Biblioteca Escolar abril / junho 2017
desenvolvimento das múlti-
plas literacias (da leitura, da
informação, dos media ... ;
3. Demonstrar que a biblio-
teca escolar pode ser um
aliado na promoção do
trabalho colaborativo;
4. Demonstrar que a biblio-
teca escolar pode desem-
penhar um papel decisivo
na criação de hábitos de
leitura, assente no princípio
de que o hábito de ler cria
predisposição para a leitu-
ra.
Serão, pois, seis as áreas de
intervenção prioritária defini-
das no plano de ação da bibli-
oteca escolar para os próxi-
mos 4 anos, cumprindo os
seguintes objetivos: melhoria
das instalações das bibliotecas
escolares, estabilização e
formação dos recursos hu-
manos a ela afetos, melhoria
da sua organização e funcio-
namento, implementação de
um plano de desenvolvimen-
to das literacias, promoção
do trabalho colaborativo e
partilha de recursos e ativida-
des.
Boas férias e boas leituras!
Mais um ano letivo que chega
ao fim! Altura para a indispen-
sável reflexão sobre o trabalho
realizado. Contudo, mais do
que uma avaliação quantitativa
importará fazer uma reflexão
ampla, profunda e implicada
sobre a educação, em geral, e
as bibliotecas escolares, em
particular, que ultrapasse o seu
carácter instrumental e assumir
definitivamente que o trabalho
dos professores contém uma
vertente moral, uma vertente
emocional e uma vertente polí-
tica. A componente moral
“implica a distinção entre as me-
lhores e as piores tomadas de
decisão, em vez das corretas e
das erradas” (Hargreaves,
1995). As emoções são um
aspeto fundamental do trabalho
dos professores, fazendo do
ensino uma vocação apaixona-
da, e “quer sejam positivas ou
negativas, todas as organizações,
especialmente as escolas, estão
cheias delas” (idem). A dimen-
são política do trabalho dos
professores, ainda que muitas
vezes surja disfarçada sob a
capa de questões técnicas ou
morais, manifesta-se na sua
atitude crítica para com uma
agenda instrumentalista e
redutora. Talvez não seja
despropositado relembrar o
que Hamachek (1999) escre-
veu a propósito da importân-
cia da reflexão e do autoco-
nhecimento dos professores
no seu comportamento pro-
fissional: “Conscientemente,
ensinamos o que sabemos; in-
conscientemente, ensinamos
quem somos”.
Assim sendo, num agrupa-
mento de escolas que pro-
mova a reflexividade e o tra-
balho colaborativo como
forma de atingir uma educa-
ção de qualidade são quatro
os desafios que se colocam à
biblioteca escolar:
1.Demonstrar que a bibliote-
ca escolar pode ser um
aliado no desenvolvimento
dos projetos, sejam eles
sobre literatura, línguas,
comunicação ou arte;
2.Demonstrar que a Bibliote-
ca pode ser um aliado na
utilização das Tecnologias
de Informação e Comunica-
ção e na utilização educati-
va dos novos espaços virtu-
ais de aprendizagem no
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N E S T A E D I Ç Ã O :
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P A L A V R A S E M
M O V I M E N T O — E B
D O S L E Õ E S
2
P R O J E T O
“ A P R E N D E R C O M
A B I B L I O T E C A
E S C O L A R ”
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I N Ú T I L ”
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Ç Õ E S 1 4
AGRUPAMENTODEESCOLAS
DR.GINESTALMACHADO
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D
estrava Línguas de Luísa Ducla Soares foi o livro escolhido para os alunos do
1º ano. Foi com muito entusiamo que os alunos aprenderam a dizer algumas
lengalengas com batimentos e movimentos rítmicos e usando também alguns
instrumentos musicais.
N
o início do mês de maio, os alunos do 2º ano visionaram e leram a
história “O Elefante Cor- de-Rosa” de Luísa Dacosta. Recontaram o
conto, construíram elefantes em cartolina, moldaram elefantes com
barro e desenharam o planeta dos elefantes Cor-de-Rosa.
