INFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOSINFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOSINFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOSINFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR | NOVEMBRO | DEZEMBRO DE 2010 | Nº 51 | ANO 9WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR | NOVEMBRO | DEZEMBRO DE 2010 | Nº 51 | ANO 9
110ANOSDEGIANNINI|NOVEMBROEDEZEMBRO2010|Nº51MÚSICA&MERCADO
DO ESTOQUE À EQUIPE 10 Dicas estratégicas para pequenas e médias empresas PÁG. 78
PASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOSPASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOS
GERENTE
COMPRADOR
VENDEDOR 1
VENDEDOR 2
VENDEDOR 3
GESTÕES VENCEDORAS O segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-las PÁG. 82
110 ANOS DE
GIANNINI
MUITO MAIS
QUE UM WORKSHOP
Parceria Tagima/NIG
leva educação e marketing
para as lojas PÁG. 52
VENDA MAIS NA WEB
OU FORA DELA
Aprenda a usar as redes sociais
e influencie o seu
consumidor PÁG. 44
VOCÊ SABE NEGOCIAR?
Faça o teste e confirme
se o seu estilo garante
o sucesso de uma transação
comercial PÁG. 56
O segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-lasO segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-lasO segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-las PÁG. 82
VOCÊ SABE NEGOCIAR?
Faça o teste e confirme
se o seu estilo garante
o sucesso de uma transação
comercial PÁG. 56
Nenhuma empresa no setor musical brasileiro tem mais história que
a Giannini. A pergunta é: como serão os próximos anos da empresa? PÁG. 60
HOHNER
Por dentro da fábrica
da gigante alem
ã
PÁG. 48HOHNER
HOHNER
Por dentro da fábrica
Por dentro da fábrica
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Musicais, dispositivos Hi-Fi, Car Audio, e aplicações especiais. Cada
produto é feito artesanalmente e com qualidade, valor e serviço em mente.
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nos detalhes. Entre os usuários atuais e anteriores dos produtos Eminence,
se encontram Fender®, Marshall®, Gibson®, Mesa Boogie®, Ampeg®,
Crate®, Soldano®, Krank Amplification®, LD Systems®, Yorkville Sound,
Peavey®, Yamaha®, B-52®, e Earthquake®.
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falantes de corpo cru, incluindo as series Patriot®, Red Coat® e Legend
para guitarra. A linha de produtos Genuine Eminence incluí mais de
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30 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
SUMÁRIO
MATÉRIAS
44 MUNDO DIGITAL44 MUNDO DIGITAL Aprenda e aumente suas vendas com a nanopublicidadeAprenda e aumente suas vendas com a nanopublicidade
48 INTERNACIONAL Diretor da Hohner fala dos próximos passos da centenária empresa alemã
52 MARKETING / PDV Exemplo de marketing e educação: conheça a ação da parceria
entre NIG e Tagima em lojas de todo o Brasil
56 PDV Ganhar ou perder? Os segredos para negociar bem; por Luiz Sacoman
72 MARKETING E NEGÓCIOS SWU: o evento que sintetizou 2010; por Alessandro Saade
74 EMPRESA As novidades da AMI Áudio
78 PEQUENAS E MÉDIAS 10 cuidados essenciais para o seu ponto de venda
80 NEGÓCIO DE VAREJO O bom atendimento e a fidelização dos clientes; por Neno Andrade
82 ESTRATÉGIA Os segredos para uma gestão bem-sucedida
86 ESPECIAL Como preparar a sua loja para receber portadores de deficiência
90 TECNOLOGIA MUSICAL Mudanças no mercado e os reflexos para o lojista; por Joey Gross Brown
100 EXPOMUSIC Presença de estrangeiros confirma crescimento do mercado nacionalPresença de estrangeiros confirma crescimento do mercado nacional
110 PRÉ-NAMM O show está chegando
112 PESQUISA DE MERCADO Os números do setor pelo relatório anual da Namm
126 SERVIÇOS Dicas, sugestões e notícias rápidas de seu interesse
SEÇÕES
32 EDITORIAL Do que consiste um mercado?
34 ÚLTIMAS As novidades do mercado musical pós-Expomusic
42 ENQUETE Empresas dão dicas para a longevidade nos negócios
92 LOJISTA Vídeo Som Instrumentos Musicais e Music Point/AL
96 VIDA DE LOJISTA Classic Music/RS
116 INOVAÇÃO Linha Hummer: o som aparece, a caixa não
118 PRODUTOS Tradição e tecnologia fazem o mercado
122 TESTE Cordas Dean Markley PhosBronze XL-2062A
128 CONTATOS Nossos anunciantes você encontra aqui
130 CINCO PERGUNTAS Como contratar trabalhadores temporários
Errata
Na ed. 50 da M&M, seção Últimas,
pág. 37, nota Phonic, a Equipo é a
distribuidora oficial no Brasil. Na
pág. 76, matéria de capa, produto
Ibanez, a Linha Prestige oferece três
modelos de braços diferentes e não
de guitarras como publicado. Na
mesma matéria, pág. 71, nota Phonic,
o produto não está disponível na
distribuidora. Na pág. 80, nota Casio, a
foto é a do teclado WK-7500 e não do
Piano Privia PX-130.
SUMÁRIO
60 CAPA
Depois de fazer 110 anos, Giannini revela
novas estratégias e conta o que espera
do futuro de nosso mercado
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DO QUE SE CONSTITUI UM MERCADO? Estou recém-chegado do
Japão, onde fui ter uma reunião com a diretoria da Casio. Levei essa
questãoatodoscomquemconversei.Ouvimuitasrespostasboas,mas
a mais simples me inspirou: “O mercado é composto de seu sonho, or-
ganização,capacidadedetrabalhoedoambienteemquevocêvive”.
VOCÊ SONHA COM O QUÊ? Com uma loja maior, mais clientes,
vender aquela determinada marca? Música & Mercado sonha com o
lado poético de tudo isso. Sabemos que se estimularmos vocês, lojis-
tas, a venderem mais e melhor, haverá mais pessoas tocando instru-
mentos e mais música no Brasil. É a nossa contribuição para a arte.
DEVAGARZINHO FOMOS CRESCENDO TAMBÉM NA AMÉRICA LA-
TINA E ESPANHA, com igual raciocínio. Para mim, sem poesia não
há salvação, o dia a dia é duro. Sabendo disso, preparamos a edição
de fim de ano repleta de informações relevantes.
A GIANNINI É O DESTAQUE. A empresa promete lançar uma gama
de produtos em 2011 e reforçou seu marketing para atingir novos
consumidores. São 110 anos de história e, por que não dizer?, de so-
brevivência, atravessando um século e suas complexidades, como
duas guerras mundiais. Não foi fácil, mas é a única empresa nacio-
nal com esse tempo de mercado. Agora ela se prepara para o futuro
e conta todas as novidades para você.
BOA LEITURA, E VAMOS PARA 2011 COM SONHO, organização e
trabalhoparafazerdonossosegmentoummercadocadavezmelhor.trabalhoparafazerdonossosegmentoummercadocadavezmelhor.
DANIEL NEVESDANIEL NEVES
*Fernando Pessoa (1888-1935), um dos mais importantes poetas e escritores portugueses.*Fernando Pessoa (1888-1935), um dos mais importantes poetas e escritores portugueses.
32 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Doqueseconstituiummercado?
“Somos do tamanho
de nossos sonhos.”
— Fernando Pessoa*
DANIEL NEVES
Editor / Diretor
Daniel A. Neves S. Lima
Diretora de Comunicação
Ana Carolina Coutinho - MTB: 52.423
Coordenadores de Comunicação
Itamar Dantas
Juliana Cruz
Gerente Comercial Brasil
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Assistente Comercial
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Relações Internacionais
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Administrativo
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Direção de Arte
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Feiras e Eventos
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assinaturas@musicaemercado.com.br
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Alessandro Saade, Ivan Postigo,
Joey Gross Brown, Luiz Sacoman,
Miguel De Laet e Neno Andrade
Música & Mercado®
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Autorizada a reprodução com a citação da Música & Mercado,
edição e autor. Música & Mercado não é responsável pelo
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Parcerias
Associados
EXPEDIENTE
Frankfurt • China
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Endorsers News
Maria Gadu é Yamaha
AcantoraecompositorapaulistanaMariaGaduago-
ra é usuária de quatro violões da fabricante japonesa:
CPX900, NCX900R, NTX900FM e SLG120NW.
Embora o acordo tenha sido oficializado somen-
te agora, a artista já utilizava um violão da Yamaha
que ganhou de presente em uma apresentação em
março de 2009. Segundo Gadu, o violão é como uma
extensão de seu corpo: “Ele fica colado comigo qua-
se que todos os dias”, declarou.
Gibson &
John Lennon
AfábricadaGibson
em Montana, EUA,
está finalizando a
produção de 70 violões Imagine, em
homenagem aos 70 anos do ex-beatle
John Lennon. Sete desses violões,
praticamente exclusivos, foram des-
tinados ao mercado brasileiro.
Etelj Áudio promove
No final de setembro, a Etelj Áudio e a loja Isound Som Profissional promoveram
um evento para profissionais do setor. Em um coffee break realizado na própria
Isound, no bairro de Santa Ifigênia, em São Paulo, foram apresentados os equipa-
mentosEteljparaDJselocadoresdesom.Entreosprodutos,estavamoSlim8000,
Slim 6000 e Slim 4000; além da linha Array, da DB Tecnologia Acústica.
Embora o acordo tenha sido oficializado somen-
Os grandes nomes da D’Addario
AD’Addarioestáapostandoemno-
mesconhecidosdamúsicainterna-
cionalparadivulgaramarca.Entre
osnovosendorseesestãoobaixista
Tom Hamilton (foto), do Aerosmi-
th,eMikeChlasciak,ex-guitarrista
da banda de metal Testament. No
segmento de música clássica, a
marcaagregouosmúsicosPhilippe
Bertaud, Ricardo Cobo e Eduardo
Minozzi Costa. No Brasil, a marca
é distribuída pela Musical Express.
C. Ibañez investe em professores
A fabricante de baquetas C.Ibañez convidou novos
bateristas para o seu time. Os novos endorsees têm
uma qualidade em comum: são todos professores da
região Sul do País. Beto Lima, Cristiano Bertolucci,
Marquinhos Fê e Vaney Bertotto são os novos repre-
sentantes da marca. Investir em professores é uma
boa estratégia, se for levado em consideração que os
músicos podem indicar a C.Ibañez para seus alunos,
ajudando na divulgação direta de seus produtos.
Prime Music traz Thomas Lang ao Brasil
O baterista austríaco Thomas Lang esteve no
Brasil para realizar uma série de workshops da Meinl
Cymbals, da qual é endorsee.
produção de 70 violões Imagine, em No final de setembro, a Etelj Áudio e a loja Isound Som Profissional promoveram
Etelj Áudio promove
No final de setembro, a Etelj Áudio e a loja Isound Som Profissional promoveram
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WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 35
Click: o que acontece
nos sites do mercado
Hayonik renova: fabricante de ca-
bos, caixas e transformadores, a
Hayonik está investindo forte na
web. O novo site da empresa conta
com quatro novas seções para agili-
zar e facilitar a interação com mer-
cado. http://www.hayonik.com.
Tuitando: as marcas da Golden
Guitar aderiram ao Twitter, rede so-
cialondepostaminformaçõessobre
produtos, endorsees e promoções.
Parasegui-lasacesse:@eagle_music
/@hofma_music/@golden_guitar.
Hiperativa: a Santo Angelo está hi-
perativa no Facebook e no YouTu-
be. Tudo em prol de ganhar maior
espaço na lembrança da marca pe-
los consumidores.
Djay: de blog novo, a Numark quer
informar os DJs sobre suas ativi-
dades. Acesse: http://www.numa-
rkinbrazil.blogspot.com.
Completinha: mineira, a Michael
lançou recentemente seu novo site.
Desde a feira Lighting Week Brasil
2010, ocorrida em setembro, a Gobos
do Brasil passou a distribuir as mar-
cas americanas Audix, fabricante de
microfones para shows; a MyMix,
desenvolvedora de gravadores mul-
tipista com cartão de memória; e a
italiana K-Array, fabricante de cai-
xas para áudio profissional. Sobre a
escolha das marcas, Esteban Risso,
diretor comercial da Gobos, explica:
“Somos apaixonados por áudio, por
isso buscamos equipamentos que
nós mesmos gostaríamos de ter”.
GobosdoBrasilentranoáudio
Completo e bem desenhado, com
ele a empresa pretende suprir qual-
quer demanda de comunicação
que possa existir.
Bem social: a SKP Pro Audio ade-
riu às redes sociais. Em novembro,
a SKP lançará seu novo portal.
Wolf Music está de site novo: o
novo portal da web da Wolf Music
está mais limpo e fácil de usar, pos-
sibilitando o acesso rápido a infor-
mações buscadas por lojistas, como
contatos de representantes e mar-
cas comercializadas. Visite: www.
wolfmusic.com.br.
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36 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Samurai
Após cerca de um ano entre nego-
ciações e protótipos, as guitarras
Seizi, do luthier Seizi (foto), foram
apresentadas ao público durante a
Expomusic 2010 no estande da Royal
Music. Com previsão de lançamento
dos produtos para o final do ano, a
marca também será responsável
pelo modelo Signature de Andreas
Kisser, ainda em fase de concepção.
A intenção do luthier é reunir carac-
terísticasqueatendamatodasasne-
cessidades de Kisser, conhecido por
tocardemetalablues,passandopela
MPB, com um único instrumento.
Muitas são chamadas,
poucas as escolhidas
Algumas companhias internacionais estão atrás de
empresas passíveis de aquisição no Brasil. Nunca Ma-
naus e o interior paulista foram tão visitados.
Music Group com novas instalações
O Music Group, empresa que conglomera as marcas
Behringer, Midas, Klark Teknik e Bugera, está inau-
gurando novas instalações na China e se prepara para
a expansão da Music Group City. A holding interligou
quatro armazéns em um único local com um sistema
de gerenciamento de todos os pedidos a fim de maxi-
mizaraeficiênciadogrupoementregademercadorias
quando a nova operação começar, em 2012. As marcas
do grupo são distribuídas no Brasil pela ProShows.
Em nota enviada à impren-
sa, a Golden Instrumentos
Musicais Ltda. anunciou que
todos os produtos da marca
Golden, antes produzidos no
Brasil, passarão a ser constru-
ídos na Ásia, onde já fabrica-
vam os instrumentos Eagle.
Apesar da desativação da
fábrica brasileira, a com-
panhia afirma não ter
realizado corte de fun-
cionários, mas sim o
remanejamento deles
para outros departa-
mentos da empresa.
Aposte na laranja
Aumentando sua presença no mercado global, a
Orange tem mirado na América Latina. “Estamos in-
vestindo na marca”, explicou Carlos Cesar Medeiros,
presidente da Condor Music, distribuidora no Brasil.
Equipada
A importadora Waldmann/
Equipo se articulou bas-
tantenoúltimotrimestre
de 2010. Recentemente
adquiriu a marca Phonic
para mixers e equipamentos de áudio e
reafirmouparceriasantigas.Deacordocomopublicado
no blog da distribuidora, a parceria prevê o lançamento
deprodutosdesenvolvidosespecialmenteparaoPaís.
Music Group com novas instalações
O Music Group, empresa que conglomera as marcas
Em nota enviada à impren-
sa, a Golden Instrumentos
Musicais Ltda. anunciou que
todos os produtos da marca
Golden, antes produzidos no
Brasil, passarão a ser constru-
ídos na Ásia, onde já fabrica-
vam os instrumentos Eagle.
Apesar da desativação da
fábrica brasileira, a com-
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Em nota enviada à impren-
sa, a Golden Instrumentos
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Golden, antes produzidos no
Brasil, passarão a ser constru-
ídos na Ásia, onde já fabrica-
vam os instrumentos Eagle.
Apesar da desativação da
Guitarras Golden passam
a ser produzidas na China
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Harman do Brasil:
meta de US$ 250 milhões
Após a aquisição da brasileira Sele-
nium,aHarmancomeçaaoperarno
PaíssobonomeHarmandoBrasil.A
fabricante internacional de áudio e
soluções integradas anuncia que os
equipamentosdaSeleniumjáfazempartedasuafamíliadeprodutosaolado
demarcasconhecidas,comoaAKG,Infinity,JBL,LexiconeMarkLevinson.
A princípio, a multinacional pretende investir US$ 100 milhões no
mercado brasileiro para aumentar a capacidade de produção das fábricas
em Nova Santa Rita (RS) e Manaus (AM), além de implantar um centro de
Pesquisa e Desenvolvimento de produtos de alta tecnologia.
AestratégiaadotadapelaHarmanprevêaindaaentradadenovosseg-
mentos e lançamentos de produtos no País. Além dos artigos Selenium, a
marca comercializará linhas de home theater, alto-falantes, acessórios
para iPod e iPhone, entre outros.
Rodrigo Kniest (foto), diretor-geral da Harman do Brasil, falou sobre a
proposta da empresa: “Nossos produtos serão desenvolvidos em parceria
com os centros de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) em todo o mundo e
vendidos tanto no mercado doméstico como no mercado internacional”.
Atualmente, a empresa tem receita anual em torno de US$ 55 milhões e
projeta faturar cerca de US$ 250 milhões até 2015.
equipamentosdaSeleniumjáfazempartedasuafamíliadeprodutosaolado
Casio
Música & Mercado recentemente esteve em
Tóquio, em visita à sede da Casio, no Japão.
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 37
recentemente esteve em
Tóquio, em visita à sede da Casio, no Japão.
Feiras Music Show 2011
As feiras regionais Music Show já
têm seu calendário de 2011 disponi-
bilizado na internet. Acesse: www.
musicaemercado.com.br.
Piano Suzuki
no programa
Ídolos
O piano acústico AG-600 da Suzuki
tevedestaqueduranteoprogramaÍdo-
los,daTVRecord,noepisódiododia24
de agosto. O instrumento foi utilizado
na apresentação da cantora Nise, con-
siderada uma das mais fortes concor-
rentes do reality show musical. Assista
emhttp://tinyurl.com/2bbowvm.
9608VA
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38 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Marcelo Rossi, gerente de marke-
ting da Tagima, anunciou que no
próximo ano o Tagima Dream
Team vai ocorrer em outro local
— há dois anos o evento se reali-
za no espaço Moinho Eventos, em
São Paulo, SP. “Escolhemos o local
Roland realiza campeonato
Loop Station Boss
Realizada em 20 de outubro, no Tom
Jazz, em São Paulo, SP, a final do
Campeonato Loop Stations Boss ele-
geu o multi-instrumentista Gabriel
Torres, conhecido como Seu Zeba,
como o vencedor. Ele utilizou pedais
de efeito escaleta e a própria voz para
sua composição, produzida através
de um RC-50 Loop Station, da Boss.
Além de levar para casa 3 mil
reais em produtos Boss, Seu Zeba
representará o Brasil na final mun-
dial do concurso, em Los Angeles,
EUA, em janeiro de 2011. No júri
marcaram presença o baixista Cel-
so Pixinga, Fernandinho Beatbox,
a DJ Lisa Bueno, o especialista de
produtos da Boss Pedro Lobão e o
produtor musical Silveira.
Cada um é diferente
Empresas internacionais têm bus-
cado representantes que consigam
tratar suas marcas com ações exclu-
sivas e que desenvolvam a lembrança
da marca, não somente o ‘compra e
venda’. Não querem mais ‘babás’, mas
‘mães de verdade’ em cada país.
Oportunidade na Di Giorgio
A fábrica finalmente aderiu aos vio-
lões com cordas de aço. Tradicional e
respeitada, mas afastada dessa linha
de instrumentos, a empresa utilizou
sua expertise para a encomenda dos
novos modelos na China. A empresa
também tem trabalhado um reposi-
cionamento de preço.
In love
Jun Hosokawa, gerente de vendas da
Hoshino Gakki, empresa proprietá-
ria das marcas Tama e Ibanez, veio
ao Brasil no início de outubro. A vi-
sita celebra 20 anos da distribuidora
Waldmanne12anosdeparceriacom
as marcas. “Quis parabenizar pesso-
almente todo o time da Equipo que,
há mais de 12 anos, cuida tão bem de
nossas marcas”, explicou Hosokawa.
Fritz Dobbert é pauta do DCI
No dia 1º de setembro, o jornal DCI
(Diário do Comércio, Indústria e Ser-
viços) publicou texto sobre a sexage-
náriaFritzDobbert.Amatériamostra
como a empresa continua faturando
cerca de R$ 15 milhões anuais e tem
previsão de crescimento de 5% para
2011, apesar da onda tecnológica.
Paraleramatériadojornalnaíntegra,
acesse: http://tiny.cc/Fritzdci.
[Moinho]pelapossibilidadedeam-
pliar a feira e por sua peculiarida-
de, em estilo bem rústico, mas com
estrutura funcional e bem apare-
lhada. Mas ano que vem vamos
para uma nova etapa em outra lo-
cação”, explica Rossi.
Tagima Dream Team 2011: novidades
Só legal
A Pride Music tem trabalhado para
alertar os consumidores de suas
marcas sobre a importância de ad-
quirir produtos comprados em re-
vendedores autorizados.
produtor musical Silveira.produtor musical Silveira.
ultimas51.indd 38 04/11/2010 18:02:21
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 39
Suportes diferentes
Buscando atingir um público apreciador de designs
diferentes, a Grip Studios tem investido na customi-
zação de suportes para guitarras, violões e contrabai-
xos.AindasemdistribuiçãonoBrasil,ossuportesimi-
tam mãos de caveiras e monstros e prometem manter
o instrumento em segurança. Para mais informações,
acesse o site www.guitargrip.com.
Quanta traz nova linha da Avid
A Avid lança sua nova linha de interfaces Mbox, formada pela Mbox
Mini, Mbox e Mbox Pro, todas com design diferenciado em relação
aos seus demais produtos. A Mbox Mini possui taxa de amostragem
48 kHz/24 bits, conexão USB, circuito interno com pré de microfone,
entrada de linha e uma saída estéreo para monitor.
Já a Mbox tem entrada USB 2.0,
duasentradasanalógicaseconecto-
res XLR e TRS. A taxa de amostra-
gematinge96kHz/24bits.EaMbox
Pro possui conexão firewire, quatro
prés de microfone, oito entradas e
saídas e meter para ser utilizado no
modo stand alone. A taxa de amos-
tragem vai até 192 kHz/24 bits.
Astor Silva, gerente de vendas
da Avid na América do Sul, explica
as novas características: “Elas resultam em melhor qualidade na cap-
tura do áudio. Além de possuir um DSP on-board, que permite maior
flexibilidadenamixagemdepré-escutaeefeitosdereverb”.AMboxMini
e a Mbox estão disponíveis no País desde outubro e a Mbox Pro estará a
partir de novembro, todas com distribuição da Quanta Music.
as novas características: “Elas resultam em melhor qualidade na cap-
9607ML-UA
Untitled-8 1 25/10/2010 13:11:48
Italo Trading representa
Midas e Klark Teknik na AL
A Italo Trading LLC é a nova repre-
sentante comercial da Midas e Klark
Teknik, marcas do Music Group, na
América Latina. No Brasil, ambas
marcas são distribuídas pela Tele-
ponto. “Temos como objetivo solidi-
ficar-nos como a melhor opção em
consoles profissionais para grandes
eventos. A Midas pretende lançar na
NAMM mesas dedicadas ao merca-
do Latino Americano. Pretendemos
triplicar o faturamento em 2011 com
os investimentos de marketing e um
profissional dedicado para a região”,
informou Daniel Salomão, presiden-
te da Italo Trading.
John Oakley, diretor da Midas e
da Klark Teknik, também falou sobre
a representação: “A América Latina é
um mercado muito importante para
a Midas e a Klark Teknik. Estou feliz
por Daniel ser o responsável por de-
senvolver nossas marcas na região”.
A Italo Trading é uma empresa
nova baseada em Miami, EUA, que
representa e distribui marcas na
America Latina. Informações: www.
italotrading.com
ultimas51.indd 39 04/11/2010 18:03:25
40 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Music Group
O Music Group, proprietário das mar-
cas Behringer, Bugera, Klark Tekniks
e Midas, nomeou David Foote como
novo diretor de tecnologia. Com 18
anos de experiência em TI, ele possui
inúmeras patentes como inventor. So-
bre o novo cargo, Foote disse: “Estou ansioso para trabalhar
com o CEO Uli Behringer e o Music Group, aderindo à visão
da empresa de transpor as fronteiras da automação e da efi-
ciência a fim de entregar, com alta qualidade e custo compe-
titivo, produtos de áudio profissional”. O executivo terá como
responsabilidade unir seu conhecimento da área comercial à
experiência em tecnologia para propor e realizar mudanças no
departamento tecnológico do Music Group.
Guitarras Manuel Rodriguez
chegam ao Brasil
Proprietário da fabricante espanhola veio ao Brasil em
busca de distribuidor e aproveitou para apresentar a
empresa ao nosso mercado
Manuel Rodriguez Jr. III, dono da empresa es-
panhola Guitarras Manuel Rodriguez and
Sons,estevenoBrasilesteanoparaapresen-
tar o violão clássico de uma tradicional fabricante da
Europaeprocurarrevendedorasparaseusprodutosno
País – alguns de seus violões já podem ser encontrados
em grandes lojas do setor. Rodriguez representa a ter-
ceira geração da companhia fundada por seu avô, em
1905, e a M&M aproveitou a visita para entrevistá-lo e
contar para os lojistas um pouco mais sobre a Guitar-
ras Manuel Rodriguez and Sons. Leia a seguir.
Embora utilize madeira brasileira para fabricar
seus violões, nunca os trouxe para o Brasil. Por
que trazer agora?
Já faz algum tempo que a economia do Brasil, e da
América Latina em geral, vai muito melhor que a da
Espanha e a da Europa. Estamos entrando nesse mer-
cado aos poucos e já nos encontramos na Venezuela,
no Uruguai, no Chile, no Equador e no México. Apre-
sento minha paixão pelo violão a todos esses lugares e
tenho a vantagem de oferecer um bom preço por ter-
mos uma fábrica na Espanha e outra na China, conse-
guindo competir no mercado atual.
Contratação & Recolocação
Contemporânea
A jornalista Kely Correia acaba de reassumir
o departamento de Imprensa & Marketing da
Contemporânea. Com experiência em redações
e assessoria de imprensa, Kely cuidará do aten-
dimento à imprensa em geral e das ações de
marketing institucional da empresa.
Quais são os modelos de violão que quer vender
no Brasil?
Temos duas opções: trazer violões feitos na China
para que sejam mais baratos do ponto de vista logísti-
co; a outra é vender os violões mais caros, que vêm da
Espanha,talvezparatocarerepresentartodaabeleza
da bossa nova. Acredito que, com o mercado atual, o
violão mais barato vai vender mais, mas é importante
ter as duas vias de introdução do produto.
Existe alguma data para começar a trazer os vio-
lões para o Brasil?
Estamos fechando negócios com algumas das maio-
res lojas do País e algumas delas já dispõem de nossos
produtos para comercialização.
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19:52:19 mm51_completa.indd 41 04/11/2010 13:12:00
42 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Enquete
O valor da
experiência
Empresas do setor com mais de 10 anos de
vida contam como sobreviveram no mercado
e revelam o que pretendem alcançar
Para uma empresa de um
setor tão competitivo
quanto o nosso, com-
pletar 10 anos de existência já
é um grande feito, imagine en-
tão superá-lo. Por conta disso,
conversamos com algumas das
grandes aniversariantes do ano
para contar um pouco sobre as
dificuldades e soluções que en-
contraram a caminho do suces-
so.Sãoelas:Rozini,com15anos;
Made In Brazil e Equipo, com 20
anos; e Izzo, com 92 anos. Veja
as entrevistas a seguir.
Perguntas
1.
Quais eram
os principais
desafios do
mercado
quando vocês começaram
e como estão hoje?
2.
Em termos
de potenciais,
quais eram eles
no início da
empresa e quais são hoje?
3.
Em sua opinião,
qual estratégia
adotada foi
decisiva para a
longevidade da empresa?
4.
Qual foi o maior
aprendizado
da empresa e
como vocês
imaginam o mercado
daqui a dez anos?
Everton Waldman
CEO
Equipo
www.equipo.com.br
EQUIPO ROZ
Era justamente o “tamanho” da Equipo – uma pequena
sala de 9 m², com uma mesa, quatro cadeiras, um PC 386
e uma linha telefônica. O patrimônio era nossa vontade
de vencer, expertise de mercado como músicos, e nossas
ideias. Já hoje é poder apresentar o melhor investimento
para os lojistas e parceiros para eles terem lucro. Assim,
buscamos produtos de performance superior, design
arrojado e qualidade por um preço competitivo.
Nosso conhecimento técnico. Eu e o Juliano [sócio
da Equipo] sempre fomos músicos apaixonados e
costumávamos ser procurados por amigos para lhes
indicar equipamentos e instrumentos musicais. Hoje
nossa estrutura permite criar diferenciais para os lojistas.
Prazos mais amplos, frete 100% grátis, um portfólio
completo de produtos e marcas, consultorias, suporte,
marketing in house, feiras etc...
Transparência com nossos revendedores. No início não
tínhamos condições de oferecer grandes diferenciais
para os clientes. À medida que fomos nos estruturando,
pudemos repassar melhores oportunidades, em forma
de prazos e condições. Pudemos também estender as
mãos a lojistas durante as crises econômicas para que
pudessem superar desafios e crescer junto conosco.
A vida é uma gangorra e nunca devemos subestimar
o próximo. Não existe nenhum mercado onde as
condições sejam permanentes. Muitas coisas já estão
mudando, indicando novas tendências de consumo e de
negócios. Não haverá espaço para empresas e marcas
que se ‘acomodarem’. É preciso estar preparado para
mudar, não só se adaptando às novas situações como,
também, criando tendências para sair na frente. E que
venham mais 20 anos!
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WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 43
Simone Storino
Diretora de Marketing
Izzo Musical
www.izzomusical.com.br
IZZO MUSICAL
José Roberto Rozini
Diretor-presidente
Rozini Instrumentos Musicais
www.rozini.com.br
ROZINI
Marcelo Tadeu Aziz
Diretor-presidente
Made in Brazil
www.madeinbrazil.com.br
MADE IN BRAZIL
Quando a Izzo começou a fabricar cordas, em
1918, o mercado musical praticamente não
existia no Brasil. O grande desafio foi criar toda
uma estrutura para fabricação e distribuição dos
produtos. Hoje os desafios são o aumento da
concorrência e a desvalorização dos produtos de
fabricação nacional após a abertura de mercado.
Praticamente não existia concorrência no
mercado musical e a Izzo desbravou um
mercado praticamente sozinha. Com a abertura
do mercado, iniciamos a distribuição de produtos
importados, e hoje nós temos 70% de nosso
faturamento proveniente da importação.
Acreditamos que a importação é um nicho de
mercado que vai se expandir cada vez mais.
Nossa história foi escrita com paixão e trabalho
árduo, sempre com empenho na busca
pela excelência e pela internacionalização
da produção de cordas e instrumentos
musicais, assim como a intenção de atuar de
maneira responsável frente a colaboradores,
consumidores e meio ambiente.
Aprendemos a diversificar e a expandir os
negócios. Acredito que teremos um mercado
muito mais profissionalizado e com vasta
capilaridade de produtos e distribuição. A Izzo
participará ativamente para que o mercado
alcance esse profissionalismo, sempre com
respeito e comprometimento, de forma a
permitir que todos conquistemos nossos ideais
por meio da música e do seu mercado.
No começo nosso problema era
ser um nome desconhecido contra
concorrentes já muito tradicionais
no mercado. Hoje temos
credibilidade em nossa marca.
Temos um nome forte e respeitado.
No início, era o bom relacionamento
com profissionais do ramo e
conhecimento comercial. Hoje
são o conhecimento técnico e a
confiança de fornecedores, clientes
e consumidores, conquistada pelos
compromissos honrados e pela
excelência de nosso produto.
Estar sempre disposto a ouvir
nossos consumidores. É assim
que nosso produto se mantém em
constante evolução.
Aprendemos a trabalhar sempre
com base em qualidade e não
em preços. Por isso, imagino um
mercado muito mais competitivo
no sentido qualitativo, buscando
diferenciais para conquistar
clientes, pois estes felizmente
já aprenderam a desconfiar de
instrumentos baratos.
O principal problema
enfrentado no começo foi a
falta de produtos de qualidade
e poucos fornecedores. Hoje
acontece o oposto, com
maior oferta de produtos e
diversidade de fornecedores.
No início trabalhávamos muito
com áudio doméstico. Depois,
a loja começou a trabalhar cada
vez mais com importados, e foi
passando do áudio doméstico
para instrumentos musicais e
áudio profissional. Acreditamos
que a tendência é a invasão
dos asiáticos, devido aos baixos
custos e a evolução crescente
na qualidade.
Nossa principal estratégia foi
manter as margens lucrativas
sem ceder à guerra de preços.
Aprendemos a ter paciência
em vez de adotar uma
postura imediatista. Para os
próximos anos, esperamos
um amadurecimento do
mercado, que passará a ser
mais profissional, com mais
produtos asiáticos que tem
conseguido melhores resultados
na relação custo-benefício.
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44 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mundo Digital Nanopublicidade
Segmentar a divulgação de produtos
nas redes sociais é a melhor maneira
Segmentar a divulgação de produtos
Nanopublicidade:
umatendência
paraovarejo
do a pequenos grupos de interesses similares, tam-
bém de forma direta, caracteriza a nanopublicidade.
Segundo o professor de Comunicação Interativa de
Pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Ma-
rketing (ESPM), Pedro Waengertner, a nanopublicidade
não é um conceito novo, mas a evolução de conceitos
clássicos de marketing extremamente direcionado. “A
diferença principal entre o antes e o agora é a tecnologia
disponívelparacolocaroconceitoemprática.Hoje,cada
usuário deixa um rastro mensurável de seu comporta-
mento na web. Essa tática trabalha justamente com as
tecnologias disponíveis para automatizar a entrega per-
sonalizadadepublicidadeaestesnanonichos”,explica.
de atingir os consumidores
Por Juliana Cruz
Omarketing vem ganhando cada vez mais es-
paço e interatividade por conta da internet,
mas ele ainda precisa se adaptar para conse-
guir atingir um público específico e obter o retorno
esperado pelas marcas. Embora a enorme quantida-
de de publicidade existente em sites e blogs esteja à
disposição de todos, ela não necessariamente con-
segue atrair a atenção de quem de fato interessa ao
anunciante: o consumidor final.
O diferencial desse formato de marketing, conhe-
cido atualmente como O2O (One to One), é lidar dire-
tamentecomconsumidoresefetivosdedeterminados
produtos. Esse modelo de abordagem, quando aplica-
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WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 45
Mundo Digital Nanopublicidade
Melhor do que Facebook e Twitter
Muitas empresas de outros setores têm investido
nesse tipo de divulgação anunciando em redes so-
ciais que atendam especificamente seu público-alvo.
É o caso da Migux do iG, voltada para crianças até
11 anos; da Bolsa de Mulher, sobre o universo femi-
nino em geral; e da ByMK, sobre moda.
Em nosso segmento, as lojas têm investido nas
redes sociais mais famosas da atualidade, como
MySpace, Facebook e Twitter, o que, de certa forma,
funciona, segundo Waengertner. “Algumas lojas têm
conseguido resultados interessantes assim. O ideal
é começar experimentando com apenas uma conta,
aprender como o cliente pensa e interage para depois
partir para uma evolução do conceito e segmentar a
divulgação. Lembrando sempre que estamos falando
de um diálogo com o consumidor, em que a lógica das
mídias tradicionais não funciona mais”, exemplifica.
A loja rede de lojas Hendrix World Music, de São
Paulo, SP, começou a investir em redes sociais re-
centemente. “Estamos trabalhando com o Twitter
há mais ou menos três meses. Procuro fazer amigos
com o perfil da Hendrix (ninguém sabe quem sou
eu) criando intimidade com nossos clientes. Muitas
vezes falamos sobre música e fotografia, não necessa-
riamente ficamos só postando preços e catálogos de
produtos. Tenho em mente que a Hendrix é uma em-
presa de espírito jovem e esta é uma ferramenta que
está aumentando bastante nossa cartela de clientes.
Hoje temos 255 seguidores, sem fazer muita divulga-
ção”, conta animado Rafael Mendes, responsável pelo
marketing da loja e por manter o Twitter atualizado.
No entanto, essas redes sociais não podem ser
consideradas direcionadas por não se tratarem de
sites de compra e tampouco segmentadas, de uso
exclusivo de determinado público. A partir desse
princípio, ter centenas de seguidores no Twitter não
é, necessariamente, um potencializador de vendas,
afinal, pois o internauta pode simplesmente gostar de
se informar sobre instrumentos musicais sem de fato
ter a intenção de comprá-los.
A NANOPUBLICIDADE É A
EVOLUÇÃO DE CONCEITOS
CLÁSSICOS DE MARKETING
EXTREMAMENTE
DIRECIONADO
Comunicação One to One
De acordo com o livro E-Marketing – Guia para a Nova Econo-
mia (Ed. Silabo), de Joaquim Hortinha, o marketing One to One
(O2O) é uma das mais emergentes ferramentas de marketing
surgidas com a economia digital, consistindo em contatos di-
retos entre a empresa e um cliente (ou grupo de clientes com
necessidades idênticas). O conceito criado pelos norte-ame-
ricanos Don Peppers e Martha Rogers em 1994 busca relação
personalizada com os consumidores, de forma a conhecê-
-los o suficiente para poder oferecer a eles os bens e serviços
mais adequados, foi dele que surgiu a nanopublicidade, que
apesar de ser segmentada trabalha com grupos maiores.
Waengertner: “A lógica
das mídias tradicionais
não funciona na web”
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46 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mundo Digital Nanopublicidade
umcaminhoaseguir,colocariaminhasfichasnamelho-
radacapacidadeanalíticadascompanhias”,completa.
Enquanto não é disponibilizada aos brasileiros
uma rede social direcionada também para compra e
venda de instrumentos musicais, uma forma interes-
sante de aderir à nanopublicidade é criar diferentes
perfis no Twitter, cada um focando um tipo de instru-
mento ou equipamento de áudio que tenha destaque
na loja. Dessa forma, os violonistas, por exemplo, rece-
berão atualizações apenas sobre o assunto que lhes
interessa de fato, evitando que informações
úteis se percam entre a enorme quantidade
de atualizações gerais da loja. 
Por enquanto, o que dá para fazer
Os portais da internet focados em comercialização de
instrumentosmusicaiseáudioprofissionalsãointerna-
cionais, como Music Radar, Guitar Trader, Music123 e
Music Friend. No Brasil, está sendo desenvolvido o Mu-
sictube.me, que funcionará como uma rede social para
músicos profissionais, estudantes e professores, na qual
lojistas e fabricantes poderão anunciar seus produtos e
interagirdiretamentecomseupúblicofinal.
Até que isso aconteça, os comerciantes devem
continuar investindo em marketing interativo a fim
de compreender e capturar o comportamento do con-
sumidor. “Comecem analisando os dados que têm
hoje. ‘Existem oportunidades não aproveitadas? O
que as interações dos consumidores com os perfis on-
-line conseguem nos dizer?’ Creio que este deveria ser
um ponto de partida. Focado, sempre, em resultados
mensuráveis”, aconselha Waengertner.
Para o professor, a segmentação continuará evoluin-
do. “A chave está no comportamento, que antes da web
nãotinhacomoserobservadodetalhadamenteemcada
uma das interações com a empresa. Se fosse apostar em
A CHAVE ESTÁ NO
COMPORTAMENTO, QUE
ANTES DA WEB NÃO TINHA
COMO SER OBSERVADO
DETALHADAMENTE
O que é nanopublicidade?
Segundo Roberto Guarnieri, CEO da agência de comunica-
ção A1 Brasil, especializada em nanopublicidade, o termo
consiste em um modelo de divulgação de produtos feito
especificamente para pequenos grupos de consumido-
res separados de acordo com seus interesses e neces-
sidades. “É dessa forma que marcas mundo afora estão
fazendo nanopublicidade e superando concorrentes que
insistem em investir sua verba em mídias de massa”, ex-
plicou o empresário em artigo publicado no site Webinsi-
der (webinsider.uol.com.br).
A QUANTIDADE DE
SEGUIDORES NO TWITTER
NÃO É, NECESSARIAMENTE,
UM POTENCIALIZADOR
DE VENDAS
Mendes, do marketing da rede de lojas Hendrix (acima): “Procuro fazer amigos [na web]
com o perfil da Hendrix criando intimidade com nossos clientes”
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20:07:11 mm51_completa.indd 47 04/11/2010 15:41:45
48 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Sem dúvida, as gaitas e os acordeões identificam a
Hohner e dão-lhe o prestígio adquirido em 153 anos
de trajetória. Mesmo assim, um século e meio é mui-
to tempo e as coisas têm mudado, desde as tecnolo-
gias até as técnicas de estudo, gostos e modas. Nesse
período, a empresa adotou novos processos e novos
produtos, inclusive alguns que à primeira vista não
pareciam ter muitos pontos de contato com o negó-
cio central, como a linha de ukeleles Lanikai, ou de
guitarrasebaixos,eatéalinhaSonordebateriaeper-
cussão. O diretor de marketing da Hohner, Klaus Stet-
ter, conversou com exclusividade com a M&M para
contar os desafios e oportunidades nesse um século e
meio de transformações do mercado.
Internacional Hohner
AempresaalemãHohner
tem153anosdevidae
100decapitalaberto.Seus
instrumentossãotãoclássicos
comomodernos.Klaus
Stetter,diretordemarketing,
faloudaatualidadeedo
futurodaempresa
Como o sr. vê o futuro da Hohner?
AHohnersempretemsidolídernasáreasdeeducação
musical, desenvolvimento de produtos e inovação.
Isso tem sido nossa prioridade e é assim que encara-
mos o futuro. Investimos muito em conservatórios de
música, pois acreditamos que a educação é a base de
todos os negócios, além de que tocar um instrumento
também pode ser muito divertido.
Que papel você acha que tem a Internet na edu-
cação musical?
É uma ferramenta que continua em crescimento e sei
que muitos músicos passam bastante tempo procuran-
doideiasemúsicanainternet.Nóstambémsomosparte
Um
século
emeio
fazendo
ovento
cantar
O mercado de acordeões é um grande desafio
para a Hohner, pois sua produção demanda
diversidade para atender às diferentes regiões
mm51_hohner.indd 48 03/11/2010 21:01:24
Internacional Hohner
desse crescimento e estamos trabalhan-
docomesserecursoparaoaprendizado.
Como a globalização tem influenciado
a empresa na hora de fazer negócios?
Reconhecemos que nossos clientes que-
rem fazer parte de nossa marca e quere-
mos estimular esse sentimento; e é justa-
mente o que fazemos por meio do nosso
COM OS ANOS TEMOS MELHORADO
A QUALIDADE E A FACILIDADE DE
USO DO ACORDEÃO, SEMPRE COM
ATUALIZAÇÕES CONSTANTES
Acordeão: estrela nas Américas
Conte-nos um pouco sobre o mercado de
acordeões, outro produto bastante tradicio-
nal da empresa.
KS: É um mercado muito interessante. É pequeno
em cada país, mas existem muitos tipos de acorde-
ões e músicos que os utilizam. É um mercado distinto
em cada país, bem regional. Por exemplo, na Europa te-
mos os músicos que tocam acordeões clássicos e outros que
tocam música folclórica irlandesa. Já na América Latina temos o
vallenato na Colômbia, o nortenho no México. Nos Estados Uni-
dos temos uma variedade de estilos e grandes festivais onde o
instrumento é muito utilizado. Essa variedade cultural complica
um pouco a produção, já que precisamos produzir muitos tipos de
acordeão para satisfazer a demanda de tantas regiões, diferentes
estilos e músicos de todo o mundo.
Durantes todos esses anos quais as principais mudanças
feitas nos acordeões da Hohner?
KS: Temos mudado materiais, ajustado diversas partes mecânicas e
com os anos temos melhorado a qualidade e a facilidade de uso do
acordeão, sempre com atualizações constantes.
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Acordeão: estrela nas Américas
Conte-nos um pouco sobre o mercado de
acordeões, outro produto bastante tradicio-
É um mercado muito interessante. É pequeno
em cada país, mas existem muitos tipos de acorde-
ões e músicos que os utilizam. É um mercado distintoões e músicos que os utilizam. É um mercado distinto
acordeões, outro produto bastante tradicio-
É um mercado muito interessante. É pequeno
em cada país, mas existem muitos tipos de acorde-
ões e músicos que os utilizam. É um mercado distinto
Temos mudado materiais, ajustado diversas partes mecânicas e
com os anos temos melhorado a qualidade e a facilidade de uso docom os anos temos melhorado a qualidade e a facilidade de uso do
marketing. Sentimos que existe grande
necessidade de que a educação receba
apoio dos estados em diferentes merca-
dos,masissonãoéfácildeconseguir.
Quais são as ações da Hohner para
conseguir influenciar a educação
musical nos mercados mais caren-
tes desse apoio?
Reparamosqueagaitaéuminstrumen-
to muito querido, mas que não tem pre-
sença forte. Assim, decidimos criar um
recorde no Guinness e juntamos 4 mil
pessoasparaquetocassemgaitaemum
evento. Foi muito divertido e chamou
bastante a atenção, dando mais visibi-
lidade ao instrumento. Outra iniciativa
quetivemosfoiadefazerumagaitapara
o Bob Dylan, e isso foi uma conquista
muito interessante, pois ele não aceita
patrocínios de empresas.
Já que Bob Dylan não costuma acei-
tar patrocínio, qual foi a estratégia
da Hohner para consegui-lo?
Esta é uma boa pergunta, mas é se-
gredo. A única coisa que posso dizer é
mm51_hohner.indd 49 03/11/2010 21:01:37
50 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Internacional Hohner
QUEREMOS QUE
O CLIENTE ESTEJA
ENVOLVIDO
DE FORMA
EMOCIONAL
CONOSCO
Perfil
Klaus Stetter trabalha há cinco anos na Hohner e é o di-
retor e responsável pelas áreas de Marketing, Vendas,
Investigação e Desenvolvimento. Em suas palavras,
“Para mim é muito especial trabalhar aqui. Pouquíssimas
empresas possuem uma história tão completa como a
da Hohner. Já em 1900 ela tinha inventado um shop dis-
play de gaitas, para, assim, destacar o produto em dife-
rentes lojas. Naquele tempo esse tipo de coisa era sim-
plesmente feita e ninguém pensava nisso como grandes
exemplos de marketing”, explica. E conclui: “Esse tipo de
inovação é muito interessante para mim”.
que estudamos o mercado e vimos que
o Dylan poderia ser um sócio interes-
sante e com benefícios para ambas as
partes. O artista que apoia nossos ins-
trumentos não é apenas alguém que
assina um contrato, mas também que
aprecia nossos instrumentos e os pre-
fere. Essa associação como o Bob Dylan
tem dado muita visibilidade à gaita.
Qual a sua dica para os lojistas ven-
derem mais gaitas?
Há várias maneiras. Primeira: o instru-
mento tem de estar na vista do público
eatéemlugaresquenãosãoconhecidos
pela venda de gaitas, como uma loja es-
pecializada em violões e guitarras, por
exemplo. Dessa maneira, os guitarristas
podem sentir curiosidade pelo instru-
mento. Também é importante que o lo-
jista saiba como tocar a gaita e conheça
os instrumentos que vende.
As gaitas simbolizam a história da
Hohner como fabricante de instrumentos
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Internacional Hohner
Untitled-10 1 25/10/2010 12:05:46
Mais informaçõesMais informações
www.hohner.eu
A distribuidora da Hohner
no Brasil é a Izzo Musical:
www.izzomusical.com.br/hohner
Diversificar para crescer
Os pontos fortes da Hohner sem-
pre foram o acordeão e a gaita,
mas em 1961 começaram a pro-
duzir flautas doces, muito utiliza-
das na América Latina e com lugar
especial na educação musical em
muitas escolas, um dos principais
focos da empresa. Hoje também
fabricam guitarras que têm tido
um papel importante na educa-
ção e ainda produzem ukeleles —
de acordo com Stetter, um mer-
cado que vem crescendo muito
nos últimos cinco anos. A Hohner
também tem uma linha de bateria
e percussão, a Sonor. Tudo com o
objetivo de ganhar
novos mercados.
objetivo de ganhar
novos mercados.
Quais os aspectos que mais se des-
tacam na Hohner?
Acho que um dos mais importantes é a
qualidade dos empregados que traba-
lham aqui. Somos uma empresa com
uma tradição familiar muito forte e
sempre contratamos funcionários jo-
vens, que, em sua maioria, têm fami-
liares que trabalharam para a empresa.
Muitas vezes, quando contratamos um
técnico, por exemplo, essa pessoa traz
toda a parte emocional e se identifica
muitocomocliente,poissentefortelaço
com a empresa e com a música, muito
antes de trabalhar para a Hohner. 
www.izzomusical.com.br/hohner
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www.hohner.eu
A distribuidora da Hohner
no Brasil é a Izzo Musical:
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A distribuidora da Hohner
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52 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Marketing PDV
Muito além
de um workshopOexemplodeação,educaçãoemarketingnoPDVpromovido
pelaparceriaentreTagimaeNIG.Auniãofazaforça
Por Juliana Cruz
Parafabricantesedistribuidoras,édeextremaim-
portância manter um bom relacionamento com
as lojas que revendem seus produtos, tal como
comseuconsumidorfinal.Sabendodisso,aNIGMusice
aTagimafizeramumaparceriaecriaramoMasterclass.
O evento vai muito além do que um simples
workshop. Consiste em uma clínica ministrada pelos
guitarristasJuninhoAframeSydneiCarvalho,promo-
vida por lojas e escolas parceiras, para vendedores, re-
presentantes e estudantes de música. De acordo com
Marco Vignoli, diretor comercial da Tagima, a ideia
surgiu há cerca de um ano, durante uma conversa
informal. Marcada a reunião entre os representantes
O Masterclass já passou por três
regiões brasileiras – aqui a etapa de Niterói,
RJ – mais de 4 mil pessoas já participaram
da NIG e da Tagima, foram escolhidos os nomes para
fazer a clínica por todo o Brasil. “Considero o Sydnei
Carvalho o melhor educador musical do Brasil, sua
didática é impressionante. E o Juninho é um grande
músico. Dois dos melhores nomes representam com
perfeição o modelo educacional que queremos atingir
com o Masterclass”, conta Vignoli.
Em oito edições, o curso itinerante já passou por
três regiões brasileiras: Centro-Oeste, Rio de Janeiro e
Mato Grosso, e as marcas pretendem visitar Rondônia
e Espírito Santo ainda em 2010. A meta para o ano que
vem é atender mais de nove regiões, sendo uma por
mês entre março e dezembro.
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54 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Marketing PDV
Por que promover
ações nas lojas?
Segundo Carlos Bernardo Martin
Ramos, diretor comercial da NIG,
o evento surgiu da necessidade de
as empresas estarem em contato
direto com todos os elementos que
integram o mercado: lojista, balco-
nista, representante e público final.
“Nosso mercado só vai crescer se
investirmos na educação musical de
base. O governo não faz seu papel e as
empresasnãopodemficarparadases-
perando. Temos de agir também nes-
ta direção. É um evento educacional,
cultural, de marketing e comercial ao
mesmotempo.Outrofatorfundamen-
tal é saber como a marca está sendo
vista pelo consumidor, pelos donos
das lojas e atendentes”, explica.
A edição mais recente do Mas-
terclass ocorreu antes da Expomu-
sic, em 1º de setembro, na loja Mega
Som, em Cuiabá, MT. Mais de 400
pessoas compareceram, a maioria
estudantes de música. Segundo o
gerente administrativo da loja, Jar-
bas Soares, Juninho Afram e Sydnei
Carvalho visitaram novamente o
estabelecimento no dia seguinte
ao evento para um bate-papo com
os vendedores, que puderam tirar
dúvidas e pegar dicas sobre os arti-
gos Tagima e NIG. “É uma iniciativa
muito boa, pois há certa carência de
visitas de artistas a Mato Grosso.
O Estado ainda é tido, equivocada-
mente, como um local muito dis-
tante dos grandes centros urbanos”,
comentou o gerente.
O coordenador do Núcleo de Es-
tudos do Varejo da ESPM, Ricardo
Pastore, acredita que qualquer tipo
de interação entre marca e comuni-
dade é benéfico para todas as partes
envolvidas. “Esse tipo de projeto, que
não deixa de ter cunho social, ajuda
a loja a se integrar com a comunida-
de na qual está inserida e a enten-
der melhor as oportunidades que
ela oferece, podendo traçar novas
estratégias ao mesmo tempo em
que a auxilia”, explica.
