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FORMAÇÃO
CONTINUADA
OFICINA DE
INCENTIVO À
LEITURA
SUGESTÃO DE ATIVIDADES.
ELABORAÇÃO: KLEITON LINHARES
Toledo – 2009
OFICINA DE INCENTIVO A LEITURA
OBJETIVOS:
• Incentivar ao educando no que tange ao seu interesse pela leitura;
• Propiciar ao aluno um momento diferente de leitura;
• Formar um grupo de leitores dentro da escola.
ATIVIDADE 1 – CONSTRUINDO FANTOCHES DE PALITO, DEDOCHES E
BONECOS DE MASSA OU ARGILA A PARTIR DA HISTÓRIA.
Contar a história/fábula/lenda/conto, etc, mostrando a figura ou contando
através de fantoches.
BONECOS DE ARGILA OU MASSA DE MODELAR: Após ter contado ou lido o
texto proposto, o professor deve entregar aos educandos massa de modelar ou
argila, onde os alunos farão uma pequena escultura a respeito da história. Os
alunos devem ser estimulados a usar sua criatividade.
Caso seja utilizada a argila como material para a construção das esculturas, o
professor fará um outro momento, após a secagem da argila, para que se pinte
caracterizando assim a personagem que se construiu pela criança.
DEDOCHE OU FANTOCHE DE PALITO PARA TRABALHAR
MUSICALIZAÇÃO: Para trabalhar com os alunos a música, é interessante
construir dedoches e fantoches de palito, de acordo também com a história
apresentada aos educandos. Há uma facilidade grande em se criar modelos
para esta atividade.
SUGESTÃO DE HISTÓRIA: Contar a história utilizando o fantoche.
O PATINHO FEIO.
O Patinho Feio
Era uma vez ...
Uma patinha que teve quatro patinhos muito lindos, porém quando nasceu o último, a
patinha exclamou espantada:
- Meu Deus, que patinho tão feio!
Quando a mãe pata nadava com os filhos, todos os animais da quinta olhavam para
eles:
- Que pato tão grande e tão feio!
Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:
- Vai-te embora porque é por tua causa que toda a gente está a olhar para nós!
Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. De repente, ouviram-se uns tiros. O
Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em voo. O cão dos
caçadores persegui-o furioso.
Conseguiu escapar do cão mas não tinha para onde ir, não deixava de andar.
Finalmente o Inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena.
- Onde é que irá o Patinho Feio com este frio? Não parava de nevar. Escondeu-se
debaixo de uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho o encontrou.
- Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho!
E levou-o para casa.
Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que
pensava: "Desde que este patucho está aqui, ninguém me liga".
Voltou a Primavera. A velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha
ovos e além disso comia muito, porque estava a ficar muito grande.
O gato então aproveitou a ocasião.
- Vai-te embora! Não serves para nada!
A nadar chegou a um lago em que passeavam dois belos cisnes que olhavam para ele.
O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre
as asas quando, ao ver-se reflectido na água, viu, nada mais nada menos, do que um
belo cisne que não era outro senão ele próprio.
Os cisnes desataram a voar e o Patinho Feio fugiu atrás deles.
Quando passou por cima da sua antiga quinta, os patinhos, seus irmãos, olharam para
eles e exclamaram:
- Que cisnes tão lindos!
adaptação de um conto de Hans Christian Andersen
Após a leitura, entregar aos alunos os moldes para colorirem e recortarem (se
for em papel).
Se preferir e quiser posteriormente fazer um outro trabalho, e dependendo da
idade dos educandos, ambos os moldes podem ser entregues já cortados em
papel ou em E.V.A para melhor manuseio dos mesmos. Se a opção for o
fantoche de palito, auxiliar e orientar o educando na colagem deste.
O trabalho a seguir será feito com música. O educador deve escolher a música
(caso a história possa ser contemplada), e trabalhar com os alunos. A música
pode ser apresentada com os dedoches/fantoches para as outras turmas,
valorizando assim o trabalho da turma.
SUGESTÕES DE MÚSICAS:
PATO CANTOR – Turma do Balão Mágico
Pato Zito o mais popular
Pato Zito o pato cantor
Abre o bico e põe pra quebrar
A canção do quá-quá
As patinhas morrem de amor
Pelo pato cantor
E a patota
Que curtição
Rádio e televisão
Preste agora muita atenção
Diga lá por favor
Quantas patas
Eis a questão
Tem o pato cantor?
O PATO – Toquinho
Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
La vem o pato
Para ver o que é que há
O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela
O PATO – João Gilberto
O pato vinha cantando alegremente, quém, quém
Quando um marreco sorridente pediu
Pra entrar também no samba, no samba, no samba
O ganso gostou da dupla e fez também quém, quém
Olhou pro cisne e disse assim "vem, vem"
Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem
Na beira da lagoa foram ensaiar
Para começar o tico-tico no fubá
A voz do pato era mesmo um desacato
Logo de cena com o ganso era mato
Mas eu gostei do final quando caíram n'água
E ensaiando o vocal
quém, quém, quém, quém
quém, quém, quém, quem
CINCO PATINHOS – Xuxa
Cinco patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só quatro patinhos voltaram de lá.
Quatro patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só três patinhos voltaram de lá.
Três patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só dois patinhos voltaram de lá.
Dois patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só um patinho voltou de lá.
Um patinho foi passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas nenhum patinho voltou de lá.
A mamãe patinha foi procurar
Além das montanhas
Na beira do mar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
E os cinco patinhos voltaram de lá.
CDs –
• TOQUINHO
• XUXA
OBS: outras sugestões de música ficam a cargo dos professores.
SUGESTÃO DE MOLDE:
MOLDE 1
MOLDE 2
ATIVIDADE 2 – BAÚ DE COISAS DE FORA DA HISTÓRIA
Materiais: Caixa ou baú com objetos diversos (escova de cabelo, xampu,
caixa de fósforo, caixa de ovos, lata de milho vazia, potes de cremes, etc...),
livro de história (escolha do professor para o primeiro momento,
posteriormente os educandos podem ajudar a escolher o texto a ser
trabalhado).
A atividade do baú consiste em o professor mostrar aos alunos que se forem
inseridos objetos que não fazem parte da história, esta pode ficar interessante
e muito engraçada.
O professor deve ler com os educandos uma historia já conhecida. Logo após,
conversar sobre a história.
Mostrar o baú cheio de objetos e recontar a história, pedindo o auxilio de um
aluno, para que enquanto ele reconta a história, o aluno auxiliar vai expondo
os objetos que o professor terá que incluir na história.
Logo após o professor pode solicitar ao educando que este conte uma história,
enquanto ele mostra os objetos para que o aluno desenvolva a história.
Deixar o aluno livre para criar as situações, perante os objetos apresentados.
A atividade pode ser proposta também com histórias criadas pelos alunos.
Sugestão de história:
• Chapeuzinho Vermelho e suas adaptações (amarelo, verde, azul, etc)
Chapeuzinho Vermelho
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse
apelido, pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.
Um dia, sua mãe pediu:
- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos,
pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?
- Claro mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!
- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde
vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um
lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.
- Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!
E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e
se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.
Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo
estava perto...
Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um
susto quando ouviu:
- Onde vai, linda menina?
- Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E
você, quem é?
O lobo respondeu:
- Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.
- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também
disse que tem um lobo mau andando por aqui.
- Que nada - respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente
retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o
anjo da floresta.
- Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o
caminho, sem querer.
E o lobo respondeu:
- Este será nosso segredo para sempre...
E saiu correndo na frente, rindo e pensando:
(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter a netinha
de sobremesa ... Uhmmm! Que delícia!)
Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:
- Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!
- Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.
A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se
levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha...
Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse
a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela
pensaria que nem era a avó dela.
- Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique
boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.
- Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).
Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:
- Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?
- É prá te olhar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?
- É prá te cheirar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?
- São para te acariciar melhor, minha netinha.
(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo
comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar...)
- Mas, vovó, por que essa boca tão grande?
- Quer mesmo saber? É prá te comer!!!!
- Uai! Socorro! É o lobo!
A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela,
pertinho, quase conseguindo pegar.
Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus
gritos chamaram sua atenção.
Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina.
Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:
- Acho que o lobo devorou minha avozinha.- Não se desespere, pequenina.
Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos
mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver...
Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de
lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.
- Viva! Vovó!
E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não
se lembrava mais de estar doente, caiu na farra.
"O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso
brincar na floresta."
FIM
ATIVIDADE 3 – VARAL DE POESIA, HISTÓRIAS ILUSTRADAS, CONTOS,
NARRATIVAS CURTAS, FABÚLAS, ETC...
O varal vem com o objetivo de mostrar a atividade desenvolvida pelos
educandos nas aulas de incentivo à leitura.
Quando falamos de incentivo a leitura, entendemos que os próprios alunos
podem estimular seus colegas através de suas ações. Neste sentido, o Varal
vem de encontro com esta necessidade.
São várias as maneiras de se criar o varal. Ele pode ser contemplado através
da poesia, da história em quadrinhos, narrativa, ilustração de história, entre
outras maneiras.
O educando auxilia a construção deste varal em todo o processo do mesmo.
Sugestão de atividade:
1. Trazer vários poemas, para a leitura dos educandos. Após a leitura e
conversar um pouco sobre os poemas. Em seguida:
• Propor um tema para que estes produzam um poema,
• Deixar tema livre,
• Dar um poema para que estes apenas trabalhem a rima.
Isto deve ficar a caráter do professor de incentivo a leitura.
Após a escolha de uma dessas atividades, o professor deve oferecer material
para que os educandos enfeitem o seu poema, criem algo que reflete o poema.
Tendo concluído, a atividade deve ser colada em um papel diferente e depois
deve ser colado no varal, ou se possível deve ser colocado no varal com
prendedor de roupa, para que posteriormente o poema vire uma ficha de
leitura, onde todos os educandos possam ter acesso ou ate mesmo para se
criar um livro de poemas.
