SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO E COOPERATIVISMO – SDC
  DEPARTAMENTO DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO E SUSTENTABILIDADE – DEPROS
           COORDENAÇÃO DE MANEJO SUSTENTÁVEL DOS SISTEMAS PRODUTIVOS - CMSP




 Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono
                    -Plano ABC-

                            JAGUARIÚNA/SP – _05/06/2012



Marcelo Augusto de Freitas
Fiscal Federal Agropecuário/Engenheiro Agrônomo
Coordenação de Manejo Sustentável do Sistemas Produtivos – CMSP/DEPROS/SDC
Missão do MAPA:

 “PROMOVER O DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL E A COMPETITIVIDADE DO
   AGRONEGÓCIO EM BENEFÍCIO DA
      SOCIEDADE BRASILEIRA”
Brasil – Evolução da produção e da área plantada
                                    safra 1993/94 a 2011/12                                                                                           162,8


                                                                                                                             144,1                                157,1
                                                                                                                                              149,3

                                                                                                            122,5
                          Produção                                                         119,1

                        (milhões de t)
                                                                                                                             PRODUÇÃO:
                                                                          96,8                                       + 106,7% = 5,6% aa
                                                         83,0
                                         76,6

  76,0                  73,6
                                                                                                                                                                  51,5
                                                                                                                                                       49,8

                                                                                                             47,9             47,7             47,4
        39,1                                                                               47,4
                                                         37,8             40,2
                         37,0            35,0
93/94


               94/95


                         95/96


                                 96/97


                                         97/98


                                                 98/99


                                                          99/00


                                                                  00/01


                                                                           01/02


                                                                                   02/03


                                                                                            03/04


                                                                                                    04/05


                                                                                                             05/06


                                                                                                                     06/07


                                                                                                                              07/08


                                                                                                                                      08/09


                                                                                                                                              09/10


                                                                                                                                                          10/11


                                                                                                                                                                     11/12
 Fonte: CONAB. Elab.: SPA.
               Posição: fevereiro/2012
Grãos                                                               Se o Brasil mantivesse a
                                                                    mesma tecnologia de 1960,
     Produção
                                                   +847%            teria de ocupar mais 145 milhões
                                                        X           de hectares de terra =195 milhões
                                                   + 127%
                                                                    ha

                                                                         Desmatamento evitado
                                            1960            2011
Habitantes
(Milhões)                      70                                                                        190,7
Produção de Grãos
(   milhões de tonelada)              17,2                                                   163        + 847%
Área
(milhões de hectare)                  22                            50               + 127%

Produtividade
                                    783                                                   3,3          + 321,5%
(quilos por hectare)

    1 = 10 milhões de habitantes      1 = 10 milhões de toneladas         1 = 300 quilos por hectare
Se o Brasil mantivesse a mesma
Pecuária
Gado
                                                +251%
                                                                   tecnologia de produção de 1960,
                                                                   teria que destinar mais 474 milhões
                                                  Rebanho
                                                                   de hectares de terra para pastagem
                                                                   logo, hoje = 642 milhões ha
                                                   +41%
                                                    Área

                                                                           Desmatamento evitado
                                           1960            2011
Rebanho
(milhões   de cabeças de gado)       58                                      208
Área de pastagem
(milhões   de hectare)
                                  122,3                                      172
Produtividade                      0,47                                      1,2
(cabeça   por hectare)


   1 = 10 milhões de habitantes      1 = 10 milhões de toneladas      1 = 300 quilos por hectare
Comércio Exterior
                       US$94,5
                        bilhões

                    Exportador para
                    215 DESTINOS




    1960 BRASIL
    Importador de
    ALIMENTOS       2012 BRASIL
                                  Fonte: SECEX/MDIC
DESAFIOS PARA AGRICULTURA

 Mundo: Crescimento demográfico;

 Brasil: Aumento das exportações agrícolas;

 Padrão de consumo X Padrão de produção;

 Recuperação de áreas de produção degradadas;

 Eliminação do desmatamento ilegal;

 Uso racional e eficiente dos recursos hídricos;
Cont. DESAFIOS PARA AGRICULTURA

 Remuneração por serviços ambientais;