P A L A V R A S E M M O V I M E N T O N A E B D O S L E Õ E S
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A
s turmas do 3º ano exploraram algumas histórias do livro “ Trinta por uma
linha” de António Torrado.
Foram distribuídas quatro histórias cortadas em pedaços que os alunos ti-
veram de reconstruir e ler. Foi com entusiasmo, alegria e muito divertimento que os
vários grupos recontaram e dramatizaram as histórias aos colegas. Por último tive-
ram de descobrir o título original de cada história.
C
om muito entusiasmo e bastante divertimento, também os alunos do 4ºano le-
ram e dramatizaram uma das peças do livro de António Torrado “Teatro às três
pancadas” – Serafim e Malacueco na corte do rei escama.
P A L A V R A S E M M O V I M E N T O N A E B D O S L E Õ E S
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O
ito meses depois de termos iniciado o pro-
jeto "Aprender com a Biblioteca Escolar" com
a turma F do 8º ano e a disciplina de Cidada-
nia lecionada pela diretora de turma, a professora Sa-
ra Sacramento, chegou o momento de os alunos apre-
sentarem os seus trabalhos.
Este projeto, que resultou na aplicação do referencial
"Aprender com a Bi-
blioteca Escolar",
procurou aliar a aplicação das TIC no processo de ensino e apren-
dizagem levando os alunos a pesquisarem, selecionarem e trata-
rem a informação e
construírem apresenta-
ções em PowerPoint e
quizz de avaliação dos trabalhos através do Kahoot!
A
o longo de muitas aulas, os alunos estudaram
temas como a educação sexual, as DST a educa-
ção para os Media ou os direitos do consumidor
e, finalmente, a partir do dia 19 de maio começaram a
mostrar toda a informação que recolheram e a testar se essa informação foi apreendida pelos cole-
gas que responderam aos quizz usando os tablets recentemente adquiridos pela Biblioteca.
Como habitualmente, sempre que as TIC chegam à sala de aula, momentos de entusiasmo e a
concentração foram muitos pois todos querem ficar classificados em 1º lugar.
P R O J E T O " A P R E N D E R C O M A B I B L I O T E C A E S C O L A R "
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N
o dia 3 de maio, pelas 10h30, teve lugar no
auditório da Escola Secundária Dr. Ginestal
Machado a conferência “A utilidade do inútil”,
proferida pela professora Vera Vicente, professora de
Filosofia do Ensino Secundário.
Da numerosa assistência presente, faziam parte algu-
mas turmas do 11º ano de Artes e de Ciências e Tecno-
logias e uma turma de 12º ano de Artes do Espetáculo,
para além, naturalmente, de alguns professores.
C O N F E R Ê N C I A “ A U T I L I D A D E D O ( I N ) Ú T I L ”
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C
om a mestria, sapiência e sagacidade que se
lhe reconhece, a professora Vera Vicente come-
çou por clarificar os conceitos de utilidade e
inutilidade e a ambiguidade que os caracteriza, para
depois centrar a sua intervenção sobre a utilidade das
artes habitualmente consideradas inúteis por não esta-
rem ligadas a uma aplicação prática ou à ideia de lucro,
como é o caso da pintura, da literatura ou da filosofia.
A
conclusão final foi, naturalmente, que aquilo que é frequentemente considerado co-
mo inútil é, na verdade, essencial, logo, útil, à ciência e à tecnologia, ao progresso e
bem-estar, enfim, à felicidade humana.
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C
om a aproximação do final do ano letivo
chega a altura de mostrar a escola e a
oferta educativa de ensino secundário do
agrupamento aos alunos do 9º ano de outras
escolas. Para além de ouvirem e verem a histó-
ria a partir do YouTube, os alunos construíram,
ainda, corações de namorados com os quais or-
ganizaram uma exposição à entrada da Bibliote-
ca.
A
ssim, no dia 16 de maio tivemos a visi-
ta dos alunos da Escola Básica de Alca-
nede e da Escola Básica de Pernes, am-
bas pertencentes ao Agrupamento de Escolas D.
