SINTESNIT INGRESSARÁ COM AÇÃO CONTRA AS PERDAS DO FGTS
INFORMATIVO DO SINTESNIT - ANO I - N 1 - NOVEMBRO DE 2013
O
SINTESNIT vai buscar na Justiça a reparação das
perdas do FGTS dos trabalhadores sindicatários sin-
dicalizados. Essa ação visa corrigir uma série de dis-
torções que ao longo dos anos afetaram diretamente os ren-
dimentos do Fundo. Segundo nosso Departamento Jurídico,
é possível se corrigir de 60 a 83% do saldo do atual FGTS e o
êxito neste tipo de causa é de 90%.
Para que se possa dar celeridade à entrada do processo
os trabalhadores sindicalizados devem preencher o termo de
adesão na sede do sindicato.
A ação será em nome do Sindicato, e terá como argumen-
to as perdas que os trabalhadores sofreram com a manipu-
lação da TR, que incide no cálculo dos juros do FGTS. Para
que a ação tenha êxito, é fundamental juntar imediatamente
a documentação exigida que são: cópia da carteira profissio-
nal (foto e qualifi-
cação civil), CPF,
Identidade, com-
provante de resi-
dência e extrato
do FGTS desde de
1999, para aderir
ao processo e co-
brar na Justiça a revisão do seu saldo.
PERDAS CHEGAM A 88,3%
Hoje descobrirmos que desde 1999 o FGTS está sendo
corrigido de maneira errada, pois no governo FHC foi modi-
ficada a forma de cálculo do fundo, que não esta sendo cor-
rigido como determina a lei, fato que o reduziu quase pela
metade. Segundo especialistas, as perdas chegam a 88,3%.
Por isto, é fundamental muita luta e mobilização.
HISTÓRICO DAS LUTAS
Esta não é a primeira vez que se mexe nas contas do FGTS
do Trabalhador. Em 2001, após muita luta e uma marcha a
Brasília, o movimento sindical conseguiu um acordo para que
o governo pagasse as perdas no FGTS provocadas pelos pla-
nos: Collor e Verão. Mais de 32 milhões de trabalhadores fo-
ram beneficiados pelo acordo.
AÇÃO DO SINTESNIT
O SINTESNIT entrará com uma ação na Justiça Federal
em Brasília, para recuperar essas perdas que só nos últimos
dois anos foi de aproximadamente11%.
Pelos cálculos corretos, um trabalhador que tinha R$
1.000,00 na conta do FGTS no ano de 1999 tem hoje ape-
nas R$ 1.340,47. Os cálculos corretos indicam que a mesma
conta deveria ter R$ 2.586,44. Ou seja, uma diferença de R$
1.245,97.
O FGTS É UM DIREITO DO TRABALHADOR
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é uma lei ins-
tituída em 1966, (onde substituiu a estabilidade no empre-
go que todo tra-
balhador tinha) e
criou uma conta
de FGTS na Cai-
xa Econômica Fe-
deral, na qual o
empregador deve
depositar todos os
meses o valor percentual de 8% sobre a remuneração, sen-
do uma poupança para o trabalhador, e só pode ser sacado
quando terminar um contrato de trabalho por demissão sem
justa causa, quando o trabalhador se aposentar, se tiver uma
doença grave (tais como câncer ou AIDS) ou para compra da
casa própria, entre outros casos.
TR NÃO RECOMPÕE A INFLAÇÃO
Todo ano a Caixa Econômica Federal aplica sobre o valor
depositado na conta do Fundo de cada trabalhador, juros de
3% mais correção pela TR (Taxa Referencial), que é aplicada
mensalmente.
A TR é um índice estipulado todo mês pelo governo fede-
ral que não recompõe a inflação, e é ela que vem sendo apli-
cada mensalmente ao saldo das contas do FGTS, provocando
perda para os trabalhadores.
a documentação exigida que são: cópia da carteira profissio- tituída em 1966, (onde substituiu a estabilidade no empre-
Plantões para atendimento específico aos trabalhadores sindicalizados a partir de 25 de outubro.
Ligue para agendar o seu atendimento. (21 2233-0730/2263-8921).
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FOI REGISTRADA DIA 25/10/2013 A CHAPA 1 - “RENOVAÇÃO E UNIDADE PARA
LUTAR” A CHAPA É COMPOSTA POR VÁRIOS TRABALHADORES SINDICATÁRIOS.
No último final de semana de
agosto, nos dias 21, 22 e 23, a Fede-
ração Nacional dos Trabalhadores
em Entidades Sindicais – FITES rea-
lizou o II Confites, em Salvador(BA),
reunindo as direções dos Sintes de
todo o país. O SINTESNIT/RJ enviou
a sua delegação composta por cinco
delegados e dois observadores.
A delegação participou ativa-
mente de todos os debates assim
como se posicionou politicamente
em relação ao atual momento polí-
tico e econômico no qual os traba-
lhadores brasileiros estão enfren-
tando ajustes fiscais e retiradas de
direitos trabalhistas. Os coordena-
dores Marcos Ribeiro e João Bosco
cobraram uma posição das dire-
ções sindicais presentes em relação
ao assédio moral e perseguições
políticas dentro das entidades sin-
dicais e sobre a melhoria na condi-
ção de trabalho dos trabalhadores
sindicatários.