 Créditos C ;

 Demanda por alimentos seguro e certificado;

 Agropecuária mais sustentável;

 Gases de Efeito Estufa (GEE); e

 Mudanças Climáticas.
Outros Desafios:
Plantio morro abaixo,
solo compactado,
escoamento superficial e
erosão.
Emissões de GEE pela Agropecuária

                            CO2
 CH4    CO2     N2O
                                    N2O   CO2
                      CH4
                                                N2O




       CO2                   CH4
                                   CO2
                                           CH4
               N2O                                CH4
CH4
                                            CH4
                                                  CH4
Degradação de Pastagens
Processo evolutivo da perda do vigor, de produtividade, da
capacidade de recuperação natural das pastagens para sustentar os
níveis de produção e a qualidade exigida pelos animais, bem como o
de superar os efeitos nocivos de pragas, doenças e invasoras,
culminando com a degradação avançada dos recursos naturais em
razão de manejos inadequados
                                           Fonte: Macedo e Zimmer (1993)




                                                Foto de Karina Miranda (Emater,
                                              DF), apresentada por Lourival Vilela
                                                            (Embrapa Cerrados)
Agricultura & Mudanças Climáticas
Modalidades de sistemas sustentáveis:




     SAF’s                      Lavoura-Floresta




             Lavoura-Pecuária              Rec. Pastagem
Solo mais estruturado




Balbino, 2003




                                   J.E. Denardin-2011
Com braquiária   Sem braquiária




Balbino, 2003
Elvison (MS), 2012

       CO2
                             CH4


 Biomassa Florestal
                      Fermentação Entérica




     CO2
                              “A pastagem é a fonte
                               de nutrientes mais
                                 econômica ... ”
                              (Holmes,1995 – citado por
                                   Moraes-2008)
Pastagem Recuperada
ILPF – Adaptação ampla




                         Fotos APDC
SISTEMA PLANTIO DIRETO
Origem do Plano ABC

Na COP-15, realizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do
Clima - UNFCCC, o governo brasileiro divulgou o compromisso voluntário de
redução das emissões até 2020, entre 36,1% e 38,9%, onde deixará de emitir em
torno de 1 bilhão de ton CO2 equivalente. Para tanto, está sendo implementado um
Plano de Agricultura visando:

1) Reduzir em 80% a taxa de desmatamento na Amazônia e em 40% no Cerrado
(redução de emissões de 669 milhões de t CO2 eq).

2) Adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens e áreas
produtivas degradadas; promover integração lavoura-pecuária-floresta; ampliar plantio
direto com qualidade e a fixação biológica de nitrogênio (corte de emissões 133 a 166
milhões t CO2 eq).

3) Ampliar a eficiência energética, uso de bicombustíveis, oferta de hidrelétricas
entre outros (redução em emissões entre 174 a 217 milhões toneladas de CO2 eq).
Política Nacional sobre Mudança do Clima
Lei n.º 12.187, de 29 de dezembro de 2009
• Estabelece os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos para direcionar
  as ações para mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.
• Poder Executivo estabelecerá os Planos Setoriais.
• Formas de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV) e Adaptação.


Decreto n.º 7.390/2010
Art. 3 o Para efeito da presente regulamentação, são considerados os seguintes
planos de ação ........:
I - Plano de Ação para .......... - PPCDAm ;
II - Plano de Ação para ......... - PPCERRADO;
III - Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE;
IV - Plano para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão
de Carbono na Agricultura; e
V - Plano de Redução de Emissões da Siderurgia.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
                                     Casa Civil


1. Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na
Amazônia Legal
2. Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento no
Cerrado
                                                                      2010-2011
3. Energia
4. AGRICULTURA
5. Substituição do Carvão de Desmatamento por Florestas Plantadas
na Siderurgia
6. Transportes
7. Indústria de Transformação e de Bens de Consumo Duráveis
8. Indústria Química Fina e de Base
9. Indústria de Papel e Celulose                                    2011 em diante
10. Mineração
11. Indústria da Construção Civil
12. Serviços de Saúde
Plano ABC


