SALVADOR SÁBADO 28/9/2013 OPINIÃO A3
ASSOCIADA
À SIP -
SOCIEDADE
INTERAMERICANA
DE IMPRENSA
ASSOCIADA
AO IVC -
INSTITUTO
VERIFICADOR DE
CIRCULAÇÃO
PREMIADA
PELA
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ÚTEIS R$ 4,00, DOMINGOS: R$ 5,00.
CAU GOMEZ
S
emana passada, enquanto os ministros
do STF decidiam o destino dos réus do
mensalão, vários pássaros começaram a
aportar no meu quintal, nem aí para embargos
infringentes, Zé Dirceu e que tais. Ao contrário
dos digníssimos que continuam duelando num
juridiquês boçal e repleto de tendências par-
tidárias, os nossos animados e desavergonha-
dos bípedes só estão preocupados em – “pela
ordem, senhor presidente!” – soltar seus tri-
nados (alguns, creio, em latim clássico), ba-
lançar suas penas e, por fim, copular como se
não houvesse amanhã, seguindo assim seus
instintos reprodutivos nesses tempos prima-
veris. Aproveitando que eu estava lendo algo a
respeito do tengu (fábula japonesa que prega
a existência de seres místicos semi-humanos
com cabeças de aves), resolvi observá-los mais
atentamente e, para minha surpresa, descobri
que existem muitas semelhanças entre as par-
tes supracitadas. Divaguemos, pois, excelen-
tíssimo leitor.
O que são aqueles senhores de capas senão
um bando de anuns que agora ciscam nas
folhas do jardim com seus longos rabos negros
como se fossem as poderosas togas deslizando
seus abainhados sobre os mármores do Su-
premo? A propósito, um deles, bem no estilo
Joaquim Barbosa, botou para correr uns quatro
machos que ameaçavam embargar seu aca-
salamento com a única fêmea do pedaço. Ques-
tão de prerrogativa, presumo.
Já Lewandowski, com o seu esbelto perfil de
garça, também poderia tranquilamente fazer
parte da turma das elegantes almas-de-gato
que ora gorjeiam pousadas num fio de al-
ta-tensão, com suas penugens capilares dan-
çando ao sabor da brisa que vem do norte, tal
e qual o topete do ministro quando da última
trombada verbal com o arisco Joaquim. Sem
falar na classe da ministra Cármen Lúcia, que
lembra a suavidade de uma codorninha na
relva; ou no titeludo e cantante Luiz Fux, que
provavelmente se enxerga uma harpia, mas se
parece mesmo é com um bem-te-vi-do-pa-
po-amarelo. Mesmo sem fazer parte do as-
sunto, não encontrei nenhum pássaro de ban-
dana. Será o fim da espécie, meu Deus?
JÂNIO SOARES ESCREVE SÁBADO, QUINZENALMENTE
Jânio Ferreira Soares
Secretário de Comunicação de Paulo Afonso
s.janio@globo.com
N
o próximo dia 3 de outubro a Pe-
trobras completa 60 anos. Uma con-
quista de toda a força de trabalho da
companhia e também da sociedade bra-
sileira. Ao pensar nas seis décadas da em-
presa, é inevitável lembrar de lutas expres-
sivas e apaixonantes que ilustram a história
de desenvolvimento do Brasil. Momentos
marcantes que mostram a transformação
de um sonho em realidade. Não há como
pensar no primeiro poço, por exemplo, e
não lembrar a luta em defesa do “ouro
negro” lançada por Monteiro Lobato na dé-
cada de 30.
Outro momento inesquecível foi o da
campanha popular “O petróleo é nosso”,
uma das maiores e mais emocionantes mo-
bilizações da história do nosso país. Na
minha opinião, esses dois momentos tra-
duzem bem a essência do sentimento que
une a Petrobras e o povo brasileiro. É uma
ligação difícil de ser explicada, movida pela
paixão, facilmente identificável e recíproca.
Um vínculo forte que faz com que, de um
lado, o povo brasileiro se sinta parte da
empresa. E, do outro, que a Petrobras res-
salte no seu planejamento estratégico, ao
lado da rentabilidade, o seu comprome-
timento com a responsabilidade social e o
crescimento do país. O compromisso da
Petrobras com a sociedade brasileira vai
além da visibilidade da companhia.
A importância da responsabilidade social
para a companhia se traduz em investimen-
tos. De 2007 a 2012, o Programa Petrobras
Desenvolvimento & Cidadania investiu cerca
de R$ 1,2 bilhão em projetos que promovem
desenvolvimento com igualdade de oportu-
nidades e valorização das potencialidades. A
Petrobras também se empenha em defender
e valorizar a cultura brasileira por meio de
uma política de patrocínios de alcance social,
articulada com as políticas públicas para o
setor e focada na afirmação da identidade
brasileira.
