OFICINA 02 – GÊNEROS TEXTUAISTP 3
TP – 3 UNIDADE  9   GÊNEROS TEXTUAIS: DO INTUITIVO AO SISTEMATIZADOPROFESSORA FORMADORA: MARIA CLÁUDIATEMA MOTIVADOR : TRABALHO
QUAL DAS IMAGENS ABAIXO VOCÊ CONSIDERAR COMO TRABALHO? A LINGUAGEM É UM DOS MAIS RELEVANTES TRABALHOS. PELA LINGUAGEM AGIMOS NO MUNDO E NOS IDENTIFICAMOS COMO SERES HUMANOS.
NA PRÁTICA, TODOS OS FALENTES DE UMA LÍNGUA APRENDEM, JUNTAMENTE COM A AQUISIÇÃO DAS REGRAS GRAMATICIAS DESSA LÍNGUA, A SE EXPRESSAR POR MEIO DE DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS.
O CONHECIMENTO INTUITIVO DE GÊNEROCOMPETÊNCIA SOCIOCOMUNICATIVA: CAPACIDADE PARA PERCEBER AS DIFERENÇAS NA ORGANIZAÇÃO DOS TEXTOS.SEÇÃO 1
Carlos Drummond de AndradeMineiro de Itabira (onde nasceu em outubrode 1902), quando garoto gostava de ver os grandes vasos cheios de água verde, vermelha, dourada, que decoravam as farmácias naquele tempo. Talvez por isso, tirou o diploma de farmacêutico, depois deum curso de três anos, mas nunca voltou àescola para procurá-lo. Sua vocação nãoera essa. Era ser escritor. Como, porém, viverde literatura? Então começou a trabalhar como jornalista e funcionário público, a princípio em Belo Horizonte, e finalmente no Rio de Janeiro. Nos intervalos, escrevia poemas e histórias. Hoje são 23 os seus livros publicados, sendo 13 de poesia, 9 de crônicas e 1 de contos. Há traduções de suas obras editadas na Argentina, Chile, Peru, Cuba, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Tchecoslováquia e Suécia.	Filho e neto de fazendeiros, não gostava da vida na roça, e sentia não ter sabido aproveitar a oportunidade de convívio com a natureza, entre o cafezal e o gado de seu pai, mas se considerava um “fazendeiro do ar”, título que deu a um de seus livros de poesia.	Ele não era visto em reuniões sociais, nem era lá de grandes conversas, a não ser com os amigos mais chegados. Reservava sua ternura para as crianças e os bichos de toda espécie, e procurava estar atento à renovação do mundo na linguagem, nos costumes e nas esperanças do ser humano. Faleceu no Rio de Janeiro em 1987.
Espaguete com Brócolis e Tomate secoTexto 2• 400 g de espaguete• 1 xícara (chá) debrócolis cozidos• 1 tomate secoem tirinhas• 2 colheres (sopa)de azeite• 1 dente de alhopicado• sal e pimenta do reinoa gostoCozinhe o macarrão em água quente abundante com sal. Escorra e reserve. Em umafrigideira grande, aqueça o azeite e refogue o alho até dourar. Junte o brócolis e o tomatee tempere com o sal e a pimenta-do-reino. Ponha o macarrão, mexa e sirva em seguida.
TEXTO 3
EMBORA AS COMPETÊNCIAS SOCIOCOMUNICATIVAS SEJAM APRENDIDAS INTUITIVAMENTE JUNTO COM AS PALAVRAS E AS ESTRUTURAS SINTÁTICAS DE UMA LÍNGUA, ELAS NÃO SÃO APENAS INTUITIVAS OU INCONSCIENTES: TAMBÉM PODEM E DEVEM SER APRENDIDAS E ENSINADAS NA ESCOLA, OU FORA DELA.
GÊNEROS TEXTUAIS SÃO MANEIRAS DE ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES LINGUÍSTICAS DE ACORDO COM A FINALIDADE DO TEXTO, COM O PAPEL DOS INTERLOCUTORES E COM AS CARACTERÍSTICAS DA SITUAÇÃO.