Participantes
Até o momento, o Masterclass já
atingiu cerca de 4 mil pessoas,
sendo a média por evento de 500
visitantes. Lojas e escolas que par-
ticipam têm uma relação comercial
forte com as empresas idealizadoras
do projeto e capacidade para produ-
zir o evento em sua região. A NIG e a
Tagima arcam com o cachê e o trans-
porte aéreo para os músicos e cabe
à loja providenciar divulgação, som,
teatro e hospedagem dos artistas. O
evento não é cobrado e, geralmente,
recolhe como entrada alimentos não
perecíveis e agasalhos para campa-
nhas sociais locais.
Os participantes do Masterclass
recebem gratuitamente uma aposti-
la contendo o material utilizado na
aula, entre outros brindes oferecidos
pelas empresas e lojas participantes.
É importante ressaltar que o evento
dura cerca de duas horas, mas con-
siderando o tempo usado para
passagem de som e contato
com os fãs, é importante que o
organizador reserve o local por
aproximadamente cinco horas.
Sobreainiciativa,odiretorda
NIG conclui: “A NIG e a Tagima
conhecem suas responsabilida-
des sociais e reinvestem parte de
seus ganhos em educação. Sem
essa consciência não construi-
remos um mercado sólido e de
qualidade. Precisamos de pesso-
as cada vez mais educadas e crí-
ticas, capazes de consumir sem
preconceitos de marca, mas sim
pela qualidade e experimentação
de produtos. Empresas que pre-
zam pela qualidade necessitam
cada dia mais de um mercado in-
teligente e especializado”. 
Juninho Afram (esq.) nasceu em São
Paulo e se consagrou como músico
quando ajudou a criar a banda cristã
de metal progressivo Oficina G3, no
final dos anos 1980. Juninho é con-
siderado um dos melhores guitarris-
tas do País e é o único integrante da
formação original do Oficina G3.
Sydnei Carvalho (dir.) começou a
tocar aos 19 anos e, ao longo de seus
20 anos de carreira, se formou pelo
MI de Los Angeles e ganhou um con-
curso de composição em Hollywood.
Atualmente ajuda no desenvolvi-
mento de guitarras nacionais. É um
dos mais reconhecidos músicos ins-
trumentais do País.
É UM EVENTO
EDUCACIONAL,
CULTURAL, DE
MARKETING E
COMERCIAL AO
MESMO TEMPO
Juninho Afram e Sydnei Carvalho
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56 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
GANHAR
OU PERDER?
nasceu músico, cresceu vendedor e, aos 41 anos, exerce o cargo de gerente comercial da Royal Music.
Está lá há 15 anos e continua ‘vendedor’... E-mail: lfsacoman@gmail.com
LUIZ SACOMAN
PONTOS DE VENDA
NEM UMA COISA
NEM OUTRA. A
NEGOCIAÇÃO DE
SUCESSO É AQUELA
EM QUE OS DOIS
LADOS SAEM
SATISFEITOS. CONHEÇA
DICAS PRECIOSAS
PARA UMA BOA
NEGOCIAÇÃO E FAÇA O
TESTE PARA CONFERIR
QUAL É O SEU ESTILO
DE NEGOCIAR
Muitas vezes nos depa-
ramos com hábitos do
passado que parecem
assombrar o bem-estar das re-
lações comerciais. Negociadores
old-style, ou à moda antiga, eram
conhecidos como pessoas insen-
síveis e implacáveis, que não se
importavamseseusfornecedores
pudessematémesmodecretarfa-
lência para honrar seus acordos.
Negociações em que somente um
lado ganha não podem ser consi-
deradasbem-sucedidas.
As negociações — em es-
pecial as do varejo — muitas
vezes são agressivas, tanto do
lado do comprador quanto do
vendedor. Quem vende tenta
tirar o maior proveito como se fosse a única venda para
aquele cliente, não se importando com a construção de
um relacionamento comercial duradouro. Por sua vez, o
comprador tenta o máximo desconto, mesmo que com-
prometa a comissão do vendedor ou a saúde do negócio
para a empresa por ele representada.
CEDER EM
ALGUMAS
CIRCUNSTÂNCIAS
É UMA ATITUDE
INTELIGENTE E
ESTRATÉGICA
TUDO TEM LIMITE
Fazendo uma pequena analogia,
imagine que você fará uma pe-
quena reforma em sua casa. O
pedreiro pede R$ 150,00 de mão
de obra. Você, como negociador
implacável, o convence (mesmo
contrariado) a fazer o serviço por
R$ 50,00. Qual você acha que será
o grau de ‘capricho’ com que o
serviço será executado?
Nas relações comerciais
precisamos ter muito cuidado
para não ‘errar a mão’ e saber quando devemos aliviar a
pressão, exigir menos, e até mesmo parar de barganhar.
Negociar é uma parte gostosa de nossas atividades. Vi-
vemos negociando o tempo todo, em casa, com a esposa,
filhos, no trânsito etc., mas os sinais são claros quando os
limites começam a ser ultrapassados. Observe esses si-
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58 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
naiseevitefazercomqueooutrolado
tenha uma experiência ruim, seja ele
seu fornecedor, prestador de serviços,
cliente ou funcionário.
Imagine se de uma hora para ou-
tra você decidir que não dará mais a
passagem para alguém no trânsito.
Em muito pouco tempo, no míni-
mo, seu carro estará todo amassado.
Ceder em algumas circunstâncias é
uma atitude inteligente e estratégica.
Lembre-se: estamos em um am-
biente cada vez mais competitivo e
o diferencial está nas relações dura-
douras, baseadas em relacionamento.
É muito importante que posturas ul-
trapassadas sejam revistas.
COMO NEGOCIAR
É natural que ao entrarmos em uma
negociação, nosso espírito competiti-
vo seja aguçado. Afinal, a boa compra
é o primeiro passo de uma boa venda,
economizar dinheiro e administrar
gastos são fundamentos básicos para
a administração de sucesso.
Observe seu comportamento e ve-
rifiqueseseuobjetivoé‘sempreganhar
e nunca perder’ ao negociar com seu
cliente ou fornecedor. Se você perce-
beuque‘sempreganha’aofinaldesuas
negociações, reveja seus conceitos,
porque ao mesmo tempo em que você
desfruta da gostosa sensação de poder
proporcionada pela ‘vitória’, quem ne-
gocia com você provavelmente tem a
sensação de que ‘sempre perde’.
Éprecisoestabelecerparceriasecul-
tivar relacionamentos comerciais. Bons
relacionamentos geram lucros. Seu for-
necedor, por exemplo, pode lhe anteci-
par alguma futura alteração de tabela
depreçosouiminentefaltadeprodutos
caso você estabeleça uma relação base-
adanorespeitoenaconfiança.
Veja as dicas ao lado para avaliar
seu estilo de negociação. Acredito que
este texto irá ajudá-lo a refletir sobre
sua postura e poderá lhe trazer muitos
benefícios. E se você se lembrar da im-
portância de ser flexível ao dirigir seu
carro, já terei meu objetivo alcançado.
Boas vendas, boas compras,
boas contratações, em resumo, óti-
mas negociações! 
5reflexões para avaliar seu estilo de negociar
1
Quem negocia com você nunca abre o jogo?
Em geral, quem negocia com pessoas com fama de ‘duros na
queda’ mantém muitas ‘cartas na manga’. Hoje é muito fácil um
fornecedor ter tabelas diferenciadas por cliente, uma com des-
contos abertos para os mais flexíveis e outra com preços mais altos para
os mais agressivos.
2
É comum que acordos firmados por você
e seus fornecedores sejam cancelados?
Exigir descontos improváveis e propor condições somente a
seu favor tem seus limites. Caso sua resposta tenha sido posi-
tiva, provavelmente seu fornecedor tenha levado sua(s) proposta(s) à che-
fia, fazendo de tudo para fechar negócio, porém, numa segunda análise
ele decide ou não é autorizado a fazê-lo.
3
Seus pedidos sofrem cortes em quantidades sem razão?
Obviamente as empresas privilegiam quem paga com prazos
mais curtos e descontos menores. Claro que isso não é regra,
mas quando você perceber que pode ter ocorrido devido à sua
‘negociação implacável’, recue. Tente ouvir seu fornecedor para chegar
a um ponto de equilíbrio no qual os dois ganhem. Faça com que ele dê
preferência em atendê-lo, talvez sem pressioná-lo tanto com descontos e
prazos de pagamento estendidos.
4
Turnover. Seus funcionários não trabalham
para você por muito tempo?
Se você vive uma constante de saída e entrada de funcioná-
rios — demonstração de desinteresse e falta de motivação para
crescer junto com a empresa —, isso pode ser o indicativo de que sua
negociação com eles esteja falha. Observe os pontos de insatisfação, ofe-
reça pequenas regalias, como premiações ou banco de horas para que
tirem um dia de folga de tempos em tempos. Lembre-se: desde a contra-
tação até possíveis discussões sobre reajustes de salário ou percentuais
de comissão, tudo é negociação.
5
Exercite o gosto em fazer negócios satisfatórios
para ambos (ganha-ganha).
Veja a alegria de seu cliente quando conseguir um desconto ao
comprar um instrumento. Esteja certo de que ele voltará à sua loja,
trará amigos, comprará de você seu segundo instrumento, levará acessórios
etc. Não deixe de cobrar resultados de seus funcionários, mas compartilhe
a alegria de seu vendedor ao pagar-lhe um bônus por ter batido uma meta.
Luiz Sacoman Pontos de Venda
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60 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa Giannini
60 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BRWWW.MUSICAEMERCADO.COM.BRWWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
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Capa Giannini
Na tarde tranquila de uma quarta-feira, chega-
mosaoescritóriorecém-inauguradopelaGian-
nini, em São Paulo, SP. Mais perto da fumaça,
longe do sossego de Salto, interior de São Paulo, onde a
empresapossuiafábrica,amaistradicionalfabricante
deinstrumentosmusicaisdoBrasiltrouxesuaequipe
de vendas e showroom de volta à metrópole.
Erguida sob a direção de uma família italiana tí-
pica, com perfil de fabricante enraizado, a empresa
mostrou maturidade ao crescer e conseguiu sobre-
viver aos ambientes mais adversos: crises externas
e no País, oscilações cambiais severas, invasão de
produtos chineses, subfaturamento na origem,
produtividade em jogo, antigos e novos concor-
rentes, além do desenvolvimento interno da
companhia. Para Giorgio Giannini, presidente
da empresa, a receita foi nunca misturar laços
familiares com responsabilidades profissio-
nais. Esses são apenas alguns pontos para
lembrar que governar uma empresa centená-
ria no Brasil não é algo simples.
Música & Mercado teve duas oportuni-
dades de entrevistar a Giannini. Na primei-
ra, em 2003, ela estava voltando a se recuperar
financeiramente e aplicou toda a sua expertise
na fabricação de cordas. Na época, um evento efi-
caz: músicos de alto nível endossavam a Giannini e a
marca voltou a brilhar como sinônimo de qualidade.
Os resultados estão até hoje no mercado.
Em 2004, a empresa foi capa de Música & Mercado
e o destaque era a linha de guitarras e contrabaixos, que
a Giannini trouxe de volta. Modelos retrôs e guitarristas
famosos constituíam a imagem da empresa. Naquele ano, ad-
quiriram duas novas máquinas CNCs para agilizar o processo
Nenhumaempresanosetormusicalemnossopaístemmaishistória
queaGiannini.Aperguntaé:comoserãoospróximosanosdaempresa?
Por Daniel Neves. Colaborou Ana Carolina Coutinho. Fotos: Alexandre Chiacchio
Giannini:110anos
deverde-amarelo
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 61
Nlonge do sossego de Salto, interior de São Paulo, onde a
empresapossuiafábrica,amaistradicionalfabricante
deinstrumentosmusicaisdoBrasiltrouxesuaequipe
de vendas e
na fabricação de cordas. Na época, um evento efi-
caz: músicos de alto nível endossavam a Giannini e a
marca voltou a brilhar como sinônimo de qualidade.
Os resultados estão até hoje no mercado.
Em 2004, a empresa foi capa de
e o destaque era a linha de guitarras e contrabaixos, que
a Giannini trouxe de volta. Modelos retrôs e guitarristas
famosos constituíam a imagem da empresa. Naquele ano, ad-
quiriram duas novas máquinas CNCs para agilizar o processo
Nenhumaempresanosetormusicalemnossopaístemmaishistória
queaGiannini.Aperguntaé:comoserãoospróximosanosdaempresa?
Por Daniel Neves. Colaborou Ana Carolina Coutinho. Fotos: Alexandre Chiacchio
Giannini:110anos
deverde-amarelo
N
Os resultados estão até hoje no mercado.
e o destaque era a linha de guitarras e contrabaixos, que
a Giannini trouxe de volta. Modelos retrôs e guitarristas
famosos constituíam a imagem da empresa. Naquele ano, ad-
quiriram duas novas máquinas CNCs para agilizar o processo
Nenhumaempresanosetormusicalemnossopaístemmaishistória
queaGiannini.Aperguntaé:comoserãoospróximosanosdaempresa?
Por Daniel Neves. Colaborou Ana Carolina Coutinho. Fotos: Alexandre Chiacchio
Giannini:110anos
deverde-amarelo
produtivo e trazer qualidade aos produtos. Era
o início do governo Lula, que, teoricamente, iria
priorizar a indústria nacional, e os empregos por
ela gerados, apostando em um câmbio mais con-
veniente para a fabricação.
O mercado mudou, o dólar não manteve as al-
tas onde ocasionalmente se encontrava e mais uma
vez a empresa precisou buscar sua capacidade de se
adaptar. Giorgio, Roberto e Flavio Giannini, presi-
dente e diretores da empresa, são realistas. Produ-
ção no Brasil só de produtos de alto valor agregado,
além das cordas, cuja fabricação é automatizada
e em grande quantidade. A empresa se rendeu aos
custos baixos da mão de obra asiática e avisa: quer
recuperarpartedomercadoquejátevenopassado.
Foi neste clima de conversa franca e fami-
liar que entrevistamos Giorgio, Roberto e Flavio
Giannini, além de José Carlos Turlão, diretor fi-
nanceiro da empresa.
Das mudanças de mercado ocorridas ao lon-
go de mais de um século, quais foram as mais
pontuais para a Giannini?
Giorgio: Foram aquelas que envolveram toda a
categoria, especialmente mudanças de ações que
alteraram o perfil das empresas brasileiras de ins-
trumentos.HámuitotempooBrasiltinhaDNAin-
dustrial muito forte. Da década de 1940 até 1960, o
perfil do Brasil no mundo era de um país autossu-
ficienteemtudo.Issosecrioupelanecessidadeque
o País teve de suprir todas as suas necessidades, já
que trazê-las de fora sempre fora muito complica-
do e caro. Por muito tempo a indústria brasileira
se fortificou e a Giannini também. Chegamos a
Esq. para dir.: Giorgio, Roberto e Flavio Giannini
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62 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa Giannini
ser uma indústria que fez de tudo para
abastecer o mercado de instrumentos
com o que os músicos precisavam. Pas-
samos por cordas, acessórios, eletrô-
nicos, teclados e áudio. Foi uma parte
importante. De repente, o governo per-
deu essa identidade industrial e de uma
hora para a outra decidiu abrir o mer-
cado. Precisamos nos reorganizar para
enfrentar a globalização, a qual, junto
com tecnologia e produtos já desenvol-
vidos há algum tempo lá fora, trouxe
custos mais baixos que os praticados
no Brasil. Isso prejudicou a vocação in-
dustrial do Brasil, transformando-o em
um país importador.
Com o mercado aberto as regras muda-
ram.OquenorteiaaGiannininesses‘no-
vostempos’eoquevainortearofuturo?
Giorgio: O futuro precisa ser enfrenta-
do pelo que já é proposto. Não há saí-
da a não ser lidar com o fato de que o
mundo será mais globalizado a cada
dia. Dificilmente existirão tentativas
de se proteger os países, como a guerra
cambial — que atualmente é o assunto
mais importante do mundo —, mas a
globalização torna o mundo peque-
no, então quem quer progredir tem
de se globalizar em todos os sentidos.
A Giannini, com seu DNA industrial
enraizado, fabrica produtos de maior
qualidade e valor agregado porque na
linha econômica é impossível compe-
tir, mas temos enorme esperança de
voltar a ser um grande produtor no
Brasil — se o governo tiver interesse
que isso aconteça. E isso poderá acon-
tecer, pois o mundo dá muitas voltas e
estamos preparados para tudo, inclu-
sive para continuar com nosso atual
perfil de importadores e produtores,
como amanhã crescer mais na produ-
ção interna e menos na externa. Hoje
a Giannini produz no exterior, mas os
projetos são totalmente desenvolvidos
aqui, em nossos laboratórios. Eles são
levados com toda a estrutura técnica,
inclusive com nossos profissionais,
para serem produzidos na China sem
perder as características Giannini.
Turlão: A Giannini sobreviveu por
esses 110 anos e superou diversas si-
tuações por conseguir se adaptar aos
momentos que a economia exige. Na
década de 1940, por exemplo, a Gian-
nini dependia de importação de com-
ponentes. Com a guerra os portos se fe-
charam,então,rapidamenteaGiannini
se adaptou e começou a fazer cordas e
inúmeros acessórios. Algumas pessoas
perguntam como uma empresa supera
duas guerras. É porque tem agilidade
de perceber o caminho, como o fez na-
quele momento, e segui-lo. E por ser co-
mandadaporumafamília,querespeita
as responsabilidades profissionais, tem
facilidade na tomada de decisões. Esta
agilidade a trouxe a 110 anos.
Flavio: Também é uma maneira de
aprendermos com os mais velhos, que
supostamente teriam dificuldade de
se adaptar às novas gerações. Mas o
Giorgio nos ensina a ser mais rápidos e
agressivos em aceitar as mudanças. Ele
as aceita muito mais do que nós, jovens.
LINHA DO TEMPO
Os 110 anos da Giannini em uma
régua cronológica, dividida em décadas.
1910: A fábrica começa a utilizar
sistema parcial de maquinário.
1920: A empresa se muda para uma
nova fábrica, com 500 m2
, ampliando a
sua produção.
1900: Tranquilo Giannini, tio do atual
presidente, Giorgio Giannini, constrói
sua primeira fábrica na Av. São João, em
São Paulo. Seus violões são totalmente
produzidos à mão.
como amanhã crescer mais na produ- se adaptou e começou a fazer cordas e
Família Giannini: rapidez
nas decisões para se adaptar
às mudanças do mercado
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Capa Giannini
1930: A expansão da Giannini é visual.
Com uma nova sede de 1.500 m2
, passa
a produzir 30 mil instrumentos por ano,
marca notável para a época.
1940: Com o fechamento da
importação, a empresa
passa a fabricar encordoamentos.
1960: A empresa passa a produzir
violões elétricos. E começa a exportar
seus instrumentos.
Quais são as tendências de produtos
dentro da Giannini?
Giorgio: É o Flavio quem detecta o que
o mercado precisa e o Roberto as rea-
liza. A Giannini quer ocupar o market
share que ocupou no passado em ins-
trumentos musicais tradicionais, de
corda. Já o está ocupando, voltou a uma
posição de vanguarda, e agora estamos
olhando para o mercado que criamos
no passado e nos preparando para vol-
tar a ele, de forma cautelosa, mas posi-
tiva e agressiva. Essa é a estratégia glo-
bal da Giannini para os próximos anos.
Roberto:Vamosdiversificarbemmaisa
linha, como era na época de 1960 e 1970.
Isso será conduzido nos próximos dois
anos.Continuaremosfortesnasáreasde
cordas e instrumentos de cordas. Este é
o projeto a curto prazo: diversificar bem
a linha, mas tendo como princípio de-
senvolver os produtos aqui. Produzimos
na China, mas o laboratório é aqui, com
toda a equipe de engenheiros para de-
senvolver os produtos no Brasil, como
nosso know-how e tecnologia.
Já que o mercado vem mudando nos
últimos anos, qual é a estratégia de
marketing da Giannini para acom-
panhar os novos cenários?
Flavio:Sãoduasvertentes:avisãocomer-
cial e a do marketing. Não posso afirmar,
mas músicos e consumidores de 20 anos
para baixo podem desconhecer que exis-
te uma Giannini. Ainda assim, creio que
tenhamos conseguido baixar isso para
menosde20anos.Dessaidadeparacima
duvido que algum músico não conheça
a Giannini, porque fez parte da história
do pai e do avô... Sempre estivemos pre-
sentes. Nosso foco é rejuvenescer a co-
municação em questões de marketing
para poder chegar a quem ainda não nos
conhece; desenvolver produtos com base
numa pesquisa muito detalhada do que
existe no mercado; criar produtos que
entrem em nichos específicos. Estamos
conseguindo. A Giannini começou a se
reestruturaremmatériadeprofissionais,
abrimos uma filial em São Paulo, e por
aí já começa a mudança da empresa em
comunicação externa. Na parte comer-
cial, queremos suprir o mercado, estar
sempre presentes, cumprindo as regras
e colocando produtos bons que propor-
cionem rentabilidade ao lojista. O mais
importante é a humildade e lealdade no
relacionamento com os lojistas, corrigir
deformahonestaoserrosefazerotraba-
lhoqueestádeixandotodomundofeliz.
Qual é a meta de aquisição de
market share?
Giorgio: Na área de instrumentos é por
volta de 30% do mercado. Sabemos que
estamos disputando com concorrentes
de valor. Já chegamos a ter 70%, 75% do
mercado. Hoje, por volta de 30% é um
número que já está sendo alcançado.
Em cordas, temos a pretensão de 40%
ou 50%. Nas outras linhas, seremos
mais modestos. Para os acessórios em
geral, começamos com metas de 5%.
Turlão: Uma das coisas que a Giannini
tem é acreditar que a concorrência é ne-
cessária.Eladivideomercadoeopiniões
Produção de encordoamentos: 100% nacional
Parte da fábrica
em Salto, São Paulo
José Carlos Turlão, diretor
administrativo e financeiro
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64 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa Giannini
e forma consumidores. Ao longo das dé-
cadas, a empresa sempre agiu com res-
peito em relação aos concorrentes, por
isso, a pretensão de market share é para
que haja um mercado dividido, em que
todos possamos trabalhar e formar con-
sumidores juntos. Nossas pretensões é
que em quatro, cinco anos devamos
atingir globalmente em torno de 10% do
mercadocomoumtodo,misturandoto-
das as linhas e propondo que os concor-
rentes se fortaleçam para que tornemos
o segmento de instrumentos musicais
um setor forte, com representatividade,
inclusive governamental, para buscar-
mos soluções, porque sobreviver nesse
setor é muito difícil com o custo fiscal.
Como o mercado deve agir para se ade-
quar à imprevisibilidade do câmbio?
Giorgio: A guerra cambial é algo que
está criando uma revolução no mundo
inteiro. Antigamente se resolvia com
facilidade porque cada um estipulava
as regras que melhor serviam à sua eco-
nomia. Hoje a globalização não permite
fazer isso. A China é uma das poucas
grandeseconomiasdomundoqueainda
manipula o seu câmbio. A sua moeda é
desvalorizada para remunerar os expor-
tadores — com essa política conseguiu
manter o emprego e o desenvolvimento
de um colosso de cerca de um bilhão e
300 milhões de habitantes. O mundo
aceitou isso até hoje porque a melhoria
socialnaChinaémuitoimportantepara
a paz mundial. Se ela crescer sadiamen-
te, e a democracia se instalar — e isso
poderá acontecer se houver trabalho e
bem-estar naquela sociedade –, isso será
positivo globalmente. Mas no momento
ela está sendo contestada, pois a concor-
rência que faz aos EUA, Europa, Japão e
Américas se tornou insustentável, então
a guerra cambial terá lutas homéricas
emfórunsinternacionais,especialmente
ano que vem, para que se defina um per-
fil mais equilibrado para que a competi-
ção não seja prejudicada. Se houver a su-
premaciadeumasociedadesobreoutras
dificilmenteomundopoderáprogredir.
Pensando na comunidade musical, o
que poderia ser feito para que a nossa
estrutura ficasse mais forte, seja por
questão de impostos ou de maior re-
presentatividade para o segmento?
Giorgio: A partir do momento em que
não houver muito desequilíbrio na for-
mação dos preços, dependerá da capa-
cidade de cada um de disputar fatias de
mercado.Muitoestásendofeito.Avitória
que não está sendo mencionada, porque
as eleições confundiram a cabeça de to-
dos, é a música nas escolas, que já é um
fato e dependerá de nós como será orga-
nizada e de que forma poderá ser desen-
volvida para não ser somente um esforço
do governo. A iniciativa privada terá de
fazer muito. Todos têm de investir em
algo que fez muita falta em nosso país,
umpaísdetradiçõesmusicais.Setivésse-
mos condições de produzir no Brasil em
nível competitivo com os concorrentes
mundiais, o peso de nossa tradição mu-
sical seria importantíssimo para ter um
valor agregado muito maior de compe-
tição. Então acho que os próximos anos
devem ser positivos em crescimento do
mercado. Primeiro porque haverá mais
dinheiro disponível para lazer por con-
ta da economia, segundo pelo esforço
governamental e terceiro porque é uma
necessidade dos jovens ter algo mais hu-
manistadoquetodaessatecnologia.Um
pouco de sentimento, sensibilidade atra-
vés da música, é muito importante. Isso
vaitornarnossosjovensmaiscompletos.
Na sua gestão, qual foi a principal
mudança implantada na empresa?
Giorgio: Forammuitas,masaprincipal
foinofinaldadécadade1960,quandoa
Giannini decidiu suprir o mercado com
tudo que ele precisasse, já que a impor-
tação não podia trazer. Então, de uma
forma arrojada, e cara para a época, de-
senvolvemos várias linhas de produtos
que foram responsáveis pela criação de
1980: Consolidando ainda mais seu
espaço no mercado, a Giannini começa
a fabricar teclados, sintetizadores,
pianos elétricos e órgãos.
1990: A empresa se muda para o
interior de São Paulo, em Salto, com
uma fábrica de 12.000 m2
, passando
a produzir 120 mil instrumentos por ano.
1970: Época de ouro. Uma nova fábrica
de 8.000 m2
possibilita a ampliação
do mix e a empresa lança linhas
completas de guitarras, contrabaixos,
amplificadores, PAs e mixers.
Departamento comercial, agora na filial de São Paulo, SP
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Capa Giannini
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66 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa Giannini
O novo departamento
comercial
Desde março deste ano,
Paulo Masetti assumiu o posto
de gerente comercial da Gian-
nini e já vem realizando algu-
mas mudanças importantes na
empresa. Masetti contou para
a M&M as principais modifica-
ções implantadas e revelou as
que virão a seguir para o aper-
feiçoamento do departamento
comercial da Giannini.
Quais são as mudanças na po-
lítica comercial da Giannini?
Conversando com nossos clientes,
detectamos que faturávamos um pe-
dido em muitas partes, o que gerava
algumas reclamações. A melhoria do
processo interno começou a fazer
com que em vez de dividirmos o pedi-
do em três pacotes de notas, estamos
dividindo em uma, no máximo duas.
Isso faz com que o cliente consiga se
programar melhor, tanto na parte de
estoque como na de pagamentos. Nas
mudanças comerciais vamos praticar
descontos compatíveis com o que o
mercado está oferecendo e fortalecer
a nossa relação com o cliente.
O que o lojista pode esperar da
sua gestão comercial?
Níveis de desconto compatíveis e
2000: A Giannini traz as novíssimas máquinas
CNCs para agilizar o processo produtivo e
realça produtos seus que foram sucesso no
passado, como a guitarra Craviola e o T-3,
conhecido como ‘Tremendão’.
2010: A Giannini faz 110 anos
de vida. Abre filial em São Paulo,
SP. Volta a recuperar market
share e reestrutura a empresa
em busca de crescimento.
Em 2007, recebe a certificação ISO 9001 em
encordoamentos e cordas avulsas. Era a
primeira fábrica latino-americana a receber
esse tipo de certificação. Em 2009 lança a
linha de pedais, afinadores e amplificadores.
2000: A Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinas Em 2007, recebe a certificação ISO 9001 emEm 2007, recebe a certificação ISO 9001 em
justos, de acordo com o mercado.
Também estamos buscando proces-
sos para sempre ter pronta entrega.
Posso assegurar total transparência
nas negociações comerciais junto aos
lojistas e com os representantes.
Fale um pouco sobre o Giannini Fest,
programa de benefícios para os lojis-
tas que a Giannini está oferecendo.
Mescla de programa de incentivo de
vendas e treinamento. O interessado
em participar do Giannini Fest vai en-
trar no site www.gianninifest.com.br,
se cadastrar e começar a viver um
sistema de pontuação, em que ele
lança suas vendas e ganha pontos.
Ele também pode assistir aos ví-
deos de treinamento para ganhar
mais pontos. E ainda teremos
várias perguntas premiadas,
como, por exemplo, “em que
ano nasceu o violino tal?”, e
a pessoa vai poder pesquisar,
enriquecer seu conhecimento,
responder certo e ganhar pon-
tos. O objetivo desse progra-
ma é que ao longo de todo o
processo a pessoa adquira um
valor agregado muito alto. Ha-
verá premiações trimestrais,
em dinheiro, de 1.000 reais,
500, 250 – ou seja, diversos
prêmios para vendedores, ge-
rentes ou qualquer pessoa da
loja que queira entrar no concurso.
Além de ganhar vários prêmios, os
participantes poderão conhecer
mais sobre os produtos Giannini.
Qual é o seu recado para o lojista?
Vocês podem contar com a Giannini
para um processo de abastecimento
contínuo de produtos e de inovações
constantes. Neste final de ano já ti-
vemos um presságio espetacular da
Feira da Música de setembro e resul-
tados excelentes em outubro. Isso em
função de uma grande capacidade de
abastecimento, dentro de um novo
processo logístico que implementa-
mos. Tudo para restabelecer o grau de
confiança de vocês, nossos clientes, a
coisa mais importante para a Giannini.
milhares de profissionais e grupos mu-
sicais que puderam progredir por te-
rem um produto acessível para o bolso
deles. Esse momento foi muito constru-
tivo para a Giannini, porque a colocou
no segmento dos instrumentos musi-
cais, e não só no do violão e dos instru-
mentos de corda. Depois disso ficamos
conhecidos em várias outras áreas de
instrumentos musicais.
Como está sendo o ano de 2010 co-
mercialmente?
Flavio: Muito bom, recuperando um
share. Muitas vezes me dizem que cres-
cemos muito e eu respondo que cres-
Paulo Masetti assumiu
a gerencia comercial em março
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Capa Giannini
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Capa Giannini
cimento é só após você readquirir um
share. Depois dessa reaquisição, o que
vier a crescer aí sim é crescimento; ain-
da não chegamos nesse nível, mas se
for possível chegaremos.
Ao que vocês atribuem a aquisição
desse share de mercado?
Flavio: Àcapacidadedemudançaemal-
terarnossoequilíbriocomercialinterno.
Giorgio: Perdemos o share porque não
conseguimos produzir o preço que a
China, especialmente, trazia para cá.
Agora estamos voltando a oferecer ao
mercado produtos competitivos, cria-
dos por nós e produzidos lá fora, com
preços equivalentes àquilo que tirou
nosso market share no passado. Como
disse o Flavio, readquirindo esse market
share no quinquênio estamos progra-
mando o crescimento real da empresa.
Flavio: Muitas pessoas veem como
crescimento, mas ainda não é. Porque
o crescimento não é só quantitativo,
também é a confiança de nossos par-
ceiros, os lojistas, que são os responsá-
veis por tudo isso.
Falando então sobre os parceiros, o
que eles podem esperar para o ano
que vem?
Flavio: Melhoras. Melhoras em todos
os pontos. Crescimento.
Roberto: Produtos competitivos, de
boa qualidade, justos para o momento
do mercado. Empresa profissional.
Turlão: Logística adequada de entrega
de produtos em tempo hábil, organiza-
ção. Isso é um ponto importante, que
a Giannini se preocupou muito em re-
adquirir nos últimos dois anos, porque
de fato tínhamos perdido. Perdemos a
confiança dos parceiros, mas busca-
mos com competência, conseguimos e
readquirimos essa confiança. E vamos
estimularessaconfiançacadavezmais.
Estaremos sempre atentos para que a
regularidade na relação entre a Gianni-
ni e os parceiros melhore sempre.
Giorgio: Conseguimos o ISO 9001 em
encordoamentos e estamos obtendo
Um mix de 5 produtos Giannini
Pedal de efeito OD-102 AXcess by Giannini
O pedal OD-102 produz um timbre clássico quente de
overdrive, muito semelhante ao som produzido pela
saturação de amplificadores valvulados, ideal para gui-
tarristas de rock e blues.
Violão GCX-15 Estudante
O GCX-15 é um violão linha Estudante.
Possui uma eficiente caixa de
ressonância, destacando-se entre os
violões de mesma faixa de preço.
O produto é indicado para iniciantes.
Encordoamento
náilon série MPB
Os encordoamentos da série
MPB combinam diferentes ma-
teriais para permitir ao músi-
co flexibilidade em diversos
estilos. A linha Preto-Prata
possui bordões em cobre
prateado e primas em nái-
lon preto, oferecendo tim-
bre mais grave. Indicado para violão popular.
Amplificador G5
Amplificador compac-
to para guitarra, com
5 W RMS de potência.
Ideal para estudo, o G5
é pequeno, 235 x 155 x
235 mm; leve, 3,05 kg; e
possui controle de efeitos
Clean, Drive, Distortion e
Level.
Guitarra GGX-1HH
Com dois captadores
humbuckers e o corpo em
basswood, a GGX-1HH pro-
porciona um timbre pesado,
indicada para músicos iniciantes
que procuram uma guitarra para
tocar rock, jazz e blues.
Ao que vocês atribuem a aquisição
desse
Flavio:
terarnossoequilíbriocomercialinterno.
Giorgio:
conseguimos produzir o preço que a
China, especialmente, trazia para cá.
Agora estamos voltando a oferecer ao
mercado produtos competitivos, cria-
dos por nós e produzidos lá fora, com
preços equivalentes àquilo que tirou
nosso
disse o Flavio, readquirindo esse
share
mando o crescimento real da empresa.
Flavio:
crescimento, mas ainda não é. Porque
o crescimento não é só quantitativo,
também é a confiança de nossos par-
ceiros, os lojistas, que são os responsá-
veis por tudo isso.
Violão GCX-15 Estudante
O GCX-15 é um violão linha Estudante.
Possui uma eficiente caixa de
ressonância, destacando-se entre os
violões de mesma faixa de preço.
O produto é indicado para iniciantes.
Os encordoamentos da série
MPB combinam diferentes ma-
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Amplificador G5
Amplificador compac-
to para guitarra, com
5 W RMS de potência.
Ideal para estudo, o G5
é pequeno, 235 x 155 x
235 mm; leve, 3,05 kg; e
possui controle de efeitos
Clean, Drive, Distortion e
Guitarra GGX-1HH
Com dois captadores
humbuckers e o corpo em
basswood, a GGX-1HH pro-
porciona um timbre pesado,
Amplificador compac-
to para guitarra, com
5 W RMS de potência.
Ideal para estudo, o G5
é pequeno, 235 x 155 x
235 mm; leve, 3,05 kg; e
possui controle de efeitos
Clean, Drive, Distortion e
Encordoamento
náilon série MPB
Os encordoamentos da série
MPB combinam diferentes ma-
teriais para permitir ao músi-
bre mais grave. Indicado para violão popular.
Um mix de 5 produtos Giannini
indicada para músicos iniciantes
que procuram uma guitarra para
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Capa GianniniCapa Giannini
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70 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Capa Giannini
RAIO X
Nome: Giannini S.A.
Fundação: 15 de novembro
de 1900
Diretores: Giorgio Giannini,
presidente; Flavio Giannini,
comercial e marketing; Roberto
Giannini, industrial e logística;
José Carlos Turlão, administrativo
e financeiro.
O que faz: violões;
encordoamentos, violões
étnicos em geral, guitarras
elétricas, contrabaixos
elétricos, amplificadores e
pedais de efeito.
Filiais: São Paulo, SP, com
departamentos de marketing,
vendas, desenvolvimento,
comercial e presidência, mais
showroom. Salto, SP, operações
financeiras, fábrica, estoque,
compras, importação e
exportação.
Funcionários: cerca de 170
Contato comercial e
marketing: (11) 3065-1555
Demais áreas, matriz:
(11) 4028-8400
Site: www.giannini.com.br
agora na área de instrumentos, ou seja,
tudoestásendoorganizadodeumafor-
ma moderna e tecnicamente exequível.
Roberto:EaGianninijáestásepreparan-
doparaseraprimeiracomoISO14001.
Como está o setor de exportação da
empresa?
Giorgio: Não muito bem, porque não
somos competitivos ainda. A Giannini
começou a exportar entre 1961 e 1962.
Turlão: Essa é uma das vitórias do
seu Giorgio, pois foi ele quem levou os
instrumentos musicais do Brasil para
o mundo. Foi um precursor e ajudou
muito os parceiros e concorrentes a pe-
netrar no mercado internacional.
Giorgio: Exportamos centenas e cente-
nas de milhares de peças de instrumen-
tos musicais. Chegamos a exportar para
48 países. A marca Giannini tem ainda
um reconhecimento — quando se fala
Giannini lá fora, lembra-se de instru-
mento musical —, mas há mais ou me-
nos cinco anos perdemos o foco de ex-
portadores,porquenãodáparacompetir
internacionalmente. Só o fazemos ainda
em quantidades pequenas, mantendo
certos nichos de mercado, mas não dá
parainvestirparacresceremexportação
porque o retorno traz prejuízo. Espera-
mos que essa nova administração go-
vernamental, que tomará posse ano que
vem, desonere as exportações de impos-
tos, incentive de alguma forma o dinhei-
ro que não encareça os produtos. Hoje o
chinês, por exemplo, financia com 6% ao
ano,àsvezesmenos,eassimpodecaptar
einvestirporqueconseguepagarocusto
da dívida que está criando. Agora, aqui
são 30%, 40%. É quase impossível com-
petir. Esperamos, se alguma coisa for
feita,voltaradisputaromercadoláfora.
O que os lojistas podem fazer para
estimular suas comunidades e desen-
volver os mercados regionais?
Giorgio: Acho que a distância entre o
consumidor do instrumento musical
e a música é o ensino. Quantas vezes
uma mãe, para comprar um instru-
mento musical — que às vezes custa
tanto quanto um brinquedo— deixa de
fazê-lo por pensar ‘onde ele vai apren-
der?’. Quando consegue saber onde vai
aprender, o custo é maior que o do ins-
trumento. Existe uma dicotomia entre
oinstrumentomusicaleoensino.Oen-
sino nas escolas poderá diminuir essa
distância. Agora, os comerciantes e nós
todos podemos fazer algo para que o
link entre os comerciantes e as esco-
las seja facilitado. Poderíamos colocar
em debate ideias para fazer com que os
professores tenham facilidade de con-
seguir alunos e os alunos saberem que
existem os professores. Aproximar o
instrumento musical do ensino é uma
das coisas mais importantes para o
crescimento do mercado, além, é claro,
da redução de impostos que encarecem
muitos produtos voltados à cultura.
Flavio: Acho que a música nas escolas
vaifazernossomercadocrescernatural-
mente. O problema será como implantá-
-la em escolas públicas, principalmente.
A obrigatoriedade faz com que o gover-
noseadapterapidamente,poisamãode
obra especializada não atende à deman-
da necessária. É um início, mas tende a
crescer muito quando se estruturar.
Roberto: E os próprios professores ten-
dem a ser consumidores.
Como enxergam a relação entre lo-
jas físicas e comércio virtual?
Giorgio: Bastante equilibrada. Acre-
dito que o comércio virtual irá crescer
como em todas as partes do mundo,
sem grandes prejuízos para o comércio
tradicional, porque depende do pro-
duto. Existe alguém que vai comprar
instrumento musical pela internet,
mas muita gente vai precisar do conta-
to físico, da escolha, para comprar um
instrumento. Acredito que os dois vão
conviver e progredir, crescendo e tor-
nando esse mercado grande.
Flavio: Não podemos deixar de dizer
que as lojas especializadas hoje estão
investindo no e-commerce. Elas enxer-
garam esse mercado e estão adquirin-
do e sua fatia.
Qual é o produto da Giannini que
hoje representa com mais exatidão
a filosofia da empresa?
Giorgio: A Giannini sempre foi uma
fabricante de instrumentos musicais.
Fabricávamos órgãos eletrônicos, me-
sas de mixagem, caixas de som, am-
plificadores pesados, uma extensa li-
nha de guitarras e dezenas de outros
equipamentos. O que mais representa a
filosofia da empresa hoje é o retorno à
diversidade e às suas origens. 
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C
M
Y
CM
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CMY
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72 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
SWU: UM EVENTO
QUE SINTETIZOU 2010
é baterista, pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e mestre em Comunicação e Mercados.
Além de lecionar Planejamento Estratégico na Universidade Anhembi Morumbi, é autor do livro Dominando Estratégias e Negócios.
Site: www.marketingenegocios.com.br
ALESSANDRO SAADE
MARKETING E NEGÓCIOS
O FESTIVAL DE MÚSICA OCORRIDO EM OUTUBRO TROUXE
CONCEITOS IMPORTANTES PARA NOSSO SETOR, COMO O DE
INTENSIFICAR A EXPERIÊNCIA DE RELACIONAMENTO E CONSUMO
Vai chegando o final de 2010 e, como sempre, o contador que habita em
nós começa a fazer o balanço do ano: os quilos que não perdemos, o car-
ro que trocamos, os shows a que fomos, a viagem que não saiu...
Sem muita neurose, o bom dessa fase é que podemos tentar entender
por que algo não deu certo, ou não aconteceu, e fazermos
melhor no ano seguinte. A convenção de ano é nos-
sa, mas, na verdade, a vida não vai mudar muito
se a viagem tão desejada acontecer só em 2011
em vez de 2010. Ou se for em agosto e não
em maio. Apenas para exemplificar,
as empresas americanas fecham
seu ano fiscal em junho e as
brasileiras em dezembro e so-
brevivemos a esta assincronia
todos os anos!
Voltando ao contador...
Se tivesse que escolher
um evento que sinteti-
zasse o ano de 2010, es-
colheria o SWU.
Um grande evento
que convoca o público
a interagir, não só com
a música, mas com o
planeta, usando de
Vro que trocamos, os shows a que fomos, a viagem que não saiu...
Sem muita neurose, o bom dessa fase é que podemos tentar entender
por que algo não deu certo, ou não aconteceu, e fazermos
melhor no ano seguinte. A convenção de ano é nos-
sa, mas, na verdade, a vida não vai mudar muito
se a viagem tão desejada acontecer só em 2011
em vez de 2010. Ou se for em agosto e não
em maio. Apenas para exemplificar,
as empresas americanas fecham
seu ano fiscal em junho e as
brasileiras em dezembro e so-
brevivemos a esta assincronia
todos os anos!
Voltando ao contador...
Se tivesse que escolher
um evento que sinteti-
zasse o ano de 2010, es-
colheria o SWU.
Um grande evento
que convoca o público
a interagir, não só com
a música, mas com o
planeta, usando de
Sem muita neurose, o bom dessa fase é que podemos tentar entender
por que algo não deu certo, ou não aconteceu, e fazermos
melhor no ano seguinte. A convenção de ano é nos-
sa, mas, na verdade, a vida não vai mudar muito
se a viagem tão desejada acontecer só em 2011
em vez de 2010. Ou se for em agosto e não
em maio. Apenas para exemplificar,
as empresas americanas fecham
seu ano fiscal em junho e as
brasileiras em dezembro e so-
brevivemos a esta assincronia
todos os anos!
Voltando ao contador...
Se tivesse que escolher
um evento que sinteti-
zasse o ano de 2010, es-
colheria o SWU.
Um grande evento
que convoca o público
a interagir, não só com
a música, mas com o
planeta, usando de
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Alessandro Saade Marketing e Negócios
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 73
Link: trendhunter.com
Muita gente busca entender o que acontece no mundo para identificar pa-
drões e tendências. Assista ao vídeo no link e veja o que se falou no início de
2010 sobre o ano que acaba: http://migre.me/1zgC6
Link: trendhunter.com
maneira consciente produtos e ser-
viços, cuidando do meio ambiente e
reduzindo o consumo.
A interação consumidor/produto
traz a tônica do atual momento do
mercado. Cada nova possibilidade
de intensificar a experiência de rela-
cionamento e consumo traz pontos a
favor da empresa. Assim, a cerveja, o
computador e a operadora de telefo-
nia patrocinam o evento de olho nos
jovens lá presentes.
Podemos não perceber imediata-
mente, mas o SWU traz em si alguns
conceitos que se firmaram neste ano
que termina. O primeiro deles diz res-
peito às redes sociais. Nunca um even-
to foi tão trabalhado em redes sociais.
Facebook, Twitter, Google Maps,
hotsites e uma infinidade de outras
redes foram utilizadas para reunir as
tribos numa mistura de Rock in Rio
com Woodstock. Todos querem parti-
cipar e contar que participaram! Um
desdobramento disso é o que chama-
mos de exposição vulnerável; após o
evento, muitas pessoas correrão para
tentar tirar as fotos comprometedoras
do perfil no Orkut do amigo, ou apagar
uma twitada da qual se arrependeu.
Outro conceito é o de pop-uptai-
ling, ou varejo instantâneo. Do nada,
PODEMOS NÃO PERCEBER
IMEDIATAMENTE, MAS O SWU TRAZ
EM SI ALGUNS CONCEITOS QUE SE
FIRMARAM NESTE ANO QUE TERMINA
Livro... ?
Nesta edição não indicarei livro, mas pedirei que
você compre, já, um caderno, agenda ou mesmo
um bloco de notas e coloque lá suas metas,
seus objetivos, seus sonhos e desafios, pes-
soais e profissionais. Acompanhe-os ao lon-
go do ano, sem desleixo, mas sem neurose.
Colocar no papel é sempre uma boa manei-
ra de registrar a vida! Forte abraço e até 2011!
aparece uma loja ou quiosque no sho-
pping, um contêiner na esquina, ou
uma cidade da música numa fazenda
do interior de SP, que desaparece logo
após o fim do evento.
Também presenciamos a cultura
da locação. Praticamente 100% do
que se viu no local do SWU era loca-
do. Desde a fazenda até os banhei-
ros químicos, passando pelo palco e
equipamentos de áudio e iluminação.
Hoje se alugam de carros a talheres,
de roupas a avós. Isso mesmo (!), hoje
tem até avó para alugar.
A sustentabilidade foi o mote do
evento. Reciclagem de lixo, uso res-
ponsável dos recursos e consciência
nas atitudes. Isso fez os participantes
acamparemnolocal,dividiremocarro
pormeiodeumsitedecaronacompar-
tilhada chamado Carona Brasil e, não
menos importante, os fez tomar ba-
nhos de sete minutos. Para se ter ideia
da magnitude do evento, somente em
latas de alumínio a cooperativa de ca-
tadores de lixo recolheu 12 toneladas!
Tenho certeza de que cada um
saiu do SWU com uma percepção.
Algumas positivas, outras negativas,
mas com certeza, do ponto de vista
de negócios de música, foi um marco.
Aftertaste ou retrogosto é o sabor
que fica na boca após degustarmos
um bom vinho ou uma cerveja gour-
met, por exemplo. O aftertaste de um
evento como este é sempre uma gran-
de conexão com a música, que gera
forte demanda na compra de música,
instrumentos, equipamentos e mais
ingressos para mais shows.
Sinceramente, o ano acaba muito
bem e já sinaliza grandes movimen-
tos para 2011. 
mm51_saade.indd 73 03/11/2010 20:23:53
74 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Empresa Perfil
RENKUS-HEINZ
POSSUI UMA LINHA
INOVADORA COM
TECNOLOGIA PARA
INSTALAÇÃO DE
SISTEMAS DE SOM
EM ESTÁDIOS
AMIsereestrutura,traznovasmarcaseaumentaequipedevendas
Mais volume na AMI
Ahistória da AMI Music come-
çou há 11 anos, quando o seu
fundador e presidente, Octavio
Brito, morava nos Estados Unidos e era
empresário varejista com uma rede de
lojas de áudio. “Além das vendas nas
lojas, focamos em diversos segmentos,
comoprojetoseinstalaçõesdeestúdios
profissionais, projetos de sonorização
profissionais e distribuição de produ-
tos de áudio no Brasil”, conta Octavio.
A área de distribuição cresceu ra-
pidamente e tornou-se a parte mais
significativa. Assim, Octavio, que já
pensava em voltar ao Brasil depois de
20 anos nos EUA, combinou as duas
coisas e veio definitivamente para São
Paulo, criando a AMI Music. “Muda-
mos acreditando no crescimento do
mercado brasileiro e nunca nos arre-
pendemos. Nossa experiência como
lojista nos deu uma perspectiva única
e nos ajudou a criar uma estrutura
comercial que gerou parcerias fortes e
lucrativas com os lojistas brasileiros.”
Este ano a AMI aumentou seu
portfólio de marcas. Além de distri-
buir a Audio-Technica, recentemente
começou a trabalhar com as norte-
-americanas Renkus-Heinz, áudio
profissional; Face Audio, fabricante de
potências, e SoundTube, de falantes; e
ainda com a coreana Orion PDP, em-
presa especializada em video wall.
Para atender à demanda gera-
da pelas novas marcas, a empresa já
ampliou o departamento comercial e
contratou vendedores, representantes
e assistentes de vendas. A M&M con-
versou com Octavio, seu filho
e diretor Diego Brito, e com o
gerente comercial Luciano Du-
mont para saber das novidades e,
sobretudo, dos desafios e poten-
ciais do mercado para a empresa.
Desde a época em que come-
çaram até hoje, quais foram as
mudanças mais significativas
que vocês observaram em re-
lação ao mercado?
Octavio: Em certos segmentos,
o acesso à tecnologia aumentou
significativamente, resultando na
proliferação de informação, o que é
fantástico. Em outras áreas, estamos
vendo um mercado brasileiro cada vez
mais profissional no desenvolvimento
de projetos e nas suas instalações. Há
apenas sete anos, quando começamos
a efetuar projetos de sonorização para
todas as nossas instalações, muitos
consideravam esse trabalho ‘desne-
cessário’. Hoje em dia já se tornou
a norma operacional de muitos dos
nossos competidores. É ótimo ver es-
sas mudanças, pois demonstra que o
Brasil está cada vez melhor e procu-
rando ser um dos líderes mundiais no
segmento de áudio.
Quais são os grandes desafios do
mercado para a AMI?
Dumont: Umdosdesafiosaindaéfazer
comqueosconsumidoresfinaisconhe-
çam a qualidade dos nossos produtos e
Octavio Brito, Luciano Dumont e Diego Brito, da AMI:
nova estrutura possibilita grandes negócios em áudio
mm51_ami.indd 74 03/11/2010 20:24:32
Empresa Perfil
como eles podem ajudar a melhorar a composição e execução
desuamúsica.Outroédemonstrarparaasnossasrevendasque,
apesar de termos preços competitivos, é a qualidade dos nossos
produtos que torna os clientes fiéis e satisfeitos.
Octavio: Infelizmente, muito do nosso mercado atual é fo-
cado mais em preço e menos em qualidade. Mas, como todo
mundo sabe, “o barato sai caro”. Na AMI temos o privilégio de
trabalhar apenas com marcas de alta qualidade. É claro que
é importante ter preços competitivos e uma grande parte do
nosso trabalho é tentar conseguir o melhor preço com os nos-
sos fornecedores para o mercado nacional. A Audio-Technica
é um ótimo exemplo: apesar de ser uma das maiores e mais
valorizadas marcas de microfone do mercado internacional,
conseguimos negociar condições especiais para ter os preços
mais acessíveis entre as marcas profissionais. O mercado bra-
sileiro é um investimento inteligente e nossos fornecedores
estão cada vez mais reconhecendo o nosso grande potencial.
Como foi a negociação para a distribuição da Renkuz-Heinz e
quais são as projeções de potencial para o mercado brasileiro?
Octavio: A Renkus-Heinz é uma das mais conceituadas
empresas de áudio profissional do mundo. Quando surgiu a
oportunidade de distribuir a marca no Brasil, ficamos mui-
to honrados. Estávamos trabalhando com outras linhas in-
teressantes, porém, mais focados no mercado consumidor.
Muitas vezes, perdemos vendas por não termos uma linha
completa de áudio profissional. No caso da Renkus, são lí-
deres em desenvolvimento de novas tecnologias e possuem
as melhores soluções para todo tipo de instalação profissio-
nal. A parceria com a Renkus-Heinz nos traz novamente à
condição de oferecer soluções inovadoras e únicas em todos
os segmentos do áudio profissional. A tecnologia da Renkus-
-Heinz não existia no Brasil e veio para mudar os parâmetros
que aplicávamos ao que era considerado de qualidade excep-
cional no áudio. O primeiro carregamento já chegou e saiu.
O segundo chega em breve e está quase totalmente vendido.
Até agora, a aceitação tem sido espetacular.
Qual será a política de preços praticada com os equipa-
mentos da Renkus-Heinz?