Sugestão de poema:
O Menino Azul
Cecília Meireles
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
OU ISTO OU AQUILO
Cecília Meireles
Ou se tem chuva e não se tem sol
Ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
Ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
Estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
Ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
E vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
Se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
Qual é melhor: se é isto ou aquilo.
José Paulo Paes
Convite
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
Nestes dois poemas de José Paulo Paes, os alunos deverão criar o restante,
propondo novas situações. O professor fará a leitura do original e verá as
modificações feitas pelos alunos. Construir o varal contendo o poema original e
os poemas modificados pelos alunos.
CADÊ
JOSÉ PAULO PAES
NOSSA! QUE ESCURO!
CADÊ A LUZ?
DEDO APAGOU.
CADÊ O DEDO?
ENTROU NO _______________.
CADÊ O ___________________ ?
DANDO UM _______________ .
CADÊ O ___________________.
FICOU NO__________________.
CADÊ O ___________________?
DENTRO DO ______________.
CADÊ O ___________________?
FOI COM A ________________.
CADÊ A __________________?
NO ______________________.
CADÊ O _________________?
FECHADO À ________________.
CADÊ A __________________?
_______________ LEVOU.
CADÊ O ____________________?
ESTÁ ______________________
DE LUZ ____________________
NOSSA! QUE ______________!
CEMITÉRIO
JOSÉ PAULO PAES
AQUI JAZ UM LEÃO
CHAMADO AUGUSTO.
DEU UM URRO TÃO FORTE,
MAS UM URRO TÃO FORTE,
QUE MORREU DE SUSTO
AQUI JAZ UMA PULGA
CHAMADA CIDA.
DESGOSTOSA DA VIDA,
TOMOU INSETICIDA:
ERA UMA PULGA SUICIDA
AQUI JAZ UM MORCEGO
QUE MORREU DE AMOR
POR OUTRO MORCEGO.
DESSE AMOR ARRENEGO:
AMOR CEGO, O DE MORCEGO!
AQUI JAZ __________________________
CHAMADO (A) _____________________
QUE MORREU _____________________
___________________________________
___________________________________
AQUI JAZ _________________________
___________________________________
___________________________________
___________________________________
___________________________________
NESTE TÚMULO VAZIO
JAZ UM BICHO SEM NOME.
BICHO MAIS IMPRÓPRIO!
TINHA TANTA FOME
QUE COMEU-SE A SI PRÓPRIO.
2. Ler com os alunos uma história, texto, notícias (o texto fica a critério do
professor). Entregar aos alunos trechos do texto lido (enumerados de acordo
com o número de alunos presentes em sala), os alunos deverão criar a
ilustração do texto. Se o texto tiver ilustração, o professor devera mostrar a
ilustração original para que os educandos vejam a ilustração original e
comparem com a sua produção.
Em terminada a atividade, os alunos construirão o varal com o texto e
ilustração.
A atividade também pode servir como a produção de um livro ilustrativo para
acervo da biblioteca, neste caso, a história deve ser produzida pelos alunos de
forma coletiva.
Sugestão de texto:
Bom Dia, Todas as Cores! – Ruth Rocha
Meu amigo Camaleão acordou de bom
humor.
- Bom dia, sol, bom dia, flores,
bom dia, todas as cores!
Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho, mudou sua cor
Para a cor-de-rosa, que ele achava
A mais bonita de todas, e saiu para
O sol, contente da vida.
Meu amigo Camaleão estava feliz
Porque tinha chegado a primavera.
E o sol, finalmente, depois de
Um inverno longo e frio, brilhava,
Alegre, no céu.
- Eu hoje estou de bem com a vida
- Ele disse. - quero ser bonzinho
Pra todo mundo...
Logo que saiu de casa,
O Camaleão encontrou
O professor pernilongo.
O professor pernilongo toca
Violino na orquestra
Do Teatro Florestal.
- Bom dia, professor!
Como vai o senhor?
- Bom dia, Camaleão!
Mas o que é isso, meu irmão?
Por que é que mudou de cor?
Essa cor não lhe cai bem...
Olhe para o azul do céu.
Por que não fica azul também?
O Camaleão,
Amável como ele era,
Resolveu ficar azul
Como o céu da primavera...
Até que numa clareira
O Camaleão encontrou
O sabiá-laranjeira:
- Meu amigo Camaleão,
Muito bom dia e você!
Mas que cor é essa agora?
O amigo está azul por quê?
E o sabiá explicou
Que a cor mais linda do mundo
Era a cor alaranjada,
Cor de laranja, dourada.
Nosso amigo, bem depressa,
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo alaranjado,
Louro, laranja, dourado.
E cantando, alegremente,
Lá se foi, ainda contente...
Na pracinha da floresta,
Saindo da capelinha,
Vinha o senhor louva-a-deus,
Mais a família inteirinha.
Ele é um senhor muito sério,
Que não gosta de gracinha.
- bom dia, Camaleão!
Que cor mais escandalosa!
Parece até fantasia
Pra baile de carnaval...
Você devia arranjar
Uma cor mais natural...
Veja o verde da folhagem...
Veja o verde da campina...
Você devia fazer
O que a natureza ensina.
É claro que o nosso amigo
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo bem verdinho.
E foi pelo seu caminho...
Vocês agora já sabem como era o
Camaleão.
Bastava que alguém falasse, mudava de
opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.
Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO.
Por isso, naquele dia, cada vez que
Se encontrava com algum de seus amigos,
E que o amigo estranhava a cor com que
ele estava...
Adivinha o que fazia o nosso Camaleão.
Pois ele logo mudava, mudava para outro
tom...
Mudou de rosa para azul.
De azul para alaranjado.
De laranja para verde.
De verde para encarnado.
Mudou de preto para branco.
De branco virou roxinho.
De roxo para amarelo.
E até para cor de vinho...
Quando o sol começou a se pôr no
horizonte,
Camaleão resolveu voltar para casa.
Estava cansado do longo passeio
E mais cansado ainda de tanto
mudar de cor.
Entrou na sua casinha.
Deitou para descansar.
E lá ficou a pensar:
- Por mais que a gente se esforce,
Não pode agradar a todos.
Alguns gostam de farofa.
Outros preferem farelo...
Uns querem comer maçã.
Outros preferem marmelo...
Tem quem goste de sapato.
Tem quem goste de chinelo...
E se não fossem os gostos,
Que seria do amarelo?
Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-
se
Bem cedinho.
- Bom dia, sol, bom dia, flores,
Bom dia, todas as cores!
Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho,
Mudou sua cor para
A cor-de-rosa, que ele
Achava a mais bonita
De todas, e saiu para
O sol, contente
Da vida.
Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo
cururu,
Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem
Floresta.
- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais
lindo, não?
- Muito bom dia, amigo Camaleão!
Mais que cor mais engraçada,
Antiga, tão desbotada...
Por que é que você não usa
Uma cor mais avançada?
O Camaleão sorriu e disse para o seu
amigo:
- Eu uso as cores que eu gosto,
E com isso faço bem.
Eu gosto dos bons conselhos,
Mas faço o que me convém.
Quem não agrada a si mesmo,
Não pode agradar ninguém...
E assim aconteceu
O que acabei de contar.
Se gostaram, muito bem!
Se não gostaram, AZAR!
ATIVIDADE 4 – PROPAGANDA DO LIVRO
O professor pode propor aos educandos a leitura de livros de sua escolha. Após
a leitura dos livros, o professor deve propor um debate entre os alunos, onde
estes deverão expor o que cada um achou do livro.
O professor pode questionar:
• O que achou do livro?
• Porque escolheu este livro para ler?
• Os personagens são legais?
• Você conhece alguém parece com algum dos personagens?
• Você indicaria este livro para seus amigos? Por quê?
• Você compraria este livro?
Ao concluir o debate, o professor pode propor a construção de uma
propaganda ofertando este livro para os demais alunos da escola.
A propaganda deve conter informações sucintas a respeito do livro, e
principalmente incentivar mais educandos a lerem os livros que estão
vinculados nas propagandas.
A propaganda pode ser feita em:
• Cartolina: Decorar a cartolina, expor as informações necessárias sobre o
livro;
• Panfletos: Criar panfletos ilustrativos sobre os livros.
• Anúncio de jornal ou rádio: Caso haja jornalzinho na escola ou rádio
comunitária, podem ser feitos anúncios através destes divulgando os
livros que foram lidos.
ATIVIDADE 5 – CONSTRUINDO BONECOS DE JORNAL
O contar história pode tornar-se mais interessante se o aluno puder ter contato
com os personagens, saindo um pouco do imaginário e poder tocar, participar
da história, criando o personagem de acordo com a sua imaginação.
O aluno pode construir o seu próprio boneco e enquanto lê, pode criar com o
boneco que construiu as situações que são trazidas pela história e desta forma,
ser instigado a criar outras situações a partir da leitura de outros livros.
Para construir o boneco:
O boneco é construído a partir de jornal, fita crepe, grampeador, prato
descartável de papelão.
Os alunos deverão pegar folhas de jornal e dobrar ao meio, fazendo canudo (03
canudos – um para o corpo, um para as pernas e um para os braços), passar
fita crepe em todas as partes. A parte correspondente ao tronco deve ser mais
resistente, portanto, deve-se dobrar 2 folhas de jornal, já as demais partes
podem ser uma folha só.
As partes correspondentes a braços e pernas devem ser dobradas ao meio
formando um V, e sendo grampeados ao tronco.
A cabeça deve ser feita com prato descartável, cartolina ou papel Paraná (pelo
fato de ser mais resistente). Nesta parte a criança criará os traços da face,
compondo com olhos, boca, nariz, etc.
A roupa do personagem fica a critério e criatividade do aluno.
A criança criará o boneco a partir das características dos personagens da
história lida e logo após pode ser desenvolvidas outras atividades tais como:
• Sociabilização de personagens de outras histórias;
• A hora do conto com o boneco;
• Teatro de bonecos de jornal;
• Criação de uma história a partir dos personagens.