Gêneros Textuais14GÊNEROS TEXTUAIS
Gêneros Textuais15
Gêneros Textuais16
GÊNEROS TEXTUAIS E COMPETÊNCIAS SOCIOCOMUNICATIVAÉ IMPOSSÍVEL DESVINCULAR O GÊNERO TEXTUAL DA SITUAÇÃO EM QUE É UTILIZADO  O TEXTO.DEPENDENDO DA SITUAÇÃO, ESCOLHEMOS COMO VAMOS ORGANIZAR A SEQUÊNCIA TEXTUAL( DEFINIMOS  QUAL GÊNERO SERÁ O MAIS ADEQUADO PARA A COMUNICAÇÃO). SEÇÃO 2
CLASSIFICANDO GÊNEROS TEXTUAIS;COMO AS CLASSIFICAÇÕES DE GÊNEROS TEXTUAIS SÃO SEMPRE LIGADAS À SITUAÇÃO DE USO DO TEXTO, AS FINALIDADES PARA AS QUIAS UM TEXTO É PRODUZIDO PODEM ALTERAR A CLASSIFICAÇÃO INICIAL.SEÇÃO 3
CADA TEXTO SÓ ADMITE CLASSIFICAÇÃO APÓS A ANÁLISE DE TODOS OS FATORES QUE ENVOLVEM SUA CONSTRUÇÃO: A ESTRUTURA LINGUÍSTICA, AS FINALIDADES DO TEXTO E A SITUAÇÃO SOCIAL DOS INTERLOCUTORES.
ONDE ESTE GÊNERO CIRCULA?A QUEM ELE SERVE?E QUAL O PAPEL DA SOCIEDADE? RELEXÃO
ONDE ESTE GÊNERO CIRCULA ?A  QUEM ELE  SERVE?E QUAL O PAPEL NA SOCIEDADE?REFLITA
1. Gêneros textuais como práticas sócio-históricas. Os gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa.Numa primeira fase, povos de cultura essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de gêneros.Após a invenção da escrita alfabética por volta do século VII A.C., multiplicaram-se os gêneros.GÊNEROS TEXTUAIS: DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADELuiz Antônio Marcuschi
A partir do século XV, os gêneros expandiram-se com o florescimento da cultura impressa para, na fase intermediária de industrialização iniciada no século XVIII, dar início a uma grande ampliação.Hoje, em plena fase denominada cultura eletrônica, como o telefone, o gravador, o rádio, a TV e, particularmente, o computador pessoal e sua aplicação mais notável, a internet, presenciamos uma ampliação de novos gêneros e novas formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita.
2. Novos gêneros e velhas bases da comoOs grandes suportes tecnológicos da comunicação tais como rádio, a televisão, o jornal, a revista, a internet, por terem uma presença marcante e grande centralidade nas atividades comunicativas da realidade social que ajudam a criar, vão por sua vez propiciando e abrigando gêneros novos bastante característicos.
Novos gêneros não são inovações absolutas, quais criações, sem uma ancoragem em outros gêneros já existentes.Transmutação dos gêneros ou assimilação de um gênero por outro gerando novos. A tecnologia favorece o surgimento de formas inovadoras, mas não absolutamente novas.
Embora os gêneros textuais não se caracterizem nem se definam por aspectos formais, sejam eles estruturais ou linguísticos, e sim  por aspectos sociocomunicativos e funcionais, isso não quer dizer que estejamos desprezando a forma.Em alguns casos a forma determina o gênero, e em outros é a função. Contudo, haverá casos em que será o próprio suporte ou ambiente em que os textos aparecem que determinam o gênero presente.
Durante muito tempo no ambiente escolar, os gêneros foram associados apenas à literatura, mas, com as propostas de trabalho dos PCNs, essa idéia foi ampliada e os gêneros são reconhecidos como unidades sociocomunicativas para qualquer finalidade de textos.Vamos prosseguir na reflexão sobre as estratégias textuais que permitem distinguir um gênero de outro.  UNIDADE 10Trabalhando com gêneros textuais
Objetivo da seçãoDistinguir características de gênero literário e de gêneros não-literário.Para a literatura, a idéia de texto sempre se destacou, mesmo quando são lidas ou analisadas apenas partes do texto, não se perde de vista que se trata de um trecho que faz parte de um todo maior. Seção 1Gênero literário e não-literário
JoséE agora, José?A festa acabou,a luz apagou,o povo sumiu,a noite esfriou,e agora, José?e agora, você?você que é sem nome,que zomba dos outros,você que faz versos,que ama, protesta?E agora, José?
