SALVADOR QUINTA-FEIRA 5/9/2013 OPINIÃO A3
ASSOCIADA
À SIP -
SOCIEDADE
INTERAMERICANA
DE IMPRENSA
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AO IVC -
INSTITUTO
VERIFICADOR DE
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ÚTEIS R$ 4,00, DOMINGOS: R$ 5,00.
SIMANCA
A
lguns leitores até já fizeram bons
comentários sobre estes temas, mas
são tão importantes que vou tam-
bém a eles. O primeiro é a proposta de
mudança do nome da avenida Adhemar de
Barros – para, se não me engano, Milton
Santos. Como eu passava por essa avenida
quando ia à Ufba, pensava sempre que se
tratava de um absurdo. Que tal nome teria
que ser mudado – ou substituído por ROU-
BA, MAS FAZ, famoso apelido do velho cor-
rupto, um dos mais famosos do país. Se é
para homenagear, que seja homenageado o
nome mais correto. Que, aliás, não é tão
correto assim, porque o Adhemar não fazia
nada como político ou administrador – a
não ser, é claro, roubar. Como milhares de
outros que o imitaram.
É, vamos mudar esse triste nome que lá
está. E devemos aproveitar para mudar mui-
tos outros – que são de pilantras de todos os
tipos, ou medíocres e imbecis. Não se precisa
procurar muito para encontrá-los, espalhados
que estão por toda a cidade. É um horror
variado em que há até figuras sinistras das
ditaduras. Retiremos, pois, essas vergonhosas
homenagens e passemos a homenagear os
baianos e brasileiros que realmente honram
a nossa terra, inclusive artistas, escritores,
cientistas, pensadores. Como acontece em
qualquer lugar civilizado do mundo. E o mais
importante de tudo: vamos devolver ao nosso
aeroporto o seu verdadeiro e glorioso nome
de Dois de Julho!
E há a questão das agências dos Correios. Não
se sabe por que (este é um país em que as
autoridades se acham sempre desobrigadas de
prestar satisfações ao cidadão), deram fim às
franquias, reduzindo o atendimento a pou-
quíssimos locais. Usuário constante dos ser-
viços postais, senti-me bastante prejudicado.
Para servir melhor ao cidadão é que não foi
mesmo aplicada a medida. Para fazer econo-
mia? Como, se as agências funcionavam e da-
vam lucros? E como, se os preços de quaisquer
postagens subiram assustadoramente? Bom, o
que parece, hoje, é que os Correios podem ser
tudo, mas não mais um serviço público. É
lamentável.
RUY ESPINHEIRA ESCREVE NA QUINTA-FEIRA, QUINZENALMENTE
Ruy Espinheira Filho
Escritor, pertence à Academia de Letras da Bahia
refpoeta@terra.com.br
D
e repente o prefeito ACM Neto des-
cobriu a importância histórica de
Thomé de Souza e dispôs-se a de-
molir a prefeitura para erguer no local um
memorial em homenagem ao fundador da
cidade. Já em relação ao retorno do Dois de
Julho à denominação do aeroporto de Sal-
vador, Vossa Excelência nada disse.
Esta última reivindicação, defendida, sem
dúvida, pela grande maioria dos baianos, jus-
tifica-se plenamente pelo fato de ter sido o Dois
de Julho um episódio decisivo para a nossa
independência. Thomé de Souza foi um exe-
cutivo português, mandado pelo rei D. João III
para fundar a cidade, missão que poderia ter
sido confiada a outro fidalgo da corte.
Ele, obviamente, merece ser homenagea-
do e ter um memorial onde sejam guar-
dados seus restos mortais, os quais serão
transladados de Portugal. Mesmo em se
tratando de uma questão situada no plano
do civismo, acredito, porém, que não deve
ser esquecido o critério da prioridade, de
modo a evitar-se uma injustiça.
Injustiça, por sinal, já perpetrada no mo-
mento em que foi retirado o Dois de Julho
da placa do aeroporto e colocado em seu
lugar o nome do saudoso deputado Luís
Eduardo Magalhães, tio do prefeito. A luta
dos baianos de bom senso, agora, é fazer a
data retornar à placa, iniciativa obstruída
na Câmara Federal pela bancada do DEM
através de manobras regimentais.