Afonso Henriques. No dia 1 de junho foi a vez
dos alunos do 9º ano da Escola Básica Alexandre
Herculano.
P
ara além de ficarem a conhecer a biblio-
teca da Escola Secundária Dr. Ginestal
Machado, os alunos, divididos em pe-
quenos grupos, tiveram a oportunidade de ace-
der a um mini-guia do utilizador em 211 pala-
vras a partir da leitura de um QrCode e de res-
ponder a um quizz sobre a biblioteca usando os
tablets recentemente adquiridos.
Cumpriu-se, assim, o lema: biblioteca escolar e
tecnologias ao serviço da aprendizagem!
V I S I T A D O S A L U N O S D O A G R U P A M E N T O D E E S C O L A S
D . A F O N S O H E N R I Q U E S E E S C O L A B Á S I C A A L E X A N D R E H E R C U L A N O
A biblioteca
deu-se a
conhecer
aos alunos
do 9º ano da
EB de
Alcanede e
EB
Alexandre
Herculano
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Biblioteca Escolar abril / junho 2017
Aligação da Literatura e das
Artes Visuais tem séculos de
existência. Um diálogo que
leva à diluição de limites rígidos en-
tre as diferentes linguagens e conse-
quente aproximação entre as artes,
principalmente a quebra de frontei-
ras entre o texto e a imagem. São
disso exemplo a poesia visual, a po-
esia-objeto ou o livro-objeto.
Neste trabalho da Ana
Rita Manique, feito a
partir de um pedido ex-
presso por parte da biblioteca
escolar junto das professores de
Artes Visuais Margarida Cerejo e
Natália Santos, poderemos di-
zer, sem qualquer margem de
dúvida, que estamos na presen-
ça de um quadro-
poema, ou um quadro-
conto ou, se quisermos,
de um quadro-romance.
Não há limites para
aquilo que nele quiser-
mos ver se não os limi-
tes da nossa própria
imaginação.
QUADRO-POEMA QUADRO-CONTO QUADRO-ROMANCE
Página 7S É R I E I I , N Ú M E R O 6
Muitos parabéns à Ana Rita e um enorme agradecimento às professoras Margarida Cerejo
e Natália Santos pela sua busca constante da beleza que, como bem sabemos, não é privi-
légio de uns quantos nomes ilustres.
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P A L A V R A S E M M O V I M E N T O – E B D O S A C A P E I T O
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C
om a proximidade
d o " D i a d a
Mãe" ,"Mamã Mara-
vilha" foi o livro escolhido
para os meninos do 1º ano.
À medida que iam ouvindo
a leitura da história a cargo
das educadoras Filomena e
Carmina, podiam observar
as ilustrações maravilhosas
que iam sendo projetadas.
"Mamã Maravilha" tem co-
mo narrador uma criança
que nos vai apresentando
as diversas "mães" que vi-
vem dentro da sua mãe.
Após a leitura, houve espaço
para uma canção sobre a
mãe que estes meninos can-
taram muito afinadinhos e
com muito carinho.
E com muito empenho, de-
senharam e pintaram a fa-
ceta da "mãe" que mais
lhes agradou.
Foi uma manhã cheia de
ternura na biblioteca da EB
do Sacapeito!
" M A M Ã M A R A V I L H A "
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Biblioteca Escolar abril / junho 2017
Neste livro de José Eduardo
Agualusa ilustrado por
Henrique Cayatte cabem
os prodígios todos que cabem nos
sonhos das crianças.
No dia 25 de maio “A menina que
queria ser maçã” foi a história es-
colhida para contar aos meninos
do 2º A e B. O título, só por si, des-
pertou a curiosidade destes meni-
nos….
- Quando for grande quero ser ma-
çã!
Disse aquilo com tanta convicção
que a mãe se assustou.
- Mas maçã? Joaninha, meu amor,
maçã porquê? A pequena encolheu
os ombros:
- São tão lindas!
Após a leitura do conto, a cargo da
professora Silvina, os meninos entu-
siasmaram-se com a atividade pro-
posta: um jogo de mímica!
