Nosso organismo apresenta uma dinâmica que em parte se assemelha a uma máquina. Entretanto,
diferentemente das máquinas, nosso corpo apresenta a capacidade de se reciclar. Assim, tenha a
certeza de que seu organismo não é o mesmo de um ano atrás, e nem será o mesmo no próximo
ano!
Essa relação de constante renovação e suas implicações orgânicas podem ser consideradas o
principal fator para aquilo que reconhecemos como sendo vida!
Todo ser vivo gasta energia a todo o momento para manter as diversas atividades desempenhadas
pelo organismo. Nossas células estão continuamente trocando seus átomos e componentes
moleculares. Grande parte das substâncias celulares é degradada para que novas possam ser
sintetizadas. Esta atividade intensa de construção e desconstrução de substâncias é feita utilizando
energia obtida através da degradação de nutrientes orgânicos. Essa dinâmica corporal que ocorre
dentro de cada célula constitui o metabolismo, que em grego significa mudança.
Essa ação metabólica pode ser dividida em duas partes:
A produção de novas substâncias a partir de outras substâncias mais simples,
como a síntese de proteínas, formada por aminoácidos e as reações que
acarretam o armazenamento de energia, é conhecida como anabolismo. Um
exemplo deste processo anabólico reside na síntese de proteínas dentro do
tecido muscular a partir dos aminoácidos, e na formação de estoques de
glicogênio por intermédio do agrupamento de moléculas de glicose.
 O anabolismo necessita em seu processo de
construção de uma oferta de energia e substratos
(moléculas menores) adequados à velocidade de suas
reações. Desta forma, o anabolismo seria o processo
responsável pelo crescimento, regeneração e
manutenção dos diversos tecidos e órgãos presentes
no organismo.
 O processo de degradação de substâncias complexas em outras
mais simples, como a quebra da molécula da glicose e sua
transformação em energia, água e gás carbono, é conhecido como
catabolismo. O processo digestório é um exemplo de catabolismo,
uma vez que transforma macro nutrientes presente nos alimentos
em micronutrientes absorvíveis. O catabolismo também ocorre
quando o organismo está sem energia suficiente e busca a
destruição de seus próprios tecidos e reservas, a liberação de
aminoácidos e glicose que serão convertidos em energia.
O metabolismo é regulado pelo sistema hormonal, sendo que os
principais hormônios catabólicos são a adrenocorticotropina
(ACTH) que ocasiona a secreção dos hormônios glucocorticoides,
dentre os quais figura o cortisol. Os principais hormônios
anabólicos são o hormônio do crescimento (GH), a testosterona e
a insulina.
Vale uma dica: O perigo de certas dietas rápidas é que a pessoa
não perde apenas gordura, perde massa muscular e, perdendo
massa muscular, ela altera o seu metabolismo, ficando no efeito
sanfona. Para um correto emagrecimento há a necessidade da
diminuição na ingestão calórica e um acréscimo na atividade física.
Após algum tempo o organismo se acostuma a essa nova
realidade, requerendo menos energia para suas funções vitais, e
assim, naturalmente o metabolismo se estabiliza.
ATP é um Trifosfato de Adenosina, uma molécula que é indispensável à vida da célula, sendo
encontrado universalmente nos seres vivos. Sua função essencial é armazenar energia para as
atividades básicas das células. O ATP consiste em três grupos de fosfato e de uma unidade de
adenosina (adenina e ribose).
O ATP libera uma grande quantidade de energia quando é quebrado pela adição de uma molécula
de água (hidrólise). Na quebra da molécula, o grupo fosfato é removido, modificando-se a sua
estrutura, passando a se chamar ADP (Fosfato de Adenosina), ou seja, passa a ter apenas dois
grupos de fosfato. A remoção de um grupo de fosfato, conversão de ATP em ADP, gera energia para
a célula.
A energia fornecida pela quebra do ATP em ADP é constantemente utilizada pela célula. Quando o
fornecimento de ATP passa a ser limitado, há um mecanismo de reabastecimento, um grupo fosfato
é adicionado ao ADP para produzir mais ATP.
Cada vez que ocorre a desmontagem da molécula de glicose, a energia não é simplesmente liberada para o meio. A
energia é transferida para outras moléculas (chamadas de ATP - Adenosina Trifosfato), que servirão de reservatórios
temporários de energia, “bateriazinhas” que poderão liberar “pílulas” de energia nos locais onde estiverem.
