PASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOS
A M&M entrou em seu décimo ano! Para
comemorar, fizemos um retrospecto por meio
de dez principais temas que influenciaram e
transformaram o mercado nesta última década PÁG. 72
ESPECIAL ROCK IN RIO Os produtos que os artistas usam para promover na sua loja PÁG. 162
ESTRATÉGIA EM VENDAS Passo a passo para você fazer seu cliente comprar mais PÁG. 120
INFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ILUMINAÇÃO, ÁUDIO E INSTRUMENTOS MUSICAIS
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR | SETEMBRO | OUTUBRO DE 2011 | Nº 56 | ANO 10
PASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOS
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VENDEDOR 2
VENDEDOR 3
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36 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
SUMÁRIO
MATÉRIAS
5252 MUNDO DIGITALMUNDO DIGITALMUNDO DIGITAL 10 dicas para vender mais pela web
56 NEGÓCIO DE VAREJO Funcionário ou patrão?;NEGÓCIO DE VAREJO Funcionário ou patrão?;NEGÓCIO DE VAREJO por Neno Andradepor Neno Andrade
58 INTERNACIONAL Vandoren: soprando na região
62 MERCADO Conheça as novas empresas do setorMERCADO Conheça as novas empresas do setorMERCADO
68 TECNOLOGIA MUSICAL Vai uma interface aí?; por Joey Gross Brownpor Joey Gross Brown
96 PDV Como aproveitar melhor as feiras de negócios;PDV Como aproveitar melhor as feiras de negócios;PDV por Luiz Sacomanpor Luiz Sacoman
102 EMPRESA Toda a tecnologia empregada na ElixirEMPRESA Toda a tecnologia empregada na ElixirEMPRESA
106 PME Passo a passo para planejar um orçamento estratégico
110 ÁUDIO Finalmente sai o projeto final de revitalização da Santa IfigêniaFinalmente sai o projeto final de revitalização da Santa IfigêniaÁUDIO Finalmente sai o projeto final de revitalização da Santa IfigêniaÁUDIO
114 MKT & NEGÓCIOS Marcas globais no mercado da música;MKT & NEGÓCIOS Marcas globais no mercado da música;MKT & NEGÓCIOS por Alessandro Saadepor Alessandro Saade
116 PERFIL EXECUTIVO Nenrod Adiel, da Sonotec, conta a sua históriaPERFIL EXECUTIVO Nenrod Adiel, da Sonotec, conta a sua históriaPERFIL EXECUTIVO
120 NEGÓCIOS Confira a estratégia para fechar uma vendaNEGÓCIOS Confira a estratégia para fechar uma vendaNEGÓCIOS
126 POR DENTRO DA FÁBRICA Meteoro abre fábrica fora do BrasilPOR DENTRO DA FÁBRICA Meteoro abre fábrica fora do BrasilPOR DENTRO DA FÁBRICA
130 MARKETING Roland Foresta eleva faturamento em até 30% nos PDVs
134 GESTÃO Competências para o sucesso;GESTÃO Competências para o sucesso;GESTÃO por Tom Coelho
138 EXPANSÃO Marutec fala sobre suas novas conquistas e metasEXPANSÃO Marutec fala sobre suas novas conquistas e metasEXPANSÃO
142 ESTRATÉGIA O realinhamento e as novas marcas da Royal MusicESTRATÉGIA O realinhamento e as novas marcas da Royal MusicESTRATÉGIA
152 EXPOMUSIC Há 28 anos movimentando o setorEXPOMUSIC Há 28 anos movimentando o setorEXPOMUSIC
154 LIGHTING WEEK Em seu segundo ano, feira de iluminação investe em novidadesLIGHTING WEEK Em seu segundo ano, feira de iluminação investe em novidadesLIGHTING WEEK
156 SUMMER NAMM Veja como foi a edição de verão da feira
162 ESPECIAL ROCK IN RIO Conheça os produtos dos artistas e promova-os em sua lojaESPECIAL ROCK IN RIO Conheça os produtos dos artistas e promova-os em sua lojaESPECIAL ROCK IN RIO
MATÉRIAS
SEÇÕES
38 EDITORIAL Música & Mercado entra no seu décimo ano
40 ÚLTIMAS Novas marcas, greve e expansões agitam o setor
50 ENQUETE De olho nas vendas de fim de ano
146 LOJISTA Tocmix e Qualysom/PB
150 VIDA DE LOJISTA PlaySom/GO
160 INOVAÇÃO&DESIGN Rozini apresenta a Tanajura
168 PRODUTOS Novidades do mercado
174 SERVIÇOS O que a M&M oferece a você
176 CONTATOS Nossos anunciantes você encontra aqui
178 CINCO PERGUNTAS Como contratar e-vendedores
72 CAPA
10 temas que influenciaram o setor na última década
Errata
Na matéria sobre a Musikmesse, pág. 146, o grava-
dor Zoom H1 é distribuído pela Royal Music (www.
royalmusic.com.br). Já na pág. de Contatos, 160, a
Walden é distribuída pela Wolf Music, tel.: (11) 3081-
5756. www.wolfmusic.com.br. E os contatos da Áudio
Quality são: (19) 3434-9890 www.audioquality.ind.br.
O telefone da Kadosh é: (21) 2111-3142.
HÁ ALGUNS PONTOS DOS QUAIS NÃO ABRO MÃO. Um deles é o
entendimento de que o mercado é melhor quando liderado por gen-
te que pensa sobre o futuro de forma sustentável. Gosto do planeja-
mento, da integridade e das pessoas. Música & Mercado foi constru-
ída com base no respeito ao lojista e suas necessidades. Também foi
construída para ser íntegra.
SABEMOS DA DELICADEZA DA TRANSMISSÃO DAS INFORMA-
ÇÕES, do equilíbrio destas em uma edição de revista ou site. Ao lon-
go desses dez anos de existência da M&M já publicamos histórias
felizes, polêmicas, amistosas, de sucesso, tudo dentro de uma ótica
de benefício ao mercado. Entendemos que é você, leitor, que precisa
ser o agraciado, acima de tudo. E durante esta década, a Música &
Mercado foi construída por pessoas que amam o seu trabalho e so-
mente por isso pudemos chegar ao que somos hoje.
MAS ANTES DE QUALQUER PUBLICAÇÃO, é por causa do Dawis,
da Ana Carolina, Duda, Nancy, Itamar, Carla, Juliana, Hebe, Bárba-
ra, Vilela, Sonia, Denise, Vanessa, Paola, Luciano, Raquel e tantos
outros que passaram por esta empresa e deixaram suas marcas que
a Música & Mercado é um sucesso em 21 países. Sim! Esta revista
que você lê tem sua versão em espanhol e é a mais lida nas lojas da
América Latina e Espanha. E claro que não posso deixar de citar
nossos leitores, que escrevem e dão suas impressões e sugestões, e
também os anunciantes, que patrocinam a chegada das informa-
ções do mercado até você.
AS MATÉRIAS PUBLICADAS NA M&M SÃO GRATUITAS. Elas vêm
por merecimento. Muitos lojistas, como você, colaboram enviando
sugestões por e-mail, telefone e até MSN. Fatos como este nos fazem
ter certeza de nosso direcionamento editorial, de continuar apli-
cando uma credibilidade que tanto prezamos. Parabéns a todos que
leem e fazem parte deste contextoleem e fazem parte deste contexto Música & Mercado!
DANIEL NEVESDANIEL NEVES
PUBLISHERPUBLISHER
*Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi poeta, músico,*Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi poeta, músico,
historiador e escritor. Sua obra mais famosa éhistoriador e escritor. Sua obra mais famosa é O príncipe.
38 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Música&Mercadoentrano10ºano
“Nenhum indício melhor se pode ter
a respeito de um homem do que a
companhia que frequenta: o que tem
companheiros decentes e honestos
adquire, merecidamente, bom nome,
porque é impossível que não tenha
alguma semelhança com eles.”
— Nicolau Maquiavel*
Publisher
Daniel A. Neves S. Lima
Diretora de Comunicação
Ana Carolina Coutinho - MTB: 52.423
Assistentes de Comunicação
Itamar Dantas
Juliana Cruz
Gerente Comercial Brasil
Eduarda Lopes
Assistente Comercial
Denise Azevedo
Relações Internacionais
Nancy Bento
Raquel Bianchini
Administrativo
Carla Anne
Financeiro
Adriana Nakamura
Direção de Arte
Dawis Roos
Revisão de Texto
Hebe Ester Lucas
Assinaturas
Barbara Tavares
assinaturas@musicaemercado.com.br
Colaboradores
Alessandro Saade, Bruna Fonte, Joey
Gross Brown, Luiz Sacoman, Neno
Andrade, Paola Abregú e Tom Coelho
Música & Mercado®
Caixa Postal: 2162 – CEP 04602-970
São Paulo – SP. Todos os direitos reservados.
Autorizada a reprodução com a citação da Música & Mercado,Música & Mercado,Música & Mercado
edição e autor. Música & Mercado não é responsável peloMúsica & Mercado não é responsável peloMúsica & Mercado
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Parcerias
Associados
EXPEDIENTE
Frankfurt • China
DANIEL NEVES
40 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
NEWS
Sindicatos entram em
acordo e encerram greve
Após quatro dias de greve
na Santo Angelo e dois na Di
Giorgio, o Sindicato dos Tra-
balhadores nas Indústrias
de Instrumentos Musicais e
de Brinquedos do Estado de
SP, Sindbrinq-SP, encerrou suas manifestações no dia 10 de agosto. Depois de
várias divergências com relação ao piso salarial e aos valores dos planos de
saúde pagos aos funcionários, o Sindibrinq-SP e o Sindicato das Indústrias de
Instrumentos Musicais do Estado de São Paulo, Sindimúsica, fecharam acor-
do e a nova convenção coletiva da categoria tem alguns benefícios garantidos,
como salário-base de R$ 830; pagamento por parte da empresa contratante de
90% do valor do plano de saúde por dependente de cada funcionário; além do
pagamento dos dias em que os funcionários estiveram parados. Nenhuma das
fábricas terá atraso em sua produção ou entrega de pedidos, já que, conforme
acordado, os funcionários irão repor os dias parados.
Nova identidade
As mudanças da fabricante LL Audio não se
restringiram à inauguração de uma nova fábri-
ca, novo maquinário ou ampliação do mix de
produtos. A empresa também está modifican-
do a sua identidade visual, a começar pela mo-
dernização do logo (foto), que estará em seus produtos já nos próximos meses.
Rock In Rio
doa primeira
sala de música
A Izzo Musical
fez uma parce-
ria com a organi-
zação do Rock
In Rio para atuar conjuntamente no
projeto “Por Um Mundo Melhor”.
Entre suas tarefas, a ação social
prevê a montagem de dez salas de
músicas em escolas públicas do Rio
de Janeiro, além da formação de 30
professores de música. A Izzo está
doando para o projeto todos os ins-
trumentos de percussão para equi-
par as salas e 12 guitarras Dolphin,
autografadas por participantes do
Rock In Rio e depois leiloadas para
captação de renda. A primeira sala
já está pronta e foi inaugurada no
dia 11 de agosto na Escola Municipal
Pereira Passos, localizada no bairro
Rio Comprido, na capital fluminense.
Furo
A Made In Brazil estará com uma
loja montada no Rock In Rio.
Bolo e festa
A Pride Music, distribuidora de mar-
cas como Fender, Shure, Zildjian e
Korg, entre outras, comemorou 19
anos de vida em 19 de agosto deste
ano. Segundo o departamento de
marketing da empresa, nenhuma
ação especial ou comemorativa foi
planejada para 2011. Porém, para
o ano que vem, os lojistas podem
esperar novidades em celebração
às duas décadas de mercado da
empresa. Outra grande distribuidora
que também apaga velinhas nesta
época é a Habro Music, que com-
pleta 20 anos em setembro de 2011.
A empresa é responsável pela co-
mercialização de importantes mar-
cas do setor, como Line 6, Moog,
Mapex, ESP, Warwick e Fenix.
CEO da Harman no Brasil
Pouco antes do fechamento desta edição, Dinesh Pa-
liwal, CEO da Harman International esteve no País
para anunciar o cumprimento da meta e lançar
mais de 80 novos produtos da empresa. “Su-
peramos nosso plano inicial para este perí-
odo em pelo menos 25% e isso me deixou
ainda mais otimista para os planejamen-
tos do próximo ano”, informou em coleti-
va no dia 16 de agosto. Vale lembrar que
as vendas globais da empresa cresceram
12%, valor líquido de US$ 3,8 bilhões – só
nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e
China) seu lucro aumentou em 68%.
CEO da Harman no Brasil
Pouco antes do fechamento desta edição, Dinesh Pa-
liwal, CEO da Harman International esteve no País
para anunciar o cumprimento da meta e lançar
mais de 80 novos produtos da empresa. “Su-
peramos nosso plano inicial para este perí-
odo em pelo menos 25% e isso me deixou
ainda mais otimista para os planejamen-
tos do próximo ano”, informou em coleti-
va no dia 16 de agosto. Vale lembrar que
as vendas globais da empresa cresceram
12%, valor líquido de US$ 3,8 bilhões – só
nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e
sala de música
ria com a organi-
In Rio para atuar conjuntamente no
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 41
Condecorado
AD’Addario
anunciouqueJim
D’Addario(foto),
CEOdacompanhia,
recebeuoprêmio
Ernst&Youngde
EmpresáriodoAno
2011,nacategoria
Distribuição,Fabri-
caçãoeConstrução,
paraoEstadode
NovaYork.
RAPIDINHAS
Sem dor
Depois de um início de ano mais isolado, a Condor vol-
tou a atuar no mercado. A empresa trará surpresas.
Visita à fabrica
A Tagima lançou um programa de incentivo de visitas à sua
fábrica, em São Paulo, SP. Com isso, os clientes da marca
poderão agendar previamente visitas e acompanhar todo
o processo de fabricação dos instrumentos. Para partici-
par, o lojista deve se cadastrar no site www.tagima.com.br.
Prevendo o futuro?
Na contramão do mercado atual, com o dólar desvalo-
rizado, a Tagima está investindo na construção de uma
nova grande fábrica no Brasil.
Casa nova
A Basso Straps mudou de endereço. Agora, a empresa
opera na Rua Epitácio Pessoa, 255, no bairro Primavera, em
Novo Hamburgo, RS. O CEP é 93340-120. Tel.: (51) 3035-7379.
Viagem fantasma
Dirigentes de duas corporações respeitáveis vieram in-
cógnitos ao Brasil verificar o mercado.
JTS
A marca de microfones JTS tem comemorado a amplia-
ção de suas vendas globais, inclusive no Brasil.
Inaugurações da Michael
Em 2011 a Michael inaugurou sua
nova unidade de negócios em São
Paulo, Capital, estrategicamente
montada na Rua Teodoro Sampaio,
onde assume a gerência comercial
Daniel Calister.Afabricantetambém
está lançando sua nova série de vio-
lõeseletroacústicos,alinhaDT.
Inovação já disponível no País
A distribuidora Um Instrumen-
tos fechou parceria para a
distribuição do JamHub no
Brasil. O equipamento vem
obtendo destaque nas feiras
internacionais, como Namm e
Musikmesse. A empresa também negocia as
vendas do produto para o Uruguai, Argentina e Chile.
Mais quatro marcas na ProShows
Em agosto, a distribuidora anunciou exclusividade de
mais quatro marcas para o Brasil. Além de Midas e Klark
Teknik, do Music Group – mesmo da Behringer –, a em-
presa passou a trabalhar com os amplificadores Power-
soft e as talhas elétricas da Stagemaker.
Laços fortes
Entre os dias 10 e 13 de agosto, a Pride Music e a Izzo
Musical receberam a visita de Charlie Rogers, gerente de
vendas internacional, e Andy Rossi, vice-presidente glo-
bal de vendas, da Fender. A empresa estreita os laços
com os distribuidores brasileiros e reforça a importância
da região para marcas da gigante norte-americana.
Foco em áudio
A SXA estreou no mercado de áudio brasileiro. A nova
marca disponibiliza em sua linha atual cerca de dez pro-
dutos, mas o número deverá aumentar até dezembro. A
linha é composta por amplificadores, caixas acústicas e
arandelas feitas para uso em paredes e tetos.
Equipo
Está cada vez mais evidente o tratamento VIP dado pela
Equipo para suas marcas. Depois de reposicionar a Pho-
nic e a Cort, as marcas Sabian, Tama e Ibanez têm ocupa-
do uma boa parte da agenda da importadora.
Daniel Calister.Afabricantetambém
onde assume a gerência comercial
Inovação já disponível no País
A distribuidora Um Instrumen-
distribuição do JamHub no
Brasil. O equipamento vem
obtendo destaque nas feiras
internacionais, como Namm e
Musikmesse. A empresa também negocia asMusikmesse. A empresa também negocia as
Inovação já disponível no País
A distribuidora Um Instrumen-
internacionais, como Namm e
O Programa de Prêmios Ernst & Young celebra seu 25º
aniversário neste ano. Entre os mais recentes ganhado-
res do prêmio estão Howard Schultz, da Starbucks Coffee
Company e Pierre Omidyar, da eBay Inc.
Jim D’Addario: empresário do ano
42 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Conn Selmer premia Izzo e Roriz
A Conn Selmer realizará nos dias 3 e 4 de outubro, pela pri-
meiravez,umaconvençãocomseusdistribuidoresdaAmé-
ricaLatina,nosEUA.Naocasião,aRorizInstrumentosMusi-
caiseaIzzoMusical–distribuidorasdemarcasdaempresa
no País – receberão uma homenagem por serem as melho-
res distribuidoras da marca na América Latina. Além disso,
a fabricante acaba de abrir mercado para mais dois distri-
buidores de pianos Steinway no Brasil. Antes havia apenas
a Gluck Pianos atuando em São Paulo, mas agora a Made
In Brazil é responsável pela distribuição no Rio de Janeiro
e a Roriz para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
ValelembrarqueaMadeInBraziléanovadistribuidoraofi-
cial das baterias Ludwig para todo o País.
ASK dá viagem de presente a lojista
Com o objetivo de prestigiar os clientes que participa-
ram da feira Music Show do Rio de Janeiro, realizada
entre os dias 15 e 17 de julho, a fabricante de suportes
ASK presenteou um lojista
com uma viagem para
Salvador, BA. O ven-
cedor foi Vagner
Ferreira, do grupo
das lojas Citron,
do Espírito Santo. Ele
ganhou um pacote com
passagem aérea e hospe-
dagem, para duas pesso-
as, para a capital baiana.
Recorde de crescimento
A Sennheiser relatou um aumento no volume de negócios
de 20%, em 2010, número recorde na história da empresa.
A maior parte do volume de negócios da Sennheiser pro-
vém da venda de fones, que contribuiu com 34,9% do total.
Enquanto isso, na Sennheiser Brasil, Paulo Del Picchia,
diretor de marketing, assumiu a responsabilidade pelos
posts, interações com os usuários e o serviço de ajuda ao
consumidor no Facebook e Twitter. A empresa ainda não
possui site brasileiro e investe nas mídias sociais para fa-
zer com que a marca se aproxime mais do grande público.
Em nome da educação
No início de agosto, Musical Express e Pride Music recebe-
ram a visita do diretor de negócios da KMC Music (Gibral-
tar, Latin Percussion), John Shand. O executivo aproveitou
a oportunidade para apresentar Mark DeCaterino, novo
gerente de contas da empresa para a América Latina, e
discutir estratégias de vendas da marca no País, como, por
exemplo, a formação de novos bateristas. Por isso, foi feita
uma parceria com a escola Bateras Beat, agora totalmente
equipada com as ferragens Gibraltar.Prédio da Pride
Com a data já marcada, a Pride Music está finalizan-
do os últimos processos para a mudança da sede da
empresa. O novo centro logístico será inaugurado em
novembro e terá capacidade dobrada para atender à de-
manda dos revendedores.
Em nome da educação
Crescimento do varejo
As vendas do varejo brasileiro
tiveram crescimento de 7,1%
em junho na comparação
com o mesmo período de 2010,
de acordo com informações
divulgadas nesta manhã
pelo IBGE em sua Pes-
quisa Mensal do Comér-
cio (PMC). O desempenho
dovarejobrasileirocontinua
sendo destaque entre as princi-
pais economias mundiais. Na
Zona do Euro, por exemplo, em
junho as vendas recuaram 0,2% na comparação anual.
Rindo à toa
A Contemporânea está
colhendo o fruto de sua
especialização em per-
cussão.Osprodutosnão
só são os mais exporta-
dos, em se tratando de
instrumentos brasileiros,
como utilizados em cam-
panhas de marketing em
eventos brasileiros no exterior.
Vida chinesa
A diretoria da Meteoro tem andado bem ocupada com sua
fábrica chinesa. Os projetos de exportação necessitam do
preço de mão de obra asiática. Dá-lhe aula de mandarim!
manda dos revendedores.
Rindo à toa
A Contemporânea está
colhendo o fruto de sua
como utilizados em cam-
panhas de marketing em
eventos brasileiros no exterior.
Rindo à toa
eventos brasileiros no exterior.
As vendas do varejo brasileiro
tiveram crescimento de 7,1%
com o mesmo período de 2010,
de acordo com informações
dovarejobrasileirocontinua
sendo destaque entre as princi-
pais economias mundiais. Na
As vendas do varejo brasileiro
com o mesmo período de 2010,
sendo destaque entre as princi-
Diretoria da Musical Express
com executivos da KMC
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O original e ainda o melhor!
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foi desenhado para um manuseio fácil e rápido utilizando
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Disponível em suportes de chão individuais, duplos
e triplos, assim como atraentes suportes de parede.
Suporte múltiplo para guitarras para palco e
display de loja.
HERCULES desenhou 2 suporte Multi-Guitar (GS523B e
GS525B) que são ideais para uso em palcos e exposição
em lojas. Os suportes estão claramente equipados com
barras de madeira ajustáveis que acomodam vários
tamanhos de corpo de violão. Cada barra possui aberturas
para facilitar o acesso às suas escolhas! Quando sua
apresentação terminar, apenas dobre o suporte para baixo
e você está pronto para ir! Os novos multi-suportes estão
disponíveis em versões de 3 ou 5 violões.
Hercules product AD_M&M.indd 1 2011/8/15 下午 5:01
DICAS DE MERCADO
Como vender mais em Trade Shows?
OcanaldoYouTubedositeBizzRevolutionapresenta
vídeos com informações úteis para o varejo. Para se
preparar para as feiras que acontecem no segundo
semestre, e mais ainda para as Music Show de 2012,
M&M escolheu para você um vídeo com sete ideias
para aumentar as vendas do seu stand em feiras de
negócios. Confira: http://tinyurl.com/feiras
Empresa X Funcionários
TambémnoBizzRevolution,selecionamosumartigo
falandosobrecomomelhorarorelacionamentoentre
empresa e funcionários. Leia-o na íntegra neste link:
http://tinyurl.com/empresaefuncionario
Insatisfação no trabalho
O canal de vídeos do site UOL fez uma reportagem
sobre desmotivação no trabalho. Assista a seguir e
saiba como lidar com a insatisfação de seus funcio-
nários: http://tinyurl.com/desmotivacaonotrabalho
MAIS NA M&M.com
• Como a lei funciona
para representantes
comerciais: http://
tinyurl.com/
leis-e-rep
• Produtos Expomu-
sic, os lançamentos
que estarão na feira:
http://tinyurl.com/Expo-prod
• Pequenas empresas poderão faturar
até R$ 3,6 milhões: http://tinyurl.com/pme-fat
• Tocar instrumento previne depressão:
http://tinyurl.com/pre-dep
• As duas classes C: http://tinyurl.com/duasclasses
• Preparativos para o Natal devem começar já:
http://tinyurl.com/natalja
• Oito dúvidas comuns sobre planos de negócios:
http://tinyurl.com/plano-neg
• 12 dicas para contratar um vendedor nota 10:
http://tinyurl.com/vendnota-10
http://tinyurl.com/Expo-prod
• Pequenas empresas poderão faturar
http://tinyurl.com/Expo-prod
• Pequenas empresas poderão faturar
MAIS NA M&M.com
44 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
CLICK
Falso ou original?
A Yamaha disponibilizou em seu site uma série de
características que diferenciam seus produtos de
seus similares falsificados. Confira as dicas para não
comprar gato por lebre: tinyurl.com/falsoouoriginal.
Novo site
A ProShows acaba de lançar o novo layout de sua
plataforma on-line. Com visual mais moderno, a
empresa procurou dar mais destaque para as mar-
cas que distribui, além de criar mais interatividade
com os internautas, lojistas – que ganharam uma
área de cadastro – e consumidor final, com fóruns
e outras ferramentas.
Curso superior em e-commerce
O Grupo BuscaPé, formado, entre outras, por em-
presas como e-bit e Bondfaro, acaba de lançar uma
universidade virtual focada em cursos de capacita-
ção em e-commerce. Por serem on-line, os cursos
são bastante atraentes em termos de custo, em
média, R$ 100,00. Para mais informações, acesse:
universidade.buscape.com.br
Compras coletivas para o setor
A Música & Mercado inaugurou o site showbara-
to.com.br, um outlet para promoções e compras
coletivas, com foco em instrumentos musicais,
áudio, aulas e ingressos para shows. O site está
cadastrando as promoções de lojistas que tenham
produtos disponíveis e boas ofertas. Para mais in-
formações, basta entrar em contato pelo telefone
(11) 3567-3022 e solicitar a proposta.
RECOLOCAÇÕES E NOMEAÇÕES
Wolf muda gerência comercial
A distribuidora responsável pelas marcas
Walden Guitars e Wolf, anunciou o nome
de seu novo gerente comercial: Guilherme
Correa. “Fui efetivado como gerente co-
mercialcomodesafiodeampliaronúme-
rodeclientesefortalecerasmarcasWolfe
Walden”,informouCorrea.
Novos representantes da ProShows
Adistribuidoraestácomnovosrepresentantesemsuaequi-
pe de vendas. Da esq. para a dir.: Carlos atuará como ven-
dedor externo na Região Metropolitana de Belo Horizonte,
MG; Eduardo Patrão, nas vendas dos produtos Pro Áudio;
Siany da Silva será vendedora externa nos Estados do Pará
e Amapá; Fábio de Oliveira é o novo vendedor externo nos
EstadosdoCeará,PiauíeRioGrandedoNorte;FranklinRa-
belo é o novo vendedor externo no Estado do Maranhão; e
Marcio atuará como vendedor externo no ABC Paulista.
O bom filho a casa torna
Apósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaà
OrionCymbalsparaatuarnosuporteaodepar-
tamento comercial e de marketing, no treina-
mento de vendedores, novos negócios e outras
atividades. “Meu retorno à Orion Cymbals foi
motivado pela oportunidade de poder retomar
projetos que iniciamos no passado e que agora
setornaramviáveis”,disseoexecutivo.
Nomeado gerente-geral da B&C Speakers
O executivo brasileiro Gustavo
Bohn foi anunciado em 1º de
agosto como o novo gerente-
-geraldaB&CSpeakersnoBrasil.
Bohn já trabalhava na compa-
nhia há cinco anos como enge-
nheiro e suporte em vendas, na
Itália, e tem larga experiência na
indústria. Ele atua no escritório
da empresa em Porto Alegre, RS.
Nomeado gerente-geral da B&C Speakers
Novos representantes da ProShows
Adistribuidoraestácomnovosrepresentantesemsuaequi-
Apósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaà
OrionCymbalsparaatuarnosuporteaodepar-
tamento comercial e de marketing, no treina-
mento de vendedores, novos negócios e outras
atividades
motivado pela oportunidade de poder retomar
projetos que iniciamos no passado e que agora
setornaramviáveis”,disseoexecutivo.
RECOLOCAÇÕES E NOMEAÇÕES
de seu novo gerente comercial: Guilhermede seu novo gerente comercial: Guilherme
Correa. “Fui efetivado como gerente co-
de seu novo gerente comercial: Guilherme
Novo time da distribuidora
Apósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaàApósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaà
OrionCymbalsparaatuarnosuporteaodepar-
Gustavo Bohn
OMB
No dia 1º de agosto, o Supremo Tribu-
nal Federal decidiu que os músicos não
precisam mais de registro em órgão de
classe para exercer a profissão. A de-
cisão foi tomada a partir da análise do
caso de um músico de Santa Catarina,
que procurou a Justiça ao alegar que,
em seu Estado, só poderia exercer sua
profissão caso tivesse registro na Or-
dem dos Músicos do Brasil, que cobra
a carteirinha de músico em diversos
Estados brasileiros. A OMB disse que
este é um caso isolado, que a utilização
da carteirinha continua valendo e que a
decisão do STF reflete um parecer com
relação apenas a esse caso. Briga boa!
Vem?
Tudoindicaqueonúmerodediretoresde
grandes corporações que virão à Expo-
music será maior que em 2010. Empre-
sas chinesas expondo direto também.
ANOTE AÍ
 A edição 2011 do Tagima Dream
Team acontece em 20 de setem-
bro, no Moinho Eventos, na Moo-
ca, em São Paulo, Capital. Segun-
do a organização, cerca de 350
lojas de todo o Brasil deverão com-
parecer ao TDT este ano. Em 2010,
por volta de 300 estabelecimentos
prestigiaram a feira.
 A Expomusic, maior feira de música
da América Latina, irá ocorrer entre
21 de 25 de setembro. Serão mais
de 160 expositores apresentando
novidades em produtos para lojistas,
profissionais do setor e público geral.
Na edição passada, a feira bateu a
meta estipulada com mais de 50 mil
visitanteseaorganizaçãoesperaau-
mentar esse número em 2011.
 A 2ª edição da Lighting Week, feira
internacional de iluminação profis-
sional, acontece no Expo Barra Fun-
da, em São Paulo, SP, entre 20 e 23
de setembro. Este ano, a feira conta
com mais de 30 expositores, incluin-
do o estande da Música  Mercado,
pela primeira vez no evento.
 Também na zona oeste da cidade,
acontece o III Encontro de Negó-
cios, no qual as empresas Adah,
Attack, Condor, Crafter, Onerr e
Power Click apresentam seus pro-
dutos para lojistas convidados.
O evento ocorre entre os dias 21,
22 e 23 de setembro, no Hotel Íbis
Barra Funda em São Paulo – SP.
 A Music China, que será realizada
de 11 a 14 de outubro de 2011, no
New International Expo Centre, de
Xangai, China, está estabelecendo
novo recorde em termos de espaço
de exposição, um adicional de 3.500
m² de salas, elevando o evento para
78.500 m². Até o fechamento desta
edição, mais de 95% da área já tinha
sido vendida para os expositores.
46 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
EVENTOS
Roriz abre loja referência
Uma loja nova, com mais
de 600 m2 foi inaugurada
pela Roriz Instrumentos Musicais em Goiânia. Espe-
cializada em instrumentos de sopro, piano e percus-
são, a empresa é o maior showroom de sopro do Brasil.
Gibson’s Night
A importadora Royal Music, junto com a loja Made In
Brazil, promoveu na matriz da rede em São Paulo, SP,
a primeira Gibson’s Night, exclusiva para proprietários
convidados de guitarras Gibson. Este evento já é tradi-
cional em outras partes do mundo.
Road Show 2011
Em agosto, a Avid
realizou o Road
Show Venue 2011. O
evento foi ministra-
do pelo engenheiro
de som Robert
Scovill e passou por
Olinda (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Parceria inédita
Em julho, a loja Tocmix, em parceria com a Yamaha
do Brasil, apresentou pela primeira vez em João Pes-
soa, PB, um workshop de mixers digitais Yamaha, no
teatro Paulo Pontes.
Treinamento em áudio
AHarmandoBrasilestáfazendoumtourpeloPaísofere-
cendotreinamentosgratuitosparaalinhadeprodutosde
Áudio Pro e Touring da empresa. Começou em Ribeirão
Preto,SP,elogoserãoanunciadasaspróximascidades.
pela Roriz Instrumentos Musicais em Goiânia. Espe-
Para o interior
O baixista e endorsee
D’Addario – distribuída ex-
clusivamente no Brasil pela
Musical Express – Sizão
Machado também realizou
workshop gratuito na loja
A2 Instrumentos Musicais,
localizada na cidade de So-
rocaba, SP, em julho.
Por todo o País
O Sabian Clinic Tour 2011 consistiu em uma série de
clínicas ministradas por importantes bateristas in-
ternacionais e nacionais patrocinados pela Sabian,
distribuída no Brasil pela Equipo. Os workshops
aconteceram em Brasília/DF, Vila Velha/ES, Ribeirão
Preto/SP e São Paulo/SP.
Drum Experience
A Prime Music promoveu uma série de workshops em
parceria com as marcas Meinl Cymbals e Premier. Mi-
nistrado pelo baterista Walter Lopes, um dos fundado-
res da banda nacional G3, o Drum Experience passou
por cinco lojas do Espírito Santo em agosto.
Olinda (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
A Prime Music promoveu uma série de workshops em
ENDORSEES
Buscando destaque
A Pearl Brasil anunciou re-
centemente três novos no-
mes em seu time de endor-
sees:EduReche,professore
músico; J. C. Basañez, bate-
rista da banda Dazaranha;
e Alla Juliano, fundador da
banda Paradise Inc.
Music Maker na MPB
Andre Martins, guitarrista da banda da
cantora Fafá de Belém desde junho de 2010,
é o novo endorsee da Music Maker, e acaba
de lançar o modelo “am.1”, que tem o codi-
nome de “Paulkaster”. A guitarra é inspira-
da na experiência do músico juntamente
com as habilidades do luthier Ivan Freitas,
e baseada em sons clássicos da Telecaster,
Stratocaster, Les Paul e Paul Reed Smith.
sees:EduReche,professore
músico; J. C. Basañez, bate-
Andre Martins, guitarrista da banda da
Music Maker na MPB
Sizão Machado
Airton Mann
ENDORSEES
Ajuda de quem entende
A Borne Amplificadores fe-
chou parceria com Airton
Mann. O guitarrista, que
já tocou ao lado de Paul
Gilbert (Mr Big) e Eric Sin-
ger (ex-baterista do Kiss),
auxiliará a empresa no de-
senvolvimento de novos produtos.
Com conteúdo
O novo endorsee da Vic Firth é o com-
positor e produtor musical Roberto
Moraes Sallaberry. Ele foi autor da pri-
meira publicação brasileira voltada à
produção musical – Manual Prático de
ProduçãoMusical.Amarcaédistribuí-
da no País pela Izzo Musical.
Quanto mais, melhor
A Musical Express já pode contar com
grandes nomes da música usando
suas marcas. Utilizando as peles de
bateria Evans, estão Michael Pedico-
ne, da banda My Chemical Romance,
Kim Thompson, baterista da banda
da Beyoncé, Mike Terrana e Pedro
Mamede, ambos solistas. Quem equi-
pou seus instrumentos com as cordas
D’Addario recentemente foram Tom
Hamilton, baixista do Aerosmith; Ca-
leb Followill, guitarrista do Kings of
Leon; Josh Bradford, guitarrista do Sil-
verstein; e Augusto Nogueira, guitar-
ristadabandamineiraScarcéus.Além
deles, a banda de indie rock Cage The
Elephant também passou a
usar as cordas D’Addario e
pelesEvans,eoutrasmarcas
de distribuição da Musical
Express,comoPlanetWaves
e Pro-Mark.
Time da Giannini
A fabricante adicionou dois
novos nomes à sua equi-
pe de endorsees: Gustavo
Guerra, vencedor do Guitar
Idols 2008, sendo conside-
rado o melhor guitarrista
do mundo; e Rafael Bitten-
court, guitarrista do Angra.
Os músicos estão, inclusive,
excursionando pelo País
promovendo workshops da
Giannini.
Ajuda de quem entende
A Borne Amplificadores fe-
chou parceria com Airton
Mann. O guitarrista, que
já tocou ao lado de Paul
Gilbert (Mr Big) e Eric Sin-
ger (ex-baterista do Kiss),
auxiliará a empresa no de-
senvolvimento de novos produtos.
Com conteúdo
Quanto mais, melhor
A Musical Express já pode contar com
pe de endorsees: Gustavo
Guerra, vencedor do Guitar
Idols 2008, sendo conside-
rado o melhor guitarrista
do mundo; e Rafael Bitten-
court, guitarrista do Angra.
Os músicos estão, inclusive,
excursionando pelo País
promovendo workshops da
Giannini.
Roberto Sallaberry
Airton Mann
Rafael Bittencout
My Chemical Romance
48 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PAPO RÁPIDO
No início de agosto a Loja Serenata,
originalmente de Belo Horizonte, MG,
inaugurou sua terceira filial, na cidade
mineira de Contagem. Para tanto, fo-
ram investidos R$ 800 mil, e a rede de
lojasprevêaindaainauguraçãodeduas
atrêsunidadesporanoapartirde2012,
explorando outros Estados do País.
“Aproveitando o bom momento desse
mercado,quemovimentounoBrasilR$
610 milhões só no ano passado, come-
çamos um grande e estruturado proje-
to de expansão. Temos que ir até onde
o cliente estiver, e ainda há muito para
crescer”, destaca o diretor-executivo da
rede,RogérioGarciaBousas.
Além da abertura da loja em Con-
tagem, recentemente foram investidos
maisdeR$1milhãonareformadaloja
matriz. E em novembro, a Serenata irá
inaugurar sua quarta loja, no BH Sho-
pping, investimento de R$ 1,5 milhão.
Para o início de 2012, a rede também
pretendelançarsualojaon-linedeins-
trumentosmusicaisnoBrasil.
Todos esses investimentos são de
caso pensado. Há cerca de um ano e
meio foi iniciado o plano de expansão
da rede e a previsão de retorno do ca-
pital empregado é entre quatro e cinco
anos, segundo Bousas. Conversamos
com o executivo para conhecer mais
detalhes do desenvolvimento da quase
cinquentenáriaSerenata.Acompanhe:
Quais as principais características
do plano de expansão?
Agilidade, localização estratégica,
comodidade para o cliente.
O projeto de expansão da Serena-
ta prevê quais cidades e por que
essas escolhas?
Já temos algumas cidades mapeadas,
masestamosemprocessodeavaliação.
Qualéametadeexpansão?
Prevê número ilimitado de unidades.
Equipedeexpansãode15pessoas,entre
diretoresegerênciaestratégica.
Quais são as principais caracterís-
ticas das novas lojas?
Teremos o mesmo conceito da Sere-
nata, dentro da linguagem que con-
templa a experimentação do público,
lojas agradáveis, confortáveis e pró-
ximas ao cliente.
Qual é o principal diferencial da
Serenata?
Possibilita a experimentação do clien-
te, equipe especializada e composta
por músicos em sua maioria, e um
mix completo de produtos.
Qual é a meta de crescimento do
faturamento após a expansão?
Pretendemosampliarem30%até2013.
Quais são os produtos mais vendi-
dos nas lojas Serenata?
Linhas de cordas e teclados.
Como você enxerga o varejo de
instrumentos musicais hoje?
Em crescimento, com empresas bem
estruturadas e dispostas e se expandir
nesse mercado. A lei de iniciação mu-
sical nas escolas ajuda a popularizar a
músicaeincentivaosegmento.
O gigantesco plano de expansão da Serenata
A Serenata
Fundada em 1966 por Hélio Garcia Bousas (a rede tem 45 anos), a loja de ins-
trumentos musicais Serenata tinha apenas 32 m² e estava localizada no centro
de Belo Horizonte. Com um intenso trabalho e favorecida pelo surgimento de
bandas com a Jovem Guarda, a marca aumentou sua oferta de produtos e
começou a formar sua clientela. Maior empreendimento de instrumentos mu-
sicais do Estado e um dos maiores do País, a Serenata faz parte do Grupo Clas-
sic, que conta com sete empresas atuantes nas áreas de instrumentos, entre-
tenimento e logística: Serenata, Michael, Voga, Ícone, SXA, Lifestyle e SotexB.
Rogério Bousas, diretor-executivo
Rede de lojas investe mais de R$ 2 milhões para expandir,
inclusive com a abertura de filiais em outros Estados
Fachada da nova loja em Contagem, MG
50 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Enquete
Prepare-se
para o Natal
As vendas costumam aumentar no fim de
ano e é muito importante organizar a sua
loja com base nas projeções otimistas,
mas também prevendo eventuais reveses
Sabidamente, o fim de ano
é uma época que favo-
rece as vendas do varejo
de modo geral. Embora para o
consumidor final o Natal ainda
esteja longe, para o lojista já é
hora de começar a se preparar,
planejando ações para impul-
sionar a saída de produtos e
antecipar as boas vendas que a
data prevê. Para ajudá-lo a ter
ideias sobre em que e como in-
vestir para ampliar as vendas
nesse período, conversamos
com alguns lojistas já habitu-
ados a ver seu faturamento su-
perar as expectativas no Natal
e que sabem o que fazer caso as
metas não sejam alcançadas.
Confira as dicas a seguir:
Fernanda Patrícia Apolinário
Gerente, Mond’s Instr. Musicais
Sertãozinho / SP
monds@ig.com.br
MOND’S
Procuramos focar em atendimento,
contratando e treinando funcionários
temporários. Também estudamos,
com os nossos principais
fornecedores, brindes para serem
sorteados entre os clientes. No
fim do ano intensificamos nossa
preocupação com o layout da loja,
visando propor mais espaço e
comodidade para o cliente.
Esperamos superar todas as metas
estabelecidas e conseguir conquistar
cada vez mais clientes. Baseamos
nossas expectativas em vários pontos:
primeiro no fluxo de vendas que temos
durante o ano, depois contamos com
fatores como 13º salário, flexibilidade
do horário comercial etc.
Em nossa loja, nesse período, os
produtos que mais vendemos são
os que mais atendem ao público
iniciante, como violões acústicos,
guitarras strato com captação simples,
violinos 3/4 e 4/4, caixas amplificadas,
gaitas diatônicas e acessórios.
Caso as vendas não sejam como
esperadas, faremos mais promoções,
montaremos kits com os produtos
para incentivar as ‘vendas casadas’ e
aumentaremos a divulgação da loja e
das promoções.
Perguntas
1.
Como a sua loja
se prepara para o
crescimento de vendas
no final de ano?
2.
Para o Natal de
2011, quais são suas
expectativas de
vendas?
3.
Quais produtos mais
saem nessa época?
4.
Caso as expectativas
de vendas não
correspondam às
projeções, o que farão
com os produtos
adicionais?
MG SOM
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 51
Henrique S. G. da Silva
Proprietário, MG Som
Goiânia / GO
www.mgsom.com
MG SOM
Colocamos em evidência os
instrumentos mais vendidos,
como os de entrada.
Intensificamos a capacitação de
nossos funcionários, fazemos
promoções em alguns itens,
confeccionamos folders para
divulgar ainda mais certos
instrumentos, trabalhamos preços
e aumentamos nosso estoque.
Feita uma média das vendas
dos últimos três fins de ano,
pudemos verificar um aumento
expressivo (em torno de 30%)
tendo em vista que, neste ano,
especialmente, estamos com
uma projeção de aumentar ainda
mais (em 40%) essas vendas.
Os produtos mais vendidos são
instrumentos, basicamente
violões e guitarras. Isso decorre
do próprio perfil do nosso cliente,
que é mais voltado à música
sertaneja.
Quando há planejamento,
dificilmente ocorre disparidade.
Mas caso isso aconteça,
trabalharemos junto aos
vendedores, faremos
promoções etc., no sentido de
rentabilizar o estoque.
Ernande Peixoto Alves Filho
Sócio-gerente, Rio Comp Service
Rio Largo / AL
rcseletronica@hotmail.com
RIO COMP SERVICE
Contratamos vendedores extras.
Compramos mais produtos, lançamos
promoções com descontos e até
prêmios a serem sorteados, abaixamos o
preço de produtos antigos, aumentamos
o prazo e contratamos uma empresa
especializada em divulgação e marketing
que possa propagar nossa loja em
municípios vizinhos.
Nossa expectativa é sempre de
superação em relação ao ano anterior.
Devido aos produtos que são lançados no
decorrer do ano, os clientes estão cada
vez mais exigentes e objetivos sobre qual
equipamento comprar, facilitando nosso
trabalho na hora de montar o estoque.
Todos os produtos saem bastante. Em
nossa região isso costuma acontecer
devido à cultura de se fazer grandes
festas no fim de ano. O cliente de áudio
procura produtos compactos e os
músicos querem instrumentos novos
com recursos cada vez melhores,
fazendo com que a venda de acessórios
também cresça.
A falta de planejamento e a comunicação
ineficaz nas soluções governamentais
novamente não foram priorizadas.
Sem sombra de dúvida, precisaríamos
planejar mais, assim ‘apagaríamos
menos fogo’ nas implantações.
O principal é aumentar o estoque com
antecedência, nos meses de setembro
e outubro. Criamos promoções e
aumentamos a divulgação na mídia.
Procuramos também incentivar o
consumidor a presentear com os
produtos da loja, colocando kits na
vitrine em caixas de presente, com
diversas faixas de preço.
Considerando que nessa época ocorre
um crescimento expressivo, chegando
quase a dobrar o faturamento nos
meses de novembro e dezembro
em comparação com a média anual,
apostamos num crescimento de 50%.
Estamos localizados em um shopping
e temos muitos clientes que não são
músicos, apenas gostam de música e
presenteiam com instrumento musical,
especialmente as crianças. Por isso, ter
uma grande variedade de produtos na
linha infantil será nosso foco neste ano.
Felizmente as vendas de fim de ano
sempre superaram nossas expectativas,
chegando a faltar produtos em
estoque. Este ano vamos nos preparar
antecipadamente e, caso haja um
excedente, janeiro será o mês de
oferecer melhores preços e condições.
Rodrigo Moreno
Gerente, Harmonica Master
Santos / SP
www.harmonicamaster.com.br
HARMONICA MASTER
Ernande Peixoto Alves Filho
Sócio-gerente, Rio Comp Service
52 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mundo Digital Loja Virtual
paravender
maispelaweb
Dicas
Aconcorrência da web é tão acirrada quanto a
competição entre lojas físicas. Nunca se deve
esquecer que o mundo virtual é um espelho
do mundo real. Assim, o lojista que também possui
umestabelecimentovirtualprecisaestarsempreaten-
toaoatendimentoqueofereceaosseusconsumidores,
ao visual do seu site, ao treinamento de seus vendedo-
res, ao pós-venda e tudo mais que envolve a prestação
de serviços — mesma coisa da loja física, não é?
E, como no universo real, existem dicas para o
ponto de venda virtual que podem colocar a sua loja
na frente de seus concorrentes. O consultor Felipe
Dellaqua, sócio da E-Tática, empresa especializada
em e-commerce, publicou algumas delas no blog Pen-
sando Grande (www.pensandogrande.com.br). Saiba,
agora, como aumentar as vendas de seu negócio pela
internet em apenas dez lições.
1.
Benchmark
Procure fazer sempre uma pesquisa
de benchmark, tanto no Brasil quanto
no exterior. Benchmarking é processo
no qual uma empresa examina como outra reali-
za uma função específica a fim de melhorar sua
própria forma de realizar a mesma ou uma função
semelhante. Não entre na internet para ser apenas
mais um, mas sim para ser referência no seu seg-
mento. Procure explorar os defeitos dos seus con-
Conselhos essenciais
para vencer a
concorrência na internet
Mundo Digital Loja Virtual
5.
Design aliado
à usabilidade
e acessibilidade
Ao lançar uma loja vir-
tual, você começa a trabalhar com
todo o território nacional. Houve um
grande crescimento de classes mais
baixas entre usuários de internet e
consumidores, portanto procure tra-
balhar numa solução que possa aten-
correntes, agregar as qualidades e
oferecer na sua loja diferenciais que
eles não têm. Seja inovador!
2.
O segredo
da sedução
é o conteúdo
Priorize a usabilidade e
a acessibilidade em todas as páginas
do site de modo a fazer um portal
objetivo e atraente ao mesmo tempo.
Crie um layout pensando em todas
as dúvidas que o cliente poderia ter,
desde a procura do produto, escolha
até a finalização da compra. Uma boa
experiência de navegação é o site res-
ponder a todas as dúvidas do cliente
de forma passiva, em que ele mesmo
consiga encontrar essas respostas de
forma fácil e prática.
3.
Conheça
sua audiência
Antes de lançar o site
faça pesquisas, como
testes de usabilidade e estudos que
permitam ter uma prévia de como
será a experiência dos usuários no seu
site. Se necessário, faça as devidas al-
terações antes de lançar o projeto.
4.
Segurança
A segurança nos sites
de e-commerce ainda
é um grande fator que
influencia o crescimento de novos
consumidores. Ainda há muitas dú-
vidas sobre segurança nas compras
pela internet e como cada empresa
lida com a política de privacidade de
seus dados pessoais. Procure utilizar
sempre certificados de segurança que
são usados em lojas de grande porte,
pois são reconhecidos pela maioria
dos consumidores, gerando mais cre-
dibilidade para sua loja. Deixe claro
que seu site utiliza ambientes seguros
em páginas críticas como cadastro de
cliente e finalização de compra. Tra-
balhe isso no layout do site.
der desde pessoas com baixa instru-
ção até os experientes em internet.
Parta do seguinte princípio: nada é
óbvio em uma loja virtual.
6.
Tecnologia
Para montar uma loja
on-line de sucesso, é im-
prescindível que exista
um sistema robusto por trás, prepara-
54 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mundo Digital Loja Virtual
Para saber mais
Pensando Grande
www.pensandogrande.com.br
E-Tática
www.e-tatica.com
do para atender e suprir as necessidades da loja. Não
só as necessidades atuais, mas também as possíveis
futuras necessidades, visando crescimento. Robus-
tez, segurança, infraestrutura, funcionalidades e
relatórios devem ser avaliados ponto a ponto. Outro
fator importante a ser avaliado na hora de fechar o
sistema é predisposição para SEO (Search Engine
Optimization), em que priorizamos sistemas com
URL amigáveis, código em web standard e customi-
zação de títulos e palavras-chave para cada página.
7.
Marketing e redes socais
Para uma loja virtual ter compras, você
precisa trazer os usuários até sua loja e
transformá-los em clientes. Utilize os be-
nefícios do marketing digital e invista nas mídias cer-
tas que trazem a você maior retorno sobre o investi-
mento. Analise mês a mês qual o canal que traz mais
retorno e procure sempre aumentar a verba investida
nele, de modo a incrementar seu faturamento.
8.
Não deixe de trabalhar
nas redes sociais!
O brasileiro gosta muito de navegar na
internet. Hoje somos o país com maior
consumo individual de internet domiciliar, tanto em
tempodenavegaçãoquantoemmédiadepáginaspor
pessoa. As redes sociais são um fenômeno que veio
para ficar. O Google aponta que 57% dos internautas
brasileiros entram diariamente em redes sociais.
Atue nas redes sociais de duas formas: uma como
agente de vendas, complementando o comércio ele-
trônico tradicional. As ações de divulgação nas redes
sociais geram mais acessos na loja, criando maior
potencial de vendas. Conhecer melhor o consumidor
torna possível criar estratégias direcionadas a ele.
A segunda forma é como atendimento personali-
zadoaocliente.Émuitocomumosclientesutilizarem
as redes sociais para tirar dúvidas, fazer reclamações
ou elogios a serviços. Portanto, é muito importante
estar junto com o cliente nessa hora, pois uma recla-
mação no Twitter ou Orkut pode acabar com a ima-
gem de uma empresa na internet em pouco tempo.
9.
Atendimento
personalizado e pós-venda
Conquistarumclientenãoétarefafácil.En-
volve diversas variáveis que devem ser tra-
balhadas para agradá-lo, seja na experiência de compra,
qualidadedoprodutoouatendimentopersonalizado.
Treine bem sua equipe de atendimento para ser
paciente e contornar situações chatas com clientes.
Nunca deixe um cliente esperar muito tempo por
uma resposta e esteja sempre um passo à frente dele.
Procure entender a necessidade do cliente na primei-
ra oportunidade e sempre dê notícias positivas para
solucionar o problema. Pode ter certeza de que se esse
cliente for bem tratado e seu problema for resolvido,
alémdeterumclientefielàsualoja,vocêterámarket-
ing de graça, pois certamente ele fará propaganda po-
sitiva do seu negócio para seus parentes e amigos.
10.
Logística
Surpreender um cliente sempre
gera uma imagem positiva da
empresa, por isso procure traba-
lhar no menor prazo possível para realizar a entrega do
pedido, mas nunca informe no site um prazo que você
não possa atender. Prefira exibir um prazo de quatro
dias,masentregaremtrêsdoqueexibirdoisdiaseentre-
garemcinco.Alémdeperdercredibilidadepornãocum-
prir o que estava estabelecido, você acaba gerando um
fluxo desnecessário no seu SAC para responder a per-
guntasdotipo:Porquemeuprodutonãochegouainda?
Utilize preferencialmente os Correios, pois eles ga-
rantem entrega em todo o Brasil, com prazo e preço
bem acessível. Porém, tenha sempre uma transporta-
doraemsegundoplanoparaoperaçõesdeemergência
em caso de greve nos Correios. 
56 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
FUNCIONÁRIO OU
PATRÃO? DÚVIDA CRUEL...
atua há 26 anos no mercado musical. Já foi vendedor, gerente, representante e diretor comercial.
Formado em Ciências Econômicas, possui especialização em gestão empresarial, vendas e marketing.
E-mail: neno@distribuidoragvcom.com.br
NENO ANDRADE
NEGÓCIO DE VAREJO
DESCUBRA QUAL É O SEU PERFIL E TENHA SUCESSO NA VIDA PROFISSIONAL, JÁ
QUE MUITAS VEZES EXCELENTES FUNCIONÁRIOS TORNAN-SE PÉSSIMOS PATRÕES
NoBrasil,principalmente,asoportunidadessão
muitas. Somos um país que dá chance para
todo mundo, qualquer pessoa pode se tornar
proprietária de uma empresa com muita facilidade.
No ramo de instrumentos musicais e áudio parece ser
aindamaisfácil,poisocréditocomfornecedoreséalgo
relativamente simples, basta a pessoa ter trabalhado
em alguma loja, ter contato com um gerente ou sócio
de alguma empresa fornecedora, e pronto, seu crédito
inicial está aprovado — e com valores consideráveis.
Todo dia surge uma nova loja no nosso ramo, e
agora com as lojas virtuais, então, parece que todo
mundo descobriu que ser lojista de instrumentos mu-
sicais é a solução para qualquer problema.
Não é tão fácil como parece... A grande maioria das
empresas abertas no Brasil não chega a um ano de vida
e, segundo o Sebrae, apenas 3% alcançam os cinco. Isso
acontece,emmeumododever,pelodespreparoedesco-
nhecimento por parte de quem abre o negócio, além do
principal:oespíritoempreendedordessamesmapessoa.
NoBrasil,principalmente,asoportunidadessão Todo dia surge uma nova loja no nosso ramo, e
Neno Andrade Negócio de Varejo
O que é ser empreendedor?
Existem muitas definições, mas acho que a melhor é:
“Empreendedor é quem apresenta determinadas ha-
bilidades e competências para criar, abrir e gerir um
negócio, reproduzindo resultados positivos”.
As características básicas do empreendedor:
1.Criatividade.
2.Força de vontade e
gosto pelo merca-
do em que atua.
3.Coragem para
assumir riscos.
4.Responsabilidade.
5.Capacidade de
organização e
planejamento.
6.Disposição para
trabalhar além das oito horas normais.
7.Interesse em buscar sempre novas possibilida-
des para o seu negócio.
8.Ser otimista, sem ser irresponsável.
Sempre acompanhei pessoas que abriram seu
próprio negócio pensando somente no resultado fi-
nanceiro e em trabalhar menos — e creio que essas já
começam de maneira totalmente equivocada. O êxito
financeiro deve ser o resultado de qualquer empreen-
dimentoenãoacausa,assimcomoashorastrabalha-
das em seu próprio negócio tendem a ser muito mais
numerosas do que quando se é funcionário — exis-
tem casos de empresários que trabalham até 15 horas
por dia no início de suas atividades.
Visito algumas lojas de instrumentos musicais e
vejo que elas não alcançam o sucesso almejado por-
que poucas são dirigidas por pessoas empreendedo-
ras, com o mínimo das características citadas aci-
ma. É muito comum chegar em uma loja e ouvir de
seu proprietário: “Esse nosso mercado não dá mais,
como ficou ruim. São margens baixas, concorrência
grande etc.”. Como esse negócio pode ter sucesso se o
próprio dono não acredita no mercado em que atua?
Além do que todos os mercados são muito concorri-
dos hoje, e isso exige dedicação ainda maior.
As inovações também não são acompanhadas.
Exemplos: Substituição Tributária, DDA etc. Já faz
dois anos que os bancos implantaram o DDA e mui-
to lojistas, até hoje, não têm a menor noção do que
seja isso e acabam comprometendo toda a sua área
O ÊXITO FINANCEIRO
DEVE SER O RESULTADO
DE QUALQUER
EMPREENDIMENTO E
NÃO A CAUSA
financeira por total desconhecimento, sendo que o
DDA, ao contrário do que muitos pensam, não é um
problema e sim uma ferramenta que facilita muito a
administração do seu contas a pagar.
Outra situação sempre encontrada é a do lojista
que pensa ser empresário, perdendo totalmente a
essência do negócio, que é ser comerciante. Uma loja
com um faturamento mi-
núsculo passa a ter geren-
te financeiro, de compras,
de marketing etc.
Muitas vezes, excelen-
tes funcionários tornam-
-se péssimos patrões, pois
não possuem o espírito
empreendedor e, com cer-
teza, isso é fator prepon-
derante no sucesso de um
novo negócio, muito mais
que ponto comercial, capital etc.
Faça uma avaliação e veja onde você se encaixa.
Observe se já não está ‘arquivado em pasta errada’.
Se estiver, realize as mudanças necessárias e tenha
muito sucesso! 
58 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Internacional Vandoren
Desde o cultivo da
cana até a criação
e apresentação
do produto final, a
empresa francesa
Vandoren se
encarrega de cada
passo sempre
pensando nos músicos
Para entender a filosofia da em-
presa, devemos retomar a sua
história. Eugene Van Doren foi
clarinetista na orquestra Concerts
Colonne e na Ópera de Paris durante
a belle époque, no final do século 19.
Era uma época em que os músicos de
instrumentos de sopro faziam suas
próprias palhetas, e as que ele fazia ti-
nham tanto sucesso que seus amigos
convenceram-no a vendê-las.
Fabricar palhetas é uma tarefa
longa e tediosa. Para poupar
tempo, Eugene desenhou e
montou uma máquina especial
para fazê-las, movida a pedal,
como as de costura. Suas palhe-
tas tiveram sucesso imediato e,
assim, em 1905 fundou seu pró-
prio negócio, que teve aceitação
tamanha e lhe ocupou tanto
tempo que tomou o lugar do
clarinete.
Mesmo que o mercado das
demanda: “Nossas palhetas são toca-
das por artistas de todo o mundo”.
Segunda etapa
Essa situação foi incrementada gra-
ças ao ingresso do filho dele na com-
panhia. Robert Van Doren também
estudou clarinete, era formado pelo
Conservatório de Paris. Em 1928 dei-
xou a França por um ano para insta-
lar-se nos Estados Unidos e tornou-se
um dos primeiros clarinetistas fran-
ceses a atuar como solista na
Radio City de Nova York. Foi
durante essa turnê que os mú-
sicosamericanosdescobriram
as palhetas Vandoren, e desde
aquele momento a populari-
dade da empresa nos EUA tem
crescido imensamente.
Àmedidaqueacompanhia
cresceu, Robert também se
viu passando mais tempo na
produção de palhetas que na
NOSSA ESTRATÉGIA
É FOCAR NAS
NECESSIDADES
DOS MÚSICOS E
MANTER O NÍVEL
DE QUALIDADE
Soprando
na região
boquilhas e palhetas seja muito espe-
cífico, desde o começo, como indica
uma das propagandas da companhia,
Eugene forneceu seus produtos aos
seus colegas da Ópera, da Banda Gar-
de Republicaine e a várias orquestras
civis e do exército. Também desde o
princípio pôde fornecer uma varieda-
de de boquilhas e palhetas para cla-
rinete, saxofone, oboé, corne-inglês e
fagotes. Outro anúncio publicitário de
1912 declara o rápido crescimento da
Boquilha Master CL5
Internacional Vandoren
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 59
carreira de artista. Em pouco tempo
passou a dirigir a empresa e perto de
1935adquiriuumlotevazionaRuaLe-
pic, 56, em Paris, o endereço atual da
sede. Foi nessa época que começaram
a vender uma boquilha que ele mesmo
tinha desenvolvido, a 5RV, muito po-
pular entre músicos profissionais.
O filho de Robert, Bernard Van
Doren, abençoado com a habilidade
engenhosa do avô, entrou no negócio
em 1967. Uma nova série de boquilhas
foi desenvolvida sob a supervisão dele,
sendo que a B45, em pouco tempo,
tornou-se tão familiar quanto a 5RV.
Aplicando os mesmos princípios de
manufatura que o antepassado,
Bernard desenvolveu máquinas
mais sofisticadas que possibilita-
ram reduzir enormemente o pro-
cesso de fabricação, multiplican-
do a produção por dez. Além de
conter os escritórios da Vando-
ren,oedifícioemParisfoirecons-
truído para oferecer aos músicos
instalações para teste, salas de
prática e a Espace Partitions, uma loja
especializada em partituras musicais
— agora enriquecida com um site que
as vende, www.partitionsvandoren.fr.
Já na sala Robert Van Doren são rea-
lizadas aulas magistrais e atividades
(concertos, conferências, apresentação
de novas partituras, livros ou CDs).
Um pouco de atualidade
Atualmente, a companhia, cujos do-
NA VANDOREN
OUVIMOS OS
MÚSICOS COM
ATENÇÃO EXTREMA
o mais alto possível. Por exem-
plo, sempre escolhemos a me-
lhor qualidade de vime para as
nossas palhetas: só 5% da cana
que cultivamos tornam-se pa-
lhetas. A cana que não usamos
transforma-se em adubo (ferti-
lizante natural) ou é queimada
para aquecer nossa fábrica”, dis-
seEmmanuelTonnelier,gerente-
-geral da empresa, além de violinista.
A cana, matéria-prima para a fa-
bricação das palhetas, é uma planta
100% natural. A Vandoren não utiliza
nenhum pesticida durante o cresci-
mento dela, nem compostos químicos
durante a transformação no produto
final. As práticas adotadas contri-
buemparaummeioambienteecológi-
co — aliás, a quantidade de CO2 (gás
carbônico) gerada durante a combus-
tão é compensada pela quantidade de
CO2 absorvida pela planta durante os
dois anos de seu crescimento.
Outro dado que reflete a preocu-
pação ecológica da empresa: os fun-
cionários da fábrica usam veículos
elétricos para ir até as plantações, e
também de um ponto a outro dentro
da fábrica, sem causar poluição. Além
disso, usam papelão reciclável ou já
reciclado, e protetores feitos com po-
lipropileno reciclável.
Na embalagem dos produtos, uti-
lizam celofane com polipropileno,
nos já passam pela terceira geração,
é representada em mais de cem paí-
ses, exportando mais de 90% de seus
produtos. O mix é bastante completo,
com ampla opção de boquilhas e pa-
lhetas para música clássica e jazz para
clarinete e saxofone, além de abra-
çadeiras de vários materiais (metal,
algodão, couro). “Nossa principal es-
tratégia é focar nas necessidades dos
músicos e manter o nível de qualidade
Linha de produtos Vandoren
Conselhos da Vandoren para os músicos
 É importante não tocar constantemente com uma palheta que é muito dura ou
muitomole.Issolimitaráascapacidadesdaboquilhaquevocêtenhaescolhido.
 Amoleça as novas palhetas: toque com ela vários minutos por dia antes do
uso normal.
 Faça rotação de palhetas: não se acostume a usar só uma, pois se debilitará
progressivamente e também os músculos da sua boca. Todas as palhetas
usadas posteriormente parecerão muito duras.
 Escolha a palheta adequada ao lugar onde você esteja: uma mole em um
lugar seco, ressonante com ar condicionado, ou uma mais dura em salas
acústicas apagadas, no exterior ou em lugares úmidos.
60 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Internacional Vandoren
não se trata apenas de ter um contato
direto com os distribuidores e músicos,
mas também de desenvolver ferramen-
tasdemarketingespecíficas,comoestá
sendoprevistopelaempresa.
mas sempre se atualizam sobre
o desenvolvimento de celofane
biodegradável, pois será subs-
tituído logo que puderem usar
métodos de reciclagem para ele.
Falando o
mesmo idioma
A Vandoren atua na América
Latina há muito tempo. Por
muitos anos a companhia foi re-
presentada por uma rede de dis-
tribuidorescoordenadaporuma
base da Argentina. Emmanuel
conta: “Essa pessoa também
nos ajudava a desenvolver uma
rede de artistas e assessores
à medida que ficávamos mais
envolvidos no campo musical”.
Mas hoje os negócios se realizam di-
retamente entre a empresa e seus dis-
tribuidores. “Na Vandoren ouvimos
os músicos com extrema atenção. Os
artistas latinos usualmente tocam
produtos que são similares aos que
se tocam no resto do mundo. No fu-
turo seria interessante descobrir que
Raio X: Vandoren
Raio X: Vandoren
Ano de fundação: 1905
Sede: Paris, França
Produtos: boquilhas,
palhetas e acessórios
Site: www.vandoren.fr
No Brasil: Izzo Musical
Tel.: (11) 3797-0100
Site: www.izzomusical.com.br
Lançamentos 2011
Boquilha Lira 5RV e Boquilha 5JB
Para clarinete. Apresenta calibre específico e novo desenho
exterior. A 5RV se caracteriza por uma maior abertura e um
ponto de apoio melhor, proporcionando entonação, som limpo
e erudito, enquanto a 5JB é específica para jazz.
Abraçadeiras M|O
Para clarinete e saxofone, combinam
peso leve, montagem fácil, tensão simé-
trica e rápida e dois pontos de contato
pequenos só na palheta com uma tensão
invertida.
Palhetas
Java Red Cut
Para saxofone tenor,
alto e soprano.
As palhetas Java Red Cut 2 e 2,5 são mais
flexíveis, por serem as únicas da família
Java a possuírem casca raspada.
tendências surgirão desses mercados
e segui-las. Achamos que os merca-
dos latino-americanos passarão a ser
cada vez mais importantes. Estamos
em processo de preparar atividades
de suporte para reconhecidos músi-
cos nos próximos anos”, adicionou.
Parainserir-seaindamaisnaregião,
ponto de apoio melhor, proporcionando entonação, som limpo
peso leve, montagem fácil, tensão simé-
Emmanuel Tonnelier, gerente-
-geral da Vandoren e violinista Vandoren: desde 1905
fabricando acessórios
62 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mercado Novas Empresas
Sangue novo para
aquecer o setor
Osetor de instrumentos musi-
cais vem crescendo a cada ano
e prova disso é o nascimento
de novas empresas que ajudam a aque-
cer o setor. A Hutch Drums, conhecida
por fabricar caixas e baterias de acríli-
co, por exemplo, apesar de ter sido cria-
da há cinco anos pelas mãos do músico
Ivan Copelli, passou a vender direta-
mente para as lojas somente em 2011.
Na sala de seu próprio apartamen-
to, em Guarulhos, SP, Copelli começou
a fabricar caixas de bateria em acrílico
para uso próprio e a levá-las para seus
ensaios em estúdio. Bateristas que divi-
diam o mesmo espaço começaram a se
interessar pelo som volumoso de suas
caixas. Ao saber que ele próprio as havia
construído, começaram a encomendá-
-las. Edu Salviti, baterista da banda da
Rita Lee, foi um dos primeiros experi-
mentadores das caixas Hutch.
Já com clientes em potencial, o mú-
sico passou a precisar de mais espaço.
Foi quando seu sogro, o sr. Miguel,
dono de uma metalúrgica também de
Guarulhos, lhe cedeu um local para
produzir seus instrumentos em maior
escala dentro da fábrica. Por meio do
sr. Miguel, a Hutch deu seu primeiro
passo, pois passou a ter estrutura para
desenvolvimento dos trabalhos, como
também de máquinas e equipamentos
específicos para a fabricação dos tam-
bores, levando em conta as especifici-
dades do acrílico.
Com propostas
contemporâneas
como o ambientalismo,
instrumentos de
fabricação clássica
e equipamentos
de áudio modernos,
novas empresas chegam
para movimentar o
mercado brasileiro
Por Juliana Cruz
Meta ousada da SXA
Recém-chegada ao mercado nacional de
áudio, a SXA estreou durante a Music Show
de Belo Horizonte, em junho deste ano.
A nova marca disponibiliza em sua linha
atual cerca de dez produtos, mas, segundo
a fabricante, o número deverá aumentar
até dezembro. Com metas otimistas, a
empresa espera crescer 75% em 2012.
Top 3 SXA
Linha SSW700
Trata-se de uma
linha de alto-
falantes ambientais,
disponíveis em preto
e branco, desenvolvida para uso em uma grande
variedade de locações. Possui entradas ‘combo’
que combinam conexões XLR e P10. Controles
para volume, graves, agudos, switch para
funcionamento em mono ou estéreo.
Raio X SXARaio X SXA
Segmento: Áudio
Ano de fundação: 2011
Gerente comercial: Guilherme Zauza
Telefone: Comercial (31) 2102-9220
Site: www.sxa.com.br
disponíveis em preto
Linha SSC200
A linha de
arandelas foi desenvolvida para se integrar ao
ambiente de maneira harmoniosa. Indicada
para uso em uma grande variedade de locações
e situações, sendo ideal para uso em áreas
públicas. Acompanham sistema de fixação
integrado para fácil manuseio e instalação.
Linha SSW500
É uma linha de alto-falantes
ambientais que acompanha
suporte de fixação. Com trafos
integrados, dispensam também o
uso de transformadores externos
e possibilitam compatibilidade em
voltagens de 70 V e 100 V. Suas
configurações proporcionam
qualidade de áudio a distâncias
de aproximadamente 300 metros.
Top 3 SXA
Linha SSW700
Linha SSW500
Linha SSC200
Guilherme Zauza
Mercado Novas Empresas
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 63
Conheça a Hutch Drums
A fabricante de baterias Hutch Drums produz instrumentos feitos em
acrílico e alumínio — materiais recicláveis. “Nossa empresa tem lastro na
sustentabilidade, tanto que nosso símbolo é uma folha. Todos os retalhos são
enviados para reciclagem. Vale ressaltar que, em primeiro lugar, fomos buscar o
acrílico em razão da questão sonora e, ao conhecer mais do material com que
passaríamos a trabalhar, entendemos a importância em termos sustentáveis.
Foi assim que nasceu a ligação que faltava para a concepção da nossa
logomarca”, explica Catarina Rodrigues, gerente administrativa da marca.
Octaban Cristal cromado
Octoban: 6”x17,5” e 6”x21”
Canoas: Hutch em alumínio e latão
Aros: Power Hoop
Parafusos de afinação: Importados
Peles: Octoban (batedeira) — Gess
Diferenciais: Acabamento de canoa. Proteção em PVC para
contato da canoa com o acrílico (acabamento e proteção).
Arruelas de náilon: Integram os parafusos de afinação de
todos os tambores, facilitando a afinação.
Canoas Hutch: Canoas em alumínio maciço com buchas
de latão substituíveis, garantindo força e leveza.
Tom-tom e surdo Cristal
Tom: 8”x7” e 10”x8”
Surdo: 14”x14”
Canoas: Ludwig fornecidas pelo cliente
Aros: Power Hoop importados
Respiros: Hutch, em latão maciço cromado
Parafusos de afinação: Importados
com a cabeça quadrada
Sistema de suspensão: sistema de suspensão
universal e clamp holders Gibraltar
Quem usa: Ivete Sangalo.
Top 3 Hutch
Raio X Hutch DrumsRaio X Hutch Drums
Segmento: Instrumentos Musicais –
Bateria e percussão
Ano de Fundação: 2006
Proprietários: Ivan Copelli Lopes da SIlva
Telefone: (110) 2809-9900
Site: www.hutch.com.br
Diferenciais: Acabamento de canoa. Proteção em PVC para
contato da canoa com o acrílico (acabamento e proteção).
Arruelas de náilon: Integram os parafusos de afinação de
Canoas Hutch: Canoas em alumínio maciço com buchas
de latão substituíveis, garantindo força e leveza.
Diferenciais: Acabamento de canoa. Proteção em PVC para
contato da canoa com o acrílico (acabamento e proteção).
Arruelas de náilon: Integram os parafusos de afinação de
Canoas Hutch: Canoas em alumínio maciço com buchas
Caixa Azul Cristal
Caixa: 14”x4”
Respiro Hutch, em latão maciço cromado
Parafusos de afinação: Importados,
com 50 mm, cromados
Aro de caixa: Normal Hoop Pinguim cromados
Canoas de caixa: Hutch Double-Side Cromadas
Automático: Importado, padrão Piccolo
Esteira: Gibraltar, 20 fios
Quem usa: Marcelo Jorge – bandas
These Days e Rising Power
Tom-tom e surdo CristalTom-tom e surdo Cristal
Tom: 8”x7” e 10”x8”
Caixa Azul Cristal
Octaban Cristal cromado
Foco, sempre
Por se tratar de uma empresa de ins-
trumentos customizados, a Hutch
Drums vem conseguindo manter-se no
mercado de forma satisfatória e já co-
meça a se destacar, embora ainda seja
pequena. Além da proposta sustentá-
vel, por conta do material utilizado na
fabricação dos instrumentos, ela é a
única especializada em tambores em
acrílico no Brasil. “Existem algumas
pessoas que fazem tambores em acrí-
lico, mas não são focadas apenas no
instrumento, ou seja, os tambores são
feitos em empresas que trabalham com
outros produtos em acrílico, por exem-
plo, brindes, móveis etc.”, conta.
Além disso, a empresa trabalha
com restauração de instrumentos fei-
tos em acrílico, customização e trans-
formação, isto é, com as ferragens do
cliente, a empresa constrói um novo
casco e cria uma bateria com visual
completamente novo. Algumas lojas já
começaram a contatar a Hutch Drums
a fim de oferecer seus equipamentos
exclusivos para a clientela.
Com paixão e exclusividade
Em janeiro de 2010, outra empresa
chegou ao mercado nacional de ins-
trumentos musicais: a ARS. A impor-
tadora foi fundada em São Paulo, capi-
tal, sob o nome ARS Representações,
pelo diretor de marketing Antonio Ro-
berto Sarti, fã incondicional de Brian
May, da banda Queen.
Por conta de sua paixão, o empresá-
rio conhecia a dificuldade de encontrar
osprodutosBrianMayGuitarsnoBrasil.
Comisso,decidiusolicitaradistribuição
Sr. Miguel e o proprietário Ivan Copelli
64 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mercado Novas Empresas
da marca, tornando-se o único representante da BMG
na América do Sul. Após um ano e cinco meses, o aval
dafabricanteinglesafoidadoeosbrasileirospassaram
a ter acesso mais fácil a modelos como o Red Special.
Segundo Sarti, o diferencial da ARS está no fato de
seguir os direcionamentos dados pela BMG de Lon-
dres, que exige a valorização extrema dos padrões de
atendimento e qualidade da BMG e da Bass Collection.
“Outro diferencial é que oferecemos a manutenção não
só dos instrumentos das nossas marcas adquiridos no
Brasil pela ARS, mas também aos instrumentos das
nossas marcas adquiridos em outros países”, conta.
Para tanto, a empresa firmou parceria com o lu-
thier Márcio Benedetti, um dos mais requisitados da
Rua Teodoro Sampaio — polo de comércio de instru-
mentos musicais da capital paulista — e sócio-funda-
dor da escola de luthieria BH. “Queremos estimular
os futuros músicos, as novas gerações a se aprofunda-
rem ainda mais no conhecimento e na prática da cul-
tura musical, além de disponibilizar os mais qualifi-
cados instrumentos já feitos no mundo”, explica Sarti.
De olho na Copa
O mercado nacional de áudio também ganhou uma
estreia este ano. Em junho de 2011 foi lançada, du-
rante a Music Show de Belo Horizonte, a marca SXA.
Integrante do Grupo Classic, há mais de 40 anos no
mercado de áudio profissional e de instrumentos
musicais, a marca foi lançada a partir da análise das
oportunidades do segmento de áudio no País.
