorros, dores e problemas programados, abreviando-se ou concedendo-se moratória à vilegiatura daqueles que se situam num como noutro campo desta ou daquela necessidade... O que parece determinismo infeliz e que resulta nas chamadas desgraças terrenas: desastres, desencarnações inesperadas, enfermidades, abandonos, sofrimentos, pobreza, de forma alguma são infortúnios reais, antes processos metodológicos de disciplina moral para os calcetas, os devedores inveterados mediante os quais são advertidos pelas forças superiores, a fim de que se voltem para os deveres nobres e se recomponham perante a consciência e o próximo que espezinham e subalternizam... Os infortúnios (reais) são os atos que levam a tais correções e não os medicamentos providenciais para a catarse dos descalabros cometidos, das sandices perpetradas... Como auxiliares valiosos do livre-arbítrio, possui o homem o discernimento, a razão, a tendência para o bem, a irresistível atração para a felicidade. Contra ele estão o passado espiritual, o atavismo animal, a preferência ao erro, como decorrência do hábito, do comodismo a que se prende. Joanna de Angelis – No Limiar do Infinito – Cap. 5 – Determinismo e livre- arbítrio
  • 32. 27 Os fatalistas, (...) acreditam que todos os acontecimentos estão previamente fixados por uma causa sobrenatural, cabendo ao homem apenas o regozijar-se, se favorecido com uma boa sorte, ou resignar-se, se o destino lhe for adverso. Os deterministas, (...) ao seu turno sustentam que as ações e a conduta do indivíduo, longe de serem em livres, dependem integralmente de uma série de contingências a que ele não pode furtar-se, como os costumes, o caráter e a índole da raça a que pertença; o clima, o solo e o meio social em que viva; a educação, os princípios religiosos e os exemplos que receba; além de outras circunstâncias não menos importantes quais o regime alimentar, o sexo, as condições de saúde, etc. Rodolfo Calligaris – As Leis Morais – Cap. 36 – Fatalidade e Destino O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega à condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama. À vista disso, é natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece determinada posição para cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma a situação em que se coloca.  És hoje o que fizeste contigo ontem.  Serás amanhã o que fazes contigo hoje. Emmanuel – Justiça Divina – Cap. 30 – Diante da Lei Livre arbítrio! … Livre arbítrio! … O homem faz o que quer, Mas sempre responderá Por aquilo que fizer Cornélio Pires – Caminhos da Vida Cap. 13 – Livre Arbítrio Deus criou o livre-arbítrio, nós criamos a fatalidade. André Luiz – Nosso Lar – Cap. 46 – Sacrifício de Mulher
  • 33. 28 2.3.2 Uma premonição quanto mais pormenorizada melhor é!!! Os Espíritos levianos, que não escrupulizam de vos enganar, esses determinam os dias e as horas, sem se preocuparem com que o fato predito ocorra ou não. Por isso é que toda predição circunstanciada vos deve ser suspeita. Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – 2º Parte – Cap. 26 – Item 289
  • 34. 29 2.3.3 Uma premonição só é dada por espíritos superiores!!! Os Espíritos sérios guardam silêncio sobre tudo aquilo que lhes é defeso revelarem. Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – 2º Parte – Cap. 26 – Item 289 Clarividentes que desenvolveram faculdades psíquicas, fora do esclarecimento espírita evangélico, podem recolher observações infelizes a nosso respeito, seja relacionando cenas de nosso passado culposo ou descrevendo quadros menos dignos, projetados mentalmente sobre nós pelas ideias enfermiças daqueles que se fizeram nossos inimigos em outras eras; e das palavras que articulam podem surgir sombrios vaticínios ou apontamentos desencorajadores, tendentes a enfraquecer-nos a coragem ou aniquilar-nos a esperança. Emmanuel – Encontro Marcado – Cap. 6 – Adivinhações Jamais a mediunidade séria estará a serviço dos Espíritos zombeteiros, vulgares, críticos contumazes de tudo e de todos que não anuem com as suas informações vulgares, devendo tornar-se instrumento de conforto moral e de instrução grave, trabalhando a construção de mulheres e de homens sérios que se fascinem com o Espiritismo e tornem as suas existências úteis e enobrecidas. Esses Espíritos burlões e pseudossábios devem ser esclarecidos e orientados à mudança de comportamento, depois de demonstrado que não lhes obedecemos, nem lhes aceitamos as sugestões doentias, mentirosas e apavorantes com as histórias infantis sobre as catástrofes que sempre existiram, com as informações sobre o fim do mundo, com as tramas intérminas a que se entregam para seduzir e conduzir os ingênuos que se lhes submetem facilmente... Vianna de Carvalho – Revista Reformador – Março – 2010 – Terrorismo de natureza Mediúnica Caso, no entanto, seja reprochável a conduta do indivíduo ou se faça caracterizada pela rebeldia sistemática, pelos conflitos nos quais se compraz, os pressentimentos se apresentam com manifestação maléfica, propostos pelos acompanhamentos espirituais que se lhe tornam constantes, em razão do tipo de opção mental e comportamental a que se entrega.
  • 35. 30 Os Espíritos que o assessoram atormentam-no com ideias falsas umas e mirabolantes outras, a fim de mais o iludirem e fixarem-no nas suas redes mentais perversas, de difícil libertação. Comensais dos seus propósitos íntimos enfermiços, são hábeis na técnica de transmitir ideias deprimentes e portadoras de conteúdos perturbadores que o atormentam e mais pioram o seu humor e estado emocional. Joanna de Angelis – Lições para a Felicidade – Cap. 13 – Pressentimentos Pseudo médiuns ou medianeiros em desequilíbrio, assessorados por Espíritos levianos que se comprazem em mantê-los no ridículo, amiúde apresentam- se como reveladores, e o são inconseqüentes, ludibriando a boa-fé dos incautos ou incensando os orgulhosos com bombásticas informações em torno do seu passado, com promessas mirabolantes sobre o seu futuro, ou ainda, como emissários de Embaixadores Celestes para evitarem calamidades, alterarem acontecimentos, assumindo posturas de semi-deuses, que deslumbram os fascinados e se tornam condutores dos grupos humanos. Vianna de Carvalho – Luzes do Alvorecer – Cap. 3 – Revelações Inconsequentes
  • 36. 31 Era um hábito sem pausa… Fosse ilusão ou capricho, O médium Joaquim de Souza Curtia o jogo do bicho. Não era pessoa falsa, Nem era mau companheiro, Demonstrava apenas fome De dinheiro e mais dinheiro. Na manhã de cada dia, Em pensamento profundo, Perguntava a Irmão Rosalvo Que lhe fora irmão no mundo… “Que bicho teremos hoje?” Após ligeiro intervalo, A voz do irmão respondia: — “Pegue o camelo e o cavalo.” Joaquim seguia o conselho, Promovia grande aposta: Depois, vinha o resultado Grande soma por resposta. Chegava a manhã seguinte, Concentrava-se com fé… — “E hoje?” O irmão sugeria: — “Pegue a cabra e o jacaré” Na manhã imediata, Joaquim regressava à treta: — “E hoje?” O irmão informava: — “Pegue o tigre e a borboleta.” Meses e meses passaram… Joaquim tinha o ouro à vista, Embora médium, subira A grande capitalista. Certa manhã, disse a voz: — “Joaquim, melhore o seu taco, Entregue tudo o que tenha No peru e no macaco.” Joaquim atendeu, de pronto… Pôs as somas que ajuntara Nos dois bichos referidos Que a voz do Além lhe apontara.