Lavadeiras de MoçoróAs lavadeiras de Moçoró, cada uma temsua pedra no rio; cada pedra é herançade família, passando de mãe a filha, defilha a neta, como vão passando aságuas no tempo. As pedras têm um polimentoque revela a ação de muitosdias e muitas lavadeiras. Servem de espelhoa suas donas. E suas formas diferentestambém correspondem de certomodo à figura física de quem as usa.Umas são arredondadas e cheias, aquelasmagras e angulosas, e todas têm arpróprio, que não se presta a confusãoA lavadeira e a pedra formam umente especial, que se divide e se unificaao sabor do trabalho. Se a mulher entoauma canção, percebe-se que a pedraa acompanha em surdina. Outrasvezes, parece que o canto murmurantevem da pedra, e a lavadeira lhe dá volumee desenvolvimento.Na pobreza natural das lavadeiras,as pedras são uma fortuna, jóias que elas não precisam levar para casa. Ninguém asrouba, nem elas, de tão fiéis, se deixariam seduzir por estranhos.(retirado de Contos Plausíveis)
Depois de analisar esses dois textos,podemos chegar a algumas conclusões a respeito do gênero literário. Constatamos,primeiramente, que não há temas ou conteúdos exclusivos da literatura ou da poesia; nem temas que não possam ser por elas tratados. Qualquer assunto pode ser matéria de poesia; qualquer assunto pode ser tema da literatura.
Importante“Quando dominamos um gênero textual, não dominamos uma forma lingüística e sim uma forma de realizar lingüisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares.” L. A. Marcuschi
Texto literário Função estética;Colocar em relevância o plano da expressão, da sonoridade, do jogo de imagens Texto não-literário(funcionais ou utilitários)Têm como finalidade maior a informação;Aspectos estéticos da linguagem – ou da exploração do plano sonoro ou da linguagem figurada – são considerados em segundo plano.
Textos cujo objetivo maior é tornar conhecida uma informação ou textos que tratam de assuntos de cunho científico são freqüentemente citados como exemplo de gênero não-literário. Eis um texto que trata de assunto científico encontrado em um livro didático de ensino médio.
Atividade industrial e espaço geográficoA indústria moderna consiste numa forma – diferente do  artesanato e da manufatura – de transformar matérias-primas em produtos elaborados.Em primeiro lugar, na indústria há uma grande divisão do trabalho e, por conseguinte,a especialização do trabalhador. Já no artesanato não há nenhuma divisão; na manufatura, uma divisão primária, muito simples.Em segundo lugar, na atividade industrialsão as máquinas, em geral funcionando a partir de modernas fontes de energia (calor,eletricidade), que ditam o ritmo do trabalho; no artesanato há apenas o uso de ferramentas. E, na manufatura, o uso de máquinas simples, mas o ritmo do trabalho ainda depende das mãos do artesão. Em terceiro lugar, a indústria moderna é fruto da Revolução Industrial e do desenvolvimento do capitalismo, tendo surgido apenas em meados do século XVIII, ao passo que a atividade manufatureira e, principalmente, o artesanato são conhecidos desde a Antigüidade e surgiram em sistemas socioeconômicos anteriores ao capitalismo.
Para finalizar, existe ainda uma outra diferença: a indústria fabrica os produtos numa quantidade nunca alcançada pelo artesanato e mesmo pela manufatura; ela os produz em série, produz bens padronizados.A atividade industrial expandiu-se pelo mundo. Ela teve origem na Europa Ocidental, especialmente na Inglaterra, mas a partir do século XX, difundiu-se pelos quatro cantos do globo terrestre, embora de forma desigual.José William Vesentini (Brasil, Sociedade e Espaço - Geografia do Brasil. São Paulo: Editora Ática)
Façamos algumas reflexões a respeito de um texto facilmente reconhecido como poema porque, nele, o plano da expressão lingüístico é ressaltado. Este texto mostra bem como a palavra em si não basta como matéria de poesia. É necessário que ela seja trabalhada, escolhida, explorada nas suas significações e na sua sonoridade.O operário em construçãoUm operário em construçãoMas ele desconheciaEsse fato extraordinário:Que o operário faz a coisaE a coisa faz o operário.De forma que, certo diaÀ mesa, ao cortar o pãoO operário foi tomadoDe uma súbita emoçãoAo constatar assombradoQue tudo naquela mesa– Garrafa, prato, facão –era ele quem os faziaele, um humilde operário,Um operário em construção.Olhou em torno: gamelaBanco, enxerga, caldeirãoVidro, parede, janelaCasa, cidade, nação!Tudo, tudo o que existiaEra ele quem o faziaEle, um humilde operárioUm operário que sabiaExercer a profissão.Ah, homens de pensamentoNão sabereis nunca o quantoAquele humilde operárioSoube naquele momento!Naquela casa vaziaQue ele mesmo levantaraUm mundo novo nasciaDe que sequer suspeitava.O operário emocionado