Segundo Guilherme Zauza, gerente comercial da
empresa, a SXA dedica-se ao desenvolvimento de pro-
dutos de áudio com qualidade e conceitos diferencia-
dos,eaapresentaraomercadobrasileirotecnologias
ARS: paixão por BMG
A ARS Representações nasceu na capital paulista, em 2010, por conta da paixão de Antonio
Roberto Sarti pelo trabalho do guitarrista do Queen, Brian May. “A partir da ideia de que a
guitarra Red Special era quase uma raridade em um país de dimensões continentais como
o Brasil, e de que a revenda mais próxima se encontrava nos EUA, resolvemos solicitar a
representação da marca Brian May Guitars para o Brasil”, explica Sarti. Para obter o aval da
fabricante, o empresário entrou em contato com a Inglaterra, junto com seu parceiro de
logística, e apresentaram o projeto, que foi aprovado quase um ano e meio depois.
Top 3 BMG
Bass Collection Power Bass
Cores: Solar Flare, King Crimson, Jet Black, Powder White,
Islington Blue. Escala: rosewood. Trastes: 22 medium;
Captadores: Passivos estilo EMG; Controles: Master
Volume e Tone; Tarraxas: Cromadas; Hardware: Cromado;
Ponte: Cromada estilo vintage; Tamanho da escala: 34”;
Encordoamento: Elites Player - Series Gauges: 45-105.
Violão Rhapsody
Violão eletroacústico baseado na
guitarra Red Special. Tampo em
solid spruce. Acabamento em
pintura fosca acetinada. Braço em
nato com escala em ébano, 24
trastes. Marcação em madrepérola.
Cavalete em rosewood. Tarraxas
BM blindadas Groove. Equalizador
B-Band de cinco bandas com pré-
amplificação com afinador digital.
Captador Piezzo.
Violão BM Special
Corpo em mogno com câmara acústica. Braço em
mogno com 24 trastes (45 mm de largura no traste 0
e 57 mm no traste 24), Escala 24’’ (profundidade de
22 mm no primeiro traste e 24 mm no 12°) em ébano.
Dois escudos protetores (um na ponte ). Tremolo
flutuante tipo BM. Três captadores Burns Tri Sonic
(singles) BM Signature. Um controle de volume e um
controle de Tone Masters. Três chaves individuais
de on/off (uma para cada
captador), mais três chaves
individuais de inversão de fase
(uma para cada captador).
Tarraxas blindadas Groove.
Violão Rhapsody
Top 3 BMG
Violão Rhapsody
Violão eletroacústico baseado na
guitarra Red Special. Tampo em
solid spruce. Acabamento em
pintura fosca acetinada. Braço em
nato com escala em ébano, 24
trastes. Marcação em madrepérola.
Cavalete em rosewood. Tarraxas
BM blindadas Groove. Equalizador
B-Band de cinco bandas com pré-
amplificação com afinador digital.
Captador Piezzo.
individuais de inversão de fase
Violão RhapsodyViolão Rhapsody
Violão BM Special
Bass Collection Power Bass
Violão eletroacústico baseado na
guitarra Red Special. Tampo em
Corpo em mogno com câmara acústica. Braço em
Cores: Solar Flare, King Crimson, Jet Black, Powder White,
Raio XRaio X
ARS Representações
Segmento: Instrumentos musicais
Ano de fundação: 2010
Telefone: (11) 2885-5339
Site: www.bmgbrasil.com
Antonio Roberto Sarti
66 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mercado Novas Empresas
Beyerdynamic em parceria com a PlayTech
Empresa alemã, fundada em 1924, especializada em microfones,
wireless, fones de ouvido e sistemas de audioconferência.
Embora os produtos da empresa já fossem comercializados no
Brasil anteriormente, este ano a marca fechou parceria com
a rede de lojas PlayTech para estabelecer nova estratégia de
distribuição de seus produtos no mercado nacional.
Top 3 Beyerdynamic
consagradas mundialmente. “O objetivo é consoli-
dar-se no mercado nacional nos próximos cinco anos,
aproveitando as oportunidades apresentadas em ra-
zão dos grandes eventos esportivos que acontecerão
no País”, conta. E acrescenta: “Para 2012 a projeção de
crescimento é de 75%, visto que a aceitação dos pro-
dutos está em crescimento exponencial”.
Ampliação das linhas de produtos e extensão das
linhas de produtos existentes. Para alcançar meta tão
ousada, a SXA aposta na ampliação do número de
PDVs e na parceria com lojistas, oferecendo preço com-
petitivo e possibilitando boas margens de lucro. “En-
tre nossos diferenciais está a agilidade nos prazos de
entrega, o desenvolvimento de material de divulgação
para o PDV — já previsto para o primeiro trimestre de
2012 — e o trabalho junto às redes sociais para disse-
minar a marca entre os consumidores”, afirma Zauza.
Hoje a SXA possui cerca de 50 produtos, entre so-
norizaçãoambientee lifestyle,masaempresajáprevê
novidades para o segundo semestre do ano que vem.
Parceria no Brasil
Após três anos de crescimento expressivo nas ven-
das dos microfones e fones de ouvido Beyerdynamic
na rede de lojas PlayTech, as duas empresas deci-
diram fazer uma aliança estratégica e estabelecer
uma nova unidade de negócios de distribuição para
o mercado brasileiro.
A nova operação, que teve seu início em março
deste ano, trabalha de forma totalmente indepen-
dente e é gerida por Marcelo Maurano e Alexan-
dre Algranti, representando, respectivamente, a
PlayTech e a Beyerdynamic. Segundo Maurano, a
mudança nos planos da fabricante de microfones
no Brasil se deu por uma soma de fatores. “Os prin-
cipais motivos são o ótimo momento da empresa
alemã em 2011, com o lançamento de sua linha de
microfones Touring Gear; a confiança depositada
em seu parceiro de negócios no País; além do óti-
mo momento da economia e grande visibilidade do
Brasil no cenário mundial”, explica.
O empresário complementa com boas notícias
para os lojistas: “Vamos oferecer ótimas opções nas li-
nhas de produtos que estamos trabalhando, com alta
qualidade, preço justo e negociações claras com cada
cliente. Temos como premissa tornar a Beyerdynamic
uma das mais tradicionais marcas de fones de ouvido
e microfones do mundo, disponível ao consumidor
brasileiro, fazendo dela uma opção justa e favorável
dentro das que temos hoje no País”, concluiu. 
MicrofoneOpusTGV96c
É um microfone
cardioide condensador,
com uma reprodução
fiel. Segundo a
fabricante, até a menor
nuance é reproduzida
com clareza, além de ter
um design sofisticado.
Padrão polar: cardioide.
Resposta de frequência:
20 – 20.000 Hz. Tipo de
transdutor: condensador.
Microfone Opus
TG V30d S
É um microfone
supercardioide
de entrada de
linha, mantendo a
fidelidade e a clareza.
Padrão polar:
supercardioide.
Resposta de
frequência: 30 –
15.000 Hz. Tipo de
transdutor: dinâmico.
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O fone de ouvido fechado promete conforto e
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Impedância: 250
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Nível de pressão
sonora: 96 db.
Microfone Opus
TG V30d S
É um microfone
supercardioide
de entrada de
linha, mantendo a
fidelidade e a clareza.
Padrão polar:
supercardioide.
Resposta de
frequência: 30 –
15.000 Hz. Tipo de
transdutor: dinâmico.
MicrofoneOpusTGV96c
É um microfone
cardioide condensador,
com uma reprodução
fiel. Segundo a
fabricante, até a menor
nuance é reproduzida
com clareza, além de ter
um design sofisticado.
Padrão polar: cardioide.
Resposta de frequência:
20 – 20.000 Hz. Tipo de
transdutor: condensador.
Raio XRaio X
Beyerdynamic Brasil
Segmento: Microfones, fones de
ouvido, sistemas de conferência
Ano de fundação: 2011
Telefone: (11) 3064-1188
Site: beyerdynamic.com.br
MicrofoneOpusTGV96c Fone DT 770 PROFone DT 770 PROFone DT 770 PRO
Marcelo Maurano
68 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
E AÍ, CHEFE: VAI UMA
INTERFACE AÍ?
E AÍ, CHEFE: VAI UMA
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COMPRA
AÍ, CARA, TÁ BARATO!
INTERFACE AÍ?
AÍ, CARA, TÁ BARATO!
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AÍ, CARA, TÁ BARATO!
COMPRA
JOEY GROSS BROWN
TECNOLOGIA MUSICAL
A POPULARIZAÇÃO DE PRODUTOS VOLTADOS À TECNOLOGIA MUSICAL JÁ É UMA
REALIDADE. ACOMPANHE CINCO MANEIRAS SIMPLES DE VENDER
TECNOLOGIA EM SUA LOJA COM O MÍNIMO DE INVESTIMENTO
Sepudéssemosvoltarnotempo
e olhar 20 anos atrás, as frases
que dão título a este artigo
pareceriam improváveis. No entan-
to, observando o mercado atual, po-
demos notar que improvável mesmo
é isso deixar de acontecer em breve.
Em 1991 as portas dos importa-
dos se abriram pelo governo do en-
tãopresidenteFernandoCollor.Com
isso, em nosso segmento, uma cate-
goria muito especial de vendedores
foi revisitada: o vendedor técnico.
Naquela época inventou-se o fa-
moso Adat, que nada mais era do
que um gravador multipista de valor
acessível, mas que alavancou a febre
dos home studios mundo afora.home studios mundo afora.home studios
Até 2001, passamos por coisas
interessantes: a invenção do for-
mato Dolby Digital (1992), apare-
lhos minidisc foram lançados, o
sistema DTS foi implantado (1993),
é gerente comercial da Quanta Music e pode ser contatado via e-mail: joey_gross@hotmail.com
houve mudanças revolucionárias,
por exemplo, os softwares musicais,
muito mais fáceis e com mais recur-
sos de gravação, edição e definição.
Os vendedores de instrumentos
musicais dividiram-se em dois times:
os que entendiam de tecnologia e os
que não queriam saber dela. Em tem-
pos de entressafra de mão de obra,
os lançamentos foram ficando muito
mais constantes e cada vez mais pro-
dutos revolucionários entraram no
mercado:pequenasinterfacesUSB;sis-
temas completos de gravação baseada
em software — que realmente qual-
quer um podia operar e não somente
quem era considerado gênio; teclados
controladorescomteclasiguaisaosdos
melhores no mercado, e inúmeras ou-
tras inovações realmente mudaram
O CONSUMIDOR QUE QUER
UMA INTERFACE TALVEZ QUEIRA
TROCAR SEU INSTRUMENTO E
O CONSUMIDOR QUE TEM UM
INSTRUMENTO QUER GRAVAR
O QUE ELE TOCA
os primeiros reprodutores de DVD
começaram a ser vendidos no Ja-
pão (1995), o primeiro MP3 player
foi testado com sucesso (1997) e a
Apple iniciou as vendas do primeiro
iPod justamente em 2001. Na área
de instrumentos musicais também
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70 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
a maneira de se relacionar com a
tecnologia, fazendo com que a venda
desses produtos fosse feita de maneira
totalmente diferente de um ano antes.
Todas essas inovações da déca-
da passada nos fizeram acreditar que
uma renovação na equipe de vendas
iria acontecer, mas infelizmente esse
não foi o caminho adotado; nem pelos
vendedores — os que mais teriam a ga-
nhar —, nem pelos donos das lojas. Na
contramãodisso,ambosisolaram-sena
facilidade da venda passiva e receptiva,
evitando—e,porquenãodizer,bloque-
ando — um conhecimento simples e
amplamenteexploradonomundotodo.
Alguns poucos importadores in-
formais (popularmente chamados de
muambeiros) aproveitaram-se desse
cenário e com pouco conhecimento
passaramaproporcionarosuportemí-
nimo—naverdade,papelesperadodas
revendasdeprodutosdetecnologia.
Como leite condensado
Uma cena me chamou a atenção ao
visitar uma loja nos Estados Unidos, já
há alguns anos: os produtos de tecno-
logia eram expostos como latas de leite
condensadonossupermercados.Foina
GuitarCenter,ondeumapilhadeinter-
faces em formato de pirâmide servia
como uma fonte, cujos produtos eram
‘pescados’ e imediatamente colocados
noscarrinhosdecompra.Incrível,não?
Aqui no Brasil ainda tratamos esse
tipodeprodutocomoumbichodesete
cabeças.Poressemotivo,destavezsaio
totalmente da costumeira visão estra-
tégicaparadarcincomaneirassimples
de vender tecnologia em sua loja com
o mínimo de investimento — exceto o
feito em produtos, pois sem eles nem
adianta continuar lendo:
1.
EXPOSIÇÃO Note que fei-
rantes costumam colocar os
melhores frutos na prateleira
de forma que quando o cliente passe
se veja atraído por estes e pare na bar-
raca. A mesma coisa acontece com
produtos de tecnologia: se eles não es-
tiverem à vista do consumidor, ele ja-
mais vai descobrir que você os vende.
2.
MÍNIMO CONHECIMENTO
Comissoquerodizermínimo
de verdade! Nada de ciência
complicada, nada de complexidade!
Seria legal decorar os pontos abaixo:
 USB e Firewire são simplesmente
protocolos (formatos) de transferência
de dados (informação) entre dispo-
sitivos digitais (produtos com esses
conectores). Verifique qual conector a
interface tem (algumas possuem am-
bos — isso não significa ser melhor
em nada) e só. O que diferencia um do
outro é a velocidade de comunicação.
 Toda interface necessita de um dri-
ver (uma espécie de ‘tradutor’ popu-
lar) para se comunicar com o compu-
tador. Geralmente esses drivers estão
disponíveis no produto ou no site do
fabricante. Recomende que seu clien-
te/consumidor baixe sempre a versão
mais nova e atual.
 Cuidado com o cabo Firewire! Esse
protocolo não funciona como o USB e
não pode ser desconectado se algum
aparelho se encontra ligado. Conecte
e desconecte somente com equipa-
mentos desligados. Em contrapartida,
dispositivos USB podem ser desconec-
tados mesmo ligados (hot plug).
 Verifique os requerimentos de sis-
tema: veja se as especificações do
computador atendem à demanda da
interface... é só isso.
 Recomende a seu cliente que o
computador dele tenha muita memó-
ria RAM, quanto mais, melhor. Isso
facilita a gravação e edição de gran-
des ou numerosos trechos de áudio
e ele não vai ficar lhe telefonando di-
zendo que o bicho deu pau.
 Use o suporte do distribuidor/fabri-
cante. Todo fabricante ou distribuidor
desse tipo de produtos oferece suporte
a seu cliente. Use a seu favor! Deixe o
cliente se entender com pessoas que
nada mais fazem a não ser explicar os
produtos a seu consumidor. Use essa
potente ferramenta de venda. Você
agrada ao seu cliente pelo atendi-
mento e facilidade proporcionada na
obtenção do produto e o fabricante/
distribuidor se encarrega de ensinar a
ele depois que você vendeu.
3.
ATUALIZE SUA EQUIPE
DE VENDAS Assine publi-
cações que falem de tecno-
logia e de seus produtos. Empreste o
equipamento a seu vendedor. Deixe-o
usar. Nunca é demais dizer: quando o
vendedor gosta do que vende, a venda
sai muito mais fácil.
4.
OFEREÇA MANEIRAS DE
SEU CONSUMIDOR CO-
NHECER O PRODUTO Uma
pequena interface ligada ao mesmo
computador que você usa para pas-
sar/receber e-mails pode ser o gan-
cho para vender mais. Enquanto você
calcula o preço da corda, do teclado
ou do violão do consumidor, mostre
a interface e diga apenas o seguinte:
“Puxa, que aparelhinho incrível! Eu
consigo gravar minha banda nesta
coisa e soa como se eu tivesse ido ao
melhor estúdio do bairro”. A curiosi-
dade fará o resto por você.
5.
COMPLEMENTE A VENDA
Tecnologia é também acessó-
rio e ao mesmo tempo qual-
quer coisa é acessório dos produtos de
tecnologia! Mantenha isto na cabeça:
o consumidor que quer uma interface
talvez queira trocar seu instrumento e
— digo isso com 100% de certeza — o
consumidor que tem um instrumento
quer gravar o que ele toca.
É isso. Coloco-me à disposição de
qualquer vendedor ou dono de loja que
desejeterumaconversaouconsultoria
sobre tecnologia e principalmente so-
bre a venda dos produtos do segmento
demercadoquemaiscrescenoBrasile
no mundo. Viva a revolução! n
Joey Gross Brown Tecnologia Musical
72 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
A MM fará uma década de vida!
Para comemorar, fizemos um retrospecto por
meio de dez principais temas que influenciaram
e transformaram o mercado nesta última década
Texto principal: Daniel Neves. Tópicos: Itamar Dantas e Juliana Cruz
Capa 10 anos de Música  Mercado
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 73
Escrever sobre os dez anos da Música 
Mercado é algo que me remete a luta e ale-
grias. Peço licença para escrever de forma
pessoal e relatar o que vivemos nesse período. Di-
vido o mercado em fases, como princípio, a par-
tir do período militar. Época voltada às empresas
nacionais e que produziu gigantes, como Weril,
Giannini, Rei dos Violões, Gope, Di Giorgio, Se-
lenium, Staner e tantas outras. Essas empresas
reinaram absolutas, disputando mercado entre si.
A segunda fase veio com a abertura do merca-
do, em 1990. A criação de empresas importadoras
foidecisivaparaonovoconceitoqueomercadoiria
assumir. O ambiente de demanda reprimida por
produtos importados foi surpreendente. Criaram-
-se ali gigantes como Pride Music, Equipo, Habro,
Izzo Musical e tantas outras que vieram depois. As
fábricas passaram a sofrer com a concorrência e
o real muito valorizado. Essa segunda fase durou
aproximadamente dez anos, quando em 1999 o
Exclusivo no site!Exclusivo no site!
Só no www.musicaemercado.com.br
você vai encontrar o texto ‘Muito boato,
muita ação’. Uma opinião sobre a
movimentação do mercado hoje,
por Daniel Neves.
74 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
dólar dobrou em relação ao real. Muitas
importadoras quebraram, as fábricas
conseguiram se estabilizar, visto que a
paridade tinha mudado.
Música  Mercado nasceu como
ideia e número zero em 2002. Foi o pe-
ríodo de maturação da semente, rabis-
cos e projetos no computador. Naquela
época, o conceito estava sendo levado
a diversas empresas. Algumas disse-
ram que era promissor, outras ainda
tinham dúvidas se o lojista teria o per-
fil de aceitar sugestões que fossem di-
ferentes de seu ponto de vista.
O resultado veio quando a primeira
revista saiu. Telefonemas, empresas inte-
ressadas em anunciar, lojas interessadas
em receber, representantes em conversar
sobre a revista. Pouco a pouco fomos to-
mandoforma,escutando,escrevendo.
Internacional
Pensar em sair do Brasil e criar uma
versão em espanhol aconteceu por ne-
cessidade. O plano de negócios, elabo-
rado no início da revista, já continha o
objetivo de atingir 20 países. O passo
seguinte foi conquistar a Espanha.
Música  Mercado criou parce-
rias com empresas de todo o mundo
— Estados Unidos, China, Espanha,
Taiwan, Japão... Pouco a pouco tivemos
o privilégio de conhecer ícones, como
o sr. Ikutaro Kakehashi, fundador da
Roland; Uli Behringer; Craig Zildjian;
Remo Belli; Brock Kaericher, da Remo,
entre tantos outros.
Paralelamente ao nosso desenvol-
vimento como empresa, muitas outras
coisas melhoraram no mercado. O mar-
keting, antes visto por muitos como
algo supérfluo, foi de fato desenvolvi-
do. A Michael — pertencente ao grupo
Classic, que inclui a loja Serenata e ins-
trumentos Vogga — surgiu na mesma
época da Música  Mercado no merca-
do brasileiro, com muita ousadia e tra-
balho. Empresas nacionais como NIG,
Tagima, Santo Angelo, Giannini, Orion
e Octagon Cymbals desenvolveram,
com criatividade e força, diversas ações
de workshops e endorsements pelo País.
Asimportadorastambémmudaram
suas estratégias, abriram suas vendas,
passaramaexplorarmaisoBrasil,como
foi o caso da Equipo. Novas estratégias
em marketing (novamente ele) foram
feitaseaMusicalExpressganhoudesta-
que nacional e internacional como dis-
tribuidora de acessórios e referência em
marketing para o grupo D’Addario.
Falar de dez anos de Música  Mer-
cado é, no fundo, falar de todos aqueles
que amam o segmento de áudio, luz e
instrumentos musicais. Todos detêm
uma parcela de responsabilidade sobre
onossoontem,hojeeamanhã.Naspági-
GERAÇÃO Y
O novo alfabeto do consumo
Da X à Z, sem
esquecer a Y,
aprenda como
pensam
e como lidar com
as diferentes
gerações de
consumidores
Geração é o con-
junto de pessoas
que nascem na
mesma época, com pe-
culiaridades de compor-
tamento concernentes
ao meio ambiente em
que cresceram. Assim
pesquisadores criaram
denominações para po-
der verificar como elas
agem. Lembra-se dos
baby boomers, a geração
que nasceu logo após a Segunda Guerra? Eles foram seguidos pela ‘X’, pessoas
que chegaram ao mundo entre 1965 e 1977 e que hoje têm entre 30 e 45. Sua
principal característica é a busca da estabilidade acima de tudo e manter-se
bastante realista perante as adversidades. Assim, levando essa conduta para o
consumo, a geração X é, por consequência, mais fiel às marcas e lojas que já co-
nhecem, não sentindo muita necessidade de explorar novos locais de compra.
Atualmente, porém, as lojas têm se deparado com um problema diferente no
que diz respeito a atendimento: a inconstância e infidelidade de seus clientes,
já que hoje os principais consumidores pertencem às gerações Y e Z. Segundo o
especialista em gestão Tagli Henrique Barsotti, também autor do livro O pulo do
gato, focado em estratégias de marketing para lojistas interessados em conquis-
tar e manter novos clientes, no acesso mais rápido à informação, a geração Y,
Capa 10 anos de Música  Mercado
nas seguintes, você lerá sobre temas que
foram destaque em todos esses anos.
Contamoscom suashistórias,refle-
xõeseaçõesparaosdezanosseguintes.
MúsicaMercadoéumarevistaaberta
para sua colaboração. Ela representa e
deve representar seu pensamento e ati-
tude. Conte conosco!
que hoje tem no máximo 30 anos, possui maiores parâmetros de avaliação ao adquirir um produto ou serviço. São
mais exigentes, menos pacientes e mais objetivos. Com isso, não apresentam muita fidelidade no consumo.
O sócio da Timbres Instrumentos Musicais, Roberto Gonçalves Silva, confirma a dificuldade do varejo falando sobre o
perfil de seus clientes: “Com o aparecimento de alternativas para se efetuar a compra, é natural que o consumidor compare
fornecedores. Percebo que o cliente na faixa etária entre 20 e 30 anos age de maneira mais oportunista, e não está muito
interessado em criar vínculos”. A psicanalista Paula Mantovani acredita que, além do acesso à informação, os jovens estão
mais preocupados com o meio ambiente do que as gerações anteriores. Com isso, buscam marcas que estejam em sintonia
com seus pensamentos. “Somente via um vínculo sustentável é que o jovem formará seus laços com as marcas e objetos da
experiência. Esse é o princípio básico para a entrada numa nova era que se aproxima: a era da sabedoria”, afirma.
A letra Z
Lojistas que dão preferência aos meios
de comunicação mais tradicionais te-
rão de se reinventar e aderir à crescente
integração dos meios de comunicação
para sobreviver, pois as gerações Y e Z se
acostumaram a receber informações de
diversas fontes, sendo muitas delas não
confiáveis. É importante, então, propor-
cionar,alémdasfacilidadesdeinteração,
um serviço de qualidade, no qual elas
possam desenvolver um laço de confian-
ça com o estabelecimento e voltarem
semprequesentiremnecessidade.
O especialista em comportamento
do consumidor e professor de Ciências
do Consumo Aplicado da ESPM Fábio
Mariano Borges concorda que focar em
um atendimento de qualidade sempre
foi e sempre será a melhor maneira de
garantir uma clientela fiel, isso somado,
é claro, à adesão aos meios digitais, em
especial para mercados segmentados,
como o de instrumentos musicais. A
melhor forma de conquistar a geração
Z, que chegará aos 20 anos por volta de
2015, é usar, além dos sites de relacio-
namento on-line, as possibilidades de
divulgação oferecidas com os ‘torpedos’
(SMS), meios de comunicação mais usa-
dos pelos jovens da atualidade.
76 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
Já se foi o tempo em que o consumi-
dor se conformava com os 10% de
desconto para compras pagas à vis-
ta ou com parcelamento em seis vezes
sem juros. Quando o assunto é preço, os
compradoresmodernos,jáhabituadosàs
facilidadesoferecidaspelatecnologia,são
implacáveis.Querempagaromenorvalor
possível com o maior número de presta-
ções. Isso acontece, em especial, graças
à enorme quantidade de sites destinados
a comparar preços. Entre os mais conhe-
cidos estão o Buscapé, Bondfaro, Já Cotei
e Mercado Livre. Alguns deles, como o Já
Cotei e o Buscapé, indicam o preço pra-
ticado também em lojas físicas, favore-
cendo o varejo tradicional. Já o Mercado
Livre realiza vendas on-line, geral-
mente com preços bastante compe-
titivoseprodutosquestionáveiscom
relaçãoàprocedência.
Ricardo Toshiaki, vendedor da
loja Hendrix World Music, acredita
que as vendas diminuíram com a
chegada das lojas virtuais. “A inter-
net tirou uma fatia grande de nos-
so mercado em relação a pedais e
itensdebaixovalor.Perdemosmui-
to para grandes sites, como eBay [site
dos EUA similar ao Mercado Livre], em
compras com valores de até 500 dólares.
Já para guitarras, teclados, pianos e ou-
tros instrumentos grandes, o pessoal dá
preferênciaporcomprarnaslojas,talvez
por medo de não receber ou de algum
problema com o transporte”, explica.
Clientes adeptos do parcelamento
tendem a preferir a compra via web por
conta dos prazos e valor, muitas vezes,
inferior ao praticado nas lojas. Thiago
Mendes, gerente comercial do site e do
televendas da Hendrix, falou sobre o as-
sunto: “Somente o valor à vista é igual
paralojaesite.Osclientesquecompram
pelo televendas o fazem pela comodida-
de de receber o produto em casa após
ser atendido por um vendedor. No site,
a venda é puramente eletrônica e a úni-
ca interação com os vendedores é via
e-mail, no entanto, as condições de par-
celamento são realmente melhores por
serem no cartão de crédito, meio prefe-
rido por clientes por também ser uma
forma virtual de pagamento”. 
Segundo dados contidos na 24ª edi-
ção do relatório WebShoppers, realizado
pela e-bit, com o apoio da Câmara Bra-
sileira de Comércio Eletrônico, o fatura-
mento do comércio eletrônico durante o
primeirosemestrede2011foideR$8,4bi-
lhões. “O e-commerce vem evoluindo em
larga escala nos últimos anos. O que es-
tamos presenciando agora é uma conso-
lidação do setor, tendo em vista o grande
número de entrantes nesse primeiro se-
mestre,contribuindocomofaturamento
do período. Além disso, o e-consumidor
estácadavezmaissatisfeitocomosservi-
çosprestadospelaslojasvirtuais,que,por
suavez,estãomaispreparadasparaaten-
der à crescente demanda de pedidos”, ex-
plicaPedroGuasti,diretor-geraldae-bit.
Especialistas esperam que o
comércio eletrônico apresente um
faturamento de R$ 18,7 bilhões ao
final de 2011, acréscimo de 26% em
relação a 2010, quando o setor fatu-
rou R$ 14,8 bilhões. É importante
para o comerciante aceitar que o
e-commerce é uma realidade, e de-
verá aumentar gradativamente nos
próximos anos, porém não pode ser
considerado motivo para os lojistas
físicos investirem apenas em seus por-
tais da web e se esquecerem da venda
corpo a corpo. Segundo Ricardo Augus-
to de Oliveira, responsável pela área de
sistemas e projetos do Banco Carrefour,
o brasileiro tem necessidade de diálogo,
de interação, então é importante traçar
estratégiasquelevemousuáriodainter-
net para a loja, como promoções exclu-
sivas para a loja física em redes sociais
e até mesmo no próprio site do estabe-
lecimento. Uma vez na loja, invista em
atendimento de qualidade, atencioso e
objetivo, para conquistar a confiança do
cliente e, quem sabe, fidelizá-lo.
LOJAS VIRTUAIS X FÍSICAS
A um clique do desconto
O e-commerce vem crescendo cada vez mais no Brasil, mas isso
não é motivo para deixar de investir no PDV
O E-CONSUMIDOR
ESTÁ CADA VEZ MAIS
SATISFEITO COM OS
SERVIÇOS PRESTADOS
PELAS LOJAS VIRTUAIS
78 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
Embora ainda existam comer-
ciantes temerosos a respeito de
custos e treinamentos ao se li-
dar com tecnologia, muitas lojas já tra-
balham com computer music. Segundo
Joey Gross, gerente comercial da Quan-
ta Music, em algum momento o cliente
que compra guitarras, baterias etc. vai
querer registrar sua performance. “É aí
que ele deve saber quais são suas op-
ções em termos de equipamentos. Se a
cada consumidor que entrar na loja for
oferecida a oportunidade de conhecer
tais produtos sem forçar a venda, uma
semente estará sendo plantada para
colher os frutos em breve”, explica.
Ainda de acordo com o gerente co-
mercial, as lojas que revendem produtos
distribuídos pela Quanta vêm crescendo
de forma contínua. “Estabelecimentos
que atuam nos diversos segmentos vêm
encontrando uma oportunidade gigan-
tesca na venda de tecnologia e separando
espaços para maior foco no setor. Lojas
que começaram com menos de 2% do fa-
turamentoemprodutosdetecnologiahoje
atingem30%comessesprodutos”,conta.
A democratização da produção
musical só foi alcançada com a acessi-
bilidade e a popularização dos produ-
tos de tecnologia musical. A velocidade
na troca de informações e o alcance da
divulgação pela internet são infinita-
mente superiores se comparados a ou-
tros meios de comunicação, e com uma
vantagem: são muito mais baratos.
Um fator determinante para bara-
tear a tecnologia foi a substituição das
mídias analógicas pelas digitais. No
passado poucos tinham a possibilida-
de de adquirir um gravador Tascam e
mesmo esses ‘privilegiados’ tinham de
desembolsar um bom dinheiro por ro-
los de fitas para produzir fonogramas
de qualidade. Alguns estúdios reuti-
lizavam essas fitas, o que significava
ainda perda de qualidade, além de
ser uma operação difícil, que gerava o
custo de um especialista. Atualmente,
computadores velozes, HDs, pen dri-
ves, facilidade na gravação de CDs e
DVDs–cadavezmaisbaratos–garan-
tem qualidade sonora e simplicidade
deuso.Comumcomputador,ousuário
pode acumular as funções de produtor
musical, técnico de som, músico e
distribuidor fonográfico.
Já a tecnologia de ponta
– leiam-se produtos ino-
vadores – terá sempre
um custo mais elevado
do que os outros pro-
dutos, mas é o
progresso constante de tecnologias que
as tornam acessíveis. Ou seja, o produto
quehojeéinacessívelparaamaiorparte
dos consumidores amanhã poderá ser o
mais vendido da sua loja.
A evolução e a queda dos preços
dos produtos digitais nos últimos
anos estão nos levando cada vez mais
a entender o conceito de computer
music não como um departamento e
sim como tendência de integração de
tecnologia digital com praticamen-
te todos os departamentos de
uma loja de instrumentos
musicaisoudeáudio.
TECNOLOGIA
Hi-tech popular
O uso de interfaces de
áudio domésticas vem
aumentando, mas isso não
quer dizer que a venda de
instrumentos tem diminuído
passado poucos tinham a possibilida- progresso constante de tecnologias que
80 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
80 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Nos últimos anos o mercado
brasileiro observou sérias mu-
danças no que tange à distri-
buição de produtos. Muitas empresas
e grupos internacionais têm ficado de
olho no consumidor nacional após a
recessão instalada nos Estados Unidos
e na Europa. Para se ter ideia, antes o
Brasil representava 1% do mercado
mundial e não merecia tanta impor-
tância, como adoravam frisar as gran-
des empresas internacionais. Veja a
diferença para hoje: a Organização de
Cooperação e Desenvolvimento Econô-
mico (OCDE) calcula que o aumento do
Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil,
após o crescimento de 7,5% constatado
em 2010, será neste ano de 4,1%. Para
2012,aascensãoprevistaficouem4,5%.
Para os próximos anos a tendência é
que a economia nacional continue cres-
cendo, em especial no setor de áudio e
iluminação, por conta da Copa do Mun-
do e das Olimpíadas. O Harman Group,
por exemplo, um dos mais poderosos
grupos de áudio
do mundo, fez,
nesse sentido, a
primeira grande
movimentação
do mercado, com-
prando a brasileira
Selenium, em julho
do ano passado. Acer-
tou em cheio: após um
ano, 68% de seu lucro mun-
dial foi gerado pelos países do
Bric(Brasil,Rússia,ÍndiaeChina).
A compra da Selenium movimentou
osetorefoiumaalavancaparaamudan-
çadedistribuiçãodaBehringer,quepas-
soudaEquipoparaaProShows,alinhan-
doosplanosdeUliBehringeraoimpacto
da entrada da gigante norte-americana,
já que Vladimir de Souza, proprietário
da ProShows, é ex-CEO da Selenium... A
ProShows também anunciou o lança-
mento de novas marcas no mercado, en-
treasquaisseencontramanorte-ameri-
canaEAW,deáudioprofissional.Ositens
da marca equipam importantes centros
esportivos mundo afora, como o Dodger
Stadium, de Los Angeles, o Yankee Sta-
dium,entreoutros.
Nesse meio-tempo, até a Bose, famo-
sa fabricante de equipamentos de sono-
rização, trocou sua distribuidora pela
Marutec. A empresa nacional já está
trabalhando com a companhia de áudio
norte-americana desde julho de 2010,
inclusive recebendo projetos de sonori-
zação por parte de lojas.
NOVAS EMPRESAS
A bola da vez
Com o advento da Copa do Mundo e das
Olimpíadas no Brasil nos próximos anos,
muitas empresas internacionais começam
a se interessar pelo mercado do País
ASCENSÃO
ECONÔMICA
Disque C para comprar
Compradores emergentes têm se mostrado
um desafio para o varejo por terem hábitos
de compras peculiares. Conheça-os melhor
para traçar sua estratégia de venda
canaEAW,deáudioprofissional.Ositens zação por parte de lojas.
ECONÔMICA
canaEAW,deáudioprofissional.Ositens zação por parte de lojas.
84 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  MercadoCapa 10 anos de Música  Mercado
Ogrande motor do consumo
nacional dos últimos anos
tem sido a nova classe mé-
dia, composta principalmente de
brasileiros que ascenderam à clas-
se C. Porém, muita gente esquece
que esse grupo, segundo o Critério
de Classificação Econômica Brasil,
divide-se em C1 e C2, segmentos que
podem ser bem diferentes entre si.
Uma análise divulgada pela empre-
sa de pesquisa Nielsen evidenciou as
diferenças entre as duas classes C.
Segundo o estudo, enquanto a faixa
superior, que conta com 46,5% dos
consumidores C, tem renda familiar
de R$ 1.391, a faixa inferior, onde
estão 53,5% dessas pessoas, ganha
apenas R$ 933 por mês.
Com isso, é claro que o compor-
tamento desse público na hora da
compra é diferente. Por exemplo,
preço para pessoas da classe C1 é im-
portante, mas para o consumidor C2
é determinante. Mais uma diferença
importante entre consumidores C1 e
C2 — a classe C1 acha que a publici-
dade é um importante instrumento
de informação para que conheçam
as marcas. Já a C2 acha que todas as
propagandas são mentirosas.
Por conta disso, poucas empre-
sas conseguiram entender os va-
lores, desejos e necessidades dessa
parcela da população. A baixa renda
não compra mais apenas o que é ne-
cessário. O que antes era um sonho
distante passou a ser visto como
uma meta ao
alcance de todos e, por
isso, o esforço para ob-
ter o desejado é maior,
excelente oportunidade
para as empresas que souberem di-
recionar seu foco para esse público.
Na hora de comprar, há caracte-
rísticas que não mudam. A principal
é a preferência por produtos reconhe-
cidos como de qualidade. Cada vez
mais, o cliente de baixa renda é fiel a
marcas que transmitam segurança,
para não correr o risco de investir o
orçamento apertado de forma erra-
da. Para os emergentes, consumir vai
além. É sentir-se incluído. “Quando
compra um computador, o consumi-
doremergenteestádandoparaofilho
achancedeterumavidamelhor.Para
amulher,oinvestimentoemprodutos
de beleza aumenta a possibilidade de
dar certo no mercado profissional. Os
momentos de consumo são momen-
tosdecelebração”,explicaRenato
Meirelles,sócio-diretordoinstitutode
pesquisasDataPopular.
Uma peculiaridade da classe C é
o hábito de compra compartilhada.
Maisdoquequalqueroutroconsumi-
dor, o emergente costuma se juntar
a parentes e amigos para conseguir
preçosmaisbaixos,sejanosupermer-
cadoatacadistaounalojadematerial
escolar. De acordo com um levan-
tamento do Data Popular, 39% dos
entrevistados das classes C e D par-
ticiparam de alguma compra com-
partilhadanoperíododeummês,en-
quantonaABonúmerocaipara10%.
Com isso em mente, anunciar
produtos em sites de compras cole-
tivas pode ser uma forma interes-
sante de atrair esse público, que, por
sua vez, será conquistado por meio
do investimento em vantagens no
pagamento e atendimento que evite
discursos moralistas que condenem
o cliente, seja por consumir produ-
tos piratas, ou por gastar todo o seu
salário em produtos de marca. Para
acabarcomopreconceito,asempre-
sas precisam ensinar o consumidor
a usar o crédito a seu favor e a fazer
a escolha do melhor preço, valo-
rizando o processo de compra.
10 anos de Música  Mercado
ter o desejado é maior,
excelente oportunidade tosdecelebração”,explicaRenato
10 anos de Música  Mercado
uma meta ao
alcance de todos e, por
isso, o esforço para ob-
ter o desejado é maior,
QUANDO COMPRA UM COMPUTADOR,QUANDO COMPRA UM COMPUTADOR,
O CONSUMIDOR EMERGENTE ESTÁ
DANDO PARA O FILHO A CHANCE DE TER
UMA VIDA MELHOR. PARA A MULHER,
O INVESTIMENTO EM PRODUTOS DE
BELEZA AUMENTA A POSSIBILIDADE DEBELEZA AUMENTA A POSSIBILIDADE DE
DAR CERTO NO MERCADO PROFISSIONALDAR CERTO NO MERCADO PROFISSIONAL
86 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
Desde 2008, quando foi aprovado
o projeto de lei que reintrodu-
ziu a lei de música nas escolas,
o mercado de instrumentos musicais e
áudio profissional ficou ‘ouriçado’: em-
presas passaram a fabricar instrumen-
tos musicais infantis; as lojas, em parce-
ria com os fabricantes, criaram espaços
específicos para as crianças nos PDVs;
e várias empresas do setor começaram
a implementar projetos de incentivo à
educação musical pelo País.
Conforme já publicado na MM, a
Francal divulgou números muito oti-
mistas para o mercado brasileiro, com
um crescimento que se revelaria ainda
em 2012. A promotora de eventos pre-
via um aumento de faturamento de R$
600 milhões para o setor, chegando a
R$ 1,2 bilhão até 2012, e o número de
estudantes de música também aumen-
taria dos atuais 5 milhões para 34 mi-
lhões no mesmo período. Agora, com a
lei nº 11.769 já em vigor, parece que o
mercado se deu conta de que precisará
trabalhar muito mais para conseguir o
esperado crescimento nas vendas.
Háumconsensoentrepesquisadores
do ensino musical: não há profissionais
capacitados em número suficiente para
dar conta da demanda criada com a in-
trodução da lei. “A lei ainda precisa ser
MUSICALIZAÇÃO
NAS ESCOLAS
Aprendendo
a ensinar
revista. O ideal é que haja profissionais
capacitados tanto em música quanto em
educação para dar as aulas. Mas era pre-
ciso dar o primeiro passo para que o pro-
jetoseconcretizasse.Issofoifeito.Eagora
será adequado às novas demandas que
forem surgindo com o tempo”, ressalta
a educadora Cristal Velloso, responsável
pelo Programa Sopro Novo, da Yamaha.
Ainda falta muito, mas muito mesmo,
parasechegaraopadrão‘ideal’deensino.
Licitações por aí
Com a instituição da lei, começaram a
‘pipocar’ licitações para compras de ins-
trumentos musicais em diversas partes
do País. As diferenças entre as licitações
são muitas, já que o governo federal
deu liberdade total para que as escolas
façam suas escolhas com relação aos
instrumentos para utilizar e o método
de ensino. Porém, uma tem sido mais
frequente: a aquisição do Kit Fanfarra.
De acordo com nota publicada pelo
MinistériodaEducação,oProgramaMais
Educação, instituído pelo Governo Fede-
ral, distribuiu, em 2009, instrumentos de
fanfarrapara1.239escolas.Em2010,onú-
mero cresceu, foram cerca de 2.700 esco-
las;epara2011aestimativaédequemais
3.500escolasrecebamessematerial.
Mas a entrada das lojas nas licita-
ções ainda gera divergências entre lojis-
tas do setor. Para uns, o modelo ajudou
a tirar o estabelecimento do vermelho
e ‘engrenar’ os negócios. Outros acham
que esse modelo de licitações ainda
não é bem definido, o que dificultará a
continuidade comercial nos próximos
anos. “Participamos da licitação de uma
escola, com um valor de R$ 15 mil para
a compra de instrumentos. Mas os equi-
pamentos de que eles precisavam não
chegavam a esse valor e eles pediram
para eu colocar um valor mais alto na
nota fiscal, para que pudessem comprar
umcomputador.Eunãopossofazerisso.
Propus que levassem acessórios para os
instrumentos adquiridos: boquilhas e
peles, por exemplo, mas a licitação não
permite isso. Só se podia vender instru-
mentos. Perguntei como eles iam fazer
a reposição das peças depois e eles não
sabiam. Não quero fazer uma venda só”,
relata o lojista Rogério Aquino, da loja
Eletro Musical, de Divinópolis, MG.
Já para o empresário Tony Zégas, de
Timbaúba,PE,aslicitaçõesnasuaregião
foram fundamentais para regularizar as
contas no início do negócio. “No período
dos desfiles de 7 de setembro [em 2010],
elevei minhas vendas em 200% em re-
lação aos demais meses do ano”, conta
o empresário. Fato é que a lei de música
nasescolasjáérealidadenoBrasil.Agora
também é responsabilidade dos empre-
sáriosdosetordesenvolverseusnegócios
para disseminar a implantação da lei
por todo o País. Afinal, todos ganham
com ela funcionando a todo o vapor.
Em agosto entrou
finalmente em vigor
a lei que traz aulas de
música para escolas do
ensino fundamental e médio.
Mas e os resultados?
a lei que traz aulas de
música para escolas do
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
88 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
Asfeirasdenegóciosoutradeshows
são essenciais em qualquer setor
da economia. O relacionamento
entre fabricantes, fornecedores e público
final, além da exposição dos produtos e
tendências,éaprincipalcaracterísticaque
levaesseseventosaosucesso.
No mercado de instrumentos musi-
cais e áudio, as feiras mais conhecidas
mundialmente são três: Musikmesse,
na Alemanha; Music China, em Xan-
gai; e Namm Show, em Los Angeles.
Na América do Sul, podemos destacar
a Expomusic e a AES Brasil, realizadas
na capital paulista. Uma
grande quantidade de
lojistas e fabricantes na-
cionais vai até tais even-
tos conferir as novidades
em produtos, expor seus
equipamentos e ampliar
seu networking com re-
presentantes e comer-
ciantes de outras partes do mundo.
Nos últimos anos, dois fenômenos
podemservistosnomercadodeinstru-
mentos musicais e áudio profissional
com relação às feiras. A Namm e a Mu-
sikmesse parecem ter deixado de ser
tão distantes dos fabricantes nacionais
e já é de praxe conferir a presença de fa-
bricantes brasileiras expondo seus pro-
dutos nos EUA e na Alemanha, fora o
número de visitantes brasileiros. E, no
Brasil, as feiras regionais também vêm
demonstrando ser uma importante fer-
ramenta na aproximação entre lojistas,
fabricantes e distribuidores.
A feira Music Show, criada em 2007,
possui sete edições anuais em diferentes
Estados, reunindo entre 30 e 40 empre-
sas do segmento, aproximando lojistas
de regiões fora do eixo Rio-São Paulo a
FEIRAS DE NEGÓCIOS
Todo produto deve ir aonde o cliente está
As feiras de negócios deram ao setor de instrumentos musicais nos últimos
anos um crescimento significativo de venda, profissionalismo e incentivo
fabricantes e distribuidores. “A Music
Show tem o objetivo de fortificar, criar
elos, reatar parcerias, além de oferecer
melhores condições em compras e ven-
das. Não é uma feira nacional. É uma
feira de relacionamento focada também
no desenvolvimento do mercado regio-
nal”, ressalta Daniel Neves, produtor dos
eventos. Opinião reforçada pelo lojista
Ronaldo Cardoso, da Betel Instrumentos
Musicais, de Timóteo, MG: “Elas contri-
buem muito porque ficam mais perto e,
assim,conseguimosconhecerasnovida-
des do mercado da música, além de faci-
litarnossocontatocomosfornecedores”.
Segundo dados fornecidos pela
Ubrafe, União Brasileira dos Promoto-
res de Feiras, em 2011 os trade shows
deverão movimentar no Brasil cerca de
R$ 3,5 bilhões.
A China
se apresenta
A entrada do gigante asi-
ático no circuito de feiras
internacionais foi uma
grata surpresa. Em 2002,
quando foi realizada a
primeira feira da Musi-
kmesse, a Music China, em Xangai,
sinalizou a importância dos produtos
chineses no mercado internacional de
instrumentos musicais e áudio profis-
sional. Agora a novidade é a instala-
ção de uma nova feira da Musikmesse,
em parceria com a Namm, na Rússia.
AfeirasechamaráNammMusikmes-
se and ProLight + Sound Russia e ocorre-
rá no Expo Center, de 16 a 19 de maio do
ano que vem. A intenção do novo trade
show é crescer em novos mercados e be-
neficiar o desenvolvimento profissional e
aeducaçãomusicalnaregião.Omercado
russo tem grande potencial devido à sua
vasta população (cerca de 145 milhões de
pessoas)eàculturamusicaldesenvolvida.
O volume do mercado de instrumentos e
tecnologia da Rússia é estimado em 600
milhões de euros, ou seja, promete!
A MUSIC SHOW É UMA FEIRA
DE RELACIONAMENTO FOCADA
TAMBÉM NO DESENVOLVIMENTO
DO MERCADO REGIONAL
90 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
Os empresários de todos os seto-
res do mercado nacional tive-
ramdeseadequar,nosúltimos
anos,aumasériedealteraçõesnoreco-
lhimento dos tributos para os governos
estaduais e federal. As medidas têm
caminhado no sentido de combater a
sonegação de impostos, digitalizando
todas as operações contábeis e fiscais.
Com as alterações, não faltaram re-
clamações por parte do setor empre-
sarial. Vicent Baron, sócio-diretor da
Vallua Consultoria, fez uma análise para
a MM sobre as consequências das no-
vas medidas: “O maior problema pode
estar relacionado à complexidade do
nosso sistema tributário e à falta de co-
nhecimento. Pequenos e médios empre-
sáriospodemsedeparar,inclusive,coma
quedaderentabilidade”,explicou.Ecom-
plementou:“Alémdafacilidadeeagilida-
de de gestão, o problema da sonegação é
umdosprincipaismotivadoresdaimple-
mentaçãodoregistroeletrônico”.
Para atender à demanda de todas as
exigências foi preciso que o empresaria-
do investisse, inclusive, em tecnologia,
como softwares e até mesmo capacita-
ção de funcionários. Segundo Baron, a
visível queda de rentabilidade durante
o processo de transição e o aumento de
gastos fazem com que essas mudanças
sejam avaliadas como negativas pela
classe empresarial. Porém, é preciso
analisarasoportunidadesqueseabrem.
“Trata-se de um momento delicado, que
pode favorecer a avaliação do negócio e
da forma de gestão. Os gestores podem,
e devem, aproveitar todas as mudanças
para fazer uma grande análise do seu
negócio. É preciso identificar oportuni-
TRIBUTOS
Leão virtual: muito mais tangível
Mudanças na tributação para a classe empresarial no Brasil apertaram
o cerco contra a sonegação. Com a digitalização dos processos,
a tendência é haver cada vez mais controle por parte do Estado
dades para melhorar processos, aumen-
tar a produtividade e a rentabilidade”, fi-
naliza. Confira as principais mudanças:
Sped
Uma das grandes mudanças que hou-
ve nesse sentido foi a criação do Sped,
programa que entrou definitivamente
em vigor no final de 2010. A medida
permiteoacompanhamentoemtempo
real das operações comerciais pelo Fis-
co, além de garantir às empresas uma
significativa redução em seus custos e
despesas operacionais, com a extinção
da nota impressa em papel.
PauloVianna,gerentedenovosnegó-
cios da SafeNet Brasil, explica como fun-
cionaosistema:“OSpedéumsistemade
tratamento das informações contábeis
gerado pelo programa de contabilidade
da empresa. Ele deve gerar um arquivo
queserásubmetidoaoProgramaValida-
doreAssinador(PVA),fornecidopelogo-
verno (Fazenda Estadual). É semelhante
ao programa do Imposto de Renda, que
todos conhecem. O arquivo a ser valida-
do contém a escrituração da empresa.
Portanto, não se trata de ‘digitalizar’ os
documentos: o arquivo a ser enviado já
‘nasce’emumformatoeletrônico”.
Escrituração fiscal digital
Integrante do Sped, a Escrituração Fiscal
Digital, conhecida como EFD, é um dos
pilaresmaisimportantesdaReformaTri-
butária, pois substitui todos os livros fis-
cais por arquivos digitais, tudo para cru-
zar os dados entre as esferas tributárias
estaduais e federais. A EFD substitui os
livros:deRegistrodeentradasesaídas;de
Inventário;deApuraçãodoIPI;deApura-
ção ICMS — todos mensais, exceto o de
inventário,comentregaanual.
Substituição tributária
A ST entrou em vigor em dezembro de
2008 e mudou as formas como comer-
ciantes e fabricantes recolhem os im-
postos sobre os produtos que vendem.
Vicente Sevilha, consultor e contador,
explicou à Música  Mercado como
funciona o mecanismo. “O fabricante,
ao vender seus produtos, efetua dois
cálculos distintos: o cálculo do valor
do ICMS relativo à sua venda e o cál-
culo do valor do ICMS que seria pago
pelo lojista no antigo sistema, quando
ele vendia os produtos ao consumidor
final. Agora, no momento da emissão
da nota fiscal, além de emitir o valor do
ICMS próprio, o fabricante/importador
também vai cobrar do lojista o valor
do ICMS que seria dele. Já o lojista não
recolherá mais nenhum ICMS quando
vender esses produtos, pois já o pagou
pela ST quando os comprou”, explica.
Desde sua implementação, diversas
críticastêmsidofeitasquantoàefetivida-
de desse novo sistema. Luís Nassif, jorna-
lista econômico referência na imprensa
brasileira,fezseverascríticasaoprocesso:
“Ao jogar todo o pagamento no fabrican-
te, independentementedo setor, tem-se o
casodoalambiquedointeriorpassarase
responsabilizarpelopagamentodeICMS
daredeCarrefour,porexemplo”.
Capa 10 anos de Música  Mercado
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 91
Nota fiscal eletrônica
Instituída em setembro de 2006, a
NF-e veio substituir a tradicional, im-
pressa em papel. Gildo Freire de Arau-
jo, vice-presidente de desenvolvimen-
to profissional do Conselho Regional
de Contabilidade do Estado de São
Paulo (CRC-SP), explica sua impor-
tância: “A NF-e será o caminho daqui
para a frente, pois é dinâmica, segu-
ra e fornece as informações de modo
mais claro e padronizado”.
O objetivo é que, no curto prazo, to-
das as empresas que estiverem ligadas
às associações comerciais possam emi-
tir, gerenciar e armazenar notas fiscais
eletrônicas, que podem ser customiza-
dasedisponibilizadaspelossitesdasFe-
deraçõesdasAssociaçõesComerciaisde
cada Estado. Em abril deste ano tornou-
-se obrigatória a emissão de Nota Fiscal
Eletrônica (NF-e) na versão 2.0.
Supersimples
AtualmenteestánoCongressooProjeto
de Lei Complementar (PLP) 87/11, que
reúne alterações na Lei Geral da Micro
ePequenaEmpresa.Entreasmudanças,
aumenta o teto da receita bruta anual
dasempresasdoSimplesNacional,tam-
bém conhecido como Supersimples, de
R$ 240 mil para R$ 360 mil para micro-
empresas; e de R$ 2,4 milhões para R$
3,6 milhões para as pequenas.
Cria, ainda, o parcelamento, em
até 60 meses, dos débitos tributários
das empresas que utilizam esta tribu-
tação — o que hoje não é permitido.
A proposta também aumenta de R$
36 mil para R$ 60 mil a receita bruta
anual do Empreendedor Individual —
profissionais que trabalham por conta
própria, como cabeleireiras e chavei-
ros. Pelo novo projeto, as empresas do
Simples também poderão exportar até
o valor total da sua receita bruta anu-
al sem serem excluídas do sistema.
Assim, por exemplo, quem estiver no
teto máximo de R$ 3,6 milhões poderá
exportar mais R$ 3,6 milhões sem ser
obrigada a deixar o Simples.
AChina teve o maior cresci-
mento econômico dos úl-
timos 25 anos de qualquer
outro país. Desde a sua nova política
de mercado, inaugurada em 1987, ela
vem crescendo a uma taxa média de
10% ao ano, chegando, em 2010, a ser
a segunda maior economia do plane-
ta, abaixo apenas dos Estados Uni-
dos, lugar ocupado até hoje.
Patinho feio
Durante a década de 1990, os pro-
dutos chineses ainda eram vistos
como o ‘patinho feio’ do mercado
mundial. Naquela época os dizeres
‘made in China’ eram sinônimo de
falta de qualidade, preconceito glo-
bal. Mas, devido aos baixos custos
para fabricação em território chi-
nês, empresas de diversas partes do
mundo começaram a manufaturar
por lá, baixando drasticamente seus
custos de produção.
Mudanças de aspectos
Com a entrada cada vez maior de
grandes multinacionais fabricando
no país, a indústria chinesa foi se
especializando, visto que diversas
empresas começaram a levar toda a
expertise que já aplicavam em suas
terras natais. Profissionais de diver-
sas partes do mundo passaram a
acompanhar as etapas da produção,
garantindo, assim, uma melhoria sig-
nificativa na qualidade dos produtos.
De olho no crescimento do país
e em busca de melhorar o aprovei-
tamento na China, a Behringer, em
2002, foi a primeira empresa a ins-
talar uma fábrica própria em terri-
tório chinês. Uli Behringer, CEO da
companhia, salienta: “Quando viajei
para lá pela primeira vez, há quase 20
anos, os custos eram muito baixos.
Agora, na China, e em todo o resto
do mundo, os custos são altos. Não
adianta que a região ofereça apenas
vantagens de câmbio, a fábrica deve
ser eficiente na China ou em qual-
querpartedoglobo,senãonãosobre-
viverá. O segredo não é o produto em
si,masainfraestruturaportrásdele”.
Marca de um lugar,
produto de outro
Para completar, diversas empresas
dediferentessetoresvêmfazendono-
vas transações a partir do sistema de
OEM, sigla para original equipment
manufacturer. A iniciativa consiste
na criação de uma marca no país de
origem, mas fabricação em outro.
Nesse caso, toda a responsabi-
lidade sobre a marca se dá pela em-
presa que a distribui, inclusive com
relação à qualidade dos produtos,
campanhas de marketing e todas
as questões legais. No Brasil,
OEM
Made in China
A China é o maior
fenômeno econômico
mundial das últimas
décadas. Com preços
baixos para fabricação, o
que se viu recentemente foi a grande
melhoria na qualidade de seus produtos
que se viu recentemente foi a grande
92 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa 10 anos de Música  Mercado
diversas companhias fazem
uso dessa estratégia de negócios.
Na verdade, atualmente, é difícil
achar uma marca que fabrique
exclusivamente por aqui, devido
aos benefícios financeiros propor-
cionados pela prática do OEM.
Simone Pratesi, diretor finan-
ceiro da BC Speakers, empresa
originária da Itália, ressalta a im-
portância da fabricação na China
em meio à alta competitividade ao
redor do mundo. “Nos últimos 20
anos temos visto uma reação mui-
to grande a esse fenômeno, em que
a produção em massa tem se ins-
talado na China. Na realidade, hoje
é quase impossível competir de
outra forma – e um país que tenha
mão de obra mais cara não é capaz
de sobreviver nesse mercado. Nos-
so foco está em redefinir o design e
as aplicações do produto, compro-
metidos com a alta qualidade, e é
por isso que podemos competir”,
defende o executivo.
Ofuturodosnegóciosnopaís
Segundo dados recentes do Banco
de Desenvolvimento Asiático (ADB,
na sigla em inglês), a economia chi-
nesa deve crescer 9,6% ainda em
2011. Em decorrência da pressão
inflacionária e do aperto na política
monetária,háaexpectativadeuma
moderação no ritmo de expansão
do Produto Interno Bruto (PIB).
Porém, o crescimento ainda se de-
monstra acima da média de qual-
quer outro país. Os discursos ao re-
dor do mundo já vêm mudando há
algum tempo em relação à China.
De fornecedor de produtos de baixo
custo, ela passa a ser considerada
um grande mercado consumidor,
sedento por entrar na cultura de
consumo global. Com um cresci-
mentoeconômicoestáveleumapo-
pulação de 1,4 bilhão de habitantes,
não é difícil perceber por quê.
Atualmente, a maior parte do
faturamento do setor de áudio
profissionaleinstrumentosmu-
sicais se deve a um grande fenômeno
dos últimos anos no Brasil: o crescimen-
to das igrejas evangélicas. É comum que
elas invistam mais na preparação de
seus templos com boa estrutura de áu-
dio para receber bandas e proporcionar
música a todo o volume, além de uma
sonorização bem planejada para que as
palavras do pastor ressoem com quali-
dade em todos os cantos do ambiente,
isso sem contar as marchas, que movi-
mentam as locações de equipamentos.
Se em 1960 o número de evangéli-
cos era de apenas 4 % da população, em
2009, segundo a Fundação Getulio Var-
gas (FGV), já somava 23% da popula-
ção,maisde43,7milhõesdebrasileiros.
Para o Serviço de Evangelização para a
América Latina, Sepal, uma organiza-
ção de estudos teológicos ligada a igre-
jas protestantes, em 2020 esse número
poderá chegar à metade dos brasileiros,
atingindo mais de 100 milhões.
Lojistasdosetordeinstrumentosmu-
sicaissempreforamparceirosdetemplos
e igrejas. Algumas atividades realizadas
por diversas lojas, como instalação e ma-
nutenção de equipamentos, têm como
principal público-alvo as instituições re-
ligiosas.ParaolojistaJúlioCorrea,daloja
Musical Vilhena, de Vilhena, RR, as igre-
jas são seus principais clientes. “Noventa
por cento das vendas são realizadas para
igrejas evangélicas, e uma pequena parte
para as demais religiões, escolas e músi-
cosemgeral.Ostemplosevangélicospos-
suem muitos equipamentos de áudio e
instrumentos musicais de diversos tipos
emodelos”,explicaJúlio.
A Igreja Batista Memorial, localiza-
da em São Paulo, capital, por exemplo,
possui 2.100 m2
de espaço interno, e já
investiu R$ 150 mil nos equipamentos
de áudio, iluminação e instrumentos
musicais. Para Carlos Roberto de Bri-
to, técnico de áudio da igreja, a música
tem papel fundamental durante o culto,
motivando-os a investir nessa área. “A
música tem total  importância dentro
da igreja. Ela tem uma linguagem uni-
versal, mesmo quando cantada em ou-
tras línguas. Isso mexe com as pessoas
e é algo que não temos como explicar,
simplesmente acontece”, ressalta.
A loja Diná Instrumentos Musicais,
de Itaúna, MG, possui serviço especia-
lizado para o atendimento das igrejas.
“Temostécnicosquevãofazerumaaná-
lise para criar os projetos e montá-los
de acordo com a necessidade do cliente,
deixam tudo prontinho”, ressalta Letícia
Araújo, proprietária da loja. E continua:
“Ainstalaçãogratuitaépartedapolítica
para fidelização dos clientes. Já disponi-
bilizamos esse serviço para conquistar
clientes. Eles procuram o nosso técnico
para perguntar do que precisam”.
O mercado evangélico abriu, e conti-
nua abrindo, portas para novos negócios
no setor de instrumentos musicais e
áudio profissional. E, conforme os exem-
plos colhidos ao longo da última década,
a principal estratégia para manter os
clientes é tratá-los com atenção, propor-
cionandobonsserviçosnapréepós-ven-
das e buscando produtos que atendam
àsprincipaisnecessidadesdosetor.n
CONSUMO
EVANGÉLICO
Volume alto para louvar
Crescimento do número de igrejas evangélicas
foi decisivo para o aumento nas vendas de áudio
profissional e instrumentos musicais na última década
Uma nova experiência com a música.
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96 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
10 DICASPARA
APROVEITAR MELHOR
SUA FEIRA DE NEGÓCIOS
nasceu músico, cresceu vendedor e, aos 41 anos, exerce o cargo de gerente comercial da Royal Music.
Está lá há 15 anos e continua ‘vendedor’. E-mail: lfsacoman@gmail.com
LUIZ SACOMAN
PONTOS DE VENDA
VOCÊ PODE APROVEITAR MUITO MAIS SE FICAR ATENTO A ALGUMAS
QUESTÕES ANTES DE PARTICIPAR DE UMA FEIRA DE NEGÓCIOS.
QUEM GANHA? SUA LOJA, SEUS CLIENTES E VOCÊ
Setembro está chegando, mês de Expomusic.
Além disso, ao longo do ano, temos também as
feiras Music Show, promovidas pela MM em
sete Estados brasileiros. Tenho certeza de que algu-
mas dicas abaixo podem lhe ser muito úteis durante
as feiras de negócios das quais você participa. Essas
ideias podem lhe ajudar a otimizar seu tempo e, con-
sequentemente, lhe trazer resultados satisfatórios.
Lembre-se de que, no caso da Expomusic, que ocor-
re em São Paulo, SP, não existe dia nem horário de
pico no trânsito — mesmo aos sábados e domingos o
trânsito é pesado na cidade —, portanto, vale a pena
cuidar de alguns detalhes importantes como hospe-
dagem em locais de fácil acesso e de acordo com suas
atividades antes e após o horário da feira. Ah, e já que
vai estar na capital paulista, visite os polos das ruas
Teodoro Sampaio e Santa Ifigênia, e também aprovei-
te a vida cultural intensa, conferindo a Pinacoteca ou
o Mercado Municipal, por exemplo.
1.
Em qualquer trade show, hospede-se detrade show, hospede-se detrade show
acordo com sua agenda de visitas. Na Ex-
pomusic, por exemplo, lembre-se de que
em certos períodos, leva-se mais de uma
hora para percorrer ‘meros’ 10 km. Verifique a agenda
de compromissos e seus gostos pessoais, como sair à
noite para jantar, para comportar o horário. São Pau-
lo, para quem tem estilo de vida mais noturno, oferece
muito em matéria de night life.
2.
Sempre marque horário antecipadamen-
te com seu fornecedor. É muito provável
que, se não o fizer, você passe pelo es-
tande de determinado fornecedor várias
vezes e ele esteja em atendimento e não consiga falar
com você tempo suficiente para tratar de todos os
assuntos que gostaria. Para novos fornecedores isso é
ainda mais importante, pois ao agilizar o cadastro de
sua empresa antecipadamente, os negócios fechados
nas feiras já podem ser até mesmo faturados e entre-
gues ainda durante sua visita ao evento. Com os aces-
sos remotos aos sistemas de logística, muitas empre-
sas têm esta agilidade de faturamento e entrega, mas
podem esbarrar na burocracia de cadastros e análise
de crédito. Certifique-se de não ficar sem os produtos
por esse pequeno descuido, pois a demanda nos dias
de feira é muito grande e, naturalmente, os pedidos
livres de impedimentos são prioritários.
3.
Compre pensando na sazonalidade. Por
exemplo, na Expo, pense nas vendas de
fim de ano. Invariavelmente, após a Expo-
music muitos produtos importantes se es-
gotam. Esteja preparado para abastecer sua loja para a
retafinalde2011.Namaioriadostradeshowssãoofere-
cidas condições de preço e prazo especiais. Utilize isso
aseufavor,estocandooqueestánalistadeseusprodu-
tosmaisvendidos,masnãodeixedeternovidadespara
atrair os clientes, sempre ávidos por lançamentos.
PROCURE SEMPRE
MARCAR HORÁRIO
ANTECIPADAMENTE COM
SEU FORNECEDOR
98 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Luiz Sacoman Pontos de Venda
4.
Nuncaseesqueçadeseucartãodevisitas.
Isso parece óbvio, mas não falo somente
do cartão de visitas em si, mas também
sobreprepararaequipequeirálheacom-
panharparaaproveitaraomáximoessemomentopara
estreitar relacionamento com seus fornecedores. Bons
relacionamentos sempre agilizam negociações.
5.
Traga seus especialistas. Em toda feira de
negócios sempre acontecem muitos trei-
namentos que devem ser assistidos pelos
especialistas ou gerentes de cada área de
sua loja. Workshops de softwares, demonstração de
produtos, novidades tecnológicas tomam tempo e ge-
ralmentecompradoresoudonosdelojasnãotêmtem-
pohábilparaacompanhartodososeventos.Programe
a agenda para que seu especialista, ou você, não perca
as palestras importantes que ocorrem nas feiras.
6.
Faça um planejamento de acordo com
seu budget. Use seu orçamento conscien-
temente. É comum que um lojista entre
em um estande, feche um pacote gigan-
tesco e fique sem verba para comprar mais produtos.
O resultado disso é um mix incompleto, preocupação
maior para vendas de fim de ano. Fique atento e saia
de casa com objetivos bem traçados.
7.
Conforto e bem-estar. Lembre-se de usar
calçados e roupas confortáveis e, se possí-
vel, levar uma mala de rodinhas para não
carregar peso em sacolas. Alimente-se bem
e descanse o suficiente. Na Expomusic, por exemplo, é
comumvermoscompradoresexaustosjánaquinta-fei-
ra, segundo dia do evento. Esta dica serve também aos
expositores que, em muitos casos, já começam a feira
desgastados pela montagem iniciada na segunda-feira.
8.
Sempre atente para o horário das feiras.
AExpomusic,especificamente,tevemu-
danças de horários nos últimos tempos.
Lembre-se de que de quarta a sábado,
funciona das 13h às 21h, e domingo, o horário de fun-
cionamento é das 10h às 19h. Se você pensa em visitar
a feira somente no fim de semana, esteja preparado
para enfrentar os dias mais cheios, pois de sexta a do-
mingo a Expo é aberta ao público em geral.
9.
Fique atento aos seus pertences. Antes,
durante e depois de qualquer trade show
não descuide de seu notebook ou mochi-
la. Em São Paulo camufle notebooks no
trânsito. Notebooks são verdadeiras iscas para os
gatunos. Nasci na cidade e a amo, mas que a verdade
seja dita: não dê bobeira com gadgets como iPhones,
iPads, notebooks etc.
10.
Sempre leve cópias impressas
dos pedidos que colocou ou re-
cebeu durante a feira e faça um
backup em seu e-mail. Um amigo
meu, atacadista do setor de bolsas e calçados, certa
vez perdeu todos os seus pedidos, cartões de visitas e
cadastrosaosedescuidaredeixarsuapastacom‘pin-
ta’ de notebook no banco do carro ao sair para jantar
após uma feira de negócios. 
Passeio simpático em São Paulo
Aproveite que está na cidade e vá ao bairro Vila
Madalena visitar os ateliês de artistas e desig-
ners. Para fãs de Eric Clapton, por exemplo, o
estúdio dos designers Jack e Sérgio Fahrer (www.
sergiofahrer.com.br) tem exposta uma cadeira
feita a pedido do próprio músico, que se queixa-
va de dores nas costas ao tocar sentado. Foram
produzidas somente 72 delas, sendo que uma
está com o próprio Clapton e outra na casa do
cantor Sting. Com acabamento feito a partir de
1.500 palhetas de guitarra, vale a pena conferir.
102 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Empresa Perfil
W.L.Gore:
revestindo
amúsica
AElixiréumadasprincipaismar-
casdecordasparainstrumentos
musicais do planeta. Inovadora,
a marca, lançada em 1995, criou um
novo conceito no acessório ao revesti-lo
com o ‘teflon expandido’, característica
que proporcionou maior durabilidade e
tonalidade diferenciada em relação às
cordas convencionais. A marca é pro-
duzida pela gigante multinacional W. L.
Gore  Associates, empresa que domina
aproduçãodoPTFE(teflonexpandido)e
atuaemváriosnichosdemercado.
A empresa é fabricante de uma
imensa gama de produtos para diversos
segmentos: médico, fabril, industrial e
eletrônico. Sua principal peculiaridade
está na matéria-prima que produz: o
PTFE, sigla para politetrafluoretileno
— polímero similar ao que conhecemos
no Brasil como teflon, aquela camada
preta que cobre panelas para evitar que
os alimentos grudem nelas.
Porém, no caso da W. L. Gore, o
PTFE possui aspectos diferenciados,
sendo chamado de ‘teflon expandido’,
cuja característica mais importante é
a versatilidade. É usado em dezenas de
equipamentos para aumentar a durabi-
lidade dos produtos. E, de acordo com
Alexandre Budim, diretor comercial
na filial brasileira da empresa, um dos
maiores talentos da W. L. Gore “é a cria-
tividade para encontrar novos negócios
para a aplicação dessa tecnologia”.
Arevistanorte-americanaFortunere-
lacionou a W. L. Gore  Associates como
uma das cem melhores empresas para se
Roupas militares, antichamas;
equipamentos para extração de petróleo,
para segmentos farmacêutico; fibras; e,
finalmente, cordas para guitarra. O quê?!
Isso mesmo. A fabricante da Elixir, W. L.
Gore, faz toda essa sorte de produtos, com
qualidade reconhecida internacionalmente.
Conheça a história dessa surpreendente e
gigante multinacional
Por Itamar Dantas
trabalhar no planeta. A receita anual da
companhia em 2010 foi de R$ 2,5 bilhões,
deacordocomoYahooFinance.
Tudo isso, mais cordas
Dessa gigante internacional surgiu em
1995 a marca Elixir, focando nos negó-
cios de cordas e cabos para instrumen-
tos musicais. Utilizando o PTFE para
revestir as cordas, a marca tornou-se
pioneira nesse segmento, trazendo
maior durabilidade e um timbre dife-
renciado, conceito denominado de cor-
das revestidas. “Essa inovação foi con-
siderada nos EUA uma das dez maiores
invenções do mercado da música de
todos os tempos”, ressalta Budim.
Com o revestimento, não se acu-
mula tanta sujeira e gordura entre os
Alexandre Budin, diretor comercial
104 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Empresa Perfil
fios que revestem a “alma” da corda.
Assim, a Elixir conseguiu maior dura-
bilidade (de três a cinco vezes maior) e
timbre específico do produto. “A tecno-
logia exclusiva de revestimento prote-
ge 100% da zona crítica do som — área
entre os enrolamentos que dá acesso
à alma da corda —, por revestir a cor-
da toda, após estar pronta para uso.
Isso aumenta a vida útil. Além disso,
as cordas lisas possuem a tecnologia
anti-rust (antiferrugem), apresentando
maior durabilidade, como a das cordas
espiraladas”, enfatiza Budim.
No Brasil
A W. L. Gore está instalada no Brasil
desde 2000. Segundo o diretor, a vinda
da empresa para o País teve a finalida-
de de expandir as atividades na Amé-
rica Latina, mercado até então não ex-
plorado pela companhia.
Uma das grandes novidades da
empresa é que a Elixir não fabricará
mais cabos. “O produto era realmente
de qualidade superior, porém a empre-
sa decidiu estar 100% focada no ne-
gócio de cordas, para direcionar toda
a sua força. O Elixir Cable pode virar
peça de colecionador. Sorte de quem
possuir um”, garante Budim.
A distribuição da marca no Brasil
é encabeçada pela Izzo Musical, par-
ceira de longa data que recebe elogios
da fabricante. “A Izzo tem uma es-
trutura fantástica, são transparentes
quanto às informações e somos mui-
to unidos para tomar as decisões ne-
cessárias para a melhoria contínua.
Além disso, as pessoas do time são
maravilhosas e fiz muitos amigos por
lá. Só tenho a agradecer em nome da
Elixir Strings e da W. L. Gore  As-
sociates pela parceria de todos esses
anos”, ressalta o diretor.
Com relação ao mercado, Alexandre
Budimdestacaocrescimentodademan-
da por cordas revestidas como a princi-
Top 3 Elixir
Elixir Guitar Strings 11002
Esse encordoamento para violões
de aço é fabricado em bronze e o
revestimento externo é feito em
nanoweb, um fino e resistente
material que reveste a corda,
proporcionando maior durabilidade
e ressonância do timbre.
Elixir Bass Strings 14002
Os modelos 14002 possuem jogos
básicos de quatro e cinco cordas,
sendo que a 5ª e a 6ª cordas são
vendidas separadamente, avulsas.
A linha 14002 é mais comprida do
que as convencionais e também
possui revestimento em nanoweb e
o sistema anti-rust.
Elixir Guitar Strings 12002
As cordas Elixir 12002 para guitarra
também possuem o mesmo
revestimento em nanoweb, o que
proporciona timbre mais brilhante
e duradouro. Esse jogo de cordas
apresenta exclusivo sistema anti-
-rust, que dificulta o enferrujamento e
prolonga a vida útil do acessório.
Raio X • Elixir Strings
Raio X • Elixir Strings
Fabricante: W. L. Gore
Atuação: 30 países
Faturamento: R$ 4 bilhões
Distribuição: Izzo Musical
Contato: (11) 3797-0100
Site: www.izzomusical.com.br
pal aposta para o desenvolvimento dos
negócios. A entrada de outras marcas
aqueceu o setor e a tendência é atrair
novos músicos a comprar esse tipo de
produto. “Nossas vendas vêm crescendo
ano a ano e já atingimos um número
muitorepresentativocomonegócio.Mas
acreditamos que ainda há espaço para
crescercomomarca.Osegmentodecor-
das revestidas irá evoluir, ajudando ain-
da mais o incremento da marca, que é a
criadoradonicho”,finaliza.
106 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Pequenas  Médias Gestão
Amaioria dos empresários do ramo de instrumen-
tos musicais possui objetivos claros para os seus
negócios e o orçamento irá transformar esses ob-
jetivos em números. E se o orçamento é a tradução das
metas e objetivos em números, descumpri-lo equivale a
ignorar o que a bússola está indicando e o destino pode
ser completamente diferente do que se havia planejado.
O orçamento eficaz será capaz de indicar qual é a ten-
dência para o nível de receitas, gastos e investimentos de
sua loja no próximo ano. Entretanto, todo lojista tem sua
política de trabalho e, independente do tamanho da loja,
dos objetivos para o futuro e do modelo de gestão adotado,
a política mais importante é a da maximização do lucro.
Mas existem outras igualmente relevantes: o relaciona-
mento com os fornecedores; a reposição de estoques; as
linhas de crédito; a gestão de capital de giro, dentre outras.
No dia a dia, essas políticas não são todas compatí-
veis, situação também conhecida como trade-off, quando
uma política deve se sacrificar em detrimento de outra.
Por exemplo: um lojista, por ocasião do lançamento de
um produto, pode optar por reduzir temporariamente os
ganhos da empresa, baixando os preços até que sua posi-
ção esteja consolidada, para então passar a vender com
uma margem que considere satisfatória. Assim é o orça-
mento, que vai sugerir até que ponto uma política pode
ser sacrificada em benefício de outra.