Esforçaram-se na expressão gestual
que representasse o seu fruto prefe-
rido ou outro tipo de alimento. Um
empurrãozito com a primeira letra,
quando a plateia se encontrava em
sérias dificuldades para adivinhar.
Mas foram poucas as vezes que ti-
veram de recorrer a este estratage-
ma. Eles conhecem-se muito bem
entre si, incluindo os alimentos pre-
feridos de cada um!
E para terminar representaram em
desenho o fruto ou outro tipo de ali-
mento que gostariam de ser. Pode-
mos ser tudo o que quisermos,
quanto mais não seja, por uns se-
gundos: basta imaginar e acreditar!
A menina que queria ser maçã
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Estranhões e
Bizarrocos -
José Eduardo
Agualusa
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Ao fim de 9 meses, cumpriu-
se a última etapa do pro-
jeto "Palavras em Movi-
mento" do ano letivo de
2016/2017 com a leitura do livro
"Zé Pimpão, o acelera" para os alu-
nos dos 3º e 4º anos da Escola Bá-
sica do Sacapeito.
Esta história em verso procura cha-
mar a atenção para os perigos de
uma condução que não cumpre as
regras nem respeita os sinais de
trânsito. Oportunidade para desen-
volver uma campanha de Preven-
ção Rodoviária através da realiza-
ção de um Jogo da Glória que en-
volveu os alunos de uma forma en-
tusiástica.
Esta história em verso procura cha-
mar a atenção para os perigos de
uma condução que não cumpre as
regras nem respeita os sinais de
trânsito. Oportunidade para desen-
volver uma campanha de Preven-
ção Rodoviária através da realiza-
ção de um Jogo da Glória que envol-
veu os alunos de uma forma entu-
siástica.
Para os professores Célia e Nuno
uma palavra de agradecimento e o
reconhecimento do seu empenho,
dedicação e exigência na formação
dos seus alunos.
Zé Pimpão, o "Acelera"
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A BIBLIOTECA EM NÚMEROS
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EMPRÉSTIMOS
Pólo/Fundo
Meses
TOTAL
TOTAL
ANUALabril/17 maio/17 junho/17 Julho/17
Escola Secundária Dr.
Ginestal Machado
Livros 87 271 81 23 462 1955
Manuais 60 84 31 176 351 1800
Comp./Jogos 299 746 280 1 1326 5308
Vídeo 3 6 5 0 14 63
Aulas na BE 12 24 6 0 42 183
Total 461 1131 403 200 2195 9309
Leitura Presencial 154 684154
Escola Básica Mem Rami-
res
Livros 72 71 49 —- 192 842
Comp./Jogos 119 138 176 —- 433 1323
Vídeo 4 7 14 —- 25 775
Aulas na BE 9 14 12 —- 35 637
Total 204 230 251 —- 685 3577
Leitura Presencial 125 530125
Escola Básica dos Leões
1º A 0 0 0 —- 0 12
2ºA 26 39 1 —- 66 384
2ºB 0 33 11 —- 44 213
3º A 13 33 0 —- 46 336
3 ºB 3 46 17 —- 66 382
4ºA 6 49 14 —- 69 265
4ºB 13 9 10 —- 32 156
4ºC 28 59 0 —- 87 271
Professor-Aula 0 2 0 —- 2 16
Ass. operacional 0 0 0 —- 0 9
Outras bibliotecas 0 1 1 —- 2 279
Total 89 271 54 —- 414 2323
RECURSOS
FUNDO DOCUMENTAL ESDGM EBMR EBL Agrupamento
Monografias – texto impresso 12469 6009 3910 22388
DVD, outros suportes digitais 390 285 23 698
Registos sonoros 65 86 0 151
Multimédia 258 126 270 654
Portefólios temáticos 20 3 7 30
Jornais 5 2 0 7
Revistas 12 4 0 16
Fotografias 0 0 0 0
Jogos, puzzles, outros 27 22 341 390
Documentos disponibilizados em linha 0 29 0 29
TOTAL 13246 6566 4551 24363
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Novas
Aquisições

Newsletter abril jun 2017