  • 37. 32 Nesse dia, entrou em prova; Com grande consternação, Viu que os bichos não vieram, Vieram gato e pavão. Joaquim errava, magoado, Da sala para a cozinha… Estava pobre… Perdera A fortuna que detinha Ansioso, foi ao quarto, Entrou em prece e pediu: — “Irmão Rosalvo, esclareça!… O que é que você viu? Atenda! Peço socorro, Fale, irmão!… Pois estou fraco!… Por que o gato e o pavão Sem peru e sem macaco?” A voz, porém, lhe explicou: — “Não sou o seu companheiro, Não sou seu irmão Rosalvo, Eu sou a mãe do banqueiro…” Meus irmãos, temos na Terra Um trio de fel e fogo… Tem três nomes conhecidos: — Ambição, cachaça e jogo. Jair Presente – Agência de notícias – Capítulo 7 – Irmãos da mesma Faixa
  • 38. 33 2.4 O que é o Futuro? 2.4.1 Uma Colheita Sendo uma existência planetária consequência natural da que lhe é anterior, e muitas vezes de outras mais recuadas, os eventos da vida se encontram mais ou menos delineados conforme as estruturas sobre as quais se apoiam, facilitando­lhes a captação antecipada por se encontrarem na pauta do processo da evolução. Joanna de Angelis – Lições para a Felicidade – Cap. 13 – Pressentimentos O destino, portanto, estamos a tracejá-lo cada momento, mediante as atitudes assumidas em cada etapa vencida, em cada jornada a vencer. Fiamos e desfiamos a rede do porvir, estabelecendo as medidas necessárias à felicidade ou à desdita de que somos responsáveis, autores do nosso sofrer ou alegria. Vitor Hugo – Párias em Redenção – 1º Parte – Cap. 7 – A Fé A Bondade Divina nos assiste, de múltiplas maneiras, amparando-nos o reajustamento, mas em todos os lugares viveremos jungidos às consequências dos próprios atos, de vez que somos herdeiros de nossas próprias obras. André Luiz – Entre a Terra e o Céu – Cap. 9 – No Lar da Benção Toda aflição se fixa em raízes que devem ser extirpadas. Algumas possuem causas atuais, enquanto outras se prendem ao passado espiritual, constituindo tais fatores a justiça impertérrita que alcança os infratores dos códigos divinos do amor e do equilíbrio. Joanna de Angelis – Celeiros de Bênçãos – Cap. 35 – Serão Consolados
  • 39. 34 2.4.2 Uma Plantação Diariamente edificamos. E edificamos, em nós e por fora de nós, a cooperação que nos cabe no engrandecimento da vida. Em vista disso, se nos propomos a encontrar o amanhã melhor, cogitemos disso hoje. (...) O nosso futuro está sendo articulado neste instante por nós mesmos. Façamos agora o melhor ao nosso alcance, porque o amanhã para nós será sempre o nosso hoje passado a limpo. Emmanuel – Algo Mais – Cap. 1 – Futuro e Nós A cada instante estás alterando o teu futuro mediante as tuas ações. Desse modo, constrói-o em luz e em paz, mesmo que estejas caminhando entre sombras e sobre espículos que te ferem os pés. Não desfaleças, e segue adiante no rumo do teu amanhã, que começa agora. Joanna de Ângelis – Revista Presença Espírita – 1996 – Julho – Desconhecimento do Futuro Vivendo bem cada momento, em profundidade, o futuro torna-se natural, acolhedor, gratificante, porquanto será conforme os atos de ontem – em reencarnações passadas — e de hoje – na existência atual -, que alterará o mapeamento do amanhã. Joanna de Angelis – Auto descobrimento – uma busca interior – Cap. 8.2 – Incerteza do Futuro Tuas ações, tua vida. Conforme agires hoje, escreverás a história do teu futuro. Joanna de Angelis – Oferenda – Cap. 55 – Pressentimento Cada um de nós é capaz de lobrigar seu futuro e, ainda mais, de prepará-lo. O enigma da vida se esfuma, quando sabemos que a existência que corre é o fruto do que semeámos, e que a de amanhã será o que houvermos hoje plantado. Emmanuel – Revista Reformador – 1950 – Março – Pag. 54 – Futuro e Fatalidade
  • 40. 35 Cada hora na vida é recurso potencial para a criação de novos destinos. Entendendo que apenas o dever cumprido resgata-nos os débitos, não nos esqueçamos de que pelo serviço espontâneo, além do quadro das nossas justas obrigações, todos conseguimos sublimar o próprio livre-arbítrio. Emmanuel – Linha Duzentos – Cap. 10 – Diante do Destino Podes mudar o teu destino, conforme agires no teu dia-a-dia. Não existe uma predestinação para o mal, mas sim para a perfeição relativa. O bem que fazes é luz que acendes na noite dos teus compromissos, apontando rumos libertadores e diminuindo o débito que te pesa na economia espiritual. O teu destino, portanto, encontra-se ao teu alcance para alterá-lo conforme a direção que dês ao teu comportamento. E se hoje não podes decidir o que fazer ou como realizá-lo, face aos impedimentos que te retêm nos limites estreitos da expiação, desperta em espírito e alegra-te, porque logo mais raiará dia novo para os teus projetos de plenitude. Joanna de Angelis – Nascente de Bençãos – Cap. 19 – Alterações do Destino
  • 41. 36 2.4.3 Uma Libertação O candidato à reencarnação acercou-se, jubiloso, do Instrutor Espiritual encarregado da programática de sua vida futura e inquiriu: Quais são as últimas orientações que deverei guardar como recurso de segurança para o êxito? O Mestre sábio abrangeu o ambiente com um olhar penetrante e respondeu: São necessários alguns dos seguintes valores para uma jornada feliz, que nunca poderão ser desconsiderados: − a humildade como fortaleza inexpugnável; − a paz como couraça de defesa; − o conhecimento como instrumento de progresso; − o livro como amigo silencioso; − o trabalho como degrau de ascensão; − a prece como apoio contra as tentações; − a beneficência como investimento de felicidade; − a honra como alicerce de resistência; − a esperança como material de edificação contínua; − o amor como vínculo de união com Deus e a Vida. O aprendiz meditou largamente e, cabisbaixo, considerando a gravidade da empresa reencarnacionista, mergulhou na névoa densa da Terra para recuperar-se e aprender. Eros – Em Algum Lugar do Futuro – Cap. 18 – Programa de Vida Prepara o futuro através de atitudes corretas mas não te angusties pela chegada dele. Vence a hora de cada hora, realizando o que possas, através de como possas, lidando infatigável na república do espírito em atribulação. Os acontecimentos vividos são experiências para as realizações a viver. Jesus é o teu divisor de águas. Kardec é o condutor do teu amanhã. Eleva-te ao Mestre através do Seu apóstolo moderno e fecha às paixões o templo da tua alma, em caráter definitivo, aspirando à glória do Mundo Maior que a todos nos espera. Joanna de Ângelis – Florações Evangélicas – Cap. 47 – Marco Divisório
