Objetivo da pauta
Identificarconceitos estruturantes presentes na
BNCC e sua relação com os currículos, como ponto
de partida para o planejamento das
atividades/aulas.
Atividade 1
Nosso percursono
histórico da BNCC
Objetivo: Marcos relevantes da BNCC e sua relação com
o processo de elaboração do currículo local.
6.
Constituição Federal
▪ Oartigo 210 da
Constituição prevê a
criação de uma Base
Nacional Comum
Curricular para o
ensino fundamental.
Lei de Diretrizes e Bases (LDB)
▪ A Lei de Diretrizes e Bases,
em seu artigo 26, determina
a adoção de uma Base
Nacional Comum Curricular
para a educação básica.
Diretrizes Curriculares
▪ As Diretrizes Curriculares Nacionais
reforçam, em seu artigo 14, uma Base
Nacional Comum Curricular para toda a
educação básica e a define como
“conhecimentos, saberes e valores
produzidos culturalmente, expressos nas
políticas públicas (...)”.
▪ A partir das Diretrizes, foram elaborados
os Parâmetros Curriculares Nacionais,
com referências para cada disciplina.
Linha do tempo Documentos curriculares
1988 1996 1997 - 2013
7.
Elaboração da
primeira proposta
Pedagógicada Rede
BNCC entra no PNE
▪ Plano Nacional de Educação
(PNE) define a BNCC como
estratégia para alcançar as
metas 1, 2, 3 e 7.
Elaboração de currículo local
▪ Junho - Primeiros redatores
▪ Julho - Construção em foco
▪ Setembro - Primeira versão
▪ Outubro - Sociedade contribui
Linha do tempo Documentos curriculares
2009 2014 2015
8.
Linha do tempoDocumentos curriculares
BNCC
▪ Março - Fim da consulta pública
▪ Março/Maio - Contribuições
sistematizadas
▪ Maio - Sai a segunda versão
▪ Junho/Agosto - Contribuições de
educadores em Seminários Estaduais
▪ Junho - MEC institui comitê gestor
▪ Setembro - Consed e Undime
entregam a MEC relatório com
contribuições
PARTICIPAÇÃO NAS CONSULTAS
▪ Abril - Sai a terceira versão
▪ Junho a Setembro - Audiências
do CNE, consulta pública
▪ Agosto - Preparação das redes
com Guia de Implementação
▪ 15 de dezembro - Aprovação da
BNCC no CNE
▪ 20 de dezembro - Homologação
da BNCC
CURRÍCULOS REFERENCIAIS
ESTADUAIS/BNCC
▪ 2018 - Elaboração, audiências
e aprovação da parte do
Ensino Médio da BNCC
▪ 2018/19 - Elaboração dos
currículos estaduais a partir
da BNCC (regime de
colaboração)
2016 2017 2018 - 2019
9.
Linha do tempoDocumentos curriculares
2020 2021 2022 2023 2024 2025
10.
Antes de prosseguir
Atéaqui tratamos do contexto histórico da BNCC e as consequências de sua
aprovação para o sistema educacional brasileiro.
Articulamos a BNCC com os marcos e ações locais e a compreender-se como
parte desse processo.
Na próxima atividade, vamos levantar os conhecimentos sobre a BNCC e o
currículo local, para compreender quais pontos precisam
ser aprofundados na continuidade da formação.
Atividade 1
11.
Atividade 2
O quejá sabemos e
precisamos saber sobre
a BNCC e o currículo local
Objetivo: Identificar conhecimentos e dúvidas pessoais
sobre o papel da BNCC e do currículo local,
compreendendo os aspectos que ainda precisam ser
aprofundados no seu percurso formativo.
12.
Quais são suascertezas, suposições e dúvidas sobre a BNCC e o currículo local?
Atividade 2
CERTEZAS SUPOSIÇÕES DÚVIDAS
13.
Antes de prosseguir
Agoraque já compreendemos quais são os conhecimentos e dúvidas do
grupo, vamos aprofundar nas características específicas de cada etapa
segundo a BNCC, bem como os pontos em comum entre duas ou entre
todas as etapas.
Isso ajudará a ampliar nossa compreensão dos pontos mais essenciais da
estrutura do documento.
Também ajudará a analisar como esses aspectos se traduziram
nos currículos referenciais locais.
Atividade 2
14.