Delegação de Niterói participa
do congresso da Fites em Salvador
Os coordenadores Marcos Ribeiro,
Marlucia Soares, João Bosco e Mônica
participaram junto com Ana Maria Braga
(eleita pela base) e os suplentes Márcia e
Aluizio do Carmo. Acima junto com
os companheiros do SINTESI-RJ
Nestes dias nefastos de Eduardos
Cunhas e de retrocessos e arrochos
salarial em que nós trabalhado-
res temos enfrentado. É inadmis-
sível que uma parte de setores do
movimento sindical não gostam e
nem aceitam ser criticados. E ainda
atuem de forma ditatorial e como
sensores da antiga censura, de dar
inveja aos antigos generais da “Di-
tadura militar”. Por isso afirmamos
que realmente em nossa base terri-
torial que abrange os municípios de
Niterói e São Gonçalo - Rj, somente
30% das “ entidades sindicais” são
sérias e respeitam os direitos dos
seus funcionários os trabalhadores
sindicatários (as).
O que dizer de sindicatos: Que
não assinam a carteira e nem reco-
lhem o FGTS dos seus funcioná-
rios? O que dizer de sindicatos que
se negam a fazer o Acordo coletivo
de trabalho dos seus funcionários?
O que dizer de sindicatos que proí-
bem e ameaçam de demissão os
seus funcionários que queiram se
filiar ao Sintesnit o seu sindicato de
classe? O que dizer de sindicatos
que marcam as homologações dos
seus funcionários em outro sindica-
to, que não é o representante legal
da categoria sindicatária? O que di-
zerdesindicatosquedescontamum
dia da contribuição sindical urbana
dos seus funcionários, mas não re-
passam a mesma para o Sintesnit, o
sindicato de classe dos trabalhado-
res em entidades sindicais? O que
dizer de sindicatos que se negam a
imitir a CAT dos seus funcionários
que sofreram acidente no ambiente
de trabalho e que adquiriram doen-
ças emocionais como stress e sín-
drome do pânico?
E por ultimo, O que dizer de
(sindicalistas) que assediam mo-
ralmente e praticam perseguições
políticas contra os funcionários
sindicatários? Que fique claro para
muitas direções sindicais que nós
do Sintesnit, gostaríamos de afir-
mar que 100% dos sindicatos da
nossa base territorial são sérios e
respeitam os direitos trabalhistas
dos seus funcionários. Mas infe-
lizmente esta é uma realidade que
nós como sindicato dos trabalha-
dores em entidades sindicais te-
mos convivido constantemente.
Que também fique claro que não
estamos generalizando todos os
sindicatos da nossa base, pois es-
taríamos cometendo uma grande
injustiça com os sindicatos sérios e
com os verdadeiros dirigentes sin-
dicais que são bons exemplos para
os seus funcionários e para nossa
categoria sindicatária.
Há estes sindicatos e dirigentes
sindicais nós nos orgulhamos como
os parabenizamos e reconhecemos
a todos (as) como verdadeiros re-
presentantes dos trabalhadores Já
aos demais infelizmente não pode-
mos dizer o mesmo.
“SINDICATOS E CERTOS
DIRIGENTES SINDICAIS NÃO
QUEREM SER CRITICADOS?
ENTÃO DEEM EXEMPLO E
SEJAM EXEMPLO PARA OS
SEUS FUNCIONÁRIOS E PARA
NOSSA CATEGORIA”!
Quem são os 30% dos sindicatos que não são sérios
Informativo do SINTESNIT - Ano I - nº 8 - SETEMBRO DE 2015
Dirigente do SINTESNIT/RJ é elei-
to para nova direção da Fites
No sábado dia 22 foi eleita a nova
diretoria da FITES, para o mandato
2015/2018. O nosso coordenador Mar-
cos Ribeiro foi eleito para a diretoria
executiva da FITES, como o novo se-
cretario de comunicação. Para nós da
direçãodoSINTESNIT/RJ,aeleiçãodo
companheiro Marquinhos como novo
dirigente sindical de FITES é também
uma grande conquista para a nossa
base e categoria sindicatária de Nite-
rói e São Gonçalo–RJ. Agora temos
um representante nosso na direção
da nossa federação. Gostaríamos tam-
bém de ressaltar que tudo isso só foi
possível por causa da ajuda financei-
ra das entidades sindicais: SINTUFF,
SEEB-NITERÓI, ADUFF E SINTESI-
-RJ, que foram solidários à nossa luta e
acreditaram em nossa militância e or-
ganização sindical, para a construção
de uma federação mais democrática,
plural e que venha realmente repre-
sentar os anseios e expectativas dos
trabalhadores sindicatários acerca de
uma verdadeira representação sindi-
cal a nível nacional.
Muitas categorias têm conseguido
em seus acordos coletivos de traba-
lho, conquistas como vale-refeição,
vale-alimentação, auxilio-educação e o
vale-cultura. Infelizmente essa não tem
sido uma realidade para muitos dos
trabalhadores sindicatários.