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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 desenvolvimento das múlti- plas literacias (da leitura, da informação, dos media ... ; 3. Demonstrar que a biblio- teca escolar pode ser um aliado na promoção do trabalho colaborativo; 4. Demonstrar que a biblio- teca escolar pode desem- penhar um papel decisivo na criação de hábitos de leitura, assente no princípio de que o hábito de ler cria predisposição para a leitu- ra. Serão, pois, seis as áreas de intervenção prioritária defini- das no plano de ação da bibli- oteca escolar para os próxi- mos 4 anos, cumprindo os seguintes objetivos: melhoria das instalações das bibliotecas escolares, estabilização e formação dos recursos hu- manos a ela afetos, melhoria da sua organização e funcio- namento, implementação de um plano de desenvolvimen- to das literacias, promoção do trabalho colaborativo e partilha de recursos e ativida- des. Boas férias e boas leituras! Mais um ano letivo que chega ao fim! Altura para a indispen- sável reflexão sobre o trabalho realizado. Contudo, mais do que uma avaliação quantitativa importará fazer uma reflexão ampla, profunda e implicada sobre a educação, em geral, e as bibliotecas escolares, em particular, que ultrapasse o seu carácter instrumental e assumir definitivamente que o trabalho dos professores contém uma vertente moral, uma vertente emocional e uma vertente polí- tica. A componente moral “implica a distinção entre as me- lhores e as piores tomadas de decisão, em vez das corretas e das erradas” (Hargreaves, 1995). As emoções são um aspeto fundamental do trabalho dos professores, fazendo do ensino uma vocação apaixona- da, e “quer sejam positivas ou negativas, todas as organizações, especialmente as escolas, estão cheias delas” (idem). A dimen- são política do trabalho dos professores, ainda que muitas vezes surja disfarçada sob a capa de questões técnicas ou morais, manifesta-se na sua atitude crítica para com uma agenda instrumentalista e redutora. Talvez não seja despropositado relembrar o que Hamachek (1999) escre- veu a propósito da importân- cia da reflexão e do autoco- nhecimento dos professores no seu comportamento pro- fissional: “Conscientemente, ensinamos o que sabemos; in- conscientemente, ensinamos quem somos”. Assim sendo, num agrupa- mento de escolas que pro- mova a reflexividade e o tra- balho colaborativo como forma de atingir uma educa- ção de qualidade são quatro os desafios que se colocam à biblioteca escolar: 1.Demonstrar que a bibliote- ca escolar pode ser um aliado no desenvolvimento dos projetos, sejam eles sobre literatura, línguas, comunicação ou arte; 2.Demonstrar que a Bibliote- ca pode ser um aliado na utilização das Tecnologias de Informação e Comunica- ção e na utilização educati- va dos novos espaços virtu- ais de aprendizagem no E D I T O R I A L A B R L — J U N H O 2 0 1 7 S É R I E I I , N Ú M E R O 6 N E W S L E T T E R N E S T A E D I Ç Ã O : E D I T O R I A L 1 P A L A V R A S E M M O V I M E N T O — E B D O S L E Õ E S 2 P R O J E T O “ A P R E N D E R C O M A B I B L I O T E C A E S C O L A R ” 4 C O N F E R Ê N C I A “ A U T I L I D A D E D O I N Ú T I L ” 5 V I S I T A À B E D A E S D G M 6 Q U A D R O - C O N T O 7 P A L A V R A S E M M O V I M E N T O — E B D O S A C A P E I T O 8 A B E E M N Ú M E - R O S 1 2 Ú L T I M A S A Q U I S I - Ç Õ E S 1 4 AGRUPAMENTODEESCOLAS DR.GINESTALMACHADO E S C O L A R E S B I B L I O T E C A S
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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 D estrava Línguas de Luísa Ducla Soares foi o livro escolhido para os alunos do 1º ano. Foi com muito entusiamo que os alunos aprenderam a dizer algumas lengalengas com batimentos e movimentos rítmicos e usando também alguns instrumentos musicais. N o início do mês de maio, os alunos do 2º ano visionaram e leram a história “O Elefante Cor- de-Rosa” de Luísa Dacosta. Recontaram o conto, construíram elefantes em cartolina, moldaram elefantes com barro e desenharam o planeta dos elefantes Cor-de-Rosa. P A L A V R A S E M M O V I M E N T O N A E B D O S L E Õ E S Página 2N E W S L E T T E R
  • 3.