Olhou sua própria mãoSua rude mão de operárioDe operário em construçãoE olhando bem para elaTeve em um segundo a impressãoDe que não havia no mundoCoisa que fosse mais bela.Foi dentro da compreensãoDesse instante solitárioQue, tal sua construçãoCresceu também o operário.Cresceu em alto e profundoEm largo e no coraçãoE como tudo cresceEle não cresceu em vão.(...)E um fato novo se viuQue a todos admirava:O que o operário diziaOutro operário escutava.E foi assim que o operárioDo edifício em construçãoQue sempre dizia simComeçou a dizer não.E aprendeu a notar coisasA que não dava atenção:Notou que sua marmitaEra o prato do patrãoQue seu macacão de zuarteEra o terno do patrãoQue o casebre onde moravaEra a mansão do patrãoQue seus dois pés andarilhosEram as rodas do patrãoQue a dureza do seu diaEra a noite do patrãoQue sua imensa fadigaEra amiga do patrão.E o operário disse: Não!E o operário fez-se forteNa sua resolução.Vinícius de Moraes (Antologia Poética)
ConstruçãoAmou daquela vez como se fosse a últimaBeijou sua mulher como se fosse a últimaE cada filho seu como se fosse o únicoE atravessou a rua com seu passo tímidoSubiu a construção como se fosse máquinaErgueu no patamar quatro paredes sólidasTijolo com tijolo num desenho mágicoSeus olhos embotados de cimento e lágrimaSentou pra descansar como se fosse sábadoComeu feijão com arroz como se fosse um príncipeBebeu e soluçou como se fosse um náufragoDançou e gargalhou como se ouvisse músicaE tropeçou no céu como se fosse um bêbadoE flutuou no ar como se fosse um pássaroE acabou no chão como um pacote flácidoAgonizou no meio do passeio públicoMorreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o últimoBeijou sua mulher como se fosse a únicaE cada filho seu como se fosse o pródigoE atravessou a rua com seu passo bêbadoSubiu a construção como se fosse sólidoErgueu no patamar quatro paredes mágicasTijolo com tijolo num desenho lógicoSeus olhos embotados de cimento e tráfegoSentou pra descansar como se fosse um príncipeComeu feijão com arroz como se fosse o máximoBebeu e soluçou como se fosse máquinaDançou e gargalhou como se fosse o próximoE tropeçou no céu como se ouvisse músicaE flutuou no ar como se fosse sábadoE se acabou no chão feito um pacote tímidoAgonizou no meio do passeio náufragoMorreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquinaBeijou sua mulher como se fosse lógicoErgueu no patamar quatro paredes flácidasSentou pra descansar como se fosse um pássaroE flutuou no ar como se fosse um príncipeE se acabou no chão como um pacote bêbadoMorreu na contramão atrapalhando o sábado.Chico Buarque (Chico ao vivo)
Os textos trabalhados nessas duas últimas atividades realizam o gênero poético. Como você pode ver, distinguem-se de outros gêneros, não-poéticos e não-literários, por apresentarem características bem definidas, até na distribuição das palavras pelo espaço da folha de papel. Por isso dizemos que, no gênero literário, a forma não pode ser desvinculada do conteúdo.Seção 3Uma subclassificaçãodo gênero poético: o cordelObjetivoda seçãoCaracterizar uma das formas de realização do gênero poético: o cordel.O cordel é uma atividade de contar histórias que vem desde a Idade Média e, no Brasil, é muito mais difundido na região Nordeste do que em outras partes.
Para entender esse gênero, vamos ler as estrofes iniciais do texto Satanás trabalhando  no roçado de São Pedro, de autoria de José Costa Leite.
Satanás trabalhando no roçado de São PedroO homem que é poetadorme tarde, acorda cedoembora não rime bemeu vou traçar o enredodo Satanás trabalhandono roçado de São Pedro.É uma pequena históriahá muito tempo passadaque não me lembro da erae nem se foi inventadano tempo que Satanástrabalhava na enxadaDizem que o Satanás
botou um grande roçado e danou-se a trabalhar que ficou todo suado quase morria de fome e não tirou resultado
Naquele tempo São Pedro
levava uma vida dura
trabalhando na enxada
cultivando agricultura
e tudo quanto plantava
chegava em grande fartura   Satanás era disposto   e na enxada era macho   trabalhava com vontade de ver São Pedro por baixo mas todo seu sacrifício via descer d' água abaixo.
Esse cordel apresenta algumas características peculiares ao gênero. Vamos identificá- las ao responder às seguintes perguntas:a) De quantos versos se compõe cada estrofe? Quantas sílabas há em cada verso?(Não se esqueça de que, para a métrica,contamos até a ultima sílaba tônica e desprezamos as demais.)

Oficina 02 – gêneros textuais

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    OFICINA 02 –GÊNEROS TEXTUAISTP 3
  • 2.
