Esta história narra a relação entre uma árvore e um menino ao longo do tempo. Ao longo dos anos, a árvore sempre dá ao menino, que cresceu e se tornou um homem, o que ele pede, mesmo que isso signifique cortar seus galhos e tronco. Apesar das dores da solidão e do abandono, a árvore permanece feliz em ajudar aquele que um dia foi seu amigo de infância.
Depois de um
longotempo,
o “menino”
à árvore volta.
E ela, farfalhando
de alegria, disse:
17
18.
“Venha, menino querido,
venhae suba
pelo meu tronco,
balance em meus galhos,
coma as minhas frutas,
brinque à minha sombra,
e seja feliz!”
18
19.
“Eu sou muitogrande
para subir em árvores
e brincar.
Eu quero comprar coisas e
divertir-me.
Você poderá me dar
algum dinheiro?”
19
20.
“Sinto muito!”
Disse tristea árvore.
“Pois eu não tenho dinheiro.
Eu só tenho folhas e frutos.
Pegue minhas frutas,
querido jovem,
e venda-as na cidade.
Então você terá dinheiro,
e será feliz!”
20
Depois disso,
o rapazsumiu por
longo e longo
tempo. E a árvore,
inquieta, sentiu a
dor do abandono
e da solidão...
22
23.
Certo dia, porém,a árvore
estremeceu de felicidade:
o seu ‘menino’ estava de volta!
“Venha, meu menino,
suba pelo meu tronco,
venha balançar-se
em meus galhos, e seja feliz!”
disse a árvore,
cheia de emoção.
23
24.
“Eu sou muitoocupado
para subir em árvores”,
- disse o ‘menino’.
“Eu quero um lar para me
aquecer. Eu quero uma esposa
para me amar. Eu quero filhos
para me alegrar. Para isso,
necessito de uma casa.
Poderia você me dar uma casa?”
24
25.
“Eu não tenhocasa”,
disse a árvore
desapontada.
“A floresta é minha casa.
Se quiser, corte
os meus galhos,
construa uma casa,
e então será feliz!”
25
26.
Imediatamente
cortou os galhossem
piedade, levou-os
embora, e construiu
sua casa.
Mesmo
sangrando,
a árvore
era feliz!
26
E quando
o amigo
voltou,
elaficou
tão feliz
que mal
podia
falar:
28
“Venha,
menino
- murmurou -
venha e
brinque!”
29.
“Eu estou muitovelho
e triste para brincar”
- respondeu ele.
“Eu quero um barco
que me leve para
longe daqui.
Poderá você dar-me
um barco?”
29
30.
“Corte meu tronco
efaça um barco”,
disse a árvore num sussurro.
“Então você poderá
navegar para longe
30
daqui e será feliz!”
31.
Ao ouvir taloferta, o ‘menino’, sem
lembrar os momentos felizes que
juntos passaram,
cortou o
seu tronco,
E sem
impiedosamente...
descanso,
31
foi cavando
em seu regaço,
cortando o seu ventre, até fazer dele
um barco. E navegou para longe!
32.
A árvore aindaera feliz,
mas não totalmente,
pois a dor da solidão
e do abandono
aumentava
cada vez
mais
32
33.
Depois de umlongo tempo o
menino voltou novamente.
“Sinto muito, meu menino”,
disse tristemente a árvore,
“mas não me resta mais nada
para lhe dar.
Minhas frutas
foram levadas”.
“Meus dentes estão muito fracos
33
para comer suas frutas!”
34.
“Meus galhos tambémse
foram e você não
poderá
balançar-se
neles”.
“Eu estou muito velho para
34
balançar-me em galhos!”
“Sinto muito”, dissea
árvore soluçando.
“Eu gostaria de
lhe dar alguma coisa.
Mas não me resta
mais nada.
Eu sou
somente
um velho cepo.
Eu sinto muito!”.
36
37.
“Eu não precisode muita coisa
agora. Eu só preciso de um
lugar tranqüilo para me sentar
e repousar. Eu estou
realmente muito cansado”.
37
38.
“Pois bem”, dissea
árvore, ajeitando-se o melhor
que pode.
“Um velho cepo
poderá ser muito bom
para sentar e
descansar...
Venha,
meu menino,
venha, sente-se e descanse!”.
38
E a árvoresentiu-se
novamente feliz!
E parecia que ela
murmurava,
sorrindo,
aquelas
palavras misteriosas:
40
41.
(1Cor 13,4-8)
41
“A caridadeé paciente,
a caridade é benigna,
não é invejosa.
A caridade não é descortês,
não é interesseira, não se
irrita, não guarda rancor.
A caridade tudo desculpa,
tudo crê, tudo espera,
tudo tolera.
...A caridade não acabará
jamais”.