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Resgatando a mensagem original dos pioneiros
Marilda Barcellos
2024
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INTRODUÇÃO
Este trabalho é fruto de muitos anos de estudos acumulados, descobertas e o
regozijo por elas, orações, súplicas por entendimento e agradecimentos a Deus por
Sua misericórdia e bondade. Trazemos agora o resultado em forma de e-book, a
fim de facilitar a leitura, esperando ardentemente que as muitas dúvidas e
contestações sejam supridas pelo “Assim diz o Senhor” dos textos apresentados.
O propósito deste trabalho não é apontar quem fará parte dos 144.000, pois
isso não compete a nenhum ser humano, mas sim conduzir o olhar do leitor para o
evento mais importante que ocorre em nossos dias – o selamento e a obra
expiatória que Jesus realiza no santuário celestial, aplicando Sua maravilhosa graça
em favor dos que a Ele recorrem como Redentor que perdoa os pecados, e nos
motivar para fazer parte desse grupo.
Cristo está designando os que farão parte da primeira ressurreição e também
dos 144.000. Com a exiguidade do tempo sobre nós, cumpre-nos lançar mão dos
méritos da graça de Cristo para nosso aperfeiçoamento de caráter, a fim de
estarmos dentro do último grupo.
Outro fator que nos motivou ao presente estudo é a constatação da grande
falta de verdadeiro entendimento a respeito da mensagem de selamento,
ressurreição especial e composição dos 144.000, conforme foi desenvolvido no
início da obra da igreja adventista.
Há muita confusão sobre o assunto dos 144.000 entre os adventistas de hoje;
mas nossos pioneiros, incluindo a irmã White, tinham clara compreensão sobre
esta mensagem. Eles viam a harmonia entre os ensinos da Bíblia e o Espírito de
Profecia. Precisamos buscar esta harmonia, buscar o entendimento correto do que
foi inspirado. É o que esperamos poder demonstrar com este estudo.
O estudo avançado sobre o tema do selamento dos 144.000 se faz necessário
devido à crença enraizada de que somente os que nunca passam pela morte são
os que comporão os 144.000. Muitos hoje creem assim, talvez por não conhecerem
os vários textos que formam o quebra-cabeças. O que fizemos foi montar as peças,
ou talvez usando uma expressão melhor, devêssemos dizer que, com a graça de
Deus, cavamos para encontrar as partes dos “tesouros escondidos”.
Alguns reclamam de estarmos lançando desânimo por falar que a contagem
dos 144.000 se iniciou em 1844/1848. Mas essa não é uma invenção de nossa parte,
é uma verdade bíblica original, que foi entendida pela mensageira do Senhor e
ensinada pelos nossos pioneiros.
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Este estudo quer contribuir para resgatar essa mensagem tão preciosa e levar
nossos irmãos de fé a descobrirem a harmonia que compõe todas as suas fases.
Há algo mais que preciso compartilhar; é com relação às traduções publicadas.
Durante este tempo em que me dediquei ao aprofundamento no assunto do
selamento, ressurreição especial e cronologia durante as pragas, deparei-me várias
vezes com algo que me deixava triste e indignada, que era ver alguns textos
traduzidos de maneira não condizente com o que foi escrito pela irmã White no
texto original em inglês, especialmente quanto aos tempos verbais. A isso
atribuímos a contribuição em muito para uma visão distorcida do assunto do
selamento entre os adventistas em geral. Esse tipo de problema não é tão evidente
nos irmãos leigos de língua inglesa, que são estudantes diligentes da Bíblia, Espírito
de Profecia e escritos dos pioneiros adventistas. Eles têm todos os textos na língua
original em que foram escritos. Temos visto nos últimos tempos vários irmãos
nativos no inglês que têm defendido este mesmo entendimento que temos
apresentado com relação ao selamento.
Episódios assim sobre traduções, devem nos alertar para o risco de formar um
entendimento baseado apenas em textos em português. Embora nem todos
dominem a língua mãe em que a Bíblia King James e os Testemunhos foram
escritos, pode-se recorrer, se desejar, a alguém de confiança que domine o inglês
e o português, ou a algum professor ou tradutor experiente para comprovar o que
será visto neste estudo.
Com isso em mente, relativo às traduções, cabe aqui esclarecer quanto ao uso
de várias passagens do Espírito de Profecia citando livros originais em inglês, em
alguns casos, e não os livros em português. Isso foi feito por entendermos que as
traduções apresentas neste estudo, a partir do original em inglês, o mais literal
possível, livre, isenta, podem contribuir para refletir melhor o que foi escrito pela
autora.
Observando o contexto em que vivemos, com todo tipo de sopro de doutrina,
é nossa convicção que um estudo sério sobre escatologia não pode ser feito sem
verificar atentamente os textos como foram escritos na língua original, sem
modificação, atentando para a tradução isenta de ideias preconcebidas.
Por fim, quero registrar uma das várias bênçãos que recebi durante a
elaboração deste estudo – motivo de fortalecimento da fé, confiança inabalável na
harmonia entre a Palavra de Deus e os Testemunhos, e regozijo na graça do Senhor
Jesus! Aplicando a técnica do “um pouco aqui, um pouco ali”, fui buscar no próprio
Espírito de Profecia o significado de termos e passagens que “pareciam
contraditórios”, embora eu nunca tenha acreditado que a irmã White escrevesse
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passagens contraditórias, uma vez que ela foi inspirada pelo Espírito Santo.
Quando há situações assim é porque nós não entendemos; precisamos estudar
mais aquele determinado assunto. Essas experiências nos mostram que um estudo
responsável deve sempre levar em conta o que o Espírito de Profecia diz sobre o
assunto em outras passagens, combinar vários textos sobre o mesmo assunto,
buscando harmonia entre eles, descartar as “supostas contradições”, e assim
formar um entendimento bem fundamentado nas evidências. No andamento do
estudo, o leitor verá o desenrolar dessas descobertas maravilhosas e terá a
oportunidade de provar a harmonia grandiosa entre a Bíblia e o Espírito de Profecia
e os escritos dos pioneiros dos primeiros 50 anos.
Deus seja louvado por Suas ricas providências!
Oro para que o Espírito de verdade ilumine os que desejam buscar a verdade
como a tesouros escondidos.
A autora
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ÍNDICE
Introdução 2
A quem Deus dá suas verdades 7
Proclamação da mensagem de selamento 7
O selamento dos 144.000 9
O centro da mensagem 10
Ligação do selamento com a terceira mensagem angélica 11
Ponto de salvação 12
Mensagem de trasladação 13
O selamento foi adiado? 14
O selamento e a terceira mensagem angélica 17
Primeira visão da irmã White 18
Quando começou o selamento 19
Quem estava sendo selado já no tempo da irmã White 25
Atributos dos selados 26
Quantos são selados 29
Uma ressurreição no tempo de angústia 30
Mortais ou imortais 32
Glorificados x imortais 38
Rosto glorificado x corpo glorificado 41
Não entrar em controvérsia sobre quem fará parte dos 144.000 43
Verdade presente 48
Ezequiel 9 / o mesmo selamento de Apocalipse 7 51
O teste do Sábado 53
Tempo da sacudidura / chuva serôdia / selamento 54
A obra final para a igreja 56
Quem ressuscita na ressurreição especial 58
Quem ressuscita os santos mortos 60
Quem entende a voz de Deus 62
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O Israel de Deus 63
Tempos verbais modificados nas traduções publicadas 66
Josué e o anjo 71
Sem ver a morte 75
Jesus aboliu a morte 82
O cântico de Moisés e do Cordeiro 83
To those who are receiving the seal of the living God / Para aqueles que estão
recebendo o selo do Deus vivo 89
A esperança da irmã White 90
Seria possível ser um candidato a 144.000 antes do decreto dominical? 95
Primícias 98
Os eventos durante a sétima praga 99
Acontecimentos desde o concerto de paz até a volta de Jesus 119
A experiência dos 144.000 124
Obra médico-missionária e os 144.000 128
A dieta dos 144.000 128
Conclusão 131
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A QUEM DEUS DÁ SUAS VERDADES
Carta 22, 1889
“Não é de modo algum prematuro ou contrário aos caminhos e às obras de Deus
enviar luz ao Seu povo de maneiras inesperadas.”
PROCLAMAÇÃO DA MENSAGEM DE SELAMENTO
Nossa história adventista é rica em providências e direção de Deus. Nos
primeiros anos do movimento adventista, nossos pioneiros tiveram a experiência
do que era então chamado “a porta fechada”. Conforme explicado por Merlin D.
Burt, a visão da porta fechada foi progredindo, e à medida que Deus os ia dirigindo,
passou por cinco fases, até chegar ao entendimento final, convergindo para a
mensagem do selamento. O termo “porta fechada” em 1848/1849 tinha o sentido
de que a porta da graça havia se fechado, porém a luz brilhou e o entendimento se
ampliou para “verdade presente” – relacionada com a mensagem de selamento e
sua proclamação final ao mundo. (Burt, p. 46). Ou seja, para os adventistas
pioneiros, “a porta fechada havia se tornado um termo geral, o qual se referia ao
ministério de Jesus no Lugar Santíssimo do santuário celestial.”
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The Shut Door and the Ellen White’s Vision, Merlin D. Burt, p. 45
“Foi a teologia da mensagem de selamento que abriu aos
adventistas sabatistas a necessidade de uma missão mais
ampla ao mundo e finalmente removeu a anterior ideia
restritiva a respeito da porta fechada. Durante 1849, o foco
mudou da porta fechada do lugar santo para a porta aberta do
Lugar Santíssimo do santuário celestial.”
Pouco tempo antes da primeira publicação adventista (The Present Truth), a
serva do Senhor teve uma visão sobre o selamento.
Life Sketches of Ellen G. White, p. 125
“Numa reunião efetuada em Dorchester (Massachusetts), em novembro de 1848,
foi-me concedida uma visão da proclamação da mensagem do selamento, e do
dever dos irmãos de publicarem a luz que brilhava em nosso caminho.”
Ao sair da visão, ela disse ao seu esposo James White:
“Tenho uma mensagem para você. Deve começar a imprimir um pequeno jornal
e enviá-lo ao povo. Que seja pequeno no início; mas à medida que as pessoas
lerem, eles lhe enviarão meios para imprimir, e será um sucesso desde o início. A
partir deste pequeno começo, foi-me mostrado que era como correntes de luz
que davam a volta ao mundo.”
Desde o princípio, a mensagem de selamento foi considerada verdade
presente, e teve a ordem de Deus para que fosse expandida ao mundo. É nossa
incumbência resgatar essa verdade tão distorcida, outras vezes tão ignorada,
estudá-la e amá-la.
Referindo-se à maneira como as verdades bíblicas foram passadas por Deus
aos nossos pioneiros, a irmã White escreveu o texto abaixo. É com este propósito
que nos empenhamos a conservar a mensagem de selamento firme e viva na
mente.
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O SELAMENTO DOS 144.000
O Grande Conflito, p. 626
“Apenas aqueles que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberem o
amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderoso enganos que dominam o
mundo.”
A mensagem do assinalamento, ou selamento dos 144.000, é um assunto que
foi entendido no início da obra da Igreja Adventista do Sétimo Dia pela mensageira
do Senhor e pelos pioneiros do advento. Essa luz que já raiou no passado, porém
foi apagada nos últimos anos, é a que queremos resgatar e apresentar neste
trabalho.
O selamento está ligado com o ministério de Cristo na purificação do
Santuário celestial no Céu e com a pregação das três mensagens angélicas na Terra.
A partir de 1844 esses trabalhos começaram e seguem desde então em conjunto.
Neste estudo não teremos nenhum tipo de especulação, mas somente aquilo
que está revelado. Assim, contamos com o tripé fundamental para o entendimento
correto deste assunto complexo:
BÍBLIA
ESPÍRITO DE PROFECIA PIONEIROS
E por que frisamos que é importante o entendimento correto das mensagens
já reveladas?
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A resposta está neste testemunho claro:
Carta 99, 1905
“A história das experiências iniciais da mensagem será um poder para resistir ao
engenho magistral dos enganos de Satanás.”
Nosso Pai quer nos proteger dos enganos destes últimos dias e nossa
segurança está em nos apegarmos ao estudo das crenças conforme foram dadas
no início da obra.
Eventos Finais, p. 72
“Nada temos a temer em relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da
maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido e de Seus ensinos em nosso
passado.”
Também constatamos que a mensagem do selamento dos 144.000 tem base
nos Princípios Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, conforme foram
estabelecidos no início da obra.
Clique no link abaixo para ler os Princípios Fundamentais nº 10 e 21:
https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/princ%C3%ADpios-
fundamentais-29194bd3f492
O CENTRO DA MENSAGEM
O centro da mensagem do selamento é nosso amorável Salvador Jesus Cristo
e Sua obra expiatória, Seu poder e Sua graça para nos perdoar e dar a vitória sobre
o pecado!
Esta mensagem não é um legalismo em somente querer saber quem fará
parte dos 144.000. Isso é algo que está na esfera de Deus, não cabe a nós apontar
quem; mas cabe-nos estudar o que está revelado e entender o fundamento da
mensagem. É nosso dever entender os requisitos para o selamento, buscar saber
o que Deus quer de nós e o que Ele pode fazer por nós neste tempo do fim,
levando-nos a atender ao chamado da Testemunha Fiel e Verdadeira, e assim
sermos transformados por esse poder e graça para fazermos parte do povo do
selamento.
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LIGAÇÃO DO SELAMENTO COM A TERCEIRA MENSAGEM
ANGÉLICA
Foi mostrado à irmã White um comboio, no qual parecia que o mundo inteiro
havia embarcado, porém, segundo o anjo acompanhante, esses estavam sendo
reunidos para sua destruição. O chefe do trem era Satanás e, com a velocidade do
relâmpago, levava todos à perdição. Mas ela perguntou se ninguém havia
escapado, quando então o anjo falou:
Primeiros Escritos, p. 89
“O terceiro anjo está unindo, ou selando-os em grupos para o celeiro celestial.”
Portanto, como a autora se refere a um evento que está ocorrendo quando
ela escreve, podemos inferir que:
1.
O tempo da terceira mensagem é o mesmo tempo do selamento.
2.
A terceira mensagem angélica e o selamento começaram ambos em 1844/1848
(quando os adventistas entenderam e aceitaram a verdade do Sábado), e estão
em andamento juntos desde então. Mais adiante veremos mais sobre isso.
Também entendemos que antes do selamento de Apocalipse 7, deve haver o
selamento do Espírito Santo no coração do crente, conforme os seguintes textos
da Palavra de Deus:
Efésios 1:13
“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
Espírito Santo da promessa.”
Efésios 4:30
“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da
redenção.
2 Coríntios 1:22
“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.”
12
PONTO DE SALVAÇÃO
Como temos entendido, meramente qualquer conhecimento teórico da
verdade não será suficiente para nossa salvação. A palavra de Deus e a vida de
Jesus nos dão exemplos claros da prática do verdadeiro cristianismo, tendo o amor
a Deus e obediência aos Seus reclamos como ponto de motivação. O selamento
dos 144.000 está no cerne da doutrina que é considerada a pedra fundamental do
estabelecimento da IASD: o Santuário celestial e a obra expiatória que Jesus
executa lá. Nesse contexto, entender como se dá o trabalho no Santuário do Céu
e suas implicações em nossa vida aqui na Terra para poder praticar o que Deus
requer é fundamental para que possamos receber o selo do Deus vivo. Através do
conhecimento e do relacionamento com o Salvador, da fé que lança mão do divino
e que nos concede o poder para vencer o mundo, a carne e o diabo, somos
habilitados para receber o selo do Deus vivo. Este é o maior ponto de salvação para
nós – a justiça de Cristo, Cristo em nós, esperança da glória. Porém, a partir de 1844,
somente os 144.000 atingirão esse legado de receber o selo do Deus vivo através
da justiça de Cristo.
Assim, se o selamento dos 144.000 está relacionado com o aperfeiçoamento
do caráter, como podemos fazer parte desse grupo se nem sequer o entendemos
e aceitamos a forma como se dá sua formação?
Se os ‘eleitos de Deus’ é aquele “pequeno rebanho”, aquela pequena parte
do remanescente, não seria insensato acreditarmos que a crença dominante hoje
entre os milhares de adventistas denominacionais e grupos leigos é a verdade
sobre os 144.000? A verdade estaria com a maioria (a igreja constituída e os
diferentes grupos leigos discordantes entre si) ao contrário do que sempre foi
(com os poucos fiéis)?
Se os eleitos saberão é porque estudaram e se dedicaram a praticar o plano
de Deus para este grupo. Veja as palavras do Espírito de Profecia. Ela diz que não
agrada a Deus ficar apontando as pessoas, ou ficar debatendo (discutindo em
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controvérsia) sobre o assunto, pois aquilo que já foi estabelecido não deve ser
debatido. O texto nos indica que já naquele tempo (1901) havia controvérsia sobre
a mensagem de selamento, mas graças a Deus que temos a Inspiração para nos
mostrar a mensagem divina. Porém, de maneira nenhuma o Espírito de Profecia
nos proíbe de estudar, pois os pioneiros, incluindo a irmã White estudaram e
escreveram sobre os 144.000. Se os eleitos sabem é porque estudam e entendem
a verdade sobre o selamento dos 144.000. E cabe a nós estudar o que Deus revelou
aos porta-estandartes da verdade.
MENSAGEM DE TRASLADAÇÃO
Nos Lugares Celestiais, p. 298
“O Senhor tem um povo na Terra que segue o Cordeiro aonde quer que vá. Ele
tem Seus milhares que não dobraram os joelhos a Baal. Esses estarão com Ele no
Monte Sião. Mas eles devem tomar sua posição aqui na Terra, cingidos de toda
armadura, prontos para se empenharem na obra de salvar os que estão prestes a
perecer...
“Não precisamos esperar até que sejamos trasladados para seguir a Cristo. O
povo de Deus pode fazer isso aqui embaixo. Só seguiremos o Cordeiro nos átrios
celestiais se O seguirmos aqui.”
Nesse texto, a irmã White coloca os termos no presente; repare nos tempos
verbais. Ela fala de trasladação num contexto atual, para os participantes do tempo
dela.
O pastor A. T. Jones entendeu o que significa a mensagem do terceiro anjo em
sua mais profunda essência - a justificação pela fé. E ele proclamou, na Conferência
de 1893, que essa mensagem representa trasladação.
A. T. Jones, General Conference Bulletin, 1893, p. 185
“Irmãos, esta é a nossa situação. Vamos agir de acordo com
ela. Sejamos gratos a Deus porque Ele ainda está lidando
conosco a fim de nos salvar de nossos erros, de nossos
perigos, manter-nos longe de caminhos errados e derramar
sobre nós a chuva serôdia, para que sejamos trasladados. Este
é o propósito da mensagem para vocês e para mim: a
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trasladação. Irmãos, vamos recebê-la de todo o coração e ser
gratos a Deus por ela.”
O SELAMENTO FOI ADIADO?
Segundo o Espírito de Profecia, “O Evangelho de Cristo é, de princípio a fim,
o evangelho da graça salvadora.” Evangelismo, p. 552.
Embora possamos ter a confiança na promessa da graça de Cristo que salva
em todas as épocas, veja quando ela (a graça) é concedida com maior ênfase:
Special Testimonies to Battle Creek Church, p. 40
“Nunca houve um tempo em que o Senhor manifestasse sua grande graça aos
seus escolhidos mais plenamente do que nestes últimos dias, quando sua lei é
tornada nula.”
Veja as mesmas expressões usadas pela profetisa para o termo “lei tornada
nula” (anulada), “law made void”, em inglês.
4 LT Ms 6, 1884
“Nunca antes houve uma época em que houvesse tanta necessidade de o povo de
Deus reivindicar e magnificar a lei de Deus. Quando vemos a lei ser tornada nula,
que posição devemos ocupar?”
Signs of the Times, 9 de janeiro de 1896
“O Senhor deu aos homens sua lei e prometeu que abençoaria aqueles que
guardassem seus mandamentos. No quarto mandamento, ele ordenou aos
homens que guardassem o sábado, um memorial de suas obras e poder de
criação; mas os homens buscaram muitas invenções, e foi permitido a Satanás
abrir caminho na fé e na doutrina da professa igreja cristã, até que o sábado do
Senhor, o memorial do poder de criação, foi posto de lado, e a lei tornada nula
por homens pecadores, enquanto um sábado espúrio foi instituído em seu lugar.”
Bible Echo, 4 de janeiro de 1897
“Estamos vivendo em uma época em que a lei de Deus é tornada nula. A fé que
uma vez foi entregue aos santos é perdida de vista, e a palavra de Deus é
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substituída pelo erro. O grande sacrifício feito pelo Redentor do mundo e as
reivindicações de Deus sobre a humanidade não são apreciados.”
Carta 106, 1897
"O Senhor Deus é um Deus zeloso, Ele ainda suporta longamente os pecados e as
transgressões de Seu povo nesta geração. Se o povo de Deus tivesse seguido Seu
conselho, a obra de Deus teria avançado, as mensagens da verdade teriam sido
levadas a todos os povos que habitam sobre a face de toda a Terra. Se o povo de
Deus tivesse acreditado Nele e sido cumpridor de Sua palavra, se tivesse guardado
Seus mandamentos, o anjo não teria vindo voando pelo céu com a mensagem aos
quatro anjos que deveriam soltar os ventos para que soprassem sobre a Terra,
clamando: Retenham, retenham os quatro ventos para que não soprem sobre a
Terra até que eu tenha selado os servos de Deus em suas testas. Mas como o povo
é desobediente, ingrato e não santificado, assim como o antigo Israel, o tempo é
prolongado para que todos possam ouvir a última mensagem de misericórdia
proclamada em alta voz. A obra do Senhor tem sido prejudicada, o tempo de
selamento, atrasado. Muitos não ouviram a verdade. Mas o Senhor lhes dará uma
chance de ouvir e se converter, e a grande obra de Deus seguirá em frente.” (Carta
106, 1897).
Vejamos agora esta parte do texto no original em inglês e como foi traduzido
no livro A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 287. Aqui parece que nos deparamos com uma
das traduções influenciadas pela crença pré-existente, em prejuízo da fidelidade ao
texto original.
“The Lord’s work has been hindered, the sealing time delayed.”
“A obra do Senhor tem sido impedida, e o tempo do assinalamento, adiado.”
E a tradução mais adequada ao contexto, seria:
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Mas, alguém pode perguntar: qual a diferença entre ‘adiado’ e ‘atrasado’.
Adiado dá a ideia de suspenção, de algo que foi interrompido para ser retomado
depois.
Atrasado significa algo que já deveria ter terminado ou chegado, algo que não
veio, ou que não terminou na hora marcada.
Pelo plano de Deus, o selamento já deveria ter terminado e Jesus voltado, mas
pela indolência do professo povo de Deus, o tempo de selamento teve que ser
estendido (ou aumentado). Está atrasado!
DELAYED = ATRASADO
No painel dos aeroportos, quando o voo está atrasado vemos essa imagem:
Um nativo da língua inglesa, querendo se referir a algo que foi adiado, usará a
palavra postponed e não delayed.
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POSTPONED = ADIADO (deixar para depois)
Veja uma das imagens que o Google apresenta para postponed:
Portanto, entendemos que no contexto do que a irmã White escreveu, por ser
o povo desobediente, não santificado, assim como era o povo de Israel, aquilo que
Deus designou que seria feito em pouco tempo, tem sido prolongado por mais
tempo. O selamento que já era para ter sido concluído, está atrasado!
O SELAMENTO E A TERCEIRA MENSAGEM ANGÉLICA
Life Sketches of Ellen G. White, p. 125
“Numa reunião efetuada em Dorchester (Massachusetts), em novembro de 1848,
foi-me concedida uma visão da proclamação da mensagem do selamento, e do
dever dos irmãos de publicarem a luz que brilhava em nosso caminho.”
Primeiros Escritos, p. 118
“Vi então o terceiro anjo. Disse meu anjo acompanhante: ‘Terrível é sua obra.
Tremenda sua missão. Ele é o anjo que deve separar o trigo do joio, e selar, ou
atar, o trigo para o celeiro. Essas coisas devem absorver toda a mente e atenção
toda’.”
Desde que os três anjos saíram (1844) e têm estado a dar a mensagem, o
selamento está em curso, e eles estão atando o trigo e selando os fiéis com o selo
do Deus vivo, enquanto os quatro anjos estão retendo os ventos.
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PRIMEIRA VISÃO DA IRMÃ WHITE
Em dezembro de 1844, logo após o desapontamento, Ellen White (na época
era Ellen Harmon) teve sua primeira visão, enquanto orava na casa da Sra. Haines,
em Portland. Ela sentiu o poder de Deus descer sobre ela e ficar envolta de luz,
sentindo-se elevada acima da Terra. Procurando para ver o povo do advento, foi-
lhe dito para olhar para cima. Ela viu então um caminho reto e estreito no qual
viajava o povo do advento.
Essa visão é descrita no livro Primeiros Escritos, pp. 13-20.
Logo no início do movimento adventista, portanto, o Senhor já mostrou a
jornada do Seu povo desde o clamor da meia-noite até a nova Terra. O Espírito de
Profecia caracteriza esse povo do advento como sendo os 144.000, em sua
trajetória para a “Santa Cidade e a rica recompensa a ser dada aos que aguardarem
o Seu Senhor quando voltar de Suas bodas. (p. 14)”
Nessa visão podemos ver a coerência da mensagem do selamento, apontando
para o povo que se forma desde o tempo do movimento adventista de 1844 até o
fim do tempo de graça. Este é o tempo da formação dos 144.000, o mesmo tempo
da pregação das três mensagens angélicas, do selamento e do juízo investigativo.
Quem está aguardando o Senhor voltar das bodas? Todos os adventistas
desde o tempo dos pioneiros estão vivendo na esperança de ver o Salvador em Sua
vinda.
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Primeiros Escritos, p. 14
“O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava
na sua extremidade mais afastada. Tinham uma luz brilhante colocada por trás
deles no começo do caminho, a qual um anjo me disse ser o ‘clamor da meia-
noite’. Essa luz brilhava em toda a extensão do caminho, e proporcionava
claridade para seus pés, para que assim não tropeçassem. Se conservavam o olhar
fixo em Jesus, que se achava precisamente diante deles, guiando–os para a
cidade, estavam seguros.”
O assinalamento dos 144.000 está intimamente ligado com a mensagem do
terceiro anjo de Apocalipse 14; afinal, o objetivo das três mensagens é selar um
povo na verdade, o qual vai estar apto, nas cenas finais do conflito, a permanecer
diante de Deus sem um intercessor.
Um ponto muito importante nessa visão: uma luz brilhante que clareava toda
a extensão do caminho, o clamor da meia-noite, para que não tropeçassem. O que
isso nos diz? Os que mantiverem essa luz (clamor da meia-noite) diante de si,
olhando fixos para Jesus, estarão seguros. Como ela diz que a luz brilhava em toda
a extensão do caminho, entendemos que vale para todo o tempo até o fim. É
recomendado para nós; mantermo-la diante de nós, seguirmos a luz que foi dada
no início da obra, observar a mensagem da experiência passada.
QUANDO COMEÇOU O SELAMENTO
A Bíblia nos diz que o selamento começa ao final do tempo dos
acontecimentos do sexto selo, relatados no capítulo 6 do livro de Apocalipse. O
capítulo 7 de Apocalipse é um parêntese entre o sexto e o sétimo selo, e revela
detalhes adicionais do sexto selo. Portanto, o selamento, descrito no capítulo 7,
deve se iniciar logo depois dos sinais no Sol, na Lua e nas estrelas.
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Apocalipse 6: 12-14
“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de
terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue.
E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os
seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro
que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos do seu lugar.”
O selamento deveria iniciar entre os versos 13 e 14 do capítulo 6 de Apocalipse,
após o último sinal – a queda das estrelas em 1833 – e o céu se retirar como um
livro que se enrola, pois depois disso não há mais nada.
Apocalipse 7:2-4
“E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e
clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar
a terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até
que hajamos assinalado na testa os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos
assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos
dos filhos de Israel.”
O pioneiro, pastor Loughbourough, contemporâneo da irmã White, em seu
livro Questions on the Sealing Message, páginas 3 e 4, conta-nos como a mensagem
sobre o selamento foi obtida e o que estava se passando naqueles tempos no início
da obra da igreja:
“Com relação ao assunto deste livro - os 144.000 selados –
tenho sido grandemente movido pelo Espírito de Deus a
escrever e publicar os fatos sobre como a a mensagem do
selamento foi obtida - não apenas da Bíblia, mas por direta
instrução em visões da irmã E. G. White; e também como a
mensagem foi recebida e ensinada por nossos ministros e pelo
povo até o ano de 1894, quando a teoria da “nova luz”
encontrou seu defensor em alguém que depois apostatou da
fé e morreu sem ver o cumprimento de sua expectativa, de
que ele viveria até o fim do tempo e, portanto, seria um dos
144.000. Sua alegação era que os últimos testemunhos da irmã
White ensinavam que todos os 144.000 seriam compostos por
aqueles que nunca haviam morrido.”
21
Por volta do ano de 1845, os adventistas começaram a estudar sobre a terceira
mensagem angélica de Apocalipse 14: 9-12, chegando então à compreensão de que
a guarda do Sábado do sétimo dia estava incluída na guarda dos mandamentos.
Eles se depararam com o que a irmã White escreveu em Testimonies for the Church,
volume 1, páginas 78-79, com relação à situação em 1846 e adiante:
“Quando começamos a apresentar a luz sobre a questão do Sábado, não tínhamos
ideia claramente definida da terceira mensagem angélica de Apocalipse 14: 9-12.”
A preocupação deles em dar seu testemunho ao povo era que o grande
movimento do segundo advento provinha de Deus. Eles entendiam que a primeira
e a segunda mensagens angélicas tinham sido dadas e que a terceira deveria ser
dada. Havia o entendimento que a terceira mensagem se encerraria com as
seguintes palavras de Apocalipse 14:12.
“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos
de Deus e a fé de Jesus.”
Eles entendiam que esta profecia envolvia a reforma do Sábado, mas não
tinham um claro entendimento sobre o que significava a imagem e a marca da
besta.
E, em 1868, quando foi lançado o primeiro volume dos Testemunhos para a
Igreja, Ellen White escreveu, no volume 1, p. 79:
“Deus, pelo Seu Espírito Santo, fez brilhar a luz sobre os Seus servos, e o assunto
gradualmente se abriu às suas mentes. Foi necessário muito estudo e um cuidado
ansioso para pesquisá-lo, elo após elo. Com cuidado, ansiedade e trabalho
incessante a obra prosseguiu até que as grandes verdades de nossa mensagem,
um todo claro, conectado e perfeito, foram dadas ao mundo.”
E Loughborough acrescenta:
Questions on the Sealing Message, p. 8
“Embora, até o ano de 1848, nosso povo tivesse uma luz clara
sobre as diferentes características da mensagem do terceiro
anjo, sua atenção não havia sido especialmente voltada para a
mensagem do selamento. Eles não acreditavam que, de acordo
com Apocalipse 14:1-5, haveria 144.000 redimidos no Monte
Sião. Esse grupo também foi mencionado pela irmã White em
sua primeira visão, registrada em “Experience and Views”,
22
edição antiga, página 12. Mas eles ainda não haviam estudado
a luz sobre o selamento dos 144.000.
“Como veremos, foi na época do conflito entre as nações da
Europa, nos meses iniciais de 1848, que a luz sobre a mensagem
do selamento chegou a esse povo.”
Assim, pelo testemunho desse pioneiro, vemos que sob a direção divina os
primeiros adventistas chegaram ao entendimento das “grandes verdades de nossa
mensagem”. O grupo viu a conexão entre elas num todo perfeito e claro.
Veja o que a irmã White escreveu sobre o pastor Loughbourough:
Mas sobre a pergunta ‘Quando começou o selamento’, citamos alguns textos
do Espírito de Profecia:
Ms 7, 24.08.1850 (Visão dada na casa do irmão Harris, em Centerport, New York).
Primeiros Escritos, p. 58
“O tempo do selamento é muito curto, e logo terminará. Agora, enquanto os
anjos estão contendo os ventos, é o tempo de fazer firme a nossa vocação e
eleição.”
Loughborough novamente afirma, na página 21 do mesmo livro:
“Foi por causa dessas declarações claras que nosso povo e os
nossos ministros, até 1894, acreditavam e ensinavam que a
obra de selamento estava em curso desde 1848, e que os
23
144.000 estavam sendo selados. Não vejo como poderíamos
tirar outra ideia, a partir dos testemunhos que citamos, de que
a obra do selamento havia começado em 1848-1850.”
Mas a mensagem original, mantida pelos pioneiros do início da obra, seria
minada por influência de alguns dentre o professo povo de Deus, como veremos
na próxima citação:
“Alguns, mais especialmente desde 1894, afirmaram que
ninguém será contado entre os 144.000, mas aqueles que
viveram até a segunda vinda de Cristo; e que isto deve ser
assim, pois de acordo com Apocalipse 14:3,4, eles são
“redimidos entre os homens”, e “da terra”. Idib, p. 22.
Alguns anos depois, Robert H. Pierson, Presidente da Conferência Geral, de
1966 a 1979, declarou que acreditava que a grande multidão seria o resultado do
Movimento Adventista (Review and Herald, 06.06.1966). Ele aplicou o texto de
Apocalipse 7:9, que fala da grande multidão, como sendo o triunfo do movimento
adventista.
Veja o que ele disse na Review and Herald, de 26.06.1966:
“Se você quiser ler o relato inspirado do triunfo do
Movimento do Advento, volte-se comigo para as palavras do
discípulo na Ilha de Patmos, registadas em Apocalipse 7:9:
“Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual
ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e
línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro,
trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.”
Até 1894 não havia dúvidas sobre o selamento entre os nossos pioneiros mais
influentes que consolidaram a mensagem adventista. Porém a partir dessa data,
Segundo Loughborough, mudanças começaram já a ocorrer, provavelmente
devido ao rápido crescimento do número de membros da igreja. Temendo que
logo se alcançaria o número determinado na profecia, fazendo com que muitos se
desanimassem, foi então introduzida essa “nova luz” sobre os 144.000, a fim de
acomodar os anseios da maioria. E essa “nova luz” dizia que somente os que nunca
morrerem e estivem vivos quando Jesus voltar farão parte dos 144.000. No
entanto, no início não era assim que os pioneiros ensinavam.
24
Como temos certeza que Apocalipse 7:9 não se refere somente aos 144.000?
Porque a própria mensageira do Senhor, aprofundando o que João viu, esclarece
que ali há quatro grupos distintos diante do trono. Para fins didáticos, colocamos
cada grupo em cores diferentes, sendo que no último grupo, a autora cita
Apocalipse 7:9, demonstrando que essa passagem bíblica se refere à grande
multidão e não aos 144.000.
Assim, vemos que nos textos inspirados há evidências de que a grande
multidão e os 144.000 são grupos distintos.
Também temos o testemunho poderoso de Uriah Smith com relação à
explicação do texto de Apocalipse 7:9. Veja o que diz o autor do livro que é
considerado pelo Espírito de Profecia como “a mão ajudadora de Deus”.
As Profecias do Apocalipse, p. 111 (Uriah Smith)
“Terminado o selamento João contempla uma inumerável
multidão que, em arrebatamento, adora a Deus perante o Seu
trono. Esta vasta multidão é constituída pelos salvos de toda
nação, povo, tribo e língua, que foram ressuscitados na
segunda vinda de Cristo, mostrando que o selamento é a última
obra realizada em favor do povo de Deus antes da trasladação.”
Muitos adventistas até hoje acreditam que a grande multidão de Apocalipse
7:9 e os 144.000 são o mesmo grupo. Porém isso não encontra amparo em
25
nenhuma das três fontes em que nos baseamos: Bíblia, Espírito de Profecia e
pioneiros. Enquanto o texto bíblico diz que a grande multidão “ninguém podia
contar”, os 144.000 é apresentado como um número contável.
Portanto, o contexto de Apocalipse 7:9 é:
Versos 9 e 10 = A grade multidão que ninguém podia contar
Versos 13 a 17 = 144.000 (número específico que se podia contar)
QUEM ESTAVA SENDO SELADO JÁ NO TEMPO DA IRMÃ
WHITE
Em 1850: Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 263
“Vi que ela (Sra. Hastings) estava selada, e à voz de Deus, ressurgiria e se ergueria
sobre a Terra, e estaria com os 144.000. Vi que não precisamos chorar sobre ela,
ela repousaria durante o tempo de angústia.”
Em 1851: Primeiros Escritos, p. 71 (1851)
“Vi que muitos não se dão conta do que eles devem ser a fim de viver à vista do
Senhor sem um sumo sacerdote no santuário durante o tempo de angústia. Os
que recebem o selo do Deus vivo, e são protegidos no tempo de angústia, devem
refletir completamente a imagem de Jesus.”
Em 1855: Testemunhos Seletos, v. 1, p. 65
“Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja
qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão
a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação. ...”
Em 1899: Comentário Bíblico Adventista, 7:982 (1899)
“Existem homens vivendo em nossa terra que já passaram da idade de noventa
anos. Os resultados naturais da velhice são vistos em sua fraqueza. Mas eles
acreditam em Deus, e Deus os ama. O selo de Deus está sobre eles, e eles estarão
26
entre o número dos quais o Senhor disse: “Bem-aventurados os mortos que
morrem no Senhor.”
O SELEMENTO AINDA NÃO TERMINOU – POR QUÊ?
1LtMs, Ms 1, 1848
“Os anjos estão segurando os quatro ventos”.
“É Deus quem restringe os poderes.”
“Os anjos não os soltaram (os ventos), pois os santos não estão todos selados.”
“Por que eles estão prontos para soprar? Há um controle colocado sobre eles,
porque os santos não estão selados.”
“O tempo de angústia já começou, já começou. A razão pela qual os quatro
ventos não se soltaram, é porque os santos não estão todos selados. Está a
aumentar, e aumentará cada vez mais; a angústia nunca acabará até que a Terra
se livre dos ímpios.”
ATRIBUTOS DOS SELADOS
Apocalipse 14:1-3
“E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e
quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu
Pai. E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande
trovão; e uma voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa. E cantavam um
como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e
ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil
que foram comprados da terra.”
Para ficar bem firme na mente, repetimos este brilhante texto de 1855:
Testemunhos Seletos, v. 1, p. 65, (2SG, p. 225)
“Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja
qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão
a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação. ...”
27
Observe estes verbos sublinhados - eles estão no tempo presente (quando
foram escritos). Mostram algo que já estava ocorrendo em 1855.
7BC, 980 (1897); EF 189
“O selo do Deus vivo é colocado nos que guardam conscienciosamente o sábado
do Senhor.”
7 BC, 970 (1899); EF 189
“Os que querem ter o selo de Deus na testa precisam guardar o sábado do quarto
mandamento.”
Primeiros Escritos, p. 71 (1851)
“Os que recebem o selo do Deus vivo e são protegidos no tempo de angústia
devem refletir completamente a imagem de Jesus.”
Testemunhos para Ministros, p. 445
“Os que vencem o mundo, a carne e o diabo, serão os agraciados que receberão
o selo do Deus vivo.”
Maranatha, p. 241
“Só os que recebem o selo do Deus vivo terão o passaporte para transpor os
portais da cidade santa.”
Maranata, p. 243
“Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus – candidatos
para o Céu.”
The Review and Herald, 21.05.1895
28
“O selo do Deus vivo será colocado somente nos que se assemelham a Cristo no
caráter.”
Mas em que consiste esse atributo necessário para ser selado, ressuscitar ou
permanecer glorificado, e fazer parte dos 144.000? É necessário ter o mesmo
caráter de Jesus! Veja a clareza dos textos inspirados a seguir.
A Maravilhosa Graça de Deus, p. 321
“A glória de Deus é Seu caráter. ... Este caráter foi revelado na vida de Cristo. ...
Cristo deseja que Seus seguidores revelem em suas vidas este mesmo caráter. Em
Sua oração intercessória pelos discípulos, Ele declarou: “E eu dei-lhes a glória
(caráter) que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles,
e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo
conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado
a mim.” (João 17:22, 23).
“Hoje é ainda Seu propósito santificar e purificar Sua igreja.
Nenhum dom maior do que o caráter que Ele revelou pode Cristo pedir a Seu Pai
que conceda àqueles que nEle creem. Que amplitude há em Seu pedido! Que
plenitude de graça tem o privilégio de receber cada seguidor de Cristo!”
Por isso os 144.000 são glorificados, pois têm o mesmo caráter do Pai e do
Filho. Os que ressuscitam glorificados é porque morreram com esse caráter selado
em seu ser. Veja que a graça de Cristo não se restringe a qualquer tempo, Ele pode
conceder Sua graça a qualquer um que a queira receber, mesmo não tendo
nenhum decreto dominical em vigor.
Glória de Deus = caráter
Glorificação = refletir o caráter de Deus/Cristo
MUITOS NÃO RECEBERÃO O SELO DE DEUS
Maranata, p. 244
“Muitos não receberão o selo de Deus porque não guardam os Seus
mandamentos nem produzem os frutos da justiça.”
29
Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 213
“Nem todos os que professam guardar o sábado serão selados.”
Maranatha, p. 241
“A grande massa dos professos cristãos se deparará com amargo
desapontamento no dia de Deus. Eles não têm na testa o selo do Deus vivo. Sendo
mornos e indiferentes, desonram muito mais a Deus do que o descrente confesso.
Tateiam nas trevas, quando poderiam estar andando na luz do meio-dia da
Palavra, sob a orientação de Alguém que nunca erra...”
Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 211
“A classe que não se entristece por seu próprio declínio espiritual, nem chora
sobre os pecados dos outros, será deixada sem o selo de Deus.”
Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 67
“O dia da vingança de Deus está precisamente diante de nós. O selo de Deus será
colocado somente na testa daqueles que suspiram e clamam por causa das
abominações cometidas na Terra. ... Nossa maneira de proceder determinará se
receberemos o selo do Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas
destruidoras.”
QUANTOS SÃO SELADOS
Bíblia King James
Apocalipse 7:4
“E ouvi o número daqueles que foram selados; e foram selados cento e quarenta
e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel.”
“And I heard the number of them which were sealed: and there were sealed an
hundred and forty and four thousand of all the tribes of the children of Israel.” King
James Bible
Algumas versões dizem “assinalados” em vez de “selados”; porém essas duas
expressões são sinônimas, significam a mesma coisa.
30
Jesus falou dos salvos como sendo um pequeno rebanho. Veja o que Ele disse
em Lucas 12:32:
“Não temas, ó pequenino rebanho, porque é aprazível a vosso Pai dar-vos o
reino.”
Este estudo sobre o selamento é algo que Satanás detesta porque ele não
quer que o povo de Deus saiba a verdade sobre quando começou de fato o
selamento e o que isso implica. O inimigo fica colocando preconceitos, ideias
preconcebidas e erros de interpretação para que as pessoas pensem que não é
importante estudar sobre este assunto e assim ficam sem se beneficiar de uma
mensagem que mudaria o rumo da igreja e abreviaria a volta de Jesus.
Depois de o profeta ter sido levado em visão a contemplar os acontecimentos
do sexto selo, descritos em Apocalipse 6:12 e 1, ele vê as cenas do capítulo 7, o
selamento dos 144.000. Este acontecimento deve se realizar logo depois dos sinais
previamente mencionados – o grande terremoto, o escurecimento do Sol e a
queda das estrelas. Como o selamento ainda não havia ocorrido, essa obra de
selamento deve ocorrer entre os versos 13 e 14 do capítulo 6 de Apocalipse, e esse
é bem o tempo em que estamos vivendo, o tempo desde (aproximadamente) 1844
até o fechamento da porta da graça – o tempo do selamento do capítulo 7. Depois
disso, a partir do verso 14 ao 17, descreve as cenas que precedem a volta de Jesus.
A Palavra de Deus diz que são 144.000 selados
UMA RESSURREIÇÃO NO TEMPO DE ANGÚSTIA
Daniel 12:2
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e
outros para vergonha e desprezo eterno.”
Apocalipse 1:7
“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o
traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!”
Mateus 26:64
“Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do
Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.”
Apocalipse 14:13
31
“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que,
desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus
trabalhos, e as suas obras os sigam.”
Essas passagens bíblicas mostram que haverá uma ressurreição no tempo de
angústia. Não se trata da primeira ressurreição, que chamará somente os santos
mortos por ocasião da volta de Jesus; tampouco é a segunda ressurreição, que
ressuscitará somente os ímpios depois do milênio. Trata-se, portanto de uma
ressurreição especial, mista, pois serão ressuscitados tanto santos como ímpios.
A mensageira do Senhor fala dessa ressurreição.
O Grande Conflito, p. 556
“Abrem-se as sepulturas, e “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão,
uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Daniel 12:2.
Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo
glorificados para ouvir o concerto de paz de Deus com aqueles que guardaram a
Sua lei.”
E neste outro texto, fala do mesmo assunto, porém numa linguagem um
pouquinho diferente.
Primeiros Escritos, p. 285
“As sepulturas foram abertas, e aqueles que haviam morrido na fé sob a terceira
mensagem angélica, guardando o Sábado, saem de seus leitos de pó glorificados,
para ouvir o converto de paz que Deus faria com aqueles que guardaram a Sua
lei.”
Aqui temos três destaques para este texto inspirado:
1.
Morreram na fé sob a terceira mensagem angélica, ou seja, durante a duração das
três mensagens – no período de 1844 até o início do fim do tempo de graça.
2.
Guardaram pelo menos um Sábado em suas vidas.
3.
Ressuscitam para ouvir o concerto de paz. Eles fazem parte dos agraciados pelas
bênçãos do concerto de paz sob a voz de Deus, a qual é pronunciada para os
144.000.
Então, juntando esses dois textos, aprendemos que para fazer parte dos
144.000 o cristão deve ter vivido na mensagem do terceiro anjo (o que é pré-
requisito para poder morrer na fé dessa mensagem), ou seja, ter aperfeiçoado um
32
caráter cristão à semelhança de Jesus, na referência de Apocalipse 14: 12 (os
mandamentos de Deus e a fé de Jesus), e ter guardado o Sábado bíblico, o sétimo
dia da semana.
O pastor Loughborough, comentando o texto em que a irmã White diz que os
que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo ressuscitam para ouvir o
concerto de paz, escreveu na Review and Herald, de 14.06.1906:
“A fé dos guardadores do sábado desde esse tempo até a
introdução de algumas das “luzes” modernas, era que aqueles
que morreram na fé estavam entre os selados, e constituiriam
uma parte dos cento e quarenta e quatro mil.”
MORTAIS OU IMORTAIS
Alguns, por não compreenderem todo o conjunto dos acontecimentos, dizem
que os que ressuscitam na ressurreição especial surgem em estado imortal.
Mas será que isso está de acordo com o que diz o Espírito de Profecia, com o
ensino dos nossos pioneiros e com a lógica?
Vamos começar na ordem inversa do que foi citado acima:
LÓGICA
Não teria lógica dentro do contexto da perfeição de Deus que dois grupos
ressuscitassem juntos (santos e ímpios, na ressurreição especial), e uma parte
ressurgisse para a vida em estado imortal (os santos) e a outra parte ressurgisse
em estado mortal (os ímpios).
Veja o que diz o Espírito de Profecia sobre a situação quando isso ocorre no
início da sétima praga, e quem dos ímpios fará parte da ressurreição especial:
Eventos Finais, p. 271
“Há um grande terremoto “como nunca tinha havido desde que há homens sobre
a Terra; tal foi este tão grande terremoto”. Apocalipse 16:18. O firmamento parece
abrir-se e fechar-se. A glória do trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera. As
montanhas agitam-se como a cana ao vento, e rochas irregulares são espalhadas
por todos os lados. ... A terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do
mar. Sua superfície está a quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder.
Cadeias de montanhas estão a soçobrar. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos
33
marítimos que, pela iniquidade, se tornaram como Sodoma, são tragados pelas
águas enfurecidas. ... Grandes pedras de saraiva, cada um “do peso de um
talento”, estão a fazer sua obra de destruição.
“Abrem-se sepulturas, e “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão,
uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Daniel 12:2.
Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo
glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que
guardaram a Sua lei. “Os mesmos que O traspassaram” (Apocalipse 1:7), os que
zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de
Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra
conferida aos fiéis e obedientes.”
Os ímpios ressuscitam mortais, é lógico, pois eles não terão a vida eterna.
Aqueles que participaram da morte de Jesus, e os que durante todo o tempo
transcorrido de lá para cá, que foram inimigos do povo de Deus, que perseguiram,
mataram, escravizaram, irão receber as sete últimas pragas (acumuladas), verão
Jesus voltando em Sua glória, irão morrer novamente e ressuscitar depois do
milênio (segunda ressurreição) para receber a condenação e morte eterna.
PIONEIROS
O que dizem os pioneiros sobre esta pergunta:
- Os santos da ressurreição especial voltam à vida mortal ou imortal?
34
Os pioneiros que ajudaram a formar nossas crenças, pela direção de Deus,
entendiam que os 144.000:
- São reunidos da última geração (peça nosso estudo sobre a última geração para
entender desde quando ela é formada).
- São formados pela mensagem do terceiro anjo, que vem sendo dada desde
1844/1848.
- Os que morrem na mensagem do terceiro anjo são bem-aventurados e
ressuscitam antes da volta de Jesus.
- Os santos que ressuscitam antes da volta de Jesus fazem parte dos 144.000.
- Ao ressuscitar, são elevados à vida mortal.
- São transformados à imortalidade apenas quando Cristo aparece na Sua segunda
vinda. I Tessalonicenses 4:16, 17.
ESPÍRITO DE PROFECIA
Em meio ao movimento fanático denominado “carne santa”, iniciado em
Indiana, em 1900, Veja o que Ellen White disse sobre vida imortal/carne santa.
35
É contrário ao texto bíblico de Filipenses 3:21 e o Testemunho de 2ME, p.33
supor que os santos que ressuscitam na ressurreição especial voltam à vida terrena
com natureza imortal. Nenhum imortal pode permanecer nesta Terra antes de
Deus purificá-la pelo fogo. Por isso, é certo afirmar que os que ressuscitam à voz
de Deus no início da sétima praga vêm de volta à vida mortal, pois ainda eles têm
uma parte a cumprir em sua vida aqui na Terra, como veremos a seguir.
No próximo texto vamos ver que o Espírito de Profecia explica que carne
santa é a natureza incorruptível da qual o apóstolo Paulo fala em 1 Coríntios 15:53,
o que apenas acontece na volta de Jesus, não antes.
O Cuidado de Deus, p. 374
“Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão,
a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura
dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: “Despertai, despertai,
despertai, vós que dormis no pó, e surgi!” Por todo o comprimento e largura da
Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira
ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação,
tribo, língua e povo. Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal,
clamando: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua
36
vitória?” 1 Coríntios 15: 55. E os vivos justos e os santos ressuscitados unem as
vozes em prolongada e jubilosa aclamação de vitória.”
Santos que dormem = santos ressuscitados = grande multidão
(já ressuscitam imortais)
Justos vivos = 144.000 (são tornados imortais somente na volta de Jesus/ passam
muitos dias na Terra ainda em estado mortal)
E, por ocasião da volta de Jesus, antes da transformação, esta cena é descrita:
Primeiros Escritos, p. 16
“Então, todos os rostos empalideceram; e o daqueles a quem Deus havia rejeitado
se tornaram negros. Nós todos exclamamos então: “Quem poderá estar de pé?
Estão as minhas vestes sem mancha?”