    TP – 3UNIDADE 9 GÊNEROS TEXTUAIS: DO INTUITIVO AO SISTEMATIZADOPROFESSORA FORMADORA: MARIA CLÁUDIATEMA MOTIVADOR : TRABALHO
  • 6.
    QUAL DAS IMAGENSABAIXO VOCÊ CONSIDERAR COMO TRABALHO? A LINGUAGEM É UM DOS MAIS RELEVANTES TRABALHOS. PELA LINGUAGEM AGIMOS NO MUNDO E NOS IDENTIFICAMOS COMO SERES HUMANOS.
  • 7.
    NA PRÁTICA, TODOSOS FALENTES DE UMA LÍNGUA APRENDEM, JUNTAMENTE COM A AQUISIÇÃO DAS REGRAS GRAMATICIAS DESSA LÍNGUA, A SE EXPRESSAR POR MEIO DE DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS.
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    O CONHECIMENTO INTUITIVODE GÊNEROCOMPETÊNCIA SOCIOCOMUNICATIVA: CAPACIDADE PARA PERCEBER AS DIFERENÇAS NA ORGANIZAÇÃO DOS TEXTOS.SEÇÃO 1
  • 9.
    Carlos Drummond deAndradeMineiro de Itabira (onde nasceu em outubrode 1902), quando garoto gostava de ver os grandes vasos cheios de água verde, vermelha, dourada, que decoravam as farmácias naquele tempo. Talvez por isso, tirou o diploma de farmacêutico, depois deum curso de três anos, mas nunca voltou àescola para procurá-lo. Sua vocação nãoera essa. Era ser escritor. Como, porém, viverde literatura? Então começou a trabalhar como jornalista e funcionário público, a princípio em Belo Horizonte, e finalmente no Rio de Janeiro. Nos intervalos, escrevia poemas e histórias. Hoje são 23 os seus livros publicados, sendo 13 de poesia, 9 de crônicas e 1 de contos. Há traduções de suas obras editadas na Argentina, Chile, Peru, Cuba, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Tchecoslováquia e Suécia. Filho e neto de fazendeiros, não gostava da vida na roça, e sentia não ter sabido aproveitar a oportunidade de convívio com a natureza, entre o cafezal e o gado de seu pai, mas se considerava um “fazendeiro do ar”, título que deu a um de seus livros de poesia. Ele não era visto em reuniões sociais, nem era lá de grandes conversas, a não ser com os amigos mais chegados. Reservava sua ternura para as crianças e os bichos de toda espécie, e procurava estar atento à renovação do mundo na linguagem, nos costumes e nas esperanças do ser humano. Faleceu no Rio de Janeiro em 1987.
  • 10.
    Espaguete com Brócolise Tomate secoTexto 2• 400 g de espaguete• 1 xícara (chá) debrócolis cozidos• 1 tomate secoem tirinhas• 2 colheres (sopa)de azeite• 1 dente de alhopicado• sal e pimenta do reinoa gostoCozinhe o macarrão em água quente abundante com sal. Escorra e reserve. Em umafrigideira grande, aqueça o azeite e refogue o alho até dourar. Junte o brócolis e o tomatee tempere com o sal e a pimenta-do-reino. Ponha o macarrão, mexa e sirva em seguida.
  • 11.
  • 12.
    EMBORA AS COMPETÊNCIASSOCIOCOMUNICATIVAS SEJAM APRENDIDAS INTUITIVAMENTE JUNTO COM AS PALAVRAS E AS ESTRUTURAS SINTÁTICAS DE UMA LÍNGUA, ELAS NÃO SÃO APENAS INTUITIVAS OU INCONSCIENTES: TAMBÉM PODEM E DEVEM SER APRENDIDAS E ENSINADAS NA ESCOLA, OU FORA DELA.
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    GÊNEROS TEXTUAIS SÃOMANEIRAS DE ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES LINGUÍSTICAS DE ACORDO COM A FINALIDADE DO TEXTO, COM O PAPEL DOS INTERLOCUTORES E COM AS CARACTERÍSTICAS DA SITUAÇÃO.
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    GÊNEROS TEXTUAIS ECOMPETÊNCIAS SOCIOCOMUNICATIVAÉ IMPOSSÍVEL DESVINCULAR O GÊNERO TEXTUAL DA SITUAÇÃO EM QUE É UTILIZADO O TEXTO.DEPENDENDO DA SITUAÇÃO, ESCOLHEMOS COMO VAMOS ORGANIZAR A SEQUÊNCIA TEXTUAL( DEFINIMOS QUAL GÊNERO SERÁ O MAIS ADEQUADO PARA A COMUNICAÇÃO). SEÇÃO 2
  • 18.