O projeto de lei propondo o retorno do Dois
de Julho à denominação do aeroporto encon-
tra-se naquela Casa há 11 anos. A bancada do
DEM, que era liderada por Neto, tudo tem feito,
com sucesso, para impedir a tramitação. Seu
relator na Comissão de Cultura, deputado Wal-
denor Pereira (PT-BA), espera vê-lo aprovado o
mais rápido possível, lembrando que ele não
objetiva desqualificar o homenageado atual,
“mesmo porque o nome do ex-deputado Luís
Eduardo Magalhães já se encontra em centenas
de edifícios, estabelecimentos, logradouros pú-
blicos e localidades”.
Falta apenas ACM Neto conter a sanha
obstrutiva dos seus companheiros do DEM
na Câmara. Só depende dele...
NEWTON SOBRAL ESCREVE NA QUINTA-FEIRA, QUINZENALMENTE
Newton Sobral
Jornalista
newtonsobral@atarde.com.br
C
hegaram aonde queriam! Como depu-
tado estadual, visitei Cuba em missão da
Assembleia Legislativa da Bahia, junta-
mente com outros colegas. Olha que ainda não
tinha passado o último furacão que atingiu o
Caribe. Pude observar obras grandiosas e belas
da época colonial, a Havana Velha, já em es-
combros, e a Havana Moderna, extremamente
depreciada em sua estrutura física urbana e
também uma estrutura caótica dos serviços
públicos (transporte, saúde, etc.). Porém, tudo
isso sobrepujado por uma propaganda intensa,
voltada para o socialismo utópico e para o culto
às personalidades de Marti, Guevara e Castro.
Mas vamos ao que nos interessa; con-
tatamos também com dezenas de estudan-
tes brasileiros que lá faziam o curso de
medicina e que demonstravam quase que
desespero diante do futuro incerto. Um dos
principais problemas referidos era a in-
compatibilidade curricular. Grande parte
deles, observamos, estava vinculada direta
ou indiretamente aos partidos políticos ti-
dos como de esquerda no Brasil.
Ora, diante do descalabro em que está a
saúde pública no Brasil, tenta-se com uma
só cajadada matar dois coelhos. Resolve-se
para o grande público a ausência de mé-
dicos nos rincões do Brasil e ao mesmo
tempo trazem-se de volta para casa cen-
tenas de conterrâneos embutidos no “pa-
cotão dos quatro mil médicos cubanos”.
Só que temos três pontos a observar: o
primeiro, como responsabilizar estes (pro-
fissionais) por possíveis erros, se os mes-
mos não estão vinculados aos órgãos de
classe; segundo, a quem responderão for-
malmente? Ao governo federal brasileiro,
aos estados, aos municípios ou à Embai-
xada Cubana? (Lembram-se dos agentes co-
munitários de saúde que viviam no limbo
profissional?); e o terceiro ponto: como es-
tarão posicionados diante dos órgãos in-
ternacionais (ONU), já que a contrapartida
salarial a que têm direito por seu trabalho
individual será paga ao governo cubano
(trabalho escravo?).
Eta governo esperto, não perde tempo! So-
corre os companheiros cubanos, dá emprego
aos “meninos” e aparelha a saúde no interior
do Brasil para as próximas eleições!
Sérgio Passos
Médico e presidente estadual do PSDB na Bahia
sergiopassosbahia@gmail.com
EDITORIAL
Espionagem
e muxoxo
Os Estados Unidos sempre conseguem
proezas: desta vez, pelo desrespeito em
bisbilhotar autoridades, uniram contra si
governo e oposição do Brasil.
De repente o País descobriu-se vulne-
rável aos métodos modernos da espiona-
gemmundial.Dosimplescidadãoquetem
um celular à presidente da República, to-
dos podem, e são, objetos de ações dos
detentores das novas tecnologias de in-
vasão da privacidade alheia.