O Grande Conflito, pp. 646-650
“Os justos clamam, a tremer: ‘Quem poderá subsistir? Silencia o cântico dos anjos,
e há um terrível silêncio. Ouve-se então a voz de Jesus dizendo: ‘A minha graça te
basta.’ Ilumina-se a face dos justos, e a alegria enche todos os corações. E os anjos
entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao aproximar-se ainda mais da
Terra. ... A voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. ... E os que ouvirem
viverão. ... Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando:
‘Onde está, ó morte o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” 1 Coríntios
15:55.
Seres imortais não poderiam estar trementes e com rostos pálidos; isso é
próprio dos mortais.
Até o momento em que os santos forem transformados por Jesus, eles terão
sentimentos próprios, embora não pecaminosos, da natureza carnal. Os imortais
nunca mais terão os rostos pálidos ou tremor. Mas a voz melodiosa do Salvador
logo conforta Seus servos dizendo ‘a minha graça te basta.’ Que momento glorioso
há de ser para os selados!
Ao aproximar-Se mais da Terra, o Filho de Deus chama os santos que dormem.
A irmã White várias vezes usa o termo ‘santos que dormem’ para se referir aos que
37
ressuscitam na primeira ressurreição (a grande multidão) que acontece somente
quando Jesus chega na Terra. Esses santos da grande multidão já ressuscitam
imortais, cantando vitória sobre a morte e o inferno. Os da ressurreição especial
não têm ainda certeza da sua vitória quando retornam à vida mortal. Isso somente
se dará no concerto de paz. Por ainda estarem no corpo mortal, na vinda de Cristo,
os santos tremerão diante do esplendor do Salvador, embora tenham sido
glorificados à voz de Deus.
IMORTALIDADE APENAS NA VOLTA DE JESUS
Romanos 6:23
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna, por
Jesus Cristo nosso Senhor.”
I Tessalonicenses 4: 16, 17 (Bíblia King James Fiel 1611)
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com brado, e com a voz de arcanjo, e
com a trombeta de Deus; e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois
nós, os que estamos vivos e permanecemos, seremos arrebatados juntamente
com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor no ar, e assim estaremos para sempre
com o Senhor.”
A vida eterna é um dom que Deus concede aos Seus filhos fiéis, não é um
atributo inato do ser humano. É somente na volta de Jesus que os santos que estão
vivos (os 144.000, formado pelos que não morrem, mais os ressuscitados na
ressurreição especial) são transformados e recebem a santificação. (I Tess. 4:16,
17). Essa é a pura doutrina bíblica.
God’s Amazing Grace, p. 351 (9 de dezembro)
“Estamos nos preparando para encontrar com Aquele que, escoltado por um
séquito de santos anjos, vai aparecer nas nuvens do céu para dar aos fiéis e aos
justos o toque final da imortalidade. ...”
A Maravilhosa Graça de Deus, p. 712 (5 de dezembro)
“Quando o Filho do homem vier, os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e
os vivos serão transformados. Por esta grande mudança ficam preparados para
receberem o reino. ... O homem, em seu estado presente, é mortal, corruptível; o
38
reino de Deus, porém, será incorruptível, permanecendo para sempre. Portanto,
o homem, em sua condição atual, não pode entrar no reino de Deus. Mas, em
vindo Jesus, confere a imortalidade a Seu povo; e então os chama para possuírem
o reino de que até ali têm sido apenas herdeiros.”
Quando Jesus voltar
Os que estiverem mortos ressuscitarão incorruptíveis
Os que estiverem vivos serão transformados
P: Quem estará vivo e verá Jesus voltando?
R: Os que não morrem + os que ressuscitaram na ressurreição especial
Esses estarão vivos e são os que serão transformados (1 Tess. 4:17)
Os 144.000 são os que estarão vivos e serão transformados
Alguém poderia duvidar que os ressuscitados na ressurreição especial não
estarão vivos?
Como eles certamente estarão vivos, farão parte dos 144.000
GLORIFICADOS X IMORTAIS
Muita confusão há devido ao não entendimento entre ressuscitar glorificado
e ressuscitar imortal. Muitos acreditam que quando é dito que os santos
ressuscitam glorificados significa que eles ressuscitam imortais.
Ressurreição Especial = Ressuscitam mortais, pois ainda vão andar pela Terra não
renovada, em meio a pecadores (os ímpios que estão vivos).
Grande multidão = ressuscitam imortais
Vejamos mais atentamente o texto da mensageira do Senhor.
O Grande Conflito, p. 645
“Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de
olhos”. À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com
os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares.”
Agora, pensemos:
39
Pergunta: Qual a cena em que se dá o que é descrito acima?
Resposta: A volta de Jesus.
Pergunta: Quem são os justos vivos que são transformados “num momento, num
abrir e fechar de olhos”?
Resposta: Os que ressuscitaram na ressurreição especial e os que não morrem, pois
os demais que estão vivos são ímpios.
Pergunta: Quando todo ser humano somente será transformado à imortalidade:
Resposta: Somente na aparição do Senhor Jesus em Sua segunda vinda, conforme I
Coríntios 15: 51-52.
O texto de O Grande Conflito, p. 645, ficaria assim entendido:
“Os justos vivos (os ressuscitados na ressurreição especial + os que não morrem)
são transformados (à imortalidade)
“num momento, num abrir e fechar de olhos” (quando Jesus aparecer).
À voz de Deus (na ocasião da ressurreição especial) foram eles glorificados;
agora tornam-se imortais,
e com os santos ressuscitados (os da grande multidão),
são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares.”
Vejamos alguns casos de glorificação na Bíblia.
JESUS:
Mateus 17:1,2
“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e
os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu
rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.”
The Desire of Ages, p. 829
“Depois de Sua ressurreição, Ele Se deteve na Terra por um tempo, para que Seus
discípulos se tornassem familiar com Seu ressuscitado e glorificado corpo.”
Spiritual Gifts, v. 4b, p. 112
40
“Na transfiguração Jesus foi glorificado por Seu Pai. Nós O ouvimos dizer: ‘Agora
o Filho do homem é glorificado e Deus é glorificado nEle.’ Assim, antes do Seu
julgamento e crucificação Ele foi fortalecido para o Seu último terrível
sofrimento.”
Letter 41,1903
“Cristo é glorificado por uma vida de constante, bem definida fé. Paulo declara
que “a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou
e se entregou a si mesmo por mim.” (Gálatas 2:20). Cristo deve ser glorificado
pela fé viva e operante de Seu povo.”
Glorificar: 1. Dar honra, obedecer, amar, ter fé, entregar-se a Cristo. 2. Cobrir de
glória. 3. Quando é concedida a glória de Deus a alguém; fortalecido para algo
especial.
MOISÉS:
3T, p. 354
“As pessoas percebem que é a voz de Moisés, que embora ele esteja
transformado e glorificado, ele ainda é Moisés. ... A pecaminosidade do povo fez
com que fosse doloroso contemplar sua face glorificada.”
Signs of the Times, 14.03.1878
“O próprio Moisés não tinha consciência da glória radiante refletida em seu rosto
e não sabia por que os filhos de Israel fugiam dele quando se aproximava. Ele os
chamou, mas eles não ousaram olhar para aquele rosto glorificado. Quando
Moisés soube que o povo não podia olhar para seu rosto, por causa de sua glória,
ele o cobriu com um véu.”
ESTÊVÃO:
Atos 6:15
“Então, todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele,
viram o seu rosto como o rosto de um anjo.”
My Life Today, p. 67
“Todo o céu estava interessado neste caso. Jesus, levantando-se do trono de Seu
Pai, estava inclinado, olhando para o rosto de Seu servo e transmitindo ao seu
semblante os raios de Sua própria glória, e os homens ficaram surpresos ao verem
a face de Estêvão iluminada como se fosse a face de um anjo. A glória de Deus
41
brilhou sobre ele e, enquanto ele contemplava a face de seu Senhor, os inimigos
de Cristo o apedrejaram até a morte.”
Glorificar = ter os raios da glória de Deus sobre o rosto do Seu servo.
AQUELES QUE RESSUSCITARAM COM JESUS:
Primeiros Escritos, p. 184
“Quando Jesus, estando suspenso na cruz, clamou: “Está consumado”, as pedras
se partiram, a terra tremeu e algumas das sepulturas se abriram. Quando Ele
surgiu, vitorioso sobre a morte e o túmulo, enquanto a terra vacilava e a glória do
Céu resplandecia em redor do local sagrado, muitos dos justos mortos,
obedientes à Sua chamada, saíram como testemunhas de que Ele ressurgira.
Aqueles favorecidos santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e
santos de todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo. ... Aqueles que
saíram após a ressurreição de Jesus, apareceram a muitos, contando-lhes que o
sacrifício pelo homem estava completo. ... e em prova de suas palavras,
declaravam: “Ressuscitamos com ele.”
Eles ressuscitaram glorificados, mas não imortais, pois nenhum imortal pode
andar pela Terra antes da sua purificação. Os imortais são logo arrebatados ao Céu.
Esses santos ressuscitados ainda deviam testificar de Cristo, tinham uma obra a
fazer na Terra antes de Sua ascensão ao Céu.
144.000:
Assim como foi com Moisés e Estêvão, os 144.000 terão suas faces
resplandecentes com a glória de Deus refletida neles, pois O honraram em suas
vidas.
ROSTO GLORIFICADO X CORPO GLORIFICADO
Moisés = face glorificada/brilhante
Estêvão = face glorificada/brilhante como anjo
144.000 = face glorificada
42
Antes da transformação = somente o rosto glorioso
Depois da transformação = todo o corpo glorioso como o corpo de Jesus
Filipense 3:20, 21
“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o
Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme
o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as
coisas.”
2 Coríntios 3:18
“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória
do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem,
como pelo Senhor, o Espírito.”
Todo imortal é também glorificado, mas nem todo glorificado já é imortal, pois
se assim fosse, a profetisa não teria dito que carne santa não anda pela Terra.
O Grande Conflito, p. 491
"Os justos e os ímpios ainda estarão vivendo na Terra em seu estado mortal - os
homens estarão plantando e construindo, comendo e bebendo, todos
inconscientes de que a decisão final e irrevogável foi pronunciada no santuário
acima.”
Os homens só podem viver sobre a Terra em seu estado mortal. Assim será
também com os santos que ressuscitam na ressurreição especial depois do
fechamento da porta da graça.
Daniel 12:2 – Ressurreição especial – estado mortal tanto para os ímpios como para
os santos.
Primeiros Escritos, 37
“Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram. Sua face se iluminou com a glória
de Deus.”
Signs of the Times, 27 de novembro de 1879
“À medida que a mensagem do terceiro anjo se torna um alto clamor, grande
poder e glória acompanharão a obra final. É a chuva serôdia, que reaviva e
43
fortalece o povo de Deus para atravessar o tempo de angústia de Jacó,
mencionada pelos profetas. A glória daquela luz que acompanha o terceiro anjo
será refletida sobre eles. Deus preservará o seu povo durante esse tempo de
perigo.”
DE GLÓRIA EM GLÓRIA
God’s Amazing Grace, p. 280
“Através de provas e perseguição a glória - o caráter – de Deus é revelado em Seus
escolhidos.”
14LtMs, Lt 6, 1899
“Há uma mudança constante de glória em glória, de carácter para carácter.”
The Story of Jesus, p. 177
“Cristo vem, vem com nuvens e com grande glória. Uma multidão de anjos
resplandecentes acompanhá-lO-á. Ele virá para ressuscitar os mortos e para
mudar os santos vivos de glória em glória.”
8LtMs, Ms 12, 1893
“E vê-los transformados pela frenologia - NÃO! Ei-los transformados de carácter
em carácter, de glória em glória, para os tornar filhos da obediência.”
NÃO ENTRAR EM CONTROVÉRSIA SOBRE QUEM FARÁ
PARTE DOS 144.000
Mensagens Escolhidas, volume 1, pp. 174, 175 (1901)
“Não é Sua vontade que eles se metam em controvérsia acerca de questões que
não os ajudarão espiritualmente, tal como quem deve compor os cento e
quarenta e quatro mil. Isto, aqueles que são os eleitos de Deus saberão, em breve,
sem dúvida.”
Vejam que a profetisa não está dizendo para não estudar, mas o que ela pede
é não entrar em controvérsia (ou discórdia) sobre se tal ou tal pessoa, ou se algum
determinado grupo fará parte dos 144.000. Não entrar em controvérsia é não
refutar algum ponto da mensagem que já foi estabelecido pela providência de
Deus.
44
Não compete a nós saber quem de nossos amigos ou conhecidos ou que
classe de pessoas vão fazer parte desse número seleto. Ficamos apenas com o que
já foi revelado.
Sabemos que no final do século XIX, início do século XX, havia discussão sobre
este assunto. O presidente da Conferência da União do Pacífico (C.C. Crisler),
escreveu ao secretário da irmã White (E.E. Andross) perguntando se era verdade o
que um irmão (Dr. B. E. Fullmer) estava ensinando em Los Angeles. Esse irmão dizia
que os 144.00 seriam compostos somente por americanos, e ninguém mais de
outras nações.
O secretário respondeu que a irmã White disse que aqueles que se metem em
teorias não reveladas estão em perigo de encontrar desapontamentos, e que
deveriam se ater ao que havia sido mostrado a ela. Além disso ela dizia que “Até
agora, que eu saiba, ninguém conhece a completa verdade do assunto, nem
saberemos, até que estejamos do outro lado do Jordão.”
Ela diz “a completa verdade do assunto”, mas como ela mesma escreveu
vários textos e também nossos pioneiros, alguma parte do assunto podemos
conhecer. Embora ninguém conseguirá dizer o verdadeiro significado sobre os
144.000, devemos nos ater ao que está revelado, pois é nosso dever estudar e
compreender o que Deus mostrou em Sua Palavra e nos Testemunhos.
Houve um homem que disse para a irmã White que “os 144.000 serão os
judeus que reconhecerão Jesus como o Messias.” Para esse irmão, ela respondeu:
“Suas ideias .... não se harmonizam com a luz que Deus me tem dado.” (14 MR).
Deuteronômio 29:29
“As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus; porém as reveladas são
para nós e para nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras
desta lei.”
Com isso, percebemos que o Espírito de Profecia não proibiu falar ou estudar
sobre o selamento dos 144.000, uma vez que ela disse que “os eleitos saberão em
breve”. Isso significa que nem todos estudarão e entenderão o assunto. Na
atualidade a posição oficial da igreja adventista do sétimo dia é a mesma que
muitos leigos mantêm. Eles dizem que somente os que nunca passarão pela morte
farão parte desse seleto grupo.
Muitos de nossos pioneiros escreveram sobre os 144.000. Veja:
45
Ellen White: Vários textos espalhados pelos seus escritos, como temos visto neste
presente estudo.
Haskell: Escreveu o livro “A História do Vidente de Patmos”, no qual ele diz que
“Aqueles que aceitam Jeová como Rei são selados e enchem as fileiras dos cento
e quarenta e quatro mil.” (p. 258).
James White: Publicou artigo na Review and Herald, de 23.09.1880, em que afirma:
“Aqueles que morrem sob a mensagem do terceiro anjo fazem parte dos 144.000;
não há 144.000 em acréscimo a esses, mas esses ajudam a formar aquele número.
Eles são elevados à vida mortal pouco antes da vinda de Cristo, e . . . são
transformados em imortalidade quando Cristo aparece.”
Joseph Bates: Escreveu um livro com o título de “Um Selo do Deus Vivo”, no qual
afirma: “Agora todos os crentes do advento que têm, e participam das mensagens
do advento, como dadas em Apocalipse 14:6-13, amarão e guardarão o concerto
com Deus, e especialmente Seu santo Sábado, neste concerto; esse é uma parte
dos 144.000, agora a serem selados.” (p. 61).
James White e Uriah Smith: Uriah Smith editou um livro chamado “Synopsis of the
Present Truth (Sinopses da Verdade Presente), com as principais crenças dos
adventistas do sétimo dia, dentre elas a dos 144.000 selados desde 1844/1848.
Loughbourough: Escreveu o livro “Questions on the Sealing Message” (Questões
sobre a Mensagem do Selamento), defendendo o selamento dos 144.000 desde
1844/1848. Veja seu relato.
“Se ainda há dúvidas de que os guardadores do Sábado
ressuscitados sejam numerados com os 144.000,
considere o seguinte das palavras da Irmã White, em
1909. Na Conferência Geral em 1909, o irmão Irwin tinha
um estenógrafo que o acompanhou numa fala da irmã
White. Ele desejava fazer-lhe algumas perguntas, e ter
46
uma cópia exata das palavras das perguntas, e as palavras
exatas das respostas.” (p. 31).
“Dentre outras perguntas havia esta:
“Os que morreram na mensagem estarão entre os 144.000?"
Em resposta, a Irmã White disse:
“Oh, sim, aqueles que morreram na fé estarão entre os 144.000. Estou certa
sobre este assunto.”
Essas foram as exatas palavras da pergunta e resposta, como o irmão Irwin me
permitiu copiar do relatório do seu estenógrafo.”
R. H. Johnson: Publicou artigo na Review and Herald, de 27.07 e 03.08.1905.
“Dentre aqueles que gritaram vitória sobre a besta e
sobre sua imagem estavam os que tinham saído das suas
sepulturas na ressurreição especial, e foram vistos no
mar de vidro. Eles eram ‘os santos vivos em número
de 144.000 ’. (PE 15).”
Uriah Smith: Publicou um panfleto com o nome “Um Estudo sobre os 144.000”,
afirmando:
“Assim, as evidências parecem claras e conclusivas que os
144.000 são reunidos da última geração antes da vinda de
Cristo; que eles são trazidos à tona pela mensagem do
terceiro anjo; que mesmo aqueles que morrem na
mensagem são bem-aventurados, sendo restituídos ao
47
número pela ressurreição antes do aparecimento de
Cristo; e que todos são coroados finalmente com o
privilégio peculiar de compor o gabinete do Rei dos reis e
Senhor dos senhores, para seguir o Cordeiro por onde
quer que Ele vá (Apocalipse 14:4), alegrados na Sua
constante presença e sustentados por Sua graça infalível.
Apocalipse 7:15,17.”
Daniel e o Apocalipse, p. 634, nota de rodapé, edição de 1905
“Aqueles que morrem depois de terem sido identificados
com a mensagem do terceiro anjo, são evidentemente
numerados como parte dos 144.000; pois esta mensagem
é a mesma que a mensagem de selamento do Apocalipse
7, e por essa mensagem apenas 144.000 foram selados.
Mas há muitos que já tiveram toda a sua experiência
religiosa sob esta mensagem, mas caíram na morte. Eles
morrem no Senhor, e por isso são contados como
selados; pois eles serão salvos. Mas a mensagem resulta
no selamento de apenas 144.000; portanto, estes devem
ser incluídos nesse número.
“Sendo levantados na ressurreição especial (Daniel 12:2;
Apocalipse 1:7) que ocorre quando a voz de Deus é
proferida do templo, no início da sétima e última praga
(Apocalipse 16:17; Joel 3:16; Hebreus 12:26), eles passam
pelo período daquela praga, e por isso pode ser dito que
saem "da grande tribulação" (Apocalipse 7.14), e tendo
sido ressuscitados da sepultura apenas para a vida
mortal, eles tomam sua posição com crentes que não
morreram, e com eles recebem a imortalidade no último
trunfo (1 Coríntios 15.52), sendo então, com os outros,
mudados em um momento, em um piscar de olhos.
“Assim, embora eles tenham passado pelo túmulo, pode-
se dizer deles finalmente, que são "redimidos dentre os
homens (Apocalipse 14.4), isto é, dentre os vivos; pois a
vinda de Cristo os encontra entre os vivos, esperando a
mudança para a imortalidade, como aqueles que não
48
morreram, e como se eles mesmos nunca tivessem
morrido.”
W. C. White: O filho da irmã White, que conviveu com ela a vida toda, conta o que
ouvia sua mãe falar.
“Passemos agora à pergunta: A Irmã White ensinou que
aqueles que morreram na mensagem desde 1844 e dos
quais se diz ‘Bem-aventurados os mortos que desde agora
morrem no Senhor’ serão membros dos 144.000?
“Posso assegurar-lhe, meu irmão, que esta era a crença e
o ensinamento de Ellen G. White. Muitas vezes ouvi-a
fazer declarações nesse sentido, e estou na posse de uma
carta ao irmão Hastings que é mencionada na página 237
do Life Sketches, na qual ela diz claramente que a sua
esposa, que tinha falecido recentemente, seria membro
dos 144.000.”
Assim, podemos ver que os mais próximos à Ellen White entendiam e
aceitavam essa verdade sobre o selamento. Agora estamos resgatando esses
tesouros escondidos e trazendo-os à luz.
Para ler o texto completo de Um Estudo dos 144.000, de Uriah Smith, acesse o
link abaixo.
https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/um-estudo-dos-144-000-
d0ec86cb4619
VERDADE PRESENTE
Para os pioneiros adventistas dos primeiros 50 anos, a mensagem do
selamento constituía Verdade Presente. Veja o que diz o Espírito de Profecia sobre
como deve ser observado esse tema:
Manuscrito 31, 1896
“As direções do Senhor foram assinaladas, e maravilhosíssimas Suas revelações
do que era a verdade. Ponto após ponto foi estabelecido pelo Senhor Deus do
Céu. Aquilo que era verdade então, é verdade hoje.”
49
O livro Sinopsys of the Present Truth (Sinopse da Verdade Presente), Uma
Breve Exposição da Visão dos Adventistas do Sétimo Dia, de 1884, foi escrito por
Uriah Smith. Trata-se do resultado de uma série de palestras proferidas nos
Institutos Bíblicos em várias partes do país (EUA). Um desejo geral por uma
oportunidadede estudar as opiniões assim ensinadas, por parte daqueles que não
têm o privilégio de frequentar os Institutos, levou à publicação do conteúdo das
conferências, alguns anos depois, em formato de livro, sob o título de “O Instituto
Bíblico”. O trabalho foi minuciosamente revisado, grande parte reescrito, e muitos
novos temas acrescentados, tornando-o naquilo que o novo nome é designado a
indicar: uma “Sinopse da Verdade Presente”.
A irmã White apoiava o trabalho dos ministros no Instituto Bíblico (The Bible
Institute)?
SIM, veja o que ela escreveu.
Manuscript Releases, v. 1, p. 360
“O pai das crianças D frequentou a Conferência e o Instituto Bíblico dos Ministros
realizado em Battle Creek; mas ele se manteve distante e não se harmonizou com
o espírito da reunião.”
E mais este:
50
Veja o que os pioneiros adventistas ensinavam
sobre o selamento dos 144.000
Synopsis of the Present Truth, p. 318-320
“Mas já demonstramos que este poder é um símbolo do nosso
próprio governo, está agora no palco da ação, e é o último poder
que persegue a igreja de Deus. Portanto, os 144.000 são aqueles
desenvolvidos pela mensagem do terceiro anjo, e que serão
transladados de entre os homens na segunda vinda de Cristo.
“O trabalho de selamento de Apocalipse 7 resulta no selamento do
número aqui especificado; mas como este é idêntico à mensagem
do terceiro anjo, este trabalho de selamento tem já, há muitos
anos, estado em andamento. Alguns, cuja inteira experiência
religiosa têm estado ligada e é devida a este trabalho,
adormeceram desde que a mensagem começou. Serão eles
contados com estes 144.000? Se assim for, como se pode dizer que
são redimidos de entre os homens, ou transladados?
“Antes da vinda de Cristo, acontece uma ressurreição parcial, de
acordo com Daniel 12:2 e Apocalipse 1:7. Daniel diz: “muitos dos que
dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna,
outros para vergonha e desprezo eterno”. Esta não é a ressurreição
geral de nenhuma das duas classes, pois na ressurreição geral dos
justos não há ímpios a serem ressuscitados, e na ressurreição geral
dos ímpios não há justos incluídos. Mas há uma ressurreição mista,
tomando alguns, uns poucos de ambas as classes, e isso ocorre em
conexão com o levantar de Miguel e o encerramento do tempo de
angústia. Com isso, portanto, inferimos que, nesse tempo,
51
provavelmente, quando a voz de Deus for ouvida (Joel 3:16,
Hebreus 12:27, Apocalipse 16:17), alguns dos preeminentemente
maus irão ressurgir, e todos aqueles que morreram na mensagem
do terceiro anjo. Sendo então ressurgidos da morte e tomando seu
lugar com aqueles que não morreram sob esta mensagem, eles são
transladados quando o Senhor aparece. E, assim, com os outros,
pode-se dizer que são redimidos de entre os homens.”
A terceira mensagem angélica de Apocalipse 14:12 contém dois pilares: os
mandamentos de Deus, no qual está o Sábado, o selo de Deus; e a fé de Jesus, a
justificação pela fé.
The signs of the Times, 01.11.1899
“O Sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Chama a atenção para
Deus como o Criador, e é o sinal de Sua legítima autoridade sobre os seres que Ele
criou.”
Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 423
“O sábado é a grande questão decisiva. Ele é a linha demarcatória entre os leais e
sinceros e os desleais e transgressores. Este sábado foi ordenado por Deus, e os
que afirmam ser observadores dos mandamentos e creem que estão agora sob a
proclamação da terceira mensagem angélica, verão a parte importante que o
sábado do quarto mandamento mantém nessa mensagem. É o selo do Deus vivo.”
Entendemos que a mensagem da justificação pela fé, o Sábado e o selamento
dos 144.000 estão intimamente ligados como parte da Verdade Presente,
merecendo atenção para serem estudados e compreendidos.
EZEQUIEL 9
O MESMO SELAMENTO DE APOCALIPSE 7
Ezequiel 9:1-11
“Então, me gritou aos ouvidos com grande voz, dizendo: Fazei chegar os
intendentes da cidade, cada um com as suas armas destruidoras na mão.
E eis que vinham seis homens a caminho da porta alta, que olha para o norte, cada
um com as suas armas destruidoras na mão, e entre eles, um homem vestido de
linho, com um tinteiro de escrivão à sua cinta; e entraram e se puseram junto ao
altar de bronze.
52
E a glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, até à
entrada da casa; e clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de
escrivão à sua cinta.
E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca
com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas
as abominações que se cometem no meio dela.
E aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele e feri; não poupe o
vosso olho, nem vos compadeçais.
Matai velhos, e jovens, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas
a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário.
E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa.
E disse-lhes: Contaminai a casa, e enchei os átrios de mortos, e saí. E saíram e
feriram na cidade.
Sucedeu, pois, que, havendo-os eles ferido, e ficando eu de resto, caí sobre a
minha face, e clamei, e disse: Ah! Senhor Jeová! Dar-se-á o caso que destruas todo
o restante de Israel, derramando a tua indignação sobre Jerusalém?
Então, me disse: A maldade da casa de Israel e de Judá é grandíssima, e a terra se
encheu de sangue, e a cidade se encheu de perversidade; eles dizem: O Senhor
deixou a terra, o Senhor não vê.
Pois também, quanto a mim, não poupará o meu olho, nem me compadecerei;
sobre a cabeça deles farei recair o seu caminho.”
E eis que o homem que estava vestido de linho, a cuja cinta estava o tinteiro,
tornou com a resposta, dizendo: Fiz como me mandaste.”
No capítulo 27, do livro Testemunhos para a Igreja, o Espírito de Profecia fala à
igreja de Laodiceia. E no subtítulo “Dever de reprovar o pecado” nos é dito que o
pecado de Acã é uma ilustração de como Deus considera o pecado no meio dos
professos guardadores dos mandamentos. Após explicar a gravidade de passar por
alto os erros na igreja, temos o que segue:
Testimonies to the Church, v. 3, p. 267
“Quem está subsistindo no conselho de Deus para este tempo? São aqueles
que, por assim dizer, desculpam os erros entre o professo povo de
Deus e murmuram em seu coração, se não abertamente, contra os
que reprovam o pecado? São os que tomam atitude contra eles e se
53
compadecem dos que cometem erro? Não, absolutamente! A menos
que eles se arrependam e deixem a obra de Satanás em oprimir os que
têm a responsabilidade da obra, e em suster as mãos dos pecadores
de Sião, jamais receberão o selo aprovador de Deus. Cairão na
destruição final dos ímpios, representada na obra dos cinco homens
que tinham as armas destruidoras na mão.
O TESTE DO SÁBADO
The Present Truth, 01.08.1849
“Vi que Jesus tinha fechado a porta no Lugar Santo, e que nenhum homem a pode
abrir; e que Ele tinha aberto a porta no Lugar Santíssimo, e que nenhum homem
a pode fechar (Ver Apocalipse 3: 7, 8.), e uma vez que Jesus havia aberto a porta
no Lugar Santíssimo, que contém a Arca, os mandamentos têm brilhado para o
povo de Deus, e eles estão sendo testados na questão do Sábado.
“Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediação de Jesus
no lugar santo estivesse terminada e Ele tivesse passado para dentro do segundo
véu; portanto os cristãos que dormiram antes de a porta ser aberta no Santíssimo,
quando o clamor da meia-noite terminou, no sétimo mês, em 1844, e que não
haviam guardado o verdadeiro Sábado, agora repousam em esperança, pois não
tiveram a luz e o teste do Sábado que nós agora temos, uma vez que a porta foi
aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus sobre este
ponto. Porque muitos bons cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não
guardaram o verdadeiro Sábado, eles estavam duvidando quanto a ser isto um
teste para nós agora.”
UM TESTE TAMBÉM PARA O ANTIGO ISRAEL
O Sábado foi um teste para o antigo Israel, assim como é para o moderno
Israel.
Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 355
“Tinham, pois, alguma coisa que fazer a fim de preparar o pão que lhes era
enviado do Céu, e o Senhor lhes ordenou que o fizessem na sexta-feira, o dia da
preparação. Esse era um teste para Israel. Deus queria prová-los se guardariam ou
não o Seu santo sábado.”
54
Numa visão, em 1849, a irmã White viu que o tempo para o povo de Deus ser
provado em relação ao sábado “seria quando a porta fosse aberta no lugar
santíssimo do santuário celestial, onde está a arca que contém os Dez
Mandamentos. “E uma vez que Jesus abrira a porta para o santíssimo, onde está a
arca, os mandamentos têm estado a brilhar para o povo de Deus, e eles estão
sendo testados sobre a questão do sábado.” Ela disse ainda que “os inimigos da
verdade presente têm estado procurando abrir a porta do lugar santo, a qual Jesus
fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo, que Ele abriu em 1844, no qual está
a arca contendo as tábuas de pedra onde estão os Dez Mandamentos escritos pelo
dedo de Jeová.” (PE, 42).
O tempo da porta aberta no lugar Santo do Santuário já passou; a partir de
1844, estamos vivendo no tempo em que as três mensagens fazem seu trabalho
de restauração da verdade do Sábado, enquanto Jesus está trabalhando no lugar
Santíssimo; este é o tempo do nosso teste; este é o tempo de vigência da
mensagem na qual seremos julgados.
TEMPO DA SACUDIDURA
CHUVA SERÔDIA
SELAMENTO
Signs of the Times, 27 de novembro de 1879
55
“À medida que a mensagem do terceiro anjo se torna um alto clamor, grande
poder e glória acompanharão a obra final. É a chuva serôdia, que reaviva e
fortalece o povo de Deus para atravessar o tempo de angústia de Jacó,
mencionada pelos profetas. A glória daquela luz que acompanha o terceiro anjo
será refletida sobre eles. Deus preservará o seu povo durante esse tempo de
perigo.”
Em 1859, a irmã White escreveu um livreto chamado “To Those Who Are
Receiving the Seal of the Living God” (Para Aqueles que Estão Recebendo o Selo do
Deus Vivo). Ela entendia que no tempo dela havia pessoas já recebendo o selo do
Deus vivo, pois o texto fala no tempo presente “estão recebendo”.
Clique no link abaixo para ler o texto em português da publicação Para Aqueles
Que Estão Recebendo o Selo do Deus vivo.
https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/para-aqueles-que-
est%C3%A3o-recebendo-o-selo-do-deus-vivo-5593e7b94892
Maranata, p. 46
“Vi que estamos agora no tempo da sacudidura. Satanás está trabalhando com
todo o seu poder para arrebatar pessoas da mão de Cristo e fazer com que
calquem aos pés o Filho de Deus. ... O caráter está sendo desenvolvido. Anjos de
Deus estão avaliando o valor moral. Deus está provando Seu povo.”
Early Writings, p. 192 (1882)
“Satanás está agora usando todo dispositivo neste tempo de selamento para
afastar as mentes do povo de Deus da verdade presente e fazer com que vacilem.”
“Neste tempo de selamento” = tempo presente (neste).
Ms 15, 1910
“Qual é a promessa para os que vivem nestes últimos dias? “Voltai à fortaleza, ó
presos de esperança; também hoje vos anuncio que vos recompensarei em dobro;
... Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia; o Senhor fará nuvens claras,
e dar-lhe-á chuvas abundantes.” (Zacarias 9:12; 10:1).
56
A OBRA FINAL PARA A IGREJA
Falando para a igreja de Laodiceia, especificamente sobre o dever de reprovar
o pecado, temos este texto da Inspiração:
Testemunhos para a Igreja, v. 3, p.
“O verdadeiro povo de Deus, os que possuem o espírito da obra do
Senhor e levam a sério a salvação das pessoas, verá sempre o pecado
em seu caráter real, maligno. Estarão sempre a favor de lidar de maneira fiel e
positiva com os pecados que facilmente assaltam o povo
de Deus. Em especial na obra final da igreja, no tempo do selamento
dos cento e quarenta e quatro mil que hão de permanecer irrepreensíveis diante
do trono de Deus, sentirão muito profundamente
os erros do professo povo de Deus.”
Logo depois dessa citação, na página 267, temos:
“Quem está permanecendo no conselho de Deus para este tempo?”
P: De qual tempo ela fala:
R: No tempo em que está escrevendo o livro.
A expressão “obra final para da igreja” merece ser analisada para
entendermos o que a escritora quis dizer de fato, pois para muitos pode dar a
entender que a obra final para a igreja se dá somente depois do decreto dominical.
Embora a tradução mais adequada para o termo “closing work” usado pela irmã
White seja “obra de encerramento”, para fins didáticos, permanecemos com a
expressão “obra final”. Sendo assim, vamos ver alguns poucos textos do Espírito
de Profecia em que são mencionadas as palavras “the closing work” (obra final).
Por favor, observem as datas das citações, as quais nos mostram que a obra final
já vinha desde os tempos dos pioneiros.
Review and Herald, 02.01.1879
“Nossas irmãs, os jovens, os de meia idade e os de anos avançados podem ter uma
parte na obra final para este tempo; e, ao fazê-lo, à medida que tiverem
oportunidade, obterão uma experiência do mais alto valor para si próprios".”
Gospel Workers, p. 36 (edição 1915)
57
“Estamos nos aproximando do fim da história desta Terra. Temos diante de nós
uma grande obra - a obra final de dar a última mensagem de advertência a um
mundo pecador.”
The Advocate, p. 01.07.1899
“Estamos vivendo na obra final desses dias perigosos, quando “a verdade anda
tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar”, quando “quem se desvia
do mal arrisca-se a ser despojado.” (Isa. 59:14, 15) A importante, grande obra de
preparar um povo para estar de pé no dia do Senhor deve ser realizada.”
Letter 28, 1859
“Deus me livre de desonrá-Lo, clamando: Paz, paz, quando não há paz. Não temos
um milênio temporal para fazer esta última obra final. Que o Senhor me desperte
e sopre sobre mim o Seu Espírito, e me dê energia e zelo para fazer tudo o que
estiver ao meu alcance para salvar almas.”
Leter 318, 1907
“Meu irmão, aqueles que têm um papel a desempenhar em nosso trabalho de
sanatório devem buscar o Senhor com fé sincera. Estamos agora na obra final da
história da Terra. Não há um momento de tempo para duvidar. Que sua fé
aumente. Por mais desanimadoras que sejam as aparências, crede que o Senhor
trabalhará em favor de Seu povo e de Sua causa.”
Spirit of Prophecy, v. 4, p. 199
“Jesus envia ao seu povo uma mensagem de aviso a fim de prepará-los para a sua
vinda. Ao profeta João foi dada a conhecer a obra final do grande plano de
redenção do homem.”
NPUGleaner, 9 de março de 1910
“Irmãos e irmãs, Cristo em breve virá nas nuvens do céu, com poder e grande
glória. Ele deseja que façamos nossa parte fielmente na obra final de advertir o
mundo. Mas a incredulidade é pesada; pressiona a alma; e, tendo sido recebida e
acariciada, revela-se em nossa apatia e indiferença para com aqueles que ainda
não foram advertidos.”
Observamos nos textos que mencionamos neste estudo (há muitos mais) que
58
o pensamento recorrente da irmã White era que eles já estavam na obra final da
igreja.
Podemos perceber que o “closing work” para a igreja não se dá somente
depois do decreto dominical durante a chuva serôdia, mas já estava acontecendo
desde os tempos dos pioneiros.
O tempo do selamento dos 144.000 a que ela se refere é deste 1844/1848 até
o final do tempo de graça. É neste tempo, durante a vigência das três mensagens
angélicas de Apocalipse 14, que o povo de Deus sente os erros da igreja, o tempo
em que esses erros estão sendo revelados. Esta obra de selamento desde
1844/1848, certamente, é a obra final para a igreja, pois depois dela não resta mais
expiação para o povo.
Num artigo da Revista, em meio a um apelo sobre a importância do trabalho
missionário, situando-o desde o tempo dela (1879), a irmã White, usa a expressão
“the closing work for this time” (a obra final para este tempo), semelhante à que
ela usou no texto anterior citado (a obra final para a igreja).
A partir do contexto apresentado acima, podemos concluir que a obra final é a
proclamação das três mensagens angélicas, a última advertência ao mundo.
Primeiros Escritos, p. 44 (1849)
“Eu vi que Satanás estava operando dessa maneira a fim de distrair, enganar e
afastar de Deus o Seu povo, precisamente agora, neste tempo de selamento.”
Ela viu que agentes de Satanás estavam afetando o corpo de alguns santos,
os quais ele não podia enganar e afastar da verdade por influência satânica. Dessa
forma, quando ele não consegue enganar, pode afetar o corpo da pessoa.
QUEM RESSUSCITA NA RESSURREIÇÃO ESPECIAL
Primeiros Escritos, p. 285
“As sepulturas foram abertas, e aqueles que haviam morrido na fé sob a terceira
mensagem angélica, guardando o sábado, saem de seus leitos de pó, glorificados,
para ouvir o concerto de paz que Deus faria com aqueles que guardaram a Sua
lei.”
59
O Grande Conflito, p. 556
“Abrem-se as sepulturas, e “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão,
uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Daniel 12:2.
Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo
glorificados para ouvir o concerto de paz de Deus com aqueles que guardaram a
Sua lei.”
Aqui nesses dois textos podemos observar aquele princípio de “um pouco
aqui e um pouco ali” da Palavra de Deus. No texto de O Grande Conflito, a profetisa
diz que aqueles que morrem na fé da mensagem do terceiro anjo ressuscitam e no
texto de Primeiros Escritos ela amplia a mensagem acrescentando que eles
ressuscitam, “guardando o sábado”. Isso nos diz que não basta morrer crendo em
Jesus; para fazer parte dos 144.000 tem que ter guardado o Sábado bíblico.
Outro ponto importante a ser observado é quando ela diz em Primeiros
Escritos, p. 285 que eles ressuscitam para ouvir o concerto de paz que Deus faria
com os observadores de Sua lei. “Faria” é um verbo conjugado no futuro do
pretérito. Esse tempo verbal é utilizado para se referir a algo que poderia ter
acontecido posteriormente a uma situação no passado.
Como a irmã White fala “as sepulturas foram abertas” (ela está lá no futuro
vendo isso como sendo passado) e vê também o que Deus iria fazer, mais adiante:
um concerto de paz com eles (futuro). Isso nos mostra que no momento da
ressurreição especial o concerto de paz está no futuro, mesmo que seja alguns dias
depois.
Vejamos como fica:
“As sepulturas foram abertas, (irmã White está lá no futuro vendo isso como
já tendo acontecido)
e aqueles que haviam morrido na fé sob a terceira mensagem angélica,
guardando o sábado,
saem de seus leitos de pó,
glorificados,
para ouvir o concerto de paz
que Deus faria com aqueles que guardaram a Sua lei.” (o concerto havia de ser
feito depois que a ressurreição especial acontecesse). Não são atos
simultâneos.
60
Há um tempo entre esses dois eventos. Eles ressuscitam para depois de
algum tempo ouvir o concerto de paz. Não é algo que acontece imediatamente
quando eles ressuscitam. Mais adiante, nos eventos da sétima praga, veremos
mais sobre isso.
QUEM RESSUSCITA OS SANTOS MORTOS
RESSURREIÇÃO ESPECIAL – O PAI
Joel 2:11
“E o Senhor levanta a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimos são
os seus arraiais; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia
do Senhor é grande e mui terrível, e quem o poderá sofrer?”
Early Writings, p. 286
“Nuvens negras e pesadas subiam e batiam umas nas outras. Havia, porém,
um lugar claro de uma glória fixa, donde veio a voz de Deus, semelhante a
muitas águas, abalando os céus e a Terra. Houve um forte terremoto. As
sepulturas se abriram e os que haviam morrido na fé da mensagem do
terceiro anjo, guardando o sábado, saíram de seus leitos de pó, glorificados,
para ouvir o concerto de paz que Deus faria com os que tinham guardado a
Sua lei.”
61
A VOZ VEM DE ÓRION
Maranatha, p. 280
“No meio dos céus furiosos há um espaço claro de glória indescritível, de onde
vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: “Está feito”.
Apocalipse 16:17.
Early Writings, p. 41 (1851)
“Nuvens escuras e pesadas surgiram e se chocaram umas contra as outras. A
atmosfera se dividiu e recuou. Então pudemos olhar para cima, através do
espaço aberto em Órion, de onde vinha a voz de Deus.”
PRIMEIRA RESSURREIÇÃO - JESUS
Primeiros Escritos, p. 287
“A Terra agita-se poderosamente quando a voz do Filho de Deus chama os
santos que dormem. Eles respondem ao chamado e saem revestidos de
gloriosa imortalidade.”
Note-se que ao descrever a primeira ressurreição, a irmã White diz que
eles saem “revestidos de gloriosa imortalidade”, ao passo que ao descrever a
ressurreição especial, ela apenas menciona que eles “saem de seus leitos de
pó glorificados”, sem mencionar imortalidade para os da ressurreição especial,
pois eles só a terão na volta de Jesus.
62
QUEM ENTENDE A VOZ DE DEUS
O grupo que ressuscita para ouvir o concerto de paz é o mesmo
que entende a voz de Deus no concerto
Quem entende a voz de Deus no concerto é parte dos 144.000
Aqui há algo que precisamos atentar. Pelo texto, entendemos que:
Já havia acontecido a ressurreição especial quando ela afirma que:

Os santos vivos são em número de 144.000. Ela não menciona mais nenhum
santo vivo ou grupo de santos ali.

Esses 144.000 conhecem e entendem a voz de Deus.

Os ímpios não entendem a voz de Deus, pensam que era um trovão ou
terremoto.
Então concluímos que, após a ressurreição especial, o grupo
denominado 144.000 é composto pelos que ressuscitam na ressurreição
especial, mais aqueles que não morrem. Esses são os selados com o selo do
Deus vivo a partir de 1844-1848. Portanto, aqueles que estão vivos e que
entendem a voz e sabem que ela provém de Deus, são parte dos 144.000.
Quando colocamos essas duas passagens juntas e nos esforçamos para
entendê-las, fica fácil saber que os que ressuscitam na ressurreição especial,
uma vez que estão vivos, são incluídos no grupo “144.000 em número”.
63
Após a ressurreição especial, Ellen White menciona apenas dois grupos
de pessoas vivas quando Jesus retornar à Terra:
O ISRAEL DE DEUS
Apocalipse 7:4
“E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil
assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.”
Nos escritos do Espírito de Profecia, encontramos a expressão “O Israel
de Deus”, referindo-se à totalidade do povo dos últimos dias – os 144.000. Eles
representam as 12 tribos dos selados.
Prophets and Kings, p. 74
“Seja onde for que eles tenham sido fracos, mesmo a ponto de cair, o Israel
de Deus hoje, os representantes do Céu que constituem a verdadeira igreja
de Cristo, devem ser fortes, pois para eles é delegado o encargo de concluir
a obra confiada ao homem, e de introduzir o dia da premiação final.”
Israel de Deus = verdadeira igreja de Cristo
Missão = concluir a obra, levar a terceira mensagem ao mundo
Tempo em que se desenvolve = de 1844 até o fim da graça
64
Manuscript, 07.03.1898
“Mas o Israel de Deus são aqueles que são convertidos, não aqueles que são
descendentes lineares de Abraão.”
18LtMs, Ms 64, 1903
“A aliança que Deus fez no Sinai é para o Israel de Deus para sempre.”
Signs of the Times, 07.10.1880
“A história da vida de Israel no deserto foi relatada para benefício do Israel
de Deus até ao fim dos tempos.”
12LtMs, Ms 5, 1897
“Somos chamados de o Israel de Deus, e devemos seguir de perto os
princípios dados por Cristo no que diz respeito à nossa conduta uns para com
os outros, pois um dia nos encontraremos face a face com Aquele que deu
esses princípios. Eles se aplicam a nós tão seguramente como se aplicavam
aos filhos de Israel, e eles (os princípios) estarão vivos no juízo.”
Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 283
“Quão frequentemente o antigo Israel se rebelou, e quantas vezes foi
visitado com juízos, e milhares foram mortos, porque não quiseram dar
ouvidos às ordens de Deus que os tinha escolhido! O Israel de Deus nestes
últimos dias está em constante perigo de se misturar com o mundo e perder
todos os sinais de ser o povo escolhido de Deus. Leia novamente Tito 2:13-15.
Estamos aqui trazidos aos últimos dias, quando Deus está purificando para Si
um povo peculiar. Iremos provocá-Lo como fez o antigo Israel? Traremos
sobre nós a Sua ira, afastando-nos dEle e misturando-nos com o mundo, e
seguindo as abominações das nações que nos rodeiam?”
Pacific Union Recorder, 24 de outubro de 1901
“Há necessidades ainda mais urgentes sobre o Israel de Deus nestes últimos
dias do que havia sobre o antigo Israel, pois há uma grande e importante obra
a ser realizada num tempo muito curto. Deus designou que o espírito de
sacrifício deveria se ampliar e aprofundar para a obra final.”
1LtMs, Ms 3, 1854
“O Senhor nos deu labor de espírito no último primeiro dia e, enquanto
estávamos empenhados em oração fervorosa, fui levado em visão e vi o
estado de alguns dos professos Israel de Deus. Vi a situação de muitos em
nossa reunião em Oswego. Vi que eles estavam barrando o caminho da obra
65
de Deus, especialmente os de Caughdenoy. Vi que a desaprovação de Deus
estava sobre eles, e também sobre alguns em Roosevelt.”
Early Writings, p. 33
“Vi que o santo Sábado é, e será, o muro de separação entre o verdadeiro
Israel de Deus e os incrédulos; e que o Sábado é a grande questão para unir
os corações dos queridos de Deus, os santos que esperam.”
Depois da ressurreição especial, quando todos os salvos vivos estarão
reunidos, a irmã White vê o Israel de Deus no concerto de paz.
Primeiros Escritos, pp. 285, 286
“E ao falar Deus o dia e a hora da volta de Jesus e liberar o concerto eterno
com Seu povo, Ele falava uma sentença, então pausava, enquanto as palavras
rolavam pela Terra. O Israel de Deus permanecia com seus olhos fixos para
cima, ouvindo as palavras que saíam da boca de Jeová e rolavam através da
Terra como estrondos do mais forte trovão.”
Maranatha, p. 244
“Assim, o Sábado é um sinal do poder de Cristo para nos tornar santos. E ele
é dado a todos quantos Cristo torna santo. Como um sinal de Seu poder
santificador, o Sábado é dado a todos que através de Cristo se tornam uma
parte do Israel de Deus. ...”
Israel de Deus = guardadores dos mandamentos nos últimos dias,
o povo que prega as três mensagens angélicas e que é selado com o selo
do Deus vivo
Israel de Deus guarda o Sábado
A irmã White relaciona o cântico de Moisés, juntamente com o do
Cordeiro, com o Israel de Deus. Nesta passagem, fica bem definido que eles
são os que João menciona em Apocalipse 15:2, 3.
God’s Amazing Grace, p. 352 (10 de dezembro)
“Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta para a
destruição de todos os inimigos da justiça e a vitória final do Israel de Deus.
66
O profeta de Patmos contempla a multidão vestida de branco, dos que
“saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”,
tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e
o cântico do Cordeiro”. Apocalipse 15:2, 3.
A partir da luz desses textos, podemos compreender melhor agora.
Quando Deus fizer o concerto eterno com o Israel de Deus, Ele estará falando
aos 144.000 (o Israel de Deus), que são todos os santos que estarão vivos
naquele dia. Como vimos que são os santos vivos que entendem a voz de Deus,
e que Ele ressuscita os que morrem na terceira mensagem angélica
justamente para ouvir e entender e fazer parte do grupo que é abençoado
pelo concerto, não se pode ter outro entendimento, a não ser que o Israel de
Deus reúne os que ressuscitam na ressurreição especial, mais os que não
morrem (todos os santos que estarão vivos), totalizando assim o número dos
selados – 144.000 – o Israel de Deus.
Estes textos não têm tudo a ver com os tempos em que estamos
vivendo? Você não se vê encaixado neste “Israel de Deus hoje”?
TEMPOS VERBAIS MODIFICADOS NAS TRADUÇÕES
PUBLICADAS
Com relação aos textos modificados, temos que fazer aqui uma ressalva:
Não é nossa intenção apontar erros de quem quer que seja, mas sim fazer jus
à devida interpretação do que foi de fato escrito pela mensageira do Senhor
nos textos que serão apresentados; bem como mostrar que isso pode ter
conduzido muitas pessoas a um entendimento incorreto da mensagem de
selamento. Não cremos em adulteração nos escritos originais, mas sim em
determinadas compilações direcionadas e também algumas traduções
inexatas.
O primeiro texto modificado (no português) que quero apresentar é com
relação à obra da terceira mensagem angélica, tendo como fonte o livro
Primeiros Escritos. Veja primeiro como está no inglês; depois, em dois
diferentes livros publicados em português.
Early Writings, p. 278
“The third message was to do its work; all were to be tested upon it, and
the precious ones were to be called out from the religious bodies.” (Tempo
verbal no passado).
67
Primeiros Escritos, p. 278, 10ª edição, 8ª impressão, 2014
“A terceira mensagem deveria fazer a sua obra; todos deveriam ser provados
por meio dela, e os que são preciosos deveriam ser chamados das
corporações religiosas.” (Aqui os tempos verbais foram colocados no futuro
do pretérito).
As Três Mensagens Angélicas, p. 93, 1ª edição, 2023
“A terceira mensagem está a fazer o seu trabalho. Todos serão testados por
ela, e os eleitos serão chamados para fora das instituições religiosas.” (Aqui
os tempos verbais foram colocados no futuro do presente).
O que realmente foi escrito?
“A terceira mensagem devia fazer a sua obra; todos deviam ser provados por
meio dela, e os que são preciosos deviam ser chamados das corporações
religiosas.” (Tempo verbal no pretérito imperfeito).