Octavio: As melhores possíveis. Nossa política é de favorecer o
lojistaeoconsumidorfinal,trazendolucratividadeparaasreven-
das e competitividade no mercado para os consumidores finais.
Os Line Arrays digitais da Renkuz já estão disponíveis no mer-
cado brasileiro. Quais são os diferenciais desses produtos?
Octavio: Os Line Arrays digitais já estão disponíveis e in-
clusive já estamos efetuando as primeiras instalações com
os nossos parceiros. Atualmente, apenas a Renkus-Heinz
Line Array digital - Série IC Live
Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.
O sistema fornece 105 dB @ 30 m. Fácil de montar
e transportar. Seu sistema de direcionabilidade digital
permite, por meio do software Beamware da Renkus,
conectar o laptop com a IC Live e criar até oito raios
para direcionar o som. Seis anos de garantia.
Empresa Perfil
Line Array digital - Série IC Live
Empresa Perfil
Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.
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76 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Empresa Perfil
possui essa tecnologia de
ponta no Brasil. Devido ao
controle digital, os Line
Arrays Digitais ajudam a
evitar problemas típicos de
Line Arrays tradicionais,
como lóbulos gradientes e
reflexões indesejáveis.
Quais são as metas de cres-
cimento e participação no
mercado para 2011?
Dumont: Nossas metas são
o fornecimento aos lojistas
de produtos com a melhor qualidade e
garantia, entre cinco e seis anos, com
o melhor preço de venda ao consumi-
dor, que ajudem o lojista a exceder as
expectativas de seu cliente e criar con-
sumidores fiéis devido ao resultado
excepcional. E ainda de produtos que
tragam para nossos lojistas a maior lu-
cratividade do setor. Acreditamos que
ao atingirmos essas metas alcançare-
mos o crescimento desejado.
Com a Copa do Mundo e as Olimpía-
das, o cenário do mercado de áudio
AMI Music
Marcas: Audio-Technica,
Renkus-Heinz, Face Audio,
Soundtube e Orion PDP
Site: www.amimusic.com.br
Tel.: (11) 4702-0177
OFERECEMOS
TREINAMENTO DE ÁUDIO
PARA TODA A NOSSA
REDE DE REVENDA E
CONSIDERAMOS UMA
PARTE BEM IMPORTANTE
DO NOSSO TRABALHO
brasileiro está tomando
novas formas muito rapi-
damente. Qual é o diferen-
cial da AMI para vencer a
concorrência nesse setor?
Diego: Uma das grandes
vantagens de trabalhar
com marcas de alta qua-
lidade é que elas já estão
presentes em muitas das
maiores e melhores ins-
talações do mundo. A
Renkus-Heinz completou
mais de 50 instalações em
estádios pelo mundo, só no último
ano. Eles possuem uma linha exten-
sa e inovadora com tecnologia única
para instalação de sistemas de som
em estádios. A Audio-Technica tam-
bém é muito forte na área de eventos
grandes. São patrocinadores oficiais
das Olimpíadas há mais de 20 anos
e sua tecnologia avançada oferece a
melhor qualidade sonora em siste-
mas sem fio, microfones e fones de
ouvido. Essas referências, associadas
a centenas de projetos de sonoriza-
ção já efetuados pela AMI, irão nos
garantir uma vantagem perante a
concorrência.
O que o lojista pode esperar da AMI
para 2011?
Diego: Teremos diversas novidades
— entre produtos, promoções etc. —
para os lojistas e para os consumido-
res finais, sempre mantendo em men-
te nossa prioridade de dar o melhor
atendimento e fornecer os melhores
produtos do mercado. 
Cinco produtos essenciais da AMI
Audio-Technica MB1k/c: Microfone vocal
com preço acessível. Cinco anos de garantia.
Audio-Technica ATW-702: Microfone
que possui escaneamento automático,
transmissão diversity UHF, cápsula de
alta qualidade e capacidade de trabalhar
com até oito sistemas simultaneamente.
Dois anos de garantia.
Renkus-Heinz IC7: O mini
Line Array IC7 entrega 117 dB de pico. Já amplificada e processa-
da, a caixa possui sete transdutores coaxiais que oferecem uma
resposta ampla de 120–18.000 Hz. Sua dispersão horizontal de
150 graus e a pequena dispersão vertical são ideais para insta-
lações em ambientes reverberantes. As caixas estão disponíveis
em preto, branco ou na cor customi-
zada. Seis anos de garantia.
Face Audio 1200TS: Amplificador
de 1.200 W por canal da premiada
Série Titanium. Design inovador.
Cinco anos de garantia.
Soundtube SM500i: Caixa acústica com res-
posta extensa de 70~22.000 Hz e 107,5 dB de
pico. Driver coaxial com a tecnologia de disper-
são patenteada BroadBeam que oferece maior
cobertura. À prova de chuva ou calores extremos, pode ser
instalada interna e externamente. Cinco anos de garantia.
cobertura. À prova de chuva ou calores extremos, pode ser
76 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Line Array IC7 entrega 117 dB de pico. Já amplificada e processa-
e sua tecnologia avançada oferece a
melhor qualidade sonora em siste-
mas sem fio, microfones e fones de
ouvido. Essas referências, associadas
a centenas de projetos de sonoriza-Audio-Technica ATW-702: Microfone
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78 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Pequenas e Médias Dicas de PDV
Para não
errar maisNum ponto de venda é essencial criar
estímulos aos clientes potenciais. Daí que
a atmosfera geral deva ser aproveitada
como meio de chamar a atenção. Conheça
10 erros comuns em pontos de venda e
saiba o que fazer para não cometê-los
Por José Carmo Vieira de Oliveira
1
Descuidar da vitrine
A vitrine deverá ser trans-
formada num permanente
convite. Colocar um exem-
plar de cada um dos produtos, num
amontoado confuso, é um erro muito
comum. Vitrine não é catálogo. Pense
como se fosse o consumidor: uma vi-
trine clara, em que se perceba o que é
vendido com duas ou três mensagens
objetivas, como promoção, novidade
e exclusividade, por exemplo.
2
Iluminação deficiente
É desagradável entrar em
umalojaqueseencontraem
ambiente de autêntica pe-
numbra. É, certamente, uma péssima
primeiraimpressão.Tambémoseráse,
ao entrar, o cliente tiver a sensação de
um flash nos olhos, tal a intensidade
da luz. No equilíbrio está a virtude, e
esse equilíbrio será diferente em cada
caso e para cada tipo de produto ou
serviço que se pretende vender.
3
Não cuidar da temperatura
Umpontodevendadevepro-
curarreteromáximodetem-
popossívelosclientesemseu
interior. Se não investir em um sistema
derefrigeraçãoadequado,poderásede-
pararcomsituaçõesemqueseuestabe-
lecimento esteja mais quente do que no
exterior,umconviteàsaída…
4
Cores desajustadas
Não chocar, nem ser agres-
sivo ao escolher as cores
base de seu ponto de venda
é uma decisão extremamente impor-
tante. As cores fazem parte de todo
o ambiente. E certamente você quer
um ambiente agradável e facilitador
dos contatos e das vendas. Cores que
distraem a atenção do cliente são um
erro. Mas a ausência de cor ou cores
demasiado deslavadas, ‘anônimas’,
também propiciam certo desconfor-
to, por isso precisam ser evitadas.
5
Não utilizar a simpatia
Evite perguntas como
“Deseja alguma coisa?” ou
“Posso lhe ser útil?”. Se o
cliente entrou no seu ponto de ven-
da, certamente deseja alguma coisa,
nem que seja uma informação. Não
se irrite com as perguntas tolas, pro-
cure entender que o cliente pode ter
dificuldade em explicar e seja sempre
prestativo, nem que seja para chamar
o táxi ou indicar uma rua. Lembre-se
de que o mais importante é “segurar”
o consumidor e deixar a sensação de
que valerá a pena retornar à sua loja.
6
Layout inadequado
Ao entrar no ponto de ven-
da o cliente precisa per-
ceber, automaticamente e
com facilidade, onde é o atendimento
eondeestãoexpostososartigos.Evite
disposições de espaços nas quais não
se sabe bem onde começa o expositor
e o estoque, ou onde apenas a pessoa
doatendimentoécapazdediscerniro
local de determinado produto. Nesse
caso, perderá o cliente ocasional, que
entra para dar “uma olhada”. Ele sairá
de imediato, pois não perceberá nada
que o interesse, unicamente devido à
disposiçãointeriordopontodevenda.
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WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 79
Pequenas e Médias Dicas de PDV
7
Dar informações erradas
Se na vitrine há uma men-
sagem de desconto cujo
prazo está vencido, o cliente
que se interessou por ela será perdido.
Outro erro grave é dar informações di-
ferentes daquelas que estão indicadas
naetiquetaounofolhetotécnico.Mais
cedo ou mais tarde os clientes toma-
rão consciência de que houve engano e
o prejudicado será sempre o ponto de
venda. A má e a boa fama vivem muito
do ‘boca a boca’. Qualquer erro desses
podeatingirgravementeoseunegócio.
8
Não renovar regular-
mente a imagem geral
Uma vez ganho o cliente, a
sensação de que a loja está
sempre na mesma (no sentido da de-
coração, da vitrine e dos produtos ex-
postos) certamente não ajuda a atraí-
-lo e fazê-lo voltar, pois ele já sabe que
não encontrará nada de novo. Uma
‘remodelada’ de vez em quando pode
estimular a atração de novos clientes
elevarosconsumidoreshabituaisase
interessarem pelas novidades.
9
Não cuidar do estoque
Se alguns produtos não
têm a saída esperada, não
os deixe ir amontoando
indefinidamente. Isso dará um ar de
imobilismo, que deve ser evitado, além
de poder trazer problemas de espaço e
de arrumação. Vale tentar ‘desová-los’
com descontos ou saldos. Ao menos,
sempresalvaalgumacoisaeoprejuízo
será menor. Além disso, pode-se ga-
nhar clientes para melhores ocasiões.
10
Descuidar da for-
mação do pessoal
Dá péssima impres-
são um vendedor
apenas saber o preço do produto que
o cliente deseja e desconhecer suas
características e seus principais be-
nefícios. A formação do pessoal é uma
necessidade óbvia em termos de qua-
lidade de atendimento, capacidade
de informação e técnicas de vendas,
fatores que poderão proporcionar me-
lhores resultados.
“Muitas vezes não se vende. O
cliente é que compra”: esse talvez seja,
ainda hoje, um dos um dos principais
erros nos pontos de venda.
Também é um erro muito co-
mum não olhar as práticas e estraté-
gias da concorrência, retirando dali
ensinamentos positivos que poderão
ser aplicados no próprio ponto de
venda. A diferenciação, a atenção ao
cliente, toda a questão do espaço de
venda também são fatores que não
podem ser descuidados.
Aquilo que chamamos merchan-
dising — que abarca conceitos e prá-
ticas que vão do vitrinismo ao layout
dos espaços interiores, às cores, entre
outros — é um aspecto muito descui-
dado no comércio atual.
O atendimento ainda é o fator
que faz a grande diferença. O prazer
em receber, a atenção ao cliente e a
simpatia são os elementos que nos
cativam como consumidores, mas
tantas vezes ausentes de grande
parte dos pontos de venda. Daí que
a grande aposta deverá ser o reforço
nesses componentes, principalmente
pela formação do pessoal.
Já se nota, sobretudo entre os
empreendedores mais novos, uma
imagem diferente do comércio, fru-
to da aposta no profissionalismo e
na adoção de tecnologias para po-
tencializar resultados positivos, ca-
racterísticas ausentes do comércio
em geral, basicamente dos peque-
nos pontos de venda. 
*José Carmo Vieira de Oliveira é consultor
do Sebrae de São Paulo
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80 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
BOM ATENDIMENTO:
O QUE É ISSO?
BOM ATENDIMENTO:
O QUE É ISSO?
BOM ATENDIMENTO:
atua há 26 anos no mercado musical. Já foi vendedor, gerente, representante e diretor comercial.
Formado em Ciências Econômicas, possui especialização em gestão empresarial, vendas e marketing.
E-mail: neno@distribuidoragvcom.com.br
NENO ANDRADE
NEGÓCIO DE VAREJO
SÃO VÁRIOS OS FATORES QUE LEVAM À FIDELIZAÇÃO DE UM CLIENTE
E O BOM ATENDIMENTO É UM DOS MAIS IMPORTANTES. MAS VOCÊ
REALMENTE SABE O QUE ELE É E O APLICA EM SUA LOJA?
Hoje, qualquer pessoa, de qualquer ramo de ativi-
dade, sabe e prega que o bom atendimento aos
clientes é fundamental para o andamento dos ne-
gócios. Contudo, pesquisa recente mostra que quase 60%
dasempresasdeixamadesejarnessequesito.Todossomos
provas disso, pois quem nunca ligou para uma empresa de
telecomunicação, seguro saúde, cartão de crédito, TV por
assinatura etc. e passou até horas aguardando, sem conse-
guiu resolver o problema porque a pessoa que atendeu não
estava preparada? Quem nunca comprou um bem móvel,
e o vendedor se comprometeu a entregar ‘sem falta’ no dia
tal, e não entregou e tão pouco ligou para avisar?
Durante a Expomusic fui visitar o maior centro de
compras de nosso mercado no Brasil, na Rua Teodoro
Sampaio, em São Paulo. A experiência foi horrível — a
pior possível, diga-se.
Apesar de não atender a esses lojistas, procuro con-
versar com eles, e a reclamação é sempre a mesma: “Não
tenho margem”, “Nesta rua todo muito queima preços”,
“Os fornecedores não me dão condição de trabalho” etc.
Mas o que observei nessa visita é que com o atendimento
oferecido aos clientes a situação vai piorar um pouco...
Emalgumaslojasnemconseguientrar,poisosvende-
dores estavam na porta fumando, fazendo uma barreira
impedindo a passagem. Em outras os vendedores esta-
vam tão ‘ocupados’ no MSN que não perceberam minha
MUITOS AINDA CONFUNDEM
ATENDER BEM COM SER
EDUCADO. GENTE, TER
EDUCAÇÃO É OBRIGAÇÃO!
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Neno Andrade Negócio de Varejo
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 81
Dicas para realizar o verdadeiro e bom atendimento
 Mantenha sua equipe treinada para fazer a abordagem correta ao cliente.
 Dê atenção às ligações telefônicas e aos e-mails que sua loja recebe, pois
são a porta de entrada de muitos clientes.
 Acompanhe se o que está sendo prometido pelos seus atendentes está
sendo cumprido.
 Veja se sua equipe está preparada para dar as informações técnicas corre-
tas sobre os produtos que está vendendo.
 Mantenha toda a equipe treinada para tratar o cliente como “rei”. Não adian-
ta se preocupar somente com os vendedores, pois não basta que apenas
eles atendam bem se o caixa ou o entregador não derem prosseguimento.
Se eles cometerem algum deslize, podem estar jogando fora todo o trabalho
feito anteriormente. Faça os funcionários entenderem que formam um time:
todos lutando em prol do cliente. Em um time, todos lutam pela vitória, inde-
pendente da função. Afinal, você nunca ouviu falar de um zagueiro que não
quis fazer um gol porque esta era a função do atacante.
 Dica mais importante: as pessoas não compram apenas produtos ou ser-
viços, elas querem satisfazer suas necessidades e realizar seus sonhos, e
estão dispostas a pagar por isso. Uma transação deve ir além do comercial,
deve ser também emocional. Para isso é preciso que o sorriso, a competên-
cia, um algo a mais estejam presentes. Ter um bom espaço, bons produtos
e bons preços são moedas para entrar no jogo, mas o bom atendimento,
a compra, deve ser um momento mágico, porque assim o seu cliente se
encanta, transmite isso aos amigos e retorna diversas vezes.
presença. Algumas me receberam
com o velho chavão “pois não”, mas
estavam tão desorganizadas que eu
não teria coragem de comprar lá. E
tenho certeza de que tudo isso ocorre
em estabelecimentos Brasil afora.
O que é atender bem?
Lojista, você já fez esta pergunta a si
mesmo? Muitos ainda confundem
atender bem com ser educado. Gente,
ter educação é obrigação!
Existem várias definições para
‘bomatendimento’.Algunsdizemque
atenderbemésatisfazerasnecessida-
des do cliente. Concordo plenamente,
e aí está incluso o conhecimento do
produto que se está vendendo, formas
de pagamento etc. Outros dizem que
atender bem é encantar o cliente. Ou
seja, tratá-lo de tal forma que ele se
sinta realizado — aqui é bom lembrar
que o cliente não compra produto e
sim sonhos e até mesmo a solução
dos problemas dele. E tem também
aqueles que dizem que atender bem é
surpreender o cliente: dar a ele muito
mais do que ele espera receber — por
exemplo, prometer o produto para
cinco dias úteis e entregar antes... Na
verdade, é a soma de tudo isso que faz
com que sua loja ofereça um excelen-
te atendimento!
Recentes pesquisas mostram que
o atendimento é o primeiro item para
a realização de uma compra, e até
para a fidelização do cliente, seguido
da disponibilidade do produto. Preço
mesmo está em oitavo lugar, e nor-
malmente é o item com o qual o lojis-
ta mais se preocupa.
Ótimas vendas! Um Natal repleto
de saúde e bom atendimento e 2011
com todos os objetivos alcançados! 
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82 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Gestão Estratégia
A diferença entre as empresas bem-sucedidasA diferença entre as empresas bem-sucedidas
e as malsucedidas não está no que fazer,
mas em como fazer
Por Ivan Postigo*
Osegredo
dosucesso
Os gestores precisam ter sempre em mente
que a excelência de qualquer projeto está na
execução. A concepção é fase extremamente
importante, mas não faltam boas ideias no mundo.
Estamos sim carentes de efetivas e competentes im-
plementações de projetos.
A busca por resultados mostra, cada vez mais, que
informação e cultura são importantes, mas que sabe-
doria é essencial. São coisas diferentes. Informação é
apenas instrução ou dados sobre alguém ou algo; cul-
tura é o cultivo de padrões transmitidos coletivamen-
te dentro de uma sociedade e em nosso foco de debate
essa sociedade é a empresa. Já sabedoria é o uso de
informações dentro de uma cultura com sensatez.
Ao buscar novas técnicas e métodos, percebemos
que aprendemos mais em debates participativos do
que em palestras, por uma razão básica: aplicamos
a informação recebida de acordo com a nossa cultu-
ra, assim verificamos o que dá certo ou não, o que
funciona ou não dentro de nosso contexto. Essa é a
forma de aceitarmos ou rejeitarmos procedimentos
e desenvolvermos a sabedoria.
Diz um velho ditado: “Um homem aprende mais
sobre o gato quando o leva para casa arrastado pelo
rabo do que com toda a literatura e explicação que
possa encontrar sobre o felino”.
Qual é a importância da informação?
É necessário saber se aquilo que está sendo puxado
pelo rabo é realmente um gato. O filme Jurassic Park
tem exemplos interessantes nesse sentido. Muitos
personagens foram devorados por animais que jul-
gavam inofensivos. Não havia qualquer informação
a respeito que os prevenissem para evitar uma apro-
ximação. Um plano preventivo e de contingência só
pode ser desenvolvido a partir de informações, ainda
que suposições possam ser exercitadas.
A teoria encurta o aprendizado, acelera a evolu-
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Gestão Estratégia
ção e prepara o homem para a sabe-
doria. Nesse sentido, a expertise e a ca-
pacidade de adição de competência de
consultores está no fato de que eles já
puxaram muitos gatos pelo rabo, e nor-
malmente têm grandes conhecimentos
das possíveis reações.
Observe o mercado e verá que as
empresas bem-sucedidas são pareci-
das, mantêm semelhanças de gestão,
enquanto que as malsucedidas agem
cada uma à sua maneira.
Os segredos
As empresas bem-sucedidas atra-
em e retêm pessoas talentosas com
um bom motivo: permitem que elas
atuem, exercitem seus conhecimen-
tos, vocação e talento! No popular di-
O SUCESSO EVIDENCIA TALENTOS
E COMPETÊNCIAS. O SEGREDO
DAS GESTÕES VENCEDORAS NÃO
ESTÁ EM CRIAR ESTRATÉGIAS,
MAS EM IMPLEMENTÁ-LAS.
Untitled-1 1 18/8/2010 16:10:34
ção e prepara o homem para a sabe-ção e prepara o homem para a sabe-
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84 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Gestão Estratégia
ríamos: “Seus gestores saem da frente e as deixam
trabalhar!”. Com isso não só descobrem, mas criam
talentos internos. Essas empresas desenvolveram
um conjunto de valores que contagia todo o seu pes-
soal. O ambiente de trabalho, além de produtivo e
criativo, é livre de situações tóxicas.
A gestão empresarial é um ambiente cercado de
modas e manias. Teorias vêm, vão e retornam com
novas roupagens. Qual é a vantagem disso?, você se
pergunta. É gerar debates, reflexões, questionar o
senso comum. Isso é sabedoria!
Estar ‘antenado’ em novas teorias gerenciais sem-
pre será importante, mas precisamos ter consciência
Faça o teste e confira o modelo de gestão de sua empresa
Nomodelotradicionaldegestãoprocuramosresponderaumasériedeperguntascomuns,umavezqueeleémais
voltado à delegação do que à participação. Já no modelo participativo as questões têm outra tônica e as perguntas
estão voltadas mais a valores do que ao modelo sistêmico. Afinal, qual é o modelo de gestão da sua empresa?
Modelo evolutivo ou participativo
Crenças e valores resultantes da visão
 Em que acreditamos?
Implementação de práticas de gestão de
acordo com as crenças e valores
 Que formas e procedimentos atendem aos
nossos valores e nos permitem cumprir nossa
missão?
Criação de valor para a organização
 Como podemos atender nossos clientes e
superar suas expectativas acima de nossos
concorrentes?
Desenvolvimento de estratégia inovadora
adequada aos recursos disponíveis e valores
da organização
 Como podemos adicionar competência e
oferecer valores aos nossos clientes sem que os
concorrentes possam nos copiar com facilidade?
Papel do gestor
 Como gerenciar os valores, ratificando,
disseminando e permitindo a evolução da cultura
organizacional?
Modelo tradicional
Estratégia
 Qual é o nosso negócio?
 Quem são nossos concorrentes?
Aplicação departamental
 Como atuaremos nas áreas de marketing,
produção, finanças e pessoal?
Desenvolvimento funcional
 Como atribuiremos tarefas e
responsabilidades para atender à estratégia?
Estruturação organizacional
 Quais serão as práticas de recrutamento,
seleção, treinamento e avaliação
de desempenho para garantia do
funcionamento sistêmico?
Papel do gestor
 Como orientará e acompanhará o
processo para assegurar o sucesso dos
planos atendendo à estratégia?
de que “saber é uma coisa, aplicar é outra”. A gestão
nas empresas atende a um modelo tradicional. Con-
tudo, à medida que elas progridem, alcançam o su-
cesso e trabalham por sua perpetuação, geralmente
migram para um modelo mais participativo.
Aexperiênciadosucessocolocaemevidênciatalen-
tos e competências, investindo autoridade natural e li-
derançanaspessoas.Osegredodasgestõesvencedoras
não está em criar estratégias, mas em implementá-las.
Empresas vencedoras desenvolvem a cultura do
sucesso coletivo, portanto, informações e modelos
podem ser copiados. Culturas, no máximo, podem
ser imitadas. 
*Ivan Postigo é diretor da Postigo Consultoria de Gestão Empresarial (www.postigoconsultoria.com.br).
Pós-graduado em controladoria pela USP, é autor do livro Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas. Ed. All Print
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86 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
De acordo com dados do Censo 2000, do IBGE,
14,5% da população brasileira é formada por
portadores de deficiência. Isso totaliza 24,6
milhões de pessoas, sendo este um vasto nicho de
mercado a merecer dedicação do varejo de instru-
mentos musicais, já que boa parte desse público en-
controu sua vocação na música, como o violonista e
tecladista Fabiano Batista de Freitas.
Graduando do curso de música da Universidade
Estadual de Montes Claros, MG, Fabiano é enfático
ao declarar que as lojas têm muito a melhorar: “As
lojas de instrumentos musicais de Montes Claros
não possuem rampas, o que não constitui um pro-
blema para quem tem deficiência visual, mas para
pessoas com deficiência física, sim. Internamente,
por conta de mesas ou balcões mal distribuídos, o
espaço dificulta o acesso ao produto por parte de in-
divíduos com baixa visão”, explica.
Especial Acessibilidade
Portadoresdedeficiênciasomam24,6milhõesdepessoasnoBrasile,entre
eles,tambémexistemmúsicos.Sualojaestápreparadapararecebê-los?
Por Juliana Cruz. Colaborou Juliane Pereira
O DEFICIENTEAUDITIVOTALVEZ
SEJA O MAIS DISCRIMINADO
PELA SOCIEDADE E ALGO
SIMPLES, COMO A LINGUAGEM
GESTUAL, AJUDA MUITO NA
COMUNICAÇÃO
Para Fabiano, o atendimento também precisa se
especializar, pois os vendedores têm certa dificuldade
em explicar equipamentos a clientes diferenciados.
“Diariamente nos deparamos com comentários de
pessoas que foram tratadas de maneira inadequada
em estabelecimentos comerciais”, conta.
Buscando ser bem atendido, o instrumentista se
tornou cliente assíduo de duas lojas de sua cidade:
a Fábrica Instrumentos Musicais, onde fez amizade
com um dos vendedores; e a loja Máximo, onde um
de seus colegas de curso costumava trabalhar e lhe
explicar detalhadamente os produtos.
De acordo com Thais Frota, arquiteta especiali-
zada em acessibilidade pela Uninove, não existe uma
norma específica para tornar estabelecimentos co-
merciais acessíveis a portadores de deficiência.
Para os varejistas interessados em recepcionar
melhor essa parcela do público, a arquiteta dá algu-
mas dicas: “Na loja de instrumentos musicais, o de-
ficiente visual deve ter contato com os instrumentos
pelo toque. Também é importante cada peça de mos-
truário conter indicação em Braille com especifica-
ções técnicas. Já os deficientes físicos precisam ter
acesso aos instrumentos em uma altura adequada”.
Como criar uma loja acessível
Em termos de reforma, os lojistas devem investir na
construção de rampas e sanitários e, embora o custo
possa ser considerável, é importante ter em mente o
novonichoaseratraídoparaoestabelecimento.Além
disso, a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, certifica
Quemnãodá
assistência,perde
paraaconcorrência
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Especial Acessibilidade
lugares acessíveis com estrelas, ou seja, após avalia-
ção feita por profissionais, o PDV pode receber de um
a cinco pontos de acessibilidade, obtendo destaque
perante a concorrência.
Ricardo Nogueira, gerente de duas lojas da PlayTe-
ch na capital paulista, ambas acessíveis a portadores
de deficiência, acredita que em breve os demais esta-
belecimentos da rede estarão adequados para receber
essenichoconsumidor.“NalojadoJabaquara[bairro],
o fluxo de cadeirantes é um pouco maior por conta
dos eventos da EMT, que acabam atraindo mais
visitantes em geral. Lá também temos três clientes
assíduos com deficiência visual, um guitarrista e dois
que trabalham com estúdio. Todos são atendidos pelo
mesmo vendedor, já habituado a oferecer um atendi-
mento diferenciado”, explicou.
Para conquistar esse nicho economicamente ati-
vo é necessário projetar a loja para receber todo tipo
de pessoa, desde o estacionamento até a área de giro
para cadeiras de rodas, e atendentes devidamente
treinados em linguagem de sinais, se possível.
O que os clientes pensam
Pedro Conceição, conhecido como Pedrinho, já
atuou como baixista para a cantora Leci Brandão.
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 87
Recentemente, o músico produziu o álbum da banda
espanhola OléFunk e está trabalhando em seu pri-
meiro disco solo, ainda sem data para lançamento.
Portador de deficiência em um dos braços, o músi-
co profissional frequenta diversas lojas da capital
paulista, como a Guitar House, do luthier Florêncio
Melo, e a PlayTech. Ele gosta desses estabelecimen-
tos porque fornecem ajustes aos instrumentos ad-
quiridos de acordo com sua necessidade.
Sobre o atendimento, ele ressalta: “Sempre fui
muito bem atendido em lojas de instrumentos. Não
lugares acessíveis com estrelas, ou seja, após avalia-
PARA CONQUISTAR ESSE
NICHOECONOMICAMENTE
ATIVO DO MERCADO É
NECESSÁRIO PROJETAR A
LOJA PARA RECEBER TODO
TIPO DE PESSOA
Pedro Conceição, deficiente físico,
toca contrabaixo elétrico
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88 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Especial Acessibilidade
Dicas para o seu PDV
Por conta das cotas obrigatórias em empresas, existem deficientes
físicos trabalhando em todas as áreas. Com isso, uma maneira de
atingir esse público é ter funcionários portadores de deficiência.
Para indivíduos com deficiência visual, o vendedor deve atuar
como um intermediário entre o comprador e o produto, sendo fiel às
informações e fazendo uma descrição detalhada do equipamento.
Quando um cliente portador de alguma deficiência procura um
instrumento, saiba que ele pode possuir conhecimentos avança-
dos no campo da música e tecnologia, portanto, trate-o com o
mesmo nível de respeito que trataria qualquer outro músico inte-
ressado em seu produto.
me lembro de ter sofrido discriminação por ser
deficiente físico, pelo contrário, em sua maio-
ria, os funcionários sempre estão dispostos a
ajudar carregando o instrumento ou plugando
o amplificador de minha escolha”.
Por outro lado, Pedrinho concorda com
as dificuldades de acessibilidade causadas
por degraus e falta de espaço nos corredores.
“Alguns dos principais obstáculos nas lojas
são os degraus, a má organização, coisas
espalhadas. A falta de rampa de acesso e a
ausência de marcas no chão para deficientes
visuais também são um problema. Outro fa-
tor é a falta de espaços reservados para bate-
rias, fazendo com que estas fiquem alocadas
no meio da loja”, observa.
Pedrinho também acredita na especializa-
ção dos funcionários, principalmente no que
diz respeito à linguagem de sinais: “O deficien-
te auditivo talvez seja o mais discriminado
pela sociedade. Por não enxergarem o ‘proble-
ma’ do surdo, as pessoas acabam perdendo a
paciência com ele quando algo simples como
a linguagem gestual poderia ajudar muito na
comunicação”, aponta. “Não podemos nos es-
quecer de pessoas como Goya, Beethoven e
Helen Keller, que, mesmo portando deficiên-
cia auditiva, nos deixaram um legado de luta,
sensibilidade e vitória”, completa.
14,5% DA POPULAÇÃO
BRASILEIRAÉFORMADA
POR PORTADORES DE
ALGUMA DEFICIÊNCIA
Os lojistas do setor devem atentar para to-
das as vertentes do mercado e sociedade a fim
deconquistá-las,levandoemconsideraçãofato-
rescomofacilidadedelocomoçãoparaosclien-
tes, atendimento especializado e disposição
estratégica dos produtos de forma geral. Com
isso, o conceito de excelência em atendimento
deve ser estendido aos mais diversos tipos de
consumidor, lembrando sempre de respeitá-los
enquanto indivíduos e profissionais da música,
independentemente de suas diferenças. 
A loja Playtech (filial Morumbi, São Paulo/SP), possui corredores
largos para facilitar a locomoção de cadeirantes
Fabiano Batista de Freitas (esq.), deficiente visual,
demonstra seu talento ao teclado em MG
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20:35:05 mm51_completa.indd 89 04/11/2010 15:54:34
90 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
UM PASSARINHO
NA JANELA
JOEY GROSS BROWN
TECNOLOGIA MUSICAL
REVELOU O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO MERCADO
Quem nunca ouviu a expressão
“um passarinho me contou
que...”? Enfim, após anos de
certo amadorismo, vemos o merca-
do musical se transformando. Essa
transformação assusta alguns, mas
a grande maioria agradece aos céus.
Comenta-se em cada esquina, em
cada balcão: o que estará por vir?
Pois bem, senhores residentes de
zonas de conforto: acostumem-se,
pois precisarão se mexer. Que o Bra-
sil é a bola da vez e o mais forte dos
países do Bric já é notório e inques-
tionável. Agora, será que a mudança
tem a ver somente com insatisfações,
oportunismo e é tão dramática quan-
to alguns querem fazer acreditar?
Por que ainda temos a tendência
de acreditar que o que vem de fora é
melhor? Por que não acreditar que
um modelo simplesmente se esgotou
ou se encontra em vias de? Qual é a
verdadeira tensão entre as pontas e
quem ganha com essa especulação?
Seria correto afirmar que é merecido?
• • • • • • •
Vejam só: tenho ouvido rumores
de que a chegada do grupo tal vai
derrubar os preços em 30%! Meu
Deus! E agora?
A análise profissional dos fatos,
tão simples e pura quanto o passari-
nhonajanela,mostraqueobviamente
o preço teria de ser reduzido: o impor-
tador/distribuidor passa a não existir
mais e com isso o custo dele é corta-
é gerente comercial da Quanta Music e não entende nada de pássaros, muito menos o que eles dizem.
Até porque pássaro não fala. E-mail: joey@quanta.com.br
do, com consequente repasse aos lo-
jistas. Isso é bom. Barateia a cadeia de
suprimentos e obriga os concorrentes
à reação similar.
Agora esta: “Você viu? Aquela im-
portadora perdeu a marca tal. Nossa,
já era!”. Que barbaridade.
As empresas neste país não são
servas de senhores feudais há muito
tempo. Ninguém pensou em dizer
“Houve um simples esgotamento das
relações devido a pressões ou núme-
ros discrepantes e simplesmente se
optou por não continuar”. As empre-
sas que trocaram marcas continuam
fortes e vêm fomentando o mercado
ano a ano, melhorando a oferta e a
própria existência do mercado.
Melhor que tudo: mais compe-
tição, melhor foco e mais atenção
a quem realmente importa a todos
nós, o consumidor final. Se por um
momento vejo angústia e comemo-
rações exageradas, por outro enxergo
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Joey Gross Brown Tecnologia Musical
AS EMPRESAS QUE
TROCARAM MARCAS
CONTINUAM FORTES
E VÊM FOMENTANDO
O MERCADO ANO A ANO
a necessidade de ter cuidado. Núme-
ros para impressionar acionistas são,
sim, fabricados. Empresas que destro-
em relacionamentos de longo prazo
também devem ser olhadas com des-
confiança — quem garante que não
farão o mesmo em um curto espaço
de tempo com o seu ‘novo’ parceiro?
• • • • • • •
Passeando pelos corredores da
última Expomusic pude ouvir coisas
inacreditáveis. De como o mercado
começou a mudar agora e como isso
iria afetar os negócios. Mais barba-
ridades que não valem a pena ser
detalhadas, mas quem as disse não
teve qualquer ideia de que a mudança
vem ocorrendo de forma constante,
há tempos, em movimento contínuo e
sem previsão de parar.
O que notei de positivo foi a cons-
cientização geral de que a mudan-
ça é para melhor e irá redesenhar o
mercado, trazendo mais competiti-
vidade, melhor serviço e maior ne-
cessidade de planejamento para ga-
rantir a sobrevivência. Ou seja: mais
trabalho, diversificação e atenção às
tendências em espaços cada vez me-
nores de tempo.
Preparem-se: lojista, importador,
distribuidor, representante e fabri-
cante. Somos um país cada vez mais
sério e exigimos respeito ao nosso
consumidor. Estejam mais atentos
às necessidades e às mudanças, pois
quem ontem fez pode muito bem fa-
zer de novo... e melhor! Quem não co-
nhece nossa cultura, relacionamento
e tratativa, deve fazer isso já!
Continuo dizendo: somos um
pequeno bebê engatinhando, mas
já estamos aprendendo álgebra ex-
ponencial. Já pensou quando come-
çarmos a andar? Até lá, o que mais
o passarinho irá me contar? Afinal,
como disse Buda: “Tudo que somos é
resultado do que pensamos”. n
Untitled-1 1 18/6/2010 13:41:40
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92 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Lojista Vídeo Som Instrumentos Musicais e Music Point / AL
Em apenas quatro anos, Jair Ferro abriu duas
lojas de instrumentos musicais em Maceió, AL
Por Juliana Cruz
Ambição e
visão estratégica
Na cidade de Arapira-
ca, em Alagoas, Jair
Cavalcante Ferro co-
meçou sua vida profissional
como vendedor autônomo de
joias enquanto ainda era estu-
dante. Em 1991, aos 21 anos,
abriu sua primeira loja de
equipamentos eletrônicos, a
Vídeo Som, na mesma cidade.
Após uma década adqui-
rindo experiência como co-
merciante, o administrador
migrou para a capital do Estado, Ma-
ceió, e entrou no setor de instrumentos
musicais e áudio com a inauguração
da Vídeo Som Instrumentos Musicais.
A transição entre eletrônica e instru-
mentos se deu gradativamente, mas
em certo momento ele precisou optar.
“Escolhi esse setor porque considero a
música uma terapia. Não vendo instru-
Em Maceió
O início na capital alagoana
foi difícil, pois os fornecedo-
res costumavam dificultar as
compras de Jair. “Algumas dis-
tribuidoras queriam fazer as
primeiras vendas à vista. Isso
foraalgunsrepresentantesque
nem na loja entravam”, conta.
Além disso, o administrador
encarou certa dificuldade no
próprio atendimento. Embora
já tivesse experiência em vare-
jo,Jairnãotocavanenhuminstrumento,
então era comum não conseguir tirar
dúvidas mais complexas de clientes.
Para solucionar esse problema, ele
começou a recrutar funcionários en-
tre seus próprios consumidores. “Só
contrato músicos, pois podem tirar as
dúvidas dos clientes e facilitar a ven-
da. Quase sempre dou preferência para
mentos, mas sim a alegria e o amor que
a música traz”, explica o proprietário.
Após a decisão, Jair deixou o pri-
meiro estabelecimento em Arapiraca
para seu irmão. A família tomou gosto
pelo comércio, e pelo setor, e atualmen-
te é proprietária de sete lojas: quatro
em Maceió e três em Arapiraca, sete de
instrumentos musicais e áudio.
visão estratégica
O ESTABELECIMENTO,
QUE COMEÇOU
MODESTO, COM 30 M²,
CRESCEU PARA 70 M²
EM POUCOS MESES
A filial Music Point (esq.) supera a matriz VideoSom (dir.) em tamanho, com 120 m²
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Lojista Vídeo Som Instrumentos Musicais e Music Point / AL
contratarmeusprópriosclientesporjá
haver afinidade com eles”, explica Jair.
Hoje, graças à familiaridade dos ven-
dedores que contratou com o universo
musical, ele acredita que o atendimen-
to se tornou o grande diferencial de
seu estabelecimento.
Jair optou por começar trabalhan-
do com instrumentos básicos, como
violões, mas após ganhar a confiança
dos fornecedores e representantes co-
merciais, pôde completar seu mix de
produtos, que hoje inclui equipamen-
tos de áudio e diversos instrumentos.
Dois nomes, uma estratégia
Com todos os setores da loja funcio-
nando bem, e com a ajuda de sua es-
posa, a arquiteta Vanessa Cavalcante,
na organização das vitrines, a expan-
são foi o caminho natural. O estabele-
cimento, que começou modesto, com
30 m2, cresceu para 70 m2 em poucos
meses, mas não era o suficiente para
Jair. Apenas três anos após abrir a
Vídeo Som Instrumentos Musicais, ele comprou
um prédio na mesma rua, com 220 m2 e, em se-
tembro de 2004, abriu a Music Point, cuja área de
exposição de produtos é de 120 m2.
Muitas pessoas acham curioso o fato de as lo-
jas do administrador terem nomes diferentes, mas
quando questionado a respeito disso, ele demons-
traterumavisãoestratégicabastanteapurada.“Os
nomes são diferentes, pois duas lojas com o mesmo
nome,nomesmolocalnãoatraemosmesmosclien-
tes. Geralmente, eles acham que se o que procuram
não está disponível em uma filial, provavelmente
não estará na outra. Já a proximidade dos estabele-
cimentos com nomes distintos traz a vantagem de,
durante a habitual pesquisa, o consumidor poder
até não comprar na Vídeo Som, mas possivelmente
comprará na Music Point e vice-versa”, explica.
Negócio de família
A família Ferro possui sete lojas em Alagoas: Givaldo é responsá-
vel pela Vídeo Som, que comercializa equipamentos eletrônicos e
a agora também instrumentos musicais; Jarlan é proprietário da
JC Instrumentos, com lojas em Arapiraca e Maceió; José Marcos
é dono da Sonart, em Maceió; Gilberto continuou no ramo de ele-
trônica em Arapiraca, com a Eletromania; e Jair é proprietário da
Vídeo Som Instrumentos Musicais e da Music Point, em Maceió.
SÓ CONTRATO MÚSICOS, POIS
PODEM TIRAR AS DÚVIDAS DOS
CLIENTES E FACILITAR A VENDA
A família Ferro possui 6 lojas
de instrumentos musicais em Alagoas
Jair Ferro: estratégia
diferenciada para atrair clientes
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94 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Lojista Vídeo Som Instrumentos Musicais e Music Point / AL
Vídeo Som Instr. Musicais
Ano de fundação: 2001
Proprietário: Jair Cavalcante Ferro
Área da loja: 70 m²
Número de funcionários: 4
Endereço: Rua Dr. Pontes de Miranda, 110
Centro - Maceió / Alagoas
Telefone: (82) 3336-7616
E-mail: jairferro@bol.com.br
Participação no
faturamento das lojas
Cordas – 30%
Teclas – 7%
Bateria/percussão – 10%
Sopro – 10%
Acessórios – 16%
Computer Music – 2%
Áudio – 15%
Iluminação – 10%
Principal consumidor
Sobre o último ano, Jair, que veio a São
Paulo em setembro e visitou tanto o
Tagima Dream Team quanto a Expo-
music 2010, conta que as vendas têm
superado as expectativas e prevê cres-
cimento de 30% para o final deste ano e
o primeiro semestre de 2011. “O comér-
cio de instrumentos na minha região é
muito bom e a tendência é crescer cada
vez mais, com a obrigatoriedade do en-
sino musical nas escolas”, diz animado.
Ainda assim, ele acredita que os vio-
lões, assim como este ano, continuarão
liderando as vendas, ao lado dos ins-
trumentos clássicos, mais requisitados
pelas escolas e igrejas, grandes respon-
sáveispelofluxodevendadasduaslojas.
ALGUMAS DISTRIBUIDORAS
QUERIAM FAZER AS PRIMEIRAS
VENDAS À VISTA
Music Point (filial)
Ano de fundação: 2004
Proprietário: Jair Cavalcante Ferro
Área da loja: 120 m²
Número de funcionários: 4
Endereço: Rua Barão de Atalai, 101
Centro, Maceió / Alagoas
Telefone: (82) 3336-2524
E-mail: jairferro@bol.com.br
Com uma expansão rápida e
bem estruturada, Jair Ferro é um
exemploparaseusquatroirmãos,
Givaldo, Jarlan, Gilberto e José
Marcos, que, ao se espelharem no
dono da Vídeo Som Instrumentos
Musicais, aderiram ao universo
da música e hoje também inte-
gram nosso mercado. 
Os instrumentos de corda representam
30% do faturamento das lojas de Jair
Instrumentos infantis: de olho
na musicalização nas escolas
mm51_lojista.indd 94 03/11/2010 20:45:02
as
20:45:02 mm51_completa.indd 95 04/11/2010 15:54:54
96 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Vida de Lojista Classic Music (RS)
Conheça a trajetória da Classic Music, de Novo Hamburgo, RS,
que investe em atendimento e paciência como diferenciais
Por Juliane Pereira
Garantir que o dia a dia seja
agradável e lucrativo, atuando
no segmento pelo qual é apai-
xonado, é a receita de Jair Batista Bi-
lhar, sócio-proprietário da loja Classic
Music, de Novo Hamburgo, RS. De ven-
dedor a empresário, o profissional, que
atua com instrumentos musicais há 24
anos, se define como eterno aprendiz e
se dedica às necessidades e exigências
da clientela. “Decidi ser investidor pelo
fato de já ter trabalhado na área e por
se tratar de um ramo totalmente dife-
renciado. Afinal, o que está em jogo é a
sensibilidade do ser humano”, destaca.
Partindo desse princípio, a Classic
Music, inaugurada em abril de 2009 por
Neste espaço são publicadasNeste espaço são publicadasNeste espaço são publicadas
experiências vivenciadas aoexperiências vivenciadas aoexperiências vivenciadas ao
montar uma loja.montar uma loja.montar uma loja.
Para contar sua história,Para contar sua história,Para contar sua história,
envie o depoimento e fotosenvie o depoimento e fotosenvie o depoimento e fotos
(em 300 dpi) para(em 300 dpi) para(em 300 dpi) para
texto@musicaemercado.com.br,texto@musicaemercado.com.br,texto@musicaemercado.com.br,
com o assunto “Vida de Lojista”com o assunto “Vida de Lojista”com o assunto “Vida de Lojista”
Jair e seu irmão, Oacy Pedro Pitia Bilhar,
tem expectativas bem definidas: “Desde
a abertura temos projeção de cresci-
mento. Conforme o tempo for passando,
o mix de produtos oferecidos aumenta-
rá, devido à constante demanda”, justifi-
ca. A dificuldade em termos financeiros
é apontada por Jair como um dos maio-
res obstáculos vivenciados, consideran-
do o valor do investimento. Segundo ele,
porém, já há resultados satisfatórios. “O
cenário da região possui muitas lojas, o
que torna as vendas mais competitivas.
Sendo assim, nosso diferencial é fazer
um bom trabalho e disponibilizar, sem-
pre, atendimento especializado”, com-
pleta o proprietário.
Tendência e estratégia
Para realizar suas metas, a Classic
Music conta com um quadro de fun-
cionários restrito, mas eles possuem
vasto conhecimento na área musical,
incluindo as especificações técnicas de
todos os produtos vendidos.
Emtermosdeestratégiasparaatrair
clientes, Bilhar enfatiza a importância
do visual do PDV: “Costumamos deixar
os produtos bem organizados, utilizan-
do todo o espaço físico da loja. Assim,
o ponto comercial irá satisfazer o gosto
do cliente e ele voltará com frequência.
Afinal, é ele que mantém e leva sua em-
presa para a frente”, ensina Jair.
Vale ressaltar que a diversidade dos
Mai
negócios, uma
verdadeirafamília!
Instrumentos de corda e áudio: venda equilibrada
Mai
negócios, umanegócios, uma
mm51_vidadelojista.indd 96 04/11/2010 18:09:22
20:49:18 mm51_completa.indd 97 03/11/2010 22:37:53
98 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Vida de Lojista Classic Music (RS)
produtos apresentados no PDV depende, principalmen-
te, da negociação com fabricantes e importadores, como
conta o empresário: “No começo, ter uma gama ampla de
produtos é um tanto complicado. Alguns importadores
e fabricantes exigem um valor alto na primeira compra.
Hoje conseguimos notar maior flexibilidade”, explica.
O sócio da Classic exemplifica, citando que, indepen-
dente da tendência de vendas, não só equipamentos de
áudio estão no topo da lista de compras — instrumen-
tos de cordas também estão entre os mais vendidos e
merecem a mesma atenção, ainda que tenha havido um
crescimento do setor de áudio no ranking de vendas. “A
procura de ambos continua equilibrada. Não houve um
boom na venda de equipamentos de áudio que ultrapas-
sasse os demais”, confirma Jair.
Sorte de principiante
A aposta no ramo musical pode ser considerada um ver-
dadeiro tiro no escuro. Como saber ao certo se o negócio
vai engrenar? Como obter o retorno ideal?
Pensando em todos os fatores, Jair, que era vende-
dor em uma loja de instrumentos musicais, em vez
Classic Music
Ano de fundação: 2009
Proprietários: Jair Batista Bilhar
e Oacy Pedro Pitia Bilhar
Endereço da loja: Rua Marcílio Dias, 749
Rio Branco - Novo Hamburgo, RS
Telefone: (51) 3556-0082
MSN: classicmusicnh@hotmail.com
Participação no
faturamento da loja
Cordas – 20%
Teclas – 5%
Bateria/percussão – 10%
Sopro – 5%
Acessórios – 20%
Computer Music – 10%
Áudio – 20%
Iluminação – 10%
de se aventurar sozinho, consultou seu irmão, que atuava
em outro setor do comércio, e decidiram abrir a Classic
Music em 2009. Os proprietários dizem ter tido um ótimo
primeiro ano. “Quando inauguramos a loja, tivemos nos
meses seguintes uma boa assimilação da clientela e bons
índices em vendas”, apontam Jair e Oacy.
Deixando de lado a pressa em obter resultados sur-
preendentes, os sócios definem sua atuação no merca-
do de instrumentos e áudio como algo realista. “Temos
paciência e mantemos os pés no chão. Acreditamos que
as mudanças acontecerão normalmente”, enfatizam os
irmãos. Esse modo de enxergar o negócio se reflete nas
estratégias de vendas, voltadas, principalmente, para o
público consumidor dominante, que são as igrejas, cor-
respondendo a 70% do faturamento.
Para dar continuidade à fórmula de sucesso, os pro-
prietáriospontuamqueemtimequeestáganhandonãose
mexe. Permanecem investindo em um bom mix de produ-
tos, qualidade e atendimento impecável. 
Da esq. para a dir.: Veco Marques , Sady Homrich, Oacy Bilhar, Jair Bilhar,
Elizete Peirot, Tedy Corrêa e Carlos Stein - integrantes da banda Nenhum de nós
Da esq. para a dir.: Veco Marques , Sady Homrich, Oacy Bilhar, Jair Bilhar,Da esq. para a dir.: Veco Marques , Sady Homrich, Oacy Bilhar, Jair Bilhar,
Elizete Peirot, Tedy Corrêa e Carlos Stein - integrantes da banda Nenhum de nósElizete Peirot, Tedy Corrêa e Carlos Stein - integrantes da banda Nenhum de nós
Bateria e percussão:
10% do faturamento
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20:49:23
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100 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Feira Expomusic 2010
27ª edição da feira levou
mais de 50 mil visitantes
ao Expo Center Norte,
trouxe antigas marcas de
volta ao mercado e teve
participação expressiva de
empresários estrangeiros
Por Ana Carolina Coutinho.
Colaborou Juliana Cruz
Entre os dias 22 e 26 de setembro, o Expo Cen-
ter Norte, na cidade de São Paulo, foi mais uma
vez o palco para a Expomusic. Considerada a
quartamaiorfeiradosegmento(atrásdeNammShow,
MusikmesseeMusicChina),sua27ªediçãomobilizou
osetordeinstrumentosmusicais,áudioeiluminação,
terminando como grande sucesso em lançamento de
produtos, visitantes e volume de negócios.
Segundoosorganizadores,afeirateveapresençade
mais de 50 mil pessoas durante os cinco dias de even-
to, superando as expectativas. Outro ponto positivo foi
o lançamento de produtos. “Cerca de 600 novidades”,
segundo Synésio Batista da Costa, presidente da Abe-
música, patrocinadora da Expomusic. Costa também
O sucesso da
Expomusic 2010Expomusic 2010
1. Auro Okamura, Superlux - 2. Adinaldo Neves, Marcelo Palacio e Olivio César, Someco - 3. Equipe 18 Sound
4. Roger e Vladimir de Souza, ProShows - 5. Juliano Hayashida, Tokai - 6. Richard e Diego Profita, Lan Music
7. Stephen Frith, Ciare - 8. Everton e Juliano Waldman, Equipo
mm51_Expo2010.indd 100 05/11/2010 20:04:17
Feira Expomusic 2010
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 101
reforçouocrescimentodosetorcomaimplantação
da música nas escolas a partir de 2011, que deve ir
dos atuais R$ 550 milhões em faturamento para R$
700 milhões no ano que vem. “Em cinco anos que-
remos chegar a 1,5 bilhão de reais”, estimou Costa.
No dia 23, a presença do governador eleito
de São Paulo, Geraldo Alckmin, causou burbu-
rinho nos corredores da feira. Ouvido com ex-
clusividade pela Música  Mercado, Alckmin
informou que promete estimular ainda mais a
inclusão musical com a disciplina de música
para as escolas de período integral, além de
incentivar mais disciplinas musicais nas es-
colas técnicas, Etecs, do Estado paulista. “Te-
remos muitas oportunidades para os músicos
por meio das escolas, levando a música para as
escolas estaduais. Do outro lado, temos a Etec
(escola técnica) do Parque da Juventude, com
canto, regência, música, dança”, comentou.
Volume de negociações
Em volume de negociações, houve aumento em re-
lação ao ano passado, cerca de 10% no geral. Mas
houvenúmerosmaisexpressivos.“Tantoemvendas
como em cadastro tivemos um crescimento de cer-
cade50%emrelaçãoàExpomusicdoanopassado”,
afirmou a gerente comercial da Roland Brasil, Pris-
cilaBerquoRodrigues.
A feira também foi termômetro para medir a
aceitação de produtos em fase de testes. Como fez
aSonotec,quecolocouàprovaoitonovosprodutos.