O trade-off só é necessário em condições de restrição
de capital. Dessa forma, o orçamento dirá, por exemplo,
se as políticas de reposição de estoques ou de financia-
mentoparaclientessãocompatíveiscomacapacidadede
geração de caixa da empresa, ou se as políticas de aqui-
sição de ativos fixos ou retiradas dos sócios são compa-
tíveis com a estrutura de capital de giro, ou ainda se as
políticas de vendas, de concessão de crédito e de preços
sãocompatíveiscomasmetasderemuneraçãodocapital
investido. Assim, o orçamento se constitui numa ferra-
menta excelente para auxiliar no processo decisório.
Passo inicial
Quandopreparamosumorçamento,construímosummo-
delofuturonoqualimaginamosalojafuncionandoemum
cenário econômico muito parecido com o cenário em que
ela está atualmente. E, com base em desempenhos e expe-
riências, projetam-se as tendências. Quando a estimativa é
eficaz, conduz o lojista ou gestor a uma tomada de decisão
mais confortável. Por essa razão, o orçamento não tem a
obrigação de ser exato: basta que seja bom, suficiente para
que as decisões relevantes sejam tomadas acertadamente.
Adicionalmente,outrasferramentasdegestãodevemser
utilizadas pelos lojistas para assegurar que o negócio esteja
nadireçãocerta.Umbomplanodemarketing,porexemplo,
podeconstituir-seemexcelenterecursoparaauxiliarnava-
lidaçãodosobjetivosdereceitadescritosnoorçamento.
Diferenças de orçamentos
Oorçamentoéumaferramentadinâmicaequeexigeproativi-
dade.Éumaviademãoduplanaqualogestordefinepolíticas
e metas, comunicando-as aos níveis hierárquicos inferiores,
responsáveis por propor estratégias para atingir o que foi es-
Todo mundo sabe que o orçamento é uma ferramentaTodo mundo sabe que o orçamento é uma ferramenta
vital para qualquer negócio. Aqui você vai aprender emvital para qualquer negócio. Aqui você vai aprender em
detalhes como fazê-lo e a cumpri-lo adequadamentedetalhes como fazê-lo e a cumpri-lo adequadamente
para levar a sua empresa ao topo
Como planejar e
executaroorçamento
estratégico
Pequenas  Médias Gestão
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 107
Elementos Básicos do Planejamento
Atividade de planejamento Conceito embasador
Definir o propósito da sua loja de acordo com os sócios e o ambiente
de negócios.
Missão da empresa
Qual é o negócio da sua loja?
Estabelecer orientações gerais para a ação, delimitando as áreas de
resultado da empresa conforme sua missão.
Diretrizes básicas
Quais são seus valores e linhas de ação?
Estabelecer posições pretendidas nas áreas de resultado
identificadas.
Metas
Aonde chegar? Quando? Quanto?
Identificar ações para o cumprimento da missão e das metas em
conformidade com o ambiente de atuação.
Estratégias
Como chegar?
Estabelecer as orientações específicas que serão a base para a
elaboração dos planos e orçamentos, atribuindo responsabilidades
por resultados e ações para efetivação das estratégias.
Premissas
Quem faz o quê?
Como? Quando? Quanto?
Estimar as necessidades dos recursos disponíveis e compatibilizá-los
com as fontes possíveis, para o atendimento do que a empresa precisa.
Planos e orçamentos
Com o quê?
Quanto? Quem? Quando?
Avaliar o cumprimento das metas e a eficácia das estratégias,
efetuando as correções necessárias.
Acompanhamento e controle
tabelecido em vendas, participação de mercado ou rentabili-
dade.Porisso,apreparaçãodoorçamentoéummomentode
analisar o histórico da vida da empresa, identificar se estão
ocorrendofalhaseineficiênciaseprocurarcorrigi-las.
O lojista jamais pode receber e aceitar sem criticar as
propostas orçamentárias enviadas pelos responsáveis dos
diversosdepartamentosdasualoja.Talvezelespossames-
tar simplesmente rebatendo o passado para o futuro, sem
qualquer preocupação em identificar e corrigir a nova re-
alidade pela qual passa a empresa. Isso é um orçamento
passivo e configura risco para o negócio como um todo.
Jáumorçamentodinâmicoeproativodevecontermetas
e restrições. As metas representam os objetivos a atingir; as
restrições, as dificuldades em atingir o que foi estabelecido
— o orçamento deve ser preparado com base em expectati-
vas racionais. Quando possui apenas metas, sem restrições,
nãopassadeumadeclaraçãodeintenções.
Planejamento estratégico
Dentre as muitas responsabilidades, o empresário deve:
1.Avaliar constantemente os ambientes interno
e externo, procurando identificar e antecipar
mudanças de forma a responder prontamente às novas
exigências do mercado.
2.Formular as estratégias necessárias ao cumpri-
mento das oportunidades identificadas.
3.Avaliar e quantificar os riscos potenciais do ne-
gócio e promover as ações necessárias à proteção
total ou parcial da empresa quanto a esses riscos.
As estratégias decorrentes da atividade de planeja-
mento devem ser estruturadas de maneira formal, per-
mitindo ao lojista atuar de maneira integrada em suas
ações gerenciais. Isso significa que seus planos devem ser
descritos em documentos, redigidos em linguagem clara
e acessível e quantificados para que as ações propostas
não se inviabilizem mutuamente, mas que, ao contrário,
se complementem. Além disso, a flexibilidade deve carac-
terizar tudo, permitindo a adaptação às mudanças e a
pronta ação gerencial para a correção de rumos.
Vejaaseguirumasériedeexemplosdecomofazeruma
análise objetiva e racional do mercado externo, interno e
como utilizar essas informações para montar um orça-
mento estratégico e eficiente.
O orçamento e o lucro
O ponto de partida do orçamento é o planejamento estra-
tégico da empresa. Esse plano estratégico só faz sentido
se tiver como objetivo garantir a remuneração dos sócios.
Quando se trata de uma loja de instrumentos musicais,
portanto uma empresa com fins lucrativos, a remune-
ração dos sócios é a própria razão de ser da empresa.
A meta de lucros será em função de três fatores:
1. o custo do financiamento dos capitais de terceiros;
2. a remuneração esperada pelos sócios;
3. o Imposto de Renda e a Contribuição
Social sobre o lucro.
108 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Pequenas  Médias Gestão
Análise do Ambiente Externo • Avaliação dos pontos fortes e fracos da loja
Concorrentes Pontos fortes Pontos fracos
Loja A
Produtos com excelente
aceitação no mercado.
Elevados custos operacionais, qualidade questionável e insuficiência
de recursos para investimentos em publicidade e propaganda.
Loja B Agressividade comercial. Alto custo do passivo financeiro.
Loja C
Empresa com demanda
consistente.
Estrutura de custos alta, com baixas margens de contribuição
dos seus produtos.
Loja D
Estrutura de custos
operacionais competitivos.
Morosidade em ações de marketing.
Análise do Ambiente Interno • Indicadores de marketing
Variáveis Comentários
Preços Preços compatíveis com os observados no mercado.
Ponto de venda Localização inadequada. Baixo fluxo de pessoas.
Promoção e propaganda
Falta de maior agressividade de investimentos para divulgação
dos produtos e da loja.
Vendas Apresenta grande sazonalidade na maior parte dos meses.
Indicadores de recursos humanos
Variáveis Comentários
Qualidade dos recursos humanos
Qualidade péssima, devido à falta de política de remuneração
compatível com a do mercado.
Motivação dos empregados Nível muito elevado de insatisfação dos funcionários.
Programa de treinamento
A loja não tem um programa de treinamento adequado para
todas as áreas.
Clima organizacional As pesquisas indicaram um índice muito baixo de integração e união.
Diretrizes Básicas
Resultado
Transformar a loja que hoje é deficitária em uma loja rentável já no próximo ano.
Isso envolve um esforço para aumentar as vendas e para reduzir os custos fixos.
Faz parte dos objetivos a serem alcançados a eliminação do passivo financeiro
nos próximos 12 meses.
Mercado
Todo o esforço comercial deverá se concentrar no sentido de consolidar e
aumentar a participação dos instrumentos musicais e áudio comercializados pela
loja no mercado onde está localizada.
Administração
As despesas operacionais deverão ser reduzidas em pelo menos 20% pela
racionalização e automatização de atividades internas.
Independente do tamanho da sua loja ou do nível da
sua equipe, adote imediatamente a prática do orçamento.
Asgrandesempresascomeçamosseusorçamentosemse-
tembro ou, no máximo, em outubro. Se você ainda não ini-
ciouoprocessodeproduçãodoorçamentodasualojapara
o próximo ano, aproveite as dicas deste artigo e comece já.
Pequenas  Médias Gestão
Objetivos e Estratégias
Objetivos fundamentais e metas Estratégias
Lucro: O lucro mínimo, antes do IRPJ e da CSSL, foi
definido em 12% sobre o Patrimônio Líquido.
Aumentar a receita e reduzir as despesas de acordo
com o diagnóstico estratégico.
Despesas operacionais: Não podem exceder
a margem de contribuição nos meses de janeiro a
março, quando o faturamento é mais baixo. A meta
é reduzir as despesas operacionais da empresa no
mínimo em R$ x por mês.
Reduzir as despesas de acordo com o diagnóstico
estratégico.
Vendas: Aumento das vendas da loja em 50% nos
próximos cinco anos.
O aumento mínimo das vendas físicas da loja no ano
deve ser de 15% em relação ao ano passado.
Despesas financeiras: Eliminar o passivo
financeiro no próximo ano.
1. Redução dos níveis de estoque e transferência desses
recursos para a redução do estoque da dívida.
2. Redução do nível de inadimplência dos clientes atuais
de x% para y% em seis meses.
3. Adiamento dos novos investimentos programados.
4. Aplicação de 100% das economias obtidas na redu-
ção da dívida financeira.
Todos precisamos de parâmetros que nos ajudem a mensurar o
quão próximos ou distantes estamos dos nossos objetivos. Faça um
orçamento eficaz e siga em direção às suas metas. 
110 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Legislação Projeto Nova Luz
Não sei se vou
ou se fico
A área é internacionalmente conhecida por três
atividades comerciais principais: equipamentos ele-
trônicos, acessórios para motos e áudio profissional.
Outra ‘marca’ é a cracolândia (ver box na pág. 112),
nome utilizado para definir as ruas que ficam toma-
das por usuários de drogas há anos.
Projeto final
Discutida há décadas pela prefeitura paulistana, a
primeira versão do projeto previa a expropriação e
demolição de cerca de 30% da área construída para
O maior polo de venda de áudio
profissional da América Latina até hoje
vive momentos de incerteza sobre
seu futuro. Isso graças ao projeto que
vai revitalizar 45 quadras do centro
da maior cidade do País. Lojistas se
mobilizam para enfrentar a situação
Por Itamar Dantas
Depois de muita reviravolta no rejeitado e con-
troverso Projeto Nova Luz, a Prefeitura de
São Paulo apresentou no dia 11 de agosto a
versãofinaldapropostaqueirárevitalizaros45quar-
teirões circunscritos entre as avenidas Ipiranga, São
João, Duque de Caxias, Cásper Líbero e Rua Mauá, no
centro da cidade de São Paulo.
A região abriga um dos maiores polos de venda
de áudio profissional da América Latina, e os lojis-
tas da região lutam para não serem desapropriados
e perder seus pontos de venda.
Linha do tempo Nova Luz
Set/2002 Mai/2005 Jan/2011
Plano diretor
da cidade de
São Paulo-SP
(governo de
Marta Suplicy,
PT-SP).
Lei de
isenção
fiscal para a
revitalização
da região
da Santa
Ifigênia.
Mai/2009
Promulgada
a lei nº
14.917
- Lei de
Concessão
Urbanística.
Mai/2009
Promulgada a lei
nº 14.918 - Lei
que autoriza o
Executivo a aplicar
a concessão
urbanística na
área da Nova Luz.
Jun/2010
Início das
atividades do
Projeto Nova Luz,
com previsão
de entrega em
dez meses, e
orçamento de R$
12,5 milhões.
Primeira
audiência
pública –
cancelada por
protestos de
moradores e
comerciantes
da região.
Legislação Projeto Nova Luz
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 111
O que diz o coordenador
Queremos manter os térreos como áreas
comerciais. Nos pavimentos superiores, os
imóveis poderão ser utilizados tanto para fins
residenciais como para usos não comerciais,
como escritórios de empresas de tecnologia
ou de prestação de serviços.
— Luiz Ramos, coordenador do Projeto Nova luz
fazer as transformações previstas, afe-
tando, assim, diversas lojas de áudio,
além de residências e estabelecimentos
comerciais de outros segmentos.
Porém, na última versão do pro-
jeto, apresentada pelo prefeito de São
Paulo, Gilberto Kassab, foi introduzida
a possibilidade de proprietários da re-
gião fazerem as reformas nos quartei-
rões onde estão localizados, desde que
atendam às diretrizes do projeto. Caso
contrário, ele continuará em poder da
concessionária que vencer a licitação
da obra, que manterá, inclusive, o po-
der para desapossar os imóveis, como
prevê a lei de concessão urbanística
(ver box pág. 112), criada para a execu-
ção de grandes obras, como esta.
Mesmo com a introdução da pos-
sibilidade de os lojistas reformarem
— os empresários precisarão se orga-
nizar, segundo exigência da prefeitura
—, eles ainda se mostram insatisfeitos.
Roberto Cheda, comerciante de áudio
profissional instalado na área desde
1975, questiona: “Incluíram essas mu-
danças que dão ao lojista o direito de
participar. Mas falta clareza da prefei-
tura. Como você se organiza se não há
nenhuma diretriz definida?”, pergunta.
Segundo a nova versão, os projetos
também poderão ser feitos em parceria
com a concessionária, que pode entrar
26.Abr.11Jan/2011
Primeira audiência
pública efetivada
– ainda mediante
diversos protestos
de lojistas e
moradores da
região, a audiência
foi realizada.
Abr/2011
Segunda audiência
pública realizada
– nessa audiência,
a Prefeitura
apresentou números
preliminares
relativos ao Projeto
Nova Luz.
Liminar
expedida pelo
desembargador
do Estado de
São Paulo,
Sousa Lima,
suspende o
Projeto Nova Luz.
29.Abr.11
O mesmo
desembargador
revoga a liminar
que suspendia o
Projeto Nova Luz.
11.Ago.11
Prefeitura de São
Paulo anuncia
última versão do
Projeto Nova Luz.
Obras começam
em 2012 e a
previsão é que
terminem em 2026.
Audiência pública Projeto Nova Luz
Vista a partir da Av. Rio Branco (antes) Vista a partir da Av. Rio Branco (depois)
— Luiz Ramos, coordenador do Projeto Nova luz
112 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Legislação Projeto Nova Luz
com até 30% de participação fi-
nanceira. A partir do início das
obras, os empresários terão um
ano e meio para finalizar seus
projetos de acordo com as dire-
trizes e dois anos e meio para
sua execução; caso contrário, os
direitos sobre as obras retornam
à concessionária.
Uma das principais preo-
cupações dos lojistas com re-
lação ao Projeto Nova Luz está
no valor que poderá ser pago aos lojistas caso sejam
desapropriados. Segundo o presidente da CDL Santa
Ifigênia, Joseph Farraes, os valores devem corres-
ponder ao valor dos pontos de comércio que eles têm
na região. “No diálogo que estamos tendo com eles,
eles nos falam que vão pagar o preço real. E nós per-
guntamos: o que é o preço real? Eles não têm um
preço real. No projeto não se fala em fundo de parti-
cipação do comércio (quando no cálculo seriam con-
siderados a localização, o espaço do ponto de venda,
a tradição, entre outros elementos). Nós queremos
respostas. E elas não vêm”, conta Farraes.
Luiz Ramos, coordenador do Projeto Nova Luz,
afirma que o valor pago pelas desapropriações se
Cracolândia
A região é referência não só por
suas atividades comerciais, mas
pelo alto índice de consumo de
drogas. Por conta da intensa
movimentação de usuários
e traficantes, a região ficou
conhecida como cracolândia. Para um lojista da região que não quis se
identificar, a região é muito perigosa, especialmente à noite. “Não fico com
minha loja aberta até as 19h porque tenho medo de andar aqui à noite”, conta.
Lei de Concessão Urbanística
Uma das questões que gera grande polêmica em torno do Projeto Nova
Luz se dá em relação à Lei de Concessão Urbanística, mecanismo que
será utilizado na reurbanização. Ela transfere para a iniciativa privada a
responsabilidade e o direito de promover as desapropriações e negociações
em relação aos imóveis que sofrerão a intervenção do Projeto.
dará de acordo com as perícias realizadas duran-
te o processo de desapropriação. “O que nós temos
conhecimento é que esse valor de desapropriação é
pago não mais pelo valor venal (somatória do que foi
gasto para construir o imóvel, mais o valor do ter-
reno), mas em cima do valor de mercado, de acordo
com perícias. Caso seja feita uma oferta e o proprie-
tário entenda que o valor não está compatível, ele
pode solicitar outro perito. O proprietário elege um
perito, o juiz elege outro, e eles vão verificar qual é o
valor que o imóvel vale de verdade.”
Próximos passos
De acordo com Kassab, a partir de agora, começa
o processo de licitação para a
definição da concessionária
que ficará responsável pela
revitalização. “Todos sabem
que o processo de licitação é
moroso, feito por etapas, mas
tenho uma expectativa de que
no ano que vem teremos o iní-
cio das obras. Tomara que seja
ainda no primeiro semestre”,
afirmou o prefeito.
O projeto será implantado
em cinco fases, cada uma cor-
respondente a um conjunto de
quadras, que serão renovadas
sucessivamente. A primeira in-
tervenção se iniciará logo após
a concessão e deverá ser con-
cluída ao final do quinto ano
de concessão. A previsão é que
a execução das obras de cada
fase dure dois anos e meio, com
finalização prevista para 2026.
É ver para crer. 
Roberto Cheda, comerciante da região
Joseph Farraes, presidente
da CDL Santa Ifigênia
Cracolândia
114 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
MARCAS GLOBAIS NO
MERCADO DE MÚSICA
MARCAS GLOBAIS NO
MERCADO DE MÚSICA
MARCAS GLOBAIS NO
é baterista, pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e mestre em Comunicação e Mercados.
Além de lecionar Planejamento Estratégico na Universidade Anhembi Morumbi, é autor do livro Dominando Estratégias e Negócios.
Site: www.marketingenegocios.com.br
ALESSANDRO SAADE
MARKETING E NEGÓCIOS
SENTI-ME TENTADO A ENCONTRAR UM TEMA TRANSVERSAL, QUE ESTIVESSE
PRESENTE AO LONGO DE DEZ ANOS APESAR DE TODAS AS MUDANÇAS OCORRIDAS
NO BRASIL E NO MUNDO, POIS ACREDITO TER ENCONTRADO: MARCAS!
Voltando um pouco na história, lembrando
dos negros tempos de mercado fechado, só
conseguíamos algum produto importado
seviajássemosparaforadoPaís.Eaindaassim,com
riscos e limitações de cotas, multas e muito mais.
Como baterista, meu primeiro set de pratos
Zildjian foi comprado usado, ou melhor, surrado.
Masaindaassimanosàfrentedoquetínhamosem
matéria de tecnologia na época. Peles eram impor-
tadas a conta-gotas, e a de bumbo jamais vinha,
pois não cabia na mala dos amigos que viajavam.
Iluminação,instrumentos,equipamentos,tudo
era objeto de desejo. Talvez pelos videoclipes, que
faziam questão de fechar o zoom nas marcas que
proliferavam nos palcos, ou talvez pelo som mara-
vilhoso que aqueles instrumentos produziam. E,
claro, pelos muitos instrumentistas de primeira
linha que executavam suas performances.
A grande diferença que existia na época
entre instrumentos e equipamentos nacionais
e importados se deu em parte pelos distintos
processos produtivos oriundos das tecnologias
Links
Vou mudar um pouco e em vez de escrever so-
mente sobre links, citarei aplicativos para gadgets,
principalmente os smartphones, como o iPhone.
Você sabia que marcas como Steinway, Ludwig,
Fender, Zildjian, Yamaha e muitas outras pos-
suem aplicativos para iPhone? Mais que jogos
e brincadeiras, a oferta de aplicativos para
smartphones ou jogos para computador é uma
eficiente ferramenta que coloca sua marca ao
lado do consumidor 24 horas por dia. Ou hoje
alguém vive sem seu celular?
Visite a AppStore da Apple e confira!
existentes, mas também pela falta de cultura de
marketing no País, com foco muito mais na pro-
dução em vez de no mercado.
Voltando para o período dos últimos dez anos,
o que presenciamos, com muita alegria, foi o flo-
rescer da indústria do entretenimento no Brasil,
simultânea a uma consolidação mundial de mer-
cados, alinhamento de estratégias de negócios e
clara segmentação na oferta. A evolução foi tanta
que hoje até exportamos.
Muitas marcas brasileiras dominam o merca-
do, empresas nacionais produzem e vendem pelo
mundo, sempre cuidando da qualidade e, mais
ainda, de seu maior patrimônio: sua marca! Para
isso, lançam mão da mesma estratégia das gran-
des e tradicionais corporações do segmento: cola-
boram em eventos, aderem a causas, participam
de feiras internacionais e nacionais, patrocinam
instrumentistas. Todas essas ações buscam, no
final, maior visibilidade das marcas, intensifica-
ção da afinidade com o mercado e melhor perfor-
mance comercial.
Alessandro Saade Marketing e Negócios
Estamos vivendo um momento
único, com moeda forte, facilitando
as importações e, ainda assim, as em-
presas domésticas garantem seu es-
paço; é a convivência harmônica e ao
mesmo tempo competitiva do novo
mercado global. A batalha ocorre na
cabeça e no coração do consumidor!
Estou certo de que hoje o maior
desafio de qualquer empresa é o que
os especialistas em marketing cha-
mam de ‘senso de propriedade’: quan-
do o consumidor está tão conectado
à marca que, além de ser fiel — algo
cada vez mais difícil hoje em dia —,
ainda a defende com unhas e dentes,
como se de fato fosse sua.
O lado bom do desafio é que na
música usamos razão e emoção na
mesma proporção, o que facilita a
construção de vínculos afetivos, sus-
tentados por diferenciais técnicos.
Quando a conexão é conseguida, ra-
ramente acontece a quebra do víncu-
Zildjian: A History of the
Legendary Cymbal Makers
Revised And Expanded
O autor Jon Cohan, articulista de revistas
como a americana Drum, fez um belo rela-
to em seu livro, contando uma história de
amor, perseverança e obstinação. De uma
pequena empresa familiar no início do
século 17 na Turquia até os dias de hoje,
a famíia Zildjian fez uma longa trajetória.
Do sonho e das habilidades do armênio e
quase alquimista Avedis Zildjian surgiram os
pratos que em diversos tipos, timbres e tamanhos atendem a todos os
estilos musicais, colocando-os no topo das marcas fabricantes de pratos.
Quatorze gerações de apaixonados pela música e pela alquimia de com-
binar metais em busca do som perfeito.
Editora: Hal Leonard • Autor: Jon Cohan
Nº de páginas: 280 • Idioma: Somente em inglês
O autor Jon Cohan, articulista de revistas
, fez um belo rela-
to em seu livro, contando uma história de
amor, perseverança e obstinação. De uma
pequena empresa familiar no início do
a famíia Zildjian fez uma longa trajetória.
Do sonho e das habilidades do armênio e
quase alquimista Avedis Zildjian surgiram os
pratos que em diversos tipos, timbres e tamanhos atendem a todos os
estilos musicais, colocando-os no topo das marcas fabricantes de pratos.
lo. Tente convencer um guitarrista a
deixar de usar seu amplificador Mar-
shall, ou um baterista a mudar seu set
de pratos Zildjian pelo de outra mar-
ca. Ou mesmo um produtor a deixar
de usar sua mesa SSL na gravação de
um álbum... Tente! Mas não insista.
Você pode perder o amigo. 
Supremo Congas vêm nos tamanhos de 10”  11” com suporte duplo próprio.
Disponíveis em acabamentos de madeira vermelha, natural ou preta.
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116 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Perfil Executivo Nenrod Adiel
Umadécada
na música
EM 2001, EU NÃO SABIA A
DIFERENÇA ENTRE UM BAIXO
E UMA GUITARRA
“Eu não sabia a diferença entre um baixo e uma gui-
tarra”, conta Nenrod. Algum tempo depois, passou
a interferir na área de informática da empresa, na
qual já tinha experiência. E logo foi chamado à área
comercial, onde atua até hoje.
Mudanças
Nei avalia positivamente o crescimento gradativo
do setor na última década. Para ele, o aumento
da competitividade é uma das grandes mudanças
ocorridas, com empresas mais preparadas e maior
quantidade de produtos à disposição dos clientes.
Segundo ele, a melhoria da qualidade dos produtos
vindos da China é peça-chave nesse desenvolvi-
mento. “Assim como o Japão, há 30 anos, e a Coreia
há 15, a China também aprendeu a fazer produtos
de qualidade e hoje temos excelentes equipamen-
tos importados de lá”, ressalta.
Uma característica peculiar do mercado nacional
levantada por Nenrod é o fato de grande parte das lo-
jas brasileiras ainda ser advinda de outros segmentos.
Para ele, o desconhecimento dos produtos dificulta a
distribuiçãodeequipamentostopdelinhapeloBrasil.
“Esse país tem um potencial enorme. Quando come-
çarmos a tratar o nosso setor, desde a importação
Com dez anos de
experiência no
mercado musical, o
gerente comercial da
Sonotec, Nenrod Adiel,
faz uma avaliação do
setor e destaca as
principais mudanças
ocorridas na primeira
década do século 21
Desde 2001 no segmento musical, Nenrod
Adiel Antonagi Pereira, ou Nei, como é co-
nhecido, é gerente comercial da distribui-
dora Sonotec. Formado em Ciências Contábeis, ele
começou a carreira aos 14 anos como auxiliar de
escritório em um frigorífico. Depois disso, foi ge-
rente em uma emissora de rádio; funcionário pú-
blico do extinto banco Nossa Caixa; professor da
área de contabilidade; e, finalmente, empresário do
setor de informática, último cargo antes de entrar
para a distribuidora.
Em meados de 2001, foi chamado pela Sonotec
para assumir um cargo de confiança junto ao dire-
tor da empresa, Alexandre Seabra. E, já que não en-
tendia nada sobre instrumentos musicais, começou
sua trajetória pelo depósito, fazendo conferência do
estoque, onde teve oportunidade de conhecer me-
lhor os produtos com os quais a empresa trabalhava.
Nenrod Adiel, gerente comercial da Sonotec
Perfil Executivo Nenrod Adiel
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 117
O gerente comercial Nenrod Adiel ao lado
do diretor da empresa, Alexandre Seabra
Produtos das principais marcas da Sonotec
Fachada da Sonotec,
em Presidente Prudente, SP
Gretsch Renown Maple
Indicada para uso em estúdio e apresentações ao vivo, a
bateria Gretsch Renown Maple é construída com a madeira
norte-americana maple e possui as bordas dos tambores
à 30 graus, aros die-cast, sistemas de suspensão GTS e
acabamento interno com Silver Sealer, uma tradição
Gretsch para tambores top de linha.
Takamine Limited Series
A Takamine lança todos os anos um modelo temático,
construído com material nobre. O LTD 2011 possui como
tema peixes da raça Kinguio, desenhados em madrepérola
na escala e no tampo, pré-amplificador CTP-2
valvulado e tarraxas douradas.
Ovation Idea
Esse violão da Ovation,
além do corpo
arredondado, típico
da marca, tem como
principal característica
um gravador MP3
embutido, capaz
de registrar a
performance do
músico e transferi-
la, em tempo
real, para o
computador.
Gretsch Renown MapleGretsch Renown MapleGretsch Renown Maple
Esse violão da Ovation,
além do corpo
arredondado, típico
da marca, tem como
principal característica
um gravador MP3
embutido, capaz
de registrar a
performance do
músico e transferi-
la, em tempo
real, para o
Ovation IdeaOvation Idea
Esse violão da Ovation,
além do corpo
arredondado, típico
da marca, tem como
principal característica
um gravador MP3
embutido, capaz
de registrar a
Ovation Idea
tema peixes da raça Kinguio, desenhados em madrepérola
na escala e no tampo, pré-amplificador CTP-2
valvulado e tarraxas douradas.
tema peixes da raça Kinguio, desenhados em madrepérola
na escala e no tampo, pré-amplificador CTP-2
valvulado e tarraxas douradas.
Violão Strinberg AN98SC
Modelo clássico construído em rosewood, com tampo sólido de cedro,
frisos em maple e pré-amplificador ST5CR. Com esse conjunto de
características, a Strinberg garante ao instrumento
uma qualidade acima da média.
Ovation IdeaOvation Idea
Esse violão da Ovation,
além do corpo
arredondado, típico
da marca, tem como
principal característicaprincipal característica
um gravador MP3
embutido, capaz
Takamine Limited Series
Violão Strinberg AN98SCViolão Strinberg AN98SCViolão Strinberg AN98SC
Gretsch Renown MapleGretsch Renown MapleGretsch Renown MapleGretsch Renown Maple
Modelo clássico construído em rosewood, com tampo sólido de cedro,Modelo clássico construído em rosewood, com tampo sólido de cedro,
frisos em maple e pré-amplificador ST5CR. Com esse conjunto defrisos em maple e pré-amplificador ST5CR. Com esse conjunto de
118 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Perfil Executivo Nenrod Adiel
até o varejo, de uma forma mais profissional, teremos
com certeza um ganho de qualidade e respeito já visto
em outros países”, defende o executivo.
A experiência profissional mais marcante vivenciada
por Nei aconteceu durante a Expomusic de 2007, quando
o diretor e um funcionário importante tiveram proble-
mas de saúde e não puderam comparecer ao evento. O
aperto de assumir sozinho todas as responsabilidades foi
ponto decisivo para que adotasse uma nova postura pro-
fissional, amadurecimento que remete aos ensinamentos
de seu pai. “Meu pai me dizia que tudo na vida tem solu-
ção, e quando não achamos a solução para um problema,
perfeito, ele já está resolvido. Passei a pôr isso em prática,
a buscar a melhor forma de resolver um problema (a me-
lhor forma que eu puder). Se não resolver, me desculpe,
mas não há nada mais que possa ser feito.”
Planos para o futuro
A Sonotec mantém-se como uma das maiores distribui-
doras do País. A empresa importa 20 marcas, tendo como
principais os violões Ovation e Takamine, as baterias
Gretsch e as guitarras Strinberg. A dificuldade em ven-
der produtos top de linha é um dos grandes desafios do
gerente de vendas, que tem na ética e respeito aos consu-
midores a conduta fundamental da empresa. “A Sonotec
vem ocupando o seu espaço levando em conta o respeito
ao mercado e aos consumidores. Meu diretor define isso
como regra e ficou fácil para mim, pois considero condi-
ção fundamental para o crescimento em qualquer setor.”
Em meio à crise econômica internacional que conti-
nua assombrando o mundo, Nenrod salienta os cuidados
que devem ser tomados para se manter no segmento de
importação em meio às mudanças no cenário mundial.
“Uma variação do dólar, uma oscilação na economia in-
ternacional, faz com que haja uma retração no mercado
interno. As empresas que não estão preparadas para tal
situação começam a sentir as dificuldades e muitas aca-
bam sucumbindo pelo caminho”, salienta.
Não é o caso da Sonotec, que, com 40 anos de exis-
tência e 20 no mercado de instrumentos musicais, vem
crescendo e aumentando sua importância no cenário
nacional. Para Nenrod, o desafio é manter a posição de
destaque. “Meu objetivo é crescer junto com a empresa,
levá-la a ocupar o lugar que acho que lhe é merecido, e
conseguir manter e cativar novos amigos  no setor. Acho
que essas amizades são fundamentais, elas me dão supor-
te e o prazer de trabalhar”, finaliza. 
MEU PAI ME DIZIA QUE
TUDO NA VIDA TEM
SOLUÇÃO E, QUANDO
NÃO ACHAMOS A
SOLUÇÃO PARA UM
PROBLEMA, PERFEITO, ELE
JÁ ESTÁ RESOLVIDO
Planos para o futuro
Para conhecer os produtos, Nenrod
iniciou suas atividades pelo estoque
120 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Negócios Vendas
Fechar a
venda significa
ajudar o
cliente a tomar
uma decisão.
Algo tão lógico
quanto vender
é ajudar a
comprar!
Por Rodolfo Ganim*
Comofechar
umavenda
Do ponto de vista da atividade do vendedor,
o fechamento é o fruto maduro de um tra-
balho bem-feito. Na verdade, o vendedor
não se dedica a fechar vendas, sua função é ‘criar’
clientes para toda a vida. Assim, o fechamento da
venda é o começo, não o final do relacionamento.
O fechamento da venda é um passo do pro-
cesso da venda. Não é o mais importante, mas é
o que diferencia os vendedores profissionais dos
vendedores regulares. O trabalho desse tipo de
profissional não se limita a mostrar produtos e
dizer preços.
Revisemosospassosdavendaemlojasvarejistas:
 Recepcionar o cliente  Detectar necessidades
 Apresentar o produto  Verificar interesse
 Superar objeções  Fechar a venda
 Oferecer algo a mais  Despedida cordial
A necessidade do fechamento
O cliente entra na sua loja com um problema,
uma necessidade. Se ele sai da loja sem comprar,
sai com um problema nas costas.
Se você pensa que é sua obrigação encarregar-se
dos problemas e necessidades de seus clientes, en-
tão todos os seus consumidores deveriam sair com ‘o
problema resolvido’. Este é o compromisso que preci-
sa assumir para poder fechar a venda.
A decisão do cliente pode ser sim ou não, e o ven-
dedor não deve se ofender. O fechamento evita que
o cliente saia da loja sem tomar uma decisão, e o tra-
balho do vendedor é facilitar essa atitude.
Primeiro passo, apresentar
o produto corretamente
Negócios Vendas
Atender um cliente e não tentar ‘fechar a
venda’ é como construir uma casa sem fazer
o teto. Em todo caso serão quatro paredes,
mas não é uma casa. De todos os modos
nem todos têm direito de fechar a venda. O
vendedor precisa ter autoridade para fazê-
-lo e essa autoridade deve ser fornecida pelo
cliente. E se chegar nesse ponto sem ter rea-
lizado todos os passos anteriores, provavel-
mente não terá direito de convidar o cliente
a tomar a decisão.
Por que perguntar?
Os clientes ficam chateados quando se toma
uma decisão por eles; querem ter a sensação
de controle, a percepção de que são eles os de-
cisores, e isso pode ser por meio de perguntas
e respostas, permitindo que eles decidam. Os
clientes preferem responder às perguntas do
vendedor quando são convidados a tomar a
decisão (perguntas de fechamento). Na ver-
dade, todo o processo da venda deveria ser
dirigido com perguntas — abertas no come-
ço e fechadas no final.
Aúnicaformadeajudarumclienteatomar
adecisãoéfazendoperguntasqueodeixemna
posição de decidir. De modo que não deveria
ser estranho que as ‘técnicas de fechamento’
consistam de ‘perguntas de fechamento’.
As perguntas certas
Na etapa final do processo, as perguntas de-
vem ser totalmente ‘fechadas’, de respostas
curtas ou monossilábicas: sim, não, esse, com
cartão, só um etc. As quatro formas de convi-
dar para o fechamento são as seguintes:
1.Pedir: Vai levar? Quer este?
2.Subentendido:
É para presente?
De que cor você gosta?
Vai pagar com cartão?
3.Alternativo: Quer este
ou aquele? À vista ou no
cartão? Um ou dois?
4.Desafio: Se conseguisse
um desconto, você compraria?
O vendedor deve se colocar
no lugar no cliente
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 121
NÃO SEJA
COVARDE!
NÃO TENHA
MEDO DO NÃO
122 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Negócios Vendas
Por que os clientes precisam
de ajuda para decidir?
Observe o que acontece com vendedores que não têm
medo do fechamento: “O cliente valoriza e respeita o
vendedor que o ajuda a tomar a decisão”, diz a escritora
Brian Tracy no livro Estratégias eficazes de venda.
E se ainda precisa convencer-se, leia este outro co-
mentário: “Muitas vezes, aproximadamente em 80% dos
casos, o cliente está pronto para comprar, mas o vendedor
não se anima a fechar a venda”, citado no livro Estratégias
de vendas ganhadoras, de Dale Carnegie  Associados.
O vendedor tem obrigação de fechar a venda porque
o cliente precisa disso. Se você acha que não deve pres-
sionar seus clientes, talvez esteja certo, já que “pressio-
na o cliente quem é inoportuno ou não tem autoridade
para ajudá-lo a tomar a decisão”.
O momento oportuno
Pergunta: Quando é o momento para fazer a
pergunta de fechamento?
Resposta: Quando o vendedor vê o negócio
com os olhos do cliente. Para conseguir isso é
preciso que o vendedor desenvolva uma gran-
de empatia com o consumidor: é ter a capaci-
dade para ficar no lugar do cliente, ver do pon-
to de vista dele, sentir como ele sente.
Como se faz?
Asequênciadevesercomoadográficoaseguir:
Até quando manter a boca fechada? Até
que o cliente fale.
Depois de fazer a pergunta de fechamen-
to, o vendedor deixa o cliente pensando.
Para o comprador, o tempo não está pas-
sando porque ele está analisando toda a in-
formação recebida mais a que já tinha (‘vou
pagar com cartão, vou levá-lo sem case, será
suficiente dinheiro, acho que vi o mesmo
produto mais barato em outro lado, esse
vendedor sabe muito, acho melhor comprar
agora, vou consultar minha mãe...’).
Por outro lado, para o vendedor, cada
instante que passa é uma eternidade.
Clientes precisam de ajuda para decidir
Conhecer o produto é fundamental
Até quando manter a boca fechada? Até
124 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Negócios Vendas
PerguntemosPerguntemos
Que tema você gostaria que a MM
desenvolvesse sobre vendas?
Envie a sua sugestão para
texto@musicaemercado.com.br
É A CONVICÇÃO DO VENDEDOR
QUE CONVENCE O CLIENTE E
NÃO O ESFORÇO QUE SE FAZ
PARA CONVENCÊ-LO
Importância do silêncio depois
da pergunta de fechamento
O erro mais comum, entre os vendedores que fazem
o convite para o fechamento, é interromper o pensa-
mento do cliente. Como disse o escritor Leslie J. Ades
no Manual do vendedor profissional: “A Bíblia nos con-
ta que Sansão, com a mandíbula de um burro, matou
10 mil filisteus. Desde esse dia tão distante até hoje,
os vendedores têm matado muito mais vendas com
as próprias mandíbulas”.
Se você suporta a pressão do silêncio (incluindo
não se mover para não distrair o cliente), se tem pa-
ciência, o cliente vai falar. Dará uma resposta à sua
pergunta de fechamento.
Essa resposta será:
 Quero esse, sim… Só um… À vista… ou
 Não, porque… ‘xxxxx’  aparece a objeção especí-
fica, a informação de que você precisa para poder
ajudar o seu cliente a decidir.
Atitude de fechamento
Sabe por que muitos vendedores não ajudam seus
clientes a tomarem a decisão? Quero dizer, por que
muitos vendedores NÃO fazem perguntas de fecha-
mento? Simplesmente porque muitos caem como
paraquedistas no salão de vendas e ninguém explica
nada para eles. Eles não sabem que existem técnicas
para fechar a venda, embora “o desejo do vendedor
em fechar a venda seja mais importante do que a
técnica que ele vai usar”, como disse a autora Brian
Tracy, no livro Estratégias eficazes de venda.
Entretanto, também existem aqueles que não fa-
zem por medo de receber um ‘não’ do consumidor, e
esse medo de fracassar pesa muito mais do que o de-
sejo de alcançar o sucesso. Se acrescentarmos a isso
uma boa dose de orgulho, teremos a combinação per-
feita para não concretizar o fechamento.
O orgulho é inversamente proporcional à au-
toestima — quanto mais baixa uma, mais alto o
outro, e vice-versa. “A causa principal dos fracas-
sos nas vendas é um baixo nível de autoestima. A
partir dele surgem sentimentos de inferioridade, de
subvalorização e de indignidade que revertem em
sentimentos de incompetência e de inadequação”,
acrescenta Tracy em seu livro.
Nunca pressuponha que seu cliente não vai com-
prar. Não seja covarde! Não tenha medo de receber
um não. Recomendo ainda que não se preocupe mais
com a técnica do que com sua atitude, pois “é a con-
vicção do vendedor que convence o cliente e não o es-
forço que se faz para convencê-lo”.
Pratique essas ideias e não só venderá mais,
como também começarão a chegar cumprimentos
por parte dos seus clientes! 
(*) Rodolfo Ganim é diretor da ProActiva, consultoria e capacitação em
vendas, e especialista em vendas e direcionamento em negócios comer-
ciais. www.proactivaplus.com.ar
126 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Por Dentro da Fábrica Meteoro
Com mais de duas décadas
de história, a empresa liderada
por uma família de músicos
mostra como conquistou o seu
espaço no mercado brasileiro
e como vem expandindo seus
negócios em todo o mundo
Por Bruna Fonte
O início
Liderada pelos músicos e irmãos José Luiz, Paulo
Roberto e Ocimar Ferreira, a Meteoro Amplifiers
nasceu em 1984 quase sem querer. Músico desde
menino, José Luiz — hoje presidente da empresa
— durante muitos anos foi professor de música. Le-
cionando em sua casa e com praticamente todos os
horários cheios, não demorou até que a família co-
meçasse a reclamar do som repetitivo dos acordes
que saía dos instrumentos de seus alunos.
Pensandoemummododediminuirosom,JoséLuiz
pediu para que o irmão Paulo desenvolvesse um peque-
noamplificador,aoqualacrescentouumfonedeouvido.
Resolvido o problema com o barulho, imediatamente o
equipamentotornou-seumsucessoentreosseusalunos.
Logo Zé Luiz convenceu Paulo a montar uma pe-
quena empresa que nos primeiros tempos funcionou
na garagem da casa do irmão. Após o trabalho, Pau-
lo iniciava a produção dos Meteoro Study Phone —
comoforambatizadosospequenosamplificadores—,
enquanto Zé Luiz tomava conta da empresa durante
o dia. Pouco tempo depois, a empresa já fabricava o
seu primeiro cubo, o RX 100, encomendado pelos in-
tegrantes do grupo em que Zé Luiz tocava na época.
Ganhando espaço
Nos primeiros tempos, por se tratar de uma produção
ainda muito pequena, os componentes eram todos
Por Dentro
da Meteoro
Fábrica da Meteoro, localizada em São Paulo, capital
Por Dentro da Fábrica Meteoro
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 127
Papo rápido
Para saber mais detalhes so-
bre a realidade da Meteoro,
conversamos com a gerente
de marketing e exportação
da empresa, Kika Brandão.
Entre as revelações, Kika
falou da fábrica da empresa
fora do País, já em operação.
Acompanhe:
Qual é a produção/mês da Meteo-
ro, em média, e em quanto pretendem
aumentar esses índice?
Quatro a cinco mil aparelhos. A filosofia da fábrica é de
crescimento e não vamos parar de almejar isso, princi-
palmente pela arte e pela música. Precisamos também
ser responsáveis pela qualidade da música e dos músi-
cos no Brasil, sabemos que quanto mais, e melhor, pro-
duzirmos, mais possibilidades teremos de formar uma
geração realmente interessada na música. Acredito que
a música tem um papel muito mais importante que ape-
nas esperar o surgimento de novos ‘pop stars’. Ela gera
empregos e há uma enorme quantidade de pessoas e
empresas envolvidas nesse mercado. Quando o governo
e afins começarem a perceber que, além de um merca-
do crescente, geramos divisas e até novas tecnologias,
talvez possamos pontuar com percentuais mais signi-
ficativos no PIB e chamar a atenção para os impostos
exorbitantes que são cobrados em cima de fabricantes,
importadores, lojistas e consumidores. Aí sim, quem
sabe possamos realmente crescer e fazer deste país, tão
musical, um celeiro de novos e criativos músicos, possi-
bilitando a um número maior de interessados na música
comprar seus instrumentos e equipamentos, movimen-
tando ainda mais aqueles que constroem esse universo.
Qual é o enfoque atual em termos de produtos?
Aparelhos valvulados de pequenas voltagens com pre-
ço acessível, qualidade superior, tecnologia de ponta,
maior versatilidade em seu transporte — estes que são
os chamados low wattage. Vamos focar bastante em
produtos nessa linha.
A Meteoro tem fábrica no Brasil e também no exterior?
Montamos uma fábrica fora do Brasil, sim, com funcio-
nários, diretores e engenheiros brasileiros deslocando-se
a cada 70, 90 dias, indo e voltando em um intercâmbio
quase frenético para ajustar a forma de trabalho e ade-
quar nossos desejos e aspirações como fabricantes. Mas
essa é outra história que vamos
contar mais para a frente, por
enquanto está tudo muito no
começo. O que posso asse-
gurar é que já estamos pro-
duzindo por lá três ou quatro
linhas que estão chegando ao
Brasil com ainda mais qualida-
de, acabamento e alterações
eletrônicas que seriam impossí-
veis de ser executadas aqui — por
fazermos um repasse enorme para o
produto, o que o encareceria muito, indo de
encontro com a filosofia da Meteoro que é mesmo a
do bom e barato, com qualidade sempre.
Qual é a participação dos produtos exportados no
faturamento da Meteoro?
Chega a uns 10%.
Qual é o maior desafio atual da empresa?
Melhorar. Este é um desafio que será sempre atual. Al-
mejamos também mais aperfeiçoamento profissional e
dos produtos; diminuir custos para que possamos fazer
um repasse no valor do produto cada vez mais acessí-
vel, além da qualidade que buscamos incansavelmente.
OqueolojistapodeesperardaMeteoronaExpomusic?
Um pacote de vendas maravilhoso, com preços e con-
dições imperdíveis. Já contamos com o resultado de
esforços internos que possibilitaram preços finais mui-
to bons, além de uma campanha que desenvolvemos
junto ao departamento de vendas. No mais, criamos
espaços bem interessantes como o Acústico Vip, onde
será possível conferir os lançamentos com nossos es-
pecialistas de produtos e workshows com nossos en-
dorsees signatures, que apresentarão os produtos que
assinam — amplificadores que geralmente não temos
como demonstrar em nossas viagens pelo Brasil por
serem aparelhos de palco valvulados de alta potência
e muito peso. Haverá ainda brindes fantásticos que de-
senvolvemos junto aos nossos parceiros Hurley e NOS
Brasil, com ênfase nos lançamentos da Meteoro para
teclado e violão, que completarão a nossa linha Nitrous
e estarão vindo com design bem arrojado. Estamos nos
movimentando muito para dar aos nossos parceiros
possibilidades maiores de trabalhar com a fábrica e ter
maiores facilidades para movimentar seus negócios.
É uma equação fácil: todo mundo acaba ganhando e
quem ganha mais ainda é a música brasileira.
Por Dentro da Fábrica
Qual é a produção/mês da Meteo-
ro, em média, e em quanto pretendem
essa é outra história que vamos
contar mais para a frente, por
enquanto está tudo muito no
Brasil com ainda mais qualida-
de, acabamento e alterações
eletrônicas que seriam impossí-
veis de ser executadas aqui — por
fazermos um repasse enorme para o
produto, o que o encareceria muito, indo de
128 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Por Dentro da Fábrica Meteoro
Produtos essenciais
Das mais de 20 linhas de produtos para guitarra, baixo e teclados que
a Meteoro oferece ao músico, conheça alguns
amplificadores que são destaques da marca:
Nitrous Drive - 15
Para guitarristas, possui 15 watts RMS de potência e
um falante de 8”, o Nitrous Drive - 15 foi desenvolvido
para atender às necessidades de guitarristas dos
mais diversos gêneros musicais. Próprio para estudo,
o equipamento é pequeno e chega às
lojas com um baixo custo.
Atomic Drive - 20
Embora pequeno, o Atomic Drive - 20 com
20 watts RMS de potência e um falante de 8”
promete superar as expectativas do guitarrista
com o seu timbre de distorção e potência.
Demolidor FWG 50
Com 50 watts RMS de potência
e dois falantes de 8”, o Demolidor FWG 50 pode
ser usado tanto para estudo quanto em ensaios e
shows. Fácil de transportar, o fabricante assegura
um bom custo-benefício
para o guitarrista.
Nitrous GS100
Baixo custo e qualidade sonora são a marca do
Nitrous GS100. Com 100 watts RMS de potência
e dois falantes de 10”, o equipamento promete
agradar até os guitarristas mais exigentes.
Demolidor FWB 20
Para contrabaixistas, o versátil Demolidor FWB 20
pode ser usado para estudo, ensaios ou até mesmo
em shows. O modelo mais vendido da linha Demolidor
tem 20 watts RMS de potência e um alto-falante de 8”.
comprados em lojas de eletrônica, o
que aumentava ainda mais o custo de
fabricação dos equipamentos. “Não
me esqueço das dificuldades para
conseguirmos colocar no mercado
um aparelho nacional de fabricação
caseira”, conta Zé Luiz.
Com o aumento da produção, ou-
tros problemas começaram a surgir na
parte administrativa, que passou a re-
querer uma atenção cada vez
maior. Nessa época, o irmão
Ocimar—hojesócio—foicon-
tratado para cuidar da admi-
nistraçãodaempresa.
Resolvidas as questões
administrativas, os irmãos
passaram a se dedicar à di-
vulgação da marca em todo
o País, apresentando seus
produtos pessoalmente, de
loja em loja. Ainda com dificuldades
em consolidar a marca no Brasil, a
Meteoro convidou músicos já con-
sagrados para conhecerem os seus
equipamentos e colaborarem, assim,
para o desenvolvimento e aprimora-
mento dos amplificadores.
Deu certo. Hoje, consolidada, a
Meteoro tem seu nome associado a
artistas renomados em sua lista de en-
dorsees como Titãs, Sepultura, Capital
Inicial, O Rappa, Paralamas do Suces-
so, Tihuana, entre outros, além de
oferecer ao músico uma linha sig-
nature composta pelos guitarris-
tas Andreas Kisser, Faiska e Hélcio
Aguirra, além do tecladista Daniel
Latorre e do baixista Paulo Xisto.
Mercado externo
Desde 2001, a Meteoro vem mar-
cando presença no mercado inter-
nacional ao participar das mais im-
portantes feiras do setor no exterior.
De acordo com o departamento de
marketing da empresa, entre 2001
e 2005, a Meteoro trabalhou a
marca lá fora por meio de visitas
a possíveis clientes e exposição
dos produtos em estandes co-
letivos. Nos anos subsequentes,
participou da Namm Show (Los
Angeles) e Musikmesse (Frank-
furt) com estande próprio, além
da Sound Check (México), por
meio do distribuidor local, e da Mu-
sic China, como visitante.
A partir de 2008, a Meteoro pro-
moveu uma reestruturação interna
a fim de estudar a melhor forma de
a Meteoro oferece ao músico, conheça alguns
mais diversos gêneros musicais. Próprio para estudo,
o equipamento é pequeno e chega às
lojas com um baixo custo.
Com 50 watts RMS de potência
so, Tihuana, entre outros, além de
oferecer ao músico uma linha
Desde 2001, a Meteoro vem mar-
cando presença no mercado inter-
Para contrabaixistas, o versátil Demolidor FWB 20
marketing da empresa, entre 2001
e 2005, a Meteoro trabalhou a
marca lá fora por meio de visitas
da Sound Check (México), por
meio do distribuidor local, e da Mu-
marketing da empresa, entre 2001
José Luiz, presidente da empresa
Meteoro Amplificadores
Meteoro Amplificadores
Tel.: (11) 2443-0088
www.meteoroamplificadores.com.br
Por Dentro da Fábrica Meteoro
consolidar a marca fora do País, além
de criar novos planejamentos para
tornar o seu preço mais competitivo
para as vendas no mercado externo.
Dez anos após estar atuando in-
ternacionalmente, hoje a Meteoro
está presente em mais de 23 nações,
desenvolvendo um trabalho mais in-
tenso na Rússia, Itália, Suíça, Suécia,
Alemanha, Polônia, Paraguai, Guate-
mala e México.
Padrão de qualidade
Produzidos nos 4.500 m2 da sede da
Meteoro Amplifiers, em Guarulhos,
SP, pelos cem funcionários da empre-
sa, os amplificadores — sem exceção
— seguem o mesmo padrão. “Todos
os amplificadores Meteoro possuem
o mesmo padrão de qualidade; não
temos uma linha especial para ex-
portação. Nossa missão é levar o me-
lhor que um amplificador pode ofe-
recer ao nosso cliente, onde quer que
ele esteja”, contam os sócios
Zé Luiz e Ocimar. “O nosso
objetivo é, e sempre será, ofe-
recer o melhor para o músico,
seja ele profissional ou não.
Foi com esse pensamento que
conseguimos atravessar todas as cri-
ses e momentos difíceis pelos quais
passamos e mantemos a nossa marca
há tantos anos no mercado. Estamos
sempre buscando o que há de melhor
e de mais inovador no mercado para
aperfeiçoar cada vez mais os nossos
produtos.” 
Ocimar Ferreira,
diretor financeiro
Paulo Roberto Ferreira,
diretor de engenhariaLinha de produção da Meteoro
130 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PDV Marketing
RolandForesta:
espaço da
marca no PDV
Buscando oferecer ao con-
sumidor final uma forma
de testar com calma e
tranquilidade seus pianos digi-
tais, a Roland decidiu fazer uma
parceria com algumas lojas e im-
plantar nelas uma área exclusiva
com seus produtos para demons-
tração: o Roland Foresta.
Lançado no Japão em 2008, o
espaçoestreounoBrasilemoutubrode2010.Aprimeiraloja
na qual foi instalado foi a PlayTech, em São Paulo. Desde en-
tão,aideiavemsendoimplantadaemoutraslojasdosetor.
Segundo Amador Rubio, gerente de produtos da
empresa,o Foresta facilita a escolha e a compra de um
piano digital, já que propicia um espaço diferenciado
para que o cliente teste o produto. “O espaço deve trans-
mitir uma atmosfera familiar, calma e confortável. Esse
clima leva o cliente a perceber detalhes que passariam
despercebidos em uma loja normal”, conta.
A EMPRESA INFORMA QUE
ATÉ O FINAL DE 2012 O
PROJETO DEVE SE ESTENDER
A 25 PDVS NO TOTAL
Até o momento, já são 11 unidades pelo Brasil: Made In
Brazil, RJ; Sonkey, PR; Harmonia Musical, GO; Joia Musical,
SP;Foxtrot,BA;GuitarMusic,SP;duasunidadesdalojaInter-
mezzo,SP;EstúdioEletrônica,PB;Timbres,SP;eShalon,BA.
Como a ação se reflete nas lojas?
Em junho de 2011, o espaço foi instalado na loja Harmo-
nia Musical, alocada em Goiânia, GO. O estabelecimento
já trabalhava com pianos Roland anteriormente, mas não
comaidentidadevisualfornecidapelaação.SegundoThia-
go Cunha, gerente comercial da loja, o Roland Foresta au-
mentou a venda desses produtos. “Tínhamos uma média
modesta de comercialização dos pianos Roland, mas des-
de a instalação, passamos a vender duas ou três peças por
mês, que variam de R$ 4.000,00 a R$ 15.000,00 cada.”
Toda a montagem foi feita pela equipe Roland, que
aproveitou a ocasião para treinar os funcionários da loja.
Para o comerciante, a coexistência com outras marcas de
piano digital é saudável. “Trabalhamos bem com outras
Área exclusiva da
Roland em PDV eleva
venda de pianos da
marca em até 50%
Por Juliana Cruz
espaçoestreounoBrasilemoutubrode2010.Aprimeiraloja Até o momento, já são 11 unidades pelo Brasil: Made In
PlayTech
PDV Marketing
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 131
Conheça alguns produtos explorados no Roland Foresta
Linha DP – pianos digitais de móvel
Possui os modelos DP-900 e DP-990RF
• Sistema SuperNatural Piano
• Teclado PHA II com Escapement
• 337 timbres dos mais variados instrumentos
• 72 músicas internas. Arquivos MIDI e WAV
podem ser reproduzidos a partir de dispositivos
de memória USB ou unidade de CD opcional
• Função Twin Piano — divide o teclado em duas partes iguais para que possa ser
tocado por duas pessoas ao mesmo tempo
• Gabinete compacto
Conheça alguns produtos explorados no Roland Foresta
• Função Twin Piano — divide o teclado em duas partes iguais para que possa ser
Linha RG – digital Mini-Grand Piano
RG-1F
• Sistema de som SuperNatural Piano
• Recurso Piano Designer, que permite a personalização
dos sons (ressonância, ruído do martelo etc.)
• Teclado PHA III Ivory Feel com Escapement (duplo escape)
• Pedais tradicionalmente estilizados com o sistema
Progressive Damper Action e reconhecimento de meio-pedal
• Acabamento em Satin Black com detalhes dourados nos pés
• Equipado com alto-falantes
• Painel intuitivo e de fácil utilização
• Dimensões: largura 1.420 mm, profundidade 730 mm, altura
890 mm com a tampa fechada e 1.270 mm com a tampa aberta
Linha FP – pianos digitais portáteis
FP-4
• Equipado com som de Piano Acústico
de Cauda, gravado com tecnologia Roland de última geração
• 128 vozes de polifonia para tocar peças clássicas ou utilizar sons e ritmos
sem corte de notas
• Novo mecanismo Progressive Hammer Action Alpha II, com melhor
sensibilidade e resposta de toque
• Alto-falantes embutidos
• Diversos patterns musicais, uma verdadeira banda para acompanhamento
• Disponível nas cores branca ou preta
Linha HP – pianos digitais de móvel
Mesma configuração para
os modelos HP-302 e HP-305
• Som com tecnologia SuperNatural Piano Sound
• Teclado PHA II com Escapement (duplo escape)
• Gabinete com Classic Position, em que a tampa
esconde o painel de controle para melhor
concentração na execução
• Novo gabinete com três pedais redesenhados
Linha HP – pianos digitais de móvel
Mesma configuração para
os modelos HP-302 e HP-305
•
• Teclado PHA II com Escapement (duplo escape)
• Gabinete com Classic Position, em que a tampa
• Novo gabinete com três pedais redesenhados
de Cauda, gravado com tecnologia Roland de última geração
• Recurso Piano Designer, que permite a personalização
• Teclado PHA III Ivory Feel com Escapement (duplo escape)
• Pedais tradicionalmente estilizados com o sistema
Progressive Damper Action e reconhecimento de meio-pedal
• Diversos patterns musicais, uma verdadeira banda para acompanhamento
• Recurso Piano Designer, que permite a personalização
• Teclado PHA III Ivory Feel com Escapement (duplo escape)
• Diversos patterns musicais, uma verdadeira banda para acompanhamento
e pernas frontais que conferem aparência de um verdadeiro piano acústico
• Modo Twin Piano, que possibilita duas pessoas tocarem simultaneamente
na mesma região
• Porta USB para arquivos de memória externa e leitor de CD opcional
132 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PDV Marketing
marcas de pianos digitais, mas com esse espaço os
clientes sempre querem testar o Roland antes de defi-
nir que modelo comprar”, explica.
Cunha completa dizendo que com o mercado
cada vez mais competitivo e com o crescimento do
e-commerce, é necessário tornar o espaço físico das
lojas mais atraente para os clientes que, de acordo
com o lojista, estão recebendo muito bem o Roland
Foresta. “O espaço chama bastante a atenção e cria
um clima mais aconchegante para a compra. Ao en-
trar na seção de pianos, os clientes já imaginam como
seria esse mesmo espaço em suas residências.”
Metas e produtos
Segundo Everton Thomeu, supervisor de marketing da
Roland,oobjetivodoprogramaéfirmarparceriascada
vez mais sólidas com as lojas. “Nosso foco, a princípio,
são lojas de grande a médio porte — onde podemos co-
meçar a trabalhar com produtos de preço mais acessí-
vel, como alguns modelos das linhas DP e HP”, explica.
A ideia é conquistar os clientes aos poucos.
Thomeu frisa que a escolha de equipamentos
depende dos produtos de que as lojas dispõem, mas
informa que atualmente a Roland tem priorizado as
linhas DP e HP, ambas de pianos de móvel. Além de-
las, o espaço Foresta costuma apresentar modelos da
linha RG, pianos de cauda, e FP, de pianos portáteis.
A empresa informa que até o final de 2012 o proje-
to deve se estender a 25 PDVs no total. Amador Rubio,
gerente de produtos, acredita que a disseminação da
ação esteja se dando de forma rápida por não benefi-
ciar apenas o consumidor final, mas também os lojis-
tas. “Além do apelo visual e decorativo, o crescimento
em vendas que excede a marca de 50% é responsável
pela rápida propagação do conceito”, argumenta.
É importante ressaltar que os lojistas parceiros es-
tão cientes de que o espaço Foresta não é apenas um
elemento decorativo. “Trata-se de uma parceria com a
Roland que eleva a loja a uma posição privilegiada, pois
contará com produtos de qualidade superior para um
públicodiferenciadoemumambienteespecial”,conclui.
Para os lojistas interessados em ter o Roland Fo-
resta em seu estabelecimento, é importante salientar
a necessidade de cumprir um acordo comercial com a
Roland do Brasil, possuir espaço compatível e profis-
sionaisaptosparaatenderadequadamenteosclientes
que procuram pelos produtos que integram o Foresta.
Caso a loja não tenha um vendedor especializado em
pianos, a Roland oferece treinamento no próprio esta-
belecimento para a equipe de vendas. 
O conceito Roland Foresta
Amador Rubio, gerente de produtos da empresa, explica que
o conceito Roland Foresta vem da palavra ‘floresta’ como fa-
lada em italiano no período romântico: “Sua pronúncia é igual
em todas as línguas. Dessa forma, os lojistas Roland em todo
o mundo podem ter o seu espaço Foresta sem necessidade
de alterar a grafia para se adaptar à língua”. O site da ação
conta que a referência à floresta se dá por se tratar de um
espaço criado exclusivamente para que a música cresça.
Made in Brazil
Intermezzo Harmonia Musical
134 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
GESTÃO
COMPETÊNCIAS
PARA O SUCESSO
é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de Sete vidas – Lições para construir
seu equilíbrio pessoal e profissional, pela Editora Saraiva, e coautor de outros livros.
E-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br
TOM COELHO
CONHEÇA, EM DETALHES, AS CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS
PARA SE TER ÊXITO NO MUNDO CORPORATIVO
José é um profissional dedicado. Trabalhador, como
sedizporaí.Levanta-secedoesegueparaotrabalho,
subindo e descendo de ônibus diversos. ‘Boa-praça’,
sempreestádisponívelparaumbate-papoeumacerveja
gelada com os amigos. Modesto em seus trajes, simples
emseuvocabulário,suaabordagemestácalcadaemseu
carisma, mais do que em seu conhecimento. Faltam-lhe
respostas, sobram-lhe dúvidas. Chega tarde em casa,
cansado,equasenãopodedaratençãoàfamília.Ganha
osuficienteparamantê-lacomdignidade,masadificul-
dadeestápresenteemsuavida.Noentanto,acreditaque
‘comaajudadeDeus,ascoisasvãomelhorar’.
João é um profissional igualmente dedicado.
Bem-sucedido, como se diz por aí. Levanta-se e, com
tranquilidade, toma seu café da manhã na presença
da esposa e dos filhos. Leva-os à escola, em seu car-
ro recém-adquirido; em seguida, parte em visita aos
seus clientes e fornecedores, previamente agendados.
Carrega em seu notebook amplas informações so-
bre sua empresa, para uma eventual consulta. Seus
contatos contemplam a objetividade inerente aos
negócios associada à descontração do diálogo sobre
os mais variados assuntos, de política e futebol aos
acontecimentos da novela na noite anterior. Em casa,
janta em companhia da família, auxilia as crianças
nos deveres escolares e planeja com a companheira o
roteiro da próxima viagem de férias.
Esseéumolharsobredoishomensquepodemguar-
dar entre si apenas a similaridade de suas profissões.
Duasversõesdavidadelineadasporcaminhosopostos,
traçadospeloempregodediferentescompetências.
O que é competência?
A primeira vez que tive contato com o conceito de
competências foi a partir do trabalho formulado
pelo psicólogo de Harvard, David McClelland. O ano
era 1999 e eu cursava o Seminário Empretec, um
treinamento eminentemente comportamental con-
duzido no Brasil pelo Sebrae.
O Empretec marcou uma fase importante de mi-
nha carreira profissional, uma vez que me conduziu a
umavisãodiferentedegestãoapartirdeumelencofor-
mado por dez grandes competências inerentes aos em-
preendedores de sucesso, mapeadas por McClelland.
Anos depois, a partir de minha experiência e es-
tudos, formatei um novo conjunto de competências
divididas em cinco grupos temáticos, conforme ilus-
trado no quadro a seguir.
Competências técnicas
Baseiam-se no conhecimento e exigem atualização
permanente, sendo fundamentais para o exercício
profissional. Por sua natureza, podem ser aprendi-
das, exercitadas e desenvolvidas por meio de treina-
mento, elevando a habilidade de quem as pratica.
CONHEÇA, EM DETALHES, AS CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS
O Empretec marcou uma fase importante de mi-
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136 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Gestão Tom Coelho
Competências comportamentais
São lastreadas nas atitudes pessoais, na forma como
você age e responde perante o meio, determinando
se você realizará o que se propõe a fazer ou não. Por
isso, o grande influenciador nesse quesito é a sua
personalidade e seus determinantes: a hereditarie-
dade, o ambiente e as circunstâncias.
Competências relacionais
Envolvem atributos técnicos e comportamentais,
bem como estão intrinsecamente ligadas às rela-
ções interpessoais e à gestão de pessoas. Os relacio-
namentos representam o fórum em que podemos
promover a disseminação do saber por meio da edu-
cação, estimulando a sociabilidade.
Competências valorativas
Lastreiam-se no caráter e têm na moral sua baliza.
Reunir competências técnicas, comportamentais e
relacionais é uma condição necessária, mas não sufi-
ciente para forjar um profissional reconhecidamente
qualificado. Isso porque tantos atributos devem ser
respaldados por um conjunto de valores que norteiem
suas ações de maneira virtuosa, humilde e solidária.
Competências transcendentais
Recebem essa denominação por compreenderem atri-
butos que ora podem ser tidos como técnicos, visto que
envolvem conhecimento e atualização, ora como com-
portamentais, pois estão intimamente relacionados a
aspectos atitudinais, mas que também poderiam ser
tratadoscomorelacionaisouvalorativos,porguardarem
sinergia com as relações interpessoais ou com o código
devalorespessoais.Ofatoéqueesseconjuntodecompe-
tênciaséderelevânciasoberba,poisfuncionacomobase
paraaconquistadetodasasdemaiscompetências.
Um profissional disputado no mercado de traba-
lho não é evidentemente aquele capaz de reunir todos
esses atributos. Primeiro, porque são muitas as carac-
terísticas apontadas, e desenvolvê-las demanda tempo
para maturação. Segundo, porque para certos cargos,
algumas dessas competências são menos imprescindí-
veis ou até dispensáveis, enquanto outras são catego-
ricamente críticas. Para as organizações, as principais
competências esperadas são aquelas alinhadas ao pla-
nejamentoestratégicoecapazesdeproporcionarresul-
tados no menor horizonte de tempo possível.
O fato é que perseguir todas essas competências,
desenvolvendo-as em maior ou menor grau, é garan-
tia de êxito no mundo corporativo. 
QUADRO GERAL DE COMPETÊNCIAS
Técnicas Comportamentais
Educação e proficiência Iniciativa e acabativa Determinação e ambição
Metas e planejamento Excelência e superação Disciplina e organização
Administração do tempo Comprometimento e lealdade Paciência e tolerância
Negociação Responsabilidade Autoconfiança e independência
Pensamento estratégico Ousadia e coragem Resiliência
Visão sistêmica Criatividade e inovação
Relacionais Valorativas Transcendentais
Comunicação Integridade Autoconhecimento
Credibilidade e marketing pessoal Generosidade Empreendedorismo
Atendimento e empatia Pluralidade Paixão
Persuasão e networking Ética
Liderança e empowerment
Teamwork
Saiba mais em nosso site
www.eminence.com.
Um avanço de som agradável para os LOjistas!
O eminence tone center.
made in the usa
www.italotrading.com
A Arte e a Ciência do Som
CV AUDIO
COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO
Sem dúvida o alto-falante da guitarra é uma
das peças mais importantes do quebra-cabeça
sonoro.Quase sem ter um modo para fazer uma
demonstração deles em uma loja,para as lojas tem
sido sempre um desafio vender um alto-falante
de reposição ou um diferenciado.
O Eminence Tone Center, consistindo de uma
caixa 4 x 12”equipada com quatro modelos
diferenciados de alto-falantes de guitarra com
som único e um foot switch,finalmente oferece
ao consumidor a habilidade de reproduzir usando
uma gama de alto-falantes só conectando em
qualquer amplificador da sua escolha.Com
gráficos coloridos e cartões de informação de
produto para cada modelo,o display para loja
facilita a decisão de compra do cliente.
Para mais informações,consulte a CV AUDIO,
novo distribuidor EMINENCE para o mercado Brasileiro.
www.cvaudio.com.br | (11)2206-0008
138 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Expansão Marutec
Indo na contramão, a
Marutec se prepara
para abrir uma grande
fábrica no Brasil que
irá triplicar a produção
e avisa: EUA, Japão e
Europa, aí vou eu!
Tudo ao mesmo tempo agora, já! Este poderia
serolemadaMarutecnestemomento.Apesar
de terem rigidamente se preparado, planejan-
do a expansão com calma, a efetivação está ocorren-
do agora. A empresa está investindo em várias uni-
dades de negócios. Além da abertura do escritório na
China, criou a empresa BR Music nos Estados Unidos,
uma estratégia para facilitar a distribuição das mar-
cas da Marutec nos EUA, Japão e Europa. A Marutec
também passará a focar a fabricação e venda de aces-
sórios para todas as suas marcas e já está operando
com um galpão em Sto. André, SP, de 4.600 m2. um
novo centro de distribuição para todos os produtos
importados que comporta 300 mil itens.
Não é só isso. Um dos investimentos mais pontu-
ais é construção da nova fábrica em São Bernardo do
Campo, que pretende triplicar a produção e tem inau-
guraçãoprevistapara2012.Aquemlêestanotíciapode
parecerestranhoessetipodeestratégia,jáquehojesão
poucas marcas nacionais que produzem seus produtos
aqui,preferindooesquemaOEMviaChinaeoutrospa-
íses asiáticos. O presidente da Marutec, Ney Nakamu-
ra, explica: “Quem sabe daqui a dois anos o dólar não
estaráaR$2,5,ouentãosurgiráumnovogovernoproi-
bindo a importação de instrumento musical? Se você
não está preparado para as duas vias, pode perder o
chão.Étudomuitobempensado.Afábricaérealmente
a sustentação, o diferencial. Por isso investir nela nesse
momento. É algo para colher
daqui a dez ou 15 anos”.
Para conversar sobre esses
investimentos, a expansão e es-
clarecer alguns boatos que vêm
circulando no mercado, a MM
conversoucomosprincipaisexe-
cutivos das unidades de negó-
cios da Marutec: Ney Nakamu-
Genuinamente
Brasileira
DE DEZ ANOS PARA CÁ, AS COISAS
MUDARAM. ANTES A GENTE
BRIGAVA PARA APARECER, HOJE
AS PESSOAS JÁ NOS CONHECEM.
— MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING— MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING— MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING— MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING
Marco Vignoli (esq.), Ney Nakamura e Marcio Zaganin
Expansão Marutec
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 139
ra, presidente; Marcio Zaganin, luthier
desenvolvedor de todos os produtos da
empresa e sócio de Nakamura na N. Za-
ganin e Custom Guitars; Marco Vignoli,
gerente comercial e, agora, coproprietá-
rio da Custom Guitars; além de Marce-
lo Rossi, gerente de marketing, um dos
grandes responsáveis pela consolidação
damarcaTagima.Acompanhe.
Qual é o estágio de desenvolvimen-
to da Marutec atualmente?
Ney Nakamura: Diriaquehojeécomo
um grupo que se estabelece e se forta-
lece a cada dia. Quando digo grupo,
vejo que estamos fortes no mercado
de cordas e instrumentos com a mar-
ca Tagima, marca própria da Marutec,
e com a Memphis. Estamos também
com a Custom Guitars, onde — com
Marcio Zaganin e Marco Vignoli,
convidado a ser sócio recentemente
— faremos toda a comercialização de
acessórios de instrumentos musicais.
E ainda com a N. Zaganin, e a Bose,
em áudio, que foi uma mudança muito
grande. Em termos de unidades de ne-
gócios, estamos em franca expansão.
Quais são as considerações após
um ano de Bose?
Marco Vignoli:Descobrimosqueéum
mercadomaltrabalhadonoBrasil.Co-
meçamos a perceber que por mais que
sejamaiscaro,háinteresse.Aspessoas
tinham de ter acesso, agora elas têm. É
prazeroso trabalhar com produtos que
não precisamos ficar explicando. Nas
devidas proporções, em relação à Tagi-
ma, um lojista também não tem de ex-
plicarmuitoparaocliente.Oresultado
está dentro do esperado.
Vocês estão com duas filiais fora do
País. Como está esta expansão?
Nakamura: Temos uma empresa do
grupo que fica nos Estados Unidos, a
BRMusic,alocadaemMiami.Etemos
um escritório da Marutec na China. A
BR Music fará a importação e expor-
tação de produtos do Brasil, além de
distribuí-los lá fora. Estando nos EUA,
você tem um portal para o mundo ge-
rando negócios para a Europa, o Japão
etc. Por que BR? Porque ela também
vai distribuir outras marcas brasilei-
ras. Essa é a função da BR Music.
Tem algum país em que vocês vão
focar mais a exportação?
Nakamura: Naturalmente os Estados
Unidos — apesar da crise, é um mer-
cado que tem demanda — e o Japão,
ondenossosendorseessãofortes.Tudo
vai realmente se concretizar com a
fábrica em São Bernardo do Campo,
para a qual importamos uma série de
maquinários, com cortes automáticos.
Aprodutividadedevecrescerbastante.
Com o dólar barato e a maioria das
empresas focando em OEM, por que
investir na produção no Brasil?
Nakamura: É a nossa característica,
oferecer segurança para o consumidor
e o lojista. Se o mercado está bom para
importar, vamos trabalhar com isso,
mas atentos à produção daqui. Como
sou brasileiro, sei que este país é instá-
vel.Quemsabedaquiadoisanosodólar
nãoestaráaR$2,5,ouentãosurgiráum
governo proibindo a importação de ins-
trumentos? Se você não está preparado
para as duas vias, pode perder o chão. É
tudomuitobempensado.Afábricaére-
almenteasustentação,odiferencial.Por
issoinvestirnelanessemomento.Éalgo
paracolherdaquiadezou15anos.
Produtos Top Marutec
7. N. Zaganin
TL Custom
6. Tagima
Premium
TG 7350
3. Cordas
Tagima
5. N. Zaganin
Contrabaixo
Asema
2. Afinador
WCT-1
Produtos Top MarutecProdutos Top Marutec
Afinador
1. Signature
Kiko Loureiro
Produtos Top MarutecProdutos Top Marutec
N. Zaganin
Contrabaixo
Asema
5. N. Zaganin
Contrabaixo
Asema
5. N. Zaganin
Asema
3. Cordas
Tagima
3.
Tagima
N. ZaganinN. Zaganin Tagima
Premium
TG 7350
6.
TG 7350
6. Tagima
Premium
TG 7350
N. Zaganin
TL Custom
7.
TL Custom
7. N. Zaganin
TL Custom
4. Violão Dallas Turner
1. Signature
Kiko LoureiroKiko Loureiro
2. Afinador
WCT-1
Afinador
Cordas
Tagima
3.
Tagima
4. Violão Dallas TurnerViolão Dallas Turner
N. Zaganin5. N. Zaganin
Asema
N. Zaganin Tagima
TG 7350
6.
TG 7350
N. Zaganin
TL Custom
7.
TL Custom
140 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Expansão Marutec
Por que a escolha de se focar mais
em acessórios?
Vignoli: Como estou no time de frente
com os representantes, sei que sempre
houve uma demanda. A Tagima tem,
por exemplo, um violão que é um dos
mais vendidos no Brasil, o Dallas. O
lojista chega e fala que tem o mode-
lo para vender, mas não tem peça de
reposição. Por sermos fabricantes do
produto, inserimos uma pequena li-
nha dentro da Marutec, com afinado-
res, cordas etc. Era um complemento,
masnãotinhafoconenhum.Sóvendia
por estar no mix, mas é um negócio
atraente, por questão de margem para
o lojista e para o consumidor final,
existe uma procura. Então resolvemos
assumir de vez os acessórios Tagima.