Há sindicatos e direções que enten-
dem a necessidade de os seus empre-
gados terem um bom acordo coletivo
de trabalho e com os mesmos benefí-
cios que a sua categoria tem e conquis-
tou. Infelizmente essa não é uma prati-
ca geral em muitos sindicatos da nossa
base, onde temos trabalhadores sindi-
catários que só recebem o salário e o
vale-transporte e nada mais que isso.
Já outros trabalhadores recebem al-
guns benefícios como o vale-alimenta-
ção, mas com um valor inferior a atual
realidade econômica e financeira de
nosso país. Gostaríamos de chamar a
atenção de muitas entidades sindicais
e suas direções, para que entendam
que as mesmas necessidades e reivin-
dicações que eles fazem em prol das
suas categorias, são as mesmas dos tra-
balhadores de entidades sindicais. Por
isso nem sempre o vento que venta lá,
venta cá...
O vento que venta
lá não venta cá
Expediente
SINTESNIT - Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais de Niterói e São Gonçalo
CNPJ 31.839.129.0001-11 - REGISTRO MTB: 24370.043821/88 - FUNDADO EM 20 DE DEZEMBRO DE 1988
COORDENAÇÃO EXECUTIVA - Marcos Aurélio G. Ribeiro e João Bosco de Vas-
concelos (Coordenação-geral), Marlucia Simões Soares (Financeiro), Monica dos
Santos Mendes (Jurídico), Claudia Ferreira de Carvalho (Imprensa), Murilo Mota
Simões (Políticas Sindicais), Aluízio Pereira do Carmo (Patrimônio), Jacqueline
Ferreira de Araujo (Secretária Geral)
Jornalista Responsável: Maria Elizabeth Monteiro MTb 154.3.28v
Diagramação e arte: Marlucia Soares
Tiragem: 500 exemplares
Rua Maestro Felício Toledo, 551 - sala 611 - Centro - Niterói - RJ - CEP. 24030-106 - Tel.: 2621-6426 - contato@sintesnit.org.br
Dilma faz um governo ao estilo tucano
Em casa de ferreiro, o
espeto é continua de pau
Seguindo a política do “manda
quem pode, obedece quem tem juízo”,
alguns dirigentes sindicais continuam
reproduzindo nas entidades em que
dirigem a mesma postura que tanto
condenam nos seus patrões.
É chegada a hora de nós sindica-
tários começarmos a nos impor diante
destas atitudes ditatoriais de quem no
microfone, diante de sua categoria,
pregaseromaiordefensordosdireitos
trabalhistas, mas quando se fecham às
portas do sindicato, se portam como
coronéis e verdadeiros monarcas
do absolutismo sindical, impondo o
medo, censura e a repressão contra os
trabalhadores em entidades sindicais
(sindicatários).
Não dá mais para aceitar atitudes
que desabonam e depreciam o movi-
mento sindical como: trabalhadores em
entidades sindicais sem carteira assina-
da e direções que se recusam a negociar
e fazer um acordo coletivo de trabalho
(ACT), sindicatos querendo aproveitar
a renovação do ACT para retirada de
direitos dos trabalhadores, descumpri-
mentos de acordos coletivos, entidades
que não depositam o FGTS mensal-
mente como estabelecido por lei. Isso
tudo sem falar nas péssimas condições
de trabalho, onde não são respeitadas
as mínimas condições ergonométricas.
E o pior de tudo, a instauração da políti-
ca do medo e opressão.
Os dirigentes devem ter a consciên-
cia de que quem movimenta a maqui-
na sindical são os trabalhadores, e os
mesmos devem ser respeitados.
E você meu amigo sindicatário, a
melhor maneira de combater e se de-
fender destas malfadadas atitudes é
se sindicalizando, participando das
assembleias, não esqueça: JUNTOS
SOMOS FORTES. (Zenildo Junior é
Gestror de RH e Diretor do Sintesi-RJ.)
Sindmoveis-RJ continua
suas práticas antissindicais
A direção do Sindicato dos Cor-
retores de Imóveis do Estado do
Rio de Janeiro - SINDMOVEIS,
continua as suas práticas antissin-
dicais e ditatoriais contra os seus
funcionári@s. Temos recebido con-
stantes ligações e reclamações dos
funcionári@s deste sindicato, por
seus constantes atrasos nos paga-
mentos de salários, como tam-
bém no atraso do auxilio-refeição
Sodexo. Outra denúncia que os
funcionários tem feito é sobre a
proibição e intimidação por eles
sofridas, por parte da presidência
do Sindimoveis, caso venham a se
filiarem ao seu sindicato de classe.
Estamos solicitando, ao Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE),
uma fiscalização minuciosa e apu-
ração destas denúncias por parte
do quadro de funcionários deste
sindicato.
Sinmed fecha primeiro ACT
As direções do SINTESNIT/RJ e
do Sindicato dos Médicos de Ni-
terói e São Gonçalo – SINMED se
reuniram com os funcionários e ac-
ertaram a elaboração e criação do
primeiro Acordo Coletivo de Tra-
balho (ACT), para os funcionários
do SINMED. O novo Acordo cole-
tivo já foi transmitido e encamin-
hado para o sistema mediador do
M.T.E., e aguarda a sua homologa-
ção e registro.