Coordenação: Presidência da República/Casa Civil,
MAPA e MDA.
Grupo de Trabalho do Plano: Casa Civil, MAPA,
MDA, Ministério da Fazenda – MF, Ministério do
Meio Ambiente – MMA, Secretária de Assuntos
Estratégicos da Presidência da República – SAE,
Embrapa, representantes do Fórum Brasileiro de
Mudanças Climáticas (FBMC) e Setor Produtivo.
Soluções / Alternativas
                     Plano ABC
                     Mitigação             Adaptação




• Fixação de Carbono        (vegetação,   • Geração   de   novas    cultivares
biomassa e solos)                         (melhoramento/biotecnologia)       e
                                          tecnologias
• Reduzir emissões de GEE
                                          • Adaptar sistemas      produtivos    e
• Adoção de Sistemas Sustentáveis         comunidades

                                          • Prever e reduzir vulnerabilidades
Plano da ABC
Objetivo Geral:
 Garantir o aperfeiçoamento contínuo dos sistemas e práticas de uso e
  manejo sustentável dos recursos naturais, que promovam a redução
  das emissões de gases de efeito estufa (GEE), e, adicionalmente,
  também aumentem a fixação de CO2 atmosférico na vegetação e no solo
  dos setores da agricultura brasileira.

Objetivos Específicos:
 Cumprir os compromissos assumidos, voluntariamente, na COP 15;
 Promover esforços para se obter o desmatamento ilegal zero;
 Incentivar arranjos produtivos favoráveis que assegurem a redução de
  emissões de gases de efeito estufa, enquanto elevem, simultaneamente, a
  renda dos produtores;
 Incentivar os estudos de adaptação de plantas no Brasil aos novos cenários
  de aquecimento com sustentabilidade na produção de alimentos nos
  próximos 10 anos.
Interlocução com outras Políticas Públicas

  • PPCDAm;
  • PPCerrado;
  • Política Nacional de Recurso Hídricos
  • Operação Arco Verde;
  • Programa Mais Ambiente (CAR);
  • Programa Terra Legal;
  • Prevfogo; e
  • Plano de Erradicação da Pobreza Extrema.
Plano ABC prevê:                    Priorização

√ Divulgação;
√ Capacitação de Técnicos e Produtores Rurais;
√ Crédito Rural;
√ Transferência de Tecnologia;
√ Regularização Ambiental;
√ Regularização Fundiária;
√ Assistência Técnica e Extensão Rural;
√ Realização de Estudos;
√ Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação;
√ Disponibilização de Insumos;
√ Produção de Sementes e Mudas
Estratégia de Implementação do Plano ABC

  CIM / GEx                                Comissão Executiva




  Grupo Gestor                               Seminário de
    Estadual                                 Sensibilização
                      Reuniões Estaduais




Oficina de Trabalho
                                            Plano Estadual do
                                                  ABC
Estratégia de Construção do Plano

                           COP 15 - PNMC




                             Plano Nacional   Plano ABC
                             Plano Estadual

 Os principais atores se
sentem parte do processo




                                  GGE
PLANO ABC

                 Programa ABC
         Linha de Financiamento – MAPA (Crédito Rural)




O Programa ABC é uma linha de crédito aprovada
mediante a Resolução BACEN nº 3.896 de 17/08/10.
Fonte: SPA/MAPA
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
                                                       CASA CIVIL
                                               Plano Setorial da Agricultura



        Compromissos da Agricultura 2010 - 2020
             Processo Tecnológico                               Compromisso                       Potencial de Mitigação
                                                            (aumento de área/uso)                   (milhões t CO2 eq)
Recuperação de Pastagens Degradadas1                             15,0 milhões ha                            83 a 104
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta2                             4,0 milhões ha                             18 a 22
Sistema Plantio Direto                                            8,0 milhões ha                             16 a 20
Fixação Biológica de Nitrogênio                                   5,5 milhões ha                                 10
Florestas Plantadas3                                              3,0 milhões ha                                     -
Tratamento de Dejetos Animais                                     4,4 milhões m3                                6,9
Total                                                                                                   133,9 a 162,9
         1 Por meio do manejo adequado e adubação.
         2 Incluindo Sistemas Agroflorestais (SAFs).
         3 Não está computado o compromisso brasileiro relativo ao setor da siderurgia; e, não foi contabilizado o