Fechamos também os captadores Ca-
brera no Brasil. O Augusto Cabrera vai
produzir, mas a administração do ne-
gócio será da Custom Guitars.
Considerando a possível entrada de
mais marcas internacionais no Brasil,
como vocês estão lidando com isso?
Marcelo Rossi: Acho que esses distri-
buidoresfizerammuitopoucopelomer-
cado, simplesmente tentaram aprovei-
tarafamaqueseusprodutosjátinham.
marcasinternacionais,narealidadesão
asmarcascomquenóscompetimos,as
grandes marcas tradicionais. A briga
é com elas. Temos a Tagima brigando
contra essas marcas e a Memphis, que
estáaíparabrigarnonichodeguitarras
mais baratas - essas tiradas de catálo-
gos de fabricas chinesas por esses aven-
tureiros de plantão. Mesmo falando da
Memphis como sendo para iniciantes,
temos de lembrar que ela tem a assi-
natura by Tagima, Mesmo falando da
Memphis como sendo para iniciantes,
temos de lembrar que ela tem a assina-
turabyTagima,significandoquedispõe
detodaatecnologia,desenvolvimentoe
know-howdosprodutosTagima
Falando nisso, uma mudança no ce-
nário é que as grandes marcas es-
Tendência em instrumentos de cordas
“Nos anos 80 foram as guitarras pontudas, modernas. Nos 90, isso foi
perdendo força e tivemos o retorno do vintage com as clássicas. Aí, em
2000, temos um mix com modernos, vintage, heavy metal. Hoje, acho
que a tendência é uma releitura, que a gente já faz na Tagima. A 635
nada mais é que a releitura de um instrumento clássico, mais antigo,
mas com a nossa identidade. Tem cara de vintage, mas tem sua parte
moderna. Dentro da linha temos a Infinity, que remete ao clássico, mas
também é toda moderna. E temos para este ano um lançamento, mais
exótico, mais agressivo. Um negócio mais roqueiro. Em violões temos um
excelente clássico, assinado pelo Ulisses Rocha. Aí tem a linha acústica
de aço, a linha folk — e dentro dela temos também a linha Premium, uma
grata surpresa. Tínhamos até dúvida se esses instrumentos mais caros
teriam saída, mas foram para o mercado e vingaram, tanto que nem
conseguimos atender à demanda.”
— Marcio Zaganin, luthier responsável por todos os produtos da Marutec
e sócio de Ney Nakamura na N. Zaganin e na Custom Guitars, ao lado de Marco Vignoli
A base da Tagima são os músicos, os
endorsees que temos e tratamos com
carinho. Todos eles foram negligencia-
dospelosimportadores,osmesmosque
estão atrás deles agora que o gato subiu
no telhado, então acredito que com a
entrada dessas novas marcas, em es-
pecial,essasituaçãosealtere,masacho
queissolevamuitotempo.Nãoéassim,
chegar e tomar o mercado. Não digo só
pela Tagima, mas pelas outras marcas
nacionais, Solez, Meteoro, são marcas
que estão aí trabalhando, acreditando
einvestindonomercadoenosmúsicos.
Isso exige tempo e confiança. E essas
marcas internacionais foram muito
seletivas, totalmente contrárias à nossa
realidade. O Brasil não é seletivo, é de-
mocrático. O lojista e o músico brasilei-
ro querem ser respeitados. As grandes
A base da Tagima são os músicos, os
— Marcio Zaganin, luthier responsável por todos os produtos da Marutec
Fábrica que está sendo construída em São Bernardo do Campo, SP
Expansão Marutec
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 141WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 141
MarutecMarutec
Tel.: (11) 2915-8900
www.tagima.com.br
N. Zaganin e
Custom Guitars
Tel.: (11) 3642-1088
www.nzaganin.com.br
tão fazendo produtos com preços
mais acessíveis. Qual é a estratégia
para lidar com essa realidade?
Rossi: Eles estão fazendo isso pois que-
remnossonichodemercado,nãoocon-
trário. Eles perderam esse espaço para
nós porque trabalhamos com o músico
brasileiro, diferente deles, que jogavam
o que queriam no mercado e tínhamos
denossujeitar.ATagimanão,nascemos
com o músico brasileiro. Eles se preo-
cupam com a gente, tanto que criaram
esses produtos para bater de frente com
os nossos. Mas de dez anos para cá, as
coisas mudaram. Antes a gente brigava
para aparecer, e hoje as pessoas já nos
conhecem.Umavezeuestavanumaloja
emCuritibaetinhaunsmeninosconver-
sando atrás de mim. Um deles falou que
estava juntando dinheiro para ter a gui-
tarradossonhos.Virei,imaginandouma
Fender,maseleestavacomumaTagima
635.Issoparamimfoimuitobacana,pois
todo o nosso planejamento de marke-
ting,amensagemquepretendíamospas-
sareraexatamenteesta:botarnacabeça
dequemqueriateruminstrumentoque
a nossa guitarra fosse uma referência.
Mostrouqueestamosnocaminhocerto.
Há um boato de que a Fender está
processando vocês por causa do he-
adstock. O que há de verdade nisso?
Nakamura: A Fender entrou novamen-
teemcontatocomagente,perguntando
senãoqueríamosmudaroshapeda635.
A 635 nova não é mais parecida com a
Fender porque já mudamos. Também
falamos que, se acham que têm tanto
direito, entrem com o processo. É muito
maldoso falar que ela está nos proces-
sando,masoqueaconteceéqueelaestá
perdendoacadadia.AMarutecéética,é
correta.Eeunãovouchegarnainternet
e dizer que estou ganhando. Então toda
vezqueelaentracomumapartedopro-
cesso, os juízes negam, porque não há
fundamento. Ela quer ter direitos sobre
um desenho industrial que já perdeu há
muitotempo.ApatentejácaiunosEUA.
Somos uma marca brasileira, querida
aqui e com embasamento para refutar
essascoisas.Estamostranquilos.
Muita gente não sabia que o Seizi
não estava mais na Tagima...
Nakamura: A Marutec adquiriu a Ta-
gima em 1997. Até essa época era uma
marca conhecida pelos músicos, mas
muito local, artesanal, underground.
Trabalhamos duro durante anos para
desenvolver a marca. Então é natural
quesejamoscopiados.Enãosócópiade
modelos, mas também da marca, e há
importadoresqueestãotentandopegar
carona.Oqueaconteceuseisanosatrás
équeestávamosnumasituaçãoemque
tínhamos uma limitação tecnológica
muito grande. Não tínhamos criação, e
havia problemas na produção. Se conti-
nuasse daquele jeito, hoje provavelmen-
tenãoestaríamoscomtantoêxito.
O que mudou de seis anos para cá?
Nakamura: Amudançafoiabsurdaem
termosdevendas,empresaequalidade.
A pessoa responsável por isso é o Mar-
cio Zaganin, um dos melhores luthiers
do mercado, responsável pela criação,
desenvolvimento e fábrica, onde im-
plantou novas tecnologias. É um trio
quetemos,comoMarco.Estamoscom
a Tagima, N. Zaganin, Custom Guitars.
Tudo isso faz uma coisa forte, sólida. A
Tagima não é uma mera etiquetadora
deprodutos,fazemostudo.
Zaganin, fale um pouco desses
seis anos de atuação na Marutec.
Zaganin: Quando cheguei na Tagima
vendia-semuito,mashaviamuitadevo-
lução. A primeira etapa foi fazer uma fa-
xinanaproduçãodoBrasil.Mantivemos
os clássicos, criamos novos produtos e
reforçamosapartedequalidade.Muda-
mos os moldes, reformulamos desde a
cola ao processo de secagem da madei-
ra.Melhoramosapartedelogísticaden-
trodafábricaparaganharmaisqualida-
de e, para isso, diminuímos a produção.
Reformulamosprojetos,modelos,atéco-
meçaraadquirirumanovamentalidade
do funcionário. O público tem pedido e,
agora estamos aumentando a produ-
ção e temos o projeto da fábrica nova,
com muito mais recursos tecnológicos.
Criamostambémumdepartamentode
desenvolvimento, de onde o projeto sai
desenhado por mim. Tudo é digitaliza-
do, passado para 3D e depois vai para
a produção. A primeira fase foi cuidar
da fábrica do Brasil, e agora levamos
esse know-how para a China, para que
eles façam do jeito que o nosso consu-
midorespera.
Prédio e escritório da Marutec na China
142 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Estratégia Royal Music
A importadora e
distribuidora Royal Music
se adapta à configuração
atual do mercado e
coloca em prática suas
novas estratégias para
ir cada vez mais longe.
Já está, inclusive, nos
EUA, com uma filial para
operações internacionais,
por onde já atua no
Uruguai. Aonde ela quer
chegar? Leia e saberá
ARoyal Music é conhecida do mercado pelas
marcas premium com que trabalha. Sua prin-
cipal força vem daí. Gibson, Monster Cable,
Zoom, Epiphone, Music Man, Paiste, DiMarzio, Ernie
Ball e outras. Mas a antiga configuração do setor está
mudando,bastaverasempresasinternacionaisabrindo
escritórios diretos — a própria Royal perdeu a Harman
em 2010 por compra da Selenium pela empresa alemã;
lojas de instrumento trazendo marcas; importadoras
também fabricando. Seguindo essa tendência, a Royal
está entrando no mercado nacional com mais marcas
próprias. Mas não só. Também vai reforçar seu mix in-
ternacional, praticando preços mais acessíveis — para
se ter uma ideia, a Gibson já dispõe de um modelo, pen-
sado para o mercado brasileiro, de R$ 3 mil. O ano de
2011 é emblemático para a empresa, não só por colocar
os novos direcionamentos em prática, mas também
porque a Royal inaugurou seu prédio novo; trouxe com
exclusividade a marca australiana de baterias Ashton;
lançou — com enorme sucesso, diga-se de passagem
— a marca Seizi; prepara-se para disponibilizar o vio-
lão da Pitty, via Rockstar; ganhou o prêmio de melhor
distribuidoradomundodaEpiphoneem2010;pretende
lançar outra marca até o final do ano; e, além de tudo,
começou a atuar no mercado internacional, operando
diretamente de sua filial nos Estados Unidos, com a
marcaZoom,quepassouadistribuirparaoUruguai.
A MM foi até a sede da empresa, em São Paulo, SP,
conversarcomodiretorRenéMoura,seudiretor,parades-
cobrirmaisdetalhessobretodasessasnovidades.Confira!
A Royal Music sempre trabalhou com marcas pre-
mium. Agora a empresa pretende lançar por suas
marcas próprias instrumentos com custo mais
acessível, além de também trazer marcas com
Ano de ação
EM 2010, A HARMAN COMPROU
A SELENIUM E FOI UM PROBLEMA
QUE ENFRENTAMOS, MAS NÃO
PREJUDICOU O FATURAMENTO,
POIS DOBRAMOS COM AS
OUTRAS LINHAS
René Moura e uma das
guitarras customizadas
por Romero Britto
Estratégia Royal Music
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 143
1. Zoom G1n e, em breve, o
novo do Kiko Loureiro G1kn
exclusivo para a Royal
esse perfil. O que levou a Royal a
adotar essas novas estratégias?
Essas linhas novas foram pedidas por
nossos representantes, que precisam
de produtos mais acessíveis em seu
mix, mas com um toque Royal. Ou
seja, acessível premium.
Quais são as expectativas com
relação a esse novo alinhamento?
Aspesquisasindicamqueessesprodu-
tos novos terão sucesso, pois têm de-
sign, inovação e qualidade com preços
bem atrativos ao consumidor final.
Para atender à demanda estrutu-
ral provocada com as novas mar-
cas e fabricação de produtos, o
que mudou dentro da Royal?
Basicamente estamos trabalhando
mais e construímos uma grande es-
trutura de qualidade para os produ-
tos, checando 100% das peças antes
de irem para o mercado.
Quais conceitos serão trabalhados
com as marcas Seizi e Rockstar?
A Seizi é a marca do famoso luthier
Seizi Tagima, que tem uma vida de
experiência em design. Queríamos um
instrumento que juntasse as qualida-
des mais pedidas pelos clientes dele ao
longo desses 30 anos e o mestre Seizi
conseguiu juntar tudo isso em um
novo design. O conceito será o da mile-
nar arte samurai com o grande mestre
projetando essas novas guitarras. An-
dreas Kisser é o embaixador na marca
no mundo. Já a Rockstar vem trazer
ao mercado produtos para quem não
se contenta com a mesmice dos OEM,
sem imaginação. São produtos com
custo atraente, mas com atitude! O
violão Pitty será um bom exemplo.
Qual será a estratégia com a Seizi?
A Seizi terá como público-alvo o gui-
tarrista que procura um produto
acessível com características únicas
de instrumentos custom shop. As gui-
tarras custam entre R$ 549 e R$ 949,
Produtos Tops Royal
6. Afinador
Rockstar
Andreas Kisser
5. Guitarra
Seizi Vision
4. Kits Paiste
7. Epiphone
Les Paul
Special
3. Cordas Ernie Ball —
as preferidas de Slash,
Jimmy Page e Eric
Clapton, entre outros
2. Gibson Les Paul
Tribute. Made in
USA com preço
ao consumidor
próximo de R$ 3 mil
GuitarraGuitarra
Seizi VisionSeizi Vision
5.5. GuitarraGuitarra
Seizi VisionSeizi Vision
1. Zoom G1n e, em breve, o
novo do Kiko Loureiro G1kn
Produtos Tops Royal
aproximadamente, para o consumi-
dor. Além disso, teremos edições cus-
tomshopcomtiragenssuperlimitadas,
para colecionadores, como é o caso do
modelo Andreas Kisser.
De que forma vocês estão trabalhan-
do para criar uma identidade para as
guitarras Seizi que não as confunda
com os produtos da Tagima?
Estamos trabalhando muito na identi-
144 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Estratégia Royal Music
Royal MusicRoyal Music
Latin America
Tel.: (11) 5535-2003
www.royalmusic.com.br
dade própria da marca e dos produtos.
QuemolharumaguitarraSeiziveráque
temidentidadeprópria,semsemelhan-
ça com os produtos da Tagima. A Seizi
é uma marca registrada no Inpi pelo
Seizi Tagima, que nos cedeu o direito
comercial de explorá-la. No site www.
seiziguitars.com.br estamos mostran-
do em vídeos a história da nova marca.
Nosso maior interesse é que isso fique
bemclaroparaoconsumidor.
A Rockstar foi lançada no mercado
com afinadores, agora virá o violão
da Pitty. O que mais vem por aí?
O próximo lançamento da Rockstar
será o afinador signature do Andreas
Kisser, que, juntamente com o violão
da Pitty, serão grandes sucessos. Vi-
rão mais novidades em breve.
Como vocês enxergam a posição das
marcas importadas com as quais já
trabalham frente a essa nova fase da
Royal, atuando com OEM?
É muito comum em todo o mundo
distribuidores terem marcas OEM.
Em nosso caso, nada conflita, só com-
plementam o mix.
ARoyaltemconcorrentesquejáestão
estabelecidos com marcas próprias
ou estão reposicionando as mesmas
nãoprejudicouofaturamento,poisdo-
bramos com as outras linhas.
Qual é a meta para 2011?
Aumentar em 30% as linhas atuais
e implementar as novas marcas no
mercado.
Desde o surgimento da Royal, quais
foram as mudanças mais significati-
vas que você pôde observar no setor?
O amadurecimento do mercado de
uma forma geral, mas ainda há muito
a se fazer.
Diante das grandes empresas atuan-
do diretamente no País, como você
vê o papel e a representatividade
das importadoras daqui a dez anos?
A importadora deverá ser uma ponte
para a comercialização dos produtos,
e não um obstáculo. Nós, com certe-
za, somos uma ponte e colaboramos
com nossa expertise no desenvolvi-
mento de novos produtos. Muitos
conceitos criados por nós, como o
Zoom Signature do Kiko Loureiro, foi
uma ideia de tamanho sucesso que
posteriormente também foi utilizada
nos Estados Unidos e Europa, mas foi
ideia nossa. Acredito que para o fabri-
cante ter um parceiro que pensa 24
horas em seus produtos, que conhece
o mercado interno, adiciona valor aos
seus equipamentos — como é o nosso
caso — e vende por um preço justo é
muito interessante. 
Projetos de marketing tops
Zoom – Lançamento de quatro modelos exclusivos para o Brasil, com
Kiko Loureiro, Eduardo Ardanuy, Andreas Kisser e Juninho Afram.
Gibson – Em parceria com a loja Made In Brazil, a Royal realizou a
primeira Gibson’s Night no País. O evento, ocorrido no dia 5 de julho, já é
tradicional em diversos lugares do mundo e é voltado, exclusivamente,
para donos de guitarras Gibson.
Epiphone – Nova visita ao Brasil do dr. Epiphone, que ensina tudo sobre
as guitarras, e um leilão de um modelo Epiphone customizado pelo
superartista Romero Britto, com todo o valor arrecadado doado para
uma causa beneficente.
Seizi – Festa de lançamento ocorrida em 15 de junho, em São Paulo, SP,
que reuniu mais de 150 convidados e contou com a participação do luthier
Seizi Tagima e do guitarrista Andreas Kisser, embaixador da marca.
Rockstar – Evento de lançamento do violão Pitty.
no mercado. Como vocês enxergam a
concorrência e qual é o diferencial da
Royal para se destacar frente a ela?
Acho que o design, a qualidade e o
marketing farão a diferença.
Desde o final do ano passado vocês
estão trabalhando com representa-
ções. Quais são os resultados dessa
nova forma de trabalho?
Com certeza estamos atingindo mui-
to mais lojas e por isso essas novas
marcas chegam em boa hora.
Atualmente, qual é a marca mais
rentável da Royal?
Todas apresentam a mesma rentabilida-
de,masemvolume,EpiphoneeZoom.
Como foi o ano de 2010 para a
Royal Music?
Em 2010 mudamos para a nossa nova
sede, estreamos nosso novo showroom
ecomeçamosatrabalharcomosrepre-
sentantes. No mesmo ano, a Harman
comprou a Selenium e logicamente foi
um problema que enfrentamos, mas
ESTAMOS ATINGINDO MUITO MAIS
LOJAS E POR ISSO ESSAS NOVAS
MARCAS CHEGAM EM BOA HORA
146 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Lojista Tocmix e Qualysom / PB
Com ações rápidas,
comerciante abriu três
lojas em três anos e
tornou-se preferência
entre público
consumidor de
João Pessoa, PB
Por Juliana Cruz
O mais rápido
do Nordeste
Inaugurada em fevereiro de 2008,
a Tocmix, criada para trabalhar
com áudio e iluminação, já come-
çou grande. São 150 m2 e 16 funcioná-
rios, crescimento significativo quando
comparado às proporções da primeira
loja do fundador Maurício Calixto, a
Eletromix — focada em eletroeletrôni-
co —, inaugurada um ano antes com
apenas 2 m2 e dois funcionários.
Sendoadeptodasegmentaçãodeni-
chos, Calixto optou, em agosto de 2009,
por abrir um terceiro estabelecimento
com foco em instrumentos musicais: a
Qualysom. “A demanda crescente pela
procura de instrumentos musicais e
acessórios me fez ver a necessidade de
uma loja especializada capaz de satisfa-
zer o mercado musical pessoense. É im-
pressionante como aumenta a cada ano
a procura por instrumentos musicais”,
enfatiza o comerciante.
A Qualysom começou suas ativida-
desjácom180m2e27funcionários,eem
dezembrode2010mudouparaumaárea
de 210 m2 e passou a ter 35 funcionários.
Todas as lojas de Calixto ficam na mes-
ma rua, cada uma voltada para um pú-
blicoespecífico,emboraolojistaacredite
se tratar de segmentos ligados. “Muitos
clientes procuram áudio e instrumentos
aomesmotempo,porexemplo,asigrejas
e locadoras de som. Toda loja que vende
instrumentos musicais pode, sim, ven-
der áudio e vice-versa, contanto que os
deixe em áreas separadas de forma or-
ganizada. Temos duas lojas que vendem
os dois segmentos, só que uma com foco
em áudio e iluminação e outra em ins-
trumentosmusicais”,explica.
Força de vontade e talento
O know-how para a expansão de Calixto
é resultado de muito esforço e aprendi-
zado prático. “Na Paraíba não tínhamos
muitas oportunidades de trabalho. No
início prestei serviços como auxiliar de
pedreiroempequenasobrasparaajudar
minha mãe a manter a casa”, relembra.
Sua jornada em nosso setor come-
çou quando ele completou 19 anos e teve
Fachada da Tocmix
em João Pessoa, Paraíba
a oportunidade de trabalhar em uma
loja tradicional de eletroeletrônicos da
cidade, que também tinha alguns itens
de som e instrumentos musicais. “Por
não conhecer os produtos que vendia,
me propus a aprender o mais rápido que
pude,poisnãopodiaperderaquelachan-
ce,precisavamuitodotrabalho”,conta.
Como fruto de seu empenho horas
após o expediente, coletando informa-
ções e lendo manuais, Calixto foi nomea-
doencarregadodosetordepeças,doqual
também fazia parte toda a linha de ins-
trumentos musicais. “Trabalhei por dez
anos nessa loja, sempre com muita dedi-
cação”,orgulha-senossoentrevistado.
Em 2000 o já mais experiente vende-
dor foi convidado a gerenciar uma nova
loja de um grupo concorrente que esta-
vachegandoaomercadodeJoãoPessoa.
Com maiores responsabilidades, como
administrar compras, vendas, funcio-
O mais rápido
Maurício Calixto e sua mulher, Ise
Lojista Tocmix e Qualysom / PB
O que vende mais?
Embora o líder de vendas em 2010 na Qualysom tenha sido o violão acústico
de náilon para estudantes, Maurício Calixto acredita que a tendência para os
próximos anos sejam instrumentos de percussão, fanfarra e sopro, devido à
obrigatoriedade do ensino musical nas escolas do País. Já na Tocmix, os produ-
tos com maior procura são os microfones.
nários etc., Calixto tinha agora sob seu
comandotodoofluxoburocráticodoes-
tabelecimento, e assim foi por seis anos.
“Todas as experiências vividas foram
fundamentais para dar início à realiza-
ção do meu sonho, um projeto próprio
que tinha em mente há muito tempo.
Juntei algumas economias mais o que
ganhei na rescisão do último emprego e
comprei aquele espaço de 2 m2 para dar
vida à Eletromix”, revela.
Um passo de cada vez
O começo do sonho foi quase um pe-
sadelo. De acordo com o empresário, o
créditobancáriodisponibilizadofoipe-
queno e, com juros altos, os fornecedo-
res limitaram descontos e prazos e ele
precisou se restringir a pequenas nego-
ciações. “Pensei que iria demorar mui-
to para fazer grandes parcerias, mas
graças a Deus, com muito trabalho e
pontualidade nos pagamentos, fomos
conquistando nosso espaço e, hoje, por
diversas vezes, recebemos propostas de
fornecedores para fortalecer nossa par-
ceria”, conta Calixto.
Uma das poucas vantagens no início
da carreira como empresário foi o refle-
xo positivo que a compra do espaço físi-
co da Eletromix teve na despesa opera-
cional da empresa: “Não pagava aluguel,
apenas uma pequena taxa de condomí-
nio, e só tinha uma funcionária. Dessa
forma era possível reverter quase todo o
lucro em novos produtos”. Foi assim que
se deu o crescimento do negócio, tanto
que em pouco tempo Calixto precisou
montar um depósito externo, focando
em produtos até então não encontrados
na região. Essa prática facilitou a vida
dos clientes, que haviam se habituado
a comprar determinados equipamentos
de outros Estados, fortalecendo assim o
vínculo entre loja e consumidor.
AcarteiradeclientesdaEletromixfoi
conquistadaaolongodatrajetóriaprofis-
sional de seu proprietário e consistia em
pessoas que já conheciam e confiavam
em seu trabalho. Por isso, aos poucos, ele
foi acrescentando alguns equipamentos
de áudio no mix de produtos e avisando
seus compradores por telefone. O feed-
back desse contato tão pessoal foi gra-
tificante, pois em um ano seus negócios
começaram a expandir. Hoje, a maior
loja de Calixto em termos de tamanho é
a Qualysom, cuja reforma realizada em
2010adeixoucom210m2deáreadeven-
daemais350m2dedepósito.
Clientes cativos
fazem a diferença
Do ponto de vista do comerciante, o
crescimento nas vendas também se deu
devido à expansão da cultura e de ar-
Equipe da Tocmix é formada
por 16 funcionários
tistas locais, resultando em incentivos
de iniciativas privadas, filantrópicas e
governamentais e aquecendo muito a
economia local. “A procura por instru-
mentos tem crescido a cada dia, com a
implementação da Lei nº 11.769, que de-
termina a inclusão do ensino da músi-
ca como conteúdo obrigatório em toda
educação escolar”, alega o empresário
que, ainda assim, alerta: “Nós, lojistas,
devemos nos organizar mais e parar
com essa guerra de preços, até por uma
questão de sobrevivência. Tem muita
gente que deve recalcular seus custos e
rever seu preço de venda, pois pode es-
tar tendo prejuízos desnecessários”.
As igrejas também têm participa-
ção bastante significativa no fatura-
mentodaslojas,emespecialdaTocmix.
“A busca pela excelência e o crescimen-
to de gravações e transmissões de even-
tos e cultos pelos veículos de comunica-
ção e redes sociais os torna um grupo
de consumidores cada vez mais forte.
Creioqueserãoempoucotemponossos
maiores clientes”, entusiasma-se Calix-
to. Segundo ele, outro fator positivo re-
ferente às igrejas é o compromisso em
honrar seus pagamentos.
Órgãos públicos e escolas também
compram em suas lojas, mas o lojista
confirmaqueseusmaiorescompradores
são as locadoras de áudio e iluminação
148 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Lojista Tocmix e Qualysom / PB
Raio X
Diretor-geral: Maurício Calixto
• Eletromix: Área da loja: 2 m²
Fundação: Fevereiro de 2007
Endereço: Av. General Osório, 200
Telefone: (83) 3221-3322
• Tocmix: Área da loja: 150 m²
Fundação: Fevereiro de 2008
Endereço: Av. General Osório, 464
Telefone: (83) 3241-2873
Site: www.tocmix.com.br
• Qualysom: Área da loja: 210 m²
Fundação: Agosto de 2009
Endereço: Av. General Osório, 564
Telefone: (83) 3249-1092
Site: www.qualysom.com.br
profissional. “O segmento de iluminação
vem crescendo muito e, devido à varie-
dadedemarcaseprodutos,épossívelfu-
girumpoucodabrigadepreçosquetem
ocorrido no ramo de áudio e instrumen-
tos musicais”, reforça o empresário a res-
peito do setor de iluminação, explorado
cadavezmaispelaTocmix.Comissoem
mente, Calixto espera um crescimento
acimade20%em2011.
Mão de obra para
um futuro produtivo
Para conquistar novos clientes e maior
visibilidade em nível nacional, a Tocmix
A Tocmix foi a primeira loja de
Maurício Calixto focada em áudio
eaQualysomcomeçamaaderiràsredes
sociais.“Osresultadosestãosendomuito
satisfatórios, por isso estamos amplian-
do o setor de informática e contratando
novos funcionários. Nosso próximo pas-
soseráoe-commerce”,adianta.
Além de usar a internet para atingir
seus clientes, Calixto zela muito por sua
equipe. “Tenho gerentes e supervisores
com quem já havia trabalhado e que
acreditaramemnossoprojeto,deixando
seus empregos em lojas mais antigas do
mesmo segmento, onde tinham bastan-
te estabilidade. Esse comprometimen-
to é um fator muito importante para o
crescimento do negócio”, conta.
Hoje a rede de lojas tem um setor
de recursos humanos que, junto aos
gerentes, busca recrutar profissionais
qualificados e inovadores para oferecer
atendimento ainda mais especializa-
do. A equipe de vendas é formada por
músicos, para loja de instrumentos, e
técnicos capacitados, para a loja de áu-
dio. O objetivo é criar uma experiência
personalizada para o consumidor.
Para manter as equipes de vendas
motivadas, Calixto, que também come-
çou no varejo como atendente, sabe que
é necessário proporcionar um ambiente
participativo, respeitando a individuali-
dade de cada membro. “Faço o possível
para dar-lhes as melhores condições de
trabalhopossíveis,incentivosebenefícios
que possam proporcionar a todos quali-
dadedevida”,orgulha-seoempresário.
Para garantir o atendimento com
qualidade, ele também mantém o es-
toque atualizado, abastecido e com um
leque de produtos que poucas empre-
sas na região possuem. Dessa forma,
as entregas são imediatas, fator impor-
tante quando a maioria dos fornecedo-
resseencontranoSudesteeSuldoPaís.
Maurício Calixto é a prova viva de que
com força de vontade, trabalho árduo,
planejamento e coragem é possível se
tornar um empresário de sucesso! 
Participação no
faturamento Tocmix
Cordas – 5%
Teclas – 10%
Bateria e percussão – 5%
Sopro – 2%
Acessórios – 10%
Computer Music – 5%
Áudio – 38%
Iluminação – 25%
Participação no
faturamento Qualysom
Cordas – 28%
Teclas – 20%
Bateria e percussão – 13%
Sopro – 5%
Acessórios – 15%
Computer Music – 2%
Áudio – 15%
Iluminação – 2%
150 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Vida de Lojista PlaySom / GO
A fórmula é simples,
a história nem tanto.
Os empresários da
PlaySom tiveram
de superar muitos
obstáculos para
abrir o próprio
estabelecimento.
Mas, com muita
determinação e um
pouco de sorte,
conseguiram vencer
as dificuldades
Por Itamar Dantas
Neste espaço são publicadas experiências
vivenciadas ao montar uma loja. Para
contar sua história, envie o depoimento e
fotos (em 300 dpi) para
texto@musicaemercado.com.br
com o assunto “Vida de Lojista”
Aloja PlaySom, localizada em
Goiânia, GO, possui uma histó-
ria no mínimo curiosa. Os em-
presários Jamis Rodrigues dos Santos e
WenderCanheteSilvaconseguiramsair
da condição de funcionários de uma
loja para proprietários na mesma rua
onde trabalhavam. Jamis era gerente e
Wender, vendedor, da loja FujiSom, es-
pecializada em instrumentos musicais
e áudio profissional. Depois de seis anos
trabalhando na loja, os dois amigos re-
solveram montar o próprio negócio.
Em meio às conversas para a aber-
tura do estabelecimento, uma loja em
frente à FujiSom ficou vazia. O dono
pediu R$ 22 mil de ‘luva’ para passar
o ponto. Segundo Jamis, a região é o
principal ponto de venda de áudio da
cidade de Goiânia, e a oportunidade
era única. “É muito difícil encontrar
lojas na região onde nós estamos.
Mesmo sem ter o dinheiro, fechamos
negócio com o ex-locatário e demos
um pequeno sinal de R$ 2 mil, garan-
tindo o resto do dinheiro no prazo de
15 dias”, conta o empresário.
Os dois amigos tinham pouco tem-
po e muito dinheiro para levantar.
Seguiram preocupados com o que fa-
riam para conseguir o restante. Uma
semana depois, durante o expediente,
ainda na loja onde trabalhavam, um
cliente percebeu a aflição de Jamis e
perguntou o que acontecia. “Eu contei
a respeito do compromisso que tinha
Oportunidade
+Trabalho
=Sorte
assumido e ele se dispôs a me ajudar
com uma quantia em dinheiro no va-
lor de R$ 5 mil”, revela.
O locatário os chamou para uma
reunião. E, por iniciativa própria, ao re-
ceber o novo adiantamento de R$ 5 mil,
resolveubaixarovalordeR$22milpara
R$ 15 mil. Faltavam R$ 8 mil e o prazo
já estava acabando. “A nossa maior pre-
ocupação era que havia outras pessoas
querendo a sala, não podíamos atrasar
o compromisso assumido”, relata Jamis.
Em meio à correria para conseguir
o montante, um amigo concorrente, da
loja TamaSom, localizada também na
região, se ofereceu para emprestar os
R$ 8 mil que faltavam. Alugaram a loja!
Mas estavam endividados.
Os produtos fortes da loja são de áudio
profissional e os clientes, as igrejas e templos
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 151
Vida de Lojista PlaySom / GO
As dificuldades continuam
Agora a questão era: como pagar toda
essa quantia, sendo que teriam de fa-
zer um grande investimento para as
primeiras compras do novo negócio?
Foi quando um cliente, que havia feito
um orçamento na FujiSom, procurou
Jamis para checar preços.
Os sócios fecharam o negócio em R$
18mil,quandoconseguiramquitarsuas
contas e iniciar de vez o novo estabele-
cimento, inaugurado em dezembro de
2009. “Fechamos a venda, entregamos
todososprodutosqueelehaviacompra-
do e pagamos todas as pessoas que nos
emprestaram”, diz, orgulhoso, Jamis.
Uma das questões comuns a todo
início de negócio é a dificuldade nas
primeiras compras. Segundo Jamis, a
PlaySom
Fundação: 17/12/2009
Proprietários: Jamis Rodrigues dos Santos
e Wender Canhete Silva
Endereço da loja: Rua Senador Jaime, 651
• Goiânia / GO
Telefone: (62) 3233-0503
Número de funcionários: 4
Área da loja: 95 m²
Site: playsommusica.com.br
Participação no
faturamento da loja
Cordas – 25%
Teclas – 9%
Bateria/percussão – 10%
Sopro – 5%
Acessórios – 23%
Áudio – 28%
falta de histórico como lojista, mesmo
já possuindo contato com os represen-
tantes, dificultou as compras a crédi-
to. “Alguns representantes disseram
que poderíamos contar com eles, mas
não foi isso que aconteceu. Muitos co-
locaram dificuldades na hora de fazer
as vendas para nós.”
Tempo de crescer
Depois de um ano funcionando, os
empresários viram a necessidade de
ampliar o estabelecimento para re-
ceber melhor os clientes e acomodar
mais produtos. Para isso, construíram
um piso superior e a loja dobrou seu
tamanho, para os atuais 95 m2.
Atualmente, já bem estabelecida, a
empresa mantém seus principais com-
pradoresaofazervisitasregularesaseus
principais clientes, as igrejas e templos,
sempre oferecendo as novidades que
aparecem na loja. Em relação aos pro-
dutos vendidos, apesar de a maioria das
vendas ser de áudio profissional, a apos-
ta do empresário é nos violões e cajons,
que possuem grande giro.
Os lojistas ainda oferecem a insta-
lação dos equipamentos nos templos. A
loja também busca ampliar as vendas
visando as escolas da cidade e região.
Até o fim do ano, Jamis e Wender já es-
peram estar com o site da loja pronto.
Aproveitandoasoportunidadesque
teve, a dupla segue trabalhando muito.
Essa é a receita da sorte. 
Os proprietários: Jamis Rodrigues dos
Santos e Wender Canhete Silva
A LOJA AGORA
BUSCA AMPLIAR
AS VENDAS
VISANDO AS
ESCOLAS DA
CIDADE E REGIÃO
152 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Pré-feira Expomusic
A Expomusic vem crescendo a
cada ano e trazendo para o Brasil
novidades do mercado, além de
visibilidade internacional para o País
Há28anos
fomentando
o setor
Em sua 28ª edição, a maior feira
de música da América Latina
acontecerá de 21 a 25 de setem-
bro, no Expo Center Norte, São Paulo,
SP. Segundo os organizadores, em 2010
o evento recebeu mais de 50 mil pesso-
as em cinco dias, superando as expec-
tativas. Outro ponto positivo apontado
foiolançamentodeprodutos.“Cercade
600 novidades”, segundo Synésio Batis-
ta da Costa, presidente da Abemúsica,
patrocinadora da Expomusic.
Considerada a quarta maior feira
do segmento (atrás de Namm Show,
Musikmesse e Music China), a Expo-
music espera sobrepujar nesta edição
a quantidade de visitantes alcançada
em 2010. Em volume total de negocia-
ções, em 2010, houve aumento em re-
lação a 2009, em geral de 10%. “Tanto
em vendas como em cadastro tivemos
um crescimento de cerca de 50% em
relação à Expomusic de 2009”, afirmou
a gerente comercial da Roland Brasil,
Priscila Berquó Rodrigues.
Entre os estandes que marcarão
presença no evento de 2011 estarão
importantes empresas, como Beyer-
dynamic, Quanta Brasil, Yamaha,
Vogga, Made In Brazil, Meteoro, Musi-
cal Express e Odery, Giannini, Sparflex
e Dean Markley Strings.
Concorrência saudável
Conforme tem acontecido nos últimos
anos, aproveitando a movimentação e
presença de visitantes de várias partes
do mundo em São Paulo, empresas na-
cionais se reúnem para realizar eventos
paralelos à Expo. É o caso do Tagima
Dream Team (TDT), em sua sexta edi-
ção; do III Encontro de Negócios,
realizado pelas empresas
Adah, Crafter, Condor, At-
tack, Onerr e Power Click;
e a Lighting Week, pelo
segundo ano consecutivo
reunindo marcas de ilumi-
nação profissional.
O final de setembro é
de fato um período movi-
mentado para o mercado
de instrumentos musicais,
áudio e iluminação. Um
ção; do III Encontro de Negócios,
Expomusic 2011Expomusic 2011
Local: Expo Center Norte, Rua José Bernardo Pinto,
333 - Vila Guilherme, São Paulo, SP, Brasil
Quando: Dias 21 e 22 exclusivos para profissionais do
setor (mediante comprovação)
Dias 23 a 25 aberta ao público em geral com bilheteria
(nesses dias só entra sem pagar quem portar crachá
de comprador ou músico)
Horários: 21 a 24 de setembro, das 13h às 21h
25 de setembro, das 11h às 19h
dos motivos é que dezenas de execu-
tivos internacionais visitam a cidade,
tanto para verificar o trabalho de seus
distribuidores no País quanto para pro-
curar novas empresas que possam dis-
tribuir seus produtos.
Aproveite essa época para se in-
formar sobre as tendências do setor e
completar seu mix com as novidades
apresentadas nas feiras deste ano. O
Natal está próximo e, provavelmente,
quanto melhor preparada sua loja esti-
ver, maior será seu faturamento. 
Vista do hall na edição 2010
dodo
154 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Pré-feira Lighting Week
Segunda edição da feira Lighting Week Brasil apresenta crescimento no
número de expositores e traz palestras e novidades do setor para o mercado
Maisluz,menossom
ALighting Week Brasil chega à
sua segunda edição em 2011
dando mais fôlego ao setor de
iluminação profissional. Os organizado-
res defendem que ela foi planejada para
suprir a necessidade do mercado de ilu-
minação por uma feira que fosse menos
‘barulhenta’ do que as feiras de áudio e
instrumentos musicais. E a partir dessas
características, o evento cresceu ainda
maisesteano,chegandoa45expositores.
Os próprios expositores comemo-
ramosucessodoempreendimento.“Era
impossível na Expomusic”, comenta
João Alonso Álvares, diretor da Hot Ma-
chine Lighting Evolution. “Lá o barulho
era ensurdecedor e trabalhávamos gri-
tando.” Marcelo Benegas, diretor da em-
presa Rock Bit, acrescenta: “Felizmente
isso acabou! A Lighting Week Brasil é
uma feira de negócios, comparável às
maiores feiras do mundo”, defende.
Com foco no mercado de ilumina-
ção, a Lighting será realizada a alguns
dias da Expomusic e no mesmo local do
ano passado, o Expo Barra Funda, das
13h às 21h, de 20 a 23 de setembro. Na
edição 2010, a Lighting Week Brasil re-
cebeu mais de 1,5 mil visitantes e espe-
ra superar esse número em 2011. Estão
programadas diversas palestras e even-
tos voltados aos profissionais do setor.
Entre os destaques, a palestra com Cé-
sio Lima, diretor de fotografia da Rede
Globo. “Hoje precisamos ser muito mais
críticoscomoresultadodonossotraba-
lho, já que a televisão em alta definição
mostramuitomaisdoqueanteseatéos
mínimosdetalhestornam-seimportan-
tíssimos”, afirma o profissional.
Outra palestra que vale a pena ser
ressaltada é a de Jamile Tormann, auto-
ra do livro Caderno de iluminação: Arte
e ciência, que abordará os principais
processos de um bom projeto de ilu-
minação,desdeoenviodaproposta
comercial ao cliente, sua contrata-
ção, as políticas de mercado e as
etapas de desenvolvimento de um
projeto de iluminação em curto,
médio e longo prazos. 
GOBOS DO BRASIL
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LIGHTING WEEK BRASIL
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Expositores: 45
Quando: de 20 a 23 de setembro
Onde: Expo Barra Funda
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Barra Funda - São Paulo, SP
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156 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Feira Summer Namm
A edição de verão da feira de produtos relacionados com a música
abriu suas portas no dia 21 de julho para desenvolver-se até
o dia 23 no Centro
de Convenções
de Nashville,
nos Estados Unidos
Por Paola Abregú
Amantesda
músicareunidosno
SummerNamm2011
No hall de exposição concentra-
ram-semaisde400fabricantes
internacionais, expondo cerca
de 11 mil produtos de instrumentos
musicais, áudio e as últimas inovações
para os mais de 10 mil visitantes que
compareceram ao evento, oriundos de
30 países. Apesar do número expressi-
vo, essa volume de visitantes registrou
queda de 13% com relação a 2010, re-
flexo da crise que não quer ir embora
(mesmo assim, a quantidade de ca-
dastrados nos cursos da Universidade
Namm subiu em comparação ao ano
passado, com 27% a mais).
Joe Lamond, presidente e CEO
da Namm, comentou: “Este evento
é muito importante para um grupo
central de nossos membros — as lojas
de música da comunidade local — e
estamos comprometidos firmemente
a obter um crescimento contínuo nos
próximos anos. Além de centenas de
fabricantes que se reúnem aqui com
seus distribuidores, a feira deste ano
ajudou a lançar mais de cem novas
Sessões no Namm U Idea Center, onde os lojistas
conheceram estratégias, soluções e novas ideias
Expositor mostrando produtos durante a feira
empresas emergentes, trazendo pro-
dutos e serviços renovados e inovado-
res para a nossa indústria”.
Além de ser um encontro caracte-
rístico no calendário americano, esta
edição foi especial, pois com todo o
movimento criado ao redor da feira
esperou-se também gerar uma renda
de mais de 13 milhões de dólares com
turismo, para ajudar a economia local,
que sofre os efeitos da crise.
Educação no varejo
Durante os três dias de evento foram
realizadas sessões gratuitas, a cada
meia hora, no estilo ‘como fazer’ para
aperfeiçoamento do setor. As pales-
tras, ditadas por profissionais que pos-
suem conhecimentos profundos sobre
os desafios que deve enfrentar o vare-
jista de produtos musicais, abordaram
temas como negócios em geral, modos
criativos para atrair novos clientes e
como os negócios podem ajudar a de-
senvolver a comunidade local.
Também foram apresentadas
palestras focadas, exclusivamente,
em áudio e sonorização para igrejas
e centros de culto — nicho que está
crescendo bastante.
Destaque para a premiação das
cem melhores lojas dos EUA, que pro-
Namm Show 2012Namm Show 2012
Data: 19 a 22 de janeiro
Anaheim, Califórnia (EUA)
Informações: www.namm.org
O espaço Ukulele Circle
também teve muitos visitantes
curou valorizar os varejistas que mais
progrediram durante o ano, incen-
tivando o aperfeiçoamento do setor.
Quem ganhou foi a loja Senseney Mu-
sic, de Wichita, Kansas.
Cada dia da feira começou com
um café da manhã educativo para for-
necer informações úteis e detalhadas
sobre a indústria.
O primeiro foi o Encontro de Vare-
jo, durante o qual o presidente e CEO
da Namm, Joe Lamond, entrevistou
Robin Lewis, coautor de um dos livros
mais vendidos nos EUA, As novas re-
gras do varejista: Competindo no mer-
cado mais duro do mundo (ainda sem
tradução no Brasil), que fala sobre o
futuro da venda no varejo.
No segundo, a abordagem foi so-
bre o tema Top 10 das tendências
em marketing on-line e como usá-
-las; e, finalmente, no último dia, os
presentes puderam ver a cerimônia
de prêmios Best In Show: os produ-
tos destaques do ano (veja quadro
na pág. 158), palestra conduzida pelo
editor da revista Music Inc., Frank
Alkyer, que também realizou um
painel para aficionados em equipa-
mentos e compradores no varejo.
Feira Summer Namm
158 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Feira Summer Namm
Alguns ganhadores Best in Show
Na manhã do último dia da exposição de produtos a indústria especialistas anunciaram os produ-
tos de maior destaque na feira, que receberam o nome do prêmio “Best in Show”.
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sons, mais músicas de prática que
permitem silenciar os tambores
para tocar ao mesmo tempo ou
gravar, e funções de treinamento
incorporadas. Ideal para
YAMAHA
DTX500 SERIES
Linha de baterias eletrônicas com kits
e vozes melhorados e compatibilidade
com a série XP. Apresenta 427
sons, mais músicas de prática que
permitem silenciar os tambores
para tocar ao mesmo tempo ou
gravar, e funções de treinamento
KALA
SUB SERIES U-BASS
A série de ukeleles
eletrônicos com corpo
sólido possui cordas feitas
especialmente com
KALA
SUB SERIES U-BASS
A série de ukeleles
eletrônicos com corpo
sólido possui cordas feitas
40 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
160 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
TANAJURA, DA ROZINI
NOVO INSTRUMENTO DA ROZINI
SUBSTITUI A BATERIA OU PERCUSSÃO INTEIRA EM APENAS UMA PEÇA
ATanajura,onovoinstrumentodepercussãodaRozini,éfrutodeumaparceriacomoper-
cussionista Nilo Cruz e, segundo ele, a versatilidade é a característica básica do produto.
O equipamento pode ser utilizado como substituto de uma bateria ou de diversos outros
instrumentos de percussão. Seu formato garante as diversas sonoridades, que vão desde
um som de bumbo até tons e caixa de uma bateria (ver imagem acima).
Com comprimento total de 71 cm, a Tanajura é portátil e leve, pesando menos de 1 kg. A
tampademadeiramaciçagaranteasensibilidadedavibraçãoeodesenhodoinstrumentoga-
ranteoresultadosonoro.Vemacompanhadodeumaesteirade24fios,masomúsicopode
acoplar qualquer outra esteira, se desejar. Outra característica é o
reco-reconaparteinferior,quepodeserutilizadotambémparaapoio.
É indicado para apresentações acústicas, ensaios, rodas de vio-
lão ou mesmo para bares onde não cabe uma bateria completa. Ou-
tra característica importante do equipamento é seu custo-benefício,
de acordo com a fabricante. 
*Confira o vídeo do instrumento apresentado por seu criador, Nilo Cruz, em http://tinyurl.com/3c4sa7p
Mais informações
Mais informações
Rozini: (11) 3931-3648
www.rozini.comb.br
162 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
O maior evento musical do ano está chegando e com
ele várias oportunidades de negócios para o setor de
instrumentos musicais e áudio profissional. Os equipamentos
e instrumentos desta seção de produtos especial fazem parte
do setup dos músicos do Rock in Rio. Aos lojistas, cabe fazer
promoções e incentivar a venda dos produtos relacionados aos
artistas que se apresentarão em setembro. Serão mais de 100
mil pessoas por dia na Cidade do Rock e quem não estiver lá
certamente ficará antenado à cobertura do evento. Aproveite
as oportunidades de negócios e boas vendas!
Eles dão showO Rock In Rio está chegando e a Música 
Mercado selecionou uma série de produtos
utilizados pelos artistas que estarão no
maior festival de música do Brasil em 2011
ESP KH-202
METALLICA -
KIRK HAMMETT
A guitarra ESP
LTD KH-202,
desenvolvida em
parceria com o
guitarrista Kirk
Hammett, do Metallica, possui
corpo em basswood, braço em
maple (aparafusado), escala em
rosewood, captadores ESP LH-
301 (braço e ponte) (H/H), ponte
Floyd Rose Special, tarraxas ESP.
Contato: (11) 2787-0300
www.habro.com.br
Hammett, do Metallica, possui
as oportunidades de negócios e boas vendas!as oportunidades de negócios e boas vendas!
TAMA STARCLASSIC MAPLE
METALLICA - LARS ULRICH
O kit de bateria usado por Lars
Ulrich faz parte da linha de
alto nível de produtos da Tama.
Construída em maple para
proporcionar grande sonoridade e
potência aos bateristas (não
seria qualquer kit para
acompanhar o Metallica),
como os tons, construídos
com seis camadas; e o
bumbo, um pouco mais
grosso, com oito camadas.
Contato: (11) 2199-2999
www.equipo.com.br
potência aos bateristas (não
seria qualquer kit para
acompanhar o Metallica),
como os tons, construídos
bumbo, um pouco mais
grosso, com oito camadas.
Contato: (11) 2199-2999
www.equipo.com.br
potência aos bateristas (não
acompanhar o Metallica),
como os tons, construídos
bumbo, um pouco mais
grosso, com oito camadas.
Contato: (11) 2199-2999
MAK 3000 BURNT
SEPULTURA - ANDREAS KISSER
Em conjunto com o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, a Meteoro
desenvolveu nesse cabeçote umas das maiores potências valvuladas do
mundo — 280 watts RMS. O MAK, Meteoro Andreas Kisser, possui pré-
amplificador e potência valvulados e loop de efeitos Send Return.
Contato: (11) 2443-0088 • www.amplificadoresmeteoro.com.br
PRODUTOS
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 163
VIOLÃO YAMAHA APX 9 NA
MARIA GADÚ
O violão Yamaha
APX 9NA, usado pela
cantora Maria Gadú,
possui cordas de
náilon, tampo sólido
em cedro e caixa de
ressonância em
rosewood. Com
pré-amplificador
com três bandas
de EQ, Mix, AMF (piezzo + condenser
microphone) e tarraxas douradas.
Contato: (11) 3704-1377
www.yamahamusical.com.br
VIOLÃO YAMAHA APX 9 NA
MARIA GADÚ
O violão Yamaha
APX 9NA, usado pela
cantora Maria Gadú,
possui cordas de
náilon, tampo sólido
em cedro e caixa de
ressonância em
rosewood. Com
pré-amplificador
com três bandas
de EQ, Mix, AMF (piezzo + condenser
microphone) e tarraxas douradas.
Contato: (11) 3704-1377
www.yamahamusical.com.br
VIOLÃO YAMAHA APX 9 NA
MARIA GADÚ
O violão Yamaha
APX 9NA, usado pela
cantora Maria Gadú,
possui cordas de
náilon, tampo sólido
em cedro e caixa de
VIOLÃO YAMAHA APX 9 NA
de EQ, Mix, AMF (piezzo + condenser
SABIAN AAX
STUDIO CRASH
SHAKIRA- BRENDAN BUCKLEY
O baterista da Shakira, Brendan Buckley, usa pratos da
linha AAX. Eles oferecem sons com um brilho de timbre
moderno em todos os volumes. Escolha ideal para
estúdio ou palco. O AAX Studio Crash tem desenho fino,
com cúpula pequena para resposta rápida, tonalidade
cheia, cristalizada e com acentos brilhantes.
Contato: (11) 2199-2999 • www.equipo.com.br
TAGIMA T737
SIGNATURE
ANGRA - KIKO LOUREIRO
Com corpo em cedro
selecionado, braço
em maple e escala em
rosewood, a guitarra Tagima Signature possui
22 trastes Gotoh e marcações personalizadas. A
guitarra, toda na cor preta, vem equipada com
captadores Seymour Duncan.
Contato: (11) 2915-8900 • www.tagima.com.br
GRETSCH CATALINA BIRCH SERIES
JOTA QUEST - PAULINHO FONSECA
Entre as características da bateria utilizada por
Paulinho Fonseca está o revestimento dos cascos,
com sete folhas, de 7,2 mm, equipados com hardware
Gretsch Classic. A linha possui corte nas bordas de 30°,
além da conhecida configuração de cinco canoas (uma
característica padrão da Gretsch por mais de 50 anos)
para os tons 10” e 12”. Todos os tambores passaram
por um processo de laqueamento multipassos, que
produz um visual brilhante e com muita durabilidade.
Contato: (18) 3941-2022 • www.sonotec.com.br
rosewood, a guitarra Tagima Signature possui
SABIAN AAX
SHAKIRA- BRENDAN BUCKLEY
O baterista da Shakira, Brendan Buckley, usa pratos da
EVANS EC2 CLEAR DRUMHEAD
PARALAMAS DO SUCESSO - JOÃO BARONE
As peles EC2 possuem o anel de abafamento
na parte inferior com dois filmes de 7 mm.
Controlando a vibração da borda
(em vez de eliminá-la), o anel
isola e abafa os harmônicos
mais agudos, aprimorando
os graves e o ataque, além
de proporcionar maiores
possibilidades de afinação.
Contato: (11) 3158-3105
www.musical-express.com.br
Controlando a vibração da borda
www.musical-express.com.br
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 163
164 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
JIM ROOT FENDER TELECASTER
SLIPKNOT - JIM ROOT
Desenvolvida por Jim Root, guitarrista
da banda Slipknot, essa Telecaster conta
com o corpo em mahogany, braço em
maple, escala em ébano (na cor branca)
ou maple (na cor preta). Possui um
captador EMG 81 e um captador
EMG 60 (braço). Acompanha case
deluxe black tweed.
Contato: (11) 2975-2711
www.pridemusic.com.br
CABO PLANET
WAVES CUSTOM
PRO INSTRUMENT
MOTORHEAD
OscabosPlanetWaves
apresentamaltadurabilidade
eaexclusivatecnologia
In-Out.ASérieCustomPro
vemequipadacomplugues
Amphenol,comcontatosbanhadosaouroe
sistemade‘dentes’deretençãodecabopara
transferênciadesinaleproteçãodafiação.
Contato: (11) 3158-3105
www.musical-express.com.br
IBANEZ PGB1
SLIPKNOT - PAUL
GRAY SIGNATURE
O modelo signature
de Paul Gray possui
detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul
em parceria com a Ibanez. Nas três primeiras casas
da escala está estampado o Tribal de Paul e no 12º
traste a estrela de nove pontas, logo da banda
Slipknot. A grande ponte ATK produz timbres
massivos, brilhantes e com muito ataque.
O baixo possui captadores SFR-GWB, e está
disponível na cor BGW (Burgundy Wine).
Contato: (11) 2199-2999
www.equipo.com.br
VIC FIRTH X5A
JAMIROQUAI DERRICK MCKENZIE
A linha de baquetas American
Classic é fabricada em hickory,
madeira que possui grande
durabilidade. Com preço
acessível, a baqueta X5A é um
pouco maior que as demais da
linha, com 16½”, dando mais
potência e alcance ao baterista.
Contato: (11) 3797-0100
www.izzomusical.com.br
MICROFONE
SKM 5200
SENNHEISER
RIHANNA
A cantora pop
Rihanna utiliza
o microfone
Sennheiser da série
5200, equipado com
cápsula MD 5235,
com um receiver
EM3731 II. O SKM 5200 II oferece uma largura de banda
de comutação de até 184 MHz. O sistema de supressão
de ruído HiDyn Plus, desenvolvido pela empresa, reduz
o ruído de RF a um mínimo absoluto, garantindo uma
ampla faixa dinâmica e um som cristalino.
Contato: (11) 3061-0404 • www.quanta.com.br/avpro
D’ADDARIO EXL140
LENNY KRAVITZ
O cantor e guitarrista nova-iorquino é conhecido
pelo seu estilo retrô e por incorporar elementos
do soul, rock, funk, reggae e folk em suas músicas.
Ele utiliza em suas guitarras cordas D’Addario,
modelo EXL 140, enroladas com aço niquelado.
Contato: (11) 3158-3105
www.musical-express.com.br/daddario
JIM ROOT FENDER TELECASTER
SLIPKNOT - JIM ROOT
Desenvolvida por Jim Root, guitarrista
da banda Slipknot, essa Telecaster conta
com o corpo em mahogany, braço em
maple, escala em ébano (na cor branca)
ou maple (na cor preta). Possui um
captador EMG 81 e um captador
EMG 60 (braço). Acompanha case
deluxe black tweed.
Contato: (11) 2975-2711
www.pridemusic.com.br
IBANEZ PGB1
JIM ROOT FENDER TELECASTER
SLIPKNOT - JIM ROOT
Desenvolvida por Jim Root, guitarrista
da banda Slipknot, essa Telecaster conta
com o corpo em mahogany, braço em
maple, escala em ébano (na cor branca)
potência e alcance ao baterista.
Contato: (11) 3797-0100
www.izzomusical.com.br
IBANEZ PGB1
SLIPKNOT - PAUL
GRAY SIGNATURE
O modelo signature
de Paul Gray possui
detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul
em parceria com a Ibanez. Nas três primeiras casas
da escala está estampado o Tribal de Paul e no 12º
traste a estrela de nove pontas, logo da banda
Slipknot. A grande ponte ATK produz timbres
massivos, brilhantes e com muito ataque.
O baixo possui captadores SFR-GWB, e está
disponível na cor BGW (Burgundy Wine).
IBANEZ PGB1IBANEZ PGB1
SLIPKNOT - PAUL
GRAY SIGNATURE
O modelo signature
de Paul Gray possui
detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul
em parceria com a Ibanez. Nas três primeiras casas
da escala está estampado o Tribal de Paul e no 12º
IBANEZ PGB1
apresentamaltadurabilidade
Amphenol,comcontatosbanhadosaouroe
detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul
www.equipo.com.brwww.equipo.com.br
CABO PLANET
PRODUTOS
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 165
VIOLÃO YAMAHA LS500
SHAKIRA - GRECCO BURATTO
O brasileiro Grecco Buratto é
o atual guitarrista da banda
da popstar Shakira. Entre seus
instrumentos, destacamos
o violão artesanal Yamaha
LSX500, que tem corpo
pequeno modelo cutaway e
promete os melhores captadores
e sistema de amplificação
oferecidos pela marca.
Contato: (11) 3704-1377
www.yamahamusical.com.br
PIANO DIGITAL
GT20PE YAMAHA
COLDPLAY
O vocalista da banda, Chris Martin,
utiliza em suas performances o piano
digital da Yamaha GT20PE. Feito em
madeira, tem sonoridade similar à de
pianos acústicos. Possui 88 teclas,
três tipos de reverb, dois pedais,
sistema de alto-falantes de 30 W,
saída para fones e MIDI.
Contato: (11) 3704-1377
www.yamahamusical.com.br
BAIXO GIBSON
THUNDERBIRD
GOTHIC IV
SYSTEM OF A DOWN –
SHAVO ODADJIAN
O baixista armênio Shavo
Odadjian é adepto dos
baixos da Gibson, em
particular do modelo
Thunderbird
Gothic IV, cujo corpo é construído
em maple. Suas escalas são de
jacarandá, as ferragens são pretas,
possui dois humbuckings, 20
trastes e tem acabamento gótico.
Contato: (11) 5535-2003
www.royalmusic.com.br
PRATOS ZILDJIAN
MUTANTES – DINHO LEME
Dinho Leme, baterista dos Mutantes,
é usuário dos pratos Zildjian Custom
e Avedis. Confira o setup do músico:
16” Fast Crash A Custom (foto)
17” Fast Crash A Custom
18” Fast Crash A Custom
14” Mastersound Hi Hats Avedis
14” Quick Beat Avedis
12” Splash K Custom
15” Fast Crash A Custom
20” Sizzle Ride A Custom
19” China K
Contato: (11) 2975-2711
www.pridemusic.com.br
MESA VENUE
IVETE SANGALO - KALUNGA
Kalunga é operador de som
da Ivete Sangalo há dez anos e
utiliza as mesas de mixagem
para shows da linha Venue, da
Avid. A fabricante já declarou
que o Brasil é um dos maiores
mercados para este produto no
mundo. O modelo possui TDM
(Time Division Multiplexing),
recurso que permite a
utilização de plug-ins em
tempo real.
Contato: (11) 3061-0404
www.quanta.com.br
pianos acústicos. Possui 88 teclas,
três tipos de reverb, dois pedais,
sistema de alto-falantes de 30 W,
saída para fones e MIDI.
Contato: (11) 3704-1377
www.yamahamusical.com.br
pianos acústicos. Possui 88 teclas,
BAIXO GIBSON
THUNDERBIRD
GOTHIC IV
SYSTEM OF A DOWN –
SHAVO ODADJIAN
O baixista armênio Shavo
Odadjian é adepto dos
baixos da Gibson, em
particular do modelo
Thunderbird
Gothic IV, cujo corpo é construído
em maple. Suas escalas são de
jacarandá, as ferragens são pretas,
possui dois humbuckings, 20
trastes e tem acabamento gótico.
Contato: (11) 5535-2003
www.royalmusic.com.br
BAIXO GIBSON
THUNDERBIRD
GOTHIC IV
SYSTEM OF A DOWN –
SHAVO ODADJIAN
O baixista armênio Shavo
Odadjian é adepto dos
baixos da Gibson, em
Gothic IV, cujo corpo é construído
IVETE SANGALO - KALUNGA
Kalunga é operador de som
da Ivete Sangalo há dez anos e
utiliza as mesas de mixagem
para shows da linha Venue, da
Avid. A fabricante já declarou
que o Brasil é um dos maiores
mercados para este produto no
mundo. O modelo possui TDM
IVETE SANGALO - KALUNGA
Kalunga é operador de som
da Ivete Sangalo há dez anos e
utiliza as mesas de mixagem
para shows da linha Venue, da
Avid. A fabricante já declarou
que o Brasil é um dos maiores
mercados para este produto no
PRATOS ZILDJIAN
MUTANTES – DINHO LEME
Dinho Leme, baterista dos Mutantes,
é usuário dos pratos Zildjian Custom
e Avedis. Confira o setup do músico:
16” Fast Crash A Custom (foto)
17” Fast Crash A Custom
CORDAS GHS FLEA BOOMERS
RED HOT CHILI PEPPERS - FLEA
Flea, do Red Hot Chili Peppers, utiliza
as cordas GHS Bass Boomers Flea
Signature. A corda Mi possui uma
combinação especial de aço inoxidável e
níquel para maior resistência e energia.
Contato: (11) 2199-2999
www.equipo.com.br
CORDAS GHS FLEA BOOMERSCORDAS GHS FLEA BOOMERS
BAIXO GIBSONBAIXO GIBSONBAIXO GIBSON
166 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
GUITARRA YAMAHA RGX
ZECA BALEIRO
O cantor e compositor de MPB
utiliza em seus shows uma série
de violões e guitarras. Entreessas
últimas,estáalinhaRGX,queelejulga
serleveedetocabilidademacia.
Contato: (11) 3704-1377
www.yamahamusical.com.br
CABOS ANGL LW,
SANTO ANGELO
FREJAT
O músico utiliza o modelo
ANGL LW, cabo para microfone
balanceado, montado com
conectores XLR macho x XLR
fêmea niquelado. Ele possui
condutor e blindagem em cobre
estanhado OFHC (isento de
oxigênio), bitola 0,30 mm2, estéreo.
Contato: (11) 2423-2400
www.santoangelo.com.br
OVATION SIGNATURE
GUNS N’ ROSES – DJ ASHBA SIGNATURE
Com desenhos criados pelo guitarrista
do Guns N’ Roses, Daren Jay Ashba,
mais conhecido como DJ Ashba, o
tampo desses violões é feito em spruce,
que produz uma sonoridade mais firme,
definida e com mais peso. A escala é em
rosewood, as tarraxas são escurecidas e
o pré-amplificador é o OP-4BT.
Contato: (18) 3941-2022
www.sonotec.com.br
MICROFONE SHURE BETA 87A
CÉU
A cantora e
compositora brasileira
iniciou sua carreira
em 2002 e participa
desta edição do
Rock In Rio. Em suas
apresentações, utiliza
o microfone Shure
Beta 87A, condensador
supercardioide.
Contato: (11) 2975-2711
www.pridemusic.com.br
KAWAI RX-3
TITÃS - SÉRGIO BRITTO
Sérgio Britto utiliza em seu setup o piano digital da
Kawai RX-3. O modelo possui martelos com cabeças
de mogno, feltro duplo de pura lã resistente à umidade
e teclas em spruce maciço com coberturas em Neotex.
Contato: (11) 3973-7900 • www.fritzdobbert.com.br
CABOS ANGL LW,
SANTO ANGELO
FREJAT
O músico utiliza o modelo
ANGL LW, cabo para microfone
balanceado, montado com
conectores XLR macho x XLR
fêmea niquelado. Ele possui
condutor e blindagem em cobre
estanhado OFHC (isento de
oxigênio), bitola 0,30 mm2, estéreo.
Contato: (11) 2423-2400
www.santoangelo.com.br
CABOS ANGL LW,
GUITARRA YAMAHA RGX
últimas,estáalinhaRGX,queelejulgaúltimas,estáalinhaRGX,queelejulga
Contato: (11) 2975-2711
www.pridemusic.com.brwww.pridemusic.com.br
KAWAI RX-3
TITÃS - SÉRGIO BRITTO
Sérgio Britto utiliza em seu setup o piano digital da
PRODUTOS
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 167
SUPORTE IBOX AGS TRIO
PEPEU GOMES / DETONAUTAS
Pepeu Gomes utiliza, além do Bag BG300, bag
luxo Ibox profissional para guitarra, o AGS Trio —
suporte para três instrumentos de cordas com apoio
no read stock e sistema automático de travamento.
Esses produtos também são utilizados pelos
integrantes da banda Detonautas Roque Clube,
presentes no Rock In Rio 2011.
Contato: (14) 3366-6355 • www.ibox.ind.br
MICROFONES AMI - AE 61000 E AE 54000
SKANK
Para os vocais, toda a banda mineira utiliza
microfones Audio Technica, em especial os modelos
AE61000 e AE 54000 (foto). Esses microfones são
conhecidos por seu design e som de alta qualidade.
Contato: (11) 4702-0177 • www.amimusic.com.br
PEDAIS BOSS BASS OVERDRIVE
JOTA QUEST - PJ
Conhecido como PJ, o baixista da banda de pop rock
nacional Jota Quest utiliza o pedal de overdrive da Boss.
O Bass Overdrive ODB-3 foi feito para cobrir toda a gama
de frequências dos baixos, incluindo os de cinco cordas.
Contato: (11) 3087-7700 • www.roland.com.br/boss
CRAVIOLA
GIANNINI
CIDADÃO INSTIGADO
Fernando Catatau,
guitarrista da banda
Cidadão Instigado,
já trabalhou com
Vanessa da Mata e
Los Hermanos. Em sua banda, ele toca também
a craviola, instrumento musical de 12 cordas
projetado pelo compositor brasileiro Paulinho
Nogueira. O formato da craviola é parecido com
o do violão e sua sonoridade tem um toque
do instrumento cravo misturado com viola,
característica que deu origem ao nome.
Contato: (11) 3065-1571
www.giannini.com.br
MICROFONES AMI - AE 61000 E AE 54000
PEDAIS BOSS BASS OVERDRIVEPEDAIS BOSS BASS OVERDRIVE
Los Hermanos. Em sua banda, ele toca tambémLos Hermanos. Em sua banda, ele toca também
Nogueira. O formato da craviola é parecido com
Los Hermanos. Em sua banda, ele toca tambémLos Hermanos. Em sua banda, ele toca também
Nogueira. O formato da craviola é parecido com
Los Hermanos. Em sua banda, ele toca também
168 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
ADAH DRUMS
CLASSIC WOOD JAZZ
A bateria tem
acabamento
encerado natural e
a configuração a seguir: ton 10”x8” ; surdo 14”x13”;
bumbo 18”x15”; caixa de 14”x 5½”. Com ton holder e
extensor de prato acoplado à base de bumbo. Pode ser
adquirida com ou sem ferragens (chimbal, estante de
caixa, pedestais de prato, pedal e banco).
Contato: (11) 2231-5352 • www.adahdrums.com.br
CONDOR
AFINADOR CMT-40
O novo afinador/metrônomo da marca possui
controle de volume e entrada para fone de
ouvido. Tipos de afinação: cromático, guitarra,
baixo, violino e ukulelê. Apresenta modos de
afinação em microfone ou clip. Alcance de
afinação: A (27.50 Hz) – C (4.186 Hz).
Contato: (61) 3629-9400
www.condormusic.com.br
KADOSH
MICROFONE K-54
O microfone condensador
supercardioide tem resposta
de frequência 20-18 KHz,
sensibilidade 38 dB ± 2dB
(0 dB = 1v/pa 1 KHz) - 48V
Phantom; saída SPL:130 dB (1
KHz ≤ 1% T.H.D.) e dimensão
de 21 x 370 mm.
Contato: (21) 2111-3142
www.kadoshmusic.com.br
STUDIO R
AMPLIFICADOR DIGITAL Z16
O amplificador digital oferece 16.000 watts RMS de potência
em um gabinete compacto de apenas 32 quilos. Promete
boa relação custo-benefício. Cinco anos de garantia.
Contato: (11) 5031-8660 • www.studior.com.br
LEÁC’S – 10
LINHA BOLD DE
CAIXAS ACÚSTICAS
Novo conceito de
caixas acústicas com
formato compacto,
confeccionadas
em madeira naval,
com design moderno
e detalhes exclusivos de
usinagem. A linha possui telas margeadas e logo
comemorativo de 22 anos da Leác’s. Os modelos
são Bold 10 (foto), Bold 12 e Bold 15.
Contato: (11) 4891-1000 • www.leacs.com.br
HOHNER
ACORDEOM MORINO CASSOTTO
O modelo para músicos profissionais
consiste em um acordeom com proposta de
sonoridade para shows. Possui 120 baixos,
15 registros no teclado, 105 botões/64 notas,
sete registros nos baixos e pesa 11,7 kg.
Contato: (11) 3032-5010
www.proshows.com.br
ADAH DRUMS
CLASSIC WOOD JAZZ
encerado natural e
a configuração a seguir: ton 10”x8” ; surdo 14”x13”;
www.condormusic.com.br
CLASSIC WOOD JAZZ
CONDOR
HOHNER
ACORDEOM MORINO CASSOTTO
HOHNER
caixas acústicas com
e detalhes exclusivos de
usinagem. A linha possui telas margeadas e logo
STUDIO R
LEÁC’S – 10
PRODUTOS
DUNLOP
PEDAL AK 95
Com a sonoridade do cry
baby, o pedal tem controle
de intensidade de efeito.
Construção robusta com
acabamento em degradê
preto. Possui acionamento
automático do efeito, função
autorretorno para desligar e
potenciômetro Hot Potz 100
k Ohm. Ajuste de volume de
ganho de até +15 dB.
Contato: (11) 3797-0100
www.izzomusical.com.br
GIANNINI
GTU COLORS
A Giannini apresenta afinador cromático indicado
para instrumentos de cordas. Possui frequência
430 ~ 450 Hz (ajustável) e display em LCD. Modos
de afinação: Cromático (C), Violão e Guitarra
(G), Baixo (B), Violino (V) e Cavaco (Ca). Faixa
de afinação: A0 (27,5 Hz) – a3 (1.760 Hz). Está
disponível em oito combinações de cores.
Contato: (11) 3065-1571 • www.giannini.com.br
170 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
MICHAEL
BM675
O Jazz Bass Vintage possui
proteções metálicas em ambos
os captadores, que confere visual
único e rebuscado, tendendo ao
clássico. O headstock tem
novo formato e sua frente
é envernizada.
Contato: (31) 2102-9250
www.michael.com.br
AVID
ARTIS SERIES
A série de controladores da marca Euphonix é
formada por um sistema projetado para a utilização
principalmente em estúdios de TV, unidades móveis
de edição, produtoras de vídeo e áudio.
Contato: (11) 3061-0404
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Música  Mercado, que permite colaborações após avaliação do de-
partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os
acontecimentos vivenciados por sua loja. Entre em contato pelo e-mail:
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xar o mercado atualizado. Para re-
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contatos
178 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
CINCO PERGUNTAS
Com o advento das lojas virtuais, as necessidades voltadas para
o atendimento ao cliente mudaram. Entenda como lidar com isso
Como contratar e-vendedores?
Omodelo de negócios atual
são as lojas virtuais e sites de
compras coletivas. De acordo
com a e-bit, consultoria focada nesse
setor, só em junho de 2011 o comércio
eletrônico faturou R$ 680 milhões. Po-
rém, vale lembrar aos interessados em
aproveitaressefilãodomercadoqueas
lojas virtuais estão obtendo tamanho
sucesso apenas por oferecerem bons
produtos, preços atrativos e, principal-
mente, mão de obra qualificada para
atender às necessidades dos clientes
que compram pela internet.
Para falar sobre o perfil dos cha-
mados e-vendedores, conversamos
com Robson Tavarone, administrador
e especialista em comércio eletrônico
há dez anos, pela Formedi, de Lisboa,
Portugal. Confira a entrevista a seguir.
Qual é o maior desafio no pro-
cesso de vendas on-line?
Desde que montei minha primei-
ralojavirtual,em2000,venhoob-
servandoqueamaiordificuldade
encontrada por tais empresas
hoje em dia é transmitir confian-
çaparaclientesempotencial.
Por que é importante ter al-
guém qualificado para aten-
der os e-consumidores?
Oe-consumidorbusca,acimadetudo,
poder confiar em quem vai atendê-lo.
Por isso, não adianta uma empresa de
internet ter somente produtos ou ser-
viços com preços bons, mas garantir
um ótimo atendimento voltado para
o seu consumidor final.
Quais são as diferenças entre um
vendedor comum e um e-vendedor?
O que difere um do outro é que, além
das características padrão, como en-
tender sobre o produto com o qual
trabalha e saber lidar com as pessoas,
o e-vendedor precisa estar mais ante-
nado em ferramentas tecnológicas de
gestão de clientes, gestão de redes so-
ciais e de canais web.
Quais são os conhecimentos bási-
cos que um e-vendedor precisa ter?
Eledevenãosóterconhecimentos
avançados em determinados soft-
wares relacionados à atividade,
como saber focar seu trabalho na
vendapelainternet,algoquepode
seraprimoradopormeiodecursos
on-line,masquesóseadquirecom
vivêncianomundovirtual.
Onde e como o lojista pode
encontrar esse tipo de profissional?
A melhor dica que posso dar para
encontrar profissionais desse perfil
é apostar nas indicações. Não que as
empresas de recrutamento não pos-
sam ajudar, mas, na realidade, a me-
lhor forma de ter uma garantia maior
de que sua contratação atenderá ao
que você busca é a credibilidade de
profissionais que tenham boas indi-
cações no próprio setor. 
Robson Tavarone
é diretor comercial do site
de compras Ótima Oferta
e sócio da Agência Vibe
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TER CONHECIMENTOSTER CONHECIMENTOS
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A série de pianos híbridos AvantGrand da
Yamaha combina know-how de mais de cem
anos na arte de fabricar pianos acústicos com a
mais avançada tecnologia do século XXI.
A Yamaha apresenta o N1, mais novo piano da
série que possui a sonoridade impressionante
da renomada série AvantGrand na sua forma
mais simples, além de proporcionar o feeling e
a resposta dinâmica de um piano acústico,
graças ao seu mecanismo Grand Piano Action e
sua tecnologia de geração sonora Spatial
Acoustic Sampling, que estabelece um novo
padrão de perfeita integração de tecnologia
digital e acústica.
650
Seguindo o sucesso do PSR-S550, a Yamaha
apresenta o novo PSR-S650 que possui muitos
recursos derivados da série Tyros da Yamaha e dentre
os principais estão:
· Novo design – moderno, leve e compacto;
· Novo gerador de som com tecnologia MegaVoice!, este padrão de geração sonora oferece maior
qualidade e realismo, principalmente nos sons de instrumentos de cordas, como guitarras, violões, etc;
· Novos sons de instrumentos – são mais de 300 timbres que englobam vários tipos de instrumentos,
desde os pianos até efeitos especiais;
· Novo gerador de estilos de alta performance que utiliza tecnologia MegaVoice!, proporcionando maior
riqueza de acompanhamento automático;
· Expansibilidade – Memória Flash ROM de 16MB para armazenamento de novas voices, estilos, kits de
bateria e amostras sonoras. Uma vez que os dados são carregados, os mesmos não são perdidos
quando o teclado é desligado;
· 9 tipos de escalas de afinação incluindo arábica e pitagórica.
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Música & Mercado Brasil - 56

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  • 1.