  • 42. 37 Do que deres presentemente, recolherás os resultados depois. O futuro começa agora. Cede hoje à vida o que possuas de melhor e, amanhã, aquilo que a vida tenha de melhor te responderá. Emmanuel – Joia – Capítulo 13 – Em torno do futuro
  • 43. 38 2.4.4 Uma Escolha “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” Paulo de Tarso – I Coríntios 10:23 Afirma a Divina Escritura que “a cada um será dado segundo suas obras”, o que, no fundo, equivale a dizer-se que as reações dos homens perante a vida é que decidirão sobre o destino de cada um. Emmanuel – Alma e Coração – Cap. 38 – Reações Desejando, porém, prosseguir nos esclarecimentos, quanto ao serviço reencarnacionista, Manassés tomou pequeno gráfico e, apresentando-me as linhas gerais, acentuou: - Aqui temos o projeto de futura reencarnação dum amigo meu. Não observa certos pontos escuros, desde o cólon descendente à alça sigmoide? Isso indica que ele sofrerá uma úlcera de importância, nessa região, logo que chegue à maioridade física. Trata-se, porém, de escolha dele. André Luiz – Missionários da Luz – Cap. 12 – Preparação de Experiências O desenho do planejamento futuro é realizado com o material que se está usando neste momento. Gerando decisões salutares, tomando-se atitudes corretas e corrigindo- se as equivocadas, programa-se o porvir agradável, compensador. Para tanto, o cultivo dos pensamentos enobrecedores faz-se inadiável. É necessário pensar alto, a fim de colher resultado satisfatório. Quem pensa a mesma coisa, recebe sempre aquilo que já tem. Variar para melhor, é candidatar-se ao superior, ao não fruído. Joanna de Angelis – Auto descobrimento – uma busca interior – Cap. 8.2 – Incerteza do Futuro
  • 44. 39 O mapa de regeneração volta conosco ao mundo, consoante as responsabilidades por nós mesmos assumidas no pretérito remoto e próximo; contudo, o modo pelo qual nos desvencilhamos dos efeitos de nossas próprias obras facilita ou dificulta a nossa marcha redentora na estrada que o mundo nos oferece. Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impõe agora, atendendo aos nossos próprios desejos, na planificação que ontem organizamos, fora do corpo denso, e tenhamos cautela com o modo de nossa movimentação no campo das próprias tarefas, porque, conforme as nossas diretrizes de hoje, na preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz ou luta, felicidade ou provação, luz ou treva, bem ou mal. Emmanuel – Nascer e Renascer – Cap. 4 – Fatalidade e Livre arbítrio Emmanuel – Revista Reformador – 1954 – Abril – Pag. 74 – Fatalidade e Livre arbítrio Como é compreensível, a planificação para reencarnações é quase infinita, obedecendo a critérios que decorrem das conquistas morais ou dos prejuízos ocasionais de cada candidato. (...) Concomitantemente, de acordo com a ficha pessoal que identifica o candidato, é feita a pesquisa sobre aqueles que lhe podem oferecer guarida, dentro dos mapas cármicos, providenciando-se necessários encontros ou reencontros na esfera dos sonhos, se os futuros genitores já estão no veículo físico, ou diretamente, quando se trata de um plano elaborado com grande antecedência, no qual os membros do futuro clã convivem, primeiro, na Erraticidade, donde partem já com a família adrede3 estabelecida... (...) Fenômenos do determinismo são estabelecidos com margem a alternâncias decorrentes do uso do livre-arbítrio, de modo a permitir uma ampla faixa de movimentação com certa independência emocional em torno do destino, embora sob controles que funcionam automaticamente, em consonância com as leis do equilíbrio geral. (...) Com as luzes projetadas pelo Espiritismo, na atualidade, o empreendimento da reencarnação adquire hoje mais amplo entendimento pelos homens, que reconhecem a sua procedência espiritual, identificando-a e, por sua vez, preparando-se para o retorno à vida que estua e nela se encontra, inevitavelmente, seja no corpo ou fora dele. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 1 – Reencarnação – Dádiva de Deus