“O resultado foi 90% de aprovação do público para
que esses produtos entrem no mercado brasileiro”,
conta o gerente comercial da Sonotec Music and
9. Maicon Hendler, BC Speakers - 10. Nádia Barros, da Octagon, e sua filha - 11. Sergio Bueno (dir.), Music Company
12. Carlos Eduardo e Edvaldo Mello, Adah - 13. Marcelo Maurano, Playtech - 14. Alexandre Barni e Milton Lehmann, Quanta
15. Clóvis e George Ibañez, C. Ibañez - 16. José Roberto Rozini, Rozini - 17. Montanha, Kadosh
18. Itaru Kodato, ASK - 19. Paulo, Andrea, Jacob e Fausto, Solid Sound - 20. João Yamashita, Vanral - 21. Gustavo Portugal, Hot Music
22. Alan Leider, Harman - 23. Vanderlei Choqueta e Flávio Bellotii, Moug - 24. Eduardo Cabral, Made in Brazil
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102 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Feira Expomusic 2010
Sound, Nenrod Adiel. A empresa também registrou au-
mento de volume de vendas, entre 40% e 45%.
O Brasil realmente vivencia um grande momen-
to. Prova disso é o número de visitantes estrangeiros
que compareceram à feira. Oriundos de todo o mun-
do, dezenas de executivos internacionais vieram
verificar o trabalho de seus distribuidores no País,
procurar empresas para distribuir seus produtos, ou
ainda levar marcas brasileiras para o exterior.
David Kelly, Tycoon, EUA; Cash Yamaguchi, Tas-
cam,EUA;JoseR.Gonzalez,Avid,EUA;JoséCoutinho,
Coutinho Music, Uruguai; Richard Bovery e Diego
Profita, Lan Music, EUA/Argentina; Juan C. Benavent,
Musicsom, Espanha; Nigel Wood e Andy Farrow, Ce-
lestion, Inglaterra; Hugo Martellotta, Tevelam, Ar-
gentina; Anthony Lamond, Numarke, EUA, e muitos
outros prestigiaram o estande da MM na feira.
Dean Markley e Rhodes:
produtos já estão disponíveis
Outro ponto relevante do evento foi o retorno de duas
grandesmarcasao Brasil. Depoisdetrêsanos,ascordas
Dean Markley já estão disponíveis para serem comer-
cializadas, agora pela Dean Markley Brasil. “Fechamos
dez representantes e pretendemos atingir de 800 a mil
lojaspeloBrasil.Tivemoscercade50pedidosenãoima-
ginávamos que, além das cordas, os acessórios, como os
miniamps, fizessem tanto sucesso e tivessem uma acei-
25. Alaor e Alexandre Rangon, Snake - 26. Daniel Klajman, Tecniforte - 27. Seizi, luthier - 28. Carlinhos, Sound Maker
29. Raul del Trejo, Staner - 30. Fabio e Nicolau Taissun, Nenis - 31. Marco Bonucci, Caimbé - 32. Saulo Santos, Machine Amplificadores
33. Wilson Chimentão, Hayonic - 34. Rogério Raso, Santo Angelo - 35. José Carlos Macellaro e equipe Hinor
36. Rogério Rêgo, Habro - 37. Nenrod e Alexandre Seabra, Sonotec - 38. Silvio Tonelli, Prime Music
39. Saad, Turbo Percussion - 40. Carlos Capitão e Brena Capitão, Chrom
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Feira Expomusic 2010
tação tão incrível”, informou Jean Miran-
da, diretor-executivo da empresa. Quem
também utilizou o evento para voltar
ao mercado brasileiro foram os famosos
pianoselétricosRhodes,distribuídospela
MusicCompany.
Segundo expositores e lojistas ou-
vidos pela Música  Mercado, o único
ponto negativo da feira foi a mudança
de horário. “Abrir às 10h é ruim porque
EM VOLUME DE NEGOCIAÇÕES,
HOUVE AUMENTO EM RELAÇÃO
AO ANO PASSADO, CERCA DE 10%
41. Guillermo Di Stefano, Decomac - 42. Hélio Mestrello, Antera
43. Kely Correia e Roberto Guariglia, Contemporânea
44. Aldo Soares, AES - 45. Fábio Ribeiro, Leac’s Áudio
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104 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Feira Expomusic 2010
Mais informações
Mais informações
Expomusic: www.expomusic.com.br
Dean Markley: www.deanmarkley.com.br
Music Company: www.musiccompany.com.br
o lojista de fora quer fazer compras pela cidade na parte da ma-
nhã e o de São Paulo quer ir até a sua loja antes de vir à feira; isso
quando ambos não saem à noite e querem dormir um pouco mais.
Fechar às 19h também é ruim, tinha lojista chegando aqui nesse
horário”, disse um expositor, que não quer ser divulgado.
Em síntese, a Expomusic 2010 foi um sucesso, que espera incre-
mentar o faturamento da indústria em 30% e entrar 2011 com o
mercado aquecido. 
46. Décio Cavalheiri e Fioravante Cavalheiri, Stay - 47. Plinio Bicudo e José Roberto Mandro, Hot Sound
48. Jose Shaw e Gustavo Quaknine, LedWave - 49. Claudio Cáceres e filha, Cabos Golden - 50. Hermenegildo, Michael
51. Humberto Torigoe, Pioneer - 52. Miguel De Laet, Eagle - 53. Evandro Simões e equipe, Casio - 54. Marcio e Beto, Alba
55. Juliana, Basso Straps - 56. Celso Orenes, Star Lighting - 57. Luana Simon e Mari Konrad, Refinata - 58. Junior Guedes e Jean Miranda,
Dean Markley - 59. Sinésio Batista (Abemúsica), Anselmo Rampazzo (RMV) e Geraldo Alckmin (governador eleito / SP)
60. Marco Vignoli, Ney Nakamura, Geraldo Alckmin e Mirian Nakamura, Tagima - 61. Samuel Melo e Gilnei Roos, Violões Roos
62. Simone Storino, Izzo - 63. Kiko e Samuel, Studio R - 64. Maju (dir.), NIG/Rouxinol - 65. Richard Parente e Ivan Parente, American Brightness
w
D
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106 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Feira Expomusic 2010
Eventos Paralelos
Tagima Dream Team: Aconteceu nos dias 19 e 21 de setem-
bro a quinta edição do Tagima Dream Team, no Moinho Even-
tos, em São Paulo, SP. Cerca de 4 mil pessoas, entre lojistas
e consumidores finais, visitaram o espaço. Nesta edição dois
dias foram direcionados ao evento, um especialmente voltado
ao consumidor final e outro com a esperada rodada de negó-
cios. N. Zaganin, Bose, Memphis, Santo Angelo, Odery, Bends,
LL Audio, Solez, Groover, Monterey, Basso Straps, NCA e Orion
também participaram com estandes próprios.
Megafeirão Someco: Evento já tradicional, realizou sua séti-
ma edição entre os dias 22 e 25 de setembro, levando lojistas
ao showroom da empresa, em São Paulo, SP, para conferir
promoções especiais de produtos Peavey, SKP Pro Audio, No-
vik, Neo B52 e Crest Audio, marcas distribuídas pela empresa.
Conferência Prime 2010: Realizada no dia 23 de setem-
bro, no Novotel, em São Paulo, SP, as cerca de cem pessoas,
entre colaboradores e lojistas, que compareceram puderam
conferir as novidades e falar diretamente com os executivos
internacionais da Meinl Cymbals, Uwe Becker e Juan Bérrios,
e Mike Bufton e Nigel Sins, da Premier Drums, marcas dis-
tribuídas pela Prime Music, e conhecer projetos e metas de
outras marcas da empresa — Regal Tip, Ahead e Prime. Após
a apresentação, pelo presidente Sylvio Tonelli, dos resultados
obtidos pela empresa, foram premiados os representantes
da Prime Music que obtiveram maior volume em vendas.
II Encontro de Negócios: Ocorrido entre os dias 11 e 24,
o evento reuniu Crafter, Adah, Attack, Condor, Krest Onerr
e Powerclick no Comfort Hotel no bairro de Santa Ifigênia
— tradicional centro de compras em áudio profissional —,
em São Paulo, SP. Dezenas de lojistas puderam conferir os
lançamentos das marcas e ainda ter condições especiais
em negociações.
Open House Phoenix: Entre os dias 21 e 24 de setem-
bro, a Phoenix Instrumentos Musicais realizou uma open
house em sua sede em São Paulo, SP. O objetivo era levar
lojistas para conhecer a empresa, apresentar suas novas
marcas, Phx, Serenna ou J. White e ainda alguns protóti-
pos de produtos que serão lançados em 2011.
66. Reinaldo Di Giorgio Jr., Di Giorgio - 67. Luiz Gustavo Muniz, Dimusica
68. Daniel Neves, Mike van der Logt e Juan Carlos Benavent - 69. Coimbra e Durval Rossetto, Free Sax
70. Fábio Luiz de Souza e equipe, Takto - 71. Marcio Firme, Speed Voice Amplifiers
72. José Luiz Peixe, Arubatá Instrumentos - 73. Paulo Masetti e Flavio Giannnini, Giannini - 74. Nalva, Dobsom
75. Miriam Matile e Antônio Mamed, Orion Cymbals - 76. Celso Taques e João Carlos Becrei, LeSon - 77. Alberto Batista Jr., Deval
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108 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Feira Expomusic 2010
Em sua primeira edição, a Lighting Week Brasil, feira de ilu-
minação profissional realizada no Expo Barra Funda entre os
dias 21 e 24 de setembro, foi considerada um sucesso pelos
expositores e organizadores. Mônica Medina, coordenadora
da Abrip (Associação Brasileira de Iluminação Profissional),
falou sobre a iniciativa: “A ideia surgiu a partir de profissio-
nais do setor que resolveram fazer um evento com foco em
iluminação, já que muitos expositores se queixavam do ex-
cesso de barulho de outras feiras”.
Os resultados obtidos superaram as expectativas por
focarem um público segmentado, de acordo com a coorde-
nadora: “Recebemos distribuidores, lojistas, revendas, um
público que consome para montar shows, eventos, teatros,
cinemas, enfim, que procura luz profissional”, completou.
Com estande duplo, a Gobos do Brasil estreou no mer-
cado de áudio profissional durante a Lighting Week 2010. A
fabricante de iluminação está trazendo para o país a K-array,
marca italiana de som profissional. A empresa também anun-
ciou a distribuição dos microfones Audix, companhia norte-
-americana que comemora 25 anos em 2010, e ainda o my-
Mix, mixer individual com 16 pistas e a B3, fabricante de caixas
de som que promete qualidade por um preço acessível.
Esteban Risso, diretor comercial da Gobos, comentou
sobre o evento: “A primeira edição da Lighting Week foi um
sucesso absurdo. No primeiro dia trouxe mais profissionais do
que podíamos imaginar. Somente compradores profissionais
vieram à feira e conseguimos fazer negócios de verdade, sem
problemas de diálogo com o cliente”.
LIGHTING WEEK BRASIL
Feira paralela de iluminação profissional acontece pela primeira vez
78. Rene Cortoppasse e Josefina Oliveira, Rômulo Garcia - 79. Albino Infantozzi, Marcos Tachikawa, Ricardo D’Apice e Alessandro Bisetto, Pearl
80. Eduardo, Odair e Cláudio, Oversound - 81. Luciano Dumont, AMI - 82. Mateus Andalécio, Moacir Ruivo e Felipe Zanin, Cleber Andalécio
e Ronaldo, Tiaflex - 83. Márcio Zaganin, N. Zaganin - 84. Anselmo Rampazzo, RMV - 85. Lucio Grossmann, Pride Music
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Feira Expomusic 2010
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 109
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Mais informações
Lighting Week Brasil
www.lwbr.com.br
Gobos do Brasil
www.gobos.com.br
1. Jurema, Juliana e Fernando, Artlux
2. Daniel Ridano, MA Lighting
3. Monica Medina, Abrip
4. Esteban Risso, Gobos do Brasil
5. Alexandre Berregas, Rockbit
6. Ernesto Claudino, Prolux
7. Fábio Araújo, Lemca
86. Alexandre Guedes, d UM Instrumentos - 87. Simone Rosa e Enrique Carlessi, Luen
88. Ocimar Ferreira, Meteoro - 89. Walter Inácio Silva, Steve McIntyre e Carlos Gallo, PennElcom
90. Juliana Schmidt e Fernanda Cerboncini, Telem - 91. Equipe Frahm - 92. Patricia Chalo e Lisa Bueno, JP Tech
93. Andreas Kisser e René Moura, Royal Music - 94. Eduardo Chatzoglou, Sparflex 95. Emil Casseb e Amauri Silva, Yamaha
96. Maurício Odery, Odery - 97. Antônio Carlos, Claudia Camargo e Flora Tonelli, Musical Express
98. Priscila Berquo e Celso Bento, Roland - 99. Vladimir, Paula Teixeira e Leo Gorgatti, Wolf
100. Ana Paula Ramos e Lima, JWL - 101. Roberto e Nelson Weingrill, Weril
102. Marco Caputo, Walter e Edson Campanudo, Borne - 103. Samoel Cichoki, Vector
104. Everton Tosta, Boquilhas Everton - 105. Zé Luis, Meteoro, e Hercules Santos, Hurricane  Morris
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110 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Pré-feira Namm Show 2011
Encontro obrigatório
e primeira escala do
ano para a indústria,
o Namm Show
enfrenta o desafio de
arrumar as contas
domésticas e consolidar
novos mercados,
principalmente os da
América Latina
Como já é tradição, o primeiro grande showroom
do ano da indústria de instrumentos musicais
e áudio será o Namm Show 2011, de 13 a 16 de
janeiro, no Anaheim Convention Center, em Anaheim,
Califórnia, Estados Unidos.
Com número de participantes em crescimento cons-
tante — por volta de 90 mil visitantes (oriundos de mais
de cem países na última edição) e mais de 1.500 exposi-
tores —, é a vitrine ideal para o lançamento de produtos,
posicionamento de marcas, atualização para tendências
do mercado e centro de negócios para abastecer as lojas
de varejo do mundo inteiro.
Serão mais de 1.500 expositores
e cerca de 90 mil visitantes em 2011
Dados vitais
Informações de uma pesquisa feita pelos organizadores
— a National Association of Music Merchants (Namm) —
revelam que mais de dois terços dos entrevistados acredi-
tam firmemente que esta exibição aumenta o nível de co-
nhecimento de sua marca ou companhia. Sessenta e três
por cento também acreditam que o Namm Show permite
a ampliação ou retenção de sua participação no mercado,
e 86% dos participantes aproveitam as reuniões pessoais
dafeiraparaconhecernovosprodutos,descobrirouafinar
as preferências dos fornecedores para compras futuras.
Outrarevelaçãofoiadequepoucomaisde60%disseram
O show
está
chegandochegando
O showO show
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Pré-feira Namm Show 2011
63% ACREDITAM
QUE O NAMM
PERMITE A
AMPLIAÇÃO OU
RETENÇÃO DA SUA
PARTICIPAÇÃO
NO MERCADO
Namm Show 2011Namm Show 2011
Data: 13 a 16 de janeiro
Onde: Anaheim Convention Center,
em Anaheim, Califórnia - EUA
www.namm.org
www.nammfoundation.org
estar de acordo com o fato de que não é
preciso fazer tantas chamadas poste-
riores para finalizar a vendas depois do
contatonafeira—calcula-sequeocusto
porcontatocomumclientepotencialnas
feiraséde96dólares;jáocontatofeitopor
operação tradicional, fora desse âmbito,
requer investimento médio de 1.039 dó-
lares. Para finalizar, o custo para fechar
uma negociação com um contato reali-
zado no evento é de aproximadamente
2.307 dólares, 800 dólares menos do que
quandoéfeitoforadafeira!
Hot Zone
Com o propósito de ajudar as empresas
a saírem fortalecidas da crise e com ca-
pacidade de aproveitar as oportunida-
des oferecidas pelos novos mercados, o
Namm Show 2011 oferecerá a renovada
Hot Zone (Hands-On Training). Nesse
espaço, vários membros da organiza-
ção trocarão ideias e pontos de vista
para repensar, reconstruir e planejar o
futuro da indústria.
Esse fórum tem como objetivo ana-
lisar os desafios atuais, desenvolvendo
soluções na medida, especialmente para
profissionaisdeáudio,gravaçãoesomao
vivo,alémdaindústriadailuminação.
Mais de 15 sócios da indústria, entre
editoras, organizações e associações, ofe-
recerão programas de formação, semi-
nários e possibilidades de trabalho em
equipe, com um sistema de guia custom
parafortalecerabasedeconhecimentos.
Shows ao vivo
Como parte da exibição não faltarão
apresentações de endorsees de diferen-
tes marcas, além de demonstrações de
produtos, realizadas pelas estrelas de
primeiro nível do mundo da música.
As empresas de áudio profissional e
iluminação também têm seus espaços
reservados para as demonstrações das
últimas novidades tecnológicas para pal-
coselugaresfixos.
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112 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mercado Namm Global Report
No âmbito da economia, o chamado
Primeiro Mundo contaminou o
Terceiro Mundo com poucas coisas
piores que essa recessão, expondo
a fragilidade e a vulnerabilidade do
sistema financeiro global
Por Carlos Martín
Osnúmeros
dorelatório
anualdaNamm
Acrise que explodiu no final de 2008 e até hoje tem
consequências lesionou gravemente vários mer-
cados segmentados, incluindo o da produção de
instrumentos musicais e produtos de áudio profissional.
Apesar disso, foi e é uma oportunidade para as empresas
do nosso mercado colocarem em prática suas estraté-
gias de recuperação. Acompanhe alguns dados da pes-
quisa anual realizada pela Namm (National Association
of Music Merchants) e leia uma análise segura sobre os
mercados estadunidense, brasileiro e chinês. O relatório
completo, Namm Global Report 2010, é dis-
ponibilizado apenas aos associados
da organização, e conta com mais
de 190 páginas sobre análises
de diversos países — além dos
já citados, Reino Unido, Ale-
manha, Japão e outros.
mm51_mercado.indd 112 03/11/2010 20:51:18
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 113
Mercado Namm Global Report
Estados Unidos:
ainda em recuperação
Geralmente, a venda de produtos musicais é afetada
pela música da moda, a evolução da tecnologia e as
tendências sociais, mas em 2009 todos esses fatores
foram superados por uma crise econômica surpre-
endente e feroz que criou uma queda nas vendas sem
precedentes, de 17,2% em comparação a 2008. Essa
recessão não foi só ampla, mas profunda, reduzindo
as vendas de todo tipo de produto. Apesar de todo
o otimismo visto na Summer Namm 2010 (ocorrida
entre 18 e 20 junho deste ano nos Estados Unidos),
muitas pessoas apostam em uma longa e demorada
recuperação econômica do país. É um prognóstico
totalmente realista ao considerar a queda de 2,4% do
PIB americano e o aumento de 9,3% no desemprego,
ambos os números sem precedentes.
Com dúvidas sobre a estabilidade de empregos e
as perspectivas de remuneração, e ainda com o mer-
cado de imóveis em queda, os consumidores esta-
dunidenses cortaram drasticamente os seus gastos
em 2009, comportamento ampliado com a redução
de crédito. O impacto negativo foi muito forte. O
país, responsável por 40,48% do mercado mundial
de instrumentos musicais, já tinha problemas des-
de 2006. O maior déficit ficou nas vendas de pianos
eletrônicos (–46,26%). Já o setor menos afetado foi
o dos gravadores multipistas (–3,7%). Entre os dois
segmentos com mais vendas, os mais prejudicados
foram aparelhos para som profissional (–20,2%) e
instrumentos com trastes (–18,6%).
Alémdeafetarovalortotaldeconsumodesteano,
a recessão mudou o tipo de consumo. Por causa dos
baixos custos de importação de produtos chineses,
essaúltimadécadaviuumaquedagradualnospreços
de equipamentos musicais e de sonorização.
Em 2009, a resistência dos consumidores em com-
prar produtos caros foi notável. Isso fez com que o
preço desses produtos aumentasse ainda mais e uma
das estratégias adotadas pelos fabricantes para gerar
a venda foi o incremento tecnológico dos produtos de
valor menor, ação conhecida como trading down.
O mercado de instrumentos musicais e sonoriza-
ção teve uma área de crescimento: o grande volume de
modelos diferentes disponíveis no mercado.
Em todas as categorias de produtos, os fabrican-
tes aumentaram as opções com o objetivo de satisfa-
zer a demanda específica do consumidor. Por exem-
Números do Brasil
Total de importações: Sofreu aumento de 1,09% entre
2008 (US$ 90 milhões) e 2009 (US$ 91 milhões).
Instrumentos de cordas com arco: Em 2008 as im-
portações chegaram a US$ 1,3 milhão, sofrendo queda de
7,69% em 2009, arrecadação de US$ 1,2 milhão.
Instrumentos de sopro: Teve aumento de 20% nas im-
portações em 2009, indo de US$ 8,4 milhões obtidos em
2008 para US$ 10,5 milhões.
Percussão: Em 2009 a entrada de artigos de percussão al-
cançou US$ 5,5 milhões, valor inferior aos US$ 6,9 milhões
atingidos no ano anterior, representando queda de 20,28%.
Sintetizadores: A importação de sintetizadores foi
28,57% menor em 2009 (cerca de US$ 3 milhões) em
comparação ao ano anterior, quando os equipamentos
foram responsáveis por US$ 4,2 milhões.
Guitarras e baixos: Em 2009 guitarras e contrabaixos
elétricos foram 15,96% mais procurados em 2009, indo de
US$ 10 milhões, em 2008, para US$ 11,9 milhões.
Instrumentos de corda: Em 2008, esses instrumen-
tos registraram importação de US$ 3 milhões, caindo
para US$ 2,7 milhões em 2009, representando diminui-
ção de 10%.
O GOVERNO BRASILEIRO
IMPLANTOU A EDUCAÇÃO
MUSICAL NAS ESCOLAS,
COM PERSPECTIVA DE
AUMENTO DE 51% NAS
VENDAS DE INSTRUMENTOS
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114 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
Mercado Namm Global Report
Namm Global Report 2010
Namm Global Report 2010
A versão completa do relatório anual da organização
está disponível apenas aos associados.
São mais de 190 páginas de análises do setor em
diversos países. Para mais informações, acesse:
www.namm.org (em inglês)
China: fortalecimento
do mercado interno
Em 2009 o governo chinês implementou uma série
de medidas para lidar com a crise econômica mun-
dial, entre elas uma política monetária flexível. O
total de vendas no varejo de produtos gerais atin-
giu 12,53 trilhões de yuans, aumento de 15,5% em
relação ao ano anterior.
O PIB alcançou 33,54 trilhões de yuans, aumento
de 8,7%, enquanto o volume de negócios para impor-
tações e exportações diminuiu em 13,9% — equiva-
lente a US$ 221 trilhões.
O total de exportação chegou a US$ 120 trilhões,
sofrendo queda de 16%, e o de importação alcançou
US$ 1 trilhão, diminuição de 11,2%.
Por conta das restrições encontradas nos mer-
cados europeu e norte-americano, a exportação de
instrumentos musicais da China caiu consideravel-
mente. No entanto, o mercado interno do setor per-
maneceu forte. De acordo com o National Bureau of
Statistics da China, o total de receita de empresas de
instrumentos do país (com faturamento anual supe-
rior a 5 milhões de yuans) alcançou a marca de 17,44
bilhões de yuans, aumento de 3,9% em relação a 2008.
Apesar dos obstáculos, as exportações chinesas para
Japão, Alemanha e Indonésia aumentaram em 7,3%,
9,7% e 6,1%, respectivamente. 
plo, o mercado de violões e guitarras eletroacústicas
teve um aumento na variedade de madeiras usadas
na fabricação, além de diferentes combinações de
captadores e pré-amplificadores. No caso de instru-
mentos de percussão, observaram-se maiores opções
no tamanho dos tambores e acabamentos. Já para o
mercado de software de gravação, aumentaram os
modelos diferentes de interfaces de áudio.
Com o crescimento de opções de produtos, é mais
complicado para qualquer instrumento musical re-
verter a tendência global negativa, em que também
não houve produtos com grande sucesso de vendas.
Isso nos leva à conclusão de que o ritmo de inovação
tecnológica no mercado tem caído. Podemos dedu-
zir que a indústria tem deixado de crescer a passos
gigantes e agora o faz pouco a pouco e por meio de
pequenos aperfeiçoamentos. Esse processo pode pas-
sar despercebido, mas os resultados são similares: a
maneira como se faz música, se grava e se reproduz
continuará evoluindo e oferecendo ao consumidor
uma variedade de produtos sem precedentes.
Brasil: cereja do bolo
Com atraso do PBI de apenas 0,2%, desemprego em
7,4% e inflação de 4,2%, o gigante da América do Sul
mostra rápida recuperação. Durante vários anos, o
mercado de instrumentos musicais e áudio brasileiro
representava apenas 1,17% do total mundial, mas se-
gundo informações extraoficiais, essa porcentagem
pode ser bem maior. O crescimento recente de investi-
mentosinternacionaisnoPaístemváriosmotivos:eco-
nomia estável, riscos baixos, e a eleição do Brasil para
sediar a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
O governo brasileiro também implantou a edu-
cação musical nas escolas, e isso representa uma
perspectiva de aumento de 51% nas vendas de ins-
trumentos musicais nos próximos quatro anos.
Grande parte do aumento nas vendas de instrumen-
tos deve-se ao movimento originado pela educação
musical nas igrejas do País.
Outro resultado visível é a mudança nas margens
de lucro dos produtos importados. Com base nisso, as
empresas estrangeiras estão prestando maior aten-
ção a suas estratégias de mercado, distribuição de
produtos, presença da marca e market share (partici-
pação), além dos investimentos em novos sistemas de
venda. Veja os números completos da importação do
setor no Brasil no quadro da pág. XX.
FABRICANTES AUMENTARAM
AS OPÇÕES COM
O OBJETIVO DE SATISFAZER
A DEMANDA ESPECÍFICA
DO CONSUMIDOR
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20:51:24 mm51_completa.indd 115 04/11/2010 17:52:29
116 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
MENOR PESO, MESMA POTÊNCIA
A Hayonik se uniu à fabricante de alto-falantes Snake
para lançar a linha de PAs Hummer 508. O foco das duas
empresas para o desenvolvimento da nova linha foi a
diminuição do peso e tamanho das caixas, mantendo
grande potência. Segundo dados fornecidos pela empresa,
os PAs Hummer 508, com 500 W de potência RMS, pesam
13 kg, cerca de 40% menos que outros PAs.
O SOM APARECE, A CAIXA NÃO
As caixas são indicadas para grandes locais onde
seja necessária alta potência com um equipamento
que ocupe pouco espaço, isso graças às dimensões
dos PAs: 23 cm x 25 cm x 42 cm. Templos e galpões
de igrejas são as principais apostas da Hayonik
para a comercialização da nova linha Hummer 508.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Cor: Preta ou Branca
Frequência: 70 Hz a 20 kHz
Garantia: Parte eletrônica:
180 dias. Demais partes: 1 ano
Impedância: 8 ohms
Peso: 15 kg
Potência: 500 W rms
Revestimento:
Emborrachado, sistema fly,
proteção em tela de aço e
pintura eletrostática.
Onde encontrar
Onde encontrar
Hayonik
Tel.: (47) 3377-9800
www.hayonik.com
mm51_produtos_design.indd 116 03/11/2010 20:55:37
20:55:37 mm51_completa.indd 117 03/11/2010 22:41:10
118 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
ETELJ
SLIM 8000 VMC
Amplificador estéreo de 400 W
RMS por canal, 2 ohms. Possui um
microcontrolador que gerencia as
dez proteções fornecidas ao sistema
de som. Tem dois níveis de tensão
para oferecer melhor desempenho
nos graves e subgraves, além de
menor aquecimento. A alteração do
nível é feita automaticamente.
Contato: (17) 3624-4415
www.etelj.com.br
NUX
MIGHTY 30
Este amplificador
digital para guitarra
possui potência de 30
W RMS, alto-falante de
10”, equalizador vintage
de três bandas e afinador
incorporado. Entrada para
pedal, CD, MP3 e quatro presets.
Vem com display de LED e os efeitos
digitais: Chorus, Flanger, Phaser,
Tremolo, Delay e Reverb.
Contato: (11) 2451-8699 • www.deval.com.br/nux
HERCULES
DJ CONSOLE MK4
Indicado para DJs iniciantes, o DJ
Console MK4, da Hercules, possui
placa de som integrada e se conecta
ao PC ou Mac, via cabo USB, sem a
necessidade de adaptador de força. O
aparelho faz automatizações intuitivas,
sincronização das faixas apertando
somente um botão e loops automáticos
em uma, duas, quatro ou oito batidas.
Contato: (11) 3068-9009
www.jptech.com.br
EUPHONIX
MC CONTROL V2
Com sistema touchscreen LCD, permite o
controle de softwares de forma personalizada. A
superfície de controle traz oito faders motorizados
e sensíveis ao toque, 12 teclas de acesso rápido a
várias funções, oito knobs rotativos, roda de Jog/
Shuttle/Zoom e controles de transporte.
Contato: (19) 3741-4644 • www.quanta.com.br
ETELJ
HERCULES
DJ CONSOLE MK4
HERCULES
AVID
HD MADI
A interface dispõe de 64 canais de áudio em ambas
as direções e cabeamento que pode chegar até 2 km.
Integra-se a outros sistemas MIDI, como a Série 5 da
Euphonix e seus periféricos, sem a necessidade de
conversão graças ao SRC (Sample Rate Converter).
Contato: (19) 3741-4644 • www.quanta.com.br
mm51_produtos.indd 118 03/11/2010 20:56:58
WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 119
PRODUTOS
ODERY
MÁQUINA DE CHIMBAL H 903-PR
Possui sistema exclusivo e único
de rotação dos pés com ajuste
independente para cada pé,
facilitando o posicionamento
para pedal duplo e acessórios
percussivos. Traz também um
sistema que facilita a regulagem
dos pratos e uma âncora retrátil
nos pés, fixando a máquina em
superfícies não lisas.
Contato: (19) 3277-0306
www.odery.com.br
GRETSCH
BATERIA CATALINA CLUB BOSSA NOVA
Produzido em mahogany, o kit de bateria Catalina
Club Bossa Nova, da Gretsch, é uma homenagem à
música brasileira, mundialmente reconhecida. O kit é
formado por: bumbo de 18”, tom de 10”, surdo de 14” e
caixa de 14”x5”. Acompanha kit de ferragens Gibraltar.
Contato: (18) 3941-2022 • www.sonotec.com.br
CASIO
PIANO DIGITAL PRIVIA PX-3
Lançado em homenagem aos 30 anos da Casio, o PX-3 visa ser a
única fonte para as várias ferramentas necessárias em shows ao vivo.
Possui 250 timbres de alta performance com recursos de edição e
efeitos, design diferente e características de um piano acústico.
Contato: (11) 3115-0355 • www.casio.com.br
MORRIS
F-650
Violão folk elétrico com tampo em
madeira spruce, frente e traseira em
mahogany, escala em rosewood,
cordas D’Addario. Possui
equalizador de cinco bandas
com afinador Bill Lawrence.
Contato: (19) 3402-8954
www.blackimport.com.br
FBT
QUBE
O sistema Qube é baseado na
tecnologia Isophasic Plane Wave
Generator, que visa otimizar o
desempenho da linha de matriz
módulo, e está presente nas
caixas QSA210 (foto) e QS218,
nos amplificadores PA 360 e no
gerenciador de sistema SP26 e SP27.
Contato: (11) 2088-9919
www.hpl.com.br
GRETSCH
BATERIA CATALINA CLUB BOSSA NOVA
GRETSCH
CASIO
FBT
QUBE
FBT
MÁQUINA DE CHIMBAL H 903-PR
Possui sistema exclusivo e único
de rotação dos pés com ajuste
independente para cada pé,
facilitando o posicionamento
para pedal duplo e acessórios
percussivos. Traz também um
sistema que facilita a regulagem
dos pratos e uma âncora retrátil
nos pés, fixando a máquina em
MÁQUINA DE CHIMBAL H 903-PR
Possui sistema exclusivo e único
de rotação dos pés com ajuste
independente para cada pé,
facilitando o posicionamento
para pedal duplo e acessórios
percussivos. Traz também um
sistema que facilita a regulagem
dos pratos e uma âncora retrátil
nos pés, fixando a máquina em
MORRIS
F-650
Violão folk elétrico com tampo em
madeira spruce, frente e traseira em
mahogany, escala em rosewood,
cordas D’Addario. Possui
equalizador de cinco bandas
com afinador Bill Lawrence.
Contato: (19) 3402-8954
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120 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
PRODUTOS
STRINBERG
EGS267
O modelo conta com
dois captadores single e
um humbucker, tarraxas
die-cast pretas, com
escudo e ferragens da
mesma cor. Os captadores
foram customizados
exclusivamente para a
linha Strinberg.
Contato: (18) 3941-2022
www.sonotec.com.br
CONDOR
CN-247C
Com tampo em cedar canadense,
lateral, fundo e braço em
mahogany, escala em rosewood
e tarraxas Condor Classic
douradas com Buttons Black, o
violão de sete cordas é recém-
chegado à linha da empresa.
Contato: (61) 3629-9400
www.condormusic.com.br
LEXSEN
LWM KIT DE MICROFONES
Vem equipado com três microfones: o sem fio de mão,
com cápsula cardioide de alta qualidade, o de lapela e
o auricular. Possui saída independente por canal ou em
conjunto. O kit trabalha com frequência UHF de 800
KHz, proporcionando menos ruídos e interferências.
Contato: (11) 3032-5010 • www.proshows.com.br
CONTEMPORÂNEA
LINHA LATINA
A linha Latina é formada por
tumbadoras, bongôs, timbales e
guiros em três versões de séries:
Iniciante, Clássica e Profissional.
Aqui aparecem as tumbadoras,
encontradas no padrão de
madeira natural nas medidas de
10”, 11”, 11 ¾” e 12 ½”.
Contato: (11) 3399-6022
www.contemporaneamusical.com.br
WOLF
VIOLÃO DE AÇO ELETROACÚSTICO WSCF-420
O violão WSCF-420 já vem equipado com
pré-equalizador e afinador. Seu tampo é feito
de madeira spruce e o cavalete em rosewood.
O braço possui tensor regulável e o violão
está disponível nas cores Natural, Preto,
Sunburst e Satin.
Contato: (11) 3081-5756
www.wolfmusic.com.br
WOLF
VIOLÃO DE AÇO ELETROACÚSTICO WSCF-420
O violão WSCF-420 já vem equipado com
pré-equalizador e afinador. Seu tampo é feito
de madeira spruce e o cavalete em rosewood.
O braço possui tensor regulável e o violão
está disponível nas cores Natural, Preto,
Sunburst e Satin.
Contato: (11) 3081-5756
www.wolfmusic.com.br
WOLF
VIOLÃO DE AÇO ELETROACÚSTICO WSCF-420
O violão WSCF-420 já vem equipado com
pré-equalizador e afinador. Seu tampo é feito
de madeira spruce e o cavalete em rosewood.
O braço possui tensor regulável e o violão
está disponível nas cores Natural, Preto,
Sunburst e Satin.
Com tampo em cedar canadense,
mahogany, escala em rosewood
douradas com Buttons Black, o
violão de sete cordas é recém-
www.condormusic.com.br
Com tampo em cedar canadense,
mahogany, escala em rosewood
douradas com Buttons Black, o
tumbadoras, bongôs, timbales e
guiros em três versões de séries:
Iniciante, Clássica e Profissional.
madeira natural nas medidas de
STRINBERG
EGS267
O modelo conta com
dois captadores single e
um humbucker, tarraxas
die-cast pretas, com
escudo e ferragens da
mesma cor. Os captadores
foram customizados
exclusivamente para a
linha Strinberg.
Contato: (18) 3941-2022
www.sonotec.com.br
STRINBERG
EGS267
O modelo conta com
dois captadores single e
um humbucker, tarraxas
die-cast pretas, com
escudo e ferragens da
mesma cor. Os captadores
foram customizados
exclusivamente para a
linha Strinberg.
Contato: (18) 3941-2022
www.sonotec.com.br
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122 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
TESTE
Cordasdeaçocombastantebrilhoelongavida
Por Miguel De Laet*
Dean Markley
PhosBronzeXL-2062A
Anorte-americana Dean Markley começou
como uma pequena fábrica de encordoamen-
tosparaoferecerprodutosinovadoresedealto
padrão.Comotemposetornouumadasmaioresfabri-
cantes de cordas sem comprometer o seu ideal inicial.
OencordoamentoDeanMarkleyXL-2062Adeten-
são média, confeccionado em PhosBronze (ou bronze
fosforoso), composto de 92% de cobre e 8% de zinco,
com uma coloração viva, levemente avermelhada,
foi testado em um violão Gibson J-45. As dimensões
do jogo são as seguintes: 0.010 (1.E), 0.014 (2.B), 0.024
(3.G), 0.030 (4.D), 0.038 (5.A) e 0.048 (6.E).
É impossível ficar indiferente ao cuidado primoroso
queaempresatevecomaembalagemdoproduto.Além
deumvisualatraente,oprodutochegouhermeticamen-
te fechado com um plástico envolvendo a embalagem
em forma de caixinha, o que ajuda na sua conservação.
Destaque também para as cordas individualmente em-
baladasemenvelopesdepapel,oquefacilitaaorganiza-
çãonahoradatrocadoencordoamento.
Projeção do som
Sua sonoridade é bastante particular e logo se perce-
be pela alteração nas características timbrísticas do
instrumento. Com seus bordões consistentes e suas
primas com um cantar cristalino, o PhosBronze deu
mais corpo ao som do J-45 (que já possui um som gor-
do), o ataque se tornou mais incisivo e as frequências
médias e agudas ganharam maior destaque, sem pre-
judicar o equilíbrio. Mesmo com tantas mudanças no
comportamento sonoro, o grande destaque fica para
o brilho intenso e uma projeção maior, bastante sig-
nificativa, que o instrumento ganhou ao ser equipado
com o encordoamento.
mm51_teste.indd 122 03/11/2010 21:12:01
MODELO Phosbronze XL-2062A
FABRICANTE Dean Markley
INDICAÇÃO Para músicos profissionais
que se preocupam com a sonoridade
PRÓS Sonoridade, durabilidade e entonação
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SUSTENTAÇÃO
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VOLUME
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DEFINIÇÃO
Muito bom # # # #
DESEMPENHO GERAL
Excepcional # # # # #
Porfalaremprojeção,ofatodecon-
tarcomaterceiracordarevestidafoies-
sencial para garantir o bom equilíbrio
de volume entre as cordas. Ideal para
executar todo e qualquer estilo musi-
cal que necessite de um som potente e
explosivo. Indicado para trabalhos de
música ao vivo e até mesmo gravações,
equipandoinstrumentossolistas.
A durabilidade do encordoamento
é surpreendente: após o período de
amaciamento, manteve suas quali-
dades timbrísticas durante o período
de testes — cerca de um mês e meio
— com bastante gás. Sua entonação é
excepcional, tendo excelente estabili-
dade em toda a extensão da escala.
Quem não está acostumado a ins-
trumentos de aço pode se incomodar
com a aspereza no toque. De qualquer
forma, esta não é a única dificuldade
ligadaàtocabilidadedoencordoamen-
toe,poressarazão,oPhosBronzepode
não agradar iniciantes no universo do
aço. O encordoamento também pos-
FICHA TÉCNICA
sui uma tensão levemente mais pesa-
da comparada a encordoamentos de
bronze de mesmo calibre. É encordoa-
mentoparabluesman,comdedoscale-
jadospordarbendsemcordaspesadas
no Delta do Mississippi!
Conclusão
Voltado para quem se importa mais
com a qualidade sonora, procura um
encordoamento com bastante corpo e
nãotemmedoderasgarapontadosde-
dosnoaço.Seéoseucliente,esteencor-
doamentocertamenteiráagradar!
*Miguel De Laet é bacharel em música e pós-gra-
duando em Publicidade pela USP. No cenário ar-
tístico foi sideman, músico de estúdio e produtor
musical. É professor de violão na Faculdade Mo-
zarteum de São Paulo. Foi editor da revista Violão
PRO, compõe jingles e spots publicitários.
mm51_teste.indd 123 03/11/2010 21:12:03
¿Sabes cuál fue el amplificador utilizado en el corazón del MÁS IMPORTANTE
FESTIVAL DE MÚSICA ELECTRÓNICA DEL MUNDO, en Miami, EE.UU?
w w w . s t u d i o r . c o m . b r
En el más importante evento de música electrónica del mundo, los más respectados DJs del mundo reúnen multitudes en una gigante arena
para aprovechar el altísimo y buen sonido. No es necesario destacar la responsabilidad y competencia exigida de los amplificadores en un evento
de esta magnitud, especialmente con los infra-graves. ¡Además de eso, la empresa responsable por paete de los sistemas de infra-graves del
evento eligió los Studio R Serie X para estar en el escenario principal! ¡Entre todas las marcas del mundo reflexionadas para esta función, los
Studio R nuevamente han sido los escogidos! Apenas 5 Studio R X12 conectado a la cuarta vía del sistema, fueron suficientes para sacudir a
la arena colmada de gente, con más de 70000 personas en 2 días de fiesta. En un evento como este, solo existe lugar para los mejores.
Los SÉRIE X STUDIO R!
l á i d ú i l ó i d l d l á DJs del mundo reúnen multltltltl iiiiititititudes en una gigante arena
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Damping factor 2.000 - Control muy preciso de los parlantes;
Sistema completo de protección - Los más eficientes disponibles;
Doble Opto-Limitador Inteligente - Sin distorsión o ruptura de parlantes;
Exclusivo Linear-Bass - Protege contra cargas reactivas. Funcionamiento
continuo, hasta con música electrónica y eventos de larga duración.
Studio R X12 - 11000 w RMS continuos EIA RS-490
Fuente com eficiencia 95% - Baijíssimo consumo de energía;
Soporte a cargas de hasta 1,5ohm - Desempeño total con 8 parlantes;
THD+N típica de 0,008% - Altísima fidelidad y bajísima distorsión;
No power compression - Full continuous sinusoidal power - 11000 w.
No voltage drops! Mush less dinamic distortion or second harmonics.
mm51_completa.indd 124 04/11/2010 13:24:32
NTE
ena
nto
del
los
ir a
res.
ena
submete suas potências aos implacáveis testes de qualidade
e aferição de segurança e conformidade no IPT e no INPE?
Qual outro fabricante
Todo fabricante gosta de dizer que seu produto é o melhor, mais seguro e
bem especificado, mas só o IPT - Instituto de Pesquisas
Tecnológicas e o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais são os orgãos competentes para testar e assegurar a
adequação de produtos frente às normas internacionais de
segurançaequalidade.OsStudioRpassampelocrivodestas
entidades para aferir sua qualidade, resistência e segurança
em termos de isolação, emissão e muito mais segundo as
mais severas normas internacionais. É o único fabricante
nacional de potências que teve a confiança compromisso e
seriedadedesesubmeterátaisprovas.Easoutrasmarcas?
Investimento pesado na segurança do
consumidor, respeito aos seus direitos
e seriedade na especificação
dos seus produtos.
de amps na história do áudio nacional é
reconhecida no mundo a ponto de ser
a escolha dos americanos para o melhor
evento de música eletrônica dos EUA?
seus produtos por até 5 anos, com base em
décadasdesucessoeaprovaçãonaestrada?
Queoutramarca
Na terra do Tio Sam, perante todas as mais conceituadas marcas
internacionais e dentro de um orçamento ilimitado para atender às
exigências dos maiores DJs do mundo, foram os brasileiríssimos
StudioRvencedoresdostestescomparativospararealizarafaçanha
de alimentar os subs do palco principal do megaevento ocorrido em
Miami. Lá não basta ser bom, tem que ser o melhor! E quando um
americano prefere um brasileiro, é porque tem muito mérito.
Muitosetentaeespecula, masadificuldadevaimuitoalémdoscomponentesedoquepodesersimplesmentecopiado:
Quemmaisgarante
5ATÉ 5 ANOS
DEGARANTIA
Nenhumaequipelançoutantosprojetosdesucessoemamplificaçãoaolongo
mais de 40 anos. Equipamentos legendários como Gradiente A1, Micrologic
M1000, Nashville NA-2200, BX Heavy Duty e muitos outros tem nosso
know-howemseuDNA.Qualidadeeresistênciaquedesafiamotempo.
Que a Studio R produz sob encomenda
os amps especiais para laboratórios de testes
dosmaioresfabricantesdefalantesnacionais?
Nenhuma outra marca nacional atinge em sua linha de amplificadores potências mais altas que a de alguns modelos
Studio R. Por conta deste diferencial tecnológico, alguns dos principais fabricantes de falantes do país utilizam em seus
laboratóriosdetestesdequalidadeedesempenhodosfalantes,projetosespeciaisdaStudioR.Amarcafoiaprimeira
a lançar potências maiores que 10.000 watts no mercado já nos anos 90! Até hoje a maioria de seus
concorrentes nacionais não ultrapassa a marca dos 8.000 watts e outras só ultrapassam em projetos
bem mais recentes. Hoje a Studio R já chega na casa dos 22.000 watts enquanto outras
marcas tentam lançar produtos com cerca da metade desta potência.
Que a Studio R produz sob encomenda
os amps especiais para laboratórios de testes
dosmaioresfabricantesdefalantesnacionais?
Vocêsabia?
Nenhuma outra marca nacional atinge em sua linha de amplificadores potências mais altas que a de alguns modelos
Studio R. Por conta deste diferencial tecnológico, alguns dos principais fabricantes de falantes do país utilizam em seus
laboratóriosdetestesdequalidadeedesempenhodosfalantes,projetosespeciaisdaStudioR.Amarcafoiaprimeira
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concorrentes nacionais não ultrapassa a marca dos 8.000 watts e outras só ultrapassam em projetos
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Não é a toa que até quem fabrica bons
alto-falantescontacomosStudioRpara
acriaçãoedesenvolvimentodosmesmos.
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clientesquenãosecontentam
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do setor, concedido hoje mediante pesquisa de mercado da Música e
MercadoedoseríssimoerenomadoinstitutodepesquisasDatafolha.
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arlantes;
namiento
ación.
Várias marcas gostam de se comparar
à Studio R, mas nenhuma no país
supera seus produtos e realizações
em amplificação de áudio. Por quê?Segredo?
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Curitiba, PR............................ 15 e 16 de abril
Gramado, RS........................ 13 e 14 de maio
Rio de Janeiro, RJ..................9 a 11 de junho
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Música  Mercado, que permite colaborações após avaliação do de-
partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os
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LL AUDIO .................................... 0800 014 19 18 • llaudio.com.br • 41
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130 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR
CINCO PERGUNTAS
Conheça deveres e direitos do empresário
ao empregar o vendedor temporário em sua loja
Como contratar
trabalhadorestemporários?
Final de ano é a época em que
as lojas mais procuram traba-
lhadores temporários, já que
o fluxo de clientes aumenta consi-
deravelmente. No entanto, existem
algumas ressalvas para esse tipo de
contratação, como o fato de, embora
não haver registro em carteira, se fa-
zer necessário redigir um comentá-
rio na parte de Anotações Gerais da
Carteira de Trabalho do empregado
comprovando o contrato, que deve ter
no máximo três meses. Para dar mais
dicasaoslojistassobrecomoproceder
nesses casos, a MM conversou com
o advogado trabalhista Paulo Sérgio
João, sócio do escritório Paulo Sérgio
João Advogados, que indica primeiro
a contratação de uma empresa espe-
cializada em oferecer mão de obra
temporária para se evitar qualquer
problema advindo do não cumpri-
mento de normas específicas para
esse modelo de contratação. Leia de-
talhes na entrevista a seguir.
Legalmente, quais os direitos do tra-
balhador temporário que o empresá-
rio deve ter em conta ao contratá-lo?
Primeiro creio que o empresário deve
se utilizar de empresas especializadas
e autorizadas pelo Ministério do Tra-
balho a atuar no segmento de presta-
ção de serviços. O trabalhador tempo-
rário, de acordo com a lei 6019/74, tem
os seguintes direitos: salário corres-
pondente à categoria em que está in-
serido; 13º salário proporcional; férias
proporcionais acrescidas de 1
/3; fundo
de garantia do tempo de serviço, além
de horas extras, quando for o caso.
Quais são os deveres do empre-
sário em relação ao trabalhador
temporário?
Oempresárioterádeveresquantoàma-
nutenção de ambiente de trabalho
saudávelerespeitosorela-
tivoaoexercício
da atividade do trabalhador. Também
deverá pagar à empresa fornecedora de
mão de obra os valores apresentados e
seassegurardequeostrabalhadoreste-
nhamseusdireitosrespeitados.
Para as vendas de final de ano qual
é período ideal em que o varejista
deve contratar os temporários?
O momento ideal é aquele em que a
empresa tomadora perceber o acrés-
cimo de serviço que justifique a con-
tratação. Portanto, depende da loja e
dos preparativos para o atendimento
dos consumidores.
Casoumadaspartesquebreocontra-
to, o que pode ocorrer legalmente?
Em relação ao trabalhador que está
em execução de trabalho temporário,
o contrato pode ser rompido a qual-
quertempo,mediantepagamentodos
direitos até a data em que permane-
ceu em serviço.
Como o empresário varejista pode
se prevenir contra processos traba-
lhistas advindos de ex-funcionários
temporários?
Oempresárioqueseutilizardomodelo
de trabalho temporário deverá se pre-
venir contratando empresas idôneas
nofornecimentodemãodeobraecon-
trolar o cumprimento de obrigações
trabalhistas decorrentes da prestação
de serviços, exigindo da fornecedora
a comprovação de liquidação de tais
obrigações, inclusive as fiscais. 