         potencial de mitigação de emissão de GEE.
O que foi feito em 2011-2012
a) Em 2011, foram priorizados 13 Estados da Federação. Destes, 11 estados formaram
   os Grupos Gestores Estaduais (GEE), quais sejam: BA, DF, ES, GO, MT, MS,
   MG, PR, RS, SP e TO - responsáveis pela construção do Plano ABC nos Estados;

b) Em 2012, foram formados os GGE nos estados da PB, PI, PA, RR e SC, totalizando até
   o presente momento 16 estados da federação participantes do Plano ABC;

c) Foram realizados 9 Seminários de Sensibilização do Plano ABC, nos estados de
   BA, GO, DF, MT, MS, MG, PR, RS e TO;

d) Foram realizados 4 Oficinas de Trabalho - construção do Plano ABC nos Estados.
   Quais foram: GO, DF, MT e PR;

e) Foi realizado um evento para Formação de Cursos e Nivelamento Técnico de
   Instrutores para Capacitação de Multiplicadores do Plano ABC, em
   Brasília/DF - EMBRAPA Sede;

f) Foram realizados 4 Cursos Introdutórios de Capacitação sobre as tecnologias
   do Plano ABC em ILPF, SPD e Recuperação de Pastagens Degradadas, nos
   estados de GO, MT, MS, e TO.
Benefícios da Integração de Sistemas e
       Práticas Conservacionistas
 Maior sequestro de carbono e redução da emissão de
GEE;
Redução da necessidade de novos desmatamentos;
Recuperação da qualidade e da capacidade produtiva
do solo;
Redução do escoamento superficial d’água da chuva
e da erosão do solo;
Maior infiltração da água da chuva;
Menor evaporação da água do solo;
Diminuição dos custos de produção & aumento da
renda;
(Cont.) Benefícios
 Baixa incidência de pragas – menor uso de água e de
agrotóxicos;
Diversificação da produção e minimização dos riscos
climáticos e de mercado;
Bem estar animal devido ao microclima gerado pelo
componente arbóreo;
Aumento da fixação de “C”, maior concentração de
matéria orgânica no solo e enriquecimento da
microfauna do solo
Tecnologia adaptada ao pequeno, médio e grande
produtor rural.
Preservação X Produção
Vilela, 2005                                   Elvison (MS), 2012

                     Contribuição


                   Integração
                   de Sistemas
                         e
                     Práticas
                   Sustentáveis
                   de Produção

                     Contribuição


Preservação                         Produção Sustentável
Obrigado!


Marcelo Augusto de Freitas
Fiscal Federal Agropecuário/Engenheiro Agrônomo
Coordenadoção de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos (CMSP)
Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (DEPROS)
Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC)