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    36 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR SUMÁRIO MATÉRIAS 5252 MUNDODIGITALMUNDO DIGITALMUNDO DIGITAL 10 dicas para vender mais pela web 56 NEGÓCIO DE VAREJO Funcionário ou patrão?;NEGÓCIO DE VAREJO Funcionário ou patrão?;NEGÓCIO DE VAREJO por Neno Andradepor Neno Andrade 58 INTERNACIONAL Vandoren: soprando na região 62 MERCADO Conheça as novas empresas do setorMERCADO Conheça as novas empresas do setorMERCADO 68 TECNOLOGIA MUSICAL Vai uma interface aí?; por Joey Gross Brownpor Joey Gross Brown 96 PDV Como aproveitar melhor as feiras de negócios;PDV Como aproveitar melhor as feiras de negócios;PDV por Luiz Sacomanpor Luiz Sacoman 102 EMPRESA Toda a tecnologia empregada na ElixirEMPRESA Toda a tecnologia empregada na ElixirEMPRESA 106 PME Passo a passo para planejar um orçamento estratégico 110 ÁUDIO Finalmente sai o projeto final de revitalização da Santa IfigêniaFinalmente sai o projeto final de revitalização da Santa IfigêniaÁUDIO Finalmente sai o projeto final de revitalização da Santa IfigêniaÁUDIO 114 MKT & NEGÓCIOS Marcas globais no mercado da música;MKT & NEGÓCIOS Marcas globais no mercado da música;MKT & NEGÓCIOS por Alessandro Saadepor Alessandro Saade 116 PERFIL EXECUTIVO Nenrod Adiel, da Sonotec, conta a sua históriaPERFIL EXECUTIVO Nenrod Adiel, da Sonotec, conta a sua históriaPERFIL EXECUTIVO 120 NEGÓCIOS Confira a estratégia para fechar uma vendaNEGÓCIOS Confira a estratégia para fechar uma vendaNEGÓCIOS 126 POR DENTRO DA FÁBRICA Meteoro abre fábrica fora do BrasilPOR DENTRO DA FÁBRICA Meteoro abre fábrica fora do BrasilPOR DENTRO DA FÁBRICA 130 MARKETING Roland Foresta eleva faturamento em até 30% nos PDVs 134 GESTÃO Competências para o sucesso;GESTÃO Competências para o sucesso;GESTÃO por Tom Coelho 138 EXPANSÃO Marutec fala sobre suas novas conquistas e metasEXPANSÃO Marutec fala sobre suas novas conquistas e metasEXPANSÃO 142 ESTRATÉGIA O realinhamento e as novas marcas da Royal MusicESTRATÉGIA O realinhamento e as novas marcas da Royal MusicESTRATÉGIA 152 EXPOMUSIC Há 28 anos movimentando o setorEXPOMUSIC Há 28 anos movimentando o setorEXPOMUSIC 154 LIGHTING WEEK Em seu segundo ano, feira de iluminação investe em novidadesLIGHTING WEEK Em seu segundo ano, feira de iluminação investe em novidadesLIGHTING WEEK 156 SUMMER NAMM Veja como foi a edição de verão da feira 162 ESPECIAL ROCK IN RIO Conheça os produtos dos artistas e promova-os em sua lojaESPECIAL ROCK IN RIO Conheça os produtos dos artistas e promova-os em sua lojaESPECIAL ROCK IN RIO MATÉRIAS SEÇÕES 38 EDITORIAL Música & Mercado entra no seu décimo ano 40 ÚLTIMAS Novas marcas, greve e expansões agitam o setor 50 ENQUETE De olho nas vendas de fim de ano 146 LOJISTA Tocmix e Qualysom/PB 150 VIDA DE LOJISTA PlaySom/GO 160 INOVAÇÃO&DESIGN Rozini apresenta a Tanajura 168 PRODUTOS Novidades do mercado 174 SERVIÇOS O que a M&M oferece a você 176 CONTATOS Nossos anunciantes você encontra aqui 178 CINCO PERGUNTAS Como contratar e-vendedores 72 CAPA 10 temas que influenciaram o setor na última década Errata Na matéria sobre a Musikmesse, pág. 146, o grava- dor Zoom H1 é distribuído pela Royal Music (www. royalmusic.com.br). Já na pág. de Contatos, 160, a Walden é distribuída pela Wolf Music, tel.: (11) 3081- 5756. www.wolfmusic.com.br. E os contatos da Áudio Quality são: (19) 3434-9890 www.audioquality.ind.br. O telefone da Kadosh é: (21) 2111-3142.
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    HÁ ALGUNS PONTOSDOS QUAIS NÃO ABRO MÃO. Um deles é o entendimento de que o mercado é melhor quando liderado por gen- te que pensa sobre o futuro de forma sustentável. Gosto do planeja- mento, da integridade e das pessoas. Música & Mercado foi constru- ída com base no respeito ao lojista e suas necessidades. Também foi construída para ser íntegra. SABEMOS DA DELICADEZA DA TRANSMISSÃO DAS INFORMA- ÇÕES, do equilíbrio destas em uma edição de revista ou site. Ao lon- go desses dez anos de existência da M&M já publicamos histórias felizes, polêmicas, amistosas, de sucesso, tudo dentro de uma ótica de benefício ao mercado. Entendemos que é você, leitor, que precisa ser o agraciado, acima de tudo. E durante esta década, a Música & Mercado foi construída por pessoas que amam o seu trabalho e so- mente por isso pudemos chegar ao que somos hoje. MAS ANTES DE QUALQUER PUBLICAÇÃO, é por causa do Dawis, da Ana Carolina, Duda, Nancy, Itamar, Carla, Juliana, Hebe, Bárba- ra, Vilela, Sonia, Denise, Vanessa, Paola, Luciano, Raquel e tantos outros que passaram por esta empresa e deixaram suas marcas que a Música & Mercado é um sucesso em 21 países. Sim! Esta revista que você lê tem sua versão em espanhol e é a mais lida nas lojas da América Latina e Espanha. E claro que não posso deixar de citar nossos leitores, que escrevem e dão suas impressões e sugestões, e também os anunciantes, que patrocinam a chegada das informa- ções do mercado até você. AS MATÉRIAS PUBLICADAS NA M&M SÃO GRATUITAS. Elas vêm por merecimento. Muitos lojistas, como você, colaboram enviando sugestões por e-mail, telefone e até MSN. Fatos como este nos fazem ter certeza de nosso direcionamento editorial, de continuar apli- cando uma credibilidade que tanto prezamos. Parabéns a todos que leem e fazem parte deste contextoleem e fazem parte deste contexto Música & Mercado! DANIEL NEVESDANIEL NEVES PUBLISHERPUBLISHER *Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi poeta, músico,*Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi poeta, músico, historiador e escritor. Sua obra mais famosa éhistoriador e escritor. Sua obra mais famosa é O príncipe. 38 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Música&Mercadoentrano10ºano “Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles.” — Nicolau Maquiavel* Publisher Daniel A. Neves S. Lima Diretora de Comunicação Ana Carolina Coutinho - MTB: 52.423 Assistentes de Comunicação Itamar Dantas Juliana Cruz Gerente Comercial Brasil Eduarda Lopes Assistente Comercial Denise Azevedo Relações Internacionais Nancy Bento Raquel Bianchini Administrativo Carla Anne Financeiro Adriana Nakamura Direção de Arte Dawis Roos Revisão de Texto Hebe Ester Lucas Assinaturas Barbara Tavares assinaturas@musicaemercado.com.br Colaboradores Alessandro Saade, Bruna Fonte, Joey Gross Brown, Luiz Sacoman, Neno Andrade, Paola Abregú e Tom Coelho Música & Mercado® Caixa Postal: 2162 – CEP 04602-970 São Paulo – SP. Todos os direitos reservados. Autorizada a reprodução com a citação da Música & Mercado,Música & Mercado,Música & Mercado edição e autor. Música & Mercado não é responsável peloMúsica & Mercado não é responsável peloMúsica & Mercado conteúdo e serviços prestados nos anúncios publicados. Publicidade Anuncie na Música & Mercado comercial@musicaemercado.com.br Tel./fax.: (11) 3567-3022 www.musicaemercado.com.br E-mail: ajuda@musicaemercado.com.br M&M no Orkut: http://tr.im/ydf6 Twitter: twitter.com/musicaemercado Parcerias Associados EXPEDIENTE Frankfurt • China DANIEL NEVES
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    40 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR NEWS Sindicatos entramem acordo e encerram greve Após quatro dias de greve na Santo Angelo e dois na Di Giorgio, o Sindicato dos Tra- balhadores nas Indústrias de Instrumentos Musicais e de Brinquedos do Estado de SP, Sindbrinq-SP, encerrou suas manifestações no dia 10 de agosto. Depois de várias divergências com relação ao piso salarial e aos valores dos planos de saúde pagos aos funcionários, o Sindibrinq-SP e o Sindicato das Indústrias de Instrumentos Musicais do Estado de São Paulo, Sindimúsica, fecharam acor- do e a nova convenção coletiva da categoria tem alguns benefícios garantidos, como salário-base de R$ 830; pagamento por parte da empresa contratante de 90% do valor do plano de saúde por dependente de cada funcionário; além do pagamento dos dias em que os funcionários estiveram parados. Nenhuma das fábricas terá atraso em sua produção ou entrega de pedidos, já que, conforme acordado, os funcionários irão repor os dias parados. Nova identidade As mudanças da fabricante LL Audio não se restringiram à inauguração de uma nova fábri- ca, novo maquinário ou ampliação do mix de produtos. A empresa também está modifican- do a sua identidade visual, a começar pela mo- dernização do logo (foto), que estará em seus produtos já nos próximos meses. Rock In Rio doa primeira sala de música A Izzo Musical fez uma parce- ria com a organi- zação do Rock In Rio para atuar conjuntamente no projeto “Por Um Mundo Melhor”. Entre suas tarefas, a ação social prevê a montagem de dez salas de músicas em escolas públicas do Rio de Janeiro, além da formação de 30 professores de música. A Izzo está doando para o projeto todos os ins- trumentos de percussão para equi- par as salas e 12 guitarras Dolphin, autografadas por participantes do Rock In Rio e depois leiloadas para captação de renda. A primeira sala já está pronta e foi inaugurada no dia 11 de agosto na Escola Municipal Pereira Passos, localizada no bairro Rio Comprido, na capital fluminense. Furo A Made In Brazil estará com uma loja montada no Rock In Rio. Bolo e festa A Pride Music, distribuidora de mar- cas como Fender, Shure, Zildjian e Korg, entre outras, comemorou 19 anos de vida em 19 de agosto deste ano. Segundo o departamento de marketing da empresa, nenhuma ação especial ou comemorativa foi planejada para 2011. Porém, para o ano que vem, os lojistas podem esperar novidades em celebração às duas décadas de mercado da empresa. Outra grande distribuidora que também apaga velinhas nesta época é a Habro Music, que com- pleta 20 anos em setembro de 2011. A empresa é responsável pela co- mercialização de importantes mar- cas do setor, como Line 6, Moog, Mapex, ESP, Warwick e Fenix. CEO da Harman no Brasil Pouco antes do fechamento desta edição, Dinesh Pa- liwal, CEO da Harman International esteve no País para anunciar o cumprimento da meta e lançar mais de 80 novos produtos da empresa. “Su- peramos nosso plano inicial para este perí- odo em pelo menos 25% e isso me deixou ainda mais otimista para os planejamen- tos do próximo ano”, informou em coleti- va no dia 16 de agosto. Vale lembrar que as vendas globais da empresa cresceram 12%, valor líquido de US$ 3,8 bilhões – só nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) seu lucro aumentou em 68%. CEO da Harman no Brasil Pouco antes do fechamento desta edição, Dinesh Pa- liwal, CEO da Harman International esteve no País para anunciar o cumprimento da meta e lançar mais de 80 novos produtos da empresa. “Su- peramos nosso plano inicial para este perí- odo em pelo menos 25% e isso me deixou ainda mais otimista para os planejamen- tos do próximo ano”, informou em coleti- va no dia 16 de agosto. Vale lembrar que as vendas globais da empresa cresceram 12%, valor líquido de US$ 3,8 bilhões – só nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e sala de música ria com a organi- In Rio para atuar conjuntamente no
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 41 Condecorado AD’Addario anunciouqueJim D’Addario(foto), CEOdacompanhia, recebeuoprêmio Ernst&Youngde EmpresáriodoAno 2011,nacategoria Distribuição,Fabri- caçãoeConstrução, paraoEstadode NovaYork. RAPIDINHAS Sem dor Depoisde um início de ano mais isolado, a Condor vol- tou a atuar no mercado. A empresa trará surpresas. Visita à fabrica A Tagima lançou um programa de incentivo de visitas à sua fábrica, em São Paulo, SP. Com isso, os clientes da marca poderão agendar previamente visitas e acompanhar todo o processo de fabricação dos instrumentos. Para partici- par, o lojista deve se cadastrar no site www.tagima.com.br. Prevendo o futuro? Na contramão do mercado atual, com o dólar desvalo- rizado, a Tagima está investindo na construção de uma nova grande fábrica no Brasil. Casa nova A Basso Straps mudou de endereço. Agora, a empresa opera na Rua Epitácio Pessoa, 255, no bairro Primavera, em Novo Hamburgo, RS. O CEP é 93340-120. Tel.: (51) 3035-7379. Viagem fantasma Dirigentes de duas corporações respeitáveis vieram in- cógnitos ao Brasil verificar o mercado. JTS A marca de microfones JTS tem comemorado a amplia- ção de suas vendas globais, inclusive no Brasil. Inaugurações da Michael Em 2011 a Michael inaugurou sua nova unidade de negócios em São Paulo, Capital, estrategicamente montada na Rua Teodoro Sampaio, onde assume a gerência comercial Daniel Calister.Afabricantetambém está lançando sua nova série de vio- lõeseletroacústicos,alinhaDT. Inovação já disponível no País A distribuidora Um Instrumen- tos fechou parceria para a distribuição do JamHub no Brasil. O equipamento vem obtendo destaque nas feiras internacionais, como Namm e Musikmesse. A empresa também negocia as vendas do produto para o Uruguai, Argentina e Chile. Mais quatro marcas na ProShows Em agosto, a distribuidora anunciou exclusividade de mais quatro marcas para o Brasil. Além de Midas e Klark Teknik, do Music Group – mesmo da Behringer –, a em- presa passou a trabalhar com os amplificadores Power- soft e as talhas elétricas da Stagemaker. Laços fortes Entre os dias 10 e 13 de agosto, a Pride Music e a Izzo Musical receberam a visita de Charlie Rogers, gerente de vendas internacional, e Andy Rossi, vice-presidente glo- bal de vendas, da Fender. A empresa estreita os laços com os distribuidores brasileiros e reforça a importância da região para marcas da gigante norte-americana. Foco em áudio A SXA estreou no mercado de áudio brasileiro. A nova marca disponibiliza em sua linha atual cerca de dez pro- dutos, mas o número deverá aumentar até dezembro. A linha é composta por amplificadores, caixas acústicas e arandelas feitas para uso em paredes e tetos. Equipo Está cada vez mais evidente o tratamento VIP dado pela Equipo para suas marcas. Depois de reposicionar a Pho- nic e a Cort, as marcas Sabian, Tama e Ibanez têm ocupa- do uma boa parte da agenda da importadora. Daniel Calister.Afabricantetambém onde assume a gerência comercial Inovação já disponível no País A distribuidora Um Instrumen- distribuição do JamHub no Brasil. O equipamento vem obtendo destaque nas feiras internacionais, como Namm e Musikmesse. A empresa também negocia asMusikmesse. A empresa também negocia as Inovação já disponível no País A distribuidora Um Instrumen- internacionais, como Namm e O Programa de Prêmios Ernst & Young celebra seu 25º aniversário neste ano. Entre os mais recentes ganhado- res do prêmio estão Howard Schultz, da Starbucks Coffee Company e Pierre Omidyar, da eBay Inc. Jim D’Addario: empresário do ano
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    42 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Conn Selmerpremia Izzo e Roriz A Conn Selmer realizará nos dias 3 e 4 de outubro, pela pri- meiravez,umaconvençãocomseusdistribuidoresdaAmé- ricaLatina,nosEUA.Naocasião,aRorizInstrumentosMusi- caiseaIzzoMusical–distribuidorasdemarcasdaempresa no País – receberão uma homenagem por serem as melho- res distribuidoras da marca na América Latina. Além disso, a fabricante acaba de abrir mercado para mais dois distri- buidores de pianos Steinway no Brasil. Antes havia apenas a Gluck Pianos atuando em São Paulo, mas agora a Made In Brazil é responsável pela distribuição no Rio de Janeiro e a Roriz para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. ValelembrarqueaMadeInBraziléanovadistribuidoraofi- cial das baterias Ludwig para todo o País. ASK dá viagem de presente a lojista Com o objetivo de prestigiar os clientes que participa- ram da feira Music Show do Rio de Janeiro, realizada entre os dias 15 e 17 de julho, a fabricante de suportes ASK presenteou um lojista com uma viagem para Salvador, BA. O ven- cedor foi Vagner Ferreira, do grupo das lojas Citron, do Espírito Santo. Ele ganhou um pacote com passagem aérea e hospe- dagem, para duas pesso- as, para a capital baiana. Recorde de crescimento A Sennheiser relatou um aumento no volume de negócios de 20%, em 2010, número recorde na história da empresa. A maior parte do volume de negócios da Sennheiser pro- vém da venda de fones, que contribuiu com 34,9% do total. Enquanto isso, na Sennheiser Brasil, Paulo Del Picchia, diretor de marketing, assumiu a responsabilidade pelos posts, interações com os usuários e o serviço de ajuda ao consumidor no Facebook e Twitter. A empresa ainda não possui site brasileiro e investe nas mídias sociais para fa- zer com que a marca se aproxime mais do grande público. Em nome da educação No início de agosto, Musical Express e Pride Music recebe- ram a visita do diretor de negócios da KMC Music (Gibral- tar, Latin Percussion), John Shand. O executivo aproveitou a oportunidade para apresentar Mark DeCaterino, novo gerente de contas da empresa para a América Latina, e discutir estratégias de vendas da marca no País, como, por exemplo, a formação de novos bateristas. Por isso, foi feita uma parceria com a escola Bateras Beat, agora totalmente equipada com as ferragens Gibraltar.Prédio da Pride Com a data já marcada, a Pride Music está finalizan- do os últimos processos para a mudança da sede da empresa. O novo centro logístico será inaugurado em novembro e terá capacidade dobrada para atender à de- manda dos revendedores. Em nome da educação Crescimento do varejo As vendas do varejo brasileiro tiveram crescimento de 7,1% em junho na comparação com o mesmo período de 2010, de acordo com informações divulgadas nesta manhã pelo IBGE em sua Pes- quisa Mensal do Comér- cio (PMC). O desempenho dovarejobrasileirocontinua sendo destaque entre as princi- pais economias mundiais. Na Zona do Euro, por exemplo, em junho as vendas recuaram 0,2% na comparação anual. Rindo à toa A Contemporânea está colhendo o fruto de sua especialização em per- cussão.Osprodutosnão só são os mais exporta- dos, em se tratando de instrumentos brasileiros, como utilizados em cam- panhas de marketing em eventos brasileiros no exterior. Vida chinesa A diretoria da Meteoro tem andado bem ocupada com sua fábrica chinesa. Os projetos de exportação necessitam do preço de mão de obra asiática. Dá-lhe aula de mandarim! manda dos revendedores. Rindo à toa A Contemporânea está colhendo o fruto de sua como utilizados em cam- panhas de marketing em eventos brasileiros no exterior. Rindo à toa eventos brasileiros no exterior. As vendas do varejo brasileiro tiveram crescimento de 7,1% com o mesmo período de 2010, de acordo com informações dovarejobrasileirocontinua sendo destaque entre as princi- pais economias mundiais. Na As vendas do varejo brasileiro com o mesmo período de 2010, sendo destaque entre as princi- Diretoria da Musical Express com executivos da KMC
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    herculesstands.com HERCULES AGS –(Auto Grip System). O original e ainda o melhor! O suporte HERCULES AGS para guitarra, baixo e violão foi desenhado para um manuseio fácil e rápido utilizando apenas uma mão e o peso do próprio instrumento. Basta colocar a guitarra, violão ou baixo sobre o suporte e o AGS fecha-se automaticamente, mantendo seu instrumento seguro e protegido. Disponível em suportes de chão individuais, duplos e triplos, assim como atraentes suportes de parede. Suporte múltiplo para guitarras para palco e display de loja. HERCULES desenhou 2 suporte Multi-Guitar (GS523B e GS525B) que são ideais para uso em palcos e exposição em lojas. Os suportes estão claramente equipados com barras de madeira ajustáveis que acomodam vários tamanhos de corpo de violão. Cada barra possui aberturas para facilitar o acesso às suas escolhas! Quando sua apresentação terminar, apenas dobre o suporte para baixo e você está pronto para ir! Os novos multi-suportes estão disponíveis em versões de 3 ou 5 violões. Hercules product AD_M&M.indd 1 2011/8/15 下午 5:01 DICAS DE MERCADO Como vender mais em Trade Shows? OcanaldoYouTubedositeBizzRevolutionapresenta vídeos com informações úteis para o varejo. Para se preparar para as feiras que acontecem no segundo semestre, e mais ainda para as Music Show de 2012, M&M escolheu para você um vídeo com sete ideias para aumentar as vendas do seu stand em feiras de negócios. Confira: http://tinyurl.com/feiras Empresa X Funcionários TambémnoBizzRevolution,selecionamosumartigo falandosobrecomomelhorarorelacionamentoentre empresa e funcionários. Leia-o na íntegra neste link: http://tinyurl.com/empresaefuncionario Insatisfação no trabalho O canal de vídeos do site UOL fez uma reportagem sobre desmotivação no trabalho. Assista a seguir e saiba como lidar com a insatisfação de seus funcio- nários: http://tinyurl.com/desmotivacaonotrabalho MAIS NA M&M.com • Como a lei funciona para representantes comerciais: http:// tinyurl.com/ leis-e-rep • Produtos Expomu- sic, os lançamentos que estarão na feira: http://tinyurl.com/Expo-prod • Pequenas empresas poderão faturar até R$ 3,6 milhões: http://tinyurl.com/pme-fat • Tocar instrumento previne depressão: http://tinyurl.com/pre-dep • As duas classes C: http://tinyurl.com/duasclasses • Preparativos para o Natal devem começar já: http://tinyurl.com/natalja • Oito dúvidas comuns sobre planos de negócios: http://tinyurl.com/plano-neg • 12 dicas para contratar um vendedor nota 10: http://tinyurl.com/vendnota-10 http://tinyurl.com/Expo-prod • Pequenas empresas poderão faturar http://tinyurl.com/Expo-prod • Pequenas empresas poderão faturar MAIS NA M&M.com
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    44 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR CLICK Falso ouoriginal? A Yamaha disponibilizou em seu site uma série de características que diferenciam seus produtos de seus similares falsificados. Confira as dicas para não comprar gato por lebre: tinyurl.com/falsoouoriginal. Novo site A ProShows acaba de lançar o novo layout de sua plataforma on-line. Com visual mais moderno, a empresa procurou dar mais destaque para as mar- cas que distribui, além de criar mais interatividade com os internautas, lojistas – que ganharam uma área de cadastro – e consumidor final, com fóruns e outras ferramentas. Curso superior em e-commerce O Grupo BuscaPé, formado, entre outras, por em- presas como e-bit e Bondfaro, acaba de lançar uma universidade virtual focada em cursos de capacita- ção em e-commerce. Por serem on-line, os cursos são bastante atraentes em termos de custo, em média, R$ 100,00. Para mais informações, acesse: universidade.buscape.com.br Compras coletivas para o setor A Música & Mercado inaugurou o site showbara- to.com.br, um outlet para promoções e compras coletivas, com foco em instrumentos musicais, áudio, aulas e ingressos para shows. O site está cadastrando as promoções de lojistas que tenham produtos disponíveis e boas ofertas. Para mais in- formações, basta entrar em contato pelo telefone (11) 3567-3022 e solicitar a proposta. RECOLOCAÇÕES E NOMEAÇÕES Wolf muda gerência comercial A distribuidora responsável pelas marcas Walden Guitars e Wolf, anunciou o nome de seu novo gerente comercial: Guilherme Correa. “Fui efetivado como gerente co- mercialcomodesafiodeampliaronúme- rodeclientesefortalecerasmarcasWolfe Walden”,informouCorrea. Novos representantes da ProShows Adistribuidoraestácomnovosrepresentantesemsuaequi- pe de vendas. Da esq. para a dir.: Carlos atuará como ven- dedor externo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, MG; Eduardo Patrão, nas vendas dos produtos Pro Áudio; Siany da Silva será vendedora externa nos Estados do Pará e Amapá; Fábio de Oliveira é o novo vendedor externo nos EstadosdoCeará,PiauíeRioGrandedoNorte;FranklinRa- belo é o novo vendedor externo no Estado do Maranhão; e Marcio atuará como vendedor externo no ABC Paulista. O bom filho a casa torna Apósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaà OrionCymbalsparaatuarnosuporteaodepar- tamento comercial e de marketing, no treina- mento de vendedores, novos negócios e outras atividades. “Meu retorno à Orion Cymbals foi motivado pela oportunidade de poder retomar projetos que iniciamos no passado e que agora setornaramviáveis”,disseoexecutivo. Nomeado gerente-geral da B&C Speakers O executivo brasileiro Gustavo Bohn foi anunciado em 1º de agosto como o novo gerente- -geraldaB&CSpeakersnoBrasil. Bohn já trabalhava na compa- nhia há cinco anos como enge- nheiro e suporte em vendas, na Itália, e tem larga experiência na indústria. Ele atua no escritório da empresa em Porto Alegre, RS. Nomeado gerente-geral da B&C Speakers Novos representantes da ProShows Adistribuidoraestácomnovosrepresentantesemsuaequi- Apósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaà OrionCymbalsparaatuarnosuporteaodepar- tamento comercial e de marketing, no treina- mento de vendedores, novos negócios e outras atividades motivado pela oportunidade de poder retomar projetos que iniciamos no passado e que agora setornaramviáveis”,disseoexecutivo. RECOLOCAÇÕES E NOMEAÇÕES de seu novo gerente comercial: Guilhermede seu novo gerente comercial: Guilherme Correa. “Fui efetivado como gerente co- de seu novo gerente comercial: Guilherme Novo time da distribuidora Apósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaàApósmuitosanos,MarcosTachikawaretornaà OrionCymbalsparaatuarnosuporteaodepar- Gustavo Bohn
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    OMB No dia 1ºde agosto, o Supremo Tribu- nal Federal decidiu que os músicos não precisam mais de registro em órgão de classe para exercer a profissão. A de- cisão foi tomada a partir da análise do caso de um músico de Santa Catarina, que procurou a Justiça ao alegar que, em seu Estado, só poderia exercer sua profissão caso tivesse registro na Or- dem dos Músicos do Brasil, que cobra a carteirinha de músico em diversos Estados brasileiros. A OMB disse que este é um caso isolado, que a utilização da carteirinha continua valendo e que a decisão do STF reflete um parecer com relação apenas a esse caso. Briga boa! Vem? Tudoindicaqueonúmerodediretoresde grandes corporações que virão à Expo- music será maior que em 2010. Empre- sas chinesas expondo direto também. ANOTE AÍ A edição 2011 do Tagima Dream Team acontece em 20 de setem- bro, no Moinho Eventos, na Moo- ca, em São Paulo, Capital. Segun- do a organização, cerca de 350 lojas de todo o Brasil deverão com- parecer ao TDT este ano. Em 2010, por volta de 300 estabelecimentos prestigiaram a feira. A Expomusic, maior feira de música da América Latina, irá ocorrer entre 21 de 25 de setembro. Serão mais de 160 expositores apresentando novidades em produtos para lojistas, profissionais do setor e público geral. Na edição passada, a feira bateu a meta estipulada com mais de 50 mil visitanteseaorganizaçãoesperaau- mentar esse número em 2011. A 2ª edição da Lighting Week, feira internacional de iluminação profis- sional, acontece no Expo Barra Fun- da, em São Paulo, SP, entre 20 e 23 de setembro. Este ano, a feira conta com mais de 30 expositores, incluin- do o estande da Música Mercado, pela primeira vez no evento. Também na zona oeste da cidade, acontece o III Encontro de Negó- cios, no qual as empresas Adah, Attack, Condor, Crafter, Onerr e Power Click apresentam seus pro- dutos para lojistas convidados. O evento ocorre entre os dias 21, 22 e 23 de setembro, no Hotel Íbis Barra Funda em São Paulo – SP. A Music China, que será realizada de 11 a 14 de outubro de 2011, no New International Expo Centre, de Xangai, China, está estabelecendo novo recorde em termos de espaço de exposição, um adicional de 3.500 m² de salas, elevando o evento para 78.500 m². Até o fechamento desta edição, mais de 95% da área já tinha sido vendida para os expositores.
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    46 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR EVENTOS Roriz abreloja referência Uma loja nova, com mais de 600 m2 foi inaugurada pela Roriz Instrumentos Musicais em Goiânia. Espe- cializada em instrumentos de sopro, piano e percus- são, a empresa é o maior showroom de sopro do Brasil. Gibson’s Night A importadora Royal Music, junto com a loja Made In Brazil, promoveu na matriz da rede em São Paulo, SP, a primeira Gibson’s Night, exclusiva para proprietários convidados de guitarras Gibson. Este evento já é tradi- cional em outras partes do mundo. Road Show 2011 Em agosto, a Avid realizou o Road Show Venue 2011. O evento foi ministra- do pelo engenheiro de som Robert Scovill e passou por Olinda (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Parceria inédita Em julho, a loja Tocmix, em parceria com a Yamaha do Brasil, apresentou pela primeira vez em João Pes- soa, PB, um workshop de mixers digitais Yamaha, no teatro Paulo Pontes. Treinamento em áudio AHarmandoBrasilestáfazendoumtourpeloPaísofere- cendotreinamentosgratuitosparaalinhadeprodutosde Áudio Pro e Touring da empresa. Começou em Ribeirão Preto,SP,elogoserãoanunciadasaspróximascidades. pela Roriz Instrumentos Musicais em Goiânia. Espe- Para o interior O baixista e endorsee D’Addario – distribuída ex- clusivamente no Brasil pela Musical Express – Sizão Machado também realizou workshop gratuito na loja A2 Instrumentos Musicais, localizada na cidade de So- rocaba, SP, em julho. Por todo o País O Sabian Clinic Tour 2011 consistiu em uma série de clínicas ministradas por importantes bateristas in- ternacionais e nacionais patrocinados pela Sabian, distribuída no Brasil pela Equipo. Os workshops aconteceram em Brasília/DF, Vila Velha/ES, Ribeirão Preto/SP e São Paulo/SP. Drum Experience A Prime Music promoveu uma série de workshops em parceria com as marcas Meinl Cymbals e Premier. Mi- nistrado pelo baterista Walter Lopes, um dos fundado- res da banda nacional G3, o Drum Experience passou por cinco lojas do Espírito Santo em agosto. Olinda (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP). A Prime Music promoveu uma série de workshops em ENDORSEES Buscando destaque A Pearl Brasil anunciou re- centemente três novos no- mes em seu time de endor- sees:EduReche,professore músico; J. C. Basañez, bate- rista da banda Dazaranha; e Alla Juliano, fundador da banda Paradise Inc. Music Maker na MPB Andre Martins, guitarrista da banda da cantora Fafá de Belém desde junho de 2010, é o novo endorsee da Music Maker, e acaba de lançar o modelo “am.1”, que tem o codi- nome de “Paulkaster”. A guitarra é inspira- da na experiência do músico juntamente com as habilidades do luthier Ivan Freitas, e baseada em sons clássicos da Telecaster, Stratocaster, Les Paul e Paul Reed Smith. sees:EduReche,professore músico; J. C. Basañez, bate- Andre Martins, guitarrista da banda da Music Maker na MPB Sizão Machado
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    Airton Mann ENDORSEES Ajuda dequem entende A Borne Amplificadores fe- chou parceria com Airton Mann. O guitarrista, que já tocou ao lado de Paul Gilbert (Mr Big) e Eric Sin- ger (ex-baterista do Kiss), auxiliará a empresa no de- senvolvimento de novos produtos. Com conteúdo O novo endorsee da Vic Firth é o com- positor e produtor musical Roberto Moraes Sallaberry. Ele foi autor da pri- meira publicação brasileira voltada à produção musical – Manual Prático de ProduçãoMusical.Amarcaédistribuí- da no País pela Izzo Musical. Quanto mais, melhor A Musical Express já pode contar com grandes nomes da música usando suas marcas. Utilizando as peles de bateria Evans, estão Michael Pedico- ne, da banda My Chemical Romance, Kim Thompson, baterista da banda da Beyoncé, Mike Terrana e Pedro Mamede, ambos solistas. Quem equi- pou seus instrumentos com as cordas D’Addario recentemente foram Tom Hamilton, baixista do Aerosmith; Ca- leb Followill, guitarrista do Kings of Leon; Josh Bradford, guitarrista do Sil- verstein; e Augusto Nogueira, guitar- ristadabandamineiraScarcéus.Além deles, a banda de indie rock Cage The Elephant também passou a usar as cordas D’Addario e pelesEvans,eoutrasmarcas de distribuição da Musical Express,comoPlanetWaves e Pro-Mark. Time da Giannini A fabricante adicionou dois novos nomes à sua equi- pe de endorsees: Gustavo Guerra, vencedor do Guitar Idols 2008, sendo conside- rado o melhor guitarrista do mundo; e Rafael Bitten- court, guitarrista do Angra. Os músicos estão, inclusive, excursionando pelo País promovendo workshops da Giannini. Ajuda de quem entende A Borne Amplificadores fe- chou parceria com Airton Mann. O guitarrista, que já tocou ao lado de Paul Gilbert (Mr Big) e Eric Sin- ger (ex-baterista do Kiss), auxiliará a empresa no de- senvolvimento de novos produtos. Com conteúdo Quanto mais, melhor A Musical Express já pode contar com pe de endorsees: Gustavo Guerra, vencedor do Guitar Idols 2008, sendo conside- rado o melhor guitarrista do mundo; e Rafael Bitten- court, guitarrista do Angra. Os músicos estão, inclusive, excursionando pelo País promovendo workshops da Giannini. Roberto Sallaberry Airton Mann Rafael Bittencout My Chemical Romance
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    48 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PAPO RÁPIDO Noinício de agosto a Loja Serenata, originalmente de Belo Horizonte, MG, inaugurou sua terceira filial, na cidade mineira de Contagem. Para tanto, fo- ram investidos R$ 800 mil, e a rede de lojasprevêaindaainauguraçãodeduas atrêsunidadesporanoapartirde2012, explorando outros Estados do País. “Aproveitando o bom momento desse mercado,quemovimentounoBrasilR$ 610 milhões só no ano passado, come- çamos um grande e estruturado proje- to de expansão. Temos que ir até onde o cliente estiver, e ainda há muito para crescer”, destaca o diretor-executivo da rede,RogérioGarciaBousas. Além da abertura da loja em Con- tagem, recentemente foram investidos maisdeR$1milhãonareformadaloja matriz. E em novembro, a Serenata irá inaugurar sua quarta loja, no BH Sho- pping, investimento de R$ 1,5 milhão. Para o início de 2012, a rede também pretendelançarsualojaon-linedeins- trumentosmusicaisnoBrasil. Todos esses investimentos são de caso pensado. Há cerca de um ano e meio foi iniciado o plano de expansão da rede e a previsão de retorno do ca- pital empregado é entre quatro e cinco anos, segundo Bousas. Conversamos com o executivo para conhecer mais detalhes do desenvolvimento da quase cinquentenáriaSerenata.Acompanhe: Quais as principais características do plano de expansão? Agilidade, localização estratégica, comodidade para o cliente. O projeto de expansão da Serena- ta prevê quais cidades e por que essas escolhas? Já temos algumas cidades mapeadas, masestamosemprocessodeavaliação. Qualéametadeexpansão? Prevê número ilimitado de unidades. Equipedeexpansãode15pessoas,entre diretoresegerênciaestratégica. Quais são as principais caracterís- ticas das novas lojas? Teremos o mesmo conceito da Sere- nata, dentro da linguagem que con- templa a experimentação do público, lojas agradáveis, confortáveis e pró- ximas ao cliente. Qual é o principal diferencial da Serenata? Possibilita a experimentação do clien- te, equipe especializada e composta por músicos em sua maioria, e um mix completo de produtos. Qual é a meta de crescimento do faturamento após a expansão? Pretendemosampliarem30%até2013. Quais são os produtos mais vendi- dos nas lojas Serenata? Linhas de cordas e teclados. Como você enxerga o varejo de instrumentos musicais hoje? Em crescimento, com empresas bem estruturadas e dispostas e se expandir nesse mercado. A lei de iniciação mu- sical nas escolas ajuda a popularizar a músicaeincentivaosegmento. O gigantesco plano de expansão da Serenata A Serenata Fundada em 1966 por Hélio Garcia Bousas (a rede tem 45 anos), a loja de ins- trumentos musicais Serenata tinha apenas 32 m² e estava localizada no centro de Belo Horizonte. Com um intenso trabalho e favorecida pelo surgimento de bandas com a Jovem Guarda, a marca aumentou sua oferta de produtos e começou a formar sua clientela. Maior empreendimento de instrumentos mu- sicais do Estado e um dos maiores do País, a Serenata faz parte do Grupo Clas- sic, que conta com sete empresas atuantes nas áreas de instrumentos, entre- tenimento e logística: Serenata, Michael, Voga, Ícone, SXA, Lifestyle e SotexB. Rogério Bousas, diretor-executivo Rede de lojas investe mais de R$ 2 milhões para expandir, inclusive com a abertura de filiais em outros Estados Fachada da nova loja em Contagem, MG
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    50 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Enquete Prepare-se para oNatal As vendas costumam aumentar no fim de ano e é muito importante organizar a sua loja com base nas projeções otimistas, mas também prevendo eventuais reveses Sabidamente, o fim de ano é uma época que favo- rece as vendas do varejo de modo geral. Embora para o consumidor final o Natal ainda esteja longe, para o lojista já é hora de começar a se preparar, planejando ações para impul- sionar a saída de produtos e antecipar as boas vendas que a data prevê. Para ajudá-lo a ter ideias sobre em que e como in- vestir para ampliar as vendas nesse período, conversamos com alguns lojistas já habitu- ados a ver seu faturamento su- perar as expectativas no Natal e que sabem o que fazer caso as metas não sejam alcançadas. Confira as dicas a seguir: Fernanda Patrícia Apolinário Gerente, Mond’s Instr. Musicais Sertãozinho / SP monds@ig.com.br MOND’S Procuramos focar em atendimento, contratando e treinando funcionários temporários. Também estudamos, com os nossos principais fornecedores, brindes para serem sorteados entre os clientes. No fim do ano intensificamos nossa preocupação com o layout da loja, visando propor mais espaço e comodidade para o cliente. Esperamos superar todas as metas estabelecidas e conseguir conquistar cada vez mais clientes. Baseamos nossas expectativas em vários pontos: primeiro no fluxo de vendas que temos durante o ano, depois contamos com fatores como 13º salário, flexibilidade do horário comercial etc. Em nossa loja, nesse período, os produtos que mais vendemos são os que mais atendem ao público iniciante, como violões acústicos, guitarras strato com captação simples, violinos 3/4 e 4/4, caixas amplificadas, gaitas diatônicas e acessórios. Caso as vendas não sejam como esperadas, faremos mais promoções, montaremos kits com os produtos para incentivar as ‘vendas casadas’ e aumentaremos a divulgação da loja e das promoções. Perguntas 1. Como a sua loja se prepara para o crescimento de vendas no final de ano? 2. Para o Natal de 2011, quais são suas expectativas de vendas? 3. Quais produtos mais saem nessa época? 4. Caso as expectativas de vendas não correspondam às projeções, o que farão com os produtos adicionais?
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    MG SOM WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 51 HenriqueS. G. da Silva Proprietário, MG Som Goiânia / GO www.mgsom.com MG SOM Colocamos em evidência os instrumentos mais vendidos, como os de entrada. Intensificamos a capacitação de nossos funcionários, fazemos promoções em alguns itens, confeccionamos folders para divulgar ainda mais certos instrumentos, trabalhamos preços e aumentamos nosso estoque. Feita uma média das vendas dos últimos três fins de ano, pudemos verificar um aumento expressivo (em torno de 30%) tendo em vista que, neste ano, especialmente, estamos com uma projeção de aumentar ainda mais (em 40%) essas vendas. Os produtos mais vendidos são instrumentos, basicamente violões e guitarras. Isso decorre do próprio perfil do nosso cliente, que é mais voltado à música sertaneja. Quando há planejamento, dificilmente ocorre disparidade. Mas caso isso aconteça, trabalharemos junto aos vendedores, faremos promoções etc., no sentido de rentabilizar o estoque. Ernande Peixoto Alves Filho Sócio-gerente, Rio Comp Service Rio Largo / AL rcseletronica@hotmail.com RIO COMP SERVICE Contratamos vendedores extras. Compramos mais produtos, lançamos promoções com descontos e até prêmios a serem sorteados, abaixamos o preço de produtos antigos, aumentamos o prazo e contratamos uma empresa especializada em divulgação e marketing que possa propagar nossa loja em municípios vizinhos. Nossa expectativa é sempre de superação em relação ao ano anterior. Devido aos produtos que são lançados no decorrer do ano, os clientes estão cada vez mais exigentes e objetivos sobre qual equipamento comprar, facilitando nosso trabalho na hora de montar o estoque. Todos os produtos saem bastante. Em nossa região isso costuma acontecer devido à cultura de se fazer grandes festas no fim de ano. O cliente de áudio procura produtos compactos e os músicos querem instrumentos novos com recursos cada vez melhores, fazendo com que a venda de acessórios também cresça. A falta de planejamento e a comunicação ineficaz nas soluções governamentais novamente não foram priorizadas. Sem sombra de dúvida, precisaríamos planejar mais, assim ‘apagaríamos menos fogo’ nas implantações. O principal é aumentar o estoque com antecedência, nos meses de setembro e outubro. Criamos promoções e aumentamos a divulgação na mídia. Procuramos também incentivar o consumidor a presentear com os produtos da loja, colocando kits na vitrine em caixas de presente, com diversas faixas de preço. Considerando que nessa época ocorre um crescimento expressivo, chegando quase a dobrar o faturamento nos meses de novembro e dezembro em comparação com a média anual, apostamos num crescimento de 50%. Estamos localizados em um shopping e temos muitos clientes que não são músicos, apenas gostam de música e presenteiam com instrumento musical, especialmente as crianças. Por isso, ter uma grande variedade de produtos na linha infantil será nosso foco neste ano. Felizmente as vendas de fim de ano sempre superaram nossas expectativas, chegando a faltar produtos em estoque. Este ano vamos nos preparar antecipadamente e, caso haja um excedente, janeiro será o mês de oferecer melhores preços e condições. Rodrigo Moreno Gerente, Harmonica Master Santos / SP www.harmonicamaster.com.br HARMONICA MASTER Ernande Peixoto Alves Filho Sócio-gerente, Rio Comp Service
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    52 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mundo DigitalLoja Virtual paravender maispelaweb Dicas Aconcorrência da web é tão acirrada quanto a competição entre lojas físicas. Nunca se deve esquecer que o mundo virtual é um espelho do mundo real. Assim, o lojista que também possui umestabelecimentovirtualprecisaestarsempreaten- toaoatendimentoqueofereceaosseusconsumidores, ao visual do seu site, ao treinamento de seus vendedo- res, ao pós-venda e tudo mais que envolve a prestação de serviços — mesma coisa da loja física, não é? E, como no universo real, existem dicas para o ponto de venda virtual que podem colocar a sua loja na frente de seus concorrentes. O consultor Felipe Dellaqua, sócio da E-Tática, empresa especializada em e-commerce, publicou algumas delas no blog Pen- sando Grande (www.pensandogrande.com.br). Saiba, agora, como aumentar as vendas de seu negócio pela internet em apenas dez lições. 1. Benchmark Procure fazer sempre uma pesquisa de benchmark, tanto no Brasil quanto no exterior. Benchmarking é processo no qual uma empresa examina como outra reali- za uma função específica a fim de melhorar sua própria forma de realizar a mesma ou uma função semelhante. Não entre na internet para ser apenas mais um, mas sim para ser referência no seu seg- mento. Procure explorar os defeitos dos seus con- Conselhos essenciais para vencer a concorrência na internet
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    Mundo Digital LojaVirtual 5. Design aliado à usabilidade e acessibilidade Ao lançar uma loja vir- tual, você começa a trabalhar com todo o território nacional. Houve um grande crescimento de classes mais baixas entre usuários de internet e consumidores, portanto procure tra- balhar numa solução que possa aten- correntes, agregar as qualidades e oferecer na sua loja diferenciais que eles não têm. Seja inovador! 2. O segredo da sedução é o conteúdo Priorize a usabilidade e a acessibilidade em todas as páginas do site de modo a fazer um portal objetivo e atraente ao mesmo tempo. Crie um layout pensando em todas as dúvidas que o cliente poderia ter, desde a procura do produto, escolha até a finalização da compra. Uma boa experiência de navegação é o site res- ponder a todas as dúvidas do cliente de forma passiva, em que ele mesmo consiga encontrar essas respostas de forma fácil e prática. 3. Conheça sua audiência Antes de lançar o site faça pesquisas, como testes de usabilidade e estudos que permitam ter uma prévia de como será a experiência dos usuários no seu site. Se necessário, faça as devidas al- terações antes de lançar o projeto. 4. Segurança A segurança nos sites de e-commerce ainda é um grande fator que influencia o crescimento de novos consumidores. Ainda há muitas dú- vidas sobre segurança nas compras pela internet e como cada empresa lida com a política de privacidade de seus dados pessoais. Procure utilizar sempre certificados de segurança que são usados em lojas de grande porte, pois são reconhecidos pela maioria dos consumidores, gerando mais cre- dibilidade para sua loja. Deixe claro que seu site utiliza ambientes seguros em páginas críticas como cadastro de cliente e finalização de compra. Tra- balhe isso no layout do site. der desde pessoas com baixa instru- ção até os experientes em internet. Parta do seguinte princípio: nada é óbvio em uma loja virtual. 6. Tecnologia Para montar uma loja on-line de sucesso, é im- prescindível que exista um sistema robusto por trás, prepara-
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    54 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mundo DigitalLoja Virtual Para saber mais Pensando Grande www.pensandogrande.com.br E-Tática www.e-tatica.com do para atender e suprir as necessidades da loja. Não só as necessidades atuais, mas também as possíveis futuras necessidades, visando crescimento. Robus- tez, segurança, infraestrutura, funcionalidades e relatórios devem ser avaliados ponto a ponto. Outro fator importante a ser avaliado na hora de fechar o sistema é predisposição para SEO (Search Engine Optimization), em que priorizamos sistemas com URL amigáveis, código em web standard e customi- zação de títulos e palavras-chave para cada página. 7. Marketing e redes socais Para uma loja virtual ter compras, você precisa trazer os usuários até sua loja e transformá-los em clientes. Utilize os be- nefícios do marketing digital e invista nas mídias cer- tas que trazem a você maior retorno sobre o investi- mento. Analise mês a mês qual o canal que traz mais retorno e procure sempre aumentar a verba investida nele, de modo a incrementar seu faturamento. 8. Não deixe de trabalhar nas redes sociais! O brasileiro gosta muito de navegar na internet. Hoje somos o país com maior consumo individual de internet domiciliar, tanto em tempodenavegaçãoquantoemmédiadepáginaspor pessoa. As redes sociais são um fenômeno que veio para ficar. O Google aponta que 57% dos internautas brasileiros entram diariamente em redes sociais. Atue nas redes sociais de duas formas: uma como agente de vendas, complementando o comércio ele- trônico tradicional. As ações de divulgação nas redes sociais geram mais acessos na loja, criando maior potencial de vendas. Conhecer melhor o consumidor torna possível criar estratégias direcionadas a ele. A segunda forma é como atendimento personali- zadoaocliente.Émuitocomumosclientesutilizarem as redes sociais para tirar dúvidas, fazer reclamações ou elogios a serviços. Portanto, é muito importante estar junto com o cliente nessa hora, pois uma recla- mação no Twitter ou Orkut pode acabar com a ima- gem de uma empresa na internet em pouco tempo. 9. Atendimento personalizado e pós-venda Conquistarumclientenãoétarefafácil.En- volve diversas variáveis que devem ser tra- balhadas para agradá-lo, seja na experiência de compra, qualidadedoprodutoouatendimentopersonalizado. Treine bem sua equipe de atendimento para ser paciente e contornar situações chatas com clientes. Nunca deixe um cliente esperar muito tempo por uma resposta e esteja sempre um passo à frente dele. Procure entender a necessidade do cliente na primei- ra oportunidade e sempre dê notícias positivas para solucionar o problema. Pode ter certeza de que se esse cliente for bem tratado e seu problema for resolvido, alémdeterumclientefielàsualoja,vocêterámarket- ing de graça, pois certamente ele fará propaganda po- sitiva do seu negócio para seus parentes e amigos. 10. Logística Surpreender um cliente sempre gera uma imagem positiva da empresa, por isso procure traba- lhar no menor prazo possível para realizar a entrega do pedido, mas nunca informe no site um prazo que você não possa atender. Prefira exibir um prazo de quatro dias,masentregaremtrêsdoqueexibirdoisdiaseentre- garemcinco.Alémdeperdercredibilidadepornãocum- prir o que estava estabelecido, você acaba gerando um fluxo desnecessário no seu SAC para responder a per- guntasdotipo:Porquemeuprodutonãochegouainda? Utilize preferencialmente os Correios, pois eles ga- rantem entrega em todo o Brasil, com prazo e preço bem acessível. Porém, tenha sempre uma transporta- doraemsegundoplanoparaoperaçõesdeemergência em caso de greve nos Correios. 
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    56 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR FUNCIONÁRIO OU PATRÃO?DÚVIDA CRUEL... atua há 26 anos no mercado musical. Já foi vendedor, gerente, representante e diretor comercial. Formado em Ciências Econômicas, possui especialização em gestão empresarial, vendas e marketing. E-mail: neno@distribuidoragvcom.com.br NENO ANDRADE NEGÓCIO DE VAREJO DESCUBRA QUAL É O SEU PERFIL E TENHA SUCESSO NA VIDA PROFISSIONAL, JÁ QUE MUITAS VEZES EXCELENTES FUNCIONÁRIOS TORNAN-SE PÉSSIMOS PATRÕES NoBrasil,principalmente,asoportunidadessão muitas. Somos um país que dá chance para todo mundo, qualquer pessoa pode se tornar proprietária de uma empresa com muita facilidade. No ramo de instrumentos musicais e áudio parece ser aindamaisfácil,poisocréditocomfornecedoreséalgo relativamente simples, basta a pessoa ter trabalhado em alguma loja, ter contato com um gerente ou sócio de alguma empresa fornecedora, e pronto, seu crédito inicial está aprovado — e com valores consideráveis. Todo dia surge uma nova loja no nosso ramo, e agora com as lojas virtuais, então, parece que todo mundo descobriu que ser lojista de instrumentos mu- sicais é a solução para qualquer problema. Não é tão fácil como parece... A grande maioria das empresas abertas no Brasil não chega a um ano de vida e, segundo o Sebrae, apenas 3% alcançam os cinco. Isso acontece,emmeumododever,pelodespreparoedesco- nhecimento por parte de quem abre o negócio, além do principal:oespíritoempreendedordessamesmapessoa. NoBrasil,principalmente,asoportunidadessão Todo dia surge uma nova loja no nosso ramo, e
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    Neno Andrade Negóciode Varejo O que é ser empreendedor? Existem muitas definições, mas acho que a melhor é: “Empreendedor é quem apresenta determinadas ha- bilidades e competências para criar, abrir e gerir um negócio, reproduzindo resultados positivos”. As características básicas do empreendedor: 1.Criatividade. 2.Força de vontade e gosto pelo merca- do em que atua. 3.Coragem para assumir riscos. 4.Responsabilidade. 5.Capacidade de organização e planejamento. 6.Disposição para trabalhar além das oito horas normais. 7.Interesse em buscar sempre novas possibilida- des para o seu negócio. 8.Ser otimista, sem ser irresponsável. Sempre acompanhei pessoas que abriram seu próprio negócio pensando somente no resultado fi- nanceiro e em trabalhar menos — e creio que essas já começam de maneira totalmente equivocada. O êxito financeiro deve ser o resultado de qualquer empreen- dimentoenãoacausa,assimcomoashorastrabalha- das em seu próprio negócio tendem a ser muito mais numerosas do que quando se é funcionário — exis- tem casos de empresários que trabalham até 15 horas por dia no início de suas atividades. Visito algumas lojas de instrumentos musicais e vejo que elas não alcançam o sucesso almejado por- que poucas são dirigidas por pessoas empreendedo- ras, com o mínimo das características citadas aci- ma. É muito comum chegar em uma loja e ouvir de seu proprietário: “Esse nosso mercado não dá mais, como ficou ruim. São margens baixas, concorrência grande etc.”. Como esse negócio pode ter sucesso se o próprio dono não acredita no mercado em que atua? Além do que todos os mercados são muito concorri- dos hoje, e isso exige dedicação ainda maior. As inovações também não são acompanhadas. Exemplos: Substituição Tributária, DDA etc. Já faz dois anos que os bancos implantaram o DDA e mui- to lojistas, até hoje, não têm a menor noção do que seja isso e acabam comprometendo toda a sua área O ÊXITO FINANCEIRO DEVE SER O RESULTADO DE QUALQUER EMPREENDIMENTO E NÃO A CAUSA financeira por total desconhecimento, sendo que o DDA, ao contrário do que muitos pensam, não é um problema e sim uma ferramenta que facilita muito a administração do seu contas a pagar. Outra situação sempre encontrada é a do lojista que pensa ser empresário, perdendo totalmente a essência do negócio, que é ser comerciante. Uma loja com um faturamento mi- núsculo passa a ter geren- te financeiro, de compras, de marketing etc. Muitas vezes, excelen- tes funcionários tornam- -se péssimos patrões, pois não possuem o espírito empreendedor e, com cer- teza, isso é fator prepon- derante no sucesso de um novo negócio, muito mais que ponto comercial, capital etc. Faça uma avaliação e veja onde você se encaixa. Observe se já não está ‘arquivado em pasta errada’. Se estiver, realize as mudanças necessárias e tenha muito sucesso! 
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    58 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Internacional Vandoren Desdeo cultivo da cana até a criação e apresentação do produto final, a empresa francesa Vandoren se encarrega de cada passo sempre pensando nos músicos Para entender a filosofia da em- presa, devemos retomar a sua história. Eugene Van Doren foi clarinetista na orquestra Concerts Colonne e na Ópera de Paris durante a belle époque, no final do século 19. Era uma época em que os músicos de instrumentos de sopro faziam suas próprias palhetas, e as que ele fazia ti- nham tanto sucesso que seus amigos convenceram-no a vendê-las. Fabricar palhetas é uma tarefa longa e tediosa. Para poupar tempo, Eugene desenhou e montou uma máquina especial para fazê-las, movida a pedal, como as de costura. Suas palhe- tas tiveram sucesso imediato e, assim, em 1905 fundou seu pró- prio negócio, que teve aceitação tamanha e lhe ocupou tanto tempo que tomou o lugar do clarinete. Mesmo que o mercado das demanda: “Nossas palhetas são toca- das por artistas de todo o mundo”. Segunda etapa Essa situação foi incrementada gra- ças ao ingresso do filho dele na com- panhia. Robert Van Doren também estudou clarinete, era formado pelo Conservatório de Paris. Em 1928 dei- xou a França por um ano para insta- lar-se nos Estados Unidos e tornou-se um dos primeiros clarinetistas fran- ceses a atuar como solista na Radio City de Nova York. Foi durante essa turnê que os mú- sicosamericanosdescobriram as palhetas Vandoren, e desde aquele momento a populari- dade da empresa nos EUA tem crescido imensamente. Àmedidaqueacompanhia cresceu, Robert também se viu passando mais tempo na produção de palhetas que na NOSSA ESTRATÉGIA É FOCAR NAS NECESSIDADES DOS MÚSICOS E MANTER O NÍVEL DE QUALIDADE Soprando na região boquilhas e palhetas seja muito espe- cífico, desde o começo, como indica uma das propagandas da companhia, Eugene forneceu seus produtos aos seus colegas da Ópera, da Banda Gar- de Republicaine e a várias orquestras civis e do exército. Também desde o princípio pôde fornecer uma varieda- de de boquilhas e palhetas para cla- rinete, saxofone, oboé, corne-inglês e fagotes. Outro anúncio publicitário de 1912 declara o rápido crescimento da Boquilha Master CL5
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    Internacional Vandoren WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 59 carreirade artista. Em pouco tempo passou a dirigir a empresa e perto de 1935adquiriuumlotevazionaRuaLe- pic, 56, em Paris, o endereço atual da sede. Foi nessa época que começaram a vender uma boquilha que ele mesmo tinha desenvolvido, a 5RV, muito po- pular entre músicos profissionais. O filho de Robert, Bernard Van Doren, abençoado com a habilidade engenhosa do avô, entrou no negócio em 1967. Uma nova série de boquilhas foi desenvolvida sob a supervisão dele, sendo que a B45, em pouco tempo, tornou-se tão familiar quanto a 5RV. Aplicando os mesmos princípios de manufatura que o antepassado, Bernard desenvolveu máquinas mais sofisticadas que possibilita- ram reduzir enormemente o pro- cesso de fabricação, multiplican- do a produção por dez. Além de conter os escritórios da Vando- ren,oedifícioemParisfoirecons- truído para oferecer aos músicos instalações para teste, salas de prática e a Espace Partitions, uma loja especializada em partituras musicais — agora enriquecida com um site que as vende, www.partitionsvandoren.fr. Já na sala Robert Van Doren são rea- lizadas aulas magistrais e atividades (concertos, conferências, apresentação de novas partituras, livros ou CDs). Um pouco de atualidade Atualmente, a companhia, cujos do- NA VANDOREN OUVIMOS OS MÚSICOS COM ATENÇÃO EXTREMA o mais alto possível. Por exem- plo, sempre escolhemos a me- lhor qualidade de vime para as nossas palhetas: só 5% da cana que cultivamos tornam-se pa- lhetas. A cana que não usamos transforma-se em adubo (ferti- lizante natural) ou é queimada para aquecer nossa fábrica”, dis- seEmmanuelTonnelier,gerente- -geral da empresa, além de violinista. A cana, matéria-prima para a fa- bricação das palhetas, é uma planta 100% natural. A Vandoren não utiliza nenhum pesticida durante o cresci- mento dela, nem compostos químicos durante a transformação no produto final. As práticas adotadas contri- buemparaummeioambienteecológi- co — aliás, a quantidade de CO2 (gás carbônico) gerada durante a combus- tão é compensada pela quantidade de CO2 absorvida pela planta durante os dois anos de seu crescimento. Outro dado que reflete a preocu- pação ecológica da empresa: os fun- cionários da fábrica usam veículos elétricos para ir até as plantações, e também de um ponto a outro dentro da fábrica, sem causar poluição. Além disso, usam papelão reciclável ou já reciclado, e protetores feitos com po- lipropileno reciclável. Na embalagem dos produtos, uti- lizam celofane com polipropileno, nos já passam pela terceira geração, é representada em mais de cem paí- ses, exportando mais de 90% de seus produtos. O mix é bastante completo, com ampla opção de boquilhas e pa- lhetas para música clássica e jazz para clarinete e saxofone, além de abra- çadeiras de vários materiais (metal, algodão, couro). “Nossa principal es- tratégia é focar nas necessidades dos músicos e manter o nível de qualidade Linha de produtos Vandoren Conselhos da Vandoren para os músicos É importante não tocar constantemente com uma palheta que é muito dura ou muitomole.Issolimitaráascapacidadesdaboquilhaquevocêtenhaescolhido. Amoleça as novas palhetas: toque com ela vários minutos por dia antes do uso normal. Faça rotação de palhetas: não se acostume a usar só uma, pois se debilitará progressivamente e também os músculos da sua boca. Todas as palhetas usadas posteriormente parecerão muito duras. Escolha a palheta adequada ao lugar onde você esteja: uma mole em um lugar seco, ressonante com ar condicionado, ou uma mais dura em salas acústicas apagadas, no exterior ou em lugares úmidos.
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    60 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Internacional Vandoren nãose trata apenas de ter um contato direto com os distribuidores e músicos, mas também de desenvolver ferramen- tasdemarketingespecíficas,comoestá sendoprevistopelaempresa. mas sempre se atualizam sobre o desenvolvimento de celofane biodegradável, pois será subs- tituído logo que puderem usar métodos de reciclagem para ele. Falando o mesmo idioma A Vandoren atua na América Latina há muito tempo. Por muitos anos a companhia foi re- presentada por uma rede de dis- tribuidorescoordenadaporuma base da Argentina. Emmanuel conta: “Essa pessoa também nos ajudava a desenvolver uma rede de artistas e assessores à medida que ficávamos mais envolvidos no campo musical”. Mas hoje os negócios se realizam di- retamente entre a empresa e seus dis- tribuidores. “Na Vandoren ouvimos os músicos com extrema atenção. Os artistas latinos usualmente tocam produtos que são similares aos que se tocam no resto do mundo. No fu- turo seria interessante descobrir que Raio X: Vandoren Raio X: Vandoren Ano de fundação: 1905 Sede: Paris, França Produtos: boquilhas, palhetas e acessórios Site: www.vandoren.fr No Brasil: Izzo Musical Tel.: (11) 3797-0100 Site: www.izzomusical.com.br Lançamentos 2011 Boquilha Lira 5RV e Boquilha 5JB Para clarinete. Apresenta calibre específico e novo desenho exterior. A 5RV se caracteriza por uma maior abertura e um ponto de apoio melhor, proporcionando entonação, som limpo e erudito, enquanto a 5JB é específica para jazz. Abraçadeiras M|O Para clarinete e saxofone, combinam peso leve, montagem fácil, tensão simé- trica e rápida e dois pontos de contato pequenos só na palheta com uma tensão invertida. Palhetas Java Red Cut Para saxofone tenor, alto e soprano. As palhetas Java Red Cut 2 e 2,5 são mais flexíveis, por serem as únicas da família Java a possuírem casca raspada. tendências surgirão desses mercados e segui-las. Achamos que os merca- dos latino-americanos passarão a ser cada vez mais importantes. Estamos em processo de preparar atividades de suporte para reconhecidos músi- cos nos próximos anos”, adicionou. Parainserir-seaindamaisnaregião, ponto de apoio melhor, proporcionando entonação, som limpo peso leve, montagem fácil, tensão simé- Emmanuel Tonnelier, gerente- -geral da Vandoren e violinista Vandoren: desde 1905 fabricando acessórios
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    62 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mercado NovasEmpresas Sangue novo para aquecer o setor Osetor de instrumentos musi- cais vem crescendo a cada ano e prova disso é o nascimento de novas empresas que ajudam a aque- cer o setor. A Hutch Drums, conhecida por fabricar caixas e baterias de acríli- co, por exemplo, apesar de ter sido cria- da há cinco anos pelas mãos do músico Ivan Copelli, passou a vender direta- mente para as lojas somente em 2011. Na sala de seu próprio apartamen- to, em Guarulhos, SP, Copelli começou a fabricar caixas de bateria em acrílico para uso próprio e a levá-las para seus ensaios em estúdio. Bateristas que divi- diam o mesmo espaço começaram a se interessar pelo som volumoso de suas caixas. Ao saber que ele próprio as havia construído, começaram a encomendá- -las. Edu Salviti, baterista da banda da Rita Lee, foi um dos primeiros experi- mentadores das caixas Hutch. Já com clientes em potencial, o mú- sico passou a precisar de mais espaço. Foi quando seu sogro, o sr. Miguel, dono de uma metalúrgica também de Guarulhos, lhe cedeu um local para produzir seus instrumentos em maior escala dentro da fábrica. Por meio do sr. Miguel, a Hutch deu seu primeiro passo, pois passou a ter estrutura para desenvolvimento dos trabalhos, como também de máquinas e equipamentos específicos para a fabricação dos tam- bores, levando em conta as especifici- dades do acrílico. Com propostas contemporâneas como o ambientalismo, instrumentos de fabricação clássica e equipamentos de áudio modernos, novas empresas chegam para movimentar o mercado brasileiro Por Juliana Cruz Meta ousada da SXA Recém-chegada ao mercado nacional de áudio, a SXA estreou durante a Music Show de Belo Horizonte, em junho deste ano. A nova marca disponibiliza em sua linha atual cerca de dez produtos, mas, segundo a fabricante, o número deverá aumentar até dezembro. Com metas otimistas, a empresa espera crescer 75% em 2012. Top 3 SXA Linha SSW700 Trata-se de uma linha de alto- falantes ambientais, disponíveis em preto e branco, desenvolvida para uso em uma grande variedade de locações. Possui entradas ‘combo’ que combinam conexões XLR e P10. Controles para volume, graves, agudos, switch para funcionamento em mono ou estéreo. Raio X SXARaio X SXA Segmento: Áudio Ano de fundação: 2011 Gerente comercial: Guilherme Zauza Telefone: Comercial (31) 2102-9220 Site: www.sxa.com.br disponíveis em preto Linha SSC200 A linha de arandelas foi desenvolvida para se integrar ao ambiente de maneira harmoniosa. Indicada para uso em uma grande variedade de locações e situações, sendo ideal para uso em áreas públicas. Acompanham sistema de fixação integrado para fácil manuseio e instalação. Linha SSW500 É uma linha de alto-falantes ambientais que acompanha suporte de fixação. Com trafos integrados, dispensam também o uso de transformadores externos e possibilitam compatibilidade em voltagens de 70 V e 100 V. Suas configurações proporcionam qualidade de áudio a distâncias de aproximadamente 300 metros. Top 3 SXA Linha SSW700 Linha SSW500 Linha SSC200 Guilherme Zauza
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    Mercado Novas Empresas WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR63 Conheça a Hutch Drums A fabricante de baterias Hutch Drums produz instrumentos feitos em acrílico e alumínio — materiais recicláveis. “Nossa empresa tem lastro na sustentabilidade, tanto que nosso símbolo é uma folha. Todos os retalhos são enviados para reciclagem. Vale ressaltar que, em primeiro lugar, fomos buscar o acrílico em razão da questão sonora e, ao conhecer mais do material com que passaríamos a trabalhar, entendemos a importância em termos sustentáveis. Foi assim que nasceu a ligação que faltava para a concepção da nossa logomarca”, explica Catarina Rodrigues, gerente administrativa da marca. Octaban Cristal cromado Octoban: 6”x17,5” e 6”x21” Canoas: Hutch em alumínio e latão Aros: Power Hoop Parafusos de afinação: Importados Peles: Octoban (batedeira) — Gess Diferenciais: Acabamento de canoa. Proteção em PVC para contato da canoa com o acrílico (acabamento e proteção). Arruelas de náilon: Integram os parafusos de afinação de todos os tambores, facilitando a afinação. Canoas Hutch: Canoas em alumínio maciço com buchas de latão substituíveis, garantindo força e leveza. Tom-tom e surdo Cristal Tom: 8”x7” e 10”x8” Surdo: 14”x14” Canoas: Ludwig fornecidas pelo cliente Aros: Power Hoop importados Respiros: Hutch, em latão maciço cromado Parafusos de afinação: Importados com a cabeça quadrada Sistema de suspensão: sistema de suspensão universal e clamp holders Gibraltar Quem usa: Ivete Sangalo. Top 3 Hutch Raio X Hutch DrumsRaio X Hutch Drums Segmento: Instrumentos Musicais – Bateria e percussão Ano de Fundação: 2006 Proprietários: Ivan Copelli Lopes da SIlva Telefone: (110) 2809-9900 Site: www.hutch.com.br Diferenciais: Acabamento de canoa. Proteção em PVC para contato da canoa com o acrílico (acabamento e proteção). Arruelas de náilon: Integram os parafusos de afinação de Canoas Hutch: Canoas em alumínio maciço com buchas de latão substituíveis, garantindo força e leveza. Diferenciais: Acabamento de canoa. Proteção em PVC para contato da canoa com o acrílico (acabamento e proteção). Arruelas de náilon: Integram os parafusos de afinação de Canoas Hutch: Canoas em alumínio maciço com buchas Caixa Azul Cristal Caixa: 14”x4” Respiro Hutch, em latão maciço cromado Parafusos de afinação: Importados, com 50 mm, cromados Aro de caixa: Normal Hoop Pinguim cromados Canoas de caixa: Hutch Double-Side Cromadas Automático: Importado, padrão Piccolo Esteira: Gibraltar, 20 fios Quem usa: Marcelo Jorge – bandas These Days e Rising Power Tom-tom e surdo CristalTom-tom e surdo Cristal Tom: 8”x7” e 10”x8” Caixa Azul Cristal Octaban Cristal cromado Foco, sempre Por se tratar de uma empresa de ins- trumentos customizados, a Hutch Drums vem conseguindo manter-se no mercado de forma satisfatória e já co- meça a se destacar, embora ainda seja pequena. Além da proposta sustentá- vel, por conta do material utilizado na fabricação dos instrumentos, ela é a única especializada em tambores em acrílico no Brasil. “Existem algumas pessoas que fazem tambores em acrí- lico, mas não são focadas apenas no instrumento, ou seja, os tambores são feitos em empresas que trabalham com outros produtos em acrílico, por exem- plo, brindes, móveis etc.”, conta. Além disso, a empresa trabalha com restauração de instrumentos fei- tos em acrílico, customização e trans- formação, isto é, com as ferragens do cliente, a empresa constrói um novo casco e cria uma bateria com visual completamente novo. Algumas lojas já começaram a contatar a Hutch Drums a fim de oferecer seus equipamentos exclusivos para a clientela. Com paixão e exclusividade Em janeiro de 2010, outra empresa chegou ao mercado nacional de ins- trumentos musicais: a ARS. A impor- tadora foi fundada em São Paulo, capi- tal, sob o nome ARS Representações, pelo diretor de marketing Antonio Ro- berto Sarti, fã incondicional de Brian May, da banda Queen. Por conta de sua paixão, o empresá- rio conhecia a dificuldade de encontrar osprodutosBrianMayGuitarsnoBrasil. Comisso,decidiusolicitaradistribuição Sr. Miguel e o proprietário Ivan Copelli
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    64 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mercado NovasEmpresas da marca, tornando-se o único representante da BMG na América do Sul. Após um ano e cinco meses, o aval dafabricanteinglesafoidadoeosbrasileirospassaram a ter acesso mais fácil a modelos como o Red Special. Segundo Sarti, o diferencial da ARS está no fato de seguir os direcionamentos dados pela BMG de Lon- dres, que exige a valorização extrema dos padrões de atendimento e qualidade da BMG e da Bass Collection. “Outro diferencial é que oferecemos a manutenção não só dos instrumentos das nossas marcas adquiridos no Brasil pela ARS, mas também aos instrumentos das nossas marcas adquiridos em outros países”, conta. Para tanto, a empresa firmou parceria com o lu- thier Márcio Benedetti, um dos mais requisitados da Rua Teodoro Sampaio — polo de comércio de instru- mentos musicais da capital paulista — e sócio-funda- dor da escola de luthieria BH. “Queremos estimular os futuros músicos, as novas gerações a se aprofunda- rem ainda mais no conhecimento e na prática da cul- tura musical, além de disponibilizar os mais qualifi- cados instrumentos já feitos no mundo”, explica Sarti. De olho na Copa O mercado nacional de áudio também ganhou uma estreia este ano. Em junho de 2011 foi lançada, du- rante a Music Show de Belo Horizonte, a marca SXA. Integrante do Grupo Classic, há mais de 40 anos no mercado de áudio profissional e de instrumentos musicais, a marca foi lançada a partir da análise das oportunidades do segmento de áudio no País. Segundo Guilherme Zauza, gerente comercial da empresa, a SXA dedica-se ao desenvolvimento de pro- dutos de áudio com qualidade e conceitos diferencia- dos,eaapresentaraomercadobrasileirotecnologias ARS: paixão por BMG A ARS Representações nasceu na capital paulista, em 2010, por conta da paixão de Antonio Roberto Sarti pelo trabalho do guitarrista do Queen, Brian May. “A partir da ideia de que a guitarra Red Special era quase uma raridade em um país de dimensões continentais como o Brasil, e de que a revenda mais próxima se encontrava nos EUA, resolvemos solicitar a representação da marca Brian May Guitars para o Brasil”, explica Sarti. Para obter o aval da fabricante, o empresário entrou em contato com a Inglaterra, junto com seu parceiro de logística, e apresentaram o projeto, que foi aprovado quase um ano e meio depois. Top 3 BMG Bass Collection Power Bass Cores: Solar Flare, King Crimson, Jet Black, Powder White, Islington Blue. Escala: rosewood. Trastes: 22 medium; Captadores: Passivos estilo EMG; Controles: Master Volume e Tone; Tarraxas: Cromadas; Hardware: Cromado; Ponte: Cromada estilo vintage; Tamanho da escala: 34”; Encordoamento: Elites Player - Series Gauges: 45-105. Violão Rhapsody Violão eletroacústico baseado na guitarra Red Special. Tampo em solid spruce. Acabamento em pintura fosca acetinada. Braço em nato com escala em ébano, 24 trastes. Marcação em madrepérola. Cavalete em rosewood. Tarraxas BM blindadas Groove. Equalizador B-Band de cinco bandas com pré- amplificação com afinador digital. Captador Piezzo. Violão BM Special Corpo em mogno com câmara acústica. Braço em mogno com 24 trastes (45 mm de largura no traste 0 e 57 mm no traste 24), Escala 24’’ (profundidade de 22 mm no primeiro traste e 24 mm no 12°) em ébano. Dois escudos protetores (um na ponte ). Tremolo flutuante tipo BM. Três captadores Burns Tri Sonic (singles) BM Signature. Um controle de volume e um controle de Tone Masters. Três chaves individuais de on/off (uma para cada captador), mais três chaves individuais de inversão de fase (uma para cada captador). Tarraxas blindadas Groove. Violão Rhapsody Top 3 BMG Violão Rhapsody Violão eletroacústico baseado na guitarra Red Special. Tampo em solid spruce. Acabamento em pintura fosca acetinada. Braço em nato com escala em ébano, 24 trastes. Marcação em madrepérola. Cavalete em rosewood. Tarraxas BM blindadas Groove. Equalizador B-Band de cinco bandas com pré- amplificação com afinador digital. Captador Piezzo. individuais de inversão de fase Violão RhapsodyViolão Rhapsody Violão BM Special Bass Collection Power Bass Violão eletroacústico baseado na guitarra Red Special. Tampo em Corpo em mogno com câmara acústica. Braço em Cores: Solar Flare, King Crimson, Jet Black, Powder White, Raio XRaio X ARS Representações Segmento: Instrumentos musicais Ano de fundação: 2010 Telefone: (11) 2885-5339 Site: www.bmgbrasil.com Antonio Roberto Sarti
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    66 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mercado NovasEmpresas Beyerdynamic em parceria com a PlayTech Empresa alemã, fundada em 1924, especializada em microfones, wireless, fones de ouvido e sistemas de audioconferência. Embora os produtos da empresa já fossem comercializados no Brasil anteriormente, este ano a marca fechou parceria com a rede de lojas PlayTech para estabelecer nova estratégia de distribuição de seus produtos no mercado nacional. Top 3 Beyerdynamic consagradas mundialmente. “O objetivo é consoli- dar-se no mercado nacional nos próximos cinco anos, aproveitando as oportunidades apresentadas em ra- zão dos grandes eventos esportivos que acontecerão no País”, conta. E acrescenta: “Para 2012 a projeção de crescimento é de 75%, visto que a aceitação dos pro- dutos está em crescimento exponencial”. Ampliação das linhas de produtos e extensão das linhas de produtos existentes. Para alcançar meta tão ousada, a SXA aposta na ampliação do número de PDVs e na parceria com lojistas, oferecendo preço com- petitivo e possibilitando boas margens de lucro. “En- tre nossos diferenciais está a agilidade nos prazos de entrega, o desenvolvimento de material de divulgação para o PDV — já previsto para o primeiro trimestre de 2012 — e o trabalho junto às redes sociais para disse- minar a marca entre os consumidores”, afirma Zauza. Hoje a SXA possui cerca de 50 produtos, entre so- norizaçãoambientee lifestyle,masaempresajáprevê novidades para o segundo semestre do ano que vem. Parceria no Brasil Após três anos de crescimento expressivo nas ven- das dos microfones e fones de ouvido Beyerdynamic na rede de lojas PlayTech, as duas empresas deci- diram fazer uma aliança estratégica e estabelecer uma nova unidade de negócios de distribuição para o mercado brasileiro. A nova operação, que teve seu início em março deste ano, trabalha de forma totalmente indepen- dente e é gerida por Marcelo Maurano e Alexan- dre Algranti, representando, respectivamente, a PlayTech e a Beyerdynamic. Segundo Maurano, a mudança nos planos da fabricante de microfones no Brasil se deu por uma soma de fatores. “Os prin- cipais motivos são o ótimo momento da empresa alemã em 2011, com o lançamento de sua linha de microfones Touring Gear; a confiança depositada em seu parceiro de negócios no País; além do óti- mo momento da economia e grande visibilidade do Brasil no cenário mundial”, explica. O empresário complementa com boas notícias para os lojistas: “Vamos oferecer ótimas opções nas li- nhas de produtos que estamos trabalhando, com alta qualidade, preço justo e negociações claras com cada cliente. Temos como premissa tornar a Beyerdynamic uma das mais tradicionais marcas de fones de ouvido e microfones do mundo, disponível ao consumidor brasileiro, fazendo dela uma opção justa e favorável dentro das que temos hoje no País”, concluiu.  MicrofoneOpusTGV96c É um microfone cardioide condensador, com uma reprodução fiel. Segundo a fabricante, até a menor nuance é reproduzida com clareza, além de ter um design sofisticado. Padrão polar: cardioide. Resposta de frequência: 20 – 20.000 Hz. Tipo de transdutor: condensador. Microfone Opus TG V30d S É um microfone supercardioide de entrada de linha, mantendo a fidelidade e a clareza. Padrão polar: supercardioide. Resposta de frequência: 30 – 15.000 Hz. Tipo de transdutor: dinâmico. Fone DT 770 PRO O fone de ouvido fechado promete conforto e desempenho perfeito para estúdios de gravação, pós-produção ou radiodifusão. Traz tecnologia ‘Bass Reflex’ para melhorar a resposta de graves. Construção robusta e de fácil manutenção, com todas as peças substituíveis. Impedância: 250 ohms. Resposta de frequência: 5 – 35.000 Hz. Nível de pressão sonora: 96 db. Microfone Opus TG V30d S É um microfone supercardioide de entrada de linha, mantendo a fidelidade e a clareza. Padrão polar: supercardioide. Resposta de frequência: 30 – 15.000 Hz. Tipo de transdutor: dinâmico. MicrofoneOpusTGV96c É um microfone cardioide condensador, com uma reprodução fiel. Segundo a fabricante, até a menor nuance é reproduzida com clareza, além de ter um design sofisticado. Padrão polar: cardioide. Resposta de frequência: 20 – 20.000 Hz. Tipo de transdutor: condensador. Raio XRaio X Beyerdynamic Brasil Segmento: Microfones, fones de ouvido, sistemas de conferência Ano de fundação: 2011 Telefone: (11) 3064-1188 Site: beyerdynamic.com.br MicrofoneOpusTGV96c Fone DT 770 PROFone DT 770 PROFone DT 770 PRO Marcelo Maurano
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    68 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR E AÍ,CHEFE: VAI UMA INTERFACE AÍ? E AÍ, CHEFE: VAI UMA INTERFACE AÍ? E AÍ, CHEFE: VAI UMA COMPRA AÍ, CARA, TÁ BARATO! INTERFACE AÍ? AÍ, CARA, TÁ BARATO! INTERFACE AÍ? COMPRA AÍ, CARA, TÁ BARATO! COMPRA JOEY GROSS BROWN TECNOLOGIA MUSICAL A POPULARIZAÇÃO DE PRODUTOS VOLTADOS À TECNOLOGIA MUSICAL JÁ É UMA REALIDADE. ACOMPANHE CINCO MANEIRAS SIMPLES DE VENDER TECNOLOGIA EM SUA LOJA COM O MÍNIMO DE INVESTIMENTO Sepudéssemosvoltarnotempo e olhar 20 anos atrás, as frases que dão título a este artigo pareceriam improváveis. No entan- to, observando o mercado atual, po- demos notar que improvável mesmo é isso deixar de acontecer em breve. Em 1991 as portas dos importa- dos se abriram pelo governo do en- tãopresidenteFernandoCollor.Com isso, em nosso segmento, uma cate- goria muito especial de vendedores foi revisitada: o vendedor técnico. Naquela época inventou-se o fa- moso Adat, que nada mais era do que um gravador multipista de valor acessível, mas que alavancou a febre dos home studios mundo afora.home studios mundo afora.home studios Até 2001, passamos por coisas interessantes: a invenção do for- mato Dolby Digital (1992), apare- lhos minidisc foram lançados, o sistema DTS foi implantado (1993), é gerente comercial da Quanta Music e pode ser contatado via e-mail: joey_gross@hotmail.com houve mudanças revolucionárias, por exemplo, os softwares musicais, muito mais fáceis e com mais recur- sos de gravação, edição e definição. Os vendedores de instrumentos musicais dividiram-se em dois times: os que entendiam de tecnologia e os que não queriam saber dela. Em tem- pos de entressafra de mão de obra, os lançamentos foram ficando muito mais constantes e cada vez mais pro- dutos revolucionários entraram no mercado:pequenasinterfacesUSB;sis- temas completos de gravação baseada em software — que realmente qual- quer um podia operar e não somente quem era considerado gênio; teclados controladorescomteclasiguaisaosdos melhores no mercado, e inúmeras ou- tras inovações realmente mudaram O CONSUMIDOR QUE QUER UMA INTERFACE TALVEZ QUEIRA TROCAR SEU INSTRUMENTO E O CONSUMIDOR QUE TEM UM INSTRUMENTO QUER GRAVAR O QUE ELE TOCA os primeiros reprodutores de DVD começaram a ser vendidos no Ja- pão (1995), o primeiro MP3 player foi testado com sucesso (1997) e a Apple iniciou as vendas do primeiro iPod justamente em 2001. Na área de instrumentos musicais também
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    Prepare seus ouvidos paraa Expomusic 2011 NA EXPOMUSIC 2011 VOCÊ SERÁ VIP! S H O W H A L L A METEORO TERÁ UM ESPAÇO ACÚSTICO DE 64 M2 DE MUITO SOM! METEORO CLINIC SHOW HALL!!! 15 CLÍNICAS DOS LANÇAMENTOS 2012 DOS AMPLIFICADORES MAIS DESEJADOS COM OS NOSSOS ESPECIALISTAS DE PRODUTOS E WORKSHOWS COM AS FERAS SIGNATURES. DE 21 A 24 DE SETEMBRO DIARIAMENTE AS: 14h00, 16h00, 18h00 CLÍNICAS E SEMPRE AS 19h00 WORKSHOWS IMPERDÍVEIS. NO DIA 25 AS: 14h00, 15h30, 16h00 CLÍNICAS E AS 17h30 WORKSHOW FINAL. AGUARDE! Meteoro Clinic Show Hall: Rua 11/I/H METEORO CLINIC FAISKA, HÉLCIO AGUIRRA, DANIEL LATORRE, EDU PARRONCHI e MELLO JR. ! vseis.com.br Você lojista, visite o Stand da Meteoro na Expomusic. Prepare-se para os novos lançamentos 2012 e vantagens exclusivas e imprdiveis para sua loja. Stand Meteoro 2011: Rua 9/11/I/H meteoroamplificadores.com.br Prepare seus ouvidos para a Expomusic 2011 NA EXPOMUSIC 2011 VOCÊ SERÁ VIP! S H O W H A L L A METEORO TERÁ UM ESPAÇO ACÚSTICO DE 64 M2 DE MUITO SOM! METEORO CLINIC SHOW HALL!!! 15 CLÍNICAS DOS LANÇAMENTOS 2012 DOS AMPLIFICADORES MAIS DESEJADOS COM OS NOSSOS ESPECIALISTAS DE PRODUTOS E WORKSHOWS COM AS FERAS SIGNATURES. DE 21 A 24 DE SETEMBRO DIARIAMENTE AS: 14h00, 16h00, 18h00 CLÍNICAS E SEMPRE AS 19h00 WORKSHOWS IMPERDÍVEIS. NO DIA 25 AS: 14h00, 15h30, 16h00 CLÍNICAS E AS 17h30 WORKSHOW FINAL. AGUARDE! Meteoro Clinic Show Hall: Rua 11/I/H METEORO CLINIC FAISKA, HÉLCIO AGUIRRA, DANIEL LATORRE, EDU PARRONCHI e MELLO JR. ! vseis.com.br Você lojista, visite o Stand da Meteoro na Expomusic. Prepare-se para os novos lançamentos 2012 e vantagens exclusivas e imprdiveis para sua loja. Stand Meteoro 2011: Rua 9/11/I/H Meteoro Clinic Show Hall: Rua 11/I/H meteoroamplificadores.com.br
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    70 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR a maneirade se relacionar com a tecnologia, fazendo com que a venda desses produtos fosse feita de maneira totalmente diferente de um ano antes. Todas essas inovações da déca- da passada nos fizeram acreditar que uma renovação na equipe de vendas iria acontecer, mas infelizmente esse não foi o caminho adotado; nem pelos vendedores — os que mais teriam a ga- nhar —, nem pelos donos das lojas. Na contramãodisso,ambosisolaram-sena facilidade da venda passiva e receptiva, evitando—e,porquenãodizer,bloque- ando — um conhecimento simples e amplamenteexploradonomundotodo. Alguns poucos importadores in- formais (popularmente chamados de muambeiros) aproveitaram-se desse cenário e com pouco conhecimento passaramaproporcionarosuportemí- nimo—naverdade,papelesperadodas revendasdeprodutosdetecnologia. Como leite condensado Uma cena me chamou a atenção ao visitar uma loja nos Estados Unidos, já há alguns anos: os produtos de tecno- logia eram expostos como latas de leite condensadonossupermercados.Foina GuitarCenter,ondeumapilhadeinter- faces em formato de pirâmide servia como uma fonte, cujos produtos eram ‘pescados’ e imediatamente colocados noscarrinhosdecompra.Incrível,não? Aqui no Brasil ainda tratamos esse tipodeprodutocomoumbichodesete cabeças.Poressemotivo,destavezsaio totalmente da costumeira visão estra- tégicaparadarcincomaneirassimples de vender tecnologia em sua loja com o mínimo de investimento — exceto o feito em produtos, pois sem eles nem adianta continuar lendo: 1. EXPOSIÇÃO Note que fei- rantes costumam colocar os melhores frutos na prateleira de forma que quando o cliente passe se veja atraído por estes e pare na bar- raca. A mesma coisa acontece com produtos de tecnologia: se eles não es- tiverem à vista do consumidor, ele ja- mais vai descobrir que você os vende. 2. MÍNIMO CONHECIMENTO Comissoquerodizermínimo de verdade! Nada de ciência complicada, nada de complexidade! Seria legal decorar os pontos abaixo: USB e Firewire são simplesmente protocolos (formatos) de transferência de dados (informação) entre dispo- sitivos digitais (produtos com esses conectores). Verifique qual conector a interface tem (algumas possuem am- bos — isso não significa ser melhor em nada) e só. O que diferencia um do outro é a velocidade de comunicação. Toda interface necessita de um dri- ver (uma espécie de ‘tradutor’ popu- lar) para se comunicar com o compu- tador. Geralmente esses drivers estão disponíveis no produto ou no site do fabricante. Recomende que seu clien- te/consumidor baixe sempre a versão mais nova e atual. Cuidado com o cabo Firewire! Esse protocolo não funciona como o USB e não pode ser desconectado se algum aparelho se encontra ligado. Conecte e desconecte somente com equipa- mentos desligados. Em contrapartida, dispositivos USB podem ser desconec- tados mesmo ligados (hot plug). Verifique os requerimentos de sis- tema: veja se as especificações do computador atendem à demanda da interface... é só isso. Recomende a seu cliente que o computador dele tenha muita memó- ria RAM, quanto mais, melhor. Isso facilita a gravação e edição de gran- des ou numerosos trechos de áudio e ele não vai ficar lhe telefonando di- zendo que o bicho deu pau. Use o suporte do distribuidor/fabri- cante. Todo fabricante ou distribuidor desse tipo de produtos oferece suporte a seu cliente. Use a seu favor! Deixe o cliente se entender com pessoas que nada mais fazem a não ser explicar os produtos a seu consumidor. Use essa potente ferramenta de venda. Você agrada ao seu cliente pelo atendi- mento e facilidade proporcionada na obtenção do produto e o fabricante/ distribuidor se encarrega de ensinar a ele depois que você vendeu. 3. ATUALIZE SUA EQUIPE DE VENDAS Assine publi- cações que falem de tecno- logia e de seus produtos. Empreste o equipamento a seu vendedor. Deixe-o usar. Nunca é demais dizer: quando o vendedor gosta do que vende, a venda sai muito mais fácil. 4. OFEREÇA MANEIRAS DE SEU CONSUMIDOR CO- NHECER O PRODUTO Uma pequena interface ligada ao mesmo computador que você usa para pas- sar/receber e-mails pode ser o gan- cho para vender mais. Enquanto você calcula o preço da corda, do teclado ou do violão do consumidor, mostre a interface e diga apenas o seguinte: “Puxa, que aparelhinho incrível! Eu consigo gravar minha banda nesta coisa e soa como se eu tivesse ido ao melhor estúdio do bairro”. A curiosi- dade fará o resto por você. 5. COMPLEMENTE A VENDA Tecnologia é também acessó- rio e ao mesmo tempo qual- quer coisa é acessório dos produtos de tecnologia! Mantenha isto na cabeça: o consumidor que quer uma interface talvez queira trocar seu instrumento e — digo isso com 100% de certeza — o consumidor que tem um instrumento quer gravar o que ele toca. É isso. Coloco-me à disposição de qualquer vendedor ou dono de loja que desejeterumaconversaouconsultoria sobre tecnologia e principalmente so- bre a venda dos produtos do segmento demercadoquemaiscrescenoBrasile no mundo. Viva a revolução! n Joey Gross Brown Tecnologia Musical
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    72 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado A MM fará uma década de vida! Para comemorar, fizemos um retrospecto por meio de dez principais temas que influenciaram e transformaram o mercado nesta última década Texto principal: Daniel Neves. Tópicos: Itamar Dantas e Juliana Cruz
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    Capa 10 anosde Música Mercado WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 73 Escrever sobre os dez anos da Música Mercado é algo que me remete a luta e ale- grias. Peço licença para escrever de forma pessoal e relatar o que vivemos nesse período. Di- vido o mercado em fases, como princípio, a par- tir do período militar. Época voltada às empresas nacionais e que produziu gigantes, como Weril, Giannini, Rei dos Violões, Gope, Di Giorgio, Se- lenium, Staner e tantas outras. Essas empresas reinaram absolutas, disputando mercado entre si. A segunda fase veio com a abertura do merca- do, em 1990. A criação de empresas importadoras foidecisivaparaonovoconceitoqueomercadoiria assumir. O ambiente de demanda reprimida por produtos importados foi surpreendente. Criaram- -se ali gigantes como Pride Music, Equipo, Habro, Izzo Musical e tantas outras que vieram depois. As fábricas passaram a sofrer com a concorrência e o real muito valorizado. Essa segunda fase durou aproximadamente dez anos, quando em 1999 o Exclusivo no site!Exclusivo no site! Só no www.musicaemercado.com.br você vai encontrar o texto ‘Muito boato, muita ação’. Uma opinião sobre a movimentação do mercado hoje, por Daniel Neves.