Paulo Sérgio João, advogado:
“Previna-se contratando empresas idôneas”
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Música & Mercado Brasil - 51

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    INFORMAÇÃO PARA OMERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOSINFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOSINFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOSINFORMAÇÃO PARA O MERCADO DE ÁUDIO, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR | NOVEMBRO | DEZEMBRO DE 2010 | Nº 51 | ANO 9WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR | NOVEMBRO | DEZEMBRO DE 2010 | Nº 51 | ANO 9 110ANOSDEGIANNINI|NOVEMBROEDEZEMBRO2010|Nº51MÚSICA&MERCADO DO ESTOQUE À EQUIPE 10 Dicas estratégicas para pequenas e médias empresas PÁG. 78 PASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOSPASSE ESTA REVISTA PARA SEUS FUNCIONÁRIOS GERENTE COMPRADOR VENDEDOR 1 VENDEDOR 2 VENDEDOR 3 GESTÕES VENCEDORAS O segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-las PÁG. 82 110 ANOS DE GIANNINI MUITO MAIS QUE UM WORKSHOP Parceria Tagima/NIG leva educação e marketing para as lojas PÁG. 52 VENDA MAIS NA WEB OU FORA DELA Aprenda a usar as redes sociais e influencie o seu consumidor PÁG. 44 VOCÊ SABE NEGOCIAR? Faça o teste e confirme se o seu estilo garante o sucesso de uma transação comercial PÁG. 56 O segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-lasO segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-lasO segredo não está em criar estratégias, mas em implementá-las PÁG. 82 VOCÊ SABE NEGOCIAR? Faça o teste e confirme se o seu estilo garante o sucesso de uma transação comercial PÁG. 56 Nenhuma empresa no setor musical brasileiro tem mais história que a Giannini. A pergunta é: como serão os próximos anos da empresa? PÁG. 60 HOHNER Por dentro da fábrica da gigante alem ã PÁG. 48HOHNER HOHNER Por dentro da fábrica Por dentro da fábrica mm51_capa.indd 1 05/11/2010 18:07:16
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    Untitled-2 1 15/9/201012:31:30mm51_completa.indd 3 04/11/2010 18:40:38
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    Untitled-9 1.13–16.11ANAHEIM CONVENTION CENTER WWW.NAMM.ORG BUILDYOUR BRAND • CONNECT WITH YOUR BUYERS • START A BUZZ ABOUT YOUR PRODUCTS • MOVE YOUR BUSINESS FORWARD INVEST IN YOUR COMPANY’S SUCCESS • BE A PART OF THE MUSIC PRODUCTS INDUSTRY’S MOST IMPORTANT EVENT ANAHEIM CONVENTION CENTER WWW.NAMM.ORG ANAHEIM, CALIFORNIA 1.13–16.11JANUARY, THIRTEEN THRU SIXTEEN, 2011 CONSTRUA SUA MARCA • ENCONTRE SEUS COMPRADORES • ESTIMULE OS COMENTÁRIOS SOBRE SEUS PRODUTOS! • INVISTA NO SUCESSO DA SUA EMPRESA • PROMOVA SEUS NEGÓCIOS • PARTICIPE DO EVENTO MAIS IMPORTANTE DA INDÚSTRIA DE INSTRUMENTOS MUSICAIS NS11_adBrazil.indd 1 8/17/10 8:22:59 AMmm51_completa.indd 4 04/11/2010 18:40:51
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    Untitled-9 1 22/10/201017:16:37 1R G D SO S 8:22:59 AM mm51_completa.indd 5 04/11/2010 18:40:52
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    de 6 a9.4.2011 mission for music A Musikmesse em Frankfurt é o lugar para todos os profissionais da música ou que lidam com instrumentos musicais. Trata-se do maior evento internacional do setor, atraindo expositores, visitantes, estrelas e músicos de todo o mundo. Aqui você encontrará mais de 30.000 instrumentos musicais, novidades e produtos inovadores, da guitarra ao software para música digital e ao clássico instrumento de cordas. Mais informações em www.musikmesse.com 53948-004•MesseFFM•MM2011•ALLG.•„NAMM“•205x275mm/A•ISO-39CMYK•PDF/Mail•dk:15.010.2010nachträglicheAKDU:15.10.10BRASILIEN-port. mm51_completa.indd 12 04/11/2010 18:41:23
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    EMG_MM_Brazil_NewGen.pdf 1 11/16/096:13 PM mm51_completa.indd 24 04/11/2010 18:42:29
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    30 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR SUMÁRIO MATÉRIAS 44 MUNDODIGITAL44 MUNDO DIGITAL Aprenda e aumente suas vendas com a nanopublicidadeAprenda e aumente suas vendas com a nanopublicidade 48 INTERNACIONAL Diretor da Hohner fala dos próximos passos da centenária empresa alemã 52 MARKETING / PDV Exemplo de marketing e educação: conheça a ação da parceria entre NIG e Tagima em lojas de todo o Brasil 56 PDV Ganhar ou perder? Os segredos para negociar bem; por Luiz Sacoman 72 MARKETING E NEGÓCIOS SWU: o evento que sintetizou 2010; por Alessandro Saade 74 EMPRESA As novidades da AMI Áudio 78 PEQUENAS E MÉDIAS 10 cuidados essenciais para o seu ponto de venda 80 NEGÓCIO DE VAREJO O bom atendimento e a fidelização dos clientes; por Neno Andrade 82 ESTRATÉGIA Os segredos para uma gestão bem-sucedida 86 ESPECIAL Como preparar a sua loja para receber portadores de deficiência 90 TECNOLOGIA MUSICAL Mudanças no mercado e os reflexos para o lojista; por Joey Gross Brown 100 EXPOMUSIC Presença de estrangeiros confirma crescimento do mercado nacionalPresença de estrangeiros confirma crescimento do mercado nacional 110 PRÉ-NAMM O show está chegando 112 PESQUISA DE MERCADO Os números do setor pelo relatório anual da Namm 126 SERVIÇOS Dicas, sugestões e notícias rápidas de seu interesse SEÇÕES 32 EDITORIAL Do que consiste um mercado? 34 ÚLTIMAS As novidades do mercado musical pós-Expomusic 42 ENQUETE Empresas dão dicas para a longevidade nos negócios 92 LOJISTA Vídeo Som Instrumentos Musicais e Music Point/AL 96 VIDA DE LOJISTA Classic Music/RS 116 INOVAÇÃO Linha Hummer: o som aparece, a caixa não 118 PRODUTOS Tradição e tecnologia fazem o mercado 122 TESTE Cordas Dean Markley PhosBronze XL-2062A 128 CONTATOS Nossos anunciantes você encontra aqui 130 CINCO PERGUNTAS Como contratar trabalhadores temporários Errata Na ed. 50 da M&M, seção Últimas, pág. 37, nota Phonic, a Equipo é a distribuidora oficial no Brasil. Na pág. 76, matéria de capa, produto Ibanez, a Linha Prestige oferece três modelos de braços diferentes e não de guitarras como publicado. Na mesma matéria, pág. 71, nota Phonic, o produto não está disponível na distribuidora. Na pág. 80, nota Casio, a foto é a do teclado WK-7500 e não do Piano Privia PX-130. SUMÁRIO 60 CAPA Depois de fazer 110 anos, Giannini revela novas estratégias e conta o que espera do futuro de nosso mercado mm51_indice.indd 30 04/11/2010 17:58:32
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    DO QUE SECONSTITUI UM MERCADO? Estou recém-chegado do Japão, onde fui ter uma reunião com a diretoria da Casio. Levei essa questãoatodoscomquemconversei.Ouvimuitasrespostasboas,mas a mais simples me inspirou: “O mercado é composto de seu sonho, or- ganização,capacidadedetrabalhoedoambienteemquevocêvive”. VOCÊ SONHA COM O QUÊ? Com uma loja maior, mais clientes, vender aquela determinada marca? Música & Mercado sonha com o lado poético de tudo isso. Sabemos que se estimularmos vocês, lojis- tas, a venderem mais e melhor, haverá mais pessoas tocando instru- mentos e mais música no Brasil. É a nossa contribuição para a arte. DEVAGARZINHO FOMOS CRESCENDO TAMBÉM NA AMÉRICA LA- TINA E ESPANHA, com igual raciocínio. Para mim, sem poesia não há salvação, o dia a dia é duro. Sabendo disso, preparamos a edição de fim de ano repleta de informações relevantes. A GIANNINI É O DESTAQUE. A empresa promete lançar uma gama de produtos em 2011 e reforçou seu marketing para atingir novos consumidores. São 110 anos de história e, por que não dizer?, de so- brevivência, atravessando um século e suas complexidades, como duas guerras mundiais. Não foi fácil, mas é a única empresa nacio- nal com esse tempo de mercado. Agora ela se prepara para o futuro e conta todas as novidades para você. BOA LEITURA, E VAMOS PARA 2011 COM SONHO, organização e trabalhoparafazerdonossosegmentoummercadocadavezmelhor.trabalhoparafazerdonossosegmentoummercadocadavezmelhor. DANIEL NEVESDANIEL NEVES *Fernando Pessoa (1888-1935), um dos mais importantes poetas e escritores portugueses.*Fernando Pessoa (1888-1935), um dos mais importantes poetas e escritores portugueses. 32 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Doqueseconstituiummercado? “Somos do tamanho de nossos sonhos.” — Fernando Pessoa* DANIEL NEVES Editor / Diretor Daniel A. Neves S. Lima Diretora de Comunicação Ana Carolina Coutinho - MTB: 52.423 Coordenadores de Comunicação Itamar Dantas Juliana Cruz Gerente Comercial Brasil Eduarda Lopes Assistente Comercial Renata Galdino Relações Internacionais Nancy Bento Roberta Begliomini Padovan Administrativo Carla Anne Financeiro Leila Sousa Direção de Arte Dawis Roos Revisão de Texto Hebe Ester Lucas Feiras e Eventos Rodrigo Gagliardi Assinaturas Barbara Tavares assinaturas@musicaemercado.com.br Colaboradores Alessandro Saade, Ivan Postigo, Joey Gross Brown, Luiz Sacoman, Miguel De Laet e Neno Andrade Música & Mercado® Caixa Postal: 2162 – CEP 04602-970 São Paulo – SP. Todos os direitos reservados. Autorizada a reprodução com a citação da Música & Mercado, edição e autor. Música & Mercado não é responsável pelo conteúdo e serviços prestados nos anúncios publicados. Publicidade Anuncie na Música & Mercado comercial@musicaemercado.com.br Tel./fax.: (11) 3567-3022 www.musicaemercado.com.br E-mail: ajuda@musicaemercado.com.br M&M no Orkut: http://tr.im/ydf6 Twitter: twitter.com/musicaemercado Parcerias Associados EXPEDIENTE Frankfurt • China mm51_editorial.indd 32 03/11/2010 19:19:52
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    34 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Endorsers News MariaGadu é Yamaha AcantoraecompositorapaulistanaMariaGaduago- ra é usuária de quatro violões da fabricante japonesa: CPX900, NCX900R, NTX900FM e SLG120NW. Embora o acordo tenha sido oficializado somen- te agora, a artista já utilizava um violão da Yamaha que ganhou de presente em uma apresentação em março de 2009. Segundo Gadu, o violão é como uma extensão de seu corpo: “Ele fica colado comigo qua- se que todos os dias”, declarou. Gibson & John Lennon AfábricadaGibson em Montana, EUA, está finalizando a produção de 70 violões Imagine, em homenagem aos 70 anos do ex-beatle John Lennon. Sete desses violões, praticamente exclusivos, foram des- tinados ao mercado brasileiro. Etelj Áudio promove No final de setembro, a Etelj Áudio e a loja Isound Som Profissional promoveram um evento para profissionais do setor. Em um coffee break realizado na própria Isound, no bairro de Santa Ifigênia, em São Paulo, foram apresentados os equipa- mentosEteljparaDJselocadoresdesom.Entreosprodutos,estavamoSlim8000, Slim 6000 e Slim 4000; além da linha Array, da DB Tecnologia Acústica. Embora o acordo tenha sido oficializado somen- Os grandes nomes da D’Addario AD’Addarioestáapostandoemno- mesconhecidosdamúsicainterna- cionalparadivulgaramarca.Entre osnovosendorseesestãoobaixista Tom Hamilton (foto), do Aerosmi- th,eMikeChlasciak,ex-guitarrista da banda de metal Testament. No segmento de música clássica, a marcaagregouosmúsicosPhilippe Bertaud, Ricardo Cobo e Eduardo Minozzi Costa. No Brasil, a marca é distribuída pela Musical Express. C. Ibañez investe em professores A fabricante de baquetas C.Ibañez convidou novos bateristas para o seu time. Os novos endorsees têm uma qualidade em comum: são todos professores da região Sul do País. Beto Lima, Cristiano Bertolucci, Marquinhos Fê e Vaney Bertotto são os novos repre- sentantes da marca. Investir em professores é uma boa estratégia, se for levado em consideração que os músicos podem indicar a C.Ibañez para seus alunos, ajudando na divulgação direta de seus produtos. Prime Music traz Thomas Lang ao Brasil O baterista austríaco Thomas Lang esteve no Brasil para realizar uma série de workshops da Meinl Cymbals, da qual é endorsee. produção de 70 violões Imagine, em No final de setembro, a Etelj Áudio e a loja Isound Som Profissional promoveram Etelj Áudio promove No final de setembro, a Etelj Áudio e a loja Isound Som Profissional promoveram ultimas51.indd 34 04/11/2010 18:01:33
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 35 Click: oque acontece nos sites do mercado Hayonik renova: fabricante de ca- bos, caixas e transformadores, a Hayonik está investindo forte na web. O novo site da empresa conta com quatro novas seções para agili- zar e facilitar a interação com mer- cado. http://www.hayonik.com. Tuitando: as marcas da Golden Guitar aderiram ao Twitter, rede so- cialondepostaminformaçõessobre produtos, endorsees e promoções. Parasegui-lasacesse:@eagle_music /@hofma_music/@golden_guitar. Hiperativa: a Santo Angelo está hi- perativa no Facebook e no YouTu- be. Tudo em prol de ganhar maior espaço na lembrança da marca pe- los consumidores. Djay: de blog novo, a Numark quer informar os DJs sobre suas ativi- dades. Acesse: http://www.numa- rkinbrazil.blogspot.com. Completinha: mineira, a Michael lançou recentemente seu novo site. Desde a feira Lighting Week Brasil 2010, ocorrida em setembro, a Gobos do Brasil passou a distribuir as mar- cas americanas Audix, fabricante de microfones para shows; a MyMix, desenvolvedora de gravadores mul- tipista com cartão de memória; e a italiana K-Array, fabricante de cai- xas para áudio profissional. Sobre a escolha das marcas, Esteban Risso, diretor comercial da Gobos, explica: “Somos apaixonados por áudio, por isso buscamos equipamentos que nós mesmos gostaríamos de ter”. GobosdoBrasilentranoáudio Completo e bem desenhado, com ele a empresa pretende suprir qual- quer demanda de comunicação que possa existir. Bem social: a SKP Pro Audio ade- riu às redes sociais. Em novembro, a SKP lançará seu novo portal. Wolf Music está de site novo: o novo portal da web da Wolf Music está mais limpo e fácil de usar, pos- sibilitando o acesso rápido a infor- mações buscadas por lojistas, como contatos de representantes e mar- cas comercializadas. Visite: www. wolfmusic.com.br. 9606 Untitled-8 1 25/10/2010 13:08:25 ultimas51.indd 35 04/11/2010 18:01:40
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    36 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Samurai Após cercade um ano entre nego- ciações e protótipos, as guitarras Seizi, do luthier Seizi (foto), foram apresentadas ao público durante a Expomusic 2010 no estande da Royal Music. Com previsão de lançamento dos produtos para o final do ano, a marca também será responsável pelo modelo Signature de Andreas Kisser, ainda em fase de concepção. A intenção do luthier é reunir carac- terísticasqueatendamatodasasne- cessidades de Kisser, conhecido por tocardemetalablues,passandopela MPB, com um único instrumento. Muitas são chamadas, poucas as escolhidas Algumas companhias internacionais estão atrás de empresas passíveis de aquisição no Brasil. Nunca Ma- naus e o interior paulista foram tão visitados. Music Group com novas instalações O Music Group, empresa que conglomera as marcas Behringer, Midas, Klark Teknik e Bugera, está inau- gurando novas instalações na China e se prepara para a expansão da Music Group City. A holding interligou quatro armazéns em um único local com um sistema de gerenciamento de todos os pedidos a fim de maxi- mizaraeficiênciadogrupoementregademercadorias quando a nova operação começar, em 2012. As marcas do grupo são distribuídas no Brasil pela ProShows. Em nota enviada à impren- sa, a Golden Instrumentos Musicais Ltda. anunciou que todos os produtos da marca Golden, antes produzidos no Brasil, passarão a ser constru- ídos na Ásia, onde já fabrica- vam os instrumentos Eagle. Apesar da desativação da fábrica brasileira, a com- panhia afirma não ter realizado corte de fun- cionários, mas sim o remanejamento deles para outros departa- mentos da empresa. Aposte na laranja Aumentando sua presença no mercado global, a Orange tem mirado na América Latina. “Estamos in- vestindo na marca”, explicou Carlos Cesar Medeiros, presidente da Condor Music, distribuidora no Brasil. Equipada A importadora Waldmann/ Equipo se articulou bas- tantenoúltimotrimestre de 2010. Recentemente adquiriu a marca Phonic para mixers e equipamentos de áudio e reafirmouparceriasantigas.Deacordocomopublicado no blog da distribuidora, a parceria prevê o lançamento deprodutosdesenvolvidosespecialmenteparaoPaís. Music Group com novas instalações O Music Group, empresa que conglomera as marcas Em nota enviada à impren- sa, a Golden Instrumentos Musicais Ltda. anunciou que todos os produtos da marca Golden, antes produzidos no Brasil, passarão a ser constru- ídos na Ásia, onde já fabrica- vam os instrumentos Eagle. Apesar da desativação da fábrica brasileira, a com- panhia afirma não ter realizado corte de fun- Em nota enviada à impren- sa, a Golden Instrumentos Musicais Ltda. anunciou que todos os produtos da marca Golden, antes produzidos no Brasil, passarão a ser constru- ídos na Ásia, onde já fabrica- vam os instrumentos Eagle. Apesar da desativação da Guitarras Golden passam a ser produzidas na China ultimas51.indd 36 04/11/2010 18:02:03
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 37 Harman doBrasil: meta de US$ 250 milhões Após a aquisição da brasileira Sele- nium,aHarmancomeçaaoperarno PaíssobonomeHarmandoBrasil.A fabricante internacional de áudio e soluções integradas anuncia que os equipamentosdaSeleniumjáfazempartedasuafamíliadeprodutosaolado demarcasconhecidas,comoaAKG,Infinity,JBL,LexiconeMarkLevinson. A princípio, a multinacional pretende investir US$ 100 milhões no mercado brasileiro para aumentar a capacidade de produção das fábricas em Nova Santa Rita (RS) e Manaus (AM), além de implantar um centro de Pesquisa e Desenvolvimento de produtos de alta tecnologia. AestratégiaadotadapelaHarmanprevêaindaaentradadenovosseg- mentos e lançamentos de produtos no País. Além dos artigos Selenium, a marca comercializará linhas de home theater, alto-falantes, acessórios para iPod e iPhone, entre outros. Rodrigo Kniest (foto), diretor-geral da Harman do Brasil, falou sobre a proposta da empresa: “Nossos produtos serão desenvolvidos em parceria com os centros de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) em todo o mundo e vendidos tanto no mercado doméstico como no mercado internacional”. Atualmente, a empresa tem receita anual em torno de US$ 55 milhões e projeta faturar cerca de US$ 250 milhões até 2015. equipamentosdaSeleniumjáfazempartedasuafamíliadeprodutosaolado Casio Música & Mercado recentemente esteve em Tóquio, em visita à sede da Casio, no Japão. WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 37 recentemente esteve em Tóquio, em visita à sede da Casio, no Japão. Feiras Music Show 2011 As feiras regionais Music Show já têm seu calendário de 2011 disponi- bilizado na internet. Acesse: www. musicaemercado.com.br. Piano Suzuki no programa Ídolos O piano acústico AG-600 da Suzuki tevedestaqueduranteoprogramaÍdo- los,daTVRecord,noepisódiododia24 de agosto. O instrumento foi utilizado na apresentação da cantora Nise, con- siderada uma das mais fortes concor- rentes do reality show musical. Assista emhttp://tinyurl.com/2bbowvm. 9608VA Untitled-8 1 25/10/2010 13:13:13 ultimas51.indd 37 04/11/2010 18:02:09
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    38 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Marcelo Rossi,gerente de marke- ting da Tagima, anunciou que no próximo ano o Tagima Dream Team vai ocorrer em outro local — há dois anos o evento se reali- za no espaço Moinho Eventos, em São Paulo, SP. “Escolhemos o local Roland realiza campeonato Loop Station Boss Realizada em 20 de outubro, no Tom Jazz, em São Paulo, SP, a final do Campeonato Loop Stations Boss ele- geu o multi-instrumentista Gabriel Torres, conhecido como Seu Zeba, como o vencedor. Ele utilizou pedais de efeito escaleta e a própria voz para sua composição, produzida através de um RC-50 Loop Station, da Boss. Além de levar para casa 3 mil reais em produtos Boss, Seu Zeba representará o Brasil na final mun- dial do concurso, em Los Angeles, EUA, em janeiro de 2011. No júri marcaram presença o baixista Cel- so Pixinga, Fernandinho Beatbox, a DJ Lisa Bueno, o especialista de produtos da Boss Pedro Lobão e o produtor musical Silveira. Cada um é diferente Empresas internacionais têm bus- cado representantes que consigam tratar suas marcas com ações exclu- sivas e que desenvolvam a lembrança da marca, não somente o ‘compra e venda’. Não querem mais ‘babás’, mas ‘mães de verdade’ em cada país. Oportunidade na Di Giorgio A fábrica finalmente aderiu aos vio- lões com cordas de aço. Tradicional e respeitada, mas afastada dessa linha de instrumentos, a empresa utilizou sua expertise para a encomenda dos novos modelos na China. A empresa também tem trabalhado um reposi- cionamento de preço. In love Jun Hosokawa, gerente de vendas da Hoshino Gakki, empresa proprietá- ria das marcas Tama e Ibanez, veio ao Brasil no início de outubro. A vi- sita celebra 20 anos da distribuidora Waldmanne12anosdeparceriacom as marcas. “Quis parabenizar pesso- almente todo o time da Equipo que, há mais de 12 anos, cuida tão bem de nossas marcas”, explicou Hosokawa. Fritz Dobbert é pauta do DCI No dia 1º de setembro, o jornal DCI (Diário do Comércio, Indústria e Ser- viços) publicou texto sobre a sexage- náriaFritzDobbert.Amatériamostra como a empresa continua faturando cerca de R$ 15 milhões anuais e tem previsão de crescimento de 5% para 2011, apesar da onda tecnológica. Paraleramatériadojornalnaíntegra, acesse: http://tiny.cc/Fritzdci. [Moinho]pelapossibilidadedeam- pliar a feira e por sua peculiarida- de, em estilo bem rústico, mas com estrutura funcional e bem apare- lhada. Mas ano que vem vamos para uma nova etapa em outra lo- cação”, explica Rossi. Tagima Dream Team 2011: novidades Só legal A Pride Music tem trabalhado para alertar os consumidores de suas marcas sobre a importância de ad- quirir produtos comprados em re- vendedores autorizados. produtor musical Silveira.produtor musical Silveira. ultimas51.indd 38 04/11/2010 18:02:21
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 39 Suportes diferentes Buscandoatingir um público apreciador de designs diferentes, a Grip Studios tem investido na customi- zação de suportes para guitarras, violões e contrabai- xos.AindasemdistribuiçãonoBrasil,ossuportesimi- tam mãos de caveiras e monstros e prometem manter o instrumento em segurança. Para mais informações, acesse o site www.guitargrip.com. Quanta traz nova linha da Avid A Avid lança sua nova linha de interfaces Mbox, formada pela Mbox Mini, Mbox e Mbox Pro, todas com design diferenciado em relação aos seus demais produtos. A Mbox Mini possui taxa de amostragem 48 kHz/24 bits, conexão USB, circuito interno com pré de microfone, entrada de linha e uma saída estéreo para monitor. Já a Mbox tem entrada USB 2.0, duasentradasanalógicaseconecto- res XLR e TRS. A taxa de amostra- gematinge96kHz/24bits.EaMbox Pro possui conexão firewire, quatro prés de microfone, oito entradas e saídas e meter para ser utilizado no modo stand alone. A taxa de amos- tragem vai até 192 kHz/24 bits. Astor Silva, gerente de vendas da Avid na América do Sul, explica as novas características: “Elas resultam em melhor qualidade na cap- tura do áudio. Além de possuir um DSP on-board, que permite maior flexibilidadenamixagemdepré-escutaeefeitosdereverb”.AMboxMini e a Mbox estão disponíveis no País desde outubro e a Mbox Pro estará a partir de novembro, todas com distribuição da Quanta Music. as novas características: “Elas resultam em melhor qualidade na cap- 9607ML-UA Untitled-8 1 25/10/2010 13:11:48 Italo Trading representa Midas e Klark Teknik na AL A Italo Trading LLC é a nova repre- sentante comercial da Midas e Klark Teknik, marcas do Music Group, na América Latina. No Brasil, ambas marcas são distribuídas pela Tele- ponto. “Temos como objetivo solidi- ficar-nos como a melhor opção em consoles profissionais para grandes eventos. A Midas pretende lançar na NAMM mesas dedicadas ao merca- do Latino Americano. Pretendemos triplicar o faturamento em 2011 com os investimentos de marketing e um profissional dedicado para a região”, informou Daniel Salomão, presiden- te da Italo Trading. John Oakley, diretor da Midas e da Klark Teknik, também falou sobre a representação: “A América Latina é um mercado muito importante para a Midas e a Klark Teknik. Estou feliz por Daniel ser o responsável por de- senvolver nossas marcas na região”. A Italo Trading é uma empresa nova baseada em Miami, EUA, que representa e distribui marcas na America Latina. Informações: www. italotrading.com ultimas51.indd 39 04/11/2010 18:03:25
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    40 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Music Group OMusic Group, proprietário das mar- cas Behringer, Bugera, Klark Tekniks e Midas, nomeou David Foote como novo diretor de tecnologia. Com 18 anos de experiência em TI, ele possui inúmeras patentes como inventor. So- bre o novo cargo, Foote disse: “Estou ansioso para trabalhar com o CEO Uli Behringer e o Music Group, aderindo à visão da empresa de transpor as fronteiras da automação e da efi- ciência a fim de entregar, com alta qualidade e custo compe- titivo, produtos de áudio profissional”. O executivo terá como responsabilidade unir seu conhecimento da área comercial à experiência em tecnologia para propor e realizar mudanças no departamento tecnológico do Music Group. Guitarras Manuel Rodriguez chegam ao Brasil Proprietário da fabricante espanhola veio ao Brasil em busca de distribuidor e aproveitou para apresentar a empresa ao nosso mercado Manuel Rodriguez Jr. III, dono da empresa es- panhola Guitarras Manuel Rodriguez and Sons,estevenoBrasilesteanoparaapresen- tar o violão clássico de uma tradicional fabricante da Europaeprocurarrevendedorasparaseusprodutosno País – alguns de seus violões já podem ser encontrados em grandes lojas do setor. Rodriguez representa a ter- ceira geração da companhia fundada por seu avô, em 1905, e a M&M aproveitou a visita para entrevistá-lo e contar para os lojistas um pouco mais sobre a Guitar- ras Manuel Rodriguez and Sons. Leia a seguir. Embora utilize madeira brasileira para fabricar seus violões, nunca os trouxe para o Brasil. Por que trazer agora? Já faz algum tempo que a economia do Brasil, e da América Latina em geral, vai muito melhor que a da Espanha e a da Europa. Estamos entrando nesse mer- cado aos poucos e já nos encontramos na Venezuela, no Uruguai, no Chile, no Equador e no México. Apre- sento minha paixão pelo violão a todos esses lugares e tenho a vantagem de oferecer um bom preço por ter- mos uma fábrica na Espanha e outra na China, conse- guindo competir no mercado atual. Contratação & Recolocação Contemporânea A jornalista Kely Correia acaba de reassumir o departamento de Imprensa & Marketing da Contemporânea. Com experiência em redações e assessoria de imprensa, Kely cuidará do aten- dimento à imprensa em geral e das ações de marketing institucional da empresa. Quais são os modelos de violão que quer vender no Brasil? Temos duas opções: trazer violões feitos na China para que sejam mais baratos do ponto de vista logísti- co; a outra é vender os violões mais caros, que vêm da Espanha,talvezparatocarerepresentartodaabeleza da bossa nova. Acredito que, com o mercado atual, o violão mais barato vai vender mais, mas é importante ter as duas vias de introdução do produto. Existe alguma data para começar a trazer os vio- lões para o Brasil? Estamos fechando negócios com algumas das maio- res lojas do País e algumas delas já dispõem de nossos produtos para comercialização. ultimas51.indd 40 04/11/2010 18:03:43
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    42 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Enquete O valorda experiência Empresas do setor com mais de 10 anos de vida contam como sobreviveram no mercado e revelam o que pretendem alcançar Para uma empresa de um setor tão competitivo quanto o nosso, com- pletar 10 anos de existência já é um grande feito, imagine en- tão superá-lo. Por conta disso, conversamos com algumas das grandes aniversariantes do ano para contar um pouco sobre as dificuldades e soluções que en- contraram a caminho do suces- so.Sãoelas:Rozini,com15anos; Made In Brazil e Equipo, com 20 anos; e Izzo, com 92 anos. Veja as entrevistas a seguir. Perguntas 1. Quais eram os principais desafios do mercado quando vocês começaram e como estão hoje? 2. Em termos de potenciais, quais eram eles no início da empresa e quais são hoje? 3. Em sua opinião, qual estratégia adotada foi decisiva para a longevidade da empresa? 4. Qual foi o maior aprendizado da empresa e como vocês imaginam o mercado daqui a dez anos? Everton Waldman CEO Equipo www.equipo.com.br EQUIPO ROZ Era justamente o “tamanho” da Equipo – uma pequena sala de 9 m², com uma mesa, quatro cadeiras, um PC 386 e uma linha telefônica. O patrimônio era nossa vontade de vencer, expertise de mercado como músicos, e nossas ideias. Já hoje é poder apresentar o melhor investimento para os lojistas e parceiros para eles terem lucro. Assim, buscamos produtos de performance superior, design arrojado e qualidade por um preço competitivo. Nosso conhecimento técnico. Eu e o Juliano [sócio da Equipo] sempre fomos músicos apaixonados e costumávamos ser procurados por amigos para lhes indicar equipamentos e instrumentos musicais. Hoje nossa estrutura permite criar diferenciais para os lojistas. Prazos mais amplos, frete 100% grátis, um portfólio completo de produtos e marcas, consultorias, suporte, marketing in house, feiras etc... Transparência com nossos revendedores. No início não tínhamos condições de oferecer grandes diferenciais para os clientes. À medida que fomos nos estruturando, pudemos repassar melhores oportunidades, em forma de prazos e condições. Pudemos também estender as mãos a lojistas durante as crises econômicas para que pudessem superar desafios e crescer junto conosco. A vida é uma gangorra e nunca devemos subestimar o próximo. Não existe nenhum mercado onde as condições sejam permanentes. Muitas coisas já estão mudando, indicando novas tendências de consumo e de negócios. Não haverá espaço para empresas e marcas que se ‘acomodarem’. É preciso estar preparado para mudar, não só se adaptando às novas situações como, também, criando tendências para sair na frente. E que venham mais 20 anos! mm51_enquete.indd 42 03/11/2010 19:58:52
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 43 Simone Storino Diretorade Marketing Izzo Musical www.izzomusical.com.br IZZO MUSICAL José Roberto Rozini Diretor-presidente Rozini Instrumentos Musicais www.rozini.com.br ROZINI Marcelo Tadeu Aziz Diretor-presidente Made in Brazil www.madeinbrazil.com.br MADE IN BRAZIL Quando a Izzo começou a fabricar cordas, em 1918, o mercado musical praticamente não existia no Brasil. O grande desafio foi criar toda uma estrutura para fabricação e distribuição dos produtos. Hoje os desafios são o aumento da concorrência e a desvalorização dos produtos de fabricação nacional após a abertura de mercado. Praticamente não existia concorrência no mercado musical e a Izzo desbravou um mercado praticamente sozinha. Com a abertura do mercado, iniciamos a distribuição de produtos importados, e hoje nós temos 70% de nosso faturamento proveniente da importação. Acreditamos que a importação é um nicho de mercado que vai se expandir cada vez mais. Nossa história foi escrita com paixão e trabalho árduo, sempre com empenho na busca pela excelência e pela internacionalização da produção de cordas e instrumentos musicais, assim como a intenção de atuar de maneira responsável frente a colaboradores, consumidores e meio ambiente. Aprendemos a diversificar e a expandir os negócios. Acredito que teremos um mercado muito mais profissionalizado e com vasta capilaridade de produtos e distribuição. A Izzo participará ativamente para que o mercado alcance esse profissionalismo, sempre com respeito e comprometimento, de forma a permitir que todos conquistemos nossos ideais por meio da música e do seu mercado. No começo nosso problema era ser um nome desconhecido contra concorrentes já muito tradicionais no mercado. Hoje temos credibilidade em nossa marca. Temos um nome forte e respeitado. No início, era o bom relacionamento com profissionais do ramo e conhecimento comercial. Hoje são o conhecimento técnico e a confiança de fornecedores, clientes e consumidores, conquistada pelos compromissos honrados e pela excelência de nosso produto. Estar sempre disposto a ouvir nossos consumidores. É assim que nosso produto se mantém em constante evolução. Aprendemos a trabalhar sempre com base em qualidade e não em preços. Por isso, imagino um mercado muito mais competitivo no sentido qualitativo, buscando diferenciais para conquistar clientes, pois estes felizmente já aprenderam a desconfiar de instrumentos baratos. O principal problema enfrentado no começo foi a falta de produtos de qualidade e poucos fornecedores. Hoje acontece o oposto, com maior oferta de produtos e diversidade de fornecedores. No início trabalhávamos muito com áudio doméstico. Depois, a loja começou a trabalhar cada vez mais com importados, e foi passando do áudio doméstico para instrumentos musicais e áudio profissional. Acreditamos que a tendência é a invasão dos asiáticos, devido aos baixos custos e a evolução crescente na qualidade. Nossa principal estratégia foi manter as margens lucrativas sem ceder à guerra de preços. Aprendemos a ter paciência em vez de adotar uma postura imediatista. Para os próximos anos, esperamos um amadurecimento do mercado, que passará a ser mais profissional, com mais produtos asiáticos que tem conseguido melhores resultados na relação custo-benefício. mm51_enquete.indd 43 03/11/2010 19:58:56
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    44 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mundo DigitalNanopublicidade Segmentar a divulgação de produtos nas redes sociais é a melhor maneira Segmentar a divulgação de produtos Nanopublicidade: umatendência paraovarejo do a pequenos grupos de interesses similares, tam- bém de forma direta, caracteriza a nanopublicidade. Segundo o professor de Comunicação Interativa de Pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Ma- rketing (ESPM), Pedro Waengertner, a nanopublicidade não é um conceito novo, mas a evolução de conceitos clássicos de marketing extremamente direcionado. “A diferença principal entre o antes e o agora é a tecnologia disponívelparacolocaroconceitoemprática.Hoje,cada usuário deixa um rastro mensurável de seu comporta- mento na web. Essa tática trabalha justamente com as tecnologias disponíveis para automatizar a entrega per- sonalizadadepublicidadeaestesnanonichos”,explica. de atingir os consumidores Por Juliana Cruz Omarketing vem ganhando cada vez mais es- paço e interatividade por conta da internet, mas ele ainda precisa se adaptar para conse- guir atingir um público específico e obter o retorno esperado pelas marcas. Embora a enorme quantida- de de publicidade existente em sites e blogs esteja à disposição de todos, ela não necessariamente con- segue atrair a atenção de quem de fato interessa ao anunciante: o consumidor final. O diferencial desse formato de marketing, conhe- cido atualmente como O2O (One to One), é lidar dire- tamentecomconsumidoresefetivosdedeterminados produtos. Esse modelo de abordagem, quando aplica- mm51_mundodigital.indd 44 03/11/2010 20:06:55
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 45 Mundo DigitalNanopublicidade Melhor do que Facebook e Twitter Muitas empresas de outros setores têm investido nesse tipo de divulgação anunciando em redes so- ciais que atendam especificamente seu público-alvo. É o caso da Migux do iG, voltada para crianças até 11 anos; da Bolsa de Mulher, sobre o universo femi- nino em geral; e da ByMK, sobre moda. Em nosso segmento, as lojas têm investido nas redes sociais mais famosas da atualidade, como MySpace, Facebook e Twitter, o que, de certa forma, funciona, segundo Waengertner. “Algumas lojas têm conseguido resultados interessantes assim. O ideal é começar experimentando com apenas uma conta, aprender como o cliente pensa e interage para depois partir para uma evolução do conceito e segmentar a divulgação. Lembrando sempre que estamos falando de um diálogo com o consumidor, em que a lógica das mídias tradicionais não funciona mais”, exemplifica. A loja rede de lojas Hendrix World Music, de São Paulo, SP, começou a investir em redes sociais re- centemente. “Estamos trabalhando com o Twitter há mais ou menos três meses. Procuro fazer amigos com o perfil da Hendrix (ninguém sabe quem sou eu) criando intimidade com nossos clientes. Muitas vezes falamos sobre música e fotografia, não necessa- riamente ficamos só postando preços e catálogos de produtos. Tenho em mente que a Hendrix é uma em- presa de espírito jovem e esta é uma ferramenta que está aumentando bastante nossa cartela de clientes. Hoje temos 255 seguidores, sem fazer muita divulga- ção”, conta animado Rafael Mendes, responsável pelo marketing da loja e por manter o Twitter atualizado. No entanto, essas redes sociais não podem ser consideradas direcionadas por não se tratarem de sites de compra e tampouco segmentadas, de uso exclusivo de determinado público. A partir desse princípio, ter centenas de seguidores no Twitter não é, necessariamente, um potencializador de vendas, afinal, pois o internauta pode simplesmente gostar de se informar sobre instrumentos musicais sem de fato ter a intenção de comprá-los. A NANOPUBLICIDADE É A EVOLUÇÃO DE CONCEITOS CLÁSSICOS DE MARKETING EXTREMAMENTE DIRECIONADO Comunicação One to One De acordo com o livro E-Marketing – Guia para a Nova Econo- mia (Ed. Silabo), de Joaquim Hortinha, o marketing One to One (O2O) é uma das mais emergentes ferramentas de marketing surgidas com a economia digital, consistindo em contatos di- retos entre a empresa e um cliente (ou grupo de clientes com necessidades idênticas). O conceito criado pelos norte-ame- ricanos Don Peppers e Martha Rogers em 1994 busca relação personalizada com os consumidores, de forma a conhecê- -los o suficiente para poder oferecer a eles os bens e serviços mais adequados, foi dele que surgiu a nanopublicidade, que apesar de ser segmentada trabalha com grupos maiores. Waengertner: “A lógica das mídias tradicionais não funciona na web” mm51_mundodigital.indd 45 03/11/2010 20:07:07
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    46 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mundo DigitalNanopublicidade umcaminhoaseguir,colocariaminhasfichasnamelho- radacapacidadeanalíticadascompanhias”,completa. Enquanto não é disponibilizada aos brasileiros uma rede social direcionada também para compra e venda de instrumentos musicais, uma forma interes- sante de aderir à nanopublicidade é criar diferentes perfis no Twitter, cada um focando um tipo de instru- mento ou equipamento de áudio que tenha destaque na loja. Dessa forma, os violonistas, por exemplo, rece- berão atualizações apenas sobre o assunto que lhes interessa de fato, evitando que informações úteis se percam entre a enorme quantidade de atualizações gerais da loja.  Por enquanto, o que dá para fazer Os portais da internet focados em comercialização de instrumentosmusicaiseáudioprofissionalsãointerna- cionais, como Music Radar, Guitar Trader, Music123 e Music Friend. No Brasil, está sendo desenvolvido o Mu- sictube.me, que funcionará como uma rede social para músicos profissionais, estudantes e professores, na qual lojistas e fabricantes poderão anunciar seus produtos e interagirdiretamentecomseupúblicofinal. Até que isso aconteça, os comerciantes devem continuar investindo em marketing interativo a fim de compreender e capturar o comportamento do con- sumidor. “Comecem analisando os dados que têm hoje. ‘Existem oportunidades não aproveitadas? O que as interações dos consumidores com os perfis on- -line conseguem nos dizer?’ Creio que este deveria ser um ponto de partida. Focado, sempre, em resultados mensuráveis”, aconselha Waengertner. Para o professor, a segmentação continuará evoluin- do. “A chave está no comportamento, que antes da web nãotinhacomoserobservadodetalhadamenteemcada uma das interações com a empresa. Se fosse apostar em A CHAVE ESTÁ NO COMPORTAMENTO, QUE ANTES DA WEB NÃO TINHA COMO SER OBSERVADO DETALHADAMENTE O que é nanopublicidade? Segundo Roberto Guarnieri, CEO da agência de comunica- ção A1 Brasil, especializada em nanopublicidade, o termo consiste em um modelo de divulgação de produtos feito especificamente para pequenos grupos de consumido- res separados de acordo com seus interesses e neces- sidades. “É dessa forma que marcas mundo afora estão fazendo nanopublicidade e superando concorrentes que insistem em investir sua verba em mídias de massa”, ex- plicou o empresário em artigo publicado no site Webinsi- der (webinsider.uol.com.br). A QUANTIDADE DE SEGUIDORES NO TWITTER NÃO É, NECESSARIAMENTE, UM POTENCIALIZADOR DE VENDAS Mendes, do marketing da rede de lojas Hendrix (acima): “Procuro fazer amigos [na web] com o perfil da Hendrix criando intimidade com nossos clientes” mm51_mundodigital.indd 46 03/11/2010 20:07:11
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    48 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Sem dúvida,as gaitas e os acordeões identificam a Hohner e dão-lhe o prestígio adquirido em 153 anos de trajetória. Mesmo assim, um século e meio é mui- to tempo e as coisas têm mudado, desde as tecnolo- gias até as técnicas de estudo, gostos e modas. Nesse período, a empresa adotou novos processos e novos produtos, inclusive alguns que à primeira vista não pareciam ter muitos pontos de contato com o negó- cio central, como a linha de ukeleles Lanikai, ou de guitarrasebaixos,eatéalinhaSonordebateriaeper- cussão. O diretor de marketing da Hohner, Klaus Stet- ter, conversou com exclusividade com a M&M para contar os desafios e oportunidades nesse um século e meio de transformações do mercado. Internacional Hohner AempresaalemãHohner tem153anosdevidae 100decapitalaberto.Seus instrumentossãotãoclássicos comomodernos.Klaus Stetter,diretordemarketing, faloudaatualidadeedo futurodaempresa Como o sr. vê o futuro da Hohner? AHohnersempretemsidolídernasáreasdeeducação musical, desenvolvimento de produtos e inovação. Isso tem sido nossa prioridade e é assim que encara- mos o futuro. Investimos muito em conservatórios de música, pois acreditamos que a educação é a base de todos os negócios, além de que tocar um instrumento também pode ser muito divertido. Que papel você acha que tem a Internet na edu- cação musical? É uma ferramenta que continua em crescimento e sei que muitos músicos passam bastante tempo procuran- doideiasemúsicanainternet.Nóstambémsomosparte Um século emeio fazendo ovento cantar O mercado de acordeões é um grande desafio para a Hohner, pois sua produção demanda diversidade para atender às diferentes regiões mm51_hohner.indd 48 03/11/2010 21:01:24
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    Internacional Hohner desse crescimentoe estamos trabalhan- docomesserecursoparaoaprendizado. Como a globalização tem influenciado a empresa na hora de fazer negócios? Reconhecemos que nossos clientes que- rem fazer parte de nossa marca e quere- mos estimular esse sentimento; e é justa- mente o que fazemos por meio do nosso COM OS ANOS TEMOS MELHORADO A QUALIDADE E A FACILIDADE DE USO DO ACORDEÃO, SEMPRE COM ATUALIZAÇÕES CONSTANTES Acordeão: estrela nas Américas Conte-nos um pouco sobre o mercado de acordeões, outro produto bastante tradicio- nal da empresa. KS: É um mercado muito interessante. É pequeno em cada país, mas existem muitos tipos de acorde- ões e músicos que os utilizam. É um mercado distinto em cada país, bem regional. Por exemplo, na Europa te- mos os músicos que tocam acordeões clássicos e outros que tocam música folclórica irlandesa. Já na América Latina temos o vallenato na Colômbia, o nortenho no México. Nos Estados Uni- dos temos uma variedade de estilos e grandes festivais onde o instrumento é muito utilizado. Essa variedade cultural complica um pouco a produção, já que precisamos produzir muitos tipos de acordeão para satisfazer a demanda de tantas regiões, diferentes estilos e músicos de todo o mundo. Durantes todos esses anos quais as principais mudanças feitas nos acordeões da Hohner? KS: Temos mudado materiais, ajustado diversas partes mecânicas e com os anos temos melhorado a qualidade e a facilidade de uso do acordeão, sempre com atualizações constantes. WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 49 Acordeão: estrela nas Américas Conte-nos um pouco sobre o mercado de acordeões, outro produto bastante tradicio- É um mercado muito interessante. É pequeno em cada país, mas existem muitos tipos de acorde- ões e músicos que os utilizam. É um mercado distintoões e músicos que os utilizam. É um mercado distinto acordeões, outro produto bastante tradicio- É um mercado muito interessante. É pequeno em cada país, mas existem muitos tipos de acorde- ões e músicos que os utilizam. É um mercado distinto Temos mudado materiais, ajustado diversas partes mecânicas e com os anos temos melhorado a qualidade e a facilidade de uso docom os anos temos melhorado a qualidade e a facilidade de uso do marketing. Sentimos que existe grande necessidade de que a educação receba apoio dos estados em diferentes merca- dos,masissonãoéfácildeconseguir. Quais são as ações da Hohner para conseguir influenciar a educação musical nos mercados mais caren- tes desse apoio? Reparamosqueagaitaéuminstrumen- to muito querido, mas que não tem pre- sença forte. Assim, decidimos criar um recorde no Guinness e juntamos 4 mil pessoasparaquetocassemgaitaemum evento. Foi muito divertido e chamou bastante a atenção, dando mais visibi- lidade ao instrumento. Outra iniciativa quetivemosfoiadefazerumagaitapara o Bob Dylan, e isso foi uma conquista muito interessante, pois ele não aceita patrocínios de empresas. Já que Bob Dylan não costuma acei- tar patrocínio, qual foi a estratégia da Hohner para consegui-lo? Esta é uma boa pergunta, mas é se- gredo. A única coisa que posso dizer é mm51_hohner.indd 49 03/11/2010 21:01:37
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    50 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Internacional Hohner QUEREMOSQUE O CLIENTE ESTEJA ENVOLVIDO DE FORMA EMOCIONAL CONOSCO Perfil Klaus Stetter trabalha há cinco anos na Hohner e é o di- retor e responsável pelas áreas de Marketing, Vendas, Investigação e Desenvolvimento. Em suas palavras, “Para mim é muito especial trabalhar aqui. Pouquíssimas empresas possuem uma história tão completa como a da Hohner. Já em 1900 ela tinha inventado um shop dis- play de gaitas, para, assim, destacar o produto em dife- rentes lojas. Naquele tempo esse tipo de coisa era sim- plesmente feita e ninguém pensava nisso como grandes exemplos de marketing”, explica. E conclui: “Esse tipo de inovação é muito interessante para mim”. que estudamos o mercado e vimos que o Dylan poderia ser um sócio interes- sante e com benefícios para ambas as partes. O artista que apoia nossos ins- trumentos não é apenas alguém que assina um contrato, mas também que aprecia nossos instrumentos e os pre- fere. Essa associação como o Bob Dylan tem dado muita visibilidade à gaita. Qual a sua dica para os lojistas ven- derem mais gaitas? Há várias maneiras. Primeira: o instru- mento tem de estar na vista do público eatéemlugaresquenãosãoconhecidos pela venda de gaitas, como uma loja es- pecializada em violões e guitarras, por exemplo. Dessa maneira, os guitarristas podem sentir curiosidade pelo instru- mento. Também é importante que o lo- jista saiba como tocar a gaita e conheça os instrumentos que vende. As gaitas simbolizam a história da Hohner como fabricante de instrumentos mm51_hohner.indd 50 03/11/2010 21:01:49
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    Internacional Hohner Untitled-10 125/10/2010 12:05:46 Mais informaçõesMais informações www.hohner.eu A distribuidora da Hohner no Brasil é a Izzo Musical: www.izzomusical.com.br/hohner Diversificar para crescer Os pontos fortes da Hohner sem- pre foram o acordeão e a gaita, mas em 1961 começaram a pro- duzir flautas doces, muito utiliza- das na América Latina e com lugar especial na educação musical em muitas escolas, um dos principais focos da empresa. Hoje também fabricam guitarras que têm tido um papel importante na educa- ção e ainda produzem ukeleles — de acordo com Stetter, um mer- cado que vem crescendo muito nos últimos cinco anos. A Hohner também tem uma linha de bateria e percussão, a Sonor. Tudo com o objetivo de ganhar novos mercados. objetivo de ganhar novos mercados. Quais os aspectos que mais se des- tacam na Hohner? Acho que um dos mais importantes é a qualidade dos empregados que traba- lham aqui. Somos uma empresa com uma tradição familiar muito forte e sempre contratamos funcionários jo- vens, que, em sua maioria, têm fami- liares que trabalharam para a empresa. Muitas vezes, quando contratamos um técnico, por exemplo, essa pessoa traz toda a parte emocional e se identifica muitocomocliente,poissentefortelaço com a empresa e com a música, muito antes de trabalhar para a Hohner.  www.izzomusical.com.br/hohner Mais informaçõesMais informações www.hohner.eu A distribuidora da Hohner no Brasil é a Izzo Musical: www.izzomusical.com.br/hohner Mais informaçõesMais informações www.hohner.eu A distribuidora da Hohner A distribuidora da Hohner no Brasil é a Izzo Musical: www.izzomusical.com.br/hohner Mais informaçõesMais informações www.hohner.eu A distribuidora da Hohner mm51_hohner.indd 51 03/11/2010 21:01:59
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    52 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Marketing PDV Muitoalém de um workshopOexemplodeação,educaçãoemarketingnoPDVpromovido pelaparceriaentreTagimaeNIG.Auniãofazaforça Por Juliana Cruz Parafabricantesedistribuidoras,édeextremaim- portância manter um bom relacionamento com as lojas que revendem seus produtos, tal como comseuconsumidorfinal.Sabendodisso,aNIGMusice aTagimafizeramumaparceriaecriaramoMasterclass. O evento vai muito além do que um simples workshop. Consiste em uma clínica ministrada pelos guitarristasJuninhoAframeSydneiCarvalho,promo- vida por lojas e escolas parceiras, para vendedores, re- presentantes e estudantes de música. De acordo com Marco Vignoli, diretor comercial da Tagima, a ideia surgiu há cerca de um ano, durante uma conversa informal. Marcada a reunião entre os representantes O Masterclass já passou por três regiões brasileiras – aqui a etapa de Niterói, RJ – mais de 4 mil pessoas já participaram da NIG e da Tagima, foram escolhidos os nomes para fazer a clínica por todo o Brasil. “Considero o Sydnei Carvalho o melhor educador musical do Brasil, sua didática é impressionante. E o Juninho é um grande músico. Dois dos melhores nomes representam com perfeição o modelo educacional que queremos atingir com o Masterclass”, conta Vignoli. Em oito edições, o curso itinerante já passou por três regiões brasileiras: Centro-Oeste, Rio de Janeiro e Mato Grosso, e as marcas pretendem visitar Rondônia e Espírito Santo ainda em 2010. A meta para o ano que vem é atender mais de nove regiões, sendo uma por mês entre março e dezembro. mm51_marketing.indd 52 03/11/2010 20:20:54