Tel.: 61-3218.2448
Email: marcelo.freitas@agricultura.gov.br

Plano abc jaguariuna sp

  • 1.
    SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTOAGROPECUÁRIO E COOPERATIVISMO – SDC DEPARTAMENTO DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO E SUSTENTABILIDADE – DEPROS COORDENAÇÃO DE MANEJO SUSTENTÁVEL DOS SISTEMAS PRODUTIVOS - CMSP Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono -Plano ABC- JAGUARIÚNA/SP – _05/06/2012 Marcelo Augusto de Freitas Fiscal Federal Agropecuário/Engenheiro Agrônomo Coordenação de Manejo Sustentável do Sistemas Produtivos – CMSP/DEPROS/SDC
  • 2.
    Missão do MAPA: “PROMOVER O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A COMPETITIVIDADE DO AGRONEGÓCIO EM BENEFÍCIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA”
  • 3.
    Brasil – Evoluçãoda produção e da área plantada safra 1993/94 a 2011/12 162,8 144,1 157,1 149,3 122,5 Produção 119,1 (milhões de t) PRODUÇÃO: 96,8 + 106,7% = 5,6% aa 83,0 76,6 76,0 73,6 51,5 49,8 47,9 47,7 47,4 39,1 47,4 37,8 40,2 37,0 35,0 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 Fonte: CONAB. Elab.: SPA. Posição: fevereiro/2012
  • 4.
    Grãos Se o Brasil mantivesse a mesma tecnologia de 1960, Produção +847% teria de ocupar mais 145 milhões X de hectares de terra =195 milhões + 127% ha Desmatamento evitado 1960 2011 Habitantes (Milhões) 70 190,7 Produção de Grãos ( milhões de tonelada) 17,2 163 + 847% Área (milhões de hectare) 22 50 + 127% Produtividade 783 3,3 + 321,5% (quilos por hectare) 1 = 10 milhões de habitantes 1 = 10 milhões de toneladas 1 = 300 quilos por hectare
  • 5.
    Se o Brasilmantivesse a mesma Pecuária Gado +251% tecnologia de produção de 1960, teria que destinar mais 474 milhões Rebanho de hectares de terra para pastagem logo, hoje = 642 milhões ha +41% Área Desmatamento evitado 1960 2011 Rebanho (milhões de cabeças de gado) 58 208 Área de pastagem (milhões de hectare) 122,3 172 Produtividade 0,47 1,2 (cabeça por hectare) 1 = 10 milhões de habitantes 1 = 10 milhões de toneladas 1 = 300 quilos por hectare
  • 6.
    Comércio Exterior US$94,5 bilhões Exportador para 215 DESTINOS 1960 BRASIL Importador de ALIMENTOS 2012 BRASIL Fonte: SECEX/MDIC
  • 7.
    DESAFIOS PARA AGRICULTURA Mundo: Crescimento demográfico;  Brasil: Aumento das exportações agrícolas;  Padrão de consumo X Padrão de produção;  Recuperação de áreas de produção degradadas;  Eliminação do desmatamento ilegal;  Uso racional e eficiente dos recursos hídricos;
  • 8.
    Cont. DESAFIOS PARAAGRICULTURA  Remuneração por serviços ambientais;  Créditos C ;  Demanda por alimentos seguro e certificado;  Agropecuária mais sustentável;  Gases de Efeito Estufa (GEE); e  Mudanças Climáticas.
  • 9.
    Outros Desafios: Plantio morroabaixo, solo compactado, escoamento superficial e erosão.
  • 10.
    Emissões de GEEpela Agropecuária CO2 CH4 CO2 N2O N2O CO2 CH4 N2O CO2 CH4 CO2 CH4 N2O CH4 CH4 CH4 CH4
  • 11.
    Degradação de Pastagens Processoevolutivo da perda do vigor, de produtividade, da capacidade de recuperação natural das pastagens para sustentar os níveis de produção e a qualidade exigida pelos animais, bem como o de superar os efeitos nocivos de pragas, doenças e invasoras, culminando com a degradação avançada dos recursos naturais em razão de manejos inadequados Fonte: Macedo e Zimmer (1993) Foto de Karina Miranda (Emater, DF), apresentada por Lourival Vilela (Embrapa Cerrados)
  • 12.
  • 13.
    Modalidades de sistemassustentáveis: SAF’s Lavoura-Floresta Lavoura-Pecuária Rec. Pastagem
  • 14.
    Solo mais estruturado Balbino,2003 J.E. Denardin-2011
  • 15.
    Com braquiária Sem braquiária Balbino, 2003
  • 16.
    Elvison (MS), 2012 CO2 CH4 Biomassa Florestal Fermentação Entérica CO2 “A pastagem é a fonte de nutrientes mais econômica ... ” (Holmes,1995 – citado por Moraes-2008) Pastagem Recuperada
  • 17.
    ILPF – Adaptaçãoampla Fotos APDC
  • 18.
  • 19.
