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Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
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Reagem deformando-se e/ou metamorfizando-se, originando, neste caso,  rochas metamórficas . Metamorfismo  é uma palavra de etimologia grega, baseada nos termos  meta  e  morphe  que significam, respectivamente, mudança e forma  Metamorfismo  =  mudança de forma Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
A  diagénese  e o  magmatismo  constituem processos extremos de formação de rochas sedimentares e magmáticas, respectivamente. Entre estes dois ambientes de formação de rochas, existe um ambiente intermédio – o  ambiente metamórfico . Ultrapassadas as condições de pressão e de temperatura que definem o final da diagénese, inicia-se o  metamorfismo . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
Caracteriza-se pelo conjunto de adaptações mineralógicas e texturais que as rochas pré-existentes sofrem, quando sujeitas a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram à sua formação. De uma maneira geral, estas adaptações mineralógicas e texturais ocorrem no estado sólido, isto é, sem que ocorra a fusão da rocha pré - existente.  Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
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A metamorfização de rochas pré-existentes, por alteração da sua composição mineralógica e/ou textura, depende do tipo e da intensidade de certos factores –  factores de metamorfismo  – que determinam o grau de instabilidade dessas rochas. Os processos metamórficos são controlados por diversos factores, dos quais destacamos a  tensão , a  temperatura  (calor), os  fluidos  e o  tempo  ( atendendo a que os fenómenos relacionados com o metamorfismo são extremamente lentos ) . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
Quando a um objecto são aplicadas forças, diz-se que esse objecto está sob  tensão . É a força exercida por unidade de área. Como exemplo destas forças geradoras de tensão, no interior da Terra, podemos referir a  pressão . No interior da Terra, as rochas estão sujeitas a dois tipos de tensão:  litostática  e  não litostática . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
Sendo o metamorfismo um processo que ocorre na litosfera, as alterações a que uma rocha é sujeita ocorrem sob a influência, pelo menos, da tensão litostática. Este tipo de tensão resulta do peso da massa rochosa suprajacente. Para profundidades superiores a 3Km, a tensão litostática exerce-se igualmente em todas as direcções. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
A tensão litostática faz  diminuir o volume  da rocha durante a metamorfização. Assim, nas rochas sujeitas a um aumento progressivo da tensão litostática, os minerais tendem a ocupar menos espaço, pelo que os minerais metamórficos são  mais densos , dado os seus  átomos  e os seus  iões  ficarem  mais próximos na malha cristalina . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
Quando as forças em actuação não são iguais em todas as direcções. Forças associadas aos movimentos tectónicos  - compressivas, distensivas ou de cisalhamento – definem diferentes estados de tensão não litostática ou dirigida. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
A tensão dirigida  influencia a textura das rochas  metamórficas porque  alinha paralelamente  os minerais que as constituem. Assim, quando uma rocha apresenta  estruturas planares , em resultado do  alinhamento paralelo  dos seus  minerais , por acção de tensões dirigidas, diz-se que é uma rocha com  textura foliada . Foliação  – palavra de etimologia latina, derivada do termo  folium  = folha (de planta, de livro, …) Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
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A  clivagem ardosífera  ou  xistenta  é uma estrutura típica de rochas de  baixo grau  de metamorfismo. A  xistosidade  e o  bandado gnáissico  associam-se a rochas de  médio e elevado   grau  de metamorfismo. Outro tipo de textura que pode ocorrer é a  não foliada  (granoblástica); as rochas são constituídas, essencialmente, por minerais com dimensões semelhantes a grânulos     resultam de um tipo de metamorfismo em que a deformação está ausente ou a sua influência é pequena. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
O calor interno da Terra tem uma importante acção sobre a  composição mineralógica  e sobre a  textura  das rochas. Pela acção do calor, as ligações químicas que definem a estrutura cristalina dos minerais podem ser alteradas ou quebradas. À medida que a rocha se ajusta à temperatura a que foi submetida, os seus átomos ou iões recristalizam segundo novos arranjos, originando minerais estáveis na novas condições. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
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Quando submetidas a temperaturas superiores a 200ºC, as rochas iniciam processos de metamorfismo. Temperaturas desta ordem são atingidas, sensivelmente a 10Km de profundidade. Em níveis mais próximos da superfície podem ser atingidas temperaturas superiores a 200ºC    em contacto com intrusões magmáticas, por exemplo. Quando as temperaturas rondam os 800ºC, inicia-se a transição do metamorfismo para o magmatismo. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
A  composição química  e, por consequência,  mineralógica  das rochas pode ser  alterada , significativamente, pela  introdução  ou  remoção  de  componentes químicos . Os fluidos libertados pelo magma podem transportar iões de sódio, potássio, silício, cobre, zinco e, em solução, outros elementos solúveis em água quentes sob pressão. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
A circulação destes fluidos no interior das rochas (intra-rochosa) permite a troca de átomos e iões entre as rochas e o fluido    desta reacção resulta a metamorfização da rocha, por alteração da sua composição química e mineralógica.    por vezes, ocorre a substituição completa de um mineral por outro, sem que se verifique uma alteração da textura da rocha. No decurso do próprio metamorfismo, também se podem formar fluidos Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
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DIAS, A.G et al. (2004).  Geologia 11 . Porto: Areal Editores SILVA, A.D et al. (2004).  Terra, Universo de Vida, 2ª parte, Geologia . Porto: Porto Editora Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.

