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A MEDIDA DO TEMPO
        EA
  IDADE DA TERRA
    MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
Diversidade de rochas
2



     Uma rocha é um agregado, consolidado ou não, de minerais.
     As rochas são geradas por processos naturais, desde épocas remotas, e
      testemunham as condições em que se originaram.
     Atendendo às características e às condições que presidiram à sua
      génese, consideram-se três grandes categorias de rochas:
      sedimentares, magmáticas e metamórficas, que assumem diferentes
      aspetos na paisagem.
     No decurso do tempo, múltiplos fenómenos afetaram a Terra,
      modificando as suas paisagens.
Diversidade de rochas
3


    Percentagem relativa de rochas sedimentares e magmáticas na crusta
    terrestre




     As rochas sedimentares constituem apenas 5% do volume da crosta
      terrestre e ocupam 75 % da superfície da crusta.
     As rochas magmáticas constituem cerca de 95% de volume da crosta e
      ocupam apenas 25% da superfície da crusta.
Rochas Sedimentares
4




     A superfície terrestre é um local de intersecção entre a atividade
      geológica resultante da energia interna da Terra e a atividade da
      biosfera, da atmosfera e da hidrosfera, dinamizadas pela energia
      solar. Como resultado dessa interação, as rochas são alteradas e
      erodidas.
Rochas Sedimentares
5



     São formadas à superfície da terra ou próximo dela a partir de
      deposições de sedimentos que, posteriormente, experimentam uma
      evolução, sendo compactados e ligados entre si.
     Constituem apenas 5% do volume da crosta terrestre; ocupam 75 % da
      superfície dos continentes.
     Resultam geralmente da meteorização e erosão de rochas pré-
      existentes, seguida de transporte, deposição e diagénese, organizando-
      se em estratos dispostos, inicialmente, na horizontal.
     Nas rochas sedimentares é normal encontrar fósseis.
Rochas Sedimentares
6



    Na génese das rochas sedimentares ocorrem, geralmente, duas fases:

       Sedimentogénese - Conjunto de processos que compreendem a elaboração
        dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares, o transporte e a
        deposição desses materiais.

       Diagénese - Conjunto de processos físico-químicos que intervêm após a
        sedimentação e pelos quais os sedimentos evoluem para as rochas
        sedimentares coerentes.
Rochas Sedimentares
7


          Rochas metamórficas
          Rochas magmáticas
          Rochas sedimentares
             Meteorização
             Erosão
                                Sedimentogénese
             Transporte
             Sedimentação
             Compactação e desidratação
            Cimentação              Diagénese
            Recristalização
          Rochas sedimentares
Rochas Sedimentares
      Sedimentogénese
8


     A meteorização pode ser física, originando partículas cada vez mais
      pequenas, ou química, que modifica os seus minerais.
     A erosão, por ação de vários agentes (vento, água e seres vivos), remove
      das rochas as partículas que foram alteradas.
     As partículas resultantes da erosão são transportadas por agentes
      variados (água , vento ou seres vivos) para outros locais.
     Quando as condições do meio são propícias, o transporte cessa e os
      sedimentos sofrem deposição, sedimentação, sendo acumulados,
      geralmente, em bacias de sedimentação.
Rochas Sedimentares
    Meteorização e erosão
9
Rochas Sedimentares
     Meteorização e erosão
10



      Diáclases
       São superfícies de fratura provocadas por tensões internas da crosta ou
        por fenómenos de descompressão dos materiais rochosos (devido à
        remoção das camadas superiores);
       Geralmente dividem os maciços em enormes blocos, grosseiramente
        paralelepipédicos;
       Favorecem a meteorização (pois as zonas da bordadura são mais frágeis).
                              
                          meteorização
      . as zonas de bordadura dos blocos transformam-se em areias – arenização;
      . os blocos tornam-se arredondados, formando bolas amontoadas – caos de
        blocos.
Rochas Sedimentares
     Meteorização e erosão
11
Rochas Sedimentares
       Transporte
12




      As partículas resultantes da erosão são transportadas por agentes variados
       (água , vento ou seres vivos) para outros locais.
      Ao longo do transporte as partículas sofrem modificações: diminuição de
       volume e arredondamento.
Rochas Sedimentares
     Diagénese
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                  Através da compactação os sedimentos
                   são comprimidos por ação de novos
                   sedimentos que sobre eles se depositam.
                  O aumento da pressão provoca a expulsão
                   da água – desidratação – conduzindo à
                   diminuição da porosidade e do volume.


                  Na cimentação os sedimentos são
                   agregados por ação de um “cimento”
                   resultante da precipitação de substâncias
                   químicas dissolvidas na água ou por
                   sedimentos mais finos.
Rochas Sedimentares
       Estratificação
14




      Formam-se camadas horizontais de sedimentos compactados – estratos.
      Os estratos sobrepostos apresentam aspeto variado quanto à textura,
       estrutura, constituição mineralógica, granularidade dos elementos e cor.
Rochas Sedimentares
15




                                    Constituídas por sedimentos de origem
                     Detríticas     físico-química (detritos), formados por
                                    processos de meteorização sobre
                                    rochas pré-existentes

     Rochas                         Constituídas por sedimentos de origem
     Sedimentares                   química, resultantes da precipitação de
                    Quimiogénicas
                                    substâncias em solução nas águas.

                                    Constituídas por sedimentos de origem
                     Biogénicas     biológica, produzidos pelos seres vivos
                                    ou resultantes da sua atividade.
Rochas Sedimentares
16




                                                           Tipo de rocha
            Tipo de sedimento              Origem
                                                            sedimentar
      Detritos                         Físico-química    Rocha detrítica

      Substâncias   dissolvidas   na      Química       Rocha quimiogénica
       água

      Substâncias produzidas pelos       Biológica       Rocha biogénica
       seres vivos ou resultantes da
       sua atividade
Rochas Sedimentares
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     Tipos de sedimentos
      Sedimentos detríticos ou clastos
       Fragmentos de dimensões variadas, desde partículas de pequeníssimas
       dimensões até grandes blocos (argilas, areias e balastros), resultantes da
       alteração de outras rochas.
       Algumas rochas resultantes: argilitos, arenitos e brechas ou conglomerados.


      Sedimentos de origem química
       Resultantes da precipitação de substâncias dissolvidas ou em suspensão na
       água.
       Algumas rochas resultantes: rochas carbonatadas como certos calcários.