DiadosTrabalhadoresSindicatáriosé
aprovado na Câmara de Niterói
Informamos aos nossos compan-
heiros sindicatários(as), com imen-
sa alegria, que o projeto de lei de
autoria do vereador Renatinho do
PSOL, do dia dos trabalhadores
sindicatários foi aprovado por
unanimidade na seção de quinta
feira dia 08/05/2015 na Câmara dos
Vereadores de Niterói.
Novo ACT do Sindifisco
já está registrado no MTE
Informamos aos funcionários (as)
do SINDIFISCO NITERÓI, que
o Acordo Coletivo de Trabalho
(Act) 2015/2016 já está registrado
junto ao Ministério do Trabalho
e Emprego – TEM. Informamos
que o instrumento coletivo foi
transmitido pela Solicitação nº
MR027926/2015 e foi registrado
nesta Unidade do MTE sob o
número RJ000819/2015.
Funcionários do Sintuff
renovam o ACT
Informamos que a comissão de fun-
cionários e a direção do SINTUFF,
renovaram o acordo coletivo de
trabalho ACT 2015/2016 com a data
base em 1º de maio, os sindicatári-
os tiveram 10,50% aumento sala-
rial e o vale refeição foi reajustado
de 20,00 para 23,00 reais. Os fun-
cionários (as) do SINTUFF também
conquistaram um novo benefício,
que é o vale-cultura, benefício este
que proporciona aos trabalhadores
a compra de livros e utilizarem
para pagar cinema, teatros e shows.
Entidades sindicais fazem
as homologações em sindicatos
que não são os verdadeiros
representantes da classe
Temos recebido inúmeras denún-
cias, de trabalhadores sindicatári-
os, que foram demitidos, e que os
sindicatos que os empregava e as
suas direções têm realizado as ho-
mologações desses trabalhadores
em sindicatos que não são os ver-
dadeiros representantes de classe
dos trabalhadores sindicatários
em Niterói e São Gonçalo. Gos-
taríamos de estar comunicando a
estas entidades sindicais, que tem
cometido este procedimento irreg-
ular, que nós já estamos tomando
as devidas providencias junto ao
Ministério do Trabalho e Emprego
como também junto ao Ministério
Público do Trabalho.
Informes de base
Passados seis meses do segundo
mandato da presidente petista Dil-
ma Rousseff o que se vê é o caos:
uma grave crise econômica finan-
ceira, política e moral, ao ponto
dela figurar com apenas 7% de
avaliação positiva nas pesquisas
feitas pelos institutos que regu-
larmente fazem essas aferições. A
crise política e econômica que os
trabalhadores brasileiros têm en-
frentado no atual governo Dilma,
somados ao maléfico ajuste fiscal
do ministro Levy, trouxe a inflação
de volta como num filme de terror.
Os trabalhadores sentem no seu
dia-a-dia o peso dos ataques do
governo.
A inflação corrói os salários, fa-
zendo os trabalhadores e a popu-
lação sentirem que o nível de vida
só piora. É extremamente positivo
que a classe trabalhadora, como a
população em geral responsabilize
Dilma e o seu governo pela crise
que vive o país, pois as dificuldades
pelas quais passamos no dia-
a-dia são fruto das opções
políticas do seu gov-
erno, que nada mais é
do que um executor do
plano econômico dos
banqueiros e emp-
reiteiras para jogar
a crise nas costas dos
trabalhadores e beneficiar com lu-
cros fabulosos os famigerados ban-
queiros, que nunca ganharam tanto
dinheiro e viram as suas fortunas
quadriplicarem.
Enquanto isso o governo Dilma
faz um governo ao estilo tucano
de ser, com muitas privatizações,
retiradas de direitos trabalhistas e
ajuste fiscal sobre os salários e com
isso diminuindo o poder de compra
dos trabalhadores, que sente a dura
realidade no fim do mês ao receber
os seus salários corroídos pela infla-
ção.Além da volta da inflação, outro
personagem que retorna, como um
fantasma a assombrar os trabalha-
dores brasileiros, é o
desemprego, que
cresce a cada dia
que passa de uma
forma assusta-
dora.
O número de
desempregados
no país subiu
para 8,2 milhões,
entre março e maio. Uma alta de
18,4% em relação ao mesmo trimes-
tre do ano passado. As filhas quilo-
métricas de trabalhadores nas agen-
cias do Ministério do Trabalho para
receber o seguro-desemprego não
param de aumentar todos os dias.
A greve dos servidores públicos
federais e das Universidades segue
forte e marcando a conjuntura. Os
metalúrgicos vivem uma ascensão
de suas lutas. A greve da GM de São
José dos Campos, que reverteu as
798 demissões, apontou mais uma
vez o caminho a seguir.
Na Volkswagen de Taubaté os
operários seguem enfrentando as
demissões com sua greve. Trabalha-
dores terceirizados também entram
em lutas como no caso de diversas
universidades federais e também
na Usiminas de Cubatão-SP. Lutas
populares contra a violência policial,
violência essa expressa na brutal
chacina de Osasco e Barueri também
marcam o cenário político.