Atividade 3
Um mergulhonas etapas
Objetivo: Identificar características fundamentais da BNCC na
etapa em que atua, estabelecendo relações entre as etapas da
EI e do EF e entre os anos iniciais e finais do EF.
15.
Em grupos, poretapas, ler trechos da BNCC de acordo com as seguintes indicações:
▪ Todos: páginas 21 a 31
▪ Educação infantil: páginas 35 a 39
▪ Ensino fundamental: páginas 57 a 32
Na leitura, identificar três itens:
1. Como a sua etapa está organizada na BNCC em termos de estrutura do documento
2. O que é específico/caracteriza a etapa em que seu grupo atua na escola (EI, EF,
Anos Iniciais e Anos Finais)
3. O que é comum a duas ou às três etapas
Atividade 3
16.
Preencher o diagramaque vai sintetizar as conclusões do
grupo.
É importante o preenchimento do que é característico de
sua etapa.
Caso percebam características que se repetem em duas
ou mais etapas, anotar também. Fazer isso na parte do
diagrama que mostra a relação entre duas ou entre todas
as etapas.
Evitem frases longas, anotem palavras chave.
Atividade 3
17.
Preencher o diagramacoletivo, a partir
das conversas nos grupos de trabalho.
Atenção: um grupo só deve dizer o que
complementar o outro.
Atividade 3
Anos
Iniciais
Educação
Infantil
Anos
Finais
18.
Anos finais
- Inglês
-Fortalecer autonomia
- Aprofundamento
dos anos inicias
- Projeto de vida
Anos iniciais
- Alfabetização
- Sistematização
progressiva
Diagrama completo
- Competências gerais
e Educação Integral
- Consideração das
vivências infantis
- Relação com o outro
e com o mundo
- Transição entre etapas
- Áreas do conhecimento
- Unidades temáticas
- Organização por ano
- Progressão
Educação infantil
- Campos de experiência
- Organização por faixa etária
- Objetivos de aprendizagem
e desenvolvimento
- Grupos por faixa etária
19.
Direitos
Campos
Objetivos
Etapa da educaçãoinfantil
▪ Direitos de aprendizagem - Traduzem na Educação Infantil a
noção de competência para colocar ênfase no desenvolvimento
integral da criança (e não apenas escolar). Há direitos estéticos
(explorar, expressar-se), éticos (brincar e conviver) e políticos
(participar e conhecer-se).
▪ Campos de Experiência - São as situações e experiências
concretas da vida infantil. São cinco:
1. Eu, o outro e nós.
2. Corpo, gestos e movimentos.
3. Traços, sons, cores e formas.
4. Escuta, fala, pensamento e imaginação.
5. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
BNCC - Um mergulho nas etapas: síntese para o formador
20.
Etapa da educaçãoinfantil
▪ Objetivos de Aprendizagem - Comportamentos,
habilidades, conhecimentos e vivências que a criança
precisa desenvolver. Em cada campo, os objetivos são
separados por faixa etária: bebês (até 1 ano e 6 meses),
crianças bem pequenas (até 3 anos e 11 meses) e
pequenas (até 5 anos e 11 meses).
BNCC - Um mergulho nas etapas: síntese para o formador
Direitos
Campos
Objetivos
21.
Unidades
temáticas
Competências gerais
e específicas
Objetosde
conhecimento
Habilidades
Ensino Fundamental
▪ Competências - Definidas como a "mobilização de
conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver
demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da
cidadania e do mundo de trabalho". Além das dez
competências gerais, cada área e cada componente
curricular têm competências específicas.
▪ Unidades - São os grandes blocos temáticos em que a BNCC
organizou o conhecimento escolar de cada componente. Um
exemplo: em Ciências do Fundamental 1, há três unidades
(Matéria e Energia, Vida e Evolução e Terra e Universo).
BNCC - Um mergulho nas etapas: síntese para o formador
22.
Unidades
temáticas
Competências gerais
e específicas
Objetosde
conhecimento
Habilidades
Ensino Fundamental
▪ Objetos de Conhecimento - Para cada unidade, são os
conteúdos, conceitos e processos abordados nas
habilidades, onde aparecem como o complemento do
verbo. Por exemplo, em Ciências, a habilidade "nomear e
representar graficamente partes do corpo humano"
trabalha o objeto de conhecimento "corpo humano".