      Sedimentos biogénicos
       Constituídos por detritos orgânicos ou por materiais resultantes da acção
       bioquímica, nomeadamente conchas, fragmentos de peças esqueléticas, …
       Algumas rochas resultantes: calcários biogénicos como o calcário conquífero, carvões, …
Rochas Sedimentares
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     Detríticas

                            Rochas sedimentares detríticas

                    não consolidadas               D           consolidadas
        Blocos                                     I
        Seixos                    Arredondados
        Calhaus
                   Balastros                       A         Conglomerados
        Godos
                   >2 mm                           G
        Cascalho                                   É
        Areão
                                  Angulosos
                                                   N            Brechas
                                                   E
                                                   S
                                                   E
                    Areia    (2 mm – 1/16 mm)                  Arenitos

                    Silte   (1/256 mm – 1/16 mm)                 Silitos

                    Argila    < 1/256 mm                       Argilitos
Rochas Sedimentares
19
     Detríticas
Rochas Sedimentares
20
     Quimiogénicas
               Calcário – resulta da precipitação do Carbonato de cálcio (CaCO3)




                   Sal-gema – resulta da precipitação de cloreto de sódio (NaCl)




                   Gesso – resulta da precipitação de sulfato de cálcio
                           (CaSO42H2O)
Rochas Sedimentares
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     Quimiogénicas


           Composto químico   Mineral    Rocha


               CaCO3          Calcite   Calcário


                NaCl          Halite    Sal-gema

               CaSO4          Gesso      Gesso
Rochas Sedimentares
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     Biogénicas

              Calcário recifal
               Resultante dos esqueletos calcários dos corais que vivem em águas
                do mar quentes e pouco profundas.
               Os corais formam recifes constituídos por milhões de indivíduos
                ligados em colónias, que edificam estruturas calcárias, a partir do
                carbonato de cálcio dissolvido na água do mar.
               Quando morrem, os seus esqueletos formam este tipo de calcário.




              Calcário conquífero
               Formado pela acumulação de conchas calcárias de animais, como os
                moluscos, que sofreram um processo de cimentação.
               Estes seres vivos retiram carbonato de cálcio da água do mar para
                construírem os esqueletos (como as conchas).
Rochas Magmáticas ou Ígneas
23




        Resultam da consolidação dos magmas.
        Ao solidificar à superfície, o arrefecimento é muito rápido, gerando
         rochas formadas por minerais microscópicos – rochas vulcânicas ou
         extrusivas.
        Ao solidificar no interior da geosfera, o arrefecimento é muito lento,
         gerando rochas com cristais macroscópicos – rochas plutónicas ou
         intrusivas.
Rochas Metamórficas
24




      Originadas de rochas preexistentes que experimentam transformações
       mineralógicas e texturais, mantendo-se no estado sólido.


      Essas alterações são devidas a condições de pressão e de temperatura
       elevadas ou à ação de fluidos circulantes.


      Estas transformações ocorrem no interior da geosfera , geralmente
       entre 10 a 30 Km de profundidade.
Rochas Metamórficas
     Fatores de Metamorfismo
25



      Temperatura elevada
        A partir de 2000C permite o estabelecimento de novas ligações
        químicas

         Crescimento de minerais existentes
          e/ou novas estruturas cristalinas
                    recristalização
               Novos minerais


         Altera a composição mineralógica da rocha
Rochas Metamórficas
26


      Fator de metamorfismo - Calor




                    Corneana          Quartzito         Mármore
       Origem  Rocha argilosa,   Arenito rico em   Rocha carbonatada,
                calcária ou outra sílica            como o calcário
                (junto à
                intrusão)
Rochas Metamórficas
     Fatores de Metamorfismo
27



      Tensões
       As rochas são sujeitas a tensões que modificam:
       - a composição mineralógica da rocha
       - o arranjo dos minerais (a textura da rocha)
Rochas Metamórficas
28


     Fator de metamorfismo -Tensões

                       Orientação paralela de certos minerais originada por forças
                        compressivas;
                       Esta orientação é perpendicular à direção da tensão
                        exercida sobre a rocha.


      Foliação
      Aspeto textural, resultante do alinhamento preferencial de certos minerais
      (ex. micas), sob a ação de tensões dirigidas.
      Em rochas de baixa granularidade só é visível ao microscópio.


      Fissilidade
      Capacidade da rocha se dividir em lâminas segundo os planos de foliação.
      À medida que o grau de metamorfismo aumenta a fissilidade diminui.
Ciclo das rochas
29
O TEMPO,
     uma questão central em Geologia
30



                      Em 1664, o arcebispo irlandês James Ussher
                       afirmava que a Terra tinha sido criada às 9
                       horas da manhã do dia 26 de Outubro de 4004
                       a.c.
                      Para chegar a estes valores baseou-se na Bíblia
                       (200 gerações desde Adão)




                     Actualmente o valor aceite, pela comunidade
                     científica, para a idade da Terra é de
                     aproximadamente 4600 M.a.
O TEMPO,
           e os fósseis
31




     Que informações fornecem as rochas sobre a história
     da Terra?


     E as rochas que contêm fósseis?
O TEMPO,
           e os fósseis
32



     Fósseis são restos, marcas ou vestígios da atividade de seres
     vivos, que ficaram preservados nas rochas ou outros
     materiais naturais
Condições de fossilização
33


                       O isolamento dos cadáveres e restos de
                                        seres
                             vivos da erosão atmosférica
                     Os cadáveres ou restos de seres vivos têm de
                     ficar rapidamente isolados dos agentes
                     erosivos, do seu poder oxidante e microbiano
                     que rapidamente os decompõem, inclusive as
                     partes duras mineralizadas.




                     A presença de esqueleto interno ou externo
                              mineralizado resistente
                     Os organismos que possuem esqueleto interno
                     ou externo, resistente, de natureza mineral,
                     têm mais hipóteses de fossilizar do que os
                     organismos de corpo mole.
Condições de fossilização
34



                       A natureza dos sedimentos envolventes
                  Se os sedimentos que envolvem e cobrem os
                  cadáveres e restos de organismos são finos, como
                  as argilas e os siltes, a fossilização é bem sucedida.
                  Nos sedimentos grosseiros, como as areias e os
                  conglomerados, as águas de circulação destroem e
                  decompõem a matéria orgânica.




                                 A geoquímica do meio
                   O meio oxidante não facilita a fossilização, ao
                   contrário do meio redutor ou anaeróbio que
                   propícia a conservação, inclusive das partes
                   moles dos organismos
Condições de fossilização
35



                         As características do meio ambiente
                    Os ambientes em que há abundância de
                    alimentos, são, em geral, superpovoados , o que
                    aumenta a probabilidade dos organismos
                    fossilizarem.
                    Quando existe um grande número de
                    predadores e necrófagos os organismos são
                    consumidos como alimento de outros seres vivos.