Observe como foi mudado o texto de um livro para o outro. No Primeiros
Escritos, 10ª edição de 2014, o verbo que no original está no passado, foi
colocado no futuro do pretérito. E no livro As Três Mensagens Angélicas, o
verbo foi traduzido para o futuro do presente. Veja:
was to do = devia fazer (pretérito imperfeito)
were to be = deviam ser (pretérito imperfeito)
No entanto, o contexto do que foi escrito é que era esperado que a
terceira mensagem fizesse a sua obra.
Mas qual seria a implicação dessas incongruências nas traduções? Bem,
colocar os verbos no futuro pode passar a ideia de conforto e segurança,
enquanto se joga tudo para um tempo mais distante, levando à negligencia do
preparo que deve ocorrer no presente.
Seguem mais alguns exemplos de tempos verbais modificados.
Grande Conflito, p. 587
Texto original:
“The number of His subjects is made up.”
68
Tradução publicada:
“O número de Seus súditos foi completado.”
Nossa tradução:
“O número de Seus súditos está completo.”
The Review and Herald, 30 de janeiro de 1900
Texto original:
“There can be only two classes. Each party is distinctly stamped, either with
the seal of the living God, or with the mark of the beast or his image.”
Tradução publicada:
“Só poderá haver duas classes. Cada participante é assinalado distintamente,
ou com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou de sua imagem.”
Nossa tradução:
“Só pode haver duas classes. Cada participante é distintamente marcado, ou
com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou de sua imagem.”
O tempo verbal no presente “pode haver” foi modificado para “poderá
haver” (futuro). Vejam como jogar evento do presente para o futuro é algo
grave que pode afetar e dificultar o entendimento de uma mensagem
importante, a fim de nos dar a devida preparação para a chuva serôdia e o
selamento.
Primeiros Escritos, p. 67 (10ª edição, 2014)
Texto original:
“Those who would not receive the mark when the decree goes forth...”
Tradução publicada:
“Os que não receberam o sinal da besta e da sua imagem quando sair o
decreto...”
Nossa tradução:
“Aqueles que não receberiam a marca da besta e sua imagem quando saísse
o decreto devem ter a decisão agora de dizer: Não, nós não daremos
consideração à instituição da besta!”
69
Note que o tempo verbal, escrito originalmente no futuro do pretérito
do indicativo (condicional), foi traduzido para o pretérito perfeito do
indicativo (passado). Além do mais, nessa construção, há ainda outro erro – a
falta de correlação entre os tempos verbais. Foi colocado o pretérito perfeito
com o futuro do subjuntivo, criando assim uma desarmonia nas conjugações,
deixando o texto sem sentido. A instrução gramatical nos diz que o correto,
neste caso, é usar o condicional (futuro do pretérito) associado ao pretérito
imperfeito do subjuntivo. “Não receberiam ... quando saísse”...
Este texto tem ainda para nós uma consideração adicional. O que o
Espírito de Profecia nos diz é que temos que ter agora, no presente de nossas
vidas, a decisão firme em nossa mente, pela fé no poder de Deus em nós, de
não nos submetermos à marca da besta se estivermos vivos quando ela sair.
Se morrermos antes, esse propósito inabalável será considerado como se
fosse consumado lá na frente, se vivêssemos até lá.
Veja o texto bíblico abaixo e procure entender a relação com o que foi
dito acima.
Romanos 4:17
“(como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí), perante aquele
no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que
não são como se já fossem.”
Primeiros Escritos, p. 71 (1851)
Tradução publicada:
“Os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos no tempo de
angústia devem refletir completamente a imagem de Jesus.” (EF 190).
Texto original:
“Those who receive the seal of the living God and are protected in the time
of trouble must refect the image of Jesus fully.”
Nossa tradução:
“Aqueles que recebem o selo do Deus vivo e são protegidos no tempo de
angústia devem refletir a imagem de Jesus plenamente.”
70
Aqui novamente o tempo verbal no presente foi colocado no futuro. A
profetisa diz “os que recebem o selo do Deus vivo” (presente), indicando que
era algo acontecendo no tempo dela, em 1851. Tristemente, foi traduzido pelas
vias oficiais por “hão de receber” (futuro).
Outro texto, cuja tradução não condiz com o texto original, é este:
Maranatha, p. 240
Tradução publicada:
“Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro
e sem mácula por toda a eternidade.”
Texto original:
“When the decree goes forth and the stamp is impressed, their character
will remain pure and spotless for eternity.”
Nossa tradução:
“Quando sair o decreto e a estampa (molde) for impresso, seu caráter
permanecerá puro e sem mácula para a eternidade.”
No texto acima, a palavra “stamp” foi traduzido como “selo”, porém
devemos observer que se o texto quisesse dizer “selo”, a autora usaria a
palavra “seal”, como ocorre nos demais textos em que se menciona o selo de
Deus.
O fato é que o selo do Deus vivo não será aplicado logo quando sair o
decreto dominical, mas somente após o decreto, logo antes do final do tempo
de graça.
Eventos Finais, p.228
“Pouco antes de entrarmos … [no tempo de angústia], todos nós recebemos
o selo do Deus vivo.”
Veja outro exemplo quando o Espírito de Profecia usa o termo “stamp
ou stamped (passado/particípio)”:
71
God’s Amazing Grace, p. 204
“The Spirit will take the things of God and stamp them on the soul.”
“O Espírito tomará as coisas de Deus e as estampará (imprimirá) na alma.”
E agora, um texto já mostrado logo acima, mas que nos ensina que há
diferença entre stamp e selo.
Review and Herald, 30 de janeiro de 1900
“Só pode haver duas classes. Cada grupo é distintamente marcado
(stamped), ou com o selo do Deus vivo, ou com a marca da besta ou sua
imagem.”
O selo é o Sábado, o qual é estampado, marcado (stamped) na fronte do
crente.
Em sentimento de frustração, Ellen White, escreveu:
Review and Herald, 7 de junho de 1887
“Irmãos, quanto tempo até vocês estarem prontos para o selo de Deus?”
JOSUÉ E O ANJO
Nestes textos seguintes temos uma demonstração de que um assunto
não pode ser estudado somente com uma única passagem do Espírito de
Profecia.
Prophets and Kings, p. 588-591
“A visão de Zacarias sobre Josué e o Anjo se aplica com força peculiar à
experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação. ...
“Quando o povo de Deus aflige sua alma diante dEle, suplicando por pureza
de coração, a ordem é dada: “Tirai-lhe estas vestes sujas”, e as palavras
encorajadoras são ditas: “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua
iniquidade e te vestirei de vestes novas.” (Zacarias 3:4). O manto imaculado
da justiça de Cristo é colocado sobre os provados, tentados e fiéis filhos de
Deus. O remanescente desprezado é vestido de trajes gloriosos, para nunca
mais serem contaminados pelas corrupções do mundo. Seus nomes são
72
mantidos no livro da vida do Cordeiro, inscritos entre os fiéis de todas as eras.
...
“Enquanto Satanás tem estado insistindo em suas acusações, santos anjos,
invisíveis, têm estado passando de um lado para outro, colocando sobre os
fiéis o selo do Deus vivo. Estes são os que estão no Monte Sião com o
Cordeiro, tendo o nome do Pai escrito em suas frontes. Eles cantam o novo
cântico diante do trono, aquele cântico que nenhum homem pode aprender,
a não ser os cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos da terra.
“Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são
virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes
são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e
para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são
irrepreensíveis diante do trono de Deus. Apocalipse 14:4, 5.”
Este texto requer uma análise mais acurada. Vejamos este extrato:
“A visão de Zacarias sobre Josué e o Anjo se aplica com força peculiar à
experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação.”
Aplicar a visão com força especial a algum determinado grupo não exclui
os demais que vivem em outra época.
Em outro livro, a mensageira do Senhor comenta sobre Josué e o anjo
com outras palavras, acrescentando algumas coisas bem interessantes. O
texto completo pode ser lido pelos interessados conforme a referência
abaixo. Forneceremos apenas os pontos suficientes para a compreensão do
assunto.
Testemunhos para a Igreja, v. 5, pp. 468-470
“Pudesse ser erguido o véu que separa o mundo visível do invisível, e
pudesse o povo de Deus contemplar o grande conflito que se trava entre
Cristo e os santos anjos, e Satanás e suas forças malignas, acerca da redenção
do homem; pudesse compreender a maravilhosa obra de Deus em favor da
salvação de almas da escravidão do pecado e a constante operação de Seu
poder para sua proteção da maldade do maligno, e estariam melhor
preparados para resistir às armadilhas de Satanás. ... Uma ilustração muito
viva e impressionante da obra de Satanás e da de Cristo, e do poder de nosso
Mediador para vencer o acusador de Seu povo, é dada na profecia de
Zacarias. Em santa visão, o profeta contempla a Josué, o sumo sacerdote,
“vestido de vestidos sujos” (Zacarias 3:3), diante do Anjo do Senhor,
suplicando a misericórdia de Deus em favor de seu povo, que se acha em
profunda aflição. Satanás acha-se a Sua mão direita, para Lhe resistir. Porque
73
Israel fora escolhido para preservar na Terra o conhecimento de Deus,
tinham sido eles desde quando vieram a existir como nação, o objeto especial
da inimizade de Satanás, e ele determinara promover sua destruição. ...
Enganados por suas tentações, haviam transgredido a lei de Deus,
separando-se assim da Fonte de sua força, tendo sido deixados a tornar-se
presa de seus inimigos gentios. Foram levados em cativeiro para Babilônia, e
ali permaneceram por muitos anos. Entretanto, não foram abandonados pelo
Senhor. Foram-lhes enviados Seus profetas, com repreensões e advertências.
O povo foi desperto para reconhecer sua culpa, humilharam-se perante Deus
e a Ele volveram com arrependimento verdadeiro. ... Quando Josué roga
humildemente o cumprimento das promessas de Deus, ergue-se Satanás
ousadamente, para lhe resistir. Aponta para as transgressões de Israel como
razão de não dever o povo ser restaurado ao favor de Deus. Reclama-os como
presa sua, e requer que sejam entregues em suas mãos, para serem
destruídos. ... O sumo sacerdote não se pode defender, nem ao seu povo, das
acusações de Satanás. Não alega que Israel esteja livre de falta. Em suas
vestes sujas, simbolizando os pecados do povo, com os quais ele arca como
representante seu, está ele perante o anjo, confessando a falta deles, mas ao
mesmo tempo alegando seu arrependimento e humilhação, confiando na
misericórdia de um Redentor que perdoa o pecado e, com fé, suplicando as
promessas de Deus. ... Então o Anjo, que é o próprio Cristo, o Salvador dos
pecadores, reduz a silêncio o acusador do Seu povo, declarando: “O Senhor
te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te
repreende: não é este um tição tirado do fogo?” Zacarias 3:2. Israel havia
permanecido por muito tempo na fornalha da aflição. Por causa de seus
pecados, foram quase consumidos na chama acesa por Satanás e seus
agentes, para sua destruição; mas Deus agora Se lançara à obra de os salvar.
... Aceita a intercessão de Josué, é dada a ordem: “Tirai-lhe estes vestidos
sujos”, e a Josué declara o Anjo: “Eis que tenho feito com que passe de ti a
tua iniquidade, e te vestirei de vestidos novos.” “E puseram uma mitra limpa
sobre a sua cabeça, e o vestiram de vestidos.” Zacarias 3:4, 5. Foram
perdoados os seus próprios pecados e os do povo. Israel vestiu “vestidos
novos” — a justiça de Cristo imputada a eles. ... Como Satanás acusou a Josué
e seu povo, assim em todos os séculos acusa os que buscam a misericórdia e
favor de Deus. No Apocalipse é ele declarado ser o “acusador de nossos
irmãos”, “o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”.
Apocalipse 12:10. O conflito repete-se em relação a toda pessoa que é salva
do poder do mal e cujo nome se acha registrado no livro da vida do Cordeiro.”
74
Colocando todos estes textos juntos, e estudando com diligência,
podemos concluir que ao a irmã White escrever que “a visão de Zacarias
sobre Josué e o Anjo se aplica com força peculiar à experiência do povo de
Deus nas cenas finais do grande dia da expiação”, ela não está dizendo que o
acontecimento é exclusivo do povo das cenas finais. O entendimento dela é
que a experiência de Josué e o anjo se aplica a todos os tempos, porém ele
tem uma força significativa nas cenas finais durante o decreto dominical.
Podemos saber que temos um acusador, mas sabemos ainda com mais
confiança que temos um maravilhoso Advogado que Se lança à obra de nos
salvar.
Para finalizar esta parte, agora veja a tradução oficial feita nestes dois
livros, desta parte da citação acima.
Profetas e Reis, p. 587
“A visão que de Josué e o anjo teve Zacarias se aplica com peculiar força à
experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação.”
Testemunhos Seletos, v. 2, p. 176
“A visão de Zacarias, relativa a Josué e ao Anjo, aplica-se com
força particular à experiência do povo de Deus no remate do grande
dia da expiação.”
As duas traduções publicadas pela igreja, para a mesma expressão,
foram providas com palavras diferentes. A palavra “remate” causa estranheza
ao vê-la ser usada no contexto da experiência humana. Nós, em vários estados
do Brasil, especialmente o pessoal do campo, estamos acostumados a ver essa
palavra usada para se referir a leilão de gado. A expressão “remate” foi muito
infeliz, ao lançar um termo que não é condizente com elevado padrão do
significado da expiação.
No entanto, a conclusão final do estudo da visão de Zacarias sobre Josué
e o anjo é que ela se aplica a todos os que serão salvos pelo sangue de Cristo
em todas as épocas, com uma ênfase especial à expiação dos 144.000.
75
SEM VER A MORTE
I Tessalonicenses 4:16-17
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo,
e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão
primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados
juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim
estaremos sempre com o Senhor.
MOISÉS E ELIAS
O Espirito de Profecia apresenta os exemplos de Moisés e Elias como
representantes dos grupos de salvos da primeira ressurreição e dos
trasladados.
Falando da transfiguração de Jesus no monte, a Mensageira do Senhor
diz:
O Desejado de Todas as Nações, p. 421
“Jesus estava revestido da luz do Céu, como há de aparecer quando vier a
“segunda vez, sem pecado... para salvação”. Hebreus 9:28. Pois virá “na
glória de Seu Pai com os santos anjos”. Mar. 8:38. Cumpriu-se então a
promessa do Salvador aos discípulos. Sobre o monte, foi representado em
miniatura o futuro reino da glória - Cristo, o Rei, Moisés como representante
dos santos ressuscitados, e Elias dos trasladados.”
Early Writings, p. 164
“Moisés estava presente para representar os que serão ressuscitados dentre
os mortos por ocasião do segundo aparecimento de Jesus. E Elias, que fora
trasladado sem ver a morte, representava os que serão transformados à
imortalidade por ocasião da segunda vinda de Cristo, e serão trasladados
para o Céu sem ver a morte.”
76
O Desejado de Todas as Nações, pp. 297-298
“Moisés, sobre o monte da transfiguração, era um testemunho da vitória de
Cristo sobre o pecado e a morte. Representava os que sairão do sepulcro na
ressurreição dos justos. Elias, que fora trasladado ao Céu sem ver a morte,
representava os que estarão vivos na Terra por ocasião da segunda vinda de
Cristo, e que serão ‘transformados num momento, num abrir e fechar de
olhos, ante a última trombeta’; quando ‘isto que é mortal se revestir da
imortalidade’ e ‘isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade.”
(I Coríntios 15:51-53).
Profetas e Reis, p. 114
“Foi como representante dos santos a serem assim trasladados que, ao
aproximar-se o fim do ministério terrestre de Cristo, foi permitido a Elias
estar com Moisés ao lado do Salvador no monte da transfiguração... e ali
também estava Elias, representando os que, no fim da história terrestre,
serão mudados de mortal para o imortal, e serão trasladados ao Céu sem ver
a morte.”
Pergunta: Quem estará vivo na segunda vinda de Cristo?
Resposta: Os que não morrem e os que ressuscitam na ressurreição especial,
todos esses estarão vivos quando Jesus voltar. Ou não cremos que quem
ressuscita estará vivo? Todos esses santos que estarão vivos, vendo a chegada
de Jesus à Terra, são os que serão transformados à imortalidade somente
nessa ocasião.
A totalidade deste grupo é chamada de ‘os 144.000’.
ENOQUE
Last Day Events, p. 71
“Agora, Enoque era um representante daqueles que estarão sobre a Terra
quando Cristo vier, e que serão trasladados ao Céu sem ver a morte.”
77
Reparemos que no texto acima, a profetisa não especifica outra
característica para a representação de Enoque, a não ser que eles:
- Estejam sobre a Terra na volta de Jesus
- Sejam os que serão trasladados na volta de Jesus
História da Redenção, p. 61
“A transladação de Enoque para o Céu pouco antes da destruição do mundo
pelo dilúvio representa a transladação de todos os justos vivos da Terra antes
da destruição desta pelo fogo. Os santos serão glorificados na presença
daqueles que os odiaram por sua leal obediência aos justos mandamentos de
Deus.”
ENOQUE
=
REPRESENTA A
TRANSLADAÇÃO DE TODOS OS JUSTOS VIVOS
Adventist Review and Sabbath Herald, 19.04.1870, pp. 138-139
“Enoque representa aqueles que permanecerão na Terra e que serão
transladados para o Céu sem ver a morte. Ele representa aquele grupo que
deve viver em meio aos perigos dos últimos dias e suportar toda a corrupção,
vileza, pecado e iniquidade, e ainda assim ficar imaculado em meio a tudo
isso. Podemos permanecer como Enoque. Foi feita uma provisão para nós.”
Já em 1870, o Espírito de Profecia assegurava que havia sido feita uma
provisão para os que vivem desde quando começou o selamento - de que é
possível fazermos parte desse grupo representado por Enoque.
O termo “permanecerão na Terra” não nos fala sobre um grupo que fica
sobre a Terra até a volta de Jesus, no qual estão incluídos os que voltam à vida
e permanecem até a volta de Jesus? Além disso, o texto menciona que Enoque
representa aqueles que vivem nos últimos dias. Isso não nos inclui, uma vez
que sabemos que vivemos nos últimos dias?
78
ELIAS
O Desejado de Todas as Nações, p. 422 (MG 350)
“Os discípulos, despertando, contemplam a inundação de glória que ilumina
o monte. Com temor e espanto, fitam a radiosa figura do Mestre. .... Ao seu
lado acham-se dois seres celestiais, entretidos em íntima conversa com Ele.
São Moisés, que falara com Deus sobre o Sinai; e Elias, a quem fora dado o
alto privilégio de não passar sob o poder da morte. ... Sobre o monte, foi
representado em miniatura o futuro da glória – Cristo, o Rei; Moisés como
representante dos santos ressuscitados, e Elias dos trasladados.
Podemos perceber que a escritora somente cita uma característica
própria de Elias – a não ter passado pela morte; porém em lugar nenhum do
texto ela diz que essa característica é extensível a todos os 144.000.
Elias foi o escolhido por Deus para ter o privilégio de não passar pela
morte. Representa todos os que serão trasladados.
Portanto, vemos que, assim como Elias foi transladado, todos os santos
que estiverem vivos serão também transladados quando Cristo retornar. Eles
serão transformados à imortalidade em vida, diferente dos que saem do
túmulo na primeira ressurreição; esses são transformados ainda na morte.
Sabemos que os 144.000 são os que serão trasladados, assim sabemos
também que os que ressuscitam na Ressurreição Especial estarão vivos sobre
a Terra quando Cristo aparecer em glória. Quando Jesus ressuscitar os mortos,
os 144.000 vivos contemplarão esse grandioso acontecimento. Os
ressuscitados na ressurreição especial voltam à vida quando o Pai os chama e
permanecem vivos até a volta do Senhor (e para sempre). Então, eles estarão
nesse grupo dos 1444.000 de transladados. Eles fazem parte do número, são
contados como parte desse número.
ELIAS REPRESENTA OS QUE SERÃO MUDADOS DO ESTADO MORTAL PARA
O IMORTAL
=
TODOS OS QUE ESTÃO VIVOS QUANDO JESUS VOLTA
=
NÃO PASSAM PELO DECRETO DE MORTE
79
Moisés representa os santos da ressurreição quando Jesus volta (grande
multidão).
Elias representa os santos que estarão vivos quando Jesus volta. Não há
um representante separado para os santos que ressuscitam na ressurreição
especial e um representante para os que não morrem. O grupo todo é
representado por Elias e Enoque.
Perguntamos: Quem dos santos de Deus estarão vivos no momento que Jesus
aparece na pequena nuvem?
Resposta: Somente os 144.000. Os que ressuscitam na ressurreição especial,
afinal, estarão vivos ou mortos? É óbvio que estarão vivos, pois o próprio Pai
os ressuscitou. Acreditamos que Deus, o Todo Poderoso, tem poder para
anular a morte! Glória a Deus!
Portanto, eles têm que ser representados por Elias.
Assim, resumimos desta forma:
Moisés representa a grande multidão que Jesus ressuscita quando
chega perto da Terra. Eles não veem Jesus voltando, mas apenas quando Ele
já está aqui.
Elias representa os que estão vivos (os que não morrem e os que
ressuscitam na ressurreição especial, uma vez que estão todos VIVOS) e
acompanham todo o desenrolar da volta de Jesus.
Eis o papel dos representantes no reino da glória:
JESUS = O REI
MOISÉS = SANTOS RESSUCITADOS
ELIAS = TRANSLADADOS
Notemos que “representante” não significa ser totalmente igual ao
representado. É um recurso para mostrar algumas características semelhantes
nos dois grupos, não necessariamente tudo igual. É o caso do sumo sacerdote
no antigo Israel, ele representava Cristo, porém não podia ser igual a tudo o
que diz respeito ao Salvador.
ELISEU
Profetas e Reis, p. 135
“Com o conselho e o encorajamento dado a Jeoás, estava finda a tarefa de
Eliseu. Aquele sobre quem havia descido em grande medida o espírito que
repousava sobre Elias, provara-se fiel até o fim. Nunca vacilara. Nunca
perdera sua confiança no poder da Onipotência. Sempre, quando o caminho
80
diante de si parecia inteiramente fechado, ainda avançara pela fé, e Deus
honrara sua confiança e abrira diante dele o caminho.
“Não foi dado a Eliseu seguir seu mestre num carro de fogo. Sobre ele o
Senhor permitiu que viesse uma prolongada enfermidade.”
Trazemos aqui o exemplo de Eliseu, apenas a título de comparação com
a experiência de Elias. Embora Eliseu tenha recebido uma porção dobrada do
espírito de Elias, e nunca tenha vacilado como Elias vacilou; além de sofrer
uma longa doença, ainda morreu. Não teve o privilégio de subir num carro de
fogo. Um dia, do outro lado do Jordão, vamos entender os desígnios de Deus.
JOÃO BATISTA
Lucas 1:17
“E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações
dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos; com o fim de
preparar ao Senhor um povo bem disposto.”
Conselhos sobre Saúde, p. 73
“João Batista saiu no espírito e poder de Elias para preparar o caminho do
Senhor e converter as pessoas à prudência dos justos. Ele era um
representante dos que vivem nestes últimos dias, aos quais Deus confiou
sagradas verdades para apresentar perante o povo, a fim de preparar o
caminho para o segundo aparecimento de Cristo.”
João Batista é outro representante do 144.000. O texto inspirado mostra
que ele representa o povo do tempo do fim, sem especificar se morrem ou
não morrem.
DEUS DE VIVOS
Outra lição importante que podemos aprender sobre a ressurreição é o
que Jesus ensinou quando os saduceus ironicamente lhe perguntaram de
quem seria a mulher que tivera sete maridos, quando ressuscitassem, sendo
que todos morreram e também a mulher.
Marcos 12:24-27
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura, não errais vós em razão de
não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?
81
Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão
em casamento, mas serão como os anjos nos céus.
E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro
de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e
o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó?
Ora, Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Por isso, vós errais
muito.”
Jesus destacou algumas coisas, vamos ver:
1.
Eles (saduceus) não entendiam as Escrituras nem o poder de Deus;
2.
Os mortos ressuscitados não se casarão;
3.
Os mortos ressuscitados serão como anjos nos céus;
4.
Deus falou para Moisés na sarça “Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque,
e o Deus de Jacó”;
5.
Deus não é Deus de mortos, mas é Deus de vivos;
6.
Eles (os saduceus) erraram muito.
Nosso Salvador estava ensinando que os santos mortos estão vivos para
Deus. Também que Deus pode qualquer coisa; Deus tem poder para anular a
morte; Ele tem poder para vivificar os mortos. Assim, Ele tem poder para
ressuscitar os que morreram selados (com o mesmo caráter dEle).
Os que dizem que somente os que não passam pela morte são os que
farão parte dos 144.000 não estão duvidando desse maravilhoso poder de
Deus? Não estão relativizando as obras de Deus como se fossem meramente
humanas, de acordo com a perspectiva humana, dos impossíveis humanos,
negando a onipotência do Criador?
A morte pela qual os ressuscitados na ressurreição especial não passarão
é a morte do decreto que condena os santos à morte na sétima praga. A partir
do momento em que eles ressuscitam (e, é óbvio, estão vivos), não mais
passam pela morte, e quando Jesus vai chegando, eles acompanham todos os
acontecimentos desse glorioso evento (desde a pequena nuvem, etc). É um
contraste com os que ressuscitam na grande multidão. Eles não acompanham
os acontecimentos da volta de Jesus, pois ressuscitam depois que Jesus já está
próximo à Terra.
82
O pastor Loughborough, em seu livro Questions on the Sealing Message
(Questões sobre a Mensagem de Selamento), na página 28, fala de qual morte
os 144.000 são poupados.
“É desse testemunho “trasladado sem ver a morte” que a
reivindicação é feita, no sentido de que ninguém estará entre
os 144.000 selados, a não ser os que viverem até a efetiva
segunda vinda. Vemos que a morte da qual eles são salvos é
a morte designada pelos “documentos circulantes”. Tenha em
mente que os ressuscitados guardadores do Sábado estão
incluídos nos participantes do concerto. Assim, eles devem ser
trasladados na volta de Cristo, sem sofrer a ameaçada morte.
Por esse decreto eles são trazidos ao “tempo da angústia de
Jacó”.
Sem ver a morte = não são mortos pelo decreto de morte!
JESUS ABOLIU A MORTE
Podemos crer no poder de Deus para fazer que - se morrermos - seja
como se nunca tivéssemos morrido?
João 11:25
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que
esteja morto, viverá.”
2 Timóteo 1: 9 e 10
“... segundo o seu (de Deus) próprio propósito e graça que nos foi dada em
Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos, e que é manifesta, agora, pela
aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte e trouxe à luz
a vida e a incorrupção, pelo evangelho...”
Atos 2:24
“ ... ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível
que fosse retido por ela.”
Jesus teve que Se submeter à morte a fim de poder abolir a morte!
Maravilhoso Jesus!
83
Romanos 6:14
“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei,
mas debaixo da graça.”
O pecado (e não a morte) não tem poder sobre os que estão debaixo da
graça.
Romanos 4:17
“Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí, perante aquele no
qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não
são como se já fossem.”
O apóstolo Paulo mostra a ligação entre a obra de Deus de vivificar
(ressuscitar) os mortos e chamar as coisas que não são como se já fossem. Ele
conduz nossa mente para entender que assim como Deus tem poder de trazer
a vida de volta (pois Ele a criou), também tem poder para transformar todas
as circunstâncias, até mesmo abolir a morte de alguém e fazer como se nunca
tivesse morrido. Maravilhoso Criador!
O CÂNTICO DE MOISÉS E DO CORDEIRO
Apocalipse 14:3
“E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro
animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os
cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.”
Signs of the Times, 20.04.1888
“Tive muitos solenes pensamentos ao olhar sobre aquela assembleia. Eu
imaginava quantos dos presentes irão saudar com alegria o glorioso
aparecimento do Senhor e Salvador. Quantos irão receber a coroa da vida?
Quantos levantarão suas vozes em alegres hosanas, cantando o cântico de
Moisés e do Cordeiro, dizendo: ‘Grandes e maravilhosas são as tuas obras,
Senhor Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó
Rei dos santos’ (Apocalipse 15: 3)?”
O ponto chave neste texto é: “quantos irão saudar com alegria o glorioso
aparecimento do Senhor e Salvador”. Ver o aparecimento de Cristo é uma
prerrogativa dos que estarão vivos (144.000).
O Grande Conflito, p. 649
84
“Com o cordeiro, sobre o monte de Sião, ‘tendo harpas de Deus’, estão os
cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve-
se como o som de muitas águas, e de grande trovão, ‘uma voz de harpistas,
que tocava, com suas harpas’. E cantavam um cântico novo diante do trono –
cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil.
É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os
cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua
experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante.”
Ao ler o próximo texto abaixo, nossa mente pode indagar por que a irmã
White diz que todos cantarão o cântico de Moisés e do Cordeiro, se a Bíblia e
ela mesma afirmam que somente os 144.000 cantam um hino que somente
eles podem aprender. Veja o texto.
Testemunhos para Ministros, p. 433
“Quando findar o conflito terreno, e os santos forem recolhidos para o lar,
nosso primeiro tema será o cântico de Moisés, o servo de Deus. O segundo
tema será o cântico do Cordeiro, o hino de graça e redenção. Esse hino será
mais alto, mais elevado e em mais sublimes acentos, ecoando e recoando
pelas cortes celestes. Assim é entoado o cântico da providência de Deus,
ligando as várias dispensações. ... Todos se unem nesse cântico de Moisés e
do Cordeiro. É novo cântico, pois nunca dantes fora cantado no Céu.”
O que podemos concluir, juntando as duas passagens anteriores?
“Ninguém, a não ser os 144.000 pode aprender aquele canto”
“Todos se unem nesse cântico de Moisés e do Cordeiro.”
Como o hino de Moisés conta a experiência dos 144.000 nas cenas finais
da Terra, aprender aqui deve estar se referindo a construir, participar,
vivenciar essa experiência. Somente eles vão ter essa vivência de ver as
trágicas cenas descritas na profecia da sétima praga e depois ouvir a voz de
Deus falando diretamente a eles. Será uma experiência gloriosa e única, que
será vivida por 144.000 pessoas vivas na Terra.
É o cântico da experiência pessoal deles, pois nenhum outro grupo de
salvos terá uma experiência semelhante.
85
Os 144.000 cantam o cântico de Moisés pela primeira vez, e depois
todos os remidos se juntam a eles. O texto diz que todos se unem, não diz que
todos cantam pela primeira vez. Embora todos os demais remidos possam
aprender e cantar o cântico de Moisés, eles nunca terão a mesma percepção
de realidade da vivência do que é cantado, como os 144.000 terão.
MARY
In Heavenly Places, p. 272 (22 de setembro)
“Mary, minha preciosa criança, está em descanso. Ela era a companheira de
suas aflições e desapontadas esperanças. Ela não mais terá pesar ou
necessidade ou angústia. Pelos olhos do discernimento da fé você pode
antecipar, em meio aos seus pesares e tristezas e perplexidades, sua Mary
com a mãe dela e outros membros de sua família, respondendo ao chamado
do Doador da vida e saindo de suas prisões, triunfando sobre a morte e a
sepultura. Sua fé pode ver os amados e os que partiram reunidos entre os
redimidos da Terra. Você juntamente com eles, em breve, se for fiel, estará
caminhando nas ruas da Nova Jerusalém, cantando o cântico de Moisés e do
Cordeiro, usando a coroa de joias.”
God’s Amazing Grace, p. 73
“Deus é o doador da vida.”
O Lar Adventista, p. 280
86
“Os filhos derivam de seus pais a vida e o ser e, no entanto, é por meio do
poder criativo de Deus que seus filhos têm vida, pois Deus é o doador da
vida.”
Signs of the Times, 08.04.1897
“Vida física é algo que cada indivíduo recebe. Ela não é eterna ou imortal; pois
Deus, o doador da vida, a toma de volta.”
REDIMIDOS DA TERRA - Apocalipse 14:3
Outro termo importante para entender esse texto sobre a Mary é
“redimidos da Terra”. Nesse contexto, embora algumas versões digam
“comprados da terra”, temos a força da Palavra de Deus em Apocalipse 14:3,
na versão King James, que diz:
“E eles cantavam como se fosse uma nova canção diante do trono, e diante
dos quatro animais e dos anciãos; e nenhum homem podia aprender aquela
canção, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos da
terra.”
Por isso, entendemos que a melhor expressão é “redimidos da Terra”,
porém as duas expressões têm o mesmo significado – faz menção aos que são
transladados quando Jesus vier.
A irmã White no texto acima usa a expressão “redimidos da Terra”,
extraída da versão King James. Esse termo é usado para se referir aos 144.000,
E mais, ela diz que o próprio pastor Andrew, se for, fiel, estará entre os
“redimidos da Terra (144.000). Ele morreu em 1883.”
“Sua fé pode ver os amados e os separados, reunidos entre
os redimidos da Terra.”
Uriah Smith, Daniel and the Revelation (1897), p. 583
“Foram “redimidos dentre os homens” (verso 4), uma
expressão que pode ser aplicada somente aos que são
trasladados dentre os vivos. Paulo trabalhava para ver se de
algum modo podia chegar à ressureição dos mortos
(Filipenses 3:11). Esta é a esperança dos que dormem em Jesus:
uma ressurreição dos mortos. Uma redenção dentre os
homens, dentre os vivos, deve significar uma coisa diferente,
87
a saber, a trasladação. Por isso os 144.000 são os santos vivos,
que serão trasladados quando ocorrer a segunda vinda de
Cristo. Ver comentário sobre o versículo 13).”
Filipenses 3:11
“Para ver se de alguma maneira possa chegar à ressureição dentre os
mortos.”
Além dessas maravilhosas explicações, no final desse texto, Uriah Smith
ainda remete o leitor ao versículo 13 de Apocalipse 14, o qual fala dos mortos
que são bem-aventurados por morrerem no Senhor. Ou seja, ele está ligando
os que “morrem no Senhor” como sendo parte dos 144.000. Aleluia!
Junto com Uriah Smith podemos entender que existe uma clara distinção
entre participar da “ressurreição dos mortos” e ser parte dos “redimidos
dentre os homens”. São grupos diferentes.
Resumindo, quem fará parte de cada grupo:
Ressurreição dos mortos = grande multidão
Redimidos dentre os homens = 144.000 (trasladação)
Nesse texto temos visto uma forte evidência de que a Mary poderá
ressuscitar na ressurreição especial, pois ela se enquadra nos que serão
redimidos dentre os homens. Ela viveu no período da terceira mensagem
angélica (depois de 1844), guardando o Sábado, e quando ressuscitar, estará
entre os vivos na volta de Jesus, e assim, poderá fazer parte dos 144.000.
Portanto, mesmo que as demais expressões do texto possam ser
aplicadas a todos os salvos, a expressão “redimidos da Terra” somente é
aplicada para os 144.000.
“Com o Cordeiro sobre o Monte Sião, “tendo harpas de Deus”, estão os cento
e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens ...” (A Grande
Controvérsia, p. 621).
Para finalizar esta parte, devemos ainda examinar estes pontos
apresentados nos dois textos que seguem.
BEM-AVENTURADOS
88
Apocalipse 14:13
“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos
que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem
dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.”
Uriah Smith, Daniel and the Revelation (1897), pp. 634-635
“Mas por que os que morrem depois deste tempo (1844) são
bem-aventurados? Deve haver alguma razão especial para
pronunciar esta bênção sobre eles. Não será porque eles
escapam do tempo de temível perigo que os santos devem
encontrar ao encerrar sua peregrinação? E embora sejam
assim abençoados em comum com todos os justos mortos,
têm uma vantagem sobre eles por serem, sem dúvida, aquela
companhia mencionada em Daniel 12:2, os quais são
ressuscitados para a vida eterna quando Miguel se levanta.
Assim, escapando dos perigos pelos quais os demais 144.000
passam, eles se levantam e partilham com eles o seu triunfo
final aqui, e ocupam com eles seu lugar proeminente no reino.
Dessa forma, entendemos, suas obras os seguem: estas obras
são mantidas em memória, para serem recompensadas no
Juízo. E as pessoas recebem a mesma recompensa que teriam
recebido se tivessem vivido e suportado fielmente todos os
perigos do tempo de angústia.”
Sobre o transcurso de tempo das três mensagens angélicas, temos este
texto inspirado, que nos ajuda a compreender o propósito de Apocalipse 14:13
e a inclusão dos que morrem entre os 144.000.
Manuscript 139, 1903
“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Bem-aventurados os mortos que desde
agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus
trabalhos, e as suas obras os sigam. (Verso 13). Desde a proclamação das
mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos, muitos porta-bandeiras
adormeceram em Jesus; eles depuseram suas armaduras, mas “as suas obras
os seguem” (Ap. 14:13). A obra avança, e os fiéis mantém firme o princípio de
sua confiança até o fim.”
A obra tem vindo avançando desde 1844, e à medida que os porta-
bandeiras vão morrendo, suas obras em vida ficam no registro de Deus para a
recompensa futura. Por isso, esses que morrem antes do tempo de angústia
são bem-aventurados, pois não passarão por todo o tempo de angústia,
apenas o final dele.
89
TO THOSE WHO ARE RECEIVING THE SEAL OF THE
LIVING GOD
PARA AQUELES QUE ESTÃO RECEBENDO O SELO
DO DEUS VIVO
Esse é o título de uma publicação de 31.01.1849, assinada pela irmã White,
em Topsham, EUA, na qual ela se dirige aos seus irmãos e irmãs
contemporâneos. Note que a profetisa usa o tempo presente contínuo
“aqueles que estão recebendo o selo do Deus vivo.” Analisando vários
escritos da irmã White nos deparamos com algo que parecia ser natural para
ela – o selamento dos 144.000 estando em transcurso desde o tempo dela.
A seguir, um texto falando dos que têm o selo do Deus vivo no tempo
presente.
Mensagens Escolhidas, v. 1, 66
“Outra supressão reza assim: “Bem, louvado seja o Senhor, irmãos e irmãs,
esta é uma reunião extraordinária para os que têm o selo do Deus vivo.”
Agora veja que interessante e animador é o próximo texto.
90
As palavras acima nos fazem ver, mais uma vez, que o entendimento da
irmã White era que o selamento dos 144.000 estava em andamento desde o
tempo dela, pois ela declara (em 1856) que a verdade devia se espalhar “até
que se complete o número dos que permanecerão no Monte Sião”, ou seja,
até que o número dos 144.000 seja completado.
Para ler o texto completo em português do folheto “Para aqueles que
estão recebendo o selo do Deus vivo”, clique no link abaixo.
https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/para-aqueles-que-
est%C3%A3o-recebendo-o-selo-do-deus-vivo-5593e7b94892
A ESPERANÇA DA IRMÃ WHITE
Em janeiro de 1849, a irmã White teve uma visão, na qual ela foi levada
ao Lugar Santíssimo do santuário celestial, onde viu Jesus “ainda”
intercedendo por Israel. Deus mostrou a ela a trajetória dos 144.000 desde o
clamor da meia noite até a Nova Terra.
No relato dessa visão, ela enfatiza a obra dos quatro anjos segurando os
ventos e que “Jesus não deixaria o Santíssimo até que todo o caso estivesse
decidido, para salvação ou destruição.” (Ms2, 1849).
Ela viu os anjos ocupados de um lado a outro na obra do selamento, e os
acontecimentos que terão lugar no tempo de angústia, quando então ela
menciona que os 144.000 triunfam. Foi escrito o manuscrito intitulado “O
Selamento”, em que ela narra a visão, encerrando com as seguintes palavras:
91
Quando lemos que, em 1849, a mensageira do Senhor diz que Jesus
“ainda” estava intercedendo por Israel, e que Ele não sairia do lugar
Santíssimo do Santuário até que tudo fosse decidido, já não seria suficiente
para compreendermos que o selamento já havia começado e se estenderia
por algum tempo a mais? E a irmã White sabia que era possível a todos os
vencedores, já desde aquele tempo, fazer parte dos 144.000, tanto que ela
manifestou esse elevado desejo.
Texto original em inglês:
“Let us strive with all the power that God has given us to be among the
hundred and forty-four thousand.”
Vejamos alguns pontos importantes sobre as palavras “strive” e
“among” usadas no texto acima:
Strive = lutar, batalhar, combater
Veja outro texto com “strive”
Lucas 13:24:
King Kames Bible:
92
“Strive to enter in at the strait gate: for many, I say unto you, will seek to
enter in, and shall not be able.”
Na Bíblia King James, 1611:
“(Strive) Esforçai-vos para entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que
muitos procurarão entrar, e não serão capazes.”
Na Nova Versão Internacional:
“Faça todo esforço para entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que
muitos procurarão entrar, e não serão capazes.”
Almeida antiga:
“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos
procurarão entrar e não poderão.”
Porfiar: Perseverança; afinco; constância; pertinácia.
Veja alguns textos do Espírito de Profecia usando a palavra “strive”.
“Deveis esforçar-vos (strive) com afinco pela coroa da glória imortal, sim,
esforçai-vos, mas na força d'Aquele que deu a vida por nós e que trouxe à luz
vida e imortalidade através do Evangelho. É somente através d'Ele que
podeis esforçar-vos com êxito.” 6LtMs, Lt 8a, 1890.
“A vida eterna vale um esforço vitalício, perseverante e incansável. Se não
nos esforçarmos (strive) por entrar pela porta estreita, ficaremos deste lado.
“Esforçai-vos para entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos
procurarão entrar, e não serão capazes.” Lucas 13:24. 1LtMs, Lt 9, 1861.
“Devemos nos esforçar (strive) por obter a vitória sobre toda a paixão
profana da alma, sobre toda a fraqueza espiritual, sobre todo o defeito de
carácter. Signs of The Times, 14 de abril de 1890.
“Esforçai-vos, esforçai-vos (strive) pelas mansões que Cristo foi preparar
para nós.” 25LtMs, Ms 72, 1911.
E o Apóstolo Paulo, nos lembra o tamanho do esforço que é exigido de
nossa parte para alcançar a vitória sobre o pecado.
Hebreus 12:4
“
Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.”
93
“Resistir até o sangue” é o mesmo sentido das palavras usadas nos
textos da mensageira do Senhor ao usar “strive”. Devemos lutar, nos esforçar,
resistir com toda a força do nosso ser, sempre amparados, sustentados na
força de Cristo, nosso Redentor.
Outro ponto que devemos destacar com relação ao texto da Review de
09.03.1905 é quanto à palavra “among”.
Among = entre, no meio de
“Esforcemo-nos com todo o poder que Deus nos tem dado para estar entre
os 144.000.”
Aqui se desfaz a falácia de que haverá um grupo que ressuscitará para
estar “com” os 144.000, porém não faz parte da contagem do número.
Temos diante de nós a declaração incontestável de que todos os que
vivem desde quando começou o selamento (1844/1848) devem estar entre os
144.000 – fazer parte deles, contados no número.
Já em 1905 a mensageira do Senhor exortava o povo a fazer parte dos
144.000.
5LtMs, Ms 1, 1915
“Digo a vocês agora que quando eu for levada ao descanso grandes
mudanças ocorrerão.”
“Não sei quando serei levada; e desejo alertá-los contra os dispositivos do
diabo.”
“Desejo que o povo saiba que eu os adverti completamente antes da minha
morte.”
Vejamos alguns raciocínios sobre esses textos acima.
1. A irmã White era profetisa de Deus, e ela disse que tinha a esperança de ser
um dos 144.000. Podemos pensar que em 1849 ela não sabia se morreria antes
da volta de Jesus ou não. Supondo que ela soubesse que iria morrer antes de
ver Jesus regressar, isso só confirma nosso estudo, ou seja, que os que
morrem na fé da mensagem do terceiro anjo, ressuscitam na ressurreição
especial e fazem parte dos 144.000.
94
2. Mas supondo que em 1849 ela não sabia que iria morrer antes da volta do
Salvador, por que razão ela diria que queria ser um dos 144.000, se sempre há
a possibilidade para qualquer um de nós de morrer antes do grande evento
que esperamos?
3. Outra pergunta pertinente é: Por que razão ela diria “Esforcemo-nos com
todo o poder que Deus nos tem dado para estar entre os cento e quarenta e
quatro mil”? Aqui segue-se a mesma consistência do raciocínio antecedente:
Por que aconselhar para nos esforçar em alcançar algo que depende de
estarmos vivos, se isso não depende de nós e sim de Deus (estar vivo), pois
ninguém sabe quando vai morrer. Se fazer parte dos 144.000 fosse só para os
que nunca vão morrer, não teria por que ela dizer isso para todos.
4. Conclusão: Ela somente podia ter essa esperança se pudesse ter a certeza
que tanto os que morrem como os que não morrem desde 1844 podem fazer
parte dos 144.000.
Selected Messages, v. 1, pp. 55, 56
“Uma luz abundante foi dada ao nosso povo nestes últimos dias. Quer minha
vida seja poupada ou não, meus escritos falarão constantemente, e seu
trabalho prosseguirá enquanto durar o tempo .... Talvez eu viva até a vinda
do Senhor; mas, se não viver, espero que se possa dizer de mim: 'Bem-
aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor: Sim, diz o
Espírito, para que descansem das suas fadigas, e as suas obras os sigam'
(Apocalipse 14:13) ....".
Early Writings, p. 40
“Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali. Não podia suportar o
pensamento de voltar a este mundo tenebroso. Disse então o anjo: ‘Deves
voltar e, se for fiel, você, com os 144.000, terá o privilégio de visitar todos os
mundos e ver a obra das mãos de Deus.”
Mais uma vez temos o testemunho do pastor Loughborough falando a
respeito de os pioneiros fazerem parte dos 144.000.
“Nunca pensei que a decisão de quem deveria constituir os
cento e quarenta e quatro mil dependia da posse de vitalidade
física suficiente para viver sem morrer até que o Senhor
fizesse sua segunda aparição. Parece antes estar mais em
harmonia com o trato do Senhor com seu povo que aqueles
que se sacrificaram e trabalharam fervorosamente no início da
obra, pessoas como os irmãos Bates, White, Andrews e a irmã
White, cujos trabalhos têm estado entrelaçados com a própria
95
vida e o progresso da mensagem, devam fazer parte dessa
companhia cujas obras os seguem, e que farão parte da
grande companhia triunfal dos cento e quarenta e quatro mil.”
SERIA POSSÍVEL SER UM CANDIDATO A 144.000
ANTES DO DECRETO DOMINICAL?
Maranatha, p. 222
“Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos de Deus, alcançará a
condição de ausência de pecado em que Adão vivia antes de sua
transgressão.”
Selected Messages, p. 457
“Sua única esperança e salvação é vencer como Cristo venceu.”
Review and Herald, 09.03.1905
“Aqueles a quem o Cordeiro conduzirá pelas fontes de águas vivas, e de cujos
olhos enxugará todas as lágrimas, serão aqueles que agora estão recebendo
o conhecimento e a compreensão revelados na Bíblia, a Palavra de Deus.”
NO TEMPO DA CHUVA SERÔDIA
Ellen White disse que, em 1888, o anjo de Apocalipse 18 já tinha
começado o Alto Clamor. Ela também disse que a Chuva Serôdia já tinha
começado a cair, antes de qualquer lei dominical ter sido aprovada nos
Estados Unidos: “Com o coração contrito, oremos fervorosamente para que
agora, no tempo da Chuva Serôdia, os chuveiros da graça possam cair sobre
nós. Em cada reunião que compareçamos, nossas orações devem ascender,
para que neste exato momento, Deus transmita calor e umidade para as
nossas almas. Ao buscarmos a Deus para que nos conceda o Espírito Santo,
ele irá trabalhar em nós mansidão, humildade de espírito, e uma dependência
consciente de Deus para o aperfeiçoamento da chuva serôdia.” Review and
Herald, 02 de março de 1897.
The Upward Look, p. 19 (5 de janeiro de 1894)
“Aqueles que têm Jesus habitando em seus corações pela fé, têm de fato
recebido o Espírito Santo.”
Review and Herald, 2 de março de 1897
96
“O que precisamos é da influência vivificante do Espírito Santo de Deus. ‘Não
por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos
Exércitos.’ Orai sem cessar e vigiai, trabalhando de acordo com as vossas
orações. Enquanto orais, acreditai, confiai em Deus. É o tempo da chuva
serôdia, em que o Senhor dará largamente do seu Espírito. Sejam fervorosos
em oração e vigiem no Espírito.”
Eventos Finais, p. 162 (1895)
"A descida do Espírito Santo sobre a igreja é olhada como estando no futuro;
é, porém, o privilégio da igreja tê-la agora. Buscai-a, orai por ela, crede nela.
Precisamos tê-la, e o Céu espera para concedê-la.”
Testimonies to Ministers and Gospel Workers, p. 508 (1897)
“As convocações da igreja, como nas reuniões campais, as sessões da igreja
no lar, e todas as ocasiões em que há trabalho pessoal em favor das almas,
são oportunidades determinadas por Deus para dar tanto a chuva temporã
como a serôdia.”
UM PARALELO COM O QUE ANTECEDEU O PENTECOSTES
JESUS SOPROU O ESPÍRITO SANTO SOBRE OS DISCÍPULOS ANTES DO
PENTECOSTES
João 20:19-22
“Chegada pois a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, e cerradas as
portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou
Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isso,
mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram,
vendo o Senhor. Disse-lhes pois Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim
como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto,
assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.”
Spirit of Prophecy, v. 3, p. 244
“O ato de Cristo de soprar o Espírito Santo sobre os discípulos e de conceder
Sua paz sobre eles foi como algumas gotas (few drops) do banho abundante
que seria dado no dia de Pentecostes.”
The Great Controversy, p. 611
“A obra será similar ao do dia de Pentecostes.”
Sabendo que a obra que irá acontecer nas cenas da chuva serôdia será
similar às cenas do Pentecostes, podemos esperar também em nossos dias
97
que algumas gotas do Espírito possam ser aspergidas pelo Senhor Jesus sobre
aqueles que estão se preparando e se santificando pela verdade.
Como foi no ano 31 com a chuva temporã, agora a chuva serôdia pode
ser aspergida antes da Lei Dominical, e em seguida, derramada sem medida,
após a lei dominical.
Então, vamos examinar outros textos do Espírito de Profecia em que é
citado o termo “poucas gotas” (few drops).
1LtMs, Ms 6, 1849
“A chuva serôdia está vindo; algumas gotas caíram (cura dos doentes). Está
chegando; abre os teus olhos. Deixai os anjos pairar. Servi perfeitamente a
Deus. É uma grande coisa ser cristão, é uma grande coisa ser absorvido por
Deus.”
1LtMs, Lt 5, 1849
“O nosso Deus é um Deus vivo; Ele está trazendo e reavivando o Seu povo e
preparando-os para permanecer na batalha do Senhor. A obra ainda está a
decorrer em Connecticut. O Senhor mostrou-me em visão que Ele estava
trabalhando ali e que o que Ele estava fazendo pelo Seu povo era apenas
algumas gotas antes de uma chuva mais abundante.”
Veja o contraste no texto abaixo, mas que também podemos aplicar o
mesmo raciocínio para as duas situações.
GOTAS DA IRA DE DEUS
Testimonies to the Crurch, v. 5, p.212
“Nosso próprio curso de ação determinará se receberemos o selo do Deus
vivo ou se seremos cortados pelas armas destruidoras. Já algumas gotas da
ira de Deus caíram sobre a Terra; mas quando as sete últimas pragas forem
derramadas sem mistura no cálice de Sua indignação, então será para sempre
demasiado tarde para nos arrependermos e encontrarmos abrigo. Nenhum
sangue expiatório lavará então as manchas do pecado.”