  • 45. 40 Querer ou não querer, esforçar-se ou não pelo triunfo pessoal, depende de cada aprendiz da vida. Açulado, perseguido por fatores inditosos, arrojado a situações perniciosas, mesmo assim o homem é responsável pela sua acomodação tácita ou pelo empenho de superação das injunções, que devem funcionar como valiosas experiências para a fixação do dever nobre, do bem atuante nos painéis da sua mente encarnada. De forma alguma desistas de lutar, de tentar em esforço de reabilitação, de repetir a tarefa até lograr a vitória. Só há fatalidade para o bem, sendo as determinações de provação e expiação, capítulos e ensaios redentores para os equivocados que se demoram nas experiências primárias da evolução. Joanna de Angelis – Leis Morais da Vida – Cap. 38 – Diante do destino Nunca prejudicarás a alguém sem prejudicar-te. Nunca beneficiarás a essa ou aquela pessoa sem beneficiar a ti mesmo. Através de nossas ações, sobre os outros, traçamos o próprio caminho. Os companheiros de nossa estrada são fragmentos de que se nos constituirá o próprio futuro. Esses apontamentos pertencem à Lei Emmanuel – Pronto Socorro – Cap. 12 – Assunto de Lei Qualquer alma tem o seu destino traçado sob o ponto de vista do trabalho e do sofrimento, e, sem paradoxos, tem de combater com o seu próprio destino, porque o homem não nasceu para ser vencido; todo Espírito labora para dominar a matéria e triunfar dos seus impulsos inferiores. Emmanuel – Emmanuel – Cap. 32 – O Homem e seu Destino Em qualquer lugar ou crença, Segundo o Plano Divino, O homem conforme pensa Constrói o próprio destino Lourenço de Almeida Prado – Paz e Alegria – Cap. 3 – Cartazes de Rumo
  • 46. 41 Não dês trégua à desdita, à ociosidade, aos queixumes. És senhor do teu destino, e ele tem para ti, como ponto de encontro, o infinito. Quem se desvaloriza e se desmerece e se invalida, fica na retaguarda. É necessário que te envolvas com o programa divino. Todo aquele que se não envolve positivamente, nunca se desenvolve. Se preferires sofrer, terás liberdade para a experiência até o momento em que te transfiras para a opção do bem-estar. Desse modo, não transformes incidentes de pequena monta, coisas e ocorrências corriqueiras, em tragédias. Ninguém tem o destino do sofrimento. Ele é resultado da ação negativa, jamais a causa. Joanna de Angelis – Momentos de Saúde e de Consciência – Cap. 2 – Liberdade de escolha Trazes contigo o leme do destino escondido na mente, ocultando no peito o impulso que o dirige, porque tudo prospera aos golpes do desejo, e o ímã do desejo chama-se coração. Emmanuel – Seara dos Médiuns – Cap. 76 – Imã Deus criou o livre-arbítrio, NÓS CRIAMOS A FATALIDADE. André Luiz – Nosso Lar – Cap. 46 – Sacrifício de Mulher O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino. Antoine Saint-Exupéry
  • 47. 42 E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Não tem tempo, nem piedade Nem tem hora de chegar Sem pedir licença, muda a nossa vida E depois convida a rir ou chorar Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que virá O fim dela ninguém sabe Bem ao certo onde vai dar Vinicius de Moraes – Aquarela As previsões nunca faltam Com suportes de alarido, Todos, porém, navegamos no mar do desconhecido. Cornélio Pires – Trovas do Coração – Cap. 13 – Previsões
  • 48. 43 3 Pressentimentos e Premonições 3.1 Pressentimentos e Premonições – Definições Presciência é a previsão do futuro. Filos. Chamam os teólogos presciência ao atributo pelo qual Deus conhece todas as coisas, ou ao conhecimento que Deus tem de todo o presente, o passado e o futuro, não só no que respeita ao Homem e a tudo que ao Homem concerne, mas também no relativo à Natureza, seu curso, fenômenos duração etc. Pressentimento é definido como: “sentimento intuitivo e alheio a uma causa conhecida, que permite a previsão de acontecimentos futuros; intuição, palpite, presságio”. Premonição é definido como: “conhecimento antecipado do que pode ou irá acontecer”. Aurélio Buarque de Holanda – Novo Dicionário Eletrônico Aurélio 522. O pressentimento é sempre um aviso do Espírito protetor? É o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos quer bem. Também está na intuição da escolha que se haja feito. É a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega o momento de sofrê-las, se torna pressentimento. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 522 Pressentimento é uma vaga intuição de acontecimentos futuros. Certas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 184 Premonição é o conhecimento antecipado de um fato que ainda não ocorreu, equivale à presciência ou premonição dos autores antigos. Jaime Cervino – Além do Inconsciente – Cap. 1- Um pouco de História
  • 49. 44 3.2 Pressentimentos e Premonições – Conceitos Doutrinários 3.2.1 Allan Kardec 3.2.1.1 Livro dos Espíritos – 1857 Perg. 411 – O Espírito encarnado, nos momentos em que se desprende da matéria e age como Espírito, conhece a época de sua morte? Muitas vezes a pressente, e às vezes tem dela uma consciência bastante clara, o que lhe dá, no estado de vigília, a sua intuição. É por isso que algumas pessoas prevêem a própria morte com grande exatidão. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 411 Perg. 454 – Pode-se-ia atribuir a uma espécie de dupla vista a perspicácia de certas pessoas que, sem nada terem de extraordinário, julgam as coisas com mais precisão do que as outras? É sempre a alma que irradia mais livremente e julga melhor do que sob o véu da matéria. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 454 Perg. 454a – Esta faculdade pode, em certos casos, dar presciência das coisas? Sim; ela dá também os pressentimentos, porque há muitos graus desta faculdade, e o mesmo indivíduo pode ter todos os graus ou não ter mais do que alguns. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 454a Perg. 577 – Quando um homem faz uma coisa útil, é sempre em virtude de uma missão anterior e predestinada ou pode ter recebido uma missão não prevista? Nem tudo o que um homem faz é consequência de uma missão predestinada; ele é frequentemente o instrumento de que um Espírito se serve para fazer executar alguma coisa que considera útil. Por exemplo, um Espírito julga que seria bom escrever um livro, que ele escreveria se estivesse encarnado, procura o escritor mais apto a compreender o seu pensamento e a executá-lo: dá-lhe então a idéia e o dirige na execução.
