O texto dramático
8º ANO
LITERATURA
• O texto teatral é escrito para
contar uma história, recorrendo
a recursos cênicos.
• Trata-se de um gênero da
ordem do narrar.
• Apresenta, em sua composição,
aquilo que conhecemos como
elementos e momentos da
narrativa.
2
O QUE É?
ELEMENTOS DA NARRATIVA
PERSONAGENS
1
ENREDO
2
TEMPO
3
ESPAÇO
4
NARRADOR
5
3
ORGANIZAÇÃO
DO TEXTO
DRAMÁTICO
4
1. Grande parte das narrativas são escritas
em prosa e estruturadas em parágrafos. É
possível encontrar, também, sequências
narrativas estruturadas em versos e estrofes.
Como você, no entanto, observa a narrativa
do texto teatral? As sequências reúnem-se
da mesma forma que os outros textos
narrativos?
2. Como as rubricas e as falas das
personagens destacam-se no texto em meio
ao enredo?
5
• As sequências dialogais favorecem, por meio das falas e ações
dos personagens, a visualização do enredo.
• Mesmo sem um narrador, através dessas sequências é possível
acompanhar os momentos do enredo na narrativa e, assim,
sentir o clima que vai sendo conferido à trama.
Elementos cênicos
6
PERSONAGENS
CENÁRIO
EFEITOS SONOROS
ILUMINAÇÃO
FICHA TÉCNICA
FIGURINO
RUBRICAS
Auto da compadecida
PADEIRO
Que história é essa? Então Vossa Senhoria pode benzer o cachorro do
major Antônio Morais e o meu não?
PADRE
Que é isso, que é isso?
PADEIRO
Eu é que pergunto: que é isso? Afinal de contas eu sou presidente da
Irmandade das Almas, e isso é alguma coisa.
JOÃO GRILO
É, padre, o homem aí é coisa muita. Presidente da Irmandade das Almas!
Para mim isso, é um caso claro de cachorro bento.
PÁGINA 49
8
ABRIR EM 30:30
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PADEIRO
Que história é essa? Então Vossa Senhoria pode benzer o cachorro do
major Antônio Morais e o meu não?
PADRE
(apaziguador) Que é isso, que é isso?
PADEIRO
Eu é que pergunto: que é isso? Afinal de contas eu sou presidente da
Irmandade das Almas, e isso é alguma coisa.
JOÃO GRILO
É, padre, o homem aí é coisa muita. Presidente da Irmandade das Almas!
Para mim isso, é um caso claro de cachorro bento.
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RUBRICAS
são indicações, no texto
teatral, de como um ator
deve executar um
movimento, um gesto ou
uma fala da personagem.
Elas orientam os atores
quanto a detalhes da
encenação.
Exemplos retirados de Auto da
compadecida:
MOVIMENTO (PÁG. 39)
INTERPRETAÇÃO (PÁG. 160)
TOM DE FALA (PÁG. 49)
DE AMBIENTE (PÁG. 23)
11
O TEXTO
DRAMÁTICO E A
CONSTRUÇÃO
DA
ENCENAÇÃO
Intimidade – Gregório Duvivier
13
ELE Meu chefe hoje chegou pra mim e disse que…
ELA … Se você quisesse ele te transferia pra São Paulo.
ELA Você já me falou.
ELE Você viu o que o Jorge escreveu no Facebook?
ELA Eu que te mostrei.
ELE Verdade.
ELA Acho que tá na hora da gente terminar.
ELE Eu posso, pelo menos, saber o porquê?
ELA Por quê? Por isso.
ELE Isso o quê?
ELA Eu sabia que você ia dizer “eu posso pelo menos saber o porquê” ao invés de só
perguntar “por quê”.
ELE Eu sou realmente assim tão previsível?
ELA Eu também sabia que você ia dizer isso.
ELE É fácil dizer que você sabia que eu ia fazer uma coisa depois que eu já fiz.
ELA Pensa numa palavra.
OS DOIS Mesa. Prato. Chão. Parede.
14
ELE Como é que você consegue?
ELA Você não consegue pensar numa coisa que você não esteja
vendo na sua frente.
ELE Claro que consigo.
OS DOIS Plâncton. Peroba. Esfíncter. Michelangelo. Nunchaku.