No entanto, causa mais dano e preo-
cupação à imagem dos Estados Unidos a
ação do repórter Glenn Greenwald, que
assina com a brasileira Sonia Bridi a re-
portagem do Fantástico no domingo, do
que os mambembes exercícios de mus-
culação política da presidente, seus mi-
nistrosedoSenadocomumaCPIdeúltima
hora.
Há duas semanas, o companheiro bra-
sileiro do repórter sofreu grave constran-
gimentonoaeroportodeLondres,apedido
dos americanos. O efeito foi dar mais no-
toriedadeaoscasosdeespionagementreo
público brasileiro.
É ingênua e teatral a posição brasileira
de surpresas e muxoxos. Além de tentar
desviar a atenção sobre outros problemas.
O que mudará para o Brasil e sua so-
berania um pedido de desculpas, “por es-
crito”, do governo dos EUA?
As empresas brasileiras que represen-
tam os interesses das grandes corporações
da informática mundial devolverão seus
contratos? Deixarão de colaborar com o
Vale do Silício, de onde chegam todas as
novidades que proporcionam lucros?
Abandonarão a prática de entregar dados
confidenciais dos contribuintes e clientes
brasileiros aos donos das matrizes?
É louvável a ira nacional. Pena que inó-
cua enquanto poder de fogo real. É triste,
ao mesmo tempo, a constatação de im-
potência tecnológica, que remete a um
descaso de décadas sem investimentos ofi-
ciais e privados em pesquisa.
“Não sou contra as manifestações, mas o direito
de ir e vir das pessoas deve ser respeitado”
OTTO ALENCAR, secretário da Infraestrutura e vice-governador da Bahia
Nomes de ruas e
outros assuntos
Surto de
civismo
Eta governo
esperto

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    SALVADOR QUINTA-FEIRA 5/9/2013OPINIÃO A3 ASSOCIADA À SIP - SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA ASSOCIADA AO IVC - INSTITUTO VERIFICADOR DE CIRCULAÇÃO PREMIADA PELA SOCIETY FOR NEWS DESIGN WWW.ATARDE.COM.BR 71 3340 8899 WWW.ATARDEFM.COM.BR 71 3340 8830 M.ATARDE.COM.BR 71 3340 8921 Fundado em 15/10/1912 por Ernesto Simões Filho Conselho de Administração: Presidente: Renato Simões Vice-Presidente: Vera Magdalena Simões Diretor Geral: André Blumberg Diretor de Redação: Vaguinaldo Marinheiro Diretor Comercial: Edmilson Vaz MEMBRO FUNDADOR DA ANJ - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS SEDE: SEDE: RUA PROFESSOR MILTON CAYRES DE BRITO, N.º 204, CAMINHO DAS ÁRVORES, CEP: 41.822-900, SALVADOR/BA, REDAÇÃO: (71)3340.8800, PABX:(71) 3340.8500, FAX: (71)3340.8712 OU 3340.8713, ENDEREÇO TELEGRÁFICO A TARDE FALE COM A REDAÇÃO: (71)3340.8800, DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA DAS 6:30 ÀS 00 HORAS. 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DOMINGO: R$ 3,00. OUTROS ESTADOS: DIAS ÚTEIS R$ 4,00, DOMINGOS: R$ 5,00. SIMANCA A lguns leitores até já fizeram bons comentários sobre estes temas, mas são tão importantes que vou tam- bém a eles. O primeiro é a proposta de mudança do nome da avenida Adhemar de Barros – para, se não me engano, Milton Santos. Como eu passava por essa avenida quando ia à Ufba, pensava sempre que se tratava de um absurdo. Que tal nome teria que ser mudado – ou substituído por ROU- BA, MAS FAZ, famoso apelido do velho cor- rupto, um dos mais famosos do país. Se é para homenagear, que seja homenageado o nome mais correto. Que, aliás, não é tão correto assim, porque o Adhemar não fazia nada como político ou administrador – a não ser, é claro, roubar. Como milhares de outros que o imitaram. É, vamos mudar esse triste nome que lá está. E devemos aproveitar para mudar mui- tos outros – que são de pilantras de todos os tipos, ou medíocres e imbecis. Não se precisa procurar muito para encontrá-los, espalhados que estão por toda a cidade. É um horror variado em que há até figuras sinistras das