    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 A s turmas do 3º ano exploraram algumas histórias do livro “ Trinta por uma linha” de António Torrado. Foram distribuídas quatro histórias cortadas em pedaços que os alunos ti- veram de reconstruir e ler. Foi com entusiasmo, alegria e muito divertimento que os vários grupos recontaram e dramatizaram as histórias aos colegas. Por último tive- ram de descobrir o título original de cada história. C om muito entusiasmo e bastante divertimento, também os alunos do 4ºano le- ram e dramatizaram uma das peças do livro de António Torrado “Teatro às três pancadas” – Serafim e Malacueco na corte do rei escama. P A L A V R A S E M M O V I M E N T O N A E B D O S L E Õ E S Página 3N E W S L E T T E R
  • 4.
    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 O ito meses depois de termos iniciado o pro- jeto "Aprender com a Biblioteca Escolar" com a turma F do 8º ano e a disciplina de Cidada- nia lecionada pela diretora de turma, a professora Sa- ra Sacramento, chegou o momento de os alunos apre- sentarem os seus trabalhos. Este projeto, que resultou na aplicação do referencial "Aprender com a Bi- blioteca Escolar", procurou aliar a aplicação das TIC no processo de ensino e apren- dizagem levando os alunos a pesquisarem, selecionarem e trata- rem a informação e construírem apresenta- ções em PowerPoint e quizz de avaliação dos trabalhos através do Kahoot! A o longo de muitas aulas, os alunos estudaram temas como a educação sexual, as DST a educa- ção para os Media ou os direitos do consumidor e, finalmente, a partir do dia 19 de maio começaram a mostrar toda a informação que recolheram e a testar se essa informação foi apreendida pelos cole- gas que responderam aos quizz usando os tablets recentemente adquiridos pela Biblioteca. Como habitualmente, sempre que as TIC chegam à sala de aula, momentos de entusiasmo e a concentração foram muitos pois todos querem ficar classificados em 1º lugar. P R O J E T O " A P R E N D E R C O M A B I B L I O T E C A E S C O L A R " Página 4N E W S L E T T E R
  • 5.
    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 N o dia 3 de maio, pelas 10h30, teve lugar no auditório da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado a conferência “A utilidade do inútil”, proferida pela professora Vera Vicente, professora de Filosofia do Ensino Secundário. Da numerosa assistência presente, faziam parte algu- mas turmas do 11º ano de Artes e de Ciências e Tecno- logias e uma turma de 12º ano de Artes do Espetáculo, para além, naturalmente, de alguns professores. C O N F E R Ê N C I A “ A U T I L I D A D E D O ( I N ) Ú T I L ” Página 5N E W S L E T T E R C om a mestria, sapiência e sagacidade que se lhe reconhece, a professora Vera Vicente come- çou por clarificar os conceitos de utilidade e inutilidade e a ambiguidade que os caracteriza, para depois centrar a sua intervenção sobre a utilidade das artes habitualmente consideradas inúteis por não esta- rem ligadas a uma aplicação prática ou à ideia de lucro, como é o caso da pintura, da literatura ou da filosofia. A conclusão final foi, naturalmente, que aquilo que é frequentemente considerado co- mo inútil é, na verdade, essencial, logo, útil, à ciência e à tecnologia, ao progresso e bem-estar, enfim, à felicidade humana.
  • 6.