                                         O clima
                     Nos climas frios dá-se a preservação dos
                     organismos, uma vez que a baixa temperatura
                     inibe a acção de bactérias.
                     Nos climas tropicais quentes e húmidos a
                     decomposição dos organismos dá-se de forma
                     extremamente rápida.
Condições de fossilização
36


                              Inerentes ao ser vivo
     • Presença de partes duras (esqueleto interno ou externo),


                                Inerentes ao meio
     • Elevada velocidade de sedimentação,
     • Sedimentos finos, como as argilas e os siltes (nos sedimentos grosseiros
       as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica),
     • Meio calmo, com reduzida energia hidrodinâmica (como as águas paradas
       facilitadoras da sedimentação rápida),
     • Meio redutor ou anaeróbio (inibe a ação das bactérias),
     • Temperaturas baixas (inibem a ação das bactérias).
Processos de fossilização
37


     CONSERVAÇÃO                                        Mamute
                                                   conservado no gelo
     É o aprisionamento/ envolvimento de
     organismos em substâncias como o âmbar,
     asfalto, gelo, permanecendo aí conservados.


     Este processo inclui a mumificação, em que
     o cadáver sofre sobretudo desidratação.



                      Inseto conservado em âmbar
Processos de fossilização
38


     MINERALIZAÇÃO
     A fossilização dá-se por transformações químicas,
     pelas quais a matéria orgânica é substituída por
     matéria mineral, como a calcite, a sílica e a pirite,
     entre outros.



                                                                 Trilobite




                                        Estruturas de Corais
                                             em calcite

                 Amonite



                                                               Cabeça de dinossauro
Processos de fossilização
39

     MOLDAGEM
     Não se conservam quaisquer partes do organismo, mas somente um molde da
     sua estrutura interna – moldes internos, ou da sua estrutura externa – moldes
     externos, resultantes da consolidação dos sedimentos que preenchiam ou
     envolviam o ser vivo.

     Molde Interno                                Molde Externo




     O interior do organismo enche-
     se de sedimentos que                         O organismo, ao morrer, cai sobre os
     reproduzem os detalhes da sua                sedimentos, deixando impressas as suas
     estrutura interna                            características estruturais externas
Processos de fossilização
40

     IMPRESSÃO
     As impressões são moldes externos de estruturas finas (baixo relevo), como folhas
     ou penas e rastos deixados por seres vivos.
     A impressão é um caso particular de moldagem.




                                                            Impressão de folha


        Impressão da asa de inseto
Processos de fossilização
41


     MARCAS OU VESTÍGIOS DE
     ACTIVIDADES
     Conhecidas por icnofósseis – como
     pistas, pegadas, ovos, ninhos e fezes.




                                              Pegadas




     Ovos fossilizados



                                                 Coprólito - Fezes fossilizadas
A importância dos fósseis
42


     Fósseis de idade – datam as rochas onde se encontram
         Fóssil de ser vivo de uma espécie que :
           - viveu durante um curto período de tempo geológico,
           - apresentou grande distribuição geográfica,
           - teve muitos representantes




                              Trilobites                            Amonites
                            Era Paleozóica                        Era Mesozóica
A importância dos fósseis
43




     Fósseis de fácies ou de ambiente – caracterizam ambientes antigos
         Fóssil de um ser vivo de uma espécie que viveu em condições ambientais muito
          restritas.




                                Coral
                        Atualmente vive apenas em
                        ambientes de águas calmas,
                        quentes e pouco profundas
A importância dos fósseis
44




     Estratigrafia
     Ramo da geologia que se ocupa do estudo, descrição, correlação de
     idades e classificação das rochas sedimentares.
Datação das rochas
45



         Datação relativa (Idade relativa) – corresponde ao
          estabelecimento da idade de uma formação geológica em relação a
          outra.
         A datação relativa não permite obter um valor numérico, apenas um
          valor comparativo com outras estruturas geológicas (outras rochas
          ou fósseis).
         Diferentes princípios estratigráficos podem ser utilizados para
          fazer a datação relativa de formações geológicas (princípio da
          horizontalidade , princípio da sobreposição dos estratos e princípio
          da identidade paleontológica).


         Datação radiométrica (Idade absoluta) - corresponde ao
          estabelecimento da idade de uma formação geológica, referida em
          valores numéricos, geralmente em milhões de anos (M. a.).
Datação Relativa
                      P. da horizontalidade
46


              Princípio da horizontalidade
      A deposição de sedimentos ocorre numa posição
       horizontal




     Numa sequência estratigráfica não deformada, um estrato mais recente
     sobrepõe-se a um estrato mais antigo,

     os estratos serão tanto mais antigos quanto mais profundos se encontrarem
     e tanto mais recentes quanto mais superiormente se encontrarem na
     sequência estratigráfica.
Datação Relativa
                   P. da horizontalidade
47




        Qualquer fenómeno que altere a horizontalidade das
        camadas é sempre posterior à sedimentação
Datação Relativa
                       P. da sobreposição
48




     Princípio da sobreposição dos
                estratos
      Numa sucessão de estratos não
       deformados, um estrato é mais
       antigo do que aquele que o cobre
       e mais recente do que aquele
       que lhe serve de base.
Datação Relativa
49




      As grandes descontinuidades no registo geológico devido à ausência de
       camadas (explicadas por falta de sedimentação ou por erosão) designam-se
       discordâncias estratigráficas ou lacunas.
Datação Relativa
                        P. da identidade paleontológica
50

              Princípio da identidade paleontológica
               Dois estratos apresentam a mesma idade
                se apresentarem o mesmo fóssil de idade.




      A presença de um fóssil de idade em dois estratos diferentes, mesmo que
       se encontrem muito distanciados, permite-nos afirmar que os dois estratos
       possuem a mesma idade.
Datação Relativa
                       P. da continuidade lateral
51



     Princípio da continuidade lateral
      Um estrato tem sempre a mesma idade ao
       longo de toda a sua extensão,
       independentemente da ocorrência da
       variação horizontal (lateral) de fácies.
Datação Relativa
                      P. da continuidade lateral
52




      Se as rochas que se querem datar estão intercaladas em camadas que se
       reconhecem como idênticas, pode-se estabelecer uma correlação entre
       essas rochas intercaladas, de um afloramento para o outro.
      Deste modo, uma camada limitada por um muro (base) e por um teto (topo)
       e definida por uma certa fácies tem a mesma idade ao longo de toda a sua
       extensão lateral.
Datação Relativa
                       P. da intersecção
53



      Princípio da intersecção
        Toda a estrutura geológica que intersecta
         outra é mais recente do que ela.




      A intrusão é mais recente do que os estratos A, B, C, D e E.
      O filão é mais recente do que todas as outras formações, dado que as
       intersecta.
Datação Relativa
                       P. da inclusão
54



      Princípio da inclusão
        Fragmentos de rochas incorporadas numa
         rocha são mais antigas do que a rocha que
         os engloba.




      O estrato F é mais recente do que os outros pois inclui fragmentos de D,
       C e B.
Datação Absoluta
55



      Os elementos químicos, que ocorrem na natureza, podem apresentar três
       formas distintas, todas elas com o mesmo número de protões, mas com
       distinto número de neutrões, o que lhes confere diferente número de
       massa.
      Quando o número de protões é diferente do número de neutrões
       designa-se de isótopo.
Datação Absoluta
56



     Um elemento químico pode apresentar-se:
       • com igual número de protões e de neutrões, que é a forma mais
         abundante, representando cerca de 95% a 99% desse elemento;
       • com diferente número de protões e de neutrões, mas estável – isótopo
         estável;
       • com diferente número de protões e de neutrões, mas instável, estando
         em constante transformação – isótopo radiativo.