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    54 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Marketing PDV Porque promover ações nas lojas? Segundo Carlos Bernardo Martin Ramos, diretor comercial da NIG, o evento surgiu da necessidade de as empresas estarem em contato direto com todos os elementos que integram o mercado: lojista, balco- nista, representante e público final. “Nosso mercado só vai crescer se investirmos na educação musical de base. O governo não faz seu papel e as empresasnãopodemficarparadases- perando. Temos de agir também nes- ta direção. É um evento educacional, cultural, de marketing e comercial ao mesmotempo.Outrofatorfundamen- tal é saber como a marca está sendo vista pelo consumidor, pelos donos das lojas e atendentes”, explica. A edição mais recente do Mas- terclass ocorreu antes da Expomu- sic, em 1º de setembro, na loja Mega Som, em Cuiabá, MT. Mais de 400 pessoas compareceram, a maioria estudantes de música. Segundo o gerente administrativo da loja, Jar- bas Soares, Juninho Afram e Sydnei Carvalho visitaram novamente o estabelecimento no dia seguinte ao evento para um bate-papo com os vendedores, que puderam tirar dúvidas e pegar dicas sobre os arti- gos Tagima e NIG. “É uma iniciativa muito boa, pois há certa carência de visitas de artistas a Mato Grosso. O Estado ainda é tido, equivocada- mente, como um local muito dis- tante dos grandes centros urbanos”, comentou o gerente. O coordenador do Núcleo de Es- tudos do Varejo da ESPM, Ricardo Pastore, acredita que qualquer tipo de interação entre marca e comuni- dade é benéfico para todas as partes envolvidas. “Esse tipo de projeto, que não deixa de ter cunho social, ajuda a loja a se integrar com a comunida- de na qual está inserida e a enten- der melhor as oportunidades que ela oferece, podendo traçar novas estratégias ao mesmo tempo em que a auxilia”, explica. Participantes Até o momento, o Masterclass já atingiu cerca de 4 mil pessoas, sendo a média por evento de 500 visitantes. Lojas e escolas que par- ticipam têm uma relação comercial forte com as empresas idealizadoras do projeto e capacidade para produ- zir o evento em sua região. A NIG e a Tagima arcam com o cachê e o trans- porte aéreo para os músicos e cabe à loja providenciar divulgação, som, teatro e hospedagem dos artistas. O evento não é cobrado e, geralmente, recolhe como entrada alimentos não perecíveis e agasalhos para campa- nhas sociais locais. Os participantes do Masterclass recebem gratuitamente uma aposti- la contendo o material utilizado na aula, entre outros brindes oferecidos pelas empresas e lojas participantes. É importante ressaltar que o evento dura cerca de duas horas, mas con- siderando o tempo usado para passagem de som e contato com os fãs, é importante que o organizador reserve o local por aproximadamente cinco horas. Sobreainiciativa,odiretorda NIG conclui: “A NIG e a Tagima conhecem suas responsabilida- des sociais e reinvestem parte de seus ganhos em educação. Sem essa consciência não construi- remos um mercado sólido e de qualidade. Precisamos de pesso- as cada vez mais educadas e crí- ticas, capazes de consumir sem preconceitos de marca, mas sim pela qualidade e experimentação de produtos. Empresas que pre- zam pela qualidade necessitam cada dia mais de um mercado in- teligente e especializado”.  Juninho Afram (esq.) nasceu em São Paulo e se consagrou como músico quando ajudou a criar a banda cristã de metal progressivo Oficina G3, no final dos anos 1980. Juninho é con- siderado um dos melhores guitarris- tas do País e é o único integrante da formação original do Oficina G3. Sydnei Carvalho (dir.) começou a tocar aos 19 anos e, ao longo de seus 20 anos de carreira, se formou pelo MI de Los Angeles e ganhou um con- curso de composição em Hollywood. Atualmente ajuda no desenvolvi- mento de guitarras nacionais. É um dos mais reconhecidos músicos ins- trumentais do País. É UM EVENTO EDUCACIONAL, CULTURAL, DE MARKETING E COMERCIAL AO MESMO TEMPO Juninho Afram e Sydnei Carvalho mm51_marketing.indd 54 03/11/2010 20:21:05
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    56 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR GANHAR OU PERDER? nasceumúsico, cresceu vendedor e, aos 41 anos, exerce o cargo de gerente comercial da Royal Music. Está lá há 15 anos e continua ‘vendedor’... E-mail: lfsacoman@gmail.com LUIZ SACOMAN PONTOS DE VENDA NEM UMA COISA NEM OUTRA. A NEGOCIAÇÃO DE SUCESSO É AQUELA EM QUE OS DOIS LADOS SAEM SATISFEITOS. CONHEÇA DICAS PRECIOSAS PARA UMA BOA NEGOCIAÇÃO E FAÇA O TESTE PARA CONFERIR QUAL É O SEU ESTILO DE NEGOCIAR Muitas vezes nos depa- ramos com hábitos do passado que parecem assombrar o bem-estar das re- lações comerciais. Negociadores old-style, ou à moda antiga, eram conhecidos como pessoas insen- síveis e implacáveis, que não se importavamseseusfornecedores pudessematémesmodecretarfa- lência para honrar seus acordos. Negociações em que somente um lado ganha não podem ser consi- deradasbem-sucedidas. As negociações — em es- pecial as do varejo — muitas vezes são agressivas, tanto do lado do comprador quanto do vendedor. Quem vende tenta tirar o maior proveito como se fosse a única venda para aquele cliente, não se importando com a construção de um relacionamento comercial duradouro. Por sua vez, o comprador tenta o máximo desconto, mesmo que com- prometa a comissão do vendedor ou a saúde do negócio para a empresa por ele representada. CEDER EM ALGUMAS CIRCUNSTÂNCIAS É UMA ATITUDE INTELIGENTE E ESTRATÉGICA TUDO TEM LIMITE Fazendo uma pequena analogia, imagine que você fará uma pe- quena reforma em sua casa. O pedreiro pede R$ 150,00 de mão de obra. Você, como negociador implacável, o convence (mesmo contrariado) a fazer o serviço por R$ 50,00. Qual você acha que será o grau de ‘capricho’ com que o serviço será executado? Nas relações comerciais precisamos ter muito cuidado para não ‘errar a mão’ e saber quando devemos aliviar a pressão, exigir menos, e até mesmo parar de barganhar. Negociar é uma parte gostosa de nossas atividades. Vi- vemos negociando o tempo todo, em casa, com a esposa, filhos, no trânsito etc., mas os sinais são claros quando os limites começam a ser ultrapassados. Observe esses si- mm51_sacoman.indd 56 03/11/2010 20:22:39
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    58 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR naiseevitefazercomqueooutrolado tenha umaexperiência ruim, seja ele seu fornecedor, prestador de serviços, cliente ou funcionário. Imagine se de uma hora para ou- tra você decidir que não dará mais a passagem para alguém no trânsito. Em muito pouco tempo, no míni- mo, seu carro estará todo amassado. Ceder em algumas circunstâncias é uma atitude inteligente e estratégica. Lembre-se: estamos em um am- biente cada vez mais competitivo e o diferencial está nas relações dura- douras, baseadas em relacionamento. É muito importante que posturas ul- trapassadas sejam revistas. COMO NEGOCIAR É natural que ao entrarmos em uma negociação, nosso espírito competiti- vo seja aguçado. Afinal, a boa compra é o primeiro passo de uma boa venda, economizar dinheiro e administrar gastos são fundamentos básicos para a administração de sucesso. Observe seu comportamento e ve- rifiqueseseuobjetivoé‘sempreganhar e nunca perder’ ao negociar com seu cliente ou fornecedor. Se você perce- beuque‘sempreganha’aofinaldesuas negociações, reveja seus conceitos, porque ao mesmo tempo em que você desfruta da gostosa sensação de poder proporcionada pela ‘vitória’, quem ne- gocia com você provavelmente tem a sensação de que ‘sempre perde’. Éprecisoestabelecerparceriasecul- tivar relacionamentos comerciais. Bons relacionamentos geram lucros. Seu for- necedor, por exemplo, pode lhe anteci- par alguma futura alteração de tabela depreçosouiminentefaltadeprodutos caso você estabeleça uma relação base- adanorespeitoenaconfiança. Veja as dicas ao lado para avaliar seu estilo de negociação. Acredito que este texto irá ajudá-lo a refletir sobre sua postura e poderá lhe trazer muitos benefícios. E se você se lembrar da im- portância de ser flexível ao dirigir seu carro, já terei meu objetivo alcançado. Boas vendas, boas compras, boas contratações, em resumo, óti- mas negociações!  5reflexões para avaliar seu estilo de negociar 1 Quem negocia com você nunca abre o jogo? Em geral, quem negocia com pessoas com fama de ‘duros na queda’ mantém muitas ‘cartas na manga’. Hoje é muito fácil um fornecedor ter tabelas diferenciadas por cliente, uma com des- contos abertos para os mais flexíveis e outra com preços mais altos para os mais agressivos. 2 É comum que acordos firmados por você e seus fornecedores sejam cancelados? Exigir descontos improváveis e propor condições somente a seu favor tem seus limites. Caso sua resposta tenha sido posi- tiva, provavelmente seu fornecedor tenha levado sua(s) proposta(s) à che- fia, fazendo de tudo para fechar negócio, porém, numa segunda análise ele decide ou não é autorizado a fazê-lo. 3 Seus pedidos sofrem cortes em quantidades sem razão? Obviamente as empresas privilegiam quem paga com prazos mais curtos e descontos menores. Claro que isso não é regra, mas quando você perceber que pode ter ocorrido devido à sua ‘negociação implacável’, recue. Tente ouvir seu fornecedor para chegar a um ponto de equilíbrio no qual os dois ganhem. Faça com que ele dê preferência em atendê-lo, talvez sem pressioná-lo tanto com descontos e prazos de pagamento estendidos. 4 Turnover. Seus funcionários não trabalham para você por muito tempo? Se você vive uma constante de saída e entrada de funcioná- rios — demonstração de desinteresse e falta de motivação para crescer junto com a empresa —, isso pode ser o indicativo de que sua negociação com eles esteja falha. Observe os pontos de insatisfação, ofe- reça pequenas regalias, como premiações ou banco de horas para que tirem um dia de folga de tempos em tempos. Lembre-se: desde a contra- tação até possíveis discussões sobre reajustes de salário ou percentuais de comissão, tudo é negociação. 5 Exercite o gosto em fazer negócios satisfatórios para ambos (ganha-ganha). Veja a alegria de seu cliente quando conseguir um desconto ao comprar um instrumento. Esteja certo de que ele voltará à sua loja, trará amigos, comprará de você seu segundo instrumento, levará acessórios etc. Não deixe de cobrar resultados de seus funcionários, mas compartilhe a alegria de seu vendedor ao pagar-lhe um bônus por ter batido uma meta. Luiz Sacoman Pontos de Venda mm51_sacoman.indd 58 03/11/2010 20:22:44
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    60 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa Giannini 60WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BRWWW.MUSICAEMERCADO.COM.BRWWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR mm51_giannini.indd 60 04/11/2010 16:16:17
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    Capa Giannini Na tardetranquila de uma quarta-feira, chega- mosaoescritóriorecém-inauguradopelaGian- nini, em São Paulo, SP. Mais perto da fumaça, longe do sossego de Salto, interior de São Paulo, onde a empresapossuiafábrica,amaistradicionalfabricante deinstrumentosmusicaisdoBrasiltrouxesuaequipe de vendas e showroom de volta à metrópole. Erguida sob a direção de uma família italiana tí- pica, com perfil de fabricante enraizado, a empresa mostrou maturidade ao crescer e conseguiu sobre- viver aos ambientes mais adversos: crises externas e no País, oscilações cambiais severas, invasão de produtos chineses, subfaturamento na origem, produtividade em jogo, antigos e novos concor- rentes, além do desenvolvimento interno da companhia. Para Giorgio Giannini, presidente da empresa, a receita foi nunca misturar laços familiares com responsabilidades profissio- nais. Esses são apenas alguns pontos para lembrar que governar uma empresa centená- ria no Brasil não é algo simples. Música & Mercado teve duas oportuni- dades de entrevistar a Giannini. Na primei- ra, em 2003, ela estava voltando a se recuperar financeiramente e aplicou toda a sua expertise na fabricação de cordas. Na época, um evento efi- caz: músicos de alto nível endossavam a Giannini e a marca voltou a brilhar como sinônimo de qualidade. Os resultados estão até hoje no mercado. Em 2004, a empresa foi capa de Música & Mercado e o destaque era a linha de guitarras e contrabaixos, que a Giannini trouxe de volta. Modelos retrôs e guitarristas famosos constituíam a imagem da empresa. Naquele ano, ad- quiriram duas novas máquinas CNCs para agilizar o processo Nenhumaempresanosetormusicalemnossopaístemmaishistória queaGiannini.Aperguntaé:comoserãoospróximosanosdaempresa? Por Daniel Neves. Colaborou Ana Carolina Coutinho. Fotos: Alexandre Chiacchio Giannini:110anos deverde-amarelo WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 61 Nlonge do sossego de Salto, interior de São Paulo, onde a empresapossuiafábrica,amaistradicionalfabricante deinstrumentosmusicaisdoBrasiltrouxesuaequipe de vendas e na fabricação de cordas. Na época, um evento efi- caz: músicos de alto nível endossavam a Giannini e a marca voltou a brilhar como sinônimo de qualidade. Os resultados estão até hoje no mercado. Em 2004, a empresa foi capa de e o destaque era a linha de guitarras e contrabaixos, que a Giannini trouxe de volta. Modelos retrôs e guitarristas famosos constituíam a imagem da empresa. Naquele ano, ad- quiriram duas novas máquinas CNCs para agilizar o processo Nenhumaempresanosetormusicalemnossopaístemmaishistória queaGiannini.Aperguntaé:comoserãoospróximosanosdaempresa? Por Daniel Neves. Colaborou Ana Carolina Coutinho. Fotos: Alexandre Chiacchio Giannini:110anos deverde-amarelo N Os resultados estão até hoje no mercado. e o destaque era a linha de guitarras e contrabaixos, que a Giannini trouxe de volta. Modelos retrôs e guitarristas famosos constituíam a imagem da empresa. Naquele ano, ad- quiriram duas novas máquinas CNCs para agilizar o processo Nenhumaempresanosetormusicalemnossopaístemmaishistória queaGiannini.Aperguntaé:comoserãoospróximosanosdaempresa? Por Daniel Neves. Colaborou Ana Carolina Coutinho. Fotos: Alexandre Chiacchio Giannini:110anos deverde-amarelo produtivo e trazer qualidade aos produtos. Era o início do governo Lula, que, teoricamente, iria priorizar a indústria nacional, e os empregos por ela gerados, apostando em um câmbio mais con- veniente para a fabricação. O mercado mudou, o dólar não manteve as al- tas onde ocasionalmente se encontrava e mais uma vez a empresa precisou buscar sua capacidade de se adaptar. Giorgio, Roberto e Flavio Giannini, presi- dente e diretores da empresa, são realistas. Produ- ção no Brasil só de produtos de alto valor agregado, além das cordas, cuja fabricação é automatizada e em grande quantidade. A empresa se rendeu aos custos baixos da mão de obra asiática e avisa: quer recuperarpartedomercadoquejátevenopassado. Foi neste clima de conversa franca e fami- liar que entrevistamos Giorgio, Roberto e Flavio Giannini, além de José Carlos Turlão, diretor fi- nanceiro da empresa. Das mudanças de mercado ocorridas ao lon- go de mais de um século, quais foram as mais pontuais para a Giannini? Giorgio: Foram aquelas que envolveram toda a categoria, especialmente mudanças de ações que alteraram o perfil das empresas brasileiras de ins- trumentos.HámuitotempooBrasiltinhaDNAin- dustrial muito forte. Da década de 1940 até 1960, o perfil do Brasil no mundo era de um país autossu- ficienteemtudo.Issosecrioupelanecessidadeque o País teve de suprir todas as suas necessidades, já que trazê-las de fora sempre fora muito complica- do e caro. Por muito tempo a indústria brasileira se fortificou e a Giannini também. Chegamos a Esq. para dir.: Giorgio, Roberto e Flavio Giannini mm51_giannini.indd 61 05/11/2010 18:04:32
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    62 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa Giannini seruma indústria que fez de tudo para abastecer o mercado de instrumentos com o que os músicos precisavam. Pas- samos por cordas, acessórios, eletrô- nicos, teclados e áudio. Foi uma parte importante. De repente, o governo per- deu essa identidade industrial e de uma hora para a outra decidiu abrir o mer- cado. Precisamos nos reorganizar para enfrentar a globalização, a qual, junto com tecnologia e produtos já desenvol- vidos há algum tempo lá fora, trouxe custos mais baixos que os praticados no Brasil. Isso prejudicou a vocação in- dustrial do Brasil, transformando-o em um país importador. Com o mercado aberto as regras muda- ram.OquenorteiaaGiannininesses‘no- vostempos’eoquevainortearofuturo? Giorgio: O futuro precisa ser enfrenta- do pelo que já é proposto. Não há saí- da a não ser lidar com o fato de que o mundo será mais globalizado a cada dia. Dificilmente existirão tentativas de se proteger os países, como a guerra cambial — que atualmente é o assunto mais importante do mundo —, mas a globalização torna o mundo peque- no, então quem quer progredir tem de se globalizar em todos os sentidos. A Giannini, com seu DNA industrial enraizado, fabrica produtos de maior qualidade e valor agregado porque na linha econômica é impossível compe- tir, mas temos enorme esperança de voltar a ser um grande produtor no Brasil — se o governo tiver interesse que isso aconteça. E isso poderá acon- tecer, pois o mundo dá muitas voltas e estamos preparados para tudo, inclu- sive para continuar com nosso atual perfil de importadores e produtores, como amanhã crescer mais na produ- ção interna e menos na externa. Hoje a Giannini produz no exterior, mas os projetos são totalmente desenvolvidos aqui, em nossos laboratórios. Eles são levados com toda a estrutura técnica, inclusive com nossos profissionais, para serem produzidos na China sem perder as características Giannini. Turlão: A Giannini sobreviveu por esses 110 anos e superou diversas si- tuações por conseguir se adaptar aos momentos que a economia exige. Na década de 1940, por exemplo, a Gian- nini dependia de importação de com- ponentes. Com a guerra os portos se fe- charam,então,rapidamenteaGiannini se adaptou e começou a fazer cordas e inúmeros acessórios. Algumas pessoas perguntam como uma empresa supera duas guerras. É porque tem agilidade de perceber o caminho, como o fez na- quele momento, e segui-lo. E por ser co- mandadaporumafamília,querespeita as responsabilidades profissionais, tem facilidade na tomada de decisões. Esta agilidade a trouxe a 110 anos. Flavio: Também é uma maneira de aprendermos com os mais velhos, que supostamente teriam dificuldade de se adaptar às novas gerações. Mas o Giorgio nos ensina a ser mais rápidos e agressivos em aceitar as mudanças. Ele as aceita muito mais do que nós, jovens. LINHA DO TEMPO Os 110 anos da Giannini em uma régua cronológica, dividida em décadas. 1910: A fábrica começa a utilizar sistema parcial de maquinário. 1920: A empresa se muda para uma nova fábrica, com 500 m2 , ampliando a sua produção. 1900: Tranquilo Giannini, tio do atual presidente, Giorgio Giannini, constrói sua primeira fábrica na Av. São João, em São Paulo. Seus violões são totalmente produzidos à mão. como amanhã crescer mais na produ- se adaptou e começou a fazer cordas e Família Giannini: rapidez nas decisões para se adaptar às mudanças do mercado mm51_giannini.indd 62 04/11/2010 16:16:31
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    Capa Giannini 1930: Aexpansão da Giannini é visual. Com uma nova sede de 1.500 m2 , passa a produzir 30 mil instrumentos por ano, marca notável para a época. 1940: Com o fechamento da importação, a empresa passa a fabricar encordoamentos. 1960: A empresa passa a produzir violões elétricos. E começa a exportar seus instrumentos. Quais são as tendências de produtos dentro da Giannini? Giorgio: É o Flavio quem detecta o que o mercado precisa e o Roberto as rea- liza. A Giannini quer ocupar o market share que ocupou no passado em ins- trumentos musicais tradicionais, de corda. Já o está ocupando, voltou a uma posição de vanguarda, e agora estamos olhando para o mercado que criamos no passado e nos preparando para vol- tar a ele, de forma cautelosa, mas posi- tiva e agressiva. Essa é a estratégia glo- bal da Giannini para os próximos anos. Roberto:Vamosdiversificarbemmaisa linha, como era na época de 1960 e 1970. Isso será conduzido nos próximos dois anos.Continuaremosfortesnasáreasde cordas e instrumentos de cordas. Este é o projeto a curto prazo: diversificar bem a linha, mas tendo como princípio de- senvolver os produtos aqui. Produzimos na China, mas o laboratório é aqui, com toda a equipe de engenheiros para de- senvolver os produtos no Brasil, como nosso know-how e tecnologia. Já que o mercado vem mudando nos últimos anos, qual é a estratégia de marketing da Giannini para acom- panhar os novos cenários? Flavio:Sãoduasvertentes:avisãocomer- cial e a do marketing. Não posso afirmar, mas músicos e consumidores de 20 anos para baixo podem desconhecer que exis- te uma Giannini. Ainda assim, creio que tenhamos conseguido baixar isso para menosde20anos.Dessaidadeparacima duvido que algum músico não conheça a Giannini, porque fez parte da história do pai e do avô... Sempre estivemos pre- sentes. Nosso foco é rejuvenescer a co- municação em questões de marketing para poder chegar a quem ainda não nos conhece; desenvolver produtos com base numa pesquisa muito detalhada do que existe no mercado; criar produtos que entrem em nichos específicos. Estamos conseguindo. A Giannini começou a se reestruturaremmatériadeprofissionais, abrimos uma filial em São Paulo, e por aí já começa a mudança da empresa em comunicação externa. Na parte comer- cial, queremos suprir o mercado, estar sempre presentes, cumprindo as regras e colocando produtos bons que propor- cionem rentabilidade ao lojista. O mais importante é a humildade e lealdade no relacionamento com os lojistas, corrigir deformahonestaoserrosefazerotraba- lhoqueestádeixandotodomundofeliz. Qual é a meta de aquisição de market share? Giorgio: Na área de instrumentos é por volta de 30% do mercado. Sabemos que estamos disputando com concorrentes de valor. Já chegamos a ter 70%, 75% do mercado. Hoje, por volta de 30% é um número que já está sendo alcançado. Em cordas, temos a pretensão de 40% ou 50%. Nas outras linhas, seremos mais modestos. Para os acessórios em geral, começamos com metas de 5%. Turlão: Uma das coisas que a Giannini tem é acreditar que a concorrência é ne- cessária.Eladivideomercadoeopiniões Produção de encordoamentos: 100% nacional Parte da fábrica em Salto, São Paulo José Carlos Turlão, diretor administrativo e financeiro mm51_giannini.indd 63 04/11/2010 16:16:39
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    64 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa Giannini eforma consumidores. Ao longo das dé- cadas, a empresa sempre agiu com res- peito em relação aos concorrentes, por isso, a pretensão de market share é para que haja um mercado dividido, em que todos possamos trabalhar e formar con- sumidores juntos. Nossas pretensões é que em quatro, cinco anos devamos atingir globalmente em torno de 10% do mercadocomoumtodo,misturandoto- das as linhas e propondo que os concor- rentes se fortaleçam para que tornemos o segmento de instrumentos musicais um setor forte, com representatividade, inclusive governamental, para buscar- mos soluções, porque sobreviver nesse setor é muito difícil com o custo fiscal. Como o mercado deve agir para se ade- quar à imprevisibilidade do câmbio? Giorgio: A guerra cambial é algo que está criando uma revolução no mundo inteiro. Antigamente se resolvia com facilidade porque cada um estipulava as regras que melhor serviam à sua eco- nomia. Hoje a globalização não permite fazer isso. A China é uma das poucas grandeseconomiasdomundoqueainda manipula o seu câmbio. A sua moeda é desvalorizada para remunerar os expor- tadores — com essa política conseguiu manter o emprego e o desenvolvimento de um colosso de cerca de um bilhão e 300 milhões de habitantes. O mundo aceitou isso até hoje porque a melhoria socialnaChinaémuitoimportantepara a paz mundial. Se ela crescer sadiamen- te, e a democracia se instalar — e isso poderá acontecer se houver trabalho e bem-estar naquela sociedade –, isso será positivo globalmente. Mas no momento ela está sendo contestada, pois a concor- rência que faz aos EUA, Europa, Japão e Américas se tornou insustentável, então a guerra cambial terá lutas homéricas emfórunsinternacionais,especialmente ano que vem, para que se defina um per- fil mais equilibrado para que a competi- ção não seja prejudicada. Se houver a su- premaciadeumasociedadesobreoutras dificilmenteomundopoderáprogredir. Pensando na comunidade musical, o que poderia ser feito para que a nossa estrutura ficasse mais forte, seja por questão de impostos ou de maior re- presentatividade para o segmento? Giorgio: A partir do momento em que não houver muito desequilíbrio na for- mação dos preços, dependerá da capa- cidade de cada um de disputar fatias de mercado.Muitoestásendofeito.Avitória que não está sendo mencionada, porque as eleições confundiram a cabeça de to- dos, é a música nas escolas, que já é um fato e dependerá de nós como será orga- nizada e de que forma poderá ser desen- volvida para não ser somente um esforço do governo. A iniciativa privada terá de fazer muito. Todos têm de investir em algo que fez muita falta em nosso país, umpaísdetradiçõesmusicais.Setivésse- mos condições de produzir no Brasil em nível competitivo com os concorrentes mundiais, o peso de nossa tradição mu- sical seria importantíssimo para ter um valor agregado muito maior de compe- tição. Então acho que os próximos anos devem ser positivos em crescimento do mercado. Primeiro porque haverá mais dinheiro disponível para lazer por con- ta da economia, segundo pelo esforço governamental e terceiro porque é uma necessidade dos jovens ter algo mais hu- manistadoquetodaessatecnologia.Um pouco de sentimento, sensibilidade atra- vés da música, é muito importante. Isso vaitornarnossosjovensmaiscompletos. Na sua gestão, qual foi a principal mudança implantada na empresa? Giorgio: Forammuitas,masaprincipal foinofinaldadécadade1960,quandoa Giannini decidiu suprir o mercado com tudo que ele precisasse, já que a impor- tação não podia trazer. Então, de uma forma arrojada, e cara para a época, de- senvolvemos várias linhas de produtos que foram responsáveis pela criação de 1980: Consolidando ainda mais seu espaço no mercado, a Giannini começa a fabricar teclados, sintetizadores, pianos elétricos e órgãos. 1990: A empresa se muda para o interior de São Paulo, em Salto, com uma fábrica de 12.000 m2 , passando a produzir 120 mil instrumentos por ano. 1970: Época de ouro. Uma nova fábrica de 8.000 m2 possibilita a ampliação do mix e a empresa lança linhas completas de guitarras, contrabaixos, amplificadores, PAs e mixers. Departamento comercial, agora na filial de São Paulo, SP mm51_giannini.indd 64 04/11/2010 16:16:51
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    66 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa Giannini Onovo departamento comercial Desde março deste ano, Paulo Masetti assumiu o posto de gerente comercial da Gian- nini e já vem realizando algu- mas mudanças importantes na empresa. Masetti contou para a M&M as principais modifica- ções implantadas e revelou as que virão a seguir para o aper- feiçoamento do departamento comercial da Giannini. Quais são as mudanças na po- lítica comercial da Giannini? Conversando com nossos clientes, detectamos que faturávamos um pe- dido em muitas partes, o que gerava algumas reclamações. A melhoria do processo interno começou a fazer com que em vez de dividirmos o pedi- do em três pacotes de notas, estamos dividindo em uma, no máximo duas. Isso faz com que o cliente consiga se programar melhor, tanto na parte de estoque como na de pagamentos. Nas mudanças comerciais vamos praticar descontos compatíveis com o que o mercado está oferecendo e fortalecer a nossa relação com o cliente. O que o lojista pode esperar da sua gestão comercial? Níveis de desconto compatíveis e 2000: A Giannini traz as novíssimas máquinas CNCs para agilizar o processo produtivo e realça produtos seus que foram sucesso no passado, como a guitarra Craviola e o T-3, conhecido como ‘Tremendão’. 2010: A Giannini faz 110 anos de vida. Abre filial em São Paulo, SP. Volta a recuperar market share e reestrutura a empresa em busca de crescimento. Em 2007, recebe a certificação ISO 9001 em encordoamentos e cordas avulsas. Era a primeira fábrica latino-americana a receber esse tipo de certificação. Em 2009 lança a linha de pedais, afinadores e amplificadores. 2000: A Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinasA Giannini traz as novíssimas máquinas Em 2007, recebe a certificação ISO 9001 emEm 2007, recebe a certificação ISO 9001 em justos, de acordo com o mercado. Também estamos buscando proces- sos para sempre ter pronta entrega. Posso assegurar total transparência nas negociações comerciais junto aos lojistas e com os representantes. Fale um pouco sobre o Giannini Fest, programa de benefícios para os lojis- tas que a Giannini está oferecendo. Mescla de programa de incentivo de vendas e treinamento. O interessado em participar do Giannini Fest vai en- trar no site www.gianninifest.com.br, se cadastrar e começar a viver um sistema de pontuação, em que ele lança suas vendas e ganha pontos. Ele também pode assistir aos ví- deos de treinamento para ganhar mais pontos. E ainda teremos várias perguntas premiadas, como, por exemplo, “em que ano nasceu o violino tal?”, e a pessoa vai poder pesquisar, enriquecer seu conhecimento, responder certo e ganhar pon- tos. O objetivo desse progra- ma é que ao longo de todo o processo a pessoa adquira um valor agregado muito alto. Ha- verá premiações trimestrais, em dinheiro, de 1.000 reais, 500, 250 – ou seja, diversos prêmios para vendedores, ge- rentes ou qualquer pessoa da loja que queira entrar no concurso. Além de ganhar vários prêmios, os participantes poderão conhecer mais sobre os produtos Giannini. Qual é o seu recado para o lojista? Vocês podem contar com a Giannini para um processo de abastecimento contínuo de produtos e de inovações constantes. Neste final de ano já ti- vemos um presságio espetacular da Feira da Música de setembro e resul- tados excelentes em outubro. Isso em função de uma grande capacidade de abastecimento, dentro de um novo processo logístico que implementa- mos. Tudo para restabelecer o grau de confiança de vocês, nossos clientes, a coisa mais importante para a Giannini. milhares de profissionais e grupos mu- sicais que puderam progredir por te- rem um produto acessível para o bolso deles. Esse momento foi muito constru- tivo para a Giannini, porque a colocou no segmento dos instrumentos musi- cais, e não só no do violão e dos instru- mentos de corda. Depois disso ficamos conhecidos em várias outras áreas de instrumentos musicais. Como está sendo o ano de 2010 co- mercialmente? Flavio: Muito bom, recuperando um share. Muitas vezes me dizem que cres- cemos muito e eu respondo que cres- Paulo Masetti assumiu a gerencia comercial em março Untitled-2mm51_giannini.indd 66 04/11/2010 16:16:59
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    68 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa Giannini cimentoé só após você readquirir um share. Depois dessa reaquisição, o que vier a crescer aí sim é crescimento; ain- da não chegamos nesse nível, mas se for possível chegaremos. Ao que vocês atribuem a aquisição desse share de mercado? Flavio: Àcapacidadedemudançaemal- terarnossoequilíbriocomercialinterno. Giorgio: Perdemos o share porque não conseguimos produzir o preço que a China, especialmente, trazia para cá. Agora estamos voltando a oferecer ao mercado produtos competitivos, cria- dos por nós e produzidos lá fora, com preços equivalentes àquilo que tirou nosso market share no passado. Como disse o Flavio, readquirindo esse market share no quinquênio estamos progra- mando o crescimento real da empresa. Flavio: Muitas pessoas veem como crescimento, mas ainda não é. Porque o crescimento não é só quantitativo, também é a confiança de nossos par- ceiros, os lojistas, que são os responsá- veis por tudo isso. Falando então sobre os parceiros, o que eles podem esperar para o ano que vem? Flavio: Melhoras. Melhoras em todos os pontos. Crescimento. Roberto: Produtos competitivos, de boa qualidade, justos para o momento do mercado. Empresa profissional. Turlão: Logística adequada de entrega de produtos em tempo hábil, organiza- ção. Isso é um ponto importante, que a Giannini se preocupou muito em re- adquirir nos últimos dois anos, porque de fato tínhamos perdido. Perdemos a confiança dos parceiros, mas busca- mos com competência, conseguimos e readquirimos essa confiança. E vamos estimularessaconfiançacadavezmais. Estaremos sempre atentos para que a regularidade na relação entre a Gianni- ni e os parceiros melhore sempre. Giorgio: Conseguimos o ISO 9001 em encordoamentos e estamos obtendo Um mix de 5 produtos Giannini Pedal de efeito OD-102 AXcess by Giannini O pedal OD-102 produz um timbre clássico quente de overdrive, muito semelhante ao som produzido pela saturação de amplificadores valvulados, ideal para gui- tarristas de rock e blues. Violão GCX-15 Estudante O GCX-15 é um violão linha Estudante. Possui uma eficiente caixa de ressonância, destacando-se entre os violões de mesma faixa de preço. O produto é indicado para iniciantes. Encordoamento náilon série MPB Os encordoamentos da série MPB combinam diferentes ma- teriais para permitir ao músi- co flexibilidade em diversos estilos. A linha Preto-Prata possui bordões em cobre prateado e primas em nái- lon preto, oferecendo tim- bre mais grave. Indicado para violão popular. Amplificador G5 Amplificador compac- to para guitarra, com 5 W RMS de potência. Ideal para estudo, o G5 é pequeno, 235 x 155 x 235 mm; leve, 3,05 kg; e possui controle de efeitos Clean, Drive, Distortion e Level. Guitarra GGX-1HH Com dois captadores humbuckers e o corpo em basswood, a GGX-1HH pro- porciona um timbre pesado, indicada para músicos iniciantes que procuram uma guitarra para tocar rock, jazz e blues. Ao que vocês atribuem a aquisição desse Flavio: terarnossoequilíbriocomercialinterno. Giorgio: conseguimos produzir o preço que a China, especialmente, trazia para cá. Agora estamos voltando a oferecer ao mercado produtos competitivos, cria- dos por nós e produzidos lá fora, com preços equivalentes àquilo que tirou nosso disse o Flavio, readquirindo esse share mando o crescimento real da empresa. Flavio: crescimento, mas ainda não é. Porque o crescimento não é só quantitativo, também é a confiança de nossos par- ceiros, os lojistas, que são os responsá- veis por tudo isso. Violão GCX-15 Estudante O GCX-15 é um violão linha Estudante. Possui uma eficiente caixa de ressonância, destacando-se entre os violões de mesma faixa de preço. O produto é indicado para iniciantes. Os encordoamentos da série MPB combinam diferentes ma- 68 Amplificador G5 Amplificador compac- to para guitarra, com 5 W RMS de potência. Ideal para estudo, o G5 é pequeno, 235 x 155 x 235 mm; leve, 3,05 kg; e possui controle de efeitos Clean, Drive, Distortion e Guitarra GGX-1HH Com dois captadores humbuckers e o corpo em basswood, a GGX-1HH pro- porciona um timbre pesado, Amplificador compac- to para guitarra, com 5 W RMS de potência. Ideal para estudo, o G5 é pequeno, 235 x 155 x 235 mm; leve, 3,05 kg; e possui controle de efeitos Clean, Drive, Distortion e Encordoamento náilon série MPB Os encordoamentos da série MPB combinam diferentes ma- teriais para permitir ao músi- bre mais grave. Indicado para violão popular. Um mix de 5 produtos Giannini indicada para músicos iniciantes que procuram uma guitarra para mm51_giannini.indd 68 04/11/2010 16:17:10
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    70 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Capa Giannini RAIOX Nome: Giannini S.A. Fundação: 15 de novembro de 1900 Diretores: Giorgio Giannini, presidente; Flavio Giannini, comercial e marketing; Roberto Giannini, industrial e logística; José Carlos Turlão, administrativo e financeiro. O que faz: violões; encordoamentos, violões étnicos em geral, guitarras elétricas, contrabaixos elétricos, amplificadores e pedais de efeito. Filiais: São Paulo, SP, com departamentos de marketing, vendas, desenvolvimento, comercial e presidência, mais showroom. Salto, SP, operações financeiras, fábrica, estoque, compras, importação e exportação. Funcionários: cerca de 170 Contato comercial e marketing: (11) 3065-1555 Demais áreas, matriz: (11) 4028-8400 Site: www.giannini.com.br agora na área de instrumentos, ou seja, tudoestásendoorganizadodeumafor- ma moderna e tecnicamente exequível. Roberto:EaGianninijáestásepreparan- doparaseraprimeiracomoISO14001. Como está o setor de exportação da empresa? Giorgio: Não muito bem, porque não somos competitivos ainda. A Giannini começou a exportar entre 1961 e 1962. Turlão: Essa é uma das vitórias do seu Giorgio, pois foi ele quem levou os instrumentos musicais do Brasil para o mundo. Foi um precursor e ajudou muito os parceiros e concorrentes a pe- netrar no mercado internacional. Giorgio: Exportamos centenas e cente- nas de milhares de peças de instrumen- tos musicais. Chegamos a exportar para 48 países. A marca Giannini tem ainda um reconhecimento — quando se fala Giannini lá fora, lembra-se de instru- mento musical —, mas há mais ou me- nos cinco anos perdemos o foco de ex- portadores,porquenãodáparacompetir internacionalmente. Só o fazemos ainda em quantidades pequenas, mantendo certos nichos de mercado, mas não dá parainvestirparacresceremexportação porque o retorno traz prejuízo. Espera- mos que essa nova administração go- vernamental, que tomará posse ano que vem, desonere as exportações de impos- tos, incentive de alguma forma o dinhei- ro que não encareça os produtos. Hoje o chinês, por exemplo, financia com 6% ao ano,àsvezesmenos,eassimpodecaptar einvestirporqueconseguepagarocusto da dívida que está criando. Agora, aqui são 30%, 40%. É quase impossível com- petir. Esperamos, se alguma coisa for feita,voltaradisputaromercadoláfora. O que os lojistas podem fazer para estimular suas comunidades e desen- volver os mercados regionais? Giorgio: Acho que a distância entre o consumidor do instrumento musical e a música é o ensino. Quantas vezes uma mãe, para comprar um instru- mento musical — que às vezes custa tanto quanto um brinquedo— deixa de fazê-lo por pensar ‘onde ele vai apren- der?’. Quando consegue saber onde vai aprender, o custo é maior que o do ins- trumento. Existe uma dicotomia entre oinstrumentomusicaleoensino.Oen- sino nas escolas poderá diminuir essa distância. Agora, os comerciantes e nós todos podemos fazer algo para que o link entre os comerciantes e as esco- las seja facilitado. Poderíamos colocar em debate ideias para fazer com que os professores tenham facilidade de con- seguir alunos e os alunos saberem que existem os professores. Aproximar o instrumento musical do ensino é uma das coisas mais importantes para o crescimento do mercado, além, é claro, da redução de impostos que encarecem muitos produtos voltados à cultura. Flavio: Acho que a música nas escolas vaifazernossomercadocrescernatural- mente. O problema será como implantá- -la em escolas públicas, principalmente. A obrigatoriedade faz com que o gover- noseadapterapidamente,poisamãode obra especializada não atende à deman- da necessária. É um início, mas tende a crescer muito quando se estruturar. Roberto: E os próprios professores ten- dem a ser consumidores. Como enxergam a relação entre lo- jas físicas e comércio virtual? Giorgio: Bastante equilibrada. Acre- dito que o comércio virtual irá crescer como em todas as partes do mundo, sem grandes prejuízos para o comércio tradicional, porque depende do pro- duto. Existe alguém que vai comprar instrumento musical pela internet, mas muita gente vai precisar do conta- to físico, da escolha, para comprar um instrumento. Acredito que os dois vão conviver e progredir, crescendo e tor- nando esse mercado grande. Flavio: Não podemos deixar de dizer que as lojas especializadas hoje estão investindo no e-commerce. Elas enxer- garam esse mercado e estão adquirin- do e sua fatia. Qual é o produto da Giannini que hoje representa com mais exatidão a filosofia da empresa? Giorgio: A Giannini sempre foi uma fabricante de instrumentos musicais. Fabricávamos órgãos eletrônicos, me- sas de mixagem, caixas de som, am- plificadores pesados, uma extensa li- nha de guitarras e dezenas de outros equipamentos. O que mais representa a filosofia da empresa hoje é o retorno à diversidade e às suas origens.  mm51_giannini.indd 70 04/11/2010 16:17:14
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    72 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR SWU: UMEVENTO QUE SINTETIZOU 2010 é baterista, pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e mestre em Comunicação e Mercados. Além de lecionar Planejamento Estratégico na Universidade Anhembi Morumbi, é autor do livro Dominando Estratégias e Negócios. Site: www.marketingenegocios.com.br ALESSANDRO SAADE MARKETING E NEGÓCIOS O FESTIVAL DE MÚSICA OCORRIDO EM OUTUBRO TROUXE CONCEITOS IMPORTANTES PARA NOSSO SETOR, COMO O DE INTENSIFICAR A EXPERIÊNCIA DE RELACIONAMENTO E CONSUMO Vai chegando o final de 2010 e, como sempre, o contador que habita em nós começa a fazer o balanço do ano: os quilos que não perdemos, o car- ro que trocamos, os shows a que fomos, a viagem que não saiu... Sem muita neurose, o bom dessa fase é que podemos tentar entender por que algo não deu certo, ou não aconteceu, e fazermos melhor no ano seguinte. A convenção de ano é nos- sa, mas, na verdade, a vida não vai mudar muito se a viagem tão desejada acontecer só em 2011 em vez de 2010. Ou se for em agosto e não em maio. Apenas para exemplificar, as empresas americanas fecham seu ano fiscal em junho e as brasileiras em dezembro e so- brevivemos a esta assincronia todos os anos! Voltando ao contador... Se tivesse que escolher um evento que sinteti- zasse o ano de 2010, es- colheria o SWU. Um grande evento que convoca o público a interagir, não só com a música, mas com o planeta, usando de Vro que trocamos, os shows a que fomos, a viagem que não saiu... Sem muita neurose, o bom dessa fase é que podemos tentar entender por que algo não deu certo, ou não aconteceu, e fazermos melhor no ano seguinte. A convenção de ano é nos- sa, mas, na verdade, a vida não vai mudar muito se a viagem tão desejada acontecer só em 2011 em vez de 2010. Ou se for em agosto e não em maio. Apenas para exemplificar, as empresas americanas fecham seu ano fiscal em junho e as brasileiras em dezembro e so- brevivemos a esta assincronia todos os anos! Voltando ao contador... Se tivesse que escolher um evento que sinteti- zasse o ano de 2010, es- colheria o SWU. Um grande evento que convoca o público a interagir, não só com a música, mas com o planeta, usando de Sem muita neurose, o bom dessa fase é que podemos tentar entender por que algo não deu certo, ou não aconteceu, e fazermos melhor no ano seguinte. A convenção de ano é nos- sa, mas, na verdade, a vida não vai mudar muito se a viagem tão desejada acontecer só em 2011 em vez de 2010. Ou se for em agosto e não em maio. Apenas para exemplificar, as empresas americanas fecham seu ano fiscal em junho e as brasileiras em dezembro e so- brevivemos a esta assincronia todos os anos! Voltando ao contador... Se tivesse que escolher um evento que sinteti- zasse o ano de 2010, es- colheria o SWU. Um grande evento que convoca o público a interagir, não só com a música, mas com o planeta, usando de mm51_saade.indd 72 03/11/2010 20:23:51
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    Alessandro Saade Marketinge Negócios WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 73 Link: trendhunter.com Muita gente busca entender o que acontece no mundo para identificar pa- drões e tendências. Assista ao vídeo no link e veja o que se falou no início de 2010 sobre o ano que acaba: http://migre.me/1zgC6 Link: trendhunter.com maneira consciente produtos e ser- viços, cuidando do meio ambiente e reduzindo o consumo. A interação consumidor/produto traz a tônica do atual momento do mercado. Cada nova possibilidade de intensificar a experiência de rela- cionamento e consumo traz pontos a favor da empresa. Assim, a cerveja, o computador e a operadora de telefo- nia patrocinam o evento de olho nos jovens lá presentes. Podemos não perceber imediata- mente, mas o SWU traz em si alguns conceitos que se firmaram neste ano que termina. O primeiro deles diz res- peito às redes sociais. Nunca um even- to foi tão trabalhado em redes sociais. Facebook, Twitter, Google Maps, hotsites e uma infinidade de outras redes foram utilizadas para reunir as tribos numa mistura de Rock in Rio com Woodstock. Todos querem parti- cipar e contar que participaram! Um desdobramento disso é o que chama- mos de exposição vulnerável; após o evento, muitas pessoas correrão para tentar tirar as fotos comprometedoras do perfil no Orkut do amigo, ou apagar uma twitada da qual se arrependeu. Outro conceito é o de pop-uptai- ling, ou varejo instantâneo. Do nada, PODEMOS NÃO PERCEBER IMEDIATAMENTE, MAS O SWU TRAZ EM SI ALGUNS CONCEITOS QUE SE FIRMARAM NESTE ANO QUE TERMINA Livro... ? Nesta edição não indicarei livro, mas pedirei que você compre, já, um caderno, agenda ou mesmo um bloco de notas e coloque lá suas metas, seus objetivos, seus sonhos e desafios, pes- soais e profissionais. Acompanhe-os ao lon- go do ano, sem desleixo, mas sem neurose. Colocar no papel é sempre uma boa manei- ra de registrar a vida! Forte abraço e até 2011! aparece uma loja ou quiosque no sho- pping, um contêiner na esquina, ou uma cidade da música numa fazenda do interior de SP, que desaparece logo após o fim do evento. Também presenciamos a cultura da locação. Praticamente 100% do que se viu no local do SWU era loca- do. Desde a fazenda até os banhei- ros químicos, passando pelo palco e equipamentos de áudio e iluminação. Hoje se alugam de carros a talheres, de roupas a avós. Isso mesmo (!), hoje tem até avó para alugar. A sustentabilidade foi o mote do evento. Reciclagem de lixo, uso res- ponsável dos recursos e consciência nas atitudes. Isso fez os participantes acamparemnolocal,dividiremocarro pormeiodeumsitedecaronacompar- tilhada chamado Carona Brasil e, não menos importante, os fez tomar ba- nhos de sete minutos. Para se ter ideia da magnitude do evento, somente em latas de alumínio a cooperativa de ca- tadores de lixo recolheu 12 toneladas! Tenho certeza de que cada um saiu do SWU com uma percepção. Algumas positivas, outras negativas, mas com certeza, do ponto de vista de negócios de música, foi um marco. Aftertaste ou retrogosto é o sabor que fica na boca após degustarmos um bom vinho ou uma cerveja gour- met, por exemplo. O aftertaste de um evento como este é sempre uma gran- de conexão com a música, que gera forte demanda na compra de música, instrumentos, equipamentos e mais ingressos para mais shows. Sinceramente, o ano acaba muito bem e já sinaliza grandes movimen- tos para 2011.  mm51_saade.indd 73 03/11/2010 20:23:53
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    74 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Empresa Perfil RENKUS-HEINZ POSSUIUMA LINHA INOVADORA COM TECNOLOGIA PARA INSTALAÇÃO DE SISTEMAS DE SOM EM ESTÁDIOS AMIsereestrutura,traznovasmarcaseaumentaequipedevendas Mais volume na AMI Ahistória da AMI Music come- çou há 11 anos, quando o seu fundador e presidente, Octavio Brito, morava nos Estados Unidos e era empresário varejista com uma rede de lojas de áudio. “Além das vendas nas lojas, focamos em diversos segmentos, comoprojetoseinstalaçõesdeestúdios profissionais, projetos de sonorização profissionais e distribuição de produ- tos de áudio no Brasil”, conta Octavio. A área de distribuição cresceu ra- pidamente e tornou-se a parte mais significativa. Assim, Octavio, que já pensava em voltar ao Brasil depois de 20 anos nos EUA, combinou as duas coisas e veio definitivamente para São Paulo, criando a AMI Music. “Muda- mos acreditando no crescimento do mercado brasileiro e nunca nos arre- pendemos. Nossa experiência como lojista nos deu uma perspectiva única e nos ajudou a criar uma estrutura comercial que gerou parcerias fortes e lucrativas com os lojistas brasileiros.” Este ano a AMI aumentou seu portfólio de marcas. Além de distri- buir a Audio-Technica, recentemente começou a trabalhar com as norte- -americanas Renkus-Heinz, áudio profissional; Face Audio, fabricante de potências, e SoundTube, de falantes; e ainda com a coreana Orion PDP, em- presa especializada em video wall. Para atender à demanda gera- da pelas novas marcas, a empresa já ampliou o departamento comercial e contratou vendedores, representantes e assistentes de vendas. A M&M con- versou com Octavio, seu filho e diretor Diego Brito, e com o gerente comercial Luciano Du- mont para saber das novidades e, sobretudo, dos desafios e poten- ciais do mercado para a empresa. Desde a época em que come- çaram até hoje, quais foram as mudanças mais significativas que vocês observaram em re- lação ao mercado? Octavio: Em certos segmentos, o acesso à tecnologia aumentou significativamente, resultando na proliferação de informação, o que é fantástico. Em outras áreas, estamos vendo um mercado brasileiro cada vez mais profissional no desenvolvimento de projetos e nas suas instalações. Há apenas sete anos, quando começamos a efetuar projetos de sonorização para todas as nossas instalações, muitos consideravam esse trabalho ‘desne- cessário’. Hoje em dia já se tornou a norma operacional de muitos dos nossos competidores. É ótimo ver es- sas mudanças, pois demonstra que o Brasil está cada vez melhor e procu- rando ser um dos líderes mundiais no segmento de áudio. Quais são os grandes desafios do mercado para a AMI? Dumont: Umdosdesafiosaindaéfazer comqueosconsumidoresfinaisconhe- çam a qualidade dos nossos produtos e Octavio Brito, Luciano Dumont e Diego Brito, da AMI: nova estrutura possibilita grandes negócios em áudio mm51_ami.indd 74 03/11/2010 20:24:32
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    Empresa Perfil como elespodem ajudar a melhorar a composição e execução desuamúsica.Outroédemonstrarparaasnossasrevendasque, apesar de termos preços competitivos, é a qualidade dos nossos produtos que torna os clientes fiéis e satisfeitos. Octavio: Infelizmente, muito do nosso mercado atual é fo- cado mais em preço e menos em qualidade. Mas, como todo mundo sabe, “o barato sai caro”. Na AMI temos o privilégio de trabalhar apenas com marcas de alta qualidade. É claro que é importante ter preços competitivos e uma grande parte do nosso trabalho é tentar conseguir o melhor preço com os nos- sos fornecedores para o mercado nacional. A Audio-Technica é um ótimo exemplo: apesar de ser uma das maiores e mais valorizadas marcas de microfone do mercado internacional, conseguimos negociar condições especiais para ter os preços mais acessíveis entre as marcas profissionais. O mercado bra- sileiro é um investimento inteligente e nossos fornecedores estão cada vez mais reconhecendo o nosso grande potencial. Como foi a negociação para a distribuição da Renkuz-Heinz e quais são as projeções de potencial para o mercado brasileiro? Octavio: A Renkus-Heinz é uma das mais conceituadas empresas de áudio profissional do mundo. Quando surgiu a oportunidade de distribuir a marca no Brasil, ficamos mui- to honrados. Estávamos trabalhando com outras linhas in- teressantes, porém, mais focados no mercado consumidor. Muitas vezes, perdemos vendas por não termos uma linha completa de áudio profissional. No caso da Renkus, são lí- deres em desenvolvimento de novas tecnologias e possuem as melhores soluções para todo tipo de instalação profissio- nal. A parceria com a Renkus-Heinz nos traz novamente à condição de oferecer soluções inovadoras e únicas em todos os segmentos do áudio profissional. A tecnologia da Renkus- -Heinz não existia no Brasil e veio para mudar os parâmetros que aplicávamos ao que era considerado de qualidade excep- cional no áudio. O primeiro carregamento já chegou e saiu. O segundo chega em breve e está quase totalmente vendido. Até agora, a aceitação tem sido espetacular. Qual será a política de preços praticada com os equipa- mentos da Renkus-Heinz? Octavio: As melhores possíveis. Nossa política é de favorecer o lojistaeoconsumidorfinal,trazendolucratividadeparaasreven- das e competitividade no mercado para os consumidores finais. Os Line Arrays digitais da Renkuz já estão disponíveis no mer- cado brasileiro. Quais são os diferenciais desses produtos? Octavio: Os Line Arrays digitais já estão disponíveis e in- clusive já estamos efetuando as primeiras instalações com os nossos parceiros. Atualmente, apenas a Renkus-Heinz Line Array digital - Série IC Live Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz. O sistema fornece 105 dB @ 30 m. Fácil de montar e transportar. Seu sistema de direcionabilidade digital permite, por meio do software Beamware da Renkus, conectar o laptop com a IC Live e criar até oito raios para direcionar o som. Seis anos de garantia. Empresa Perfil Line Array digital - Série IC Live Empresa Perfil Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz.Sistema Line Array digital portátil da Renkuz-Heinz. mm51_ami.indd 75 03/11/2010 20:24:37
