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REVISTALINHADIRETA
TECNOLOGIA
A EXPERIÊNCIA
AO CELULAR
NA EAD
V
ivemos em tempos de revo-
luções aceleradas. “Quando
aprendemos uma resposta,
mudam a pergunta”. Na tec-
nologia, essa é uma lei impetuosa que
vigora desde 1965. Naquele ano, Gordon
Moore, cofundador da Intel, estabeleceu
que a capacidade de processamento dos
computadores dobraria a cada 18 meses.
Conhecida como a Lei de Moore, essa
relação seria aplicada em outros cam-
pos do conhecimento, como o Marke-
ting, em que as descobertas e inovações
ocorrem geometricamente, tornando a
mudança a única certeza.
Na internet, passamos por alguns ciclos
e alternâncias de modelos, em que gran-
desportaiscompáginasiniciaiscarrega-
das de conteúdos deram lugar ao design
com maior impacto, as landing pages,
microsites e lojas virtuais. Os acessos
enquanto indicadores de desempenho
cederam espaço aos acessos qualifica-
dos e às conversões de vendas.
Em algum momento, paramos de
comunicar aleatoriamente para todos
os públicos e passamos a segmentar
e customizar nossas mensagens para
plateias mais relevantes, traçando
estratégias para alcançar objetivos.
Amadurecemos, orientamos e nos
focamos melhor. Ainda assim nos
mantivemos presos, no marketing
digital, a um paradigma de computa-
dores de mesa e laptops, enquanto os
hábitos de navegação e usabilidade
mudavam no nosso entorno.
No Brasil, segundo o eMarketeer, em
2014, 64,9% da população conec-
tada acessou a internet por dispo-
sitivos celulares. E isso muda tudo.
Não muda apenas a experiência
de consumo e o marketing, funda-
mental para o mercado da educação
superior, em que parte substancial
do processo de pesquisa e compra
de cursos dá-se mediada pela rede,
mas muda o consumo da educação
mediada por tecnologia a distância:
o serviço.
A educação a distância cresceu de
maneira contundente na última
década. Em 2002, pouco mais de 6
mil alunos estavam matriculados em
cursos superiores nessa modalidade.
Uma década mais tarde eram 932 mil.
Segundo os dados do Censo EaD
2013, produzido pela Associação
Brasileira de Educação a Distância
(Abed), a internet prevaleceu sobre o
satélite como modelo para transmis-
são de informação nesse segmento.
O levantamento de 2013, produzido
pela Abed, consultou instituições
de todo o País, entre formadoras em
vários níveis e fornecedores de ser-
viços para essa modalidade.
Em 2013, apenas 8,8% das institui-
ções informaram que utilizam o
satélite como forma de distribuição
de áudio e vídeo. O uso intensivo da
internet gera a necessidade de uma
ambientação própria, o chamado
Ambiente Virtual de Aprendizagem
(AVA), que é utilizado por 93% das
instituições pesquisadas.
Equipe
Hoper
Educação
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REVISTALINHADIRETA
Ainda que a internet, enquanto meio,
tenha prevalecido, as instituições não se
programaram para a explosão da nave-
gação em movimento e em multitelas.
Enquanto 39,8% das instituições pes-
quisadas utilizavam dispositivos móveis
nos cursos, uma maioria esmagadora
não fazia uso dessas tecnologias em
seus cursos, segundo a Abed.
Mediante a revolução digital, os obje-
tos de aprendizagem concebidos para
desktop precisam ser adaptados para as
pequenas telas das tecnologias mobile, e
novos cursos precisam ser inteiramente
concebidos para essas novas mídias e
para seus usuários.
De maneira específica, objetos criados
para desktop precisam se tornar res-
ponsivos para equipamentos móveis, e
novos objetos precisam ser concebidos
para mobile, antes de tudo. O que carac-
teriza um site e um objeto de aprendiza-
gem online responsivo é a existência de
uma única URL para um pedaço do con-
teúdo, paridade de conteúdo e ausência
de redirecionamentos.
Além disso, temos os aplicativos. Esses
softwares possuem uma interface intera-
tiva e mantêm-se disponíveis offline. Per-
mitemaindaousodedispositivosdopró-
prio celular e têm uma velocidade mais
rápida. Por outro lado, precisam ser atua­
lizados constantemente e são recursos
“pesados”, que comprometem a memória
dos aparelhos que os hospedam.
Já dispomos de mais de um celular por
habitante em nosso País. Segundo dados
da Teleco, consultoria especializada em
telecomunicações, o Brasil, em setembro
de 2014, possuía 278,5 milhões de celula-
res.Eumemcadaquatrousuáriosdesses
aparelhos já utilizava seus telefones para
acessar a rede. Uma revolução no hábito
de consumo que configura um desdo-
bramento e uma violenta alternância no
mercado de EaD. Um ambiente de negó-
cios no qual muitos players ainda não
atuam e que, na realidade, evolui e torna
defasadas soluções restritas a computa-
dores e laptops. 
www.hoper.com.br

A EXPERIÊNCIA AO CELULAR NA EAD

  • 1.