No primeiro semestre, queremos
destacar o poderoso movimento gre-
vista na luta dos professores estad-
uais. Estas diversas lutas que ocor-
rem no país neste momento. Com
um cenário assustador e tenebroso, o
governo Dilma tem pela frente uma
árdua tarefa, que é estancar a crise e
recuperar a sua credibilidade e fazer a
economia do país crescer novamente.
Agora se o governo Dilma conseguirá
reverter ou não esse quadro sombrio
em que nós trabalhadores estamos
enfrentado, só o tempo dirá meus
caros companheiros. Até o momento,
dias felizes só para os banqueiros.

Jornal setembro

  • 1.
    SINTESNIT INGRESSARÁ COMAÇÃO CONTRA AS PERDAS DO FGTS INFORMATIVO DO SINTESNIT - ANO I - N 1 - NOVEMBRO DE 2013 O SINTESNIT vai buscar na Justiça a reparação das perdas do FGTS dos trabalhadores sindicatários sin- dicalizados. Essa ação visa corrigir uma série de dis- torções que ao longo dos anos afetaram diretamente os ren- dimentos do Fundo. Segundo nosso Departamento Jurídico, é possível se corrigir de 60 a 83% do saldo do atual FGTS e o êxito neste tipo de causa é de 90%. Para que se possa dar celeridade à entrada do processo os trabalhadores sindicalizados devem preencher o termo de adesão na sede do sindicato. A ação será em nome do Sindicato, e terá como argumen- to as perdas que os trabalhadores sofreram com a manipu- lação da TR, que incide no cálculo dos juros do FGTS. Para que a ação tenha êxito, é fundamental juntar imediatamente a documentação exigida que são: cópia da carteira profissio- nal (foto e qualifi- cação civil), CPF, Identidade, com- provante de resi- dência e extrato do FGTS desde de 1999, para aderir ao processo e co- brar na Justiça a revisão do seu saldo. PERDAS CHEGAM A 88,3% Hoje descobrirmos que desde 1999 o FGTS está sendo corrigido de maneira errada, pois no governo FHC foi modi- ficada a forma de cálculo do fundo, que não esta sendo cor- rigido como determina a lei, fato que o reduziu quase pela metade. Segundo especialistas, as perdas chegam a 88,3%. Por isto, é fundamental muita luta e mobilização. HISTÓRICO DAS LUTAS Esta não é a primeira vez que se mexe nas contas do FGTS do Trabalhador. Em 2001, após muita luta e uma marcha a Brasília, o movimento sindical conseguiu um acordo para que o governo pagasse as perdas no FGTS provocadas pelos pla- nos: Collor e Verão. Mais de 32 milhões de trabalhadores fo- ram beneficiados pelo acordo. AÇÃO DO SINTESNIT O SINTESNIT entrará com uma ação na Justiça Federal em Brasília, para recuperar essas perdas que só nos últimos dois anos foi de aproximadamente11%. Pelos cálculos corretos, um trabalhador que tinha R$ 1.000,00 na conta do FGTS no ano de 1999 tem hoje ape- nas R$ 1.340,47. Os cálculos corretos indicam que a mesma conta deveria ter R$ 2.586,44. Ou seja, uma diferença de R$ 1.245,97. O FGTS É UM DIREITO DO TRABALHADOR O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é uma lei ins- tituída em 1966, (onde substituiu a estabilidade no empre- go que todo tra- balhador tinha) e criou uma conta de FGTS na Cai- xa Econômica Fe- deral, na qual o empregador deve depositar todos os meses o valor percentual de 8% sobre a remuneração, sen- do uma poupança para o trabalhador, e só pode ser sacado quando terminar um contrato de trabalho por demissão sem justa causa, quando o trabalhador se aposentar, se tiver uma doença grave (tais como câncer ou AIDS) ou para compra da casa própria, entre outros casos. TR NÃO RECOMPÕE A INFLAÇÃO Todo ano a Caixa Econômica Federal aplica sobre o valor depositado na conta do Fundo de cada trabalhador, juros de 3% mais correção pela TR (Taxa Referencial), que é aplicada mensalmente. A TR é um índice estipulado todo mês pelo governo fede- ral que não recompõe a inflação, e é ela que vem sendo apli- cada mensalmente ao saldo das contas do FGTS, provocando perda para os trabalhadores. a documentação exigida que são: cópia da carteira profissio- tituída em 1966, (onde substituiu a estabilidade no empre- Plantões para atendimento específico aos trabalhadores sindicalizados a partir de 25 de outubro. Ligue para agendar o seu atendimento. (21 2233-0730/2263-8921). Acompanhe-nos no Facebook: www.facebook.com/sintesnit FOI REGISTRADA DIA 25/10/2013 A CHAPA 1 - “RENOVAÇÃO E UNIDADE PARA LUTAR” A CHAPA É COMPOSTA POR VÁRIOS TRABALHADORES SINDICATÁRIOS. No último final de semana de agosto, nos dias 21, 22 e 23, a Fede- ração Nacional dos Trabalhadores em Entidades Sindicais – FITES rea- lizou o II Confites, em Salvador(BA), reunindo as direções dos Sintes de todo o país. O SINTESNIT/RJ enviou a sua delegação composta por cinco delegados e dois observadores. A delegação participou ativa- mente de todos os debates assim como se posicionou politicamente em relação ao atual momento polí- tico e econômico no qual os traba- lhadores brasileiros estão enfren- tando