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    76 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Empresa Perfil possuiessa tecnologia de ponta no Brasil. Devido ao controle digital, os Line Arrays Digitais ajudam a evitar problemas típicos de Line Arrays tradicionais, como lóbulos gradientes e reflexões indesejáveis. Quais são as metas de cres- cimento e participação no mercado para 2011? Dumont: Nossas metas são o fornecimento aos lojistas de produtos com a melhor qualidade e garantia, entre cinco e seis anos, com o melhor preço de venda ao consumi- dor, que ajudem o lojista a exceder as expectativas de seu cliente e criar con- sumidores fiéis devido ao resultado excepcional. E ainda de produtos que tragam para nossos lojistas a maior lu- cratividade do setor. Acreditamos que ao atingirmos essas metas alcançare- mos o crescimento desejado. Com a Copa do Mundo e as Olimpía- das, o cenário do mercado de áudio AMI Music Marcas: Audio-Technica, Renkus-Heinz, Face Audio, Soundtube e Orion PDP Site: www.amimusic.com.br Tel.: (11) 4702-0177 OFERECEMOS TREINAMENTO DE ÁUDIO PARA TODA A NOSSA REDE DE REVENDA E CONSIDERAMOS UMA PARTE BEM IMPORTANTE DO NOSSO TRABALHO brasileiro está tomando novas formas muito rapi- damente. Qual é o diferen- cial da AMI para vencer a concorrência nesse setor? Diego: Uma das grandes vantagens de trabalhar com marcas de alta qua- lidade é que elas já estão presentes em muitas das maiores e melhores ins- talações do mundo. A Renkus-Heinz completou mais de 50 instalações em estádios pelo mundo, só no último ano. Eles possuem uma linha exten- sa e inovadora com tecnologia única para instalação de sistemas de som em estádios. A Audio-Technica tam- bém é muito forte na área de eventos grandes. São patrocinadores oficiais das Olimpíadas há mais de 20 anos e sua tecnologia avançada oferece a melhor qualidade sonora em siste- mas sem fio, microfones e fones de ouvido. Essas referências, associadas a centenas de projetos de sonoriza- ção já efetuados pela AMI, irão nos garantir uma vantagem perante a concorrência. O que o lojista pode esperar da AMI para 2011? Diego: Teremos diversas novidades — entre produtos, promoções etc. — para os lojistas e para os consumido- res finais, sempre mantendo em men- te nossa prioridade de dar o melhor atendimento e fornecer os melhores produtos do mercado.  Cinco produtos essenciais da AMI Audio-Technica MB1k/c: Microfone vocal com preço acessível. Cinco anos de garantia. Audio-Technica ATW-702: Microfone que possui escaneamento automático, transmissão diversity UHF, cápsula de alta qualidade e capacidade de trabalhar com até oito sistemas simultaneamente. Dois anos de garantia. Renkus-Heinz IC7: O mini Line Array IC7 entrega 117 dB de pico. Já amplificada e processa- da, a caixa possui sete transdutores coaxiais que oferecem uma resposta ampla de 120–18.000 Hz. Sua dispersão horizontal de 150 graus e a pequena dispersão vertical são ideais para insta- lações em ambientes reverberantes. As caixas estão disponíveis em preto, branco ou na cor customi- zada. Seis anos de garantia. Face Audio 1200TS: Amplificador de 1.200 W por canal da premiada Série Titanium. Design inovador. Cinco anos de garantia. Soundtube SM500i: Caixa acústica com res- posta extensa de 70~22.000 Hz e 107,5 dB de pico. Driver coaxial com a tecnologia de disper- são patenteada BroadBeam que oferece maior cobertura. À prova de chuva ou calores extremos, pode ser instalada interna e externamente. Cinco anos de garantia. cobertura. À prova de chuva ou calores extremos, pode ser 76 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Line Array IC7 entrega 117 dB de pico. Já amplificada e processa- e sua tecnologia avançada oferece a melhor qualidade sonora em siste- mas sem fio, microfones e fones de ouvido. Essas referências, associadas a centenas de projetos de sonoriza-Audio-Technica ATW-702: Microfone mm51_ami.indd 76 03/11/2010 20:24:45
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    78 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Pequenas eMédias Dicas de PDV Para não errar maisNum ponto de venda é essencial criar estímulos aos clientes potenciais. Daí que a atmosfera geral deva ser aproveitada como meio de chamar a atenção. Conheça 10 erros comuns em pontos de venda e saiba o que fazer para não cometê-los Por José Carmo Vieira de Oliveira 1 Descuidar da vitrine A vitrine deverá ser trans- formada num permanente convite. Colocar um exem- plar de cada um dos produtos, num amontoado confuso, é um erro muito comum. Vitrine não é catálogo. Pense como se fosse o consumidor: uma vi- trine clara, em que se perceba o que é vendido com duas ou três mensagens objetivas, como promoção, novidade e exclusividade, por exemplo. 2 Iluminação deficiente É desagradável entrar em umalojaqueseencontraem ambiente de autêntica pe- numbra. É, certamente, uma péssima primeiraimpressão.Tambémoseráse, ao entrar, o cliente tiver a sensação de um flash nos olhos, tal a intensidade da luz. No equilíbrio está a virtude, e esse equilíbrio será diferente em cada caso e para cada tipo de produto ou serviço que se pretende vender. 3 Não cuidar da temperatura Umpontodevendadevepro- curarreteromáximodetem- popossívelosclientesemseu interior. Se não investir em um sistema derefrigeraçãoadequado,poderásede- pararcomsituaçõesemqueseuestabe- lecimento esteja mais quente do que no exterior,umconviteàsaída… 4 Cores desajustadas Não chocar, nem ser agres- sivo ao escolher as cores base de seu ponto de venda é uma decisão extremamente impor- tante. As cores fazem parte de todo o ambiente. E certamente você quer um ambiente agradável e facilitador dos contatos e das vendas. Cores que distraem a atenção do cliente são um erro. Mas a ausência de cor ou cores demasiado deslavadas, ‘anônimas’, também propiciam certo desconfor- to, por isso precisam ser evitadas. 5 Não utilizar a simpatia Evite perguntas como “Deseja alguma coisa?” ou “Posso lhe ser útil?”. Se o cliente entrou no seu ponto de ven- da, certamente deseja alguma coisa, nem que seja uma informação. Não se irrite com as perguntas tolas, pro- cure entender que o cliente pode ter dificuldade em explicar e seja sempre prestativo, nem que seja para chamar o táxi ou indicar uma rua. Lembre-se de que o mais importante é “segurar” o consumidor e deixar a sensação de que valerá a pena retornar à sua loja. 6 Layout inadequado Ao entrar no ponto de ven- da o cliente precisa per- ceber, automaticamente e com facilidade, onde é o atendimento eondeestãoexpostososartigos.Evite disposições de espaços nas quais não se sabe bem onde começa o expositor e o estoque, ou onde apenas a pessoa doatendimentoécapazdediscerniro local de determinado produto. Nesse caso, perderá o cliente ocasional, que entra para dar “uma olhada”. Ele sairá de imediato, pois não perceberá nada que o interesse, unicamente devido à disposiçãointeriordopontodevenda. mm51_pme.indd 78 03/11/2010 20:25:10
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 79 Pequenas eMédias Dicas de PDV 7 Dar informações erradas Se na vitrine há uma men- sagem de desconto cujo prazo está vencido, o cliente que se interessou por ela será perdido. Outro erro grave é dar informações di- ferentes daquelas que estão indicadas naetiquetaounofolhetotécnico.Mais cedo ou mais tarde os clientes toma- rão consciência de que houve engano e o prejudicado será sempre o ponto de venda. A má e a boa fama vivem muito do ‘boca a boca’. Qualquer erro desses podeatingirgravementeoseunegócio. 8 Não renovar regular- mente a imagem geral Uma vez ganho o cliente, a sensação de que a loja está sempre na mesma (no sentido da de- coração, da vitrine e dos produtos ex- postos) certamente não ajuda a atraí- -lo e fazê-lo voltar, pois ele já sabe que não encontrará nada de novo. Uma ‘remodelada’ de vez em quando pode estimular a atração de novos clientes elevarosconsumidoreshabituaisase interessarem pelas novidades. 9 Não cuidar do estoque Se alguns produtos não têm a saída esperada, não os deixe ir amontoando indefinidamente. Isso dará um ar de imobilismo, que deve ser evitado, além de poder trazer problemas de espaço e de arrumação. Vale tentar ‘desová-los’ com descontos ou saldos. Ao menos, sempresalvaalgumacoisaeoprejuízo será menor. Além disso, pode-se ga- nhar clientes para melhores ocasiões. 10 Descuidar da for- mação do pessoal Dá péssima impres- são um vendedor apenas saber o preço do produto que o cliente deseja e desconhecer suas características e seus principais be- nefícios. A formação do pessoal é uma necessidade óbvia em termos de qua- lidade de atendimento, capacidade de informação e técnicas de vendas, fatores que poderão proporcionar me- lhores resultados. “Muitas vezes não se vende. O cliente é que compra”: esse talvez seja, ainda hoje, um dos um dos principais erros nos pontos de venda. Também é um erro muito co- mum não olhar as práticas e estraté- gias da concorrência, retirando dali ensinamentos positivos que poderão ser aplicados no próprio ponto de venda. A diferenciação, a atenção ao cliente, toda a questão do espaço de venda também são fatores que não podem ser descuidados. Aquilo que chamamos merchan- dising — que abarca conceitos e prá- ticas que vão do vitrinismo ao layout dos espaços interiores, às cores, entre outros — é um aspecto muito descui- dado no comércio atual. O atendimento ainda é o fator que faz a grande diferença. O prazer em receber, a atenção ao cliente e a simpatia são os elementos que nos cativam como consumidores, mas tantas vezes ausentes de grande parte dos pontos de venda. Daí que a grande aposta deverá ser o reforço nesses componentes, principalmente pela formação do pessoal. Já se nota, sobretudo entre os empreendedores mais novos, uma imagem diferente do comércio, fru- to da aposta no profissionalismo e na adoção de tecnologias para po- tencializar resultados positivos, ca- racterísticas ausentes do comércio em geral, basicamente dos peque- nos pontos de venda.  *José Carmo Vieira de Oliveira é consultor do Sebrae de São Paulo mm51_pme.indd 79 03/11/2010 20:25:11
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    80 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR BOM ATENDIMENTO: OQUE É ISSO? BOM ATENDIMENTO: O QUE É ISSO? BOM ATENDIMENTO: atua há 26 anos no mercado musical. Já foi vendedor, gerente, representante e diretor comercial. Formado em Ciências Econômicas, possui especialização em gestão empresarial, vendas e marketing. E-mail: neno@distribuidoragvcom.com.br NENO ANDRADE NEGÓCIO DE VAREJO SÃO VÁRIOS OS FATORES QUE LEVAM À FIDELIZAÇÃO DE UM CLIENTE E O BOM ATENDIMENTO É UM DOS MAIS IMPORTANTES. MAS VOCÊ REALMENTE SABE O QUE ELE É E O APLICA EM SUA LOJA? Hoje, qualquer pessoa, de qualquer ramo de ativi- dade, sabe e prega que o bom atendimento aos clientes é fundamental para o andamento dos ne- gócios. Contudo, pesquisa recente mostra que quase 60% dasempresasdeixamadesejarnessequesito.Todossomos provas disso, pois quem nunca ligou para uma empresa de telecomunicação, seguro saúde, cartão de crédito, TV por assinatura etc. e passou até horas aguardando, sem conse- guiu resolver o problema porque a pessoa que atendeu não estava preparada? Quem nunca comprou um bem móvel, e o vendedor se comprometeu a entregar ‘sem falta’ no dia tal, e não entregou e tão pouco ligou para avisar? Durante a Expomusic fui visitar o maior centro de compras de nosso mercado no Brasil, na Rua Teodoro Sampaio, em São Paulo. A experiência foi horrível — a pior possível, diga-se. Apesar de não atender a esses lojistas, procuro con- versar com eles, e a reclamação é sempre a mesma: “Não tenho margem”, “Nesta rua todo muito queima preços”, “Os fornecedores não me dão condição de trabalho” etc. Mas o que observei nessa visita é que com o atendimento oferecido aos clientes a situação vai piorar um pouco... Emalgumaslojasnemconseguientrar,poisosvende- dores estavam na porta fumando, fazendo uma barreira impedindo a passagem. Em outras os vendedores esta- vam tão ‘ocupados’ no MSN que não perceberam minha MUITOS AINDA CONFUNDEM ATENDER BEM COM SER EDUCADO. GENTE, TER EDUCAÇÃO É OBRIGAÇÃO! mm51_neno.indd 80 04/11/2010 17:49:57
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    Neno Andrade Negóciode Varejo WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 81 Dicas para realizar o verdadeiro e bom atendimento Mantenha sua equipe treinada para fazer a abordagem correta ao cliente. Dê atenção às ligações telefônicas e aos e-mails que sua loja recebe, pois são a porta de entrada de muitos clientes. Acompanhe se o que está sendo prometido pelos seus atendentes está sendo cumprido. Veja se sua equipe está preparada para dar as informações técnicas corre- tas sobre os produtos que está vendendo. Mantenha toda a equipe treinada para tratar o cliente como “rei”. Não adian- ta se preocupar somente com os vendedores, pois não basta que apenas eles atendam bem se o caixa ou o entregador não derem prosseguimento. Se eles cometerem algum deslize, podem estar jogando fora todo o trabalho feito anteriormente. Faça os funcionários entenderem que formam um time: todos lutando em prol do cliente. Em um time, todos lutam pela vitória, inde- pendente da função. Afinal, você nunca ouviu falar de um zagueiro que não quis fazer um gol porque esta era a função do atacante. Dica mais importante: as pessoas não compram apenas produtos ou ser- viços, elas querem satisfazer suas necessidades e realizar seus sonhos, e estão dispostas a pagar por isso. Uma transação deve ir além do comercial, deve ser também emocional. Para isso é preciso que o sorriso, a competên- cia, um algo a mais estejam presentes. Ter um bom espaço, bons produtos e bons preços são moedas para entrar no jogo, mas o bom atendimento, a compra, deve ser um momento mágico, porque assim o seu cliente se encanta, transmite isso aos amigos e retorna diversas vezes. presença. Algumas me receberam com o velho chavão “pois não”, mas estavam tão desorganizadas que eu não teria coragem de comprar lá. E tenho certeza de que tudo isso ocorre em estabelecimentos Brasil afora. O que é atender bem? Lojista, você já fez esta pergunta a si mesmo? Muitos ainda confundem atender bem com ser educado. Gente, ter educação é obrigação! Existem várias definições para ‘bomatendimento’.Algunsdizemque atenderbemésatisfazerasnecessida- des do cliente. Concordo plenamente, e aí está incluso o conhecimento do produto que se está vendendo, formas de pagamento etc. Outros dizem que atender bem é encantar o cliente. Ou seja, tratá-lo de tal forma que ele se sinta realizado — aqui é bom lembrar que o cliente não compra produto e sim sonhos e até mesmo a solução dos problemas dele. E tem também aqueles que dizem que atender bem é surpreender o cliente: dar a ele muito mais do que ele espera receber — por exemplo, prometer o produto para cinco dias úteis e entregar antes... Na verdade, é a soma de tudo isso que faz com que sua loja ofereça um excelen- te atendimento! Recentes pesquisas mostram que o atendimento é o primeiro item para a realização de uma compra, e até para a fidelização do cliente, seguido da disponibilidade do produto. Preço mesmo está em oitavo lugar, e nor- malmente é o item com o qual o lojis- ta mais se preocupa. Ótimas vendas! Um Natal repleto de saúde e bom atendimento e 2011 com todos os objetivos alcançados!  mm51_neno.indd 81 04/11/2010 17:49:59
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    82 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Gestão Estratégia Adiferença entre as empresas bem-sucedidasA diferença entre as empresas bem-sucedidas e as malsucedidas não está no que fazer, mas em como fazer Por Ivan Postigo* Osegredo dosucesso Os gestores precisam ter sempre em mente que a excelência de qualquer projeto está na execução. A concepção é fase extremamente importante, mas não faltam boas ideias no mundo. Estamos sim carentes de efetivas e competentes im- plementações de projetos. A busca por resultados mostra, cada vez mais, que informação e cultura são importantes, mas que sabe- doria é essencial. São coisas diferentes. Informação é apenas instrução ou dados sobre alguém ou algo; cul- tura é o cultivo de padrões transmitidos coletivamen- te dentro de uma sociedade e em nosso foco de debate essa sociedade é a empresa. Já sabedoria é o uso de informações dentro de uma cultura com sensatez. Ao buscar novas técnicas e métodos, percebemos que aprendemos mais em debates participativos do que em palestras, por uma razão básica: aplicamos a informação recebida de acordo com a nossa cultu- ra, assim verificamos o que dá certo ou não, o que funciona ou não dentro de nosso contexto. Essa é a forma de aceitarmos ou rejeitarmos procedimentos e desenvolvermos a sabedoria. Diz um velho ditado: “Um homem aprende mais sobre o gato quando o leva para casa arrastado pelo rabo do que com toda a literatura e explicação que possa encontrar sobre o felino”. Qual é a importância da informação? É necessário saber se aquilo que está sendo puxado pelo rabo é realmente um gato. O filme Jurassic Park tem exemplos interessantes nesse sentido. Muitos personagens foram devorados por animais que jul- gavam inofensivos. Não havia qualquer informação a respeito que os prevenissem para evitar uma apro- ximação. Um plano preventivo e de contingência só pode ser desenvolvido a partir de informações, ainda que suposições possam ser exercitadas. A teoria encurta o aprendizado, acelera a evolu- mm51_gestao.indd 82 03/11/2010 20:32:00
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    Gestão Estratégia ção eprepara o homem para a sabe- doria. Nesse sentido, a expertise e a ca- pacidade de adição de competência de consultores está no fato de que eles já puxaram muitos gatos pelo rabo, e nor- malmente têm grandes conhecimentos das possíveis reações. Observe o mercado e verá que as empresas bem-sucedidas são pareci- das, mantêm semelhanças de gestão, enquanto que as malsucedidas agem cada uma à sua maneira. Os segredos As empresas bem-sucedidas atra- em e retêm pessoas talentosas com um bom motivo: permitem que elas atuem, exercitem seus conhecimen- tos, vocação e talento! No popular di- O SUCESSO EVIDENCIA TALENTOS E COMPETÊNCIAS. O SEGREDO DAS GESTÕES VENCEDORAS NÃO ESTÁ EM CRIAR ESTRATÉGIAS, MAS EM IMPLEMENTÁ-LAS. Untitled-1 1 18/8/2010 16:10:34 ção e prepara o homem para a sabe-ção e prepara o homem para a sabe- mm51_gestao.indd 83 03/11/2010 20:32:03
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    84 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Gestão Estratégia ríamos:“Seus gestores saem da frente e as deixam trabalhar!”. Com isso não só descobrem, mas criam talentos internos. Essas empresas desenvolveram um conjunto de valores que contagia todo o seu pes- soal. O ambiente de trabalho, além de produtivo e criativo, é livre de situações tóxicas. A gestão empresarial é um ambiente cercado de modas e manias. Teorias vêm, vão e retornam com novas roupagens. Qual é a vantagem disso?, você se pergunta. É gerar debates, reflexões, questionar o senso comum. Isso é sabedoria! Estar ‘antenado’ em novas teorias gerenciais sem- pre será importante, mas precisamos ter consciência Faça o teste e confira o modelo de gestão de sua empresa Nomodelotradicionaldegestãoprocuramosresponderaumasériedeperguntascomuns,umavezqueeleémais voltado à delegação do que à participação. Já no modelo participativo as questões têm outra tônica e as perguntas estão voltadas mais a valores do que ao modelo sistêmico. Afinal, qual é o modelo de gestão da sua empresa? Modelo evolutivo ou participativo Crenças e valores resultantes da visão Em que acreditamos? Implementação de práticas de gestão de acordo com as crenças e valores Que formas e procedimentos atendem aos nossos valores e nos permitem cumprir nossa missão? Criação de valor para a organização Como podemos atender nossos clientes e superar suas expectativas acima de nossos concorrentes? Desenvolvimento de estratégia inovadora adequada aos recursos disponíveis e valores da organização Como podemos adicionar competência e oferecer valores aos nossos clientes sem que os concorrentes possam nos copiar com facilidade? Papel do gestor Como gerenciar os valores, ratificando, disseminando e permitindo a evolução da cultura organizacional? Modelo tradicional Estratégia Qual é o nosso negócio? Quem são nossos concorrentes? Aplicação departamental Como atuaremos nas áreas de marketing, produção, finanças e pessoal? Desenvolvimento funcional Como atribuiremos tarefas e responsabilidades para atender à estratégia? Estruturação organizacional Quais serão as práticas de recrutamento, seleção, treinamento e avaliação de desempenho para garantia do funcionamento sistêmico? Papel do gestor Como orientará e acompanhará o processo para assegurar o sucesso dos planos atendendo à estratégia? de que “saber é uma coisa, aplicar é outra”. A gestão nas empresas atende a um modelo tradicional. Con- tudo, à medida que elas progridem, alcançam o su- cesso e trabalham por sua perpetuação, geralmente migram para um modelo mais participativo. Aexperiênciadosucessocolocaemevidênciatalen- tos e competências, investindo autoridade natural e li- derançanaspessoas.Osegredodasgestõesvencedoras não está em criar estratégias, mas em implementá-las. Empresas vencedoras desenvolvem a cultura do sucesso coletivo, portanto, informações e modelos podem ser copiados. Culturas, no máximo, podem ser imitadas.  *Ivan Postigo é diretor da Postigo Consultoria de Gestão Empresarial (www.postigoconsultoria.com.br). Pós-graduado em controladoria pela USP, é autor do livro Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas. Ed. All Print mm51_gestao.indd 84 03/11/2010 20:32:04
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    86 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR De acordocom dados do Censo 2000, do IBGE, 14,5% da população brasileira é formada por portadores de deficiência. Isso totaliza 24,6 milhões de pessoas, sendo este um vasto nicho de mercado a merecer dedicação do varejo de instru- mentos musicais, já que boa parte desse público en- controu sua vocação na música, como o violonista e tecladista Fabiano Batista de Freitas. Graduando do curso de música da Universidade Estadual de Montes Claros, MG, Fabiano é enfático ao declarar que as lojas têm muito a melhorar: “As lojas de instrumentos musicais de Montes Claros não possuem rampas, o que não constitui um pro- blema para quem tem deficiência visual, mas para pessoas com deficiência física, sim. Internamente, por conta de mesas ou balcões mal distribuídos, o espaço dificulta o acesso ao produto por parte de in- divíduos com baixa visão”, explica. Especial Acessibilidade Portadoresdedeficiênciasomam24,6milhõesdepessoasnoBrasile,entre eles,tambémexistemmúsicos.Sualojaestápreparadapararecebê-los? Por Juliana Cruz. Colaborou Juliane Pereira O DEFICIENTEAUDITIVOTALVEZ SEJA O MAIS DISCRIMINADO PELA SOCIEDADE E ALGO SIMPLES, COMO A LINGUAGEM GESTUAL, AJUDA MUITO NA COMUNICAÇÃO Para Fabiano, o atendimento também precisa se especializar, pois os vendedores têm certa dificuldade em explicar equipamentos a clientes diferenciados. “Diariamente nos deparamos com comentários de pessoas que foram tratadas de maneira inadequada em estabelecimentos comerciais”, conta. Buscando ser bem atendido, o instrumentista se tornou cliente assíduo de duas lojas de sua cidade: a Fábrica Instrumentos Musicais, onde fez amizade com um dos vendedores; e a loja Máximo, onde um de seus colegas de curso costumava trabalhar e lhe explicar detalhadamente os produtos. De acordo com Thais Frota, arquiteta especiali- zada em acessibilidade pela Uninove, não existe uma norma específica para tornar estabelecimentos co- merciais acessíveis a portadores de deficiência. Para os varejistas interessados em recepcionar melhor essa parcela do público, a arquiteta dá algu- mas dicas: “Na loja de instrumentos musicais, o de- ficiente visual deve ter contato com os instrumentos pelo toque. Também é importante cada peça de mos- truário conter indicação em Braille com especifica- ções técnicas. Já os deficientes físicos precisam ter acesso aos instrumentos em uma altura adequada”. Como criar uma loja acessível Em termos de reforma, os lojistas devem investir na construção de rampas e sanitários e, embora o custo possa ser considerável, é importante ter em mente o novonichoaseratraídoparaoestabelecimento.Além disso, a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, certifica Quemnãodá assistência,perde paraaconcorrência mm51_acessibilidade.indd 86 03/11/2010 20:34:51
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    Especial Acessibilidade lugares acessíveiscom estrelas, ou seja, após avalia- ção feita por profissionais, o PDV pode receber de um a cinco pontos de acessibilidade, obtendo destaque perante a concorrência. Ricardo Nogueira, gerente de duas lojas da PlayTe- ch na capital paulista, ambas acessíveis a portadores de deficiência, acredita que em breve os demais esta- belecimentos da rede estarão adequados para receber essenichoconsumidor.“NalojadoJabaquara[bairro], o fluxo de cadeirantes é um pouco maior por conta dos eventos da EMT, que acabam atraindo mais visitantes em geral. Lá também temos três clientes assíduos com deficiência visual, um guitarrista e dois que trabalham com estúdio. Todos são atendidos pelo mesmo vendedor, já habituado a oferecer um atendi- mento diferenciado”, explicou. Para conquistar esse nicho economicamente ati- vo é necessário projetar a loja para receber todo tipo de pessoa, desde o estacionamento até a área de giro para cadeiras de rodas, e atendentes devidamente treinados em linguagem de sinais, se possível. O que os clientes pensam Pedro Conceição, conhecido como Pedrinho, já atuou como baixista para a cantora Leci Brandão. WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 87 Recentemente, o músico produziu o álbum da banda espanhola OléFunk e está trabalhando em seu pri- meiro disco solo, ainda sem data para lançamento. Portador de deficiência em um dos braços, o músi- co profissional frequenta diversas lojas da capital paulista, como a Guitar House, do luthier Florêncio Melo, e a PlayTech. Ele gosta desses estabelecimen- tos porque fornecem ajustes aos instrumentos ad- quiridos de acordo com sua necessidade. Sobre o atendimento, ele ressalta: “Sempre fui muito bem atendido em lojas de instrumentos. Não lugares acessíveis com estrelas, ou seja, após avalia- PARA CONQUISTAR ESSE NICHOECONOMICAMENTE ATIVO DO MERCADO É NECESSÁRIO PROJETAR A LOJA PARA RECEBER TODO TIPO DE PESSOA Pedro Conceição, deficiente físico, toca contrabaixo elétrico mm51_acessibilidade.indd 87 03/11/2010 20:34:58
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    88 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Especial Acessibilidade Dicaspara o seu PDV Por conta das cotas obrigatórias em empresas, existem deficientes físicos trabalhando em todas as áreas. Com isso, uma maneira de atingir esse público é ter funcionários portadores de deficiência. Para indivíduos com deficiência visual, o vendedor deve atuar como um intermediário entre o comprador e o produto, sendo fiel às informações e fazendo uma descrição detalhada do equipamento. Quando um cliente portador de alguma deficiência procura um instrumento, saiba que ele pode possuir conhecimentos avança- dos no campo da música e tecnologia, portanto, trate-o com o mesmo nível de respeito que trataria qualquer outro músico inte- ressado em seu produto. me lembro de ter sofrido discriminação por ser deficiente físico, pelo contrário, em sua maio- ria, os funcionários sempre estão dispostos a ajudar carregando o instrumento ou plugando o amplificador de minha escolha”. Por outro lado, Pedrinho concorda com as dificuldades de acessibilidade causadas por degraus e falta de espaço nos corredores. “Alguns dos principais obstáculos nas lojas são os degraus, a má organização, coisas espalhadas. A falta de rampa de acesso e a ausência de marcas no chão para deficientes visuais também são um problema. Outro fa- tor é a falta de espaços reservados para bate- rias, fazendo com que estas fiquem alocadas no meio da loja”, observa. Pedrinho também acredita na especializa- ção dos funcionários, principalmente no que diz respeito à linguagem de sinais: “O deficien- te auditivo talvez seja o mais discriminado pela sociedade. Por não enxergarem o ‘proble- ma’ do surdo, as pessoas acabam perdendo a paciência com ele quando algo simples como a linguagem gestual poderia ajudar muito na comunicação”, aponta. “Não podemos nos es- quecer de pessoas como Goya, Beethoven e Helen Keller, que, mesmo portando deficiên- cia auditiva, nos deixaram um legado de luta, sensibilidade e vitória”, completa. 14,5% DA POPULAÇÃO BRASILEIRAÉFORMADA POR PORTADORES DE ALGUMA DEFICIÊNCIA Os lojistas do setor devem atentar para to- das as vertentes do mercado e sociedade a fim deconquistá-las,levandoemconsideraçãofato- rescomofacilidadedelocomoçãoparaosclien- tes, atendimento especializado e disposição estratégica dos produtos de forma geral. Com isso, o conceito de excelência em atendimento deve ser estendido aos mais diversos tipos de consumidor, lembrando sempre de respeitá-los enquanto indivíduos e profissionais da música, independentemente de suas diferenças.  A loja Playtech (filial Morumbi, São Paulo/SP), possui corredores largos para facilitar a locomoção de cadeirantes Fabiano Batista de Freitas (esq.), deficiente visual, demonstra seu talento ao teclado em MG mm51_acessibilidade.indd 88 03/11/2010 20:35:05
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    90 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR UM PASSARINHO NAJANELA JOEY GROSS BROWN TECNOLOGIA MUSICAL REVELOU O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO MERCADO Quem nunca ouviu a expressão “um passarinho me contou que...”? Enfim, após anos de certo amadorismo, vemos o merca- do musical se transformando. Essa transformação assusta alguns, mas a grande maioria agradece aos céus. Comenta-se em cada esquina, em cada balcão: o que estará por vir? Pois bem, senhores residentes de zonas de conforto: acostumem-se, pois precisarão se mexer. Que o Bra- sil é a bola da vez e o mais forte dos países do Bric já é notório e inques- tionável. Agora, será que a mudança tem a ver somente com insatisfações, oportunismo e é tão dramática quan- to alguns querem fazer acreditar? Por que ainda temos a tendência de acreditar que o que vem de fora é melhor? Por que não acreditar que um modelo simplesmente se esgotou ou se encontra em vias de? Qual é a verdadeira tensão entre as pontas e quem ganha com essa especulação? Seria correto afirmar que é merecido? • • • • • • • Vejam só: tenho ouvido rumores de que a chegada do grupo tal vai derrubar os preços em 30%! Meu Deus! E agora? A análise profissional dos fatos, tão simples e pura quanto o passari- nhonajanela,mostraqueobviamente o preço teria de ser reduzido: o impor- tador/distribuidor passa a não existir mais e com isso o custo dele é corta- é gerente comercial da Quanta Music e não entende nada de pássaros, muito menos o que eles dizem. Até porque pássaro não fala. E-mail: joey@quanta.com.br do, com consequente repasse aos lo- jistas. Isso é bom. Barateia a cadeia de suprimentos e obriga os concorrentes à reação similar. Agora esta: “Você viu? Aquela im- portadora perdeu a marca tal. Nossa, já era!”. Que barbaridade. As empresas neste país não são servas de senhores feudais há muito tempo. Ninguém pensou em dizer “Houve um simples esgotamento das relações devido a pressões ou núme- ros discrepantes e simplesmente se optou por não continuar”. As empre- sas que trocaram marcas continuam fortes e vêm fomentando o mercado ano a ano, melhorando a oferta e a própria existência do mercado. Melhor que tudo: mais compe- tição, melhor foco e mais atenção a quem realmente importa a todos nós, o consumidor final. Se por um momento vejo angústia e comemo- rações exageradas, por outro enxergo mm51_joey.indd 90 03/11/2010 20:37:59
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    Joey Gross BrownTecnologia Musical AS EMPRESAS QUE TROCARAM MARCAS CONTINUAM FORTES E VÊM FOMENTANDO O MERCADO ANO A ANO a necessidade de ter cuidado. Núme- ros para impressionar acionistas são, sim, fabricados. Empresas que destro- em relacionamentos de longo prazo também devem ser olhadas com des- confiança — quem garante que não farão o mesmo em um curto espaço de tempo com o seu ‘novo’ parceiro? • • • • • • • Passeando pelos corredores da última Expomusic pude ouvir coisas inacreditáveis. De como o mercado começou a mudar agora e como isso iria afetar os negócios. Mais barba- ridades que não valem a pena ser detalhadas, mas quem as disse não teve qualquer ideia de que a mudança vem ocorrendo de forma constante, há tempos, em movimento contínuo e sem previsão de parar. O que notei de positivo foi a cons- cientização geral de que a mudan- ça é para melhor e irá redesenhar o mercado, trazendo mais competiti- vidade, melhor serviço e maior ne- cessidade de planejamento para ga- rantir a sobrevivência. Ou seja: mais trabalho, diversificação e atenção às tendências em espaços cada vez me- nores de tempo. Preparem-se: lojista, importador, distribuidor, representante e fabri- cante. Somos um país cada vez mais sério e exigimos respeito ao nosso consumidor. Estejam mais atentos às necessidades e às mudanças, pois quem ontem fez pode muito bem fa- zer de novo... e melhor! Quem não co- nhece nossa cultura, relacionamento e tratativa, deve fazer isso já! Continuo dizendo: somos um pequeno bebê engatinhando, mas já estamos aprendendo álgebra ex- ponencial. Já pensou quando come- çarmos a andar? Até lá, o que mais o passarinho irá me contar? Afinal, como disse Buda: “Tudo que somos é resultado do que pensamos”. n Untitled-1 1 18/6/2010 13:41:40 mm51_joey.indd 91 03/11/2010 20:38:01
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    92 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Lojista VídeoSom Instrumentos Musicais e Music Point / AL Em apenas quatro anos, Jair Ferro abriu duas lojas de instrumentos musicais em Maceió, AL Por Juliana Cruz Ambição e visão estratégica Na cidade de Arapira- ca, em Alagoas, Jair Cavalcante Ferro co- meçou sua vida profissional como vendedor autônomo de joias enquanto ainda era estu- dante. Em 1991, aos 21 anos, abriu sua primeira loja de equipamentos eletrônicos, a Vídeo Som, na mesma cidade. Após uma década adqui- rindo experiência como co- merciante, o administrador migrou para a capital do Estado, Ma- ceió, e entrou no setor de instrumentos musicais e áudio com a inauguração da Vídeo Som Instrumentos Musicais. A transição entre eletrônica e instru- mentos se deu gradativamente, mas em certo momento ele precisou optar. “Escolhi esse setor porque considero a música uma terapia. Não vendo instru- Em Maceió O início na capital alagoana foi difícil, pois os fornecedo- res costumavam dificultar as compras de Jair. “Algumas dis- tribuidoras queriam fazer as primeiras vendas à vista. Isso foraalgunsrepresentantesque nem na loja entravam”, conta. Além disso, o administrador encarou certa dificuldade no próprio atendimento. Embora já tivesse experiência em vare- jo,Jairnãotocavanenhuminstrumento, então era comum não conseguir tirar dúvidas mais complexas de clientes. Para solucionar esse problema, ele começou a recrutar funcionários en- tre seus próprios consumidores. “Só contrato músicos, pois podem tirar as dúvidas dos clientes e facilitar a ven- da. Quase sempre dou preferência para mentos, mas sim a alegria e o amor que a música traz”, explica o proprietário. Após a decisão, Jair deixou o pri- meiro estabelecimento em Arapiraca para seu irmão. A família tomou gosto pelo comércio, e pelo setor, e atualmen- te é proprietária de sete lojas: quatro em Maceió e três em Arapiraca, sete de instrumentos musicais e áudio. visão estratégica O ESTABELECIMENTO, QUE COMEÇOU MODESTO, COM 30 M², CRESCEU PARA 70 M² EM POUCOS MESES A filial Music Point (esq.) supera a matriz VideoSom (dir.) em tamanho, com 120 m² mm51_lojista.indd 92 03/11/2010 20:44:51
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    Lojista Vídeo SomInstrumentos Musicais e Music Point / AL contratarmeusprópriosclientesporjá haver afinidade com eles”, explica Jair. Hoje, graças à familiaridade dos ven- dedores que contratou com o universo musical, ele acredita que o atendimen- to se tornou o grande diferencial de seu estabelecimento. Jair optou por começar trabalhan- do com instrumentos básicos, como violões, mas após ganhar a confiança dos fornecedores e representantes co- merciais, pôde completar seu mix de produtos, que hoje inclui equipamen- tos de áudio e diversos instrumentos. Dois nomes, uma estratégia Com todos os setores da loja funcio- nando bem, e com a ajuda de sua es- posa, a arquiteta Vanessa Cavalcante, na organização das vitrines, a expan- são foi o caminho natural. O estabele- cimento, que começou modesto, com 30 m2, cresceu para 70 m2 em poucos meses, mas não era o suficiente para Jair. Apenas três anos após abrir a Vídeo Som Instrumentos Musicais, ele comprou um prédio na mesma rua, com 220 m2 e, em se- tembro de 2004, abriu a Music Point, cuja área de exposição de produtos é de 120 m2. Muitas pessoas acham curioso o fato de as lo- jas do administrador terem nomes diferentes, mas quando questionado a respeito disso, ele demons- traterumavisãoestratégicabastanteapurada.“Os nomes são diferentes, pois duas lojas com o mesmo nome,nomesmolocalnãoatraemosmesmosclien- tes. Geralmente, eles acham que se o que procuram não está disponível em uma filial, provavelmente não estará na outra. Já a proximidade dos estabele- cimentos com nomes distintos traz a vantagem de, durante a habitual pesquisa, o consumidor poder até não comprar na Vídeo Som, mas possivelmente comprará na Music Point e vice-versa”, explica. Negócio de família A família Ferro possui sete lojas em Alagoas: Givaldo é responsá- vel pela Vídeo Som, que comercializa equipamentos eletrônicos e a agora também instrumentos musicais; Jarlan é proprietário da JC Instrumentos, com lojas em Arapiraca e Maceió; José Marcos é dono da Sonart, em Maceió; Gilberto continuou no ramo de ele- trônica em Arapiraca, com a Eletromania; e Jair é proprietário da Vídeo Som Instrumentos Musicais e da Music Point, em Maceió. SÓ CONTRATO MÚSICOS, POIS PODEM TIRAR AS DÚVIDAS DOS CLIENTES E FACILITAR A VENDA A família Ferro possui 6 lojas de instrumentos musicais em Alagoas Jair Ferro: estratégia diferenciada para atrair clientes mm51_lojista.indd 93 03/11/2010 20:44:56
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    94 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Lojista VídeoSom Instrumentos Musicais e Music Point / AL Vídeo Som Instr. Musicais Ano de fundação: 2001 Proprietário: Jair Cavalcante Ferro Área da loja: 70 m² Número de funcionários: 4 Endereço: Rua Dr. Pontes de Miranda, 110 Centro - Maceió / Alagoas Telefone: (82) 3336-7616 E-mail: jairferro@bol.com.br Participação no faturamento das lojas Cordas – 30% Teclas – 7% Bateria/percussão – 10% Sopro – 10% Acessórios – 16% Computer Music – 2% Áudio – 15% Iluminação – 10% Principal consumidor Sobre o último ano, Jair, que veio a São Paulo em setembro e visitou tanto o Tagima Dream Team quanto a Expo- music 2010, conta que as vendas têm superado as expectativas e prevê cres- cimento de 30% para o final deste ano e o primeiro semestre de 2011. “O comér- cio de instrumentos na minha região é muito bom e a tendência é crescer cada vez mais, com a obrigatoriedade do en- sino musical nas escolas”, diz animado. Ainda assim, ele acredita que os vio- lões, assim como este ano, continuarão liderando as vendas, ao lado dos ins- trumentos clássicos, mais requisitados pelas escolas e igrejas, grandes respon- sáveispelofluxodevendadasduaslojas. ALGUMAS DISTRIBUIDORAS QUERIAM FAZER AS PRIMEIRAS VENDAS À VISTA Music Point (filial) Ano de fundação: 2004 Proprietário: Jair Cavalcante Ferro Área da loja: 120 m² Número de funcionários: 4 Endereço: Rua Barão de Atalai, 101 Centro, Maceió / Alagoas Telefone: (82) 3336-2524 E-mail: jairferro@bol.com.br Com uma expansão rápida e bem estruturada, Jair Ferro é um exemploparaseusquatroirmãos, Givaldo, Jarlan, Gilberto e José Marcos, que, ao se espelharem no dono da Vídeo Som Instrumentos Musicais, aderiram ao universo da música e hoje também inte- gram nosso mercado.  Os instrumentos de corda representam 30% do faturamento das lojas de Jair Instrumentos infantis: de olho na musicalização nas escolas mm51_lojista.indd 94 03/11/2010 20:45:02
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    96 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Vida deLojista Classic Music (RS) Conheça a trajetória da Classic Music, de Novo Hamburgo, RS, que investe em atendimento e paciência como diferenciais Por Juliane Pereira Garantir que o dia a dia seja agradável e lucrativo, atuando no segmento pelo qual é apai- xonado, é a receita de Jair Batista Bi- lhar, sócio-proprietário da loja Classic Music, de Novo Hamburgo, RS. De ven- dedor a empresário, o profissional, que atua com instrumentos musicais há 24 anos, se define como eterno aprendiz e se dedica às necessidades e exigências da clientela. “Decidi ser investidor pelo fato de já ter trabalhado na área e por se tratar de um ramo totalmente dife- renciado. Afinal, o que está em jogo é a sensibilidade do ser humano”, destaca. Partindo desse princípio, a Classic Music, inaugurada em abril de 2009 por Neste espaço são publicadasNeste espaço são publicadasNeste espaço são publicadas experiências vivenciadas aoexperiências vivenciadas aoexperiências vivenciadas ao montar uma loja.montar uma loja.montar uma loja. Para contar sua história,Para contar sua história,Para contar sua história, envie o depoimento e fotosenvie o depoimento e fotosenvie o depoimento e fotos (em 300 dpi) para(em 300 dpi) para(em 300 dpi) para texto@musicaemercado.com.br,texto@musicaemercado.com.br,texto@musicaemercado.com.br, com o assunto “Vida de Lojista”com o assunto “Vida de Lojista”com o assunto “Vida de Lojista” Jair e seu irmão, Oacy Pedro Pitia Bilhar, tem expectativas bem definidas: “Desde a abertura temos projeção de cresci- mento. Conforme o tempo for passando, o mix de produtos oferecidos aumenta- rá, devido à constante demanda”, justifi- ca. A dificuldade em termos financeiros é apontada por Jair como um dos maio- res obstáculos vivenciados, consideran- do o valor do investimento. Segundo ele, porém, já há resultados satisfatórios. “O cenário da região possui muitas lojas, o que torna as vendas mais competitivas. Sendo assim, nosso diferencial é fazer um bom trabalho e disponibilizar, sem- pre, atendimento especializado”, com- pleta o proprietário. Tendência e estratégia Para realizar suas metas, a Classic Music conta com um quadro de fun- cionários restrito, mas eles possuem vasto conhecimento na área musical, incluindo as especificações técnicas de todos os produtos vendidos. Emtermosdeestratégiasparaatrair clientes, Bilhar enfatiza a importância do visual do PDV: “Costumamos deixar os produtos bem organizados, utilizan- do todo o espaço físico da loja. Assim, o ponto comercial irá satisfazer o gosto do cliente e ele voltará com frequência. Afinal, é ele que mantém e leva sua em- presa para a frente”, ensina Jair. Vale ressaltar que a diversidade dos Mai negócios, uma verdadeirafamília! Instrumentos de corda e áudio: venda equilibrada Mai negócios, umanegócios, uma mm51_vidadelojista.indd 96 04/11/2010 18:09:22
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    98 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Vida deLojista Classic Music (RS) produtos apresentados no PDV depende, principalmen- te, da negociação com fabricantes e importadores, como conta o empresário: “No começo, ter uma gama ampla de produtos é um tanto complicado. Alguns importadores e fabricantes exigem um valor alto na primeira compra. Hoje conseguimos notar maior flexibilidade”, explica. O sócio da Classic exemplifica, citando que, indepen- dente da tendência de vendas, não só equipamentos de áudio estão no topo da lista de compras — instrumen- tos de cordas também estão entre os mais vendidos e merecem a mesma atenção, ainda que tenha havido um crescimento do setor de áudio no ranking de vendas. “A procura de ambos continua equilibrada. Não houve um boom na venda de equipamentos de áudio que ultrapas- sasse os demais”, confirma Jair. Sorte de principiante A aposta no ramo musical pode ser considerada um ver- dadeiro tiro no escuro. Como saber ao certo se o negócio vai engrenar? Como obter o retorno ideal? Pensando em todos os fatores, Jair, que era vende- dor em uma loja de instrumentos musicais, em vez Classic Music Ano de fundação: 2009 Proprietários: Jair Batista Bilhar e Oacy Pedro Pitia Bilhar Endereço da loja: Rua Marcílio Dias, 749 Rio Branco - Novo Hamburgo, RS Telefone: (51) 3556-0082 MSN: classicmusicnh@hotmail.com Participação no faturamento da loja Cordas – 20% Teclas – 5% Bateria/percussão – 10% Sopro – 5% Acessórios – 20% Computer Music – 10% Áudio – 20% Iluminação – 10% de se aventurar sozinho, consultou seu irmão, que atuava em outro setor do comércio, e decidiram abrir a Classic Music em 2009. Os proprietários dizem ter tido um ótimo primeiro ano. “Quando inauguramos a loja, tivemos nos meses seguintes uma boa assimilação da clientela e bons índices em vendas”, apontam Jair e Oacy. Deixando de lado a pressa em obter resultados sur- preendentes, os sócios definem sua atuação no merca- do de instrumentos e áudio como algo realista. “Temos paciência e mantemos os pés no chão. Acreditamos que as mudanças acontecerão normalmente”, enfatizam os irmãos. Esse modo de enxergar o negócio se reflete nas estratégias de vendas, voltadas, principalmente, para o público consumidor dominante, que são as igrejas, cor- respondendo a 70% do faturamento. Para dar continuidade à fórmula de sucesso, os pro- prietáriospontuamqueemtimequeestáganhandonãose mexe. Permanecem investindo em um bom mix de produ- tos, qualidade e atendimento impecável.  Da esq. para a dir.: Veco Marques , Sady Homrich, Oacy Bilhar, Jair Bilhar, Elizete Peirot, Tedy Corrêa e Carlos Stein - integrantes da banda Nenhum de nós Da esq. para a dir.: Veco Marques , Sady Homrich, Oacy Bilhar, Jair Bilhar,Da esq. para a dir.: Veco Marques , Sady Homrich, Oacy Bilhar, Jair Bilhar, Elizete Peirot, Tedy Corrêa e Carlos Stein - integrantes da banda Nenhum de nósElizete Peirot, Tedy Corrêa e Carlos Stein - integrantes da banda Nenhum de nós Bateria e percussão: 10% do faturamento mm51_vidadelojista.indd 98 03/11/2010 20:49:23
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    20:49:23 WSG-11 BL WSG-13 SB WCS-15N AQUEÇA SUAS VENDAS DE FIM DE ANO. TODOS OS SONS, UMA SÓ MARCA. Vendas: (11) 3081-5756 vendas@wolfmusic.com.br twitter.com/wolfmusicbrasil www.wolfmusic.com.br MKTWM mm51_completa.indd 99 04/11/2010 14:47:47
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    100 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Feira Expomusic2010 27ª edição da feira levou mais de 50 mil visitantes ao Expo Center Norte, trouxe antigas marcas de volta ao mercado e teve participação expressiva de empresários estrangeiros Por Ana Carolina Coutinho. Colaborou Juliana Cruz Entre os dias 22 e 26 de setembro, o Expo Cen- ter Norte, na cidade de São Paulo, foi mais uma vez o palco para a Expomusic. Considerada a quartamaiorfeiradosegmento(atrásdeNammShow, MusikmesseeMusicChina),sua27ªediçãomobilizou osetordeinstrumentosmusicais,áudioeiluminação, terminando como grande sucesso em lançamento de produtos, visitantes e volume de negócios. Segundoosorganizadores,afeirateveapresençade mais de 50 mil pessoas durante os cinco dias de even- to, superando as expectativas. Outro ponto positivo foi o lançamento de produtos. “Cerca de 600 novidades”, segundo Synésio Batista da Costa, presidente da Abe- música, patrocinadora da Expomusic. Costa também O sucesso da Expomusic 2010Expomusic 2010 1. Auro Okamura, Superlux - 2. Adinaldo Neves, Marcelo Palacio e Olivio César, Someco - 3. Equipe 18 Sound 4. Roger e Vladimir de Souza, ProShows - 5. Juliano Hayashida, Tokai - 6. Richard e Diego Profita, Lan Music 7. Stephen Frith, Ciare - 8. Everton e Juliano Waldman, Equipo mm51_Expo2010.indd 100 05/11/2010 20:04:17
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    Feira Expomusic 2010 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR101 reforçouocrescimentodosetorcomaimplantação da música nas escolas a partir de 2011, que deve ir dos atuais R$ 550 milhões em faturamento para R$ 700 milhões no ano que vem. “Em cinco anos que- remos chegar a 1,5 bilhão de reais”, estimou Costa. No dia 23, a presença do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, causou burbu- rinho nos corredores da feira. Ouvido com ex- clusividade pela Música Mercado, Alckmin informou que promete estimular ainda mais a inclusão musical com a disciplina de música para as escolas de período integral, além de incentivar mais disciplinas musicais nas es- colas técnicas, Etecs, do Estado paulista. “Te- remos muitas oportunidades para os músicos por meio das escolas, levando a música para as escolas estaduais. Do outro lado, temos a Etec (escola técnica) do Parque da Juventude, com canto, regência, música, dança”, comentou. Volume de negociações Em volume de negociações, houve aumento em re- lação ao ano passado, cerca de 10% no geral. Mas houvenúmerosmaisexpressivos.“Tantoemvendas como em cadastro tivemos um crescimento de cer- cade50%emrelaçãoàExpomusicdoanopassado”, afirmou a gerente comercial da Roland Brasil, Pris- cilaBerquoRodrigues. A feira também foi termômetro para medir a aceitação de produtos em fase de testes. Como fez aSonotec,quecolocouàprovaoitonovosprodutos. “O resultado foi 90% de aprovação do público para que esses produtos entrem no mercado brasileiro”, conta o gerente comercial da Sonotec Music and 9. Maicon Hendler, BC Speakers - 10. Nádia Barros, da Octagon, e sua filha - 11. Sergio Bueno (dir.), Music Company 12. Carlos Eduardo e Edvaldo Mello, Adah - 13. Marcelo Maurano, Playtech - 14. Alexandre Barni e Milton Lehmann, Quanta 15. Clóvis e George Ibañez, C. Ibañez - 16. José Roberto Rozini, Rozini - 17. Montanha, Kadosh 18. Itaru Kodato, ASK - 19. Paulo, Andrea, Jacob e Fausto, Solid Sound - 20. João Yamashita, Vanral - 21. Gustavo Portugal, Hot Music 22. Alan Leider, Harman - 23. Vanderlei Choqueta e Flávio Bellotii, Moug - 24. Eduardo Cabral, Made in Brazil mm51_Expo2010.indd 101 04/11/2010 18:08:49
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    102 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Feira Expomusic2010 Sound, Nenrod Adiel. A empresa também registrou au- mento de volume de vendas, entre 40% e 45%. O Brasil realmente vivencia um grande momen- to. Prova disso é o número de visitantes estrangeiros que compareceram à feira. Oriundos de todo o mun- do, dezenas de executivos internacionais vieram verificar o trabalho de seus distribuidores no País, procurar empresas para distribuir seus produtos, ou ainda levar marcas brasileiras para o exterior. David Kelly, Tycoon, EUA; Cash Yamaguchi, Tas- cam,EUA;JoseR.Gonzalez,Avid,EUA;JoséCoutinho, Coutinho Music, Uruguai; Richard Bovery e Diego Profita, Lan Music, EUA/Argentina; Juan C. Benavent, Musicsom, Espanha; Nigel Wood e Andy Farrow, Ce- lestion, Inglaterra; Hugo Martellotta, Tevelam, Ar- gentina; Anthony Lamond, Numarke, EUA, e muitos outros prestigiaram o estande da MM na feira. Dean Markley e Rhodes: produtos já estão disponíveis Outro ponto relevante do evento foi o retorno de duas grandesmarcasao Brasil. Depoisdetrêsanos,ascordas Dean Markley já estão disponíveis para serem comer- cializadas, agora pela Dean Markley Brasil. “Fechamos dez representantes e pretendemos atingir de 800 a mil lojaspeloBrasil.Tivemoscercade50pedidosenãoima- ginávamos que, além das cordas, os acessórios, como os miniamps, fizessem tanto sucesso e tivessem uma acei- 25. Alaor e Alexandre Rangon, Snake - 26. Daniel Klajman, Tecniforte - 27. Seizi, luthier - 28. Carlinhos, Sound Maker 29. Raul del Trejo, Staner - 30. Fabio e Nicolau Taissun, Nenis - 31. Marco Bonucci, Caimbé - 32. Saulo Santos, Machine Amplificadores 33. Wilson Chimentão, Hayonic - 34. Rogério Raso, Santo Angelo - 35. José Carlos Macellaro e equipe Hinor 36. Rogério Rêgo, Habro - 37. Nenrod e Alexandre Seabra, Sonotec - 38. Silvio Tonelli, Prime Music 39. Saad, Turbo Percussion - 40. Carlos Capitão e Brena Capitão, Chrom mm51_Expo2010.indd 102 05/11/2010 20:04:47
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    Feira Expomusic 2010 taçãotão incrível”, informou Jean Miran- da, diretor-executivo da empresa. Quem também utilizou o evento para voltar ao mercado brasileiro foram os famosos pianoselétricosRhodes,distribuídospela MusicCompany. Segundo expositores e lojistas ou- vidos pela Música Mercado, o único ponto negativo da feira foi a mudança de horário. “Abrir às 10h é ruim porque EM VOLUME DE NEGOCIAÇÕES, HOUVE AUMENTO EM RELAÇÃO AO ANO PASSADO, CERCA DE 10% 41. Guillermo Di Stefano, Decomac - 42. Hélio Mestrello, Antera 43. Kely Correia e Roberto Guariglia, Contemporânea 44. Aldo Soares, AES - 45. Fábio Ribeiro, Leac’s Áudio mm51_Expo2010.indd 103 04/11/2010 18:09:56