Como brasileiro, me orgulho, por exemplo,
de ver a trajetória da produção da empresa.
Na década de 1950, quando a companhia
começou efetivamente a operar, a produção
era de 2.663 barris. Em 2003, ao completar 50
Darcles Andrade
Gerente regional da Comunicação Institucional da Petrobras
EDITORIAL
Lições de
austeridade
A chanceler Angela Merkel renovou o man-
dato pela segunda vez. Ganhou a terceira
eleição consecutiva com percentual de vo-
tos mais alto do que nas duas anteriores,
quase 42%. Com isso, poderá chegar aos
doze anos de governo, superando a marca
de outra líder importante, a inglesa Mar-
gareth Thatcher, morta neste ano.
Mesmo vitoriosa, a dirigente recebeu um
inesperado recado das urnas: não obteve
maioria absoluta e deverá buscar alianças
para constituir novo gabinete. Rápida, si-
nalizou que quer um governo forte, o que
somente seria obtido por uma aliança com
a segunda corrente política do país, os so-
cial-democratas do SPD, eternos rivais dos
conservadores do CDU de Merkel. Enca-
minhou proposta no meio da semana. Os
adversários prometeram estudar.
É uma aposta e tanto. Se acontecer, po-
rém, dará muito mais força a uma chan-
celer que em dois mandatos recuperou a
economia alemã e defendeu o país da crise
que assolou a Europa e até agora assusta
países como Espanha, Grécia e Portugal e
ainda bate forte nos de economia mais
sólida,comoFrançaeItália.Austeridadeéa
palavra que resume teoria e prática da
estratégia aplicada por Merkel nos dois
mandatos.
Commãofirme,reduziuimpostos,cortou
salários e benesses custeadas pelo tesouro
alemão, redirecionou vetores de produção,
foi firme e soube negociar com os grandes
sindicatos, que, para não perderem em-
pregos, aceitaram reduções salariais.
Na frente externa, soube enfrentar seus
aliados e exigir deles apertos fiscais inter-
nos, além de fazer duras cobranças aos
países que gastaram além da conta. Se não
conseguiu acabar, pelo menos reduziu a
“farra do euro” em que caíram muitos de-
savisados e espertos também.
A aliança com o SPD, pelo perfil histórico
desse partido, traria igualmente a possi-
bilidadededecisõesqueatenuemumpouco
o ambiente de austeridade, apontado por
críticos como cruel e muito prolongado. Os
alemães têm sido mestres em negociações
improváveis nas últimas décadas. Antes
mesmo da queda do muro de Berlim, em
1989, comunistas orientais e democratas
ocidentais conversavam sobre convergên-
cias e acordos.
A reunificação foi um passo difícil, mas
possível, e rendeu frutos. Um exemplo que
abre espaço para um futuro otimista.
“Passei cinco anos na China, viajei pela Coreia do Norte e por Mianmar
e não me aconteceu nada remotamente parecido” CLÁUDIA TREVISAN, jornalista brasileira presa,
ontem, na Universidade Yale (EUA), ao aguardar a saída do presidente do STF, Joaquim Barbosa, de uma conferência no local
Embargos, anuns e
almas-de-gato
Petrobras, um sonho que
orgulha e inspira a gente
anos, a Petrobras passou a integrar o seleto
grupo das empresas que produzem mais de
dois milhões de barris de óleo e gás natural
equivalente (BOE) por dia.
Outro momento marcante foi o início da
produção no pré-sal na área de Tupi, em
2009. Os investimentos na área do pré-sal se
ampliam cada vez mais e chegarão a US$ 52,2
bilhões até 2017. Como parte desse inves-
timento, criamos uma série de ações estra-
tégicas que garantem o desenvolvimento de
toda a cadeia de bens e serviços, trazendo
tecnologia, capacitação profissional e grandes
oportunidades para a indústria.
Como empregado, sei que o ritmo acelerado
de investimentos é importante, pois, com o
pré-sal, os desafios e as responsabilidades da
companhia aumentaram proporcionalmente
ao crescimento das reservas. A experiência
mundialmente comprovada da Petrobras em
águas profundas e ultraprofundas tem sido
fundamental para o posicionamento do Brasil
como uma das mais importantes frentes da
indústria do petróleo hoje: cerca de 40 em-
presas internacionais estão instaladas no país
e atuam em parceria com a Petrobras, con-
fiantes na capacidade da companhia.