ELE Como é que você fez isso?
ELA Você olhou pro seu prato e viu um peixe que te fez pensar em
plâncton. Plâncton te lembra mar, que te lembrou as férias em Iguaba,
que é uma palavra que te lembra peroba, que é uma madeira, que te
fez pensar numa farpa, que te deu aflição e fez contrair o esfíncter,
que te lembrou do mestre Splinter, que te fez pensar no Michelangelo,
sua tartaruga ninja preferida, cuja arma era um nunchaku.
ELA Agora você tá levando a mão direita e colocando na testa. Com a
outra mão você tá pegando o copo d’água. Você vai beber a água.
Desiste de beber só porque eu falei. Você vai dizer alguma coisa.
OS DOIS Será que tem alguma coisa que eu possa fazer pra te
surpreender?
ELA Não, meu amor. Acabou.
15
• Foi possível compreender o texto em questão?
• O que se entende da história?
Veja o vídeo a seguir
16
• https://www.youtube.com/watch?v=qX7ntbo8zXw&t=3s
• Do que trata o vídeo? O que há em comum entre a produção
audiovisual e o texto lido anteriormente?
• Quais elementos cênicos podem ser notados na produção? Cite
alguns.
• Após assistir ao vídeo, pode-se dizer que o texto lido
corresponde a tudo o que se passa no conteúdo audiovisual?
• O que poderia ser feito para que o texto lido correspondesse
melhor a tudo o que se passa no vídeo?
17
A adaptação de
textos: da
crônica ao
gênero
dramático
19
Título da Apresentação 20
Título da Apresentação 21
Título da Apresentação 22
O texto a seguir traz rubricas que não fazem parte da crônica original.
Título da Apresentação 23
Com base nos conhecimentos adquiridos sobre a elaboração de rubricas e com base no exemplo dado, use o texto
“Papos” para construir uma versão dramatizada dessa produção, fazendo rubricas nos trechos em que for possível.
Você poderá explorar tom de voz, gestos e atitudes corporais como base para o humor.
Um
exemplo
PÁ, PÁ, PÁ
Luís Fernando Veríssimo
24
Título da Apresentação 25
26
HORA
DA
PRODUÇÃO
• Escolha uma crônica humorística e a adapte para um texto
dramático.
28
Título da Apresentação 29
30
31
REFERÊNCIAS
Adaptado de: https://novaescola.org.br/

O texto dramático.pptx

  • 1.
    O texto dramático 8ºANO LITERATURA
  • 2.
    • O textoteatral é escrito para contar uma história, recorrendo a recursos cênicos. • Trata-se de um gênero da ordem do narrar. • Apresenta, em sua composição, aquilo que conhecemos como elementos e momentos da narrativa. 2 O QUE É?
  • 3.
  • 4.
    ORGANIZAÇÃO DO TEXTO DRAMÁTICO 4 1. Grandeparte das narrativas são escritas em prosa e estruturadas em parágrafos. É possível encontrar, também, sequências narrativas estruturadas em versos e estrofes. Como você, no entanto, observa a narrativa do texto teatral? As sequências reúnem-se da mesma forma que os outros textos narrativos? 2. Como as rubricas e as falas das personagens destacam-se no texto em meio ao enredo?
  • 5.
    5 • As sequênciasdialogais favorecem, por meio das falas e ações dos personagens, a visualização do enredo. • Mesmo sem um narrador, através dessas sequências é possível acompanhar os momentos do enredo na narrativa e, assim, sentir o clima que vai sendo conferido à trama.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    Auto da compadecida PADEIRO Quehistória é essa? Então Vossa Senhoria pode benzer o cachorro do major Antônio Morais e o meu não? PADRE Que é isso, que é isso? PADEIRO Eu é que pergunto: que é isso? Afinal de contas eu sou presidente da Irmandade das Almas, e isso é alguma coisa. JOÃO GRILO É, padre, o homem aí é coisa muita. Presidente da Irmandade das Almas! Para mim isso, é um caso claro de cachorro bento. PÁGINA 49 8
  • 9.
  • 10.