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    74 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado dólar dobrou em relação ao real. Muitas importadoras quebraram, as fábricas conseguiram se estabilizar, visto que a paridade tinha mudado. Música Mercado nasceu como ideia e número zero em 2002. Foi o pe- ríodo de maturação da semente, rabis- cos e projetos no computador. Naquela época, o conceito estava sendo levado a diversas empresas. Algumas disse- ram que era promissor, outras ainda tinham dúvidas se o lojista teria o per- fil de aceitar sugestões que fossem di- ferentes de seu ponto de vista. O resultado veio quando a primeira revista saiu. Telefonemas, empresas inte- ressadas em anunciar, lojas interessadas em receber, representantes em conversar sobre a revista. Pouco a pouco fomos to- mandoforma,escutando,escrevendo. Internacional Pensar em sair do Brasil e criar uma versão em espanhol aconteceu por ne- cessidade. O plano de negócios, elabo- rado no início da revista, já continha o objetivo de atingir 20 países. O passo seguinte foi conquistar a Espanha. Música Mercado criou parce- rias com empresas de todo o mundo — Estados Unidos, China, Espanha, Taiwan, Japão... Pouco a pouco tivemos o privilégio de conhecer ícones, como o sr. Ikutaro Kakehashi, fundador da Roland; Uli Behringer; Craig Zildjian; Remo Belli; Brock Kaericher, da Remo, entre tantos outros. Paralelamente ao nosso desenvol- vimento como empresa, muitas outras coisas melhoraram no mercado. O mar- keting, antes visto por muitos como algo supérfluo, foi de fato desenvolvi- do. A Michael — pertencente ao grupo Classic, que inclui a loja Serenata e ins- trumentos Vogga — surgiu na mesma época da Música Mercado no merca- do brasileiro, com muita ousadia e tra- balho. Empresas nacionais como NIG, Tagima, Santo Angelo, Giannini, Orion e Octagon Cymbals desenvolveram, com criatividade e força, diversas ações de workshops e endorsements pelo País. Asimportadorastambémmudaram suas estratégias, abriram suas vendas, passaramaexplorarmaisoBrasil,como foi o caso da Equipo. Novas estratégias em marketing (novamente ele) foram feitaseaMusicalExpressganhoudesta- que nacional e internacional como dis- tribuidora de acessórios e referência em marketing para o grupo D’Addario. Falar de dez anos de Música Mer- cado é, no fundo, falar de todos aqueles que amam o segmento de áudio, luz e instrumentos musicais. Todos detêm uma parcela de responsabilidade sobre onossoontem,hojeeamanhã.Naspági- GERAÇÃO Y O novo alfabeto do consumo Da X à Z, sem esquecer a Y, aprenda como pensam e como lidar com as diferentes gerações de consumidores Geração é o con- junto de pessoas que nascem na mesma época, com pe- culiaridades de compor- tamento concernentes ao meio ambiente em que cresceram. Assim pesquisadores criaram denominações para po- der verificar como elas agem. Lembra-se dos baby boomers, a geração que nasceu logo após a Segunda Guerra? Eles foram seguidos pela ‘X’, pessoas que chegaram ao mundo entre 1965 e 1977 e que hoje têm entre 30 e 45. Sua principal característica é a busca da estabilidade acima de tudo e manter-se bastante realista perante as adversidades. Assim, levando essa conduta para o consumo, a geração X é, por consequência, mais fiel às marcas e lojas que já co- nhecem, não sentindo muita necessidade de explorar novos locais de compra. Atualmente, porém, as lojas têm se deparado com um problema diferente no que diz respeito a atendimento: a inconstância e infidelidade de seus clientes, já que hoje os principais consumidores pertencem às gerações Y e Z. Segundo o especialista em gestão Tagli Henrique Barsotti, também autor do livro O pulo do gato, focado em estratégias de marketing para lojistas interessados em conquis- tar e manter novos clientes, no acesso mais rápido à informação, a geração Y,
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    Capa 10 anosde Música Mercado nas seguintes, você lerá sobre temas que foram destaque em todos esses anos. Contamoscom suashistórias,refle- xõeseaçõesparaosdezanosseguintes. MúsicaMercadoéumarevistaaberta para sua colaboração. Ela representa e deve representar seu pensamento e ati- tude. Conte conosco! que hoje tem no máximo 30 anos, possui maiores parâmetros de avaliação ao adquirir um produto ou serviço. São mais exigentes, menos pacientes e mais objetivos. Com isso, não apresentam muita fidelidade no consumo. O sócio da Timbres Instrumentos Musicais, Roberto Gonçalves Silva, confirma a dificuldade do varejo falando sobre o perfil de seus clientes: “Com o aparecimento de alternativas para se efetuar a compra, é natural que o consumidor compare fornecedores. Percebo que o cliente na faixa etária entre 20 e 30 anos age de maneira mais oportunista, e não está muito interessado em criar vínculos”. A psicanalista Paula Mantovani acredita que, além do acesso à informação, os jovens estão mais preocupados com o meio ambiente do que as gerações anteriores. Com isso, buscam marcas que estejam em sintonia com seus pensamentos. “Somente via um vínculo sustentável é que o jovem formará seus laços com as marcas e objetos da experiência. Esse é o princípio básico para a entrada numa nova era que se aproxima: a era da sabedoria”, afirma. A letra Z Lojistas que dão preferência aos meios de comunicação mais tradicionais te- rão de se reinventar e aderir à crescente integração dos meios de comunicação para sobreviver, pois as gerações Y e Z se acostumaram a receber informações de diversas fontes, sendo muitas delas não confiáveis. É importante, então, propor- cionar,alémdasfacilidadesdeinteração, um serviço de qualidade, no qual elas possam desenvolver um laço de confian- ça com o estabelecimento e voltarem semprequesentiremnecessidade. O especialista em comportamento do consumidor e professor de Ciências do Consumo Aplicado da ESPM Fábio Mariano Borges concorda que focar em um atendimento de qualidade sempre foi e sempre será a melhor maneira de garantir uma clientela fiel, isso somado, é claro, à adesão aos meios digitais, em especial para mercados segmentados, como o de instrumentos musicais. A melhor forma de conquistar a geração Z, que chegará aos 20 anos por volta de 2015, é usar, além dos sites de relacio- namento on-line, as possibilidades de divulgação oferecidas com os ‘torpedos’ (SMS), meios de comunicação mais usa- dos pelos jovens da atualidade.
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    76 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado Já se foi o tempo em que o consumi- dor se conformava com os 10% de desconto para compras pagas à vis- ta ou com parcelamento em seis vezes sem juros. Quando o assunto é preço, os compradoresmodernos,jáhabituadosàs facilidadesoferecidaspelatecnologia,são implacáveis.Querempagaromenorvalor possível com o maior número de presta- ções. Isso acontece, em especial, graças à enorme quantidade de sites destinados a comparar preços. Entre os mais conhe- cidos estão o Buscapé, Bondfaro, Já Cotei e Mercado Livre. Alguns deles, como o Já Cotei e o Buscapé, indicam o preço pra- ticado também em lojas físicas, favore- cendo o varejo tradicional. Já o Mercado Livre realiza vendas on-line, geral- mente com preços bastante compe- titivoseprodutosquestionáveiscom relaçãoàprocedência. Ricardo Toshiaki, vendedor da loja Hendrix World Music, acredita que as vendas diminuíram com a chegada das lojas virtuais. “A inter- net tirou uma fatia grande de nos- so mercado em relação a pedais e itensdebaixovalor.Perdemosmui- to para grandes sites, como eBay [site dos EUA similar ao Mercado Livre], em compras com valores de até 500 dólares. Já para guitarras, teclados, pianos e ou- tros instrumentos grandes, o pessoal dá preferênciaporcomprarnaslojas,talvez por medo de não receber ou de algum problema com o transporte”, explica. Clientes adeptos do parcelamento tendem a preferir a compra via web por conta dos prazos e valor, muitas vezes, inferior ao praticado nas lojas. Thiago Mendes, gerente comercial do site e do televendas da Hendrix, falou sobre o as- sunto: “Somente o valor à vista é igual paralojaesite.Osclientesquecompram pelo televendas o fazem pela comodida- de de receber o produto em casa após ser atendido por um vendedor. No site, a venda é puramente eletrônica e a úni- ca interação com os vendedores é via e-mail, no entanto, as condições de par- celamento são realmente melhores por serem no cartão de crédito, meio prefe- rido por clientes por também ser uma forma virtual de pagamento”.  Segundo dados contidos na 24ª edi- ção do relatório WebShoppers, realizado pela e-bit, com o apoio da Câmara Bra- sileira de Comércio Eletrônico, o fatura- mento do comércio eletrônico durante o primeirosemestrede2011foideR$8,4bi- lhões. “O e-commerce vem evoluindo em larga escala nos últimos anos. O que es- tamos presenciando agora é uma conso- lidação do setor, tendo em vista o grande número de entrantes nesse primeiro se- mestre,contribuindocomofaturamento do período. Além disso, o e-consumidor estácadavezmaissatisfeitocomosservi- çosprestadospelaslojasvirtuais,que,por suavez,estãomaispreparadasparaaten- der à crescente demanda de pedidos”, ex- plicaPedroGuasti,diretor-geraldae-bit. Especialistas esperam que o comércio eletrônico apresente um faturamento de R$ 18,7 bilhões ao final de 2011, acréscimo de 26% em relação a 2010, quando o setor fatu- rou R$ 14,8 bilhões. É importante para o comerciante aceitar que o e-commerce é uma realidade, e de- verá aumentar gradativamente nos próximos anos, porém não pode ser considerado motivo para os lojistas físicos investirem apenas em seus por- tais da web e se esquecerem da venda corpo a corpo. Segundo Ricardo Augus- to de Oliveira, responsável pela área de sistemas e projetos do Banco Carrefour, o brasileiro tem necessidade de diálogo, de interação, então é importante traçar estratégiasquelevemousuáriodainter- net para a loja, como promoções exclu- sivas para a loja física em redes sociais e até mesmo no próprio site do estabe- lecimento. Uma vez na loja, invista em atendimento de qualidade, atencioso e objetivo, para conquistar a confiança do cliente e, quem sabe, fidelizá-lo. LOJAS VIRTUAIS X FÍSICAS A um clique do desconto O e-commerce vem crescendo cada vez mais no Brasil, mas isso não é motivo para deixar de investir no PDV O E-CONSUMIDOR ESTÁ CADA VEZ MAIS SATISFEITO COM OS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS LOJAS VIRTUAIS
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    78 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado Embora ainda existam comer- ciantes temerosos a respeito de custos e treinamentos ao se li- dar com tecnologia, muitas lojas já tra- balham com computer music. Segundo Joey Gross, gerente comercial da Quan- ta Music, em algum momento o cliente que compra guitarras, baterias etc. vai querer registrar sua performance. “É aí que ele deve saber quais são suas op- ções em termos de equipamentos. Se a cada consumidor que entrar na loja for oferecida a oportunidade de conhecer tais produtos sem forçar a venda, uma semente estará sendo plantada para colher os frutos em breve”, explica. Ainda de acordo com o gerente co- mercial, as lojas que revendem produtos distribuídos pela Quanta vêm crescendo de forma contínua. “Estabelecimentos que atuam nos diversos segmentos vêm encontrando uma oportunidade gigan- tesca na venda de tecnologia e separando espaços para maior foco no setor. Lojas que começaram com menos de 2% do fa- turamentoemprodutosdetecnologiahoje atingem30%comessesprodutos”,conta. A democratização da produção musical só foi alcançada com a acessi- bilidade e a popularização dos produ- tos de tecnologia musical. A velocidade na troca de informações e o alcance da divulgação pela internet são infinita- mente superiores se comparados a ou- tros meios de comunicação, e com uma vantagem: são muito mais baratos. Um fator determinante para bara- tear a tecnologia foi a substituição das mídias analógicas pelas digitais. No passado poucos tinham a possibilida- de de adquirir um gravador Tascam e mesmo esses ‘privilegiados’ tinham de desembolsar um bom dinheiro por ro- los de fitas para produzir fonogramas de qualidade. Alguns estúdios reuti- lizavam essas fitas, o que significava ainda perda de qualidade, além de ser uma operação difícil, que gerava o custo de um especialista. Atualmente, computadores velozes, HDs, pen dri- ves, facilidade na gravação de CDs e DVDs–cadavezmaisbaratos–garan- tem qualidade sonora e simplicidade deuso.Comumcomputador,ousuário pode acumular as funções de produtor musical, técnico de som, músico e distribuidor fonográfico. Já a tecnologia de ponta – leiam-se produtos ino- vadores – terá sempre um custo mais elevado do que os outros pro- dutos, mas é o progresso constante de tecnologias que as tornam acessíveis. Ou seja, o produto quehojeéinacessívelparaamaiorparte dos consumidores amanhã poderá ser o mais vendido da sua loja. A evolução e a queda dos preços dos produtos digitais nos últimos anos estão nos levando cada vez mais a entender o conceito de computer music não como um departamento e sim como tendência de integração de tecnologia digital com praticamen- te todos os departamentos de uma loja de instrumentos musicaisoudeáudio. TECNOLOGIA Hi-tech popular O uso de interfaces de áudio domésticas vem aumentando, mas isso não quer dizer que a venda de instrumentos tem diminuído passado poucos tinham a possibilida- progresso constante de tecnologias que
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    80 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado 80 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Nos últimos anos o mercado brasileiro observou sérias mu- danças no que tange à distri- buição de produtos. Muitas empresas e grupos internacionais têm ficado de olho no consumidor nacional após a recessão instalada nos Estados Unidos e na Europa. Para se ter ideia, antes o Brasil representava 1% do mercado mundial e não merecia tanta impor- tância, como adoravam frisar as gran- des empresas internacionais. Veja a diferença para hoje: a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econô- mico (OCDE) calcula que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, após o crescimento de 7,5% constatado em 2010, será neste ano de 4,1%. Para 2012,aascensãoprevistaficouem4,5%. Para os próximos anos a tendência é que a economia nacional continue cres- cendo, em especial no setor de áudio e iluminação, por conta da Copa do Mun- do e das Olimpíadas. O Harman Group, por exemplo, um dos mais poderosos grupos de áudio do mundo, fez, nesse sentido, a primeira grande movimentação do mercado, com- prando a brasileira Selenium, em julho do ano passado. Acer- tou em cheio: após um ano, 68% de seu lucro mun- dial foi gerado pelos países do Bric(Brasil,Rússia,ÍndiaeChina). A compra da Selenium movimentou osetorefoiumaalavancaparaamudan- çadedistribuiçãodaBehringer,quepas- soudaEquipoparaaProShows,alinhan- doosplanosdeUliBehringeraoimpacto da entrada da gigante norte-americana, já que Vladimir de Souza, proprietário da ProShows, é ex-CEO da Selenium... A ProShows também anunciou o lança- mento de novas marcas no mercado, en- treasquaisseencontramanorte-ameri- canaEAW,deáudioprofissional.Ositens da marca equipam importantes centros esportivos mundo afora, como o Dodger Stadium, de Los Angeles, o Yankee Sta- dium,entreoutros. Nesse meio-tempo, até a Bose, famo- sa fabricante de equipamentos de sono- rização, trocou sua distribuidora pela Marutec. A empresa nacional já está trabalhando com a companhia de áudio norte-americana desde julho de 2010, inclusive recebendo projetos de sonori- zação por parte de lojas. NOVAS EMPRESAS A bola da vez Com o advento da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil nos próximos anos, muitas empresas internacionais começam a se interessar pelo mercado do País ASCENSÃO ECONÔMICA Disque C para comprar Compradores emergentes têm se mostrado um desafio para o varejo por terem hábitos de compras peculiares. Conheça-os melhor para traçar sua estratégia de venda canaEAW,deáudioprofissional.Ositens zação por parte de lojas. ECONÔMICA canaEAW,deáudioprofissional.Ositens zação por parte de lojas.
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    84 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música MercadoCapa 10 anos de Música Mercado Ogrande motor do consumo nacional dos últimos anos tem sido a nova classe mé- dia, composta principalmente de brasileiros que ascenderam à clas- se C. Porém, muita gente esquece que esse grupo, segundo o Critério de Classificação Econômica Brasil, divide-se em C1 e C2, segmentos que podem ser bem diferentes entre si. Uma análise divulgada pela empre- sa de pesquisa Nielsen evidenciou as diferenças entre as duas classes C. Segundo o estudo, enquanto a faixa superior, que conta com 46,5% dos consumidores C, tem renda familiar de R$ 1.391, a faixa inferior, onde estão 53,5% dessas pessoas, ganha apenas R$ 933 por mês. Com isso, é claro que o compor- tamento desse público na hora da compra é diferente. Por exemplo, preço para pessoas da classe C1 é im- portante, mas para o consumidor C2 é determinante. Mais uma diferença importante entre consumidores C1 e C2 — a classe C1 acha que a publici- dade é um importante instrumento de informação para que conheçam as marcas. Já a C2 acha que todas as propagandas são mentirosas. Por conta disso, poucas empre- sas conseguiram entender os va- lores, desejos e necessidades dessa parcela da população. A baixa renda não compra mais apenas o que é ne- cessário. O que antes era um sonho distante passou a ser visto como uma meta ao alcance de todos e, por isso, o esforço para ob- ter o desejado é maior, excelente oportunidade para as empresas que souberem di- recionar seu foco para esse público. Na hora de comprar, há caracte- rísticas que não mudam. A principal é a preferência por produtos reconhe- cidos como de qualidade. Cada vez mais, o cliente de baixa renda é fiel a marcas que transmitam segurança, para não correr o risco de investir o orçamento apertado de forma erra- da. Para os emergentes, consumir vai além. É sentir-se incluído. “Quando compra um computador, o consumi- doremergenteestádandoparaofilho achancedeterumavidamelhor.Para amulher,oinvestimentoemprodutos de beleza aumenta a possibilidade de dar certo no mercado profissional. Os momentos de consumo são momen- tosdecelebração”,explicaRenato Meirelles,sócio-diretordoinstitutode pesquisasDataPopular. Uma peculiaridade da classe C é o hábito de compra compartilhada. Maisdoquequalqueroutroconsumi- dor, o emergente costuma se juntar a parentes e amigos para conseguir preçosmaisbaixos,sejanosupermer- cadoatacadistaounalojadematerial escolar. De acordo com um levan- tamento do Data Popular, 39% dos entrevistados das classes C e D par- ticiparam de alguma compra com- partilhadanoperíododeummês,en- quantonaABonúmerocaipara10%. Com isso em mente, anunciar produtos em sites de compras cole- tivas pode ser uma forma interes- sante de atrair esse público, que, por sua vez, será conquistado por meio do investimento em vantagens no pagamento e atendimento que evite discursos moralistas que condenem o cliente, seja por consumir produ- tos piratas, ou por gastar todo o seu salário em produtos de marca. Para acabarcomopreconceito,asempre- sas precisam ensinar o consumidor a usar o crédito a seu favor e a fazer a escolha do melhor preço, valo- rizando o processo de compra. 10 anos de Música Mercado ter o desejado é maior, excelente oportunidade tosdecelebração”,explicaRenato 10 anos de Música Mercado uma meta ao alcance de todos e, por isso, o esforço para ob- ter o desejado é maior, QUANDO COMPRA UM COMPUTADOR,QUANDO COMPRA UM COMPUTADOR, O CONSUMIDOR EMERGENTE ESTÁ DANDO PARA O FILHO A CHANCE DE TER UMA VIDA MELHOR. PARA A MULHER, O INVESTIMENTO EM PRODUTOS DE BELEZA AUMENTA A POSSIBILIDADE DEBELEZA AUMENTA A POSSIBILIDADE DE DAR CERTO NO MERCADO PROFISSIONALDAR CERTO NO MERCADO PROFISSIONAL
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    86 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado Desde 2008, quando foi aprovado o projeto de lei que reintrodu- ziu a lei de música nas escolas, o mercado de instrumentos musicais e áudio profissional ficou ‘ouriçado’: em- presas passaram a fabricar instrumen- tos musicais infantis; as lojas, em parce- ria com os fabricantes, criaram espaços específicos para as crianças nos PDVs; e várias empresas do setor começaram a implementar projetos de incentivo à educação musical pelo País. Conforme já publicado na MM, a Francal divulgou números muito oti- mistas para o mercado brasileiro, com um crescimento que se revelaria ainda em 2012. A promotora de eventos pre- via um aumento de faturamento de R$ 600 milhões para o setor, chegando a R$ 1,2 bilhão até 2012, e o número de estudantes de música também aumen- taria dos atuais 5 milhões para 34 mi- lhões no mesmo período. Agora, com a lei nº 11.769 já em vigor, parece que o mercado se deu conta de que precisará trabalhar muito mais para conseguir o esperado crescimento nas vendas. Háumconsensoentrepesquisadores do ensino musical: não há profissionais capacitados em número suficiente para dar conta da demanda criada com a in- trodução da lei. “A lei ainda precisa ser MUSICALIZAÇÃO NAS ESCOLAS Aprendendo a ensinar revista. O ideal é que haja profissionais capacitados tanto em música quanto em educação para dar as aulas. Mas era pre- ciso dar o primeiro passo para que o pro- jetoseconcretizasse.Issofoifeito.Eagora será adequado às novas demandas que forem surgindo com o tempo”, ressalta a educadora Cristal Velloso, responsável pelo Programa Sopro Novo, da Yamaha. Ainda falta muito, mas muito mesmo, parasechegaraopadrão‘ideal’deensino. Licitações por aí Com a instituição da lei, começaram a ‘pipocar’ licitações para compras de ins- trumentos musicais em diversas partes do País. As diferenças entre as licitações são muitas, já que o governo federal deu liberdade total para que as escolas façam suas escolhas com relação aos instrumentos para utilizar e o método de ensino. Porém, uma tem sido mais frequente: a aquisição do Kit Fanfarra. De acordo com nota publicada pelo MinistériodaEducação,oProgramaMais Educação, instituído pelo Governo Fede- ral, distribuiu, em 2009, instrumentos de fanfarrapara1.239escolas.Em2010,onú- mero cresceu, foram cerca de 2.700 esco- las;epara2011aestimativaédequemais 3.500escolasrecebamessematerial. Mas a entrada das lojas nas licita- ções ainda gera divergências entre lojis- tas do setor. Para uns, o modelo ajudou a tirar o estabelecimento do vermelho e ‘engrenar’ os negócios. Outros acham que esse modelo de licitações ainda não é bem definido, o que dificultará a continuidade comercial nos próximos anos. “Participamos da licitação de uma escola, com um valor de R$ 15 mil para a compra de instrumentos. Mas os equi- pamentos de que eles precisavam não chegavam a esse valor e eles pediram para eu colocar um valor mais alto na nota fiscal, para que pudessem comprar umcomputador.Eunãopossofazerisso. Propus que levassem acessórios para os instrumentos adquiridos: boquilhas e peles, por exemplo, mas a licitação não permite isso. Só se podia vender instru- mentos. Perguntei como eles iam fazer a reposição das peças depois e eles não sabiam. Não quero fazer uma venda só”, relata o lojista Rogério Aquino, da loja Eletro Musical, de Divinópolis, MG. Já para o empresário Tony Zégas, de Timbaúba,PE,aslicitaçõesnasuaregião foram fundamentais para regularizar as contas no início do negócio. “No período dos desfiles de 7 de setembro [em 2010], elevei minhas vendas em 200% em re- lação aos demais meses do ano”, conta o empresário. Fato é que a lei de música nasescolasjáérealidadenoBrasil.Agora também é responsabilidade dos empre- sáriosdosetordesenvolverseusnegócios para disseminar a implantação da lei por todo o País. Afinal, todos ganham com ela funcionando a todo o vapor. Em agosto entrou finalmente em vigor a lei que traz aulas de música para escolas do ensino fundamental e médio. Mas e os resultados? a lei que traz aulas de música para escolas do C M Y CM MY CY CMY K
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    88 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado Asfeirasdenegóciosoutradeshows são essenciais em qualquer setor da economia. O relacionamento entre fabricantes, fornecedores e público final, além da exposição dos produtos e tendências,éaprincipalcaracterísticaque levaesseseventosaosucesso. No mercado de instrumentos musi- cais e áudio, as feiras mais conhecidas mundialmente são três: Musikmesse, na Alemanha; Music China, em Xan- gai; e Namm Show, em Los Angeles. Na América do Sul, podemos destacar a Expomusic e a AES Brasil, realizadas na capital paulista. Uma grande quantidade de lojistas e fabricantes na- cionais vai até tais even- tos conferir as novidades em produtos, expor seus equipamentos e ampliar seu networking com re- presentantes e comer- ciantes de outras partes do mundo. Nos últimos anos, dois fenômenos podemservistosnomercadodeinstru- mentos musicais e áudio profissional com relação às feiras. A Namm e a Mu- sikmesse parecem ter deixado de ser tão distantes dos fabricantes nacionais e já é de praxe conferir a presença de fa- bricantes brasileiras expondo seus pro- dutos nos EUA e na Alemanha, fora o número de visitantes brasileiros. E, no Brasil, as feiras regionais também vêm demonstrando ser uma importante fer- ramenta na aproximação entre lojistas, fabricantes e distribuidores. A feira Music Show, criada em 2007, possui sete edições anuais em diferentes Estados, reunindo entre 30 e 40 empre- sas do segmento, aproximando lojistas de regiões fora do eixo Rio-São Paulo a FEIRAS DE NEGÓCIOS Todo produto deve ir aonde o cliente está As feiras de negócios deram ao setor de instrumentos musicais nos últimos anos um crescimento significativo de venda, profissionalismo e incentivo fabricantes e distribuidores. “A Music Show tem o objetivo de fortificar, criar elos, reatar parcerias, além de oferecer melhores condições em compras e ven- das. Não é uma feira nacional. É uma feira de relacionamento focada também no desenvolvimento do mercado regio- nal”, ressalta Daniel Neves, produtor dos eventos. Opinião reforçada pelo lojista Ronaldo Cardoso, da Betel Instrumentos Musicais, de Timóteo, MG: “Elas contri- buem muito porque ficam mais perto e, assim,conseguimosconhecerasnovida- des do mercado da música, além de faci- litarnossocontatocomosfornecedores”. Segundo dados fornecidos pela Ubrafe, União Brasileira dos Promoto- res de Feiras, em 2011 os trade shows deverão movimentar no Brasil cerca de R$ 3,5 bilhões. A China se apresenta A entrada do gigante asi- ático no circuito de feiras internacionais foi uma grata surpresa. Em 2002, quando foi realizada a primeira feira da Musi- kmesse, a Music China, em Xangai, sinalizou a importância dos produtos chineses no mercado internacional de instrumentos musicais e áudio profis- sional. Agora a novidade é a instala- ção de uma nova feira da Musikmesse, em parceria com a Namm, na Rússia. AfeirasechamaráNammMusikmes- se and ProLight + Sound Russia e ocorre- rá no Expo Center, de 16 a 19 de maio do ano que vem. A intenção do novo trade show é crescer em novos mercados e be- neficiar o desenvolvimento profissional e aeducaçãomusicalnaregião.Omercado russo tem grande potencial devido à sua vasta população (cerca de 145 milhões de pessoas)eàculturamusicaldesenvolvida. O volume do mercado de instrumentos e tecnologia da Rússia é estimado em 600 milhões de euros, ou seja, promete! A MUSIC SHOW É UMA FEIRA DE RELACIONAMENTO FOCADA TAMBÉM NO DESENVOLVIMENTO DO MERCADO REGIONAL
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    90 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado Os empresários de todos os seto- res do mercado nacional tive- ramdeseadequar,nosúltimos anos,aumasériedealteraçõesnoreco- lhimento dos tributos para os governos estaduais e federal. As medidas têm caminhado no sentido de combater a sonegação de impostos, digitalizando todas as operações contábeis e fiscais. Com as alterações, não faltaram re- clamações por parte do setor empre- sarial. Vicent Baron, sócio-diretor da Vallua Consultoria, fez uma análise para a MM sobre as consequências das no- vas medidas: “O maior problema pode estar relacionado à complexidade do nosso sistema tributário e à falta de co- nhecimento. Pequenos e médios empre- sáriospodemsedeparar,inclusive,coma quedaderentabilidade”,explicou.Ecom- plementou:“Alémdafacilidadeeagilida- de de gestão, o problema da sonegação é umdosprincipaismotivadoresdaimple- mentaçãodoregistroeletrônico”. Para atender à demanda de todas as exigências foi preciso que o empresaria- do investisse, inclusive, em tecnologia, como softwares e até mesmo capacita- ção de funcionários. Segundo Baron, a visível queda de rentabilidade durante o processo de transição e o aumento de gastos fazem com que essas mudanças sejam avaliadas como negativas pela classe empresarial. Porém, é preciso analisarasoportunidadesqueseabrem. “Trata-se de um momento delicado, que pode favorecer a avaliação do negócio e da forma de gestão. Os gestores podem, e devem, aproveitar todas as mudanças para fazer uma grande análise do seu negócio. É preciso identificar oportuni- TRIBUTOS Leão virtual: muito mais tangível Mudanças na tributação para a classe empresarial no Brasil apertaram o cerco contra a sonegação. Com a digitalização dos processos, a tendência é haver cada vez mais controle por parte do Estado dades para melhorar processos, aumen- tar a produtividade e a rentabilidade”, fi- naliza. Confira as principais mudanças: Sped Uma das grandes mudanças que hou- ve nesse sentido foi a criação do Sped, programa que entrou definitivamente em vigor no final de 2010. A medida permiteoacompanhamentoemtempo real das operações comerciais pelo Fis- co, além de garantir às empresas uma significativa redução em seus custos e despesas operacionais, com a extinção da nota impressa em papel. PauloVianna,gerentedenovosnegó- cios da SafeNet Brasil, explica como fun- cionaosistema:“OSpedéumsistemade tratamento das informações contábeis gerado pelo programa de contabilidade da empresa. Ele deve gerar um arquivo queserásubmetidoaoProgramaValida- doreAssinador(PVA),fornecidopelogo- verno (Fazenda Estadual). É semelhante ao programa do Imposto de Renda, que todos conhecem. O arquivo a ser valida- do contém a escrituração da empresa. Portanto, não se trata de ‘digitalizar’ os documentos: o arquivo a ser enviado já ‘nasce’emumformatoeletrônico”. Escrituração fiscal digital Integrante do Sped, a Escrituração Fiscal Digital, conhecida como EFD, é um dos pilaresmaisimportantesdaReformaTri- butária, pois substitui todos os livros fis- cais por arquivos digitais, tudo para cru- zar os dados entre as esferas tributárias estaduais e federais. A EFD substitui os livros:deRegistrodeentradasesaídas;de Inventário;deApuraçãodoIPI;deApura- ção ICMS — todos mensais, exceto o de inventário,comentregaanual. Substituição tributária A ST entrou em vigor em dezembro de 2008 e mudou as formas como comer- ciantes e fabricantes recolhem os im- postos sobre os produtos que vendem. Vicente Sevilha, consultor e contador, explicou à Música Mercado como funciona o mecanismo. “O fabricante, ao vender seus produtos, efetua dois cálculos distintos: o cálculo do valor do ICMS relativo à sua venda e o cál- culo do valor do ICMS que seria pago pelo lojista no antigo sistema, quando ele vendia os produtos ao consumidor final. Agora, no momento da emissão da nota fiscal, além de emitir o valor do ICMS próprio, o fabricante/importador também vai cobrar do lojista o valor do ICMS que seria dele. Já o lojista não recolherá mais nenhum ICMS quando vender esses produtos, pois já o pagou pela ST quando os comprou”, explica. Desde sua implementação, diversas críticastêmsidofeitasquantoàefetivida- de desse novo sistema. Luís Nassif, jorna- lista econômico referência na imprensa brasileira,fezseverascríticasaoprocesso: “Ao jogar todo o pagamento no fabrican- te, independentementedo setor, tem-se o casodoalambiquedointeriorpassarase responsabilizarpelopagamentodeICMS daredeCarrefour,porexemplo”.
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    Capa 10 anosde Música Mercado WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 91 Nota fiscal eletrônica Instituída em setembro de 2006, a NF-e veio substituir a tradicional, im- pressa em papel. Gildo Freire de Arau- jo, vice-presidente de desenvolvimen- to profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP), explica sua impor- tância: “A NF-e será o caminho daqui para a frente, pois é dinâmica, segu- ra e fornece as informações de modo mais claro e padronizado”. O objetivo é que, no curto prazo, to- das as empresas que estiverem ligadas às associações comerciais possam emi- tir, gerenciar e armazenar notas fiscais eletrônicas, que podem ser customiza- dasedisponibilizadaspelossitesdasFe- deraçõesdasAssociaçõesComerciaisde cada Estado. Em abril deste ano tornou- -se obrigatória a emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) na versão 2.0. Supersimples AtualmenteestánoCongressooProjeto de Lei Complementar (PLP) 87/11, que reúne alterações na Lei Geral da Micro ePequenaEmpresa.Entreasmudanças, aumenta o teto da receita bruta anual dasempresasdoSimplesNacional,tam- bém conhecido como Supersimples, de R$ 240 mil para R$ 360 mil para micro- empresas; e de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões para as pequenas. Cria, ainda, o parcelamento, em até 60 meses, dos débitos tributários das empresas que utilizam esta tribu- tação — o que hoje não é permitido. A proposta também aumenta de R$ 36 mil para R$ 60 mil a receita bruta anual do Empreendedor Individual — profissionais que trabalham por conta própria, como cabeleireiras e chavei- ros. Pelo novo projeto, as empresas do Simples também poderão exportar até o valor total da sua receita bruta anu- al sem serem excluídas do sistema. Assim, por exemplo, quem estiver no teto máximo de R$ 3,6 milhões poderá exportar mais R$ 3,6 milhões sem ser obrigada a deixar o Simples. AChina teve o maior cresci- mento econômico dos úl- timos 25 anos de qualquer outro país. Desde a sua nova política de mercado, inaugurada em 1987, ela vem crescendo a uma taxa média de 10% ao ano, chegando, em 2010, a ser a segunda maior economia do plane- ta, abaixo apenas dos Estados Uni- dos, lugar ocupado até hoje. Patinho feio Durante a década de 1990, os pro- dutos chineses ainda eram vistos como o ‘patinho feio’ do mercado mundial. Naquela época os dizeres ‘made in China’ eram sinônimo de falta de qualidade, preconceito glo- bal. Mas, devido aos baixos custos para fabricação em território chi- nês, empresas de diversas partes do mundo começaram a manufaturar por lá, baixando drasticamente seus custos de produção. Mudanças de aspectos Com a entrada cada vez maior de grandes multinacionais fabricando no país, a indústria chinesa foi se especializando, visto que diversas empresas começaram a levar toda a expertise que já aplicavam em suas terras natais. Profissionais de diver- sas partes do mundo passaram a acompanhar as etapas da produção, garantindo, assim, uma melhoria sig- nificativa na qualidade dos produtos. De olho no crescimento do país e em busca de melhorar o aprovei- tamento na China, a Behringer, em 2002, foi a primeira empresa a ins- talar uma fábrica própria em terri- tório chinês. Uli Behringer, CEO da companhia, salienta: “Quando viajei para lá pela primeira vez, há quase 20 anos, os custos eram muito baixos. Agora, na China, e em todo o resto do mundo, os custos são altos. Não adianta que a região ofereça apenas vantagens de câmbio, a fábrica deve ser eficiente na China ou em qual- querpartedoglobo,senãonãosobre- viverá. O segredo não é o produto em si,masainfraestruturaportrásdele”. Marca de um lugar, produto de outro Para completar, diversas empresas dediferentessetoresvêmfazendono- vas transações a partir do sistema de OEM, sigla para original equipment manufacturer. A iniciativa consiste na criação de uma marca no país de origem, mas fabricação em outro. Nesse caso, toda a responsabi- lidade sobre a marca se dá pela em- presa que a distribui, inclusive com relação à qualidade dos produtos, campanhas de marketing e todas as questões legais. No Brasil, OEM Made in China A China é o maior fenômeno econômico mundial das últimas décadas. Com preços baixos para fabricação, o que se viu recentemente foi a grande melhoria na qualidade de seus produtos que se viu recentemente foi a grande
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    92 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa 10anos de Música Mercado diversas companhias fazem uso dessa estratégia de negócios. Na verdade, atualmente, é difícil achar uma marca que fabrique exclusivamente por aqui, devido aos benefícios financeiros propor- cionados pela prática do OEM. Simone Pratesi, diretor finan- ceiro da BC Speakers, empresa originária da Itália, ressalta a im- portância da fabricação na China em meio à alta competitividade ao redor do mundo. “Nos últimos 20 anos temos visto uma reação mui- to grande a esse fenômeno, em que a produção em massa tem se ins- talado na China. Na realidade, hoje é quase impossível competir de outra forma – e um país que tenha mão de obra mais cara não é capaz de sobreviver nesse mercado. Nos- so foco está em redefinir o design e as aplicações do produto, compro- metidos com a alta qualidade, e é por isso que podemos competir”, defende o executivo. Ofuturodosnegóciosnopaís Segundo dados recentes do Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB, na sigla em inglês), a economia chi- nesa deve crescer 9,6% ainda em 2011. Em decorrência da pressão inflacionária e do aperto na política monetária,háaexpectativadeuma moderação no ritmo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Porém, o crescimento ainda se de- monstra acima da média de qual- quer outro país. Os discursos ao re- dor do mundo já vêm mudando há algum tempo em relação à China. De fornecedor de produtos de baixo custo, ela passa a ser considerada um grande mercado consumidor, sedento por entrar na cultura de consumo global. Com um cresci- mentoeconômicoestáveleumapo- pulação de 1,4 bilhão de habitantes, não é difícil perceber por quê. Atualmente, a maior parte do faturamento do setor de áudio profissionaleinstrumentosmu- sicais se deve a um grande fenômeno dos últimos anos no Brasil: o crescimen- to das igrejas evangélicas. É comum que elas invistam mais na preparação de seus templos com boa estrutura de áu- dio para receber bandas e proporcionar música a todo o volume, além de uma sonorização bem planejada para que as palavras do pastor ressoem com quali- dade em todos os cantos do ambiente, isso sem contar as marchas, que movi- mentam as locações de equipamentos. Se em 1960 o número de evangéli- cos era de apenas 4 % da população, em 2009, segundo a Fundação Getulio Var- gas (FGV), já somava 23% da popula- ção,maisde43,7milhõesdebrasileiros. Para o Serviço de Evangelização para a América Latina, Sepal, uma organiza- ção de estudos teológicos ligada a igre- jas protestantes, em 2020 esse número poderá chegar à metade dos brasileiros, atingindo mais de 100 milhões. Lojistasdosetordeinstrumentosmu- sicaissempreforamparceirosdetemplos e igrejas. Algumas atividades realizadas por diversas lojas, como instalação e ma- nutenção de equipamentos, têm como principal público-alvo as instituições re- ligiosas.ParaolojistaJúlioCorrea,daloja Musical Vilhena, de Vilhena, RR, as igre- jas são seus principais clientes. “Noventa por cento das vendas são realizadas para igrejas evangélicas, e uma pequena parte para as demais religiões, escolas e músi- cosemgeral.Ostemplosevangélicospos- suem muitos equipamentos de áudio e instrumentos musicais de diversos tipos emodelos”,explicaJúlio. A Igreja Batista Memorial, localiza- da em São Paulo, capital, por exemplo, possui 2.100 m2 de espaço interno, e já investiu R$ 150 mil nos equipamentos de áudio, iluminação e instrumentos musicais. Para Carlos Roberto de Bri- to, técnico de áudio da igreja, a música tem papel fundamental durante o culto, motivando-os a investir nessa área. “A música tem total  importância dentro da igreja. Ela tem uma linguagem uni- versal, mesmo quando cantada em ou- tras línguas. Isso mexe com as pessoas e é algo que não temos como explicar, simplesmente acontece”, ressalta. A loja Diná Instrumentos Musicais, de Itaúna, MG, possui serviço especia- lizado para o atendimento das igrejas. “Temostécnicosquevãofazerumaaná- lise para criar os projetos e montá-los de acordo com a necessidade do cliente, deixam tudo prontinho”, ressalta Letícia Araújo, proprietária da loja. E continua: “Ainstalaçãogratuitaépartedapolítica para fidelização dos clientes. Já disponi- bilizamos esse serviço para conquistar clientes. Eles procuram o nosso técnico para perguntar do que precisam”. O mercado evangélico abriu, e conti- nua abrindo, portas para novos negócios no setor de instrumentos musicais e áudio profissional. E, conforme os exem- plos colhidos ao longo da última década, a principal estratégia para manter os clientes é tratá-los com atenção, propor- cionandobonsserviçosnapréepós-ven- das e buscando produtos que atendam àsprincipaisnecessidadesdosetor.n CONSUMO EVANGÉLICO Volume alto para louvar Crescimento do número de igrejas evangélicas foi decisivo para o aumento nas vendas de áudio profissional e instrumentos musicais na última década
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    Uma nova experiênciacom a música. HMP-350 STNT Hofma Special Edition Venha conferir os principais lançamentos da Apenas 100 unidades serão fabricadas. Uma nova experiência com a música para poucos. Apenas 100 unidades serão fabricadas. GL-36 Ltd. 2011 Eagle Limited Series O primeiro instrumento open source do mundo. “Um dos principais lançamentos da indústria musical de 2011.” (Fonte: Primeira Página) O primeiro instrumento EAS-10 Eagle Fernando Anitelli Signature Series
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    Equipadas com captadores SeymourDuncan e ferragens Gotoh EPS-20 Eagle André Paganelli Signature Series STX-775 BK Eagle Master Series GSH-560 YB Golden SH Series Um produto premium com tudel de prata 925 maciça para maior projeção e volume. indústria musical em nosso estande na Expo!
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    96 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 10 DICASPARA APROVEITARMELHOR SUA FEIRA DE NEGÓCIOS nasceu músico, cresceu vendedor e, aos 41 anos, exerce o cargo de gerente comercial da Royal Music. Está lá há 15 anos e continua ‘vendedor’. E-mail: lfsacoman@gmail.com LUIZ SACOMAN PONTOS DE VENDA VOCÊ PODE APROVEITAR MUITO MAIS SE FICAR ATENTO A ALGUMAS QUESTÕES ANTES DE PARTICIPAR DE UMA FEIRA DE NEGÓCIOS. QUEM GANHA? SUA LOJA, SEUS CLIENTES E VOCÊ Setembro está chegando, mês de Expomusic. Além disso, ao longo do ano, temos também as feiras Music Show, promovidas pela MM em sete Estados brasileiros. Tenho certeza de que algu- mas dicas abaixo podem lhe ser muito úteis durante as feiras de negócios das quais você participa. Essas ideias podem lhe ajudar a otimizar seu tempo e, con- sequentemente, lhe trazer resultados satisfatórios. Lembre-se de que, no caso da Expomusic, que ocor- re em São Paulo, SP, não existe dia nem horário de pico no trânsito — mesmo aos sábados e domingos o trânsito é pesado na cidade —, portanto, vale a pena cuidar de alguns detalhes importantes como hospe- dagem em locais de fácil acesso e de acordo com suas atividades antes e após o horário da feira. Ah, e já que vai estar na capital paulista, visite os polos das ruas Teodoro Sampaio e Santa Ifigênia, e também aprovei- te a vida cultural intensa, conferindo a Pinacoteca ou o Mercado Municipal, por exemplo. 1. Em qualquer trade show, hospede-se detrade show, hospede-se detrade show acordo com sua agenda de visitas. Na Ex- pomusic, por exemplo, lembre-se de que em certos períodos, leva-se mais de uma hora para percorrer ‘meros’ 10 km. Verifique a agenda de compromissos e seus gostos pessoais, como sair à noite para jantar, para comportar o horário. São Pau- lo, para quem tem estilo de vida mais noturno, oferece muito em matéria de night life. 2. Sempre marque horário antecipadamen- te com seu fornecedor. É muito provável que, se não o fizer, você passe pelo es- tande de determinado fornecedor várias vezes e ele esteja em atendimento e não consiga falar com você tempo suficiente para tratar de todos os assuntos que gostaria. Para novos fornecedores isso é ainda mais importante, pois ao agilizar o cadastro de sua empresa antecipadamente, os negócios fechados nas feiras já podem ser até mesmo faturados e entre- gues ainda durante sua visita ao evento. Com os aces- sos remotos aos sistemas de logística, muitas empre- sas têm esta agilidade de faturamento e entrega, mas podem esbarrar na burocracia de cadastros e análise de crédito. Certifique-se de não ficar sem os produtos por esse pequeno descuido, pois a demanda nos dias de feira é muito grande e, naturalmente, os pedidos livres de impedimentos são prioritários. 3. Compre pensando na sazonalidade. Por exemplo, na Expo, pense nas vendas de fim de ano. Invariavelmente, após a Expo- music muitos produtos importantes se es- gotam. Esteja preparado para abastecer sua loja para a retafinalde2011.Namaioriadostradeshowssãoofere- cidas condições de preço e prazo especiais. Utilize isso aseufavor,estocandooqueestánalistadeseusprodu- tosmaisvendidos,masnãodeixedeternovidadespara atrair os clientes, sempre ávidos por lançamentos. PROCURE SEMPRE MARCAR HORÁRIO ANTECIPADAMENTE COM SEU FORNECEDOR
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    98 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Luiz SacomanPontos de Venda 4. Nuncaseesqueçadeseucartãodevisitas. Isso parece óbvio, mas não falo somente do cartão de visitas em si, mas também sobreprepararaequipequeirálheacom- panharparaaproveitaraomáximoessemomentopara estreitar relacionamento com seus fornecedores. Bons relacionamentos sempre agilizam negociações. 5. Traga seus especialistas. Em toda feira de negócios sempre acontecem muitos trei- namentos que devem ser assistidos pelos especialistas ou gerentes de cada área de sua loja. Workshops de softwares, demonstração de produtos, novidades tecnológicas tomam tempo e ge- ralmentecompradoresoudonosdelojasnãotêmtem- pohábilparaacompanhartodososeventos.Programe a agenda para que seu especialista, ou você, não perca as palestras importantes que ocorrem nas feiras. 6. Faça um planejamento de acordo com seu budget. Use seu orçamento conscien- temente. É comum que um lojista entre em um estande, feche um pacote gigan- tesco e fique sem verba para comprar mais produtos. O resultado disso é um mix incompleto, preocupação maior para vendas de fim de ano. Fique atento e saia de casa com objetivos bem traçados. 7. Conforto e bem-estar. Lembre-se de usar calçados e roupas confortáveis e, se possí- vel, levar uma mala de rodinhas para não carregar peso em sacolas. Alimente-se bem e descanse o suficiente. Na Expomusic, por exemplo, é comumvermoscompradoresexaustosjánaquinta-fei- ra, segundo dia do evento. Esta dica serve também aos expositores que, em muitos casos, já começam a feira desgastados pela montagem iniciada na segunda-feira. 8. Sempre atente para o horário das feiras. AExpomusic,especificamente,tevemu- danças de horários nos últimos tempos. Lembre-se de que de quarta a sábado, funciona das 13h às 21h, e domingo, o horário de fun- cionamento é das 10h às 19h. Se você pensa em visitar a feira somente no fim de semana, esteja preparado para enfrentar os dias mais cheios, pois de sexta a do- mingo a Expo é aberta ao público em geral. 9. Fique atento aos seus pertences. Antes, durante e depois de qualquer trade show não descuide de seu notebook ou mochi- la. Em São Paulo camufle notebooks no trânsito. Notebooks são verdadeiras iscas para os gatunos. Nasci na cidade e a amo, mas que a verdade seja dita: não dê bobeira com gadgets como iPhones, iPads, notebooks etc. 10. Sempre leve cópias impressas dos pedidos que colocou ou re- cebeu durante a feira e faça um backup em seu e-mail. Um amigo meu, atacadista do setor de bolsas e calçados, certa vez perdeu todos os seus pedidos, cartões de visitas e cadastrosaosedescuidaredeixarsuapastacom‘pin- ta’ de notebook no banco do carro ao sair para jantar após uma feira de negócios.  Passeio simpático em São Paulo Aproveite que está na cidade e vá ao bairro Vila Madalena visitar os ateliês de artistas e desig- ners. Para fãs de Eric Clapton, por exemplo, o estúdio dos designers Jack e Sérgio Fahrer (www. sergiofahrer.com.br) tem exposta uma cadeira feita a pedido do próprio músico, que se queixa- va de dores nas costas ao tocar sentado. Foram produzidas somente 72 delas, sendo que uma está com o próprio Clapton e outra na casa do cantor Sting. Com acabamento feito a partir de 1.500 palhetas de guitarra, vale a pena conferir.
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    102 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Empresa Perfil W.L.Gore: revestindo amúsica AElixiréumadasprincipaismar- casdecordasparainstrumentos musicaisdo planeta. Inovadora, a marca, lançada em 1995, criou um novo conceito no acessório ao revesti-lo com o ‘teflon expandido’, característica que proporcionou maior durabilidade e tonalidade diferenciada em relação às cordas convencionais. A marca é pro- duzida pela gigante multinacional W. L. Gore Associates, empresa que domina aproduçãodoPTFE(teflonexpandido)e atuaemváriosnichosdemercado. A empresa é fabricante de uma imensa gama de produtos para diversos segmentos: médico, fabril, industrial e eletrônico. Sua principal peculiaridade está na matéria-prima que produz: o PTFE, sigla para politetrafluoretileno — polímero similar ao que conhecemos no Brasil como teflon, aquela camada preta que cobre panelas para evitar que os alimentos grudem nelas. Porém, no caso da W. L. Gore, o PTFE possui aspectos diferenciados, sendo chamado de ‘teflon expandido’, cuja característica mais importante é a versatilidade. É usado em dezenas de equipamentos para aumentar a durabi- lidade dos produtos. E, de acordo com Alexandre Budim, diretor comercial na filial brasileira da empresa, um dos maiores talentos da W. L. Gore “é a cria- tividade para encontrar novos negócios para a aplicação dessa tecnologia”. Arevistanorte-americanaFortunere- lacionou a W. L. Gore Associates como uma das cem melhores empresas para se Roupas militares, antichamas; equipamentos para extração de petróleo, para segmentos farmacêutico; fibras; e, finalmente, cordas para guitarra. O quê?! Isso mesmo. A fabricante da Elixir, W. L. Gore, faz toda essa sorte de produtos, com qualidade reconhecida internacionalmente. Conheça a história dessa surpreendente e gigante multinacional Por Itamar Dantas trabalhar no planeta. A receita anual da companhia em 2010 foi de R$ 2,5 bilhões, deacordocomoYahooFinance. Tudo isso, mais cordas Dessa gigante internacional surgiu em 1995 a marca Elixir, focando nos negó- cios de cordas e cabos para instrumen- tos musicais. Utilizando o PTFE para revestir as cordas, a marca tornou-se pioneira nesse segmento, trazendo maior durabilidade e um timbre dife- renciado, conceito denominado de cor- das revestidas. “Essa inovação foi con- siderada nos EUA uma das dez maiores invenções do mercado da música de todos os tempos”, ressalta Budim. Com o revestimento, não se acu- mula tanta sujeira e gordura entre os Alexandre Budin, diretor comercial
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    104 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Empresa Perfil fiosque revestem a “alma” da corda. Assim, a Elixir conseguiu maior dura- bilidade (de três a cinco vezes maior) e timbre específico do produto. “A tecno- logia exclusiva de revestimento prote- ge 100% da zona crítica do som — área entre os enrolamentos que dá acesso à alma da corda —, por revestir a cor- da toda, após estar pronta para uso. Isso aumenta a vida útil. Além disso, as cordas lisas possuem a tecnologia anti-rust (antiferrugem), apresentando maior durabilidade, como a das cordas espiraladas”, enfatiza Budim. No Brasil A W. L. Gore está instalada no Brasil desde 2000. Segundo o diretor, a vinda da empresa para o País teve a finalida- de de expandir as atividades na Amé- rica Latina, mercado até então não ex- plorado pela companhia. Uma das grandes novidades da empresa é que a Elixir não fabricará mais cabos. “O produto era realmente de qualidade superior, porém a empre- sa decidiu estar 100% focada no ne- gócio de cordas, para direcionar toda a sua força. O Elixir Cable pode virar peça de colecionador. Sorte de quem possuir um”, garante Budim. A distribuição da marca no Brasil é encabeçada pela Izzo Musical, par- ceira de longa data que recebe elogios da fabricante. “A Izzo tem uma es- trutura fantástica, são transparentes quanto às informações e somos mui- to unidos para tomar as decisões ne- cessárias para a melhoria contínua. Além disso, as pessoas do time são maravilhosas e fiz muitos amigos por lá. Só tenho a agradecer em nome da Elixir Strings e da W. L. Gore As- sociates pela parceria de todos esses anos”, ressalta o diretor. Com relação ao mercado, Alexandre Budimdestacaocrescimentodademan- da por cordas revestidas como a princi- Top 3 Elixir Elixir Guitar Strings 11002 Esse encordoamento para violões de aço é fabricado em bronze e o revestimento externo é feito em nanoweb, um fino e resistente material que reveste a corda, proporcionando maior durabilidade e ressonância do timbre. Elixir Bass Strings 14002 Os modelos 14002 possuem jogos básicos de quatro e cinco cordas, sendo que a 5ª e a 6ª cordas são vendidas separadamente, avulsas. A linha 14002 é mais comprida do que as convencionais e também possui revestimento em nanoweb e o sistema anti-rust. Elixir Guitar Strings 12002 As cordas Elixir 12002 para guitarra também possuem o mesmo revestimento em nanoweb, o que proporciona timbre mais brilhante e duradouro. Esse jogo de cordas apresenta exclusivo sistema anti- -rust, que dificulta o enferrujamento e prolonga a vida útil do acessório. Raio X • Elixir Strings Raio X • Elixir Strings Fabricante: W. L. Gore Atuação: 30 países Faturamento: R$ 4 bilhões Distribuição: Izzo Musical Contato: (11) 3797-0100 Site: www.izzomusical.com.br pal aposta para o desenvolvimento dos negócios. A entrada de outras marcas aqueceu o setor e a tendência é atrair novos músicos a comprar esse tipo de produto. “Nossas vendas vêm crescendo ano a ano e já atingimos um número muitorepresentativocomonegócio.Mas acreditamos que ainda há espaço para crescercomomarca.Osegmentodecor- das revestidas irá evoluir, ajudando ain- da mais o incremento da marca, que é a criadoradonicho”,finaliza.
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    106 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Pequenas Médias Gestão Amaioria dos empresários do ramo de instrumen- tos musicais possui objetivos claros para os seus negócios e o orçamento irá transformar esses ob- jetivos em números. E se o orçamento é a tradução das metas e objetivos em números, descumpri-lo equivale a ignorar o que a bússola está indicando e o destino pode ser completamente diferente do que se havia planejado. O orçamento eficaz será capaz de indicar qual é a ten- dência para o nível de receitas, gastos e investimentos de sua loja no próximo ano. Entretanto, todo lojista tem sua política de trabalho e, independente do tamanho da loja, dos objetivos para o futuro e do modelo de gestão adotado, a política mais importante é a da maximização do lucro. Mas existem outras igualmente relevantes: o relaciona- mento com os fornecedores; a reposição de estoques; as linhas de crédito; a gestão de capital de giro, dentre outras. No dia a dia, essas políticas não são todas compatí- veis, situação também conhecida como trade-off, quando uma política deve se sacrificar em detrimento de outra. Por exemplo: um lojista, por ocasião do lançamento de um produto, pode optar por reduzir temporariamente os ganhos da empresa, baixando os preços até que sua posi- ção esteja consolidada, para então passar a vender com uma margem que considere satisfatória. Assim é o orça- mento, que vai sugerir até que ponto uma política pode ser sacrificada em benefício de outra. O trade-off só é necessário em condições de restrição de capital. Dessa forma, o orçamento dirá, por exemplo, se as políticas de reposição de estoques ou de financia- mentoparaclientessãocompatíveiscomacapacidadede geração de caixa da empresa, ou se as políticas de aqui- sição de ativos fixos ou retiradas dos sócios são compa- tíveis com a estrutura de capital de giro, ou ainda se as políticas de vendas, de concessão de crédito e de preços sãocompatíveiscomasmetasderemuneraçãodocapital investido. Assim, o orçamento se constitui numa ferra- menta excelente para auxiliar no processo decisório. Passo inicial Quandopreparamosumorçamento,construímosummo- delofuturonoqualimaginamosalojafuncionandoemum cenário econômico muito parecido com o cenário em que ela está atualmente. E, com base em desempenhos e expe- riências, projetam-se as tendências. Quando a estimativa é eficaz, conduz o lojista ou gestor a uma tomada de decisão mais confortável. Por essa razão, o orçamento não tem a obrigação de ser exato: basta que seja bom, suficiente para que as decisões relevantes sejam tomadas acertadamente. Adicionalmente,outrasferramentasdegestãodevemser utilizadas pelos lojistas para assegurar que o negócio esteja nadireçãocerta.Umbomplanodemarketing,porexemplo, podeconstituir-seemexcelenterecursoparaauxiliarnava- lidaçãodosobjetivosdereceitadescritosnoorçamento. Diferenças de orçamentos Oorçamentoéumaferramentadinâmicaequeexigeproativi- dade.Éumaviademãoduplanaqualogestordefinepolíticas e metas, comunicando-as aos níveis hierárquicos inferiores, responsáveis por propor estratégias para atingir o que foi es- Todo mundo sabe que o orçamento é uma ferramentaTodo mundo sabe que o orçamento é uma ferramenta vital para qualquer negócio. Aqui você vai aprender emvital para qualquer negócio. Aqui você vai aprender em detalhes como fazê-lo e a cumpri-lo adequadamentedetalhes como fazê-lo e a cumpri-lo adequadamente para levar a sua empresa ao topo Como planejar e executaroorçamento estratégico
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    Pequenas MédiasGestão WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 107 Elementos Básicos do Planejamento Atividade de planejamento Conceito embasador Definir o propósito da sua loja de acordo com os sócios e o ambiente de negócios. Missão da empresa Qual é o negócio da sua loja? Estabelecer orientações gerais para a ação, delimitando as áreas de resultado da empresa conforme sua missão. Diretrizes básicas Quais são seus valores e linhas de ação? Estabelecer posições pretendidas nas áreas de resultado identificadas. Metas Aonde chegar? Quando? Quanto? Identificar ações para o cumprimento da missão e das metas em conformidade com o ambiente de atuação. Estratégias Como chegar? Estabelecer as orientações específicas que serão a base para a elaboração dos planos e orçamentos, atribuindo responsabilidades por resultados e ações para efetivação das estratégias. Premissas Quem faz o quê? Como? Quando? Quanto? Estimar as necessidades dos recursos disponíveis e compatibilizá-los com as fontes possíveis, para o atendimento do que a empresa precisa. Planos e orçamentos Com o quê? Quanto? Quem? Quando? Avaliar o cumprimento das metas e a eficácia das estratégias, efetuando as correções necessárias. Acompanhamento e controle tabelecido em vendas, participação de mercado ou rentabili- dade.Porisso,apreparaçãodoorçamentoéummomentode analisar o histórico da vida da empresa, identificar se estão ocorrendofalhaseineficiênciaseprocurarcorrigi-las. O lojista jamais pode receber e aceitar sem criticar as propostas orçamentárias enviadas pelos responsáveis dos diversosdepartamentosdasualoja.Talvezelespossames- tar simplesmente rebatendo o passado para o futuro, sem qualquer preocupação em identificar e corrigir a nova re- alidade pela qual passa a empresa. Isso é um orçamento passivo e configura risco para o negócio como um todo. Jáumorçamentodinâmicoeproativodevecontermetas e restrições. As metas representam os objetivos a atingir; as restrições, as dificuldades em atingir o que foi estabelecido — o orçamento deve ser preparado com base em expectati- vas racionais. Quando possui apenas metas, sem restrições, nãopassadeumadeclaraçãodeintenções. Planejamento estratégico Dentre as muitas responsabilidades, o empresário deve: 1.Avaliar constantemente os ambientes interno e externo, procurando identificar e antecipar mudanças de forma a responder prontamente às novas exigências do mercado. 2.Formular as estratégias necessárias ao cumpri- mento das oportunidades identificadas. 3.Avaliar e quantificar os riscos potenciais do ne- gócio e promover as ações necessárias à proteção total ou parcial da empresa quanto a esses riscos. As estratégias decorrentes da atividade de planeja- mento devem ser estruturadas de maneira formal, per- mitindo ao lojista atuar de maneira integrada em suas ações gerenciais. Isso significa que seus planos devem ser descritos em documentos, redigidos em linguagem clara e acessível e quantificados para que as ações propostas não se inviabilizem mutuamente, mas que, ao contrário, se complementem. Além disso, a flexibilidade deve carac- terizar tudo, permitindo a adaptação às mudanças e a pronta ação gerencial para a correção de rumos. Vejaaseguirumasériedeexemplosdecomofazeruma análise objetiva e racional do mercado externo, interno e como utilizar essas informações para montar um orça- mento estratégico e eficiente. O orçamento e o lucro O ponto de partida do orçamento é o planejamento estra- tégico da empresa. Esse plano estratégico só faz sentido se tiver como objetivo garantir a remuneração dos sócios. Quando se trata de uma loja de instrumentos musicais, portanto uma empresa com fins lucrativos, a remune- ração dos sócios é a própria razão de ser da empresa. A meta de lucros será em função de três fatores: 1. o custo do financiamento dos capitais de terceiros; 2. a remuneração esperada pelos sócios; 3. o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o lucro.