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Metamorfismo

  • 1. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 2. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 3. Reagem deformando-se e/ou metamorfizando-se, originando, neste caso, rochas metamórficas . Metamorfismo é uma palavra de etimologia grega, baseada nos termos meta e morphe que significam, respectivamente, mudança e forma Metamorfismo = mudança de forma Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 4. A diagénese e o magmatismo constituem processos extremos de formação de rochas sedimentares e magmáticas, respectivamente. Entre estes dois ambientes de formação de rochas, existe um ambiente intermédio – o ambiente metamórfico . Ultrapassadas as condições de pressão e de temperatura que definem o final da diagénese, inicia-se o metamorfismo . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 5. Caracteriza-se pelo conjunto de adaptações mineralógicas e texturais que as rochas pré-existentes sofrem, quando sujeitas a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram à sua formação. De uma maneira geral, estas adaptações mineralógicas e texturais ocorrem no estado sólido, isto é, sem que ocorra a fusão da rocha pré - existente. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 6. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 7. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 8. A metamorfização de rochas pré-existentes, por alteração da sua composição mineralógica e/ou textura, depende do tipo e da intensidade de certos factores – factores de metamorfismo – que determinam o grau de instabilidade dessas rochas. Os processos metamórficos são controlados por diversos factores, dos quais destacamos a tensão , a temperatura (calor), os fluidos e o tempo ( atendendo a que os fenómenos relacionados com o metamorfismo são extremamente lentos ) . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 9. Quando a um objecto são aplicadas forças, diz-se que esse objecto está sob tensão . É a força exercida por unidade de área. Como exemplo destas forças geradoras de tensão, no interior da Terra, podemos referir a pressão . No interior da Terra, as rochas estão sujeitas a dois tipos de tensão: litostática e não litostática . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 10. Sendo o metamorfismo um processo que ocorre na litosfera, as alterações a que uma rocha é sujeita ocorrem sob a influência, pelo menos, da tensão litostática. Este tipo de tensão resulta do peso da massa rochosa suprajacente. Para profundidades superiores a 3Km, a tensão litostática exerce-se igualmente em todas as direcções. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 11. A tensão litostática faz diminuir o volume da rocha durante a metamorfização. Assim, nas rochas sujeitas a um aumento progressivo da tensão litostática, os minerais tendem a ocupar menos espaço, pelo que os minerais metamórficos são mais densos , dado os seus átomos e os seus iões ficarem mais próximos na malha cristalina . Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 12. Quando as forças em actuação não são iguais em todas as direcções. Forças associadas aos movimentos tectónicos - compressivas, distensivas ou de cisalhamento – definem diferentes estados de tensão não litostática ou dirigida. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 13. A tensão dirigida influencia a textura das rochas metamórficas porque alinha paralelamente os minerais que as constituem. Assim, quando uma rocha apresenta estruturas planares , em resultado do alinhamento paralelo dos seus minerais , por acção de tensões dirigidas, diz-se que é uma rocha com textura foliada . Foliação – palavra de etimologia latina, derivada do termo folium = folha (de planta, de livro, …) Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 14. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 15. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 16. A clivagem ardosífera ou xistenta é uma estrutura típica de rochas de baixo grau de metamorfismo. A xistosidade e o bandado gnáissico associam-se a rochas de médio e elevado grau de metamorfismo. Outro tipo de textura que pode ocorrer é a não foliada (granoblástica); as rochas são constituídas, essencialmente, por minerais com dimensões semelhantes a grânulos  resultam de um tipo de metamorfismo em que a deformação está ausente ou a sua influência é pequena. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 17. O calor interno da Terra tem uma importante acção sobre a composição mineralógica e sobre a textura das rochas. Pela acção do calor, as ligações químicas que definem a estrutura cristalina dos minerais podem ser alteradas ou quebradas. À medida que a rocha se ajusta à temperatura a que foi submetida, os seus átomos ou iões recristalizam segundo novos arranjos, originando minerais estáveis na novas condições. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 18. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 19. Quando submetidas a temperaturas superiores a 200ºC, as rochas iniciam processos de metamorfismo. Temperaturas desta ordem são atingidas, sensivelmente a 10Km de profundidade. Em níveis mais próximos da superfície podem ser atingidas temperaturas superiores a 200ºC  em contacto com intrusões magmáticas, por exemplo. Quando as temperaturas rondam os 800ºC, inicia-se a transição do metamorfismo para o magmatismo. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 20. A composição química e, por consequência, mineralógica das rochas pode ser alterada , significativamente, pela introdução ou remoção de componentes químicos . Os fluidos libertados pelo magma podem transportar iões de sódio, potássio, silício, cobre, zinco e, em solução, outros elementos solúveis em água quentes sob pressão. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 21. A circulação destes fluidos no interior das rochas (intra-rochosa) permite a troca de átomos e iões entre as rochas e o fluido  desta reacção resulta a metamorfização da rocha, por alteração da sua composição química e mineralógica.  por vezes, ocorre a substituição completa de um mineral por outro, sem que se verifique uma alteração da textura da rocha. No decurso do próprio metamorfismo, também se podem formar fluidos Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 22. Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.
  • 23. DIAS, A.G et al. (2004). Geologia 11 . Porto: Areal Editores SILVA, A.D et al. (2004). Terra, Universo de Vida, 2ª parte, Geologia . Porto: Porto Editora Escola Secundária de Viriato - 2008 - A.S.