                                         12C   - 6 protões e 6 neutrões
                                                 (forma abundante);

                                         13C   - 6 protões e 7 neutrões
                                                 (isótopo estável);

                                         14C   - 6 protões e 8 neutrões
                                                 (isótopo instável).
Datação Absoluta
57


      A idade radiométrica permite obter um valor numérico para a idade
       das rochas, determinado em milhões de anos (M.a.).
      Baseia-se:
         • na desintegração de isótopos radioactivos naturais, geralmente
           de potássio (K-40), rubídio (Rb-87), urânio (U-235 e U-238) e
           carbono (C-14);
         • no facto de os isótopos radioativos se desintegrarem,
           espontaneamente ao longo do tempo, a uma velocidade constante
           para cada um dos diferentes elementos radioativos.
      A velocidade de decaimento não é afetada pelas condições ambientais
       (temperatura, humidade, pressão), o que torna o seu valor específico
       do elemento e não das condições a que esse elemento está sujeito.
Datação Absoluta
58



      O isótopo radioactivo designa-se por isótopo-pai e os isótopos
       resultantes da desintegração designam-se de isótopos-filhos.
      A desintegração/decaimento radioactivo ocorre sempre no sentido da
       obtenção de átomos-filhos mais estáveis: isótopo-pai /
       isótopo-filho.
      O tempo necessário para que metade dos isótopos-pai se transforme
       em isótopos-filho é designado por tempo de semivida.
Datação Absoluta
59
Datação Absoluta
60
Datação Absoluta
61




                                                       Isótopo-filho
      Isótopo-pai        Decaimento radioactivo
                                                       Mais estável
      Radioactivo




                    Uma semi-vida      Uma semi-vida
Datação Absoluta
62



    Uma rocha, quando se forma, adquire uma certa quantidade de isótopos
     radiativos.
    Os isótopos radiativos, por serem instáveis, começam o seu processo de
     alteração (perda de partículas do seu núcleo) no momento de formação da
     rocha.
    Estes isótopos vão-se desintegrando, a uma velocidade mais ou menos
     conhecida, transformando-se em átomos estáveis.
    A relação entre a quantidade de isótopo-pai e a de isótopo-filho permite,
     de uma forma simples, chegar à datação do início da desintegração.
    A idade da rocha será contada a partir do início da desintegração do
     isótopo-pai e será dada pelo número de semi-vidas decorrido até ao
     momento considerado.
Datação Absoluta
63
Datação Absoluta
64




      Este métodos de datação é eficaz quando aplicado a rochas
       magmáticas, o mesmo não acontecendo relativamente às rochas
       sedimentares e metamórficas:
       - um magma no momento em que inicia o processo de solidificação, seja
         em profundidade seja à superfície, incorpora uma certa quantidade de
         isótopos radioativos (isótopos-pai); a quantidade de isótopos-filho,
         nesse momento, é nula.
       - as rochas metamórficas e as rochas sedimentares resultam da
         acumulação e da transformação (diagénese ou metamorfismo) de
         materiais rochosos pré-existentes, com origens e idades diferentes.
Datação Absoluta
65


      As rochas metamórficas resultam de modificações, devidas a pressão e
       temperatura, sofridas por outras rochas - o metamorfismo que as afetou
       não elimina os átomos-filho que elas possam conter nesse momento,


       obtém-se uma idade superior à que deveria corresponder à última fase de
       metamorfismo.


      As rochas sedimentares detríticas resultam de processos de meteorização
       de rochas pré-existentes,


       obtém-se a idade dos sedimentos que a contém, os quais têm a idade das
       rochas de onde são provenientes.


      Este método não deve ser aplicado a rochas metamórficas nem
       sedimentares.
Escala do Tempo Geológico
66

      São muitos e variados os acontecimentos que marcam a História da Terra
      Alguns acontecimentos assumiram proporções dramáticas



      Períodos de intensa e                 Impacto da Terra
      contínua atividade                    com corpos vindos do
      vulcânica                             espaço




                                           Períodos mais ou menos
     Períodos de aquecimento               prolongados de subida e
     ou arrefecimento global               descida do nível do mar
Escala do Tempo Geológico
67
Escala do Tempo Geológico
68
Escala do Tempo Geológico
69




      As informações resultantes tanto de datações relativas como, mais
       tarde, de datações absolutas, permitiram aos geólogos a elaboração
       de escalas de tempo geológico.


      Estas representações esquemáticas da história da Terra,
       representam sequências de divisões do tempo geológico, sendo as
       respetivas idades registadas em milhões de anos.
Escala do Tempo Geológico
70




     Os 4,6 mil milhões de anos da Terra
     estão divididos em grandes unidade de
     tempo:
         Pré-Câmbrico
         Era Paleozóica
         Era Mesozóica
         Era Cenozóica
Escala do Tempo Geológico
71




                         As divisões são tanto maiores
                         e mais inseguras quanto mais
                         recuados são os tempos
                         geológicos
Escala do Tempo Geológico
72
Escala do Tempo Geológico
73

      Nestas escalas, as divisões mais alargadas de tempo designam-se por
       eons.
      Nesses grandes intervalos de tempo consideram-se divisões de
       duração inferior chamadas eras, cada uma das quais se subdivide em
       períodos que, por sua vez, se dividem ainda em épocas.
      As transições entre as diferentes divisões correspondem sobretudo
       a momentos de grandes extinções ocorridas no passado e
       testemunhadas pelo registo fóssil.

      Fósseis de muitos organismos, como os dinossauros e outros grupos animais e
      vegetais, aparecem pela última vez em estratos rochosos cuja datação
      absoluta revelou a idade de 66,4M. a.,


      Estas espécies ter-se-ão extinto nesta época


      Transição entre a Era Mesozoica e a Era Cenozoica
Escala do Tempo Geológico
74



       Pré-Câmbrico
            4600 M. a. – 542M. a.


      Era mais longa.
      Origem da crusta terrestre, atmosfera primordial e primeiros mares.
      Seres aquáticos sem esqueleto.
      Escassos registos fósseis.
      As primeiras cianobactérias utilizam a fotossíntese e produzem
       oxigénio.
Escala do Tempo Geológico
75


      Era Paleozoica
          542 M. a. – 251 M. a.

      Desenvolvimento das comunidades marinhas.
      Desenvolvem-se os primeiros peixes.
      Origem dos anfíbios, insectos e répteis.
      Domínio das plantas produtoras de esporos.
      Formação do super continente Pangea.