ATIVIDADE 6 – CRIAÇÃO DE LIVROS
Esta oficina visa a criação de livros, porém não apenas livros que os alunos irão
escrever, mas livros que serão criados, confeccionados pelos alunos com
figuras, imagens, letras, números poemas de livros antigos; com a intenção de
posteriormente doados para a biblioteca, onde serão utilizados pelos alunos da
PRÉ-ESCOLA bem como outras séries.
Para a realização, serão necessários:
• Retalhos de papel (mas resistente: cartolina, paraná, tiras papel Prati
Donaduzzi, etc);
• Revistas e livros para recorte;
• Tesoura, cola, barbante, perfurador, grampeador;
• Tecido (retalhos);
• Outros materiais que achar útil para a confecção dos livros.
Para a realização da atividade, deve-se pensar no assunto a ser colocado no
livro que será produzido. Em se tratando de vários alunos em turma, pode ser
delimitado pelo professor a partir figuras que este levar ou através de uma
conversa com o grupo. Pode deixar livre para que os alunos criem de acordo
com os materiais que foram sugeridos pelo professor.
ATIVIDADE 7 – TEATRO
O teatro é uma ótima ferramenta para as aulas de Incentivo à Leitura.
As estratégias para a utilização deste recurso são as mais variadas. Uma vez
que o tempo e espaço, não favorecem o contato aprofundado por parte do
aluno, é viável um trabalho mais simplificado, mas que este propicie a
participação do educando de maneira ativa, ele sendo o ator, protagonizando o
papel.
Diante dessa realidade, o trabalho pode se dar de várias formas:
• Uso de fantoches, dedoches, fantoches de vara, sombra, marionete;
• Leitura do texto e improviso por parte dos alunos (o professor ao
escolher o texto pode convidar alguns educandos e determinar o papel
que cada um representará, enquanto o professor estiver lendo a história,
o aluno com seu personagem pode estará representando);
• Ensaio e apresentação de grupo de alunos para os demais colegas (o
professor cria um momento de ensaio para um grupo, estes deverão
ensaiar e em outro momento devem apresentar ao restante da sala. Este
grupo pode sempre ter rodízio e alterar os atores).
ATIVIDADE 8 – HISTÓRIA EM QUADRINHOS
O gibi (história em quadrinhos) é um ótimo meio de aguçar os educandos ao
incentivo à leitura.
Muitas vezes o gibi acaba sendo o primeiro contato da criança com a leitura. É
importante valorizar esta fase e o contato dos alunos com este tipo de
literatura.
Trabalhar a leitura e a construção de história em quadrinhos é uma maneira
interessante de chamar a atenção do aluno e incentivá-lo a desenvolver o
hábito de leitura.
Neste sentido, o professor pode propiciar aos alunos o momento da construção
de história em quadrinhos que pode ser:
• Entregar aos educandos tiras ou paginas de gibi com os balões, porém
sem conter as falas dos personagens. Eles deverão criar os diálogos ou
até mesmo novas situações às personagens sem, contudo, modificar o
ambiente, as personagens e os objetos de cada cena. Após a produção,
deve ser apresentado as falas que foram criadas pelos alunos e em
seguida, se possível mostrar a original ou conversar sobre as situações
que os quadrinhos apresentaram e como ele ficou com a atuação dos
educandos.
Oficina de leitura   atividades
Oficina de leitura   atividades
Sugestão de Quadrinho:
Incentivar a criação de uma história em quadrinhos a partir de tema
proposto ou livre. Entregar aos alunos uma folha sulfite e orientar que
dobrem ao meio e façam as divisões dos quadrinhos (12 quadrinhos, sendo
6 de cada lado). Solicitar que os alunos escolham as personagens e seus
posicionamentos em cada quadrinho, os objetos de cada cena, a seqüência
da história. Depois, os educandos deverão escrever diálogos para cada
quadrinho que montou. Os alunos poderão criar a capa e o título da história
que produziram. Os trabalhos podem ser expostos para a comunidade
(oficina de Gibis). É importante que o professor explique como o aluno
deverá montar a história em quadrinhos na folha em branco e enfatize a
necessidade da história ter um sentido lógico: começo, meio e fim. Além
disso, o educador deverá explanar a importância da história em quadrinhos
ter um objetivo: de entreter (cômico), de passar um moral (ensinamento),
de fazer uma crítica (sátira), etc.
Em pesquisa sobre este assunto, encontrei um site que aborda isso de
maneira interessante: www.divertudo.com.br/quadrinhos. Este site traz
dicas sobre como o professor deve ajudar o aluno a construir uma historia
em quadrinhos.
Dica do site www.divertudo.com.br/quadrinhas :
Como fazer uma História em Quadrinho
Um belo dia a professora chega na classe e pede:
— Queridos alunos, quero que vocês façam uma história em quadrinhos sobre um
assunto qualquer!
E aí?
Para ajudar, criamos este conjunto de dicas.
É mais fácil do que muita gente imagina. Você vai até se orgulhar do seu talento!
Primeiro, um exemplo prático. Veja:
1. Primeiro quadrinho:
Desenho - Professora na frente da lousa
Balão - Oi, classe! Quero que cada um faça uma história em quadrinhos!
2. Segundo quadrinho:
Desenho - Todos os alunos sentados em suas carteiras com cara de assustados.
Balão geral - OH, NÃÃÃO!
3. Terceiro quadrinho:
Desenho - Close de um menino ou menina (você), cara preocupada.
Balão - E agora?
Viu só?
Qualquer situação pode virar uma historinha legal. Elas estão aí por toda parte, acontecendo
de verdade. A gente consegue usá-las à vontade, mudando, colocando piadinhas, exagerando,
misturando fatos.
Para facilitar, primeiro faça um ROTEIRO, assim como o exemplo acima, colocando no papel
como será a história toda.
Depois, faça as contas!
Isso mesmo. Veja quantos quadrinhos sua história inteira vai ter. Aí tente descobrir de quantas
páginas ela precisa.
Exemplo: 12 quadrinhos.
Aí eu posso colocar em 2 páginas, 6 quadrinhos em cada uma.
Dividindo uma folha de sulfite ao meio, posso fazer uma CAPA na primeira página, deixar a
história na segunda e terceira, colocar meu nome e série na quarta, a última.
Mas isto é só um exemplo. Algumas professoras já dizem se querem uma página ou apenas
uma TIRINHA (história bem curta que é só uma tira mesmo, como as dos jornais).
A “cara” da história
Quando você pensa na disposição e no formato dos quadrinhos, calculando as páginas, está
fazendo uma coisa que se chama DIAGRAMAÇÃO.
“Diagramar” é decidir a forma e o tamanho dos quadrinhos, lembrando que um pode ser o
dobro dos outros e ocupar uma tira inteira, por exemplo.
Outro pode ser pequeno, somente com um “som” do tipo “TUM”, “CRÁS”, “NHACT”...
Ai! Não sei desenhar!
Se você acha difícil desenhar ou inventar personagens, não se preocupe. Qualquer coisa que
existe pode virar um personagem de quadrinhos. Mesmo bem simples. Basta um par de olhos,
duas pernas ou qualquer característica dos seres humanos para “animar” algo que não tem
vida.
Quer um bom exemplo? Uma esponja-do-mar virou um dos personagens mais famosos do
mundo, não é mesmo? O criador do Bob Esponja foi muito criativo!
Então, comece a observar alguns personagens por aí. Nas propagandas, logotipos de
empresas, mascotes de times de futebol...
Outra coisa: não precisa ser um desenho. Você pode fazer uma colagem
para criar seu personagem. Um triângulo é o corpo, uma bola é a cabeça.
Quem sabe até uma bola de futebol ou de basquete... se for um cara
fanático por esportes...
Quando você começar, vai perceber que sua imaginação achará boas
idéias.
Mão na massa!
Dica importante: para fazer cada quadrinho, comece pelo texto (balões dos
personagens).
Depois faça os desenhos. Sabe por quê? Porque, geralmente, a gente se empolga com o
cenário, os personagens, e depois não cabem mais os balões. Fica tudo encolhido e ninguém
consegue ler direito.
Outra sugestão:
Se quiser, faça os quadrinhos em papéis já recortados e depois cole-os numa folha preta,
deixando espaços iguais entre eles.
Em vez de preta, escolha a cor que preferir, sempre contrastando com a dos quadrinhos para
ficar legal.
As letras
Use apenas letras MAIÚSCULAS.
Capriche bem nas letras para ficarem mais ou menos do mesmo tamanho.
Você pode destacar palavras importantes ou gritos com cores mais fortes, assim como usamos
o NEGRITO (N) no computador.
Escreva as letras antes de fazer o balão em torno delas.
Tipos de balões
Onomatopéias
Hein? Isso mesmo: “onomatopéias” são palavras que imitam sons.
Veja algumas delas.
FORA DOS BALÕES:
OU DENTRO DOS BALÕES:
Final da história
O final é muito importante. É o desfecho do seu trabalho. Imagine que todo leitor gosta de uma
surpresa no final.
Coloque a palavra “fim” no último quadrinho.
O título
Quando souber como será sua história, invente um título para ela. Lembre-se de deixar espaço
no início da primeira página.
Não complique!
Cena complicada demais pra desenhar?
Pense em outra. Sempre há uma solução mais simples...
Frase comprida demais? Tente cortar o que não faz falta.
Finja que está dizendo a mesma coisa, mas com pressa.
Este é um bom truque.
Faça a lápis primeiro.
Assim dá pra mudar algo errado, diminuir o textos, estas coisas.
ATIVIDADE 9 – CARACTERIZAÇÃO
Quando nos propomos a trabalhar um texto, livro, história com os alunos,
vários fatores implicam no sucesso de tal proposta, tais como entonação de
voz, boa qualidade do texto e caracterização.