Temos visto nos últimos anos acontecimentos que nos mostram o que o
texto acima diz – catástrofes, misérias, pestes -, tudo indicando que essas
“gotas” da ira de Deus já estão sobre este mundo.
Maranata, p. 37
98
“Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem,
seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e
receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação.”
PRIMÍCIAS
JESUS:
I Coríntios 15:20
“Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que
dormem.”
Com relação aos que ressuscitaram com Jesus, temos este texto
pioneiro:
Stephen Haskell , The Cross and It’s Shadow, p. 112 (cap. 15)
“Essa companhia era composta de indivíduos escolhidos de
todas as eras, desde a de Adão até o tempo de Cristo. Eles não
estavam mais sujeitos à morte, mas ascenderam com Cristo
como troféus de Seu poder para despertar todos os que
dormem em seus túmulos.”
144.000:
Apocalipse 14:4
“... Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para
Deus e para o Cordeiro.”
A Grande Esperança (condensado), p. 93
“Esses, tendo sido levados ao Céu dentre os vivos, são “primícias a Deus
e ao Cordeiro” (Apocalipse 14:4).”
Profecias do Apocalipse, p. 219 (Usiah Smith)
“São ‘primícias para Deus e para o Cordeiro’. Este termo é aplicado
a diferentes seres representando condições especiais. Cristo
constitui as primícias como antítipo do molho movido. Os que
primeiro receberam o Evangelho são chamados por Tiago
“primícias” de certa classe (Tiago 1:18). Assim também os 144.000,
colhidos para o celeiro celeste aqui na Terra durante as perturbadas
cenas dos últimos dias, trasladados ao Céu sem ver a morte, e
99
ocupando uma posição preeminente, são chamados neste sentido
primícias para Deus e para o Cordeiro.”
A palavra de Deus diz que Jesus é as primícias dos que dormem e os
144.000 são primícias para Deus e para o Cordeiro. O que passar disso é
especulação e fantasia.
OS EVENTOS DURANTE A SÉTIMA PRAGA
Jó 38:22-23
“Ou entraste tu até aos tesouros da neve e viste os tesouros da saraiva, que
eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?”
Ao terminar o selamento, têm início aquelas cenas mais terríveis sobre a
face da Terra, preditas pela profecia.
Daniel 12:1
“E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta
pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve,
desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o
teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.”
FECHAMENTO DA PORTA DA GRAÇA
Apocalipse 22:11
“Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem
é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.”
Jesus cessa sua intercessão no santuário celestial
A porta da graça se fecha para todos
100
HABITANTES DA TERRA
The Great Controversy, p. 614
“Quando Ele deixa o santuário, trevas cobrem os habitantes da Terra. Nesse
período temeroso, os justos devem viver à vista de um Deus santo sem um
intercessor.”
Na sequência do texto, a profetisa fala que a restrição sobre Satanás foi
retirada e agora ele tem total controle sobre os impenitentes. Os ímpios
ultrapassaram as fronteiras da sua provação. O Espírito Santo foi retirado e
agora os ímpios estão sem a proteção da graça divina e sujeitos aos elementos
de luta e desgraça que lhes sobrevirão.
The Great Controversy, p. 615
“Assim, quando a decisão irrevogável do Santuário houver sido pronunciada,
e o destino do mundo tiver sido fixado para sempre, os habitantes da Terra
não o saberão.”
Mas quem são os habitantes da Terra que não saberão? Devemos
procurar a resposta na Bíblia em conjunto com o próprio Espírito de Profecia.
Veja os textos.
Isaías 26:21 (Bíblia King James Fiel 1611)
“Porquanto, eis que o Senhor sai do seu lugar para punir os habitantes da
terra pela iniquidade deles. A terra também revelará o sangue dela, e não
mais ocultará os seus mortos.”
Spiritual Gifts, v. 1, p. 211
“Então olhei para a terra. Os ímpios estavam mortos, e os seus corpos jaziam
sobre a face da terra. Os habitantes da terra tinham sofrido a ira de Deus nas
sete últimas pragas.”
6LtMs, Ms 22, 1890
“Ele saiu do Seu lugar para castigar os habitantes da terra e, através de um
dilúvio, purificou a terra da sua iniquidade.”
Patriarchs and Prophets, p. 528
“Deus pretendia que o Seu povo Israel fosse portador de luz para todos os
habitantes da terra.”
Signs of the Times, 17 de janeiro de 1900
101
“Em rápida sucessão, um anjo após o outro derramará taças de ira sobre os
habitantes da Terra.”
Os textos acima parecem nos indicar que os habitantes da Terra são os
ímpios. Então, os ímpios não saberão quando se fecha a porta da graça. Aqui
fica uma pergunta para os estudiosos: e quanto aos santos, eles saberão?
1ª PRAGA – CHAGA MALIGNA
Apocalipse 16:1, 2
“E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e
derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus. E foi o primeiro e
derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos
homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.”
O Grande Conflito, pp.628, 629
“Estas pragas não são universais, ao contrário os habitantes da Terra seriam
inteiramente exterminados. Contudo serão os mais terríveis flagelos que já
foram conhecidos por mortais.”
Os primeiros a receber esta praga da chaga má e maligna serão os líderes
da professa igreja que teve grande luz, mas apostatou.
Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 211
“Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o
golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que
haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo,
haviam traído o seu depósito.”
2ª PRAGA – O MAR SE TORNA EM SANGUE
Apocalipse 16:3
“E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue
como de um morto, e morreu no mar toda alma vivente.”
Na segunda praga, estando os ímpios acreditando, em sua fúria, que os
guardadores do sábado são os culpados pelas pragas, emitem o decreto de
morte, o qual deveria ser executado no tempo do início da sétima praga.
Primeiros Escritos, p. 36
102
“Estas pragas enfurecem os ímpios contra os justos, pois pensavam que nós
havíamos trazido os juízos divinos sobre eles, e que se pudessem livrar a
Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matarem os
santos, o que fez com que estes clamassem dia e noite por livramento.”
DECRETO DE MORTE
Apocalipse 13:15
“E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também
a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não
adorassem a imagem da besta.”
Primeiros Escritos, p. 282
“Vi um impresso, espalhado em diferentes partes da Terra, dando ordens
para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo,
matar os santos.”
Muitos serão presos e muitos serão escravizados
A Grande Controvérsia, p. 599
“Mas muitos, de todas as nações e de todas as classes elevadas e humildes,
ricos e pobres, negros e brancos, serão lançados na mais injusta e cruel
escravidão. Os amados de Deus passarão dias penosos, algemados,
confinados pelas grades das prisões, sentenciados à morte e,
aparentemente, deixados a morrer de fome nas escuras e repulsivas
masmorras. Nenhum ouvido humano estará aberto para escutar seus
lamentos; nenhuma mão humana estará pronta a prestar-lhes ajuda.”
A ANGÚSTIA DE JACÓ
Com o decreto de morte, que acontece na segunda praga, começa a
angústia de Jacó.
Primeiros Escritos, p. 282
“Vi um impresso, espalhado em diferentes partes da Terra, dando ordens
para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo,
matar os santos.”
A Grande Controvérsia, p. 589
103
“... e um decreto será finalmente baixado contra aqueles que santificam o
sábado do quarto mandamento, denunciando-os como merecedores das
mais severas punições e dando ao povo liberdade para, depois de certo
tempo, matá-los. O romanismo no Velho Mundo e o protestantismo no Novo
seguirão conduta similar para com os que honram todos os preceitos divinos.
“Então o povo de Deus será mergulhado naquelas cenas de aflição e angústia
descritas pelo profeta como o tempo de angústia de Jacó. ‘Assim diz o
Senhor: Ouvimos uma voz de tremor, de temor, mas não de paz... Por que se
têm tornado macilentos todos os rostos? Ah, Porque aquele dia é tão grande,
que não houve outro semelhante! É o tempo de angústia para Jacó, ele,
porém, será livrado dela’.” (Jeremias 30:5-7).
Neste tempo, alguns do povo de Deus estarão presos, alguns na
escravidão, e alguns escondidos nas montanhas.
CARASCTERÍSTICAS DA ANGÚSTIA DE JACÓ:
1. INCERTEZA DO PERDÃO DOS PECADOS
2. MEDO DA MORTE
3ª PRAGA – RIOS E AS FONTES DAS ÁGUAS SE TORNAM EM SANGUE
Apocalipse 16:4-7
“E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se
tornaram em sangue. E ouvi o anjo das águas que dizia: Justo és tu, ó Senhor,
que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas. Visto como
derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste
sangue a beber; porque disto são merecedores. E ouvi outro do altar, que
dizia: Na verdade, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os
teus juízos.”
Podemos ver que a terceira praga é a punição divina aos ímpios pelo
decreto de morte contra os santos; como eles desejam derramar o sangue
inocente dos filhos de Deus, e decretaram sua morte, Ele lhes dá sangue para
beber. Com sede, recorrerão às fontes das águas e somente terão sangue
fétido para beber.
Mas, enquanto os ímpios passam fome e sede, o povo de Deus tem a
promessa:
Isaías 33:16
104
“Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio,
o seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.”
Last Day Events, p. 265
“Pão e água é tudo o que foi prometido ao remanescente* no tempo de
angústia.”
*Nota: No livro Eventos Finais em português, foi traduzido por “aos
remanescentes”, porém Ellen White escreveu no singular: “remanescente”.
Essa pequena diferença no texto pode parecer algo insignificante, mas
não é, porque ao trazer para o plural algo que foi dito no singular, corre-se o
risco de distorcer a verdade, ao induzir ao entendimento de que todos serão
salvos, uma vez que a igreja é o abrigo dos remanescentes. Porém o
remanescente é formado por somente os que guardam os mandamentos de
Deus e tem a fé de Jesus (em contraponto à fé em Jesus, como foi traduzido
em muitas versões da Bíblia).
Note que a promessa de que Deus proverá água e pão é para o grande
tempo de angústia. Durante o tempo que vai do decreto dominical ao grande
tempo de angústia, os filhos de Deus obedientes deverão estar no campo,
plantando e colhendo da terra a própria comida.
4ª PRAGA – O SOL É SUPERAQUECIDO
Apocalipse 16:8, 9
“E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que
abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grandes
calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas;
e não se arrependeram para lhe darem glória.”
Mas o povo de Deus tem a promessa:
Isaías 4:6
“E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia, e para refúgio
e esconderijo contra a tempestade e contra a chuva.”
5ª PRAGA – TREVAS SOBRE O TRONO DA BESTA
Apocalipse 16:
105
“E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se
fez tenebroso; e os homens mordiam a língua de dor. ¹¹ E, por causa das suas
dores e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu e não se
arrependeram das suas obras.”
Isaías 60:2
“Eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o
Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.”
Visões do Céu, p. 28
“Densas nuvens ainda cobrem o céu; contudo o Sol de quando em quando
irrompe, aparecendo como o olhar vingador de Jeová.”
O povo de Deus, porém, terá luz em suas habitações.
Parábolas de Jesus, p. 420
“Ao passo que o mundo todo estará mergulhado em trevas, haverá luz em
todas as habitações dos santos. Eles hão de captar os primeiros raios de luz
de Sua segunda vinda.”
6ª PRAGA – RIO EUFRATES SECA – PREPARAÇÃO PARA O ARMAGEDOM
Apocalipse 16:12-16
“E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água
secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente. E da boca do
dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos
imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios, que fazem
prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os
congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso. Eis
que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas
vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. E os
congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.”
7ª PRAGA – SARAIVA
Apocalipse 16:17-21
“E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do
céu, do trono, dizendo: Está feito! ¹⁸ E houve vozes, e trovões, e relâmpagos,
e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens
sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se
em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se
106
lembrou Deus para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. E toda
ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma
grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de
Deus por causa da praga da saraiva, porque a sua praga era mui grande.”
As leis humanas retirarão a proteção dos que guardam os mandamentos
de Deus. Alguns do povo de Deus estarão nas prisões, outros refugiados nas
solitárias florestas e montanhas. Próximo do início da sétima praga, os ímpios
desejarão exterminar já de vez a “odiada seita”, quando se aproximar a data
indicada no decreto de morte para poderem matar os santos. Maldizendo e
zombando, multidões de ímpios se “precipitam sobre a presa” para
exterminá-los. Neste momento, teremos os seguintes eventos, conforme
descritos em A Grande Controvérsia, p. 608.
O povo de Deus, nas prisões, e escondidos nas florestas e montanhas
imploram pela proteção divina
Quando os ímpios se precipitam sobre os santos, densa escuridão cai
sobre a Terra
O arco-íris brilha intensamente parecendo envolver os que oram
As multidões iradas se detêm em pavor e contemplam o arco-íris
O povo de Deus ouve uma voz clara e melodiosa
A voz diz: “Olhai para cima”
Eles contemplam o arco da promessa
As nuvens negras se afastam e eles olham para o céu
O povo de Deus contempla a glória de Deus e Jesus assentado no Seu
trono
Ouvem Jesus oferecer Sua petição ao Pai
Ouvem a voz melodiosa e triunfante
107
O Espírito de Profecia descreve as vozes que são ouvidas durante o
livramento do povo de Deus na sétima praga. Há duas vozes sem identificação,
conforme abaixo.
VOZES SEM IDENTIFICAÇÃO ANTES DO LIVRAMENTO DO POVO DE DEUS
Essas vozes são sem identificação porque não podemos dizer ao certo
quem as emitem. Ao contrário, nas duas vezes em que o Pai fala, temos o
relato claro identificando que a voz procede de Deus.
The Great Controversy, p. 636
“Pelo povo de Deus uma voz, clara e melodiosa, é ouvida, dizendo: “Olhe para
cima”, e levantando seus olhos aos céus, eles contemplam o arco da
promessa.”
...
“Novamente uma voz melodiosa e triunfante é ouvida, dizendo: “Eles vêm!
Eles vêm! Santos, inocentes e imaculados. Guardaram a Minha paciência;
andarão entre os anjos”; e os pálidos e trementes lábios dos que mantiveram
firme sua fé proferem um brado vitorioso.”
Com pálidos e trementes lábios, os santos emitem um brado vitorioso
É meia-noite
Deus liberta Seu povo que estava nas prisões
O Sol aparece brilhando em sua força
Sinais e maravilhas se sucedem
Os ímpios em terror contemplam a cena
Os justos observam em contentamento os sinais de sua libertação
As correntes de água deixam de fluir
Nuvens negras e pesadas se chocam entre si
Num espaço claro de glória vem a voz de Deus
108
Como o som de muitas águas, Ele diz: “Está feito”
DOIS LIVRAMENTOS (OU LIBERTAÇÃO) – DUAS VOZES DE DEUS (PAI)
A voz de Deus é ouvida duas vezes no tempo de angústia. A primeira voz
causa o maior terremoto da História da Terra, liberta os presos que estavam
sentenciados à morte e ressuscita os que morreram na fé da mensagem do
terceiro anjo. Essa ressurreição traz (do túmulo) o povo de Deus de volta à
vida mortal e completa com eles o número dos 144.000.
O Grande Conflito, p. 521, 522 (627-629)
“As pragas que sobrevieram ao Egito, quando Deus estava prestes a libertar
Israel, eram semelhantes aos juízos mais terríveis e extensos que cairão
sobre o mundo exatamente antes da libertação final no povo de Deus.”
Como o texto fala de “libertação final”, podemos entender que se há
uma libertação final, deve também haver uma libertação inicial.
PRIMEIRA VOZ DE DEUS
PODEROSO TERREMOTO
Na primeira voz de Deus, acontece um grande terremoto, o maior de
toda a História.
Apocalipse 16:18
“E houve vozes e trovões e relâmpagos e um grande terremoto, como nunca
tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande
terremoto.”
LIBERTAÇÃO DOS PRESOS
A Grande Controvérsia, p. 608
“O povo de Deus – alguns nas celas das prisões, outros escondidos nos
solitários retiros das florestas e montanhas – ainda implora pela proteção
divina, enquanto em cada localidade grupos de homens armados, impelidos
pelas hostes de anjos maus, estão se preparando para a funesta obra.”
109
A Grande Controvérsia, p. 609
“É à meia-noite que Deus manifesta Seu poder para a libertação de Seu povo.
O Sol aparece brilhando em sua força. Sinais e maravilhas se sucedem
rapidamente. Os ímpios contemplam com terror e espanto a cena, enquanto
os justos observam com solene contentamento os sinais de sua libertação.
Tudo na natureza parece fora de seu curso normal. As correntes de água
cessam de fluir. Nuvens negras e pesadas surgem e colidem umas com as
outras. Em meio dos tormentosos céus, vê-se um espaço claro de glória
indescritível, donde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo:
“Está feito” (Apoc. 16:17).
“Esta voz faz tremer os céus e Terra. Há um poderoso terremoto “como
nunca tinha havido desde que há homens sobre a Terra; tal foi este tão
grande terremoto”. (Apocalipse 16:18).”
Essa voz é a voz de Deus, o Pai
Antevendo a grande libertação que se avizinha, o Testemunho diz:
A Grande Controvérsia, p. 606
“Os olhos de Deus, divisando através dos séculos, fixaram-se na crise que Seu
povo deve enfrentar quando os poderes terrestres se arregimentarem
contra ele. Como o exilado cativo, estarão temerosos da morte pela fome ou
pela violência. Mas o Santo que dividiu o Mar Vermelho diante de Israel,
manifestará Seu infinito poder libertando-o do cativeiro.”
Note a expressão: “libertando-o do cativeiro”.
Isaías 30:30
“E o Senhor fará ouvir a glória da sua voz e fará ver o abaixamento do seu
braço, com indignação de ira, e a labareda do seu fogo consumidor, e raios, e
dilúvio, e pedra de saraiva.”
A Grande Controvérsia, p. 610
“Enormes pedras de granizo, cada uma “do peso de um talento”, estão
fazendo sua obra de destruição. As mais soberbas cidades da Terra são postas
abaixo. Os palácios senhoriais em que os grandes homens do mundo
dispersaram suas riquezas a fim de se glorificarem, transformam-se em
escombros diante de seus olhos. As paredes das prisões se racham, e o povo
de Deus, que fora mantido em cativeiro por causa de sua fé, é libertado.”
110
Essa é a primeira libertação, os presos são tirados de seu cativeiro e
prisões.
A voz de deus faz tremer os céus e a terra
A glória do trono de deus resplandece no espaço celeste
As montanhas se agitam como canas ao vento
Há um bramido de tempestade
O mar é fustigado com fúria
É ouvido um som de furacão como vozes de demônios
A terra inteira se altera, sua superfície é fragmentada
Cadeias de montanhas afundam
Ilhas povoadas desaparecem
Os portos marítimos, que foram como Sodoma, são tragados pelas ondas
revoltosas
A grande babilônia vem à memória diante de deus
Caem enormes pedras de granizo
Os sepulcros se abrem
RESSURREIÇÃO ESPECIAL
A sétima praga começa com um grande terremoto mundial, dando
ensejo à libertação dos presos e à ressurreição especial. O terremoto sacode
a Terra e racha as paredes das prisões onde estão presos os santos de Deus;
bem como abre os túmulos dos mortos em Cristo desde 1844/1848.
Em seguida à libertação dos presos, acontece, então, outra gloriosa
libertação. É a ressurreição especial dos santos - o livramento do poder da
morte!
Os túmulos se abrem e a voz de Deus, o Pai, ressuscita os mortos que
morreram na fé da mensagem do terceiro anjo para completar o número dos
144.000.
111
Primeiros Escritos, p. 285
“As sepulturas foram abertas, e aqueles que haviam morrido na fé sob a
terceira mensagem angélica, guardando o Sábado, saem de seus leitos de pó
glorificados, para ouvir o concerto de paz que Deus faria com aqueles que
guardaram a Sua lei.”
The Great Controversy, p. 637
“As sepulturas são abertas, e “muitos dos que dormem no pó da terra”
ressuscitam, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo
eterno”. (Dan. 12:2). Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro
anjo saem do túmulo glorificados, para ouvir o concerto de paz de Deus com
aqueles que guardaram Sua lei. “Até mesmo os que o traspassaram” (Apoc.
1:7), aqueles que zombaram e ridicularizaram das agonias da morte de Cristo,
e os mais violentos opositores de Sua verdade e de Seu povo, ressuscitam
para contemplá-Lo em Sua glória e ver a honra concedida aos leais e
obedientes.”
Quem morreu na fé,
sob a terceira mensagem angélica, ou seja,
viveu e morreu nesse período = a partir de 1844 até o fim,
há de ressuscitar na ressurreição especial,
e fazer parte dos 144.000
ESPAÇO DE TEMPO ENTRE AS DUAS VOZES DE DEUS
Antes que os 144.000 possam ouvir o concerto de paz, há um tempo de
preparação e tribulação ainda aqui na Terra.
1.
O concerto de paz não acontece logo que ocorre a ressurreição especial, pois
há vários acontecimentos que são relatados nos Testemunhos, os quais
ocorrem no espaço de tempo entre a ressurreição especial e o concerto de
paz;
2.
Assim como aconteceu com Moisés no monte antes de ver a glória de Deus,
os 144.000 (o grupo todo) deverão ter que passar dias em preparação para
“conversar com Deus” no concerto de paz.
112
Spiritual Gifts, v. 3. p. 272
“Nem mesmo Moisés podia subir de uma vez ao monte, pois não podia
imediatamente se aproximar tão perto de Deus e suportar as exibições de
Sua glória. Durante seis dias ele se preparou para encontrar-se com Deus.
Seus pensamentos e sentimentos comuns deveriam ser deixados de lado. Por
seis dias, ele dedicou seus pensamentos a Deus e se santificou por meio da
meditação e oração, antes que pudesse estar preparado para conversar com
Deus.”
É certo que há um espaço de tempo entre as duas vozes de Deus. Como
sabemos?
A Grande Controvérsia, p. 610
“Nuvens compactas ainda cobrem o céu; todavia o Sol as atravessa de
quando em quando, aparecendo como o olhar vingador de Deus.”
Significado de “de quando em quando” = ocasionalmente; de vez em
quando. Esta expressão significa intervalo de tempo, ou seja, fala de algo que
surge e desaparece, e depois mais adiante volta a surgir. Isso envolve
transcurso (ou lapso) de tempo. Em meio às grossas nuvens que cobrem o
céu, o Sol transpassa sua luz através delas, de vez em quando. Além disso, há
também muitos outros acontecimentos que indicam um espaço de tempo
depois da primeira voz de Deus, significando que o concerto de paz não se dá
logo na primeira voz de Deus, mas somente na segunda voz.
Nesse transcurso de tempo, a Inspiração nos diz que acontecem:
Nuvens compactas ainda cobrem o céu
O sol atravessa as nuvens de quando em quando
Violentos relâmpagos riscam os céus
Terrível ribombar do trovão
Vozes misteriosas e terríveis declaram a perdição dos ímpios
113
OUTRAS VOZES DEPOIS DO LIVRAMENTO INICIAL
Depois do livramento dos presos e da ressurreição especial, ocorrem
também outras vozes sem identificação, as quais declaram a perdição dos
ímpios.
A Grande Controvérsia, p. 610
“Acima do terrível ribombar do trovão, vozes misteriosas e terríveis
declaram a perdição dos ímpios. As palavras proferidas não são
compreendidas por todos, mas elas são distintamente compreendidas pelos
falsos ensinadores.”
Abertura nas nuvens
Uma estrela com fulgor que aumenta quatro vezes mais que as trevas
Os santos cantam o Salmo 46
Céus estrelados em contraste com firmamento negro
A glória da cidade celestial irradia pelas portas entreabertas
A LEI DE DEUS APARECE NO CÉU
Salmos 50:6
“E os céus anunciarão a sua justiça, pois Deus mesmo é o Juiz.”
A Grande Controvérsia, pp. 611-612
“Aparece então recortada contra o céu uma mão segurando duas tábuas de
pedra dobradas uma sobre a outra. Diz o profeta: “Os céus anunciarão a Sua
justiça; pois Deus mesmo é o juiz.” Salmos 50:6. Aquela santa lei, a justiça de
Deus, que em meio a trovões e labaredas foi proclamada do Sinai como guia
da vida, é agora revelada aos homens como a regra do juízo. A mão abre as
tábuas e assim são mostrados os preceitos do decálogo, traçados como que
com pena de fogo. As palavras são tão claras que todos as podem lê-las. A
memória é despertada, as trevas da superstição e heresia são varridas de
cada mente, e os dez mandamentos divinos, breves, compreensivos e
autorizados, são apresentados à vista de todos os habitantes da Terra.”
114
Maranatha, p. 286
“No templo será vista a arca do testamento, na qual foram colocadas as duas
tábuas de pedra, nas quais está escrita a lei de Deus. Essas tábuas de pedra
serão retiradas de seu esconderijo, e nelas serão vistos os Dez Mandamentos
gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra que agora estão na arca
do testamento serão um testemunho convincente da verdade e das
reivindicações da lei de Deus.”
Os ímpios entram em desespero
Muito tarde, os ímpios veem que o Sábado do quarto mandamento
é o selo do Deus vivo
OS 144.000 TÊM AFLIÇÕES DEPOIS DA RESSURREIÇÃO ESPECIAL
Salmos 91:15
“Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele,
livrá-lo-ei e o glorificarei.”
Alguns dizem que a experiência dos 144.000 será diferente se os
ressuscitados da ressurreição especial fizerem parte do grupo. Acerca disso,
apresentamos o impactante texto do Espírito de Profecia que tira as dúvidas
Veja.
115
* A qual voz de Deus ela está se referindo?
* Certamente à primeira voz, quando Deus liberta os presos e ressuscita
os mortos na ressurreição especial. Seria totalmente sem sentido se fosse
depois da segunda voz, pois depois da segunda voz de Deus não haverá mais
aflição, porque já é o concerto de paz, com o libertamento final, e faltam
poucos dias para a volta de Jesus. Podemos ver também que o texto traz uma
evidência de que há duas vozes e do transcurso de tempo entre elas.
Além disso, ela liga o acontecimento da voz com o grande terremoto.
Esse terremoto é o que acontece quando há a ressurreição especial, quando
os que morreram na mensagem do terceiro anjo saem para a vida mortal para
passar pelo final do tempo de angústia.
Quem ouve a voz de Deus? Todos os justos que estão vivos ouvem e
entendem a voz de Deus. E o texto diz que eles estão em aflição. Como
poderia alguém que ressuscitou glorificado estar em aflição? É devido à sua
natureza mortal e para que todos tenham a mesma experiência sob o tempo
de angústia.
Podemos também perceber nesse manuscrito da Mensageira do Senhor
que ela cita acontecimentos que ocorrem depois da primeira voz: o povo em
desespero, o povo de Deus em aflição, as nuvens se chocam e escuridão.
Depois ela cita a palavra “então”, o que nos leva a entender que há aí um certo
espaço de tempo.
Há uma diferenciação das duas vozes de Deus. Observe como o
Testemunho descreve as duas vozes:
1ª voz:
“... vem a voz de Deus, como som de muitas águas, dizendo: ‘Está feito’. (Apoc
16:17). Essa voz faz tremer os céus e a Terra.” A Grande Controvérsia, p. 609.
2ª voz:
“A voz de Deus é ouvida desde o Céu, declarando o dia e a hora da volta de
Jesus e comunicando o concerto eterno ao Seu povo.” A Grande Controvérsia, p.
613.
116
LIVRAMENTO FINAL
A Grande Controvérsia, p. 601
“As pragas derramadas sobre o Egito quando Deus estava prestes a libertar
Israel eram semelhantes em caráter àqueles mais intensos e terríveis juízos
que devem cair sobre o mundo pouco antes do livramento final do povo de
Deus.”
Com a expressão “livramento final” o Espírito de Profecia nos mostra
que, se há um livramento final é porque houve outro antes dele; daí que,
estudando minuciosamente os Testemunhos, podemos concluir que há dois
livramentos no tempo de angústia.
O DECRETO DE MORTE AINDA ESTÁ EM VIGOR
E os ímpios querem levar a cabo sua execução
A Grande Controvérsia, p. 608
“Ao aproximar-se o tempo determinado no decreto, o povo conspirará para
desarraigar a odiada seita. Ficará determinado que numa só noite será
consumado o ataque decisivo, que silenciará completamente a voz de
dissensão e reprovação. ...
“Com brados de triunfo, zombaria e maldição, multidões de homens maus
estão prestes a se precipitarem sobre a presa, quando, pois, uma densa
escuridão, mais profunda do que as trevas da noite, cai sobre a Terra.”
SEGUNDA VOZ DE DEUS
CONCERTO DE PAZ
ANÚNCIO DO DIA E HORA DA VOLTA DE JESUS
Mateus 24:36
“Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho,
mas unicamente meu Pai.”
Eventos Finais, p. 235
“Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos
anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de
144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram
fosse um trovão ou terremoto.”
Maranata, p. 291
117
“A voz de Deus é ouvida do Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus
e estabelecendo concerto eterno com Seu povo. Semelhantes a estrondos do
mais forte trovão, Sua palavras ecoam pela Terra inteira.”
A Grande Controvérsia, p. 613
“A voz de Deus é ouvida desde o Céu, declarando o dia e a hora da vinda de
Jesus e comunicando o eterno concerto ao Seu povo. Como os estrondos do
mais poderoso trovão, Suas palavras ecoam através de toda a Terra. O Israel
de Deus as ouve com o olhar fixo no alto. Seu semblante está iluminado com
a Sua glória, brilhante como a face de Moisés quando desceu do Sinai. Os
ímpios não podem olhar para eles. E quando é pronunciada a bênção sobre
os que honraram a Deus pela observância de Seu sábado, há um retumbante
brado de vitória.”
Veja que é somente na segunda voz, quando Deus anuncia o dia e a hora
da volta de Jesus que Ele faz o concerto eterno com os 144.000.
Maranata, p. 287
“Os santos vivos, em número de 144.00, reconheceram e entenderam a voz,
ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto.
Quem está vivo nesse momento?
1.
Os santos vivos, em número de 144.000
2.
Os ímpios julgaram que fosse um trovão ou terremoto
No momento do concerto de paz podemos ver que há somente dois
grupos de pessoas vivas – os 144.000 e os ímpios. Os santos que estão vivos
são somente 144.000, não há mais nenhum outro santo vivo ali nesta cena; os
outros vivos são os ímpios. Os demais santos, da grande multidão, ainda estão
dormindo na sepultura, a serem ressuscitados somente quando Jesus
aparecer.
Uma vez que os que ressuscitam entendem a voz, pois a profecia diz que
eles saem do túmulo para ouvir o concerto de paz, não teria sentido, Deus
ressuscitá-los para ouvir e não entender o concerto de paz. E se eles ouvem e
entendem é porque estão contados no que ela diz “em número de 144.000”.
Portanto, esses que entendem a voz são todos parte integrante e
contados como 144.000.
118
ESPÍRITO SANTO É CONCEDIDO NO CONCERTO DE PAZ
Primeiros Escritos, p. 15
“Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto
brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés na
descida do monte Sinai.”
Maranata, p. 291
“O Israel de Deus está a ouvir, com os olhos fixos no alto. Os seus semblantes
estão iluminados com a Sua glória, e brilham como o rosto de Moisés quando
desceu do Sinai. Os ímpios não podem olhar para eles. E quando a bênção é
pronunciada sobre aqueles que honraram a Deus guardando Seu Sábado
santo, há um poderoso brado de vitória.”
Primeiros Escritos, pp. 272, 273
“Uma gloriosa luz resplandecia sobre eles [os santos]. Quão belo
era então o seu parecer! Todos os sinais de cuidados e cansaço
haviam desaparecido, e viam-se de novo saúde e beleza em cada
semblante. Seus inimigos, os ímpios em redor deles, caíram como
mortos; não podiam suportar a luz que brilhava sobre os que haviam
tido livramento e eram santos. Essa luz e glória permaneceram sobre
eles, até que Jesus foi visto nas nuvens do céu, e o grupo fiel e provado foi,
num momento, num abrir e fechar de olhos, transformado de glória em
glória.”
Face dos 144.000 fica iluminada na segunda voz
A luz permanece nas faces até Jesus voltar
Jó 34:20
“Eles, num momento, morrem; e, até à meia-noite, os povos são perturbados
e passam, e os poderosos são tomados sem mão.”
Testemunhos Seletos, v. 2, p. 321
“[Deus] sempre tem escolhido extremidades, ocasiões em que
parecia não haver possibilidade de libertamento das operações de
Satanás, para a manifestação de Seu poder.”
119
ACONTECIMENTOS DESDE O CONCERTO DE PAZ
ATÉ A VOLTA DE JESUS
GLORIFICAÇÃO
Primeiros Escritos, p. 15
“Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto
brilhou com o resplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés na
descida do monte Sinai.”
É uma iluminação somente do rosto de todo o grupo dos 144.000.
ACLAMAÇÃO DE VITÓRIA
Primeiros Escritos, p. 15
“E quando se pronuncia a bênção sobre os que honraram a Deus, santificando
o Seu sábado, há uma grande aclamação de vitória.”
SINAGOGA DE SATANÁS
Apocalipse 3:9
“Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não
são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus
pés, e saibam que eu te amo.”
Testimonies for the Church, v. 6, p. 475
“Lembrai-vos de que quanto mais nos aproximamos do tempo da vinda de
Cristo mais séria e firmemente devemos trabalhar; pois se opõe contra nós
toda a sinagoga de Satanás. Não precisamos de excitação febril, mas daquela
coragem que nasce da fé genuína.”
O Desejado de Todas as Nações, 224
“Rejeitando a Cristo, o povo judeu cometeu o pecado imperdoável; e,
recusando o convite da misericórdia, podemos cometer o mesmo erro;
insultamos o Príncipe da vida, e O expomos à vergonha perante a sinagoga
de Satanás e em face do Universo celeste, quando recusamos ouvir-Lhe os
mensageiros, dando em vez disso atenção aos instrumentos de Satanás, que
120
querem arrebatar de Cristo a alma. Enquanto uma pessoa fizer isso, não pode
achar esperança de perdão, perdendo por fim todo desejo de se reconciliar
com Deus.”
19LtMs, Ms 149, 1904
“‘Mas são a sinagoga de Satanás’. (Apocalipse 2:9). Aqui está uma
advertência ao nosso povo, sobre as afirmações daqueles que afirmam ser
judeus e não o são. Afirmam crer na verdade presente, quando trouxeram
sentimentos que falsificaram a verdade, e misturaram de tal maneira essas
pretensiosas e superiores crenças com a verdade que, por meio de suas
errôneas suposições, a alma, em futuros testes e provas, abandonará o
fundamento da fé por fábulas. Deus diz a todo homem: ‘Vigiai e orai, para que
não entreis em tentação’. ( Marcos 14:38). Há uma classe que será
proeminente, a qual desistirá da fé, e os espíritos sedutores das agências
satânicas os vencerão por meio 'de tentações ilusórias’. É claramente
afirmado sobre essa classe que eles reivindicam ‘ser judeus, e não o são, mas
são da sinagoga de Satanás.’” (Apocalipse 2:9).
O Cuidado de Deus, p. 341
“Enquanto a nuvem passava do Santíssimo para o Oriente, o que levou vários
dias, a sinagoga de Satanás adorava prostrada aos pés dos santos.”
A Word to the Little Flock, p. 12, 21.04. 1847 (carta ao irmão Eli Curtis)
“Você pensa que os que adoram aos pés dos santos (Ap. 3:9) serão
finalmente salvos. Aqui tenho que discordar de você; pois Deus me mostrou
que essa classe era de adventistas professos que haviam caído, e
‘crucificaram para si mesmos o Filho de Deus, e o expuseram à ignomínia’. E
na ‘hora da tentação’, que ainda está por vir, para mostrar o verdadeiro
carácter de cada um, saberão que estão para sempre perdidos; e, tomados de
angústia de espírito, prostrar-se-ão aos pés dos santos.”
Enquanto os santos esperam pela volta de Jesus, agora já sabendo o dia
e a hora da volta de Jesus, a sinagoga de Satanás adora a seus pés.
ÓSCULO SANTO
Primeiros Escritos, p. 15
121
“Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa
estava escrito: “Deus, Nova Jerusalém”, e tinham uma estrela gloriosa que
continha o novo nome de Jesus. Por causa de nosso estado feliz e santo, os
ímpios enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de
nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do
Senhor e eles caíram inertes ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás
conheceu que Deus nos havia amado a nós, que lavávamos os pés uns aos
outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo; e adoraram a nossos pés.”
O lava pés e o ósculo santo são umas das características distintivas da
verdadeira igreja de Deus.
GUERRA DO ARMAGEDOM
A Grande Controvérsia, p. 627
“As espadas que deveriam sacrificar o povo de Deus são agora voltadas para
o extermínio dos seus inimigos. Por toda a parte há conflito e derramamento
de sangue.”
Primeiros Escritos, p. 290
“Depois que os santos tiveram livramento pela voz de Deus, a multidão dos
ímpios volveu sua ira de uns contra os outros. A Terra parecia ser inundada
com sangue, e havia corpos mortos de uma extremidade dela a outra.”
MATANÇA DE EZEQUIEL 9
Maranata, p. 300
“O sinal de livramento foi posto sobre aqueles “que suspiram e gemem por
causa de todas as abominações que se cometem.” Agora sai o anjo da morte,
representado na visão de Ezequiel pelos homens com armas destruidoras,
aos quais é dada a ordem: ‘Matai velhos, mancebos, e virgens e meninos e
mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos
chegueis, e começai pelo Meu santuário. Diz o profeta: “E começaram pelos
homens mais velhos que estavam diante da casa.” Ezequiel 9: 1-6.
PRIMEIRA RESSURREIÇÃO
Apocalipse 20:5
122
“Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta
é a primeira ressurreição.”
Primeiros Escritos, p. 16
“Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem,
envolto em labaredas de fogo. Olhou para as sepulturas dos santos que
dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: “Despertai,
despertai! despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!” Houve um forte
terremoto. As sepulturas se abriram, e os mortos saíram revestidos de
imortalidade.”
144.000 RECONHECEM OS AMIGOS
Primeiros Escritos, p. 16
“Os 144.000 clamaram “Aleluia!” quando reconheceram os amigos que deles
tinham sido separados pela morte, e no mesmo instante fomos
transformados e arrebatados juntamente com eles para encontrar o Senhor
nos ares.”
VOLTA DE JESUS
JUSTOS VIVOS SÃO TRANSFORMADOS
Primeiros Escritos, p. 15
“Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma
nuvenzinha aproximadamente do tamanho da mão de homem, a qual nós
soubemos ser o sinal do Filho do homem.”
O Grande Conflito, p. 645
“Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de
olhos” (I Cor. 15:51, 52). À voz de Deus foram eles glorificados; agora são
tornados imortais e, com os santos ressuscitados, são arrebatados para
encontrar seu Senhor nos ares.”
Justos vivos são transformados = todos os que estão vivos (incluindo os que
ressuscitaram na ressureição especial, afinal eles estão vivos, não é?)
À voz de Deus foram glorificados
123
Agora são tornados imortais = quando Jesus volta
Com os santos ressuscitados = junto com os da grande multidão
São arrebatados ao Céu
ACLAMAÇÃO DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS NA VOLTA DE JESUS
JUSTOS:
Isaías 25:9
“E, naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos,
e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação,
exultaremos e nos alegraremos. ”
Primeiros Escritos, p. 16
“Todos os rostos empalideceram; e o daqueles a quem Deus havia rejeitado
se tornaram negros. Todos nós exclamamos então: “Quem poderá estar de
pé? Estão as minhas vestes sem mancha?”
O Grande Conflito, pp. 646-650
“Os justos clamam, a tremer: ‘Quem poderá subsistir? Silencia o cântico dos
anjos, e há um terrível silêncio. Ouve-se então a voz de Jesus dizendo: ‘A
minha graça te basta.’ Ilumina-se a face dos justos, e a alegria enche todos os
corações. E os anjos entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao
aproximar-se ainda mais da Terra. ... A voz do Filho de Deus chama os santos
que dormem. ... E os que ouvirem viverão. ... Do cárcere da morte vêm eles,
revestidos de glória imortal, clamando: ‘Onde está, ó morte o teu aguilhão?
Onde está, ó inferno, a tua vitória?” 1 Coríntios 15:55.
“Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este
é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação, exultaremos e nos
alegraremos. ”
“Quem poderá estar de pé? Estão as minhas vestes sem mancha?”
“Quem poderá subsistir?”
124
ÍMPIOS:
Apocalipse 6:16
“... e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto
daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro, porque é
vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá subsistir?”
A EXPERIÊNCIA DOS 144.000
A Grande Controvérsia, 621
“Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai.” “Estes, tendo
sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para
Deus a para o Cordeiro.” Apocalipse 14:1-5; 15:3. “Estes são os que vieram de
grande tribulação” (Apocalipse 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal
como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo
da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o
derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois “lavaram os
seus vestidos, a os branquearam no sangue do Cordeiro.” “Na sua boca não
se achou engano; porque são irrepreensíveis” diante de Deus. “Por isso estão
diante do trono de Deus, e O servem de dia a de noite no Seu templo; a Aquele
que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra." Apocalipse
7:15. Viram a Terra devastada pela fome a pestilência, o Sol com poder para
abrasar os homens com grandes calores, a eles próprios suportaram o
sofrimento, a fome e a sede. Mas nunca mais terão fome, nunca mais terão
sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está
no meio do trono os apascentará, a lhes servirá de guia para as fontes das
águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.” Apocalipse 7:16, 17.
O texto acima é muitas vezes mal compreendido, pois a mente quando
fixada numa ideia preconcebida não percebe alguns aspectos do todo.
Veremos agora, depois de todo o conjunto de verdades apresentado neste
estudo, como todas as características citadas se aplicam também aos que
ressuscitam na ressurreição especial.
Assim, com estudo sério e desinteressado, podemos ver a aplicação
harmônica de todas essas experiências aplicadas ao grupo completo dos
144.000 (os que não morrem + os que ressuscitam na ressurreição especial).
1. Vieram de grande tribulação:
O grupo todo passa pela grande tribulação, alguns passam por todo o período
desde a primeira praga; outros passam pela grande tribulação no sentido de
que eles chegam num momento em que as pragas estão todas acumuladas na
125
época da sétima. Eles estarão vivendo na terra naquele momento em que a
profecia diz que “haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que
houve nação até àquele tempo” (Daniel 12:1). Sendo assim, se pode dizer que
todos eles vieram de grande tribulação.
2. Passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve
nação:
“A hora mais negra da luta da igreja com os poderes do mal, é a que
imediatamente precede o dia do seu livramento final. Mas ninguém que
confie em Deus precisa temer; pois quando “o sopro dos opressores é como
a tempestade contra o muro”, Deus será para a Sua igreja como “um refúgio
contra a tempestade”. Isaías 25:4.” Profetas e Reis, p. 725.
Da mesma forma como foi mencionado na diretriz anterior, o grupo todo
estará vivendo na hora mais negra da história da Terra. Todos eles passarão
por essa experiência de luta.
3. Suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó:
Todos os 144.000 (os que não morrem + os que ressuscitam na ressurreição
especial) passarão pela angústia de Jacó, cujos principais motivos são a
incerteza do perdão dos pecados (se foram todos confessados) e o medo da
morte, pois o decreto ainda estará em vigor até o livramento final. Mesmo
depois que a voz de Deus liberta os cativos, eles terão a angústia de Jacó
(tortura mental por não ter a certeza se confessaram todos os pecados). A
angústia só acaba quando Deus faz o concerto de paz com eles.
4. Permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos
de Deus:
Uma vez que Jesus já terá deixado o lugar santíssimo e não mais intercede
pelos pecadores, e os 144.000 estarão sem pecados, eles estarão vivendo à
vista do Pai, sem mediador, mesmo os que ressuscitam na ressurreição
especial. Todos passarão por essa experiência.
5. Lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro”:
Cuidado de Deus, p. 182
“Esperamos chegar afinal ao Céu e unir-nos ao coro celestial? Justamente
como vamos para a sepultura haveremos de ressurgir, no que toca ao caráter.
... Agora é o tempo de lavar e passar a ferro. É tempo de lavar nossas vestes
e branqueá-las no sangue do Cordeiro. ...”
126
Todos os 144.000 certamente passarão por essa experiência. Todos os
pecados terão sido abandonados e confessados; lavados, portanto, no sangue
do Cordeiro.
6. Na sua boca não se achou engano (astúcia); são irrepreensíveis:
O caráter santificado dos 144.000 possibilita que tenham a doutrina pura, sem
engano; além disso eles são perfeitos à vista de Deus (irrepreensíveis).
7. Servem a Deus no Seu templo de dia e de noite:
Essa é a experiência dos 144.000 no templo, uma característica da igreja de
Filadélfia.
Apocalipse 3:12
“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá;
e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus,
a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo
nome.”
No livro Primeiros Escritos, página 15, a profetisa relaciona essas
características dos 144.000 com as da igreja de Filadélfia.
8. Viram a Terra devastada pela fome e pestilência:
Early Writings, p, 56
“Vi que se os santos tivessem alimento armazenado por eles ou no campo no
tempo de angústia, quando espada, fome e pestilência estão na terra, isso
seria tomado deles por mãos violentas e estranhos ceifariam os seus
campos.”
Durante o tempo de angústia haverá fome e pestilência, que perdurarão até o
fim; assim todos os 144.000 contemplarão essas desgraças, mesmo depois da
ressurreição especial.
9. O Sol com poder para abrasar os homens com grandes calores:
Como as pragas são acumulativas, os ressuscitados da ressurreição especial
também verão os efeitos do Sol queimando os habitantes da Terra, pois
quando eles ressuscitam, ainda serão vistos os efeitos dessa terrível praga.
10. Suportaram o sofrimento, a fome e a sede:
Durante muitos dias ainda depois da ressurreição especial, os 144.000
passarão na Terra, em meio a todas as calamidades que estarão ocorrendo.
Pão e água foi prometido, porém também é dito que eles passam fome e sede;
se isso é válido para os que não morrem, também é válido para os que
127
ressuscitam na sétima praga, uma vez todos eles têm ainda alguns dias a
passarem nesta Terra desolada pelas sete pragas.
Lembre-se que o Espírito de Profecia diz que “Depois que o povo ouviu a voz
de Deus, eles estão em desespero e em dificuldade qual nunca houve desde
que houve nação, e nisso o povo de Deus sofrerá aflição.” Manuscript 81, 1886.
Essa voz só pode ser a primeira voz de Deus, pois na segunda voz já é o
libertamento final, e depois disso não haverá mais angústia. Quem pode
garantir que todos os santos vivos não passarão fome nesse tempo? O pão e
água fornecidos será apenas para a manutenção da vida, não para abastança.
No espaço de tempo entre as duas vozes do Pai, será o tempo de maior
angústia para o povo de Deus, porque o decreto de morte ainda estará em
vigor, e os ímpios com toda a fúria que Satanás lhes impõe, arremessam sobre
os santos para os matar. Essa fúria assassina somente cessará pela
intervenção divina na segunda voz.
11. Nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles:
Esta é a grandiosa promessa de Deus para os que verão o Sol abrasar os
homens.
Embora as nossas Bíblias digam “calma alguma cairá sobre eles”, não é assim
na King James.
Apocalipse 7:16 (KJV)
“Nem arderá o sol sobre eles, nem qualquer calor.”
Isaías 49:10 (KJV)
“Eles não terão fome nem sede, nem calor e nem o sol os afligirá, porque Ele
tem tido misericórdia deles e os conduzirá, pelas fontes de águas Ele os
guiará.”
12. O Cordeiro será seu guia, Deus limpará toda a lágrima:
São promessas maravilhosas que se aplicam a todos os salvLos.
128
OBRA MÉDICO-MISSIONÁRIA E OS 144.000
Lucas 9:2
“E enviou-os a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos.”
Counsels on Health, p. 533
“Desejo dizer-vos que em breve nenhuma obra será realizada em linhas
ministeriais, a não ser a obra médico-missionária.”
Counsels on Health, p. 248
“A obra de nossos sanatórios deve ajudar a completar o número do povo de
Deus.”
A DIETA DOS 144.000
A reforma de saúde foi dada ao povo de Deus como um instrumento de
auxílio no aperfeiçoamento do caráter e na preparação para os eventos finais
e a trasladação. O remanescente precisa ter o corpo, a mente e o espírito
purificados para esse glorioso evento.
GORDURA ANIMAL
Há quem interprete equivocadamente textos do Espírito de Profecia com
relação ao regime alimentar dos 144.000. Vejamos alguns desses textos.
Conselhos sobre Saúde, p. 115
“Frutas, cereais e verduras, preparados de maneira simples, livres de
especiarias e gordura animal de qualquer espécie, fazem com leite
ou nata, o mais saudável regime dietético.”
Veja o texto original:
129
Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 355 (1869)
“Cereais e frutas, preparados sem gordura animal, e da forma mais natural
possível, deveriam ser o alimento para as mesas de todos os que professam
estar-se preparando para a trasladação ao Céu.”
Veja o texto original:
Note que quando a irmã White transmitiu esse testemunho, em 1905, sua
família ainda consumia leite e nata.
Observe os dois textos acima; em ambos, a mensageira do Senhor usa a
palavra “grease”, cuja tradução é graxa, gordura animal. O texto do CSRA, p.
355, infelizmente foi traduzido nas publicações da igreja por “gordura”,
possibilitando a alguns entenderem que se trata de todo tipo de gordura
(inclusive a vegetal). No entanto, ela está se referindo somente à gordura
animal.
Com relação ao texto de Conselhos sobre Saúde, p. 115, como ela poderia
dizer que era para eliminar todas as gorduras, se logo a seguir diz que misturar
com leite e nata ficaria saudável? Ela não pode se contradizer no mesmo texto,
pois nata é gordura animal. Isso indica que ela estava se referindo à forma de
preparo do alimento, quando não se deveria usar gordura animal para
prepará-lo.
A seguir, alguns textos do Espírito de Profecia sobre “grease” (gordura
animal).
Manuscript Releases, v. 4, p. 38
“Eles comem gordura de porco e isso nós não podemos tocar....”
(They eat pork grease and this we could not touch....)
PH 123
130
“Uma dieta nutritiva não consiste em comer carne, manteiga, condimentos,
e gordura animal. Frutas, vegetais e grãos Deus os fez crescer para benefício
do homem. Esses são de fato a gordura da terra, e se esses artigos de comida
forem preparados de maneira a preservar seu gosto natural, tanto quanto
possível, eles são tudo o que nossos desejos requerem.”
5MR 381
“Ele (Dr. Jackson) não coloca manteiga ou sal sobre sua mesa, nenhuma
carne ou qualquer tipo de gordura animal (grease).”
Os dois últimos textos anteriores, citados acima, estão em um panfleto
(PH), escrito por Ellen White, com o título “Gordura na Dieta”.
Vemos que a profetisa entendia “grease” como uma gordura diferente
de manteiga e carne, indicando que seria a banha de porco, comumente usada
na preparação dos alimentos.
Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 323
“Não cremos que batatas fritas sejam saudáveis, pois há mais ou menos
gordura animal (grease) ou manteiga usada no seu preparo.”
Por tudo o que foi exposto, podemos concluir que, quando ela se refere
a “grease”, ou “gordura de qualquer espécie”, está se referindo àquela
gordura animal usada para cozinhar.
AZEITE DE OLIVA
Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 349
“O óleo das azeitonas corrige a constipação, e para os tuberculosos e os que
sofrem de inflamação e irritação do estômago, ela é melhor do que qualquer
medicamento. Como alimento, é melhor do que qualquer gordura de
segunda mão, de origem animal.”
Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 359
“O azeite, comido na oliva, é muito preferível à gordura animal.”