                        Extinção em massa

                        90 % de todas as Famílias desaparecem.

                                                  Fim da Era Paleozoica
Escala do Tempo Geológico
76


       Era Mesozoica
       251 M. a. – 65 Ma.

      A idade dos dinossauros
      Dominam as plantas terrestres
      Origem das gimnospérmicas – plantas com sementes
      Origem das angiospérmicas – plantas com flor
      Origem dos mamíferos e das aves

             Impacto de um asteroide? Vulcanismo intenso?
                            Extinção em massa de dinossauros e
                            de muitos organismos marinhos

                                         Fim da Era Mesozoica
Escala do Tempo Geológico
77

        Era Cenozoica
            251 M. a. - …
      Evolução continuada e adaptações das plantas com flor, insectos,
       aves e mamíferos
      Domínio dos mamíferos
      Movimentos significativos da crusta e formação de montanhas
       (Alpes e Himalaias)
      Evolui o mais primitivo hominídeo (antepassado dos humanos) há
       aproximadamente 4,4 milhões de anos atrás.
      Os primeiros Homo sapiens surgiram há aproximadamente 100 mil
       anos atrás.
Escala do Tempo Geológico
78

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1 a idade da terra

  • 1. A MEDIDA DO TEMPO EA IDADE DA TERRA MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
  • 2. Diversidade de rochas 2  Uma rocha é um agregado, consolidado ou não, de minerais.  As rochas são geradas por processos naturais, desde épocas remotas, e testemunham as condições em que se originaram.  Atendendo às características e às condições que presidiram à sua génese, consideram-se três grandes categorias de rochas: sedimentares, magmáticas e metamórficas, que assumem diferentes aspetos na paisagem.  No decurso do tempo, múltiplos fenómenos afetaram a Terra, modificando as suas paisagens.
  • 3. Diversidade de rochas 3 Percentagem relativa de rochas sedimentares e magmáticas na crusta terrestre  As rochas sedimentares constituem apenas 5% do volume da crosta terrestre e ocupam 75 % da superfície da crusta.  As rochas magmáticas constituem cerca de 95% de volume da crosta e ocupam apenas 25% da superfície da crusta.
  • 4. Rochas Sedimentares 4  A superfície terrestre é um local de intersecção entre a atividade geológica resultante da energia interna da Terra e a atividade da biosfera, da atmosfera e da hidrosfera, dinamizadas pela energia solar. Como resultado dessa interação, as rochas são alteradas e erodidas.
  • 5. Rochas Sedimentares 5  São formadas à superfície da terra ou próximo dela a partir de deposições de sedimentos que, posteriormente, experimentam uma evolução, sendo compactados e ligados entre si.  Constituem apenas 5% do volume da crosta terrestre; ocupam 75 % da superfície dos continentes.  Resultam geralmente da meteorização e erosão de rochas pré- existentes, seguida de transporte, deposição e diagénese, organizando- se em estratos dispostos, inicialmente, na horizontal.  Nas rochas sedimentares é normal encontrar fósseis.
  • 6. Rochas Sedimentares 6 Na génese das rochas sedimentares ocorrem, geralmente, duas fases:  Sedimentogénese - Conjunto de processos que compreendem a elaboração dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares, o transporte e a deposição desses materiais.  Diagénese - Conjunto de processos físico-químicos que intervêm após a sedimentação e pelos quais os sedimentos evoluem para as rochas sedimentares coerentes.
  • 7. Rochas Sedimentares 7 Rochas metamórficas Rochas magmáticas Rochas sedimentares  Meteorização  Erosão Sedimentogénese  Transporte  Sedimentação  Compactação e desidratação Cimentação Diagénese Recristalização Rochas sedimentares
  • 8. Rochas Sedimentares Sedimentogénese 8  A meteorização pode ser física, originando partículas cada vez mais pequenas, ou química, que modifica os seus minerais.  A erosão, por ação de vários agentes (vento, água e seres vivos), remove das rochas as partículas que foram alteradas.  As partículas resultantes da erosão são transportadas por agentes variados (água , vento ou seres vivos) para outros locais.  Quando as condições do meio são propícias, o transporte cessa e os sedimentos sofrem deposição, sedimentação, sendo acumulados, geralmente, em bacias de sedimentação.
  • 9. Rochas Sedimentares Meteorização e erosão 9
  • 10. Rochas Sedimentares Meteorização e erosão 10 Diáclases  São superfícies de fratura provocadas por tensões internas da crosta ou por fenómenos de descompressão dos materiais rochosos (devido à remoção das camadas superiores);  Geralmente dividem os maciços em enormes blocos, grosseiramente paralelepipédicos;  Favorecem a meteorização (pois as zonas da bordadura são mais frágeis).  meteorização . as zonas de bordadura dos blocos transformam-se em areias – arenização; . os blocos tornam-se arredondados, formando bolas amontoadas – caos de blocos.
  • 11. Rochas Sedimentares Meteorização e erosão 11
  • 12. Rochas Sedimentares Transporte 12  As partículas resultantes da erosão são transportadas por agentes variados (água , vento ou seres vivos) para outros locais.  Ao longo do transporte as partículas sofrem modificações: diminuição de volume e arredondamento.
  • 13. Rochas Sedimentares Diagénese 13  Através da compactação os sedimentos são comprimidos por ação de novos sedimentos que sobre eles se depositam.  O aumento da pressão provoca a expulsão da água – desidratação – conduzindo à diminuição da porosidade e do volume.  Na cimentação os sedimentos são agregados por ação de um “cimento” resultante da precipitação de substâncias químicas dissolvidas na água ou por sedimentos mais finos.
  • 14. Rochas Sedimentares Estratificação 14  Formam-se camadas horizontais de sedimentos compactados – estratos.  Os estratos sobrepostos apresentam aspeto variado quanto à textura, estrutura, constituição mineralógica, granularidade dos elementos e cor.
  • 15. Rochas Sedimentares 15 Constituídas por sedimentos de origem Detríticas físico-química (detritos), formados por processos de meteorização sobre rochas pré-existentes Rochas Constituídas por sedimentos de origem Sedimentares química, resultantes da precipitação de Quimiogénicas substâncias em solução nas águas. Constituídas por sedimentos de origem Biogénicas biológica, produzidos pelos seres vivos ou resultantes da sua atividade.
  • 16. Rochas Sedimentares 16 Tipo de rocha Tipo de sedimento Origem sedimentar  Detritos Físico-química Rocha detrítica  Substâncias dissolvidas na Química Rocha quimiogénica água  Substâncias produzidas pelos Biológica Rocha biogénica seres vivos ou resultantes da sua atividade