No citoplasma das células é comum a existência de uma substância solúvel conhecida como adenosina difosfato,
ADP. É comum também a existência de radicais solúveis livres de fosfato inorgânico (que vamos simbolizar por Pi),
ânions monovalentes do ácido orto-fosfórico. Cada vez que ocorre a liberação de energia na respiração aeróbica,
essa energia liga o fosfato inorgânico (Pi) ao ADP, gerando ATP. Como o ATP também é solúvel ele se difunde por
toda a célula.
A ligação do ADP com o fosfato é reversível. Então, toda vez que é necessário energia para a realização de qualquer
trabalho na célula, ocorre a conversão de algumas moléculas de ATP em ADP + Pi e a energia liberada é utilizada
pela célula. A recarga dos ADP ocorre toda vez que há liberação de energia na desmontagem da glicose, o que ocorre
na respiração aeróbia ou na fermentação.
O ATP é um composto derivado de nucleotídeo em que a adenina é a base e o açúcar é
a ribose. O conjunto adenina mais ribose é chamado de adenosina. A união de
adenosina com três radicais fosfato leva ao composto adenosina trifosfato, ATP. As
ligações que mantêm o segundo e o terceiro radicais fosfato presos no ATP são
altamente energéticas (liberam cerca de 7 Kcal/mol de substância).
Assim, cada vez que o terceiro fosfato se desliga do conjunto, ocorre a liberação de
energia que o mantinha unido ao ATP. É esta energia que é utilizada quando andamos,
falamos, pensamos ou realizamos qualquer trabalho celular.
Toda reação de oxidorredução está relacionada com uma transferência de elétrons entre átomos
e/ou íons das substâncias reagentes.
Oxidorredução ou oxirredução refere-se ao processo em que há transferência de elétrons entre
espécies químicas (átomos e/ou íons) de substâncias que reagem entre si. Essa palavra é a junção
de “oxidação + redução”, que são processos opostos, mas complementares, ou seja, um sempre
depende do outro para ocorrer.
A oxidação ocorre quando o átomo perde elétrons. Visto que os elétrons são partículas negativas, a
carga elétrica (Número de oxidação – Nox) da espécie que perdeu elétrons aumenta, “fica mais
positiva”, por assim dizer.
Já a redução corresponde ao processo inverso, ou seja, a espécie química ganha elétrons e fica com
o Nox menor, “mais negativo”.

Metabolismo

  • 2.
    Nosso organismo apresentauma dinâmica que em parte se assemelha a uma máquina. Entretanto, diferentemente das máquinas, nosso corpo apresenta a capacidade de se reciclar. Assim, tenha a certeza de que seu organismo não é o mesmo de um ano atrás, e nem será o mesmo no próximo ano! Essa relação de constante renovação e suas implicações orgânicas podem ser consideradas o principal fator para aquilo que reconhecemos como sendo vida! Todo ser vivo gasta energia a todo o momento para manter as diversas atividades desempenhadas pelo organismo. Nossas células estão continuamente trocando seus átomos e componentes moleculares. Grande parte das substâncias celulares é degradada para que novas possam ser sintetizadas. Esta atividade intensa de construção e desconstrução de substâncias é feita utilizando energia obtida através da degradação de nutrientes orgânicos. Essa dinâmica corporal que ocorre dentro de cada célula constitui o metabolismo, que em grego significa mudança. Essa ação metabólica pode ser dividida em duas partes:
  • 3.
    A produção denovas substâncias a partir de outras substâncias mais simples, como a síntese de proteínas, formada por aminoácidos e as reações que acarretam o armazenamento de energia, é conhecida como anabolismo. Um exemplo deste processo anabólico reside na síntese de proteínas dentro do tecido muscular a partir dos aminoácidos, e na formação de estoques de glicogênio por intermédio do agrupamento de moléculas de glicose.
  • 4.
     O anabolismonecessita em seu processo de construção de uma oferta de energia e substratos (moléculas menores) adequados à velocidade de suas reações. Desta forma, o anabolismo seria o processo responsável pelo crescimento, regeneração e manutenção dos diversos tecidos e órgãos presentes no organismo.
  • 5.
     O processode degradação de substâncias complexas em outras mais simples, como a quebra da molécula da glicose e sua transformação em energia, água e gás carbono, é conhecido como catabolismo. O processo digestório é um exemplo de catabolismo, uma vez que transforma macro nutrientes presente nos alimentos em micronutrientes absorvíveis. O catabolismo também ocorre quando o organismo está sem energia suficiente e busca a destruição de seus próprios tecidos e reservas, a liberação de aminoácidos e glicose que serão convertidos em energia.