A caracterização implica em o aluno deixar de ver o educador e passar a ver
um personagem ou um contador de histórias.
Para caracterizar-se, o educador pode colocar um acessório diferente, uma
roupa, peruca, pintura, maquiagem. Enfim, são várias as possibilidades que
podem ser usados como atributos de caracterização para fazer da aula de
Incentivo à Leitura um verdadeiro prazer por parte dos alunos.
Sugestão: Usar um guarda-chuva como se fosse uma bengala, entonação de
voz, talco para envelhecer, uso de óculos na ponta do nariz.
História:
O CASAMENTO DA VASSOURA
Marlene B. Cerviglieri
Ali guardadinha estava a vassoura num cantinho do armário. Às vezes a tiravam e
dançava muito pela casa ou quintal, ficando até tonta de tanto ir pra lá e pra cá.
Mas depois ficava no cantinho até tristonha mesmo. Um dia, porém, ouviu uma
vozinha que a chamava:
- Dona Vassoura, oh dona vassoura está me ouvindo?
- Sou eu, a dona Pazinha aqui do outro lado.
- Sim, estou ouvindo - disse a Vassoura até meio assustada.
- Tenho um recado para a senhora, do senhor Rodo.
- De quem?
- É do senhor Rodo.
- Ele mandou lhe dizer que gostaria de casar com a senhora!
- O que devo responder a ele?
- Ora - disse a Vassoura, pega de surpresa - Eu casar com o senhor Rodo?
- É sim. Pense e depois me dê a resposta, é só me chamar.
Dona Vassoura ficou inquieta, pensou, pensou...
- Sozinha aqui pelo menos vou ter um companheiro, nada tenho a perder, até que
ele é bem simpático pois já o vi algumas vezes brincando na água.
Mais tarde a noitinha dona Vassoura chamou dona Pazinha e disse-lhe:
- Bem diga a ele que aceito, mas como será o que vamos fazer?
- Não se preocupe nós vamos arranjar tudo para o casamento.
E assim foi.
Fizeram, primeiro, a lista dos padrinhos e convidados.
- Ouça dona Vassoura, os padrinhos de seu casamento serão: o senhor Balde e eu.
As daminhas serão as Flanelinhas que estão todas felizes pelo evento.
- O senhor Papel Higiênico ficou de enfeitá-la e fará uma grinalda bem linda, ele
prometeu.
- O ambiente será todo perfumado pois, os Senhores Desinfetantes se incumbirão
de fazê-lo. - No mais, todos os outros moradores deste armário vão contribuir. Os
senhores Panos de Chão, os Tapetes, até o Sr Desentupidor irá colaborar.
- Pelo jeito já está tudo combinado, não é mesmo dona Pazinha?
- É sim. Vamos marcar para a próxima noite, certo?
- Sim, combinado.
A noite veio e o casamento foi realizado com muita simplicidade. Dona vassoura
toda enfeitada. O noivo, Senhor Rodo, com a ajuda do Senhor Pano de Chão,
estava muito bem enrolado, muito elegante.
Os convidados estavam felizes e a festa foi até de madrugada.
No dia seguinte, quando foi aberto o armário, estava tudo diferente!
- O que aconteceu aqui? Pensou a dona da casa...
A vassoura toda enfeitada de papel higiênico, o rodo fora do lugar...
Fechou a porta do armário e esqueceu o assunto, mas que era estranho era...
Lá dentro os convidados começavam acordar da festa de ontem, ou seja, do
casamento da Vassoura...
ATIVIDADE 10 – SOM NAS HISTÓRIAS
Ao contar uma história, o professor poderá fazer acordo com os alunos, que
sempre que ele disser ou falar de um dos personagens, situação, condição de
tempo, etc, os alunos deverão responder com o som.
Sugestão de história:
Legenda:
Tempo: tic-tac
Belo príncipe: uau
Princesa apixonada: som de beijo
Cavalo Alazão: som de cavalo, batendo no peito ou com os pés
Leão: rugido de leão
Chuva: chuá
Espada: XIP, XIP
Pingos: bater com um dedo na palma da mão, e cada vez que for aumentando
os pingos bater com 2, 3, 4 até bater palmas e aumentar o ritmo, formando
grande chuva.
Casaram-se: música – até que enfim, até que enfim...
Era uma vez, há muito tempo atrás (tic-tac), um belo príncipe (uau), que queria
se casar com uma princesa muito apaixonada (som de beijo).
Um dia o belo príncipe (uau), subiu em seu cavalo Alazão (som de cavalo,
batendo no peito ou com os pés) e foi ao encontro da princesa apaixonada
(som de beijo).
De repente, no meio do caminho, o belo príncipe (uau), se depara com um
enorme leão (som do rugido de um leão). O enorme leão (som do rugido)
resolveu atacar o belo príncipe (uau) e o belo príncipe (uau) pegou sua espada
(XIP, XIP) e assustou o enorme leão (som de rugido), que saiu correndo de
medo.
O belo príncipe (uau) continuou em seu caminho quando de repente a chuva
(chuá) começou a cair. Um pingo (bater com um dedo na palma da mão, e
cada vez que for aumentando os pingos bater com 2, 3, 4 até bater palmas e
aumentar o ritmo, formando grande chuva), dois pingos, três pingos, até
formar uma enorme chuva (chuá)
O Belo príncipe (uau) teve que buscar um abrigo e para se proteger da chuva
(chuá) e esperar até o outro dia.
No outro dia, o Belo príncipe (uau) continuou em seu caminho, chegando ao
lindo castelo da princesa apaixonada (som de beijo).
Depois de algum tempo (tic-tac), o Belo príncipe (uau), que havia assustado o
enorme leão (som de rugido), com sua espada (XIP, XIP) e se escondido da
chuva (chuá) pediu a Princesa apaixonada (som de beijo) em casamento,
casaram-se (música – até que enfim, até que enfim...) e viveram felizes para
sempre.
TEXTO: KLEITON LINHARES
TOLEDO - 2009
ATIVIDADE 11 – OFICINA DE CONTADORES DE HISTÓRIA
Estimular os alunos a tornarem-se contadores de história, tendo claro que há
diferença entre ler uma história e contar uma história.
A partir desse estimulo, criar espaços e momentos onde os novos contadores
de histórias possam realizar tal atividade.
OUTRAS SUGESTÕES DE ATIVIDADES
• PAINEL DE LEITURA
• JORNAL DA LEITURA
• DIA DO CONTO, MOSTRAS (TEATRO...)
• FAZENDO E CONTANDO HISTÓRIA
• DIA DA POESIA (com concurso onde os alunos produzam a poesia e
apresentem)
• AS HISTÓRIAS DA VIDA DOS OUTROS (TRAZER ALGUÉM DE FORA
TERCEIRA IDADE PARA CONTAR HISTÓRIA PARA OS ALUNOS)
ALGUMAS INFORMAÇÕES:
• Teatro ou literatura para criança não precisa ser boba, simples, ridícula.
É essencial parar de tratar as crianças como seres inferiores e oferecer a
elas textos adequados:
• Não é preciso explicar tudinho ao pé da letra. As crianças são capazes de
entender metáforas, sugestões, símbolos - e é disso que é feita a arte.
Histórias com algumas sutilezas ajudam a criança a se identificar com o
que está vendo à sua própria maneira, e permitem que ela elabore seu
próprio mundo e seus problemas.
• A linguagem deve ser fácil, acessível, compreensível, mas isso não quer
dizer que se deva simplesmente encher a peça de bordões, gírias e
piadas conhecidas. Pode-se usar algumas palavras diferentes, novas
(seguidas de explicação no próprio desenrolar do texto), enriquecendo a
narrativa.
Também não é necessário fazer teatro na velocidade de videogames e
com todos os recursos tecnológicos da TV - "porque é com isso que as
crianças estão acostumadas; esta é a linguagem do mundo de hoje". A
linguagem rápida e tecnológica é sim um recurso interessante, mas se
usada com coerência e comedimento. Não é necessário atropelar a
fantasia infantil, nem a magia, que um conto leve, poético, é capaz de
oferecer.
• Teatro infantil sempre acaba com uma lição de moral, certo? Errado!
Texto infantil precisa ter um teor didático, explicativo, correto? nem
tanto!
Textos, fábulas, lendas, contos de fadas, retratam situações com as quais
a criança deve se identificar livremente. Ao encerrar uma peça com uma
moral explícita, você pode estar impedindo o público de retirar outras
lições, outras solução - "cada caso é um caso" - "cada cabeça uma
sentença". Para cada momento da vida de uma criança, ela pode
vivenciar na mesma história situações diferentes e essa possibilidade é
que torna uma história atraente, e que faz com que a criança queira
ouvir várias vezes o mesmo conto.
Também não é necessário "dourar a pílula". Os contos de fadas
originalmente eram muito mais cruéis que hoje. Com todos os finais
felizes e açúcar adicionados a eles, perderam um pouco da capacidade
de fazer as crianças amadurecerem. Texto para crianças precisa fazê-las
pensar, e não ser um passo atrás.
• A questão da faixa etária alvo também não deve ser tão limitadora e
rotulante. Um bom texto infantil, com qualidade literária, bem escrito,
com diálogos inteligentes será agradável e interessante também para os
adultos e acompanhantes; mesmo que o tema seja infantil.
Enfim, como em qualquer produção para criança, é preciso respeitar a
inteligência delas, ser amigável, natural e verdadeiro.
FONTES:
SITES:
Ruth Rocha – www2.uol.com.br/ruthrocha
Google – www.google.com.br
Teatro – www.teatroeducativo.org
Divertudo – www.divertido.com.br/quadrinhos
Contos e poesias – www.contos.poesias.nom.br
PAES, JOSÉ PAULO – Poemas para brincar, Editora Ática – São Paulo-SP –
2001
PAES, JOSÉ PAULO – Lé com Cré, Editora Ática – São Paulo-SP - 1996
OBS: Este material foi elaborado pelo professor Kleiton Linhares. As atividades
sugeridas são frutos da vivência com leitura e adquiridos através de cursos
que abordaram o tema Leitura, Literatura Infantil, entre outros. Não há,
portanto bibliografia para tal.