    CLASSIFICANDO GÊNEROS TEXTUAIS;COMOAS CLASSIFICAÇÕES DE GÊNEROS TEXTUAIS SÃO SEMPRE LIGADAS À SITUAÇÃO DE USO DO TEXTO, AS FINALIDADES PARA AS QUIAS UM TEXTO É PRODUZIDO PODEM ALTERAR A CLASSIFICAÇÃO INICIAL.SEÇÃO 3
  • 19.
    CADA TEXTO SÓADMITE CLASSIFICAÇÃO APÓS A ANÁLISE DE TODOS OS FATORES QUE ENVOLVEM SUA CONSTRUÇÃO: A ESTRUTURA LINGUÍSTICA, AS FINALIDADES DO TEXTO E A SITUAÇÃO SOCIAL DOS INTERLOCUTORES.
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    ONDE ESTE GÊNEROCIRCULA?A QUEM ELE SERVE?E QUAL O PAPEL DA SOCIEDADE? RELEXÃO
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    ONDE ESTE GÊNEROCIRCULA ?A QUEM ELE SERVE?E QUAL O PAPEL NA SOCIEDADE?REFLITA
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    1. Gêneros textuaiscomo práticas sócio-históricas. Os gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa.Numa primeira fase, povos de cultura essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de gêneros.Após a invenção da escrita alfabética por volta do século VII A.C., multiplicaram-se os gêneros.GÊNEROS TEXTUAIS: DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADELuiz Antônio Marcuschi
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    A partir doséculo XV, os gêneros expandiram-se com o florescimento da cultura impressa para, na fase intermediária de industrialização iniciada no século XVIII, dar início a uma grande ampliação.Hoje, em plena fase denominada cultura eletrônica, como o telefone, o gravador, o rádio, a TV e, particularmente, o computador pessoal e sua aplicação mais notável, a internet, presenciamos uma ampliação de novos gêneros e novas formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita.
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    2. Novos gênerose velhas bases da comoOs grandes suportes tecnológicos da comunicação tais como rádio, a televisão, o jornal, a revista, a internet, por terem uma presença marcante e grande centralidade nas atividades comunicativas da realidade social que ajudam a criar, vão por sua vez propiciando e abrigando gêneros novos bastante característicos.
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    Novos gêneros nãosão inovações absolutas, quais criações, sem uma ancoragem em outros gêneros já existentes.Transmutação dos gêneros ou assimilação de um gênero por outro gerando novos. A tecnologia favorece o surgimento de formas inovadoras, mas não absolutamente novas.
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    Embora os gênerostextuais não se caracterizem nem se definam por aspectos formais, sejam eles estruturais ou linguísticos, e sim por aspectos sociocomunicativos e funcionais, isso não quer dizer que estejamos desprezando a forma.Em alguns casos a forma determina o gênero, e em outros é a função. Contudo, haverá casos em que será o próprio suporte ou ambiente em que os textos aparecem que determinam o gênero presente.
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    Durante muito tempono ambiente escolar, os gêneros foram associados apenas à literatura, mas, com as propostas de trabalho dos PCNs, essa idéia foi ampliada e os gêneros são reconhecidos como unidades sociocomunicativas para qualquer finalidade de textos.Vamos prosseguir na reflexão sobre as estratégias textuais que permitem distinguir um gênero de outro. UNIDADE 10Trabalhando com gêneros textuais
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    Objetivo da seçãoDistinguircaracterísticas de gênero literário e de gêneros não-literário.Para a literatura, a idéia de texto sempre se destacou, mesmo quando são lidas ou analisadas apenas partes do texto, não se perde de vista que se trata de um trecho que faz parte de um todo maior. Seção 1Gênero literário e não-literário
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    JoséE agora, José?Afesta acabou,a luz apagou,o povo sumiu,a noite esfriou,e agora, José?e agora, você?você que é sem nome,que zomba dos outros,você que faz versos,que ama, protesta?E agora, José?
  • 37.
    Lavadeiras de MoçoróAslavadeiras de Moçoró, cada uma temsua pedra no rio; cada pedra é herançade família, passando de mãe a filha, defilha a neta, como vão passando aságuas no tempo. As pedras têm um polimentoque revela a ação de muitosdias e muitas lavadeiras. Servem de espelhoa suas donas. E suas formas diferentestambém correspondem de certomodo à figura física de quem as usa.Umas são arredondadas e cheias, aquelasmagras e angulosas, e todas têm arpróprio, que não se presta a confusãoA lavadeira e a pedra formam umente especial, que se divide e se unificaao sabor do trabalho. Se a mulher entoauma canção, percebe-se que a pedraa acompanha em surdina. Outrasvezes, parece que o canto murmurantevem da pedra, e a lavadeira lhe dá volumee desenvolvimento.Na pobreza natural das lavadeiras,as pedras são uma fortuna, jóias que elas não precisam levar para casa. Ninguém asrouba, nem elas, de tão fiéis, se deixariam seduzir por estranhos.(retirado de Contos Plausíveis)
  • 39.