  • 17. Rochas Sedimentares 17 Tipos de sedimentos  Sedimentos detríticos ou clastos Fragmentos de dimensões variadas, desde partículas de pequeníssimas dimensões até grandes blocos (argilas, areias e balastros), resultantes da alteração de outras rochas. Algumas rochas resultantes: argilitos, arenitos e brechas ou conglomerados.  Sedimentos de origem química Resultantes da precipitação de substâncias dissolvidas ou em suspensão na água. Algumas rochas resultantes: rochas carbonatadas como certos calcários.  Sedimentos biogénicos Constituídos por detritos orgânicos ou por materiais resultantes da acção bioquímica, nomeadamente conchas, fragmentos de peças esqueléticas, … Algumas rochas resultantes: calcários biogénicos como o calcário conquífero, carvões, …
  • 18. Rochas Sedimentares 18 Detríticas Rochas sedimentares detríticas não consolidadas D consolidadas Blocos I Seixos Arredondados Calhaus Balastros A Conglomerados Godos >2 mm G Cascalho É Areão Angulosos N Brechas E S E Areia (2 mm – 1/16 mm) Arenitos Silte (1/256 mm – 1/16 mm) Silitos Argila < 1/256 mm Argilitos
  • 19. Rochas Sedimentares 19 Detríticas
  • 20. Rochas Sedimentares 20 Quimiogénicas Calcário – resulta da precipitação do Carbonato de cálcio (CaCO3) Sal-gema – resulta da precipitação de cloreto de sódio (NaCl) Gesso – resulta da precipitação de sulfato de cálcio (CaSO42H2O)
  • 21. Rochas Sedimentares 21 Quimiogénicas Composto químico Mineral Rocha CaCO3 Calcite Calcário NaCl Halite Sal-gema CaSO4 Gesso Gesso
  • 22. Rochas Sedimentares 22 Biogénicas Calcário recifal  Resultante dos esqueletos calcários dos corais que vivem em águas do mar quentes e pouco profundas.  Os corais formam recifes constituídos por milhões de indivíduos ligados em colónias, que edificam estruturas calcárias, a partir do carbonato de cálcio dissolvido na água do mar.  Quando morrem, os seus esqueletos formam este tipo de calcário. Calcário conquífero  Formado pela acumulação de conchas calcárias de animais, como os moluscos, que sofreram um processo de cimentação.  Estes seres vivos retiram carbonato de cálcio da água do mar para construírem os esqueletos (como as conchas).
  • 23. Rochas Magmáticas ou Ígneas 23  Resultam da consolidação dos magmas.  Ao solidificar à superfície, o arrefecimento é muito rápido, gerando rochas formadas por minerais microscópicos – rochas vulcânicas ou extrusivas.  Ao solidificar no interior da geosfera, o arrefecimento é muito lento, gerando rochas com cristais macroscópicos – rochas plutónicas ou intrusivas.
  • 24. Rochas Metamórficas 24  Originadas de rochas preexistentes que experimentam transformações mineralógicas e texturais, mantendo-se no estado sólido.  Essas alterações são devidas a condições de pressão e de temperatura elevadas ou à ação de fluidos circulantes.  Estas transformações ocorrem no interior da geosfera , geralmente entre 10 a 30 Km de profundidade.
  • 25. Rochas Metamórficas Fatores de Metamorfismo 25  Temperatura elevada A partir de 2000C permite o estabelecimento de novas ligações químicas Crescimento de minerais existentes e/ou novas estruturas cristalinas recristalização Novos minerais Altera a composição mineralógica da rocha
  • 26. Rochas Metamórficas 26  Fator de metamorfismo - Calor Corneana Quartzito Mármore Origem  Rocha argilosa, Arenito rico em Rocha carbonatada, calcária ou outra sílica como o calcário (junto à intrusão)
  • 27. Rochas Metamórficas Fatores de Metamorfismo 27  Tensões As rochas são sujeitas a tensões que modificam: - a composição mineralógica da rocha - o arranjo dos minerais (a textura da rocha)
  • 28. Rochas Metamórficas 28 Fator de metamorfismo -Tensões  Orientação paralela de certos minerais originada por forças compressivas;  Esta orientação é perpendicular à direção da tensão exercida sobre a rocha. Foliação Aspeto textural, resultante do alinhamento preferencial de certos minerais (ex. micas), sob a ação de tensões dirigidas. Em rochas de baixa granularidade só é visível ao microscópio. Fissilidade Capacidade da rocha se dividir em lâminas segundo os planos de foliação. À medida que o grau de metamorfismo aumenta a fissilidade diminui.
  • 30. O TEMPO, uma questão central em Geologia 30  Em 1664, o arcebispo irlandês James Ussher afirmava que a Terra tinha sido criada às 9 horas da manhã do dia 26 de Outubro de 4004 a.c.  Para chegar a estes valores baseou-se na Bíblia (200 gerações desde Adão) Actualmente o valor aceite, pela comunidade científica, para a idade da Terra é de aproximadamente 4600 M.a.
  • 31. O TEMPO, e os fósseis 31 Que informações fornecem as rochas sobre a história da Terra? E as rochas que contêm fósseis?
  • 32. O TEMPO, e os fósseis 32 Fósseis são restos, marcas ou vestígios da atividade de seres vivos, que ficaram preservados nas rochas ou outros materiais naturais
  • 33. Condições de fossilização 33 O isolamento dos cadáveres e restos de seres vivos da erosão atmosférica Os cadáveres ou restos de seres vivos têm de ficar rapidamente isolados dos agentes erosivos, do seu poder oxidante e microbiano que rapidamente os decompõem, inclusive as partes duras mineralizadas. A presença de esqueleto interno ou externo mineralizado resistente Os organismos que possuem esqueleto interno ou externo, resistente, de natureza mineral, têm mais hipóteses de fossilizar do que os organismos de corpo mole.
  • 34. Condições de fossilização 34 A natureza dos sedimentos envolventes Se os sedimentos que envolvem e cobrem os cadáveres e restos de organismos são finos, como as argilas e os siltes, a fossilização é bem sucedida. Nos sedimentos grosseiros, como as areias e os conglomerados, as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica. A geoquímica do meio O meio oxidante não facilita a fossilização, ao contrário do meio redutor ou anaeróbio que propícia a conservação, inclusive das partes moles dos organismos
  • 35. Condições de fossilização 35 As características do meio ambiente Os ambientes em que há abundância de alimentos, são, em geral, superpovoados , o que aumenta a probabilidade dos organismos fossilizarem. Quando existe um grande número de predadores e necrófagos os organismos são consumidos como alimento de outros seres vivos. O clima Nos climas frios dá-se a preservação dos organismos, uma vez que a baixa temperatura inibe a acção de bactérias. Nos climas tropicais quentes e húmidos a decomposição dos organismos dá-se de forma extremamente rápida.
