O Nordeste e seus contrastes socioeconômicos
O dinamismo econômico da Zona da Mata Sub-região mais importante do Nordeste. Nela concentram-se diferentes segmentos da atividade industrial. A exploração do petróleo favoreceu a instalação de indústrias petroquímicas. Fatores que contribuíram para a maior industrialização da Zona da Mata: Grande mercado consumidor. Rede de transportes mais bem estruturada que nas outras sub-regiões.
Porto de Galinhas - Pernambuco
As atividades primárias na Zona da Mata e no Agreste Zona da Mata : Latifúndios  Monocultores (cana-de-açúcar, fumo e cacau); Produção destinada à exportação ou à  indústria; Agreste: Pequenas e médias  propriedades –  policultura (mandioca, feijão, milho e  hortaliças); Produção destinada ao mercado interno  (principalmente a Zona da  Mata)
 
SUDENE Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste. Concedia incentivos financeiros para empresas que pretendiam investir na indústria e agropecuária nordestinas. Beneficiava a minoria influente da região. Foi extinta por denúncias de corrupção. Foi recriada em 2002 com o nome de ADENE.
SUDENE Em maio de 2001, o governo federal decidiu pela extinção da SUDENE, tendo em vista problemas de corrupção que resultaram no desvio de R$ 1,7 bilhão. Os funcionários da antiga superintendência foram destinados a outras instituições federais e os planos, suspensos até que as análises demonstrem sua lisura.  Termina, assim, a mais antiga superintendência, criada em 1959 pelo governo de Juscelino Kubitchek de Oliveira. No decorrer desses 42 anos, sua atuação sempre foi discutida e sua principal função, que era resolver os problemas trazidos pelas secas e apoiar o desenvolvimento do Nordeste, nunca foi cumprida plenamente.
A agropecuária no Sertão Pecuária bovina praticada na forma extensiva. Criação de caprinos, que são mais resistentes ao semi-árido. Agricultura é praticada em todo o sertão em pequenas propriedades e com técnicas tradicionais para subsistência, destacam-se (milho, feijão, arroz e mandioca). Há também lavouras comerciais (algodão arbóreo, soja irrigada) destinadas ao mercado externo e à indústria.
FRUTICULTURA IRRIGADA OÁSIS agrícolas; Produção de uva, melão, manga, maracujá e goiaba, entre outras frutas. As estiagens beneficiam a lavoura, já que as chuvas favorecem a proliferação de moscas, fungos e lagartas. A fruticultura desponta como um dos setores mais promissores da economia do Nordeste.
A falta de água na vida do sertanejo A escassez de chuva prejudica muito mais os pequenos proprietários que constituem a maioria dos produtores rurais. Para os grandes proprietários do sertão, o clima semi-árido nem sempre é um obstáculo, para muitos deles é um aliado (como na fruticultura). Eles usam sistemas de irrigação abastecidos por poços e açudes. Como este problema poderia ser resolvido?
A “indústria” da seca Em períodos de seca o governo federal libera verbas para amenizar os problemas do Nordeste. Estas verbas muitas vezes são desviadas ou beneficiando políticos e empresários da região, nunca os que realmente precisam.  DNOCS – Departamento Nacional de obras contra a seca. Desenvolve obras que nunca resolvem por completo o problema, como por exemplo as frentes de trabalho (veja página 95).
Meio-Norte: economia em expansão Atividade extrativa vegetal (carnaúba e babaçú). Criação extensiva de gado bovino; Arroz de várzea nas margens dos principais rios (Maranhão); Nas áreas mais secas (mandioca, milho e algodão); Soja nas áreas de cerrado (alta tecnologia); Após o Corredor de exportação Norte e do complexo portuário e industrial de São Luís  aumentaram as exportações.
Os contrastes na distribuição populacional A população nordestina está irregularmente distribuída; A zona da mata é a mais populosa das sub-regiões, onde vivem 40% dos nordestinos; O número de migrações das outras sub-regiões para a Zona da Mata é muito grande, sobretudo do Sertão. Estas migrações causam o crescimento desordenado da Zona da Mata, a formação de periferias com moradias precárias e às vezes sem nenhum tipo de infra-estrutura básica.
Os retirantes – Cândido Portinari
Nordeste: uma região com grande potencial Instalação de novas indústrias devido ao baixo custo da mão-de-obra e dos incentivos fiscais; O setor agrícola tem crescido com a irrigação, fruticultura, soja nas áreas de cerrado, etc. Turismo cresce cada vez mais na região; O Ceará, segundo pesquisa do IBGE de 2000, é o estado que mais está crescendo no Brasil. No entanto, a concentração de renda ainda é muito grande.
FIM