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Oficina de leitura atividades

  • 1. FORMAÇÃO CONTINUADA OFICINA DE INCENTIVO À LEITURA SUGESTÃO DE ATIVIDADES. ELABORAÇÃO: KLEITON LINHARES Toledo – 2009
  • 2. OFICINA DE INCENTIVO A LEITURA OBJETIVOS: • Incentivar ao educando no que tange ao seu interesse pela leitura; • Propiciar ao aluno um momento diferente de leitura; • Formar um grupo de leitores dentro da escola. ATIVIDADE 1 – CONSTRUINDO FANTOCHES DE PALITO, DEDOCHES E BONECOS DE MASSA OU ARGILA A PARTIR DA HISTÓRIA. Contar a história/fábula/lenda/conto, etc, mostrando a figura ou contando através de fantoches. BONECOS DE ARGILA OU MASSA DE MODELAR: Após ter contado ou lido o texto proposto, o professor deve entregar aos educandos massa de modelar ou argila, onde os alunos farão uma pequena escultura a respeito da história. Os alunos devem ser estimulados a usar sua criatividade. Caso seja utilizada a argila como material para a construção das esculturas, o professor fará um outro momento, após a secagem da argila, para que se pinte caracterizando assim a personagem que se construiu pela criança. DEDOCHE OU FANTOCHE DE PALITO PARA TRABALHAR MUSICALIZAÇÃO: Para trabalhar com os alunos a música, é interessante construir dedoches e fantoches de palito, de acordo também com a história apresentada aos educandos. Há uma facilidade grande em se criar modelos para esta atividade. SUGESTÃO DE HISTÓRIA: Contar a história utilizando o fantoche. O PATINHO FEIO. O Patinho Feio Era uma vez ... Uma patinha que teve quatro patinhos muito lindos, porém quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada: - Meu Deus, que patinho tão feio! Quando a mãe pata nadava com os filhos, todos os animais da quinta olhavam para eles: - Que pato tão grande e tão feio! Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe: - Vai-te embora porque é por tua causa que toda a gente está a olhar para nós! Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. De repente, ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em voo. O cão dos caçadores persegui-o furioso. Conseguiu escapar do cão mas não tinha para onde ir, não deixava de andar. Finalmente o Inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena. - Onde é que irá o Patinho Feio com este frio? Não parava de nevar. Escondeu-se debaixo de uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho o encontrou. - Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho! E levou-o para casa. Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que pensava: "Desde que este patucho está aqui, ninguém me liga".
  • 3. Voltou a Primavera. A velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha ovos e além disso comia muito, porque estava a ficar muito grande. O gato então aproveitou a ocasião. - Vai-te embora! Não serves para nada! A nadar chegou a um lago em que passeavam dois belos cisnes que olhavam para ele. O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas quando, ao ver-se reflectido na água, viu, nada mais nada menos, do que um belo cisne que não era outro senão ele próprio. Os cisnes desataram a voar e o Patinho Feio fugiu atrás deles. Quando passou por cima da sua antiga quinta, os patinhos, seus irmãos, olharam para eles e exclamaram: - Que cisnes tão lindos! adaptação de um conto de Hans Christian Andersen Após a leitura, entregar aos alunos os moldes para colorirem e recortarem (se for em papel). Se preferir e quiser posteriormente fazer um outro trabalho, e dependendo da idade dos educandos, ambos os moldes podem ser entregues já cortados em papel ou em E.V.A para melhor manuseio dos mesmos. Se a opção for o fantoche de palito, auxiliar e orientar o educando na colagem deste. O trabalho a seguir será feito com música. O educador deve escolher a música (caso a história possa ser contemplada), e trabalhar com os alunos. A música pode ser apresentada com os dedoches/fantoches para as outras turmas, valorizando assim o trabalho da turma. SUGESTÕES DE MÚSICAS: PATO CANTOR – Turma do Balão Mágico Pato Zito o mais popular Pato Zito o pato cantor Abre o bico e põe pra quebrar A canção do quá-quá As patinhas morrem de amor Pelo pato cantor E a patota Que curtição Rádio e televisão Preste agora muita atenção Diga lá por favor Quantas patas Eis a questão Tem o pato cantor? O PATO – Toquinho Lá vem o pato Pata aqui, pata acolá La vem o pato Para ver o que é que há O pato pateta Pintou o caneco Surrou a galinha Bateu no marreco Pulou do poleiro
  • 4. No pé do cavalo Levou um coice Criou um galo Comeu um pedaço De jenipapo Ficou engasgado Com dor no papo Caiu no poço Quebrou a tigela Tantas fez o moço Que foi pra panela O PATO – João Gilberto O pato vinha cantando alegremente, quém, quém Quando um marreco sorridente pediu Pra entrar também no samba, no samba, no samba O ganso gostou da dupla e fez também quém, quém Olhou pro cisne e disse assim "vem, vem" Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem Na beira da lagoa foram ensaiar Para começar o tico-tico no fubá A voz do pato era mesmo um desacato Logo de cena com o ganso era mato Mas eu gostei do final quando caíram n'água E ensaiando o vocal quém, quém, quém, quém quém, quém, quém, quem CINCO PATINHOS – Xuxa Cinco patinhos foram passear Além das montanhas Para brincar A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá Mas só quatro patinhos voltaram de lá. Quatro patinhos foram passear Além das montanhas Para brincar A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá Mas só três patinhos voltaram de lá. Três patinhos foram passear Além das montanhas Para brincar A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá Mas só dois patinhos voltaram de lá. Dois patinhos foram passear Além das montanhas Para brincar A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá Mas só um patinho voltou de lá. Um patinho foi passear Além das montanhas Para brincar A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá Mas nenhum patinho voltou de lá. A mamãe patinha foi procurar Além das montanhas Na beira do mar A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá E os cinco patinhos voltaram de lá. CDs – • TOQUINHO • XUXA OBS: outras sugestões de música ficam a cargo dos professores.
  • 6. ATIVIDADE 2 – BAÚ DE COISAS DE FORA DA HISTÓRIA Materiais: Caixa ou baú com objetos diversos (escova de cabelo, xampu, caixa de fósforo, caixa de ovos, lata de milho vazia, potes de cremes, etc...), livro de história (escolha do professor para o primeiro momento, posteriormente os educandos podem ajudar a escolher o texto a ser trabalhado). A atividade do baú consiste em o professor mostrar aos alunos que se forem inseridos objetos que não fazem parte da história, esta pode ficar interessante e muito engraçada. O professor deve ler com os educandos uma historia já conhecida. Logo após, conversar sobre a história. Mostrar o baú cheio de objetos e recontar a história, pedindo o auxilio de um aluno, para que enquanto ele reconta a história, o aluno auxiliar vai expondo os objetos que o professor terá que incluir na história. Logo após o professor pode solicitar ao educando que este conte uma história, enquanto ele mostra os objetos para que o aluno desenvolva a história. Deixar o aluno livre para criar as situações, perante os objetos apresentados. A atividade pode ser proposta também com histórias criadas pelos alunos. Sugestão de história: • Chapeuzinho Vermelho e suas adaptações (amarelo, verde, azul, etc) Chapeuzinho Vermelho Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido, pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor. Um dia, sua mãe pediu: - Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela? - Claro mamãe. A casa da vovó é bem pertinho! - Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá. - Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho! E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber. Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto... Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu: - Onde vai, linda menina? - Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é? O lobo respondeu: - Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você. - Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui. - Que nada - respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta. - Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.
  • 7. E o lobo respondeu: - Este será nosso segredo para sempre... E saiu correndo na frente, rindo e pensando: (Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter a netinha de sobremesa ... Uhmmm! Que delícia!) Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta: - Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho! - Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre. A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha... Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela. - Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre. - Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão). Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou: - Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes? - É prá te olhar melhor, minha netinha. - Mas, vovó, por que esse nariz tão grande? - É prá te cheirar melhor, minha netinha. - Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes? - São para te acariciar melhor, minha netinha. (A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar...) - Mas, vovó, por que essa boca tão grande? - Quer mesmo saber? É prá te comer!!!! - Uai! Socorro! É o lobo! A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar. Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua atenção. Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina. Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou: - Acho que o lobo devorou minha avozinha.- Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver... Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha. - Viva! Vovó! E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra. "O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta." FIM ATIVIDADE 3 – VARAL DE POESIA, HISTÓRIAS ILUSTRADAS, CONTOS, NARRATIVAS CURTAS, FABÚLAS, ETC... O varal vem com o objetivo de mostrar a atividade desenvolvida pelos educandos nas aulas de incentivo à leitura. Quando falamos de incentivo a leitura, entendemos que os próprios alunos podem estimular seus colegas através de suas ações. Neste sentido, o Varal vem de encontro com esta necessidade.
  • 8. São várias as maneiras de se criar o varal. Ele pode ser contemplado através da poesia, da história em quadrinhos, narrativa, ilustração de história, entre outras maneiras. O educando auxilia a construção deste varal em todo o processo do mesmo. Sugestão de atividade: 1. Trazer vários poemas, para a leitura dos educandos. Após a leitura e conversar um pouco sobre os poemas. Em seguida: • Propor um tema para que estes produzam um poema, • Deixar tema livre, • Dar um poema para que estes apenas trabalhem a rima. Isto deve ficar a caráter do professor de incentivo a leitura. Após a escolha de uma dessas atividades, o professor deve oferecer material para que os educandos enfeitem o seu poema, criem algo que reflete o poema. Tendo concluído, a atividade deve ser colada em um papel diferente e depois deve ser colado no varal, ou se possível deve ser colocado no varal com prendedor de roupa, para que posteriormente o poema vire uma ficha de leitura, onde todos os educandos possam ter acesso ou ate mesmo para se criar um livro de poemas. Sugestão de poema: O Menino Azul Cecília Meireles O menino quer um burrinho para passear. Um burrinho manso, que não corra nem pule, mas que saiba conversar. O menino quer um burrinho que saiba dizer o nome dos rios, das montanhas, das flores, — de tudo o que aparecer. O menino quer um burrinho que saiba inventar histórias bonitas com pessoas e bichos e com barquinhos no mar. E os dois sairão pelo mundo que é como um jardim apenas mais largo e talvez mais comprido e que não tenha fim. (Quem souber de um burrinho desses, pode escrever para a Ruas das Casas, Número das Portas, ao Menino Azul que não sabe ler.)