  • 36. Condições de fossilização 36 Inerentes ao ser vivo • Presença de partes duras (esqueleto interno ou externo), Inerentes ao meio • Elevada velocidade de sedimentação, • Sedimentos finos, como as argilas e os siltes (nos sedimentos grosseiros as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica), • Meio calmo, com reduzida energia hidrodinâmica (como as águas paradas facilitadoras da sedimentação rápida), • Meio redutor ou anaeróbio (inibe a ação das bactérias), • Temperaturas baixas (inibem a ação das bactérias).
  • 37. Processos de fossilização 37 CONSERVAÇÃO Mamute conservado no gelo É o aprisionamento/ envolvimento de organismos em substâncias como o âmbar, asfalto, gelo, permanecendo aí conservados. Este processo inclui a mumificação, em que o cadáver sofre sobretudo desidratação. Inseto conservado em âmbar
  • 38. Processos de fossilização 38 MINERALIZAÇÃO A fossilização dá-se por transformações químicas, pelas quais a matéria orgânica é substituída por matéria mineral, como a calcite, a sílica e a pirite, entre outros. Trilobite Estruturas de Corais em calcite Amonite Cabeça de dinossauro
  • 39. Processos de fossilização 39 MOLDAGEM Não se conservam quaisquer partes do organismo, mas somente um molde da sua estrutura interna – moldes internos, ou da sua estrutura externa – moldes externos, resultantes da consolidação dos sedimentos que preenchiam ou envolviam o ser vivo. Molde Interno Molde Externo O interior do organismo enche- se de sedimentos que O organismo, ao morrer, cai sobre os reproduzem os detalhes da sua sedimentos, deixando impressas as suas estrutura interna características estruturais externas
  • 40. Processos de fossilização 40 IMPRESSÃO As impressões são moldes externos de estruturas finas (baixo relevo), como folhas ou penas e rastos deixados por seres vivos. A impressão é um caso particular de moldagem. Impressão de folha Impressão da asa de inseto
  • 41. Processos de fossilização 41 MARCAS OU VESTÍGIOS DE ACTIVIDADES Conhecidas por icnofósseis – como pistas, pegadas, ovos, ninhos e fezes. Pegadas Ovos fossilizados Coprólito - Fezes fossilizadas
  • 42. A importância dos fósseis 42 Fósseis de idade – datam as rochas onde se encontram  Fóssil de ser vivo de uma espécie que : - viveu durante um curto período de tempo geológico, - apresentou grande distribuição geográfica, - teve muitos representantes Trilobites Amonites Era Paleozóica Era Mesozóica
  • 43. A importância dos fósseis 43 Fósseis de fácies ou de ambiente – caracterizam ambientes antigos  Fóssil de um ser vivo de uma espécie que viveu em condições ambientais muito restritas. Coral Atualmente vive apenas em ambientes de águas calmas, quentes e pouco profundas
  • 44. A importância dos fósseis 44 Estratigrafia Ramo da geologia que se ocupa do estudo, descrição, correlação de idades e classificação das rochas sedimentares.
  • 45. Datação das rochas 45  Datação relativa (Idade relativa) – corresponde ao estabelecimento da idade de uma formação geológica em relação a outra.  A datação relativa não permite obter um valor numérico, apenas um valor comparativo com outras estruturas geológicas (outras rochas ou fósseis).  Diferentes princípios estratigráficos podem ser utilizados para fazer a datação relativa de formações geológicas (princípio da horizontalidade , princípio da sobreposição dos estratos e princípio da identidade paleontológica).  Datação radiométrica (Idade absoluta) - corresponde ao estabelecimento da idade de uma formação geológica, referida em valores numéricos, geralmente em milhões de anos (M. a.).
  • 46. Datação Relativa P. da horizontalidade 46 Princípio da horizontalidade  A deposição de sedimentos ocorre numa posição horizontal Numa sequência estratigráfica não deformada, um estrato mais recente sobrepõe-se a um estrato mais antigo, os estratos serão tanto mais antigos quanto mais profundos se encontrarem e tanto mais recentes quanto mais superiormente se encontrarem na sequência estratigráfica.
  • 47. Datação Relativa P. da horizontalidade 47 Qualquer fenómeno que altere a horizontalidade das camadas é sempre posterior à sedimentação
  • 48. Datação Relativa P. da sobreposição 48 Princípio da sobreposição dos estratos  Numa sucessão de estratos não deformados, um estrato é mais antigo do que aquele que o cobre e mais recente do que aquele que lhe serve de base.
  • 49. Datação Relativa 49  As grandes descontinuidades no registo geológico devido à ausência de camadas (explicadas por falta de sedimentação ou por erosão) designam-se discordâncias estratigráficas ou lacunas.
  • 50. Datação Relativa P. da identidade paleontológica 50 Princípio da identidade paleontológica  Dois estratos apresentam a mesma idade se apresentarem o mesmo fóssil de idade.  A presença de um fóssil de idade em dois estratos diferentes, mesmo que se encontrem muito distanciados, permite-nos afirmar que os dois estratos possuem a mesma idade.
  • 51. Datação Relativa P. da continuidade lateral 51 Princípio da continuidade lateral  Um estrato tem sempre a mesma idade ao longo de toda a sua extensão, independentemente da ocorrência da variação horizontal (lateral) de fácies.
  • 52. Datação Relativa P. da continuidade lateral 52  Se as rochas que se querem datar estão intercaladas em camadas que se reconhecem como idênticas, pode-se estabelecer uma correlação entre essas rochas intercaladas, de um afloramento para o outro.  Deste modo, uma camada limitada por um muro (base) e por um teto (topo) e definida por uma certa fácies tem a mesma idade ao longo de toda a sua extensão lateral.
  • 53. Datação Relativa P. da intersecção 53 Princípio da intersecção  Toda a estrutura geológica que intersecta outra é mais recente do que ela.  A intrusão é mais recente do que os estratos A, B, C, D e E.  O filão é mais recente do que todas as outras formações, dado que as intersecta.
  • 54. Datação Relativa P. da inclusão 54 Princípio da inclusão  Fragmentos de rochas incorporadas numa rocha são mais antigas do que a rocha que os engloba.  O estrato F é mais recente do que os outros pois inclui fragmentos de D, C e B.
  • 55. Datação Absoluta 55  Os elementos químicos, que ocorrem na natureza, podem apresentar três formas distintas, todas elas com o mesmo número de protões, mas com distinto número de neutrões, o que lhes confere diferente número de massa.  Quando o número de protões é diferente do número de neutrões designa-se de isótopo.
  • 56. Datação Absoluta 56 Um elemento químico pode apresentar-se: • com igual número de protões e de neutrões, que é a forma mais abundante, representando cerca de 95% a 99% desse elemento; • com diferente número de protões e de neutrões, mas estável – isótopo estável; • com diferente número de protões e de neutrões, mas instável, estando em constante transformação – isótopo radiativo. 12C - 6 protões e 6 neutrões (forma abundante); 13C - 6 protões e 7 neutrões (isótopo estável); 14C - 6 protões e 8 neutrões (isótopo instável).