    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 C om a aproximação do final do ano letivo chega a altura de mostrar a escola e a oferta educativa de ensino secundário do agrupamento aos alunos do 9º ano de outras escolas. Para além de ouvirem e verem a histó- ria a partir do YouTube, os alunos construíram, ainda, corações de namorados com os quais or- ganizaram uma exposição à entrada da Bibliote- ca. A ssim, no dia 16 de maio tivemos a visi- ta dos alunos da Escola Básica de Alca- nede e da Escola Básica de Pernes, am- bas pertencentes ao Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques. No dia 1 de junho foi a vez dos alunos do 9º ano da Escola Básica Alexandre Herculano. P ara além de ficarem a conhecer a biblio- teca da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, os alunos, divididos em pe- quenos grupos, tiveram a oportunidade de ace- der a um mini-guia do utilizador em 211 pala- vras a partir da leitura de um QrCode e de res- ponder a um quizz sobre a biblioteca usando os tablets recentemente adquiridos. Cumpriu-se, assim, o lema: biblioteca escolar e tecnologias ao serviço da aprendizagem! V I S I T A D O S A L U N O S D O A G R U P A M E N T O D E E S C O L A S D . A F O N S O H E N R I Q U E S E E S C O L A B Á S I C A A L E X A N D R E H E R C U L A N O A biblioteca deu-se a conhecer aos alunos do 9º ano da EB de Alcanede e EB Alexandre Herculano Página 6S É R I E I I , N Ú M E R O 6
  • 7.
    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 Aligação da Literatura e das Artes Visuais tem séculos de existência. Um diálogo que leva à diluição de limites rígidos en- tre as diferentes linguagens e conse- quente aproximação entre as artes, principalmente a quebra de frontei- ras entre o texto e a imagem. São disso exemplo a poesia visual, a po- esia-objeto ou o livro-objeto. Neste trabalho da Ana Rita Manique, feito a partir de um pedido ex- presso por parte da biblioteca escolar junto das professores de Artes Visuais Margarida Cerejo e Natália Santos, poderemos di- zer, sem qualquer margem de dúvida, que estamos na presen- ça de um quadro- poema, ou um quadro- conto ou, se quisermos, de um quadro-romance. Não há limites para aquilo que nele quiser- mos ver se não os limi- tes da nossa própria imaginação. QUADRO-POEMA QUADRO-CONTO QUADRO-ROMANCE Página 7S É R I E I I , N Ú M E R O 6 Muitos parabéns à Ana Rita e um enorme agradecimento às professoras Margarida Cerejo e Natália Santos pela sua busca constante da beleza que, como bem sabemos, não é privi- légio de uns quantos nomes ilustres.
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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 P A L A V R A S E M M O V I M E N T O – E B D O S A C A P E I T O Página 8S É R I E I I , N Ú M E R O 6
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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 C om a proximidade d o " D i a d a Mãe" ,"Mamã Mara- vilha" foi o livro escolhido para os meninos do 1º ano. À medida que iam ouvindo a leitura da história a cargo das educadoras Filomena e Carmina, podiam observar as ilustrações maravilhosas que iam sendo projetadas. "Mamã Maravilha" tem co- mo narrador uma criança que nos vai apresentando as diversas "mães" que vi- vem dentro da sua mãe. Após a leitura, houve espaço para uma canção sobre a mãe que estes meninos can- taram muito afinadinhos e com muito carinho. E com muito empenho, de- senharam e pintaram a fa- ceta da "mãe" que mais lhes agradou. Foi uma manhã cheia de ternura na biblioteca da EB do Sacapeito! " M A M Ã M A R A V I L H A " Página 9N E W S L E T T E R