BNCC - Um mergulho nas etapas: síntese para o formador
23.
Unidades
temáticas
Competências gerais
e específicas
Objetosde
conhecimento
Habilidades
Ensino Fundamental
▪ Habilidades - Dizem respeito às aprendizagens essenciais
esperadas para cada disciplina e ano. São sempre iniciadas
por um verbo que, segundo o texto da Base, "explicita o
processo cognitivo envolvido". Exemplo: em Ciências,
"deduzir que a estrutura, a sustentação e a movimentação
dos animais resultam da interação entre os sistemas muscular,
ósseo e nervoso". Estão desenvolvidas ano a ano, com
progressão esperada de aprendizagem de um ano para outro.
- As áreas do conhecimento são as mesmas, mas a partir
do 6o ano há a inclusão da língua inglesa na
área de Linguagens.
BNCC - Um mergulho nas etapas: síntese para o formador
24.
Antes de prosseguir
Agoraque o compreendemos quais são as principais características do
documento da BNCC, como cada etapa está organizada, o que define uma
etapa e os pontos de aproximação entre duas ou três etapas da educação
básica na perspectiva da BNCC, seguiremos para os estudo de casos de
situações da prática escolar que possibilitarão a reflexão das implicações
dos fundamentos pedagógicos da BNCC no cotidiano escolar.
Caso ainda haja dúvidas sobre a BNCC e o currículo, falaremos
dos principais pontos antes de seguir.
1. Anexos
2. Vídeo no próximo slide
Atividade 3
25.
Assista ao vídeo:
ABNCC e a formação con
tinuada dos profissionais
da educação
26.
Atividade 4
BNCC naprática
(estudos de caso)
Objetivo: Estabelecer, de forma geral, relações entre a BNCC,
currículos locais e algumas práticas de sala de aula.
27.
▪ Grupos de,no máximo, seis pessoas.
▪ Refletir e discutir sobre os pressupostos da
BNCC a partir de um estudo de caso:
⁻ Casos sobre a Educação Infantil
⁻ Casos sobre o Ensino Fundamental
Atividade 4
28.
Atividade 4
1. Oque as crianças e adolescentes estão aprendendo em
cada situação? Registrem os verbos que indicam a ação
das crianças e adolescentes no processo e o que elas
podem tornar-se capazes de fazer depois da atividade.
(Exemplo: as crianças estão LENDO livros e se tornarão
capazes de COMPREENDER diferentes materiais de
comunicação)
MOMENTOS
29.
Atividade 4
2. Leiamo material de sua etapa (Campos de Experiência em EI/Competências e Habilidades em
EF) e verifiquem como uma das aprendizagens, registrada no momento 1, está prevista na
BNCC.
(Exemplo: a leitura está relacionada, entre outras, à competência geral 4 de Comunicação, que consiste
em utilizar diferentes linguagens. Na área de conhecimento Linguagens, além da Língua Portuguesa,
também constam como componentes curriculares a Arte, a Educação Física e a Língua Inglesa.)
3. Reflita, na tabela que recebeu, quais aspectos podem ser observados na prática analisada. De
que forma eles se evidenciam?
MOMENTOS
30.
Tabela de aspectos- Educação Infantil
Alguns dos aspectos a serem assegurados na
Educação Infantil
Observado na
atividade?
Não observado
Foco no planejamento intencional de atividades considerando os direitos e
os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
Campos de experiências
Eixos estruturante das práticas pedagógicas
Divisão por grupos etários
As diferentes formas de organização do grupo, dos espaços e materiais e a
documentação pedagógica
Educação integral
Trabalho com as culturas plurais, dialogando com a riqueza/diversidade
cultural
das famílias e da comunidade
31.
Tabela de aspectos– Ensino Fundamental
Alguns dos aspectos a serem assegurados no
Ensino Fundamental
Observado na
atividade?
Não observado
Articulação com experiências da educação infantil
(valorização das situações lúdicas)
Progressão do conhecimento e ampliação das práticas
Autonomia
Prática escolar coerente com desenvolvimento
Linguagens midiáticas e digitais
Formação integral balizada pelos direitos humanos e princípios
democráticos
Projeto de vida
32.
Para saber mais
▪Campos de Experiência (Educação
Infantil -
pdf interativo)
▪ Competências e Habilidades (Ensin
o Fundamental)
▪ Como os aspectos em questão apa
recem na BNCC
33.