  • 9. OU ISTO OU AQUILO Cecília Meireles Ou se tem chuva e não se tem sol Ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, Ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, Quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa Estar ao mesmo tempo em dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, Ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . . E vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, Se saio correndo ou fico tranqüilo. Mas não consegui entender ainda Qual é melhor: se é isto ou aquilo. José Paulo Paes Convite Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio,pião de tanto brincar se gastam. As palavras não: quanto mais se brinca com elas mais novas ficam. Como a água do rio que é água sempre nova. Como cada dia que é sempre um novo dia. Vamos brincar de poesia? Nestes dois poemas de José Paulo Paes, os alunos deverão criar o restante, propondo novas situações. O professor fará a leitura do original e verá as modificações feitas pelos alunos. Construir o varal contendo o poema original e os poemas modificados pelos alunos. CADÊ JOSÉ PAULO PAES NOSSA! QUE ESCURO! CADÊ A LUZ? DEDO APAGOU. CADÊ O DEDO? ENTROU NO _______________. CADÊ O ___________________ ? DANDO UM _______________ . CADÊ O ___________________. FICOU NO__________________. CADÊ O ___________________? DENTRO DO ______________. CADÊ O ___________________? FOI COM A ________________. CADÊ A __________________? NO ______________________. CADÊ O _________________? FECHADO À ________________. CADÊ A __________________? _______________ LEVOU. CADÊ O ____________________? ESTÁ ______________________ DE LUZ ____________________ NOSSA! QUE ______________!
  • 10. CEMITÉRIO JOSÉ PAULO PAES AQUI JAZ UM LEÃO CHAMADO AUGUSTO. DEU UM URRO TÃO FORTE, MAS UM URRO TÃO FORTE, QUE MORREU DE SUSTO AQUI JAZ UMA PULGA CHAMADA CIDA. DESGOSTOSA DA VIDA, TOMOU INSETICIDA: ERA UMA PULGA SUICIDA AQUI JAZ UM MORCEGO QUE MORREU DE AMOR POR OUTRO MORCEGO. DESSE AMOR ARRENEGO: AMOR CEGO, O DE MORCEGO! AQUI JAZ __________________________ CHAMADO (A) _____________________ QUE MORREU _____________________ ___________________________________ ___________________________________ AQUI JAZ _________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ NESTE TÚMULO VAZIO JAZ UM BICHO SEM NOME. BICHO MAIS IMPRÓPRIO! TINHA TANTA FOME QUE COMEU-SE A SI PRÓPRIO. 2. Ler com os alunos uma história, texto, notícias (o texto fica a critério do professor). Entregar aos alunos trechos do texto lido (enumerados de acordo com o número de alunos presentes em sala), os alunos deverão criar a ilustração do texto. Se o texto tiver ilustração, o professor devera mostrar a ilustração original para que os educandos vejam a ilustração original e comparem com a sua produção. Em terminada a atividade, os alunos construirão o varal com o texto e ilustração. A atividade também pode servir como a produção de um livro ilustrativo para acervo da biblioteca, neste caso, a história deve ser produzida pelos alunos de forma coletiva. Sugestão de texto: Bom Dia, Todas as Cores! – Ruth Rocha Meu amigo Camaleão acordou de bom humor. - Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores! Lavou o rosto numa folha Cheia de orvalho, mudou sua cor Para a cor-de-rosa, que ele achava A mais bonita de todas, e saiu para O sol, contente da vida. Meu amigo Camaleão estava feliz Porque tinha chegado a primavera. E o sol, finalmente, depois de Um inverno longo e frio, brilhava, Alegre, no céu. - Eu hoje estou de bem com a vida - Ele disse. - quero ser bonzinho Pra todo mundo... Logo que saiu de casa, O Camaleão encontrou O professor pernilongo. O professor pernilongo toca Violino na orquestra Do Teatro Florestal.
  • 11. - Bom dia, professor! Como vai o senhor? - Bom dia, Camaleão! Mas o que é isso, meu irmão? Por que é que mudou de cor? Essa cor não lhe cai bem... Olhe para o azul do céu. Por que não fica azul também? O Camaleão, Amável como ele era, Resolveu ficar azul Como o céu da primavera... Até que numa clareira O Camaleão encontrou O sabiá-laranjeira: - Meu amigo Camaleão, Muito bom dia e você! Mas que cor é essa agora? O amigo está azul por quê? E o sabiá explicou Que a cor mais linda do mundo Era a cor alaranjada, Cor de laranja, dourada. Nosso amigo, bem depressa, Resolveu mudar de cor. Ficou logo alaranjado, Louro, laranja, dourado. E cantando, alegremente, Lá se foi, ainda contente... Na pracinha da floresta, Saindo da capelinha, Vinha o senhor louva-a-deus, Mais a família inteirinha. Ele é um senhor muito sério, Que não gosta de gracinha. - bom dia, Camaleão! Que cor mais escandalosa! Parece até fantasia Pra baile de carnaval... Você devia arranjar Uma cor mais natural... Veja o verde da folhagem... Veja o verde da campina... Você devia fazer O que a natureza ensina. É claro que o nosso amigo Resolveu mudar de cor. Ficou logo bem verdinho. E foi pelo seu caminho... Vocês agora já sabem como era o Camaleão. Bastava que alguém falasse, mudava de opinião. Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão. Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO. Por isso, naquele dia, cada vez que Se encontrava com algum de seus amigos, E que o amigo estranhava a cor com que ele estava... Adivinha o que fazia o nosso Camaleão. Pois ele logo mudava, mudava para outro tom... Mudou de rosa para azul. De azul para alaranjado. De laranja para verde. De verde para encarnado. Mudou de preto para branco. De branco virou roxinho. De roxo para amarelo. E até para cor de vinho... Quando o sol começou a se pôr no horizonte, Camaleão resolveu voltar para casa. Estava cansado do longo passeio E mais cansado ainda de tanto mudar de cor. Entrou na sua casinha. Deitou para descansar. E lá ficou a pensar: - Por mais que a gente se esforce, Não pode agradar a todos. Alguns gostam de farofa. Outros preferem farelo... Uns querem comer maçã. Outros preferem marmelo... Tem quem goste de sapato. Tem quem goste de chinelo... E se não fossem os gostos, Que seria do amarelo? Por isso, no outro dia, Camaleão levantou- se Bem cedinho. - Bom dia, sol, bom dia, flores, Bom dia, todas as cores! Lavou o rosto numa folha Cheia de orvalho, Mudou sua cor para A cor-de-rosa, que ele Achava a mais bonita De todas, e saiu para O sol, contente Da vida. Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu, Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta. - Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não? - Muito bom dia, amigo Camaleão! Mais que cor mais engraçada, Antiga, tão desbotada...