  • 50. 45 Assim, este homem não veio à Terra com a missão de fazer essa obra. Acontece o mesmo com alguns trabalhos de arte e com as descobertas. Acrescentemos ainda que, durante o sono do corpo, o Espírito encarnado comunica-se diretamente com o Espírito errante, e que se entendem sobre a execução. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 577 Perg. 868 – O futuro pode ser revelado ao homem? Em princípio, o futuro lhe é oculto, e só em casos raros e excepcionais Deus lhe permite a sua revelação. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 868 O Pressentimento é sempre uma advertência do Espírito protetor? O pressentimento é o conselho íntimo e oculto de um espírito que vos deseja o bem. É também a intuição da escolha anterior: é a voz do instinto. O espírito, antes de encarnar, tem conhecimento das fases principais da sua existência, ou seja, do gênero de prova a que irá ligar-se. quando estas têm um caráter marcante, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo, e essa impressão, que é a voz do instinto, desperta quando chega o momento, tornando-se pressentimento. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 522 Os Pressentimentos e a voz do instinto têm sempre qualquer coisa de vago; na incerteza, o que devemos fazer? Quando estás em dúvida, invoca o teu bom Espírito, ou ora a Deus, nosso soberano Senhor, para que te envie um de seus mensageiros, um de nós. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 523
  • 51. 46 O Que é o Pressentimento? O pressentimento é uma vaga intuição de acontecimentos futuros. Certas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode-se tratar de uma espécie de dupla vista que lhes permite ver as consequências do presente e o encadeamento natural dos acontecimentos. Mas muitas vezes também é o resultado das comunicações ocultas, e é sobretudo nesse caso que se podem chamar de médiuns de pressentimentos as pessoas assim dotadas, que constituem uma variedade dos médiuns inspirados. Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 15 – Item 184 O que é um Médium de Pressentimentos? Pessoas há que, em dadas circunstâncias, têm uma imprecisa intuição das coisas futuras. Essa intuição pode provir de uma espécie de dupla vista, que faculta se entrevejam as consequências das coisas presentes; mas, doutras vezes, resulta das comunicações ocultas, que fazem de tais pessoas uma variedade dos médiuns inspirados. Allan Kardec – Obras Póstumas – 1º Parte – Cap. 7 – Item 48 Por que, quando fazem pressentir um acontecimento, os Espíritos sérios de ordinário não determinam a data? Será porque o não possam, ou porque não queiram? Por uma e outra coisa. Eles podem, em certos casos, fazer que um acontecimento seja pressentido: nessa hipótese, é um aviso que vos dão. Quanto a precisar-lhe a época, é frequente não o deverem fazer. Também sucede com frequência não o poderem, por não o saberem eles próprios. Pode o Espírito prever que um fato se dará, mas o momento exato pode depender de acontecimentos que ainda se não verificaram e que só Deus conhece. Os Espíritos levianos, que não escrupulizam de vos enganar, esses determinam os dias e as horas, sem se preocuparem com que o fato predito ocorra ou não. Por isso é que toda predição circunstanciada vos deve ser suspeita. A Providência pôs limite às revelações que podem ser feitas ao homem. Os Espíritos sérios guardam silêncio sobre tudo aquilo que lhes é defeso revelarem. Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – 2º Parte – Cap. 26 – Item 289
  • 52. 47 Atribui-se comumente aos profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Pode, pois, um homem ser profeta, sem fazer predições. Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 4 – Missão dos Profetas
  • 53. 48 3.2.1.2 Revista Espírita – 1861 Ditados recebidos na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Perguntas dirigidas ao Espírito Cazotte: 1. Conhecemos os efeitos da segunda vista e compreendemos que, dada essa faculdade, tivésseis podido ver coisas distantes, mas que se passavam no momento. Como pudestes ver coisas futuras, que ainda não existiam e vê-las com precisão? Poderíeis, ao mesmo tempo, dizer-nos como vos foi dada tal precisão? Falastes simplesmente como inspirado, sem nada ver, ou o quadro dos acontecimentos que anunciastes se vos apresentou como uma imagem? Tende a bondade de descrever isto o melhor que puderdes para a nossa instrução. — Há na razão do homem um instinto moral que o impele a predizer certos acontecimentos. É certo que eu era dotado de muitíssima clarividência, mas sempre humana, para os acontecimentos que então se passaram. Acreditais, porém, que o bom senso, ou o correto julgamento das coisas terrenas vos possam detalhar, com anos de antecedência, esta ou aquela circunstância? Não. Aliava-se à minha natural sagacidade uma qualidade sobrenatural: a segunda vista. Quando eu revelava às pessoas que me cercavam os terríveis abalos que deveriam ocorrer, evidentemente eu falava como um homem de bom senso e de lógica; quando, porém, eu via pequenos detalhes dessas circunstâncias vagas e gerais, quando eu via, visivelmente, esta ou aquela vítima, então não falava mais como um simples homem dotado, mas como um inspirado. 2. Independentemente desse fato, tivestes, durante a vida, outros exemplos de previsão? — Sim. Estas eram todas mais ou menos sobre o mesmo assunto. Mas, por passatempo, eu estudava as ciências ocultas e me ocupava muito de magnetismo. 3. Essa faculdade de previsão vos acompanhou no mundo dos Espíritos? Isto é, após a morte ainda prevedes certos acontecimentos? — Sim; esse dom me ficou muito mais puro.