    PADEIRO Que história éessa? Então Vossa Senhoria pode benzer o cachorro do major Antônio Morais e o meu não? PADRE (apaziguador) Que é isso, que é isso? PADEIRO Eu é que pergunto: que é isso? Afinal de contas eu sou presidente da Irmandade das Almas, e isso é alguma coisa. JOÃO GRILO É, padre, o homem aí é coisa muita. Presidente da Irmandade das Almas! Para mim isso, é um caso claro de cachorro bento. PÁGINA 49 10
  • 11.
    RUBRICAS são indicações, notexto teatral, de como um ator deve executar um movimento, um gesto ou uma fala da personagem. Elas orientam os atores quanto a detalhes da encenação. Exemplos retirados de Auto da compadecida: MOVIMENTO (PÁG. 39) INTERPRETAÇÃO (PÁG. 160) TOM DE FALA (PÁG. 49) DE AMBIENTE (PÁG. 23) 11
  • 12.
    O TEXTO DRAMÁTICO EA CONSTRUÇÃO DA ENCENAÇÃO
  • 13.
    Intimidade – GregórioDuvivier 13 ELE Meu chefe hoje chegou pra mim e disse que… ELA … Se você quisesse ele te transferia pra São Paulo. ELA Você já me falou. ELE Você viu o que o Jorge escreveu no Facebook? ELA Eu que te mostrei. ELE Verdade. ELA Acho que tá na hora da gente terminar. ELE Eu posso, pelo menos, saber o porquê? ELA Por quê? Por isso. ELE Isso o quê? ELA Eu sabia que você ia dizer “eu posso pelo menos saber o porquê” ao invés de só perguntar “por quê”. ELE Eu sou realmente assim tão previsível? ELA Eu também sabia que você ia dizer isso. ELE É fácil dizer que você sabia que eu ia fazer uma coisa depois que eu já fiz. ELA Pensa numa palavra. OS DOIS Mesa. Prato. Chão. Parede.
  • 14.
    14 ELE Como éque você consegue? ELA Você não consegue pensar numa coisa que você não esteja vendo na sua frente. ELE Claro que consigo. OS DOIS Plâncton. Peroba. Esfíncter. Michelangelo. Nunchaku. ELE Como é que você fez isso? ELA Você olhou pro seu prato e viu um peixe que te fez pensar em plâncton. Plâncton te lembra mar, que te lembrou as férias em Iguaba, que é uma palavra que te lembra peroba, que é uma madeira, que te fez pensar numa farpa, que te deu aflição e fez contrair o esfíncter, que te lembrou do mestre Splinter, que te fez pensar no Michelangelo, sua tartaruga ninja preferida, cuja arma era um nunchaku. ELA Agora você tá levando a mão direita e colocando na testa. Com a outra mão você tá pegando o copo d’água. Você vai beber a água. Desiste de beber só porque eu falei. Você vai dizer alguma coisa. OS DOIS Será que tem alguma coisa que eu possa fazer pra te surpreender? ELA Não, meu amor. Acabou.
  • 15.
    15 • Foi possívelcompreender o texto em questão? • O que se entende da história?
  • 16.
    Veja o vídeoa seguir 16 • https://www.youtube.com/watch?v=qX7ntbo8zXw&t=3s • Do que trata o vídeo? O que há em comum entre a produção audiovisual e o texto lido anteriormente? • Quais elementos cênicos podem ser notados na produção? Cite alguns. • Após assistir ao vídeo, pode-se dizer que o texto lido corresponde a tudo o que se passa no conteúdo audiovisual? • O que poderia ser feito para que o texto lido correspondesse melhor a tudo o que se passa no vídeo?
  • 17.
  • 18.
    A adaptação de textos:da crônica ao gênero dramático
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    Título da Apresentação22 O texto a seguir traz rubricas que não fazem parte da crônica original.
  • 23.
    Título da Apresentação23 Com base nos conhecimentos adquiridos sobre a elaboração de rubricas e com base no exemplo dado, use o texto “Papos” para construir uma versão dramatizada dessa produção, fazendo rubricas nos trechos em que for possível. Você poderá explorar tom de voz, gestos e atitudes corporais como base para o humor.
  • 24.
    Um exemplo PÁ, PÁ, PÁ LuísFernando Veríssimo 24
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    • Escolha umacrônica humorística e a adapte para um texto dramático. 28
  • 29.
  • 30.
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