O PLANO DIETÉTICO DE DEUS PARA OS 144.000:
Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 380
131
“Tem-me sido repetidamente mostrado que Deus está procurando levar-nos
de volta, passo a passo, a Seu desígnio original – que o homem subsista com
os produtos naturais da terra.”
Em 1867, ela já dava este conselho aos irmãos que estavam se
preparando para a trasladação.
Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 33
“Para que estejam em condições para a trasladação o povo de Deus deve
conhecer a si mesmo. Precisa compreender, com respeito a sua estrutura
física, que podem como o salmista, exclamar: “De modo terrível e tão
maravilhoso fui formado! Salmos 139:14.”
Conselhos sobre o Regime alimentar, p. 380
“Verduras, frutas e cereais devem constituir nosso regime. Nem um grama
de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural.
Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem.”
Vemos que o regime original a que Deus quer levar os que estão se
preparando para a trasladação é o regime vegetariano, que o homem possa
comer sem carne. O designío de Deus é que Seu povo pratique a dieta mais
natural possível, utilizando os produtos saudáveis que a natureza oferece.
Desde 1844, o verdadeiro povo de Deus está se preparando para a
trasladação, praticando a reforma de saúde com equilíbrio, sem fanatismos ou
extremos, de maneira a glorificar a Deus.
CONCLUSÃO
Chegando ao fim desta jornada de estudos, vimos que muita luz brilhou
em nosso caminho desde a primeira apresentação que fizemos deste assunto,
até chegarmos ao entendimento amplo e harmônico de agora. Louvamos a
Deus por Sua misericórdia e bondade.
Vimos que Deus dá Suas verdades a um grupo especial, aos que estão se
preparando para o dia do Senhor. Ele abriu Seus tesouros aos que estão
prontos a compreender aquilo que Ele quer mostrar, sem que se apeguem a
conceitos de raciocínio meramente humanos.
Vimos que a mensagem de selamento está em andamento desde 1844,
com o cumprimento da profecia das 2.300 tardes e manhãs, em conjunto com
132
a expiação que Jesus faz no Santuário celestial e com a pregação das três
mensagens angélicas.
Ao nos apropriarmos pela graça à justiça de Cristo, podemos nos
regozijar por ter a doutrina pura, que tem Jesus como centro de toda a
mensagem de selamento. Ele é o Senhor de tudo, nosso ajudador, consolador
e Salvador absoluto.
Com a terceira mensagem angélica temos a convicção de que ela é a
mensagem de transladação para todos os que viveram e vivem desde 1844 sob
esse estandarte.
Vimos que o selamento não foi adiado, ele está atrasado, devido à
indolência do próprio professo povo de Deus. O selamento já devia ter
acabado, Jesus voltado e os santos julgando, juntamente com Cristo no Céu.
Desde sua primeira visão, a irmã White esteve a dar mensagens que
mostram o pensamento original dos pioneiros adventistas, de que o selamento
estava já em andamento desde aquele tempo em que eles viviam. Os pioneiros
adventistas pregavam no Bible Institute o que era verdade presente para eles.
Segundo a Mensageira do Senhor, “o que era verdade então, é verdade hoje
(1896)”. Assim deve ser também em 2024 e até o fim.
Mais que se preocupar com a quantidade (144.000), devemos ter em
mente e nos esforçar para atingir o caráter necessário para receber o selo de
Deus. Mesmo que o número dos selados fosse 1.000 vezes maior (cento e
quarenta e quatro milhões), sem o caráter que a lei de Deus requer, ainda assim
não haveria chance de selamento.
Pudemos ver vários textos que mostram que os que ressuscitam na
ressurreição especial voltarão à vida mortal no início da sétima praga, passarão
pelas cenas finais com as pragas acumuladas, verão a desolação da Terra e a
fúria dos ímpios para matá-los, porém não passarão pela morte (do decreto), e
assim, quando Jesus voltar, estrarão vivos e serão transformados e trasladados
a encontrar o Senhor nos ares. Na memória de Deus é como se eles nunca
tivessem morrido, pois Deus é Deus de vivos e não de mortos.
A imortalidade é somente na volta do Senhor Jesus. Os santos, porém,
enquanto ainda estiverem aqui na Terra, terão somente o rosto glorificado,
aguardando a volta do Senhor, quando, então, receberão um corpo glorioso,
como o do Mestre.
Os Testemunhos nos mostraram que haverá somente duas classes de
pessoas vivas quando Jesus voltar – os 144.000 em número e os ímpios.
Todos os santos vivos são representados por Elias e Enoque, enquanto
os santos que dormem, os da primeira ressurreição, são representados por
Moisés.
Vimos que Deus falará duas vezes: no livramento inicial e no concerto de
paz (livramento final).
133
Com regozijo vimos que a irmã White tinha esperança de ser um dos
144.000, sentimento que também se estende a nós. Mesmo que venhamos a
morrer, podemos ter a esperança de fazer parte daquele grupo predito em
Apocalipse 14:13: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no
Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas
obras os sigam.”
Extraído dos Testemunhos, desenrolou-se diante de nós o relato dos
acontecimentos durante a sétima praga, para os quais é nossa atenção dirigida,
em obediência ao que Deus inspirou a profetisa a nos dizer, para “estudar o
derramamento da sétima praga.”
Concluímos com o chamado para a obra médico-missionária, e a dieta dos
144.000, puramente vegetariana.
Enfim, tentamos mostrar e conclamar nossos irmãos e irmãs para que
possamos, com a graça de Deus, estudar e aceitar aquilo que o Senhor já
mostrou lá no passado para os nossos pioneiros dos primeiros 50 anos,
incluindo a irmã White. Nosso desejo é que haja um exame sincero dos textos
apresentados; que sejam examinados com o coração ardente de buscar a
verdade com a tesouros escondidos. Que haja de fato uma busca pelo que já
foi revelado, sem interposição de conjecturas humanas, e assim, possamos ser
santificados pela verdade, pois nosso Senhor Jesus falou que somente a
verdade santifica. Qualquer outra coisa que não seja verdade não será capaz de
nos santificar.
Desejo a todos os que estudarem este assunto uma rica chuva de
bênçãos na paz e no amor do Senhor Jesus, nosso amorável Salvador, “em
quem também vós confiastes, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e tendo nele também crido, fostes selados com
o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1:13, KJV).
**********
Notas:
- Versão da Bíblia: Almeida Revista e Corrigida; King James Bible 1611.
- Todos os grifos foram acrescentados.
- Ao se constatar divergências nas traduções oficias, muitos dos textos citados
neste estudo foram extraídos e traduzidos diretamente das publicações em
inglês, a fim de expressar mais fielmente o que foi escrito pelos autores.
134
Contatos:
e-mail:
tempossolenes@aol.com
loruhamahmerhamet@yahoo.com
WhatsApp:
(51) 99984-4541
135

O Selamento dos 144.000 e a Sétima Praga.pdf

  • 1.
    1 Resgatando a mensagemoriginal dos pioneiros Marilda Barcellos 2024
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    2 INTRODUÇÃO Este trabalho éfruto de muitos anos de estudos acumulados, descobertas e o regozijo por elas, orações, súplicas por entendimento e agradecimentos a Deus por Sua misericórdia e bondade. Trazemos agora o resultado em forma de e-book, a fim de facilitar a leitura, esperando ardentemente que as muitas dúvidas e contestações sejam supridas pelo “Assim diz o Senhor” dos textos apresentados. O propósito deste trabalho não é apontar quem fará parte dos 144.000, pois isso não compete a nenhum ser humano, mas sim conduzir o olhar do leitor para o evento mais importante que ocorre em nossos dias – o selamento e a obra expiatória que Jesus realiza no santuário celestial, aplicando Sua maravilhosa graça em favor dos que a Ele recorrem como Redentor que perdoa os pecados, e nos motivar para fazer parte desse grupo. Cristo está designando os que farão parte da primeira ressurreição e também dos 144.000. Com a exiguidade do tempo sobre nós, cumpre-nos lançar mão dos méritos da graça de Cristo para nosso aperfeiçoamento de caráter, a fim de estarmos dentro do último grupo. Outro fator que nos motivou ao presente estudo é a constatação da grande falta de verdadeiro entendimento a respeito da mensagem de selamento, ressurreição especial e composição dos 144.000, conforme foi desenvolvido no início da obra da igreja adventista. Há muita confusão sobre o assunto dos 144.000 entre os adventistas de hoje; mas nossos pioneiros, incluindo a irmã White, tinham clara compreensão sobre esta mensagem. Eles viam a harmonia entre os ensinos da Bíblia e o Espírito de Profecia. Precisamos buscar esta harmonia, buscar o entendimento correto do que foi inspirado. É o que esperamos poder demonstrar com este estudo. O estudo avançado sobre o tema do selamento dos 144.000 se faz necessário devido à crença enraizada de que somente os que nunca passam pela morte são os que comporão os 144.000. Muitos hoje creem assim, talvez por não conhecerem os vários textos que formam o quebra-cabeças. O que fizemos foi montar as peças, ou talvez usando uma expressão melhor, devêssemos dizer que, com a graça de Deus, cavamos para encontrar as partes dos “tesouros escondidos”. Alguns reclamam de estarmos lançando desânimo por falar que a contagem dos 144.000 se iniciou em 1844/1848. Mas essa não é uma invenção de nossa parte, é uma verdade bíblica original, que foi entendida pela mensageira do Senhor e ensinada pelos nossos pioneiros.
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    3 Este estudo quercontribuir para resgatar essa mensagem tão preciosa e levar nossos irmãos de fé a descobrirem a harmonia que compõe todas as suas fases. Há algo mais que preciso compartilhar; é com relação às traduções publicadas. Durante este tempo em que me dediquei ao aprofundamento no assunto do selamento, ressurreição especial e cronologia durante as pragas, deparei-me várias vezes com algo que me deixava triste e indignada, que era ver alguns textos traduzidos de maneira não condizente com o que foi escrito pela irmã White no texto original em inglês, especialmente quanto aos tempos verbais. A isso atribuímos a contribuição em muito para uma visão distorcida do assunto do selamento entre os adventistas em geral. Esse tipo de problema não é tão evidente nos irmãos leigos de língua inglesa, que são estudantes diligentes da Bíblia, Espírito de Profecia e escritos dos pioneiros adventistas. Eles têm todos os textos na língua original em que foram escritos. Temos visto nos últimos tempos vários irmãos nativos no inglês que têm defendido este mesmo entendimento que temos apresentado com relação ao selamento. Episódios assim sobre traduções, devem nos alertar para o risco de formar um entendimento baseado apenas em textos em português. Embora nem todos dominem a língua mãe em que a Bíblia King James e os Testemunhos foram escritos, pode-se recorrer, se desejar, a alguém de confiança que domine o inglês e o português, ou a algum professor ou tradutor experiente para comprovar o que será visto neste estudo. Com isso em mente, relativo às traduções, cabe aqui esclarecer quanto ao uso de várias passagens do Espírito de Profecia citando livros originais em inglês, em alguns casos, e não os livros em português. Isso foi feito por entendermos que as traduções apresentas neste estudo, a partir do original em inglês, o mais literal possível, livre, isenta, podem contribuir para refletir melhor o que foi escrito pela autora. Observando o contexto em que vivemos, com todo tipo de sopro de doutrina, é nossa convicção que um estudo sério sobre escatologia não pode ser feito sem verificar atentamente os textos como foram escritos na língua original, sem modificação, atentando para a tradução isenta de ideias preconcebidas. Por fim, quero registrar uma das várias bênçãos que recebi durante a elaboração deste estudo – motivo de fortalecimento da fé, confiança inabalável na harmonia entre a Palavra de Deus e os Testemunhos, e regozijo na graça do Senhor Jesus! Aplicando a técnica do “um pouco aqui, um pouco ali”, fui buscar no próprio Espírito de Profecia o significado de termos e passagens que “pareciam contraditórios”, embora eu nunca tenha acreditado que a irmã White escrevesse
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    4 passagens contraditórias, umavez que ela foi inspirada pelo Espírito Santo. Quando há situações assim é porque nós não entendemos; precisamos estudar mais aquele determinado assunto. Essas experiências nos mostram que um estudo responsável deve sempre levar em conta o que o Espírito de Profecia diz sobre o assunto em outras passagens, combinar vários textos sobre o mesmo assunto, buscando harmonia entre eles, descartar as “supostas contradições”, e assim formar um entendimento bem fundamentado nas evidências. No andamento do estudo, o leitor verá o desenrolar dessas descobertas maravilhosas e terá a oportunidade de provar a harmonia grandiosa entre a Bíblia e o Espírito de Profecia e os escritos dos pioneiros dos primeiros 50 anos. Deus seja louvado por Suas ricas providências! Oro para que o Espírito de verdade ilumine os que desejam buscar a verdade como a tesouros escondidos. A autora
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    5 ÍNDICE Introdução 2 A quemDeus dá suas verdades 7 Proclamação da mensagem de selamento 7 O selamento dos 144.000 9 O centro da mensagem 10 Ligação do selamento com a terceira mensagem angélica 11 Ponto de salvação 12 Mensagem de trasladação 13 O selamento foi adiado? 14 O selamento e a terceira mensagem angélica 17 Primeira visão da irmã White 18 Quando começou o selamento 19 Quem estava sendo selado já no tempo da irmã White 25 Atributos dos selados 26 Quantos são selados 29 Uma ressurreição no tempo de angústia 30 Mortais ou imortais 32 Glorificados x imortais 38 Rosto glorificado x corpo glorificado 41 Não entrar em controvérsia sobre quem fará parte dos 144.000 43 Verdade presente 48 Ezequiel 9 / o mesmo selamento de Apocalipse 7 51 O teste do Sábado 53 Tempo da sacudidura / chuva serôdia / selamento 54 A obra final para a igreja 56 Quem ressuscita na ressurreição especial 58 Quem ressuscita os santos mortos 60 Quem entende a voz de Deus 62
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    6 O Israel deDeus 63 Tempos verbais modificados nas traduções publicadas 66 Josué e o anjo 71 Sem ver a morte 75 Jesus aboliu a morte 82 O cântico de Moisés e do Cordeiro 83 To those who are receiving the seal of the living God / Para aqueles que estão recebendo o selo do Deus vivo 89 A esperança da irmã White 90 Seria possível ser um candidato a 144.000 antes do decreto dominical? 95 Primícias 98 Os eventos durante a sétima praga 99 Acontecimentos desde o concerto de paz até a volta de Jesus 119 A experiência dos 144.000 124 Obra médico-missionária e os 144.000 128 A dieta dos 144.000 128 Conclusão 131
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    7 A QUEM DEUSDÁ SUAS VERDADES Carta 22, 1889 “Não é de modo algum prematuro ou contrário aos caminhos e às obras de Deus enviar luz ao Seu povo de maneiras inesperadas.” PROCLAMAÇÃO DA MENSAGEM DE SELAMENTO Nossa história adventista é rica em providências e direção de Deus. Nos primeiros anos do movimento adventista, nossos pioneiros tiveram a experiência do que era então chamado “a porta fechada”. Conforme explicado por Merlin D. Burt, a visão da porta fechada foi progredindo, e à medida que Deus os ia dirigindo, passou por cinco fases, até chegar ao entendimento final, convergindo para a mensagem do selamento. O termo “porta fechada” em 1848/1849 tinha o sentido de que a porta da graça havia se fechado, porém a luz brilhou e o entendimento se ampliou para “verdade presente” – relacionada com a mensagem de selamento e sua proclamação final ao mundo. (Burt, p. 46). Ou seja, para os adventistas pioneiros, “a porta fechada havia se tornado um termo geral, o qual se referia ao ministério de Jesus no Lugar Santíssimo do santuário celestial.”
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    8 The Shut Doorand the Ellen White’s Vision, Merlin D. Burt, p. 45 “Foi a teologia da mensagem de selamento que abriu aos adventistas sabatistas a necessidade de uma missão mais ampla ao mundo e finalmente removeu a anterior ideia restritiva a respeito da porta fechada. Durante 1849, o foco mudou da porta fechada do lugar santo para a porta aberta do Lugar Santíssimo do santuário celestial.” Pouco tempo antes da primeira publicação adventista (The Present Truth), a serva do Senhor teve uma visão sobre o selamento. Life Sketches of Ellen G. White, p. 125 “Numa reunião efetuada em Dorchester (Massachusetts), em novembro de 1848, foi-me concedida uma visão da proclamação da mensagem do selamento, e do dever dos irmãos de publicarem a luz que brilhava em nosso caminho.” Ao sair da visão, ela disse ao seu esposo James White: “Tenho uma mensagem para você. Deve começar a imprimir um pequeno jornal e enviá-lo ao povo. Que seja pequeno no início; mas à medida que as pessoas lerem, eles lhe enviarão meios para imprimir, e será um sucesso desde o início. A partir deste pequeno começo, foi-me mostrado que era como correntes de luz que davam a volta ao mundo.” Desde o princípio, a mensagem de selamento foi considerada verdade presente, e teve a ordem de Deus para que fosse expandida ao mundo. É nossa incumbência resgatar essa verdade tão distorcida, outras vezes tão ignorada, estudá-la e amá-la. Referindo-se à maneira como as verdades bíblicas foram passadas por Deus aos nossos pioneiros, a irmã White escreveu o texto abaixo. É com este propósito que nos empenhamos a conservar a mensagem de selamento firme e viva na mente.
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    9 O SELAMENTO DOS144.000 O Grande Conflito, p. 626 “Apenas aqueles que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderoso enganos que dominam o mundo.” A mensagem do assinalamento, ou selamento dos 144.000, é um assunto que foi entendido no início da obra da Igreja Adventista do Sétimo Dia pela mensageira do Senhor e pelos pioneiros do advento. Essa luz que já raiou no passado, porém foi apagada nos últimos anos, é a que queremos resgatar e apresentar neste trabalho. O selamento está ligado com o ministério de Cristo na purificação do Santuário celestial no Céu e com a pregação das três mensagens angélicas na Terra. A partir de 1844 esses trabalhos começaram e seguem desde então em conjunto. Neste estudo não teremos nenhum tipo de especulação, mas somente aquilo que está revelado. Assim, contamos com o tripé fundamental para o entendimento correto deste assunto complexo: BÍBLIA ESPÍRITO DE PROFECIA PIONEIROS E por que frisamos que é importante o entendimento correto das mensagens já reveladas?
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    10 A resposta estáneste testemunho claro: Carta 99, 1905 “A história das experiências iniciais da mensagem será um poder para resistir ao engenho magistral dos enganos de Satanás.” Nosso Pai quer nos proteger dos enganos destes últimos dias e nossa segurança está em nos apegarmos ao estudo das crenças conforme foram dadas no início da obra. Eventos Finais, p. 72 “Nada temos a temer em relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido e de Seus ensinos em nosso passado.” Também constatamos que a mensagem do selamento dos 144.000 tem base nos Princípios Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, conforme foram estabelecidos no início da obra. Clique no link abaixo para ler os Princípios Fundamentais nº 10 e 21: https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/princ%C3%ADpios- fundamentais-29194bd3f492 O CENTRO DA MENSAGEM O centro da mensagem do selamento é nosso amorável Salvador Jesus Cristo e Sua obra expiatória, Seu poder e Sua graça para nos perdoar e dar a vitória sobre o pecado! Esta mensagem não é um legalismo em somente querer saber quem fará parte dos 144.000. Isso é algo que está na esfera de Deus, não cabe a nós apontar quem; mas cabe-nos estudar o que está revelado e entender o fundamento da mensagem. É nosso dever entender os requisitos para o selamento, buscar saber o que Deus quer de nós e o que Ele pode fazer por nós neste tempo do fim, levando-nos a atender ao chamado da Testemunha Fiel e Verdadeira, e assim sermos transformados por esse poder e graça para fazermos parte do povo do selamento.
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    11 LIGAÇÃO DO SELAMENTOCOM A TERCEIRA MENSAGEM ANGÉLICA Foi mostrado à irmã White um comboio, no qual parecia que o mundo inteiro havia embarcado, porém, segundo o anjo acompanhante, esses estavam sendo reunidos para sua destruição. O chefe do trem era Satanás e, com a velocidade do relâmpago, levava todos à perdição. Mas ela perguntou se ninguém havia escapado, quando então o anjo falou: Primeiros Escritos, p. 89 “O terceiro anjo está unindo, ou selando-os em grupos para o celeiro celestial.” Portanto, como a autora se refere a um evento que está ocorrendo quando ela escreve, podemos inferir que: 1. O tempo da terceira mensagem é o mesmo tempo do selamento. 2. A terceira mensagem angélica e o selamento começaram ambos em 1844/1848 (quando os adventistas entenderam e aceitaram a verdade do Sábado), e estão em andamento juntos desde então. Mais adiante veremos mais sobre isso. Também entendemos que antes do selamento de Apocalipse 7, deve haver o selamento do Espírito Santo no coração do crente, conforme os seguintes textos da Palavra de Deus: Efésios 1:13 “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.” Efésios 4:30 “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. 2 Coríntios 1:22 “O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.”
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    12 PONTO DE SALVAÇÃO Comotemos entendido, meramente qualquer conhecimento teórico da verdade não será suficiente para nossa salvação. A palavra de Deus e a vida de Jesus nos dão exemplos claros da prática do verdadeiro cristianismo, tendo o amor a Deus e obediência aos Seus reclamos como ponto de motivação. O selamento dos 144.000 está no cerne da doutrina que é considerada a pedra fundamental do estabelecimento da IASD: o Santuário celestial e a obra expiatória que Jesus executa lá. Nesse contexto, entender como se dá o trabalho no Santuário do Céu e suas implicações em nossa vida aqui na Terra para poder praticar o que Deus requer é fundamental para que possamos receber o selo do Deus vivo. Através do conhecimento e do relacionamento com o Salvador, da fé que lança mão do divino e que nos concede o poder para vencer o mundo, a carne e o diabo, somos habilitados para receber o selo do Deus vivo. Este é o maior ponto de salvação para nós – a justiça de Cristo, Cristo em nós, esperança da glória. Porém, a partir de 1844, somente os 144.000 atingirão esse legado de receber o selo do Deus vivo através da justiça de Cristo. Assim, se o selamento dos 144.000 está relacionado com o aperfeiçoamento do caráter, como podemos fazer parte desse grupo se nem sequer o entendemos e aceitamos a forma como se dá sua formação? Se os ‘eleitos de Deus’ é aquele “pequeno rebanho”, aquela pequena parte do remanescente, não seria insensato acreditarmos que a crença dominante hoje entre os milhares de adventistas denominacionais e grupos leigos é a verdade sobre os 144.000? A verdade estaria com a maioria (a igreja constituída e os diferentes grupos leigos discordantes entre si) ao contrário do que sempre foi (com os poucos fiéis)? Se os eleitos saberão é porque estudaram e se dedicaram a praticar o plano de Deus para este grupo. Veja as palavras do Espírito de Profecia. Ela diz que não agrada a Deus ficar apontando as pessoas, ou ficar debatendo (discutindo em
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    13 controvérsia) sobre oassunto, pois aquilo que já foi estabelecido não deve ser debatido. O texto nos indica que já naquele tempo (1901) havia controvérsia sobre a mensagem de selamento, mas graças a Deus que temos a Inspiração para nos mostrar a mensagem divina. Porém, de maneira nenhuma o Espírito de Profecia nos proíbe de estudar, pois os pioneiros, incluindo a irmã White estudaram e escreveram sobre os 144.000. Se os eleitos sabem é porque estudam e entendem a verdade sobre o selamento dos 144.000. E cabe a nós estudar o que Deus revelou aos porta-estandartes da verdade. MENSAGEM DE TRASLADAÇÃO Nos Lugares Celestiais, p. 298 “O Senhor tem um povo na Terra que segue o Cordeiro aonde quer que vá. Ele tem Seus milhares que não dobraram os joelhos a Baal. Esses estarão com Ele no Monte Sião. Mas eles devem tomar sua posição aqui na Terra, cingidos de toda armadura, prontos para se empenharem na obra de salvar os que estão prestes a perecer... “Não precisamos esperar até que sejamos trasladados para seguir a Cristo. O povo de Deus pode fazer isso aqui embaixo. Só seguiremos o Cordeiro nos átrios celestiais se O seguirmos aqui.” Nesse texto, a irmã White coloca os termos no presente; repare nos tempos verbais. Ela fala de trasladação num contexto atual, para os participantes do tempo dela. O pastor A. T. Jones entendeu o que significa a mensagem do terceiro anjo em sua mais profunda essência - a justificação pela fé. E ele proclamou, na Conferência de 1893, que essa mensagem representa trasladação. A. T. Jones, General Conference Bulletin, 1893, p. 185 “Irmãos, esta é a nossa situação. Vamos agir de acordo com ela. Sejamos gratos a Deus porque Ele ainda está lidando conosco a fim de nos salvar de nossos erros, de nossos perigos, manter-nos longe de caminhos errados e derramar sobre nós a chuva serôdia, para que sejamos trasladados. Este é o propósito da mensagem para vocês e para mim: a
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    14 trasladação. Irmãos, vamosrecebê-la de todo o coração e ser gratos a Deus por ela.” O SELAMENTO FOI ADIADO? Segundo o Espírito de Profecia, “O Evangelho de Cristo é, de princípio a fim, o evangelho da graça salvadora.” Evangelismo, p. 552. Embora possamos ter a confiança na promessa da graça de Cristo que salva em todas as épocas, veja quando ela (a graça) é concedida com maior ênfase: Special Testimonies to Battle Creek Church, p. 40 “Nunca houve um tempo em que o Senhor manifestasse sua grande graça aos seus escolhidos mais plenamente do que nestes últimos dias, quando sua lei é tornada nula.” Veja as mesmas expressões usadas pela profetisa para o termo “lei tornada nula” (anulada), “law made void”, em inglês. 4 LT Ms 6, 1884 “Nunca antes houve uma época em que houvesse tanta necessidade de o povo de Deus reivindicar e magnificar a lei de Deus. Quando vemos a lei ser tornada nula, que posição devemos ocupar?” Signs of the Times, 9 de janeiro de 1896 “O Senhor deu aos homens sua lei e prometeu que abençoaria aqueles que guardassem seus mandamentos. No quarto mandamento, ele ordenou aos homens que guardassem o sábado, um memorial de suas obras e poder de criação; mas os homens buscaram muitas invenções, e foi permitido a Satanás abrir caminho na fé e na doutrina da professa igreja cristã, até que o sábado do Senhor, o memorial do poder de criação, foi posto de lado, e a lei tornada nula por homens pecadores, enquanto um sábado espúrio foi instituído em seu lugar.” Bible Echo, 4 de janeiro de 1897 “Estamos vivendo em uma época em que a lei de Deus é tornada nula. A fé que uma vez foi entregue aos santos é perdida de vista, e a palavra de Deus é
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    15 substituída pelo erro.O grande sacrifício feito pelo Redentor do mundo e as reivindicações de Deus sobre a humanidade não são apreciados.” Carta 106, 1897 "O Senhor Deus é um Deus zeloso, Ele ainda suporta longamente os pecados e as transgressões de Seu povo nesta geração. Se o povo de Deus tivesse seguido Seu conselho, a obra de Deus teria avançado, as mensagens da verdade teriam sido levadas a todos os povos que habitam sobre a face de toda a Terra. Se o povo de Deus tivesse acreditado Nele e sido cumpridor de Sua palavra, se tivesse guardado Seus mandamentos, o anjo não teria vindo voando pelo céu com a mensagem aos quatro anjos que deveriam soltar os ventos para que soprassem sobre a Terra, clamando: Retenham, retenham os quatro ventos para que não soprem sobre a Terra até que eu tenha selado os servos de Deus em suas testas. Mas como o povo é desobediente, ingrato e não santificado, assim como o antigo Israel, o tempo é prolongado para que todos possam ouvir a última mensagem de misericórdia proclamada em alta voz. A obra do Senhor tem sido prejudicada, o tempo de selamento, atrasado. Muitos não ouviram a verdade. Mas o Senhor lhes dará uma chance de ouvir e se converter, e a grande obra de Deus seguirá em frente.” (Carta 106, 1897). Vejamos agora esta parte do texto no original em inglês e como foi traduzido no livro A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 287. Aqui parece que nos deparamos com uma das traduções influenciadas pela crença pré-existente, em prejuízo da fidelidade ao texto original. “The Lord’s work has been hindered, the sealing time delayed.” “A obra do Senhor tem sido impedida, e o tempo do assinalamento, adiado.” E a tradução mais adequada ao contexto, seria:
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    16 Mas, alguém podeperguntar: qual a diferença entre ‘adiado’ e ‘atrasado’. Adiado dá a ideia de suspenção, de algo que foi interrompido para ser retomado depois. Atrasado significa algo que já deveria ter terminado ou chegado, algo que não veio, ou que não terminou na hora marcada. Pelo plano de Deus, o selamento já deveria ter terminado e Jesus voltado, mas pela indolência do professo povo de Deus, o tempo de selamento teve que ser estendido (ou aumentado). Está atrasado! DELAYED = ATRASADO No painel dos aeroportos, quando o voo está atrasado vemos essa imagem: Um nativo da língua inglesa, querendo se referir a algo que foi adiado, usará a palavra postponed e não delayed.
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    17 POSTPONED = ADIADO(deixar para depois) Veja uma das imagens que o Google apresenta para postponed: Portanto, entendemos que no contexto do que a irmã White escreveu, por ser o povo desobediente, não santificado, assim como era o povo de Israel, aquilo que Deus designou que seria feito em pouco tempo, tem sido prolongado por mais tempo. O selamento que já era para ter sido concluído, está atrasado! O SELAMENTO E A TERCEIRA MENSAGEM ANGÉLICA Life Sketches of Ellen G. White, p. 125 “Numa reunião efetuada em Dorchester (Massachusetts), em novembro de 1848, foi-me concedida uma visão da proclamação da mensagem do selamento, e do dever dos irmãos de publicarem a luz que brilhava em nosso caminho.” Primeiros Escritos, p. 118 “Vi então o terceiro anjo. Disse meu anjo acompanhante: ‘Terrível é sua obra. Tremenda sua missão. Ele é o anjo que deve separar o trigo do joio, e selar, ou atar, o trigo para o celeiro. Essas coisas devem absorver toda a mente e atenção toda’.” Desde que os três anjos saíram (1844) e têm estado a dar a mensagem, o selamento está em curso, e eles estão atando o trigo e selando os fiéis com o selo do Deus vivo, enquanto os quatro anjos estão retendo os ventos.
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    18 PRIMEIRA VISÃO DAIRMÃ WHITE Em dezembro de 1844, logo após o desapontamento, Ellen White (na época era Ellen Harmon) teve sua primeira visão, enquanto orava na casa da Sra. Haines, em Portland. Ela sentiu o poder de Deus descer sobre ela e ficar envolta de luz, sentindo-se elevada acima da Terra. Procurando para ver o povo do advento, foi- lhe dito para olhar para cima. Ela viu então um caminho reto e estreito no qual viajava o povo do advento. Essa visão é descrita no livro Primeiros Escritos, pp. 13-20. Logo no início do movimento adventista, portanto, o Senhor já mostrou a jornada do Seu povo desde o clamor da meia-noite até a nova Terra. O Espírito de Profecia caracteriza esse povo do advento como sendo os 144.000, em sua trajetória para a “Santa Cidade e a rica recompensa a ser dada aos que aguardarem o Seu Senhor quando voltar de Suas bodas. (p. 14)” Nessa visão podemos ver a coerência da mensagem do selamento, apontando para o povo que se forma desde o tempo do movimento adventista de 1844 até o fim do tempo de graça. Este é o tempo da formação dos 144.000, o mesmo tempo da pregação das três mensagens angélicas, do selamento e do juízo investigativo. Quem está aguardando o Senhor voltar das bodas? Todos os adventistas desde o tempo dos pioneiros estão vivendo na esperança de ver o Salvador em Sua vinda.
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    19 Primeiros Escritos, p.14 “O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada. Tinham uma luz brilhante colocada por trás deles no começo do caminho, a qual um anjo me disse ser o ‘clamor da meia- noite’. Essa luz brilhava em toda a extensão do caminho, e proporcionava claridade para seus pés, para que assim não tropeçassem. Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que se achava precisamente diante deles, guiando–os para a cidade, estavam seguros.” O assinalamento dos 144.000 está intimamente ligado com a mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14; afinal, o objetivo das três mensagens é selar um povo na verdade, o qual vai estar apto, nas cenas finais do conflito, a permanecer diante de Deus sem um intercessor. Um ponto muito importante nessa visão: uma luz brilhante que clareava toda a extensão do caminho, o clamor da meia-noite, para que não tropeçassem. O que isso nos diz? Os que mantiverem essa luz (clamor da meia-noite) diante de si, olhando fixos para Jesus, estarão seguros. Como ela diz que a luz brilhava em toda a extensão do caminho, entendemos que vale para todo o tempo até o fim. É recomendado para nós; mantermo-la diante de nós, seguirmos a luz que foi dada no início da obra, observar a mensagem da experiência passada. QUANDO COMEÇOU O SELAMENTO A Bíblia nos diz que o selamento começa ao final do tempo dos acontecimentos do sexto selo, relatados no capítulo 6 do livro de Apocalipse. O capítulo 7 de Apocalipse é um parêntese entre o sexto e o sétimo selo, e revela detalhes adicionais do sexto selo. Portanto, o selamento, descrito no capítulo 7, deve se iniciar logo depois dos sinais no Sol, na Lua e nas estrelas.
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    20 Apocalipse 6: 12-14 “E,havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos do seu lugar.” O selamento deveria iniciar entre os versos 13 e 14 do capítulo 6 de Apocalipse, após o último sinal – a queda das estrelas em 1833 – e o céu se retirar como um livro que se enrola, pois depois disso não há mais nada. Apocalipse 7:2-4 “E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado na testa os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.” O pioneiro, pastor Loughbourough, contemporâneo da irmã White, em seu livro Questions on the Sealing Message, páginas 3 e 4, conta-nos como a mensagem sobre o selamento foi obtida e o que estava se passando naqueles tempos no início da obra da igreja: “Com relação ao assunto deste livro - os 144.000 selados – tenho sido grandemente movido pelo Espírito de Deus a escrever e publicar os fatos sobre como a a mensagem do selamento foi obtida - não apenas da Bíblia, mas por direta instrução em visões da irmã E. G. White; e também como a mensagem foi recebida e ensinada por nossos ministros e pelo povo até o ano de 1894, quando a teoria da “nova luz” encontrou seu defensor em alguém que depois apostatou da fé e morreu sem ver o cumprimento de sua expectativa, de que ele viveria até o fim do tempo e, portanto, seria um dos 144.000. Sua alegação era que os últimos testemunhos da irmã White ensinavam que todos os 144.000 seriam compostos por aqueles que nunca haviam morrido.”
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    21 Por volta doano de 1845, os adventistas começaram a estudar sobre a terceira mensagem angélica de Apocalipse 14: 9-12, chegando então à compreensão de que a guarda do Sábado do sétimo dia estava incluída na guarda dos mandamentos. Eles se depararam com o que a irmã White escreveu em Testimonies for the Church, volume 1, páginas 78-79, com relação à situação em 1846 e adiante: “Quando começamos a apresentar a luz sobre a questão do Sábado, não tínhamos ideia claramente definida da terceira mensagem angélica de Apocalipse 14: 9-12.” A preocupação deles em dar seu testemunho ao povo era que o grande movimento do segundo advento provinha de Deus. Eles entendiam que a primeira e a segunda mensagens angélicas tinham sido dadas e que a terceira deveria ser dada. Havia o entendimento que a terceira mensagem se encerraria com as seguintes palavras de Apocalipse 14:12. “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Eles entendiam que esta profecia envolvia a reforma do Sábado, mas não tinham um claro entendimento sobre o que significava a imagem e a marca da besta. E, em 1868, quando foi lançado o primeiro volume dos Testemunhos para a Igreja, Ellen White escreveu, no volume 1, p. 79: “Deus, pelo Seu Espírito Santo, fez brilhar a luz sobre os Seus servos, e o assunto gradualmente se abriu às suas mentes. Foi necessário muito estudo e um cuidado ansioso para pesquisá-lo, elo após elo. Com cuidado, ansiedade e trabalho incessante a obra prosseguiu até que as grandes verdades de nossa mensagem, um todo claro, conectado e perfeito, foram dadas ao mundo.” E Loughborough acrescenta: Questions on the Sealing Message, p. 8 “Embora, até o ano de 1848, nosso povo tivesse uma luz clara sobre as diferentes características da mensagem do terceiro anjo, sua atenção não havia sido especialmente voltada para a mensagem do selamento. Eles não acreditavam que, de acordo com Apocalipse 14:1-5, haveria 144.000 redimidos no Monte Sião. Esse grupo também foi mencionado pela irmã White em sua primeira visão, registrada em “Experience and Views”,
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    22 edição antiga, página12. Mas eles ainda não haviam estudado a luz sobre o selamento dos 144.000. “Como veremos, foi na época do conflito entre as nações da Europa, nos meses iniciais de 1848, que a luz sobre a mensagem do selamento chegou a esse povo.” Assim, pelo testemunho desse pioneiro, vemos que sob a direção divina os primeiros adventistas chegaram ao entendimento das “grandes verdades de nossa mensagem”. O grupo viu a conexão entre elas num todo perfeito e claro. Veja o que a irmã White escreveu sobre o pastor Loughbourough: Mas sobre a pergunta ‘Quando começou o selamento’, citamos alguns textos do Espírito de Profecia: Ms 7, 24.08.1850 (Visão dada na casa do irmão Harris, em Centerport, New York). Primeiros Escritos, p. 58 “O tempo do selamento é muito curto, e logo terminará. Agora, enquanto os anjos estão contendo os ventos, é o tempo de fazer firme a nossa vocação e eleição.” Loughborough novamente afirma, na página 21 do mesmo livro: “Foi por causa dessas declarações claras que nosso povo e os nossos ministros, até 1894, acreditavam e ensinavam que a obra de selamento estava em curso desde 1848, e que os
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    23 144.000 estavam sendoselados. Não vejo como poderíamos tirar outra ideia, a partir dos testemunhos que citamos, de que a obra do selamento havia começado em 1848-1850.” Mas a mensagem original, mantida pelos pioneiros do início da obra, seria minada por influência de alguns dentre o professo povo de Deus, como veremos na próxima citação: “Alguns, mais especialmente desde 1894, afirmaram que ninguém será contado entre os 144.000, mas aqueles que viveram até a segunda vinda de Cristo; e que isto deve ser assim, pois de acordo com Apocalipse 14:3,4, eles são “redimidos entre os homens”, e “da terra”. Idib, p. 22. Alguns anos depois, Robert H. Pierson, Presidente da Conferência Geral, de 1966 a 1979, declarou que acreditava que a grande multidão seria o resultado do Movimento Adventista (Review and Herald, 06.06.1966). Ele aplicou o texto de Apocalipse 7:9, que fala da grande multidão, como sendo o triunfo do movimento adventista. Veja o que ele disse na Review and Herald, de 26.06.1966: “Se você quiser ler o relato inspirado do triunfo do Movimento do Advento, volte-se comigo para as palavras do discípulo na Ilha de Patmos, registadas em Apocalipse 7:9: “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.” Até 1894 não havia dúvidas sobre o selamento entre os nossos pioneiros mais influentes que consolidaram a mensagem adventista. Porém a partir dessa data, Segundo Loughborough, mudanças começaram já a ocorrer, provavelmente devido ao rápido crescimento do número de membros da igreja. Temendo que logo se alcançaria o número determinado na profecia, fazendo com que muitos se desanimassem, foi então introduzida essa “nova luz” sobre os 144.000, a fim de acomodar os anseios da maioria. E essa “nova luz” dizia que somente os que nunca morrerem e estivem vivos quando Jesus voltar farão parte dos 144.000. No entanto, no início não era assim que os pioneiros ensinavam.
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    24 Como temos certezaque Apocalipse 7:9 não se refere somente aos 144.000? Porque a própria mensageira do Senhor, aprofundando o que João viu, esclarece que ali há quatro grupos distintos diante do trono. Para fins didáticos, colocamos cada grupo em cores diferentes, sendo que no último grupo, a autora cita Apocalipse 7:9, demonstrando que essa passagem bíblica se refere à grande multidão e não aos 144.000. Assim, vemos que nos textos inspirados há evidências de que a grande multidão e os 144.000 são grupos distintos. Também temos o testemunho poderoso de Uriah Smith com relação à explicação do texto de Apocalipse 7:9. Veja o que diz o autor do livro que é considerado pelo Espírito de Profecia como “a mão ajudadora de Deus”. As Profecias do Apocalipse, p. 111 (Uriah Smith) “Terminado o selamento João contempla uma inumerável multidão que, em arrebatamento, adora a Deus perante o Seu trono. Esta vasta multidão é constituída pelos salvos de toda nação, povo, tribo e língua, que foram ressuscitados na segunda vinda de Cristo, mostrando que o selamento é a última obra realizada em favor do povo de Deus antes da trasladação.” Muitos adventistas até hoje acreditam que a grande multidão de Apocalipse 7:9 e os 144.000 são o mesmo grupo. Porém isso não encontra amparo em
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    25 nenhuma das trêsfontes em que nos baseamos: Bíblia, Espírito de Profecia e pioneiros. Enquanto o texto bíblico diz que a grande multidão “ninguém podia contar”, os 144.000 é apresentado como um número contável. Portanto, o contexto de Apocalipse 7:9 é: Versos 9 e 10 = A grade multidão que ninguém podia contar Versos 13 a 17 = 144.000 (número específico que se podia contar) QUEM ESTAVA SENDO SELADO JÁ NO TEMPO DA IRMÃ WHITE Em 1850: Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 263 “Vi que ela (Sra. Hastings) estava selada, e à voz de Deus, ressurgiria e se ergueria sobre a Terra, e estaria com os 144.000. Vi que não precisamos chorar sobre ela, ela repousaria durante o tempo de angústia.” Em 1851: Primeiros Escritos, p. 71 (1851) “Vi que muitos não se dão conta do que eles devem ser a fim de viver à vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário durante o tempo de angústia. Os que recebem o selo do Deus vivo, e são protegidos no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus.” Em 1855: Testemunhos Seletos, v. 1, p. 65 “Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação. ...” Em 1899: Comentário Bíblico Adventista, 7:982 (1899) “Existem homens vivendo em nossa terra que já passaram da idade de noventa anos. Os resultados naturais da velhice são vistos em sua fraqueza. Mas eles acreditam em Deus, e Deus os ama. O selo de Deus está sobre eles, e eles estarão
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    26 entre o númerodos quais o Senhor disse: “Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor.” O SELEMENTO AINDA NÃO TERMINOU – POR QUÊ? 1LtMs, Ms 1, 1848 “Os anjos estão segurando os quatro ventos”. “É Deus quem restringe os poderes.” “Os anjos não os soltaram (os ventos), pois os santos não estão todos selados.” “Por que eles estão prontos para soprar? Há um controle colocado sobre eles, porque os santos não estão selados.” “O tempo de angústia já começou, já começou. A razão pela qual os quatro ventos não se soltaram, é porque os santos não estão todos selados. Está a aumentar, e aumentará cada vez mais; a angústia nunca acabará até que a Terra se livre dos ímpios.” ATRIBUTOS DOS SELADOS Apocalipse 14:1-3 “E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai. E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão; e uma voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa. E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.” Para ficar bem firme na mente, repetimos este brilhante texto de 1855: Testemunhos Seletos, v. 1, p. 65, (2SG, p. 225) “Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação. ...”
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    27 Observe estes verbossublinhados - eles estão no tempo presente (quando foram escritos). Mostram algo que já estava ocorrendo em 1855. 7BC, 980 (1897); EF 189 “O selo do Deus vivo é colocado nos que guardam conscienciosamente o sábado do Senhor.” 7 BC, 970 (1899); EF 189 “Os que querem ter o selo de Deus na testa precisam guardar o sábado do quarto mandamento.” Primeiros Escritos, p. 71 (1851) “Os que recebem o selo do Deus vivo e são protegidos no tempo de angústia devem refletir completamente a imagem de Jesus.” Testemunhos para Ministros, p. 445 “Os que vencem o mundo, a carne e o diabo, serão os agraciados que receberão o selo do Deus vivo.” Maranatha, p. 241 “Só os que recebem o selo do Deus vivo terão o passaporte para transpor os portais da cidade santa.” Maranata, p. 243 “Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus – candidatos para o Céu.” The Review and Herald, 21.05.1895
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    28 “O selo doDeus vivo será colocado somente nos que se assemelham a Cristo no caráter.” Mas em que consiste esse atributo necessário para ser selado, ressuscitar ou permanecer glorificado, e fazer parte dos 144.000? É necessário ter o mesmo caráter de Jesus! Veja a clareza dos textos inspirados a seguir. A Maravilhosa Graça de Deus, p. 321 “A glória de Deus é Seu caráter. ... Este caráter foi revelado na vida de Cristo. ... Cristo deseja que Seus seguidores revelem em suas vidas este mesmo caráter. Em Sua oração intercessória pelos discípulos, Ele declarou: “E eu dei-lhes a glória (caráter) que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim.” (João 17:22, 23). “Hoje é ainda Seu propósito santificar e purificar Sua igreja. Nenhum dom maior do que o caráter que Ele revelou pode Cristo pedir a Seu Pai que conceda àqueles que nEle creem. Que amplitude há em Seu pedido! Que plenitude de graça tem o privilégio de receber cada seguidor de Cristo!” Por isso os 144.000 são glorificados, pois têm o mesmo caráter do Pai e do Filho. Os que ressuscitam glorificados é porque morreram com esse caráter selado em seu ser. Veja que a graça de Cristo não se restringe a qualquer tempo, Ele pode conceder Sua graça a qualquer um que a queira receber, mesmo não tendo nenhum decreto dominical em vigor. Glória de Deus = caráter Glorificação = refletir o caráter de Deus/Cristo MUITOS NÃO RECEBERÃO O SELO DE DEUS Maranata, p. 244 “Muitos não receberão o selo de Deus porque não guardam os Seus mandamentos nem produzem os frutos da justiça.”
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    29 Testemunhos para aIgreja, v. 5, p. 213 “Nem todos os que professam guardar o sábado serão selados.” Maranatha, p. 241 “A grande massa dos professos cristãos se deparará com amargo desapontamento no dia de Deus. Eles não têm na testa o selo do Deus vivo. Sendo mornos e indiferentes, desonram muito mais a Deus do que o descrente confesso. Tateiam nas trevas, quando poderiam estar andando na luz do meio-dia da Palavra, sob a orientação de Alguém que nunca erra...” Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 211 “A classe que não se entristece por seu próprio declínio espiritual, nem chora sobre os pecados dos outros, será deixada sem o selo de Deus.” Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 67 “O dia da vingança de Deus está precisamente diante de nós. O selo de Deus será colocado somente na testa daqueles que suspiram e clamam por causa das abominações cometidas na Terra. ... Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras.” QUANTOS SÃO SELADOS Bíblia King James Apocalipse 7:4 “E ouvi o número daqueles que foram selados; e foram selados cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel.” “And I heard the number of them which were sealed: and there were sealed an hundred and forty and four thousand of all the tribes of the children of Israel.” King James Bible Algumas versões dizem “assinalados” em vez de “selados”; porém essas duas expressões são sinônimas, significam a mesma coisa.
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    30 Jesus falou dossalvos como sendo um pequeno rebanho. Veja o que Ele disse em Lucas 12:32: “Não temas, ó pequenino rebanho, porque é aprazível a vosso Pai dar-vos o reino.” Este estudo sobre o selamento é algo que Satanás detesta porque ele não quer que o povo de Deus saiba a verdade sobre quando começou de fato o selamento e o que isso implica. O inimigo fica colocando preconceitos, ideias preconcebidas e erros de interpretação para que as pessoas pensem que não é importante estudar sobre este assunto e assim ficam sem se beneficiar de uma mensagem que mudaria o rumo da igreja e abreviaria a volta de Jesus. Depois de o profeta ter sido levado em visão a contemplar os acontecimentos do sexto selo, descritos em Apocalipse 6:12 e 1, ele vê as cenas do capítulo 7, o selamento dos 144.000. Este acontecimento deve se realizar logo depois dos sinais previamente mencionados – o grande terremoto, o escurecimento do Sol e a queda das estrelas. Como o selamento ainda não havia ocorrido, essa obra de selamento deve ocorrer entre os versos 13 e 14 do capítulo 6 de Apocalipse, e esse é bem o tempo em que estamos vivendo, o tempo desde (aproximadamente) 1844 até o fechamento da porta da graça – o tempo do selamento do capítulo 7. Depois disso, a partir do verso 14 ao 17, descreve as cenas que precedem a volta de Jesus. A Palavra de Deus diz que são 144.000 selados UMA RESSURREIÇÃO NO TEMPO DE ANGÚSTIA Daniel 12:2 “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.” Apocalipse 1:7 “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!” Mateus 26:64 “Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.” Apocalipse 14:13
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    31 “E ouvi umavoz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.” Essas passagens bíblicas mostram que haverá uma ressurreição no tempo de angústia. Não se trata da primeira ressurreição, que chamará somente os santos mortos por ocasião da volta de Jesus; tampouco é a segunda ressurreição, que ressuscitará somente os ímpios depois do milênio. Trata-se, portanto de uma ressurreição especial, mista, pois serão ressuscitados tanto santos como ímpios. A mensageira do Senhor fala dessa ressurreição. O Grande Conflito, p. 556 “Abrem-se as sepulturas, e “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Daniel 12:2. Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados para ouvir o concerto de paz de Deus com aqueles que guardaram a Sua lei.” E neste outro texto, fala do mesmo assunto, porém numa linguagem um pouquinho diferente. Primeiros Escritos, p. 285 “As sepulturas foram abertas, e aqueles que haviam morrido na fé sob a terceira mensagem angélica, guardando o Sábado, saem de seus leitos de pó glorificados, para ouvir o converto de paz que Deus faria com aqueles que guardaram a Sua lei.” Aqui temos três destaques para este texto inspirado: 1. Morreram na fé sob a terceira mensagem angélica, ou seja, durante a duração das três mensagens – no período de 1844 até o início do fim do tempo de graça. 2. Guardaram pelo menos um Sábado em suas vidas. 3. Ressuscitam para ouvir o concerto de paz. Eles fazem parte dos agraciados pelas bênçãos do concerto de paz sob a voz de Deus, a qual é pronunciada para os 144.000. Então, juntando esses dois textos, aprendemos que para fazer parte dos 144.000 o cristão deve ter vivido na mensagem do terceiro anjo (o que é pré- requisito para poder morrer na fé dessa mensagem), ou seja, ter aperfeiçoado um
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    32 caráter cristão àsemelhança de Jesus, na referência de Apocalipse 14: 12 (os mandamentos de Deus e a fé de Jesus), e ter guardado o Sábado bíblico, o sétimo dia da semana. O pastor Loughborough, comentando o texto em que a irmã White diz que os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo ressuscitam para ouvir o concerto de paz, escreveu na Review and Herald, de 14.06.1906: “A fé dos guardadores do sábado desde esse tempo até a introdução de algumas das “luzes” modernas, era que aqueles que morreram na fé estavam entre os selados, e constituiriam uma parte dos cento e quarenta e quatro mil.” MORTAIS OU IMORTAIS Alguns, por não compreenderem todo o conjunto dos acontecimentos, dizem que os que ressuscitam na ressurreição especial surgem em estado imortal. Mas será que isso está de acordo com o que diz o Espírito de Profecia, com o ensino dos nossos pioneiros e com a lógica? Vamos começar na ordem inversa do que foi citado acima: LÓGICA Não teria lógica dentro do contexto da perfeição de Deus que dois grupos ressuscitassem juntos (santos e ímpios, na ressurreição especial), e uma parte ressurgisse para a vida em estado imortal (os santos) e a outra parte ressurgisse em estado mortal (os ímpios). Veja o que diz o Espírito de Profecia sobre a situação quando isso ocorre no início da sétima praga, e quem dos ímpios fará parte da ressurreição especial: Eventos Finais, p. 271 “Há um grande terremoto “como nunca tinha havido desde que há homens sobre a Terra; tal foi este tão grande terremoto”. Apocalipse 16:18. O firmamento parece abrir-se e fechar-se. A glória do trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera. As montanhas agitam-se como a cana ao vento, e rochas irregulares são espalhadas por todos os lados. ... A terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de montanhas estão a soçobrar. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos
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    33 marítimos que, pelainiquidade, se tornaram como Sodoma, são tragados pelas águas enfurecidas. ... Grandes pedras de saraiva, cada um “do peso de um talento”, estão a fazer sua obra de destruição. “Abrem-se sepulturas, e “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Daniel 12:2. Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei. “Os mesmos que O traspassaram” (Apocalipse 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes.” Os ímpios ressuscitam mortais, é lógico, pois eles não terão a vida eterna. Aqueles que participaram da morte de Jesus, e os que durante todo o tempo transcorrido de lá para cá, que foram inimigos do povo de Deus, que perseguiram, mataram, escravizaram, irão receber as sete últimas pragas (acumuladas), verão Jesus voltando em Sua glória, irão morrer novamente e ressuscitar depois do milênio (segunda ressurreição) para receber a condenação e morte eterna. PIONEIROS O que dizem os pioneiros sobre esta pergunta: - Os santos da ressurreição especial voltam à vida mortal ou imortal?