O nordeste

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    O Nordeste eseus contrastes socioeconômicos
  • 2.
    O dinamismo econômicoda Zona da Mata Sub-região mais importante do Nordeste. Nela concentram-se diferentes segmentos da atividade industrial. A exploração do petróleo favoreceu a instalação de indústrias petroquímicas. Fatores que contribuíram para a maior industrialização da Zona da Mata: Grande mercado consumidor. Rede de transportes mais bem estruturada que nas outras sub-regiões.
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    Porto de Galinhas- Pernambuco
  • 4.
    As atividades primáriasna Zona da Mata e no Agreste Zona da Mata : Latifúndios Monocultores (cana-de-açúcar, fumo e cacau); Produção destinada à exportação ou à indústria; Agreste: Pequenas e médias propriedades – policultura (mandioca, feijão, milho e hortaliças); Produção destinada ao mercado interno (principalmente a Zona da Mata)
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  • 6.
    SUDENE Superintendência parao Desenvolvimento do Nordeste. Concedia incentivos financeiros para empresas que pretendiam investir na indústria e agropecuária nordestinas. Beneficiava a minoria influente da região. Foi extinta por denúncias de corrupção. Foi recriada em 2002 com o nome de ADENE.
  • 7.
    SUDENE Em maiode 2001, o governo federal decidiu pela extinção da SUDENE, tendo em vista problemas de corrupção que resultaram no desvio de R$ 1,7 bilhão. Os funcionários da antiga superintendência foram destinados a outras instituições federais e os planos, suspensos até que as análises demonstrem sua lisura. Termina, assim, a mais antiga superintendência, criada em 1959 pelo governo de Juscelino Kubitchek de Oliveira. No decorrer desses 42 anos, sua atuação sempre foi discutida e sua principal função, que era resolver os problemas trazidos pelas secas e apoiar o desenvolvimento do Nordeste, nunca foi cumprida plenamente.
  • 8.
    A agropecuária noSertão Pecuária bovina praticada na forma extensiva. Criação de caprinos, que são mais resistentes ao semi-árido. Agricultura é praticada em todo o sertão em pequenas propriedades e com técnicas tradicionais para subsistência, destacam-se (milho, feijão, arroz e mandioca). Há também lavouras comerciais (algodão arbóreo, soja irrigada) destinadas ao mercado externo e à indústria.
  • 9.
    FRUTICULTURA IRRIGADA OÁSISagrícolas; Produção de uva, melão, manga, maracujá e goiaba, entre outras frutas. As estiagens beneficiam a lavoura, já que as chuvas favorecem a proliferação de moscas, fungos e lagartas. A fruticultura desponta como um dos setores mais promissores da economia do Nordeste.
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    A falta deágua na vida do sertanejo A escassez de chuva prejudica muito mais os pequenos proprietários que constituem a maioria dos produtores rurais. Para os grandes proprietários do sertão, o clima semi-árido nem sempre é um obstáculo, para muitos deles é um aliado (como na fruticultura). Eles usam sistemas de irrigação abastecidos por poços e açudes. Como este problema poderia ser resolvido?
  • 11.
    A “indústria” daseca Em períodos de seca o governo federal libera verbas para amenizar os problemas do Nordeste. Estas verbas muitas vezes são desviadas ou beneficiando políticos e empresários da região, nunca os que realmente precisam. DNOCS – Departamento Nacional de obras contra a seca. Desenvolve obras que nunca resolvem por completo o problema, como por exemplo as frentes de trabalho (veja página 95).
  • 12.
    Meio-Norte: economia emexpansão Atividade extrativa vegetal (carnaúba e babaçú). Criação extensiva de gado bovino; Arroz de várzea nas margens dos principais rios (Maranhão); Nas áreas mais secas (mandioca, milho e algodão); Soja nas áreas de cerrado (alta tecnologia); Após o Corredor de exportação Norte e do complexo portuário e industrial de São Luís aumentaram as exportações.
  • 13.
    Os contrastes nadistribuição populacional A população nordestina está irregularmente distribuída; A zona da mata é a mais populosa das sub-regiões, onde vivem 40% dos nordestinos; O número de migrações das outras sub-regiões para a Zona da Mata é muito grande, sobretudo do Sertão. Estas migrações causam o crescimento desordenado da Zona da Mata, a formação de periferias com moradias precárias e às vezes sem nenhum tipo de infra-estrutura básica.
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    Os retirantes –Cândido Portinari
  • 15.
    Nordeste: uma regiãocom grande potencial Instalação de novas indústrias devido ao baixo custo da mão-de-obra e dos incentivos fiscais; O setor agrícola tem crescido com a irrigação, fruticultura, soja nas áreas de cerrado, etc. Turismo cresce cada vez mais na região; O Ceará, segundo pesquisa do IBGE de 2000, é o estado que mais está crescendo no Brasil. No entanto, a concentração de renda ainda é muito grande.
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