Antes de prosseguir
Apósreflexões a respeito do contexto histórico de implementação da BNCC
e dos currículos locais, assim como de suas implicações nas práticas
escolares, chegou o momento de avaliarmos o percurso formativo.
Para isso, vamos retomar o quadro construído na segunda atividade e
analisaremos as mudanças ocorridas.
Tragam suas impressões, elas serão preciosas para o planejamento das
próximas atividades. Vamos lá?
Atividade 4
É hora deavaliar!
Vamos analisar os principais pontos de dúvida que ainda
não foram esclarecidos no grupo e retomar aspectos
importantes.
Vamos explicitar as percepções do quadro e indicar como
elas nos ajudaram a rever a própria pauta formativa para
dar apoio à evolução da compreensão esperada a respeito
da BNCC e do currículo referencial local.
AVALIAÇÃO
O que éa Base
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter
normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens
essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e
modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados
seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com
o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE).
38.
A BNCC especificao que se espera
do sujeito da aprendizagem
▪ 10 competências gerais
▪ 5 campos de experiências para EI
▪ 117 objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento para EI
▪ 35 competências específicas de áreas para EB
▪ 49 competências específicas de componentes
curriculares para EF
▪ 1.303 habilidades para o EF
Crianças,
adolescentes,
jovens e adultos
39.
A BNCC paraa melhoria da qualidade da educação
▪ É a concretização de um documento previsto na Constituição de 1988, na LDB de 1996 e no Plano Nacional de Educação de
2014.
▪ Foi elaborada por especialistas de todas as áreas do conhecimento, constituindo-se como um documento completo e
contemporâneo, que corresponde às demandas do estudante desta época, preparando-o
para o futuro.
▪ Com ela, redes de ensino e instituições escolares públicas e particulares passam a ter uma referência nacional obrigatória para
a elaboração ou adequação de seus currículos e propostas pedagógicas, favorecendo a equidade (independente de onde o
estudante se escolarize, os direitos de aprendizagem
são os mesmos).
▪ Sinaliza a implantação de uma política educacional articulada e integrada, em regime de colaboração.
40.
Diferenças entre aBNCC e os documentos curriculares
BNCC Currículos estaduais Documentos municipais
▪ É uma referência de princípios,
direitos e objetivos de
aprendizagem nacionais;
▪ Assegura que estes direitos
sejam planejados, executados e
avaliados como um todo
integrado ao sujeito que se quer
formar;
▪ Não define explicitamente
metodologias.
▪ Podem ter diferentes formatos;
▪ Adotam formas de organização e
progressão das aprendizagens
(pode variar da BNCC desde que
não provoque atrasos);
▪ Explicitam princípios
metodológicos gerais e recursos
para a aprendizagem e o ensino;
▪ Precisam considerar aspectos
sociais, culturais e políticos
locais.
▪ Retratam definições locais,
no nível do município;
▪ Podem ser currículos
municipais, no entanto,
considerando que os currículos
estaduais foram elaborados em
regime de colaboração, podem
ser documentos
complementares como
organizadores curriculares
ou diretrizes.
41.
A Base NacionalComum Curricular é uma referência
obrigatória, mas não é o currículo.
Seu papel é ser insumo para a elaboração e revisão
dos currículos da educação básica.
Base dá o rumo da educação, isto é, diz aonde se quer chegar,
enquanto os currículos traçam o caminho.
BNCC estabelece os objetivos que se espera que os estudantes
venham atingir, enquanto o currículo define como alcançar
esses objetivos.
BNCC x Currículo
PP da
escola
BNCC
Fonte: MEC/Movimento pela Base Nacional Comum
Currículo
referencial
da rede
Plano de aula
do professor
42.
Ainda sobre osdocumentos e materiais curriculares
“Os materiais curriculares ou materiais de desenvolvimento curricular são todos aqueles
instrumentos que proporcionam ao educador referências e critérios para tomar decisões,
tanto no planejamento como na intervenção direta no processo de ensino e aprendizagem
e em sua avaliação. Assim, pois, consideramos materiais curriculares aqueles meios que
ajudam os professores a responder aos problemas concretos que as diferentes fases dos
processos de planejamento, execução e avaliação lhes apresentam. (...)”
43.