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    34 Os pioneiros queajudaram a formar nossas crenças, pela direção de Deus, entendiam que os 144.000: - São reunidos da última geração (peça nosso estudo sobre a última geração para entender desde quando ela é formada). - São formados pela mensagem do terceiro anjo, que vem sendo dada desde 1844/1848. - Os que morrem na mensagem do terceiro anjo são bem-aventurados e ressuscitam antes da volta de Jesus. - Os santos que ressuscitam antes da volta de Jesus fazem parte dos 144.000. - Ao ressuscitar, são elevados à vida mortal. - São transformados à imortalidade apenas quando Cristo aparece na Sua segunda vinda. I Tessalonicenses 4:16, 17. ESPÍRITO DE PROFECIA Em meio ao movimento fanático denominado “carne santa”, iniciado em Indiana, em 1900, Veja o que Ellen White disse sobre vida imortal/carne santa.
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    35 É contrário aotexto bíblico de Filipenses 3:21 e o Testemunho de 2ME, p.33 supor que os santos que ressuscitam na ressurreição especial voltam à vida terrena com natureza imortal. Nenhum imortal pode permanecer nesta Terra antes de Deus purificá-la pelo fogo. Por isso, é certo afirmar que os que ressuscitam à voz de Deus no início da sétima praga vêm de volta à vida mortal, pois ainda eles têm uma parte a cumprir em sua vida aqui na Terra, como veremos a seguir. No próximo texto vamos ver que o Espírito de Profecia explica que carne santa é a natureza incorruptível da qual o apóstolo Paulo fala em 1 Coríntios 15:53, o que apenas acontece na volta de Jesus, não antes. O Cuidado de Deus, p. 374 “Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: “Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!” Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua
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    36 vitória?” 1 Coríntios15: 55. E os vivos justos e os santos ressuscitados unem as vozes em prolongada e jubilosa aclamação de vitória.” Santos que dormem = santos ressuscitados = grande multidão (já ressuscitam imortais) Justos vivos = 144.000 (são tornados imortais somente na volta de Jesus/ passam muitos dias na Terra ainda em estado mortal) E, por ocasião da volta de Jesus, antes da transformação, esta cena é descrita: Primeiros Escritos, p. 16 “Então, todos os rostos empalideceram; e o daqueles a quem Deus havia rejeitado se tornaram negros. Nós todos exclamamos então: “Quem poderá estar de pé? Estão as minhas vestes sem mancha?” O Grande Conflito, pp. 646-650 “Os justos clamam, a tremer: ‘Quem poderá subsistir? Silencia o cântico dos anjos, e há um terrível silêncio. Ouve-se então a voz de Jesus dizendo: ‘A minha graça te basta.’ Ilumina-se a face dos justos, e a alegria enche todos os corações. E os anjos entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao aproximar-se ainda mais da Terra. ... A voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. ... E os que ouvirem viverão. ... Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: ‘Onde está, ó morte o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” 1 Coríntios 15:55. Seres imortais não poderiam estar trementes e com rostos pálidos; isso é próprio dos mortais. Até o momento em que os santos forem transformados por Jesus, eles terão sentimentos próprios, embora não pecaminosos, da natureza carnal. Os imortais nunca mais terão os rostos pálidos ou tremor. Mas a voz melodiosa do Salvador logo conforta Seus servos dizendo ‘a minha graça te basta.’ Que momento glorioso há de ser para os selados! Ao aproximar-Se mais da Terra, o Filho de Deus chama os santos que dormem. A irmã White várias vezes usa o termo ‘santos que dormem’ para se referir aos que
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    37 ressuscitam na primeiraressurreição (a grande multidão) que acontece somente quando Jesus chega na Terra. Esses santos da grande multidão já ressuscitam imortais, cantando vitória sobre a morte e o inferno. Os da ressurreição especial não têm ainda certeza da sua vitória quando retornam à vida mortal. Isso somente se dará no concerto de paz. Por ainda estarem no corpo mortal, na vinda de Cristo, os santos tremerão diante do esplendor do Salvador, embora tenham sido glorificados à voz de Deus. IMORTALIDADE APENAS NA VOLTA DE JESUS Romanos 6:23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.” I Tessalonicenses 4: 16, 17 (Bíblia King James Fiel 1611) “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com brado, e com a voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que estamos vivos e permanecemos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor no ar, e assim estaremos para sempre com o Senhor.” A vida eterna é um dom que Deus concede aos Seus filhos fiéis, não é um atributo inato do ser humano. É somente na volta de Jesus que os santos que estão vivos (os 144.000, formado pelos que não morrem, mais os ressuscitados na ressurreição especial) são transformados e recebem a santificação. (I Tess. 4:16, 17). Essa é a pura doutrina bíblica. God’s Amazing Grace, p. 351 (9 de dezembro) “Estamos nos preparando para encontrar com Aquele que, escoltado por um séquito de santos anjos, vai aparecer nas nuvens do céu para dar aos fiéis e aos justos o toque final da imortalidade. ...” A Maravilhosa Graça de Deus, p. 712 (5 de dezembro) “Quando o Filho do homem vier, os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e os vivos serão transformados. Por esta grande mudança ficam preparados para receberem o reino. ... O homem, em seu estado presente, é mortal, corruptível; o
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    38 reino de Deus,porém, será incorruptível, permanecendo para sempre. Portanto, o homem, em sua condição atual, não pode entrar no reino de Deus. Mas, em vindo Jesus, confere a imortalidade a Seu povo; e então os chama para possuírem o reino de que até ali têm sido apenas herdeiros.” Quando Jesus voltar Os que estiverem mortos ressuscitarão incorruptíveis Os que estiverem vivos serão transformados P: Quem estará vivo e verá Jesus voltando? R: Os que não morrem + os que ressuscitaram na ressurreição especial Esses estarão vivos e são os que serão transformados (1 Tess. 4:17) Os 144.000 são os que estarão vivos e serão transformados Alguém poderia duvidar que os ressuscitados na ressurreição especial não estarão vivos? Como eles certamente estarão vivos, farão parte dos 144.000 GLORIFICADOS X IMORTAIS Muita confusão há devido ao não entendimento entre ressuscitar glorificado e ressuscitar imortal. Muitos acreditam que quando é dito que os santos ressuscitam glorificados significa que eles ressuscitam imortais. Ressurreição Especial = Ressuscitam mortais, pois ainda vão andar pela Terra não renovada, em meio a pecadores (os ímpios que estão vivos). Grande multidão = ressuscitam imortais Vejamos mais atentamente o texto da mensageira do Senhor. O Grande Conflito, p. 645 “Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos”. À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares.” Agora, pensemos:
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    39 Pergunta: Qual acena em que se dá o que é descrito acima? Resposta: A volta de Jesus. Pergunta: Quem são os justos vivos que são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos”? Resposta: Os que ressuscitaram na ressurreição especial e os que não morrem, pois os demais que estão vivos são ímpios. Pergunta: Quando todo ser humano somente será transformado à imortalidade: Resposta: Somente na aparição do Senhor Jesus em Sua segunda vinda, conforme I Coríntios 15: 51-52. O texto de O Grande Conflito, p. 645, ficaria assim entendido: “Os justos vivos (os ressuscitados na ressurreição especial + os que não morrem) são transformados (à imortalidade) “num momento, num abrir e fechar de olhos” (quando Jesus aparecer). À voz de Deus (na ocasião da ressurreição especial) foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados (os da grande multidão), são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares.” Vejamos alguns casos de glorificação na Bíblia. JESUS: Mateus 17:1,2 “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.” The Desire of Ages, p. 829 “Depois de Sua ressurreição, Ele Se deteve na Terra por um tempo, para que Seus discípulos se tornassem familiar com Seu ressuscitado e glorificado corpo.” Spiritual Gifts, v. 4b, p. 112
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    40 “Na transfiguração Jesusfoi glorificado por Seu Pai. Nós O ouvimos dizer: ‘Agora o Filho do homem é glorificado e Deus é glorificado nEle.’ Assim, antes do Seu julgamento e crucificação Ele foi fortalecido para o Seu último terrível sofrimento.” Letter 41,1903 “Cristo é glorificado por uma vida de constante, bem definida fé. Paulo declara que “a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” (Gálatas 2:20). Cristo deve ser glorificado pela fé viva e operante de Seu povo.” Glorificar: 1. Dar honra, obedecer, amar, ter fé, entregar-se a Cristo. 2. Cobrir de glória. 3. Quando é concedida a glória de Deus a alguém; fortalecido para algo especial. MOISÉS: 3T, p. 354 “As pessoas percebem que é a voz de Moisés, que embora ele esteja transformado e glorificado, ele ainda é Moisés. ... A pecaminosidade do povo fez com que fosse doloroso contemplar sua face glorificada.” Signs of the Times, 14.03.1878 “O próprio Moisés não tinha consciência da glória radiante refletida em seu rosto e não sabia por que os filhos de Israel fugiam dele quando se aproximava. Ele os chamou, mas eles não ousaram olhar para aquele rosto glorificado. Quando Moisés soube que o povo não podia olhar para seu rosto, por causa de sua glória, ele o cobriu com um véu.” ESTÊVÃO: Atos 6:15 “Então, todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.” My Life Today, p. 67 “Todo o céu estava interessado neste caso. Jesus, levantando-se do trono de Seu Pai, estava inclinado, olhando para o rosto de Seu servo e transmitindo ao seu semblante os raios de Sua própria glória, e os homens ficaram surpresos ao verem a face de Estêvão iluminada como se fosse a face de um anjo. A glória de Deus
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    41 brilhou sobre elee, enquanto ele contemplava a face de seu Senhor, os inimigos de Cristo o apedrejaram até a morte.” Glorificar = ter os raios da glória de Deus sobre o rosto do Seu servo. AQUELES QUE RESSUSCITARAM COM JESUS: Primeiros Escritos, p. 184 “Quando Jesus, estando suspenso na cruz, clamou: “Está consumado”, as pedras se partiram, a terra tremeu e algumas das sepulturas se abriram. Quando Ele surgiu, vitorioso sobre a morte e o túmulo, enquanto a terra vacilava e a glória do Céu resplandecia em redor do local sagrado, muitos dos justos mortos, obedientes à Sua chamada, saíram como testemunhas de que Ele ressurgira. Aqueles favorecidos santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e santos de todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo. ... Aqueles que saíram após a ressurreição de Jesus, apareceram a muitos, contando-lhes que o sacrifício pelo homem estava completo. ... e em prova de suas palavras, declaravam: “Ressuscitamos com ele.” Eles ressuscitaram glorificados, mas não imortais, pois nenhum imortal pode andar pela Terra antes da sua purificação. Os imortais são logo arrebatados ao Céu. Esses santos ressuscitados ainda deviam testificar de Cristo, tinham uma obra a fazer na Terra antes de Sua ascensão ao Céu. 144.000: Assim como foi com Moisés e Estêvão, os 144.000 terão suas faces resplandecentes com a glória de Deus refletida neles, pois O honraram em suas vidas. ROSTO GLORIFICADO X CORPO GLORIFICADO Moisés = face glorificada/brilhante Estêvão = face glorificada/brilhante como anjo 144.000 = face glorificada
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    42 Antes da transformação= somente o rosto glorioso Depois da transformação = todo o corpo glorioso como o corpo de Jesus Filipense 3:20, 21 “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” 2 Coríntios 3:18 “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” Todo imortal é também glorificado, mas nem todo glorificado já é imortal, pois se assim fosse, a profetisa não teria dito que carne santa não anda pela Terra. O Grande Conflito, p. 491 "Os justos e os ímpios ainda estarão vivendo na Terra em seu estado mortal - os homens estarão plantando e construindo, comendo e bebendo, todos inconscientes de que a decisão final e irrevogável foi pronunciada no santuário acima.” Os homens só podem viver sobre a Terra em seu estado mortal. Assim será também com os santos que ressuscitam na ressurreição especial depois do fechamento da porta da graça. Daniel 12:2 – Ressurreição especial – estado mortal tanto para os ímpios como para os santos. Primeiros Escritos, 37 “Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram. Sua face se iluminou com a glória de Deus.” Signs of the Times, 27 de novembro de 1879 “À medida que a mensagem do terceiro anjo se torna um alto clamor, grande poder e glória acompanharão a obra final. É a chuva serôdia, que reaviva e
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    43 fortalece o povode Deus para atravessar o tempo de angústia de Jacó, mencionada pelos profetas. A glória daquela luz que acompanha o terceiro anjo será refletida sobre eles. Deus preservará o seu povo durante esse tempo de perigo.” DE GLÓRIA EM GLÓRIA God’s Amazing Grace, p. 280 “Através de provas e perseguição a glória - o caráter – de Deus é revelado em Seus escolhidos.” 14LtMs, Lt 6, 1899 “Há uma mudança constante de glória em glória, de carácter para carácter.” The Story of Jesus, p. 177 “Cristo vem, vem com nuvens e com grande glória. Uma multidão de anjos resplandecentes acompanhá-lO-á. Ele virá para ressuscitar os mortos e para mudar os santos vivos de glória em glória.” 8LtMs, Ms 12, 1893 “E vê-los transformados pela frenologia - NÃO! Ei-los transformados de carácter em carácter, de glória em glória, para os tornar filhos da obediência.” NÃO ENTRAR EM CONTROVÉRSIA SOBRE QUEM FARÁ PARTE DOS 144.000 Mensagens Escolhidas, volume 1, pp. 174, 175 (1901) “Não é Sua vontade que eles se metam em controvérsia acerca de questões que não os ajudarão espiritualmente, tal como quem deve compor os cento e quarenta e quatro mil. Isto, aqueles que são os eleitos de Deus saberão, em breve, sem dúvida.” Vejam que a profetisa não está dizendo para não estudar, mas o que ela pede é não entrar em controvérsia (ou discórdia) sobre se tal ou tal pessoa, ou se algum determinado grupo fará parte dos 144.000. Não entrar em controvérsia é não refutar algum ponto da mensagem que já foi estabelecido pela providência de Deus.
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    44 Não compete anós saber quem de nossos amigos ou conhecidos ou que classe de pessoas vão fazer parte desse número seleto. Ficamos apenas com o que já foi revelado. Sabemos que no final do século XIX, início do século XX, havia discussão sobre este assunto. O presidente da Conferência da União do Pacífico (C.C. Crisler), escreveu ao secretário da irmã White (E.E. Andross) perguntando se era verdade o que um irmão (Dr. B. E. Fullmer) estava ensinando em Los Angeles. Esse irmão dizia que os 144.00 seriam compostos somente por americanos, e ninguém mais de outras nações. O secretário respondeu que a irmã White disse que aqueles que se metem em teorias não reveladas estão em perigo de encontrar desapontamentos, e que deveriam se ater ao que havia sido mostrado a ela. Além disso ela dizia que “Até agora, que eu saiba, ninguém conhece a completa verdade do assunto, nem saberemos, até que estejamos do outro lado do Jordão.” Ela diz “a completa verdade do assunto”, mas como ela mesma escreveu vários textos e também nossos pioneiros, alguma parte do assunto podemos conhecer. Embora ninguém conseguirá dizer o verdadeiro significado sobre os 144.000, devemos nos ater ao que está revelado, pois é nosso dever estudar e compreender o que Deus mostrou em Sua Palavra e nos Testemunhos. Houve um homem que disse para a irmã White que “os 144.000 serão os judeus que reconhecerão Jesus como o Messias.” Para esse irmão, ela respondeu: “Suas ideias .... não se harmonizam com a luz que Deus me tem dado.” (14 MR). Deuteronômio 29:29 “As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei.” Com isso, percebemos que o Espírito de Profecia não proibiu falar ou estudar sobre o selamento dos 144.000, uma vez que ela disse que “os eleitos saberão em breve”. Isso significa que nem todos estudarão e entenderão o assunto. Na atualidade a posição oficial da igreja adventista do sétimo dia é a mesma que muitos leigos mantêm. Eles dizem que somente os que nunca passarão pela morte farão parte desse seleto grupo. Muitos de nossos pioneiros escreveram sobre os 144.000. Veja:
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    45 Ellen White: Váriostextos espalhados pelos seus escritos, como temos visto neste presente estudo. Haskell: Escreveu o livro “A História do Vidente de Patmos”, no qual ele diz que “Aqueles que aceitam Jeová como Rei são selados e enchem as fileiras dos cento e quarenta e quatro mil.” (p. 258). James White: Publicou artigo na Review and Herald, de 23.09.1880, em que afirma: “Aqueles que morrem sob a mensagem do terceiro anjo fazem parte dos 144.000; não há 144.000 em acréscimo a esses, mas esses ajudam a formar aquele número. Eles são elevados à vida mortal pouco antes da vinda de Cristo, e . . . são transformados em imortalidade quando Cristo aparece.” Joseph Bates: Escreveu um livro com o título de “Um Selo do Deus Vivo”, no qual afirma: “Agora todos os crentes do advento que têm, e participam das mensagens do advento, como dadas em Apocalipse 14:6-13, amarão e guardarão o concerto com Deus, e especialmente Seu santo Sábado, neste concerto; esse é uma parte dos 144.000, agora a serem selados.” (p. 61). James White e Uriah Smith: Uriah Smith editou um livro chamado “Synopsis of the Present Truth (Sinopses da Verdade Presente), com as principais crenças dos adventistas do sétimo dia, dentre elas a dos 144.000 selados desde 1844/1848. Loughbourough: Escreveu o livro “Questions on the Sealing Message” (Questões sobre a Mensagem do Selamento), defendendo o selamento dos 144.000 desde 1844/1848. Veja seu relato. “Se ainda há dúvidas de que os guardadores do Sábado ressuscitados sejam numerados com os 144.000, considere o seguinte das palavras da Irmã White, em 1909. Na Conferência Geral em 1909, o irmão Irwin tinha um estenógrafo que o acompanhou numa fala da irmã White. Ele desejava fazer-lhe algumas perguntas, e ter
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    46 uma cópia exatadas palavras das perguntas, e as palavras exatas das respostas.” (p. 31). “Dentre outras perguntas havia esta: “Os que morreram na mensagem estarão entre os 144.000?" Em resposta, a Irmã White disse: “Oh, sim, aqueles que morreram na fé estarão entre os 144.000. Estou certa sobre este assunto.” Essas foram as exatas palavras da pergunta e resposta, como o irmão Irwin me permitiu copiar do relatório do seu estenógrafo.” R. H. Johnson: Publicou artigo na Review and Herald, de 27.07 e 03.08.1905. “Dentre aqueles que gritaram vitória sobre a besta e sobre sua imagem estavam os que tinham saído das suas sepulturas na ressurreição especial, e foram vistos no mar de vidro. Eles eram ‘os santos vivos em número de 144.000 ’. (PE 15).” Uriah Smith: Publicou um panfleto com o nome “Um Estudo sobre os 144.000”, afirmando: “Assim, as evidências parecem claras e conclusivas que os 144.000 são reunidos da última geração antes da vinda de Cristo; que eles são trazidos à tona pela mensagem do terceiro anjo; que mesmo aqueles que morrem na mensagem são bem-aventurados, sendo restituídos ao
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    47 número pela ressurreiçãoantes do aparecimento de Cristo; e que todos são coroados finalmente com o privilégio peculiar de compor o gabinete do Rei dos reis e Senhor dos senhores, para seguir o Cordeiro por onde quer que Ele vá (Apocalipse 14:4), alegrados na Sua constante presença e sustentados por Sua graça infalível. Apocalipse 7:15,17.” Daniel e o Apocalipse, p. 634, nota de rodapé, edição de 1905 “Aqueles que morrem depois de terem sido identificados com a mensagem do terceiro anjo, são evidentemente numerados como parte dos 144.000; pois esta mensagem é a mesma que a mensagem de selamento do Apocalipse 7, e por essa mensagem apenas 144.000 foram selados. Mas há muitos que já tiveram toda a sua experiência religiosa sob esta mensagem, mas caíram na morte. Eles morrem no Senhor, e por isso são contados como selados; pois eles serão salvos. Mas a mensagem resulta no selamento de apenas 144.000; portanto, estes devem ser incluídos nesse número. “Sendo levantados na ressurreição especial (Daniel 12:2; Apocalipse 1:7) que ocorre quando a voz de Deus é proferida do templo, no início da sétima e última praga (Apocalipse 16:17; Joel 3:16; Hebreus 12:26), eles passam pelo período daquela praga, e por isso pode ser dito que saem "da grande tribulação" (Apocalipse 7.14), e tendo sido ressuscitados da sepultura apenas para a vida mortal, eles tomam sua posição com crentes que não morreram, e com eles recebem a imortalidade no último trunfo (1 Coríntios 15.52), sendo então, com os outros, mudados em um momento, em um piscar de olhos. “Assim, embora eles tenham passado pelo túmulo, pode- se dizer deles finalmente, que são "redimidos dentre os homens (Apocalipse 14.4), isto é, dentre os vivos; pois a vinda de Cristo os encontra entre os vivos, esperando a mudança para a imortalidade, como aqueles que não
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    48 morreram, e comose eles mesmos nunca tivessem morrido.” W. C. White: O filho da irmã White, que conviveu com ela a vida toda, conta o que ouvia sua mãe falar. “Passemos agora à pergunta: A Irmã White ensinou que aqueles que morreram na mensagem desde 1844 e dos quais se diz ‘Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor’ serão membros dos 144.000? “Posso assegurar-lhe, meu irmão, que esta era a crença e o ensinamento de Ellen G. White. Muitas vezes ouvi-a fazer declarações nesse sentido, e estou na posse de uma carta ao irmão Hastings que é mencionada na página 237 do Life Sketches, na qual ela diz claramente que a sua esposa, que tinha falecido recentemente, seria membro dos 144.000.” Assim, podemos ver que os mais próximos à Ellen White entendiam e aceitavam essa verdade sobre o selamento. Agora estamos resgatando esses tesouros escondidos e trazendo-os à luz. Para ler o texto completo de Um Estudo dos 144.000, de Uriah Smith, acesse o link abaixo. https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/um-estudo-dos-144-000- d0ec86cb4619 VERDADE PRESENTE Para os pioneiros adventistas dos primeiros 50 anos, a mensagem do selamento constituía Verdade Presente. Veja o que diz o Espírito de Profecia sobre como deve ser observado esse tema: Manuscrito 31, 1896 “As direções do Senhor foram assinaladas, e maravilhosíssimas Suas revelações do que era a verdade. Ponto após ponto foi estabelecido pelo Senhor Deus do Céu. Aquilo que era verdade então, é verdade hoje.”
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    49 O livro Sinopsysof the Present Truth (Sinopse da Verdade Presente), Uma Breve Exposição da Visão dos Adventistas do Sétimo Dia, de 1884, foi escrito por Uriah Smith. Trata-se do resultado de uma série de palestras proferidas nos Institutos Bíblicos em várias partes do país (EUA). Um desejo geral por uma oportunidadede estudar as opiniões assim ensinadas, por parte daqueles que não têm o privilégio de frequentar os Institutos, levou à publicação do conteúdo das conferências, alguns anos depois, em formato de livro, sob o título de “O Instituto Bíblico”. O trabalho foi minuciosamente revisado, grande parte reescrito, e muitos novos temas acrescentados, tornando-o naquilo que o novo nome é designado a indicar: uma “Sinopse da Verdade Presente”. A irmã White apoiava o trabalho dos ministros no Instituto Bíblico (The Bible Institute)? SIM, veja o que ela escreveu. Manuscript Releases, v. 1, p. 360 “O pai das crianças D frequentou a Conferência e o Instituto Bíblico dos Ministros realizado em Battle Creek; mas ele se manteve distante e não se harmonizou com o espírito da reunião.” E mais este:
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    50 Veja o queos pioneiros adventistas ensinavam sobre o selamento dos 144.000 Synopsis of the Present Truth, p. 318-320 “Mas já demonstramos que este poder é um símbolo do nosso próprio governo, está agora no palco da ação, e é o último poder que persegue a igreja de Deus. Portanto, os 144.000 são aqueles desenvolvidos pela mensagem do terceiro anjo, e que serão transladados de entre os homens na segunda vinda de Cristo. “O trabalho de selamento de Apocalipse 7 resulta no selamento do número aqui especificado; mas como este é idêntico à mensagem do terceiro anjo, este trabalho de selamento tem já, há muitos anos, estado em andamento. Alguns, cuja inteira experiência religiosa têm estado ligada e é devida a este trabalho, adormeceram desde que a mensagem começou. Serão eles contados com estes 144.000? Se assim for, como se pode dizer que são redimidos de entre os homens, ou transladados? “Antes da vinda de Cristo, acontece uma ressurreição parcial, de acordo com Daniel 12:2 e Apocalipse 1:7. Daniel diz: “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e desprezo eterno”. Esta não é a ressurreição geral de nenhuma das duas classes, pois na ressurreição geral dos justos não há ímpios a serem ressuscitados, e na ressurreição geral dos ímpios não há justos incluídos. Mas há uma ressurreição mista, tomando alguns, uns poucos de ambas as classes, e isso ocorre em conexão com o levantar de Miguel e o encerramento do tempo de angústia. Com isso, portanto, inferimos que, nesse tempo,
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    51 provavelmente, quando avoz de Deus for ouvida (Joel 3:16, Hebreus 12:27, Apocalipse 16:17), alguns dos preeminentemente maus irão ressurgir, e todos aqueles que morreram na mensagem do terceiro anjo. Sendo então ressurgidos da morte e tomando seu lugar com aqueles que não morreram sob esta mensagem, eles são transladados quando o Senhor aparece. E, assim, com os outros, pode-se dizer que são redimidos de entre os homens.” A terceira mensagem angélica de Apocalipse 14:12 contém dois pilares: os mandamentos de Deus, no qual está o Sábado, o selo de Deus; e a fé de Jesus, a justificação pela fé. The signs of the Times, 01.11.1899 “O Sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Chama a atenção para Deus como o Criador, e é o sinal de Sua legítima autoridade sobre os seres que Ele criou.” Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 423 “O sábado é a grande questão decisiva. Ele é a linha demarcatória entre os leais e sinceros e os desleais e transgressores. Este sábado foi ordenado por Deus, e os que afirmam ser observadores dos mandamentos e creem que estão agora sob a proclamação da terceira mensagem angélica, verão a parte importante que o sábado do quarto mandamento mantém nessa mensagem. É o selo do Deus vivo.” Entendemos que a mensagem da justificação pela fé, o Sábado e o selamento dos 144.000 estão intimamente ligados como parte da Verdade Presente, merecendo atenção para serem estudados e compreendidos. EZEQUIEL 9 O MESMO SELAMENTO DE APOCALIPSE 7 Ezequiel 9:1-11 “Então, me gritou aos ouvidos com grande voz, dizendo: Fazei chegar os intendentes da cidade, cada um com as suas armas destruidoras na mão. E eis que vinham seis homens a caminho da porta alta, que olha para o norte, cada um com as suas armas destruidoras na mão, e entre eles, um homem vestido de linho, com um tinteiro de escrivão à sua cinta; e entraram e se puseram junto ao altar de bronze.
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    52 E a glóriado Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, até à entrada da casa; e clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de escrivão à sua cinta. E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. E aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, e jovens, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa. E disse-lhes: Contaminai a casa, e enchei os átrios de mortos, e saí. E saíram e feriram na cidade. Sucedeu, pois, que, havendo-os eles ferido, e ficando eu de resto, caí sobre a minha face, e clamei, e disse: Ah! Senhor Jeová! Dar-se-á o caso que destruas todo o restante de Israel, derramando a tua indignação sobre Jerusalém? Então, me disse: A maldade da casa de Israel e de Judá é grandíssima, e a terra se encheu de sangue, e a cidade se encheu de perversidade; eles dizem: O Senhor deixou a terra, o Senhor não vê. Pois também, quanto a mim, não poupará o meu olho, nem me compadecerei; sobre a cabeça deles farei recair o seu caminho.” E eis que o homem que estava vestido de linho, a cuja cinta estava o tinteiro, tornou com a resposta, dizendo: Fiz como me mandaste.” No capítulo 27, do livro Testemunhos para a Igreja, o Espírito de Profecia fala à igreja de Laodiceia. E no subtítulo “Dever de reprovar o pecado” nos é dito que o pecado de Acã é uma ilustração de como Deus considera o pecado no meio dos professos guardadores dos mandamentos. Após explicar a gravidade de passar por alto os erros na igreja, temos o que segue: Testimonies to the Church, v. 3, p. 267 “Quem está subsistindo no conselho de Deus para este tempo? São aqueles que, por assim dizer, desculpam os erros entre o professo povo de Deus e murmuram em seu coração, se não abertamente, contra os que reprovam o pecado? São os que tomam atitude contra eles e se
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    53 compadecem dos quecometem erro? Não, absolutamente! A menos que eles se arrependam e deixem a obra de Satanás em oprimir os que têm a responsabilidade da obra, e em suster as mãos dos pecadores de Sião, jamais receberão o selo aprovador de Deus. Cairão na destruição final dos ímpios, representada na obra dos cinco homens que tinham as armas destruidoras na mão. O TESTE DO SÁBADO The Present Truth, 01.08.1849 “Vi que Jesus tinha fechado a porta no Lugar Santo, e que nenhum homem a pode abrir; e que Ele tinha aberto a porta no Lugar Santíssimo, e que nenhum homem a pode fechar (Ver Apocalipse 3: 7, 8.), e uma vez que Jesus havia aberto a porta no Lugar Santíssimo, que contém a Arca, os mandamentos têm brilhado para o povo de Deus, e eles estão sendo testados na questão do Sábado. “Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediação de Jesus no lugar santo estivesse terminada e Ele tivesse passado para dentro do segundo véu; portanto os cristãos que dormiram antes de a porta ser aberta no Santíssimo, quando o clamor da meia-noite terminou, no sétimo mês, em 1844, e que não haviam guardado o verdadeiro Sábado, agora repousam em esperança, pois não tiveram a luz e o teste do Sábado que nós agora temos, uma vez que a porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus sobre este ponto. Porque muitos bons cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não guardaram o verdadeiro Sábado, eles estavam duvidando quanto a ser isto um teste para nós agora.” UM TESTE TAMBÉM PARA O ANTIGO ISRAEL O Sábado foi um teste para o antigo Israel, assim como é para o moderno Israel. Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 355 “Tinham, pois, alguma coisa que fazer a fim de preparar o pão que lhes era enviado do Céu, e o Senhor lhes ordenou que o fizessem na sexta-feira, o dia da preparação. Esse era um teste para Israel. Deus queria prová-los se guardariam ou não o Seu santo sábado.”
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    54 Numa visão, em1849, a irmã White viu que o tempo para o povo de Deus ser provado em relação ao sábado “seria quando a porta fosse aberta no lugar santíssimo do santuário celestial, onde está a arca que contém os Dez Mandamentos. “E uma vez que Jesus abrira a porta para o santíssimo, onde está a arca, os mandamentos têm estado a brilhar para o povo de Deus, e eles estão sendo testados sobre a questão do sábado.” Ela disse ainda que “os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a porta do lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo, que Ele abriu em 1844, no qual está a arca contendo as tábuas de pedra onde estão os Dez Mandamentos escritos pelo dedo de Jeová.” (PE, 42). O tempo da porta aberta no lugar Santo do Santuário já passou; a partir de 1844, estamos vivendo no tempo em que as três mensagens fazem seu trabalho de restauração da verdade do Sábado, enquanto Jesus está trabalhando no lugar Santíssimo; este é o tempo do nosso teste; este é o tempo de vigência da mensagem na qual seremos julgados. TEMPO DA SACUDIDURA CHUVA SERÔDIA SELAMENTO Signs of the Times, 27 de novembro de 1879
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    55 “À medida quea mensagem do terceiro anjo se torna um alto clamor, grande poder e glória acompanharão a obra final. É a chuva serôdia, que reaviva e fortalece o povo de Deus para atravessar o tempo de angústia de Jacó, mencionada pelos profetas. A glória daquela luz que acompanha o terceiro anjo será refletida sobre eles. Deus preservará o seu povo durante esse tempo de perigo.” Em 1859, a irmã White escreveu um livreto chamado “To Those Who Are Receiving the Seal of the Living God” (Para Aqueles que Estão Recebendo o Selo do Deus Vivo). Ela entendia que no tempo dela havia pessoas já recebendo o selo do Deus vivo, pois o texto fala no tempo presente “estão recebendo”. Clique no link abaixo para ler o texto em português da publicação Para Aqueles Que Estão Recebendo o Selo do Deus vivo. https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/para-aqueles-que- est%C3%A3o-recebendo-o-selo-do-deus-vivo-5593e7b94892 Maranata, p. 46 “Vi que estamos agora no tempo da sacudidura. Satanás está trabalhando com todo o seu poder para arrebatar pessoas da mão de Cristo e fazer com que calquem aos pés o Filho de Deus. ... O caráter está sendo desenvolvido. Anjos de Deus estão avaliando o valor moral. Deus está provando Seu povo.” Early Writings, p. 192 (1882) “Satanás está agora usando todo dispositivo neste tempo de selamento para afastar as mentes do povo de Deus da verdade presente e fazer com que vacilem.” “Neste tempo de selamento” = tempo presente (neste). Ms 15, 1910 “Qual é a promessa para os que vivem nestes últimos dias? “Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também hoje vos anuncio que vos recompensarei em dobro; ... Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia; o Senhor fará nuvens claras, e dar-lhe-á chuvas abundantes.” (Zacarias 9:12; 10:1).
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    56 A OBRA FINALPARA A IGREJA Falando para a igreja de Laodiceia, especificamente sobre o dever de reprovar o pecado, temos este texto da Inspiração: Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. “O verdadeiro povo de Deus, os que possuem o espírito da obra do Senhor e levam a sério a salvação das pessoas, verá sempre o pecado em seu caráter real, maligno. Estarão sempre a favor de lidar de maneira fiel e positiva com os pecados que facilmente assaltam o povo de Deus. Em especial na obra final da igreja, no tempo do selamento dos cento e quarenta e quatro mil que hão de permanecer irrepreensíveis diante do trono de Deus, sentirão muito profundamente os erros do professo povo de Deus.” Logo depois dessa citação, na página 267, temos: “Quem está permanecendo no conselho de Deus para este tempo?” P: De qual tempo ela fala: R: No tempo em que está escrevendo o livro. A expressão “obra final para da igreja” merece ser analisada para entendermos o que a escritora quis dizer de fato, pois para muitos pode dar a entender que a obra final para a igreja se dá somente depois do decreto dominical. Embora a tradução mais adequada para o termo “closing work” usado pela irmã White seja “obra de encerramento”, para fins didáticos, permanecemos com a expressão “obra final”. Sendo assim, vamos ver alguns poucos textos do Espírito de Profecia em que são mencionadas as palavras “the closing work” (obra final). Por favor, observem as datas das citações, as quais nos mostram que a obra final já vinha desde os tempos dos pioneiros. Review and Herald, 02.01.1879 “Nossas irmãs, os jovens, os de meia idade e os de anos avançados podem ter uma parte na obra final para este tempo; e, ao fazê-lo, à medida que tiverem oportunidade, obterão uma experiência do mais alto valor para si próprios".” Gospel Workers, p. 36 (edição 1915)
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    57 “Estamos nos aproximandodo fim da história desta Terra. Temos diante de nós uma grande obra - a obra final de dar a última mensagem de advertência a um mundo pecador.” The Advocate, p. 01.07.1899 “Estamos vivendo na obra final desses dias perigosos, quando “a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar”, quando “quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado.” (Isa. 59:14, 15) A importante, grande obra de preparar um povo para estar de pé no dia do Senhor deve ser realizada.” Letter 28, 1859 “Deus me livre de desonrá-Lo, clamando: Paz, paz, quando não há paz. Não temos um milênio temporal para fazer esta última obra final. Que o Senhor me desperte e sopre sobre mim o Seu Espírito, e me dê energia e zelo para fazer tudo o que estiver ao meu alcance para salvar almas.” Leter 318, 1907 “Meu irmão, aqueles que têm um papel a desempenhar em nosso trabalho de sanatório devem buscar o Senhor com fé sincera. Estamos agora na obra final da história da Terra. Não há um momento de tempo para duvidar. Que sua fé aumente. Por mais desanimadoras que sejam as aparências, crede que o Senhor trabalhará em favor de Seu povo e de Sua causa.” Spirit of Prophecy, v. 4, p. 199 “Jesus envia ao seu povo uma mensagem de aviso a fim de prepará-los para a sua vinda. Ao profeta João foi dada a conhecer a obra final do grande plano de redenção do homem.” NPUGleaner, 9 de março de 1910 “Irmãos e irmãs, Cristo em breve virá nas nuvens do céu, com poder e grande glória. Ele deseja que façamos nossa parte fielmente na obra final de advertir o mundo. Mas a incredulidade é pesada; pressiona a alma; e, tendo sido recebida e acariciada, revela-se em nossa apatia e indiferença para com aqueles que ainda não foram advertidos.” Observamos nos textos que mencionamos neste estudo (há muitos mais) que
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    58 o pensamento recorrenteda irmã White era que eles já estavam na obra final da igreja. Podemos perceber que o “closing work” para a igreja não se dá somente depois do decreto dominical durante a chuva serôdia, mas já estava acontecendo desde os tempos dos pioneiros. O tempo do selamento dos 144.000 a que ela se refere é deste 1844/1848 até o final do tempo de graça. É neste tempo, durante a vigência das três mensagens angélicas de Apocalipse 14, que o povo de Deus sente os erros da igreja, o tempo em que esses erros estão sendo revelados. Esta obra de selamento desde 1844/1848, certamente, é a obra final para a igreja, pois depois dela não resta mais expiação para o povo. Num artigo da Revista, em meio a um apelo sobre a importância do trabalho missionário, situando-o desde o tempo dela (1879), a irmã White, usa a expressão “the closing work for this time” (a obra final para este tempo), semelhante à que ela usou no texto anterior citado (a obra final para a igreja). A partir do contexto apresentado acima, podemos concluir que a obra final é a proclamação das três mensagens angélicas, a última advertência ao mundo. Primeiros Escritos, p. 44 (1849) “Eu vi que Satanás estava operando dessa maneira a fim de distrair, enganar e afastar de Deus o Seu povo, precisamente agora, neste tempo de selamento.” Ela viu que agentes de Satanás estavam afetando o corpo de alguns santos, os quais ele não podia enganar e afastar da verdade por influência satânica. Dessa forma, quando ele não consegue enganar, pode afetar o corpo da pessoa. QUEM RESSUSCITA NA RESSURREIÇÃO ESPECIAL Primeiros Escritos, p. 285 “As sepulturas foram abertas, e aqueles que haviam morrido na fé sob a terceira mensagem angélica, guardando o sábado, saem de seus leitos de pó, glorificados, para ouvir o concerto de paz que Deus faria com aqueles que guardaram a Sua lei.”
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    59 O Grande Conflito,p. 556 “Abrem-se as sepulturas, e “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Daniel 12:2. Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados para ouvir o concerto de paz de Deus com aqueles que guardaram a Sua lei.” Aqui nesses dois textos podemos observar aquele princípio de “um pouco aqui e um pouco ali” da Palavra de Deus. No texto de O Grande Conflito, a profetisa diz que aqueles que morrem na fé da mensagem do terceiro anjo ressuscitam e no texto de Primeiros Escritos ela amplia a mensagem acrescentando que eles ressuscitam, “guardando o sábado”. Isso nos diz que não basta morrer crendo em Jesus; para fazer parte dos 144.000 tem que ter guardado o Sábado bíblico. Outro ponto importante a ser observado é quando ela diz em Primeiros Escritos, p. 285 que eles ressuscitam para ouvir o concerto de paz que Deus faria com os observadores de Sua lei. “Faria” é um verbo conjugado no futuro do pretérito. Esse tempo verbal é utilizado para se referir a algo que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação no passado. Como a irmã White fala “as sepulturas foram abertas” (ela está lá no futuro vendo isso como sendo passado) e vê também o que Deus iria fazer, mais adiante: um concerto de paz com eles (futuro). Isso nos mostra que no momento da ressurreição especial o concerto de paz está no futuro, mesmo que seja alguns dias depois. Vejamos como fica: “As sepulturas foram abertas, (irmã White está lá no futuro vendo isso como já tendo acontecido) e aqueles que haviam morrido na fé sob a terceira mensagem angélica, guardando o sábado, saem de seus leitos de pó, glorificados, para ouvir o concerto de paz que Deus faria com aqueles que guardaram a Sua lei.” (o concerto havia de ser feito depois que a ressurreição especial acontecesse). Não são atos simultâneos.
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    60 Há um tempoentre esses dois eventos. Eles ressuscitam para depois de algum tempo ouvir o concerto de paz. Não é algo que acontece imediatamente quando eles ressuscitam. Mais adiante, nos eventos da sétima praga, veremos mais sobre isso. QUEM RESSUSCITA OS SANTOS MORTOS RESSURREIÇÃO ESPECIAL – O PAI Joel 2:11 “E o Senhor levanta a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimos são os seus arraiais; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia do Senhor é grande e mui terrível, e quem o poderá sofrer?” Early Writings, p. 286 “Nuvens negras e pesadas subiam e batiam umas nas outras. Havia, porém, um lugar claro de uma glória fixa, donde veio a voz de Deus, semelhante a muitas águas, abalando os céus e a Terra. Houve um forte terremoto. As sepulturas se abriram e os que haviam morrido na fé da mensagem do terceiro anjo, guardando o sábado, saíram de seus leitos de pó, glorificados, para ouvir o concerto de paz que Deus faria com os que tinham guardado a Sua lei.”
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    61 A VOZ VEMDE ÓRION Maranatha, p. 280 “No meio dos céus furiosos há um espaço claro de glória indescritível, de onde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: “Está feito”. Apocalipse 16:17. Early Writings, p. 41 (1851) “Nuvens escuras e pesadas surgiram e se chocaram umas contra as outras. A atmosfera se dividiu e recuou. Então pudemos olhar para cima, através do espaço aberto em Órion, de onde vinha a voz de Deus.” PRIMEIRA RESSURREIÇÃO - JESUS Primeiros Escritos, p. 287 “A Terra agita-se poderosamente quando a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Eles respondem ao chamado e saem revestidos de gloriosa imortalidade.” Note-se que ao descrever a primeira ressurreição, a irmã White diz que eles saem “revestidos de gloriosa imortalidade”, ao passo que ao descrever a ressurreição especial, ela apenas menciona que eles “saem de seus leitos de pó glorificados”, sem mencionar imortalidade para os da ressurreição especial, pois eles só a terão na volta de Jesus.
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    62 QUEM ENTENDE AVOZ DE DEUS O grupo que ressuscita para ouvir o concerto de paz é o mesmo que entende a voz de Deus no concerto Quem entende a voz de Deus no concerto é parte dos 144.000 Aqui há algo que precisamos atentar. Pelo texto, entendemos que: Já havia acontecido a ressurreição especial quando ela afirma que:  Os santos vivos são em número de 144.000. Ela não menciona mais nenhum santo vivo ou grupo de santos ali.  Esses 144.000 conhecem e entendem a voz de Deus.  Os ímpios não entendem a voz de Deus, pensam que era um trovão ou terremoto. Então concluímos que, após a ressurreição especial, o grupo denominado 144.000 é composto pelos que ressuscitam na ressurreição especial, mais aqueles que não morrem. Esses são os selados com o selo do Deus vivo a partir de 1844-1848. Portanto, aqueles que estão vivos e que entendem a voz e sabem que ela provém de Deus, são parte dos 144.000. Quando colocamos essas duas passagens juntas e nos esforçamos para entendê-las, fica fácil saber que os que ressuscitam na ressurreição especial, uma vez que estão vivos, são incluídos no grupo “144.000 em número”.
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    63 Após a ressurreiçãoespecial, Ellen White menciona apenas dois grupos de pessoas vivas quando Jesus retornar à Terra: O ISRAEL DE DEUS Apocalipse 7:4 “E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.” Nos escritos do Espírito de Profecia, encontramos a expressão “O Israel de Deus”, referindo-se à totalidade do povo dos últimos dias – os 144.000. Eles representam as 12 tribos dos selados. Prophets and Kings, p. 74 “Seja onde for que eles tenham sido fracos, mesmo a ponto de cair, o Israel de Deus hoje, os representantes do Céu que constituem a verdadeira igreja de Cristo, devem ser fortes, pois para eles é delegado o encargo de concluir a obra confiada ao homem, e de introduzir o dia da premiação final.” Israel de Deus = verdadeira igreja de Cristo Missão = concluir a obra, levar a terceira mensagem ao mundo Tempo em que se desenvolve = de 1844 até o fim da graça
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    64 Manuscript, 07.03.1898 “Mas oIsrael de Deus são aqueles que são convertidos, não aqueles que são descendentes lineares de Abraão.” 18LtMs, Ms 64, 1903 “A aliança que Deus fez no Sinai é para o Israel de Deus para sempre.” Signs of the Times, 07.10.1880 “A história da vida de Israel no deserto foi relatada para benefício do Israel de Deus até ao fim dos tempos.” 12LtMs, Ms 5, 1897 “Somos chamados de o Israel de Deus, e devemos seguir de perto os princípios dados por Cristo no que diz respeito à nossa conduta uns para com os outros, pois um dia nos encontraremos face a face com Aquele que deu esses princípios. Eles se aplicam a nós tão seguramente como se aplicavam aos filhos de Israel, e eles (os princípios) estarão vivos no juízo.” Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 283 “Quão frequentemente o antigo Israel se rebelou, e quantas vezes foi visitado com juízos, e milhares foram mortos, porque não quiseram dar ouvidos às ordens de Deus que os tinha escolhido! O Israel de Deus nestes últimos dias está em constante perigo de se misturar com o mundo e perder todos os sinais de ser o povo escolhido de Deus. Leia novamente Tito 2:13-15. Estamos aqui trazidos aos últimos dias, quando Deus está purificando para Si um povo peculiar. Iremos provocá-Lo como fez o antigo Israel? Traremos sobre nós a Sua ira, afastando-nos dEle e misturando-nos com o mundo, e seguindo as abominações das nações que nos rodeiam?” Pacific Union Recorder, 24 de outubro de 1901 “Há necessidades ainda mais urgentes sobre o Israel de Deus nestes últimos dias do que havia sobre o antigo Israel, pois há uma grande e importante obra a ser realizada num tempo muito curto. Deus designou que o espírito de sacrifício deveria se ampliar e aprofundar para a obra final.” 1LtMs, Ms 3, 1854 “O Senhor nos deu labor de espírito no último primeiro dia e, enquanto estávamos empenhados em oração fervorosa, fui levado em visão e vi o estado de alguns dos professos Israel de Deus. Vi a situação de muitos em nossa reunião em Oswego. Vi que eles estavam barrando o caminho da obra
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    65 de Deus, especialmenteos de Caughdenoy. Vi que a desaprovação de Deus estava sobre eles, e também sobre alguns em Roosevelt.” Early Writings, p. 33 “Vi que o santo Sábado é, e será, o muro de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os incrédulos; e que o Sábado é a grande questão para unir os corações dos queridos de Deus, os santos que esperam.” Depois da ressurreição especial, quando todos os salvos vivos estarão reunidos, a irmã White vê o Israel de Deus no concerto de paz. Primeiros Escritos, pp. 285, 286 “E ao falar Deus o dia e a hora da volta de Jesus e liberar o concerto eterno com Seu povo, Ele falava uma sentença, então pausava, enquanto as palavras rolavam pela Terra. O Israel de Deus permanecia com seus olhos fixos para cima, ouvindo as palavras que saíam da boca de Jeová e rolavam através da Terra como estrondos do mais forte trovão.” Maranatha, p. 244 “Assim, o Sábado é um sinal do poder de Cristo para nos tornar santos. E ele é dado a todos quantos Cristo torna santo. Como um sinal de Seu poder santificador, o Sábado é dado a todos que através de Cristo se tornam uma parte do Israel de Deus. ...” Israel de Deus = guardadores dos mandamentos nos últimos dias, o povo que prega as três mensagens angélicas e que é selado com o selo do Deus vivo Israel de Deus guarda o Sábado A irmã White relaciona o cântico de Moisés, juntamente com o do Cordeiro, com o Israel de Deus. Nesta passagem, fica bem definido que eles são os que João menciona em Apocalipse 15:2, 3. God’s Amazing Grace, p. 352 (10 de dezembro) “Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta para a destruição de todos os inimigos da justiça e a vitória final do Israel de Deus.
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    66 O profeta dePatmos contempla a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Apocalipse 15:2, 3. A partir da luz desses textos, podemos compreender melhor agora. Quando Deus fizer o concerto eterno com o Israel de Deus, Ele estará falando aos 144.000 (o Israel de Deus), que são todos os santos que estarão vivos naquele dia. Como vimos que são os santos vivos que entendem a voz de Deus, e que Ele ressuscita os que morrem na terceira mensagem angélica justamente para ouvir e entender e fazer parte do grupo que é abençoado pelo concerto, não se pode ter outro entendimento, a não ser que o Israel de Deus reúne os que ressuscitam na ressurreição especial, mais os que não morrem (todos os santos que estarão vivos), totalizando assim o número dos selados – 144.000 – o Israel de Deus. Estes textos não têm tudo a ver com os tempos em que estamos vivendo? Você não se vê encaixado neste “Israel de Deus hoje”? TEMPOS VERBAIS MODIFICADOS NAS TRADUÇÕES PUBLICADAS Com relação aos textos modificados, temos que fazer aqui uma ressalva: Não é nossa intenção apontar erros de quem quer que seja, mas sim fazer jus à devida interpretação do que foi de fato escrito pela mensageira do Senhor nos textos que serão apresentados; bem como mostrar que isso pode ter conduzido muitas pessoas a um entendimento incorreto da mensagem de selamento. Não cremos em adulteração nos escritos originais, mas sim em determinadas compilações direcionadas e também algumas traduções inexatas. O primeiro texto modificado (no português) que quero apresentar é com relação à obra da terceira mensagem angélica, tendo como fonte o livro Primeiros Escritos. Veja primeiro como está no inglês; depois, em dois diferentes livros publicados em português. Early Writings, p. 278 “The third message was to do its work; all were to be tested upon it, and the precious ones were to be called out from the religious bodies.” (Tempo verbal no passado).