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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 Neste livro de José Eduardo Agualusa ilustrado por Henrique Cayatte cabem os prodígios todos que cabem nos sonhos das crianças. No dia 25 de maio “A menina que queria ser maçã” foi a história es- colhida para contar aos meninos do 2º A e B. O título, só por si, des- pertou a curiosidade destes meni- nos…. - Quando for grande quero ser ma- çã! Disse aquilo com tanta convicção que a mãe se assustou. - Mas maçã? Joaninha, meu amor, maçã porquê? A pequena encolheu os ombros: - São tão lindas! Após a leitura do conto, a cargo da professora Silvina, os meninos entu- siasmaram-se com a atividade pro- posta: um jogo de mímica! Esforçaram-se na expressão gestual que representasse o seu fruto prefe- rido ou outro tipo de alimento. Um empurrãozito com a primeira letra, quando a plateia se encontrava em sérias dificuldades para adivinhar. Mas foram poucas as vezes que ti- veram de recorrer a este estratage- ma. Eles conhecem-se muito bem entre si, incluindo os alimentos pre- feridos de cada um! E para terminar representaram em desenho o fruto ou outro tipo de ali- mento que gostariam de ser. Pode- mos ser tudo o que quisermos, quanto mais não seja, por uns se- gundos: basta imaginar e acreditar! A menina que queria ser maçã Página 10N E W S L E T T E R Estranhões e Bizarrocos - José Eduardo Agualusa
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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 Ao fim de 9 meses, cumpriu- se a última etapa do pro- jeto "Palavras em Movi- mento" do ano letivo de 2016/2017 com a leitura do livro "Zé Pimpão, o acelera" para os alu- nos dos 3º e 4º anos da Escola Bá- sica do Sacapeito. Esta história em verso procura cha- mar a atenção para os perigos de uma condução que não cumpre as regras nem respeita os sinais de trânsito. Oportunidade para desen- volver uma campanha de Preven- ção Rodoviária através da realiza- ção de um Jogo da Glória que en- volveu os alunos de uma forma en- tusiástica. Esta história em verso procura cha- mar a atenção para os perigos de uma condução que não cumpre as regras nem respeita os sinais de trânsito. Oportunidade para desen- volver uma campanha de Preven- ção Rodoviária através da realiza- ção de um Jogo da Glória que envol- veu os alunos de uma forma entu- siástica. Para os professores Célia e Nuno uma palavra de agradecimento e o reconhecimento do seu empenho, dedicação e exigência na formação dos seus alunos. Zé Pimpão, o "Acelera" Página 11N E W S L E T T E R
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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 Página 12N E W S L E T T E R A BIBLIOTECA EM NÚMEROS Página 12N E W S L E T T E R EMPRÉSTIMOS Pólo/Fundo Meses TOTAL TOTAL ANUALabril/17 maio/17 junho/17 Julho/17 Escola Secundária Dr. Ginestal Machado Livros 87 271 81 23 462 1955 Manuais 60 84 31 176 351 1800 Comp./Jogos 299 746 280 1 1326 5308 Vídeo 3 6 5 0 14 63 Aulas na BE 12 24 6 0 42 183 Total 461 1131 403 200 2195 9309 Leitura Presencial 154 684154 Escola Básica Mem Rami- res Livros 72 71 49 —- 192 842 Comp./Jogos 119 138 176 —- 433 1323 Vídeo 4 7 14 —- 25 775 Aulas na BE 9 14 12 —- 35 637 Total 204 230 251 —- 685 3577 Leitura Presencial 125 530125 Escola Básica dos Leões 1º A 0 0 0 —- 0 12 2ºA 26 39 1 —- 66 384 2ºB 0 33 11 —- 44 213 3º A 13 33 0 —- 46 336 3 ºB 3 46 17 —- 66 382 4ºA 6 49 14 —- 69 265 4ºB 13 9 10 —- 32 156 4ºC 28 59 0 —- 87 271 Professor-Aula 0 2 0 —- 2 16 Ass. operacional 0 0 0 —- 0 9 Outras bibliotecas 0 1 1 —- 2 279 Total 89 271 54 —- 414 2323 RECURSOS FUNDO DOCUMENTAL ESDGM EBMR EBL Agrupamento Monografias – texto impresso 12469 6009 3910 22388 DVD, outros suportes digitais 390 285 23 698 Registos sonoros 65 86 0 151 Multimédia 258 126 270 654 Portefólios temáticos 20 3 7 30 Jornais 5 2 0 7 Revistas 12 4 0 16 Fotografias 0 0 0 0 Jogos, puzzles, outros 27 22 341 390 Documentos disponibilizados em linha 0 29 0 29 TOTAL 13246 6566 4551 24363
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    Biblioteca Escolar abril/ junho 2017 Página 13N E W S L E T T E R Página 13N E W S L E T T E R Novas Aquisições