ajustes fiscais e retiradas de direitos trabalhistas. Os coordena- dores Marcos Ribeiro e João Bosco cobraram uma posição das dire- ções sindicais presentes em relação ao assédio moral e perseguições políticas dentro das entidades sin- dicais e sobre a melhoria na condi- ção de trabalho dos trabalhadores sindicatários. Delegação de Niterói participa do congresso da Fites em Salvador Os coordenadores Marcos Ribeiro, Marlucia Soares, João Bosco e Mônica participaram junto com Ana Maria Braga (eleita pela base) e os suplentes Márcia e Aluizio do Carmo. Acima junto com os companheiros do SINTESI-RJ Nestes dias nefastos de Eduardos Cunhas e de retrocessos e arrochos salarial em que nós trabalhado- res temos enfrentado. É inadmis- sível que uma parte de setores do movimento sindical não gostam e nem aceitam ser criticados. E ainda atuem de forma ditatorial e como sensores da antiga censura, de dar inveja aos antigos generais da “Di- tadura militar”. Por isso afirmamos que realmente em nossa base terri- torial que abrange os municípios de Niterói e São Gonçalo - Rj, somente 30% das “ entidades sindicais” são sérias e respeitam os direitos dos seus funcionários os trabalhadores sindicatários (as). O que dizer de sindicatos: Que não assinam a carteira e nem reco- lhem o FGTS dos seus funcioná- rios? O que dizer de sindicatos que se negam a fazer o Acordo coletivo de trabalho dos seus funcionários? O que dizer de sindicatos que proí- bem e ameaçam de demissão os seus funcionários que queiram se filiar ao Sintesnit o seu sindicato de classe? O que dizer de sindicatos que marcam as homologações dos seus funcionários em outro sindica- to, que não é o representante legal da categoria sindicatária? O que di- zerdesindicatosquedescontamum dia da contribuição sindical urbana dos seus funcionários, mas não re- passam a mesma para o Sintesnit, o sindicato de classe dos trabalhado- res em entidades sindicais? O que dizer de sindicatos que se negam a imitir a CAT dos seus funcionários que sofreram acidente no ambiente de trabalho e que adquiriram doen- ças emocionais como stress e sín- drome do pânico? E por ultimo, O que dizer de (sindicalistas) que assediam mo- ralmente e praticam perseguições políticas contra os funcionários sindicatários? Que fique claro para muitas direções sindicais que nós do Sintesnit, gostaríamos de afir- mar que 100% dos sindicatos da nossa base territorial são sérios e respeitam os direitos trabalhistas dos seus funcionários. Mas infe- lizmente esta é uma realidade que nós como sindicato dos trabalha- dores em entidades sindicais te- mos convivido constantemente. Que também fique claro que não estamos generalizando todos os sindicatos da nossa base, pois es- taríamos cometendo uma grande injustiça com os sindicatos sérios e com os verdadeiros dirigentes sin- dicais que são bons exemplos para os seus funcionários e para nossa categoria sindicatária. Há estes sindicatos e dirigentes sindicais nós nos orgulhamos como os parabenizamos e reconhecemos a todos (as) como verdadeiros re- presentantes dos trabalhadores Já aos demais infelizmente não pode- mos dizer o mesmo. “SINDICATOS E CERTOS DIRIGENTES SINDICAIS NÃO QUEREM SER CRITICADOS? ENTÃO DEEM EXEMPLO E SEJAM EXEMPLO PARA OS SEUS FUNCIONÁRIOS E PARA NOSSA CATEGORIA”! Quem são os 30% dos sindicatos que não são sérios Informativo do SINTESNIT - Ano I - nº 8 - SETEMBRO DE 2015 Dirigente do SINTESNIT/RJ é elei- to para nova direção da Fites No sábado dia 22 foi eleita a nova diretoria da FITES, para o mandato 2015/2018. O nosso coordenador Mar- cos Ribeiro foi eleito para a diretoria executiva da FITES, como o novo se- cretario de comunicação. Para nós da direçãodoSINTESNIT/RJ,aeleiçãodo companheiro Marquinhos como novo dirigente sindical de FITES é também uma grande conquista para a nossa base e categoria sindicatária de Nite- rói e São Gonçalo–RJ. Agora temos um representante nosso na direção da nossa federação. Gostaríamos tam- bém de ressaltar que tudo isso só foi possível por causa da ajuda financei- ra das entidades sindicais: SINTUFF, SEEB-NITERÓI, ADUFF E SINTESI- -RJ, que foram solidários à nossa luta e acreditaram em nossa militância e or- ganização sindical, para a construção de uma federação mais democrática, plural e que venha realmente repre- sentar os anseios e expectativas dos trabalhadores sindicatários acerca de uma verdadeira representação sindi- cal a nível nacional. Muitas categorias têm conseguido em seus acordos coletivos de traba- lho, conquistas como vale-refeição, vale-alimentação, auxilio-educação e o vale-cultura. Infelizmente essa não tem sido uma realidade para muitos dos trabalhadores sindicatários. Há sindicatos e direções que enten- dem a necessidade de os seus empre- gados terem um bom acordo coletivo de trabalho e com os mesmos benefí- cios que a sua categoria tem e conquis- tou. Infelizmente essa não é uma prati- ca geral em muitos sindicatos da nossa base, onde temos trabalhadores sindi- catários que só recebem o salário e o vale-transporte e nada mais que isso. Já outros trabalhadores recebem al- guns benefícios como o vale-alimenta- ção, mas com um valor inferior a atual realidade econômica e financeira de nosso país. Gostaríamos de chamar a atenção de muitas entidades sindicais e suas direções, para que entendam que as mesmas necessidades e reivin- dicações que eles fazem em prol das suas categorias, são as mesmas dos tra- balhadores de entidades sindicais. Por isso nem sempre o vento que venta lá, venta cá... O vento que venta lá não venta cá