  • 12. Por que é que você não usa Uma cor mais avançada? O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo: - Eu uso as cores que eu gosto, E com isso faço bem. Eu gosto dos bons conselhos, Mas faço o que me convém. Quem não agrada a si mesmo, Não pode agradar ninguém... E assim aconteceu O que acabei de contar. Se gostaram, muito bem! Se não gostaram, AZAR! ATIVIDADE 4 – PROPAGANDA DO LIVRO O professor pode propor aos educandos a leitura de livros de sua escolha. Após a leitura dos livros, o professor deve propor um debate entre os alunos, onde estes deverão expor o que cada um achou do livro. O professor pode questionar: • O que achou do livro? • Porque escolheu este livro para ler? • Os personagens são legais? • Você conhece alguém parece com algum dos personagens? • Você indicaria este livro para seus amigos? Por quê? • Você compraria este livro? Ao concluir o debate, o professor pode propor a construção de uma propaganda ofertando este livro para os demais alunos da escola. A propaganda deve conter informações sucintas a respeito do livro, e principalmente incentivar mais educandos a lerem os livros que estão vinculados nas propagandas. A propaganda pode ser feita em: • Cartolina: Decorar a cartolina, expor as informações necessárias sobre o livro; • Panfletos: Criar panfletos ilustrativos sobre os livros. • Anúncio de jornal ou rádio: Caso haja jornalzinho na escola ou rádio comunitária, podem ser feitos anúncios através destes divulgando os livros que foram lidos. ATIVIDADE 5 – CONSTRUINDO BONECOS DE JORNAL O contar história pode tornar-se mais interessante se o aluno puder ter contato com os personagens, saindo um pouco do imaginário e poder tocar, participar da história, criando o personagem de acordo com a sua imaginação. O aluno pode construir o seu próprio boneco e enquanto lê, pode criar com o boneco que construiu as situações que são trazidas pela história e desta forma, ser instigado a criar outras situações a partir da leitura de outros livros. Para construir o boneco: O boneco é construído a partir de jornal, fita crepe, grampeador, prato descartável de papelão. Os alunos deverão pegar folhas de jornal e dobrar ao meio, fazendo canudo (03 canudos – um para o corpo, um para as pernas e um para os braços), passar fita crepe em todas as partes. A parte correspondente ao tronco deve ser mais resistente, portanto, deve-se dobrar 2 folhas de jornal, já as demais partes podem ser uma folha só. As partes correspondentes a braços e pernas devem ser dobradas ao meio
  • 13. formando um V, e sendo grampeados ao tronco. A cabeça deve ser feita com prato descartável, cartolina ou papel Paraná (pelo fato de ser mais resistente). Nesta parte a criança criará os traços da face, compondo com olhos, boca, nariz, etc. A roupa do personagem fica a critério e criatividade do aluno. A criança criará o boneco a partir das características dos personagens da história lida e logo após pode ser desenvolvidas outras atividades tais como: • Sociabilização de personagens de outras histórias; • A hora do conto com o boneco; • Teatro de bonecos de jornal; • Criação de uma história a partir dos personagens. ATIVIDADE 6 – CRIAÇÃO DE LIVROS Esta oficina visa a criação de livros, porém não apenas livros que os alunos irão escrever, mas livros que serão criados, confeccionados pelos alunos com figuras, imagens, letras, números poemas de livros antigos; com a intenção de posteriormente doados para a biblioteca, onde serão utilizados pelos alunos da PRÉ-ESCOLA bem como outras séries. Para a realização, serão necessários: • Retalhos de papel (mas resistente: cartolina, paraná, tiras papel Prati Donaduzzi, etc); • Revistas e livros para recorte; • Tesoura, cola, barbante, perfurador, grampeador; • Tecido (retalhos); • Outros materiais que achar útil para a confecção dos livros. Para a realização da atividade, deve-se pensar no assunto a ser colocado no livro que será produzido. Em se tratando de vários alunos em turma, pode ser delimitado pelo professor a partir figuras que este levar ou através de uma conversa com o grupo. Pode deixar livre para que os alunos criem de acordo com os materiais que foram sugeridos pelo professor. ATIVIDADE 7 – TEATRO O teatro é uma ótima ferramenta para as aulas de Incentivo à Leitura. As estratégias para a utilização deste recurso são as mais variadas. Uma vez que o tempo e espaço, não favorecem o contato aprofundado por parte do aluno, é viável um trabalho mais simplificado, mas que este propicie a participação do educando de maneira ativa, ele sendo o ator, protagonizando o papel. Diante dessa realidade, o trabalho pode se dar de várias formas: • Uso de fantoches, dedoches, fantoches de vara, sombra, marionete; • Leitura do texto e improviso por parte dos alunos (o professor ao escolher o texto pode convidar alguns educandos e determinar o papel que cada um representará, enquanto o professor estiver lendo a história, o aluno com seu personagem pode estará representando); • Ensaio e apresentação de grupo de alunos para os demais colegas (o professor cria um momento de ensaio para um grupo, estes deverão ensaiar e em outro momento devem apresentar ao restante da sala. Este grupo pode sempre ter rodízio e alterar os atores). ATIVIDADE 8 – HISTÓRIA EM QUADRINHOS
  • 14. O gibi (história em quadrinhos) é um ótimo meio de aguçar os educandos ao incentivo à leitura. Muitas vezes o gibi acaba sendo o primeiro contato da criança com a leitura. É importante valorizar esta fase e o contato dos alunos com este tipo de literatura. Trabalhar a leitura e a construção de história em quadrinhos é uma maneira interessante de chamar a atenção do aluno e incentivá-lo a desenvolver o hábito de leitura. Neste sentido, o professor pode propiciar aos alunos o momento da construção de história em quadrinhos que pode ser: • Entregar aos educandos tiras ou paginas de gibi com os balões, porém sem conter as falas dos personagens. Eles deverão criar os diálogos ou até mesmo novas situações às personagens sem, contudo, modificar o ambiente, as personagens e os objetos de cada cena. Após a produção, deve ser apresentado as falas que foram criadas pelos alunos e em seguida, se possível mostrar a original ou conversar sobre as situações que os quadrinhos apresentaram e como ele ficou com a atuação dos educandos.
  • 17. Sugestão de Quadrinho: Incentivar a criação de uma história em quadrinhos a partir de tema proposto ou livre. Entregar aos alunos uma folha sulfite e orientar que dobrem ao meio e façam as divisões dos quadrinhos (12 quadrinhos, sendo 6 de cada lado). Solicitar que os alunos escolham as personagens e seus posicionamentos em cada quadrinho, os objetos de cada cena, a seqüência da história. Depois, os educandos deverão escrever diálogos para cada quadrinho que montou. Os alunos poderão criar a capa e o título da história que produziram. Os trabalhos podem ser expostos para a comunidade (oficina de Gibis). É importante que o professor explique como o aluno deverá montar a história em quadrinhos na folha em branco e enfatize a necessidade da história ter um sentido lógico: começo, meio e fim. Além disso, o educador deverá explanar a importância da história em quadrinhos ter um objetivo: de entreter (cômico), de passar um moral (ensinamento), de fazer uma crítica (sátira), etc. Em pesquisa sobre este assunto, encontrei um site que aborda isso de maneira interessante: www.divertudo.com.br/quadrinhos. Este site traz dicas sobre como o professor deve ajudar o aluno a construir uma historia em quadrinhos. Dica do site www.divertudo.com.br/quadrinhas : Como fazer uma História em Quadrinho Um belo dia a professora chega na classe e pede: — Queridos alunos, quero que vocês façam uma história em quadrinhos sobre um assunto qualquer! E aí? Para ajudar, criamos este conjunto de dicas. É mais fácil do que muita gente imagina. Você vai até se orgulhar do seu talento! Primeiro, um exemplo prático. Veja: 1. Primeiro quadrinho: Desenho - Professora na frente da lousa Balão - Oi, classe! Quero que cada um faça uma história em quadrinhos! 2. Segundo quadrinho: Desenho - Todos os alunos sentados em suas carteiras com cara de assustados. Balão geral - OH, NÃÃÃO! 3. Terceiro quadrinho: Desenho - Close de um menino ou menina (você), cara preocupada. Balão - E agora? Viu só? Qualquer situação pode virar uma historinha legal. Elas estão aí por toda parte, acontecendo de verdade. A gente consegue usá-las à vontade, mudando, colocando piadinhas, exagerando, misturando fatos. Para facilitar, primeiro faça um ROTEIRO, assim como o exemplo acima, colocando no papel como será a história toda. Depois, faça as contas! Isso mesmo. Veja quantos quadrinhos sua história inteira vai ter. Aí tente descobrir de quantas páginas ela precisa. Exemplo: 12 quadrinhos. Aí eu posso colocar em 2 páginas, 6 quadrinhos em cada uma. Dividindo uma folha de sulfite ao meio, posso fazer uma CAPA na primeira página, deixar a
  • 18. história na segunda e terceira, colocar meu nome e série na quarta, a última. Mas isto é só um exemplo. Algumas professoras já dizem se querem uma página ou apenas uma TIRINHA (história bem curta que é só uma tira mesmo, como as dos jornais). A “cara” da história Quando você pensa na disposição e no formato dos quadrinhos, calculando as páginas, está fazendo uma coisa que se chama DIAGRAMAÇÃO. “Diagramar” é decidir a forma e o tamanho dos quadrinhos, lembrando que um pode ser o dobro dos outros e ocupar uma tira inteira, por exemplo. Outro pode ser pequeno, somente com um “som” do tipo “TUM”, “CRÁS”, “NHACT”... Ai! Não sei desenhar! Se você acha difícil desenhar ou inventar personagens, não se preocupe. Qualquer coisa que existe pode virar um personagem de quadrinhos. Mesmo bem simples. Basta um par de olhos, duas pernas ou qualquer característica dos seres humanos para “animar” algo que não tem vida. Quer um bom exemplo? Uma esponja-do-mar virou um dos personagens mais famosos do mundo, não é mesmo? O criador do Bob Esponja foi muito criativo! Então, comece a observar alguns personagens por aí. Nas propagandas, logotipos de empresas, mascotes de times de futebol... Outra coisa: não precisa ser um desenho. Você pode fazer uma colagem para criar seu personagem. Um triângulo é o corpo, uma bola é a cabeça. Quem sabe até uma bola de futebol ou de basquete... se for um cara fanático por esportes... Quando você começar, vai perceber que sua imaginação achará boas idéias. Mão na massa! Dica importante: para fazer cada quadrinho, comece pelo texto (balões dos personagens). Depois faça os desenhos. Sabe por quê? Porque, geralmente, a gente se empolga com o cenário, os personagens, e depois não cabem mais os balões. Fica tudo encolhido e ninguém consegue ler direito. Outra sugestão: Se quiser, faça os quadrinhos em papéis já recortados e depois cole-os numa folha preta, deixando espaços iguais entre eles. Em vez de preta, escolha a cor que preferir, sempre contrastando com a dos quadrinhos para ficar legal.
  • 19. As letras Use apenas letras MAIÚSCULAS. Capriche bem nas letras para ficarem mais ou menos do mesmo tamanho. Você pode destacar palavras importantes ou gritos com cores mais fortes, assim como usamos o NEGRITO (N) no computador. Escreva as letras antes de fazer o balão em torno delas. Tipos de balões Onomatopéias Hein? Isso mesmo: “onomatopéias” são palavras que imitam sons. Veja algumas delas. FORA DOS BALÕES:
  • 20. OU DENTRO DOS BALÕES: Final da história O final é muito importante. É o desfecho do seu trabalho. Imagine que todo leitor gosta de uma surpresa no final. Coloque a palavra “fim” no último quadrinho. O título Quando souber como será sua história, invente um título para ela. Lembre-se de deixar espaço no início da primeira página. Não complique! Cena complicada demais pra desenhar? Pense em outra. Sempre há uma solução mais simples... Frase comprida demais? Tente cortar o que não faz falta. Finja que está dizendo a mesma coisa, mas com pressa. Este é um bom truque.