  • 57. Datação Absoluta 57  A idade radiométrica permite obter um valor numérico para a idade das rochas, determinado em milhões de anos (M.a.).  Baseia-se: • na desintegração de isótopos radioactivos naturais, geralmente de potássio (K-40), rubídio (Rb-87), urânio (U-235 e U-238) e carbono (C-14); • no facto de os isótopos radioativos se desintegrarem, espontaneamente ao longo do tempo, a uma velocidade constante para cada um dos diferentes elementos radioativos.  A velocidade de decaimento não é afetada pelas condições ambientais (temperatura, humidade, pressão), o que torna o seu valor específico do elemento e não das condições a que esse elemento está sujeito.
  • 58. Datação Absoluta 58  O isótopo radioactivo designa-se por isótopo-pai e os isótopos resultantes da desintegração designam-se de isótopos-filhos.  A desintegração/decaimento radioactivo ocorre sempre no sentido da obtenção de átomos-filhos mais estáveis: isótopo-pai / isótopo-filho.  O tempo necessário para que metade dos isótopos-pai se transforme em isótopos-filho é designado por tempo de semivida.
  • 61. Datação Absoluta 61 Isótopo-filho Isótopo-pai Decaimento radioactivo Mais estável Radioactivo Uma semi-vida Uma semi-vida
  • 62. Datação Absoluta 62  Uma rocha, quando se forma, adquire uma certa quantidade de isótopos radiativos.  Os isótopos radiativos, por serem instáveis, começam o seu processo de alteração (perda de partículas do seu núcleo) no momento de formação da rocha.  Estes isótopos vão-se desintegrando, a uma velocidade mais ou menos conhecida, transformando-se em átomos estáveis.  A relação entre a quantidade de isótopo-pai e a de isótopo-filho permite, de uma forma simples, chegar à datação do início da desintegração.  A idade da rocha será contada a partir do início da desintegração do isótopo-pai e será dada pelo número de semi-vidas decorrido até ao momento considerado.
  • 64. Datação Absoluta 64  Este métodos de datação é eficaz quando aplicado a rochas magmáticas, o mesmo não acontecendo relativamente às rochas sedimentares e metamórficas: - um magma no momento em que inicia o processo de solidificação, seja em profundidade seja à superfície, incorpora uma certa quantidade de isótopos radioativos (isótopos-pai); a quantidade de isótopos-filho, nesse momento, é nula. - as rochas metamórficas e as rochas sedimentares resultam da acumulação e da transformação (diagénese ou metamorfismo) de materiais rochosos pré-existentes, com origens e idades diferentes.
  • 65. Datação Absoluta 65  As rochas metamórficas resultam de modificações, devidas a pressão e temperatura, sofridas por outras rochas - o metamorfismo que as afetou não elimina os átomos-filho que elas possam conter nesse momento, obtém-se uma idade superior à que deveria corresponder à última fase de metamorfismo.  As rochas sedimentares detríticas resultam de processos de meteorização de rochas pré-existentes, obtém-se a idade dos sedimentos que a contém, os quais têm a idade das rochas de onde são provenientes.  Este método não deve ser aplicado a rochas metamórficas nem sedimentares.
  • 66. Escala do Tempo Geológico 66  São muitos e variados os acontecimentos que marcam a História da Terra  Alguns acontecimentos assumiram proporções dramáticas Períodos de intensa e Impacto da Terra contínua atividade com corpos vindos do vulcânica espaço Períodos mais ou menos Períodos de aquecimento prolongados de subida e ou arrefecimento global descida do nível do mar
  • 67. Escala do Tempo Geológico 67
  • 68. Escala do Tempo Geológico 68
  • 69. Escala do Tempo Geológico 69  As informações resultantes tanto de datações relativas como, mais tarde, de datações absolutas, permitiram aos geólogos a elaboração de escalas de tempo geológico.  Estas representações esquemáticas da história da Terra, representam sequências de divisões do tempo geológico, sendo as respetivas idades registadas em milhões de anos.
  • 70. Escala do Tempo Geológico 70 Os 4,6 mil milhões de anos da Terra estão divididos em grandes unidade de tempo:  Pré-Câmbrico  Era Paleozóica  Era Mesozóica  Era Cenozóica
  • 71. Escala do Tempo Geológico 71 As divisões são tanto maiores e mais inseguras quanto mais recuados são os tempos geológicos
  • 72. Escala do Tempo Geológico 72
  • 73. Escala do Tempo Geológico 73  Nestas escalas, as divisões mais alargadas de tempo designam-se por eons.  Nesses grandes intervalos de tempo consideram-se divisões de duração inferior chamadas eras, cada uma das quais se subdivide em períodos que, por sua vez, se dividem ainda em épocas.  As transições entre as diferentes divisões correspondem sobretudo a momentos de grandes extinções ocorridas no passado e testemunhadas pelo registo fóssil. Fósseis de muitos organismos, como os dinossauros e outros grupos animais e vegetais, aparecem pela última vez em estratos rochosos cuja datação absoluta revelou a idade de 66,4M. a., Estas espécies ter-se-ão extinto nesta época Transição entre a Era Mesozoica e a Era Cenozoica
  • 74. Escala do Tempo Geológico 74 Pré-Câmbrico 4600 M. a. – 542M. a.  Era mais longa.  Origem da crusta terrestre, atmosfera primordial e primeiros mares.  Seres aquáticos sem esqueleto.  Escassos registos fósseis.  As primeiras cianobactérias utilizam a fotossíntese e produzem oxigénio.
  • 75. Escala do Tempo Geológico 75 Era Paleozoica 542 M. a. – 251 M. a.  Desenvolvimento das comunidades marinhas.  Desenvolvem-se os primeiros peixes.  Origem dos anfíbios, insectos e répteis.  Domínio das plantas produtoras de esporos.  Formação do super continente Pangea. Extinção em massa 90 % de todas as Famílias desaparecem. Fim da Era Paleozoica
  • 76. Escala do Tempo Geológico 76 Era Mesozoica 251 M. a. – 65 Ma.  A idade dos dinossauros  Dominam as plantas terrestres  Origem das gimnospérmicas – plantas com sementes  Origem das angiospérmicas – plantas com flor  Origem dos mamíferos e das aves Impacto de um asteroide? Vulcanismo intenso? Extinção em massa de dinossauros e de muitos organismos marinhos Fim da Era Mesozoica
  • 77. Escala do Tempo Geológico 77 Era Cenozoica 251 M. a. - …  Evolução continuada e adaptações das plantas com flor, insectos, aves e mamíferos  Domínio dos mamíferos  Movimentos significativos da crusta e formação de montanhas (Alpes e Himalaias)  Evolui o mais primitivo hominídeo (antepassado dos humanos) há aproximadamente 4,4 milhões de anos atrás.  Os primeiros Homo sapiens surgiram há aproximadamente 100 mil anos atrás.
  • 78. Escala do Tempo Geológico 78