    Depois de analisaresses dois textos,podemos chegar a algumas conclusões a respeito do gênero literário. Constatamos,primeiramente, que não há temas ou conteúdos exclusivos da literatura ou da poesia; nem temas que não possam ser por elas tratados. Qualquer assunto pode ser matéria de poesia; qualquer assunto pode ser tema da literatura.
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    Importante“Quando dominamos umgênero textual, não dominamos uma forma lingüística e sim uma forma de realizar lingüisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares.” L. A. Marcuschi
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    Texto literário Funçãoestética;Colocar em relevância o plano da expressão, da sonoridade, do jogo de imagens Texto não-literário(funcionais ou utilitários)Têm como finalidade maior a informação;Aspectos estéticos da linguagem – ou da exploração do plano sonoro ou da linguagem figurada – são considerados em segundo plano.
  • 42.
    Textos cujo objetivomaior é tornar conhecida uma informação ou textos que tratam de assuntos de cunho científico são freqüentemente citados como exemplo de gênero não-literário. Eis um texto que trata de assunto científico encontrado em um livro didático de ensino médio.
  • 43.
    Atividade industrial eespaço geográficoA indústria moderna consiste numa forma – diferente do artesanato e da manufatura – de transformar matérias-primas em produtos elaborados.Em primeiro lugar, na indústria há uma grande divisão do trabalho e, por conseguinte,a especialização do trabalhador. Já no artesanato não há nenhuma divisão; na manufatura, uma divisão primária, muito simples.Em segundo lugar, na atividade industrialsão as máquinas, em geral funcionando a partir de modernas fontes de energia (calor,eletricidade), que ditam o ritmo do trabalho; no artesanato há apenas o uso de ferramentas. E, na manufatura, o uso de máquinas simples, mas o ritmo do trabalho ainda depende das mãos do artesão. Em terceiro lugar, a indústria moderna é fruto da Revolução Industrial e do desenvolvimento do capitalismo, tendo surgido apenas em meados do século XVIII, ao passo que a atividade manufatureira e, principalmente, o artesanato são conhecidos desde a Antigüidade e surgiram em sistemas socioeconômicos anteriores ao capitalismo.
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    Para finalizar, existeainda uma outra diferença: a indústria fabrica os produtos numa quantidade nunca alcançada pelo artesanato e mesmo pela manufatura; ela os produz em série, produz bens padronizados.A atividade industrial expandiu-se pelo mundo. Ela teve origem na Europa Ocidental, especialmente na Inglaterra, mas a partir do século XX, difundiu-se pelos quatro cantos do globo terrestre, embora de forma desigual.José William Vesentini (Brasil, Sociedade e Espaço - Geografia do Brasil. São Paulo: Editora Ática)
  • 45.
    Façamos algumas reflexõesa respeito de um texto facilmente reconhecido como poema porque, nele, o plano da expressão lingüístico é ressaltado. Este texto mostra bem como a palavra em si não basta como matéria de poesia. É necessário que ela seja trabalhada, escolhida, explorada nas suas significações e na sua sonoridade.O operário em construçãoUm operário em construçãoMas ele desconheciaEsse fato extraordinário:Que o operário faz a coisaE a coisa faz o operário.De forma que, certo diaÀ mesa, ao cortar o pãoO operário foi tomadoDe uma súbita emoçãoAo constatar assombradoQue tudo naquela mesa– Garrafa, prato, facão –era ele quem os faziaele, um humilde operário,Um operário em construção.Olhou em torno: gamelaBanco, enxerga, caldeirãoVidro, parede, janelaCasa, cidade, nação!Tudo, tudo o que existiaEra ele quem o faziaEle, um humilde operárioUm operário que sabiaExercer a profissão.Ah, homens de pensamentoNão sabereis nunca o quantoAquele humilde operárioSoube naquele momento!Naquela casa vaziaQue ele mesmo levantaraUm mundo novo nasciaDe que sequer suspeitava.O operário emocionado