  • 21. Faça a lápis primeiro. Assim dá pra mudar algo errado, diminuir o textos, estas coisas. ATIVIDADE 9 – CARACTERIZAÇÃO Quando nos propomos a trabalhar um texto, livro, história com os alunos, vários fatores implicam no sucesso de tal proposta, tais como entonação de voz, boa qualidade do texto e caracterização. A caracterização implica em o aluno deixar de ver o educador e passar a ver um personagem ou um contador de histórias. Para caracterizar-se, o educador pode colocar um acessório diferente, uma roupa, peruca, pintura, maquiagem. Enfim, são várias as possibilidades que podem ser usados como atributos de caracterização para fazer da aula de Incentivo à Leitura um verdadeiro prazer por parte dos alunos. Sugestão: Usar um guarda-chuva como se fosse uma bengala, entonação de voz, talco para envelhecer, uso de óculos na ponta do nariz. História: O CASAMENTO DA VASSOURA Marlene B. Cerviglieri Ali guardadinha estava a vassoura num cantinho do armário. Às vezes a tiravam e dançava muito pela casa ou quintal, ficando até tonta de tanto ir pra lá e pra cá. Mas depois ficava no cantinho até tristonha mesmo. Um dia, porém, ouviu uma vozinha que a chamava: - Dona Vassoura, oh dona vassoura está me ouvindo? - Sou eu, a dona Pazinha aqui do outro lado. - Sim, estou ouvindo - disse a Vassoura até meio assustada. - Tenho um recado para a senhora, do senhor Rodo. - De quem? - É do senhor Rodo. - Ele mandou lhe dizer que gostaria de casar com a senhora! - O que devo responder a ele? - Ora - disse a Vassoura, pega de surpresa - Eu casar com o senhor Rodo? - É sim. Pense e depois me dê a resposta, é só me chamar.
  • 22. Dona Vassoura ficou inquieta, pensou, pensou... - Sozinha aqui pelo menos vou ter um companheiro, nada tenho a perder, até que ele é bem simpático pois já o vi algumas vezes brincando na água. Mais tarde a noitinha dona Vassoura chamou dona Pazinha e disse-lhe: - Bem diga a ele que aceito, mas como será o que vamos fazer? - Não se preocupe nós vamos arranjar tudo para o casamento. E assim foi. Fizeram, primeiro, a lista dos padrinhos e convidados. - Ouça dona Vassoura, os padrinhos de seu casamento serão: o senhor Balde e eu. As daminhas serão as Flanelinhas que estão todas felizes pelo evento. - O senhor Papel Higiênico ficou de enfeitá-la e fará uma grinalda bem linda, ele prometeu. - O ambiente será todo perfumado pois, os Senhores Desinfetantes se incumbirão de fazê-lo. - No mais, todos os outros moradores deste armário vão contribuir. Os senhores Panos de Chão, os Tapetes, até o Sr Desentupidor irá colaborar. - Pelo jeito já está tudo combinado, não é mesmo dona Pazinha? - É sim. Vamos marcar para a próxima noite, certo? - Sim, combinado. A noite veio e o casamento foi realizado com muita simplicidade. Dona vassoura toda enfeitada. O noivo, Senhor Rodo, com a ajuda do Senhor Pano de Chão, estava muito bem enrolado, muito elegante. Os convidados estavam felizes e a festa foi até de madrugada. No dia seguinte, quando foi aberto o armário, estava tudo diferente! - O que aconteceu aqui? Pensou a dona da casa... A vassoura toda enfeitada de papel higiênico, o rodo fora do lugar... Fechou a porta do armário e esqueceu o assunto, mas que era estranho era... Lá dentro os convidados começavam acordar da festa de ontem, ou seja, do casamento da Vassoura... ATIVIDADE 10 – SOM NAS HISTÓRIAS Ao contar uma história, o professor poderá fazer acordo com os alunos, que sempre que ele disser ou falar de um dos personagens, situação, condição de tempo, etc, os alunos deverão responder com o som. Sugestão de história: Legenda: Tempo: tic-tac Belo príncipe: uau Princesa apixonada: som de beijo Cavalo Alazão: som de cavalo, batendo no peito ou com os pés Leão: rugido de leão Chuva: chuá
  • 23. Espada: XIP, XIP Pingos: bater com um dedo na palma da mão, e cada vez que for aumentando os pingos bater com 2, 3, 4 até bater palmas e aumentar o ritmo, formando grande chuva. Casaram-se: música – até que enfim, até que enfim... Era uma vez, há muito tempo atrás (tic-tac), um belo príncipe (uau), que queria se casar com uma princesa muito apaixonada (som de beijo). Um dia o belo príncipe (uau), subiu em seu cavalo Alazão (som de cavalo, batendo no peito ou com os pés) e foi ao encontro da princesa apaixonada (som de beijo). De repente, no meio do caminho, o belo príncipe (uau), se depara com um enorme leão (som do rugido de um leão). O enorme leão (som do rugido) resolveu atacar o belo príncipe (uau) e o belo príncipe (uau) pegou sua espada (XIP, XIP) e assustou o enorme leão (som de rugido), que saiu correndo de medo. O belo príncipe (uau) continuou em seu caminho quando de repente a chuva (chuá) começou a cair. Um pingo (bater com um dedo na palma da mão, e cada vez que for aumentando os pingos bater com 2, 3, 4 até bater palmas e aumentar o ritmo, formando grande chuva), dois pingos, três pingos, até formar uma enorme chuva (chuá) O Belo príncipe (uau) teve que buscar um abrigo e para se proteger da chuva (chuá) e esperar até o outro dia. No outro dia, o Belo príncipe (uau) continuou em seu caminho, chegando ao lindo castelo da princesa apaixonada (som de beijo). Depois de algum tempo (tic-tac), o Belo príncipe (uau), que havia assustado o enorme leão (som de rugido), com sua espada (XIP, XIP) e se escondido da chuva (chuá) pediu a Princesa apaixonada (som de beijo) em casamento, casaram-se (música – até que enfim, até que enfim...) e viveram felizes para sempre. TEXTO: KLEITON LINHARES TOLEDO - 2009 ATIVIDADE 11 – OFICINA DE CONTADORES DE HISTÓRIA Estimular os alunos a tornarem-se contadores de história, tendo claro que há diferença entre ler uma história e contar uma história. A partir desse estimulo, criar espaços e momentos onde os novos contadores de histórias possam realizar tal atividade. OUTRAS SUGESTÕES DE ATIVIDADES • PAINEL DE LEITURA • JORNAL DA LEITURA • DIA DO CONTO, MOSTRAS (TEATRO...) • FAZENDO E CONTANDO HISTÓRIA • DIA DA POESIA (com concurso onde os alunos produzam a poesia e apresentem) • AS HISTÓRIAS DA VIDA DOS OUTROS (TRAZER ALGUÉM DE FORA TERCEIRA IDADE PARA CONTAR HISTÓRIA PARA OS ALUNOS)
  • 24. ALGUMAS INFORMAÇÕES: • Teatro ou literatura para criança não precisa ser boba, simples, ridícula. É essencial parar de tratar as crianças como seres inferiores e oferecer a elas textos adequados: • Não é preciso explicar tudinho ao pé da letra. As crianças são capazes de entender metáforas, sugestões, símbolos - e é disso que é feita a arte. Histórias com algumas sutilezas ajudam a criança a se identificar com o que está vendo à sua própria maneira, e permitem que ela elabore seu próprio mundo e seus problemas. • A linguagem deve ser fácil, acessível, compreensível, mas isso não quer dizer que se deva simplesmente encher a peça de bordões, gírias e piadas conhecidas. Pode-se usar algumas palavras diferentes, novas (seguidas de explicação no próprio desenrolar do texto), enriquecendo a narrativa. Também não é necessário fazer teatro na velocidade de videogames e com todos os recursos tecnológicos da TV - "porque é com isso que as crianças estão acostumadas; esta é a linguagem do mundo de hoje". A linguagem rápida e tecnológica é sim um recurso interessante, mas se usada com coerência e comedimento. Não é necessário atropelar a fantasia infantil, nem a magia, que um conto leve, poético, é capaz de oferecer. • Teatro infantil sempre acaba com uma lição de moral, certo? Errado! Texto infantil precisa ter um teor didático, explicativo, correto? nem tanto! Textos, fábulas, lendas, contos de fadas, retratam situações com as quais a criança deve se identificar livremente. Ao encerrar uma peça com uma moral explícita, você pode estar impedindo o público de retirar outras lições, outras solução - "cada caso é um caso" - "cada cabeça uma sentença". Para cada momento da vida de uma criança, ela pode vivenciar na mesma história situações diferentes e essa possibilidade é que torna uma história atraente, e que faz com que a criança queira ouvir várias vezes o mesmo conto. Também não é necessário "dourar a pílula". Os contos de fadas originalmente eram muito mais cruéis que hoje. Com todos os finais felizes e açúcar adicionados a eles, perderam um pouco da capacidade de fazer as crianças amadurecerem. Texto para crianças precisa fazê-las pensar, e não ser um passo atrás. • A questão da faixa etária alvo também não deve ser tão limitadora e rotulante. Um bom texto infantil, com qualidade literária, bem escrito, com diálogos inteligentes será agradável e interessante também para os adultos e acompanhantes; mesmo que o tema seja infantil. Enfim, como em qualquer produção para criança, é preciso respeitar a inteligência delas, ser amigável, natural e verdadeiro.
  • 25. FONTES: SITES: Ruth Rocha – www2.uol.com.br/ruthrocha Google – www.google.com.br Teatro – www.teatroeducativo.org Divertudo – www.divertido.com.br/quadrinhos Contos e poesias – www.contos.poesias.nom.br PAES, JOSÉ PAULO – Poemas para brincar, Editora Ática – São Paulo-SP – 2001 PAES, JOSÉ PAULO – Lé com Cré, Editora Ática – São Paulo-SP - 1996
  • 26. OBS: Este material foi elaborado pelo professor Kleiton Linhares. As atividades sugeridas são frutos da vivência com leitura e adquiridos através de cursos que abordaram o tema Leitura, Literatura Infantil, entre outros. Não há, portanto bibliografia para tal.