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    Expediente SINTESNIT - Sindicatodos Trabalhadores em Entidades Sindicais de Niterói e São Gonçalo CNPJ 31.839.129.0001-11 - REGISTRO MTB: 24370.043821/88 - FUNDADO EM 20 DE DEZEMBRO DE 1988 COORDENAÇÃO EXECUTIVA - Marcos Aurélio G. Ribeiro e João Bosco de Vas- concelos (Coordenação-geral), Marlucia Simões Soares (Financeiro), Monica dos Santos Mendes (Jurídico), Claudia Ferreira de Carvalho (Imprensa), Murilo Mota Simões (Políticas Sindicais), Aluízio Pereira do Carmo (Patrimônio), Jacqueline Ferreira de Araujo (Secretária Geral) Jornalista Responsável: Maria Elizabeth Monteiro MTb 154.3.28v Diagramação e arte: Marlucia Soares Tiragem: 500 exemplares Rua Maestro Felício Toledo, 551 - sala 611 - Centro - Niterói - RJ - CEP. 24030-106 - Tel.: 2621-6426 - contato@sintesnit.org.br Dilma faz um governo ao estilo tucano Em casa de ferreiro, o espeto é continua de pau Seguindo a política do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, alguns dirigentes sindicais continuam reproduzindo nas entidades em que dirigem a mesma postura que tanto condenam nos seus patrões. É chegada a hora de nós sindica- tários começarmos a nos impor diante destas atitudes ditatoriais de quem no microfone, diante de sua categoria, pregaseromaiordefensordosdireitos trabalhistas, mas quando se fecham às portas do sindicato, se portam como coronéis e verdadeiros monarcas do absolutismo sindical, impondo o medo, censura e a repressão contra os trabalhadores em entidades sindicais (sindicatários). Não dá mais para aceitar atitudes que desabonam e depreciam o movi- mento sindical como: trabalhadores em entidades sindicais sem carteira assina- da e direções que se recusam a negociar e fazer um acordo coletivo de trabalho (ACT), sindicatos querendo aproveitar a renovação do ACT para retirada de direitos dos trabalhadores, descumpri- mentos de acordos coletivos, entidades que não depositam o FGTS mensal- mente como estabelecido por lei. Isso tudo sem falar nas péssimas condições de trabalho, onde não são respeitadas as mínimas condições ergonométricas. E o pior de tudo, a instauração da políti- ca do medo e opressão. Os dirigentes devem ter a consciên- cia de que quem movimenta a maqui- na sindical são os trabalhadores, e os mesmos devem ser respeitados. E você meu amigo sindicatário, a melhor maneira de combater e se de- fender destas malfadadas atitudes é se sindicalizando, participando das assembleias, não esqueça: JUNTOS SOMOS FORTES. (Zenildo Junior é Gestror de RH e Diretor do Sintesi-RJ.) Sindmoveis-RJ continua suas práticas antissindicais A direção do Sindicato dos Cor- retores de Imóveis do Estado do Rio de Janeiro - SINDMOVEIS, continua as suas práticas antissin- dicais e ditatoriais contra os seus funcionári@s. Temos recebido con- stantes ligações e reclamações dos funcionári@s deste sindicato, por seus constantes atrasos nos paga- mentos de salários, como tam- bém no atraso do auxilio-refeição Sodexo. Outra denúncia que os funcionários tem feito é sobre a proibição e intimidação por eles sofridas, por parte da presidência do Sindimoveis, caso venham a se filiarem ao seu sindicato de classe. Estamos solicitando, ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), uma fiscalização minuciosa e apu- ração destas denúncias por parte do quadro de funcionários deste sindicato. Sinmed fecha primeiro ACT As direções do SINTESNIT/RJ e do Sindicato dos Médicos de Ni- terói e São Gonçalo – SINMED se reuniram com os funcionários e ac- ertaram a elaboração e criação do primeiro Acordo Coletivo de Tra- balho (ACT), para os funcionários do SINMED. O novo Acordo cole- tivo já foi transmitido e encamin- hado para o sistema mediador do M.T.E., e aguarda a sua homologa- ção e registro. DiadosTrabalhadoresSindicatáriosé aprovado na Câmara de Niterói Informamos aos nossos compan- heiros sindicatários(as), com imen- sa alegria, que o projeto de lei de autoria do vereador Renatinho do PSOL, do dia dos trabalhadores sindicatários foi aprovado por unanimidade na seção de quinta feira dia 08/05/2015 na Câmara dos Vereadores