    Origem do PlanoABC Na COP-15, realizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima - UNFCCC, o governo brasileiro divulgou o compromisso voluntário de redução das emissões até 2020, entre 36,1% e 38,9%, onde deixará de emitir em torno de 1 bilhão de ton CO2 equivalente. Para tanto, está sendo implementado um Plano de Agricultura visando: 1) Reduzir em 80% a taxa de desmatamento na Amazônia e em 40% no Cerrado (redução de emissões de 669 milhões de t CO2 eq). 2) Adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens e áreas produtivas degradadas; promover integração lavoura-pecuária-floresta; ampliar plantio direto com qualidade e a fixação biológica de nitrogênio (corte de emissões 133 a 166 milhões t CO2 eq). 3) Ampliar a eficiência energética, uso de bicombustíveis, oferta de hidrelétricas entre outros (redução em emissões entre 174 a 217 milhões toneladas de CO2 eq).
  • 20.
    Política Nacional sobreMudança do Clima Lei n.º 12.187, de 29 de dezembro de 2009 • Estabelece os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos para direcionar as ações para mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. • Poder Executivo estabelecerá os Planos Setoriais. • Formas de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV) e Adaptação. Decreto n.º 7.390/2010 Art. 3 o Para efeito da presente regulamentação, são considerados os seguintes planos de ação ........: I - Plano de Ação para .......... - PPCDAm ; II - Plano de Ação para ......... - PPCERRADO; III - Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE; IV - Plano para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura; e V - Plano de Redução de Emissões da Siderurgia.
  • 21.
    PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICAFEDERATIVA DO BRASIL Casa Civil 1. Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal 2. Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado 2010-2011 3. Energia 4. AGRICULTURA 5. Substituição do Carvão de Desmatamento por Florestas Plantadas na Siderurgia 6. Transportes 7. Indústria de Transformação e de Bens de Consumo Duráveis 8. Indústria Química Fina e de Base 9. Indústria de Papel e Celulose 2011 em diante 10. Mineração 11. Indústria da Construção Civil 12. Serviços de Saúde
  • 22.
    Plano ABC Coordenação: Presidênciada República/Casa Civil, MAPA e MDA. Grupo de Trabalho do Plano: Casa Civil, MAPA, MDA, Ministério da Fazenda – MF, Ministério do Meio Ambiente – MMA, Secretária de Assuntos Estratégicos da Presidência da República – SAE, Embrapa, representantes do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) e Setor Produtivo.
  • 23.
    Soluções / Alternativas Plano ABC Mitigação Adaptação • Fixação de Carbono (vegetação, • Geração de novas cultivares biomassa e solos) (melhoramento/biotecnologia) e tecnologias • Reduzir emissões de GEE • Adaptar sistemas produtivos e • Adoção de Sistemas Sustentáveis comunidades • Prever e reduzir vulnerabilidades
  • 24.
    Plano da ABC ObjetivoGeral:  Garantir o aperfeiçoamento contínuo dos sistemas e práticas de uso e manejo sustentável dos recursos naturais, que promovam a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), e, adicionalmente, também aumentem a fixação de CO2 atmosférico na vegetação e no solo dos setores da agricultura brasileira. Objetivos Específicos:  Cumprir os compromissos assumidos, voluntariamente, na COP 15;  Promover esforços para se obter o desmatamento ilegal zero;  Incentivar arranjos produtivos favoráveis que assegurem a redução de emissões de gases de efeito estufa, enquanto elevem, simultaneamente, a renda dos produtores;  Incentivar os estudos de adaptação de plantas no Brasil aos novos cenários de aquecimento com sustentabilidade na produção de alimentos nos próximos 10 anos.
  • 25.
    Interlocução com outrasPolíticas Públicas • PPCDAm; • PPCerrado; • Política Nacional de Recurso Hídricos • Operação Arco Verde; • Programa Mais Ambiente (CAR); • Programa Terra Legal; • Prevfogo; e • Plano de Erradicação da Pobreza Extrema.
  • 26.