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    67 Primeiros Escritos, p.278, 10ª edição, 8ª impressão, 2014 “A terceira mensagem deveria fazer a sua obra; todos deveriam ser provados por meio dela, e os que são preciosos deveriam ser chamados das corporações religiosas.” (Aqui os tempos verbais foram colocados no futuro do pretérito). As Três Mensagens Angélicas, p. 93, 1ª edição, 2023 “A terceira mensagem está a fazer o seu trabalho. Todos serão testados por ela, e os eleitos serão chamados para fora das instituições religiosas.” (Aqui os tempos verbais foram colocados no futuro do presente). O que realmente foi escrito? “A terceira mensagem devia fazer a sua obra; todos deviam ser provados por meio dela, e os que são preciosos deviam ser chamados das corporações religiosas.” (Tempo verbal no pretérito imperfeito). Observe como foi mudado o texto de um livro para o outro. No Primeiros Escritos, 10ª edição de 2014, o verbo que no original está no passado, foi colocado no futuro do pretérito. E no livro As Três Mensagens Angélicas, o verbo foi traduzido para o futuro do presente. Veja: was to do = devia fazer (pretérito imperfeito) were to be = deviam ser (pretérito imperfeito) No entanto, o contexto do que foi escrito é que era esperado que a terceira mensagem fizesse a sua obra. Mas qual seria a implicação dessas incongruências nas traduções? Bem, colocar os verbos no futuro pode passar a ideia de conforto e segurança, enquanto se joga tudo para um tempo mais distante, levando à negligencia do preparo que deve ocorrer no presente. Seguem mais alguns exemplos de tempos verbais modificados. Grande Conflito, p. 587 Texto original: “The number of His subjects is made up.”
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    68 Tradução publicada: “O númerode Seus súditos foi completado.” Nossa tradução: “O número de Seus súditos está completo.” The Review and Herald, 30 de janeiro de 1900 Texto original: “There can be only two classes. Each party is distinctly stamped, either with the seal of the living God, or with the mark of the beast or his image.” Tradução publicada: “Só poderá haver duas classes. Cada participante é assinalado distintamente, ou com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou de sua imagem.” Nossa tradução: “Só pode haver duas classes. Cada participante é distintamente marcado, ou com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou de sua imagem.” O tempo verbal no presente “pode haver” foi modificado para “poderá haver” (futuro). Vejam como jogar evento do presente para o futuro é algo grave que pode afetar e dificultar o entendimento de uma mensagem importante, a fim de nos dar a devida preparação para a chuva serôdia e o selamento. Primeiros Escritos, p. 67 (10ª edição, 2014) Texto original: “Those who would not receive the mark when the decree goes forth...” Tradução publicada: “Os que não receberam o sinal da besta e da sua imagem quando sair o decreto...” Nossa tradução: “Aqueles que não receberiam a marca da besta e sua imagem quando saísse o decreto devem ter a decisão agora de dizer: Não, nós não daremos consideração à instituição da besta!”
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    69 Note que otempo verbal, escrito originalmente no futuro do pretérito do indicativo (condicional), foi traduzido para o pretérito perfeito do indicativo (passado). Além do mais, nessa construção, há ainda outro erro – a falta de correlação entre os tempos verbais. Foi colocado o pretérito perfeito com o futuro do subjuntivo, criando assim uma desarmonia nas conjugações, deixando o texto sem sentido. A instrução gramatical nos diz que o correto, neste caso, é usar o condicional (futuro do pretérito) associado ao pretérito imperfeito do subjuntivo. “Não receberiam ... quando saísse”... Este texto tem ainda para nós uma consideração adicional. O que o Espírito de Profecia nos diz é que temos que ter agora, no presente de nossas vidas, a decisão firme em nossa mente, pela fé no poder de Deus em nós, de não nos submetermos à marca da besta se estivermos vivos quando ela sair. Se morrermos antes, esse propósito inabalável será considerado como se fosse consumado lá na frente, se vivêssemos até lá. Veja o texto bíblico abaixo e procure entender a relação com o que foi dito acima. Romanos 4:17 “(como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí), perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem.” Primeiros Escritos, p. 71 (1851) Tradução publicada: “Os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos no tempo de angústia devem refletir completamente a imagem de Jesus.” (EF 190). Texto original: “Those who receive the seal of the living God and are protected in the time of trouble must refect the image of Jesus fully.” Nossa tradução: “Aqueles que recebem o selo do Deus vivo e são protegidos no tempo de angústia devem refletir a imagem de Jesus plenamente.”
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    70 Aqui novamente otempo verbal no presente foi colocado no futuro. A profetisa diz “os que recebem o selo do Deus vivo” (presente), indicando que era algo acontecendo no tempo dela, em 1851. Tristemente, foi traduzido pelas vias oficiais por “hão de receber” (futuro). Outro texto, cuja tradução não condiz com o texto original, é este: Maranatha, p. 240 Tradução publicada: “Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula por toda a eternidade.” Texto original: “When the decree goes forth and the stamp is impressed, their character will remain pure and spotless for eternity.” Nossa tradução: “Quando sair o decreto e a estampa (molde) for impresso, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para a eternidade.” No texto acima, a palavra “stamp” foi traduzido como “selo”, porém devemos observer que se o texto quisesse dizer “selo”, a autora usaria a palavra “seal”, como ocorre nos demais textos em que se menciona o selo de Deus. O fato é que o selo do Deus vivo não será aplicado logo quando sair o decreto dominical, mas somente após o decreto, logo antes do final do tempo de graça. Eventos Finais, p.228 “Pouco antes de entrarmos … [no tempo de angústia], todos nós recebemos o selo do Deus vivo.” Veja outro exemplo quando o Espírito de Profecia usa o termo “stamp ou stamped (passado/particípio)”:
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    71 God’s Amazing Grace,p. 204 “The Spirit will take the things of God and stamp them on the soul.” “O Espírito tomará as coisas de Deus e as estampará (imprimirá) na alma.” E agora, um texto já mostrado logo acima, mas que nos ensina que há diferença entre stamp e selo. Review and Herald, 30 de janeiro de 1900 “Só pode haver duas classes. Cada grupo é distintamente marcado (stamped), ou com o selo do Deus vivo, ou com a marca da besta ou sua imagem.” O selo é o Sábado, o qual é estampado, marcado (stamped) na fronte do crente. Em sentimento de frustração, Ellen White, escreveu: Review and Herald, 7 de junho de 1887 “Irmãos, quanto tempo até vocês estarem prontos para o selo de Deus?” JOSUÉ E O ANJO Nestes textos seguintes temos uma demonstração de que um assunto não pode ser estudado somente com uma única passagem do Espírito de Profecia. Prophets and Kings, p. 588-591 “A visão de Zacarias sobre Josué e o Anjo se aplica com força peculiar à experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação. ... “Quando o povo de Deus aflige sua alma diante dEle, suplicando por pureza de coração, a ordem é dada: “Tirai-lhe estas vestes sujas”, e as palavras encorajadoras são ditas: “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de vestes novas.” (Zacarias 3:4). O manto imaculado da justiça de Cristo é colocado sobre os provados, tentados e fiéis filhos de Deus. O remanescente desprezado é vestido de trajes gloriosos, para nunca mais serem contaminados pelas corrupções do mundo. Seus nomes são
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    72 mantidos no livroda vida do Cordeiro, inscritos entre os fiéis de todas as eras. ... “Enquanto Satanás tem estado insistindo em suas acusações, santos anjos, invisíveis, têm estado passando de um lado para outro, colocando sobre os fiéis o selo do Deus vivo. Estes são os que estão no Monte Sião com o Cordeiro, tendo o nome do Pai escrito em suas frontes. Eles cantam o novo cântico diante do trono, aquele cântico que nenhum homem pode aprender, a não ser os cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos da terra. “Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus. Apocalipse 14:4, 5.” Este texto requer uma análise mais acurada. Vejamos este extrato: “A visão de Zacarias sobre Josué e o Anjo se aplica com força peculiar à experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação.” Aplicar a visão com força especial a algum determinado grupo não exclui os demais que vivem em outra época. Em outro livro, a mensageira do Senhor comenta sobre Josué e o anjo com outras palavras, acrescentando algumas coisas bem interessantes. O texto completo pode ser lido pelos interessados conforme a referência abaixo. Forneceremos apenas os pontos suficientes para a compreensão do assunto. Testemunhos para a Igreja, v. 5, pp. 468-470 “Pudesse ser erguido o véu que separa o mundo visível do invisível, e pudesse o povo de Deus contemplar o grande conflito que se trava entre Cristo e os santos anjos, e Satanás e suas forças malignas, acerca da redenção do homem; pudesse compreender a maravilhosa obra de Deus em favor da salvação de almas da escravidão do pecado e a constante operação de Seu poder para sua proteção da maldade do maligno, e estariam melhor preparados para resistir às armadilhas de Satanás. ... Uma ilustração muito viva e impressionante da obra de Satanás e da de Cristo, e do poder de nosso Mediador para vencer o acusador de Seu povo, é dada na profecia de Zacarias. Em santa visão, o profeta contempla a Josué, o sumo sacerdote, “vestido de vestidos sujos” (Zacarias 3:3), diante do Anjo do Senhor, suplicando a misericórdia de Deus em favor de seu povo, que se acha em profunda aflição. Satanás acha-se a Sua mão direita, para Lhe resistir. Porque
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    73 Israel fora escolhidopara preservar na Terra o conhecimento de Deus, tinham sido eles desde quando vieram a existir como nação, o objeto especial da inimizade de Satanás, e ele determinara promover sua destruição. ... Enganados por suas tentações, haviam transgredido a lei de Deus, separando-se assim da Fonte de sua força, tendo sido deixados a tornar-se presa de seus inimigos gentios. Foram levados em cativeiro para Babilônia, e ali permaneceram por muitos anos. Entretanto, não foram abandonados pelo Senhor. Foram-lhes enviados Seus profetas, com repreensões e advertências. O povo foi desperto para reconhecer sua culpa, humilharam-se perante Deus e a Ele volveram com arrependimento verdadeiro. ... Quando Josué roga humildemente o cumprimento das promessas de Deus, ergue-se Satanás ousadamente, para lhe resistir. Aponta para as transgressões de Israel como razão de não dever o povo ser restaurado ao favor de Deus. Reclama-os como presa sua, e requer que sejam entregues em suas mãos, para serem destruídos. ... O sumo sacerdote não se pode defender, nem ao seu povo, das acusações de Satanás. Não alega que Israel esteja livre de falta. Em suas vestes sujas, simbolizando os pecados do povo, com os quais ele arca como representante seu, está ele perante o anjo, confessando a falta deles, mas ao mesmo tempo alegando seu arrependimento e humilhação, confiando na misericórdia de um Redentor que perdoa o pecado e, com fé, suplicando as promessas de Deus. ... Então o Anjo, que é o próprio Cristo, o Salvador dos pecadores, reduz a silêncio o acusador do Seu povo, declarando: “O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende: não é este um tição tirado do fogo?” Zacarias 3:2. Israel havia permanecido por muito tempo na fornalha da aflição. Por causa de seus pecados, foram quase consumidos na chama acesa por Satanás e seus agentes, para sua destruição; mas Deus agora Se lançara à obra de os salvar. ... Aceita a intercessão de Josué, é dada a ordem: “Tirai-lhe estes vestidos sujos”, e a Josué declara o Anjo: “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestidos novos.” “E puseram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e o vestiram de vestidos.” Zacarias 3:4, 5. Foram perdoados os seus próprios pecados e os do povo. Israel vestiu “vestidos novos” — a justiça de Cristo imputada a eles. ... Como Satanás acusou a Josué e seu povo, assim em todos os séculos acusa os que buscam a misericórdia e favor de Deus. No Apocalipse é ele declarado ser o “acusador de nossos irmãos”, “o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”. Apocalipse 12:10. O conflito repete-se em relação a toda pessoa que é salva do poder do mal e cujo nome se acha registrado no livro da vida do Cordeiro.”
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    74 Colocando todos estestextos juntos, e estudando com diligência, podemos concluir que ao a irmã White escrever que “a visão de Zacarias sobre Josué e o Anjo se aplica com força peculiar à experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação”, ela não está dizendo que o acontecimento é exclusivo do povo das cenas finais. O entendimento dela é que a experiência de Josué e o anjo se aplica a todos os tempos, porém ele tem uma força significativa nas cenas finais durante o decreto dominical. Podemos saber que temos um acusador, mas sabemos ainda com mais confiança que temos um maravilhoso Advogado que Se lança à obra de nos salvar. Para finalizar esta parte, agora veja a tradução oficial feita nestes dois livros, desta parte da citação acima. Profetas e Reis, p. 587 “A visão que de Josué e o anjo teve Zacarias se aplica com peculiar força à experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação.” Testemunhos Seletos, v. 2, p. 176 “A visão de Zacarias, relativa a Josué e ao Anjo, aplica-se com força particular à experiência do povo de Deus no remate do grande dia da expiação.” As duas traduções publicadas pela igreja, para a mesma expressão, foram providas com palavras diferentes. A palavra “remate” causa estranheza ao vê-la ser usada no contexto da experiência humana. Nós, em vários estados do Brasil, especialmente o pessoal do campo, estamos acostumados a ver essa palavra usada para se referir a leilão de gado. A expressão “remate” foi muito infeliz, ao lançar um termo que não é condizente com elevado padrão do significado da expiação. No entanto, a conclusão final do estudo da visão de Zacarias sobre Josué e o anjo é que ela se aplica a todos os que serão salvos pelo sangue de Cristo em todas as épocas, com uma ênfase especial à expiação dos 144.000.
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    75 SEM VER AMORTE I Tessalonicenses 4:16-17 “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. MOISÉS E ELIAS O Espirito de Profecia apresenta os exemplos de Moisés e Elias como representantes dos grupos de salvos da primeira ressurreição e dos trasladados. Falando da transfiguração de Jesus no monte, a Mensageira do Senhor diz: O Desejado de Todas as Nações, p. 421 “Jesus estava revestido da luz do Céu, como há de aparecer quando vier a “segunda vez, sem pecado... para salvação”. Hebreus 9:28. Pois virá “na glória de Seu Pai com os santos anjos”. Mar. 8:38. Cumpriu-se então a promessa do Salvador aos discípulos. Sobre o monte, foi representado em miniatura o futuro reino da glória - Cristo, o Rei, Moisés como representante dos santos ressuscitados, e Elias dos trasladados.” Early Writings, p. 164 “Moisés estava presente para representar os que serão ressuscitados dentre os mortos por ocasião do segundo aparecimento de Jesus. E Elias, que fora trasladado sem ver a morte, representava os que serão transformados à imortalidade por ocasião da segunda vinda de Cristo, e serão trasladados para o Céu sem ver a morte.”
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    76 O Desejado deTodas as Nações, pp. 297-298 “Moisés, sobre o monte da transfiguração, era um testemunho da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Representava os que sairão do sepulcro na ressurreição dos justos. Elias, que fora trasladado ao Céu sem ver a morte, representava os que estarão vivos na Terra por ocasião da segunda vinda de Cristo, e que serão ‘transformados num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta’; quando ‘isto que é mortal se revestir da imortalidade’ e ‘isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade.” (I Coríntios 15:51-53). Profetas e Reis, p. 114 “Foi como representante dos santos a serem assim trasladados que, ao aproximar-se o fim do ministério terrestre de Cristo, foi permitido a Elias estar com Moisés ao lado do Salvador no monte da transfiguração... e ali também estava Elias, representando os que, no fim da história terrestre, serão mudados de mortal para o imortal, e serão trasladados ao Céu sem ver a morte.” Pergunta: Quem estará vivo na segunda vinda de Cristo? Resposta: Os que não morrem e os que ressuscitam na ressurreição especial, todos esses estarão vivos quando Jesus voltar. Ou não cremos que quem ressuscita estará vivo? Todos esses santos que estarão vivos, vendo a chegada de Jesus à Terra, são os que serão transformados à imortalidade somente nessa ocasião. A totalidade deste grupo é chamada de ‘os 144.000’. ENOQUE Last Day Events, p. 71 “Agora, Enoque era um representante daqueles que estarão sobre a Terra quando Cristo vier, e que serão trasladados ao Céu sem ver a morte.”
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    77 Reparemos que notexto acima, a profetisa não especifica outra característica para a representação de Enoque, a não ser que eles: - Estejam sobre a Terra na volta de Jesus - Sejam os que serão trasladados na volta de Jesus História da Redenção, p. 61 “A transladação de Enoque para o Céu pouco antes da destruição do mundo pelo dilúvio representa a transladação de todos os justos vivos da Terra antes da destruição desta pelo fogo. Os santos serão glorificados na presença daqueles que os odiaram por sua leal obediência aos justos mandamentos de Deus.” ENOQUE = REPRESENTA A TRANSLADAÇÃO DE TODOS OS JUSTOS VIVOS Adventist Review and Sabbath Herald, 19.04.1870, pp. 138-139 “Enoque representa aqueles que permanecerão na Terra e que serão transladados para o Céu sem ver a morte. Ele representa aquele grupo que deve viver em meio aos perigos dos últimos dias e suportar toda a corrupção, vileza, pecado e iniquidade, e ainda assim ficar imaculado em meio a tudo isso. Podemos permanecer como Enoque. Foi feita uma provisão para nós.” Já em 1870, o Espírito de Profecia assegurava que havia sido feita uma provisão para os que vivem desde quando começou o selamento - de que é possível fazermos parte desse grupo representado por Enoque. O termo “permanecerão na Terra” não nos fala sobre um grupo que fica sobre a Terra até a volta de Jesus, no qual estão incluídos os que voltam à vida e permanecem até a volta de Jesus? Além disso, o texto menciona que Enoque representa aqueles que vivem nos últimos dias. Isso não nos inclui, uma vez que sabemos que vivemos nos últimos dias?
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    78 ELIAS O Desejado deTodas as Nações, p. 422 (MG 350) “Os discípulos, despertando, contemplam a inundação de glória que ilumina o monte. Com temor e espanto, fitam a radiosa figura do Mestre. .... Ao seu lado acham-se dois seres celestiais, entretidos em íntima conversa com Ele. São Moisés, que falara com Deus sobre o Sinai; e Elias, a quem fora dado o alto privilégio de não passar sob o poder da morte. ... Sobre o monte, foi representado em miniatura o futuro da glória – Cristo, o Rei; Moisés como representante dos santos ressuscitados, e Elias dos trasladados. Podemos perceber que a escritora somente cita uma característica própria de Elias – a não ter passado pela morte; porém em lugar nenhum do texto ela diz que essa característica é extensível a todos os 144.000. Elias foi o escolhido por Deus para ter o privilégio de não passar pela morte. Representa todos os que serão trasladados. Portanto, vemos que, assim como Elias foi transladado, todos os santos que estiverem vivos serão também transladados quando Cristo retornar. Eles serão transformados à imortalidade em vida, diferente dos que saem do túmulo na primeira ressurreição; esses são transformados ainda na morte. Sabemos que os 144.000 são os que serão trasladados, assim sabemos também que os que ressuscitam na Ressurreição Especial estarão vivos sobre a Terra quando Cristo aparecer em glória. Quando Jesus ressuscitar os mortos, os 144.000 vivos contemplarão esse grandioso acontecimento. Os ressuscitados na ressurreição especial voltam à vida quando o Pai os chama e permanecem vivos até a volta do Senhor (e para sempre). Então, eles estarão nesse grupo dos 1444.000 de transladados. Eles fazem parte do número, são contados como parte desse número. ELIAS REPRESENTA OS QUE SERÃO MUDADOS DO ESTADO MORTAL PARA O IMORTAL = TODOS OS QUE ESTÃO VIVOS QUANDO JESUS VOLTA = NÃO PASSAM PELO DECRETO DE MORTE
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    79 Moisés representa ossantos da ressurreição quando Jesus volta (grande multidão). Elias representa os santos que estarão vivos quando Jesus volta. Não há um representante separado para os santos que ressuscitam na ressurreição especial e um representante para os que não morrem. O grupo todo é representado por Elias e Enoque. Perguntamos: Quem dos santos de Deus estarão vivos no momento que Jesus aparece na pequena nuvem? Resposta: Somente os 144.000. Os que ressuscitam na ressurreição especial, afinal, estarão vivos ou mortos? É óbvio que estarão vivos, pois o próprio Pai os ressuscitou. Acreditamos que Deus, o Todo Poderoso, tem poder para anular a morte! Glória a Deus! Portanto, eles têm que ser representados por Elias. Assim, resumimos desta forma: Moisés representa a grande multidão que Jesus ressuscita quando chega perto da Terra. Eles não veem Jesus voltando, mas apenas quando Ele já está aqui. Elias representa os que estão vivos (os que não morrem e os que ressuscitam na ressurreição especial, uma vez que estão todos VIVOS) e acompanham todo o desenrolar da volta de Jesus. Eis o papel dos representantes no reino da glória: JESUS = O REI MOISÉS = SANTOS RESSUCITADOS ELIAS = TRANSLADADOS Notemos que “representante” não significa ser totalmente igual ao representado. É um recurso para mostrar algumas características semelhantes nos dois grupos, não necessariamente tudo igual. É o caso do sumo sacerdote no antigo Israel, ele representava Cristo, porém não podia ser igual a tudo o que diz respeito ao Salvador. ELISEU Profetas e Reis, p. 135 “Com o conselho e o encorajamento dado a Jeoás, estava finda a tarefa de Eliseu. Aquele sobre quem havia descido em grande medida o espírito que repousava sobre Elias, provara-se fiel até o fim. Nunca vacilara. Nunca perdera sua confiança no poder da Onipotência. Sempre, quando o caminho
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    80 diante de siparecia inteiramente fechado, ainda avançara pela fé, e Deus honrara sua confiança e abrira diante dele o caminho. “Não foi dado a Eliseu seguir seu mestre num carro de fogo. Sobre ele o Senhor permitiu que viesse uma prolongada enfermidade.” Trazemos aqui o exemplo de Eliseu, apenas a título de comparação com a experiência de Elias. Embora Eliseu tenha recebido uma porção dobrada do espírito de Elias, e nunca tenha vacilado como Elias vacilou; além de sofrer uma longa doença, ainda morreu. Não teve o privilégio de subir num carro de fogo. Um dia, do outro lado do Jordão, vamos entender os desígnios de Deus. JOÃO BATISTA Lucas 1:17 “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos; com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” Conselhos sobre Saúde, p. 73 “João Batista saiu no espírito e poder de Elias para preparar o caminho do Senhor e converter as pessoas à prudência dos justos. Ele era um representante dos que vivem nestes últimos dias, aos quais Deus confiou sagradas verdades para apresentar perante o povo, a fim de preparar o caminho para o segundo aparecimento de Cristo.” João Batista é outro representante do 144.000. O texto inspirado mostra que ele representa o povo do tempo do fim, sem especificar se morrem ou não morrem. DEUS DE VIVOS Outra lição importante que podemos aprender sobre a ressurreição é o que Jesus ensinou quando os saduceus ironicamente lhe perguntaram de quem seria a mulher que tivera sete maridos, quando ressuscitassem, sendo que todos morreram e também a mulher. Marcos 12:24-27 “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura, não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?
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    81 Porquanto, quando ressuscitaremdos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos nos céus. E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Por isso, vós errais muito.” Jesus destacou algumas coisas, vamos ver: 1. Eles (saduceus) não entendiam as Escrituras nem o poder de Deus; 2. Os mortos ressuscitados não se casarão; 3. Os mortos ressuscitados serão como anjos nos céus; 4. Deus falou para Moisés na sarça “Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó”; 5. Deus não é Deus de mortos, mas é Deus de vivos; 6. Eles (os saduceus) erraram muito. Nosso Salvador estava ensinando que os santos mortos estão vivos para Deus. Também que Deus pode qualquer coisa; Deus tem poder para anular a morte; Ele tem poder para vivificar os mortos. Assim, Ele tem poder para ressuscitar os que morreram selados (com o mesmo caráter dEle). Os que dizem que somente os que não passam pela morte são os que farão parte dos 144.000 não estão duvidando desse maravilhoso poder de Deus? Não estão relativizando as obras de Deus como se fossem meramente humanas, de acordo com a perspectiva humana, dos impossíveis humanos, negando a onipotência do Criador? A morte pela qual os ressuscitados na ressurreição especial não passarão é a morte do decreto que condena os santos à morte na sétima praga. A partir do momento em que eles ressuscitam (e, é óbvio, estão vivos), não mais passam pela morte, e quando Jesus vai chegando, eles acompanham todos os acontecimentos desse glorioso evento (desde a pequena nuvem, etc). É um contraste com os que ressuscitam na grande multidão. Eles não acompanham os acontecimentos da volta de Jesus, pois ressuscitam depois que Jesus já está próximo à Terra.
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    82 O pastor Loughborough,em seu livro Questions on the Sealing Message (Questões sobre a Mensagem de Selamento), na página 28, fala de qual morte os 144.000 são poupados. “É desse testemunho “trasladado sem ver a morte” que a reivindicação é feita, no sentido de que ninguém estará entre os 144.000 selados, a não ser os que viverem até a efetiva segunda vinda. Vemos que a morte da qual eles são salvos é a morte designada pelos “documentos circulantes”. Tenha em mente que os ressuscitados guardadores do Sábado estão incluídos nos participantes do concerto. Assim, eles devem ser trasladados na volta de Cristo, sem sofrer a ameaçada morte. Por esse decreto eles são trazidos ao “tempo da angústia de Jacó”. Sem ver a morte = não são mortos pelo decreto de morte! JESUS ABOLIU A MORTE Podemos crer no poder de Deus para fazer que - se morrermos - seja como se nunca tivéssemos morrido? João 11:25 “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” 2 Timóteo 1: 9 e 10 “... segundo o seu (de Deus) próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos, e que é manifesta, agora, pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, pelo evangelho...” Atos 2:24 “ ... ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela.” Jesus teve que Se submeter à morte a fim de poder abolir a morte! Maravilhoso Jesus!
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    83 Romanos 6:14 “Porque opecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.” O pecado (e não a morte) não tem poder sobre os que estão debaixo da graça. Romanos 4:17 “Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí, perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem.” O apóstolo Paulo mostra a ligação entre a obra de Deus de vivificar (ressuscitar) os mortos e chamar as coisas que não são como se já fossem. Ele conduz nossa mente para entender que assim como Deus tem poder de trazer a vida de volta (pois Ele a criou), também tem poder para transformar todas as circunstâncias, até mesmo abolir a morte de alguém e fazer como se nunca tivesse morrido. Maravilhoso Criador! O CÂNTICO DE MOISÉS E DO CORDEIRO Apocalipse 14:3 “E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.” Signs of the Times, 20.04.1888 “Tive muitos solenes pensamentos ao olhar sobre aquela assembleia. Eu imaginava quantos dos presentes irão saudar com alegria o glorioso aparecimento do Senhor e Salvador. Quantos irão receber a coroa da vida? Quantos levantarão suas vozes em alegres hosanas, cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro, dizendo: ‘Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos’ (Apocalipse 15: 3)?” O ponto chave neste texto é: “quantos irão saudar com alegria o glorioso aparecimento do Senhor e Salvador”. Ver o aparecimento de Cristo é uma prerrogativa dos que estarão vivos (144.000). O Grande Conflito, p. 649
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    84 “Com o cordeiro,sobre o monte de Sião, ‘tendo harpas de Deus’, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve- se como o som de muitas águas, e de grande trovão, ‘uma voz de harpistas, que tocava, com suas harpas’. E cantavam um cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante.” Ao ler o próximo texto abaixo, nossa mente pode indagar por que a irmã White diz que todos cantarão o cântico de Moisés e do Cordeiro, se a Bíblia e ela mesma afirmam que somente os 144.000 cantam um hino que somente eles podem aprender. Veja o texto. Testemunhos para Ministros, p. 433 “Quando findar o conflito terreno, e os santos forem recolhidos para o lar, nosso primeiro tema será o cântico de Moisés, o servo de Deus. O segundo tema será o cântico do Cordeiro, o hino de graça e redenção. Esse hino será mais alto, mais elevado e em mais sublimes acentos, ecoando e recoando pelas cortes celestes. Assim é entoado o cântico da providência de Deus, ligando as várias dispensações. ... Todos se unem nesse cântico de Moisés e do Cordeiro. É novo cântico, pois nunca dantes fora cantado no Céu.” O que podemos concluir, juntando as duas passagens anteriores? “Ninguém, a não ser os 144.000 pode aprender aquele canto” “Todos se unem nesse cântico de Moisés e do Cordeiro.” Como o hino de Moisés conta a experiência dos 144.000 nas cenas finais da Terra, aprender aqui deve estar se referindo a construir, participar, vivenciar essa experiência. Somente eles vão ter essa vivência de ver as trágicas cenas descritas na profecia da sétima praga e depois ouvir a voz de Deus falando diretamente a eles. Será uma experiência gloriosa e única, que será vivida por 144.000 pessoas vivas na Terra. É o cântico da experiência pessoal deles, pois nenhum outro grupo de salvos terá uma experiência semelhante.
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    85 Os 144.000 cantamo cântico de Moisés pela primeira vez, e depois todos os remidos se juntam a eles. O texto diz que todos se unem, não diz que todos cantam pela primeira vez. Embora todos os demais remidos possam aprender e cantar o cântico de Moisés, eles nunca terão a mesma percepção de realidade da vivência do que é cantado, como os 144.000 terão. MARY In Heavenly Places, p. 272 (22 de setembro) “Mary, minha preciosa criança, está em descanso. Ela era a companheira de suas aflições e desapontadas esperanças. Ela não mais terá pesar ou necessidade ou angústia. Pelos olhos do discernimento da fé você pode antecipar, em meio aos seus pesares e tristezas e perplexidades, sua Mary com a mãe dela e outros membros de sua família, respondendo ao chamado do Doador da vida e saindo de suas prisões, triunfando sobre a morte e a sepultura. Sua fé pode ver os amados e os que partiram reunidos entre os redimidos da Terra. Você juntamente com eles, em breve, se for fiel, estará caminhando nas ruas da Nova Jerusalém, cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro, usando a coroa de joias.” God’s Amazing Grace, p. 73 “Deus é o doador da vida.” O Lar Adventista, p. 280
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    86 “Os filhos derivamde seus pais a vida e o ser e, no entanto, é por meio do poder criativo de Deus que seus filhos têm vida, pois Deus é o doador da vida.” Signs of the Times, 08.04.1897 “Vida física é algo que cada indivíduo recebe. Ela não é eterna ou imortal; pois Deus, o doador da vida, a toma de volta.” REDIMIDOS DA TERRA - Apocalipse 14:3 Outro termo importante para entender esse texto sobre a Mary é “redimidos da Terra”. Nesse contexto, embora algumas versões digam “comprados da terra”, temos a força da Palavra de Deus em Apocalipse 14:3, na versão King James, que diz: “E eles cantavam como se fosse uma nova canção diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos; e nenhum homem podia aprender aquela canção, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos da terra.” Por isso, entendemos que a melhor expressão é “redimidos da Terra”, porém as duas expressões têm o mesmo significado – faz menção aos que são transladados quando Jesus vier. A irmã White no texto acima usa a expressão “redimidos da Terra”, extraída da versão King James. Esse termo é usado para se referir aos 144.000, E mais, ela diz que o próprio pastor Andrew, se for, fiel, estará entre os “redimidos da Terra (144.000). Ele morreu em 1883.” “Sua fé pode ver os amados e os separados, reunidos entre os redimidos da Terra.” Uriah Smith, Daniel and the Revelation (1897), p. 583 “Foram “redimidos dentre os homens” (verso 4), uma expressão que pode ser aplicada somente aos que são trasladados dentre os vivos. Paulo trabalhava para ver se de algum modo podia chegar à ressureição dos mortos (Filipenses 3:11). Esta é a esperança dos que dormem em Jesus: uma ressurreição dos mortos. Uma redenção dentre os homens, dentre os vivos, deve significar uma coisa diferente,
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    87 a saber, atrasladação. Por isso os 144.000 são os santos vivos, que serão trasladados quando ocorrer a segunda vinda de Cristo. Ver comentário sobre o versículo 13).” Filipenses 3:11 “Para ver se de alguma maneira possa chegar à ressureição dentre os mortos.” Além dessas maravilhosas explicações, no final desse texto, Uriah Smith ainda remete o leitor ao versículo 13 de Apocalipse 14, o qual fala dos mortos que são bem-aventurados por morrerem no Senhor. Ou seja, ele está ligando os que “morrem no Senhor” como sendo parte dos 144.000. Aleluia! Junto com Uriah Smith podemos entender que existe uma clara distinção entre participar da “ressurreição dos mortos” e ser parte dos “redimidos dentre os homens”. São grupos diferentes. Resumindo, quem fará parte de cada grupo: Ressurreição dos mortos = grande multidão Redimidos dentre os homens = 144.000 (trasladação) Nesse texto temos visto uma forte evidência de que a Mary poderá ressuscitar na ressurreição especial, pois ela se enquadra nos que serão redimidos dentre os homens. Ela viveu no período da terceira mensagem angélica (depois de 1844), guardando o Sábado, e quando ressuscitar, estará entre os vivos na volta de Jesus, e assim, poderá fazer parte dos 144.000. Portanto, mesmo que as demais expressões do texto possam ser aplicadas a todos os salvos, a expressão “redimidos da Terra” somente é aplicada para os 144.000. “Com o Cordeiro sobre o Monte Sião, “tendo harpas de Deus”, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens ...” (A Grande Controvérsia, p. 621). Para finalizar esta parte, devemos ainda examinar estes pontos apresentados nos dois textos que seguem. BEM-AVENTURADOS
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    88 Apocalipse 14:13 “E ouviuma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.” Uriah Smith, Daniel and the Revelation (1897), pp. 634-635 “Mas por que os que morrem depois deste tempo (1844) são bem-aventurados? Deve haver alguma razão especial para pronunciar esta bênção sobre eles. Não será porque eles escapam do tempo de temível perigo que os santos devem encontrar ao encerrar sua peregrinação? E embora sejam assim abençoados em comum com todos os justos mortos, têm uma vantagem sobre eles por serem, sem dúvida, aquela companhia mencionada em Daniel 12:2, os quais são ressuscitados para a vida eterna quando Miguel se levanta. Assim, escapando dos perigos pelos quais os demais 144.000 passam, eles se levantam e partilham com eles o seu triunfo final aqui, e ocupam com eles seu lugar proeminente no reino. Dessa forma, entendemos, suas obras os seguem: estas obras são mantidas em memória, para serem recompensadas no Juízo. E as pessoas recebem a mesma recompensa que teriam recebido se tivessem vivido e suportado fielmente todos os perigos do tempo de angústia.” Sobre o transcurso de tempo das três mensagens angélicas, temos este texto inspirado, que nos ajuda a compreender o propósito de Apocalipse 14:13 e a inclusão dos que morrem entre os 144.000. Manuscript 139, 1903 “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam. (Verso 13). Desde a proclamação das mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos, muitos porta-bandeiras adormeceram em Jesus; eles depuseram suas armaduras, mas “as suas obras os seguem” (Ap. 14:13). A obra avança, e os fiéis mantém firme o princípio de sua confiança até o fim.” A obra tem vindo avançando desde 1844, e à medida que os porta- bandeiras vão morrendo, suas obras em vida ficam no registro de Deus para a recompensa futura. Por isso, esses que morrem antes do tempo de angústia são bem-aventurados, pois não passarão por todo o tempo de angústia, apenas o final dele.
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    89 TO THOSE WHOARE RECEIVING THE SEAL OF THE LIVING GOD PARA AQUELES QUE ESTÃO RECEBENDO O SELO DO DEUS VIVO Esse é o título de uma publicação de 31.01.1849, assinada pela irmã White, em Topsham, EUA, na qual ela se dirige aos seus irmãos e irmãs contemporâneos. Note que a profetisa usa o tempo presente contínuo “aqueles que estão recebendo o selo do Deus vivo.” Analisando vários escritos da irmã White nos deparamos com algo que parecia ser natural para ela – o selamento dos 144.000 estando em transcurso desde o tempo dela. A seguir, um texto falando dos que têm o selo do Deus vivo no tempo presente. Mensagens Escolhidas, v. 1, 66 “Outra supressão reza assim: “Bem, louvado seja o Senhor, irmãos e irmãs, esta é uma reunião extraordinária para os que têm o selo do Deus vivo.” Agora veja que interessante e animador é o próximo texto.
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    90 As palavras acimanos fazem ver, mais uma vez, que o entendimento da irmã White era que o selamento dos 144.000 estava em andamento desde o tempo dela, pois ela declara (em 1856) que a verdade devia se espalhar “até que se complete o número dos que permanecerão no Monte Sião”, ou seja, até que o número dos 144.000 seja completado. Para ler o texto completo em português do folheto “Para aqueles que estão recebendo o selo do Deus vivo”, clique no link abaixo. https://medium.com/@marildascottilucianobarcellos/para-aqueles-que- est%C3%A3o-recebendo-o-selo-do-deus-vivo-5593e7b94892 A ESPERANÇA DA IRMÃ WHITE Em janeiro de 1849, a irmã White teve uma visão, na qual ela foi levada ao Lugar Santíssimo do santuário celestial, onde viu Jesus “ainda” intercedendo por Israel. Deus mostrou a ela a trajetória dos 144.000 desde o clamor da meia noite até a Nova Terra. No relato dessa visão, ela enfatiza a obra dos quatro anjos segurando os ventos e que “Jesus não deixaria o Santíssimo até que todo o caso estivesse decidido, para salvação ou destruição.” (Ms2, 1849). Ela viu os anjos ocupados de um lado a outro na obra do selamento, e os acontecimentos que terão lugar no tempo de angústia, quando então ela menciona que os 144.000 triunfam. Foi escrito o manuscrito intitulado “O Selamento”, em que ela narra a visão, encerrando com as seguintes palavras:
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    91 Quando lemos que,em 1849, a mensageira do Senhor diz que Jesus “ainda” estava intercedendo por Israel, e que Ele não sairia do lugar Santíssimo do Santuário até que tudo fosse decidido, já não seria suficiente para compreendermos que o selamento já havia começado e se estenderia por algum tempo a mais? E a irmã White sabia que era possível a todos os vencedores, já desde aquele tempo, fazer parte dos 144.000, tanto que ela manifestou esse elevado desejo. Texto original em inglês: “Let us strive with all the power that God has given us to be among the hundred and forty-four thousand.” Vejamos alguns pontos importantes sobre as palavras “strive” e “among” usadas no texto acima: Strive = lutar, batalhar, combater Veja outro texto com “strive” Lucas 13:24: King Kames Bible:
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    92 “Strive to enterin at the strait gate: for many, I say unto you, will seek to enter in, and shall not be able.” Na Bíblia King James, 1611: “(Strive) Esforçai-vos para entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não serão capazes.” Na Nova Versão Internacional: “Faça todo esforço para entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não serão capazes.” Almeida antiga: “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” Porfiar: Perseverança; afinco; constância; pertinácia. Veja alguns textos do Espírito de Profecia usando a palavra “strive”. “Deveis esforçar-vos (strive) com afinco pela coroa da glória imortal, sim, esforçai-vos, mas na força d'Aquele que deu a vida por nós e que trouxe à luz vida e imortalidade através do Evangelho. É somente através d'Ele que podeis esforçar-vos com êxito.” 6LtMs, Lt 8a, 1890. “A vida eterna vale um esforço vitalício, perseverante e incansável. Se não nos esforçarmos (strive) por entrar pela porta estreita, ficaremos deste lado. “Esforçai-vos para entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não serão capazes.” Lucas 13:24. 1LtMs, Lt 9, 1861. “Devemos nos esforçar (strive) por obter a vitória sobre toda a paixão profana da alma, sobre toda a fraqueza espiritual, sobre todo o defeito de carácter. Signs of The Times, 14 de abril de 1890. “Esforçai-vos, esforçai-vos (strive) pelas mansões que Cristo foi preparar para nós.” 25LtMs, Ms 72, 1911. E o Apóstolo Paulo, nos lembra o tamanho do esforço que é exigido de nossa parte para alcançar a vitória sobre o pecado. Hebreus 12:4 “ Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.”
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    93 “Resistir até osangue” é o mesmo sentido das palavras usadas nos textos da mensageira do Senhor ao usar “strive”. Devemos lutar, nos esforçar, resistir com toda a força do nosso ser, sempre amparados, sustentados na força de Cristo, nosso Redentor. Outro ponto que devemos destacar com relação ao texto da Review de 09.03.1905 é quanto à palavra “among”. Among = entre, no meio de “Esforcemo-nos com todo o poder que Deus nos tem dado para estar entre os 144.000.” Aqui se desfaz a falácia de que haverá um grupo que ressuscitará para estar “com” os 144.000, porém não faz parte da contagem do número. Temos diante de nós a declaração incontestável de que todos os que vivem desde quando começou o selamento (1844/1848) devem estar entre os 144.000 – fazer parte deles, contados no número. Já em 1905 a mensageira do Senhor exortava o povo a fazer parte dos 144.000. 5LtMs, Ms 1, 1915 “Digo a vocês agora que quando eu for levada ao descanso grandes mudanças ocorrerão.” “Não sei quando serei levada; e desejo alertá-los contra os dispositivos do diabo.” “Desejo que o povo saiba que eu os adverti completamente antes da minha morte.” Vejamos alguns raciocínios sobre esses textos acima. 1. A irmã White era profetisa de Deus, e ela disse que tinha a esperança de ser um dos 144.000. Podemos pensar que em 1849 ela não sabia se morreria antes da volta de Jesus ou não. Supondo que ela soubesse que iria morrer antes de ver Jesus regressar, isso só confirma nosso estudo, ou seja, que os que morrem na fé da mensagem do terceiro anjo, ressuscitam na ressurreição especial e fazem parte dos 144.000.
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    94 2. Mas supondoque em 1849 ela não sabia que iria morrer antes da volta do Salvador, por que razão ela diria que queria ser um dos 144.000, se sempre há a possibilidade para qualquer um de nós de morrer antes do grande evento que esperamos? 3. Outra pergunta pertinente é: Por que razão ela diria “Esforcemo-nos com todo o poder que Deus nos tem dado para estar entre os cento e quarenta e quatro mil”? Aqui segue-se a mesma consistência do raciocínio antecedente: Por que aconselhar para nos esforçar em alcançar algo que depende de estarmos vivos, se isso não depende de nós e sim de Deus (estar vivo), pois ninguém sabe quando vai morrer. Se fazer parte dos 144.000 fosse só para os que nunca vão morrer, não teria por que ela dizer isso para todos. 4. Conclusão: Ela somente podia ter essa esperança se pudesse ter a certeza que tanto os que morrem como os que não morrem desde 1844 podem fazer parte dos 144.000. Selected Messages, v. 1, pp. 55, 56 “Uma luz abundante foi dada ao nosso povo nestes últimos dias. Quer minha vida seja poupada ou não, meus escritos falarão constantemente, e seu trabalho prosseguirá enquanto durar o tempo .... Talvez eu viva até a vinda do Senhor; mas, se não viver, espero que se possa dizer de mim: 'Bem- aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor: Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, e as suas obras os sigam' (Apocalipse 14:13) ....". Early Writings, p. 40 “Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali. Não podia suportar o pensamento de voltar a este mundo tenebroso. Disse então o anjo: ‘Deves voltar e, se for fiel, você, com os 144.000, terá o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus.” Mais uma vez temos o testemunho do pastor Loughborough falando a respeito de os pioneiros fazerem parte dos 144.000. “Nunca pensei que a decisão de quem deveria constituir os cento e quarenta e quatro mil dependia da posse de vitalidade física suficiente para viver sem morrer até que o Senhor fizesse sua segunda aparição. Parece antes estar mais em harmonia com o trato do Senhor com seu povo que aqueles que se sacrificaram e trabalharam fervorosamente no início da obra, pessoas como os irmãos Bates, White, Andrews e a irmã White, cujos trabalhos têm estado entrelaçados com a própria
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    95 vida e oprogresso da mensagem, devam fazer parte dessa companhia cujas obras os seguem, e que farão parte da grande companhia triunfal dos cento e quarenta e quatro mil.” SERIA POSSÍVEL SER UM CANDIDATO A 144.000 ANTES DO DECRETO DOMINICAL? Maranatha, p. 222 “Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos de Deus, alcançará a condição de ausência de pecado em que Adão vivia antes de sua transgressão.” Selected Messages, p. 457 “Sua única esperança e salvação é vencer como Cristo venceu.” Review and Herald, 09.03.1905 “Aqueles a quem o Cordeiro conduzirá pelas fontes de águas vivas, e de cujos olhos enxugará todas as lágrimas, serão aqueles que agora estão recebendo o conhecimento e a compreensão revelados na Bíblia, a Palavra de Deus.” NO TEMPO DA CHUVA SERÔDIA Ellen White disse que, em 1888, o anjo de Apocalipse 18 já tinha começado o Alto Clamor. Ela também disse que a Chuva Serôdia já tinha começado a cair, antes de qualquer lei dominical ter sido aprovada nos Estados Unidos: “Com o coração contrito, oremos fervorosamente para que agora, no tempo da Chuva Serôdia, os chuveiros da graça possam cair sobre nós. Em cada reunião que compareçamos, nossas orações devem ascender, para que neste exato momento, Deus transmita calor e umidade para as nossas almas. Ao buscarmos a Deus para que nos conceda o Espírito Santo, ele irá trabalhar em nós mansidão, humildade de espírito, e uma dependência consciente de Deus para o aperfeiçoamento da chuva serôdia.” Review and Herald, 02 de março de 1897. The Upward Look, p. 19 (5 de janeiro de 1894) “Aqueles que têm Jesus habitando em seus corações pela fé, têm de fato recebido o Espírito Santo.” Review and Herald, 2 de março de 1897
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    96 “O que precisamosé da influência vivificante do Espírito Santo de Deus. ‘Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.’ Orai sem cessar e vigiai, trabalhando de acordo com as vossas orações. Enquanto orais, acreditai, confiai em Deus. É o tempo da chuva serôdia, em que o Senhor dará largamente do seu Espírito. Sejam fervorosos em oração e vigiem no Espírito.” Eventos Finais, p. 162 (1895) "A descida do Espírito Santo sobre a igreja é olhada como estando no futuro; é, porém, o privilégio da igreja tê-la agora. Buscai-a, orai por ela, crede nela. Precisamos tê-la, e o Céu espera para concedê-la.” Testimonies to Ministers and Gospel Workers, p. 508 (1897) “As convocações da igreja, como nas reuniões campais, as sessões da igreja no lar, e todas as ocasiões em que há trabalho pessoal em favor das almas, são oportunidades determinadas por Deus para dar tanto a chuva temporã como a serôdia.” UM PARALELO COM O QUE ANTECEDEU O PENTECOSTES JESUS SOPROU O ESPÍRITO SANTO SOBRE OS DISCÍPULOS ANTES DO PENTECOSTES João 20:19-22 “Chegada pois a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isso, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes pois Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” Spirit of Prophecy, v. 3, p. 244 “O ato de Cristo de soprar o Espírito Santo sobre os discípulos e de conceder Sua paz sobre eles foi como algumas gotas (few drops) do banho abundante que seria dado no dia de Pentecostes.” The Great Controversy, p. 611 “A obra será similar ao do dia de Pentecostes.” Sabendo que a obra que irá acontecer nas cenas da chuva serôdia será similar às cenas do Pentecostes, podemos esperar também em nossos dias
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    97 que algumas gotasdo Espírito possam ser aspergidas pelo Senhor Jesus sobre aqueles que estão se preparando e se santificando pela verdade. Como foi no ano 31 com a chuva temporã, agora a chuva serôdia pode ser aspergida antes da Lei Dominical, e em seguida, derramada sem medida, após a lei dominical. Então, vamos examinar outros textos do Espírito de Profecia em que é citado o termo “poucas gotas” (few drops). 1LtMs, Ms 6, 1849 “A chuva serôdia está vindo; algumas gotas caíram (cura dos doentes). Está chegando; abre os teus olhos. Deixai os anjos pairar. Servi perfeitamente a Deus. É uma grande coisa ser cristão, é uma grande coisa ser absorvido por Deus.” 1LtMs, Lt 5, 1849 “O nosso Deus é um Deus vivo; Ele está trazendo e reavivando o Seu povo e preparando-os para permanecer na batalha do Senhor. A obra ainda está a decorrer em Connecticut. O Senhor mostrou-me em visão que Ele estava trabalhando ali e que o que Ele estava fazendo pelo Seu povo era apenas algumas gotas antes de uma chuva mais abundante.” Veja o contraste no texto abaixo, mas que também podemos aplicar o mesmo raciocínio para as duas situações. GOTAS DA IRA DE DEUS Testimonies to the Crurch, v. 5, p.212 “Nosso próprio curso de ação determinará se receberemos o selo do Deus vivo ou se seremos cortados pelas armas destruidoras. Já algumas gotas da ira de Deus caíram sobre a Terra; mas quando as sete últimas pragas forem derramadas sem mistura no cálice de Sua indignação, então será para sempre demasiado tarde para nos arrependermos e encontrarmos abrigo. Nenhum sangue expiatório lavará então as manchas do pecado.” Temos visto nos últimos anos acontecimentos que nos mostram o que o texto acima diz – catástrofes, misérias, pestes -, tudo indicando que essas “gotas” da ira de Deus já estão sobre este mundo. Maranata, p. 37
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    98 “Os que satisfazemem todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação.” PRIMÍCIAS JESUS: I Coríntios 15:20 “Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.” Com relação aos que ressuscitaram com Jesus, temos este texto pioneiro: Stephen Haskell , The Cross and It’s Shadow, p. 112 (cap. 15) “Essa companhia era composta de indivíduos escolhidos de todas as eras, desde a de Adão até o tempo de Cristo. Eles não estavam mais sujeitos à morte, mas ascenderam com Cristo como troféus de Seu poder para despertar todos os que dormem em seus túmulos.” 144.000: Apocalipse 14:4 “... Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.” A Grande Esperança (condensado), p. 93 “Esses, tendo sido levados ao Céu dentre os vivos, são “primícias a Deus e ao Cordeiro” (Apocalipse 14:4).” Profecias do Apocalipse, p. 219 (Usiah Smith) “São ‘primícias para Deus e para o Cordeiro’. Este termo é aplicado a diferentes seres representando condições especiais. Cristo constitui as primícias como antítipo do molho movido. Os que primeiro receberam o Evangelho são chamados por Tiago “primícias” de certa classe (Tiago 1:18). Assim também os 144.000, colhidos para o celeiro celeste aqui na Terra durante as perturbadas cenas dos últimos dias, trasladados ao Céu sem ver a morte, e
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    99 ocupando uma posiçãopreeminente, são chamados neste sentido primícias para Deus e para o Cordeiro.” A palavra de Deus diz que Jesus é as primícias dos que dormem e os 144.000 são primícias para Deus e para o Cordeiro. O que passar disso é especulação e fantasia. OS EVENTOS DURANTE A SÉTIMA PRAGA Jó 38:22-23 “Ou entraste tu até aos tesouros da neve e viste os tesouros da saraiva, que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?” Ao terminar o selamento, têm início aquelas cenas mais terríveis sobre a face da Terra, preditas pela profecia. Daniel 12:1 “E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.” FECHAMENTO DA PORTA DA GRAÇA Apocalipse 22:11 “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” Jesus cessa sua intercessão no santuário celestial A porta da graça se fecha para todos
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    100 HABITANTES DA TERRA TheGreat Controversy, p. 614 “Quando Ele deixa o santuário, trevas cobrem os habitantes da Terra. Nesse período temeroso, os justos devem viver à vista de um Deus santo sem um intercessor.” Na sequência do texto, a profetisa fala que a restrição sobre Satanás foi retirada e agora ele tem total controle sobre os impenitentes. Os ímpios ultrapassaram as fronteiras da sua provação. O Espírito Santo foi retirado e agora os ímpios estão sem a proteção da graça divina e sujeitos aos elementos de luta e desgraça que lhes sobrevirão. The Great Controversy, p. 615 “Assim, quando a decisão irrevogável do Santuário houver sido pronunciada, e o destino do mundo tiver sido fixado para sempre, os habitantes da Terra não o saberão.” Mas quem são os habitantes da Terra que não saberão? Devemos procurar a resposta na Bíblia em conjunto com o próprio Espírito de Profecia. Veja os textos. Isaías 26:21 (Bíblia King James Fiel 1611) “Porquanto, eis que o Senhor sai do seu lugar para punir os habitantes da terra pela iniquidade deles. A terra também revelará o sangue dela, e não mais ocultará os seus mortos.” Spiritual Gifts, v. 1, p. 211 “Então olhei para a terra. Os ímpios estavam mortos, e os seus corpos jaziam sobre a face da terra. Os habitantes da terra tinham sofrido a ira de Deus nas sete últimas pragas.” 6LtMs, Ms 22, 1890 “Ele saiu do Seu lugar para castigar os habitantes da terra e, através de um dilúvio, purificou a terra da sua iniquidade.” Patriarchs and Prophets, p. 528 “Deus pretendia que o Seu povo Israel fosse portador de luz para todos os habitantes da terra.” Signs of the Times, 17 de janeiro de 1900
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    101 “Em rápida sucessão,um anjo após o outro derramará taças de ira sobre os habitantes da Terra.” Os textos acima parecem nos indicar que os habitantes da Terra são os ímpios. Então, os ímpios não saberão quando se fecha a porta da graça. Aqui fica uma pergunta para os estudiosos: e quanto aos santos, eles saberão? 1ª PRAGA – CHAGA MALIGNA Apocalipse 16:1, 2 “E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus. E foi o primeiro e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.” O Grande Conflito, pp.628, 629 “Estas pragas não são universais, ao contrário os habitantes da Terra seriam inteiramente exterminados. Contudo serão os mais terríveis flagelos que já foram conhecidos por mortais.” Os primeiros a receber esta praga da chaga má e maligna serão os líderes da professa igreja que teve grande luz, mas apostatou. Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 211 “Vemos aí que a igreja – o santuário do Senhor – foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito.” 2ª PRAGA – O MAR SE TORNA EM SANGUE Apocalipse 16:3 “E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda alma vivente.” Na segunda praga, estando os ímpios acreditando, em sua fúria, que os guardadores do sábado são os culpados pelas pragas, emitem o decreto de morte, o qual deveria ser executado no tempo do início da sétima praga. Primeiros Escritos, p. 36
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    102 “Estas pragas enfurecemos ímpios contra os justos, pois pensavam que nós havíamos trazido os juízos divinos sobre eles, e que se pudessem livrar a Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matarem os santos, o que fez com que estes clamassem dia e noite por livramento.” DECRETO DE MORTE Apocalipse 13:15 “E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.” Primeiros Escritos, p. 282 “Vi um impresso, espalhado em diferentes partes da Terra, dando ordens para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matar os santos.” Muitos serão presos e muitos serão escravizados A Grande Controvérsia, p. 599 “Mas muitos, de todas as nações e de todas as classes elevadas e humildes, ricos e pobres, negros e brancos, serão lançados na mais injusta e cruel escravidão. Os amados de Deus passarão dias penosos, algemados, confinados pelas grades das prisões, sentenciados à morte e, aparentemente, deixados a morrer de fome nas escuras e repulsivas masmorras. Nenhum ouvido humano estará aberto para escutar seus lamentos; nenhuma mão humana estará pronta a prestar-lhes ajuda.” A ANGÚSTIA DE JACÓ Com o decreto de morte, que acontece na segunda praga, começa a angústia de Jacó. Primeiros Escritos, p. 282 “Vi um impresso, espalhado em diferentes partes da Terra, dando ordens para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matar os santos.” A Grande Controvérsia, p. 589
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    103 “... e umdecreto será finalmente baixado contra aqueles que santificam o sábado do quarto mandamento, denunciando-os como merecedores das mais severas punições e dando ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matá-los. O romanismo no Velho Mundo e o protestantismo no Novo seguirão conduta similar para com os que honram todos os preceitos divinos. “Então o povo de Deus será mergulhado naquelas cenas de aflição e angústia descritas pelo profeta como o tempo de angústia de Jacó. ‘Assim diz o Senhor: Ouvimos uma voz de tremor, de temor, mas não de paz... Por que se têm tornado macilentos todos os rostos? Ah, Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! É o tempo de angústia para Jacó, ele, porém, será livrado dela’.” (Jeremias 30:5-7). Neste tempo, alguns do povo de Deus estarão presos, alguns na escravidão, e alguns escondidos nas montanhas. CARASCTERÍSTICAS DA ANGÚSTIA DE JACÓ: 1. INCERTEZA DO PERDÃO DOS PECADOS 2. MEDO DA MORTE 3ª PRAGA – RIOS E AS FONTES DAS ÁGUAS SE TORNAM EM SANGUE Apocalipse 16:4-7 “E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. E ouvi o anjo das águas que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas. Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste sangue a beber; porque disto são merecedores. E ouvi outro do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.” Podemos ver que a terceira praga é a punição divina aos ímpios pelo decreto de morte contra os santos; como eles desejam derramar o sangue inocente dos filhos de Deus, e decretaram sua morte, Ele lhes dá sangue para beber. Com sede, recorrerão às fontes das águas e somente terão sangue fétido para beber. Mas, enquanto os ímpios passam fome e sede, o povo de Deus tem a promessa: Isaías 33:16
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    104 “Este habitará nasalturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.” Last Day Events, p. 265 “Pão e água é tudo o que foi prometido ao remanescente* no tempo de angústia.” *Nota: No livro Eventos Finais em português, foi traduzido por “aos remanescentes”, porém Ellen White escreveu no singular: “remanescente”. Essa pequena diferença no texto pode parecer algo insignificante, mas não é, porque ao trazer para o plural algo que foi dito no singular, corre-se o risco de distorcer a verdade, ao induzir ao entendimento de que todos serão salvos, uma vez que a igreja é o abrigo dos remanescentes. Porém o remanescente é formado por somente os que guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus (em contraponto à fé em Jesus, como foi traduzido em muitas versões da Bíblia). Note que a promessa de que Deus proverá água e pão é para o grande tempo de angústia. Durante o tempo que vai do decreto dominical ao grande tempo de angústia, os filhos de Deus obedientes deverão estar no campo, plantando e colhendo da terra a própria comida. 4ª PRAGA – O SOL É SUPERAQUECIDO Apocalipse 16:8, 9 “E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.” Mas o povo de Deus tem a promessa: Isaías 4:6 “E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia, e para refúgio e esconderijo contra a tempestade e contra a chuva.” 5ª PRAGA – TREVAS SOBRE O TRONO DA BESTA Apocalipse 16:
  • 105.