    58 REVISTALINHADIRETA TECNOLOGIA A EXPERIÊNCIA AO CELULAR NAEAD V ivemos em tempos de revo- luções aceleradas. “Quando aprendemos uma resposta, mudam a pergunta”. Na tec- nologia, essa é uma lei impetuosa que vigora desde 1965. Naquele ano, Gordon Moore, cofundador da Intel, estabeleceu que a capacidade de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses. Conhecida como a Lei de Moore, essa relação seria aplicada em outros cam- pos do conhecimento, como o Marke- ting, em que as descobertas e inovações ocorrem geometricamente, tornando a mudança a única certeza. Na internet, passamos por alguns ciclos e alternâncias de modelos, em que gran- desportaiscompáginasiniciaiscarrega- das de conteúdos deram lugar ao design com maior impacto, as landing pages, microsites e lojas virtuais. Os acessos enquanto indicadores de desempenho cederam espaço aos acessos qualifica- dos e às conversões de vendas. Em algum momento, paramos de comunicar aleatoriamente para todos os públicos e passamos a segmentar e customizar nossas mensagens para plateias mais relevantes, traçando estratégias para alcançar objetivos. Amadurecemos, orientamos e nos focamos melhor. Ainda assim nos mantivemos presos, no marketing digital, a um paradigma de computa- dores de mesa e laptops, enquanto os hábitos de navegação e usabilidade mudavam no nosso entorno. No Brasil, segundo o eMarketeer, em 2014, 64,9% da população conec- tada acessou a internet por dispo- sitivos celulares. E isso muda tudo. Não muda apenas a experiência de consumo e o marketing, funda- mental para o mercado da educação superior, em que parte substancial do processo de pesquisa e compra de cursos dá-se mediada pela rede, mas muda o consumo da educação mediada por tecnologia a distância: o serviço. A educação a distância cresceu de maneira contundente na última década. Em 2002, pouco mais de 6 mil alunos estavam matriculados em cursos superiores nessa modalidade. Uma década mais tarde eram 932 mil. Segundo os dados do Censo EaD 2013, produzido pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), a internet prevaleceu sobre o satélite como modelo para transmis- são de informação nesse segmento. O levantamento de 2013, produzido pela Abed, consultou instituições de todo o País, entre formadoras em vários níveis e fornecedores de ser- viços para essa modalidade. Em 2013, apenas 8,8% das institui- ções informaram que utilizam o satélite como forma de distribuição de áudio e vídeo. O uso intensivo da internet gera a necessidade de uma ambientação própria, o chamado Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), que é utilizado por 93% das instituições pesquisadas. Equipe Hoper Educação
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    59 REVISTALINHADIRETA Ainda que ainternet, enquanto meio, tenha prevalecido, as instituições não se programaram para a explosão da nave- gação em movimento e em multitelas. Enquanto 39,8% das instituições pes- quisadas utilizavam dispositivos móveis nos cursos, uma maioria esmagadora não fazia uso dessas tecnologias em seus cursos, segundo a Abed. Mediante a revolução digital, os obje- tos de aprendizagem concebidos para desktop precisam ser adaptados para as pequenas telas das tecnologias mobile, e novos cursos precisam ser inteiramente concebidos para essas novas mídias e para seus usuários. De maneira específica, objetos criados para desktop precisam se tornar res- ponsivos para equipamentos móveis, e novos objetos precisam ser concebidos para mobile, antes de tudo. O que carac- teriza um site e um objeto de aprendiza- gem online responsivo é a existência de uma única URL para um pedaço do con- teúdo, paridade de conteúdo e ausência de redirecionamentos. Além disso, temos os aplicativos. Esses softwares possuem uma interface intera- tiva e mantêm-se disponíveis offline. Per- mitemaindaousodedispositivosdopró- prio celular e têm uma velocidade mais rápida. Por outro lado, precisam ser atua­ lizados constantemente e são recursos “pesados”, que comprometem a memória dos aparelhos que os hospedam. Já dispomos de mais de um celular por habitante em nosso País. Segundo dados da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, o Brasil, em setembro de 2014, possuía 278,5 milhões de celula- res.Eumemcadaquatrousuáriosdesses aparelhos já utilizava seus telefones para acessar a rede. Uma revolução no hábito de consumo que configura um desdo- bramento e uma violenta alternância no mercado de EaD. Um ambiente de negó- cios no qual muitos players ainda não atuam e que, na realidade, evolui e torna defasadas soluções restritas a computa- dores e laptops.  www.hoper.com.br