  • 7.
    O metabolismo éregulado pelo sistema hormonal, sendo que os principais hormônios catabólicos são a adrenocorticotropina (ACTH) que ocasiona a secreção dos hormônios glucocorticoides, dentre os quais figura o cortisol. Os principais hormônios anabólicos são o hormônio do crescimento (GH), a testosterona e a insulina. Vale uma dica: O perigo de certas dietas rápidas é que a pessoa não perde apenas gordura, perde massa muscular e, perdendo massa muscular, ela altera o seu metabolismo, ficando no efeito sanfona. Para um correto emagrecimento há a necessidade da diminuição na ingestão calórica e um acréscimo na atividade física. Após algum tempo o organismo se acostuma a essa nova realidade, requerendo menos energia para suas funções vitais, e assim, naturalmente o metabolismo se estabiliza.
  • 8.
    ATP é umTrifosfato de Adenosina, uma molécula que é indispensável à vida da célula, sendo encontrado universalmente nos seres vivos. Sua função essencial é armazenar energia para as atividades básicas das células. O ATP consiste em três grupos de fosfato e de uma unidade de adenosina (adenina e ribose). O ATP libera uma grande quantidade de energia quando é quebrado pela adição de uma molécula de água (hidrólise). Na quebra da molécula, o grupo fosfato é removido, modificando-se a sua estrutura, passando a se chamar ADP (Fosfato de Adenosina), ou seja, passa a ter apenas dois grupos de fosfato. A remoção de um grupo de fosfato, conversão de ATP em ADP, gera energia para a célula. A energia fornecida pela quebra do ATP em ADP é constantemente utilizada pela célula. Quando o fornecimento de ATP passa a ser limitado, há um mecanismo de reabastecimento, um grupo fosfato é adicionado ao ADP para produzir mais ATP.
  • 9.
    Cada vez queocorre a desmontagem da molécula de glicose, a energia não é simplesmente liberada para o meio. A energia é transferida para outras moléculas (chamadas de ATP - Adenosina Trifosfato), que servirão de reservatórios temporários de energia, “bateriazinhas” que poderão liberar “pílulas” de energia nos locais onde estiverem. No citoplasma das células é comum a existência de uma substância solúvel conhecida como adenosina difosfato, ADP. É comum também a existência de radicais solúveis livres de fosfato inorgânico (que vamos simbolizar por Pi), ânions monovalentes do ácido orto-fosfórico. Cada vez que ocorre a liberação de energia na respiração aeróbica, essa energia liga o fosfato inorgânico (Pi) ao ADP, gerando ATP. Como o ATP também é solúvel ele se difunde por toda a célula. A ligação do ADP com o fosfato é reversível. Então, toda vez que é necessário energia para a realização de qualquer trabalho na célula, ocorre a conversão de algumas moléculas de ATP em ADP + Pi e a energia liberada é utilizada pela célula. A recarga dos ADP ocorre toda vez que há liberação de energia na desmontagem da glicose, o que ocorre na respiração aeróbia ou na fermentação.
  • 10.
    O ATP éum composto derivado de nucleotídeo em que a adenina é a base e o açúcar é a ribose. O conjunto adenina mais ribose é chamado de adenosina. A união de adenosina com três radicais fosfato leva ao composto adenosina trifosfato, ATP. As ligações que mantêm o segundo e o terceiro radicais fosfato presos no ATP são altamente energéticas (liberam cerca de 7 Kcal/mol de substância). Assim, cada vez que o terceiro fosfato se desliga do conjunto, ocorre a liberação de energia que o mantinha unido ao ATP. É esta energia que é utilizada quando andamos, falamos, pensamos ou realizamos qualquer trabalho celular.
  • 11.
    Toda reação deoxidorredução está relacionada com uma transferência de elétrons entre átomos e/ou íons das substâncias reagentes. Oxidorredução ou oxirredução refere-se ao processo em que há transferência de elétrons entre espécies químicas (átomos e/ou íons) de substâncias que reagem entre si. Essa palavra é a junção de “oxidação + redução”, que são processos opostos, mas complementares, ou seja, um sempre depende do outro para ocorrer. A oxidação ocorre quando o átomo perde elétrons. Visto que os elétrons são partículas negativas, a carga elétrica (Número de oxidação – Nox) da espécie que perdeu elétrons aumenta, “fica mais positiva”, por assim dizer. Já a redução corresponde ao processo inverso, ou seja, a espécie química ganha elétrons e fica com o Nox menor, “mais negativo”.