    105 “E o quintoanjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam a língua de dor. ¹¹ E, por causa das suas dores e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu e não se arrependeram das suas obras.” Isaías 60:2 “Eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.” Visões do Céu, p. 28 “Densas nuvens ainda cobrem o céu; contudo o Sol de quando em quando irrompe, aparecendo como o olhar vingador de Jeová.” O povo de Deus, porém, terá luz em suas habitações. Parábolas de Jesus, p. 420 “Ao passo que o mundo todo estará mergulhado em trevas, haverá luz em todas as habitações dos santos. Eles hão de captar os primeiros raios de luz de Sua segunda vinda.” 6ª PRAGA – RIO EUFRATES SECA – PREPARAÇÃO PARA O ARMAGEDOM Apocalipse 16:12-16 “E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente. E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso. Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.” 7ª PRAGA – SARAIVA Apocalipse 16:17-21 “E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito! ¹⁸ E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se
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    106 lembrou Deus paralhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. E toda ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva, porque a sua praga era mui grande.” As leis humanas retirarão a proteção dos que guardam os mandamentos de Deus. Alguns do povo de Deus estarão nas prisões, outros refugiados nas solitárias florestas e montanhas. Próximo do início da sétima praga, os ímpios desejarão exterminar já de vez a “odiada seita”, quando se aproximar a data indicada no decreto de morte para poderem matar os santos. Maldizendo e zombando, multidões de ímpios se “precipitam sobre a presa” para exterminá-los. Neste momento, teremos os seguintes eventos, conforme descritos em A Grande Controvérsia, p. 608. O povo de Deus, nas prisões, e escondidos nas florestas e montanhas imploram pela proteção divina Quando os ímpios se precipitam sobre os santos, densa escuridão cai sobre a Terra O arco-íris brilha intensamente parecendo envolver os que oram As multidões iradas se detêm em pavor e contemplam o arco-íris O povo de Deus ouve uma voz clara e melodiosa A voz diz: “Olhai para cima” Eles contemplam o arco da promessa As nuvens negras se afastam e eles olham para o céu O povo de Deus contempla a glória de Deus e Jesus assentado no Seu trono Ouvem Jesus oferecer Sua petição ao Pai Ouvem a voz melodiosa e triunfante
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    107 O Espírito deProfecia descreve as vozes que são ouvidas durante o livramento do povo de Deus na sétima praga. Há duas vozes sem identificação, conforme abaixo. VOZES SEM IDENTIFICAÇÃO ANTES DO LIVRAMENTO DO POVO DE DEUS Essas vozes são sem identificação porque não podemos dizer ao certo quem as emitem. Ao contrário, nas duas vezes em que o Pai fala, temos o relato claro identificando que a voz procede de Deus. The Great Controversy, p. 636 “Pelo povo de Deus uma voz, clara e melodiosa, é ouvida, dizendo: “Olhe para cima”, e levantando seus olhos aos céus, eles contemplam o arco da promessa.” ... “Novamente uma voz melodiosa e triunfante é ouvida, dizendo: “Eles vêm! Eles vêm! Santos, inocentes e imaculados. Guardaram a Minha paciência; andarão entre os anjos”; e os pálidos e trementes lábios dos que mantiveram firme sua fé proferem um brado vitorioso.” Com pálidos e trementes lábios, os santos emitem um brado vitorioso É meia-noite Deus liberta Seu povo que estava nas prisões O Sol aparece brilhando em sua força Sinais e maravilhas se sucedem Os ímpios em terror contemplam a cena Os justos observam em contentamento os sinais de sua libertação As correntes de água deixam de fluir Nuvens negras e pesadas se chocam entre si Num espaço claro de glória vem a voz de Deus
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    108 Como o somde muitas águas, Ele diz: “Está feito” DOIS LIVRAMENTOS (OU LIBERTAÇÃO) – DUAS VOZES DE DEUS (PAI) A voz de Deus é ouvida duas vezes no tempo de angústia. A primeira voz causa o maior terremoto da História da Terra, liberta os presos que estavam sentenciados à morte e ressuscita os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo. Essa ressurreição traz (do túmulo) o povo de Deus de volta à vida mortal e completa com eles o número dos 144.000. O Grande Conflito, p. 521, 522 (627-629) “As pragas que sobrevieram ao Egito, quando Deus estava prestes a libertar Israel, eram semelhantes aos juízos mais terríveis e extensos que cairão sobre o mundo exatamente antes da libertação final no povo de Deus.” Como o texto fala de “libertação final”, podemos entender que se há uma libertação final, deve também haver uma libertação inicial. PRIMEIRA VOZ DE DEUS PODEROSO TERREMOTO Na primeira voz de Deus, acontece um grande terremoto, o maior de toda a História. Apocalipse 16:18 “E houve vozes e trovões e relâmpagos e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.” LIBERTAÇÃO DOS PRESOS A Grande Controvérsia, p. 608 “O povo de Deus – alguns nas celas das prisões, outros escondidos nos solitários retiros das florestas e montanhas – ainda implora pela proteção divina, enquanto em cada localidade grupos de homens armados, impelidos pelas hostes de anjos maus, estão se preparando para a funesta obra.”
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    109 A Grande Controvérsia,p. 609 “É à meia-noite que Deus manifesta Seu poder para a libertação de Seu povo. O Sol aparece brilhando em sua força. Sinais e maravilhas se sucedem rapidamente. Os ímpios contemplam com terror e espanto a cena, enquanto os justos observam com solene contentamento os sinais de sua libertação. Tudo na natureza parece fora de seu curso normal. As correntes de água cessam de fluir. Nuvens negras e pesadas surgem e colidem umas com as outras. Em meio dos tormentosos céus, vê-se um espaço claro de glória indescritível, donde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: “Está feito” (Apoc. 16:17). “Esta voz faz tremer os céus e Terra. Há um poderoso terremoto “como nunca tinha havido desde que há homens sobre a Terra; tal foi este tão grande terremoto”. (Apocalipse 16:18).” Essa voz é a voz de Deus, o Pai Antevendo a grande libertação que se avizinha, o Testemunho diz: A Grande Controvérsia, p. 606 “Os olhos de Deus, divisando através dos séculos, fixaram-se na crise que Seu povo deve enfrentar quando os poderes terrestres se arregimentarem contra ele. Como o exilado cativo, estarão temerosos da morte pela fome ou pela violência. Mas o Santo que dividiu o Mar Vermelho diante de Israel, manifestará Seu infinito poder libertando-o do cativeiro.” Note a expressão: “libertando-o do cativeiro”. Isaías 30:30 “E o Senhor fará ouvir a glória da sua voz e fará ver o abaixamento do seu braço, com indignação de ira, e a labareda do seu fogo consumidor, e raios, e dilúvio, e pedra de saraiva.” A Grande Controvérsia, p. 610 “Enormes pedras de granizo, cada uma “do peso de um talento”, estão fazendo sua obra de destruição. As mais soberbas cidades da Terra são postas abaixo. Os palácios senhoriais em que os grandes homens do mundo dispersaram suas riquezas a fim de se glorificarem, transformam-se em escombros diante de seus olhos. As paredes das prisões se racham, e o povo de Deus, que fora mantido em cativeiro por causa de sua fé, é libertado.”
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    110 Essa é aprimeira libertação, os presos são tirados de seu cativeiro e prisões. A voz de deus faz tremer os céus e a terra A glória do trono de deus resplandece no espaço celeste As montanhas se agitam como canas ao vento Há um bramido de tempestade O mar é fustigado com fúria É ouvido um som de furacão como vozes de demônios A terra inteira se altera, sua superfície é fragmentada Cadeias de montanhas afundam Ilhas povoadas desaparecem Os portos marítimos, que foram como Sodoma, são tragados pelas ondas revoltosas A grande babilônia vem à memória diante de deus Caem enormes pedras de granizo Os sepulcros se abrem RESSURREIÇÃO ESPECIAL A sétima praga começa com um grande terremoto mundial, dando ensejo à libertação dos presos e à ressurreição especial. O terremoto sacode a Terra e racha as paredes das prisões onde estão presos os santos de Deus; bem como abre os túmulos dos mortos em Cristo desde 1844/1848. Em seguida à libertação dos presos, acontece, então, outra gloriosa libertação. É a ressurreição especial dos santos - o livramento do poder da morte! Os túmulos se abrem e a voz de Deus, o Pai, ressuscita os mortos que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo para completar o número dos 144.000.
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    111 Primeiros Escritos, p.285 “As sepulturas foram abertas, e aqueles que haviam morrido na fé sob a terceira mensagem angélica, guardando o Sábado, saem de seus leitos de pó glorificados, para ouvir o concerto de paz que Deus faria com aqueles que guardaram a Sua lei.” The Great Controversy, p. 637 “As sepulturas são abertas, e “muitos dos que dormem no pó da terra” ressuscitam, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. (Dan. 12:2). Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados, para ouvir o concerto de paz de Deus com aqueles que guardaram Sua lei. “Até mesmo os que o traspassaram” (Apoc. 1:7), aqueles que zombaram e ridicularizaram das agonias da morte de Cristo, e os mais violentos opositores de Sua verdade e de Seu povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória e ver a honra concedida aos leais e obedientes.” Quem morreu na fé, sob a terceira mensagem angélica, ou seja, viveu e morreu nesse período = a partir de 1844 até o fim, há de ressuscitar na ressurreição especial, e fazer parte dos 144.000 ESPAÇO DE TEMPO ENTRE AS DUAS VOZES DE DEUS Antes que os 144.000 possam ouvir o concerto de paz, há um tempo de preparação e tribulação ainda aqui na Terra. 1. O concerto de paz não acontece logo que ocorre a ressurreição especial, pois há vários acontecimentos que são relatados nos Testemunhos, os quais ocorrem no espaço de tempo entre a ressurreição especial e o concerto de paz; 2. Assim como aconteceu com Moisés no monte antes de ver a glória de Deus, os 144.000 (o grupo todo) deverão ter que passar dias em preparação para “conversar com Deus” no concerto de paz.
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    112 Spiritual Gifts, v.3. p. 272 “Nem mesmo Moisés podia subir de uma vez ao monte, pois não podia imediatamente se aproximar tão perto de Deus e suportar as exibições de Sua glória. Durante seis dias ele se preparou para encontrar-se com Deus. Seus pensamentos e sentimentos comuns deveriam ser deixados de lado. Por seis dias, ele dedicou seus pensamentos a Deus e se santificou por meio da meditação e oração, antes que pudesse estar preparado para conversar com Deus.” É certo que há um espaço de tempo entre as duas vozes de Deus. Como sabemos? A Grande Controvérsia, p. 610 “Nuvens compactas ainda cobrem o céu; todavia o Sol as atravessa de quando em quando, aparecendo como o olhar vingador de Deus.” Significado de “de quando em quando” = ocasionalmente; de vez em quando. Esta expressão significa intervalo de tempo, ou seja, fala de algo que surge e desaparece, e depois mais adiante volta a surgir. Isso envolve transcurso (ou lapso) de tempo. Em meio às grossas nuvens que cobrem o céu, o Sol transpassa sua luz através delas, de vez em quando. Além disso, há também muitos outros acontecimentos que indicam um espaço de tempo depois da primeira voz de Deus, significando que o concerto de paz não se dá logo na primeira voz de Deus, mas somente na segunda voz. Nesse transcurso de tempo, a Inspiração nos diz que acontecem: Nuvens compactas ainda cobrem o céu O sol atravessa as nuvens de quando em quando Violentos relâmpagos riscam os céus Terrível ribombar do trovão Vozes misteriosas e terríveis declaram a perdição dos ímpios
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    113 OUTRAS VOZES DEPOISDO LIVRAMENTO INICIAL Depois do livramento dos presos e da ressurreição especial, ocorrem também outras vozes sem identificação, as quais declaram a perdição dos ímpios. A Grande Controvérsia, p. 610 “Acima do terrível ribombar do trovão, vozes misteriosas e terríveis declaram a perdição dos ímpios. As palavras proferidas não são compreendidas por todos, mas elas são distintamente compreendidas pelos falsos ensinadores.” Abertura nas nuvens Uma estrela com fulgor que aumenta quatro vezes mais que as trevas Os santos cantam o Salmo 46 Céus estrelados em contraste com firmamento negro A glória da cidade celestial irradia pelas portas entreabertas A LEI DE DEUS APARECE NO CÉU Salmos 50:6 “E os céus anunciarão a sua justiça, pois Deus mesmo é o Juiz.” A Grande Controvérsia, pp. 611-612 “Aparece então recortada contra o céu uma mão segurando duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra. Diz o profeta: “Os céus anunciarão a Sua justiça; pois Deus mesmo é o juiz.” Salmos 50:6. Aquela santa lei, a justiça de Deus, que em meio a trovões e labaredas foi proclamada do Sinai como guia da vida, é agora revelada aos homens como a regra do juízo. A mão abre as tábuas e assim são mostrados os preceitos do decálogo, traçados como que com pena de fogo. As palavras são tão claras que todos as podem lê-las. A memória é despertada, as trevas da superstição e heresia são varridas de cada mente, e os dez mandamentos divinos, breves, compreensivos e autorizados, são apresentados à vista de todos os habitantes da Terra.”
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    114 Maranatha, p. 286 “Notemplo será vista a arca do testamento, na qual foram colocadas as duas tábuas de pedra, nas quais está escrita a lei de Deus. Essas tábuas de pedra serão retiradas de seu esconderijo, e nelas serão vistos os Dez Mandamentos gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra que agora estão na arca do testamento serão um testemunho convincente da verdade e das reivindicações da lei de Deus.” Os ímpios entram em desespero Muito tarde, os ímpios veem que o Sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo OS 144.000 TÊM AFLIÇÕES DEPOIS DA RESSURREIÇÃO ESPECIAL Salmos 91:15 “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei.” Alguns dizem que a experiência dos 144.000 será diferente se os ressuscitados da ressurreição especial fizerem parte do grupo. Acerca disso, apresentamos o impactante texto do Espírito de Profecia que tira as dúvidas Veja.
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    115 * A qualvoz de Deus ela está se referindo? * Certamente à primeira voz, quando Deus liberta os presos e ressuscita os mortos na ressurreição especial. Seria totalmente sem sentido se fosse depois da segunda voz, pois depois da segunda voz de Deus não haverá mais aflição, porque já é o concerto de paz, com o libertamento final, e faltam poucos dias para a volta de Jesus. Podemos ver também que o texto traz uma evidência de que há duas vozes e do transcurso de tempo entre elas. Além disso, ela liga o acontecimento da voz com o grande terremoto. Esse terremoto é o que acontece quando há a ressurreição especial, quando os que morreram na mensagem do terceiro anjo saem para a vida mortal para passar pelo final do tempo de angústia. Quem ouve a voz de Deus? Todos os justos que estão vivos ouvem e entendem a voz de Deus. E o texto diz que eles estão em aflição. Como poderia alguém que ressuscitou glorificado estar em aflição? É devido à sua natureza mortal e para que todos tenham a mesma experiência sob o tempo de angústia. Podemos também perceber nesse manuscrito da Mensageira do Senhor que ela cita acontecimentos que ocorrem depois da primeira voz: o povo em desespero, o povo de Deus em aflição, as nuvens se chocam e escuridão. Depois ela cita a palavra “então”, o que nos leva a entender que há aí um certo espaço de tempo. Há uma diferenciação das duas vozes de Deus. Observe como o Testemunho descreve as duas vozes: 1ª voz: “... vem a voz de Deus, como som de muitas águas, dizendo: ‘Está feito’. (Apoc 16:17). Essa voz faz tremer os céus e a Terra.” A Grande Controvérsia, p. 609. 2ª voz: “A voz de Deus é ouvida desde o Céu, declarando o dia e a hora da volta de Jesus e comunicando o concerto eterno ao Seu povo.” A Grande Controvérsia, p. 613.
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    116 LIVRAMENTO FINAL A GrandeControvérsia, p. 601 “As pragas derramadas sobre o Egito quando Deus estava prestes a libertar Israel eram semelhantes em caráter àqueles mais intensos e terríveis juízos que devem cair sobre o mundo pouco antes do livramento final do povo de Deus.” Com a expressão “livramento final” o Espírito de Profecia nos mostra que, se há um livramento final é porque houve outro antes dele; daí que, estudando minuciosamente os Testemunhos, podemos concluir que há dois livramentos no tempo de angústia. O DECRETO DE MORTE AINDA ESTÁ EM VIGOR E os ímpios querem levar a cabo sua execução A Grande Controvérsia, p. 608 “Ao aproximar-se o tempo determinado no decreto, o povo conspirará para desarraigar a odiada seita. Ficará determinado que numa só noite será consumado o ataque decisivo, que silenciará completamente a voz de dissensão e reprovação. ... “Com brados de triunfo, zombaria e maldição, multidões de homens maus estão prestes a se precipitarem sobre a presa, quando, pois, uma densa escuridão, mais profunda do que as trevas da noite, cai sobre a Terra.” SEGUNDA VOZ DE DEUS CONCERTO DE PAZ ANÚNCIO DO DIA E HORA DA VOLTA DE JESUS Mateus 24:36 “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai.” Eventos Finais, p. 235 “Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto.” Maranata, p. 291
  • 117.
    117 “A voz deDeus é ouvida do Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e estabelecendo concerto eterno com Seu povo. Semelhantes a estrondos do mais forte trovão, Sua palavras ecoam pela Terra inteira.” A Grande Controvérsia, p. 613 “A voz de Deus é ouvida desde o Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e comunicando o eterno concerto ao Seu povo. Como os estrondos do mais poderoso trovão, Suas palavras ecoam através de toda a Terra. O Israel de Deus as ouve com o olhar fixo no alto. Seu semblante está iluminado com a Sua glória, brilhante como a face de Moisés quando desceu do Sinai. Os ímpios não podem olhar para eles. E quando é pronunciada a bênção sobre os que honraram a Deus pela observância de Seu sábado, há um retumbante brado de vitória.” Veja que é somente na segunda voz, quando Deus anuncia o dia e a hora da volta de Jesus que Ele faz o concerto eterno com os 144.000. Maranata, p. 287 “Os santos vivos, em número de 144.00, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Quem está vivo nesse momento? 1. Os santos vivos, em número de 144.000 2. Os ímpios julgaram que fosse um trovão ou terremoto No momento do concerto de paz podemos ver que há somente dois grupos de pessoas vivas – os 144.000 e os ímpios. Os santos que estão vivos são somente 144.000, não há mais nenhum outro santo vivo ali nesta cena; os outros vivos são os ímpios. Os demais santos, da grande multidão, ainda estão dormindo na sepultura, a serem ressuscitados somente quando Jesus aparecer. Uma vez que os que ressuscitam entendem a voz, pois a profecia diz que eles saem do túmulo para ouvir o concerto de paz, não teria sentido, Deus ressuscitá-los para ouvir e não entender o concerto de paz. E se eles ouvem e entendem é porque estão contados no que ela diz “em número de 144.000”. Portanto, esses que entendem a voz são todos parte integrante e contados como 144.000.
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    118 ESPÍRITO SANTO ÉCONCEDIDO NO CONCERTO DE PAZ Primeiros Escritos, p. 15 “Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés na descida do monte Sinai.” Maranata, p. 291 “O Israel de Deus está a ouvir, com os olhos fixos no alto. Os seus semblantes estão iluminados com a Sua glória, e brilham como o rosto de Moisés quando desceu do Sinai. Os ímpios não podem olhar para eles. E quando a bênção é pronunciada sobre aqueles que honraram a Deus guardando Seu Sábado santo, há um poderoso brado de vitória.” Primeiros Escritos, pp. 272, 273 “Uma gloriosa luz resplandecia sobre eles [os santos]. Quão belo era então o seu parecer! Todos os sinais de cuidados e cansaço haviam desaparecido, e viam-se de novo saúde e beleza em cada semblante. Seus inimigos, os ímpios em redor deles, caíram como mortos; não podiam suportar a luz que brilhava sobre os que haviam tido livramento e eram santos. Essa luz e glória permaneceram sobre eles, até que Jesus foi visto nas nuvens do céu, e o grupo fiel e provado foi, num momento, num abrir e fechar de olhos, transformado de glória em glória.” Face dos 144.000 fica iluminada na segunda voz A luz permanece nas faces até Jesus voltar Jó 34:20 “Eles, num momento, morrem; e, até à meia-noite, os povos são perturbados e passam, e os poderosos são tomados sem mão.” Testemunhos Seletos, v. 2, p. 321 “[Deus] sempre tem escolhido extremidades, ocasiões em que parecia não haver possibilidade de libertamento das operações de Satanás, para a manifestação de Seu poder.”
  • 119.
    119 ACONTECIMENTOS DESDE OCONCERTO DE PAZ ATÉ A VOLTA DE JESUS GLORIFICAÇÃO Primeiros Escritos, p. 15 “Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o resplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés na descida do monte Sinai.” É uma iluminação somente do rosto de todo o grupo dos 144.000. ACLAMAÇÃO DE VITÓRIA Primeiros Escritos, p. 15 “E quando se pronuncia a bênção sobre os que honraram a Deus, santificando o Seu sábado, há uma grande aclamação de vitória.” SINAGOGA DE SATANÁS Apocalipse 3:9 “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.” Testimonies for the Church, v. 6, p. 475 “Lembrai-vos de que quanto mais nos aproximamos do tempo da vinda de Cristo mais séria e firmemente devemos trabalhar; pois se opõe contra nós toda a sinagoga de Satanás. Não precisamos de excitação febril, mas daquela coragem que nasce da fé genuína.” O Desejado de Todas as Nações, 224 “Rejeitando a Cristo, o povo judeu cometeu o pecado imperdoável; e, recusando o convite da misericórdia, podemos cometer o mesmo erro; insultamos o Príncipe da vida, e O expomos à vergonha perante a sinagoga de Satanás e em face do Universo celeste, quando recusamos ouvir-Lhe os mensageiros, dando em vez disso atenção aos instrumentos de Satanás, que
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    120 querem arrebatar deCristo a alma. Enquanto uma pessoa fizer isso, não pode achar esperança de perdão, perdendo por fim todo desejo de se reconciliar com Deus.” 19LtMs, Ms 149, 1904 “‘Mas são a sinagoga de Satanás’. (Apocalipse 2:9). Aqui está uma advertência ao nosso povo, sobre as afirmações daqueles que afirmam ser judeus e não o são. Afirmam crer na verdade presente, quando trouxeram sentimentos que falsificaram a verdade, e misturaram de tal maneira essas pretensiosas e superiores crenças com a verdade que, por meio de suas errôneas suposições, a alma, em futuros testes e provas, abandonará o fundamento da fé por fábulas. Deus diz a todo homem: ‘Vigiai e orai, para que não entreis em tentação’. ( Marcos 14:38). Há uma classe que será proeminente, a qual desistirá da fé, e os espíritos sedutores das agências satânicas os vencerão por meio 'de tentações ilusórias’. É claramente afirmado sobre essa classe que eles reivindicam ‘ser judeus, e não o são, mas são da sinagoga de Satanás.’” (Apocalipse 2:9). O Cuidado de Deus, p. 341 “Enquanto a nuvem passava do Santíssimo para o Oriente, o que levou vários dias, a sinagoga de Satanás adorava prostrada aos pés dos santos.” A Word to the Little Flock, p. 12, 21.04. 1847 (carta ao irmão Eli Curtis) “Você pensa que os que adoram aos pés dos santos (Ap. 3:9) serão finalmente salvos. Aqui tenho que discordar de você; pois Deus me mostrou que essa classe era de adventistas professos que haviam caído, e ‘crucificaram para si mesmos o Filho de Deus, e o expuseram à ignomínia’. E na ‘hora da tentação’, que ainda está por vir, para mostrar o verdadeiro carácter de cada um, saberão que estão para sempre perdidos; e, tomados de angústia de espírito, prostrar-se-ão aos pés dos santos.” Enquanto os santos esperam pela volta de Jesus, agora já sabendo o dia e a hora da volta de Jesus, a sinagoga de Satanás adora a seus pés. ÓSCULO SANTO Primeiros Escritos, p. 15
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    121 “Os 144.000 estavamtodos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: “Deus, Nova Jerusalém”, e tinham uma estrela gloriosa que continha o novo nome de Jesus. Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram inertes ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós, que lavávamos os pés uns aos outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo; e adoraram a nossos pés.” O lava pés e o ósculo santo são umas das características distintivas da verdadeira igreja de Deus. GUERRA DO ARMAGEDOM A Grande Controvérsia, p. 627 “As espadas que deveriam sacrificar o povo de Deus são agora voltadas para o extermínio dos seus inimigos. Por toda a parte há conflito e derramamento de sangue.” Primeiros Escritos, p. 290 “Depois que os santos tiveram livramento pela voz de Deus, a multidão dos ímpios volveu sua ira de uns contra os outros. A Terra parecia ser inundada com sangue, e havia corpos mortos de uma extremidade dela a outra.” MATANÇA DE EZEQUIEL 9 Maranata, p. 300 “O sinal de livramento foi posto sobre aqueles “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem.” Agora sai o anjo da morte, representado na visão de Ezequiel pelos homens com armas destruidoras, aos quais é dada a ordem: ‘Matai velhos, mancebos, e virgens e meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis, e começai pelo Meu santuário. Diz o profeta: “E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa.” Ezequiel 9: 1-6. PRIMEIRA RESSURREIÇÃO Apocalipse 20:5
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    122 “Mas os outrosmortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.” Primeiros Escritos, p. 16 “Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem, envolto em labaredas de fogo. Olhou para as sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: “Despertai, despertai! despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!” Houve um forte terremoto. As sepulturas se abriram, e os mortos saíram revestidos de imortalidade.” 144.000 RECONHECEM OS AMIGOS Primeiros Escritos, p. 16 “Os 144.000 clamaram “Aleluia!” quando reconheceram os amigos que deles tinham sido separados pela morte, e no mesmo instante fomos transformados e arrebatados juntamente com eles para encontrar o Senhor nos ares.” VOLTA DE JESUS JUSTOS VIVOS SÃO TRANSFORMADOS Primeiros Escritos, p. 15 “Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma nuvenzinha aproximadamente do tamanho da mão de homem, a qual nós soubemos ser o sinal do Filho do homem.” O Grande Conflito, p. 645 “Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos” (I Cor. 15:51, 52). À voz de Deus foram eles glorificados; agora são tornados imortais e, com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares.” Justos vivos são transformados = todos os que estão vivos (incluindo os que ressuscitaram na ressureição especial, afinal eles estão vivos, não é?) À voz de Deus foram glorificados
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    123 Agora são tornadosimortais = quando Jesus volta Com os santos ressuscitados = junto com os da grande multidão São arrebatados ao Céu ACLAMAÇÃO DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS NA VOLTA DE JESUS JUSTOS: Isaías 25:9 “E, naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação, exultaremos e nos alegraremos. ” Primeiros Escritos, p. 16 “Todos os rostos empalideceram; e o daqueles a quem Deus havia rejeitado se tornaram negros. Todos nós exclamamos então: “Quem poderá estar de pé? Estão as minhas vestes sem mancha?” O Grande Conflito, pp. 646-650 “Os justos clamam, a tremer: ‘Quem poderá subsistir? Silencia o cântico dos anjos, e há um terrível silêncio. Ouve-se então a voz de Jesus dizendo: ‘A minha graça te basta.’ Ilumina-se a face dos justos, e a alegria enche todos os corações. E os anjos entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao aproximar-se ainda mais da Terra. ... A voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. ... E os que ouvirem viverão. ... Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: ‘Onde está, ó morte o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” 1 Coríntios 15:55. “Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação, exultaremos e nos alegraremos. ” “Quem poderá estar de pé? Estão as minhas vestes sem mancha?” “Quem poderá subsistir?”
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    124 ÍMPIOS: Apocalipse 6:16 “... ediziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro, porque é vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” A EXPERIÊNCIA DOS 144.000 A Grande Controvérsia, 621 “Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai.” “Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus a para o Cordeiro.” Apocalipse 14:1-5; 15:3. “Estes são os que vieram de grande tribulação” (Apocalipse 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois “lavaram os seus vestidos, a os branquearam no sangue do Cordeiro.” “Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis” diante de Deus. “Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia a de noite no Seu templo; a Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra." Apocalipse 7:15. Viram a Terra devastada pela fome a pestilência, o Sol com poder para abrasar os homens com grandes calores, a eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede. Mas nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, a lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.” Apocalipse 7:16, 17. O texto acima é muitas vezes mal compreendido, pois a mente quando fixada numa ideia preconcebida não percebe alguns aspectos do todo. Veremos agora, depois de todo o conjunto de verdades apresentado neste estudo, como todas as características citadas se aplicam também aos que ressuscitam na ressurreição especial. Assim, com estudo sério e desinteressado, podemos ver a aplicação harmônica de todas essas experiências aplicadas ao grupo completo dos 144.000 (os que não morrem + os que ressuscitam na ressurreição especial). 1. Vieram de grande tribulação: O grupo todo passa pela grande tribulação, alguns passam por todo o período desde a primeira praga; outros passam pela grande tribulação no sentido de que eles chegam num momento em que as pragas estão todas acumuladas na
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    125 época da sétima.Eles estarão vivendo na terra naquele momento em que a profecia diz que “haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (Daniel 12:1). Sendo assim, se pode dizer que todos eles vieram de grande tribulação. 2. Passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação: “A hora mais negra da luta da igreja com os poderes do mal, é a que imediatamente precede o dia do seu livramento final. Mas ninguém que confie em Deus precisa temer; pois quando “o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro”, Deus será para a Sua igreja como “um refúgio contra a tempestade”. Isaías 25:4.” Profetas e Reis, p. 725. Da mesma forma como foi mencionado na diretriz anterior, o grupo todo estará vivendo na hora mais negra da história da Terra. Todos eles passarão por essa experiência de luta. 3. Suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó: Todos os 144.000 (os que não morrem + os que ressuscitam na ressurreição especial) passarão pela angústia de Jacó, cujos principais motivos são a incerteza do perdão dos pecados (se foram todos confessados) e o medo da morte, pois o decreto ainda estará em vigor até o livramento final. Mesmo depois que a voz de Deus liberta os cativos, eles terão a angústia de Jacó (tortura mental por não ter a certeza se confessaram todos os pecados). A angústia só acaba quando Deus faz o concerto de paz com eles. 4. Permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus: Uma vez que Jesus já terá deixado o lugar santíssimo e não mais intercede pelos pecadores, e os 144.000 estarão sem pecados, eles estarão vivendo à vista do Pai, sem mediador, mesmo os que ressuscitam na ressurreição especial. Todos passarão por essa experiência. 5. Lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro”: Cuidado de Deus, p. 182 “Esperamos chegar afinal ao Céu e unir-nos ao coro celestial? Justamente como vamos para a sepultura haveremos de ressurgir, no que toca ao caráter. ... Agora é o tempo de lavar e passar a ferro. É tempo de lavar nossas vestes e branqueá-las no sangue do Cordeiro. ...”
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    126 Todos os 144.000certamente passarão por essa experiência. Todos os pecados terão sido abandonados e confessados; lavados, portanto, no sangue do Cordeiro. 6. Na sua boca não se achou engano (astúcia); são irrepreensíveis: O caráter santificado dos 144.000 possibilita que tenham a doutrina pura, sem engano; além disso eles são perfeitos à vista de Deus (irrepreensíveis). 7. Servem a Deus no Seu templo de dia e de noite: Essa é a experiência dos 144.000 no templo, uma característica da igreja de Filadélfia. Apocalipse 3:12 “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.” No livro Primeiros Escritos, página 15, a profetisa relaciona essas características dos 144.000 com as da igreja de Filadélfia. 8. Viram a Terra devastada pela fome e pestilência: Early Writings, p, 56 “Vi que se os santos tivessem alimento armazenado por eles ou no campo no tempo de angústia, quando espada, fome e pestilência estão na terra, isso seria tomado deles por mãos violentas e estranhos ceifariam os seus campos.” Durante o tempo de angústia haverá fome e pestilência, que perdurarão até o fim; assim todos os 144.000 contemplarão essas desgraças, mesmo depois da ressurreição especial. 9. O Sol com poder para abrasar os homens com grandes calores: Como as pragas são acumulativas, os ressuscitados da ressurreição especial também verão os efeitos do Sol queimando os habitantes da Terra, pois quando eles ressuscitam, ainda serão vistos os efeitos dessa terrível praga. 10. Suportaram o sofrimento, a fome e a sede: Durante muitos dias ainda depois da ressurreição especial, os 144.000 passarão na Terra, em meio a todas as calamidades que estarão ocorrendo. Pão e água foi prometido, porém também é dito que eles passam fome e sede; se isso é válido para os que não morrem, também é válido para os que
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    127 ressuscitam na sétimapraga, uma vez todos eles têm ainda alguns dias a passarem nesta Terra desolada pelas sete pragas. Lembre-se que o Espírito de Profecia diz que “Depois que o povo ouviu a voz de Deus, eles estão em desespero e em dificuldade qual nunca houve desde que houve nação, e nisso o povo de Deus sofrerá aflição.” Manuscript 81, 1886. Essa voz só pode ser a primeira voz de Deus, pois na segunda voz já é o libertamento final, e depois disso não haverá mais angústia. Quem pode garantir que todos os santos vivos não passarão fome nesse tempo? O pão e água fornecidos será apenas para a manutenção da vida, não para abastança. No espaço de tempo entre as duas vozes do Pai, será o tempo de maior angústia para o povo de Deus, porque o decreto de morte ainda estará em vigor, e os ímpios com toda a fúria que Satanás lhes impõe, arremessam sobre os santos para os matar. Essa fúria assassina somente cessará pela intervenção divina na segunda voz. 11. Nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles: Esta é a grandiosa promessa de Deus para os que verão o Sol abrasar os homens. Embora as nossas Bíblias digam “calma alguma cairá sobre eles”, não é assim na King James. Apocalipse 7:16 (KJV) “Nem arderá o sol sobre eles, nem qualquer calor.” Isaías 49:10 (KJV) “Eles não terão fome nem sede, nem calor e nem o sol os afligirá, porque Ele tem tido misericórdia deles e os conduzirá, pelas fontes de águas Ele os guiará.” 12. O Cordeiro será seu guia, Deus limpará toda a lágrima: São promessas maravilhosas que se aplicam a todos os salvLos.
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    128 OBRA MÉDICO-MISSIONÁRIA EOS 144.000 Lucas 9:2 “E enviou-os a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos.” Counsels on Health, p. 533 “Desejo dizer-vos que em breve nenhuma obra será realizada em linhas ministeriais, a não ser a obra médico-missionária.” Counsels on Health, p. 248 “A obra de nossos sanatórios deve ajudar a completar o número do povo de Deus.” A DIETA DOS 144.000 A reforma de saúde foi dada ao povo de Deus como um instrumento de auxílio no aperfeiçoamento do caráter e na preparação para os eventos finais e a trasladação. O remanescente precisa ter o corpo, a mente e o espírito purificados para esse glorioso evento. GORDURA ANIMAL Há quem interprete equivocadamente textos do Espírito de Profecia com relação ao regime alimentar dos 144.000. Vejamos alguns desses textos. Conselhos sobre Saúde, p. 115 “Frutas, cereais e verduras, preparados de maneira simples, livres de especiarias e gordura animal de qualquer espécie, fazem com leite ou nata, o mais saudável regime dietético.” Veja o texto original:
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    129 Conselhos sobre oRegime Alimentar, p. 355 (1869) “Cereais e frutas, preparados sem gordura animal, e da forma mais natural possível, deveriam ser o alimento para as mesas de todos os que professam estar-se preparando para a trasladação ao Céu.” Veja o texto original: Note que quando a irmã White transmitiu esse testemunho, em 1905, sua família ainda consumia leite e nata. Observe os dois textos acima; em ambos, a mensageira do Senhor usa a palavra “grease”, cuja tradução é graxa, gordura animal. O texto do CSRA, p. 355, infelizmente foi traduzido nas publicações da igreja por “gordura”, possibilitando a alguns entenderem que se trata de todo tipo de gordura (inclusive a vegetal). No entanto, ela está se referindo somente à gordura animal. Com relação ao texto de Conselhos sobre Saúde, p. 115, como ela poderia dizer que era para eliminar todas as gorduras, se logo a seguir diz que misturar com leite e nata ficaria saudável? Ela não pode se contradizer no mesmo texto, pois nata é gordura animal. Isso indica que ela estava se referindo à forma de preparo do alimento, quando não se deveria usar gordura animal para prepará-lo. A seguir, alguns textos do Espírito de Profecia sobre “grease” (gordura animal). Manuscript Releases, v. 4, p. 38 “Eles comem gordura de porco e isso nós não podemos tocar....” (They eat pork grease and this we could not touch....) PH 123
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    130 “Uma dieta nutritivanão consiste em comer carne, manteiga, condimentos, e gordura animal. Frutas, vegetais e grãos Deus os fez crescer para benefício do homem. Esses são de fato a gordura da terra, e se esses artigos de comida forem preparados de maneira a preservar seu gosto natural, tanto quanto possível, eles são tudo o que nossos desejos requerem.” 5MR 381 “Ele (Dr. Jackson) não coloca manteiga ou sal sobre sua mesa, nenhuma carne ou qualquer tipo de gordura animal (grease).” Os dois últimos textos anteriores, citados acima, estão em um panfleto (PH), escrito por Ellen White, com o título “Gordura na Dieta”. Vemos que a profetisa entendia “grease” como uma gordura diferente de manteiga e carne, indicando que seria a banha de porco, comumente usada na preparação dos alimentos. Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 323 “Não cremos que batatas fritas sejam saudáveis, pois há mais ou menos gordura animal (grease) ou manteiga usada no seu preparo.” Por tudo o que foi exposto, podemos concluir que, quando ela se refere a “grease”, ou “gordura de qualquer espécie”, está se referindo àquela gordura animal usada para cozinhar. AZEITE DE OLIVA Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 349 “O óleo das azeitonas corrige a constipação, e para os tuberculosos e os que sofrem de inflamação e irritação do estômago, ela é melhor do que qualquer medicamento. Como alimento, é melhor do que qualquer gordura de segunda mão, de origem animal.” Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 359 “O azeite, comido na oliva, é muito preferível à gordura animal.” O PLANO DIETÉTICO DE DEUS PARA OS 144.000: Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 380
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    131 “Tem-me sido repetidamentemostrado que Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original – que o homem subsista com os produtos naturais da terra.” Em 1867, ela já dava este conselho aos irmãos que estavam se preparando para a trasladação. Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 33 “Para que estejam em condições para a trasladação o povo de Deus deve conhecer a si mesmo. Precisa compreender, com respeito a sua estrutura física, que podem como o salmista, exclamar: “De modo terrível e tão maravilhoso fui formado! Salmos 139:14.” Conselhos sobre o Regime alimentar, p. 380 “Verduras, frutas e cereais devem constituir nosso regime. Nem um grama de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural. Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem.” Vemos que o regime original a que Deus quer levar os que estão se preparando para a trasladação é o regime vegetariano, que o homem possa comer sem carne. O designío de Deus é que Seu povo pratique a dieta mais natural possível, utilizando os produtos saudáveis que a natureza oferece. Desde 1844, o verdadeiro povo de Deus está se preparando para a trasladação, praticando a reforma de saúde com equilíbrio, sem fanatismos ou extremos, de maneira a glorificar a Deus. CONCLUSÃO Chegando ao fim desta jornada de estudos, vimos que muita luz brilhou em nosso caminho desde a primeira apresentação que fizemos deste assunto, até chegarmos ao entendimento amplo e harmônico de agora. Louvamos a Deus por Sua misericórdia e bondade. Vimos que Deus dá Suas verdades a um grupo especial, aos que estão se preparando para o dia do Senhor. Ele abriu Seus tesouros aos que estão prontos a compreender aquilo que Ele quer mostrar, sem que se apeguem a conceitos de raciocínio meramente humanos. Vimos que a mensagem de selamento está em andamento desde 1844, com o cumprimento da profecia das 2.300 tardes e manhãs, em conjunto com
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    132 a expiação queJesus faz no Santuário celestial e com a pregação das três mensagens angélicas. Ao nos apropriarmos pela graça à justiça de Cristo, podemos nos regozijar por ter a doutrina pura, que tem Jesus como centro de toda a mensagem de selamento. Ele é o Senhor de tudo, nosso ajudador, consolador e Salvador absoluto. Com a terceira mensagem angélica temos a convicção de que ela é a mensagem de transladação para todos os que viveram e vivem desde 1844 sob esse estandarte. Vimos que o selamento não foi adiado, ele está atrasado, devido à indolência do próprio professo povo de Deus. O selamento já devia ter acabado, Jesus voltado e os santos julgando, juntamente com Cristo no Céu. Desde sua primeira visão, a irmã White esteve a dar mensagens que mostram o pensamento original dos pioneiros adventistas, de que o selamento estava já em andamento desde aquele tempo em que eles viviam. Os pioneiros adventistas pregavam no Bible Institute o que era verdade presente para eles. Segundo a Mensageira do Senhor, “o que era verdade então, é verdade hoje (1896)”. Assim deve ser também em 2024 e até o fim. Mais que se preocupar com a quantidade (144.000), devemos ter em mente e nos esforçar para atingir o caráter necessário para receber o selo de Deus. Mesmo que o número dos selados fosse 1.000 vezes maior (cento e quarenta e quatro milhões), sem o caráter que a lei de Deus requer, ainda assim não haveria chance de selamento. Pudemos ver vários textos que mostram que os que ressuscitam na ressurreição especial voltarão à vida mortal no início da sétima praga, passarão pelas cenas finais com as pragas acumuladas, verão a desolação da Terra e a fúria dos ímpios para matá-los, porém não passarão pela morte (do decreto), e assim, quando Jesus voltar, estrarão vivos e serão transformados e trasladados a encontrar o Senhor nos ares. Na memória de Deus é como se eles nunca tivessem morrido, pois Deus é Deus de vivos e não de mortos. A imortalidade é somente na volta do Senhor Jesus. Os santos, porém, enquanto ainda estiverem aqui na Terra, terão somente o rosto glorificado, aguardando a volta do Senhor, quando, então, receberão um corpo glorioso, como o do Mestre. Os Testemunhos nos mostraram que haverá somente duas classes de pessoas vivas quando Jesus voltar – os 144.000 em número e os ímpios. Todos os santos vivos são representados por Elias e Enoque, enquanto os santos que dormem, os da primeira ressurreição, são representados por Moisés. Vimos que Deus falará duas vezes: no livramento inicial e no concerto de paz (livramento final).
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    133 Com regozijo vimosque a irmã White tinha esperança de ser um dos 144.000, sentimento que também se estende a nós. Mesmo que venhamos a morrer, podemos ter a esperança de fazer parte daquele grupo predito em Apocalipse 14:13: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.” Extraído dos Testemunhos, desenrolou-se diante de nós o relato dos acontecimentos durante a sétima praga, para os quais é nossa atenção dirigida, em obediência ao que Deus inspirou a profetisa a nos dizer, para “estudar o derramamento da sétima praga.” Concluímos com o chamado para a obra médico-missionária, e a dieta dos 144.000, puramente vegetariana. Enfim, tentamos mostrar e conclamar nossos irmãos e irmãs para que possamos, com a graça de Deus, estudar e aceitar aquilo que o Senhor já mostrou lá no passado para os nossos pioneiros dos primeiros 50 anos, incluindo a irmã White. Nosso desejo é que haja um exame sincero dos textos apresentados; que sejam examinados com o coração ardente de buscar a verdade com a tesouros escondidos. Que haja de fato uma busca pelo que já foi revelado, sem interposição de conjecturas humanas, e assim, possamos ser santificados pela verdade, pois nosso Senhor Jesus falou que somente a verdade santifica. Qualquer outra coisa que não seja verdade não será capaz de nos santificar. Desejo a todos os que estudarem este assunto uma rica chuva de bênçãos na paz e no amor do Senhor Jesus, nosso amorável Salvador, “em quem também vós confiastes, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1:13, KJV). ********** Notas: - Versão da Bíblia: Almeida Revista e Corrigida; King James Bible 1611. - Todos os grifos foram acrescentados. - Ao se constatar divergências nas traduções oficias, muitos dos textos citados neste estudo foram extraídos e traduzidos diretamente das publicações em inglês, a fim de expressar mais fielmente o que foi escrito pelos autores.
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