ditaduras. Retiremos, pois, essas vergonhosas homenagens e passemos a homenagear os baianos e brasileiros que realmente honram a nossa terra, inclusive artistas, escritores, cientistas, pensadores. Como acontece em qualquer lugar civilizado do mundo. E o mais importante de tudo: vamos devolver ao nosso aeroporto o seu verdadeiro e glorioso nome de Dois de Julho! E há a questão das agências dos Correios. Não se sabe por que (este é um país em que as autoridades se acham sempre desobrigadas de prestar satisfações ao cidadão), deram fim às franquias, reduzindo o atendimento a pou- quíssimos locais. Usuário constante dos ser- viços postais, senti-me bastante prejudicado. Para servir melhor ao cidadão é que não foi mesmo aplicada a medida. Para fazer econo- mia? Como, se as agências funcionavam e da- vam lucros? E como, se os preços de quaisquer postagens subiram assustadoramente? Bom, o que parece, hoje, é que os Correios podem ser tudo, mas não mais um serviço público. É lamentável. RUY ESPINHEIRA ESCREVE NA QUINTA-FEIRA, QUINZENALMENTE Ruy Espinheira Filho Escritor, pertence à Academia de Letras da Bahia refpoeta@terra.com.br D e repente o prefeito ACM Neto des- cobriu a importância histórica de Thomé de Souza e dispôs-se a de- molir a prefeitura para erguer no local um memorial em homenagem ao fundador da cidade. Já em relação ao retorno do Dois de Julho à denominação do aeroporto de Sal- vador, Vossa Excelência nada disse. Esta última reivindicação, defendida, sem dúvida, pela grande maioria dos baianos, jus- tifica-se plenamente pelo fato de ter sido o Dois de Julho um episódio decisivo para a nossa independência. Thomé de Souza foi um exe- cutivo português, mandado pelo rei D. João III para fundar a cidade, missão que poderia ter sido confiada a outro fidalgo da corte. Ele, obviamente, merece ser homenagea- do e ter um memorial onde sejam guar- dados seus restos mortais, os quais serão transladados de Portugal. Mesmo em se tratando de uma questão situada no plano do civismo, acredito, porém, que não deve ser esquecido o critério da prioridade, de modo a evitar-se uma injustiça. Injustiça, por sinal, já perpetrada no mo- mento em que foi retirado o Dois de Julho da placa do aeroporto e colocado em seu lugar o nome do saudoso deputado Luís Eduardo Magalhães, tio do prefeito. A luta dos baianos de bom senso, agora, é fazer a data retornar à placa, iniciativa obstruída na Câmara Federal pela bancada do DEM através de manobras regimentais. O projeto de lei propondo o retorno do Dois de Julho à denominação do aeroporto encon- tra-se naquela Casa há 11 anos. A bancada do DEM, que era liderada por Neto, tudo tem feito, com sucesso, para impedir a tramitação. Seu relator na Comissão de Cultura, deputado Wal- denor Pereira (PT-BA), espera vê-lo aprovado o mais rápido possível, lembrando que ele não objetiva desqualificar o homenageado atual, “mesmo porque o nome do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães já se encontra em centenas de edifícios, estabelecimentos, logradouros pú- blicos e localidades”. Falta apenas ACM Neto conter a sanha obstrutiva dos seus companheiros do DEM na Câmara. Só depende dele... NEWTON SOBRAL ESCREVE NA QUINTA-FEIRA, QUINZENALMENTE Newton Sobral Jornalista newtonsobral@atarde.com.br C hegaram aonde queriam! Como depu- tado estadual, visitei Cuba em missão da Assembleia Legislativa da Bahia, junta- mente com outros colegas. Olha que ainda não tinha passado o último furacão que atingiu o Caribe. Pude observar obras grandiosas e belas da época colonial, a Havana Velha, já em es- combros, e a Havana Moderna, extremamente depreciada em sua estrutura física urbana e também uma estrutura caótica dos serviços públicos (transporte, saúde, etc.). Porém, tudo