  • 54. 49 Observação – Poder-se-ia ver aqui uma contradição com o princípio que se opõe à revelação do futuro. Com efeito, o futuro nos é oculto por uma lei muito sábia da Providência, considerando-se que tal conhecimento prejudicaria o nosso livre-arbítrio, levando-nos a negligenciar o presente pelo futuro. Além disso, por nossa oposição, poderíamos entravar certos acontecimentos necessários à ordem geral. Mas quando essa comunicação nos pode impelir a facilitar a realização de uma coisa, Deus pode permitir a sua revelação, nos limites designados por sua sabedoria. Allan Kardec – Revista Espírita – 1861 – Janeiro – Perguntas dirigidas ao Espírito Cazotte
  • 55. 50 3.2.1.3 O Evangelho Segundo o Espiritismo – 1864 Atribui-se comumente aos profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Pode, pois, um homem ser profeta, sem fazer predições. Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 4 – Missão dos Profetas O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudossábios, que passaram da Terra para a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a máscara de que se cobrem, facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas ideias. Antes que se conhecessem as relações mediúnicas, eles atuavam de maneira menos ostensiva, pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, audiente ou falante. Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 7 – Não creias em todos os Espíritos Desconfiai dos falsos profetas. É útil em todos os tempos essa recomendação, mas, sobretudo, nos momentos de transição em que, como no atual, se elabora uma transformação da Humanidade, porque, então, uma multidão de ambiciosos e intrigantes se arvoram em reformadores e messias. É contra esses impostores que se deve estar em guarda, correndo a todo homem honesto o dever de os desmascarar. Erasto – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 9 – Caracteres do Verdadeiro profeta
  • 56. 51 (...) Essas palavras claramente indicam que, já naquela época, os charlatães e os exaltados abusavam do dom de profecia e o exploravam. Abusavam, por conseguinte, da fé simples e quase cega do povo, predizendo, por dinheiro, coisas boas e agradáveis. Muito generalizada se achava essa espécie de fraude na nação Judia, e fácil é de compreender-se que o pobre povo, em sua ignorância, nenhuma possibilidade tinha de distinguir os bons dos maus, sendo sempre mais ou menos ludibriado pelos pseudoprofetas, que não passavam de impostores ou fanáticos. Luoz – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 21 – Item 11 – Jeremias e os falsos Profetas
  • 57. 52 3.2.1.4 Revista Espírita – 1864 / A Gênese – 1868 Teoria da Presciência (inserido no Livro A Gênese – Cap. 16) Como é possível o conhecimento do futuro? Compreendem-se as previsões dos acontecimentos que são consequência do estado presente, mas não dos que nenhuma relação tem com eles e, ainda menos, os que são atribuídos ao acaso. Diz-se que as coisas futuras não existem; que ainda estão no nada. Então como saber se acontecerão? Contudo são muito numerosos os exemplos de predições realizadas, de onde concluir-se que aí se passa um fenômeno cuja chave não se tem, pois não há efeito nem causa. Essa causa, que tentaremos achar, ainda é o Espiritismo, também chave de tantos mistérios, que no-la fornecerá e, além disso, mostrar-nos-á que o próprio fato das predições não sai das leis naturais. Todos os fenômenos cuja causa era desconhecida foram revelados maravilhosos. A lei segundo a qual estes se realizam, uma vez conhecida, eles entraram na ordem das coisas naturais. O dom da predição não é sobrenatural, como não o são muitos outros fenômenos: repousa nas propriedades da alma e na lei das relações entre os mundos visível e invisível, que o Espiritismo vem dar a conhecer. A teoria da presciência talvez não resolva de modo absoluto Iodos os casos que a previsão do futuro possa apresentar, mas não se pode desconvir que ela estabelece o seu princípio fundamental. Se se não pode tudo explicar é pela dificuldade, para o homem, de colocar- se nesse ponto de vista extraterrestre; por sua mesma inferioridade, seu pensamento, incessantemente arrastado para o caminho da vida material, muitas vezes é impotente para se destacar do solo. Essa faculdade é inerente ao estado de espiritualização ou, se se quiser, de desmaterialização. Por outras palavras, a espiritualização produz um efeito que se pode comparar, embora muito imperfeitamente, ao da visão de conjunto do homem sobre a montanha. Esta comparação apenas objetivava mostrar que acontecimentos que estão no futuro para uns, estão no presente para outros e, assim, podem ser preditos, o que não implica que o efeito se produza da mesma maneira.
  • 58. 53 Para gozar dessa percepção o Espírito não precisa, então, transportar-se para um ponto qualquer no espaço; o que está na terra, ao nosso lado, pode possuí-la em sua plenitude, como se estivesse a milhares de léguas, ao passo que nada vemos fora do horizonte visual. Não se produzindo a visão nos Espíritos da mesma maneira e com os mesmos elementos que no homem, seu horizonte visual é bem outro. Ora, aí está precisamente o sentido que nos falta para o conceber; ao lado do incarnado, o Espírito é como um vidente ao lado de um cego. Allan Kardec – Revista Espírita – 1864 – Maio – Teoria da Presciência
  • 59. 54 3.2.1.5 Obras Póstumas – 1869 (...) Esse dom da segunda vista é que, em estado rudimentar, dá a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma espécie de segurança aos atos, o que se pode com justeza denominar: golpe de vista moral. Mais desenvolvido, ele acorda os pressentimentos, ainda mais desenvolvido, faz ver acontecimentos que já se realizaram, ou que estão prestes a realizar-se. Muito se tem falado de pessoas que, deitando as cartas, disseram coisas de surpreendente verdade. De modo nenhum pretendemos fazer-nos apologista dos ledores da “buena-dicha” que exploram a credulidade dos espíritos fracos e cuja linguagem ambígua se presta a todas as combinações de uma imaginação abalada; mas, não é de todo impossível que certas pessoas, fazendo disso um ofício, tenham o dom da segunda vista, mesmo mau grado seu. Sendo assim, as cartas, entre as suas mãos, não passam de um meio, de um pretexto, de uma base de conversação. Elas falam de acordo com o que vêem e não com o que indicam as cartas para as quais apenas olham. O mesmo se dá com outros meios de adivinhação, tais como as linhas da mão, a clara de ovo e outros símbolos místicos. Os sinais das mãos talvez tenham mais valor do que todos os outros meios, não por si mesmos, mas porque, tomando e palpando a mão do consultante, o pretenso adivinho, se é dotado de dupla vista, estabelece relação mais direta com aquele, como se verifica nas consultas sonambúlicas. Podem, pois, os médiuns videntes ser identificados às pessoas que gozam da vista espiritual; mas, seria porventura demasiado considerar essas pessoas como médiuns, porquanto a mediunidade se caracteriza unicamente pela intervenção dos Espíritos, não se podendo ter como ato mediúnico o que alguém faz por si mesmo. Aquele que possui a vista espiritual vê pelo seu próprio Espírito, não sendo de necessidade, para o surto da sua faculdade, o concurso de um Espírito estranho O vidente, pois, não é um adivinho; é um ser que percebe o que não vemos; é, para nós, o cão do cego. Nada nisto há, portanto, que se contraponha aos desígnios da Providência quanto ao segredo de nosso destino; é ela própria quem nos dá um guia. Allan Kardec – Obras Póstumas – 1º Parte – Conhecimento do futuro. Previsões