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    104 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Feira Expomusic2010 Mais informações Mais informações Expomusic: www.expomusic.com.br Dean Markley: www.deanmarkley.com.br Music Company: www.musiccompany.com.br o lojista de fora quer fazer compras pela cidade na parte da ma- nhã e o de São Paulo quer ir até a sua loja antes de vir à feira; isso quando ambos não saem à noite e querem dormir um pouco mais. Fechar às 19h também é ruim, tinha lojista chegando aqui nesse horário”, disse um expositor, que não quer ser divulgado. Em síntese, a Expomusic 2010 foi um sucesso, que espera incre- mentar o faturamento da indústria em 30% e entrar 2011 com o mercado aquecido.  46. Décio Cavalheiri e Fioravante Cavalheiri, Stay - 47. Plinio Bicudo e José Roberto Mandro, Hot Sound 48. Jose Shaw e Gustavo Quaknine, LedWave - 49. Claudio Cáceres e filha, Cabos Golden - 50. Hermenegildo, Michael 51. Humberto Torigoe, Pioneer - 52. Miguel De Laet, Eagle - 53. Evandro Simões e equipe, Casio - 54. Marcio e Beto, Alba 55. Juliana, Basso Straps - 56. Celso Orenes, Star Lighting - 57. Luana Simon e Mari Konrad, Refinata - 58. Junior Guedes e Jean Miranda, Dean Markley - 59. Sinésio Batista (Abemúsica), Anselmo Rampazzo (RMV) e Geraldo Alckmin (governador eleito / SP) 60. Marco Vignoli, Ney Nakamura, Geraldo Alckmin e Mirian Nakamura, Tagima - 61. Samuel Melo e Gilnei Roos, Violões Roos 62. Simone Storino, Izzo - 63. Kiko e Samuel, Studio R - 64. Maju (dir.), NIG/Rouxinol - 65. Richard Parente e Ivan Parente, American Brightness w D mm51_Expo2010.indd 104 05/11/2010 20:05:47
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    wolfmusic.com.br Distribuidor Exclusivo MKTWM CS-500 CET Série wolfmusic.com.br DistribuidorExclusivo MKTWM CS-500 CET Série mm51_Expo2010.indd 105 04/11/2010 18:10:48
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    106 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Feira Expomusic2010 Eventos Paralelos Tagima Dream Team: Aconteceu nos dias 19 e 21 de setem- bro a quinta edição do Tagima Dream Team, no Moinho Even- tos, em São Paulo, SP. Cerca de 4 mil pessoas, entre lojistas e consumidores finais, visitaram o espaço. Nesta edição dois dias foram direcionados ao evento, um especialmente voltado ao consumidor final e outro com a esperada rodada de negó- cios. N. Zaganin, Bose, Memphis, Santo Angelo, Odery, Bends, LL Audio, Solez, Groover, Monterey, Basso Straps, NCA e Orion também participaram com estandes próprios. Megafeirão Someco: Evento já tradicional, realizou sua séti- ma edição entre os dias 22 e 25 de setembro, levando lojistas ao showroom da empresa, em São Paulo, SP, para conferir promoções especiais de produtos Peavey, SKP Pro Audio, No- vik, Neo B52 e Crest Audio, marcas distribuídas pela empresa. Conferência Prime 2010: Realizada no dia 23 de setem- bro, no Novotel, em São Paulo, SP, as cerca de cem pessoas, entre colaboradores e lojistas, que compareceram puderam conferir as novidades e falar diretamente com os executivos internacionais da Meinl Cymbals, Uwe Becker e Juan Bérrios, e Mike Bufton e Nigel Sins, da Premier Drums, marcas dis- tribuídas pela Prime Music, e conhecer projetos e metas de outras marcas da empresa — Regal Tip, Ahead e Prime. Após a apresentação, pelo presidente Sylvio Tonelli, dos resultados obtidos pela empresa, foram premiados os representantes da Prime Music que obtiveram maior volume em vendas. II Encontro de Negócios: Ocorrido entre os dias 11 e 24, o evento reuniu Crafter, Adah, Attack, Condor, Krest Onerr e Powerclick no Comfort Hotel no bairro de Santa Ifigênia — tradicional centro de compras em áudio profissional —, em São Paulo, SP. Dezenas de lojistas puderam conferir os lançamentos das marcas e ainda ter condições especiais em negociações. Open House Phoenix: Entre os dias 21 e 24 de setem- bro, a Phoenix Instrumentos Musicais realizou uma open house em sua sede em São Paulo, SP. O objetivo era levar lojistas para conhecer a empresa, apresentar suas novas marcas, Phx, Serenna ou J. White e ainda alguns protóti- pos de produtos que serão lançados em 2011. 66. Reinaldo Di Giorgio Jr., Di Giorgio - 67. Luiz Gustavo Muniz, Dimusica 68. Daniel Neves, Mike van der Logt e Juan Carlos Benavent - 69. Coimbra e Durval Rossetto, Free Sax 70. Fábio Luiz de Souza e equipe, Takto - 71. Marcio Firme, Speed Voice Amplifiers 72. José Luiz Peixe, Arubatá Instrumentos - 73. Paulo Masetti e Flavio Giannnini, Giannini - 74. Nalva, Dobsom 75. Miriam Matile e Antônio Mamed, Orion Cymbals - 76. Celso Taques e João Carlos Becrei, LeSon - 77. Alberto Batista Jr., Deval mm51_Expo2010.indd 106 05/11/2010 20:05:44
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    108 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Feira Expomusic2010 Em sua primeira edição, a Lighting Week Brasil, feira de ilu- minação profissional realizada no Expo Barra Funda entre os dias 21 e 24 de setembro, foi considerada um sucesso pelos expositores e organizadores. Mônica Medina, coordenadora da Abrip (Associação Brasileira de Iluminação Profissional), falou sobre a iniciativa: “A ideia surgiu a partir de profissio- nais do setor que resolveram fazer um evento com foco em iluminação, já que muitos expositores se queixavam do ex- cesso de barulho de outras feiras”. Os resultados obtidos superaram as expectativas por focarem um público segmentado, de acordo com a coorde- nadora: “Recebemos distribuidores, lojistas, revendas, um público que consome para montar shows, eventos, teatros, cinemas, enfim, que procura luz profissional”, completou. Com estande duplo, a Gobos do Brasil estreou no mer- cado de áudio profissional durante a Lighting Week 2010. A fabricante de iluminação está trazendo para o país a K-array, marca italiana de som profissional. A empresa também anun- ciou a distribuição dos microfones Audix, companhia norte- -americana que comemora 25 anos em 2010, e ainda o my- Mix, mixer individual com 16 pistas e a B3, fabricante de caixas de som que promete qualidade por um preço acessível. Esteban Risso, diretor comercial da Gobos, comentou sobre o evento: “A primeira edição da Lighting Week foi um sucesso absurdo. No primeiro dia trouxe mais profissionais do que podíamos imaginar. Somente compradores profissionais vieram à feira e conseguimos fazer negócios de verdade, sem problemas de diálogo com o cliente”. LIGHTING WEEK BRASIL Feira paralela de iluminação profissional acontece pela primeira vez 78. Rene Cortoppasse e Josefina Oliveira, Rômulo Garcia - 79. Albino Infantozzi, Marcos Tachikawa, Ricardo D’Apice e Alessandro Bisetto, Pearl 80. Eduardo, Odair e Cláudio, Oversound - 81. Luciano Dumont, AMI - 82. Mateus Andalécio, Moacir Ruivo e Felipe Zanin, Cleber Andalécio e Ronaldo, Tiaflex - 83. Márcio Zaganin, N. Zaganin - 84. Anselmo Rampazzo, RMV - 85. Lucio Grossmann, Pride Music mm51_Expo2010.indd 108 05/11/2010 20:06:27
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    Feira Expomusic 2010 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR109 Mais informações Mais informações Lighting Week Brasil www.lwbr.com.br Gobos do Brasil www.gobos.com.br 1. Jurema, Juliana e Fernando, Artlux 2. Daniel Ridano, MA Lighting 3. Monica Medina, Abrip 4. Esteban Risso, Gobos do Brasil 5. Alexandre Berregas, Rockbit 6. Ernesto Claudino, Prolux 7. Fábio Araújo, Lemca 86. Alexandre Guedes, d UM Instrumentos - 87. Simone Rosa e Enrique Carlessi, Luen 88. Ocimar Ferreira, Meteoro - 89. Walter Inácio Silva, Steve McIntyre e Carlos Gallo, PennElcom 90. Juliana Schmidt e Fernanda Cerboncini, Telem - 91. Equipe Frahm - 92. Patricia Chalo e Lisa Bueno, JP Tech 93. Andreas Kisser e René Moura, Royal Music - 94. Eduardo Chatzoglou, Sparflex 95. Emil Casseb e Amauri Silva, Yamaha 96. Maurício Odery, Odery - 97. Antônio Carlos, Claudia Camargo e Flora Tonelli, Musical Express 98. Priscila Berquo e Celso Bento, Roland - 99. Vladimir, Paula Teixeira e Leo Gorgatti, Wolf 100. Ana Paula Ramos e Lima, JWL - 101. Roberto e Nelson Weingrill, Weril 102. Marco Caputo, Walter e Edson Campanudo, Borne - 103. Samoel Cichoki, Vector 104. Everton Tosta, Boquilhas Everton - 105. Zé Luis, Meteoro, e Hercules Santos, Hurricane Morris mm51_Expo2010.indd 109 04/11/2010 18:13:14
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    110 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Pré-feira NammShow 2011 Encontro obrigatório e primeira escala do ano para a indústria, o Namm Show enfrenta o desafio de arrumar as contas domésticas e consolidar novos mercados, principalmente os da América Latina Como já é tradição, o primeiro grande showroom do ano da indústria de instrumentos musicais e áudio será o Namm Show 2011, de 13 a 16 de janeiro, no Anaheim Convention Center, em Anaheim, Califórnia, Estados Unidos. Com número de participantes em crescimento cons- tante — por volta de 90 mil visitantes (oriundos de mais de cem países na última edição) e mais de 1.500 exposi- tores —, é a vitrine ideal para o lançamento de produtos, posicionamento de marcas, atualização para tendências do mercado e centro de negócios para abastecer as lojas de varejo do mundo inteiro. Serão mais de 1.500 expositores e cerca de 90 mil visitantes em 2011 Dados vitais Informações de uma pesquisa feita pelos organizadores — a National Association of Music Merchants (Namm) — revelam que mais de dois terços dos entrevistados acredi- tam firmemente que esta exibição aumenta o nível de co- nhecimento de sua marca ou companhia. Sessenta e três por cento também acreditam que o Namm Show permite a ampliação ou retenção de sua participação no mercado, e 86% dos participantes aproveitam as reuniões pessoais dafeiraparaconhecernovosprodutos,descobrirouafinar as preferências dos fornecedores para compras futuras. Outrarevelaçãofoiadequepoucomaisde60%disseram O show está chegandochegando O showO show mm51_PreNamm.indd 110 03/11/2010 20:50:22
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    Pré-feira Namm Show2011 63% ACREDITAM QUE O NAMM PERMITE A AMPLIAÇÃO OU RETENÇÃO DA SUA PARTICIPAÇÃO NO MERCADO Namm Show 2011Namm Show 2011 Data: 13 a 16 de janeiro Onde: Anaheim Convention Center, em Anaheim, Califórnia - EUA www.namm.org www.nammfoundation.org estar de acordo com o fato de que não é preciso fazer tantas chamadas poste- riores para finalizar a vendas depois do contatonafeira—calcula-sequeocusto porcontatocomumclientepotencialnas feiraséde96dólares;jáocontatofeitopor operação tradicional, fora desse âmbito, requer investimento médio de 1.039 dó- lares. Para finalizar, o custo para fechar uma negociação com um contato reali- zado no evento é de aproximadamente 2.307 dólares, 800 dólares menos do que quandoéfeitoforadafeira! Hot Zone Com o propósito de ajudar as empresas a saírem fortalecidas da crise e com ca- pacidade de aproveitar as oportunida- des oferecidas pelos novos mercados, o Namm Show 2011 oferecerá a renovada Hot Zone (Hands-On Training). Nesse espaço, vários membros da organiza- ção trocarão ideias e pontos de vista para repensar, reconstruir e planejar o futuro da indústria. Esse fórum tem como objetivo ana- lisar os desafios atuais, desenvolvendo soluções na medida, especialmente para profissionaisdeáudio,gravaçãoesomao vivo,alémdaindústriadailuminação. Mais de 15 sócios da indústria, entre editoras, organizações e associações, ofe- recerão programas de formação, semi- nários e possibilidades de trabalho em equipe, com um sistema de guia custom parafortalecerabasedeconhecimentos. Shows ao vivo Como parte da exibição não faltarão apresentações de endorsees de diferen- tes marcas, além de demonstrações de produtos, realizadas pelas estrelas de primeiro nível do mundo da música. As empresas de áudio profissional e iluminação também têm seus espaços reservados para as demonstrações das últimas novidades tecnológicas para pal- coselugaresfixos. mm51_PreNamm.indd 111 05/11/2010 16:45:00
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    112 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mercado NammGlobal Report No âmbito da economia, o chamado Primeiro Mundo contaminou o Terceiro Mundo com poucas coisas piores que essa recessão, expondo a fragilidade e a vulnerabilidade do sistema financeiro global Por Carlos Martín Osnúmeros dorelatório anualdaNamm Acrise que explodiu no final de 2008 e até hoje tem consequências lesionou gravemente vários mer- cados segmentados, incluindo o da produção de instrumentos musicais e produtos de áudio profissional. Apesar disso, foi e é uma oportunidade para as empresas do nosso mercado colocarem em prática suas estraté- gias de recuperação. Acompanhe alguns dados da pes- quisa anual realizada pela Namm (National Association of Music Merchants) e leia uma análise segura sobre os mercados estadunidense, brasileiro e chinês. O relatório completo, Namm Global Report 2010, é dis- ponibilizado apenas aos associados da organização, e conta com mais de 190 páginas sobre análises de diversos países — além dos já citados, Reino Unido, Ale- manha, Japão e outros. mm51_mercado.indd 112 03/11/2010 20:51:18
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 113 Mercado NammGlobal Report Estados Unidos: ainda em recuperação Geralmente, a venda de produtos musicais é afetada pela música da moda, a evolução da tecnologia e as tendências sociais, mas em 2009 todos esses fatores foram superados por uma crise econômica surpre- endente e feroz que criou uma queda nas vendas sem precedentes, de 17,2% em comparação a 2008. Essa recessão não foi só ampla, mas profunda, reduzindo as vendas de todo tipo de produto. Apesar de todo o otimismo visto na Summer Namm 2010 (ocorrida entre 18 e 20 junho deste ano nos Estados Unidos), muitas pessoas apostam em uma longa e demorada recuperação econômica do país. É um prognóstico totalmente realista ao considerar a queda de 2,4% do PIB americano e o aumento de 9,3% no desemprego, ambos os números sem precedentes. Com dúvidas sobre a estabilidade de empregos e as perspectivas de remuneração, e ainda com o mer- cado de imóveis em queda, os consumidores esta- dunidenses cortaram drasticamente os seus gastos em 2009, comportamento ampliado com a redução de crédito. O impacto negativo foi muito forte. O país, responsável por 40,48% do mercado mundial de instrumentos musicais, já tinha problemas des- de 2006. O maior déficit ficou nas vendas de pianos eletrônicos (–46,26%). Já o setor menos afetado foi o dos gravadores multipistas (–3,7%). Entre os dois segmentos com mais vendas, os mais prejudicados foram aparelhos para som profissional (–20,2%) e instrumentos com trastes (–18,6%). Alémdeafetarovalortotaldeconsumodesteano, a recessão mudou o tipo de consumo. Por causa dos baixos custos de importação de produtos chineses, essaúltimadécadaviuumaquedagradualnospreços de equipamentos musicais e de sonorização. Em 2009, a resistência dos consumidores em com- prar produtos caros foi notável. Isso fez com que o preço desses produtos aumentasse ainda mais e uma das estratégias adotadas pelos fabricantes para gerar a venda foi o incremento tecnológico dos produtos de valor menor, ação conhecida como trading down. O mercado de instrumentos musicais e sonoriza- ção teve uma área de crescimento: o grande volume de modelos diferentes disponíveis no mercado. Em todas as categorias de produtos, os fabrican- tes aumentaram as opções com o objetivo de satisfa- zer a demanda específica do consumidor. Por exem- Números do Brasil Total de importações: Sofreu aumento de 1,09% entre 2008 (US$ 90 milhões) e 2009 (US$ 91 milhões). Instrumentos de cordas com arco: Em 2008 as im- portações chegaram a US$ 1,3 milhão, sofrendo queda de 7,69% em 2009, arrecadação de US$ 1,2 milhão. Instrumentos de sopro: Teve aumento de 20% nas im- portações em 2009, indo de US$ 8,4 milhões obtidos em 2008 para US$ 10,5 milhões. Percussão: Em 2009 a entrada de artigos de percussão al- cançou US$ 5,5 milhões, valor inferior aos US$ 6,9 milhões atingidos no ano anterior, representando queda de 20,28%. Sintetizadores: A importação de sintetizadores foi 28,57% menor em 2009 (cerca de US$ 3 milhões) em comparação ao ano anterior, quando os equipamentos foram responsáveis por US$ 4,2 milhões. Guitarras e baixos: Em 2009 guitarras e contrabaixos elétricos foram 15,96% mais procurados em 2009, indo de US$ 10 milhões, em 2008, para US$ 11,9 milhões. Instrumentos de corda: Em 2008, esses instrumen- tos registraram importação de US$ 3 milhões, caindo para US$ 2,7 milhões em 2009, representando diminui- ção de 10%. O GOVERNO BRASILEIRO IMPLANTOU A EDUCAÇÃO MUSICAL NAS ESCOLAS, COM PERSPECTIVA DE AUMENTO DE 51% NAS VENDAS DE INSTRUMENTOS mm51_mercado.indd 113 03/11/2010 20:51:23
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    114 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR Mercado NammGlobal Report Namm Global Report 2010 Namm Global Report 2010 A versão completa do relatório anual da organização está disponível apenas aos associados. São mais de 190 páginas de análises do setor em diversos países. Para mais informações, acesse: www.namm.org (em inglês) China: fortalecimento do mercado interno Em 2009 o governo chinês implementou uma série de medidas para lidar com a crise econômica mun- dial, entre elas uma política monetária flexível. O total de vendas no varejo de produtos gerais atin- giu 12,53 trilhões de yuans, aumento de 15,5% em relação ao ano anterior. O PIB alcançou 33,54 trilhões de yuans, aumento de 8,7%, enquanto o volume de negócios para impor- tações e exportações diminuiu em 13,9% — equiva- lente a US$ 221 trilhões. O total de exportação chegou a US$ 120 trilhões, sofrendo queda de 16%, e o de importação alcançou US$ 1 trilhão, diminuição de 11,2%. Por conta das restrições encontradas nos mer- cados europeu e norte-americano, a exportação de instrumentos musicais da China caiu consideravel- mente. No entanto, o mercado interno do setor per- maneceu forte. De acordo com o National Bureau of Statistics da China, o total de receita de empresas de instrumentos do país (com faturamento anual supe- rior a 5 milhões de yuans) alcançou a marca de 17,44 bilhões de yuans, aumento de 3,9% em relação a 2008. Apesar dos obstáculos, as exportações chinesas para Japão, Alemanha e Indonésia aumentaram em 7,3%, 9,7% e 6,1%, respectivamente.  plo, o mercado de violões e guitarras eletroacústicas teve um aumento na variedade de madeiras usadas na fabricação, além de diferentes combinações de captadores e pré-amplificadores. No caso de instru- mentos de percussão, observaram-se maiores opções no tamanho dos tambores e acabamentos. Já para o mercado de software de gravação, aumentaram os modelos diferentes de interfaces de áudio. Com o crescimento de opções de produtos, é mais complicado para qualquer instrumento musical re- verter a tendência global negativa, em que também não houve produtos com grande sucesso de vendas. Isso nos leva à conclusão de que o ritmo de inovação tecnológica no mercado tem caído. Podemos dedu- zir que a indústria tem deixado de crescer a passos gigantes e agora o faz pouco a pouco e por meio de pequenos aperfeiçoamentos. Esse processo pode pas- sar despercebido, mas os resultados são similares: a maneira como se faz música, se grava e se reproduz continuará evoluindo e oferecendo ao consumidor uma variedade de produtos sem precedentes. Brasil: cereja do bolo Com atraso do PBI de apenas 0,2%, desemprego em 7,4% e inflação de 4,2%, o gigante da América do Sul mostra rápida recuperação. Durante vários anos, o mercado de instrumentos musicais e áudio brasileiro representava apenas 1,17% do total mundial, mas se- gundo informações extraoficiais, essa porcentagem pode ser bem maior. O crescimento recente de investi- mentosinternacionaisnoPaístemváriosmotivos:eco- nomia estável, riscos baixos, e a eleição do Brasil para sediar a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O governo brasileiro também implantou a edu- cação musical nas escolas, e isso representa uma perspectiva de aumento de 51% nas vendas de ins- trumentos musicais nos próximos quatro anos. Grande parte do aumento nas vendas de instrumen- tos deve-se ao movimento originado pela educação musical nas igrejas do País. Outro resultado visível é a mudança nas margens de lucro dos produtos importados. Com base nisso, as empresas estrangeiras estão prestando maior aten- ção a suas estratégias de mercado, distribuição de produtos, presença da marca e market share (partici- pação), além dos investimentos em novos sistemas de venda. Veja os números completos da importação do setor no Brasil no quadro da pág. XX. FABRICANTES AUMENTARAM AS OPÇÕES COM O OBJETIVO DE SATISFAZER A DEMANDA ESPECÍFICA DO CONSUMIDOR mm51_mercado.indd 114 03/11/2010 20:51:24
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    116 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS MENOR PESO,MESMA POTÊNCIA A Hayonik se uniu à fabricante de alto-falantes Snake para lançar a linha de PAs Hummer 508. O foco das duas empresas para o desenvolvimento da nova linha foi a diminuição do peso e tamanho das caixas, mantendo grande potência. Segundo dados fornecidos pela empresa, os PAs Hummer 508, com 500 W de potência RMS, pesam 13 kg, cerca de 40% menos que outros PAs. O SOM APARECE, A CAIXA NÃO As caixas são indicadas para grandes locais onde seja necessária alta potência com um equipamento que ocupe pouco espaço, isso graças às dimensões dos PAs: 23 cm x 25 cm x 42 cm. Templos e galpões de igrejas são as principais apostas da Hayonik para a comercialização da nova linha Hummer 508. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Cor: Preta ou Branca Frequência: 70 Hz a 20 kHz Garantia: Parte eletrônica: 180 dias. Demais partes: 1 ano Impedância: 8 ohms Peso: 15 kg Potência: 500 W rms Revestimento: Emborrachado, sistema fly, proteção em tela de aço e pintura eletrostática. Onde encontrar Onde encontrar Hayonik Tel.: (47) 3377-9800 www.hayonik.com mm51_produtos_design.indd 116 03/11/2010 20:55:37
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    118 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS ETELJ SLIM 8000VMC Amplificador estéreo de 400 W RMS por canal, 2 ohms. Possui um microcontrolador que gerencia as dez proteções fornecidas ao sistema de som. Tem dois níveis de tensão para oferecer melhor desempenho nos graves e subgraves, além de menor aquecimento. A alteração do nível é feita automaticamente. Contato: (17) 3624-4415 www.etelj.com.br NUX MIGHTY 30 Este amplificador digital para guitarra possui potência de 30 W RMS, alto-falante de 10”, equalizador vintage de três bandas e afinador incorporado. Entrada para pedal, CD, MP3 e quatro presets. Vem com display de LED e os efeitos digitais: Chorus, Flanger, Phaser, Tremolo, Delay e Reverb. Contato: (11) 2451-8699 • www.deval.com.br/nux HERCULES DJ CONSOLE MK4 Indicado para DJs iniciantes, o DJ Console MK4, da Hercules, possui placa de som integrada e se conecta ao PC ou Mac, via cabo USB, sem a necessidade de adaptador de força. O aparelho faz automatizações intuitivas, sincronização das faixas apertando somente um botão e loops automáticos em uma, duas, quatro ou oito batidas. Contato: (11) 3068-9009 www.jptech.com.br EUPHONIX MC CONTROL V2 Com sistema touchscreen LCD, permite o controle de softwares de forma personalizada. A superfície de controle traz oito faders motorizados e sensíveis ao toque, 12 teclas de acesso rápido a várias funções, oito knobs rotativos, roda de Jog/ Shuttle/Zoom e controles de transporte. Contato: (19) 3741-4644 • www.quanta.com.br ETELJ HERCULES DJ CONSOLE MK4 HERCULES AVID HD MADI A interface dispõe de 64 canais de áudio em ambas as direções e cabeamento que pode chegar até 2 km. Integra-se a outros sistemas MIDI, como a Série 5 da Euphonix e seus periféricos, sem a necessidade de conversão graças ao SRC (Sample Rate Converter). Contato: (19) 3741-4644 • www.quanta.com.br mm51_produtos.indd 118 03/11/2010 20:56:58
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 119 PRODUTOS ODERY MÁQUINA DECHIMBAL H 903-PR Possui sistema exclusivo e único de rotação dos pés com ajuste independente para cada pé, facilitando o posicionamento para pedal duplo e acessórios percussivos. Traz também um sistema que facilita a regulagem dos pratos e uma âncora retrátil nos pés, fixando a máquina em superfícies não lisas. Contato: (19) 3277-0306 www.odery.com.br GRETSCH BATERIA CATALINA CLUB BOSSA NOVA Produzido em mahogany, o kit de bateria Catalina Club Bossa Nova, da Gretsch, é uma homenagem à música brasileira, mundialmente reconhecida. O kit é formado por: bumbo de 18”, tom de 10”, surdo de 14” e caixa de 14”x5”. Acompanha kit de ferragens Gibraltar. Contato: (18) 3941-2022 • www.sonotec.com.br CASIO PIANO DIGITAL PRIVIA PX-3 Lançado em homenagem aos 30 anos da Casio, o PX-3 visa ser a única fonte para as várias ferramentas necessárias em shows ao vivo. Possui 250 timbres de alta performance com recursos de edição e efeitos, design diferente e características de um piano acústico. Contato: (11) 3115-0355 • www.casio.com.br MORRIS F-650 Violão folk elétrico com tampo em madeira spruce, frente e traseira em mahogany, escala em rosewood, cordas D’Addario. Possui equalizador de cinco bandas com afinador Bill Lawrence. Contato: (19) 3402-8954 www.blackimport.com.br FBT QUBE O sistema Qube é baseado na tecnologia Isophasic Plane Wave Generator, que visa otimizar o desempenho da linha de matriz módulo, e está presente nas caixas QSA210 (foto) e QS218, nos amplificadores PA 360 e no gerenciador de sistema SP26 e SP27. Contato: (11) 2088-9919 www.hpl.com.br GRETSCH BATERIA CATALINA CLUB BOSSA NOVA GRETSCH CASIO FBT QUBE FBT MÁQUINA DE CHIMBAL H 903-PR Possui sistema exclusivo e único de rotação dos pés com ajuste independente para cada pé, facilitando o posicionamento para pedal duplo e acessórios percussivos. Traz também um sistema que facilita a regulagem dos pratos e uma âncora retrátil nos pés, fixando a máquina em MÁQUINA DE CHIMBAL H 903-PR Possui sistema exclusivo e único de rotação dos pés com ajuste independente para cada pé, facilitando o posicionamento para pedal duplo e acessórios percussivos. Traz também um sistema que facilita a regulagem dos pratos e uma âncora retrátil nos pés, fixando a máquina em MORRIS F-650 Violão folk elétrico com tampo em madeira spruce, frente e traseira em mahogany, escala em rosewood, cordas D’Addario. Possui equalizador de cinco bandas com afinador Bill Lawrence. Contato: (19) 3402-8954 mm51_produtos.indd 119 03/11/2010 20:57:13
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    120 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR PRODUTOS STRINBERG EGS267 O modeloconta com dois captadores single e um humbucker, tarraxas die-cast pretas, com escudo e ferragens da mesma cor. Os captadores foram customizados exclusivamente para a linha Strinberg. Contato: (18) 3941-2022 www.sonotec.com.br CONDOR CN-247C Com tampo em cedar canadense, lateral, fundo e braço em mahogany, escala em rosewood e tarraxas Condor Classic douradas com Buttons Black, o violão de sete cordas é recém- chegado à linha da empresa. Contato: (61) 3629-9400 www.condormusic.com.br LEXSEN LWM KIT DE MICROFONES Vem equipado com três microfones: o sem fio de mão, com cápsula cardioide de alta qualidade, o de lapela e o auricular. Possui saída independente por canal ou em conjunto. O kit trabalha com frequência UHF de 800 KHz, proporcionando menos ruídos e interferências. Contato: (11) 3032-5010 • www.proshows.com.br CONTEMPORÂNEA LINHA LATINA A linha Latina é formada por tumbadoras, bongôs, timbales e guiros em três versões de séries: Iniciante, Clássica e Profissional. Aqui aparecem as tumbadoras, encontradas no padrão de madeira natural nas medidas de 10”, 11”, 11 ¾” e 12 ½”. Contato: (11) 3399-6022 www.contemporaneamusical.com.br WOLF VIOLÃO DE AÇO ELETROACÚSTICO WSCF-420 O violão WSCF-420 já vem equipado com pré-equalizador e afinador. Seu tampo é feito de madeira spruce e o cavalete em rosewood. O braço possui tensor regulável e o violão está disponível nas cores Natural, Preto, Sunburst e Satin. Contato: (11) 3081-5756 www.wolfmusic.com.br WOLF VIOLÃO DE AÇO ELETROACÚSTICO WSCF-420 O violão WSCF-420 já vem equipado com pré-equalizador e afinador. Seu tampo é feito de madeira spruce e o cavalete em rosewood. O braço possui tensor regulável e o violão está disponível nas cores Natural, Preto, Sunburst e Satin. Contato: (11) 3081-5756 www.wolfmusic.com.br WOLF VIOLÃO DE AÇO ELETROACÚSTICO WSCF-420 O violão WSCF-420 já vem equipado com pré-equalizador e afinador. Seu tampo é feito de madeira spruce e o cavalete em rosewood. O braço possui tensor regulável e o violão está disponível nas cores Natural, Preto, Sunburst e Satin. Com tampo em cedar canadense, mahogany, escala em rosewood douradas com Buttons Black, o violão de sete cordas é recém- www.condormusic.com.br Com tampo em cedar canadense, mahogany, escala em rosewood douradas com Buttons Black, o tumbadoras, bongôs, timbales e guiros em três versões de séries: Iniciante, Clássica e Profissional. madeira natural nas medidas de STRINBERG EGS267 O modelo conta com dois captadores single e um humbucker, tarraxas die-cast pretas, com escudo e ferragens da mesma cor. Os captadores foram customizados exclusivamente para a linha Strinberg. Contato: (18) 3941-2022 www.sonotec.com.br STRINBERG EGS267 O modelo conta com dois captadores single e um humbucker, tarraxas die-cast pretas, com escudo e ferragens da mesma cor. Os captadores foram customizados exclusivamente para a linha Strinberg. Contato: (18) 3941-2022 www.sonotec.com.br mm51_produtos.indd 120 03/11/2010 20:57:42
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    122 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR TESTE Cordasdeaçocombastantebrilhoelongavida Por MiguelDe Laet* Dean Markley PhosBronzeXL-2062A Anorte-americana Dean Markley começou como uma pequena fábrica de encordoamen- tosparaoferecerprodutosinovadoresedealto padrão.Comotemposetornouumadasmaioresfabri- cantes de cordas sem comprometer o seu ideal inicial. OencordoamentoDeanMarkleyXL-2062Adeten- são média, confeccionado em PhosBronze (ou bronze fosforoso), composto de 92% de cobre e 8% de zinco, com uma coloração viva, levemente avermelhada, foi testado em um violão Gibson J-45. As dimensões do jogo são as seguintes: 0.010 (1.E), 0.014 (2.B), 0.024 (3.G), 0.030 (4.D), 0.038 (5.A) e 0.048 (6.E). É impossível ficar indiferente ao cuidado primoroso queaempresatevecomaembalagemdoproduto.Além deumvisualatraente,oprodutochegouhermeticamen- te fechado com um plástico envolvendo a embalagem em forma de caixinha, o que ajuda na sua conservação. Destaque também para as cordas individualmente em- baladasemenvelopesdepapel,oquefacilitaaorganiza- çãonahoradatrocadoencordoamento. Projeção do som Sua sonoridade é bastante particular e logo se perce- be pela alteração nas características timbrísticas do instrumento. Com seus bordões consistentes e suas primas com um cantar cristalino, o PhosBronze deu mais corpo ao som do J-45 (que já possui um som gor- do), o ataque se tornou mais incisivo e as frequências médias e agudas ganharam maior destaque, sem pre- judicar o equilíbrio. Mesmo com tantas mudanças no comportamento sonoro, o grande destaque fica para o brilho intenso e uma projeção maior, bastante sig- nificativa, que o instrumento ganhou ao ser equipado com o encordoamento. mm51_teste.indd 122 03/11/2010 21:12:01
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    MODELO Phosbronze XL-2062A FABRICANTEDean Markley INDICAÇÃO Para músicos profissionais que se preocupam com a sonoridade PRÓS Sonoridade, durabilidade e entonação CONTRA Nenhum TIRE DÚVIDAS COM O FORNECEDOR www.deanmarkley.com.br • Tel.: (11) 2292-0361 TIMBRE Excepcional # # # # # BRILHO Excepcional # # # # # SUSTENTAÇÃO Excepcional # # # # # VOLUME Excepcional # # # # # DEFINIÇÃO Muito bom # # # # DESEMPENHO GERAL Excepcional # # # # # Porfalaremprojeção,ofatodecon- tarcomaterceiracordarevestidafoies- sencial para garantir o bom equilíbrio de volume entre as cordas. Ideal para executar todo e qualquer estilo musi- cal que necessite de um som potente e explosivo. Indicado para trabalhos de música ao vivo e até mesmo gravações, equipandoinstrumentossolistas. A durabilidade do encordoamento é surpreendente: após o período de amaciamento, manteve suas quali- dades timbrísticas durante o período de testes — cerca de um mês e meio — com bastante gás. Sua entonação é excepcional, tendo excelente estabili- dade em toda a extensão da escala. Quem não está acostumado a ins- trumentos de aço pode se incomodar com a aspereza no toque. De qualquer forma, esta não é a única dificuldade ligadaàtocabilidadedoencordoamen- toe,poressarazão,oPhosBronzepode não agradar iniciantes no universo do aço. O encordoamento também pos- FICHA TÉCNICA sui uma tensão levemente mais pesa- da comparada a encordoamentos de bronze de mesmo calibre. É encordoa- mentoparabluesman,comdedoscale- jadospordarbendsemcordaspesadas no Delta do Mississippi! Conclusão Voltado para quem se importa mais com a qualidade sonora, procura um encordoamento com bastante corpo e nãotemmedoderasgarapontadosde- dosnoaço.Seéoseucliente,esteencor- doamentocertamenteiráagradar! *Miguel De Laet é bacharel em música e pós-gra- duando em Publicidade pela USP. No cenário ar- tístico foi sideman, músico de estúdio e produtor musical. É professor de violão na Faculdade Mo- zarteum de São Paulo. Foi editor da revista Violão PRO, compõe jingles e spots publicitários. mm51_teste.indd 123 03/11/2010 21:12:03
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    ¿Sabes cuál fueel amplificador utilizado en el corazón del MÁS IMPORTANTE FESTIVAL DE MÚSICA ELECTRÓNICA DEL MUNDO, en Miami, EE.UU? w w w . s t u d i o r . c o m . b r En el más importante evento de música electrónica del mundo, los más respectados DJs del mundo reúnen multitudes en una gigante arena para aprovechar el altísimo y buen sonido. No es necesario destacar la responsabilidad y competencia exigida de los amplificadores en un evento de esta magnitud, especialmente con los infra-graves. ¡Además de eso, la empresa responsable por paete de los sistemas de infra-graves del evento eligió los Studio R Serie X para estar en el escenario principal! ¡Entre todas las marcas del mundo reflexionadas para esta función, los Studio R nuevamente han sido los escogidos! Apenas 5 Studio R X12 conectado a la cuarta vía del sistema, fueron suficientes para sacudir a la arena colmada de gente, con más de 70000 personas en 2 días de fiesta. En un evento como este, solo existe lugar para los mejores. Los SÉRIE X STUDIO R! l á i d ú i l ó i d l d l á DJs del mundo reúnen multltltltl iiiiititititudes en una gigante arena ! Damping factor 2.000 - Control muy preciso de los parlantes; Sistema completo de protección - Los más eficientes disponibles; Doble Opto-Limitador Inteligente - Sin distorsión o ruptura de parlantes; Exclusivo Linear-Bass - Protege contra cargas reactivas. Funcionamiento continuo, hasta con música electrónica y eventos de larga duración. Studio R X12 - 11000 w RMS continuos EIA RS-490 Fuente com eficiencia 95% - Baijíssimo consumo de energía; Soporte a cargas de hasta 1,5ohm - Desempeño total con 8 parlantes; THD+N típica de 0,008% - Altísima fidelidad y bajísima distorsión; No power compression - Full continuous sinusoidal power - 11000 w. No voltage drops! Mush less dinamic distortion or second harmonics. mm51_completa.indd 124 04/11/2010 13:24:32
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    NTE ena nto del los ir a res. ena submete suaspotências aos implacáveis testes de qualidade e aferição de segurança e conformidade no IPT e no INPE? Qual outro fabricante Todo fabricante gosta de dizer que seu produto é o melhor, mais seguro e bem especificado, mas só o IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas e o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais são os orgãos competentes para testar e assegurar a adequação de produtos frente às normas internacionais de segurançaequalidade.OsStudioRpassampelocrivodestas entidades para aferir sua qualidade, resistência e segurança em termos de isolação, emissão e muito mais segundo as mais severas normas internacionais. É o único fabricante nacional de potências que teve a confiança compromisso e seriedadedesesubmeterátaisprovas.Easoutrasmarcas? Investimento pesado na segurança do consumidor, respeito aos seus direitos e seriedade na especificação dos seus produtos. de amps na história do áudio nacional é reconhecida no mundo a ponto de ser a escolha dos americanos para o melhor evento de música eletrônica dos EUA? seus produtos por até 5 anos, com base em décadasdesucessoeaprovaçãonaestrada? Queoutramarca Na terra do Tio Sam, perante todas as mais conceituadas marcas internacionais e dentro de um orçamento ilimitado para atender às exigências dos maiores DJs do mundo, foram os brasileiríssimos StudioRvencedoresdostestescomparativospararealizarafaçanha de alimentar os subs do palco principal do megaevento ocorrido em Miami. Lá não basta ser bom, tem que ser o melhor! E quando um americano prefere um brasileiro, é porque tem muito mérito. Muitosetentaeespecula, masadificuldadevaimuitoalémdoscomponentesedoquepodesersimplesmentecopiado: Quemmaisgarante 5ATÉ 5 ANOS DEGARANTIA Nenhumaequipelançoutantosprojetosdesucessoemamplificaçãoaolongo mais de 40 anos. Equipamentos legendários como Gradiente A1, Micrologic M1000, Nashville NA-2200, BX Heavy Duty e muitos outros tem nosso know-howemseuDNA.Qualidadeeresistênciaquedesafiamotempo. Que a Studio R produz sob encomenda os amps especiais para laboratórios de testes dosmaioresfabricantesdefalantesnacionais? Nenhuma outra marca nacional atinge em sua linha de amplificadores potências mais altas que a de alguns modelos Studio R. Por conta deste diferencial tecnológico, alguns dos principais fabricantes de falantes do país utilizam em seus laboratóriosdetestesdequalidadeedesempenhodosfalantes,projetosespeciaisdaStudioR.Amarcafoiaprimeira a lançar potências maiores que 10.000 watts no mercado já nos anos 90! Até hoje a maioria de seus concorrentes nacionais não ultrapassa a marca dos 8.000 watts e outras só ultrapassam em projetos bem mais recentes. Hoje a Studio R já chega na casa dos 22.000 watts enquanto outras marcas tentam lançar produtos com cerca da metade desta potência. Que a Studio R produz sob encomenda os amps especiais para laboratórios de testes dosmaioresfabricantesdefalantesnacionais? Vocêsabia? Nenhuma outra marca nacional atinge em sua linha de amplificadores potências mais altas que a de alguns modelos Studio R. Por conta deste diferencial tecnológico, alguns dos principais fabricantes de falantes do país utilizam em seus laboratóriosdetestesdequalidadeedesempenhodosfalantes,projetosespeciaisdaStudioR.Amarcafoiaprimeira a lançar potências maiores que 10.000 watts no mercado já nos anos 90! Até hoje a maioria de seus concorrentes nacionais não ultrapassa a marca dos 8.000 watts e outras só ultrapassam em projetos bem mais recentes. Hoje a Studio R já chega na casa dos 22.000 watts enquanto outras marcas tentam lançar produtos com cerca da metade desta potência. Não é a toa que até quem fabrica bons alto-falantescontacomosStudioRpara acriaçãoedesenvolvimentodosmesmos. Não é a toa que até quem fabrica bons alto-falantescontacomosStudioRpara acriaçãoedesenvolvimentodosmesmos. w w w . s t u d i o r . c o m . b r GARANTIA DE LUCROS, RESPEITO E QUALIDADE PARA O SEU SISTEMA NOVO TELEFONE: (11) 5015-3600. NOVO ENDEREÇO: R. Lucrécia Maciel, 95 - CEP. 04314-130 SP/SP – E-mail: studior@studior.com.br Nossosegredo? Trabalhar pensando em clientesquenãosecontentam com menos que o máximo! AMídia?Atestaarealidade!AStudioRéTri-Campeãdomaisimportanteprêmio do setor, concedido hoje mediante pesquisa de mercado da Música e MercadoedoseríssimoerenomadoinstitutodepesquisasDatafolha. ; es; arlantes; namiento ación. Várias marcas gostam de se comparar à Studio R, mas nenhuma no país supera seus produtos e realizações em amplificação de áudio. Por quê?Segredo? mm51_completa.indd 125 04/11/2010 13:24:37
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    126 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 21 PAÍSESRECEBEM MÚSICA MERCADO Aqui você confere os serviços oferecidos pela Música Mercado e como fazer para adquiri-los. Olinda, PE...........................28 e 29 de janeiro Ribeirão Preto, SP.........18 e 19 de fevereiro Brasília, DF..........................25 e 26 de março Curitiba, PR............................ 15 e 16 de abril Gramado, RS........................ 13 e 14 de maio Rio de Janeiro, RJ..................9 a 11 de junho Belo Horizonte, MG .............22 e 23 de julho Nós amamos o que fazemos Música Mercado tem uma equipe dedicada à você, leitor. Nosso trabalho é informar para criar mercado, mostrar as melhores práticas de administração, marketing e empresas. Se você acredita no mercado esta revista é feita sob medida para você. Brasil, Espanha e toda a América Latina recebem Música Mercado. Receba com conforto Faça a assinatura Premium da MM e receba sua revista antes de todos. Diferente da assinatura gratuita, Música Mercado lançou um sistema de entrega com confirmação. Ideal para você que mora mais longe, costuma ter problemas de correio ou que deseja receber antes que os outros. Com o sistema de ‘carta registrada’ você tem a certeza que ninguém pegará a sua Música Mercado, só você. 1 ano (6 edições) ............... R$ 120,00 2 anos (12 edições).............R$ 170,00 Aceitamos cartões VISA | depósito bancário | em até 2x sem juros Ligue (11) 3567-3022 ou assinaturas@musicaemercado.com.br As feiras regionais Music Show trazem grandes marcas e negociações para as lojas de todo o País. Veja as novidades, socialize-se e crie mais laços de negócios. Participe ainda do jantar VIP oferecido pelas empresas expositoras. Faça mais contatos nas feiras Music Show Lojistas que visitaram a feira são as mais lembradas pelos fornecedores Centro de Convenções de Ribeirão Preto Serra Park Centro de Feiras e Eventos Centro de Convenções de Pernambuco EDIÇÃO #51 • BRASILEDIÇÃO #51 • BRASIL servicos51a.indd 126 05/11/2010 19:35:05
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    WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR 127 PESQUISA MÚSICA MERCADO / DATAFOLHA Um dos maiores institutos de pesquisa do país traz informações importantes. Dados coletados pelo Datafolha em lojas de todo o país ajudam fornecedores a definir suas linhas de produtos e melhorar estratégias de marketing, beneficiando lojas e consumidores. A pesquisa está à disposição para o mercado brasileiro e internacional todo final de novembro. Para adquirir ligue (11) 3567-3022 Videos Assista entrevistas com os empresários mais famosos do nosso sector no canal Música Mercado do Youtube: http://www.youtube.com.br/ videosmusicamercado Parcerias Escreva para a Música Mercado Envie seu texto ou um resumo da história de sua loja para a revista Música Mercado, que permite colaborações após avaliação do de- partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os acontecimentos vivenciados por sua loja. Entre em contato pelo e-mail: texto@musicaemercado.com.br. Música Mercado, que permite colaborações após avaliação do de- partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os acontecimentos vivenciados por sua loja. Entre em contato pelo e-mail: texto@musicaemercado.com.br. Envie seu texto ou um resumo da história de sua loja para a revista , que permite colaborações após avaliação do de- partamento editorial, além de ter seções específicas para divulgar os acontecimentos vivenciados por sua loja. Entre em contato pelo e-mail: RECEBA NOSSA NEWSLETTER Semanalmente a MM divulga as principais notícias do setor para dei- xar o mercado atualizado. Para re- ceber nossa newsletter por e-mail, envie seu endereço eletrônico para: texto2@musicaemercado.com.br, com o assunto: Newsletter. RECEBA NOSSA NEWSLETTER NOSSOS CANAIS NA WEB Site: www.musicaemercado.com.br Twitter: twitter.com/musicaemercado YouTube: www.youtube.com/ videosmusicaemercado CONTATOS: MÚSICA MERCADO Comercial Duda Lopes • (11) 7861-8020 / ID 80*29542 Feiras e Eventos Rodrigo Gagliardi • (11) 7860-6277 / ID 80*29494 Atendimento Lojistas Bárbara Tavares • (11) 7759-1474 / ID 13*21476 Administrativo Carla Anne • (11) 7717-5667 / ID 80*26398 Financeiro Leila Sousa • (11) 3567-3022 Comercial Atendimento Lojistas Administrativo Carla Anne • (11) 7717-5667 / ID 80*26398 Música Mercado (11) 3567-3022 do Youtube: http://www.youtube.com.br/ servicos51a.indd 127 04/11/2010 16:52:19
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    128 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR CONTATOS Acesse ocalendário 2011 no site: www.musicaemercado.com.br INSTRUMENTOS BENSON ................................... 51 3554-3139 • proshows.com.br • 89 DIMUSICA ...................... 41 3015-8055 • vendas@dimusica.com • 103 EAGLE .................... 11 2931-9130 • eagleinstrumentos.com.br • 10, 11 EQUIPO ....................................... 11 2199-2999 • equipo.com.br • 71 GIANNINI ....................... 11 3065-1571 • giannini.com.br • 8, 9, 47, 57 GVREP ........................................... 19 3816-4627 • gvrep.com.br • 77 HOHNER................................ 11 3797-0100 • izzomusical.com.br • 55 PHOENIX ............... 11 3340-8888 • phoenixinstrumentos.com.br • 111 ROLAND ....................................... 11 3087-7772 • roland.com.br • 31 ROZINI ......................................... 11 3931-3648 • rozini.com.br • 121 TAGIMA ................................. 11 2915-8900 • tagima.com.br • 16, 17 WALDEN .......................... 11 3081-5756 • waldenguitars.com.br • 105 WOLF MUSIC .......................... 11 3081-5756 • wolfmusic.com.br • 99 YAMAHA ....................... 11 3704-1377 • yamahamusical.com.br • 131 SONOTEC .................................. 18 3941-2022 • sonotec.com.br • 29 AMPLIFICADORES / ÁUDIO PROFISSIONAL AMI ......................................... 11 4702-0177 • amimusic.com.br • 117 CICLOTRON ........................ 14 3604-6000 • ciclotron.com.br • 14, 15 EMINENCE ............................ +1 786 340 8801 • italotrading.com • 26 FRAHM ....................................... 47 3531-8800 • frahm.com.br • 6, 7 HAYONIK ................................... 43 3377-9866 • hayonik.com.br • 23 LL AUDIO .................................... 0800 014 19 18 • llaudio.com.br • 41 LYCO ................................................ 11 3666-5574 • lyco.com.br • 85 METEORO .............11 2443-0088 • amplificadoresmeteoro.com.br • 69 MOUG SOUND .....................11 2636-1118 • mougsound.com.br • 107 NUMARK ................................. 11 3032-5010 • proshows.com.br • 95 PEAVEY ..................................... +1 601 483 5365 • peavey.com • 115 SENNHEISER ............................... 11 2199-2999 • equipo.com.br • 20 STUDIO R ........................... 11 5031-3600 • studior.com.br • 124, 125 SKP AUDIO ................................. 11 2795-4190 • someco.com.br • 27 ACESSÓRIOS D’ADDARIO ....................... 11 3158-3105 • musical-express.com.br • 5 DEAN MARKLEY ................ 11 2292-0361 • deanmarkley.com.br • 33 ELIXIR ........................................ 11 5502-7800 • elixirstrings.com • 13 EMG ................ 61 3629-9400 • emginc.com • condormusic.com.br • 24 EVER-TON ..................... 34 3313-2696 • boquilhaseverton.com.br • 75 EVANS .............................. 11 3158-3105 • musical-express.com.br • 3 As empresas abaixo são os anunciantes desta edição. Use estes contatos para obter informações sobre compras e produtos. Para referência, mencione que você obteve o contato por meio da Música Mercado. GIBRALTAR .......... 11 3158-3105 • musical-express.com.br • 35, 37, 39 NIG ....................................... 11 4441-8366 • nigmusic.com.br • 16, 19 PLANET WAVES .................... 11 3158-3105 • musical-express.com.br • 51 QVS ........................................... 19 3812-5275 • qvsaudio.com.br • 81 UNO ................................ 11 3158-3105 • musical-express.com.br • 83 SG ......................................... 11 3797-0100 • izzomusical.com.br • 53 SPARFLEX ................................. 11 2521-4141 • sparflex.com.br • 132 ZOOM ...................................... 11 5535-2003 • royalmusic.com.br • 2 BATERIA E PERCUSSÃO AQUARIAN ........................... 11 3797-0100 • izzomusical.com.br • 65 CONTEMPORÂNEA . 11 3399-6022 • contemporaneamusical.com.br • 123 ISTANBUL ................. +90 212 886 33 0304 • istanbulcymbals.com • 18 MEINL ................. 43 3324-4405 (Prime) • 92 3234-1588 (C. Borges) • 59 OCTAGON .................... 11 5021-5571 • octagon-cymbals.com.br • 97 PRIME MUSIC ....................... 43 3324-4405 • primemusic.com.br • 25 PRO-MARK ..................... 11 3158-3105 • musical-express.com.br • 67 RICO ................................11 3158-3105 • musical-express.com.br • 91 TYCOON ...................+1 909 393 5555 • tycoonpercussion.com.br • 22 VIC FIRTH .................................... +1 617 364 6869 • vicfirth.com • 21 OUTROS VIP SOFT ................................... 11 3392-2977 • vipsoft.com.br • 129 FEIRAS / EVENTOS MUSIC CHINA ......... 11 5403-9500 • messefrankfurtfeiras.com.br • 12 NAMM ..............................................+1 760 438 8001 • namm.org • 4 PALM EXPO ...........................+86 10 6409 7408 • palmexpo.com • 28 mm51_contatos.indd 128 04/11/2010 18:39:10
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    130 WWW.MUSICAEMERCADO.COM.BR CINCO PERGUNTAS Conheçadeveres e direitos do empresário ao empregar o vendedor temporário em sua loja Como contratar trabalhadorestemporários? Final de ano é a época em que as lojas mais procuram traba- lhadores temporários, já que o fluxo de clientes aumenta consi- deravelmente. No entanto, existem algumas ressalvas para esse tipo de contratação, como o fato de, embora não haver registro em carteira, se fa- zer necessário redigir um comentá- rio na parte de Anotações Gerais da Carteira de Trabalho do empregado comprovando o contrato, que deve ter no máximo três meses. Para dar mais dicasaoslojistassobrecomoproceder nesses casos, a MM conversou com o advogado trabalhista Paulo Sérgio João, sócio do escritório Paulo Sérgio João Advogados, que indica primeiro a contratação de uma empresa espe- cializada em oferecer mão de obra temporária para se evitar qualquer problema advindo do não cumpri- mento de normas específicas para esse modelo de contratação. Leia de- talhes na entrevista a seguir. Legalmente, quais os direitos do tra- balhador temporário que o empresá- rio deve ter em conta ao contratá-lo? Primeiro creio que o empresário deve se utilizar de empresas especializadas e autorizadas pelo Ministério do Tra- balho a atuar no segmento de presta- ção de serviços. O trabalhador tempo- rário, de acordo com a lei 6019/74, tem os seguintes direitos: salário corres- pondente à categoria em que está in- serido; 13º salário proporcional; férias proporcionais acrescidas de 1 /3; fundo de garantia do tempo de serviço, além de horas extras, quando for o caso. Quais são os deveres do empre- sário em relação ao trabalhador temporário? Oempresárioterádeveresquantoàma- nutenção de ambiente de trabalho saudávelerespeitosorela- tivoaoexercício da atividade do trabalhador. Também deverá pagar à empresa fornecedora de mão de obra os valores apresentados e seassegurardequeostrabalhadoreste- nhamseusdireitosrespeitados. Para as vendas de final de ano qual é período ideal em que o varejista deve contratar os temporários? O momento ideal é aquele em que a empresa tomadora perceber o acrés- cimo de serviço que justifique a con- tratação. Portanto, depende da loja e dos preparativos para o atendimento dos consumidores. Casoumadaspartesquebreocontra- to, o que pode ocorrer legalmente? Em relação ao trabalhador que está em execução de trabalho temporário, o contrato pode ser rompido a qual- quertempo,mediantepagamentodos direitos até a data em que permane- ceu em serviço. Como o empresário varejista pode se prevenir contra processos traba- lhistas advindos de ex-funcionários temporários? Oempresárioqueseutilizardomodelo de trabalho temporário deverá se pre- venir contratando empresas idôneas nofornecimentodemãodeobraecon- trolar o cumprimento de obrigações trabalhistas decorrentes da prestação de serviços, exigindo da fornecedora a comprovação de liquidação de tais obrigações, inclusive as fiscais.  Paulo Sérgio João, advogado: “Previna-se contratando empresas idôneas” mm51_5perguntas.indd 130 03/11/2010 21:09:16
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