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    108 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Pequenas Médias Gestão Análise do Ambiente Externo • Avaliação dos pontos fortes e fracos da loja Concorrentes Pontos fortes Pontos fracos Loja A Produtos com excelente aceitação no mercado. Elevados custos operacionais, qualidade questionável e insuficiência de recursos para investimentos em publicidade e propaganda. Loja B Agressividade comercial. Alto custo do passivo financeiro. Loja C Empresa com demanda consistente. Estrutura de custos alta, com baixas margens de contribuição dos seus produtos. Loja D Estrutura de custos operacionais competitivos. Morosidade em ações de marketing. Análise do Ambiente Interno • Indicadores de marketing Variáveis Comentários Preços Preços compatíveis com os observados no mercado. Ponto de venda Localização inadequada. Baixo fluxo de pessoas. Promoção e propaganda Falta de maior agressividade de investimentos para divulgação dos produtos e da loja. Vendas Apresenta grande sazonalidade na maior parte dos meses. Indicadores de recursos humanos Variáveis Comentários Qualidade dos recursos humanos Qualidade péssima, devido à falta de política de remuneração compatível com a do mercado. Motivação dos empregados Nível muito elevado de insatisfação dos funcionários. Programa de treinamento A loja não tem um programa de treinamento adequado para todas as áreas. Clima organizacional As pesquisas indicaram um índice muito baixo de integração e união. Diretrizes Básicas Resultado Transformar a loja que hoje é deficitária em uma loja rentável já no próximo ano. Isso envolve um esforço para aumentar as vendas e para reduzir os custos fixos. Faz parte dos objetivos a serem alcançados a eliminação do passivo financeiro nos próximos 12 meses. Mercado Todo o esforço comercial deverá se concentrar no sentido de consolidar e aumentar a participação dos instrumentos musicais e áudio comercializados pela loja no mercado onde está localizada. Administração As despesas operacionais deverão ser reduzidas em pelo menos 20% pela racionalização e automatização de atividades internas. Independente do tamanho da sua loja ou do nível da sua equipe, adote imediatamente a prática do orçamento. Asgrandesempresascomeçamosseusorçamentosemse- tembro ou, no máximo, em outubro. Se você ainda não ini- ciouoprocessodeproduçãodoorçamentodasualojapara o próximo ano, aproveite as dicas deste artigo e comece já.
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    Pequenas MédiasGestão Objetivos e Estratégias Objetivos fundamentais e metas Estratégias Lucro: O lucro mínimo, antes do IRPJ e da CSSL, foi definido em 12% sobre o Patrimônio Líquido. Aumentar a receita e reduzir as despesas de acordo com o diagnóstico estratégico. Despesas operacionais: Não podem exceder a margem de contribuição nos meses de janeiro a março, quando o faturamento é mais baixo. A meta é reduzir as despesas operacionais da empresa no mínimo em R$ x por mês. Reduzir as despesas de acordo com o diagnóstico estratégico. Vendas: Aumento das vendas da loja em 50% nos próximos cinco anos. O aumento mínimo das vendas físicas da loja no ano deve ser de 15% em relação ao ano passado. Despesas financeiras: Eliminar o passivo financeiro no próximo ano. 1. Redução dos níveis de estoque e transferência desses recursos para a redução do estoque da dívida. 2. Redução do nível de inadimplência dos clientes atuais de x% para y% em seis meses. 3. Adiamento dos novos investimentos programados. 4. Aplicação de 100% das economias obtidas na redu- ção da dívida financeira. Todos precisamos de parâmetros que nos ajudem a mensurar o quão próximos ou distantes estamos dos nossos objetivos. Faça um orçamento eficaz e siga em direção às suas metas. 
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    110 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Legislação ProjetoNova Luz Não sei se vou ou se fico A área é internacionalmente conhecida por três atividades comerciais principais: equipamentos ele- trônicos, acessórios para motos e áudio profissional. Outra ‘marca’ é a cracolândia (ver box na pág. 112), nome utilizado para definir as ruas que ficam toma- das por usuários de drogas há anos. Projeto final Discutida há décadas pela prefeitura paulistana, a primeira versão do projeto previa a expropriação e demolição de cerca de 30% da área construída para O maior polo de venda de áudio profissional da América Latina até hoje vive momentos de incerteza sobre seu futuro. Isso graças ao projeto que vai revitalizar 45 quadras do centro da maior cidade do País. Lojistas se mobilizam para enfrentar a situação Por Itamar Dantas Depois de muita reviravolta no rejeitado e con- troverso Projeto Nova Luz, a Prefeitura de São Paulo apresentou no dia 11 de agosto a versãofinaldapropostaqueirárevitalizaros45quar- teirões circunscritos entre as avenidas Ipiranga, São João, Duque de Caxias, Cásper Líbero e Rua Mauá, no centro da cidade de São Paulo. A região abriga um dos maiores polos de venda de áudio profissional da América Latina, e os lojis- tas da região lutam para não serem desapropriados e perder seus pontos de venda. Linha do tempo Nova Luz Set/2002 Mai/2005 Jan/2011 Plano diretor da cidade de São Paulo-SP (governo de Marta Suplicy, PT-SP). Lei de isenção fiscal para a revitalização da região da Santa Ifigênia. Mai/2009 Promulgada a lei nº 14.917 - Lei de Concessão Urbanística. Mai/2009 Promulgada a lei nº 14.918 - Lei que autoriza o Executivo a aplicar a concessão urbanística na área da Nova Luz. Jun/2010 Início das atividades do Projeto Nova Luz, com previsão de entrega em dez meses, e orçamento de R$ 12,5 milhões. Primeira audiência pública – cancelada por protestos de moradores e comerciantes da região.
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    Legislação Projeto NovaLuz WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 111 O que diz o coordenador Queremos manter os térreos como áreas comerciais. Nos pavimentos superiores, os imóveis poderão ser utilizados tanto para fins residenciais como para usos não comerciais, como escritórios de empresas de tecnologia ou de prestação de serviços. — Luiz Ramos, coordenador do Projeto Nova luz fazer as transformações previstas, afe- tando, assim, diversas lojas de áudio, além de residências e estabelecimentos comerciais de outros segmentos. Porém, na última versão do pro- jeto, apresentada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi introduzida a possibilidade de proprietários da re- gião fazerem as reformas nos quartei- rões onde estão localizados, desde que atendam às diretrizes do projeto. Caso contrário, ele continuará em poder da concessionária que vencer a licitação da obra, que manterá, inclusive, o po- der para desapossar os imóveis, como prevê a lei de concessão urbanística (ver box pág. 112), criada para a execu- ção de grandes obras, como esta. Mesmo com a introdução da pos- sibilidade de os lojistas reformarem — os empresários precisarão se orga- nizar, segundo exigência da prefeitura —, eles ainda se mostram insatisfeitos. Roberto Cheda, comerciante de áudio profissional instalado na área desde 1975, questiona: “Incluíram essas mu- danças que dão ao lojista o direito de participar. Mas falta clareza da prefei- tura. Como você se organiza se não há nenhuma diretriz definida?”, pergunta. Segundo a nova versão, os projetos também poderão ser feitos em parceria com a concessionária, que pode entrar 26.Abr.11Jan/2011 Primeira audiência pública efetivada – ainda mediante diversos protestos de lojistas e moradores da região, a audiência foi realizada. Abr/2011 Segunda audiência pública realizada – nessa audiência, a Prefeitura apresentou números preliminares relativos ao Projeto Nova Luz. Liminar expedida pelo desembargador do Estado de São Paulo, Sousa Lima, suspende o Projeto Nova Luz. 29.Abr.11 O mesmo desembargador revoga a liminar que suspendia o Projeto Nova Luz. 11.Ago.11 Prefeitura de São Paulo anuncia última versão do Projeto Nova Luz. Obras começam em 2012 e a previsão é que terminem em 2026. Audiência pública Projeto Nova Luz Vista a partir da Av. Rio Branco (antes) Vista a partir da Av. Rio Branco (depois) — Luiz Ramos, coordenador do Projeto Nova luz
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    112 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Legislação ProjetoNova Luz com até 30% de participação fi- nanceira. A partir do início das obras, os empresários terão um ano e meio para finalizar seus projetos de acordo com as dire- trizes e dois anos e meio para sua execução; caso contrário, os direitos sobre as obras retornam à concessionária. Uma das principais preo- cupações dos lojistas com re- lação ao Projeto Nova Luz está no valor que poderá ser pago aos lojistas caso sejam desapropriados. Segundo o presidente da CDL Santa Ifigênia, Joseph Farraes, os valores devem corres- ponder ao valor dos pontos de comércio que eles têm na região. “No diálogo que estamos tendo com eles, eles nos falam que vão pagar o preço real. E nós per- guntamos: o que é o preço real? Eles não têm um preço real. No projeto não se fala em fundo de parti- cipação do comércio (quando no cálculo seriam con- siderados a localização, o espaço do ponto de venda, a tradição, entre outros elementos). Nós queremos respostas. E elas não vêm”, conta Farraes. Luiz Ramos, coordenador do Projeto Nova Luz, afirma que o valor pago pelas desapropriações se Cracolândia A região é referência não só por suas atividades comerciais, mas pelo alto índice de consumo de drogas. Por conta da intensa movimentação de usuários e traficantes, a região ficou conhecida como cracolândia. Para um lojista da região que não quis se identificar, a região é muito perigosa, especialmente à noite. “Não fico com minha loja aberta até as 19h porque tenho medo de andar aqui à noite”, conta. Lei de Concessão Urbanística Uma das questões que gera grande polêmica em torno do Projeto Nova Luz se dá em relação à Lei de Concessão Urbanística, mecanismo que será utilizado na reurbanização. Ela transfere para a iniciativa privada a responsabilidade e o direito de promover as desapropriações e negociações em relação aos imóveis que sofrerão a intervenção do Projeto. dará de acordo com as perícias realizadas duran- te o processo de desapropriação. “O que nós temos conhecimento é que esse valor de desapropriação é pago não mais pelo valor venal (somatória do que foi gasto para construir o imóvel, mais o valor do ter- reno), mas em cima do valor de mercado, de acordo com perícias. Caso seja feita uma oferta e o proprie- tário entenda que o valor não está compatível, ele pode solicitar outro perito. O proprietário elege um perito, o juiz elege outro, e eles vão verificar qual é o valor que o imóvel vale de verdade.” Próximos passos De acordo com Kassab, a partir de agora, começa o processo de licitação para a definição da concessionária que ficará responsável pela revitalização. “Todos sabem que o processo de licitação é moroso, feito por etapas, mas tenho uma expectativa de que no ano que vem teremos o iní- cio das obras. Tomara que seja ainda no primeiro semestre”, afirmou o prefeito. O projeto será implantado em cinco fases, cada uma cor- respondente a um conjunto de quadras, que serão renovadas sucessivamente. A primeira in- tervenção se iniciará logo após a concessão e deverá ser con- cluída ao final do quinto ano de concessão. A previsão é que a execução das obras de cada fase dure dois anos e meio, com finalização prevista para 2026. É ver para crer.  Roberto Cheda, comerciante da região Joseph Farraes, presidente da CDL Santa Ifigênia Cracolândia
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    114 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR MARCAS GLOBAISNO MERCADO DE MÚSICA MARCAS GLOBAIS NO MERCADO DE MÚSICA MARCAS GLOBAIS NO é baterista, pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e mestre em Comunicação e Mercados. Além de lecionar Planejamento Estratégico na Universidade Anhembi Morumbi, é autor do livro Dominando Estratégias e Negócios. Site: www.marketingenegocios.com.br ALESSANDRO SAADE MARKETING E NEGÓCIOS SENTI-ME TENTADO A ENCONTRAR UM TEMA TRANSVERSAL, QUE ESTIVESSE PRESENTE AO LONGO DE DEZ ANOS APESAR DE TODAS AS MUDANÇAS OCORRIDAS NO BRASIL E NO MUNDO, POIS ACREDITO TER ENCONTRADO: MARCAS! Voltando um pouco na história, lembrando dos negros tempos de mercado fechado, só conseguíamos algum produto importado seviajássemosparaforadoPaís.Eaindaassim,com riscos e limitações de cotas, multas e muito mais. Como baterista, meu primeiro set de pratos Zildjian foi comprado usado, ou melhor, surrado. Masaindaassimanosàfrentedoquetínhamosem matéria de tecnologia na época. Peles eram impor- tadas a conta-gotas, e a de bumbo jamais vinha, pois não cabia na mala dos amigos que viajavam. Iluminação,instrumentos,equipamentos,tudo era objeto de desejo. Talvez pelos videoclipes, que faziam questão de fechar o zoom nas marcas que proliferavam nos palcos, ou talvez pelo som mara- vilhoso que aqueles instrumentos produziam. E, claro, pelos muitos instrumentistas de primeira linha que executavam suas performances. A grande diferença que existia na época entre instrumentos e equipamentos nacionais e importados se deu em parte pelos distintos processos produtivos oriundos das tecnologias Links Vou mudar um pouco e em vez de escrever so- mente sobre links, citarei aplicativos para gadgets, principalmente os smartphones, como o iPhone. Você sabia que marcas como Steinway, Ludwig, Fender, Zildjian, Yamaha e muitas outras pos- suem aplicativos para iPhone? Mais que jogos e brincadeiras, a oferta de aplicativos para smartphones ou jogos para computador é uma eficiente ferramenta que coloca sua marca ao lado do consumidor 24 horas por dia. Ou hoje alguém vive sem seu celular? Visite a AppStore da Apple e confira! existentes, mas também pela falta de cultura de marketing no País, com foco muito mais na pro- dução em vez de no mercado. Voltando para o período dos últimos dez anos, o que presenciamos, com muita alegria, foi o flo- rescer da indústria do entretenimento no Brasil, simultânea a uma consolidação mundial de mer- cados, alinhamento de estratégias de negócios e clara segmentação na oferta. A evolução foi tanta que hoje até exportamos. Muitas marcas brasileiras dominam o merca- do, empresas nacionais produzem e vendem pelo mundo, sempre cuidando da qualidade e, mais ainda, de seu maior patrimônio: sua marca! Para isso, lançam mão da mesma estratégia das gran- des e tradicionais corporações do segmento: cola- boram em eventos, aderem a causas, participam de feiras internacionais e nacionais, patrocinam instrumentistas. Todas essas ações buscam, no final, maior visibilidade das marcas, intensifica- ção da afinidade com o mercado e melhor perfor- mance comercial.
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    Alessandro Saade Marketinge Negócios Estamos vivendo um momento único, com moeda forte, facilitando as importações e, ainda assim, as em- presas domésticas garantem seu es- paço; é a convivência harmônica e ao mesmo tempo competitiva do novo mercado global. A batalha ocorre na cabeça e no coração do consumidor! Estou certo de que hoje o maior desafio de qualquer empresa é o que os especialistas em marketing cha- mam de ‘senso de propriedade’: quan- do o consumidor está tão conectado à marca que, além de ser fiel — algo cada vez mais difícil hoje em dia —, ainda a defende com unhas e dentes, como se de fato fosse sua. O lado bom do desafio é que na música usamos razão e emoção na mesma proporção, o que facilita a construção de vínculos afetivos, sus- tentados por diferenciais técnicos. Quando a conexão é conseguida, ra- ramente acontece a quebra do víncu- Zildjian: A History of the Legendary Cymbal Makers Revised And Expanded O autor Jon Cohan, articulista de revistas como a americana Drum, fez um belo rela- to em seu livro, contando uma história de amor, perseverança e obstinação. De uma pequena empresa familiar no início do século 17 na Turquia até os dias de hoje, a famíia Zildjian fez uma longa trajetória. Do sonho e das habilidades do armênio e quase alquimista Avedis Zildjian surgiram os pratos que em diversos tipos, timbres e tamanhos atendem a todos os estilos musicais, colocando-os no topo das marcas fabricantes de pratos. Quatorze gerações de apaixonados pela música e pela alquimia de com- binar metais em busca do som perfeito. Editora: Hal Leonard • Autor: Jon Cohan Nº de páginas: 280 • Idioma: Somente em inglês O autor Jon Cohan, articulista de revistas , fez um belo rela- to em seu livro, contando uma história de amor, perseverança e obstinação. De uma pequena empresa familiar no início do a famíia Zildjian fez uma longa trajetória. Do sonho e das habilidades do armênio e quase alquimista Avedis Zildjian surgiram os pratos que em diversos tipos, timbres e tamanhos atendem a todos os estilos musicais, colocando-os no topo das marcas fabricantes de pratos. lo. Tente convencer um guitarrista a deixar de usar seu amplificador Mar- shall, ou um baterista a mudar seu set de pratos Zildjian pelo de outra mar- ca. Ou mesmo um produtor a deixar de usar sua mesa SSL na gravação de um álbum... Tente! Mas não insista. Você pode perder o amigo.  Supremo Congas vêm nos tamanhos de 10” 11” com suporte duplo próprio. Disponíveis em acabamentos de madeira vermelha, natural ou preta. Half-Page Ad 4th Quarter Portuguese.indd 1 8/2/11 2:34 PM
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    116 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Perfil ExecutivoNenrod Adiel Umadécada na música EM 2001, EU NÃO SABIA A DIFERENÇA ENTRE UM BAIXO E UMA GUITARRA “Eu não sabia a diferença entre um baixo e uma gui- tarra”, conta Nenrod. Algum tempo depois, passou a interferir na área de informática da empresa, na qual já tinha experiência. E logo foi chamado à área comercial, onde atua até hoje. Mudanças Nei avalia positivamente o crescimento gradativo do setor na última década. Para ele, o aumento da competitividade é uma das grandes mudanças ocorridas, com empresas mais preparadas e maior quantidade de produtos à disposição dos clientes. Segundo ele, a melhoria da qualidade dos produtos vindos da China é peça-chave nesse desenvolvi- mento. “Assim como o Japão, há 30 anos, e a Coreia há 15, a China também aprendeu a fazer produtos de qualidade e hoje temos excelentes equipamen- tos importados de lá”, ressalta. Uma característica peculiar do mercado nacional levantada por Nenrod é o fato de grande parte das lo- jas brasileiras ainda ser advinda de outros segmentos. Para ele, o desconhecimento dos produtos dificulta a distribuiçãodeequipamentostopdelinhapeloBrasil. “Esse país tem um potencial enorme. Quando come- çarmos a tratar o nosso setor, desde a importação Com dez anos de experiência no mercado musical, o gerente comercial da Sonotec, Nenrod Adiel, faz uma avaliação do setor e destaca as principais mudanças ocorridas na primeira década do século 21 Desde 2001 no segmento musical, Nenrod Adiel Antonagi Pereira, ou Nei, como é co- nhecido, é gerente comercial da distribui- dora Sonotec. Formado em Ciências Contábeis, ele começou a carreira aos 14 anos como auxiliar de escritório em um frigorífico. Depois disso, foi ge- rente em uma emissora de rádio; funcionário pú- blico do extinto banco Nossa Caixa; professor da área de contabilidade; e, finalmente, empresário do setor de informática, último cargo antes de entrar para a distribuidora. Em meados de 2001, foi chamado pela Sonotec para assumir um cargo de confiança junto ao dire- tor da empresa, Alexandre Seabra. E, já que não en- tendia nada sobre instrumentos musicais, começou sua trajetória pelo depósito, fazendo conferência do estoque, onde teve oportunidade de conhecer me- lhor os produtos com os quais a empresa trabalhava. Nenrod Adiel, gerente comercial da Sonotec
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    Perfil Executivo NenrodAdiel WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 117 O gerente comercial Nenrod Adiel ao lado do diretor da empresa, Alexandre Seabra Produtos das principais marcas da Sonotec Fachada da Sonotec, em Presidente Prudente, SP Gretsch Renown Maple Indicada para uso em estúdio e apresentações ao vivo, a bateria Gretsch Renown Maple é construída com a madeira norte-americana maple e possui as bordas dos tambores à 30 graus, aros die-cast, sistemas de suspensão GTS e acabamento interno com Silver Sealer, uma tradição Gretsch para tambores top de linha. Takamine Limited Series A Takamine lança todos os anos um modelo temático, construído com material nobre. O LTD 2011 possui como tema peixes da raça Kinguio, desenhados em madrepérola na escala e no tampo, pré-amplificador CTP-2 valvulado e tarraxas douradas. Ovation Idea Esse violão da Ovation, além do corpo arredondado, típico da marca, tem como principal característica um gravador MP3 embutido, capaz de registrar a performance do músico e transferi- la, em tempo real, para o computador. Gretsch Renown MapleGretsch Renown MapleGretsch Renown Maple Esse violão da Ovation, além do corpo arredondado, típico da marca, tem como principal característica um gravador MP3 embutido, capaz de registrar a performance do músico e transferi- la, em tempo real, para o Ovation IdeaOvation Idea Esse violão da Ovation, além do corpo arredondado, típico da marca, tem como principal característica um gravador MP3 embutido, capaz de registrar a Ovation Idea tema peixes da raça Kinguio, desenhados em madrepérola na escala e no tampo, pré-amplificador CTP-2 valvulado e tarraxas douradas. tema peixes da raça Kinguio, desenhados em madrepérola na escala e no tampo, pré-amplificador CTP-2 valvulado e tarraxas douradas. Violão Strinberg AN98SC Modelo clássico construído em rosewood, com tampo sólido de cedro, frisos em maple e pré-amplificador ST5CR. Com esse conjunto de características, a Strinberg garante ao instrumento uma qualidade acima da média. Ovation IdeaOvation Idea Esse violão da Ovation, além do corpo arredondado, típico da marca, tem como principal característicaprincipal característica um gravador MP3 embutido, capaz Takamine Limited Series Violão Strinberg AN98SCViolão Strinberg AN98SCViolão Strinberg AN98SC Gretsch Renown MapleGretsch Renown MapleGretsch Renown MapleGretsch Renown Maple Modelo clássico construído em rosewood, com tampo sólido de cedro,Modelo clássico construído em rosewood, com tampo sólido de cedro, frisos em maple e pré-amplificador ST5CR. Com esse conjunto defrisos em maple e pré-amplificador ST5CR. Com esse conjunto de
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    118 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Perfil ExecutivoNenrod Adiel até o varejo, de uma forma mais profissional, teremos com certeza um ganho de qualidade e respeito já visto em outros países”, defende o executivo. A experiência profissional mais marcante vivenciada por Nei aconteceu durante a Expomusic de 2007, quando o diretor e um funcionário importante tiveram proble- mas de saúde e não puderam comparecer ao evento. O aperto de assumir sozinho todas as responsabilidades foi ponto decisivo para que adotasse uma nova postura pro- fissional, amadurecimento que remete aos ensinamentos de seu pai. “Meu pai me dizia que tudo na vida tem solu- ção, e quando não achamos a solução para um problema, perfeito, ele já está resolvido. Passei a pôr isso em prática, a buscar a melhor forma de resolver um problema (a me- lhor forma que eu puder). Se não resolver, me desculpe, mas não há nada mais que possa ser feito.” Planos para o futuro A Sonotec mantém-se como uma das maiores distribui- doras do País. A empresa importa 20 marcas, tendo como principais os violões Ovation e Takamine, as baterias Gretsch e as guitarras Strinberg. A dificuldade em ven- der produtos top de linha é um dos grandes desafios do gerente de vendas, que tem na ética e respeito aos consu- midores a conduta fundamental da empresa. “A Sonotec vem ocupando o seu espaço levando em conta o respeito ao mercado e aos consumidores. Meu diretor define isso como regra e ficou fácil para mim, pois considero condi- ção fundamental para o crescimento em qualquer setor.” Em meio à crise econômica internacional que conti- nua assombrando o mundo, Nenrod salienta os cuidados que devem ser tomados para se manter no segmento de importação em meio às mudanças no cenário mundial. “Uma variação do dólar, uma oscilação na economia in- ternacional, faz com que haja uma retração no mercado interno. As empresas que não estão preparadas para tal situação começam a sentir as dificuldades e muitas aca- bam sucumbindo pelo caminho”, salienta. Não é o caso da Sonotec, que, com 40 anos de exis- tência e 20 no mercado de instrumentos musicais, vem crescendo e aumentando sua importância no cenário nacional. Para Nenrod, o desafio é manter a posição de destaque. “Meu objetivo é crescer junto com a empresa, levá-la a ocupar o lugar que acho que lhe é merecido, e conseguir manter e cativar novos amigos  no setor. Acho que essas amizades são fundamentais, elas me dão supor- te e o prazer de trabalhar”, finaliza.  MEU PAI ME DIZIA QUE TUDO NA VIDA TEM SOLUÇÃO E, QUANDO NÃO ACHAMOS A SOLUÇÃO PARA UM PROBLEMA, PERFEITO, ELE JÁ ESTÁ RESOLVIDO Planos para o futuro Para conhecer os produtos, Nenrod iniciou suas atividades pelo estoque
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    120 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Negócios Vendas Fechara venda significa ajudar o cliente a tomar uma decisão. Algo tão lógico quanto vender é ajudar a comprar! Por Rodolfo Ganim* Comofechar umavenda Do ponto de vista da atividade do vendedor, o fechamento é o fruto maduro de um tra- balho bem-feito. Na verdade, o vendedor não se dedica a fechar vendas, sua função é ‘criar’ clientes para toda a vida. Assim, o fechamento da venda é o começo, não o final do relacionamento. O fechamento da venda é um passo do pro- cesso da venda. Não é o mais importante, mas é o que diferencia os vendedores profissionais dos vendedores regulares. O trabalho desse tipo de profissional não se limita a mostrar produtos e dizer preços. Revisemosospassosdavendaemlojasvarejistas: Recepcionar o cliente Detectar necessidades Apresentar o produto Verificar interesse Superar objeções Fechar a venda Oferecer algo a mais Despedida cordial A necessidade do fechamento O cliente entra na sua loja com um problema, uma necessidade. Se ele sai da loja sem comprar, sai com um problema nas costas. Se você pensa que é sua obrigação encarregar-se dos problemas e necessidades de seus clientes, en- tão todos os seus consumidores deveriam sair com ‘o problema resolvido’. Este é o compromisso que preci- sa assumir para poder fechar a venda. A decisão do cliente pode ser sim ou não, e o ven- dedor não deve se ofender. O fechamento evita que o cliente saia da loja sem tomar uma decisão, e o tra- balho do vendedor é facilitar essa atitude. Primeiro passo, apresentar o produto corretamente
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    Negócios Vendas Atender umcliente e não tentar ‘fechar a venda’ é como construir uma casa sem fazer o teto. Em todo caso serão quatro paredes, mas não é uma casa. De todos os modos nem todos têm direito de fechar a venda. O vendedor precisa ter autoridade para fazê- -lo e essa autoridade deve ser fornecida pelo cliente. E se chegar nesse ponto sem ter rea- lizado todos os passos anteriores, provavel- mente não terá direito de convidar o cliente a tomar a decisão. Por que perguntar? Os clientes ficam chateados quando se toma uma decisão por eles; querem ter a sensação de controle, a percepção de que são eles os de- cisores, e isso pode ser por meio de perguntas e respostas, permitindo que eles decidam. Os clientes preferem responder às perguntas do vendedor quando são convidados a tomar a decisão (perguntas de fechamento). Na ver- dade, todo o processo da venda deveria ser dirigido com perguntas — abertas no come- ço e fechadas no final. Aúnicaformadeajudarumclienteatomar adecisãoéfazendoperguntasqueodeixemna posição de decidir. De modo que não deveria ser estranho que as ‘técnicas de fechamento’ consistam de ‘perguntas de fechamento’. As perguntas certas Na etapa final do processo, as perguntas de- vem ser totalmente ‘fechadas’, de respostas curtas ou monossilábicas: sim, não, esse, com cartão, só um etc. As quatro formas de convi- dar para o fechamento são as seguintes: 1.Pedir: Vai levar? Quer este? 2.Subentendido: É para presente? De que cor você gosta? Vai pagar com cartão? 3.Alternativo: Quer este ou aquele? À vista ou no cartão? Um ou dois? 4.Desafio: Se conseguisse um desconto, você compraria? O vendedor deve se colocar no lugar no cliente WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 121 NÃO SEJA COVARDE! NÃO TENHA MEDO DO NÃO
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    122 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Negócios Vendas Porque os clientes precisam de ajuda para decidir? Observe o que acontece com vendedores que não têm medo do fechamento: “O cliente valoriza e respeita o vendedor que o ajuda a tomar a decisão”, diz a escritora Brian Tracy no livro Estratégias eficazes de venda. E se ainda precisa convencer-se, leia este outro co- mentário: “Muitas vezes, aproximadamente em 80% dos casos, o cliente está pronto para comprar, mas o vendedor não se anima a fechar a venda”, citado no livro Estratégias de vendas ganhadoras, de Dale Carnegie Associados. O vendedor tem obrigação de fechar a venda porque o cliente precisa disso. Se você acha que não deve pres- sionar seus clientes, talvez esteja certo, já que “pressio- na o cliente quem é inoportuno ou não tem autoridade para ajudá-lo a tomar a decisão”. O momento oportuno Pergunta: Quando é o momento para fazer a pergunta de fechamento? Resposta: Quando o vendedor vê o negócio com os olhos do cliente. Para conseguir isso é preciso que o vendedor desenvolva uma gran- de empatia com o consumidor: é ter a capaci- dade para ficar no lugar do cliente, ver do pon- to de vista dele, sentir como ele sente. Como se faz? Asequênciadevesercomoadográficoaseguir: Até quando manter a boca fechada? Até que o cliente fale. Depois de fazer a pergunta de fechamen- to, o vendedor deixa o cliente pensando. Para o comprador, o tempo não está pas- sando porque ele está analisando toda a in- formação recebida mais a que já tinha (‘vou pagar com cartão, vou levá-lo sem case, será suficiente dinheiro, acho que vi o mesmo produto mais barato em outro lado, esse vendedor sabe muito, acho melhor comprar agora, vou consultar minha mãe...’). Por outro lado, para o vendedor, cada instante que passa é uma eternidade. Clientes precisam de ajuda para decidir Conhecer o produto é fundamental Até quando manter a boca fechada? Até
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    124 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Negócios Vendas PerguntemosPerguntemos Quetema você gostaria que a MM desenvolvesse sobre vendas? Envie a sua sugestão para texto@musicaemercado.com.br É A CONVICÇÃO DO VENDEDOR QUE CONVENCE O CLIENTE E NÃO O ESFORÇO QUE SE FAZ PARA CONVENCÊ-LO Importância do silêncio depois da pergunta de fechamento O erro mais comum, entre os vendedores que fazem o convite para o fechamento, é interromper o pensa- mento do cliente. Como disse o escritor Leslie J. Ades no Manual do vendedor profissional: “A Bíblia nos con- ta que Sansão, com a mandíbula de um burro, matou 10 mil filisteus. Desde esse dia tão distante até hoje, os vendedores têm matado muito mais vendas com as próprias mandíbulas”. Se você suporta a pressão do silêncio (incluindo não se mover para não distrair o cliente), se tem pa- ciência, o cliente vai falar. Dará uma resposta à sua pergunta de fechamento. Essa resposta será: Quero esse, sim… Só um… À vista… ou Não, porque… ‘xxxxx’ aparece a objeção especí- fica, a informação de que você precisa para poder ajudar o seu cliente a decidir. Atitude de fechamento Sabe por que muitos vendedores não ajudam seus clientes a tomarem a decisão? Quero dizer, por que muitos vendedores NÃO fazem perguntas de fecha- mento? Simplesmente porque muitos caem como paraquedistas no salão de vendas e ninguém explica nada para eles. Eles não sabem que existem técnicas para fechar a venda, embora “o desejo do vendedor em fechar a venda seja mais importante do que a técnica que ele vai usar”, como disse a autora Brian Tracy, no livro Estratégias eficazes de venda. Entretanto, também existem aqueles que não fa- zem por medo de receber um ‘não’ do consumidor, e esse medo de fracassar pesa muito mais do que o de- sejo de alcançar o sucesso. Se acrescentarmos a isso uma boa dose de orgulho, teremos a combinação per- feita para não concretizar o fechamento. O orgulho é inversamente proporcional à au- toestima — quanto mais baixa uma, mais alto o outro, e vice-versa. “A causa principal dos fracas- sos nas vendas é um baixo nível de autoestima. A partir dele surgem sentimentos de inferioridade, de subvalorização e de indignidade que revertem em sentimentos de incompetência e de inadequação”, acrescenta Tracy em seu livro. Nunca pressuponha que seu cliente não vai com- prar. Não seja covarde! Não tenha medo de receber um não. Recomendo ainda que não se preocupe mais com a técnica do que com sua atitude, pois “é a con- vicção do vendedor que convence o cliente e não o es- forço que se faz para convencê-lo”. Pratique essas ideias e não só venderá mais, como também começarão a chegar cumprimentos por parte dos seus clientes!  (*) Rodolfo Ganim é diretor da ProActiva, consultoria e capacitação em vendas, e especialista em vendas e direcionamento em negócios comer- ciais. www.proactivaplus.com.ar
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    126 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Por Dentroda Fábrica Meteoro Com mais de duas décadas de história, a empresa liderada por uma família de músicos mostra como conquistou o seu espaço no mercado brasileiro e como vem expandindo seus negócios em todo o mundo Por Bruna Fonte O início Liderada pelos músicos e irmãos José Luiz, Paulo Roberto e Ocimar Ferreira, a Meteoro Amplifiers nasceu em 1984 quase sem querer. Músico desde menino, José Luiz — hoje presidente da empresa — durante muitos anos foi professor de música. Le- cionando em sua casa e com praticamente todos os horários cheios, não demorou até que a família co- meçasse a reclamar do som repetitivo dos acordes que saía dos instrumentos de seus alunos. Pensandoemummododediminuirosom,JoséLuiz pediu para que o irmão Paulo desenvolvesse um peque- noamplificador,aoqualacrescentouumfonedeouvido. Resolvido o problema com o barulho, imediatamente o equipamentotornou-seumsucessoentreosseusalunos. Logo Zé Luiz convenceu Paulo a montar uma pe- quena empresa que nos primeiros tempos funcionou na garagem da casa do irmão. Após o trabalho, Pau- lo iniciava a produção dos Meteoro Study Phone — comoforambatizadosospequenosamplificadores—, enquanto Zé Luiz tomava conta da empresa durante o dia. Pouco tempo depois, a empresa já fabricava o seu primeiro cubo, o RX 100, encomendado pelos in- tegrantes do grupo em que Zé Luiz tocava na época. Ganhando espaço Nos primeiros tempos, por se tratar de uma produção ainda muito pequena, os componentes eram todos Por Dentro da Meteoro Fábrica da Meteoro, localizada em São Paulo, capital
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    Por Dentro daFábrica Meteoro WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 127 Papo rápido Para saber mais detalhes so- bre a realidade da Meteoro, conversamos com a gerente de marketing e exportação da empresa, Kika Brandão. Entre as revelações, Kika falou da fábrica da empresa fora do País, já em operação. Acompanhe: Qual é a produção/mês da Meteo- ro, em média, e em quanto pretendem aumentar esses índice? Quatro a cinco mil aparelhos. A filosofia da fábrica é de crescimento e não vamos parar de almejar isso, princi- palmente pela arte e pela música. Precisamos também ser responsáveis pela qualidade da música e dos músi- cos no Brasil, sabemos que quanto mais, e melhor, pro- duzirmos, mais possibilidades teremos de formar uma geração realmente interessada na música. Acredito que a música tem um papel muito mais importante que ape- nas esperar o surgimento de novos ‘pop stars’. Ela gera empregos e há uma enorme quantidade de pessoas e empresas envolvidas nesse mercado. Quando o governo e afins começarem a perceber que, além de um merca- do crescente, geramos divisas e até novas tecnologias, talvez possamos pontuar com percentuais mais signi- ficativos no PIB e chamar a atenção para os impostos exorbitantes que são cobrados em cima de fabricantes, importadores, lojistas e consumidores. Aí sim, quem sabe possamos realmente crescer e fazer deste país, tão musical, um celeiro de novos e criativos músicos, possi- bilitando a um número maior de interessados na música comprar seus instrumentos e equipamentos, movimen- tando ainda mais aqueles que constroem esse universo. Qual é o enfoque atual em termos de produtos? Aparelhos valvulados de pequenas voltagens com pre- ço acessível, qualidade superior, tecnologia de ponta, maior versatilidade em seu transporte — estes que são os chamados low wattage. Vamos focar bastante em produtos nessa linha. A Meteoro tem fábrica no Brasil e também no exterior? Montamos uma fábrica fora do Brasil, sim, com funcio- nários, diretores e engenheiros brasileiros deslocando-se a cada 70, 90 dias, indo e voltando em um intercâmbio quase frenético para ajustar a forma de trabalho e ade- quar nossos desejos e aspirações como fabricantes. Mas essa é outra história que vamos contar mais para a frente, por enquanto está tudo muito no começo. O que posso asse- gurar é que já estamos pro- duzindo por lá três ou quatro linhas que estão chegando ao Brasil com ainda mais qualida- de, acabamento e alterações eletrônicas que seriam impossí- veis de ser executadas aqui — por fazermos um repasse enorme para o produto, o que o encareceria muito, indo de encontro com a filosofia da Meteoro que é mesmo a do bom e barato, com qualidade sempre. Qual é a participação dos produtos exportados no faturamento da Meteoro? Chega a uns 10%. Qual é o maior desafio atual da empresa? Melhorar. Este é um desafio que será sempre atual. Al- mejamos também mais aperfeiçoamento profissional e dos produtos; diminuir custos para que possamos fazer um repasse no valor do produto cada vez mais acessí- vel, além da qualidade que buscamos incansavelmente. OqueolojistapodeesperardaMeteoronaExpomusic? Um pacote de vendas maravilhoso, com preços e con- dições imperdíveis. Já contamos com o resultado de esforços internos que possibilitaram preços finais mui- to bons, além de uma campanha que desenvolvemos junto ao departamento de vendas. No mais, criamos espaços bem interessantes como o Acústico Vip, onde será possível conferir os lançamentos com nossos es- pecialistas de produtos e workshows com nossos en- dorsees signatures, que apresentarão os produtos que assinam — amplificadores que geralmente não temos como demonstrar em nossas viagens pelo Brasil por serem aparelhos de palco valvulados de alta potência e muito peso. Haverá ainda brindes fantásticos que de- senvolvemos junto aos nossos parceiros Hurley e NOS Brasil, com ênfase nos lançamentos da Meteoro para teclado e violão, que completarão a nossa linha Nitrous e estarão vindo com design bem arrojado. Estamos nos movimentando muito para dar aos nossos parceiros possibilidades maiores de trabalhar com a fábrica e ter maiores facilidades para movimentar seus negócios. É uma equação fácil: todo mundo acaba ganhando e quem ganha mais ainda é a música brasileira. Por Dentro da Fábrica Qual é a produção/mês da Meteo- ro, em média, e em quanto pretendem essa é outra história que vamos contar mais para a frente, por enquanto está tudo muito no Brasil com ainda mais qualida- de, acabamento e alterações eletrônicas que seriam impossí- veis de ser executadas aqui — por fazermos um repasse enorme para o produto, o que o encareceria muito, indo de
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    128 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Por Dentroda Fábrica Meteoro Produtos essenciais Das mais de 20 linhas de produtos para guitarra, baixo e teclados que a Meteoro oferece ao músico, conheça alguns amplificadores que são destaques da marca: Nitrous Drive - 15 Para guitarristas, possui 15 watts RMS de potência e um falante de 8”, o Nitrous Drive - 15 foi desenvolvido para atender às necessidades de guitarristas dos mais diversos gêneros musicais. Próprio para estudo, o equipamento é pequeno e chega às lojas com um baixo custo. Atomic Drive - 20 Embora pequeno, o Atomic Drive - 20 com 20 watts RMS de potência e um falante de 8” promete superar as expectativas do guitarrista com o seu timbre de distorção e potência. Demolidor FWG 50 Com 50 watts RMS de potência e dois falantes de 8”, o Demolidor FWG 50 pode ser usado tanto para estudo quanto em ensaios e shows. Fácil de transportar, o fabricante assegura um bom custo-benefício para o guitarrista. Nitrous GS100 Baixo custo e qualidade sonora são a marca do Nitrous GS100. Com 100 watts RMS de potência e dois falantes de 10”, o equipamento promete agradar até os guitarristas mais exigentes. Demolidor FWB 20 Para contrabaixistas, o versátil Demolidor FWB 20 pode ser usado para estudo, ensaios ou até mesmo em shows. O modelo mais vendido da linha Demolidor tem 20 watts RMS de potência e um alto-falante de 8”. comprados em lojas de eletrônica, o que aumentava ainda mais o custo de fabricação dos equipamentos. “Não me esqueço das dificuldades para conseguirmos colocar no mercado um aparelho nacional de fabricação caseira”, conta Zé Luiz. Com o aumento da produção, ou- tros problemas começaram a surgir na parte administrativa, que passou a re- querer uma atenção cada vez maior. Nessa época, o irmão Ocimar—hojesócio—foicon- tratado para cuidar da admi- nistraçãodaempresa. Resolvidas as questões administrativas, os irmãos passaram a se dedicar à di- vulgação da marca em todo o País, apresentando seus produtos pessoalmente, de loja em loja. Ainda com dificuldades em consolidar a marca no Brasil, a Meteoro convidou músicos já con- sagrados para conhecerem os seus equipamentos e colaborarem, assim, para o desenvolvimento e aprimora- mento dos amplificadores. Deu certo. Hoje, consolidada, a Meteoro tem seu nome associado a artistas renomados em sua lista de en- dorsees como Titãs, Sepultura, Capital Inicial, O Rappa, Paralamas do Suces- so, Tihuana, entre outros, além de oferecer ao músico uma linha sig- nature composta pelos guitarris- tas Andreas Kisser, Faiska e Hélcio Aguirra, além do tecladista Daniel Latorre e do baixista Paulo Xisto. Mercado externo Desde 2001, a Meteoro vem mar- cando presença no mercado inter- nacional ao participar das mais im- portantes feiras do setor no exterior. De acordo com o departamento de marketing da empresa, entre 2001 e 2005, a Meteoro trabalhou a marca lá fora por meio de visitas a possíveis clientes e exposição dos produtos em estandes co- letivos. Nos anos subsequentes, participou da Namm Show (Los Angeles) e Musikmesse (Frank- furt) com estande próprio, além da Sound Check (México), por meio do distribuidor local, e da Mu- sic China, como visitante. A partir de 2008, a Meteoro pro- moveu uma reestruturação interna a fim de estudar a melhor forma de a Meteoro oferece ao músico, conheça alguns mais diversos gêneros musicais. Próprio para estudo, o equipamento é pequeno e chega às lojas com um baixo custo. Com 50 watts RMS de potência so, Tihuana, entre outros, além de oferecer ao músico uma linha Desde 2001, a Meteoro vem mar- cando presença no mercado inter- Para contrabaixistas, o versátil Demolidor FWB 20 marketing da empresa, entre 2001 e 2005, a Meteoro trabalhou a marca lá fora por meio de visitas da Sound Check (México), por meio do distribuidor local, e da Mu- marketing da empresa, entre 2001 José Luiz, presidente da empresa
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    Meteoro Amplificadores Meteoro Amplificadores Tel.:(11) 2443-0088 www.meteoroamplificadores.com.br Por Dentro da Fábrica Meteoro consolidar a marca fora do País, além de criar novos planejamentos para tornar o seu preço mais competitivo para as vendas no mercado externo. Dez anos após estar atuando in- ternacionalmente, hoje a Meteoro está presente em mais de 23 nações, desenvolvendo um trabalho mais in- tenso na Rússia, Itália, Suíça, Suécia, Alemanha, Polônia, Paraguai, Guate- mala e México. Padrão de qualidade Produzidos nos 4.500 m2 da sede da Meteoro Amplifiers, em Guarulhos, SP, pelos cem funcionários da empre- sa, os amplificadores — sem exceção — seguem o mesmo padrão. “Todos os amplificadores Meteoro possuem o mesmo padrão de qualidade; não temos uma linha especial para ex- portação. Nossa missão é levar o me- lhor que um amplificador pode ofe- recer ao nosso cliente, onde quer que ele esteja”, contam os sócios Zé Luiz e Ocimar. “O nosso objetivo é, e sempre será, ofe- recer o melhor para o músico, seja ele profissional ou não. Foi com esse pensamento que conseguimos atravessar todas as cri- ses e momentos difíceis pelos quais passamos e mantemos a nossa marca há tantos anos no mercado. Estamos sempre buscando o que há de melhor e de mais inovador no mercado para aperfeiçoar cada vez mais os nossos produtos.”  Ocimar Ferreira, diretor financeiro Paulo Roberto Ferreira, diretor de engenhariaLinha de produção da Meteoro
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    130 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PDV Marketing RolandForesta: espaçoda marca no PDV Buscando oferecer ao con- sumidor final uma forma de testar com calma e tranquilidade seus pianos digi- tais, a Roland decidiu fazer uma parceria com algumas lojas e im- plantar nelas uma área exclusiva com seus produtos para demons- tração: o Roland Foresta. Lançado no Japão em 2008, o espaçoestreounoBrasilemoutubrode2010.Aprimeiraloja na qual foi instalado foi a PlayTech, em São Paulo. Desde en- tão,aideiavemsendoimplantadaemoutraslojasdosetor. Segundo Amador Rubio, gerente de produtos da empresa,o Foresta facilita a escolha e a compra de um piano digital, já que propicia um espaço diferenciado para que o cliente teste o produto. “O espaço deve trans- mitir uma atmosfera familiar, calma e confortável. Esse clima leva o cliente a perceber detalhes que passariam despercebidos em uma loja normal”, conta. A EMPRESA INFORMA QUE ATÉ O FINAL DE 2012 O PROJETO DEVE SE ESTENDER A 25 PDVS NO TOTAL Até o momento, já são 11 unidades pelo Brasil: Made In Brazil, RJ; Sonkey, PR; Harmonia Musical, GO; Joia Musical, SP;Foxtrot,BA;GuitarMusic,SP;duasunidadesdalojaInter- mezzo,SP;EstúdioEletrônica,PB;Timbres,SP;eShalon,BA. Como a ação se reflete nas lojas? Em junho de 2011, o espaço foi instalado na loja Harmo- nia Musical, alocada em Goiânia, GO. O estabelecimento já trabalhava com pianos Roland anteriormente, mas não comaidentidadevisualfornecidapelaação.SegundoThia- go Cunha, gerente comercial da loja, o Roland Foresta au- mentou a venda desses produtos. “Tínhamos uma média modesta de comercialização dos pianos Roland, mas des- de a instalação, passamos a vender duas ou três peças por mês, que variam de R$ 4.000,00 a R$ 15.000,00 cada.” Toda a montagem foi feita pela equipe Roland, que aproveitou a ocasião para treinar os funcionários da loja. Para o comerciante, a coexistência com outras marcas de piano digital é saudável. “Trabalhamos bem com outras Área exclusiva da Roland em PDV eleva venda de pianos da marca em até 50% Por Juliana Cruz espaçoestreounoBrasilemoutubrode2010.Aprimeiraloja Até o momento, já são 11 unidades pelo Brasil: Made In PlayTech
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    PDV Marketing WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 131 Conheçaalguns produtos explorados no Roland Foresta Linha DP – pianos digitais de móvel Possui os modelos DP-900 e DP-990RF • Sistema SuperNatural Piano • Teclado PHA II com Escapement • 337 timbres dos mais variados instrumentos • 72 músicas internas. Arquivos MIDI e WAV podem ser reproduzidos a partir de dispositivos de memória USB ou unidade de CD opcional • Função Twin Piano — divide o teclado em duas partes iguais para que possa ser tocado por duas pessoas ao mesmo tempo • Gabinete compacto Conheça alguns produtos explorados no Roland Foresta • Função Twin Piano — divide o teclado em duas partes iguais para que possa ser Linha RG – digital Mini-Grand Piano RG-1F • Sistema de som SuperNatural Piano • Recurso Piano Designer, que permite a personalização dos sons (ressonância, ruído do martelo etc.) • Teclado PHA III Ivory Feel com Escapement (duplo escape) • Pedais tradicionalmente estilizados com o sistema Progressive Damper Action e reconhecimento de meio-pedal • Acabamento em Satin Black com detalhes dourados nos pés • Equipado com alto-falantes • Painel intuitivo e de fácil utilização • Dimensões: largura 1.420 mm, profundidade 730 mm, altura 890 mm com a tampa fechada e 1.270 mm com a tampa aberta Linha FP – pianos digitais portáteis FP-4 • Equipado com som de Piano Acústico de Cauda, gravado com tecnologia Roland de última geração • 128 vozes de polifonia para tocar peças clássicas ou utilizar sons e ritmos sem corte de notas • Novo mecanismo Progressive Hammer Action Alpha II, com melhor sensibilidade e resposta de toque • Alto-falantes embutidos • Diversos patterns musicais, uma verdadeira banda para acompanhamento • Disponível nas cores branca ou preta Linha HP – pianos digitais de móvel Mesma configuração para os modelos HP-302 e HP-305 • Som com tecnologia SuperNatural Piano Sound • Teclado PHA II com Escapement (duplo escape) • Gabinete com Classic Position, em que a tampa esconde o painel de controle para melhor concentração na execução • Novo gabinete com três pedais redesenhados Linha HP – pianos digitais de móvel Mesma configuração para os modelos HP-302 e HP-305 • • Teclado PHA II com Escapement (duplo escape) • Gabinete com Classic Position, em que a tampa • Novo gabinete com três pedais redesenhados de Cauda, gravado com tecnologia Roland de última geração • Recurso Piano Designer, que permite a personalização • Teclado PHA III Ivory Feel com Escapement (duplo escape) • Pedais tradicionalmente estilizados com o sistema Progressive Damper Action e reconhecimento de meio-pedal • Diversos patterns musicais, uma verdadeira banda para acompanhamento • Recurso Piano Designer, que permite a personalização • Teclado PHA III Ivory Feel com Escapement (duplo escape) • Diversos patterns musicais, uma verdadeira banda para acompanhamento e pernas frontais que conferem aparência de um verdadeiro piano acústico • Modo Twin Piano, que possibilita duas pessoas tocarem simultaneamente na mesma região • Porta USB para arquivos de memória externa e leitor de CD opcional
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    132 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PDV Marketing marcasde pianos digitais, mas com esse espaço os clientes sempre querem testar o Roland antes de defi- nir que modelo comprar”, explica. Cunha completa dizendo que com o mercado cada vez mais competitivo e com o crescimento do e-commerce, é necessário tornar o espaço físico das lojas mais atraente para os clientes que, de acordo com o lojista, estão recebendo muito bem o Roland Foresta. “O espaço chama bastante a atenção e cria um clima mais aconchegante para a compra. Ao en- trar na seção de pianos, os clientes já imaginam como seria esse mesmo espaço em suas residências.” Metas e produtos Segundo Everton Thomeu, supervisor de marketing da Roland,oobjetivodoprogramaéfirmarparceriascada vez mais sólidas com as lojas. “Nosso foco, a princípio, são lojas de grande a médio porte — onde podemos co- meçar a trabalhar com produtos de preço mais acessí- vel, como alguns modelos das linhas DP e HP”, explica. A ideia é conquistar os clientes aos poucos. Thomeu frisa que a escolha de equipamentos depende dos produtos de que as lojas dispõem, mas informa que atualmente a Roland tem priorizado as linhas DP e HP, ambas de pianos de móvel. Além de- las, o espaço Foresta costuma apresentar modelos da linha RG, pianos de cauda, e FP, de pianos portáteis. A empresa informa que até o final de 2012 o proje- to deve se estender a 25 PDVs no total. Amador Rubio, gerente de produtos, acredita que a disseminação da ação esteja se dando de forma rápida por não benefi- ciar apenas o consumidor final, mas também os lojis- tas. “Além do apelo visual e decorativo, o crescimento em vendas que excede a marca de 50% é responsável pela rápida propagação do conceito”, argumenta. É importante ressaltar que os lojistas parceiros es- tão cientes de que o espaço Foresta não é apenas um elemento decorativo. “Trata-se de uma parceria com a Roland que eleva a loja a uma posição privilegiada, pois contará com produtos de qualidade superior para um públicodiferenciadoemumambienteespecial”,conclui. Para os lojistas interessados em ter o Roland Fo- resta em seu estabelecimento, é importante salientar a necessidade de cumprir um acordo comercial com a Roland do Brasil, possuir espaço compatível e profis- sionaisaptosparaatenderadequadamenteosclientes que procuram pelos produtos que integram o Foresta. Caso a loja não tenha um vendedor especializado em pianos, a Roland oferece treinamento no próprio esta- belecimento para a equipe de vendas.  O conceito Roland Foresta Amador Rubio, gerente de produtos da empresa, explica que o conceito Roland Foresta vem da palavra ‘floresta’ como fa- lada em italiano no período romântico: “Sua pronúncia é igual em todas as línguas. Dessa forma, os lojistas Roland em todo o mundo podem ter o seu espaço Foresta sem necessidade de alterar a grafia para se adaptar à língua”. O site da ação conta que a referência à floresta se dá por se tratar de um espaço criado exclusivamente para que a música cresça. Made in Brazil Intermezzo Harmonia Musical
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    134 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR GESTÃO COMPETÊNCIAS PARA OSUCESSO é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de Sete vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional, pela Editora Saraiva, e coautor de outros livros. E-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br TOM COELHO CONHEÇA, EM DETALHES, AS CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS PARA SE TER ÊXITO NO MUNDO CORPORATIVO José é um profissional dedicado. Trabalhador, como sedizporaí.Levanta-secedoesegueparaotrabalho, subindo e descendo de ônibus diversos. ‘Boa-praça’, sempreestádisponívelparaumbate-papoeumacerveja gelada com os amigos. Modesto em seus trajes, simples emseuvocabulário,suaabordagemestácalcadaemseu carisma, mais do que em seu conhecimento. Faltam-lhe respostas, sobram-lhe dúvidas. Chega tarde em casa, cansado,equasenãopodedaratençãoàfamília.Ganha osuficienteparamantê-lacomdignidade,masadificul- dadeestápresenteemsuavida.Noentanto,acreditaque ‘comaajudadeDeus,ascoisasvãomelhorar’. João é um profissional igualmente dedicado. Bem-sucedido, como se diz por aí. Levanta-se e, com tranquilidade, toma seu café da manhã na presença da esposa e dos filhos. Leva-os à escola, em seu car- ro recém-adquirido; em seguida, parte em visita aos seus clientes e fornecedores, previamente agendados. Carrega em seu notebook amplas informações so- bre sua empresa, para uma eventual consulta. Seus contatos contemplam a objetividade inerente aos negócios associada à descontração do diálogo sobre os mais variados assuntos, de política e futebol aos acontecimentos da novela na noite anterior. Em casa, janta em companhia da família, auxilia as crianças nos deveres escolares e planeja com a companheira o roteiro da próxima viagem de férias. Esseéumolharsobredoishomensquepodemguar- dar entre si apenas a similaridade de suas profissões. Duasversõesdavidadelineadasporcaminhosopostos, traçadospeloempregodediferentescompetências. O que é competência? A primeira vez que tive contato com o conceito de competências foi a partir do trabalho formulado pelo psicólogo de Harvard, David McClelland. O ano era 1999 e eu cursava o Seminário Empretec, um treinamento eminentemente comportamental con- duzido no Brasil pelo Sebrae. O Empretec marcou uma fase importante de mi- nha carreira profissional, uma vez que me conduziu a umavisãodiferentedegestãoapartirdeumelencofor- mado por dez grandes competências inerentes aos em- preendedores de sucesso, mapeadas por McClelland. Anos depois, a partir de minha experiência e es- tudos, formatei um novo conjunto de competências divididas em cinco grupos temáticos, conforme ilus- trado no quadro a seguir. Competências técnicas Baseiam-se no conhecimento e exigem atualização permanente, sendo fundamentais para o exercício profissional. Por sua natureza, podem ser aprendi- das, exercitadas e desenvolvidas por meio de treina- mento, elevando a habilidade de quem as pratica. CONHEÇA, EM DETALHES, AS CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS O Empretec marcou uma fase importante de mi-
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    136 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Gestão TomCoelho Competências comportamentais São lastreadas nas atitudes pessoais, na forma como você age e responde perante o meio, determinando se você realizará o que se propõe a fazer ou não. Por isso, o grande influenciador nesse quesito é a sua personalidade e seus determinantes: a hereditarie- dade, o ambiente e as circunstâncias. Competências relacionais Envolvem atributos técnicos e comportamentais, bem como estão intrinsecamente ligadas às rela- ções interpessoais e à gestão de pessoas. Os relacio- namentos representam o fórum em que podemos promover a disseminação do saber por meio da edu- cação, estimulando a sociabilidade. Competências valorativas Lastreiam-se no caráter e têm na moral sua baliza. Reunir competências técnicas, comportamentais e relacionais é uma condição necessária, mas não sufi- ciente para forjar um profissional reconhecidamente qualificado. Isso porque tantos atributos devem ser respaldados por um conjunto de valores que norteiem suas ações de maneira virtuosa, humilde e solidária. Competências transcendentais Recebem essa denominação por compreenderem atri- butos que ora podem ser tidos como técnicos, visto que envolvem conhecimento e atualização, ora como com- portamentais, pois estão intimamente relacionados a aspectos atitudinais, mas que também poderiam ser tratadoscomorelacionaisouvalorativos,porguardarem sinergia com as relações interpessoais ou com o código devalorespessoais.Ofatoéqueesseconjuntodecompe- tênciaséderelevânciasoberba,poisfuncionacomobase paraaconquistadetodasasdemaiscompetências. Um profissional disputado no mercado de traba- lho não é evidentemente aquele capaz de reunir todos esses atributos. Primeiro, porque são muitas as carac- terísticas apontadas, e desenvolvê-las demanda tempo para maturação. Segundo, porque para certos cargos, algumas dessas competências são menos imprescindí- veis ou até dispensáveis, enquanto outras são catego- ricamente críticas. Para as organizações, as principais competências esperadas são aquelas alinhadas ao pla- nejamentoestratégicoecapazesdeproporcionarresul- tados no menor horizonte de tempo possível. O fato é que perseguir todas essas competências, desenvolvendo-as em maior ou menor grau, é garan- tia de êxito no mundo corporativo.  QUADRO GERAL DE COMPETÊNCIAS Técnicas Comportamentais Educação e proficiência Iniciativa e acabativa Determinação e ambição Metas e planejamento Excelência e superação Disciplina e organização Administração do tempo Comprometimento e lealdade Paciência e tolerância Negociação Responsabilidade Autoconfiança e independência Pensamento estratégico Ousadia e coragem Resiliência Visão sistêmica Criatividade e inovação Relacionais Valorativas Transcendentais Comunicação Integridade Autoconhecimento Credibilidade e marketing pessoal Generosidade Empreendedorismo Atendimento e empatia Pluralidade Paixão Persuasão e networking Ética Liderança e empowerment Teamwork
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    Saiba mais emnosso site www.eminence.com. Um avanço de som agradável para os LOjistas! O eminence tone center. made in the usa www.italotrading.com A Arte e a Ciência do Som CV AUDIO COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO Sem dúvida o alto-falante da guitarra é uma das peças mais importantes do quebra-cabeça sonoro.Quase sem ter um modo para fazer uma demonstração deles em uma loja,para as lojas tem sido sempre um desafio vender um alto-falante de reposição ou um diferenciado. O Eminence Tone Center, consistindo de uma caixa 4 x 12”equipada com quatro modelos diferenciados de alto-falantes de guitarra com som único e um foot switch,finalmente oferece ao consumidor a habilidade de reproduzir usando uma gama de alto-falantes só conectando em qualquer amplificador da sua escolha.Com gráficos coloridos e cartões de informação de produto para cada modelo,o display para loja facilita a decisão de compra do cliente. Para mais informações,consulte a CV AUDIO, novo distribuidor EMINENCE para o mercado Brasileiro. www.cvaudio.com.br | (11)2206-0008
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    138 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Expansão Marutec Indona contramão, a Marutec se prepara para abrir uma grande fábrica no Brasil que irá triplicar a produção e avisa: EUA, Japão e Europa, aí vou eu! Tudo ao mesmo tempo agora, já! Este poderia serolemadaMarutecnestemomento.Apesar de terem rigidamente se preparado, planejan- do a expansão com calma, a efetivação está ocorren- do agora. A empresa está investindo em várias uni- dades de negócios. Além da abertura do escritório na China, criou a empresa BR Music nos Estados Unidos, uma estratégia para facilitar a distribuição das mar- cas da Marutec nos EUA, Japão e Europa. A Marutec também passará a focar a fabricação e venda de aces- sórios para todas as suas marcas e já está operando com um galpão em Sto. André, SP, de 4.600 m2. um novo centro de distribuição para todos os produtos importados que comporta 300 mil itens. Não é só isso. Um dos investimentos mais pontu- ais é construção da nova fábrica em São Bernardo do Campo, que pretende triplicar a produção e tem inau- guraçãoprevistapara2012.Aquemlêestanotíciapode parecerestranhoessetipodeestratégia,jáquehojesão poucas marcas nacionais que produzem seus produtos aqui,preferindooesquemaOEMviaChinaeoutrospa- íses asiáticos. O presidente da Marutec, Ney Nakamu- ra, explica: “Quem sabe daqui a dois anos o dólar não estaráaR$2,5,ouentãosurgiráumnovogovernoproi- bindo a importação de instrumento musical? Se você não está preparado para as duas vias, pode perder o chão.Étudomuitobempensado.Afábricaérealmente a sustentação, o diferencial. Por isso investir nela nesse momento. É algo para colher daqui a dez ou 15 anos”. Para conversar sobre esses investimentos, a expansão e es- clarecer alguns boatos que vêm circulando no mercado, a MM conversoucomosprincipaisexe- cutivos das unidades de negó- cios da Marutec: Ney Nakamu- Genuinamente Brasileira DE DEZ ANOS PARA CÁ, AS COISAS MUDARAM. ANTES A GENTE BRIGAVA PARA APARECER, HOJE AS PESSOAS JÁ NOS CONHECEM. — MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING— MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING— MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING— MARCELO ROSSI, GERENTE DE MARKETING Marco Vignoli (esq.), Ney Nakamura e Marcio Zaganin
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    Expansão Marutec WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 139 ra,presidente; Marcio Zaganin, luthier desenvolvedor de todos os produtos da empresa e sócio de Nakamura na N. Za- ganin e Custom Guitars; Marco Vignoli, gerente comercial e, agora, coproprietá- rio da Custom Guitars; além de Marce- lo Rossi, gerente de marketing, um dos grandes responsáveis pela consolidação damarcaTagima.Acompanhe. Qual é o estágio de desenvolvimen- to da Marutec atualmente? Ney Nakamura: Diriaquehojeécomo um grupo que se estabelece e se forta- lece a cada dia. Quando digo grupo, vejo que estamos fortes no mercado de cordas e instrumentos com a mar- ca Tagima, marca própria da Marutec, e com a Memphis. Estamos também com a Custom Guitars, onde — com Marcio Zaganin e Marco Vignoli, convidado a ser sócio recentemente — faremos toda a comercialização de acessórios de instrumentos musicais. E ainda com a N. Zaganin, e a Bose, em áudio, que foi uma mudança muito grande. Em termos de unidades de ne- gócios, estamos em franca expansão. Quais são as considerações após um ano de Bose? Marco Vignoli:Descobrimosqueéum mercadomaltrabalhadonoBrasil.Co- meçamos a perceber que por mais que sejamaiscaro,háinteresse.Aspessoas tinham de ter acesso, agora elas têm. É prazeroso trabalhar com produtos que não precisamos ficar explicando. Nas devidas proporções, em relação à Tagi- ma, um lojista também não tem de ex- plicarmuitoparaocliente.Oresultado está dentro do esperado. Vocês estão com duas filiais fora do País. Como está esta expansão? Nakamura: Temos uma empresa do grupo que fica nos Estados Unidos, a BRMusic,alocadaemMiami.Etemos um escritório da Marutec na China. A BR Music fará a importação e expor- tação de produtos do Brasil, além de distribuí-los lá fora. Estando nos EUA, você tem um portal para o mundo ge- rando negócios para a Europa, o Japão etc. Por que BR? Porque ela também vai distribuir outras marcas brasilei- ras. Essa é a função da BR Music. Tem algum país em que vocês vão focar mais a exportação? Nakamura: Naturalmente os Estados Unidos — apesar da crise, é um mer- cado que tem demanda — e o Japão, ondenossosendorseessãofortes.Tudo vai realmente se concretizar com a fábrica em São Bernardo do Campo, para a qual importamos uma série de maquinários, com cortes automáticos. Aprodutividadedevecrescerbastante. Com o dólar barato e a maioria das empresas focando em OEM, por que investir na produção no Brasil? Nakamura: É a nossa característica, oferecer segurança para o consumidor e o lojista. Se o mercado está bom para importar, vamos trabalhar com isso, mas atentos à produção daqui. Como sou brasileiro, sei que este país é instá- vel.Quemsabedaquiadoisanosodólar nãoestaráaR$2,5,ouentãosurgiráum governo proibindo a importação de ins- trumentos? Se você não está preparado para as duas vias, pode perder o chão. É tudomuitobempensado.Afábricaére- almenteasustentação,odiferencial.Por issoinvestirnelanessemomento.Éalgo paracolherdaquiadezou15anos. Produtos Top Marutec 7. N. Zaganin TL Custom 6. Tagima Premium TG 7350 3. Cordas Tagima 5. N. Zaganin Contrabaixo Asema 2. Afinador WCT-1 Produtos Top MarutecProdutos Top Marutec Afinador 1. Signature Kiko Loureiro Produtos Top MarutecProdutos Top Marutec N. Zaganin Contrabaixo Asema 5. N. Zaganin Contrabaixo Asema 5. N. Zaganin Asema 3. Cordas Tagima 3. Tagima N. ZaganinN. Zaganin Tagima Premium TG 7350 6. TG 7350 6. Tagima Premium TG 7350 N. Zaganin TL Custom 7. TL Custom 7. N. Zaganin TL Custom 4. Violão Dallas Turner 1. Signature Kiko LoureiroKiko Loureiro 2. Afinador WCT-1 Afinador Cordas Tagima 3. Tagima 4. Violão Dallas TurnerViolão Dallas Turner N. Zaganin5. N. Zaganin Asema N. Zaganin Tagima TG 7350 6. TG 7350 N. Zaganin TL Custom 7. TL Custom
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    140 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Expansão Marutec Porque a escolha de se focar mais em acessórios? Vignoli: Como estou no time de frente com os representantes, sei que sempre houve uma demanda. A Tagima tem, por exemplo, um violão que é um dos mais vendidos no Brasil, o Dallas. O lojista chega e fala que tem o mode- lo para vender, mas não tem peça de reposição. Por sermos fabricantes do produto, inserimos uma pequena li- nha dentro da Marutec, com afinado- res, cordas etc. Era um complemento, masnãotinhafoconenhum.Sóvendia por estar no mix, mas é um negócio atraente, por questão de margem para o lojista e para o consumidor final, existe uma procura. Então resolvemos assumir de vez os acessórios Tagima. Fechamos também os captadores Ca- brera no Brasil. O Augusto Cabrera vai produzir, mas a administração do ne- gócio será da Custom Guitars. Considerando a possível entrada de mais marcas internacionais no Brasil, como vocês estão lidando com isso? Marcelo Rossi: Acho que esses distri- buidoresfizerammuitopoucopelomer- cado, simplesmente tentaram aprovei- tarafamaqueseusprodutosjátinham. marcasinternacionais,narealidadesão asmarcascomquenóscompetimos,as grandes marcas tradicionais. A briga é com elas. Temos a Tagima brigando contra essas marcas e a Memphis, que estáaíparabrigarnonichodeguitarras mais baratas - essas tiradas de catálo- gos de fabricas chinesas por esses aven- tureiros de plantão. Mesmo falando da Memphis como sendo para iniciantes, temos de lembrar que ela tem a assi- natura by Tagima, Mesmo falando da Memphis como sendo para iniciantes, temos de lembrar que ela tem a assina- turabyTagima,significandoquedispõe detodaatecnologia,desenvolvimentoe know-howdosprodutosTagima Falando nisso, uma mudança no ce- nário é que as grandes marcas es- Tendência em instrumentos de cordas “Nos anos 80 foram as guitarras pontudas, modernas. Nos 90, isso foi perdendo força e tivemos o retorno do vintage com as clássicas. Aí, em 2000, temos um mix com modernos, vintage, heavy metal. Hoje, acho que a tendência é uma releitura, que a gente já faz na Tagima. A 635 nada mais é que a releitura de um instrumento clássico, mais antigo, mas com a nossa identidade. Tem cara de vintage, mas tem sua parte moderna. Dentro da linha temos a Infinity, que remete ao clássico, mas também é toda moderna. E temos para este ano um lançamento, mais exótico, mais agressivo. Um negócio mais roqueiro. Em violões temos um excelente clássico, assinado pelo Ulisses Rocha. Aí tem a linha acústica de aço, a linha folk — e dentro dela temos também a linha Premium, uma grata surpresa. Tínhamos até dúvida se esses instrumentos mais caros teriam saída, mas foram para o mercado e vingaram, tanto que nem conseguimos atender à demanda.” — Marcio Zaganin, luthier responsável por todos os produtos da Marutec e sócio de Ney Nakamura na N. Zaganin e na Custom Guitars, ao lado de Marco Vignoli A base da Tagima são os músicos, os endorsees que temos e tratamos com carinho. Todos eles foram negligencia- dospelosimportadores,osmesmosque estão atrás deles agora que o gato subiu no telhado, então acredito que com a entrada dessas novas marcas, em es- pecial,essasituaçãosealtere,masacho queissolevamuitotempo.Nãoéassim, chegar e tomar o mercado. Não digo só pela Tagima, mas pelas outras marcas nacionais, Solez, Meteoro, são marcas que estão aí trabalhando, acreditando einvestindonomercadoenosmúsicos. Isso exige tempo e confiança. E essas marcas internacionais foram muito seletivas, totalmente contrárias à nossa realidade. O Brasil não é seletivo, é de- mocrático. O lojista e o músico brasilei- ro querem ser respeitados. As grandes A base da Tagima são os músicos, os — Marcio Zaganin, luthier responsável por todos os produtos da Marutec Fábrica que está sendo construída em São Bernardo do Campo, SP
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    Expansão Marutec WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 141WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR141 MarutecMarutec Tel.: (11) 2915-8900 www.tagima.com.br N. Zaganin e Custom Guitars Tel.: (11) 3642-1088 www.nzaganin.com.br tão fazendo produtos com preços mais acessíveis. Qual é a estratégia para lidar com essa realidade? Rossi: Eles estão fazendo isso pois que- remnossonichodemercado,nãoocon- trário. Eles perderam esse espaço para nós porque trabalhamos com o músico brasileiro, diferente deles, que jogavam o que queriam no mercado e tínhamos denossujeitar.ATagimanão,nascemos com o músico brasileiro. Eles se preo- cupam com a gente, tanto que criaram esses produtos para bater de frente com os nossos. Mas de dez anos para cá, as coisas mudaram. Antes a gente brigava para aparecer, e hoje as pessoas já nos conhecem.Umavezeuestavanumaloja emCuritibaetinhaunsmeninosconver- sando atrás de mim. Um deles falou que estava juntando dinheiro para ter a gui- tarradossonhos.Virei,imaginandouma Fender,maseleestavacomumaTagima 635.Issoparamimfoimuitobacana,pois todo o nosso planejamento de marke- ting,amensagemquepretendíamospas- sareraexatamenteesta:botarnacabeça dequemqueriateruminstrumentoque a nossa guitarra fosse uma referência. Mostrouqueestamosnocaminhocerto. Há um boato de que a Fender está processando vocês por causa do he- adstock. O que há de verdade nisso? Nakamura: A Fender entrou novamen- teemcontatocomagente,perguntando senãoqueríamosmudaroshapeda635. A 635 nova não é mais parecida com a Fender porque já mudamos. Também falamos que, se acham que têm tanto direito, entrem com o processo. É muito maldoso falar que ela está nos proces- sando,masoqueaconteceéqueelaestá perdendoacadadia.AMarutecéética,é correta.Eeunãovouchegarnainternet e dizer que estou ganhando. Então toda vezqueelaentracomumapartedopro- cesso, os juízes negam, porque não há fundamento. Ela quer ter direitos sobre um desenho industrial que já perdeu há muitotempo.ApatentejácaiunosEUA. Somos uma marca brasileira, querida aqui e com embasamento para refutar essascoisas.Estamostranquilos. Muita gente não sabia que o Seizi não estava mais na Tagima... Nakamura: A Marutec adquiriu a Ta- gima em 1997. Até essa época era uma marca conhecida pelos músicos, mas muito local, artesanal, underground. Trabalhamos duro durante anos para desenvolver a marca. Então é natural quesejamoscopiados.Enãosócópiade modelos, mas também da marca, e há importadoresqueestãotentandopegar carona.Oqueaconteceuseisanosatrás équeestávamosnumasituaçãoemque tínhamos uma limitação tecnológica muito grande. Não tínhamos criação, e havia problemas na produção. Se conti- nuasse daquele jeito, hoje provavelmen- tenãoestaríamoscomtantoêxito. O que mudou de seis anos para cá? Nakamura: Amudançafoiabsurdaem termosdevendas,empresaequalidade. A pessoa responsável por isso é o Mar- cio Zaganin, um dos melhores luthiers do mercado, responsável pela criação, desenvolvimento e fábrica, onde im- plantou novas tecnologias. É um trio quetemos,comoMarco.Estamoscom a Tagima, N. Zaganin, Custom Guitars. Tudo isso faz uma coisa forte, sólida. A Tagima não é uma mera etiquetadora deprodutos,fazemostudo. Zaganin, fale um pouco desses seis anos de atuação na Marutec. Zaganin: Quando cheguei na Tagima vendia-semuito,mashaviamuitadevo- lução. A primeira etapa foi fazer uma fa- xinanaproduçãodoBrasil.Mantivemos os clássicos, criamos novos produtos e reforçamosapartedequalidade.Muda- mos os moldes, reformulamos desde a cola ao processo de secagem da madei- ra.Melhoramosapartedelogísticaden- trodafábricaparaganharmaisqualida- de e, para isso, diminuímos a produção. Reformulamosprojetos,modelos,atéco- meçaraadquirirumanovamentalidade do funcionário. O público tem pedido e, agora estamos aumentando a produ- ção e temos o projeto da fábrica nova, com muito mais recursos tecnológicos. Criamostambémumdepartamentode desenvolvimento, de onde o projeto sai desenhado por mim. Tudo é digitaliza- do, passado para 3D e depois vai para a produção. A primeira fase foi cuidar da fábrica do Brasil, e agora levamos esse know-how para a China, para que eles façam do jeito que o nosso consu- midorespera. Prédio e escritório da Marutec na China