  • 60. 55 3.2.2 Emmanuel 3.2.2.1 Fenômenos Premonitórios Os fenômenos premonitórios atestam a possibilidade da presciência com relação ao futuro? Os Espíritos de nossa esfera não podem devassar o futuro, considerando essa atividade uma característica dos atributos do Criador Supremo, que é Deus. Temos de considerar, todavia, que as existências humanas estão subordinadas a um mapa de provas gerais, onde a personalidade deve movimentar- se com o seu esforço para a iluminação do porvir, e, dentro desse roteiro, os mentores espirituais mais elevados podem organizar os fatos premonitórios, quando convenham à demonstração de que o homem não se resume a um conglomerado de elementos químicos, de conformidade com a definição do materialismo dissolvente. Emmanuel – O Consolador – Perg. 144
  • 61. 56 3.2.2.2 Ante o Futuro Não adianta indagar do futuro, ocasionalmente, para satisfazer a curiosidade irrequieta ou inútil. Vale construí-lo em bases que a lógica nos traça generosamente à visão. Não desconhecemos que o nosso amanhã será a invariável resposta do mundo ao nosso hoje, e aos nossos pés a natureza sábia e simples nos convida a pensar. O arado preguiçoso deve aguardar a ferrugem. A leira abandonada receberá o assalto da planta daninha. A casa relegada ao abandono será pasto dos vermes que lhe corroerão a estrutura. O pão desaproveitado repousará na sombra do mofo. A fonte que se consagra ao movimento atingirá a paz do oceano. A flor leal ao destino que lhe é próprio converter-se-á em fruto benfazejo. A plantação amparada com segurança distribuirá bênçãos à mesa. E o minério obediente aos golpes do malho transformar-se-á em peça de alto preço. Sabemos que é possível edificar o futuro e recolher-lhe os dons de amor e vida. Escolhe a bondade por lema de cada dia, não desistas de aprender, infatigavelmente e, com os braços no serviço incessante caminharás desde hoje, sob a luz da vitória, ao encontro de glorioso porvir. Emmanuel – Taça de Luz – Cap. 31 – Ante o Futuro
  • 62. 57 3.2.2.3 Futuro e Nós Cada noite, habitualmente, agradeces a Deus por mais um dia, e quase sempre, refletes no amanhã. De quais ingredientes se nos formará o futuro? Embora, em muitas ocasiões, os homens a procurem, no lado externo da existência, a resposta está sempre em nós mesmos. À medida que se nos amplia a maturidade interior, reconhecemos que a evolução é um caminho em formação para o Alto, em nos reportando ao progresso do espírito. Diariamente edificamos. E edificamos, em nós e por fora de nós, a cooperação que nos cabe no engrandecimento da vida. Em vista disso, se nos propomos a encontrar o amanhã melhor, cogitemos disso hoje. Comecemos avaliando a importância de compreender e servir. Esqueçamos ressentimentos e sombras, lembrando-nos de que a prática do amor é trabalho para todos os dias. Não reclamemos dos outros aquilo que possamos fazer por nós mesmos. Entendamos que os nossos problemas não são maiores do que muitas das dificuldades que afligem os semelhantes. Melhoremos a nós próprios, a fim de que as nossas experiências se elevem. Vejamos em cada criatura um mundo aparte e, por isso, aceitemos os nossos companheiros de caminho, tais quais são, sem exigir-lhes demonstrações de santidade ou grandeza. Busquemos o trabalho constante, no bem de todos, por ação capaz de impulsionar-nos para diante, livrando-nos de fixações pessoais e grades de sombra. E atentos ao valor do tempo, avancemos, sem nos marginalizarmos nas perturbações das horas vazias. O nosso futuro está sendo articulado neste instante por nós mesmos. Façamos agora o melhor ao nosso alcance, porque o amanhã para nós será sempre o nosso hoje passado a limpo. Emmanuel – Algo Mais – Cap. 1 – Futuro e Nós
  • 63. 58 3.2.2.4 Adivinhações Diante dos que usam cultura ou mediunidade para traçar prognósticos, acerca do futuro, não é necessário dizer que nos cabe acompanhar-lhes as experiências com a melhor atenção. A ciência é neta da curiosidade e filha do estudo. A alquimia da Idade Média iniciou as realizações da química moderna. De certa maneira, os astrólogos do pretérito começaram a obra avançada dos astrônomos de hoje. O conhecimento nasce do esforço de quantos se dedicam a desentranhá-lo da obscuridade ou da ignorância. No entanto, do respeito aos irmãos de Humanidade que se consagram ao mister da adivinhação, não se infere que devemos aceitar-lhes cegamente as afirmativas. Especialmente no que se reporte a profecias inquietantes, é imperioso ouvi- los com reserva e discrição, porquanto estamos informados pela Doutrina Espírita de que não existe a predestinação para o mal. Renascemos na Terra, indubitavelmente, com as nossas tendências inferiores e com os nossos débitos, às vezes escabrosos, por ressarcir, mas isso não significa estejamos obrigados a reincidir em velhas ilusões ou reacomodar-nos com a força das trevas. O aluno regressa à escola na condição de repetente ou se encaminha para os exames de segunda época, a fim de se firmar na dignidade do ensino em que se comprometeu. Clarividentes que desenvolveram faculdades psíquicas, fora do esclarecimento espírita evangélico, podem recolher observações infelizes a nosso respeito, seja relacionando cenas de nosso passado culposo ou descrevendo quadros menos dignos, projetados mentalmente sobre nós pelas ideias enfermiças daqueles que se fizeram nossos inimigos em outras eras; e das palavras que articulam podem surgir sombrios vaticínios ou apontamentos desencorajadores, tendentes a enfraquecer-nos a coragem ou aniquilar-nos a esperança. Oponhamos, porém, a isso a certeza de que estamos reformando causas e efeitos diariamente, em nosso caminho, na convicção de que a Divina Providência nos oferece, incessantemente, através da reencarnação, oportunidades e possibilidades ao próprio reajuste perante as leis da vida, armando-nos de recursos e bênçãos, dentro e fora de nós.