Tenho o privilégio de fazer parte dessa
empresa, que ainda hoje é o lugar dos sonhos
para trabalhar de milhares de jovens bra-
sileiros. Isso é importante, porque uma das
características da juventude é exatamente o
desejo de surpreender, de ousar. Acho que
esse é o ponto de identificação entre a Pe-
trobras e os jovens brasileiros. Afinal, inovar
é buscar se diferenciar dos outros indivíduos,
serviços ou empresas. E a Petrobras completa
60 anos mantendo essa essência inovadora,
esse caráter empreendedor que busca sempre
novos desafios.
Para marcar a trajetória vitoriosa de 60 anos,
a Petrobras lançou a campanha publicitária
“Gente é o que inspira a gente”, que destaca
exatamente a essência, o maior patrimônio
para a companhia e a para o país: as pessoas.
É uma forma de homenagear cada empregado
que fez e faz dessa empresa um motivo de
orgulho para os brasileiros. E ao mesmo tempo
valorizar o povo brasileiro, que inspira e é
motivo de orgulho para a Petrobras.

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    SALVADOR SÁBADO 28/9/2013OPINIÃO A3 ASSOCIADA À SIP - SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA ASSOCIADA AO IVC - INSTITUTO VERIFICADOR DE CIRCULAÇÃO PREMIADA PELA SOCIETY FOR NEWS DESIGN WWW.ATARDE.COM.BR 71 3340 8899 WWW.ATARDEFM.COM.BR 71 3340 8830 M.ATARDE.COM.BR 71 3340 8921 Fundado em 15/10/1912 por Ernesto Simões Filho Conselho de Administração: Presidente: Renato Simões Vice-Presidente: Vera Magdalena Simões Diretor Geral: André Blumberg Diretor de Redação: Vaguinaldo Marinheiro Diretor Comercial: Edmilson Vaz MEMBRO FUNDADOR DA ANJ - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS SEDE: SEDE: RUA PROFESSOR MILTON CAYRES DE BRITO, N.º 204, CAMINHO DAS ÁRVORES, CEP: 41.822-900, SALVADOR/BA, REDAÇÃO: (71)3340.8800, PABX:(71) 3340.8500, FAX: (71)3340.8712 OU 3340.8713, ENDEREÇO TELEGRÁFICO A TARDE FALE COM A REDAÇÃO: (71)3340.8800, DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA DAS 6:30 ÀS 00 HORAS. SÁBADOS DOMINGOS E FERIADOS: DAS 9:00 ÀS 21 HORAS; SUGESTÃO DE PAUTA: CIDADAOREPORTER@GRUPOATARDE.COM.BR, (71)3340.8991. 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GETÚLIO VARGAS, 2020, 1.º ANDAR, SALA 104 – PONTO CENTRAL, CEP: 44.010-100, TELEFONE: (75) 3625-1488 E (75) 3616-1486, RIO DE JANEIRO: RUA DA ALFÂNDEGA, 91, SALA 206, CENTRO, CEP: 20.070-001, TE- LEFONE: (21) 2224.3086, SANTO ANTÔNIO DE JESUS: RUA TIRADENTES, 30, SALA 305, 3.º ANDAR, EDIFICIO SÃO FRANCISCO, CENTRO, CEP: 44.571-115, TELEFONE: (75) 3631-3010, INTERIOR DA BAHIA E REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR: VM2 PUBLICIDADE, AVENIDA JOÃO DURVAL CARNEIRO, 3486, 1.º ANDAR, SALA 06, CASEB, CEP: 44.056-033, TELEFONE: (75) 3635.1044 / 3635-1037, SERGIPE E ALAGOAS: GABINETE DE MÍDIA E COMUNICAÇÃO LTDA, RUA ROSALINA, 346, JARDIM MAR AZUL, FAROLÂNDIA, CEP: 49.032-150, TELEFONE: (79) 3246.4139 OU, (79)9978-8962, PREÇO DE ASSINATURAS: ANUAL: R$ 782,00 – OBS: PREÇO BÁSICO DE REFERÊNCIA PARA ASSINATURA ANUAL/DIÁRIA. CONSULTE OU- TRAS MODALIDADES E PREÇOS PROMOCIONAIS. VENDA AVULSA BAHIA E SERGIPE: DIAS ÚTEIS: R$ 2,00. DOMINGO: R$ 3,00. OUTROS ESTADOS: DIAS ÚTEIS R$ 4,00, DOMINGOS: R$ 5,00. CAU GOMEZ S emana passada, enquanto os ministros do STF decidiam o destino dos réus do mensalão, vários pássaros começaram a aportar no meu quintal, nem aí para embargos infringentes, Zé Dirceu e que tais. Ao contrário dos digníssimos que continuam duelando num juridiquês boçal e repleto de tendências par- tidárias, os nossos animados e desavergonha- dos bípedes só estão preocupados em – “pela ordem, senhor presidente!” – soltar seus tri- nados (alguns, creio, em latim clássico), ba- lançar suas penas e, por fim, copular como se não houvesse amanhã, seguindo assim seus instintos reprodutivos nesses tempos prima- veris. Aproveitando que eu estava lendo algo a respeito do tengu (fábula japonesa que prega a existência de seres místicos semi-humanos com cabeças de aves), resolvi observá-los mais atentamente e, para minha surpresa, descobri que existem muitas semelhanças