isso sobrepujado por uma propaganda intensa, voltada para o socialismo utópico e para o culto às personalidades de Marti, Guevara e Castro. Mas vamos ao que nos interessa; con- tatamos também com dezenas de estudan- tes brasileiros que lá faziam o curso de medicina e que demonstravam quase que desespero diante do futuro incerto. Um dos principais problemas referidos era a in- compatibilidade curricular. Grande parte deles, observamos, estava vinculada direta ou indiretamente aos partidos políticos ti- dos como de esquerda no Brasil. Ora, diante do descalabro em que está a saúde pública no Brasil, tenta-se com uma só cajadada matar dois coelhos. Resolve-se para o grande público a ausência de mé- dicos nos rincões do Brasil e ao mesmo tempo trazem-se de volta para casa cen- tenas de conterrâneos embutidos no “pa- cotão dos quatro mil médicos cubanos”. Só que temos três pontos a observar: o primeiro, como responsabilizar estes (pro- fissionais) por possíveis erros, se os mes- mos não estão vinculados aos órgãos de classe; segundo, a quem responderão for- malmente? Ao governo federal brasileiro, aos estados, aos municípios ou à Embai- xada Cubana? (Lembram-se dos agentes co- munitários de saúde que viviam no limbo profissional?); e o terceiro ponto: como es- tarão posicionados diante dos órgãos in- ternacionais (ONU), já que a contrapartida salarial a que têm direito por seu trabalho individual será paga ao governo cubano (trabalho escravo?). Eta governo esperto, não perde tempo! So- corre os companheiros cubanos, dá emprego aos “meninos” e aparelha a saúde no interior do Brasil para as próximas eleições! Sérgio Passos Médico e presidente estadual do PSDB na Bahia sergiopassosbahia@gmail.com EDITORIAL Espionagem e muxoxo Os Estados Unidos sempre conseguem proezas: desta vez, pelo desrespeito em bisbilhotar autoridades, uniram contra si governo e oposição do Brasil. De repente o País descobriu-se vulne- rável aos métodos modernos da espiona- gemmundial.Dosimplescidadãoquetem um celular à presidente da República, to- dos podem, e são, objetos de ações dos detentores das novas tecnologias de in- vasão da privacidade alheia. No entanto, causa mais dano e preo- cupação à imagem dos Estados Unidos a ação do repórter Glenn Greenwald, que assina com a brasileira Sonia Bridi a re- portagem do Fantástico no domingo, do que os mambembes exercícios de mus- culação política da presidente, seus mi- nistrosedoSenadocomumaCPIdeúltima hora. Há duas semanas, o companheiro bra- sileiro do repórter sofreu grave constran- gimentonoaeroportodeLondres,apedido dos americanos. O efeito foi dar mais no- toriedadeaoscasosdeespionagementreo público brasileiro. É ingênua e teatral a posição brasileira de surpresas e muxoxos. Além de tentar desviar a atenção sobre outros problemas. O que mudará para o Brasil e sua so- berania um pedido de desculpas, “por es- crito”, do governo dos EUA? As empresas brasileiras que represen- tam os interesses das grandes corporações da informática mundial devolverão seus contratos? Deixarão de colaborar com o Vale do Silício, de onde chegam todas as novidades que proporcionam lucros? Abandonarão a prática de entregar dados confidenciais dos contribuintes e clientes brasileiros aos donos das matrizes? É louvável a ira nacional. Pena que inó- cua enquanto poder de fogo real. É triste, ao mesmo tempo, a constatação de im- potência tecnológica, que remete a um descaso de décadas sem investimentos ofi- ciais e privados em pesquisa. “Não sou contra as manifestações, mas o direito de ir e vir das pessoas deve ser respeitado” OTTO ALENCAR, secretário da Infraestrutura e vice-governador da Bahia Nomes de ruas e outros assuntos Surto de civismo Eta governo esperto