  • 64. 59 Conquanto estudando sempre os fenômenos que nos rodeiam, abstenhamo- nos de admitir o determinismo do erro, do desequilíbrio, da queda ou da criminalidade. Hoje é e será constantemente a ocasião ideal para transformarmos maldição em bênção e sombra em luz. Ergamo-nos, cada manhã, com a decisão de fazer o melhor ao nosso alcance e reconheçamos que o próprio Sol se deixa contemplar, nos céus, de alvorecer em alvorecer, como a declarar-nos que o Criador Supremo é o Deus da Justiça, mas também da Misericórdia, da Ordem e da Renovação. Emmanuel – Encontro Marcado – Cap. 6 – Adivinhações
  • 65. 60 3.2.2.5 Em torno do Futuro Não precisas procurar adivinhos para saber o que te espera, nem necessitas daqueles outros que te descubram o passado que já conheces pelas próprias tendências. A vida é o presente vivo e imperecível. Na tela das horas, somos o ontem que se foi e seremos o amanhã que virá. A semente plantada resume todas as nossas cogitações em torno do porvir. Terás o que cultivas. Não colherás figos na macieira e vice-versa. Ciente de que todos os pensamentos e atos são sementeiras de destino, seleciona o material que consideres adequado à tua felicidade e centraliza-o no serviço do bem aos semelhantes. Do que deres presentemente, recolherás os resultados depois. O futuro começa agora. Cede hoje à vida o que possuas de melhor e, amanhã, aquilo que a vida tenha de melhor te responderá. Emmanuel – Joia – Capítulo 13 – Em torno do futuro
  • 66. 61 3.2.3 Yvonne Pereira/Bezerra de Meneses 3.2.3.1 Acontecimentos Futuros 3.2.3.1.1 Esclarecimentos de Bezerra de Meneses — Podeis esclarecer-nos sobre o processo pelo qual somos avisados de certos acontecimentos, geralmente importantes e graves, a se realizarem conosco, e que muitas vezes se cumprem como os vimos em sonhos ou em visões? E ele respondeu, psicograficamente: — Existem vários processos pelos quais o homem poderá ser informado de um ou outro acontecimento futuro importante da sua vida. Comumente, se ele fez jus a essa advertência, ou lembrete, pois isso implica certo mérito, ou ainda certo desenvolvimento psíquico, de quem o recebe, é um amigo do Além, um parente, o seu Espírito familiar ou o próprio Guardião Maior que lhe comunicam o fato a realizar-se, preparando-o para o evento, que geralmente é grave, doloroso, fazendo-se sempre em linguagem encenada, ou figurada, como de uso no Invisível, e daí o que chamais «avisos pelo sonho», ou seja, sonhos premonitórios». De outras vezes, é o próprio indivíduo que, recordando os acontecimentos que lhe serviriam de testemunhos reparadores, perante a lei da criação, delineados no mundo Espiritual às vésperas da reencarnação, os vê tais como acontecerão, assim os casos de morte, sua própria ou de pessoas da família, desastres, dores morais, etc., etc. E os seus protetores espirituais, que igualmente conhecem o programa de peripécias do pupilo, delineado no evento da reencarnação, com mais razão o advertirão no momento necessário, seja através do sonho ou intuitivamente. Pode acontecer que, num caso de traição de amor, por exemplo, provação que tanto fere os corações sensíveis e dedicados, e nos casos de deslealdade de um amigo, etc., o paciente, durante o sono, penetre a aura do outro, por quem se interessa, e aí descubra as suas intenções, lendo-lhe os pensamentos e os atos já realizados mentalmente, como num livro aberto ilustrado, tal a linguagem espiritual, e então verá o que o outro pretende concretizar em seu desfavor, como se fora a realização de um sonho, pois tudo foi habilmente gravado em sua
  • 67. 62 consciência e as imagens fotografadas em seu cérebro, permitindo a lembrança ao despertar, não obstante empalidecidas. Futuramente o fato será realizado objetivamente e aí está o aviso... De outro modo, seguindo a corrente espiritual das ações de uma pessoa encarnada, por deduções um amigo da espiritualidade se cientificará de um acontecimento que mais tarde se efetivará com precisão. Ele poderá comunicar o acontecimento ao seu amigo terreno e o fará de modo sutil, em sonho ou pressentimento. O estudo da lei de causa e efeito é matemática, infalível; concreta, para a observação das entidades espirituais de ordem elevada, e, assim sendo, ele se comunicará com o seu pupilo terreno através da intuição, do pressentimento, da premonição, do sonho, etc. O estudo da matemática de causa e efeito é mesmo indispensável, como que obrigatório, às entidades prepostas à carreira transcendente de guardiães, ou guias espirituais. Estudo profundo, científico, que se ampliará até prever o futuro remoto da própria Humanidade e dos acontecimentos a se realizarem no globo terráqueo, como hecatombes físicas ou morais, guerras, fatos célebres, etc., daí então advindo a possibilidade das profecias quando o sensitivo, altamente dotado de poderes supra-normais, comportar o peso da transmissão fiel aos seus contemporâneos. É um dos estudos, portanto, que requerem um curso completo de especialização. Outrossim, acresce a importante circunstância de que todos esses acontecimentos de um modo geral se prendem ao lastro da evolução do planeta como do indivíduo, e o sábio instrutor deste, como os auxiliares do governo do planeta, estão aptos a perceber o que sucederá daqui a um ano, um século ou um milênio, pelo estudo e deduções científicas sobre o programa da evolução da Criação, pois o tempo é inexistente nas esferas da espiritualidade e a entidade sábia facilmente deduzirá, e com certeza matemática, os sucessos em geral, subordinados ao trabalho da evolução, como se se tratasse do momento presente.
  • 68. 63 O indivíduo que sofrerá esta ou aquela provação ou o que terá de apresentar testemunhos de valor moral pela expiação, jamais o ignora no seu estado espiritual de semiliberdade através do sono ou do transe mediúnico (pode-se cair em transe mediúnico sem ser espírita, mormente quando se dorme), visto que consentiu em experimentar todas essas lições reparadoras. Mas, se não conserva intuições a tal respeito no estado normal humano, almas amigas e piedosas poderão relembrá-las em sonhos ilustrados, assim preparando-o e auxiliando-o a adquirir forças e serenidade para o embate supremo. Casos há em que o aviso virá por outrem ligado ao paciente, mais acessível às infiltrações espirituais premonitórias. Agradecei a Deus as advertências que vos são concedidas às vésperas das provações. Elas indicam que não sofrereis sozinhos, que amigos desvelados permanecem ao vosso lado dispostos a enxugar as vossas lágrimas com os bálsamos do santo amor espiritual inspirado pelo amor de Deus. A seguir o leitor encontrará pequena série de advertências dessa natureza, concedida a nós e a pessoas do nosso conhecimento, e que não será destituída de interesse para os estudos transcendentais. Certamente que nos seria possível organizar um volume com o noticiário completo que a respeito nos tem vindo às mãos, além daqueles fatos ocorridos conosco. Julgamos, porém, que para o testemunho que a Doutrina Espírita de nós exige, para mais essa face da verdade que tivemos a felicidade de poder comprovar, serão suficientes os que aqui registramos. Yvonne Pereira – Recordações da Mediunidade – Cap. 9 – Premonições