entre as par- tes supracitadas. Divaguemos, pois, excelen- tíssimo leitor. O que são aqueles senhores de capas senão um bando de anuns que agora ciscam nas folhas do jardim com seus longos rabos negros como se fossem as poderosas togas deslizando seus abainhados sobre os mármores do Su- premo? A propósito, um deles, bem no estilo Joaquim Barbosa, botou para correr uns quatro machos que ameaçavam embargar seu aca- salamento com a única fêmea do pedaço. Ques- tão de prerrogativa, presumo. Já Lewandowski, com o seu esbelto perfil de garça, também poderia tranquilamente fazer parte da turma das elegantes almas-de-gato que ora gorjeiam pousadas num fio de al- ta-tensão, com suas penugens capilares dan- çando ao sabor da brisa que vem do norte, tal e qual o topete do ministro quando da última trombada verbal com o arisco Joaquim. Sem falar na classe da ministra Cármen Lúcia, que lembra a suavidade de uma codorninha na relva; ou no titeludo e cantante Luiz Fux, que provavelmente se enxerga uma harpia, mas se parece mesmo é com um bem-te-vi-do-pa- po-amarelo. Mesmo sem fazer parte do as- sunto, não encontrei nenhum pássaro de ban- dana. Será o fim da espécie, meu Deus? JÂNIO SOARES ESCREVE SÁBADO, QUINZENALMENTE Jânio Ferreira Soares Secretário de Comunicação de Paulo Afonso s.janio@globo.com N o próximo dia 3 de outubro a Pe- trobras completa 60 anos. Uma con- quista de toda a força de trabalho da companhia e também da sociedade bra- sileira. Ao pensar nas seis décadas da em- presa, é inevitável lembrar de lutas expres- sivas e apaixonantes que ilustram a história de desenvolvimento do Brasil. Momentos marcantes que mostram a transformação de um sonho em realidade. Não há como pensar no primeiro poço, por exemplo, e não lembrar a luta em defesa do “ouro negro” lançada por Monteiro Lobato na dé- cada de 30. Outro momento inesquecível foi o da campanha popular “O petróleo é nosso”, uma das maiores e mais emocionantes mo- bilizações da história do nosso país. Na minha opinião, esses dois momentos tra- duzem bem a essência do sentimento que une a Petrobras e o povo brasileiro. É uma ligação difícil de ser explicada, movida pela paixão, facilmente identificável e recíproca. Um vínculo forte que faz com que, de um lado, o povo brasileiro se sinta parte da empresa. E, do outro, que a Petrobras res- salte no seu planejamento estratégico, ao lado da rentabilidade, o seu comprome- timento com a responsabilidade social e o crescimento do país. O compromisso da Petrobras com a sociedade brasileira vai além da visibilidade da companhia. A importância da responsabilidade social para a companhia se traduz em investimen- tos. De 2007 a 2012, o Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania investiu cerca de R$ 1,2 bilhão em projetos que promovem desenvolvimento com igualdade de oportu- nidades e valorização das potencialidades. A Petrobras também se empenha em defender e valorizar a cultura brasileira por meio de uma política de patrocínios de alcance social, articulada com as políticas públicas para o setor e focada na afirmação da identidade brasileira. Como brasileiro, me orgulho, por exemplo, de ver a trajetória da produção da empresa. Na década de 1950, quando a companhia começou efetivamente a operar, a produção era de 2.663 barris. Em 2003, ao completar 50 Darcles Andrade Gerente regional da Comunicação Institucional da Petrobras EDITORIAL Lições de austeridade A chanceler Angela Merkel renovou o man- dato pela segunda vez. Ganhou a terceira eleição consecutiva com percentual de vo- tos mais alto do que nas duas anteriores, quase 42%. Com isso, poderá chegar aos doze anos de governo, superando a marca de outra líder importante, a inglesa Mar- gareth Thatcher, morta neste ano. Mesmo vitoriosa, a dirigente recebeu um inesperado recado das urnas: não obteve maioria absoluta e deverá buscar alianças para constituir novo gabinete. Rápida, si- nalizou que quer um governo forte, o que somente seria obtido por uma aliança com a segunda corrente política do país, os so- cial-democratas do