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    Olhou sua própriamãoSua rude mão de operárioDe operário em construçãoE olhando bem para elaTeve em um segundo a impressãoDe que não havia no mundoCoisa que fosse mais bela.Foi dentro da compreensãoDesse instante solitárioQue, tal sua construçãoCresceu também o operário.Cresceu em alto e profundoEm largo e no coraçãoE como tudo cresceEle não cresceu em vão.(...)E um fato novo se viuQue a todos admirava:O que o operário diziaOutro operário escutava.E foi assim que o operárioDo edifício em construçãoQue sempre dizia simComeçou a dizer não.E aprendeu a notar coisasA que não dava atenção:Notou que sua marmitaEra o prato do patrãoQue seu macacão de zuarteEra o terno do patrãoQue o casebre onde moravaEra a mansão do patrãoQue seus dois pés andarilhosEram as rodas do patrãoQue a dureza do seu diaEra a noite do patrãoQue sua imensa fadigaEra amiga do patrão.E o operário disse: Não!E o operário fez-se forteNa sua resolução.Vinícius de Moraes (Antologia Poética)
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    ConstruçãoAmou daquela vezcomo se fosse a últimaBeijou sua mulher como se fosse a últimaE cada filho seu como se fosse o únicoE atravessou a rua com seu passo tímidoSubiu a construção como se fosse máquinaErgueu no patamar quatro paredes sólidasTijolo com tijolo num desenho mágicoSeus olhos embotados de cimento e lágrimaSentou pra descansar como se fosse sábadoComeu feijão com arroz como se fosse um príncipeBebeu e soluçou como se fosse um náufragoDançou e gargalhou como se ouvisse músicaE tropeçou no céu como se fosse um bêbadoE flutuou no ar como se fosse um pássaroE acabou no chão como um pacote flácidoAgonizou no meio do passeio públicoMorreu na contramão atrapalhando o tráfego
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    Amou daquela vezcomo se fosse o últimoBeijou sua mulher como se fosse a únicaE cada filho seu como se fosse o pródigoE atravessou a rua com seu passo bêbadoSubiu a construção como se fosse sólidoErgueu no patamar quatro paredes mágicasTijolo com tijolo num desenho lógicoSeus olhos embotados de cimento e tráfegoSentou pra descansar como se fosse um príncipeComeu feijão com arroz como se fosse o máximoBebeu e soluçou como se fosse máquinaDançou e gargalhou como se fosse o próximoE tropeçou no céu como se ouvisse músicaE flutuou no ar como se fosse sábadoE se acabou no chão feito um pacote tímidoAgonizou no meio do passeio náufragoMorreu na contramão atrapalhando o público
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    Amou daquela vezcomo se fosse máquinaBeijou sua mulher como se fosse lógicoErgueu no patamar quatro paredes flácidasSentou pra descansar como se fosse um pássaroE flutuou no ar como se fosse um príncipeE se acabou no chão como um pacote bêbadoMorreu na contramão atrapalhando o sábado.Chico Buarque (Chico ao vivo)
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    Os textos trabalhadosnessas duas últimas atividades realizam o gênero poético. Como você pode ver, distinguem-se de outros gêneros, não-poéticos e não-literários, por apresentarem características bem definidas, até na distribuição das palavras pelo espaço da folha de papel. Por isso dizemos que, no gênero literário, a forma não pode ser desvinculada do conteúdo.Seção 3Uma subclassificaçãodo gênero poético: o cordelObjetivoda seçãoCaracterizar uma das formas de realização do gênero poético: o cordel.O cordel é uma atividade de contar histórias que vem desde a Idade Média e, no Brasil, é muito mais difundido na região Nordeste do que em outras partes.
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    Para entender essegênero, vamos ler as estrofes iniciais do texto Satanás trabalhando no roçado de São Pedro, de autoria de José Costa Leite.
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    Satanás trabalhando noroçado de São PedroO homem que é poetadorme tarde, acorda cedoembora não rime bemeu vou traçar o enredodo Satanás trabalhandono roçado de São Pedro.É uma pequena históriahá muito tempo passadaque não me lembro da erae nem se foi inventadano tempo que Satanástrabalhava na enxadaDizem que o Satanás
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    botou um granderoçado e danou-se a trabalhar que ficou todo suado quase morria de fome e não tirou resultado
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    chegava em grandefartura Satanás era disposto e na enxada era macho trabalhava com vontade de ver São Pedro por baixo mas todo seu sacrifício via descer d' água abaixo.
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    Esse cordel apresentaalgumas características peculiares ao gênero. Vamos identificá- las ao responder às seguintes perguntas:a) De quantos versos se compõe cada estrofe? Quantas sílabas há em cada verso?(Não se esqueça de que, para a métrica,contamos até a ultima sílaba tônica e desprezamos as demais.)