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    142 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Estratégia RoyalMusic A importadora e distribuidora Royal Music se adapta à configuração atual do mercado e coloca em prática suas novas estratégias para ir cada vez mais longe. Já está, inclusive, nos EUA, com uma filial para operações internacionais, por onde já atua no Uruguai. Aonde ela quer chegar? Leia e saberá ARoyal Music é conhecida do mercado pelas marcas premium com que trabalha. Sua prin- cipal força vem daí. Gibson, Monster Cable, Zoom, Epiphone, Music Man, Paiste, DiMarzio, Ernie Ball e outras. Mas a antiga configuração do setor está mudando,bastaverasempresasinternacionaisabrindo escritórios diretos — a própria Royal perdeu a Harman em 2010 por compra da Selenium pela empresa alemã; lojas de instrumento trazendo marcas; importadoras também fabricando. Seguindo essa tendência, a Royal está entrando no mercado nacional com mais marcas próprias. Mas não só. Também vai reforçar seu mix in- ternacional, praticando preços mais acessíveis — para se ter uma ideia, a Gibson já dispõe de um modelo, pen- sado para o mercado brasileiro, de R$ 3 mil. O ano de 2011 é emblemático para a empresa, não só por colocar os novos direcionamentos em prática, mas também porque a Royal inaugurou seu prédio novo; trouxe com exclusividade a marca australiana de baterias Ashton; lançou — com enorme sucesso, diga-se de passagem — a marca Seizi; prepara-se para disponibilizar o vio- lão da Pitty, via Rockstar; ganhou o prêmio de melhor distribuidoradomundodaEpiphoneem2010;pretende lançar outra marca até o final do ano; e, além de tudo, começou a atuar no mercado internacional, operando diretamente de sua filial nos Estados Unidos, com a marcaZoom,quepassouadistribuirparaoUruguai. A MM foi até a sede da empresa, em São Paulo, SP, conversarcomodiretorRenéMoura,seudiretor,parades- cobrirmaisdetalhessobretodasessasnovidades.Confira! A Royal Music sempre trabalhou com marcas pre- mium. Agora a empresa pretende lançar por suas marcas próprias instrumentos com custo mais acessível, além de também trazer marcas com Ano de ação EM 2010, A HARMAN COMPROU A SELENIUM E FOI UM PROBLEMA QUE ENFRENTAMOS, MAS NÃO PREJUDICOU O FATURAMENTO, POIS DOBRAMOS COM AS OUTRAS LINHAS René Moura e uma das guitarras customizadas por Romero Britto
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    Estratégia Royal Music WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR143 1. Zoom G1n e, em breve, o novo do Kiko Loureiro G1kn exclusivo para a Royal esse perfil. O que levou a Royal a adotar essas novas estratégias? Essas linhas novas foram pedidas por nossos representantes, que precisam de produtos mais acessíveis em seu mix, mas com um toque Royal. Ou seja, acessível premium. Quais são as expectativas com relação a esse novo alinhamento? Aspesquisasindicamqueessesprodu- tos novos terão sucesso, pois têm de- sign, inovação e qualidade com preços bem atrativos ao consumidor final. Para atender à demanda estrutu- ral provocada com as novas mar- cas e fabricação de produtos, o que mudou dentro da Royal? Basicamente estamos trabalhando mais e construímos uma grande es- trutura de qualidade para os produ- tos, checando 100% das peças antes de irem para o mercado. Quais conceitos serão trabalhados com as marcas Seizi e Rockstar? A Seizi é a marca do famoso luthier Seizi Tagima, que tem uma vida de experiência em design. Queríamos um instrumento que juntasse as qualida- des mais pedidas pelos clientes dele ao longo desses 30 anos e o mestre Seizi conseguiu juntar tudo isso em um novo design. O conceito será o da mile- nar arte samurai com o grande mestre projetando essas novas guitarras. An- dreas Kisser é o embaixador na marca no mundo. Já a Rockstar vem trazer ao mercado produtos para quem não se contenta com a mesmice dos OEM, sem imaginação. São produtos com custo atraente, mas com atitude! O violão Pitty será um bom exemplo. Qual será a estratégia com a Seizi? A Seizi terá como público-alvo o gui- tarrista que procura um produto acessível com características únicas de instrumentos custom shop. As gui- tarras custam entre R$ 549 e R$ 949, Produtos Tops Royal 6. Afinador Rockstar Andreas Kisser 5. Guitarra Seizi Vision 4. Kits Paiste 7. Epiphone Les Paul Special 3. Cordas Ernie Ball — as preferidas de Slash, Jimmy Page e Eric Clapton, entre outros 2. Gibson Les Paul Tribute. Made in USA com preço ao consumidor próximo de R$ 3 mil GuitarraGuitarra Seizi VisionSeizi Vision 5.5. GuitarraGuitarra Seizi VisionSeizi Vision 1. Zoom G1n e, em breve, o novo do Kiko Loureiro G1kn Produtos Tops Royal aproximadamente, para o consumi- dor. Além disso, teremos edições cus- tomshopcomtiragenssuperlimitadas, para colecionadores, como é o caso do modelo Andreas Kisser. De que forma vocês estão trabalhan- do para criar uma identidade para as guitarras Seizi que não as confunda com os produtos da Tagima? Estamos trabalhando muito na identi-
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    144 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Estratégia RoyalMusic Royal MusicRoyal Music Latin America Tel.: (11) 5535-2003 www.royalmusic.com.br dade própria da marca e dos produtos. QuemolharumaguitarraSeiziveráque temidentidadeprópria,semsemelhan- ça com os produtos da Tagima. A Seizi é uma marca registrada no Inpi pelo Seizi Tagima, que nos cedeu o direito comercial de explorá-la. No site www. seiziguitars.com.br estamos mostran- do em vídeos a história da nova marca. Nosso maior interesse é que isso fique bemclaroparaoconsumidor. A Rockstar foi lançada no mercado com afinadores, agora virá o violão da Pitty. O que mais vem por aí? O próximo lançamento da Rockstar será o afinador signature do Andreas Kisser, que, juntamente com o violão da Pitty, serão grandes sucessos. Vi- rão mais novidades em breve. Como vocês enxergam a posição das marcas importadas com as quais já trabalham frente a essa nova fase da Royal, atuando com OEM? É muito comum em todo o mundo distribuidores terem marcas OEM. Em nosso caso, nada conflita, só com- plementam o mix. ARoyaltemconcorrentesquejáestão estabelecidos com marcas próprias ou estão reposicionando as mesmas nãoprejudicouofaturamento,poisdo- bramos com as outras linhas. Qual é a meta para 2011? Aumentar em 30% as linhas atuais e implementar as novas marcas no mercado. Desde o surgimento da Royal, quais foram as mudanças mais significati- vas que você pôde observar no setor? O amadurecimento do mercado de uma forma geral, mas ainda há muito a se fazer. Diante das grandes empresas atuan- do diretamente no País, como você vê o papel e a representatividade das importadoras daqui a dez anos? A importadora deverá ser uma ponte para a comercialização dos produtos, e não um obstáculo. Nós, com certe- za, somos uma ponte e colaboramos com nossa expertise no desenvolvi- mento de novos produtos. Muitos conceitos criados por nós, como o Zoom Signature do Kiko Loureiro, foi uma ideia de tamanho sucesso que posteriormente também foi utilizada nos Estados Unidos e Europa, mas foi ideia nossa. Acredito que para o fabri- cante ter um parceiro que pensa 24 horas em seus produtos, que conhece o mercado interno, adiciona valor aos seus equipamentos — como é o nosso caso — e vende por um preço justo é muito interessante.  Projetos de marketing tops Zoom – Lançamento de quatro modelos exclusivos para o Brasil, com Kiko Loureiro, Eduardo Ardanuy, Andreas Kisser e Juninho Afram. Gibson – Em parceria com a loja Made In Brazil, a Royal realizou a primeira Gibson’s Night no País. O evento, ocorrido no dia 5 de julho, já é tradicional em diversos lugares do mundo e é voltado, exclusivamente, para donos de guitarras Gibson. Epiphone – Nova visita ao Brasil do dr. Epiphone, que ensina tudo sobre as guitarras, e um leilão de um modelo Epiphone customizado pelo superartista Romero Britto, com todo o valor arrecadado doado para uma causa beneficente. Seizi – Festa de lançamento ocorrida em 15 de junho, em São Paulo, SP, que reuniu mais de 150 convidados e contou com a participação do luthier Seizi Tagima e do guitarrista Andreas Kisser, embaixador da marca. Rockstar – Evento de lançamento do violão Pitty. no mercado. Como vocês enxergam a concorrência e qual é o diferencial da Royal para se destacar frente a ela? Acho que o design, a qualidade e o marketing farão a diferença. Desde o final do ano passado vocês estão trabalhando com representa- ções. Quais são os resultados dessa nova forma de trabalho? Com certeza estamos atingindo mui- to mais lojas e por isso essas novas marcas chegam em boa hora. Atualmente, qual é a marca mais rentável da Royal? Todas apresentam a mesma rentabilida- de,masemvolume,EpiphoneeZoom. Como foi o ano de 2010 para a Royal Music? Em 2010 mudamos para a nossa nova sede, estreamos nosso novo showroom ecomeçamosatrabalharcomosrepre- sentantes. No mesmo ano, a Harman comprou a Selenium e logicamente foi um problema que enfrentamos, mas ESTAMOS ATINGINDO MUITO MAIS LOJAS E POR ISSO ESSAS NOVAS MARCAS CHEGAM EM BOA HORA
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    146 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Lojista Tocmixe Qualysom / PB Com ações rápidas, comerciante abriu três lojas em três anos e tornou-se preferência entre público consumidor de João Pessoa, PB Por Juliana Cruz O mais rápido do Nordeste Inaugurada em fevereiro de 2008, a Tocmix, criada para trabalhar com áudio e iluminação, já come- çou grande. São 150 m2 e 16 funcioná- rios, crescimento significativo quando comparado às proporções da primeira loja do fundador Maurício Calixto, a Eletromix — focada em eletroeletrôni- co —, inaugurada um ano antes com apenas 2 m2 e dois funcionários. Sendoadeptodasegmentaçãodeni- chos, Calixto optou, em agosto de 2009, por abrir um terceiro estabelecimento com foco em instrumentos musicais: a Qualysom. “A demanda crescente pela procura de instrumentos musicais e acessórios me fez ver a necessidade de uma loja especializada capaz de satisfa- zer o mercado musical pessoense. É im- pressionante como aumenta a cada ano a procura por instrumentos musicais”, enfatiza o comerciante. A Qualysom começou suas ativida- desjácom180m2e27funcionários,eem dezembrode2010mudouparaumaárea de 210 m2 e passou a ter 35 funcionários. Todas as lojas de Calixto ficam na mes- ma rua, cada uma voltada para um pú- blicoespecífico,emboraolojistaacredite se tratar de segmentos ligados. “Muitos clientes procuram áudio e instrumentos aomesmotempo,porexemplo,asigrejas e locadoras de som. Toda loja que vende instrumentos musicais pode, sim, ven- der áudio e vice-versa, contanto que os deixe em áreas separadas de forma or- ganizada. Temos duas lojas que vendem os dois segmentos, só que uma com foco em áudio e iluminação e outra em ins- trumentosmusicais”,explica. Força de vontade e talento O know-how para a expansão de Calixto é resultado de muito esforço e aprendi- zado prático. “Na Paraíba não tínhamos muitas oportunidades de trabalho. No início prestei serviços como auxiliar de pedreiroempequenasobrasparaajudar minha mãe a manter a casa”, relembra. Sua jornada em nosso setor come- çou quando ele completou 19 anos e teve Fachada da Tocmix em João Pessoa, Paraíba a oportunidade de trabalhar em uma loja tradicional de eletroeletrônicos da cidade, que também tinha alguns itens de som e instrumentos musicais. “Por não conhecer os produtos que vendia, me propus a aprender o mais rápido que pude,poisnãopodiaperderaquelachan- ce,precisavamuitodotrabalho”,conta. Como fruto de seu empenho horas após o expediente, coletando informa- ções e lendo manuais, Calixto foi nomea- doencarregadodosetordepeças,doqual também fazia parte toda a linha de ins- trumentos musicais. “Trabalhei por dez anos nessa loja, sempre com muita dedi- cação”,orgulha-senossoentrevistado. Em 2000 o já mais experiente vende- dor foi convidado a gerenciar uma nova loja de um grupo concorrente que esta- vachegandoaomercadodeJoãoPessoa. Com maiores responsabilidades, como administrar compras, vendas, funcio- O mais rápido Maurício Calixto e sua mulher, Ise
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    Lojista Tocmix eQualysom / PB O que vende mais? Embora o líder de vendas em 2010 na Qualysom tenha sido o violão acústico de náilon para estudantes, Maurício Calixto acredita que a tendência para os próximos anos sejam instrumentos de percussão, fanfarra e sopro, devido à obrigatoriedade do ensino musical nas escolas do País. Já na Tocmix, os produ- tos com maior procura são os microfones. nários etc., Calixto tinha agora sob seu comandotodoofluxoburocráticodoes- tabelecimento, e assim foi por seis anos. “Todas as experiências vividas foram fundamentais para dar início à realiza- ção do meu sonho, um projeto próprio que tinha em mente há muito tempo. Juntei algumas economias mais o que ganhei na rescisão do último emprego e comprei aquele espaço de 2 m2 para dar vida à Eletromix”, revela. Um passo de cada vez O começo do sonho foi quase um pe- sadelo. De acordo com o empresário, o créditobancáriodisponibilizadofoipe- queno e, com juros altos, os fornecedo- res limitaram descontos e prazos e ele precisou se restringir a pequenas nego- ciações. “Pensei que iria demorar mui- to para fazer grandes parcerias, mas graças a Deus, com muito trabalho e pontualidade nos pagamentos, fomos conquistando nosso espaço e, hoje, por diversas vezes, recebemos propostas de fornecedores para fortalecer nossa par- ceria”, conta Calixto. Uma das poucas vantagens no início da carreira como empresário foi o refle- xo positivo que a compra do espaço físi- co da Eletromix teve na despesa opera- cional da empresa: “Não pagava aluguel, apenas uma pequena taxa de condomí- nio, e só tinha uma funcionária. Dessa forma era possível reverter quase todo o lucro em novos produtos”. Foi assim que se deu o crescimento do negócio, tanto que em pouco tempo Calixto precisou montar um depósito externo, focando em produtos até então não encontrados na região. Essa prática facilitou a vida dos clientes, que haviam se habituado a comprar determinados equipamentos de outros Estados, fortalecendo assim o vínculo entre loja e consumidor. AcarteiradeclientesdaEletromixfoi conquistadaaolongodatrajetóriaprofis- sional de seu proprietário e consistia em pessoas que já conheciam e confiavam em seu trabalho. Por isso, aos poucos, ele foi acrescentando alguns equipamentos de áudio no mix de produtos e avisando seus compradores por telefone. O feed- back desse contato tão pessoal foi gra- tificante, pois em um ano seus negócios começaram a expandir. Hoje, a maior loja de Calixto em termos de tamanho é a Qualysom, cuja reforma realizada em 2010adeixoucom210m2deáreadeven- daemais350m2dedepósito. Clientes cativos fazem a diferença Do ponto de vista do comerciante, o crescimento nas vendas também se deu devido à expansão da cultura e de ar- Equipe da Tocmix é formada por 16 funcionários tistas locais, resultando em incentivos de iniciativas privadas, filantrópicas e governamentais e aquecendo muito a economia local. “A procura por instru- mentos tem crescido a cada dia, com a implementação da Lei nº 11.769, que de- termina a inclusão do ensino da músi- ca como conteúdo obrigatório em toda educação escolar”, alega o empresário que, ainda assim, alerta: “Nós, lojistas, devemos nos organizar mais e parar com essa guerra de preços, até por uma questão de sobrevivência. Tem muita gente que deve recalcular seus custos e rever seu preço de venda, pois pode es- tar tendo prejuízos desnecessários”. As igrejas também têm participa- ção bastante significativa no fatura- mentodaslojas,emespecialdaTocmix. “A busca pela excelência e o crescimen- to de gravações e transmissões de even- tos e cultos pelos veículos de comunica- ção e redes sociais os torna um grupo de consumidores cada vez mais forte. Creioqueserãoempoucotemponossos maiores clientes”, entusiasma-se Calix- to. Segundo ele, outro fator positivo re- ferente às igrejas é o compromisso em honrar seus pagamentos. Órgãos públicos e escolas também compram em suas lojas, mas o lojista confirmaqueseusmaiorescompradores são as locadoras de áudio e iluminação
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    148 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Lojista Tocmixe Qualysom / PB Raio X Diretor-geral: Maurício Calixto • Eletromix: Área da loja: 2 m² Fundação: Fevereiro de 2007 Endereço: Av. General Osório, 200 Telefone: (83) 3221-3322 • Tocmix: Área da loja: 150 m² Fundação: Fevereiro de 2008 Endereço: Av. General Osório, 464 Telefone: (83) 3241-2873 Site: www.tocmix.com.br • Qualysom: Área da loja: 210 m² Fundação: Agosto de 2009 Endereço: Av. General Osório, 564 Telefone: (83) 3249-1092 Site: www.qualysom.com.br profissional. “O segmento de iluminação vem crescendo muito e, devido à varie- dadedemarcaseprodutos,épossívelfu- girumpoucodabrigadepreçosquetem ocorrido no ramo de áudio e instrumen- tos musicais”, reforça o empresário a res- peito do setor de iluminação, explorado cadavezmaispelaTocmix.Comissoem mente, Calixto espera um crescimento acimade20%em2011. Mão de obra para um futuro produtivo Para conquistar novos clientes e maior visibilidade em nível nacional, a Tocmix A Tocmix foi a primeira loja de Maurício Calixto focada em áudio eaQualysomcomeçamaaderiràsredes sociais.“Osresultadosestãosendomuito satisfatórios, por isso estamos amplian- do o setor de informática e contratando novos funcionários. Nosso próximo pas- soseráoe-commerce”,adianta. Além de usar a internet para atingir seus clientes, Calixto zela muito por sua equipe. “Tenho gerentes e supervisores com quem já havia trabalhado e que acreditaramemnossoprojeto,deixando seus empregos em lojas mais antigas do mesmo segmento, onde tinham bastan- te estabilidade. Esse comprometimen- to é um fator muito importante para o crescimento do negócio”, conta. Hoje a rede de lojas tem um setor de recursos humanos que, junto aos gerentes, busca recrutar profissionais qualificados e inovadores para oferecer atendimento ainda mais especializa- do. A equipe de vendas é formada por músicos, para loja de instrumentos, e técnicos capacitados, para a loja de áu- dio. O objetivo é criar uma experiência personalizada para o consumidor. Para manter as equipes de vendas motivadas, Calixto, que também come- çou no varejo como atendente, sabe que é necessário proporcionar um ambiente participativo, respeitando a individuali- dade de cada membro. “Faço o possível para dar-lhes as melhores condições de trabalhopossíveis,incentivosebenefícios que possam proporcionar a todos quali- dadedevida”,orgulha-seoempresário. Para garantir o atendimento com qualidade, ele também mantém o es- toque atualizado, abastecido e com um leque de produtos que poucas empre- sas na região possuem. Dessa forma, as entregas são imediatas, fator impor- tante quando a maioria dos fornecedo- resseencontranoSudesteeSuldoPaís. Maurício Calixto é a prova viva de que com força de vontade, trabalho árduo, planejamento e coragem é possível se tornar um empresário de sucesso!  Participação no faturamento Tocmix Cordas – 5% Teclas – 10% Bateria e percussão – 5% Sopro – 2% Acessórios – 10% Computer Music – 5% Áudio – 38% Iluminação – 25% Participação no faturamento Qualysom Cordas – 28% Teclas – 20% Bateria e percussão – 13% Sopro – 5% Acessórios – 15% Computer Music – 2% Áudio – 15% Iluminação – 2%
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    150 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Vida deLojista PlaySom / GO A fórmula é simples, a história nem tanto. Os empresários da PlaySom tiveram de superar muitos obstáculos para abrir o próprio estabelecimento. Mas, com muita determinação e um pouco de sorte, conseguiram vencer as dificuldades Por Itamar Dantas Neste espaço são publicadas experiências vivenciadas ao montar uma loja. Para contar sua história, envie o depoimento e fotos (em 300 dpi) para texto@musicaemercado.com.br com o assunto “Vida de Lojista” Aloja PlaySom, localizada em Goiânia, GO, possui uma histó- ria no mínimo curiosa. Os em- presários Jamis Rodrigues dos Santos e WenderCanheteSilvaconseguiramsair da condição de funcionários de uma loja para proprietários na mesma rua onde trabalhavam. Jamis era gerente e Wender, vendedor, da loja FujiSom, es- pecializada em instrumentos musicais e áudio profissional. Depois de seis anos trabalhando na loja, os dois amigos re- solveram montar o próprio negócio. Em meio às conversas para a aber- tura do estabelecimento, uma loja em frente à FujiSom ficou vazia. O dono pediu R$ 22 mil de ‘luva’ para passar o ponto. Segundo Jamis, a região é o principal ponto de venda de áudio da cidade de Goiânia, e a oportunidade era única. “É muito difícil encontrar lojas na região onde nós estamos. Mesmo sem ter o dinheiro, fechamos negócio com o ex-locatário e demos um pequeno sinal de R$ 2 mil, garan- tindo o resto do dinheiro no prazo de 15 dias”, conta o empresário. Os dois amigos tinham pouco tem- po e muito dinheiro para levantar. Seguiram preocupados com o que fa- riam para conseguir o restante. Uma semana depois, durante o expediente, ainda na loja onde trabalhavam, um cliente percebeu a aflição de Jamis e perguntou o que acontecia. “Eu contei a respeito do compromisso que tinha Oportunidade +Trabalho =Sorte assumido e ele se dispôs a me ajudar com uma quantia em dinheiro no va- lor de R$ 5 mil”, revela. O locatário os chamou para uma reunião. E, por iniciativa própria, ao re- ceber o novo adiantamento de R$ 5 mil, resolveubaixarovalordeR$22milpara R$ 15 mil. Faltavam R$ 8 mil e o prazo já estava acabando. “A nossa maior pre- ocupação era que havia outras pessoas querendo a sala, não podíamos atrasar o compromisso assumido”, relata Jamis. Em meio à correria para conseguir o montante, um amigo concorrente, da loja TamaSom, localizada também na região, se ofereceu para emprestar os R$ 8 mil que faltavam. Alugaram a loja! Mas estavam endividados. Os produtos fortes da loja são de áudio profissional e os clientes, as igrejas e templos
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 151 Vida deLojista PlaySom / GO As dificuldades continuam Agora a questão era: como pagar toda essa quantia, sendo que teriam de fa- zer um grande investimento para as primeiras compras do novo negócio? Foi quando um cliente, que havia feito um orçamento na FujiSom, procurou Jamis para checar preços. Os sócios fecharam o negócio em R$ 18mil,quandoconseguiramquitarsuas contas e iniciar de vez o novo estabele- cimento, inaugurado em dezembro de 2009. “Fechamos a venda, entregamos todososprodutosqueelehaviacompra- do e pagamos todas as pessoas que nos emprestaram”, diz, orgulhoso, Jamis. Uma das questões comuns a todo início de negócio é a dificuldade nas primeiras compras. Segundo Jamis, a PlaySom Fundação: 17/12/2009 Proprietários: Jamis Rodrigues dos Santos e Wender Canhete Silva Endereço da loja: Rua Senador Jaime, 651 • Goiânia / GO Telefone: (62) 3233-0503 Número de funcionários: 4 Área da loja: 95 m² Site: playsommusica.com.br Participação no faturamento da loja Cordas – 25% Teclas – 9% Bateria/percussão – 10% Sopro – 5% Acessórios – 23% Áudio – 28% falta de histórico como lojista, mesmo já possuindo contato com os represen- tantes, dificultou as compras a crédi- to. “Alguns representantes disseram que poderíamos contar com eles, mas não foi isso que aconteceu. Muitos co- locaram dificuldades na hora de fazer as vendas para nós.” Tempo de crescer Depois de um ano funcionando, os empresários viram a necessidade de ampliar o estabelecimento para re- ceber melhor os clientes e acomodar mais produtos. Para isso, construíram um piso superior e a loja dobrou seu tamanho, para os atuais 95 m2. Atualmente, já bem estabelecida, a empresa mantém seus principais com- pradoresaofazervisitasregularesaseus principais clientes, as igrejas e templos, sempre oferecendo as novidades que aparecem na loja. Em relação aos pro- dutos vendidos, apesar de a maioria das vendas ser de áudio profissional, a apos- ta do empresário é nos violões e cajons, que possuem grande giro. Os lojistas ainda oferecem a insta- lação dos equipamentos nos templos. A loja também busca ampliar as vendas visando as escolas da cidade e região. Até o fim do ano, Jamis e Wender já es- peram estar com o site da loja pronto. Aproveitandoasoportunidadesque teve, a dupla segue trabalhando muito. Essa é a receita da sorte.  Os proprietários: Jamis Rodrigues dos Santos e Wender Canhete Silva A LOJA AGORA BUSCA AMPLIAR AS VENDAS VISANDO AS ESCOLAS DA CIDADE E REGIÃO
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    152 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Pré-feira Expomusic AExpomusic vem crescendo a cada ano e trazendo para o Brasil novidades do mercado, além de visibilidade internacional para o País Há28anos fomentando o setor Em sua 28ª edição, a maior feira de música da América Latina acontecerá de 21 a 25 de setem- bro, no Expo Center Norte, São Paulo, SP. Segundo os organizadores, em 2010 o evento recebeu mais de 50 mil pesso- as em cinco dias, superando as expec- tativas. Outro ponto positivo apontado foiolançamentodeprodutos.“Cercade 600 novidades”, segundo Synésio Batis- ta da Costa, presidente da Abemúsica, patrocinadora da Expomusic. Considerada a quarta maior feira do segmento (atrás de Namm Show, Musikmesse e Music China), a Expo- music espera sobrepujar nesta edição a quantidade de visitantes alcançada em 2010. Em volume total de negocia- ções, em 2010, houve aumento em re- lação a 2009, em geral de 10%. “Tanto em vendas como em cadastro tivemos um crescimento de cerca de 50% em relação à Expomusic de 2009”, afirmou a gerente comercial da Roland Brasil, Priscila Berquó Rodrigues. Entre os estandes que marcarão presença no evento de 2011 estarão importantes empresas, como Beyer- dynamic, Quanta Brasil, Yamaha, Vogga, Made In Brazil, Meteoro, Musi- cal Express e Odery, Giannini, Sparflex e Dean Markley Strings. Concorrência saudável Conforme tem acontecido nos últimos anos, aproveitando a movimentação e presença de visitantes de várias partes do mundo em São Paulo, empresas na- cionais se reúnem para realizar eventos paralelos à Expo. É o caso do Tagima Dream Team (TDT), em sua sexta edi- ção; do III Encontro de Negócios, realizado pelas empresas Adah, Crafter, Condor, At- tack, Onerr e Power Click; e a Lighting Week, pelo segundo ano consecutivo reunindo marcas de ilumi- nação profissional. O final de setembro é de fato um período movi- mentado para o mercado de instrumentos musicais, áudio e iluminação. Um ção; do III Encontro de Negócios, Expomusic 2011Expomusic 2011 Local: Expo Center Norte, Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo, SP, Brasil Quando: Dias 21 e 22 exclusivos para profissionais do setor (mediante comprovação) Dias 23 a 25 aberta ao público em geral com bilheteria (nesses dias só entra sem pagar quem portar crachá de comprador ou músico) Horários: 21 a 24 de setembro, das 13h às 21h 25 de setembro, das 11h às 19h dos motivos é que dezenas de execu- tivos internacionais visitam a cidade, tanto para verificar o trabalho de seus distribuidores no País quanto para pro- curar novas empresas que possam dis- tribuir seus produtos. Aproveite essa época para se in- formar sobre as tendências do setor e completar seu mix com as novidades apresentadas nas feiras deste ano. O Natal está próximo e, provavelmente, quanto melhor preparada sua loja esti- ver, maior será seu faturamento.  Vista do hall na edição 2010 dodo
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    154 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Pré-feira LightingWeek Segunda edição da feira Lighting Week Brasil apresenta crescimento no número de expositores e traz palestras e novidades do setor para o mercado Maisluz,menossom ALighting Week Brasil chega à sua segunda edição em 2011 dando mais fôlego ao setor de iluminação profissional. Os organizado- res defendem que ela foi planejada para suprir a necessidade do mercado de ilu- minação por uma feira que fosse menos ‘barulhenta’ do que as feiras de áudio e instrumentos musicais. E a partir dessas características, o evento cresceu ainda maisesteano,chegandoa45expositores. Os próprios expositores comemo- ramosucessodoempreendimento.“Era impossível na Expomusic”, comenta João Alonso Álvares, diretor da Hot Ma- chine Lighting Evolution. “Lá o barulho era ensurdecedor e trabalhávamos gri- tando.” Marcelo Benegas, diretor da em- presa Rock Bit, acrescenta: “Felizmente isso acabou! A Lighting Week Brasil é uma feira de negócios, comparável às maiores feiras do mundo”, defende. Com foco no mercado de ilumina- ção, a Lighting será realizada a alguns dias da Expomusic e no mesmo local do ano passado, o Expo Barra Funda, das 13h às 21h, de 20 a 23 de setembro. Na edição 2010, a Lighting Week Brasil re- cebeu mais de 1,5 mil visitantes e espe- ra superar esse número em 2011. Estão programadas diversas palestras e even- tos voltados aos profissionais do setor. Entre os destaques, a palestra com Cé- sio Lima, diretor de fotografia da Rede Globo. “Hoje precisamos ser muito mais críticoscomoresultadodonossotraba- lho, já que a televisão em alta definição mostramuitomaisdoqueanteseatéos mínimosdetalhestornam-seimportan- tíssimos”, afirma o profissional. Outra palestra que vale a pena ser ressaltada é a de Jamile Tormann, auto- ra do livro Caderno de iluminação: Arte e ciência, que abordará os principais processos de um bom projeto de ilu- minação,desdeoenviodaproposta comercial ao cliente, sua contrata- ção, as políticas de mercado e as etapas de desenvolvimento de um projeto de iluminação em curto, médio e longo prazos.  GOBOS DO BRASIL SUNLITE STICK Entreosdesta- quesdeprodu- tosqueserão apresentados nafeira,estáo Stick(Sunlite Touch-sensitive IntelligentCon- trolKeypad), softwareapresentadopelaGo- bosdoBrasilquepermiteao técnicocontrolarailuminação pormeiodoiPadouiPhone. Contato: (11) 4368-8291 www.gobos.com.br MAGIC FX STAGE FLAME AHotMachinelevaráà feiraosprodutosdaem- presaholandesaMagic FX,fabricantedeefeitos depalcoecenografia. Entreeles,oStageFlame,um lançadordechamasparaapre- sentaçõesaovivo.Utilizaum cilindrodegáspropanoepode serconectadoaumcilindro externoparaserusadonomodo ‘bigchama’,quandoofogosobeaté oitometrosdealtura. Contato: (11) 2899-7844 www.hotmachine.ind.br Entreosdesta- quesdeprodu- tosqueserão apresentados nafeira,estáo Stick(Sunlite Touch-sensitive IntelligentCon- trolKeypad), softwareapresentadopelaGo- e ciência processos de um bom projeto de ilu- minação,desdeoenviodaproposta comercial ao cliente, sua contrata- ção, as políticas de mercado e as etapas de desenvolvimento de um projeto de iluminação em curto, médio e longo prazos. Entreeles,oStageFlame,um lançadordechamasparaapre- sentaçõesaovivo.Utilizaum cilindrodegáspropanoepode serconectadoaumcilindro externoparaserusadonomodo ‘bigchama’,quandoofogosobeaté Contato: (11) 2899-7844 www.hotmachine.ind.br e ciência processos de um bom projeto de ilu- Entreeles,oStageFlame,um lançadordechamasparaapre- sentaçõesaovivo.Utilizaum cilindrodegáspropanoepode serconectadoaumcilindro externoparaserusadonomodo ‘bigchama’,quandoofogosobeaté Contato: (11) 2899-7844 www.hotmachine.ind.br LIGHTING WEEK BRASIL LIGHTING WEEK BRASIL Expositores: 45 Quando: de 20 a 23 de setembro Onde: Expo Barra Funda Av. Fco. Matarazzo, 774/814 Barra Funda - São Paulo, SP Horário de visitação: das 13h às 21h Informações: www.lwbr.com.br
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    GRAVE SEU SOMCOM SENNHEISER E NEUMANN Faça com que o seu som seja escutado claramente, com a precisão de um microfone da Sennheiser ou a elegância e potência de um Neumann. Qualquer marca da família Sennheiser pode fazer com que sua música ganhe vida! Solicite mais informações com o seu distribuidor local ou visite nossas páginas: www.sennheiser.com e www.neumann.com “GRAVAÇÕES PERFEITAS MICROFONES PERFEITOS“ COMEÇAM COM www.facebook.com/SennheiserBrasil | www.twitter.com/SennheiserBR GRAVE SEU SOM COM SENNHEISER E NEUMANN Faça com que o seu som seja escutado claramente, com a precisão de um microfone da Sennheiser ou a elegância e potência de um Neumann. Qualquer marca da família Sennheiser pode fazer com que sua música ganhe vida! Solicite mais informações com o seu distribuidor local ou visite nossas páginas: www.sennheiser.com e www.neumann.com “GRAVAÇÕES PERFEITAS MICROFONES PERFEITOS“ COMEÇAM COM www.facebook.com/SennheiserBrasil | www.twitter.com/SennheiserBR
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    156 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Feira SummerNamm A edição de verão da feira de produtos relacionados com a música abriu suas portas no dia 21 de julho para desenvolver-se até o dia 23 no Centro de Convenções de Nashville, nos Estados Unidos Por Paola Abregú Amantesda músicareunidosno SummerNamm2011 No hall de exposição concentra- ram-semaisde400fabricantes internacionais, expondo cerca de 11 mil produtos de instrumentos musicais, áudio e as últimas inovações para os mais de 10 mil visitantes que compareceram ao evento, oriundos de 30 países. Apesar do número expressi- vo, essa volume de visitantes registrou queda de 13% com relação a 2010, re- flexo da crise que não quer ir embora (mesmo assim, a quantidade de ca- dastrados nos cursos da Universidade Namm subiu em comparação ao ano passado, com 27% a mais). Joe Lamond, presidente e CEO da Namm, comentou: “Este evento é muito importante para um grupo central de nossos membros — as lojas de música da comunidade local — e estamos comprometidos firmemente a obter um crescimento contínuo nos próximos anos. Além de centenas de fabricantes que se reúnem aqui com seus distribuidores, a feira deste ano ajudou a lançar mais de cem novas Sessões no Namm U Idea Center, onde os lojistas conheceram estratégias, soluções e novas ideias Expositor mostrando produtos durante a feira
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    empresas emergentes, trazendopro- dutos e serviços renovados e inovado- res para a nossa indústria”. Além de ser um encontro caracte- rístico no calendário americano, esta edição foi especial, pois com todo o movimento criado ao redor da feira esperou-se também gerar uma renda de mais de 13 milhões de dólares com turismo, para ajudar a economia local, que sofre os efeitos da crise. Educação no varejo Durante os três dias de evento foram realizadas sessões gratuitas, a cada meia hora, no estilo ‘como fazer’ para aperfeiçoamento do setor. As pales- tras, ditadas por profissionais que pos- suem conhecimentos profundos sobre os desafios que deve enfrentar o vare- jista de produtos musicais, abordaram temas como negócios em geral, modos criativos para atrair novos clientes e como os negócios podem ajudar a de- senvolver a comunidade local. Também foram apresentadas palestras focadas, exclusivamente, em áudio e sonorização para igrejas e centros de culto — nicho que está crescendo bastante. Destaque para a premiação das cem melhores lojas dos EUA, que pro- Namm Show 2012Namm Show 2012 Data: 19 a 22 de janeiro Anaheim, Califórnia (EUA) Informações: www.namm.org O espaço Ukulele Circle também teve muitos visitantes curou valorizar os varejistas que mais progrediram durante o ano, incen- tivando o aperfeiçoamento do setor. Quem ganhou foi a loja Senseney Mu- sic, de Wichita, Kansas. Cada dia da feira começou com um café da manhã educativo para for- necer informações úteis e detalhadas sobre a indústria. O primeiro foi o Encontro de Vare- jo, durante o qual o presidente e CEO da Namm, Joe Lamond, entrevistou Robin Lewis, coautor de um dos livros mais vendidos nos EUA, As novas re- gras do varejista: Competindo no mer- cado mais duro do mundo (ainda sem tradução no Brasil), que fala sobre o futuro da venda no varejo. No segundo, a abordagem foi so- bre o tema Top 10 das tendências em marketing on-line e como usá- -las; e, finalmente, no último dia, os presentes puderam ver a cerimônia de prêmios Best In Show: os produ- tos destaques do ano (veja quadro na pág. 158), palestra conduzida pelo editor da revista Music Inc., Frank Alkyer, que também realizou um painel para aficionados em equipa- mentos e compradores no varejo. Feira Summer Namm
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    158 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Feira SummerNamm Alguns ganhadores Best in Show Na manhã do último dia da exposição de produtos a indústria especialistas anunciaram os produ- tos de maior destaque na feira, que receberam o nome do prêmio “Best in Show”. YAMAHA DTX500 SERIES Linha de baterias eletrônicas com kits e vozes melhorados e compatibilidade com a série XP. Apresenta 427 sons, mais músicas de prática que permitem silenciar os tambores para tocar ao mesmo tempo ou gravar, e funções de treinamento incorporadas. Ideal para principiantes e professores. www.yamahamusical.com.br KALA SUB SERIES U-BASS A série de ukeleles eletrônicos com corpo sólido possui cordas feitas especialmente com poliuretano para produzir frequências mais baixas do que as graves normais. Há três modelos disponíveis: sunburst, vermelho e preto. www.kalaukulele.com CASIO CTK7000 WK7500 O teclado CTK 7000 possui 61 teclas com funções avançadas de produção sonora para dar mais características à criação musical. Já o WK 7500 possui 76 teclas. Ambos incorporam sequenciador, efeitos, mixer e outras funções bem interessantes. www.casio.com.br/emi produzir frequências CASIO CTK7000 WK7500 O teclado CTK 7000 possui 61 teclas com funções YAMAHA DTX500 SERIES Linha de baterias eletrônicas com kits e vozes melhorados e compatibilidade com a série XP. Apresenta 427 sons, mais músicas de prática que permitem silenciar os tambores para tocar ao mesmo tempo ou gravar, e funções de treinamento incorporadas. Ideal para YAMAHA DTX500 SERIES Linha de baterias eletrônicas com kits e vozes melhorados e compatibilidade com a série XP. Apresenta 427 sons, mais músicas de prática que permitem silenciar os tambores para tocar ao mesmo tempo ou gravar, e funções de treinamento KALA SUB SERIES U-BASS A série de ukeleles eletrônicos com corpo sólido possui cordas feitas especialmente com KALA SUB SERIES U-BASS A série de ukeleles eletrônicos com corpo sólido possui cordas feitas
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    160 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS TANAJURA, DAROZINI NOVO INSTRUMENTO DA ROZINI SUBSTITUI A BATERIA OU PERCUSSÃO INTEIRA EM APENAS UMA PEÇA ATanajura,onovoinstrumentodepercussãodaRozini,éfrutodeumaparceriacomoper- cussionista Nilo Cruz e, segundo ele, a versatilidade é a característica básica do produto. O equipamento pode ser utilizado como substituto de uma bateria ou de diversos outros instrumentos de percussão. Seu formato garante as diversas sonoridades, que vão desde um som de bumbo até tons e caixa de uma bateria (ver imagem acima). Com comprimento total de 71 cm, a Tanajura é portátil e leve, pesando menos de 1 kg. A tampademadeiramaciçagaranteasensibilidadedavibraçãoeodesenhodoinstrumentoga- ranteoresultadosonoro.Vemacompanhadodeumaesteirade24fios,masomúsicopode acoplar qualquer outra esteira, se desejar. Outra característica é o reco-reconaparteinferior,quepodeserutilizadotambémparaapoio. É indicado para apresentações acústicas, ensaios, rodas de vio- lão ou mesmo para bares onde não cabe uma bateria completa. Ou- tra característica importante do equipamento é seu custo-benefício, de acordo com a fabricante.  *Confira o vídeo do instrumento apresentado por seu criador, Nilo Cruz, em http://tinyurl.com/3c4sa7p Mais informações Mais informações Rozini: (11) 3931-3648 www.rozini.comb.br
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    162 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS O maiorevento musical do ano está chegando e com ele várias oportunidades de negócios para o setor de instrumentos musicais e áudio profissional. Os equipamentos e instrumentos desta seção de produtos especial fazem parte do setup dos músicos do Rock in Rio. Aos lojistas, cabe fazer promoções e incentivar a venda dos produtos relacionados aos artistas que se apresentarão em setembro. Serão mais de 100 mil pessoas por dia na Cidade do Rock e quem não estiver lá certamente ficará antenado à cobertura do evento. Aproveite as oportunidades de negócios e boas vendas! Eles dão showO Rock In Rio está chegando e a Música Mercado selecionou uma série de produtos utilizados pelos artistas que estarão no maior festival de música do Brasil em 2011 ESP KH-202 METALLICA - KIRK HAMMETT A guitarra ESP LTD KH-202, desenvolvida em parceria com o guitarrista Kirk Hammett, do Metallica, possui corpo em basswood, braço em maple (aparafusado), escala em rosewood, captadores ESP LH- 301 (braço e ponte) (H/H), ponte Floyd Rose Special, tarraxas ESP. Contato: (11) 2787-0300 www.habro.com.br Hammett, do Metallica, possui as oportunidades de negócios e boas vendas!as oportunidades de negócios e boas vendas! TAMA STARCLASSIC MAPLE METALLICA - LARS ULRICH O kit de bateria usado por Lars Ulrich faz parte da linha de alto nível de produtos da Tama. Construída em maple para proporcionar grande sonoridade e potência aos bateristas (não seria qualquer kit para acompanhar o Metallica), como os tons, construídos com seis camadas; e o bumbo, um pouco mais grosso, com oito camadas. Contato: (11) 2199-2999 www.equipo.com.br potência aos bateristas (não seria qualquer kit para acompanhar o Metallica), como os tons, construídos bumbo, um pouco mais grosso, com oito camadas. Contato: (11) 2199-2999 www.equipo.com.br potência aos bateristas (não acompanhar o Metallica), como os tons, construídos bumbo, um pouco mais grosso, com oito camadas. Contato: (11) 2199-2999 MAK 3000 BURNT SEPULTURA - ANDREAS KISSER Em conjunto com o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, a Meteoro desenvolveu nesse cabeçote umas das maiores potências valvuladas do mundo — 280 watts RMS. O MAK, Meteoro Andreas Kisser, possui pré- amplificador e potência valvulados e loop de efeitos Send Return. Contato: (11) 2443-0088 • www.amplificadoresmeteoro.com.br
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    PRODUTOS WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 163 VIOLÃO YAMAHAAPX 9 NA MARIA GADÚ O violão Yamaha APX 9NA, usado pela cantora Maria Gadú, possui cordas de náilon, tampo sólido em cedro e caixa de ressonância em rosewood. Com pré-amplificador com três bandas de EQ, Mix, AMF (piezzo + condenser microphone) e tarraxas douradas. Contato: (11) 3704-1377 www.yamahamusical.com.br VIOLÃO YAMAHA APX 9 NA MARIA GADÚ O violão Yamaha APX 9NA, usado pela cantora Maria Gadú, possui cordas de náilon, tampo sólido em cedro e caixa de ressonância em rosewood. Com pré-amplificador com três bandas de EQ, Mix, AMF (piezzo + condenser microphone) e tarraxas douradas. Contato: (11) 3704-1377 www.yamahamusical.com.br VIOLÃO YAMAHA APX 9 NA MARIA GADÚ O violão Yamaha APX 9NA, usado pela cantora Maria Gadú, possui cordas de náilon, tampo sólido em cedro e caixa de VIOLÃO YAMAHA APX 9 NA de EQ, Mix, AMF (piezzo + condenser SABIAN AAX STUDIO CRASH SHAKIRA- BRENDAN BUCKLEY O baterista da Shakira, Brendan Buckley, usa pratos da linha AAX. Eles oferecem sons com um brilho de timbre moderno em todos os volumes. Escolha ideal para estúdio ou palco. O AAX Studio Crash tem desenho fino, com cúpula pequena para resposta rápida, tonalidade cheia, cristalizada e com acentos brilhantes. Contato: (11) 2199-2999 • www.equipo.com.br TAGIMA T737 SIGNATURE ANGRA - KIKO LOUREIRO Com corpo em cedro selecionado, braço em maple e escala em rosewood, a guitarra Tagima Signature possui 22 trastes Gotoh e marcações personalizadas. A guitarra, toda na cor preta, vem equipada com captadores Seymour Duncan. Contato: (11) 2915-8900 • www.tagima.com.br GRETSCH CATALINA BIRCH SERIES JOTA QUEST - PAULINHO FONSECA Entre as características da bateria utilizada por Paulinho Fonseca está o revestimento dos cascos, com sete folhas, de 7,2 mm, equipados com hardware Gretsch Classic. A linha possui corte nas bordas de 30°, além da conhecida configuração de cinco canoas (uma característica padrão da Gretsch por mais de 50 anos) para os tons 10” e 12”. Todos os tambores passaram por um processo de laqueamento multipassos, que produz um visual brilhante e com muita durabilidade. Contato: (18) 3941-2022 • www.sonotec.com.br rosewood, a guitarra Tagima Signature possui SABIAN AAX SHAKIRA- BRENDAN BUCKLEY O baterista da Shakira, Brendan Buckley, usa pratos da EVANS EC2 CLEAR DRUMHEAD PARALAMAS DO SUCESSO - JOÃO BARONE As peles EC2 possuem o anel de abafamento na parte inferior com dois filmes de 7 mm. Controlando a vibração da borda (em vez de eliminá-la), o anel isola e abafa os harmônicos mais agudos, aprimorando os graves e o ataque, além de proporcionar maiores possibilidades de afinação. Contato: (11) 3158-3105 www.musical-express.com.br Controlando a vibração da borda www.musical-express.com.br WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 163
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    164 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS JIM ROOTFENDER TELECASTER SLIPKNOT - JIM ROOT Desenvolvida por Jim Root, guitarrista da banda Slipknot, essa Telecaster conta com o corpo em mahogany, braço em maple, escala em ébano (na cor branca) ou maple (na cor preta). Possui um captador EMG 81 e um captador EMG 60 (braço). Acompanha case deluxe black tweed. Contato: (11) 2975-2711 www.pridemusic.com.br CABO PLANET WAVES CUSTOM PRO INSTRUMENT MOTORHEAD OscabosPlanetWaves apresentamaltadurabilidade eaexclusivatecnologia In-Out.ASérieCustomPro vemequipadacomplugues Amphenol,comcontatosbanhadosaouroe sistemade‘dentes’deretençãodecabopara transferênciadesinaleproteçãodafiação. Contato: (11) 3158-3105 www.musical-express.com.br IBANEZ PGB1 SLIPKNOT - PAUL GRAY SIGNATURE O modelo signature de Paul Gray possui detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul em parceria com a Ibanez. Nas três primeiras casas da escala está estampado o Tribal de Paul e no 12º traste a estrela de nove pontas, logo da banda Slipknot. A grande ponte ATK produz timbres massivos, brilhantes e com muito ataque. O baixo possui captadores SFR-GWB, e está disponível na cor BGW (Burgundy Wine). Contato: (11) 2199-2999 www.equipo.com.br VIC FIRTH X5A JAMIROQUAI DERRICK MCKENZIE A linha de baquetas American Classic é fabricada em hickory, madeira que possui grande durabilidade. Com preço acessível, a baqueta X5A é um pouco maior que as demais da linha, com 16½”, dando mais potência e alcance ao baterista. Contato: (11) 3797-0100 www.izzomusical.com.br MICROFONE SKM 5200 SENNHEISER RIHANNA A cantora pop Rihanna utiliza o microfone Sennheiser da série 5200, equipado com cápsula MD 5235, com um receiver EM3731 II. O SKM 5200 II oferece uma largura de banda de comutação de até 184 MHz. O sistema de supressão de ruído HiDyn Plus, desenvolvido pela empresa, reduz o ruído de RF a um mínimo absoluto, garantindo uma ampla faixa dinâmica e um som cristalino. Contato: (11) 3061-0404 • www.quanta.com.br/avpro D’ADDARIO EXL140 LENNY KRAVITZ O cantor e guitarrista nova-iorquino é conhecido pelo seu estilo retrô e por incorporar elementos do soul, rock, funk, reggae e folk em suas músicas. Ele utiliza em suas guitarras cordas D’Addario, modelo EXL 140, enroladas com aço niquelado. Contato: (11) 3158-3105 www.musical-express.com.br/daddario JIM ROOT FENDER TELECASTER SLIPKNOT - JIM ROOT Desenvolvida por Jim Root, guitarrista da banda Slipknot, essa Telecaster conta com o corpo em mahogany, braço em maple, escala em ébano (na cor branca) ou maple (na cor preta). Possui um captador EMG 81 e um captador EMG 60 (braço). Acompanha case deluxe black tweed. Contato: (11) 2975-2711 www.pridemusic.com.br IBANEZ PGB1 JIM ROOT FENDER TELECASTER SLIPKNOT - JIM ROOT Desenvolvida por Jim Root, guitarrista da banda Slipknot, essa Telecaster conta com o corpo em mahogany, braço em maple, escala em ébano (na cor branca) potência e alcance ao baterista. Contato: (11) 3797-0100 www.izzomusical.com.br IBANEZ PGB1 SLIPKNOT - PAUL GRAY SIGNATURE O modelo signature de Paul Gray possui detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul em parceria com a Ibanez. Nas três primeiras casas da escala está estampado o Tribal de Paul e no 12º traste a estrela de nove pontas, logo da banda Slipknot. A grande ponte ATK produz timbres massivos, brilhantes e com muito ataque. O baixo possui captadores SFR-GWB, e está disponível na cor BGW (Burgundy Wine). IBANEZ PGB1IBANEZ PGB1 SLIPKNOT - PAUL GRAY SIGNATURE O modelo signature de Paul Gray possui detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul em parceria com a Ibanez. Nas três primeiras casas da escala está estampado o Tribal de Paul e no 12º IBANEZ PGB1 apresentamaltadurabilidade Amphenol,comcontatosbanhadosaouroe detalhes exclusivos desenvolvidos pelo próprio Paul www.equipo.com.brwww.equipo.com.br CABO PLANET
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    PRODUTOS WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 165 VIOLÃO YAMAHALS500 SHAKIRA - GRECCO BURATTO O brasileiro Grecco Buratto é o atual guitarrista da banda da popstar Shakira. Entre seus instrumentos, destacamos o violão artesanal Yamaha LSX500, que tem corpo pequeno modelo cutaway e promete os melhores captadores e sistema de amplificação oferecidos pela marca. Contato: (11) 3704-1377 www.yamahamusical.com.br PIANO DIGITAL GT20PE YAMAHA COLDPLAY O vocalista da banda, Chris Martin, utiliza em suas performances o piano digital da Yamaha GT20PE. Feito em madeira, tem sonoridade similar à de pianos acústicos. Possui 88 teclas, três tipos de reverb, dois pedais, sistema de alto-falantes de 30 W, saída para fones e MIDI. Contato: (11) 3704-1377 www.yamahamusical.com.br BAIXO GIBSON THUNDERBIRD GOTHIC IV SYSTEM OF A DOWN – SHAVO ODADJIAN O baixista armênio Shavo Odadjian é adepto dos baixos da Gibson, em particular do modelo Thunderbird Gothic IV, cujo corpo é construído em maple. Suas escalas são de jacarandá, as ferragens são pretas, possui dois humbuckings, 20 trastes e tem acabamento gótico. Contato: (11) 5535-2003 www.royalmusic.com.br PRATOS ZILDJIAN MUTANTES – DINHO LEME Dinho Leme, baterista dos Mutantes, é usuário dos pratos Zildjian Custom e Avedis. Confira o setup do músico: 16” Fast Crash A Custom (foto) 17” Fast Crash A Custom 18” Fast Crash A Custom 14” Mastersound Hi Hats Avedis 14” Quick Beat Avedis 12” Splash K Custom 15” Fast Crash A Custom 20” Sizzle Ride A Custom 19” China K Contato: (11) 2975-2711 www.pridemusic.com.br MESA VENUE IVETE SANGALO - KALUNGA Kalunga é operador de som da Ivete Sangalo há dez anos e utiliza as mesas de mixagem para shows da linha Venue, da Avid. A fabricante já declarou que o Brasil é um dos maiores mercados para este produto no mundo. O modelo possui TDM (Time Division Multiplexing), recurso que permite a utilização de plug-ins em tempo real. Contato: (11) 3061-0404 www.quanta.com.br pianos acústicos. Possui 88 teclas, três tipos de reverb, dois pedais, sistema de alto-falantes de 30 W, saída para fones e MIDI. Contato: (11) 3704-1377 www.yamahamusical.com.br pianos acústicos. Possui 88 teclas, BAIXO GIBSON THUNDERBIRD GOTHIC IV SYSTEM OF A DOWN – SHAVO ODADJIAN O baixista armênio Shavo Odadjian é adepto dos baixos da Gibson, em particular do modelo Thunderbird Gothic IV, cujo corpo é construído em maple. Suas escalas são de jacarandá, as ferragens são pretas, possui dois humbuckings, 20 trastes e tem acabamento gótico. Contato: (11) 5535-2003 www.royalmusic.com.br BAIXO GIBSON THUNDERBIRD GOTHIC IV SYSTEM OF A DOWN – SHAVO ODADJIAN O baixista armênio Shavo Odadjian é adepto dos baixos da Gibson, em Gothic IV, cujo corpo é construído IVETE SANGALO - KALUNGA Kalunga é operador de som da Ivete Sangalo há dez anos e utiliza as mesas de mixagem para shows da linha Venue, da Avid. A fabricante já declarou que o Brasil é um dos maiores mercados para este produto no mundo. O modelo possui TDM IVETE SANGALO - KALUNGA Kalunga é operador de som da Ivete Sangalo há dez anos e utiliza as mesas de mixagem para shows da linha Venue, da Avid. A fabricante já declarou que o Brasil é um dos maiores mercados para este produto no PRATOS ZILDJIAN MUTANTES – DINHO LEME Dinho Leme, baterista dos Mutantes, é usuário dos pratos Zildjian Custom e Avedis. Confira o setup do músico: 16” Fast Crash A Custom (foto) 17” Fast Crash A Custom CORDAS GHS FLEA BOOMERS RED HOT CHILI PEPPERS - FLEA Flea, do Red Hot Chili Peppers, utiliza as cordas GHS Bass Boomers Flea Signature. A corda Mi possui uma combinação especial de aço inoxidável e níquel para maior resistência e energia. Contato: (11) 2199-2999 www.equipo.com.br CORDAS GHS FLEA BOOMERSCORDAS GHS FLEA BOOMERS BAIXO GIBSONBAIXO GIBSONBAIXO GIBSON
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    166 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS GUITARRA YAMAHARGX ZECA BALEIRO O cantor e compositor de MPB utiliza em seus shows uma série de violões e guitarras. Entreessas últimas,estáalinhaRGX,queelejulga serleveedetocabilidademacia. Contato: (11) 3704-1377 www.yamahamusical.com.br CABOS ANGL LW, SANTO ANGELO FREJAT O músico utiliza o modelo ANGL LW, cabo para microfone balanceado, montado com conectores XLR macho x XLR fêmea niquelado. Ele possui condutor e blindagem em cobre estanhado OFHC (isento de oxigênio), bitola 0,30 mm2, estéreo. Contato: (11) 2423-2400 www.santoangelo.com.br OVATION SIGNATURE GUNS N’ ROSES – DJ ASHBA SIGNATURE Com desenhos criados pelo guitarrista do Guns N’ Roses, Daren Jay Ashba, mais conhecido como DJ Ashba, o tampo desses violões é feito em spruce, que produz uma sonoridade mais firme, definida e com mais peso. A escala é em rosewood, as tarraxas são escurecidas e o pré-amplificador é o OP-4BT. Contato: (18) 3941-2022 www.sonotec.com.br MICROFONE SHURE BETA 87A CÉU A cantora e compositora brasileira iniciou sua carreira em 2002 e participa desta edição do Rock In Rio. Em suas apresentações, utiliza o microfone Shure Beta 87A, condensador supercardioide. Contato: (11) 2975-2711 www.pridemusic.com.br KAWAI RX-3 TITÃS - SÉRGIO BRITTO Sérgio Britto utiliza em seu setup o piano digital da Kawai RX-3. O modelo possui martelos com cabeças de mogno, feltro duplo de pura lã resistente à umidade e teclas em spruce maciço com coberturas em Neotex. Contato: (11) 3973-7900 • www.fritzdobbert.com.br CABOS ANGL LW, SANTO ANGELO FREJAT O músico utiliza o modelo ANGL LW, cabo para microfone balanceado, montado com conectores XLR macho x XLR fêmea niquelado. Ele possui condutor e blindagem em cobre estanhado OFHC (isento de oxigênio), bitola 0,30 mm2, estéreo. Contato: (11) 2423-2400 www.santoangelo.com.br CABOS ANGL LW, GUITARRA YAMAHA RGX últimas,estáalinhaRGX,queelejulgaúltimas,estáalinhaRGX,queelejulga Contato: (11) 2975-2711 www.pridemusic.com.brwww.pridemusic.com.br KAWAI RX-3 TITÃS - SÉRGIO BRITTO Sérgio Britto utiliza em seu setup o piano digital da
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    PRODUTOS WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 167 SUPORTE IBOXAGS TRIO PEPEU GOMES / DETONAUTAS Pepeu Gomes utiliza, além do Bag BG300, bag luxo Ibox profissional para guitarra, o AGS Trio — suporte para três instrumentos de cordas com apoio no read stock e sistema automático de travamento. Esses produtos também são utilizados pelos integrantes da banda Detonautas Roque Clube, presentes no Rock In Rio 2011. Contato: (14) 3366-6355 • www.ibox.ind.br MICROFONES AMI - AE 61000 E AE 54000 SKANK Para os vocais, toda a banda mineira utiliza microfones Audio Technica, em especial os modelos AE61000 e AE 54000 (foto). Esses microfones são conhecidos por seu design e som de alta qualidade. Contato: (11) 4702-0177 • www.amimusic.com.br PEDAIS BOSS BASS OVERDRIVE JOTA QUEST - PJ Conhecido como PJ, o baixista da banda de pop rock nacional Jota Quest utiliza o pedal de overdrive da Boss. O Bass Overdrive ODB-3 foi feito para cobrir toda a gama de frequências dos baixos, incluindo os de cinco cordas. Contato: (11) 3087-7700 • www.roland.com.br/boss CRAVIOLA GIANNINI CIDADÃO INSTIGADO Fernando Catatau, guitarrista da banda Cidadão Instigado, já trabalhou com Vanessa da Mata e Los Hermanos. Em sua banda, ele toca também a craviola, instrumento musical de 12 cordas projetado pelo compositor brasileiro Paulinho Nogueira. O formato da craviola é parecido com o do violão e sua sonoridade tem um toque do instrumento cravo misturado com viola, característica que deu origem ao nome. Contato: (11) 3065-1571 www.giannini.com.br MICROFONES AMI - AE 61000 E AE 54000 PEDAIS BOSS BASS OVERDRIVEPEDAIS BOSS BASS OVERDRIVE Los Hermanos. Em sua banda, ele toca tambémLos Hermanos. Em sua banda, ele toca também Nogueira. O formato da craviola é parecido com Los Hermanos. Em sua banda, ele toca tambémLos Hermanos. Em sua banda, ele toca também Nogueira. O formato da craviola é parecido com Los Hermanos. Em sua banda, ele toca também
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    168 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS ADAH DRUMS CLASSICWOOD JAZZ A bateria tem acabamento encerado natural e a configuração a seguir: ton 10”x8” ; surdo 14”x13”; bumbo 18”x15”; caixa de 14”x 5½”. Com ton holder e extensor de prato acoplado à base de bumbo. Pode ser adquirida com ou sem ferragens (chimbal, estante de caixa, pedestais de prato, pedal e banco). Contato: (11) 2231-5352 • www.adahdrums.com.br CONDOR AFINADOR CMT-40 O novo afinador/metrônomo da marca possui controle de volume e entrada para fone de ouvido. Tipos de afinação: cromático, guitarra, baixo, violino e ukulelê. Apresenta modos de afinação em microfone ou clip. Alcance de afinação: A (27.50 Hz) – C (4.186 Hz). Contato: (61) 3629-9400 www.condormusic.com.br KADOSH MICROFONE K-54 O microfone condensador supercardioide tem resposta de frequência 20-18 KHz, sensibilidade 38 dB ± 2dB (0 dB = 1v/pa 1 KHz) - 48V Phantom; saída SPL:130 dB (1 KHz ≤ 1% T.H.D.) e dimensão de 21 x 370 mm. Contato: (21) 2111-3142 www.kadoshmusic.com.br STUDIO R AMPLIFICADOR DIGITAL Z16 O amplificador digital oferece 16.000 watts RMS de potência em um gabinete compacto de apenas 32 quilos. Promete boa relação custo-benefício. Cinco anos de garantia. Contato: (11) 5031-8660 • www.studior.com.br LEÁC’S – 10 LINHA BOLD DE CAIXAS ACÚSTICAS Novo conceito de caixas acústicas com formato compacto, confeccionadas em madeira naval, com design moderno e detalhes exclusivos de usinagem. A linha possui telas margeadas e logo comemorativo de 22 anos da Leác’s. Os modelos são Bold 10 (foto), Bold 12 e Bold 15. Contato: (11) 4891-1000 • www.leacs.com.br HOHNER ACORDEOM MORINO CASSOTTO O modelo para músicos profissionais consiste em um acordeom com proposta de sonoridade para shows. Possui 120 baixos, 15 registros no teclado, 105 botões/64 notas, sete registros nos baixos e pesa 11,7 kg. Contato: (11) 3032-5010 www.proshows.com.br ADAH DRUMS CLASSIC WOOD JAZZ encerado natural e a configuração a seguir: ton 10”x8” ; surdo 14”x13”; www.condormusic.com.br CLASSIC WOOD JAZZ CONDOR HOHNER ACORDEOM MORINO CASSOTTO HOHNER caixas acústicas com e detalhes exclusivos de usinagem. A linha possui telas margeadas e logo STUDIO R LEÁC’S – 10
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    PRODUTOS DUNLOP PEDAL AK 95 Coma sonoridade do cry baby, o pedal tem controle de intensidade de efeito. Construção robusta com acabamento em degradê preto. Possui acionamento automático do efeito, função autorretorno para desligar e potenciômetro Hot Potz 100 k Ohm. Ajuste de volume de ganho de até +15 dB. Contato: (11) 3797-0100 www.izzomusical.com.br GIANNINI GTU COLORS A Giannini apresenta afinador cromático indicado para instrumentos de cordas. Possui frequência 430 ~ 450 Hz (ajustável) e display em LCD. Modos de afinação: Cromático (C), Violão e Guitarra (G), Baixo (B), Violino (V) e Cavaco (Ca). Faixa de afinação: A0 (27,5 Hz) – a3 (1.760 Hz). Está disponível em oito combinações de cores. Contato: (11) 3065-1571 • www.giannini.com.br
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    170 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS MICHAEL BM675 O JazzBass Vintage possui proteções metálicas em ambos os captadores, que confere visual único e rebuscado, tendendo ao clássico. O headstock tem novo formato e sua frente é envernizada. Contato: (31) 2102-9250 www.michael.com.br AVID ARTIS SERIES A série de controladores da marca Euphonix é formada por um sistema projetado para a utilização principalmente em estúdios de TV, unidades móveis de edição, produtoras de vídeo e áudio. Contato: (11) 3061-0404 www.quanta.com.br DIMARZIO ANGEL ACOUSTIC SYSTEM DP232 Onovocaptadoracústicoconsisteemum sistemadecaptaçãoepreampqueunearesposta defrequênciadopiezocomaprofundidade docaptadormagnético.Essauniãopossibilita aomúsicocriartrêssonsdistintos. Ele também possui controles de volume. Contato: (11) 5535-2003 www.royalmusic.com.br BORNE AMPLIFICADOR VALVULADO CLÁSSICO T 7 Com 7 watts RMS e válvulas 12AX7 e 6L6, o Clássico T 7 possui ajuste de saturação sem a necessidade de aumentar totalmente o volume, possibilitando ao músico extrair todos os timbres mesmo em volume baixo. Contato: (11) 2421-3300 • www.borne.com.br KREST CYMBALS R SERIES Versátil em suas aplicações, com vasta variedade de medidas, os pratos da linha são feitos em bronze B8, além de serem usinados e martelados. Prometem resposta rápida e decay médio. Contato: (11) 2063-1316 www.krestcymbals.com.br AMPLIFICADOR VALVULADO CLÁSSICO T 7 MICHAEL BM675 O Jazz Bass Vintage possui proteções metálicas em ambos os captadores, que confere visual único e rebuscado, tendendo ao clássico. O headstock tem MICHAEL BM675 O Jazz Bass Vintage possui proteções metálicas em ambos os captadores, que confere visual único e rebuscado, tendendo ao AVID ARTIS SERIES A série de controladores da marca Euphonix é KREST CYMBALS BASSO STRAPS CORREIA SF FLUXO Correia profissional com ponteiras reforçadas em couro, produzida em sintético reciclável. Várias estampas, disponível nas cores preto e branco. Contato: (51) 3035-7379 www.artecouro.com.br
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    174 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 21 PAÍSESRECEBEM MÚSICA MERCADO Aqui você confere os serviços oferecidos pela Música Mercado e como fazer para adquiri-los. Brasília, DF ................ 26 e 27 de março Porto Alegre, RS ............16 e 17 de abril Curitiba, PR ...................14 e 15 de maio Belo Horizonte, MG .... 18 e 19 de junho Rio de Janeiro, RJ .........15 a 17 de julho Nós amamos o que fazemos Música Mercado tem uma equipe dedicada à você, leitor. Nosso trabalho é informar para criar mercado, mostrar as melhores práticas de administração, marketing e empresas. Se você acredita no mercado esta revista é feita sob medida para você. Brasil, Espanha e toda a América Latina recebem Música Mercado. Receba com conforto Faça a assinatura Premium da MM e receba sua revista antes de todos. Diferente da assinatura gratuita, Música Mercado lançou um sistema de entrega com confirmação. Ideal para você que mora mais longe, costuma ter problemas de correio ou que deseja receber antes que os outros. Com o sistema de ‘carta registrada’ você tem a certeza que ninguém pegará a sua Música Mercado, só você. 1 ano (6 edições) ............... R$ 120,00 2 anos (12 edições).............R$ 170,00 Aceitamos cartões VISA | depósito bancário | em até 2x sem juros Ligue (11) 3567-3022 ou assinaturas@musicaemercado.com.br As feiras regionais Music Show trazem grandes marcas e negociações para as lojas de todo o País. Veja as novidades, socialize-se e crie mais laços de negócios. Participe ainda do jantar VIP oferecido pelas empresas expositoras. Faça mais contatos nas feiras Music Show Lojistas que visitaram a feira são as mais lembradas pelos fornecedores Music Show Centro de Convenções SulAmérica (RJ) Centro de Convenções Ulysses Guimarães (DF) Centro de Convenções Minas Centro (MG) EDIÇÃO #55 • BRASILEDIÇÃO #55 • BRASIL WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR | JULHO | AGOSTO DE 2011 | Nº 55 | ANO 10 GERENTE COMPRADOR VENDEDOR 1 VENDEDOR 2 VENDEDOR 3 MUSICALEXPRESS|JULHOEAGOSTO2011|Nº55MÚSICAMERCADO As surpreendentes novidades de uma empresa que descobriu uma forma diferente de fazer negócios e acabou por inovar um mercado PÁG. 76 As surpreendentes novidades de MÚSICA NAS ESCOLAS Iniciativas privadas para necessidades públicas PÁG. 110 ÉGRÁTIS Sebrae ajuda você a fazer um plano de marketing em 45 minutos PÁG. 72 EM AIS Cobertura com pleta da AES e os pro duto s pre m iados da M usikm ess e 2011 PÁ GS. 13 6 E 14 2 ECO SIM, CHATO NUNCA! Agora é a vez de as lojas aderirem à economia verde, reduzirem custos e explorarem o segmento que cresce 20% ao ano PÁG.64 INFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS PASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOSPASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOS VENDEDOR 2 VENDEDOR 3 Ao fundo: Antonio Tonelli, Léo Gorgatti, Anamaria Pasquarelli, João Paulo e Cleber Monegatto. À frente: Claudia Celidonio, Andrea Tonelli e Flora Tonelli mm55_capa.indd 2 13/07/2011 15:19:36 Brasília, DF 26 e 27 de março 15 a 17 de julho Brasília, DF ................ 26 e 27 de março Porto Alegre, RS ............16 e 17 de abril Curitiba, PR ...................14 e 15 de maio Belo Horizonte, MG .... 18 e 19 de junho Rio de Janeiro, RJ .........15 a 17 de julho
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    PESQUISA MÚSICA MERCADO / DATAFOLHA Um dos maiores institutos de pesquisa do país traz informações importantes. Dados coletados pelo Datafolha em lojas de todo o país ajudam fornecedores a definir suas linhas de produtos e melhorar estratégias de marketing, beneficiando lojas e consumidores. A pesquisa está à disposição para o mercado brasileiro e internacional todo final de novembro. Para adquirir ligue (11) 3567-3022 Videos Assista entrevistas com os empresários mais famosos do nosso sector no canal Música Mercado do Youtube: http://www.youtube.com.br/ videosmusicamercado Parcerias Escreva para a Música Mercado Envie seu texto ou um resumo da história de sua loja para a revista Música Mercado, que permite colaborações após avaliação do de- partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os acontecimentos vivenciados por sua loja. Entre em contato pelo e-mail: texto@musicaemercado.com.br. Música Mercado, que permite colaborações após avaliação do de partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os acontecimentos vivenciados por sua loja. Entre em contato pelo e-mail: texto@musicaemercado.com.br. Envie seu texto ou um resumo da história de sua loja para a revista , que permite colaborações após avaliação do de- partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os acontecimentos vivenciados por sua loja. Entre em contato pelo e-mail: RECEBA NOSSA NEWSLETTER Semanalmente a MM divulga as principais notícias do setor para dei- xar o mercado atualizado. Para re- ceber nossa newsletter por e-mail, envie seu endereço eletrônico para: texto2@musicaemercado.com.br, com o assunto: Newsletter. RECEBA NOSSA NEWSLETTER NOSSOS CANAIS NA WEB Site: www.musicaemercado.com.br Twitter: twitter.com/musicaemercado YouTube: www.youtube.com/ videosmusicaemercado CONTATOS: MÚSICA MERCADO Comercial Duda Lopes • (11) 7861-8020 / ID 80*29542 Feiras e Eventos Vanessa Pinheiro • (11) 7860-6277 / ID 80*29494 Atendimento Lojistas Bárbara Tavares • (11) 7759-1474 / ID 13*21476 Administrativo Carla Anne • (11) 7717-5667 / ID 80*26398 Financeiro Adriana Nakamura • (11) 3567-3022 Comercial Vanessa Pinheiro • (11) 7860-6277 / ID 80*29494 Atendimento Lojistas Administrativo Carla Anne • (11) 7717-5667 / ID 80*26398 Música Mercado (11) 3567-3022 do Youtube: http://www.youtube.com.br/
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    178 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR CINCO PERGUNTAS Como advento das lojas virtuais, as necessidades voltadas para o atendimento ao cliente mudaram. Entenda como lidar com isso Como contratar e-vendedores? Omodelo de negócios atual são as lojas virtuais e sites de compras coletivas. De acordo com a e-bit, consultoria focada nesse setor, só em junho de 2011 o comércio eletrônico faturou R$ 680 milhões. Po- rém, vale lembrar aos interessados em aproveitaressefilãodomercadoqueas lojas virtuais estão obtendo tamanho sucesso apenas por oferecerem bons produtos, preços atrativos e, principal- mente, mão de obra qualificada para atender às necessidades dos clientes que compram pela internet. Para falar sobre o perfil dos cha- mados e-vendedores, conversamos com Robson Tavarone, administrador e especialista em comércio eletrônico há dez anos, pela Formedi, de Lisboa, Portugal. Confira a entrevista a seguir. Qual é o maior desafio no pro- cesso de vendas on-line? Desde que montei minha primei- ralojavirtual,em2000,venhoob- servandoqueamaiordificuldade encontrada por tais empresas hoje em dia é transmitir confian- çaparaclientesempotencial. Por que é importante ter al- guém qualificado para aten- der os e-consumidores? Oe-consumidorbusca,acimadetudo, poder confiar em quem vai atendê-lo. Por isso, não adianta uma empresa de internet ter somente produtos ou ser- viços com preços bons, mas garantir um ótimo atendimento voltado para o seu consumidor final. Quais são as diferenças entre um vendedor comum e um e-vendedor? O que difere um do outro é que, além das características padrão, como en- tender sobre o produto com o qual trabalha e saber lidar com as pessoas, o e-vendedor precisa estar mais ante- nado em ferramentas tecnológicas de gestão de clientes, gestão de redes so- ciais e de canais web. Quais são os conhecimentos bási- cos que um e-vendedor precisa ter? Eledevenãosóterconhecimentos avançados em determinados soft- wares relacionados à atividade, como saber focar seu trabalho na vendapelainternet,algoquepode seraprimoradopormeiodecursos on-line,masquesóseadquirecom vivêncianomundovirtual. Onde e como o lojista pode encontrar esse tipo de profissional? A melhor dica que posso dar para encontrar profissionais desse perfil é apostar nas indicações. Não que as empresas de recrutamento não pos- sam ajudar, mas, na realidade, a me- lhor forma de ter uma garantia maior de que sua contratação atenderá ao que você busca é a credibilidade de profissionais que tenham boas indi- cações no próprio setor.  Robson Tavarone é diretor comercial do site de compras Ótima Oferta e sócio da Agência Vibe O E-VENDEDOR DEVEO E-VENDEDOR DEVE TER CONHECIMENTOSTER CONHECIMENTOS AVANÇADOS EM ALGUNSAVANÇADOS EM ALGUNS SOFTWARES E SABERSOFTWARES E SABER FOCAR SEU TRABALHO NAFOCAR SEU TRABALHO NA VENDA PELA INTERNETVENDA PELA INTERNET
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    ABRAASUAMENTEPARA NOVASPOSSIBILIDADES nEWS Visite a nossaestande. Visite o nosso Website: www.yamaha.com.br A série de pianos híbridos AvantGrand da Yamaha combina know-how de mais de cem anos na arte de fabricar pianos acústicos com a mais avançada tecnologia do século XXI. A Yamaha apresenta o N1, mais novo piano da série que possui a sonoridade impressionante da renomada série AvantGrand na sua forma mais simples, além de proporcionar o feeling e a resposta dinâmica de um piano acústico, graças ao seu mecanismo Grand Piano Action e sua tecnologia de geração sonora Spatial Acoustic Sampling, que estabelece um novo padrão de perfeita integração de tecnologia digital e acústica. 650 Seguindo o sucesso do PSR-S550, a Yamaha apresenta o novo PSR-S650 que possui muitos recursos derivados da série Tyros da Yamaha e dentre os principais estão: · Novo design – moderno, leve e compacto; · Novo gerador de som com tecnologia MegaVoice!, este padrão de geração sonora oferece maior qualidade e realismo, principalmente nos sons de instrumentos de cordas, como guitarras, violões, etc; · Novos sons de instrumentos – são mais de 300 timbres que englobam vários tipos de instrumentos, desde os pianos até efeitos especiais; · Novo gerador de estilos de alta performance que utiliza tecnologia MegaVoice!, proporcionando maior riqueza de acompanhamento automático; · Expansibilidade – Memória Flash ROM de 16MB para armazenamento de novas voices, estilos, kits de bateria e amostras sonoras. Uma vez que os dados são carregados, os mesmos não são perdidos quando o teclado é desligado; · 9 tipos de escalas de afinação incluindo arábica e pitagórica. N 1 ABRAASUAMENTEPARA NOVASPOSSIBILIDADES nEWS Visite a nossa estande. Visite o nosso Website: www.yamaha.com.br A série de pianos híbridos AvantGrand da Yamaha combina know-how de mais de cem anos na arte de fabricar pianos acústicos com a mais avançada tecnologia do século XXI. A Yamaha apresenta o N1, mais novo piano da série que possui a sonoridade impressionante da renomada série AvantGrand na sua forma mais simples, além de proporcionar o feeling e a resposta dinâmica de um piano acústico, graças ao seu mecanismo Grand Piano Action e sua tecnologia de geração sonora Spatial Acoustic Sampling, que estabelece um novo padrão de perfeita integração de tecnologia digital e acústica. 650 Seguindo o sucesso do PSR-S550, a Yamaha apresenta o novo PSR-S650 que possui muitos recursos derivados da série Tyros da Yamaha e dentre os principais estão: · Novo design – moderno, leve e compacto; · Novo gerador de som com tecnologia MegaVoice!, este padrão de geração sonora oferece maior qualidade e realismo, principalmente nos sons de instrumentos de cordas, como guitarras, violões, etc; · Novos sons de instrumentos – são mais de 300 timbres que englobam vários tipos de instrumentos, desde os pianos até efeitos especiais; · Novo gerador de estilos de alta performance que utiliza tecnologia MegaVoice!, proporcionando maior riqueza de acompanhamento automático; · Expansibilidade – Memória Flash ROM de 16MB para armazenamento de novas voices, estilos, kits de bateria e amostras sonoras. Uma vez que os dados são carregados, os mesmos não são perdidos quando o teclado é desligado; · 9 tipos de escalas de afinação incluindo arábica e pitagórica. N 1