de Niterói. Novo ACT do Sindifisco já está registrado no MTE Informamos aos funcionários (as) do SINDIFISCO NITERÓI, que o Acordo Coletivo de Trabalho (Act) 2015/2016 já está registrado junto ao Ministério do Trabalho e Emprego – TEM. Informamos que o instrumento coletivo foi transmitido pela Solicitação nº MR027926/2015 e foi registrado nesta Unidade do MTE sob o número RJ000819/2015. Funcionários do Sintuff renovam o ACT Informamos que a comissão de fun- cionários e a direção do SINTUFF, renovaram o acordo coletivo de trabalho ACT 2015/2016 com a data base em 1º de maio, os sindicatári- os tiveram 10,50% aumento sala- rial e o vale refeição foi reajustado de 20,00 para 23,00 reais. Os fun- cionários (as) do SINTUFF também conquistaram um novo benefício, que é o vale-cultura, benefício este que proporciona aos trabalhadores a compra de livros e utilizarem para pagar cinema, teatros e shows. Entidades sindicais fazem as homologações em sindicatos que não são os verdadeiros representantes da classe Temos recebido inúmeras denún- cias, de trabalhadores sindicatári- os, que foram demitidos, e que os sindicatos que os empregava e as suas direções têm realizado as ho- mologações desses trabalhadores em sindicatos que não são os ver- dadeiros representantes de classe dos trabalhadores sindicatários em Niterói e São Gonçalo. Gos- taríamos de estar comunicando a estas entidades sindicais, que tem cometido este procedimento irreg- ular, que nós já estamos tomando as devidas providencias junto ao Ministério do Trabalho e Emprego como também junto ao Ministério Público do Trabalho. Informes de base Passados seis meses do segundo mandato da presidente petista Dil- ma Rousseff o que se vê é o caos: uma grave crise econômica finan- ceira, política e moral, ao ponto dela figurar com apenas 7% de avaliação positiva nas pesquisas feitas pelos institutos que regu- larmente fazem essas aferições. A crise política e econômica que os trabalhadores brasileiros têm en- frentado no atual governo Dilma, somados ao maléfico ajuste fiscal do ministro Levy, trouxe a inflação de volta como num filme de terror. Os trabalhadores sentem no seu dia-a-dia o peso dos ataques do governo. A inflação corrói os salários, fa- zendo os trabalhadores e a popu- lação sentirem que o nível de vida só piora. É extremamente positivo que a classe trabalhadora, como a população em geral responsabilize Dilma e o seu governo pela crise que vive o país, pois as dificuldades pelas quais passamos no dia- a-dia são fruto das opções políticas do seu gov- erno, que nada mais é do que um executor do plano econômico dos banqueiros e emp- reiteiras para jogar a crise nas costas dos trabalhadores e beneficiar com lu- cros fabulosos os famigerados ban- queiros, que nunca ganharam tanto dinheiro e viram as suas fortunas quadriplicarem. Enquanto isso o governo Dilma faz um governo ao estilo tucano de ser, com muitas privatizações, retiradas de direitos trabalhistas e ajuste fiscal sobre os salários e com isso diminuindo o poder de compra dos trabalhadores, que sente a dura realidade no fim do mês ao receber os seus salários corroídos pela infla- ção.Além da volta da inflação, outro personagem que retorna, como um fantasma a assombrar os trabalha- dores brasileiros, é o desemprego, que cresce a cada dia que passa de uma forma assusta- dora. O número de desempregados no país subiu para 8,2 milhões, entre março e maio. Uma alta de 18,4% em relação ao mesmo trimes- tre do ano passado. As filhas quilo- métricas de trabalhadores nas agen- cias do Ministério do Trabalho para receber o seguro-desemprego não param de aumentar todos os dias. A greve dos servidores públicos federais e das Universidades segue forte e marcando a conjuntura. Os metalúrgicos vivem uma ascensão de suas lutas. A greve da GM de São José dos Campos, que reverteu as 798 demissões, apontou mais uma vez o caminho a seguir. Na Volkswagen de Taubaté os operários seguem enfrentando as demissões com sua greve. Trabalha- dores terceirizados também entram em lutas como no caso de diversas universidades federais e também na Usiminas de Cubatão-SP. Lutas populares contra a violência policial, violência essa expressa na brutal chacina de Osasco e Barueri também marcam o cenário político. No primeiro semestre, queremos destacar o poderoso movimento gre- vista na luta dos professores estad- uais. Estas diversas lutas que ocor- rem no país neste momento. Com um cenário assustador e tenebroso, o governo Dilma tem pela frente uma árdua tarefa, que é estancar a crise e recuperar a sua credibilidade e fazer a economia do país crescer novamente. Agora se o governo Dilma conseguirá reverter ou não esse quadro sombrio em que nós trabalhadores estamos enfrentado, só o tempo dirá meus caros companheiros. Até o momento, dias felizes só para os banqueiros.