SPD, eternos rivais dos conservadores do CDU de Merkel. Enca- minhou proposta no meio da semana. Os adversários prometeram estudar. É uma aposta e tanto. Se acontecer, po- rém, dará muito mais força a uma chan- celer que em dois mandatos recuperou a economia alemã e defendeu o país da crise que assolou a Europa e até agora assusta países como Espanha, Grécia e Portugal e ainda bate forte nos de economia mais sólida,comoFrançaeItália.Austeridadeéa palavra que resume teoria e prática da estratégia aplicada por Merkel nos dois mandatos. Commãofirme,reduziuimpostos,cortou salários e benesses custeadas pelo tesouro alemão, redirecionou vetores de produção, foi firme e soube negociar com os grandes sindicatos, que, para não perderem em- pregos, aceitaram reduções salariais. Na frente externa, soube enfrentar seus aliados e exigir deles apertos fiscais inter- nos, além de fazer duras cobranças aos países que gastaram além da conta. Se não conseguiu acabar, pelo menos reduziu a “farra do euro” em que caíram muitos de- savisados e espertos também. A aliança com o SPD, pelo perfil histórico desse partido, traria igualmente a possi- bilidadededecisõesqueatenuemumpouco o ambiente de austeridade, apontado por críticos como cruel e muito prolongado. Os alemães têm sido mestres em negociações improváveis nas últimas décadas. Antes mesmo da queda do muro de Berlim, em 1989, comunistas orientais e democratas ocidentais conversavam sobre convergên- cias e acordos. A reunificação foi um passo difícil, mas possível, e rendeu frutos. Um exemplo que abre espaço para um futuro otimista. “Passei cinco anos na China, viajei pela Coreia do Norte e por Mianmar e não me aconteceu nada remotamente parecido” CLÁUDIA TREVISAN, jornalista brasileira presa, ontem, na Universidade Yale (EUA), ao aguardar a saída do presidente do STF, Joaquim Barbosa, de uma conferência no local Embargos, anuns e almas-de-gato Petrobras, um sonho que orgulha e inspira a gente anos, a Petrobras passou a integrar o seleto grupo das empresas que produzem mais de dois milhões de barris de óleo e gás natural equivalente (BOE) por dia. Outro momento marcante foi o início da produção no pré-sal na área de Tupi, em 2009. Os investimentos na área do pré-sal se ampliam cada vez mais e chegarão a US$ 52,2 bilhões até 2017. Como parte desse inves- timento, criamos uma série de ações estra- tégicas que garantem o desenvolvimento de toda a cadeia de bens e serviços, trazendo tecnologia, capacitação profissional e grandes oportunidades para a indústria. Como empregado, sei que o ritmo acelerado de investimentos é importante, pois, com o pré-sal, os desafios e as responsabilidades da companhia aumentaram proporcionalmente ao crescimento das reservas. A experiência mundialmente comprovada da Petrobras em águas profundas e ultraprofundas tem sido fundamental para o posicionamento do Brasil como uma das mais importantes frentes da indústria do petróleo hoje: cerca de 40 em- presas internacionais estão instaladas no país e atuam em parceria com a Petrobras, con- fiantes na capacidade da companhia. Tenho o privilégio de fazer parte dessa empresa, que ainda hoje é o lugar dos sonhos para trabalhar de milhares de jovens bra- sileiros. Isso é importante, porque uma das características da juventude é exatamente o desejo de surpreender, de ousar. Acho que esse é o ponto de identificação entre a Pe- trobras e os jovens brasileiros. Afinal, inovar é buscar se diferenciar dos outros indivíduos, serviços ou empresas. E a Petrobras completa 60 anos mantendo essa essência inovadora, esse caráter empreendedor que busca sempre novos desafios. Para marcar a trajetória vitoriosa de 60 anos, a Petrobras lançou a campanha publicitária “Gente é o que inspira a gente”, que destaca exatamente a essência, o maior patrimônio para a companhia e a para o país: as pessoas. É uma forma de homenagear cada empregado que fez e faz dessa empresa um motivo de orgulho para os brasileiros. E ao mesmo tempo valorizar o povo brasileiro, que inspira e é motivo de orgulho para a Petrobras.