    Plano ABC prevê: Priorização √ Divulgação; √ Capacitação de Técnicos e Produtores Rurais; √ Crédito Rural; √ Transferência de Tecnologia; √ Regularização Ambiental; √ Regularização Fundiária; √ Assistência Técnica e Extensão Rural; √ Realização de Estudos; √ Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação; √ Disponibilização de Insumos; √ Produção de Sementes e Mudas
  • 27.
    Estratégia de Implementaçãodo Plano ABC CIM / GEx Comissão Executiva Grupo Gestor Seminário de Estadual Sensibilização Reuniões Estaduais Oficina de Trabalho Plano Estadual do ABC
  • 28.
    Estratégia de Construçãodo Plano COP 15 - PNMC Plano Nacional Plano ABC Plano Estadual Os principais atores se sentem parte do processo GGE
  • 29.
    PLANO ABC Programa ABC Linha de Financiamento – MAPA (Crédito Rural) O Programa ABC é uma linha de crédito aprovada mediante a Resolução BACEN nº 3.896 de 17/08/10.
  • 30.
  • 31.
    PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CASA CIVIL Plano Setorial da Agricultura Compromissos da Agricultura 2010 - 2020 Processo Tecnológico Compromisso Potencial de Mitigação (aumento de área/uso) (milhões t CO2 eq) Recuperação de Pastagens Degradadas1 15,0 milhões ha 83 a 104 Integração Lavoura-Pecuária-Floresta2 4,0 milhões ha 18 a 22 Sistema Plantio Direto 8,0 milhões ha 16 a 20 Fixação Biológica de Nitrogênio 5,5 milhões ha 10 Florestas Plantadas3 3,0 milhões ha - Tratamento de Dejetos Animais 4,4 milhões m3 6,9 Total 133,9 a 162,9 1 Por meio do manejo adequado e adubação. 2 Incluindo Sistemas Agroflorestais (SAFs). 3 Não está computado o compromisso brasileiro relativo ao setor da siderurgia; e, não foi contabilizado o potencial de mitigação de emissão de GEE.
  • 32.
    O que foifeito em 2011-2012 a) Em 2011, foram priorizados 13 Estados da Federação. Destes, 11 estados formaram os Grupos Gestores Estaduais (GEE), quais sejam: BA, DF, ES, GO, MT, MS, MG, PR, RS, SP e TO - responsáveis pela construção do Plano ABC nos Estados; b) Em 2012, foram formados os GGE nos estados da PB, PI, PA, RR e SC, totalizando até o presente momento 16 estados da federação participantes do Plano ABC; c) Foram realizados 9 Seminários de Sensibilização do Plano ABC, nos estados de BA, GO, DF, MT, MS, MG, PR, RS e TO; d) Foram realizados 4 Oficinas de Trabalho - construção do Plano ABC nos Estados. Quais foram: GO, DF, MT e PR; e) Foi realizado um evento para Formação de Cursos e Nivelamento Técnico de Instrutores para Capacitação de Multiplicadores do Plano ABC, em Brasília/DF - EMBRAPA Sede; f) Foram realizados 4 Cursos Introdutórios de Capacitação sobre as tecnologias do Plano ABC em ILPF, SPD e Recuperação de Pastagens Degradadas, nos estados de GO, MT, MS, e TO.
  • 33.
    Benefícios da Integraçãode Sistemas e Práticas Conservacionistas  Maior sequestro de carbono e redução da emissão de GEE; Redução da necessidade de novos desmatamentos; Recuperação da qualidade e da capacidade produtiva do solo; Redução do escoamento superficial d’água da chuva e da erosão do solo; Maior infiltração da água da chuva; Menor evaporação da água do solo; Diminuição dos custos de produção & aumento da renda;
  • 34.
    (Cont.) Benefícios  Baixaincidência de pragas – menor uso de água e de agrotóxicos; Diversificação da produção e minimização dos riscos climáticos e de mercado; Bem estar animal devido ao microclima gerado pelo componente arbóreo; Aumento da fixação de “C”, maior concentração de matéria orgânica no solo e enriquecimento da microfauna do solo Tecnologia adaptada ao pequeno, médio e grande produtor rural.
  • 35.
    Preservação X Produção Vilela,2005 Elvison (MS), 2012 Contribuição Integração de Sistemas e Práticas Sustentáveis de Produção Contribuição Preservação Produção Sustentável
  • 36.
    Obrigado! Marcelo Augusto deFreitas Fiscal Federal Agropecuário/Engenheiro Agrônomo Coordenadoção de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos (CMSP) Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (DEPROS) Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) Tel.: 61-3218.2448 Email: marcelo.freitas@agricultura.gov.br