Ainda sobre osdocumentos e materiais curriculares (cont.)
“(...) Deste ponto de vista, a noção de materiais curriculares se amplia e pode incluir
propostas para a elaboração de projetos educativos e curriculares da escola; propostas
relativas ao ensino em determinadas matérias ou áreas, ou em determinados níveis, ciclos
ou etapas; propostas para o ensino destinado a alunos com necessidades educativas
especiais; descrições de experiências de inovação educativa; materiais para o
desenvolvimento de unidades didáticas; avaliações de experiências e dos próprios
materiais curriculares, etc.”
Zaballa, Antoni.
A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 1998
44.
Da BNCC aoestudante
▪ Todas as alterações realizadas a partir dos documentos curriculares, só impactarão a aprendizagem dos estudantes
a partir da formação continuada dos profissionais de educação sobre este assunto. Cada rede pode eleger os
temas mais importantes para essas formações, mas é essencial priorizar dois deles: estudo detalhado do currículo
adotado pela rede e dos projetos pedagógicos de cada escola; reflexão sobre as formas de ensinar que devem se
adequar ao desenvolvimento das competências, habilidades e conhecimentos das crianças e adolescentes.
▪ O aprofundamento sobre esses assuntos deve acontecer em diversas formações organizadas ao longo do ano para
que os professores possam se dedicar aos conteúdos, à interdisciplinaridade, à educação integral ou aos temas
transversais, entre outros tantos aspectos.
Qual a diferençaentre as etapas
▪ Na Educação Infantil temos objetivos para um período/ciclo da vida da crianças, considerando aspectos de tempo de
desenvolvimento e aprendizagem. A organização é por campos de experiência.
▪ Nos anos do Ensino Fundamental, as habilidades estão por ano, com progressão prevista de conhecimento ano a ano. A
organização é por área de conhecimento/componente curricular e em cada componente há áreas temáticas a serem
desenvolvidas, com objetivos e habilidades para cada área.
▪ A progressão na BNCC é explicitada nas habilidades ao longo dos anos do EF: em um ano o aluno deve aprender mais a
respeito de uma unidade temática do que aprendeu no ano anterior.
48.
Para se aprofundar
emcada etapa
▪ EI -
Vídeo BNCC Como trabalhar os ca
mpos de experiências
▪ EF -
Vídeo sobre Competências e Habil
idades
▪ Uma reflexão sobre os Campos de
Experiência em Educação Infantil
com o PDF Interativo
▪ As Competências e Habilidades no
Ensino Fundamental
49.
Conceitos estruturantes
Ao longoda Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos
estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos
de aprendizagem e desenvolvimento.
Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades
(práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do
pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
Na Educação Infantil, as aprendizagens essenciais compreendem tanto comportamentos, habilidades e
conhecimentos quanto vivências que promovem aprendizagem e desenvolvimento nos diversos campos de
experiências, sempre tomando as interações e brincadeiras como eixos estruturantes. Essas aprendizagens,
portanto, constituem-se como objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
BNCC
50.
Visão geral dosprincípios da BNCC
Em 2010, o CNE promulgou novas DCN, ampliando e organizando o conceito de contextualização como
“a inclusão, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural
resgatando e respeitando as várias manifestações de cada comunidade”, conforme destaca o Parecer
CNE/CEB nº 7/20106
.
Nesse contexto, a BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação integral13
.
Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global,
o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo
com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva.
51.
Visão geral dosprincípios da BNCC
Em 2010, o CNE promulgou novas DCN, ampliando e organizando o conceito de Nesse processo, a BNCC desempenha papel
fundamental, pois explicita as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver e expressa, portanto, a
igualdade educacional sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. Essa igualdade deve valer
também para as oportunidades de ingresso e permanência em uma escola de Educação Básica, sem o que o direito de
aprender não se concretiza.
Diante desse quadro, as decisões curriculares e didático-pedagógicas das Secretarias de Educação, o planejamento do
trabalho anual das instituições escolares e as rotinas e os eventos do cotidiano escolar devem levar em consideração a
necessidade de superação dessas desigualdades. Para isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem
se planejar com um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes.
Legitimada pelo pacto Inter federativo, nos termos da Lei nº 13.005/2014, que promulgou o PNE, a BNCC depende do
adequado funcionamento do regime de colaboração para alcançar seus objetivos.